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DIA 9 - 31/12 …. Encontro marcado em hotel (próximo do meu Hostel) para tomar café da manhã. Lá também recebemos e vestimos as roupas e acessórios. Nosso grupo era de 8 pessoas (eu + 1 brasileiro, 3 Alemãs, 1 Colombiano, e 2 bolivianos. Tudo gente boa. Uma van estava a nossa espera e lá fomos rumo ao topo da montanha... Se não me engano, cerca de 1 hora de viagem... O percurso corta por dentro de La Paz, aquele lugarzinho que turista nenhum vai, ou imagina que existe... Amo essas surpresas e admirar os nativos.... Pegando a estrada, a vista também era de tirar o fôlego. Fazia frio. Paramos no topo para fazer as necessidades básicas e comprar alguma besteirinha, por garantia. Foi o pior banheiro que já vi.... Além de ter que pagar, era um buraco no chão, mas até chegar até lá, você passava meio que por um esgoto... Nossa, tive que tampar o nariz co cachecol para conseguir fazer um mísero xixi... mas enfim... passou..... Quando chegamos no alto da montanha, recebemos um breve treinamento de segurança, tais como sinalização entre os ciclistas e que o guia não deve ser jamais ultrapassado por alguém do nosso grupo. É importantíssimo conscientizar os ciclistas que aquilo ali é diversão, mas não brincadeira. Você divide a estrada o tempo todo com carros e caminhões. Uma bobeira, pode ser fatal, ou ainda estragar o passeio dos demais. Haviam muitas agências naquela dia, sério, só que estava prestes a descer tinham 7 vans. Ali você tem que lidar com o frio e com a altitude. Eu estava com uma calça, blusa corta vento, japona e cachecol, por cima, a roupa de ciclista. É frio mesmo !!!! Cada um pegou a bike que havia escolhido, e depois de um leve reconhecimento da máquina e algumas orações, chegou o grande momento. Fiquei por penúltimo, a principio tensa, afinal, não tinha confiança na bicicleta e nem na estrada. Mas não demorou muito para que a adrenalina começasse a sair pelos poros.... Não sei quantas vezes gritei: HURUUUUUUUULLLLL, mas foram várias, porque saiam do meu coração.... Coloquei La Paz no roteiro exclusivamente para fazer esse passeio, ai tinha passado mal no dia anterior, havia desistido, mas no final do dia resolvi encarar e ali estava.... descendo, cade vez pegando mais velocidade, breve olhada p trás p conferir se não tinha ninguém vindo e ultrapassava, quando vi, já estava atrás do guia... Cada um faz seu tempo, atrás do último sempre fica a van do grupo, claro que as vezes é necessário parar, juntar todos e recomeçar.... Nossa, é top d+. Façam !!!!!!! Sei que ler 64 km assusta, mas posso garantir que a maior parte é descida, o que exige mesmo de você é a técnica de conduzir pelo caminho. Vale a pena.... Poucas horas depois paramos para um lanche (pão com ovo, barra de cereal, banana e coca cola). AS bikes foram colocadas na van novamente e descemos de carro um percurso (acho que era muito arriscado carro x ciclistas)... Ai paramos onde realmente começa a estrada da morte.... Mais um treinamento... afinal, até ali a maior parte havia sido de asfalto... dali em diante era só pedregulho e terra... e Lá fomos..... Mais “HURRUUUULLSSSS”.... até você se adequar a velocidade que acha seguro demora um pouco, ali eu tive medo, afinal, pela lei dessa estrada , a descida é pelo lado esquerdo, ou seja, a do precipício.... mas enquanto não vem carro, ou algo subindo, você pode ir no meio ou do lado direito... enfim.... La estava eu, desfrutando.... esqueci de dizer que +/- no meio da descida no asfalto, eu diminui a velocidade e passei a contemplar o passeio.... Não estava ali para aposta, e sim para me desafiar, e para isso era preciso chegar viva até o fim. Pensa em um passeio que valeu a pena. Em meio a cachoeiras, precipícios, contemplar a natureza, se superar, minha nossa, nem tenho palavras, mas consegui. Nunca tinha feito um percurso tão longo, ou algo tão “radical”.. Foi uma das melhores experiências da minha vida... no final começou a chover, que delícia !!!!!! Ainda bem que tinha lugar para um banho quente e um almoço simples, porém delicioso almoço a nos esperar.... A parte ruim é a volta... mais 4 horas de van até LAPAZ. Mas valeuuuuuu, última aventura de 2018 fechada com chave de ouro !!!!!.. De dor, só estava nos pulsos, o resto, ok !!!!! Uma dica,,,, as agencias vendem o pacote com "fotos inclusas", nosso guia tinha uma máquina digital, do tempo dos dinossauros, as fotos ficaram horríveis. Se você preza por isso, atenção a esse ponto. Haviam fotógrafos com mega maquinas de outras vans.

