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30/10 - Neuquen - Bariloche
Acordamos e já seguimos viagem. Na estrada, paramos algumas vezes para tirar fotos. Passamos novamente por um posto de vigilância Zoofitosanitária, mas ninguém nos parou.

Chegando em Bariloche, paramos mais vezes para tirar fotos na estrada, era o primeiro contato com a paisagem de montanhas e neve dessa viagem, o que já começou a dar uma empolgada a mais.

Já na cidade, resolvi procurar por um caixa eletrônico para poder sacar dinheiro. Saquei mais alguns trocados e fomos até o Camping El Cohiues, onde fomos muito bem recebidos pelo proprietário Sebastian.

A área de camping é um pouco pequena em comparação aos que ficamos anteriormente, mas eles possuem quartos num hostel e quartos individuais também. Além de uma cozinha coletiva totalmente equipada e com calefação.

KM rodados: 426
Duração da viagem: 06:00
Combustível: $900 ($32.50/L)
Hospedagem: $500 (Camping El Coihues - 2 diárias)

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31/10 - Bariloche
Íamos para o Cerro Serrano, porém, estava um tempo feio e resolvemos não ir, já que não ia aproveitarmos a vista panorâmica. Ficamos andando pelo centro e aproveitamos para fazer algumas compras de acessórios de frio (luva, cachecol, gorro). Almoçamos em um restaurante e em seguida fomos até Villa Angostura, uma cidadezinha bem simpática. Era Halloween e tinha muitas crianças fantasiadas pedindo doces nas lojas do centrinho. Passamos no Centro de Informações Turísticas, pegamos um mapa e fomos para a Ruta dos 7 lagos. Fomos até o primeiro lago e voltamos para o camping.

Nesse dia comecei a ouvir um barulho da roda, comecei a desconfiar que algum rolamento tinha começado a aparecer sinais de desgaste.

A fez tanto frio que a grama do camping ficou toda branca congelada. Mas ainda assim, conseguimos dormir bem dentro da barraca.

Combustível: $750 ($31.54/L)

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02/11 - Perito Moreno - El Chalten
Saímos de Perito Moreno por volta das 10:30, depois de um café da manhã bem gostoso, feito pelos próprios proprietários do hotel.

Tínhamos visto um folheto da Cueva de Las Manos e como era a caminho, resolvemos dar uma passada por lá.

Andamos por volta de 90km e chegou a entrada, indicava 27km de ripio. Algumas partes da estrada estavam bem ruins, com aquelas costeletas que tive que andar a 20km/h pra não desmontar o carro. Chegamos as 13:00 em ponto e pagamos 200 pesos por pessoa para uma visita guiada.

Considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, a Cueva de Las Manos abriga pinturas de 9 mil anos atrás feitas por ancestrais do povo Tehuelche. Bem bonito de se ver e indica alguns costumes que esse povo tinha antigamente.

No final da visita perguntei pra guia: quanto tempo estamos de El Chaltén? Ela disse: umas 8 horas. Eu fiquei assustado, pois eu não esperava tanto tempo assim e já eram 14:30, chegaríamos muito tarde na cidade.

Seguimos adiante e começa os 70 km de ripio da Ruta 40. Na maior parte do percurso estava tranquilo, mas num determinado ponto eu tava um pouco rápido, apareceu um coelho na frente e um carro na mão contrária, o único lugar que eu pude desviar foi uma pedra, que pegou no meio do carro e amassou o escapamento. O ronco do carro ficou diferente, mas eu já sabia o que tinha acontecido porque já não era a primeira vez.

Asfalto novamente, que alívio! As placas já indicavam "poucos" km para El Chaltén.

Chegamos na cidade por volta das 22h. Logo na entrada, um caixa eletrônico e sacamos dinheiro. Só faltava o sinal de internet para procurar algum hotel.

Achamos mais fácil ir jantar em algum lugar que tivesse wi-fi. Fomos na hamburgueria Monte Rojo. Comemos bem e conseguimos achar um hotel de ultima hora, achei bem caro por ser um quarto com banheiro compartilhado, mas foi a única opção que nos restou.

Fizemos o check-in quase meia noite.

Nessa volta que fizemos na cidade, achamos que valeria gastar mais uma diária lá.
Aproveitando o Wi-Fi do hotel, consegui fazer o seguro SOAPEX para o Chile. Fiz o pagamento online com cartão de crédito e deixei salvo no computador para uma oportunidade de imprimir.

KM rodados: 753
Duração da viagem: 11:00
Combustível: $900 ($33.85/L) + $850.65 ($32.24/L)
Hospedagem: USD 54.45 (Nothofagus Bed & Breakfast)

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03/11 - El Chalten
Acordamos, reservei o outro hotel, tomamos café e saímos para dar uma volta na cidade enquanto não dava o horário do check-in.

Passamos por um mecânico, parei só por desencargo de consciência para ver se tinha acontecido alguma coisa a mais no carro. Ele olhou e diagnosticou o que eu já havia previsto. Aproveitei pra encher o tanque do carro no único posto que tem em El Chaltén.

Nesse meio tempo já tinha dado o tempo para entrar no outro hotel. Fizemos o check-in e já saímos. Passamos no centro de informações turísticas e pegamos um mapa das trilhas da cidade.

Resolvemos ir até a Laguna Capri, que fica há 4 km pela trilha do Fitz Roy. No primeiro km eu já pensei em desistir. Uma subida íngreme com muito vento e frio.

Continuamos andando, andando, chegamos a laguna muito rápido, então pensamos: vamos mais um pouco. Continuamos... Quando chegou a placa 8 de 10km, estávamos avistando uma geleira muito perto, mas nessa hora eu já estava muito cansado. Ainda assim, resolvemos seguir adiante para alcançar o objetivo do final. No último km, a placa dizia: 1h de subida e trilha deteriorada. Olhei adiante seguindo a trilha, olhei pro relógio, já marcavam 17:30. Meu bom senso disse pra eu voltar.

