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MARCELO.RV

Extraordinária Patagônia, Bariloche, Pucón, Puerto Varas, El Calafate, El Chaltén, Ruta 40, Caleta Olívia, Puerto Madryn, 14470km rodados

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2 horas atrás, Elder Walker disse:

Acompanhando também... tenho bastante curiosidade no relato dos próximos dias, neste trecho até El Calafate. 

@Elder Walkervou chegar lá. 😉

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15º dia 05/01 – Puerto Varas : Fomos aos Saltos de Petrehue, um rio com cachoeira de água também verde esmeralda que desce do lago de mesmo nome. Basta pegar a ruta 225 à partir do centro de Puerto Varas e seguir, são aproximadamente 70km bem sinalizados. Pagamos 6,00 de estacionamento mais 24,00 por pessoa para entrar no parque. De lá seguimos para o Osorno, como é na mesma região não precisa retornar a Puerto Varas, basta começar o retorno que já tem placas indicando a subida do vulcão, dá pra chegar até a base de carro pois é só asfalto. Detalhe, muito devagar pois são curvas tipo cotovelo e carros descendo e subindo o tempo todo, são aproximadamente 10km de subida mais 10 de descida. A descida também com o mesmo cuidado ou até mais. Chegando lá a visão é fantástica, avista-se o lago e toda a região, além de uma visão de perto do pico nevado, valeu a pena, ainda mais que foi de graça. Se quiser subir até uma segunda base tem que pagar o teleférico, deve estar uns 80,00 por pessoa, não subimos pois pelo que vimos não tinha neve nesta segunda base, então pra ficar só na terra mesmo ficamos embaixo. Mas como disse valeu. Não fomos em Puerto Montt, vi alguns relatos de que é uma cidade basicamente comercial e sem muitos atrativos, então optamos por não ir até lá.

 

Apart em Puerto Varas https://bit.ly/2RrEaUE

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16º dia 06/01 – Puerto Varas – Esquel – 590km – Saímos de Puerto Varas em direção a Esquel, passamos novamente por Villa La Angustura só que desta vez sem chuva, a cidadezinha é um show, queríamos ter passeado mais por lá, mas quando fomos antes choveu muito, e desta vez estávamos de passagem, a estrada até lá top, sobe-se a Ruta 5 Panamericana até Osorno depois pega-se a 215, daí segue direto até a fronteira no paso Cardenal Samoré. As aduanas não são integradas, primeiro faz a saída do Chile e 40km mais adiante a entrada na Argentina, todas duas muito tranquilas, mas para entrar no Chile tinha uma fila enorme que parecia que ia demorar horas, tinham alguns ônibus de estudantes e estava feia a coisa. A partir dali paramos em Villa La Angustura como disse e seguimos, todo o caminho é muito bonito, bom ir com tempo para parar e tirar fotos, em alguns trechos da estrada passa-se por tuneis formados pelas arvores, o visual é lindo. Conhecendo bem o carro tinha abastecido basicamente para chegar até Villa, a gasolina no Chile a 5,00 e Argentina na região da Patagônia a 3,35 não iria encher o tanque no Chile, pegamos o posto com uma bela fila, mas fizemos também uma boa economia. Depois pegamos a Ruta 40 rumo a Esquel, já havíamos definido de ficar lá pois era a única opção de cidade com certa estrutura de hotéis dentro da quilometragem que definimos que iríamos rodar, antes tem El Bolson e Epuyen, mas queríamos descer um pouco mais. Depois de Esquel seria Perito Moreno, mas aí teríamos que rodar muito e não estávamos dispostos. Entre Esquel e Perito Moreno apenas povoados sem muita estrutura. Tinha dúvidas sobre as condições da Ruta 40 neste trecho, mas para minha surpresa de Bariloche até Esquel a pista está muito boa, apenas antes de Esquel é que tem um trecho que estão arrumando, mas coisa de 2km no máximo, o resto está top. Passamos por vários lagos e percebemos que os argentinos tem o hábito de acampar e fazer churrasco na beira destes lagos, muito bacana. Em Esquel tínhamos pesquisado antes no Booking e ficamos no hotel Rayentray Tehuelche, não reservamos pelo site, somente anotamos o endereço e fomos direto lá, antes paramos em outros 2 que não lembro o nome, como já estavam no caminho não custava perguntar, mas acabamos ficando nele mesmo, pagamos 255,00 a diária com café da manhã, garagem, internet, quarto bom e com frigobar. Esquel fica a 11km da Ruta 40, então tem que sair da rota para entrar na cidade, mas valeu a pena. Esquel fica encravada num vale e vive do turismo no Parque Nacional Los Alerces e a estação de esqui La Hoya, para quem tiver tempo acho que vale a pena visitar o parque. Comemos num restaurante chamado Casa de Maria(acho), recomendo, porção generosa de polo com papas e ovo, 2 porções comemos eu, minha esposa e filha, e comemos muito mesmo. Pagamos tudo 91,00. Inclui algumas fotos de Villa La Angustura sem chuva.

