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@MARCELO.RV po, na real eu achei bem apertado em questão de dias pra essa viagem que eu fiz. quero um dia voltar com mais calma também!

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11/11 - Rio Gallegos - Rada Tilly
Acordamos, tomamos café no hotel e já saímos em seguida.

Quando saímos, pensei: "vamos ter que pegar um trecho urbano na rodovia e com certeza vamos passar na frente de algum posto de gasolina". O problema é que o Google Maps sempre traça uma rota menos movimentada, ou seja, andamos uns 20km e nada de posto, até que resolvi fazer o retorno para voltar a Rio Gallegos abastecer. Aí começou a desandar tudo.

Bem no retorno havia um controle policial. Tavam parando todo mundo, inclusive eu. Mostrei meu passaporte para os policiais da Germanderia, sempre simpáticos, me perguntou se eu estava gostando da Argentina e me deixou passar. À frente, um outro policial acho que ia fazer a revista no carro, mas ele bateu o olho no parabrisa e já falou: você vai ter que tirar a película. Pensei: que merda! Vai dar um trabalhão da porra. Ele ficou lá me aguardando tirar, por sorte saiu por inteiro e quando terminei ele disse: te explico, aqui na Argentina temos casos de sequestros e não é seguro andar com película escura no parabrisa, ainda mais por serem estrangeiros. Enfim, a mesma história do Brasil. Na verdade eu nem fiquei puto, pois eu to sempre preparado psicologicamente para um dia ter que tirar, nem no Brasil é permitido, mas ainda assim eu prefiro. Ele só pegou a película pra jogar no lixo e me liberou. Fiz o retorno pra abastecer. Voltei pra cidade, abasteci e quando voltei nesse mesmo ponto (acho que foram uns 30 minutos de intervalo), não tinha mais nenhum policial lá! Daí sim, fiquei puto. Hahahaha

Seguimos viagem tranquila pela Ruta 3 que começou a ficar cheia de buracos próximo à Rada Tilly. Eu não sabia, mas é uma cidade litorânea e bem jovem. Ficamos no camping municipal, bem organizado e estruturado, com poucas pessoas acampando. Acabamos conhecendo um casal de brasileiros que também estavam voltando do Ushuaia.

KM rodados: 764
Duração da viagem: 11:00
Combustível: $ 1550 + $ 900.28 ($ 32,80/L) 
Hospedagem: $ 300 (Camping Municipal de Rada Tilly)

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12/11 - Rada Tilly - Puerto Madryn
Saímos por volta do meio-dia do camping rumo à Puerto Madryn. A viagem foi tranquila e "curta".

Ficamos no camping ACA. Um camping bem grande e bem estruturado também. Foi o camping com mais pessoas que encontramos na viagem toda. Decidimos ficar 2 dias, pois iríamos no dia seguinte para a Península Valdes. 

Montamos nossa barraca onde já tinham uma turma de pessoas acampadas. Foi um "erro" na verdade. As pessoas não calavam a boca e dormiram muito tarde. Na barraca do lado, tinham dois que beberam todas, tavam gritando até que resolveram deitar. Porém, eles tavam em duas barracas separadas e continuaram conversando de suas respectivas barracas, ou seja, o tom não diminuiu. Mas eu tava tão cansado que acabei capotando de sono.

KM rodados: 450
Duração da viagem: 05:30
Combustível: $ 1030 ($ 32.56/L) 
Hospedagem: $ 260 (Camping ACA - 2 diárias)

13/11 - Península Valdes
Acordamos, tomamos café e fomos pra Península Valdes.