Fiquei bem frustrado, mesmo que não fosse o objetivo inicial. Mas tinha chegado até ali, faltava só mais 1h. Se eu tivesse chegado mais cedo, daria.

Voltamos. Quanto mais andávamos, mais ansioso eu ficava com as placas marcando as distâncias. Lembro quando faltava 4 km, eu já estava muito cansado, quase não conseguindo andar. Mas não tinha outro jeito a não ser continuar andando.

Chegamos na cidade já era 21:30, bem no finalzinho da luz do dia.

Fomos para o hotel, mal conseguia chegar no quarto. Tomei um banho para relaxar e logo em seguida saímos para comer uma Parilla no Come Vaca, muito bem servido e num valor ok.

Combustível: $700 ($32.24/L)
Hospedagem: USD 32 (Hotel Lago del Desierto)

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Posto de combustível na entrada da cidade.

Sendero Al Fitz Roy

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Primeira vista panorâmica da trilha

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Banheiro no meio da trilha

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Primeiro camping da trilha

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Fitz Roy coberto de névoa :(

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Parrilha pra reabastecer as energias

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04/11 - El Chalten - El Calafate
No início, El Calafate tava como uma cidade somente de passagem, mas devido ao cansaço resolvemos pernoitar por lá. Chegamos cedo, o percurso era curto. Ficamos no camping El Ovejero, melhor camping até então. Com água aquecida em todas as torneiras, inclusive as de lavar roupas/louças e banheiro com calefação. Além de ser bem localizado, o camping também tinha um bar e vendiam carvão, lenha e gelo. Em todos os demais campings estávamos sozinhos, mas nesse estava cheio de viajantes, principalmente da Europa.

Terminamos de montar a barraca por volta das 14:00 e logo saímos para visitar o Glaciar Perito Moreno. Quando fui buscar a rota no Google, apareceu que o parque estava fechado (era domingo). Fiquei pensando: como que fecham um parque desses aos domingos? Parei no acostamento para tentar achar alguma informação sobre horários e não conseguia achar, resolvi seguir adiante. Uns 100 metros pra frente já havia uma placa com os horários de funcionamento do parque, isso porque ainda estávamos há pelo menos 70 km distantes. Chegamos na portaria, compramos os ingressos e seguimos. Ainda tinha um bom pedaço de estrada até chegar lá. Chegando, estacionamos o carro e pegamos um ônibus que faz o translado de 10 minutos ou menos até a entrada das passarelas. Há uns 3 ou 4 opções de caminhada para a observação do glaciar.

Quando estávamos indo embora, à frente do estacionamento era possível ver uma espécie de praia e resolvemos dar uma caminhada até lá. Acho que ali eu consegui tirar as melhores fotos. Tinha uns pedaços grandes de gelo boiando bem perto da costa e ainda dava pra ver o paredão do glaciar. Pra quem for visitar, vale a pena dar uma passada lá. Fica em direção ao restaurante do parque.

Voltando pra cidade, aproveitamos passamos no supermercado e fomos para o camping descansar.

Nesse dia observei uma coisa que em também ocorreu em outros lugares: quando você chega na portaria do parque, não tem nada que te barre para seguir adiante. Você desce do carro e compra o ingresso por livre e espontânea vontade. Em nenhum momento nos pediram os ingressos depois de comprar.

KM rodados: 208
Duração da viagem: 03:00
Combustível: não abasteci nesse dia
Hospedagem: $ 300 (Camping El Ovejero)
Entrada do parque: $ 700 por pessoa

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05/11 - El Calafate - Torres del Paine
Fiz o checkout do camping por volta da meio-dia, fomos até o centrinho (na mesma rua do camping) para fazer o câmbio de pesos chilenos. Na frente tinha um lugar que tinha uma espécie de lan house, parei ali e imprimi meu seguro SOAPEX para a entrada no Chile. Acabamos almoçando numa hamburgueria e fui trocar o óleo do carro. Paguei muito caro, quase o dobro do preço que eu pago normalmente no Brasil. Mas para não perder tanto tempo de viagem depois, resolvi fazer logo.

Pegamos a estrada e muito mais kms de rípio, até praticamente a fronteira com o Chile. Paramos na aduana do lado Argentino, por azar nosso, tinha acabado de encostar um ônibus, então tivemos que ficar um pouco na fila. Fizemos o processo de saída do país e alguns kms a frente paramos na aduana Chilena. Lá o processo foi mais "chato" e teve a famosa inspeção zoofitosanitária que nos levaram apenas uma cebola.

Com passaporte carimbado, seguimos adiante para o caminho do Camping Pehóe. Marcava mais de 100km no GPS e o dia já estava acabando. E da-le rípio! Andamos, andamos e andamos.

Chegamos na entrada do Parque Torres del Paine e eu não sabia que esse camping era dentro do parque. Logo na entrada uma placa falando para comprar o ingresso. Mas dei uma olhada ao redor e não tinha mais uma alma viva naquele lugar. Resolvi seguir em frente. Andamos mais alguns kms, com o tempo fechando, começamos a ficar desconfiados que o GPS estava marcando errado, pois passavam várias placas de outros campings e nada do nosso. Avistei um carro passando na direção contrária, abri o vidro e acenei com a mão para parar. Perguntei se elas conheciam o camping Pehoe e responderam em inglês, mesmo eu tendo perguntado em espanhol. Uma das meninas desceu do carro com um mapa e apontou: its not so far from here. Ela falou pra eu tirar uma foto do mapa, caso precisasse consultar, mas não precisou. Andei mais um pouco e achei o camping.