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Show de bola! Legal saber a atual condição da 40 neste trecho. E parece muito bonito mesmo... isso é que é viagem de carro! Rodovias cênicas, vários atrativos... muito legal mesmo! Vou lendo e me imaginando fazendo o mesmo caminho! Aliás, no meu roteiro, eu desceria pela 40 justamente até Esquel, pegando a 259 para entrar no Chile por Futalefu rumo à Carretera Austral. Mas o plano B, se não arrumar um carro mais altinho nos próximos anos, seria seguir pela 40 mesmo até El Chalten e El Calafate, que parece ter sido o seu roteiro... Vou continuar acompanhando!

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9 horas atrás, Elder Walker disse:

Show de bola! Legal saber a atual condição da 40 neste trecho. E parece muito bonito mesmo... isso é que é viagem de carro! Rodovias cênicas, vários atrativos... muito legal mesmo! Vou lendo e me imaginando fazendo o mesmo caminho! Aliás, no meu roteiro, eu desceria pela 40 justamente até Esquel, pegando a 259 para entrar no Chile por Futalefu rumo à Carretera Austral. Mas o plano B, se não arrumar um carro mais altinho nos próximos anos, seria seguir pela 40 mesmo até El Chalten e El Calafate, que parece ter sido o seu roteiro... Vou continuar acompanhando!

Tenho planos de fazer a carretera tb algum dia. Mas realmente nosso destino à partir daqui foi El Chalten e El Calafate mesmo.

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Marcelo, esse vulcão Osorno é feio hein? rsrs 

Não teve ataque de abelhas no vulcão osorno ou nos saltos? Lembro que quando algumas pessoas estavam sendo atacadas hehe

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5 horas atrás, hlirajunior disse:

Marcelo, esse vulcão Osorno é feio hein? rsrs 

Não teve ataque de abelhas no vulcão osorno ou nos saltos? Lembro que quando algumas pessoas estavam sendo atacadas hehe

Meu amigo, é horroroso.  Tão feio que não queríamos nem ir embora da região, em relação as abelhas tivemos sorte, saímos ilesos, e pelo visto os outros visitantes tb. rsrsrs

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17º dia 07/01 – Esquel X Gob. Gregores – 890km – Este era um dos 2 trechos que mais me preocupava, pois era longo, teoricamente mais sem recursos, e consegui poucas informações atualizadas sobre ele, basicamente imagens do Google Maps que eram antigas e perguntas a vários outros viajantes pelo YouTube, Facebook e até algumas informações aqui no mochileiros mesmo, todos dizendo que a 40 estava boa, o outro trecho que também me preocupava conto abaixo. Na verdade tentei mapear pelo Google Maps os trechos de rípio existentes na Ruta 40 entre Bariloche e Três Lagos, depois de Três Lagos já tinha boas informações de que as condições da 40 estavam excelentes, e o Google me mostrava o rípio 22km antes de Los Tamariscos, 5km antes de Rio Mayo, e os tensos 72km depois de Gob. Gregores até Tres Lagos, então seguimos para os 890km que nos esperava. Saímos por volta de 07:30 de Esquel, primeira parada no YPF em Gob. Costa 180km para abastecer e pipi, até aqui pista top. Depois seguimos para Perito Moreno 360km mais abaixo, aí duas surpresas boas, os trechos de rípio que havia mapeado não existem mais, em Los Tamariscos  nem percebi passar, e em Rio Mayo tem uma base do exército Argentino que acho que é nova, então tem muito asfalto novo antes e depois da cidade, parece que deram geral na região em relação a estrada. As imagens do Google são mais antigas então pra mim foi realmente uma boa surpresa pois até Perito Moreno fomos direto sem parar desde Gob. Costa, em Perito Moreno paramos num posto na entrada da cidade, um Axion(acho), entrando na cidade tem um YPF mas sem estrutura nenhuma, e queríamos comer alguma coisa melhor e lá não tinha, então voltamos para o Axion, tinha de tudo inclusive internet livre. Depois de Perito Moreno a 40 continua boa, mas com alguns trechos com buracos e asfalto irregular, inclusive peguei alguns buracos que pensei ter perdido pneu e roda, mas nada aconteceu, então no trecho de Perito Moreno até Gob. Gregores é bom ir devagar e com atenção, num determinado trecho vi 2 motociclistas vindo em direção contrária, eles estavam com a visão melhor que a minha então um deles passou pela ponte que íamos passar e apontou para baixo, neste momento reduzi a velocidade e dei de cara com a ponte bem esburacada, ele foi super gente boa. Além de alguns buracos e trechos com asfalto irregular, tem também os guanacos e nandús(uma ave da região que parece uma ema e andam em bandos) que atravessam a pista sem avisar, demos de cara com um monte. O problema do Guanaco é que a cor dele confunde com a vegetação, então muitas vezes quando se enxerga ele já está em cima, vimos vários atropelados pela estrada e digo que se atropelar um deles o estrago via ser grande, provavelmente a viagem acaba, andam também em bandos, então quando se avistar um fique atento que tem mais. Então vai a dica de novo, de Perito Moreno até Gob. Gregores, pista boa mas com ressalvas, atenção redobrada. Notei que neste trecho mais especificamente, nas partes ruins não há nenhum sinal de trabalho para arrumar, então imagino que se tivesse um trânsito mais intenso estaria muito pior, por outro lado os trechos bons são relativamente novos, espero que estejam aos poucos arrumando. O visual da estrada nesta parte da Patagônia é incrível, temos uma visão tão ampla e distante do horizonte que vimos o horizonte em um tom azulado incrível, em alguns momentos vimos formar uma tempestade a direita e à esquerdo um céu azul, só estando lá mesmo para se ter uma noção da beleza. Em Gob. Gregores ficamos no hotel Canadon Leon, hotel e restaurante, o mesmo preço de Esquel 255,00, como tinha restaurante nem saímos de lá, comemos por ali mesmo, preço mais salgado que o anterior mas não tinha muita opção, pagamos 117,00 o jantar.