A entrada foi a mais cara que a gente pagou. 560 pesos por pessoa. A primeira parada foi na cidade de Puerto Pyramides. Uma cidade bem estruturada, com hotéis, mercado, posto de gasolina e as agências que você pode contratar os passeios. Compramos algumas coisas no mercado para poder comer durante o dia e fomos para a pinguinera. É um caminho de pelo menos 1:30 em rípio até chegar lá. Saímos de Puerto Pyramides morrendo de calor, chegamos lá num puta frio e vento. Dava pra ver os pinguins muito perto, coisa de menos de 1 metro de distância. De lá, fomos para a Punta Norte, onde tínham os Elefantes e Leões Marinhos. Fizemos algumas fotos e aproveitamos o estacionamento para fazer um rápido lanche. De lá, voltamos para Puerto Pyramides e ficamos apreciando a orla, de onde saem os barcos para ver a baleias, que da costa não era possível ver, só contratando os passeios de barco.

Dica: para quem for de motorhome ou camper, eles dizem que o valor do ingresso é válido somente para 1 dia. Mas se você dormir por lá, não vão te cobrar na saída. Pelo menos comigo e com outros relatos que ouvi, não me pararam na saída. A não ser que você fique hospedado em algum hotel por lá que eles devem dar algum tipo de voucher para abater essa entrada.

 

Voltamos para o camping, fizemos nossa comida e dormimos. Dessa vez a galera do camping tava menos agitado e dormi. No meio da madrugada, do nada, um puta som alto vindo de algum carro. Até pensei em ir ver o que tava acontecendo, mas o cansaço era tanto que voltei a dormir.

Combustível: $ 1300 ($ 32.56/L)
Entrada do Parque: $ 560 por pessoa

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14/11 - Puerto Madryn - Monte Hermoso
Saímos cedo de Puerto Madryn porque a viagem ia ser longa até a cidade de Monte Hermoso com a ideia de acampar. O Google Maps sugeriu que não seguissemos direto pela Ruta 3 e sim pegar a RP 251 na cidade de San Antonio Oeste e no final seguir pela RP 22 até Bahia Blanca. Foi o que caminho que fizemos. Quando passamos pela cidade de Bahia Blanca, logo no acesso à Ruta 3 fomos parados em uma blitz. Policiais bem mal educados que mal sabiam o que tavam fazendo, me pediu os documentos e entreguei o passaporte e o documento do carro. Daí ele me pediu a carteira de habilitação, que entreguei de prontidão. Mas ele nem conhecia nossa carteira e foi consultar o outro policial, que confirmou que estava tudo certo e nos deixaram ir.

Chegamos na cidade já era no fim do dia. Logo na entrada da cidade, um outdoor gigante do camping que íamos ficar, era coisa de 9km até lá. E eu com 1 pontinho de gasolina no tanque (autonomia de uns 100km em rodovia). Pensei: amanhã na volta eu abasteço. Bora pro camping. Seguimos o caminho - e que caminho! Chegamos numa parte que eram dunas, a beira mar, avistando o por do sol maravilhoso - chegamos no complexo e nenhuma alma viva. Desci do carro e fui procurar a pé. Até que encontrei o tal do camping e um cara lá. Perguntei se era ali o camping e ele respondeu: sim, mas está fechado para reforma, vão reabrir daqui 1 mês. O problema é que ali próximo não tinha mais nada. Fiz uma busca rápida no Booking e o hotel mais barato era na faixa de 250 reais. Bom, resolvi voltar para o centro e procurar alguma coisa por lá. Com o carro em movimento, resolvi procurar no GPS por algum posto de combustível, que tava acabando. Lembram das dunas que tivemos que passar na ida? Então, no que eu tava com o olho no GPS, só senti o carro dando aquela parada e afundando. Quando olhei, já tinha atolado. Por sorte, veio um carro atrás (não sei da onde ele surgiu, porque não tinha ninguém naquele lugar) e me ajudou a empurrar o carro que saiu com certa facilidade. Mas nessa acelerada o combustível entrou na reserva. Fui suando frio, mas chegamos no posto de gasolina. Abasteci e fui dar uma volta no centro, que por sua vez, também não tinha NADA aberto. Passei na frente de um hotelzinho e resolvi perguntar quanto era a diária. 1000 pesos. Podem passar no cartão? (Eu só tinha 500 pesos em dinheiro). Pode, mas daí fica 1200 pesos. Fechou! Passa o cartão na máquina. Cartão inválido. Acho que essa máquina não está habilitada com Mastercard. Eu só tenho 500 pesos. Ok, amanhã você me paga o restante. No final das contas, "alugamos" um apartamento que era meio quarteirão pra frente do hotel, com cozinha e garagem. Um lugar meio assustador, mas era o que tinha pro momento. O bom é que conseguimos cozinhar com o que tínhamos em estoque e dormimos. 

