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Salve mochileiros.

Vou tentar contribuir um pouco sobre minha última experiência. Viajei 11 dias pela Bolívia e 5 pelo Peru (Machhu Piccho).😀

Das conclusões que já posso destacar: 1) Não acredite em tudo o que esses blog´s de viagem dizem, eles são pagos para isso, logo, tudo é uma maravilha, e não é. 🤔 2) Esteja fisicamente preparado para longas caminhadas e subidas. Não estou dizendo que você tem que estar apto para uma maratona, mas tantos os passeios, como ir até os pontos turísticos, ou simplesmente caminhar, exigem bastante. Tem muitas ladeiras em cidades como Sucre, La Paz, cidade velha de Cusco e sem esquecer da ALTITUDE. Essa pega mesmo. A falta de ar é inevitável e inesgotável. 😲🤪 Mas com remédio, chás e balas você vai bem. Relembrando: Se prepare, até porque vale muito muito a pena, Bolívia é maravilhosa.🤩😍❤️

Várias pessoas me perguntaram o motivo desta viagem.. e a resposta é: Lugares fabulosos que eu precisava conhecer e preço ! Bolívia tem lago, montanhas, deserto, neve e muita paisagem de tirar o fôlego (literalmente)🏂🚣‍♂️🚴‍♂️🏍️🤽‍♀️🏔️🏫🏜️🌋⛪. A gasolina é barata, então acredito que influencie nos demais produtos. Fiquei com receio de comer, pegar alguma virose e atrasar meu roteiro. Então, a maioria dos dias, comi coisas industrializadas... salgadinhos, bolacha ou fazia um rango no Hostel. Raras vezes comi em restaurante. Sinceramente achei que havia sujeira demais, e higiene mínima de menos, então, não sei dizer se isso foi precaução ou frescura mesmo... Mas sai quase ilesa.. e acreditem, perdi 4 quilos. É uma questão cultural, e a impressão que tive é que o país não é preparado para o turismo, os passeios são relativamente baratos e a estrutura é bem precária. Você só pode ir para Bolívia depois de saber que: As pessoal mal te olham nos olhos, tem muita sujeira, condições precárias de higiene, faltam banheiros e eletricidade em alguns lugares, meios de transporte precários e velhos, no mesmo dia faz um sol de rachar e em seguida você quase morre de frio. A chance de ter perrengues é enorme. Tem o fator psicológico, você verá muita pobreza, crianças e idosos pedindo esmolas e comida em todo canto, o tempo inteiro.... Mas, qualquer ser humano é capaz de “suportar” isso, em troca de experiências incríveis.

Dia 1 (23/12) – Saio de Floripa, cheguei em Santa Cruz as 4 da manhã (passagem, ida e volta paguei R$ 2100,00 pela LATAM). Comprei um voo separado para Sucre, cerca de R$ 300,00, pela cia BoA. Realmente foi um voo super tranquilo. O que achei de interessante, é que na hora do check in para Sucre, haviam pessoas na fila para comprar passagem e o preço estava quase metade da que eu havia pago com 3 meses de antecedência. Então fica a dica, vale arriscar comprar na hora, pois tem voos consecutivos. Sucre tem dois aeroportos, o novo fica cerca de 30 minutos da cidade. Havia lido que a única forma de ir do aeroporto para a cidade era de táxi, e assim o fiz. Dividi com um brasileiro e pagamos 30 soles por cabeça. Chegando no hostel descobri que tem um ônibus circular, você tem que sair do aeroporto e ir a esquerda. Não sei o preço, mas fiquem ligados. Era o começo da tarde, deixei as malas, tomei um banho, afinal haviam sido quase 40 horas viajando, e fui bater perna. Peguei um circular para a rodoviária a fim de garantir a passagem para UYUNI. No dia apenas uma estava aberta e já garanti. Paguei 60 soles por um semi leito, empresa “11 de julho” era única opção. Era véspera de natal, um agito na cidade... a cada rua que entrava, me apaixonava mais por aquela cidade. Que surpresa deliciosa, chegar em um lugar tão fofo quanto Sucre, lotada de museus, praças, feiras, igrejas e inclusive: Universidade. Subi uma mega ladeira até chegar a La Recoleta.... tem uma igreja e um mirante. Coisa mais linda. Tem o Simon Bolivar Park, um parque incrivelmente lindo, com uma feirinha vendendo de tudo. Crianças correndo por todos os lados... O comércio estava polvoroso, alguns pontos haviam distribuição de brinquedos para crianças carentes. Estava um calor de matar. Parei em uma farmácia, comprei uma cartela de Sorochi, por 45 soles, que deveria ser tomado a cada 12 horas. Voltei para descansar e a noite voltei para rua. A Plaza 25 de Mayo estava toda iluminada, com algumas apresentações de danças típicas, ambulantes, crianças brincando, um clima delicioso.... de paz e alegria.... Meu coração transbordou gratidão, e começava ali uma das viagens mais incríveis da minha vida. 🙏