Vista do nosso quarto em Esquel ao amanhecer.

 

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Show de bola! Baita trecho de estrada, heim?

Legal suas fotos das estradas que dá pra ter uma boa noção do que esperar. A vegetação amareleda e rasteira, com os guanacos por perto me lembrou um pouco a região do Atacama.

Deu uma lavada no possante neste trecho? Parece mais limpinho que nos dias anteriores! haha!

AH, e escolheu essa cidade Gob. Gregores por algum motivo ou é o que encaixava na distância do dia?

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    • Por Diego Minatel
      "No século XII, o geógrafo oficial do reino da Sicília, Al-Idrisi, traçou o mapa do mundo, o mundo que a Europa conhecia, com o sul na parte de cima e o norte na parte de baixo. Isso era habitual na cartografia daquele tempo. E assim, com o sul acima, desenhou o mapa sul-americano, oito séculos depois, o pintor uruguaio Joaquín Torres-García. “Nosso norte é o sul”, disse. “Para ir ao norte, nossos navios não sobem, descem.”
      Se o mundo está, como agora está, de pernas pro ar, não seria bom invertê-lo para que pudesse equilibrar-se em seus pés?"
      De pernas pro ar, Eduardo Galeano
       
       
       O nosso norte é o sul, Joaquín Torres-García
      Cheguei ontem pela madrugada em casa. Agora sentado na frente do computador sinto uma necessidade, quase insuportável, de contar sobre meu caminhar até o fim do mundo. Foram 50 dias de viagem e mais de 14.000km percorridos por terra. Entre ônibus e caronas percorremos o sul do Brasil e a Patagônia Argentina até Ushuaia, parando em muitos lugares nos dois países. O dinheiro era pouco, mas a vontade era muita. A necessidade que tenho de escrever deve-se as pessoas que de alguma forma nos ajudaram a realizar esta viagem ao extremo sul da América do Sul. Tanta gente boa pelo caminho. Tanta solidariedade. Tanta gratidão.

      Pela primeira vez, antes de uma mochilada, eu não estava completamente bem e seguro. Nos meses que antecederam a viagem estava escrevendo a dissertação do meu mestrado (isso, por si só, já era muita tensão) e nesse intervalo de tempo perdi meu pai, a mulher que aprendi a amar resolveu seguir sem minha companhia e quase antes de embarcar perdi minha vó. Como é de se imaginar, meu estado de espírito não era nada bom, na verdade era o pior possível. Com isso tinha muito medo de atrair coisas ruins pelo caminho, como por exemplo ser vítima de violência. Assim, resolvi mudar a ideia de mochilar sozinho e decidi ter uma companhia nessa viagem. Meu amigo/irmão Matheus embarcou comigo nessa jornada. 