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    • Por joshilton
      Se você tivesse que escolher ir ao Titicaca, Qual lado você iria ? Bolívia ou Peru ?
      Meu tempo é extra curto, terei de escolher e quero a opinião de quem já foi nos 2 lados, me ajudem.
    • Por Lucianabyron
      Pretendo ir a Bolívia  em junho, com o intuito  de de fazer a escala do Huayna Potosí e do Sajama, eis que surgiu uma dúvida, ao ver alguns vídeos,  notei que em alguns, datados do mês  de junho/Júlio,  havia uma quantidade pequena de neve se comparado a outros meses. 
      Qual mês  existe um maior acúmulo  de neve nessas duas montanhas  ? (Gostaria de ganhar experiência  em escalada na neve/gelo)
      Gostaria também  de indicações de agências, que vedam pacotes de escaladas pra essas duas montanhas, me digam nomes e se possível  algum contato .
      (nome + site/Instagram/telefone/e-mail)
    • Por Renato Gyn
      Vou fica 10 em la paz no mês de agosto de 2019 e gostaria de saber se alguém sabe de uma agência pra subir o monte Illimani e se compensa mais compra as roupas de frio aqui no Brasil ou em La  Paz ? E se preciso tomar algum remédio por causa da atitude ?
    • Por Markos Santos
      PARTE 1: UM NADA BREVE ENSAIO SOBRE UMA VIAGEM.
      Passado quase 1 mês de meu retorno ao Brasil meu coração se acostuma com a saudade e anseia pelo próximo destino... Afinal, viajar é isso: se tornar um pouco do lugar visitado e deixar um pouco de você lá, não é mesmo?
       
      Começo falando bem rapidamente de mim: até pouco tempo atrás, viagem não era algo que eu considerava nem tangível nem desejável (acho que faltava peças em meu cérebro) mas desde que encontrei minha metade da laranja, sinto um enorme desejo de desfrutar desse mundão de meu Deus com ela. Começamos em Campos do Jordão, fomos para Salvador, Arraial do Cabo, voltamos para Salvador (é bom demais lá <3) e outras viagens "pequenas" aqui e ali, mas sem nunca deixar as terras tupiniquins.
      Dito isso, apresento aqui os 3 personagens principais dessa história: este que voz fala, Marcos (ja previamente apresentado). Mozão, Juliana. E nosso primeiro destino internacional: Bolívia.
      Essa viagem era para ter saído em 2017, mas alguns problema$ a adiaram para 2018, ou seja, tivemos ai quase 2 anos de pesquisas, planejamentos e preparação. A primeira coisa foi definir onde ir: fazer o clássico, Chile - Bolívia - Peru? Escolher apenas um desses países? Escolher outro país? O que levamos em conta foi que, para nós, 30 dias (inicialmente eram 30 dias) era pouco tempo para mais de um país, para dizermos que de fato conhecemos um país, assim optamos por apenas um por viagem. A equação Barato x Uyuni x Huayna Potosi (já adianto que este não rolou, mais a frente direi o porquê) teve como resultado: vamos para a Bolívia \o/. Nosso roteiro foi esse:
       