KM rodados: 790
Duração da viagem: 09:30
Combustível: $ 660 ($ 32.56/L) 
Hospedagem: $ 1000 (Hotel Saul)

15/11 - Monte Hermoso - Buenos Aires
Acordamos bem cedo, fui sacar dinheiro. Paguei o restante do hotel e tchau.
Viagem bem tranquila até a Capital Federal. Chegamos antes do anoitecer e resolvi ficar só 1 noite por lá. Não tava afim de ficar dirigindo e se locomovendo em cidade grande. Deixamos as coisas no hotel e saímos para dar uma volta. Pedi um Uber, que nos deixou no Caminito e de lá fomos a pé até Puerto Madero. Foi nostálgico eu visitar os lugares depois de uns 10 anos da minha primeira visita à cidade. Comemos e bebemos por lá e voltamos pro hotel.

KM rodados: 790
Duração da viagem: 09:30
Combustível: $ 1400 ($ 41.44/L) 
Hospedagem: $ 1000 (Hotel Irum)
 

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16/11 - Buenos Aires - Colonia del Sacramento
Tomamos café da manhã no hotel, tomamos um banho (já pra garantir, pois a noite seria acampando) e partimos.

Como os preços da Argentina eram bem chamativos, resolvi parar num Carrefour bem na entrada de Gualeguaychu, que paramos quando acampamos por lá, para abastecer de comida e bebida para o restante da viagem. Além de abastecer o tanque do carro também, pra aproveitar o preço da gasolina que é bem mais em conta que o Uruguai.

Feito isso, partiu fronteira. Seguimos rumo a Fray Bentos. Depois da ponte, se paga um pedágio bem caro (desculpem, eu anotei todos os valores de pedágio da viagem e não sei onde tão essas anotações) e logo a frente já são as cabines para migração. Eu tinha lido no iOverlander que os processos eram separados (tinha que dar saída antes da ponte e dar entrada depois do pedágio). Agora é tudo junto, eles só carimbaram a entrada no Uruguai. Ainda perguntei se tinha mais algum processo, o cara falou que só iam revistar meu carro e seguir em frente. Passei por onde tavam revistando o carro, parei e vi o policial que faz a revista lá do outro lado da rua. Acenei pra ele e ele disse pra seguir. Mais a frente entreguei o papel de saída do carro e pronto, estávamos no Uruguai. Chegando em Colonia, peguei uma estrada de rípio bem curta para chegar no camping. Acabei pagando 420 pesos argentinos porque eu nem fiz câmbio para pesos uruguaios. To com 300 pesos de uma outra viagem que fiz para cá e vou guardar pra quando precisar. Armamos a barraca e fomos até o centro histórico. Comemos uma coisa rápida por lá e voltamos pro camping já a noite.

KM rodados: 476
Duração da viagem: 08:00
Combustível: $ 950 ($ 41.98/L) 
Hospedagem: $ 420 (Camping Brisa del Plata)
 

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17/11 - Colonia del Sacramento - Punta del Este
Acordamos, tomamos café com calma, desmontamos a barraca e pegamos a estrada. O tempo amanheceu nublado e começou a chover durante a viagem. O Google Maps me jogou por umas rotas que deram muitas voltas e paguei vários pedágios desnecessários. Pelo menos não lembro de ter pagado tudo isso dá outra vez que estive aqui. Paguei tudo em reais e pesos argentinos que tinham sobrado. Fora que vim direto e demorei muito pra chegar, apesar das rodovias do Uruguai serem mais lentas que as Argentinas. Cheguei no camping, bem estruturado, aceitava até cartão. Montamos a barraca e fomos dar uma volta por Punta. Mesmo de baixo de chuva foi difícil conseguir uma foto dos Dedos simbólicos da cidade. Abasteci o tanque e espero que o combustível dure até depois da fronteira com o Chuí, porque não foi fácil pagar isso. Compramos uma carne e fizemos um churrasco no camping.