      Enfim, tenho como intuito neste relato contar a história dos lugares por onde passei, minha histórias nesses mesmos lugares e, principalmente, falar sobre as muitas pessoas (leia-se anjos) que nos ajudaram nesta viagem. Quero contar de maneira honesta os acontecimentos e os sentimentos que me permearam nesses dias, e de alguma forma quero deixar esse texto como agradecimento a cada pessoa que tornou essa viagem algo possível.
      Agora vamos ao que interessa, bora comigo reconstruir essa viagem por meio de fotos e palavras!
      Parte 1 - De Rio Claro até Timbó: o mesmo início de outra vez Parte 2 - A Serra Catarinense vista por Urubici Parte 3 - O casal das ruínas de São Miguel das Missões Parte 4 - Do Brasil para a Argentina Parte 5 - Buenos Aires, la capital Parte 6 - O começo da Ruta 3 e o mar de Claromecó Parte 7 - Frustrações na estrada e a beleza de Puerto Madryn Parte 8 - O anjo do carro vermelho Parte 9 - Cruzando o Estreito de Magalhães com San Martin  Parte 10 - Enfim, o fim do mundo Parte 11 - Algumas das belezas de Ushuaia Parte 12 - El Calafate, Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino Parte 13 - O paraíso tem nome, El Chaltén Parte 14 - A janela do ônibus Parte 15 - O caminho de volta e os reencontros Parte 16 - Reflexões
    • Por Leonardo Palestini Soares
      A história da minha viagem para a Patagônia, na verdade, começa um pouco antes. Em Junho de 2018 decidi que faria uma viagem para o Chile e, de cara, já fechamos que seria em Santiago. Talvez por um pouco de inocência ou falta de experiência, não havia pesquisado nada sobre Santiago até então. Sabia das estações de esqui, mas nada que fosse muito além disso. Logo depois de fecharmos os aéreos e o apartamento que alugamos em Santiago, fui pesquisar sobre os possíveis pontos de passeio e aventura que me interessavam no Chile, e foi aí que comecei a conhecer a Patagônia. Todos os pontos legais que via na internet ficavam na Patagônia Chilena. Mas como minha viagem era só de 8 dias, sem chance de fazer esses dois roteiros nesse prazo. Enfim... Fomos pra Santiago e prorrogamos o roteiro PATAGÔNIA.
      Já com aqueles cenários na cabeça, resolvi marcar uma outra viagem, dessa vez de moto, onde faríamos a patagônia até a famosa Ushuaia. Juntamos os amigos interessados na viagem de moto e combinamos a primeira reunião. Já nessa primeira conversa vi que a maioria tinha maior interesse em fazer o norte do Chile, o atacama para ser mais específico. E vi também, que mais uma vez, a viagem para a Patagônia estava sendo prorrogada.
      Poucos dias depois dessa reunião, estava em um bar com um grande amigo e comentei com ele que a viagem de moto, ao invés de ir para o Sul, foi alterada para o Atacama. Foi quando ele me fez o derradeiro convite:
      - Eu estou programando uma viagem de carro para o Ushuaia no final desse ano com saída após o natal. Está indo só eu e a namorada. Bora?
      Nisso a cabeça já pirou... Seria a tão esperada Patagônia em um prazo próximo a 6 meses. Depois desse primeiro convite, todas as minhas pesquisas na internet eram sobre roteiros na Patagônia. Fechado! #PartiuPatagônia
      Conversamos mais algumas vezes, e montamos um roteiro base que serviria para a nossa viagem. A idéia era descer pela Ruta 3 até Ushuaia e retornar pela Ruta 40, fazendo trechos da cordilheira até Bariloche.
      Então é isso... Chegou o natal e partimos para a nossa expedição Patagônia. Na festa de confraternização da família, bebi mais que deveria, e fui passando mal de Divinópolis/MG (cidade onde moro) até próximo à divisa de São Paulo, quando paramos numa farmácia e tomei dois comprimidos de um “qualquer coisa” que o farmacêutico receitou.
      Dica 1: Não faça uma viagem de carro de ressaca. A ressaca no carro é potencializada exponencialmente!
      1º e 2º Dia
      Nosso primeiro dia de viagem foi de Divinópolis/MG até Foz do Iguaçu/PR. 1365km. Chegamos já era bem tarde, por volta das 22h, e fomos direto para um apartamento do AirBNB que eu tinha reservado. Já no primeiro dia, o primeiro “desencontro”: O carro não cabia na garagem do condomínio. No anúncio do AirBNB, marcava estacionamento incluído. Só esqueceram de mencionar, que tem estacionamento para carros pequenos. Como estávamos em uma caminhonete e ainda tinha barraca de teto, não permitiam nem que tentássemos colocar ela na mini vaga. Conversamos com a anfitriã do apartamento e ela conseguiu uma outra vaga que coubesse a caminhonete. O AP era até razoável. Quente como um forno e sem ar condicionado, mas para quem já tinha viajado 1365km direto, estava excelente.
      No outro dia cedo em Foz do Iguaçu, Romulo (meu amigo e parceiro de viagem) tinha uma revisão agendada para o carro e, aproveitando esse tempo extra, fomos as compras no Paraguai (O lugar mais caótico em que já estive), e deixamos a parte da tarde para conhecer as Cataratas. Ele já conhecia, mas eu e minha namorada não. Sensacional! O volume de água que desce naquelas cachoeiras é impressionante, além do parque ser muito bem estruturado. Vale a visita!
      Saímos do Parque Iguaçu e voltamos para o apartamento para arrumarmos as coisas, já que no outro dia, entraríamos na Argentina.




