Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
Entre para seguir isso  
MARCELO.RV

Extraordinária Patagônia, Bariloche, Pucón, Puerto Varas, El Calafate, El Chaltén, Ruta 40, Caleta Olívia, Puerto Madryn, 14470km rodados

Posts Recomendados

Lembro que quando passei em 2012 praticamente metade da RN 16 estava meia boca e aquele trecho depois de Monte Quemado ja era ruim. Dai em 2016 reformaram a estrada no Chaco e em Salta, mas na parte de Santiago del Estero ficou na mesma e ano passado quando passei novamente estava bem pior. Daqui a pouco arrancam o resto de asfalto e deixam no ripio que é melhor hehe

 

Para fazer uma viagem grande assim tem que se desapegar mesmo um pouco do carro, não tem jeito. O guerreiro volta com algumas cicatrizes da aventura hehe. 

  • Gostei! 2

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

19º dia 09/01 – Trilha básica em El Chaltén, como perdi toda a tarde do dia anterior resolvendo o problema do carro, só começamos a andar pela cidade neste dia. Fomos para a cachoeira Chorillo del Salto e ao Mirador das Águias, céu azul e dia espetacular, total de 10km, trilhas tranquilas para quem está com criança quase adolescente, sempre reclamando que tudo está doendo, reclama mas vai. El Chaltén é basicamente uma vila encravada num vale rodeada de montanhas, várias delas com os picos nevados, a rua principal tem Hostels, restaurantes, campings, hotéis, padarias e mercados, além de algumas belas construções, tudo gira praticamente ali. Para a cachoeira é praticamente tudo reto, segue direto até o final da rua principal e depois estrada de rípio, ao longo da caminhada passa-se bosques com belos visuais, a cachoeira é muito legal, mas o que mais agrada mesmo é a caminhada em si, belas imagens dos rios e a visão de El Chaltén são fantásticas. Na volta subimos por uma trilha que sai no topo de um morro de onde se tem uma visão privilegiada da cidade também, ao descermos demos de cara com um ônibus de excursão de Maringá-PR com 44 passageiros, eles estavam hospedados em El Calafate e foram fazer trilha em El Chaltén, os motoristas nos disseram que fazem esta excursão todo ano. Não ficamos sabendo a faixa etária, agora com certeza deve ser muito bem organizada uma excursão dessas, senão dá não, é muito tempo dentro de ônibus com tantas pessoas!!!! Depois fomos ao Mirador das Águias, tem uma boa subida mas dá para ir tranquilo, também com belo visual e as águias voando bem perto de você. Show. Neste mesmo dia peguei o carro para fazer um teste e pegar a saída da cidade até o lago Viedma para tirar umas fotos, que na verdade do lago mesmo não tiramos, mas o visual do Fitz Roy é show, passamos meio tensos por ali no dia anterior. Demos muita sorte com o tempo, já vi relatos de viajantes que chegam lá com céu encoberto e não conseguem ver nada, o dia estava espetacular. Na volta paramos no mirador que tem antes da entrada da cidade e também rendeu boas fotos com o Fitz Roy ao fundo, e fomos ao posto de combustível abastecer, o posto é basicamente um contêiner da YPF, o único por sinal, às vezes tem uma certa fila. Pensamos que seria o lugar que mais gastaríamos com refeição e para nossa surpresa não foi, para almoço não vi muitas opções pois a cidade durante o dia fica meio morta, tem movimento mas pouco, as pessoas estão nas trilhas, então as padarias montam os kits para quem vai para os trekkings, o kit seria um enorme pão com presunto e queijo ou de carne, as duas opções com salada, uma fruta, um suco, água e acho que um iogurte também, se não me falha a memória este kit custa 35,00 aproximadamente, dá para 2 pessoas tranquilo, não compramos o kit completo pois sobraria, mas compramos o generoso pão que vende separado também, 2 pães comemos nós 3 e ainda sobrou, o pão custa aproximadamente 22,00 e por sinal muito gostoso. A noite jantamos num restaurante que não lembro o nome, na verdade fomos tão bem atendidos e comida tão boa que só jantamos lá todos os dias, nossa janta ficava em aproximadamente 100,00 com bebida, e tem opções de carnes, macarrão, pizza e sanduiches, preço dentro da média que estávamos pagando, dando uma volta percebemos que os preços não eram muito diferentes, por ser um lugar tão isolado achamos até bem em conta. Resultado do teste do carro, entrei debaixo de novo e observei a conexão, sem vazamento, carro normal. Mais aliviado. Desta vez acho que exagerei nas fotos.😊