KM rodados: 329
Duração da viagem: 04:45
Combustível: $ 2000 ($ 54.96/L) 
Hospedagem: $ 600 (Camping Punta Balleña - 2 diárias)

18/11 - Punta del Este
Acordamos com sol nesse dia e resolvemos ir à praia, depois de pegar tanto frio, ia fazer bem. Fomos até a Bikini Beach que tava bem tranquila, porém, com umas rajadas de vento que ficamos com muito frio. Ficamos escondidos atrás de uma pedra, mas mesmo assim o vento era muito forte. Saímos de lá e fomos para a praia de José Ignácio, que estava bem cheia. Ficamos um pouco por lá e voltamos para dar mais uma volta na cidade.
 

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19/11 - Punta del Este - Tapes / RS
Saímos do camping direto pra estrada, dia da última fronteira da viagem. No caminho, passamos em frente ao Forte de Santa Tereza e entrei pra tentar visitar, mas nada feito. Já é a segunda vez que passo por lá e está fechado. Só dei uma volta de carro por fora e prossegui viagem.

Dei aquela parada básica no Chuí pra ver se tinha alguma coisa que valia a pena e segui viagem.

Quando chegamos na fronteira, não há barreira nenhuma na pista e a casa onde se faz todo o processo de imigração é do lado esquerdo da pista. Na minha cabeça eu pensei que aquilo servia só para quem estava dando entrada no Uruguai e fui em frente. Daqui a pouco chegou o posto da Polícia Federal brasileira, desci e perguntei se eu tinha que ter dado saída no posto anterior do Uruguai, o atendente disse que sim, que eu teria que voltar.

Voltei, parei o carro e carimbei a saída no passaporte.

A ideia era ficar em Pelotas, mas acabei achando um camping em Tapes e resolvi ir pra lá. Chegamos já a noite, dava a impressão de que o camping estava fechado, mas logo que encostei o carro na entrada, o segurança já saiu para nos atender.

O camping é bem bonito com acesso para uma lagoa, cozinha coletiva e banheiros bons. Eles também disponibilizam alguns quartos para quem preferir.

KM rodados: 674
Duração da viagem: 10:00
Combustível: $ 870.44 ($ 54.92/L) 
Hospedagem: R$ 36 (Camping Recanto da Lagoa)
 

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20/11 - Tapes/RS - Barra Velha/SC
Mais estrada, dessa vez com destino a Santa Catarina. A ideia inicial era ficar em Florianópolis e curtir mais uma praia, mas como eu teria que estar em São Paulo no dia seguinte, resolvi dar uma esticada a mais para não ficar tão pesado no último dia.

Encontrei um camping em Barra Velha. Um camping à beira da praia, com piscina, área para motorhomes e barracas, uma área comum/cozinha coletiva bem grande e os melhores banheiros que vi nessa viagem.

KM rodados: 663
Duração da viagem: 07:00
Combustível: R$ 202 (R$ 4.89/L) 
Hospedagem: R$ 60 (Camping Rota 89)

21/11 - Barra Velha/SC - São Paulo
Nesse dia resolvemos fazer um almoço com calma, aproveitamos a piscina do camping e descansamos um pouco. Saímos já era umas 17:00 de lá rumo à São Paulo. A viagem é tranquila até chegar na Serra do Cafezal. Apesar de estar toda duplicada, tem muitos caminhões e pegamos muita chuva o que atrapalhava muito a visibilidade. Tive que vir bem devagar. Parei em um Graal para jantar e chegamos em São Paulo por volta da 01:00.