      3º Dia
      Saímos de Foz do Iguaçu e a nossa ideia era chegar à Lujan (aquela cidade do zoológico famoso). Mas essa era só nossa intenção mesmo rsrs, porque na verdade, o dia foi muito cansativo, muito quente, e na parte da tarde vimos que viajar até Lujan era forçar demais a barra. Enquanto descíamos rumo à Buenos Aires, fui pesquisando áreas de camping e foi aí que tive a brilhante ideia de ficarmos numa cidade que se chama Gualeguaychú.
      Quando pesquisei, vi uma área de camping próximo a um rio e tudo parecia tudo muito lindo, tudo muito certo. Fomos até a área de camping e ela, apesar de não ser nem próximo ao que mostrava no Google, era razoável. Tinha uma praia que dava acesso ao rio, os banheiros eram aceitáveis, enfim... Ficamos. Acho que foi a pior decisão de toda a viagem.
      Logo de cara, como o dia estava muito quente, já fui pra praia dar um mergulho e... Espinho no pé. A areia ficava só na margem. Quando íamos entrando no rio, virava uma lama suja e, para sair dessa lama, seguindo mais pra frente, espinhos. Uma enorme moita de espinhos escondida dentro da água. E não era só uma. Pra todo lugar que eu fugia, mais espinhos! Desisti de nadar no rio com 3 minutos. Acabaram os perrengues? Nada disso.
      Voltei pra perto da barraca e começamos a fazer a janta. A temperatura devia estar próxima de uns 85 graus Célsius. Um calor sem igual. Nem o nordeste brasileiro tem aquela temperatura. E como o ambiente já estava agradável, chegou nada mais, nada menos, que uma enorme núvem de pernilongos que decidiu ficar por ali até irmos embora. Mas por favor, não entendam que eram só alguns pernilongos. Era pernilongo que não acabava mais!!! Eu tenho costume de acampar bastante em Minas Gerais. Sempre tem alguns insetos. Mas os pernilongos de Gualeguaychú eram fora do comum. Resultado: Fiquei nesse calor infernal, com blusa de frio por causa dos pernilongos até a hora de dormir. Fomos deitar por volta de meia noite e acordamos as 3 da manhã. O calor era demais, não tinha condição de continuar ali. Desmontamos o acampamento e seguimos viagem.