 

Dia 3 (25/12) – Objetivo do dia era visitar o parque cretácico. É um tanto afastado do centro. Tem 3 formas de chegar até lá: Ônibus circular (1 soles), Táxi (14 soles por pessoa, depois da pechincha) ou Ônibus exclusivo do parque (15 soles por pessoa), esse ônibus tem horários restritos. Todos partem da Praça 25 de Maio. Como queria ir bem cedo, acabei indo de táxi. A entrada do parque custou 30 soles , e sinceramente achava que o parque seria maior. Lá existem pegadas de dinossauros, feito a milhares de anos... E quer ver quando digo que a Bolívia não explora o turismo? Esse parque divide terreno com uma mineradora... Tipo, p você chegar perto das pegadas, você passa pela mineradora... O parque foi feito no meio da empresa. E a principal atração que são as pegadas, estão lá... deteriorando com o tempo. Além do fato de não poder serem tocadas, não tem nenhum cuidado. NENHUM !!!! Tem estátuas de tamanho original, fazem som e tal, tem um pequeno museo, restaurante e uma lojinha. Você entra com um guia que explica cada estátua e depois fica livre para passear. Lembrando, o parque é minúsculo. De hora em hora montam-se grupos para ir com guia próximo as pegadas. Galera, é uma descida animal, bem íngreme.. hora chão de terra, hora escadas...mas quando vai é uma alegria.... Pensa o que sofri para subir, em pleno sol do meio dia. Dessa descida até o final do city tour demora 45 minutos. Guia falava em espanhol e inglês..o que fez nosso passeio demorar mais de 1 hora. Ele mostra as pegadas, mostra um dinossauro de brinquedo, explica o que ele comia, fazia e coisarada;;; Achei que muita informação ali era desnecessária... mas o passeio em si valeu. Matei minha curiosidade. Na saída do parque tem os ônibus exclusivo do parque... Se você o pegar, serão mais 15 soles... tem lugar para táxis, mas quando sai não havia nenhum. Eles vão e voltam o tempo todo...Ai perguntei para uns flanelinhas sobre os ônibus circulares e informaram que paravam no portão da mineradora.... Foi só descer a rua, esperar um pouquinho e lá estava ele, me fazendo economizar 14 soles. Não ganhei somente a economia... o bus levou 1 hora para chegar até a praça.. até lá passei por bairros e lugares fantásticos. Moradores nativos, Sucreanos como são no dia a dia, sem turistas sabe ? O retorno foi um passeio. Só não mais agradável por os ônibus são pequenos e não tem limite para subirem pessoas. Se tiver tempo, vá de circular. Depois aproveitei a tarde para andar. Como era feriado, igrejas e museos fechados, o jeito foi andar pela agradável cidade e no começo da noite, pegar ônibus para UYUNI. Ah, me hospedei no Hostel “Villa Oropea Guest”, super bem localizado, limpo e com cozinha. Próximo post.

 

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Esqueci de dizer que essa trip ocorreu de 23/12/18 a 8/1/19.