Quando desci do carro, o vento quase cortou minha pele. Tava muito frio e já tinha anoitecido. Pensei: não vou acampar hoje. Perguntamos na recepção se havia algum hotel por perto, ela nos disse que há 5 minutos dali tinha um, que poderia ser um valor acessível. Fomos até lá, logo de cara já vi que não era nada acessível, mas vai saber, as aparências enganam. Perguntei na recepção sobre as diárias, ele só apontou para uma tela onde tinham os valores. 200 dólares a diária. Nessa hora o frio passou e resolvi acampar. Voltamos no camping e a menina simpática nos emprestou gratuitamente um saco de dormir. Chegamos no lugar para montar a barraca, cadê a eletricidade? Eu tinha visto no site e me parecia ser um camping muito bem estruturado. Não tinha! Tivemos que montar a barraca no escuro. O frio era tanto e a vontade de ter um abrigo era tanta, que montamos tudo em tempo recorde. Conseguimos montar a barraca dentro de um quiosque com proteção de vento. Fizemos um macarrão com seleta de verduras que tínhamos. Bebemos meia garrafa dum vinho que tinha sobrado no cooler e deitamos. Apesar de estarmos protegido do vento, o frio ainda bateu forte dentro da barraca. Como disse anteriormente, o espaço dentro da barraca é bem grande, daí consegui acender o fogareiro dentro do quarto - claro, tomando cuidado pra chama não ficar próxima das paredes - deixei por alguns minutos e deu uma boa aquecida. 

Nesse dia eu comecei a ver que a planilha que eu tinha planejado para a viagem poderia estar tudo errado, pois demoramos quase o dia todo para andar apenas 300km. Querendo ou não, esse processo de imigração pode parecer rápido, mas se perdem horas de viagem com a desaceleração, além do que, eu não sabia que essa estrada era de rípio.

OBS: depois desse dia, vi em outros relatos que depois das 20h é "normal" que as pessoas cheguem lá com motorhomes pois não cobram o ingresso. Diz a administração que eles cobram o ticket na saída, mas ninguém me parou e pelos relatos também não.

KM rodados: 311
Duração da viagem: 11:00
Combustível: $ 770.40 ($ 33.85/L) 
Hospedagem: CLP 22.000 (Camping Pehóe)

06/11 - Torres del Paine - Punta Arenas
Quando acordamos, uma surpresa, as Torres del Paine estavam na nossa frente! Andamos uns 50 metros para tirar umas fotos de um ângulo melhor, ficamos lá relaxando um pouco e nos preparamos para a viagem. O que fez tudo ter valido a pena. O objetivo nem era de fazer a trilha, era somente de observar a montanha e aquela vista do camping já cumpriu esse papel.

Desmontamos a barraca sem pressa, fizemos um café, tomamos banho e partiu estrada, só que dessa vez sem destino definido. Resolvi esticar até Puerto Natales para pegar sinal de internet ou wifi para consultar opções. Todo mundo tinha me falado para retornar para Rio Gallegos e fazer a travessia por lá, mas eu tava achando muito trabalhoso fazer esse processo de imigração, até porque, rumo ao Ushuaia eu ia ter que fazer de novo. Paramos num restaurante para comer e aproveitei o Wifi para procurar opções. Achei mais viável fazer o que eu havia planilhado: fazer uma parada em Punta Arenas, mesmo tendo que andar 50 km a mais (100 km ida e volta).

Apesar de ser caro, recomendo muito esse camping que a gente ficou pra quem tiver indo para Torres del Paine. De Puerto Natales até lá é um bom pedaço de estrada, já dá pra economizar um bom tempo, ainda mais se for pra fazer as trilhas.

No caminho, passamos pela Cueva del Milodon, um monumento que possui uma caverna descoberto em 1895, pelo alemão Hermann Eberhard. Lá ele encontrou fósseis de um animal desconhecido. Mais tarde, identificaram o animal como Milodon, uma espécie de preguiça gigante extinta há mais de 10 mil anos atrás.

Achei um hotel, o mais caro de toda a viagem (mais caro que o do Ushuaia, pelo incrível que pareça), fizemos o checkin e saímos para dar uma volta na cidade. Tinham me falado que era uma cidade totalmente industrial, que não tinha nada por lá. O centrinho a noite é bem movimentado com muitos bares e restaurantes.

KM rodados: 353
Duração da viagem: 07:00
Combustível: CLP 27.002 (CLP 902/L) 
Hospedagem: USD 69 (Dona Calletana)
Entrada Cueva Del Milodon: CLP 5000 por pessoa

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07/11 - Punta Arenas - Ushuaia
Saímos meio dia do hotel, parei pra abastecer ainda em Punta Arenas e o frentista perguntou da onde éramos. Respondi São Paulo e ele ficou muito empolgado dizendo que queria  conhecer a cidade. Quando dei meu cartão pra pagar, ele todo feliz apontou para o crachá: também me chamo Daniel! Falei que íamos ao Ushuaia e com um tom de incentivo disse: VAI! Sei que dá pra fazer a travessia do Estreito de Magalhães para Porvenir, mas pelos relatos, havia chances de não ter mais horários e não valia a pena por causa do valor. Então resolvi ir para a balsa tradicional de Bahia Azul a Punta Delgada.

No caminho, passamos por San Gregório, uma cidade fantasma com suas construções mantidas, mas como eu estava com medo de ter que esperar muito pela balsa, resolvi não perder tempo e segui adiante. Duas horas depois já estávamos na fila para fazer a travessia. Ficamos aguardando por 1h para embarcar, mas a travessia foi bem rápida, algo em torno de 20 minutos. Pelo que eu tinha lido em relatos, antes não precisava descer do carro. Agora, você entra em uma cabine pra fazer o pagamento. São 15.000 CLP ou 880 ARS. Paguei em pesos argentinos porque eu tinha mais disponibilidade. Fizemos a travessia e logo adiante já havia uma placa de Bienvenido a Tierra del Fuego.