                                                                                           Nessa foto, os pernilongos ainda não haviam chegado.
      4º Dia
                      Saímos de Gualeguaychú e continuamos rumo ao sul. Nesse trecho a paisagem muda bastante. Até próximo a Buenos Aires, descendo pela província de Entre Rios, a estrada passa por muitos rios e áreas alagadas. Depois disso, começa a ficar muito seco. Raramente se vê rios ou lagos.
                      Já no fim da tarde, ainda traumatizado com Gualeguaychú, fui pesquisar mais uma área de camping. Dessa vez, decidimos fazer um Wild Camping. Sem estrutura, sem nada. Seria só nós e a natureza. Vi pelo aplicativo IOverlander, um local para camping próximo ao mar. No app, informava que era uma bela praia e com sorte, veríamos uns flamingos no entardecer. Essa área de Camping ficava em Las Grutas, mais especificamente na Playa De Las Conchillas. Decidimos que seria lá mesmo. O ponto marcado no aplicativo ficava próximo a algumas dunas, e logo ali, depois das dunas, uma paisagem incrível. Um entardecer maravilhoso, e agora, já não sei se por sorte ou oquê, lá estavam os flamingos. Uma cena que vai ficar guardada na minha memória. Pôr do sol, flamingos, praia deserta... Maravilhoso!
      Da estrada, onde estava o carro, não se via a praia. Então resolvemos montar nossas barracas em cima das dunas para que pudéssemos ver o nascer do sol no dia seguinte. E assim foi... Começamos a montar nossas barracas enquanto as namoradas iam adiantando nossa janta próximo ao carro. Depois da barraca já SEMI-pronta, voltamos para o carro para buscar o resto dos equipamento (sacos de dormir, isolantes, travesseiros, etc...). Quando chegamos onde estavam as meninas, encontramos um casal da Colômbia que já estavam viajando por 11 meses e que pretendiam atravessar todo o Brasil antes de retornar à Colômbia. Ficamos ali conversando com o casal e simplesmente esquecemos das barracas. Eles viajam num carro da Chevrolet, meio que um jeep... Difícil até tentar explicar como era o carro. Nunca vi nada parecido na vida. Todo quadrado, antigo... Acho que é uma mistura de Jeep Willis com Fiat Uno. Mais ou menos por aí. Depois de muita conversa, cerveja e da nossa janta, peguei meus equipamentos para terminar de montar a barraca.  Subi as dunas, olhei para um lado... olhei para o outro... Cadê as barracas?
      Nesse momento não sabia se ria, se chorava ou se sentava e simplesmente contemplava o “nada”. Rsrsrs. Agora, já olhando em retrospecto, chega a ser engraçado. Mas na hora, rolou um semi-desespero. Voltei para o carro para avisar que as barracas tinham “saído para passear”. Era difícil até acreditar no que estava acontecendo, todos nós tínhamos experiência com camping e havíamos deixado as barracas soltas na areia. Burrice né?!?!
       Pegamos as lanternas e fomos tentar procurar as barracas.
      Como é uma praia deserta e não havia nada por perto, a chance de ter sido roubada era pequena. Então, ela só podia ter sido levada pelo vento. Essa era a primeira vez que sentimos um pouco do vento Patagônico. Voltamos para a praia, agora com as lanternas, e láááááá na frente, dentro do mar, estavam as barracas. O mar nesse local é bem raso. Durante uns 500 metros ou até mais, a água se mantém no joelho. Deve ser por isso que os Flamingos gostam dessa praia. Enfim: Saí eu, pulando caranguejos, até chegar na barraca e resgatá-la. Como o vento da Patagônia já é famoso, e eu já tinha lido vários relatos de barracas que quebravam com a força do vento, havia levado uma barraca extra. Salvou!!! Dica nº 2: Nunca deixe sua barraca, nem por um segundo, sem ancoragem. O vento lá é inexplicável!
      Obs.: Nem sei se precisava dessa dica né?! É muita inocência.
      Tirando toda essa aventura da barraca, o local escolhido para o camping foi ótimo. A noite foi tranquila, já estava muuuuito mais fresco que Gualeguaychú e o nascer do sol do dia seguinte foi realmente incrível.
       
                                                                                                           Estrada de acesso a Playa de Las Conchillas

                                                                                                                      Nas lentes de Romulo Nery.  

      5º Dia
      Logo depois de apreciar o nascer do sol, tomamos um rápido café da manhã e já voltamos para a estrada. Algumas horas depois, já estávamos chegando a Puerto Pirámides, a cidade base pra quem vai fazer o passeio da Península Valdez.
      Essa península é famosa pela vida selvagem. É um reduto de baleias francas austrais, Orcas, Elefantes Marinhos, Pinguins, e mais um monte de espécies. Infelizmente não fomos na época ideal para observar as baleias (parece que elas ficam até início de dezembro e depois vão rumo a Antártida). Mas em compensação, era a primeira vez que víamos de perto pinguins e elefantes marinhos e foi uma experiência incrível. Eu imaginava que veria os pinguins um pouco mais de longe, mas lá eles ficam, literalmente, do lado das passarelas. Rolou ótimas fotos.
      Saímos da Península Valdez e continuamos nossa viagem até a cidade de Trelew, a cidade onde foram encontrados os fósseis do maior dinossauro do planeta. Logo na entrada da cidade tem uma réplica em tamanho real do dinossauro. Bem interessante. Mas só paramos para uma foto com o Dino e já fomos procurar algum lugar para dormir. Nesse dia dormimos em um posto de combustível que não me lembro se era Axion ou YPF.


       
      6º Dia
      Esse dia foi só estrada. Saímos de Trelew e reta... reta... reta... reta... Guanaco... reta... reta ... reta. A paisagem não ajuda em nada nessa região. É tudo muito igual. Dirigimos o dia todo até começar o pôr do sol, que nessa latitude já era por volta das 22:30horas, talvez até mais. Não me lembro bem.
      No final do dia havíamos chegado em Rio Gallegos. Uma cidade bem estruturada, com Carrefour, lojas grandes, etc. Como no dia seguinte iríamos começar a série de Aduanas e imigrações, e também sabíamos que não é permitido entrar com frutas ou carne no Chile, fizemos tudo que havia de comida na geladeira da caminhonete e fomos dormir. Novamente em um posto de combustível.
      Em Rio Galllegos também encontramos com alguns brasileiros que rumavam a Ushuaia e estavam super empolgados, pois se tudo ocorresse bem nas fronteiras, passariam o réveillon em Ushuaia. Esse também era nosso objetivo.
      7º Dia – 31/12/2018
      Acordamos bem cedo nesse dia e já começamos nossa pernada final ao Fim do Mundo. De Rio Gallegos até a primeira fronteira (Argentina/Chile) é pertinho. 65 km.
      Fizemos nossa primeira fronteira com o Chile, cruzamos o famoso Estreito de Magalhães, e depois de algumas horas, estávamos na Argentina novamente.
      Cruzar os Estreito de Magalhães é super simples nesse ponto. Tem várias balsas (se não me engano são três) que ficam o dia todo fazendo esse translado. Da balsa ainda conseguimos ver um Golfinho de Commerson. Ele é tipo uma mini orca, branco com preto. Bem bonitinho.