A viagem de ônibus foi tranquila, dormi praticamente toda. Passado umas 4 horas da viagem, o ônibus parou e escutei o motorista dizer: Pausa para 15 minutos de Banõ. Que maravilha, estava bem precisando... para minha surpresa descemos no meio do nada. Só tinha a estrada e o mato. Nenhuma luz, o banheiro era a modo Inca.. Ou seja... Dica 3: Carregue e valorize o papel higiênico tanto quanto seu passaporte. Acredite, você precisará muito disso... Só depois desse momento é que passei a valorizar... O bus chegou no horário previsto, 4 da manhã. UYUNi não tem rodoviária, é uma rua comum. É chegar, descer e boa sorte, as pessoas se espalham. Fui para o hostel que tinha reservado, e fui super mal atendida. Era cuidado por uma família muito estranha e não quis me deixar entrar ao menos que pagasse mais uma diária. Meu intuito era ficar em uma sala, algo do tipo, até dar a hora... Detalhe, o check in era as 10, então paguei por 6 horas, já que sozinha, não ficaria na rua. É bom se certificar quando chega de madrugada, se tem onde ficar , e tals. Depois encontrei um grupo de brasileiros que foram direto para um café que está aberto justamente para esse povo que chega, quer tomar um banho e entre 10 / 11 horas embarca para o deserto. Ai aqui cometi um erro, fiquei com medo do ônibus não chegar a tempo e deixei o dia livre. Genteeee, não façam isso, da p fechar passeios na hora. Exemplo, você chega as 4, procura onde ficar, e as 8 você fecha com alguma agência e fica lá até a hora de começar o passeio... Mas, é vivendo e aprendendo... Eu deveria ter feito isso, e ganho um dia em outro lugar mais legal, mas enfim, foi..... O problema é que além da praça, não tem onde você ir. Algumas feiras ao redor, mas nada mais do que isso. Aqui foi o único lugar que almocei em restaurante. Tinha tempo sobrando, achei um restaurante aparentemente limpinho e muita vontade de comer um arroz. Valeu a pena. Gastei 30 soles, mas comi muito. Durante a noite choveu muito. Choveu horrores na verdade e fiquei triste, achando que estragaria o passeio que tanto queria fazer. A agencia que contratei, chamava Esmeralda, paguei 350 soles os 3 dias, já havia contatado por whats aqui do Brasil. Porém, eles me colocaram junto a um grupo de outra agência. Fiquei chateada , pois haviam vários brasileiros, tipo, uns 10 que compraram lá também... Como não domino o inglês , seria o ideal, mas vamos lá.... A chuva cessou. Passeio começa pelo cemitério de trem, o guia ficou explicando uns 40 minutos e deu só 15 para caminharmos entre os trens e tirar foto.... affff … O lance foi respirar fundo, parecia que tudo estava contra mim.... saindo, fomos rumo ao deserto de sal.... tome chão ! As paisagens já começavam a aparecer.... Paramos em um vilarejo que vive de artesanato e tem um pequeno museu. Meu Deus, que pobreza, não sei como ser humano pode viver com tamanha precariedade.... Mais chão, até que chegamos ao MAIOR DESERTO DE SAL DO MUNDO. Ah como eu fiquei feliz.. Sabe aquele lugar que você olha em fotos e diz: “Um dia estarei lá”, assim foi. Paramos em frente ao monumento do DAKAR e ai foi livre para andar, bater fotos, visitar o hotel de sal e aquele monumento as bandeiras. É praticamente indescritível, única coisa que vinha na minha mente é a capacidade de Deus criar tudo isso, que maravilha. Os guias prepararam um almoço bem gostoso, mas o sol estava de torrar. Comecei a tirar as roupas que protegiam do frio... E da-le protetor solar. Uma pausinha para descanso e mais chão.... em minutos começou aparecer água, mas era bem ralinha.... Eu pensei, que frustração, vim aqui e não ver o efeito “espelhado”, mas como uma boa brasileira aproveitei as poças para tirar fotos, querendo ou não, decidi me dar por satisfeita e agradecida... Voltamos ao carro e para minha surpresa e realização, em um trecho havia água o suficiente para cobrir o pé. Dica 4: Levem botas impermeáveis. Chorei de emoção, aquele momento estava simplesmente se eternizando no meu coração. Foi exatamente do jeito que eu gostaria que estivesse. O guia insistiu em dizer que tínhamos sorte, pois em dezembro, janeiro, dificilmente chove o suficiente.... E eu respondia: “ Não é sorte. É Deus”.... E depois de 4513211 fotos, seguimos para a Ilha de Cactus. Olha, se minha viagem acabasse ali, naquele momento, eu daria por satisfeita. Hahahaha... A Isla Incahuasi fica no meio do deserto de sal, foi plantada pelos Incas é muito bonita, tem cactus bem grandes e você tem que pagar um ingresso a parte para manutenção, 30 soles se não me foge a memoria. È bem estruturada, com banheiros e restaurante, além do caminho entre os cactus, feito de pedra. Fica fácil andar, mas exige folego, já que é alto e grande. Seguimos rumo ao Hotel, mas no meio do caminho paramos para ver o por sol do sol. I.N.C.R.I.V.E.L. Os guias serviram batatas (tipo ruffles) e vinho. Se existe dia perfeito, esse foi um.