      SANTA CRUZ DE LA SIERRA X SUCRE
      SUCRE X POTOSÍ
      POTOSÍ X UYUNI
      UYUNI X LA PAZ
      LA PAZ X COPACABANA (ISLA DEL SOL)
      COPACABANA X LA PAZ X COCHABAMBA
      COCHABAMBA X TORO TORO
      TORO TORO X COCHABAMBA X SANTA CRUZ DE LA SIERRA
       
      Deixamos o solo tupiniquim no dia 14/12/2018, em voo da Gol. Dentro da Bolívia todo o trajeto entre cidades foi feito de ônibus. 
      Neste relato tentarei ser o mais detalhista possível em relação a agencias, como chegar, preços, etc.e sintam-se a vontade para me perguntar qualquer coisa, diversos relatos me ajudaram muito e se eu puder minimamente retribuir esta ajuda, já ficarei muito feliz.
       
      Dicas iniciais (para antes da Bolívia):
      Ir de ônibus, trem da morte ou qualquer outro meio terrestre tende a ser muito mais barato, com certeza é uma experiencia unica, mas é muito mais demorado. Motivo esse que nos fez optar por ir pelo ar. Ainda sim, ressalto que durante os meses que procurei passagens áreas, encontrei preços que ficavam mais em conta que ônibus, porém eram datas bem fora do que teríamos disponíveis. Só para terem uma noção da diferença: como moro em Jundiaí - SP, minha partida é da cidade de São Paulo, de lá eu pagaria R$350,00 o trecho (ou seja R$700,00 total) de ônibus saindo do tietê, numa viagem de 36 horas que se findaria em Santa Cruz de la Sierra. De avião, paguei R$1053,00 ida e volta em um voo de aproximadamente 3 horas de duração. Percebi também que o processo de entrada na Bolívia é muito mais rápido pelo aeroporto. Acredito ser sabido por todos (menos por Jon Snow, esse não sabe nada) que não é necessário Passaporte para visitar países da América do Sul, somente um RG em boas condições e dentro de um prazo aceitável (que agora me fugiu a mente se é 5 ou 10 anos da data de expedição) já é o suficiente, porém ouçam o tio aqui: se tiver passaporte, leva, se não tiver, faça. è muito menos burocrático o uso do passaporte, se for abordado por um policial só o carimbinho de entrada nele já resolve. Não que você vá ter problemas se for só com RG, mas o passaporte facilita a vida lá. Se você não tem ainda, pense que é melhor fazer agora do que esperar a taxa subir (e ela sempre sobe), ou não ter tempo para tirar (já pensou precisar do passaporte para viajar e encarar uma greve ou tempo de emissão de 3, 4 meses? Isso pode ser possível, então é melhor prevenir que remediar. Ah, CNH não conta como documento, é RG ou passaporte). A Bolívia exige a carteira internacional de vacinação de febre amarela, facilmente obtida caso você seja vacinado (se precisar de ajuda é só chamar) mas em nenhum momento alguem lá dentro pediu para ver a minha. Ainda sim, é melhor ter e não precisar do que precisar e ter que cry over spilt milk (escola de idiomas Mamonas Assasinas). Seguro viagem não é obrigatório, mas se você precisar de médico lá e não ter seguro, prepara o bolso. Vi relatos de pessoas que deixaram 10 mil trumps lá só com medico. Não feche passeios e/ou hostels aqui, não compensa. Lá as ofertas são muito maiores e consequentemente há maior margem para tentar barganhar um desconto, fora que há hostels que você não vai achar nos aplicativos e sites. Se quiser, de uma olhada (usei muito o booking, hostelworld e airbnb) para ter uma ideia de quais hostels procurar ou onde procurar por eles. A lingua não é um problema: Falo inglês e tenho um espanhol nivel duolingo (iniciado 2 meses antes da viagem). Levei também um livro de bolso de conversação em espanhol mas usei 2 vezes no máximo. Acontece que o povo Boliviano é solícito, seja educado e fale devagar, com mimica se necessário, que você se fará entender. Em ultimo caso tem o Google tradutor que pode ser usado até off, então não se preocupe com isso. Ah, entender eles é bem tranquilo até, é mais difícil para eles nos entenderem, mas como eu disse, é possível. Dicas iniciais (inside Bolivia):