IMG_2482.JPG

IMG_2483.JPG

IMG_2484.JPG

IMG_2485.JPG

IMG_2486.JPG

IMG_2488.JPG

IMG_2493.JPG

IMG_2494.JPG

IMG_2495.JPG

IMG_2499.JPG

IMG_2500.JPG

IMG_2503.JPG

IMG_2504.JPG

IMG_2506.JPG

IMG_2508.JPG

IMG_2512.JPG

IMG_2514.JPG

IMG_2516.JPG

 

 

IMG_2526.JPG

IMG_2533.JPG

IMG_2537.JPG

IMG_2550.JPG

IMG_2551.JPG

IMG_2554.JPG

IMG_2556.JPG

IMG_2564.JPG

IMG_2570.JPG

IMG_2571.JPG

IMG_2581.JPG

IMG_2582.JPG

IMG_2593.JPG

IMG_2597.JPG

IMG_2598.JPG

Foto de Marcelo (2).jpg

IMG_2643.JPG

  • Gostei! 2

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Parabéns pelo relato conterrâneo!!!
Hoje faz exatamente 2 anos que estava indo de Ushuaia pra El Calafate e depois ia pra essa cidade maravilhosa de El Chalten. 

Ainda lembro como se fosse ontem dessas trilhas!!
Qualquer precisamos encontrar aqui em Lafaiete pra compartilhar nossas experiencias!!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

20º dia 10/01 – Mais uma Trilha em El Chaltén, o segundo o dia amanheceu nublado, frio, chuviscando e com muito vento, ainda bem tiramos as fotos no dia anterior. Resolvemos eu e minha esposa fazer a laguna Capri, minha filha não quis ir então ela ficou no apto na internet, coisa de adolescente, não vi problema pois El Chaltén é muito tranquilo. Como amanheceu muito feio o tempo optamos por ir na parte da tarde, compramos uns lanches e comemos antes de ir, neste caso levamos somente uma mochila com água. Queria fazer a trilha da laguna de Los Três que vai até a base do Fitz Roy, mas são 20km ida e volta e aproximadamente 9 horas, não arrisquei pois meu joelho não estava lá grandes coisas, como tinha que dirigir muito ainda, com dor seria um problema, levamos alguns analgésicos, mas vai que... De qualquer forma como o dia amanheceu ruim acredito que o visual não estaria tão bonito. Para a Laguna Capri é mais tranquilo, a subida é meio punk, são uns 2km de subida, não muito íngreme, mas subida constante, eu e minha esposa ficamos felizes com uma situação que ocorreu, demos passagens para 3 jovens brasileiras na faixa dos 20, falei para minha esposa deixa passar senão vamos ficar travando elas, 200 metros depois estavam elas sentados e nós na casa dos 45 anos passamos. Comentamos, não estamos tão mal assim, resultado, elas chegaram na Laguna Capri 20 minutos depois de nós, ficamos satisfeitos com nossa performance, são aproximadamente 4 horas de caminhada ida e volta, talvez um pouco menos. A volta é tranquila pois é só descida, o motivo para a maioria começarem a trilha para o Fitz Roy a partir da Hosteria Pilar é justamente esta, começando por El Chaltén já se começa com uma boa subida, e pela hosteria não tem esta subida, e tem outro detalhe que pela hosteria você vai por uma trilha e retorna por outra. Em El Chaltén fiquei no apart Toro, um apto montado na rua principal, todo montado e perto de tudo, na verdade lá tudo é perto de tudo. Achei um pouco caro, na verdade o mais caro de toda viagem, mas pelo lugar e pela temporada foi razoável, pagamos 400,00 a diária. Economia nas fotos pra compensar o post anterior.🤭