 

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Oi Fernanda.

Tudo bem?

Essa viagem é demais! Fui pra Bolívia em outro/ 2014. Eu só tinha 9 dias e estava grávida. Acabei não arriscando indo pra La Paz. 

E pra Machu Picchu fui em maio/ 2013. Incrível tudo por lá tbm!

Sou de Timbó/SC e ficarei acompanhando seu relato e, matando as saudades 😍

Só um toque. Você tem mencionado direto a moeda soles lá na Bolívia. Soles é no Peru. Na Bolívia é bolivianos. 😋

Abraços

 

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Puxa! Que legal seu relato. Adorei...

Pensa numa pessoa que tem muita vontade e na mesma proporção muito medo..

Vc foi sozinha?

Ao final quabto ficou esta viagem?

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Em seguida fomos ao Hotel localizado em San Cristobal, contudo, informados que não havia energia elétrica. Ou seja, sem banho e sem baterias carregadas... Calça, bota estavam sujas de sal, e isso gruda, dá uma agonia.... Mas para nossa felicidade, durante o jantar, nos informaram que teria um gerador ligado por 30 minutos, para banho. Foi uma das sensações mais incríveis. Dia fechado com chave de ouro. O Hotel era feito de sal, paredes, cama, mesas, muito legal, experiência única.

DIA 7 (29/12/18) - Após o café, seguimos a diante.... Cada paisagem de tirar o fôlego, e olha que não estou falando de altitude. Vale a pena os perrengues e investimento. Nesse dia a distância entre os pontos de parada eram enormes. No meio da tarde começou a chover forte, mesmo assim paramos na lagoa Colorada, que além de magnífica, é lotada de flamingos. Uma emoção sem igual. Antes disso, você tem que pagar para entrar no Parque Nacional Eduardo Abaroa (que é onde tem essa lagoa). Custou 150 bolivianos, o parque é imenso... além de várias lagunas, tem Geyser e o Termas de Polques, onde há uma piscina natural de água quente aos pés de uma bela lagoa, a Chailiqui. Foi em frente a essa lagoa que dormimos a 2 noite. Hotel hiper simples, e esse nem água nos banheiros tinham. Havia 2 toneis e um baldinho, de acordo com sua produção, você tinha que pegar a água e jogar no vaso. Aqui mostra inclusive a necessidade de carregar água potável com você. Ou teria coragem de escovar os dentes com aquela água ? Não preciso dizer que não tomei banho esse dia... Somente gastei um pacote de lenço umedecido, mas deu certo. Já passava das 20h, havíamos jantado e várias pessoas foram até a piscina termal, se não me engano a temperatura da água beirava os 30º, mas fora dela estava fazendo 6º. Lembrando que não tem iluminação, se você tiver sorte, da Lua.... Ela fica aberta até as 22h. Então, não tive coragem.... Você deve pagar 6 bolivianos p entrar nessa piscina. Já havia tido experiência igual quando fui ao Atacama, no Geyser. Sugiro a quem nunca foi, que experimente. Dormi feito um anjo. Pela manhã a piscina estava lotada com outros turistas. Um dos carros do comboio quebrou, e tivemos que absorver as pessoas nos outros carros. Pensa no aperto... Ainda bem que vários ficariam no Chile.. então, o problema seria apenas até lá... Paramos em uma laguna onde houve a divisão dessas pessoas... quem partiria a diante, e quem voltaria a Bolívia.... O caminho de volta não teve muitas coisas diferente, o êxtase do dia foi parar no “Arbol de Piedra” (Arvore de Pedra), lugar lindo ! E a volta é sempre cansativa... uma canadense do grupo começou a passar mal, não sei dizer se foi a altitude, algo que comeu ou o tanto de poeira que comemos involuntariamente... tivemos que fazer várias paradas para ela se recompor. A última parada turista foi no “Valle de Rocas”.... Até hoje não consigo acreditar no que meus olhos viram. FABULOSO cada rocha. O guia ficou nos apressando , já que havia perdido tempo com várias paradas “não programadas” (canadense), mas por fim chegamos a cidade por volta das 16h. Ao lado da agencia tem um hostel que permite tomar um banho. O bus parte para LA PAZ as 20 h. Tem tempo suficiente para descansar, falar com a família e comer. Ah, duas coisas que esqueci.... São 3 dias sem internet (ideal para se desconectar do mundo e conectar as obras naturais) e 2, quando fechei o pacote com a esmeralda, já comprei a passagem de bus Leito para LA PAZ, custou 60 bolivianos