KM rodados: 554
Duração da viagem: 07:30
Combustível: R$ 180.83 (R$ 4.23/L) 
 

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Conclusão

Foi a melhor aventura que já fiz na minha vida. Sempre gostei de viajar de carro, pois dá uma sensação de liberdade de você ir para os lugares que você quiser, a hora que você quiser. E nessa ainda tive a sensação de chegar no Ushuaia, literalmente Fim do Mundo! A pergunta que eu mais ouvia: "você vai com um Peugeot? tá maluco...", pois bem, cheguei lá e voltei! hahahaha. Como vocês puderam ver, não tive problema nenhum com o carro, exceto um amassado no escapamento e um rolamento ruim (que na verdade foi por tempo de uso mesmo).

Mas tenho que fazer alguns adendos.

Como puderam ver no relato, esse roteiro de viagem foi bem corrido para nós. Ficávamos praticamente o dia todo na estrada. No começo eu ainda tava empolgado com a ideia de acordar muito cedo e pegar a estrada para ainda conseguir aproveitar o dia na cidade seguinte, mas o cansaço vai batendo e na verdade eu fui vendo que nem valia a pena fazer isso. Era melhor aproveitar no nosso ritmo que acabava ficando menos cansativo.

Infelizmente deixamos de visitar muitos lugares por questões de tempo também. Daria pra visitar mais? Daria. Mas daí também exige uma certa saúde pra viver mais intensamente esses 28 dias.

Fizemos essa viagem com um custo baixo-médio. Economizamos muito em comida, pois quase não comemos em restaurantes. E em hospedagem também. Se você for com um motorhome, camper ou tiver barraca de teto para carro, você não precisa gastar nada com hospedagem se não quiser. Há muitos pontos para esse tipo de acomodação em lugares públicos e seguros. Nosso maior custo da viagem foi com combustível.


 

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6 horas atrás, fore disse:

@MARCELO.RV po, na real eu achei bem apertado em questão de dias pra essa viagem que eu fiz. quero um dia voltar com mais calma também!

Realmente sua tocada foi bem "punk".😬 Mas não rem preço que pegue para uma experiência destas, e na verdade o lugares que não visitamos estará nos esperando na próxima. Te informando o valor do pedágio na fronteira por Fray Bentos, aproximadamente R$45,00😨, um absurdo. E também estranhei esta de não ter carimbo de saída da Argentina na aduana por Fray Bentos, perguntei e todos falaram que não precisava, então bora tocar.... Parabéns pela trip.👏👏👏👏

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    • Por carloshenriq94
      E então galera, beleza?
      De começo já vou informar que essa viagem foi realizada em Junho de 2017. SIM, 2017!
      Porém fiquei de fazer o relato e sempre enrolava, enrolava e agora estou com tempo e consigo fazer .. a viagem foi tão f*d que até hoje eu não consigo esquecer NENHUMA parte dela e vou passar minha experiência para todos vocês! (exceto a maioria dos gastos L)
      A minha viagem foi inspirada no relato do @RodrigoVix, com algumas alterações .. desde já agradeço @rodrigovix, seu relato foi inspirador e espero conseguir passar para outras pessoas também a minha experiência e dicas.
       