                                                                                                                      Chegada ao Estreito de Magalhães
       
      Atrevessar o estreito de Magalhães é bem interessante, não pela travessia em si, mas por estar em um lugar que foi tão importante para a história das navegações.
      Depois de cruzar o estreito, fomos direto para o parque Pinguino Rey, porém como era uma segunda feira, estavam fechados.
      Spoiler Alert: Não desistimos de conhecer esse Parque por causa desse imprevisto, inclusive conhecemos ele depois, porém na volta de Ushuaia, pois passaríamos por ali novamente.
      Mais alguns quilômetros e chegamos a mais uma fronteira (Chile/Argentina). As fronteiras de saída do Chile e entrada na Argentina são sempre mais fáceis. O Chile é muito rigoroso com na entrada. Já os Hermanos argentinos não costumam olhar muita coisa. Você simplesmente faz os procedimentos na imigração e Aduana e está pronto. Segue a viagem.
      Depois que fizemos essa última fronteira, já nos alegramos, pois daria tempo de chegar em Ushuaia para o Réveillon.
      A paisagem continuava a mesma. Retas, guanacos e mais nada. Passamos por Rio Grande e só depois, já chegando em Ushuaia a paisagem realmente começou a mudar. Já começavam algumas curvas, começávamos a ver as montanhas ao longe, alguns bosques com árvores retorcidas e agora voltávamos a ver os lagos... Muitos lagos.
      Quanto mais se aproximava do Fim do Mundo, mais a paisagem se transformava. Só quando estávamos a uns 50 kms de Ushuaia que começamos a ver realmente as famosas paisagens que antes havíamos visto pela internet. Picos nevados, grandes bosques, um imenso lago na entrada da cidade e lá estávamos. Finalmente no Fim do Mundo! O clima não estava colaborando com a cidade. Estava uma insistente chuva fina e, nessa chegada, nem reparamos muito na cidade. Já chegamos procurando algum lugar para repousar a noite. Como era réveillon, todos os hotéis da cidade estavam lotados! Os que ainda tinham vagas, cobravam preços absurdos. Já era de se esperar né?!
      Réveillon, 20h, e ainda não tínhamos nem ideia de onde iríamos. Romulo, meu parça de viagem, olhando no AirBNB, encontrou uma pousada próxima do centro. Pousada Los Coihues. Essa pousada é de uma brasileira do Rio Grande do Norte, muito engraçada. Ela já mora em Ushuaia há mais de 20 anos e até hoje ela mistura português com espanhol. Não dava pra entender direito. Não que o espanhol dela seja ruim, mas é que na mesma frase ela usa as duas línguas... Aí complica! Hahahahahaha
      Só jogamos as coisas no quarto e fomos para a recepção procurar alguma recomendação de restaurante. Estávamos a procura da famosa Centolla. Essa Centolla é aquele caranguejo da Discovery (Pesca Mortal). Só existe no extremo norte ou extremo sul do pacífico.
      Dica nº 3: Nunca vá com fome comer uma Centolla!
      Fomos para o que parecia ser o único restaurante da cidade que não precisava de reserva. Resultado: Fila enorme na porta, um vento gelado lá fora e para piorar a situação, estávamos morrendo de fome. E é aí que entra minha dica número 3. A Centolla é uma delícia, porém éramos quatro pessoas. Todas famintas. A coitada da Centolla só tem 8 patas. Logo, cada um ficou com duas patinhas. Além disso, pedimos um lombo para caso o famoso caranguejo não fosse gostoso. O problema é que demorava muito para sair o jantar. Comemos o caranguejo, comemos o lombo, comemos a batata que acompanhava, enfim... comemos tudo o que tinha pra comer, comemoramos o ano novo com cerveja artesanal, mas a verdade é que voltamos pra pousada com um pouco de fome. Valeu a experiência? Demais!