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Achei uns brasileiros que também aguardavam o ônibus e dividimos uma pizza. Bus partiu no horario exato.... e agora é que vem a parte mais trash da trip..... Havia passado cerca de 3 horas da viagem e minha barriga começou a roncar !!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Não era fome, era dor de barriga.... Pensa no desespero, eu não queria acreditar. Eu, que tenho o intestino naturalmente preso, que estava a 3 dias sem ir no banheiro, como teria uma dor de barriga naquele lugar, sem saber se tinha banheiro no ônibus, e pior, que ainda faltavam mais 7 horas até chegar em LA PAZ.... Gente, dor de barriga é assim, não escolhe hora, nem lugar.... Passei a mão no valioso papel higiênico e fui procurar.... Esse ônibus era aquele duplo e minha cadeira era na parte de cima, o banheiro ficava embaixo e no fundo!!!!! Podia ter algo pior ? PODIAAAAAAA..... Depois de ter esvaziado a minha alma naquele recinto, eis que...................... NÃO TINHA AGUAAAAAAAAA NO VASO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Eu tinha levado o celular, caso precisasse de luz... então comecei a apertar tudo o que tinha la dentro, tentei arrombar a janelinha... tentei encher a palma da mão com a água da torneira e jogar no vaso, mas era em vão... não tinha nem tampa.... eu qse estava morrendo la dentro.. hahahah, foi quando resolvi sair e ir até o motorista perguntar como fazia para dar a descarga..... Amigos mochileiroooossss, foi ai que descobri que o banheiro era quimico, e numero 2 era proibido.... mas sinceramente, eu não tinha outra saída, concordam ? Ai, o pessoal de baixo começou a resmungar, tossir, o cheiro veio atras de mim, voces conseguem imaginar isso ? EU suavaaaaaaa na minha poltrona.. doida de vontade de voltar lá.... a barriga não parava de roncar... e as pessoas começaram a tossir sufocadas cada vez mais. Tomei 2 dramim afim de desmaiar, kakakakka, tirei a bota, troquei a blusa, com medo de ser reconhecida e expulsa do ônibus... e graças a Deus, nos minutos seguintes tinha uma parada para pegar mais gente.... Foi ai que o pessoal de baixo começou a falar mesmo: Motorista, joga água, não conseguimos fica aqui ! Ai arranjaram água e acho que amenizou... o motorista subiu com spray “perfumando” o bus todo e gritou: BANHEIRO É SÒ PARA UNINAR>.... Ah sim, obrigada , da próxima vez, vou levar uma rolha comigo.... Demorou um pouco, melhorei e dormi. Essa, sem duvida foi a pior experiencia que tive em viagens, se não, da minha vida... Agora dou risada, mas cheguei a chorar.