Pegamos um bom trecho de rípio (a estrada estava em reforma e fizeram uma pista alternativa paralelamente), começou a chover o que achei melhor, pois não subia a poeira que geralmente tem nessas estradas. Um pouco antes da fronteira, há um kiosco onde paramos para comprar alguma coisa pra comer e usar o banheiro. Seguimos e logo a frente, a aduana Chilena. Passamos no primeiro balcão para carimbar os passaportes e depois no balcão da Aduana. Perguntei se precisávamos passar pelo terceiro trâmite e ele disse que só precisaria se tivéssemos transportando cachorros, gatos, animais estimação. Como não estávamos, só entregamos um comprovante de saída do veículo do Chile já no carro e seguimos. Mais a frente, encontramos a aduana Argentina. No primeiro balcão a atendente me perguntou qual hotel íamos ficar no Ushuaia, nisso abri o app do Booking e mostrei a tela com a reserva. Ela pegou meu celular e ficou impressionada com a beleza do meu aparelho (um Xiaomi MI A1 dourado), perguntou a marca, mas ela nunca tinha ouvido falar, hahahahaha. Passaportes carimbados, fomos ao balcão da aduana. O atendente muito bem humorado e tomando seu mate, fez algumas brincadeiras no estilo "cara-crachá" e nos liberou.

Um pouco antes da entrada do Ushuaia, começa um trecho de serra bem chato com curvas sinuosas e caminhões. Desaceleramos e fiquei observando as montanhas ao nosso lado, estavam cobertas de neve. Achei estranho e fiquei me perguntando se havia nevado recentemente por lá.

Enfim, a serra acabou e já avistamos o portal de entrada do Ushuaia. Tiramos algumas fotos e viemos direto pra casa que eu havia reservado.

Pegamos as chaves da casa, passamos rapidamente no mercado da esquina, fizemos um macarrão e dormimos.

KM rodados: 647
Duração da viagem: 10:00
Combustível: CLP 14.000 (CLP 866/L) 
Hospedagem: $ 3.890 (3 diárias - Departamento Anhen)

08/11 - Ushuaia
Acordamos cedo e fomos em busca de um café, pois havia acabado no último camping. Nada aberto e nenhum lugar que vendia um bendito café. Ainda tinha uns pães, um salame e um suco no nosso estoque, então voltamos pra casa e comemos o que tínhamos.

Tomamos "café" e fomos para o Parque Nacional da Tierra del Fuego. Chegando lá o tempo fechou totalmente, compramos os ingressos e quando saímos, pasmem, estava nevando!

Fomos até o final da Ruta 3 pra tirar a famosa foto da placa e voltamos visitando os lugares do mapa. O tempo tava tão fechado que mal dava pra ver a paisagem. :(

09/11 - Ushuaia
O dia amanheceu feio e nevando novamente. As montanhas tavam todas cobertas de névoa, mal dava pra ver alguma coisa. Enfim, resolvi adiantar as questões mecânicas do carro. Enviei uma mensagem para o proprietário da casa onde estava hospedado para ver se ele podia me recomendar um mecânico de confiança. De prontidão, ele indicou um há 2 quadras da casa. Fui até lá e expliquei o problema, ele diagnosticou e era realmente o que eu estava pensando, o rolamento já era. Pedi para trocar se ele conseguisse me entregar no próprio dia. Me cobrou 2500 pesos com a mão de obra. Achei ok, pagaria mais ou menos isso no Brasil. Dei uma negociada e consegui pagar no cartão. Com o carro de volta, fui para o Centro dar uma volta.

Passei na frente do famoso restaurante da Centolla, apesar de terem vários, o mais famoso não cabia mais gente dentro e a fila se formou na calçada, tudo para comer o caranguejo gigante. Passei por umas lojas de regalos (achei tudo feio e caro), entrei na Duty Free que tem na rua principal (já se foi o tempo em que era vantajoso comprar lá) e voltamos pra casa. Cozinhamos e capotei de sono.

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Vista do quarto

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10/11 - Ushuaia - Rio Gallegos
Acordamos, fizemos um café rápido e saímos às 10h da casa, horário limite do checkout. 

Antes mesmo de sair do Ushuaia, parei várias vezes para fotografar a paisagem, já que na ida eu tinha chegado quase a noite, então só acabei vendo a paisagem na volta. E claro, no dia de vir embora, saiu muito sol.

Em Rio Grande, parei para fotografar o santuário do Gauchito Gil ou Antonio Mamerto Gil Núñez, um santo milagroso da cultura popular da Argentina.

Antonio Gil teria sido um trabalhador gaúcho rural, adorador de São Morte, que teve um romance com uma viúva endinheirada. O relacionamento o fez ganhar a inimizade dos irmãos da viúva e do chefe de polícia local que havia cortejado a mesma mulher. Dado o perigo, Gil deixou a área e se alistou para a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) contra o Paraguai. Em seu regresso, foi recrutado pelo Partido Autonomista para lutar na guerra civil correntina contra o opositor Partido Liberal, porém desertou. Dado que a deserção era um delito, foi capturado, colocado de pé encostado a uma árvore com espinhos e morto com um corte na garganta. Gil disse a seu carrasco que deveria rezar em seu nome pela vida de seu filho, que se encontrava muito doente. O carrasco assim o fez, e seu filho sarou milagrosamente. Ele então deu ao corpo de Gil um enterro apropriado e as pessoas que participaram do féretro construíram um santuário.

Ao longo das estradas por toda a Argentina, podemos ver várias homenagens à ele, com bandeiras e um santuário vermelho.

Logo após, passamos pela fronteira para dar saída da Argentina e em seguida paramos no lado Chileno para dar entrada. Na hora da inspeção zoofitosanitária, o cara mal abriu as coisas do carro, abriu só uma caixa que tinha os utensílios de cozinha. A caixa que continha comida, ele nem viu dentro do carro. Eu tava com um saco de carvão no carro, perguntei se podia, ele disse que sim e seguimos.