                                                        Centolla


       
      8º Dia
      No primeiro dia do ano de 2019, estávamos começando a nossa empreitada pela famosa Ushuaia. Saímos da Pousada e fomos para o centro da cidade fazer a famosa foto na placa do Fim do Mundo. Essa placa fica próximo ao porto de onde saem os barcos que fazem os passeios de navegação pelo Canal Beagle. Depois de registrar a chegada na placa do fim do mundo, deixamos a cidade e fomos ainda mais ao sul, para o Parque Nacional Tierra Del Fuego.
      A entrada do Parque fica bem próximo da cidade e o custo para entrar é de 490 pesos (uns 50 reais). A estrutura que tem nesse parque é incrível: várias áreas de camping (se não me engano são 3), um centro de informações ao turista com cafeteria e lanchonete, e o principal: todo tipo de trilhas para quem curte fazer trekkings. Trilhas que contornam lagunas e sobem cerros, trilhas à beira mar, enfim... Um paraíso para quem tem essa intenção no parque.
      Em nosso primeiro dia dentro do parque, montamos nosso acampamento numa área próxima ao Rio Ovando, e já pegamos nossos equipamentos de trekking para começar as caminhadas. Fomos à Laguna Negra, à uma Castoreira, à uma trilha que liga o camping no final da Ruta 3 (Ruta essa que pegamos lááááá próximo a Buenos Aires) e o principal do primeiro dia, na minha opinião, que foi o trekking ao final da Bahia Lapataia.
      Só de estar ali, numa Bahia do Fim do Mundo, já era indescritível... A sensação de estar em um dos pontos mais austrais do continente já é legal demais. Estávamos só nós 4, o mar, montanhas nevadas, um bosque ao lado.... Quando de repente aparecem duas focas ou lobos marinhos – não consegui identificar – e ficaram ali, nadando à nossa frente, mergulhando e atravessando algumas algas da bahia. Pareciam estar, ao mesmo tempo, procurando alguma comida e se divertindo na superfície.
      Esse, pra mim, foi outro momento indescritível da viagem que recebi como um presente de Ushuaia para nós. Gratidão!
      Depois de uns 40 minutos por ali, saímos da Bahia e voltamos para o camping para fazer nosso jantar e descansar um pouco. Nesse primeiro dia fizemos aproximadamente 14 km de trekking.
      Uma coisa que esqueci de relatar aqui, é que o clima no Parque Nacional Tierra Del Fuego é bem doido. Em questões de horas e, por vezes, até minutos, pegávamos chuva, sol, vento, e até neve. Tudo isso junto! Em todos os dias que estivemos no parque passamos por todas as intempéries. Não houve nem um dia sequer que não tenha nevado. Para nós, isso era um divertimento. Mas acredito que pra quem mora lá deva ser chato demais. Hahahaha

       
                                                                                                                                        Rio Ovando


      9º Dia
      Depois de termos visto as focas na Bahia Lapataia e ter passado pelas trilhas incríveis do primeiro dia, a empolgação com o parque estava a mil. Estávamos ansiosos por começar mais um dia de trekking por lá.
      O casal da Colômbia (aqueles que encontramos no dia que perdemos as barracas) havia comentado conosco que já tinham passado por Ushuaia e que no Parque Tierra Del Fuego, haviam feito uma trilha que chegava ao topo do Cerro Guanaco, e super indicou que fizemos esse sendero também.
      Pois bem... Se nos foi indicado, bora pro Cerro Guanaco.
      Saímos do acampamento e, nos primeiros 4 kms, a trilha é bem tranquila. Vai beirando a estrada principal do parque, passa pelo centro de informações ao turista e segue até o mirante do Lago Acigami. Depois desse ponto é subida, subida, subida e mais subida.
      A primeira parte começa com as subidas por dentro de um bosque, onde não se tem muito visual. As árvores, que são bem grandes, cobrem a paisagem, mas ali dentro, formam também sua paisagem própria. Minha namorada começou a sentir ali, que a trilha ultrapassava os limites dela. Ela insistiu e continuamos subindo, subindo, subindo, até que chega em um Charco - Uma enorme planície alagada que fica depois dessa parte de bosque. Lá ela sucumbiu! Disse pra eu continuar a subida, que ela retornaria para o centro de informações e me aguardaria por lá.
      Tomada a decisão, nos sentamos um pouco e fizemos um rápido lanche antes que ela retornasse. Continuei a subida em direção ao cume do Cerro Guanaco e dali pra frente a paisagem é outra. Parece até que são planetas diferentes. Uma enorme subida de pedras sem nenhuma árvore, um vento muito forte e mais próximo do topo, mais neve! Do Charco até lá, foram, mais ou menos, uma hora e meia de caminhada em um ritmo forte. Lá de cima o visual é incrível!
      Retornamos ao camping e descansamos. Nesse dia deve ter dado por volta de 15 kms de trekking.
      Continua...


       



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