 

DIA 8, Cheguei viva.... porém, com a sensação de que havia passado um trator sobre mim. Tudo o que eu queria era ficar horas deitada.... Mas como tinha programado apenas 2 dias para essa cidade, não tinha tempo a perder. Depois de um merecido banho, fui bater pernas. La Paz é uma capital “comum”, cheia de prédios, pessoas para todos os lados, transito caótico, enfim... fui atrás de casas de cambio, mas depois de não achar nenhuma aberta, me dei conta que era domingo. Me hospedei próximo a Catedral de La Paz , e me informaram que havia cambistas por lá... Acho super arriscado, mas precisava fazer. Haviam mais pessoas na minha frente e fiquei observando, não tive problemas. Fui atras de uma estação do teleférico, a mais próximo naquele momento era a linha vermelha. Na minha ignorância, achava que era um ponto turístico, mas na verdade é um meio de transporte super usado pelos habitantes.... Ainda faltam terminar 2 linhas para cruzar a cidade toda. Apesar de prático, achei um pouco caro, considerando que inclusive você paga as baldeações. Enfim, andar de teleférico é como entrar em uma realidade paralela. A cidade com suas casas sem acabamentos, contrasta de forma muito impactante com a tecnologia que cruza os ares. A vista é inacreditável! Minha primeira parada foi no EL ALTO... sinceramente não sabia onde estava indo... peguei a linha e tive que descer no final.. Sai em uma feira, bem local, se vendia de tudo. Sério, de toda a viagem, essa foi a maior que vi. Acredito que a extensão passava dos 3 km; Lá tinha desde comida, roupa, bicho empanado, calçado, remédios, eletrônicos, e lugar para fazer os rituais espirituais. Sério, haviam “salinhas” e no meio da rua mesmo. Fiquei de cara. Chovia e fazia frio, aproveitei para comprar uma jaqueta nova,, que me custou míseros 59 bolivianos... Aqui no Brasil, não sairia por menos de R$ 200,00. Não comprei mais por não ter como trazer, mas da muita vontade, as coisas são realmente baratas comparadas ao Brasil.... Enfim.... andei por mais algumas linhas. Tem um mirante no meio da Linha laranja. Desci no ponto final da linha azul e voltei andando. Tem praças muito bonitas. Existem ônibus, táxis e algumas vans (que trabalham por conta), buzinam feito loucas querendo chamar atenção das pessoas.... E na volta para o hostel, fui até a VICUNA TRAVEL para fechar o pacote para Death Road no no dia seguinte. Reservei a bike comercial, com dupla suspensão pelo valor de 360 bolivianos. Almoço e café da manhã inclusos. Depois disso, jantei macarrão com salsicha, no Hostel !

 

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      PARTE 1: UM NADA BREVE ENSAIO SOBRE UMA VIAGEM.
      Passado quase 1 mês de meu retorno ao Brasil meu coração se acostuma com a saudade e anseia pelo próximo destino... Afinal, viajar é isso: se tornar um pouco do lugar visitado e deixar um pouco de você lá, não é mesmo?
       
      Começo falando bem rapidamente de mim: até pouco tempo atrás, viagem não era algo que eu considerava nem tangível nem desejável (acho que faltava peças em meu cérebro) mas desde que encontrei minha metade da laranja, sinto um enorme desejo de desfrutar desse mundão de meu Deus com ela. Começamos em Campos do Jordão, fomos para Salvador, Arraial do Cabo, voltamos para Salvador (é bom demais lá <3) e outras viagens "pequenas" aqui e ali, mas sem nunca deixar as terras tupiniquins.
      Dito isso, apresento aqui os 3 personagens principais dessa história: este que voz fala, Marcos (ja previamente apresentado). Mozão, Juliana. E nosso primeiro destino internacional: Bolívia.
      Essa viagem era para ter saído em 2017, mas alguns problema$ a adiaram para 2018, ou seja, tivemos ai quase 2 anos de pesquisas, planejamentos e preparação. A primeira coisa foi definir onde ir: fazer o clássico, Chile - Bolívia - Peru? Escolher apenas um desses países? Escolher outro país? O que levamos em conta foi que, para nós, 30 dias (inicialmente eram 30 dias) era pouco tempo para mais de um país, para dizermos que de fato conhecemos um país, assim optamos por apenas um por viagem. A equação Barato x Uyuni x Huayna Potosi (já adianto que este não rolou, mais a frente direi o porquê) teve como resultado: vamos para a Bolívia \o/. Nosso roteiro foi esse:
       