Na ida, eu tinha percebido que o Google Maps tinha me jogado numa estrada de rípio por seguir reto, mas dessa vez segui minha intuição e segui o asfalto ao invés do GPS. Eu estava certo, o asfalto dá uma volta um pouco maior, mas pelo menos a estrada é boa e você acaba chegando no mesmo tempo que pelo atalho. Cheguei na fila da balsa, já avistando a balsa encostando. Não esperei nem 5 minutos e já tava dentro. Por sorte, fui o último a entrar! O trajeto me parece que foi mais rápido agora, mal deu tempo de pagar e já estávamos na outra costa.

Saímos da balsa, andamos pouco mais de 30km para ir para San Gregório, a cidade fantasma que eu deixei de ir na ida. Como a oportunidade era meio que única, resolvi andar essa quilometragem a mais para registrar esse ponto. Fiz algumas fotos e segui adiante para passar pela fronteira novamente, dessa vez para entrar na Argentina.

Essa fronteira é integrada, no mesmo lugar você dá a saída e entrada. Ou melhor, somente a entrada. Achei estranho que só carimbaram a entrada na Argentina e fui perguntar se estava certo. Disseram que era assim mesmo, então ta. Na hora de passar pela inspeção do carro, eu só entrei o papel como se fosse o comprovante que eu fiz todos os procedimentos e nem precisei abrir nada, só um "buen viaje".

Tinha pesquisado no iOverlander e achei o camping Chacra Saldia. Tinham alguns comentários bem positivos sobre o lugar e resolvi ir pra lá. Chegando lá, ví crianças brincando em um playground, achei que seria o primeiro camping animado da viagem. Quando fui procurar pela administração, percebi que era uma festa de aniversário infantil. Achei uma senhorinha do lugar e perguntei se podíamos acampar. Ela mal conseguia nos ouvir, mas nos deu toda atenção, pediu para entrar na casa dela, tomar um chá, um café. Disse que tinha um aniversário de criança e deveríamos esperar acabar para montar a barraca, pois a área de camping seria bem onde as crianças estavam brincando. Fomos para o carro esperar, passou quase 1 hora, a noite caiu, o frio bateu forte e nada das crianças irem embora. Comecei a pesquisar hotéis na região e decidimos ir para um hotel. Já eram mais de 10 da noite e estávamos cansados da viagem. Seria ótimo economizar essa grana agora, mas infelizmente não saberíamos a hora que iam vagar o espaço, então avisamos e saímos.

Ficamos num hotel de passagem, muito bom por sinal e barato. Achamos uma pizzaria há 2 quarteirões, pedimos pra viagem e fomos comer no hotel, acompanhados de uma garrafa de vinho que tínhamos comprado em Ushuaia.

OBS: em momento algum dentro do Chile me foi solicitado o SOAPEX. Na hora de passar na fronteira eu não mostrava de propósito pra ver se alguém ia me pedir, mas nada... Mesmo assim, o valor não é alto, então não vale a pena arriscar ir sem.

KM rodados: 649
Duração da viagem: 11:00
Combustível: $ 1240 ($ 30,62/L) 
Hospedagem: $ 1042 (Hotel Sehuen)

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@foreAventuraça essa sua também!!!!! Na descida fizemos praticamente o mesmo caminho até El Calafate. No meu caso Torres Del Paine e Ushuaia ficaram só na vontade. Bom pra programar uma volta.😁

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    • Por Thalles33
      Tô passando pra avisar que mês que vem "outubro" vou fazer uma trip épica rumo a Argentina bem "mão de vaca" pegando caronas, barraca e etc ..
      Já te adianto que vai ser tri 🛣️🌄⛰️
      Fico pilhado? Ta afim de ir? van bora!! 

    • Por Vinícius Zanata
      Olá!
      Mais um post de dicas rápidas. Como já adotei em outros tópicos, não vou postar fotos pq:
      1.  já existem mtas fotos dos passeios e paisagens de bariloche em blogs e relatos
      2.  as fotos diminuem a sensação de estar indo pela primeira vez a um local especial.
      A ideia é passar dicas práticas que tive com a viagem, e que podem auxiliar os próximos viajantes do destino.
       