Apart em El Chaltén https://bit.ly/2BcTdwu

IMG_2603.JPG

IMG_2608.JPG

IMG_2617.JPG

IMG_2618.JPG

IMG_2620.JPG

IMG_2625.JPG

IMG_2635.JPG

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

21º dia 11/01 – El Chaltén X El Calafate – 223km – Começo com um comentário sobre El Chaltén de um sentimento compartilhado por mim e minha esposa, claro que pessoas são diferentes e outros podem ter opiniões diferentes, mas El Chaltén deixou saudades, o lugar é mágico, o clima do lugar(não quis dizer no sentido meteorológico), as pessoas, os locais, extremamente acolhedor, simplesmente tudo, ficaríamos lá fácil por mais uns 5 dias, mas infelizmente tivemos que seguir. Por uma coincidência trágica poucos dias depois que saímos tivemos a notícia de que 2 brasileiros morreram tentando escalar o Fitz Roy, e provavelmente eles estavam lá quando também estávamos, triste mas... Então chegou a hora de partir, noite tensa, não dormir direito pensando se a solução no carro iria resolver definitivamente, um vento absurdo a noite toda que até balançava o quarto que estávamos hospedados, apesar de ter andado no carro por lá e ido até a estrada para fazer um teste e estava tudo normal, fiquei ansioso. Mas enfim deu tudo certo, chegamos El Calafate sem problemas, aí desencanei de vez, vida que segue, pensei comigo e comentei com minha esposa, só olho para isto agora quando chegar em casa, e assim foi. El Calafate é muito bacana, cidade pequena e a rua principal é onde tem as principais atrações, inclusive o bar gelado que fomos a noite, vários restaurantes e casas de câmbio por ali também, no bar gelado pagamos aproximadamente 28,00 por pessoa e ficamos lá dentro por cerca de 25min, tem mais 2 bares iguais, um na mesma rua e outro a 8km do centro onde tem o museu, mas os bares são praticamente idênticos e os valores não mudam, como não tínhamos interesse no museu ficamos no centro mesmo. Tem várias opções de restaurantes para todos os gostos e lanchonetes. Tem opções em conta em que 2 pessoas comem bem uma porção de polo com papas por exemplo, em muitos restaurantes estas porções são bem generosas e paga-se em torno de 40,00 a porção, então para 2 pessoas que não comem muito fica até barato. No nosso caso estávamos em 3, então sempre pedíamos 2 porções, era mais que o suficiente para nós.

DSC04974.JPG

IMG_2646.JPG

IMG_2647.JPG

IMG_2649.JPG

IMG_2651.JPG

IMG_2653.JPG

IMG_2654.JPG

IMG_2656.JPG

IMG_2659.JPG

IMG_2660.JPG

IMG_2674.JPG

IMG_2675.JPG

IMG_2680.JPG

IMG_2688.JPG

IMG_2691.JPG

IMG_2695.JPG

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
26 minutos atrás, Rezzende disse:

Parabéns pelo relato conterrâneo!!!
Hoje faz exatamente 2 anos que estava indo de Ushuaia pra El Calafate e depois ia pra essa cidade maravilhosa de El Chalten. 

Ainda lembro como se fosse ontem dessas trilhas!!
Qualquer precisamos encontrar aqui em Lafaiete pra compartilhar nossas experiencias!!

Olá conterrâneo viajante, com certeza precisamos nos encontrar, serão muitas histórias. Só mandar um mandar e-mail [email protected] ou zap 31-99213-7660 que combinamos. Será um prazer.