      ROTEIRO
       
      Rota “famosinha” aqui no site, fiz o mochilão entre 3 países, iniciando em Santa Cruz de La Sierra (BOLÍVIA), logo depois  Atacama (CHILE), Peru e depois voltando à Bolívia.
      Tem pessoas que preferem o inverso, porém, pesquisando prós e contras, preferi dessa forma e foi TOP!
      13/05 - Rio de Janeiro x São Paulo x Santa Cruz de La Sierra x Sucre
      14/05 - Sucre x Uyuni
      14/05, 15/05 e 16/05 – Salar de Uyuni
      17/05, 18/05 e 19/05 – Atacama
      20/05 – Atacama x Arica x Tacna
      21/05 – Tacna x  Arequipa
      22/05 – Arequipa
      23/05 – Arequipa x Ica x Huacachina
      24/05 / Huacachina x Ica x Cusco
      25/05, 26/07 – Cusco
      27/05 – Cusco x Águas Calientes
      28/05 – Águas Calientes
      29/05 – Águas Calientes x Cusco x Puno
      31/05 – Puno x Copacabana
      01/06 – Copacabana
      02/06 – Copacabana x La Paz
      03/06 – La Paz
      04/06 – La Paz x Santa Cruz de La Sierra x São Paulo x Rio de Janeiro
       
      O QUE LEVEI ?
       
      Fui com uma mochila de 45L qualquer, deu bastante coisa galera!
      Levei também uma mochila pequena, que serviu para usar em passeios rápidos, etc. (INDICO)
      Não lembro o número exato de camisas, tênis, etc. Mas levei o suficiente! Tente levar o máximo possível, NÃO ESQUEÇA CASACO (de preferência impermeável)!
      Antes de ir passei na farmácia e comprei MUITO REMÉDIO, e usei apenas 1, sério, gastei mais de R$ 100,00 em remédios, etc e usei nem 10%. Porém compraria novamente, uma viagem dessas pode haver diversos acontecimentos e se precisasse de algum remédio, já estaria na mão.
      Levei também uma pasta que serviu para guardar todos os meus documentos (Cartões de embarque, ingressos Machu picchu + huayna, cartão internacional de vacinação, seguro viagem e serviu para guardar todos os papéis de imigrações, entre outras coisas) .. INDISPENSÁVEL!
       
      PREPARATIVOS PARA A VIAGEM
       
      Bem, era +/- janeiro daquele ano, minhas férias estavam marcadas para maio e a meta seria viajar .. logo depois me questionei .. “viajar pra onde?”, “sozinho?” . Foi aí que eu comecei a procurar destinos na América do Sul .. encontrei um lugar chamado PUCÓN, fica no Chile, MEU DEUS! TOP DEMAIS! Decidi que iria para Pucón, comecei a ver passagens, relatos de viagens, entre outras coisas e tinha decido: VOU SOZINHO MERMO!
      Até que .. conversando com o Pietro, um amigo do trabalho, vi que ele iria tirar férias na mesma época e decidimos juntar idéias e mochilar juntos .. Falei de Pucon para ele e ele curtiu, mas vi que não levou muita fé .. depois de um tempo ele veio com papo de ROTA DAS EMOÇÕES, no nordeste .. NÃO! QUERIA IR PARA A AMÉRICA DO SUL, ele tentou ainda me enviar orçamentos, entre outras coisas, prontamente negado, estava centrado em mochilar ..  hahahaha
      Até que navegando pelo mochileiros, vi o relato do @rodrigovix, sobre a viagem Bolívia x Chile x Peru, foi amor à primeira vista por esse roteiro, logo mostrei para o Pietro e ele curtiu a idéia, estava aí a viagem marcada e destino definido.
      Fizemos que nem o Rodrigo e garantimos somente algumas coisas antecipadas:
      ·         Passagens aéreas BRASIL X BOLÍVIA X BRASIL (R$ 1.119,00) e Santa Cruz de La Sierra x Sucre ($ 30)
      ·         Seguro Viagem Assist-Med 24 dias (peguei com um desconto de 30% na época) – R$ 189,71
      ·         Machu Picchu + Huayna – +/- $90
      ·         Ônibus Sucre x Uyuni - $15
      O resto foi na marra e ficaria para acertar na hora mesmo! (melhor coisa que fizemos)
      Sobre o cartão de vacinação: Como na época teve surto de febre amarela aqui no Rio de Janeiro, foi HORRÍVEL de conseguir uma vaga, eu consegui a ÚLTIMA vacina do dia que eu fui (tinha sido a 3ª tentativa), isso mostrando passagem comprada, entre outras coisas.
      Pietro não teve essa sorte, tentou tomar e não conseguiu, FOI NA CARA E NA CORAGEM SEM O CERTIFICADO e deu sorte, não pediram em nenhum momento.
    • Por Diego Minatel
      "No século XII, o geógrafo oficial do reino da Sicília, Al-Idrisi, traçou o mapa do mundo, o mundo que a Europa conhecia, com o sul na parte de cima e o norte na parte de baixo. Isso era habitual na cartografia daquele tempo. E assim, com o sul acima, desenhou o mapa sul-americano, oito séculos depois, o pintor uruguaio Joaquín Torres-García. “Nosso norte é o sul”, disse. “Para ir ao norte, nossos navios não sobem, descem.”
      Se o mundo está, como agora está, de pernas pro ar, não seria bom invertê-lo para que pudesse equilibrar-se em seus pés?"
      De pernas pro ar, Eduardo Galeano
       