      Considerações gerais
      Fui com minha esposa, ficamos por 9 dias na cidade, no mês de agosto (inverno). Sim, é bem um número de diárias bem acima da média para Bariloche. Mas assim como qualquer passeio para a Patagônia, é sempre bom considerar que o tempo na região é bastante ruim no inverno, com grande chance de tempo nublado ou chuvoso e ir com dias contados pode te privar de conhecer a cidade da forma que gostaria.
      Por isso, inclusive, é interessante não marcar ou pagar qualquer passeio ou atividade com antecedência. No nosso caso, fui sem agendar nada e fui fazendo os roteiros de acordo com o clima. Claro que nem assim as coisas saem perfeitas, mas ajuda bastante a aproveitar melhor alguns passeios que ficam bem mais interessantes em dias bonitos.
      Nós fomos para Argentina dois dias antes de o Macri figurar bem mal nas prévias eleitorais do país, o que fez o peso argentino despencar diante do dólar. Isso normalmente seria um bom sinal para nós, que íamos levar dólar, mas não é tão automático assim. Apesar de estar com a moeda bem desvalorizada, o dólar alto tem aumentado a inflação no país, o que acaba compensando o câmbio favorável. Fiquei um pouco ansioso, mas os preços estavam dentro do esperado, ainda não havia tido repasse.
      Por falar em câmbio, sim, é possível viver só com reais por lá. Mas é preciso ficar atento às cotações dos estabelecimentos pra não levar prejuízo. As cotações variam até 30% entre os estabelecimentos! Na chegada ao aeroporto, o remise (táxi com valor fechado por viagem) nos cobrou 550 pesos ou 55 reais para ir até nossa hospedagem no centro. Ou seja, fez a taxa real - peso em 1 pra 10, quando a cotação oficial  do Banco de la Nácion (BNA) estava 1 - 13. Paguei pq não tive como fazer câmbio antes, já que nosso vôo só teve escala em SP. 
      Para quem vai levar dólar e não tem escala em Buenos Aires, o melhor lugar para cambiar em Bariloche é o BNA do centro, mas, como um banco de varejo, está sempre cheio e com filas. Por isso acabei fazendo câmbio na Western Union. A cotação tava praticamente igual ao do BNA. 
      O lugar para ficar é sempre mto subjetivo e do perfil de cada um. O centro é ótimo para quem quer comodidade e transporte fácil. Fiquei num airbnb na Avenida San Martin, que é uma ótima localização, próximo ao centro cívico. Quem quer ficar mais afastado pode procurar os hotéis da Av. Bustillo, geralmente mais modernos e caros. Como nós usamos muito transporte público e remises, era mais vantajoso ficar pelo Centro.
      Dia 1 - Chegada ao apartamento e janta
      No aeroporto existem diversas formas de transporte para chegar ao centro: remise, táxi, van e ônibus público.
      Pegamos um remise, que era mais rápido. Pagamos R$ 55 , como disse, mas vale 550 pesos. Do lado de fora vi a van compartilhada e alguns táxis. O ponto do ônibus não vi, mas ele esta previsto no site da empresa de ônibus da cidade, chamada MiBus. No site da empresa tem as rotas e os horários. Salvei os principais números no evernote e foi bastante útil. É bom ter contato de remises tb.
      Chegamos ao airbnb, deixamos as malas e fomos para almoçar num restaurante próximo chamado Rock Chicken. Lugar simples, com comida barata e quantidade razoável. Também aceitava reais, mas em cotação ruim.
      Dia 2 - Cerro Campanário, Puerto Panuelo e Chao Chao
      No outro dia pela manhã fez um belo dia de sol, e então aproveitamos para fazer os passeios de vista aberta. Pela previsão do tempo, os demais dias seriam nublados, então era a oportunidade de fazer esse passeio. Passamos antes no centro de informações turísticas para pegar mapas e informações e fomos fazer uma parte do passeio conhecido como Circuito Chico. 
      Existem muitas formas de fazer o circuito chico, que é o passeio mais tradicional de Bariloche. É um passeio de diversas paradas, e a maioria das pessoas faz com agência. Eu particularmente tenho problemas em fazer aquele turismo meio gado, com o guia ditando o tempo das paradas e todo mundo entrando e descendo da van ao mesmo tempo. Por outro lado, sem carro alugado não é muito fácil fazer o circuito, pois as paradas ficam distantes e o transporte público não cobre todo o circuito. Então eu resolvi fazer o que dava pra fazer de ônibus e o que não dava fazer com remise. A parte mais tranquila de fazer é Cerro Campanário, Puerto Panuelo e Chao Chao, pois a linha 20 passa bastante (contei menos de 20 min) e passa exatamente por esses trechos. A maioria das linhas passam pelo Centro, na Avenida Perito Moreno, em frente ao antigo supermercado Uno.
      Paramos primeiro no Cerro Campanário, que é um ponto lindo de fotos. Subimos por teleférico (para os mais aventureiros, há uma trilha à esquerda da entrada que leva até o topo), que custava 400 pesos por adulto. Lá de cima é bem bonito e precisa ser visto em dia de céu limpo para ficar mais legal. Uma das coisas que vc descobre em pouco tempo é que aquele cenário da cidade e as árvores todas cobertas de branco da neve é bem raro. A maior parte da neve só ocorre no topo das montanhas mesmo. A neve em pó para chegar na cidade, só com uma grande nevasca, coisa que acontece poucos dias do inverno. Mas mesmo assim a paisagem é deslumbrante.
      Voltamos ao ponto de ônibus e continuamos o passeio rumo ao puerto panuelo. Chegamos lá juntos com centenas de estudantes e descobrimos um mistério que já tinha nos chamado a atenção: a quantidade de estudantes com casacos iguais carregando sacolas plásticas pelo centro da cidade. Trata-se do turismo para egressados, como eles chamam. Bariloche é o destino de formandos secundaristas da classe média argentina. Existem algumas empresas que levam, todos os anos, milhares de estudantes para lá. Eu achava que só rolava em julho, mas eles estavam aos montes mesmo em agosto. Estavam indo fazer um passeio de barco.
      Passamos na lanchonete do porto e almoçamos por lá mesmo. Depois fomos visitar o hotel Chao Chao. É necessário subir uma ladeirinha pra chegar lá. Achei que era mais tranquilo adentrar o local, mas os funcionários não permitem transitar por mtos lugares, nem tirar foto. Antes do hotel, ainda na estrada, tem uma capela histórica, mas acabei não indo lá. De lá tentei um remise para fazer a volta, mas tive problemas para conseguir ligar para um e acabamos voltando para o centro de ônibus mesmo.
      Nesse dia fizemos algumas compras no La anónima (supermercado) e comemos em casa mesmo.
      Dia 3 - Centro cívico, museus e catedral Nuestra Señora Nahuel Huapi.
      Dia bem frio e nublado. Aproveitamos para fazer passeios mais tranquilos. Acordamos um pouco tarde, fomos fazer um passeio no centro cívico e no museu da patagônia. Ele é bem simplesinho, mas com bastante documento histórico da cidade e uma sala com animais da fauna e descrição da flora regional. Vale a pena para quem gosta de história. Depois passeamos pela orla, fomos andando até a catedral nuestra señora e a plaza catedral. Por ali almoçamos antes de ir ao museu paleontólogo, que abria a partir das 15h. Ninguém dá nada por ele, pois é bem pequeno e escondido, mas tem uma ossada completa de um ictiosauro. Visita feita, voltamos e passamos na confentaria da chocolateria Mamuschka. Os doces lá são incríveis. Provamos vários doces, um a cada dia, até o fim da viagem rs.
       