  • Obrigad@! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

22º dia 12/01 – El Calafate – Tiramos este dia para conhecer o Glaciar Perito Moreno, o Glaciar fica a aproximadamente 77km de El Calafate, pega-se a Ruta 11 que praticamente é a sequencia da rua principal (Av. Del Libertador) e segue direto, demos carona para um casal de argentinos que estavam na beira da estrada e fizemos eles economizarem as passagens. Na entrada do parque paga-se o ticket no valor aproximado de 70,00 por pessoa, no nosso caso 210,00. Dica que o funcionário do hotel que ficamos me deu, levem o que comer e beber, dentro do parque tem um restaurante/cafeteria, mas lotada e com preços a absurdos, como tínhamos uma mochila térmica passamos no centro e compramos uns sanduiches prontos, refrigerantes e água, dá pra economizar uma grana. Não fizemos o passeio de barco ou mini-trecking, pois no nosso caso todo valor temos que multiplicar por 3 e por pessoa não é barato não. Agora, não fez falta estes passeios, o Glaciar é espetacular mesmo só vendo das passarelas, a visão é fantástica, e o barulho que faz quando o gelo se desprende parece até um trovão. Muito bonito mesmo. Ficamos aproximadamente 3 horas por lá, mais aproximadamente 1 hora para ir e outra para voltar então é um passeio que se faz tranquilo em 5 horas. Como chegamos cedo fomos dar uma passeada no centro e depois fomos para o hotel. Como ainda estava dia e tinha uma mangueira na entrada do hotel (e água por lá não falta) dando bobeira perguntei ao rapaz da recepção se podia tirar a poeira do carro, ele disse claro, pode usar a vontade sem problemas. Opa, aí foi a hora de dar uma geral pois ainda tinha um bom tempo de sol, a lavagem foi com sabão em pó mesmo, mas é só não deixar espuma e secar rápido para não manchar, a coisa estava feia, tirei os tapetes, lavei por fora, por dentro, agora sim estava dando gosto de andar, ponto para o hotel, tentei dar uma limpada em Pucón mas não permitiram. Em El Calafate ficamos no hotel Tierra Tehuelche Hostería y Aparts, pagamos 280,00 a diária, ele fica a aproximadamente 2km da rua principal, dá para ir a pé tranquilo. O Café da manhã deixou um pouco a desejar, acabaram algumas coisas e demoram a repor, inclusive nem esperamos. Mas o hotel é bom, prédio novo, quarto confortável e funcionários atenciosos. E deixaram eu lavar o carro.😉