      Não coma nada da rua: talvez pareça ríspido, eu li e ouvi muito isso, e ainda sim me arrisquei, porém só não como duas coisas: pedra quando esta sem sal e urubu quando voa. Ou seja, saiba seus limites. Se seu estomago for nível rambo e quiser encarar, só vai. Mas não é aconselhável. Não beba água da torneira: pelo motivo já citado, a água da torneira pode ser prejudicial. Conhecemos um casal brasileiro que se mudou para Cochabamba e tomaram a agua da torneira. Ganharam uma semana de cama severamente doentes. Uma saída barata é a água de saquinho, custa 0,50 BOBs um saquinho de 500ml. A altitude pode ser um grande problema, então não a subestime. Se aclimatar corretamente, um cházinho de coca, soroche pills, folha de coca mascada, tudo isso ajuda, mas não extrapole seus limites pois nada disso é milagroso.  
      O que levar?
      Isso é relativo, então posso dizer o que eu levei:
      3 calças (duas seriam o suficiente, porém acabei me sujando bastante no Uyuni).
      7 camisas (um baita exagero).
      1 calça de pijama (ok).
      2 camisas e um shorts de pijama (ok).
      4 camisas de manga comprida (exagero)
      1 Segunda pele (ok).
      1 blusa de moleton (não usei, mas mozão usou).
      1 casaco que não sei nem como chamar, mas é daqueles que é quase um iglu, protege mais do frio que meu quarto (o tamanho dele na mala foi algo triste, mas lá eu usei bastante)
      9 cuecas e 1 sunga (usei todas mas acho que dava para levar menos)
      5 pares de meia (exagero)
      2 pares de tenis e 1 par de chinelo (ok)
      1 toalha fast dry comprada na Decatlhon (quem sabe rola um patrocínio??)
      Escova de dentes
      Creme dental
      Creme de pentear cabelo
      Alguns rolos de papel higienico (não lembro quantidade, mas como descumpri a regra de não comer nada da rua, todos os rolos foram muito úteis)
      6 pacotes de leninhos umedecidos (3 comigo e 3 com mozão, mas foi exagero também) 
      Kit de primeiros socorros (remédio para dor muscular, remédio para estomago, diamox, sal de fruta, ibrupofeno, dipirona, band-aid)
      Celular, carregador e carregador portátil.
      Doleira
      Mochila de ataque de 10L (não chegou nenhuma proposta de patrocínio então não haverá divulgação dessa vez u.u)
      Cartão de crédito para emergências (não usei)
      Desodorante
      Sabonete
      Jogos (A quem interessar possa: Coup, The resistance e baralho).
      Touca
      1 par de Luva
      1 óculos de Sol
      Manteiga de Cacau
      Cadeados
       
      Acredito que só, mas posso ter esquecido de alguma coisa. Tudo foi dentro de uma mochila de carga de 42L (que é maior que muitas de 50L), e de uma mochila de 35L. Ambas foram comigo dentro do avião, não houve despacho.
       
      E assim encerro a introdução. Na próxima vez que voltar a escrever já falarei sobre o inicio da viagem, e para você que ma acompanhou até aqui, deixo algumas fotos de aperitivo \o/
      Até logo (espero)
       
       








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