      Continua...Se tiverem dúvidas que possa esclarecer, podem deixar a pergunta.
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por Francisco Rafael
      Ola Mochileiros,
      Me chamo Francisco, e desde 2018 realizei uma viagem ao Chile da qual foi para mim um divisor de águas. Motivo? Meus amigos, voltei acreditar num sonho distante de poder viajar, falar com um estrangeiro, ver neve, ter história e viver aventuras. Pois bem, irei contar a meu Mochilao que fiz em 2019.

      Brasil/Paraguay/Argentina/Uruguay
      Peso Argentino 12,0 em Puerto Iguazu
      Peso Argentino em Bueno Aires 10,70
      Peso Uruguaio em Montevideo 10,7
      Inicio da viagem foi no domingo 28/07, sai de Rio Verde- Go rumo a Goiania- Go. 4 horas de Viagem em Bus e um perrengue.... é amigos kkkk começou ae, perdi o ticket do mochilao e os motoristas não queria liberar meu mochilao. Até que eles levaram a minha passagem como comprovante que era minha mesmo a mochilao ( tinha seguro então eu tava preocupado atoa) todo trajeto, alias uma grande parte é de Onibus... é uma forma bem econômica. De lá peguei um Onibus que ia de Goiania-Foz pela RODE ROTAS, onde iniciaria meu trajeto. São 30 horas de viagem, conheci muitas pessoas em cada parada do ônibus e é a coisa legal de poder fazer esse tipo de trajeto. Cheguei na rodoviária de Foz, lá é muito bem estruturado. Tem centro de Informações para turistas e um bom restaurante. Eu almocei varias vezes, 18 reais a refeição.

       
      Bom, fiquei hospedado num hostel bem simples de 20 reais.... sim 20 reais kkkkk lugar muito bacana e perto da avenida que ia para o Aeroporto e as cataratas.
       
      Passei 3 dias lá, uma dica de ouro pra você que é Mochileiro de primeira viagem. Vá ao supermercado e compre algo pra fazer lanche e suas refeição, isso ajuda no custo. Outro detalhe use e abuse do transporte coletivo de Foz custava 3,75 na época que fui .
      Após passar o primeiro dia de chegada descansando. No segundo fui com tudo, direto pro Parque Nacional do Iguaçu. Que lugar maravilhoso, superou minhas expectativas era um momento único amigos.... só fiquei um pouco triste por não poder ter a companhia de minha namorada e meus amigos, então fiquei gravando vídeos e vídeos para eles. Passeio custa 42 reais para nós BR.
      Faça o trajeto na hora que você achar mais prático, mas não vá em Julho senão vai pegar fila até pra andar próximos as pontes. Fui pela manhã tinha mais gringo do que Br. Fiz amizade com um Casal de Argetinos super legais e um Bahiano muito gente boa. Passeio muito bom.
      Depois resolvi visitar o parque das Aves, é ao lado... mas se saber se vale ou não... bom, se tiver dinheiro e tempo sobrando vai na fé filhao kkkk.
       
      Ice bar, Parque dos Dinossauros e o Dream Land eu não fiz por conta do orçamento.
      Próximo dia é Dia de comprar no Paraguay, pegue um ônibus chamado Easy Bus que passa nas principais avenidas de Foz ou a atrás do TTU que é um Terminal de Transporte Urbanos onde se faz baldeação para as outras rotas de Onibus. Lá nesse TTU tem umas lojinhas de Souveniers bem em conta e variados ( lembranças compradas no parque do Iguaçu e no Parque das Aves são bem caras, mas são bem exclusivas deles). De la peguei ate a entrada da receita federal Brasileira e depois atravesse de pezao a ponte da Amizade ( só desci porque a fila tava imensa para entrar no paraguay). Trajeto tranquilo porem, tenha cuidado com os que te abordam vendendo coisas. Na entrada de Ciudad Del Este é LOTADAAAA de vendedores de tudo mesmo. Faça suas compras e explore o que tem de novidade la nesse lugar. Só não dê a bobeira de perder a carteira lá. Fui era 8 da manha e 10 horas eu estava voltando. Fui so pra comprar algo que eu já tinha pesquisado e estava bem traçado a rota. Na volta foi tranquilo, exceto na aduana Br... porque né ? aduana Paraguaia num quer travar nada. Bom isso cada um terá uma experiencia diferente. Voltei pro hostel e fui almoçar para visitar a Imensa Itaipu, que lugar enorme de Grande. Novamente peguei um busão para ir até la. Ingresso custa 40 reais. Conheci uns peruanos que estavam em lua de mel em Foz, fizemos o passeio contando nossas aventuras e viagens. Recomendo fazer o passeio panorâmico, gostei demais por conhecer essa magnitude de Usina e represa.


       
      Voltei pro hostel e pra completar o dia apareceu mais viajentes kkkk, Dois Suecos, Japonês e um Colombiano... pena que não pude conversar com cada um porque de manha cedo era meu último dia para partir Rumo Puerto Iguazu – Arg. Atravessia foi tranquila, a empresa Easy bus também faz esse trajeto e custa 10 reais.  Aduana Super de boa, só me perguntaram o motivo da viagem e se eu tinha uma reserva do Hostel.

      Troquei o real pelo peso argentino na casa de Cambio Austral – super recomendo. Leve seu Rg ou Passaporte para trocar dinheiro é obrigatório. Após disso, fui ao meu hostel guardar minhas coisas e seguir o Passeio. Também fiz as cataratas pelo lado argetino e confesso... la tem muito mais quedas e bem mais bonito. Mas é muito extenso o trajeto, por isso reserve umas 5 a 6 horas do seu dia. A passagem para ir as cataratas é adquirida na rodoviária de Puerto Iguazu, empresa chamada Rio Uruguay compre ida e volta logo, o ingresso do parque na Argentina é 650 pesos . Faça seu trajeto e curta o passeio. Cheguei no hostel era 6 horas e já fui direto para o Hito  Tres fronteiras. Detalhe, para você que for super pão duro como eu kkkk lá é de graça visitar esse espaço para ver o encontro do Rio Iguaçu e o Paraná e a divisa das 3 Nacionalidades que são: Paraguay, Argentina e o nosso Brasil. Recomendo quem puder visitar tanto o do lado Argentino como o do Brasil ( Custa 22 reais). E lá tem muitas lojinhas de venda de souvenir bem baratos.
       