Apart em El Calafate https://booki.ng/2SgxMnV

IMG_2699.JPG

IMG_2705.JPG

IMG_2706.JPG

IMG_2707.JPG

IMG_2708.JPG

IMG_2728.JPG

IMG_2730.JPG

IMG_2738.JPG

IMG_2746.JPG

IMG_2754.JPG

IMG_2773.JPG

IMG_2775.JPG

IMG_2778.JPG

IMG_2780.JPG

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

23º dia 13/01 – El Calafate X Caleta Olívia – 945km – De carro limpo caímos na estrada de novo, basicamente começando nosso retorno, mas com algumas coisas a mais para ver, deixamos El Calafate rumo a Ruta 40, depois saímos da 40 e entramos na Ruta 5, aqui algumas observações, após uns 160km + ou – de El Calafate vimos um YPF no trevo da 5 com a 7 só que do lado contrário, resolvemos não parar pois estava de tanque bem cheio ainda, como rendeu bem a percepção foi de que tínhamos saído a pouco tempo e meu carro dava uma autonomia ainda de aproximadamente 600km, não busquei muita informação sobre este trecho a respeito de combustível, mas imaginei que tivesse um YPF salvador da pátria(apesar de o Google não ter me mostrado nenhum) no trevo que segue para Rio Gallegos 270km após El Calafate, afinal é um trevo de encontro da Ruta 3 que desce de Buenos Aires com a 5 que é sequência da 40 de quem desce de Bariloche, El Chaltén e região. Enfim, chegamos no trevo e nada, não vimos nenhum posto, Rio Gallegos fica a 30km aproximadamente do trevo, não justificava rodar esta distância ida e volta somente para abastecer, fazer um pipi e comer alguma coisa, temos uma geladeira veicular que liga na tomada 12 volts, não gela mas mantém a água/refrigerante bem resfriado, melhor do que quente, então pensamos, temos o que comer e beber, gasolina roda bastante ainda, pipi na beira da estrada em caso de necessidade extrema, então, bora!!!! A partir dali fomos sem parar até Comandante Luis Piedrabuena, mais de 300km depois. Resumo deste trecho, da saída de El Calafate até Comandante Luis Piedrabuena foram 480km de pista top, fizemos estes 480km em aproximadamente 4:20min, velocidade sempre constante de 120km/h medida pelo GPS, e basicamente sem parada pois também não tinha onde parar. Em relação a velocidade sempre usei como referência o GPS, o velocímetro do carro sempre joga a mais, e 120km/h acho uma boa velocidade, nem rápido demais nem devagar demais, qualquer viagem que você consiga médias gerais em torno de 100/110km/h está excelente, e nossa média foi até superior. Dificilmente conseguimos fazer isto aqui no Brasil. E tem outra, quanto mais rápido maior a tensão e consequentemente o cansaço também. Chegamos no posto fica na rodovia após a cidade, mas sem querer entramos no começo dela e vimos uma avenida toda enfeitada e muito bem cuidada, detalhe, cheia de homenagens para o Papa Francisco, muito legal. Depois de abastecermos, comermos e fazermos as necessidades rodamos mais 466km até Caleta Olívia e fizemos mais uma parada, mas sinceramente não lembro onde. Chegamos cedo e tínhamos pesquisado um hotel no dia anterior por lá, não reservamos mas anotamos, Hotel Patagônia, na avenida principal e sem trabalho para encontrar, pagamos 250,00 a diária com café manhã, simples mas nos atendeu bem, tem um restaurante onde aproveitamos para jantar por lá mesmo. Chamou a atenção na entrada da cidade a quantidade de lixo espalhado pela rodovia, aliás vimos isto em alguns locais desta região, parece que tem alguns lixões a céu aberto e o vento como é muito forte espalha o lixo para todos os lados, principalmente sacolas plásticas, o visual fica realmente horrível. Mas enfim, nossa intenção em parar em Caleta Olívia foi de ver a colônia de lobos marinhos e não lixo, então fomos lá ver, e que bacana o visual, a colônia fica a aproximadamente 5 km da cidade subindo pela 3, ficam por lá o ano todo e convivem bem com as pessoas que frequentam a praia. Mas nem sempre foi assim, há informações de que foram caçados durante anos e a colônia era muito maior, hoje a caça é proibida e estão se recuperando. Foi muito legal vê-los ali tão de perto, o cheiro não é dos melhores quando se está contra o vendo na frente deles, mas valeu a experiência. Mais uma vez cuidado com os guanacos e nandús, todo o trecho de pista top com longas retas, as fotos Comandante de Luis Piedrabuena não ficaram boas pois tiramos com a máquina compacta de dentro do carro foi, só para registrar mesmo.