       
       O nosso norte é o sul, Joaquín Torres-García
      Cheguei ontem pela madrugada em casa. Agora sentado na frente do computador sinto uma necessidade, quase insuportável, de contar sobre meu caminhar até o fim do mundo. Foram 50 dias de viagem e mais de 14.000km percorridos por terra. Entre ônibus e caronas percorremos o sul do Brasil e a Patagônia Argentina até Ushuaia, parando em muitos lugares nos dois países. O dinheiro era pouco, mas a vontade era muita. A necessidade que tenho de escrever deve-se as pessoas que de alguma forma nos ajudaram a realizar esta viagem ao extremo sul da América do Sul. Tanta gente boa pelo caminho. Tanta solidariedade. Tanta gratidão.

      Pela primeira vez, antes de uma mochilada, eu não estava completamente bem e seguro. Nos meses que antecederam a viagem estava escrevendo a dissertação do meu mestrado (isso, por si só, já era muita tensão) e nesse intervalo de tempo perdi meu pai, a mulher que aprendi a amar resolveu seguir sem minha companhia e quase antes de embarcar perdi minha vó. Como é de se imaginar, meu estado de espírito não era nada bom, na verdade era o pior possível. Com isso tinha muito medo de atrair coisas ruins pelo caminho, como por exemplo ser vítima de violência. Assim, resolvi mudar a ideia de mochilar sozinho e decidi ter uma companhia nessa viagem. Meu amigo/irmão Matheus embarcou comigo nessa jornada. 

      Enfim, tenho como intuito neste relato contar a história dos lugares por onde passei, minha histórias nesses mesmos lugares e, principalmente, falar sobre as muitas pessoas (leia-se anjos) que nos ajudaram nesta viagem. Quero contar de maneira honesta os acontecimentos e os sentimentos que me permearam nesses dias, e de alguma forma quero deixar esse texto como agradecimento a cada pessoa que tornou essa viagem algo possível.
      Agora vamos ao que interessa, bora comigo reconstruir essa viagem por meio de fotos e palavras!
      Parte 1 - De Rio Claro até Timbó: o mesmo início de outra vez Parte 2 - A Serra Catarinense vista por Urubici Parte 3 - O casal das ruínas de São Miguel das Missões Parte 4 - Do Brasil para a Argentina Parte 5 - Buenos Aires, la capital Parte 6 - O começo da Ruta 3 e o mar de Claromecó Parte 7 - Frustrações na estrada e a beleza de Puerto Madryn Parte 8 - O anjo do carro vermelho Parte 9 - Cruzando o Estreito de Magalhães com San Martin  Parte 10 - Enfim, o fim do mundo Parte 11 - Algumas das belezas de Ushuaia Parte 12 - El Calafate, Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino Parte 13 - O paraíso tem nome, El Chaltén Parte 14 - A janela do ônibus Parte 15 - O caminho de volta e os reencontros Parte 16 - Reflexões


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