      SANTA CRUZ DE LA SIERRA X SUCRE
      SUCRE X POTOSÍ
      POTOSÍ X UYUNI
      UYUNI X LA PAZ
      LA PAZ X COPACABANA (ISLA DEL SOL)
      COPACABANA X LA PAZ X COCHABAMBA
      COCHABAMBA X TORO TORO
      TORO TORO X COCHABAMBA X SANTA CRUZ DE LA SIERRA
       
      Deixamos o solo tupiniquim no dia 14/12/2018, em voo da Gol. Dentro da Bolívia todo o trajeto entre cidades foi feito de ônibus. 
      Neste relato tentarei ser o mais detalhista possível em relação a agencias, como chegar, preços, etc.e sintam-se a vontade para me perguntar qualquer coisa, diversos relatos me ajudaram muito e se eu puder minimamente retribuir esta ajuda, já ficarei muito feliz.
       
      Dicas iniciais (para antes da Bolívia):
      Ir de ônibus, trem da morte ou qualquer outro meio terrestre tende a ser muito mais barato, com certeza é uma experiencia unica, mas é muito mais demorado. Motivo esse que nos fez optar por ir pelo ar. Ainda sim, ressalto que durante os meses que procurei passagens áreas, encontrei preços que ficavam mais em conta que ônibus, porém eram datas bem fora do que teríamos disponíveis. Só para terem uma noção da diferença: como moro em Jundiaí - SP, minha partida é da cidade de São Paulo, de lá eu pagaria R$350,00 o trecho (ou seja R$700,00 total) de ônibus saindo do tietê, numa viagem de 36 horas que se findaria em Santa Cruz de la Sierra. De avião, paguei R$1053,00 ida e volta em um voo de aproximadamente 3 horas de duração. Percebi também que o processo de entrada na Bolívia é muito mais rápido pelo aeroporto. Acredito ser sabido por todos (menos por Jon Snow, esse não sabe nada) que não é necessário Passaporte para visitar países da América do Sul, somente um RG em boas condições e dentro de um prazo aceitável (que agora me fugiu a mente se é 5 ou 10 anos da data de expedição) já é o suficiente, porém ouçam o tio aqui: se tiver passaporte, leva, se não tiver, faça. è muito menos burocrático o uso do passaporte, se for abordado por um policial só o carimbinho de entrada nele já resolve. Não que você vá ter problemas se for só com RG, mas o passaporte facilita a vida lá. Se você não tem ainda, pense que é melhor fazer agora do que esperar a taxa subir (e ela sempre sobe), ou não ter tempo para tirar (já pensou precisar do passaporte para viajar e encarar uma greve ou tempo de emissão de 3, 4 meses? Isso pode ser possível, então é melhor prevenir que remediar. Ah, CNH não conta como documento, é RG ou passaporte). A Bolívia exige a carteira internacional de vacinação de febre amarela, facilmente obtida caso você seja vacinado (se precisar de ajuda é só chamar) mas em nenhum momento alguem lá dentro pediu para ver a minha. Ainda sim, é melhor ter e não precisar do que precisar e ter que cry over spilt milk (escola de idiomas Mamonas Assasinas). Seguro viagem não é obrigatório, mas se você precisar de médico lá e não ter seguro, prepara o bolso. Vi relatos de pessoas que deixaram 10 mil trumps lá só com medico. Não feche passeios e/ou hostels aqui, não compensa. Lá as ofertas são muito maiores e consequentemente há maior margem para tentar barganhar um desconto, fora que há hostels que você não vai achar nos aplicativos e sites. Se quiser, de uma olhada (usei muito o booking, hostelworld e airbnb) para ter uma ideia de quais hostels procurar ou onde procurar por eles. A lingua não é um problema: Falo inglês e tenho um espanhol nivel duolingo (iniciado 2 meses antes da viagem). Levei também um livro de bolso de conversação em espanhol mas usei 2 vezes no máximo. Acontece que o povo Boliviano é solícito, seja educado e fale devagar, com mimica se necessário, que você se fará entender. Em ultimo caso tem o Google tradutor que pode ser usado até off, então não se preocupe com isso. Ah, entender eles é bem tranquilo até, é mais difícil para eles nos entenderem, mas como eu disse, é possível. Dicas iniciais (inside Bolivia):