      Dia seguinte foi outra despedida, e rumo a Cascavel no Paraná que de lá eu iria para outra cidade no grande Estado do Rio Grande do Sul, onde eu tenho amigos que vivem lá. Viagem cansativa e com muitos atrasos, eu tava até acostumando com atrasos kkkk e la se vai meu sábado do dia 3/8 e cheguei no meu destino final as 6 horas do domingo 4/08. Eu estava com uma sensação que naquele momento eu tinha acabado de sentir que o medo de todo trajeto que eu estava criando só era coisa da minha cabeça... mas sim a cada lugar que passava uma parte desse medo ia embora. Menos a saudade, fazer uma viagem sozinho é muito bom pela questão de liberdade que se tem em horário e o que fazer, quando fazer e o motivo. Conheci a cidade de Itaqui, onde meus amigos estavam la me esperando. Muito bom poder rever após 3 anos, segunda a noite 05/08 eu já partiria rumo Uruguaiana e de lá Bueno Aires. Saímos atrasados para rodoviária e so tinha eu pra embarcar, deixei minha preciosa agua cair no chão ( quem já visitou Argetina sabe o tanto que é Salobra essa água)  cheguei 0:00 no terminal,  e o meu Onibus Da JBL era as 4 da Manhã.... rodoviária um Breu e a única alma penada era eu kkkk não tinha ninguém nessa bagaça, até que chegou uma gaúcha e ficamos conversando por um tempão e o guardinha apareceu e chama nós para tomar chimarrão kkkk dispenso meus amigos, queimei língua duas vezes já. Ela fazia medicina e estava no 3 ano  e morava no entorno da faculdade e me deu umas dicas para não cair nas ciladas assim que se sai da Rodoviaria. Amigos , Buenos Aires é lindo... mas a rodoviária e a saída dela parece um lixão e muitos vendedores ambulantes e pessoas pedindo dinheiro.  Assim que sair da rodoviária, pegue a direita e vá ate a estação Mitre, do lado tem o Metro retiro linha C. Lá é muito lotado e só passei raiva no transporte coletivo. Pois bem, cheguei nessa cidade e não me deixei ser levado pelas primeiras impressões. No dia seguinte fui andar e conhecer todos os entornos do bairro onde estava hospedado. Muito lindo, no outro dia reservei para visitar Caminito e la Boca.... lugar que super recomendo para gastar em lembranças e tirar fotos. Por mais que seja fácil comprar no real, procure pagar no peso Argentino, senão eles acabam te enganando com as cotações.

       
      09/08
      Dia de visitar meu último País antes de voltar para casa, Colonia del Sacramento – Uruguay. Se eu estava com sorte de pegar diversos trajetos com sol... esse foi aquele momento que azedou... tomei chuva desde madrugada, Fui pela Colonia Express, uma empresa Low Coast de ferry Boat que atravessa o rio da Plata e paguei um pacote de ida e volta por 330 reais e um almoço Incluido. Senão fosse a chuva, o passeio teria sido sem duvida excelente. Uruguay é caro demais, então se prepare para gastar.
      Ande por todas as bandas, la é bem curtinho. Terminal Hidroviário é bem legal, tem Wi-fi liberado ae cambada. Dae você sobe no segundo piso e pega as tomadas huehuehue.
      Para vocês terem noção, a Buquebus é mais cara para fazer esse trajeto. Para encontrar a Colonia Express é so descer toda o entorno do Puerto Madero, não tem erro e é muito seguro a empresa.

      Dia 10/08
      Eu estava quebrado e gripado por conta de ontem, resolvi visitar umas praças e um lago da reserva do Puerto Madero.  E fui na Rodoviária comprar a passagem para Puerto Iguazu. Detalhe viajantes, lá não tinha bebedouro e se tinha não saia água.

      Dia 11/08 minha volta para casa, jornada seria longa peguei um ônibus de Buenos Aires para Puerto Iguazu que me custou 2000 pesos argetinos com duração de 20 horas de trajeto pela Empresa Crucero del Norte... quando começou a partir que sensação triste,  mas é gratificante de quando eu olhei as fotos da barra de rolagem do celular, putz.... eu consegui fazer essa viagem.... e foi uma missão que eu havia me dedicado e planejado por 1 ano, e recebi muitas e muitas críticas por dizer esses planos... muitas vezes amigos, as pessoas não estão nem ae pelo seus sonhos e outras querem só saber de te chama de ignorante, te desanimam e te coloca contra você mesmo. Sabe o que fiz?, contei só para quem eu sabia que importava comigo. E seja assim amigos, independente se esteja só ou acompanhado... independente do destino... é você que irá fazer a sua história e viver sua aventura!

      Dia 12 chegando na rodoviária de Puerto Iguazu, já fui direto para Foz e de lá para rodoviária para pegar o Ônibus para Goiânia.
       
      Dia 13 chegando em Goiânia
      Dia 14 Cheguei em Rio Verde. ( aconteceu algumas coisinhas de viagem nessa volta, mas era uma revista policial, ônibus com defeito, motorista deixando os atrasados para tras kkkkk coisas Normais)
      Espero ter passado para vocês as informações necessárias e divulgar um pouco desse roteiro que procurei e não havia encontrado muito.
      Usem o Aplicativo Rome2Rio e ClickBus para procurar ônibus dos trajetos, na Argentina pagar em dinheiro as passagens de ônibus são bem mais interessantes, pois algumas empresas dão desconto para quem paga a dinheiro.






























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