      Não coma nada da rua: talvez pareça ríspido, eu li e ouvi muito isso, e ainda sim me arrisquei, porém só não como duas coisas: pedra quando esta sem sal e urubu quando voa. Ou seja, saiba seus limites. Se seu estomago for nível rambo e quiser encarar, só vai. Mas não é aconselhável. Não beba água da torneira: pelo motivo já citado, a água da torneira pode ser prejudicial. Conhecemos um casal brasileiro que se mudou para Cochabamba e tomaram a agua da torneira. Ganharam uma semana de cama severamente doentes. Uma saída barata é a água de saquinho, custa 0,50 BOBs um saquinho de 500ml. A altitude pode ser um grande problema, então não a subestime. Se aclimatar corretamente, um cházinho de coca, soroche pills, folha de coca mascada, tudo isso ajuda, mas não extrapole seus limites pois nada disso é milagroso.  
      O que levar?
      Isso é relativo, então posso dizer o que eu levei:
      3 calças (duas seriam o suficiente, porém acabei me sujando bastante no Uyuni).
      7 camisas (um baita exagero).
      1 calça de pijama (ok).
      2 camisas e um shorts de pijama (ok).
      4 camisas de manga comprida (exagero)
      1 Segunda pele (ok).
      1 blusa de moleton (não usei, mas mozão usou).
      1 casaco que não sei nem como chamar, mas é daqueles que é quase um iglu, protege mais do frio que meu quarto (o tamanho dele na mala foi algo triste, mas lá eu usei bastante)
      9 cuecas e 1 sunga (usei todas mas acho que dava para levar menos)
      5 pares de meia (exagero)
      2 pares de tenis e 1 par de chinelo (ok)
      1 toalha fast dry comprada na Decatlhon (quem sabe rola um patrocínio??)
      Escova de dentes
      Creme dental
      Creme de pentear cabelo
      Alguns rolos de papel higienico (não lembro quantidade, mas como descumpri a regra de não comer nada da rua, todos os rolos foram muito úteis)
      6 pacotes de leninhos umedecidos (3 comigo e 3 com mozão, mas foi exagero também) 
      Kit de primeiros socorros (remédio para dor muscular, remédio para estomago, diamox, sal de fruta, ibrupofeno, dipirona, band-aid)
      Celular, carregador e carregador portátil.
      Doleira
      Mochila de ataque de 10L (não chegou nenhuma proposta de patrocínio então não haverá divulgação dessa vez u.u)
      Cartão de crédito para emergências (não usei)
      Desodorante
      Sabonete
      Jogos (A quem interessar possa: Coup, The resistance e baralho).
      Touca
      1 par de Luva
      1 óculos de Sol
      Manteiga de Cacau
      Cadeados
       
      Acredito que só, mas posso ter esquecido de alguma coisa. Tudo foi dentro de uma mochila de carga de 42L (que é maior que muitas de 50L), e de uma mochila de 35L. Ambas foram comigo dentro do avião, não houve despacho.
       
      E assim encerro a introdução. Na próxima vez que voltar a escrever já falarei sobre o inicio da viagem, e para você que ma acompanhou até aqui, deixo algumas fotos de aperitivo \o/
      Até logo (espero)
       
       








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