IMG_2784 - Copia.JPG

IMG_2785 - Copia.JPG

IMG_2788.JPG

IMG_2806.JPG

IMG_2810.JPG

IMG_2829.JPG

IMG_2835.JPG

IMG_2844.JPG

IMG_2856.JPG

IMG_2866.JPG

IMG_2877.JPG

IMG_2884.JPG

IMG_2885.JPG

IMG_2887.JPG

DSC04995.JPG

DSC04996.JPG

DSC04998.JPG

DSC05001.JPG

DSC05006.JPG

DSC05018.JPG

DSC05019.JPG

DSC05021.JPG

DSC05022.JPG

DSC05028.JPG

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Bem mais tranquilo com estradas boas assim, né? E também penso da mesma forma sobre a velocidade de cruzeiro: geralmente mantenho em 120km/h, se for um retão desses eventualmente 130km/h, mas jamais acima disso, pois o consumo aumenta demais e começa a gerar tensão devido a necessidade maior de concentração ao volante e aos riscos de aparecer algo repentino.

Uma pergunta de curioso, já que mencionou o cuidado com fotos e por eu também ser entusiasta de fotografia: qual equipamento usa na maior parte do tempo?

Ah, e sobre Caleta Olivia, nunca tinha ouvido a respeito. Vi muito sobre a Peninsula Valdez, mas parece que os bichos ocupam uma extensão maior que os documentários indicam...

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
39 minutos atrás, Elder Walker disse:

Bem mais tranquilo com estradas boas assim, né? E também penso da mesma forma sobre a velocidade de cruzeiro: geralmente mantenho em 120km/h, se for um retão desses eventualmente 130km/h, mas jamais acima disso, pois o consumo aumenta demais e começa a gerar tensão devido a necessidade maior de concentração ao volante e aos riscos de aparecer algo repentino.

Exatamente isto, penso muito no tempo de reação caso apareça algo como vc citou, em alguns momentos estiquei um pouco mais, mas por períodos curtos de tempo, e tem outro detalhe, quanto mais alta a velocidade menos vc curte o visual. 

39 minutos atrás, Elder Walker disse:

Uma pergunta de curioso, já que mencionou o cuidado com fotos e por eu também ser entusiasta de fotografia: qual equipamento usa na maior parte do tempo?

Nada de muito especial, uma Canon T6 com lente do kit 18-55 e uma lente zoom básica 75-300mm, para tempo muito fechado e a noite ela é escura, mas para o tempo claro dá boas fotos com velocidades do acima de 250 do obturador. Uso sempre no modo manual pra brincar com ISO, diafragma e obturador, não sou profissional mas gosto de brincar. As vezes sai boas fotos. Queria tentar umas longas exposições a noite, mas como escurece tarde ficava desanimado de sair para procurar um lugar bom para fotografar, levei um tripé que nem usei.

39 minutos atrás, Elder Walker disse:

Ah, e sobre Caleta Olivia, nunca tinha ouvido a respeito. Vi muito sobre a Peninsula Valdez, mas parece que os bichos ocupam uma extensão maior que os documentários indicam...

Isto, eles ocupam sim, mas Caleta Olívia é o lugar mais comum e mais fácil de avista-los(acho eu), tem também as colônias de pinguins que não fomos, acho que tem várias ao longo da Ruta 3 mas algumas acho que tem bons trechos de rípio.

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora
Entre para seguir isso  

  • Conteúdo Similar

    • Por Diego Minatel
      "No século XII, o geógrafo oficial do reino da Sicília, Al-Idrisi, traçou o mapa do mundo, o mundo que a Europa conhecia, com o sul na parte de cima e o norte na parte de baixo. Isso era habitual na cartografia daquele tempo. E assim, com o sul acima, desenhou o mapa sul-americano, oito séculos depois, o pintor uruguaio Joaquín Torres-García. “Nosso norte é o sul”, disse. “Para ir ao norte, nossos navios não sobem, descem.”
      Se o mundo está, como agora está, de pernas pro ar, não seria bom invertê-lo para que pudesse equilibrar-se em seus pés?"
      De pernas pro ar, Eduardo Galeano
       
       
       O nosso norte é o sul, Joaquín Torres-García
      Cheguei ontem pela madrugada em casa. Agora sentado na frente do computador sinto uma necessidade, quase insuportável, de contar sobre meu caminhar até o fim do mundo. Foram 50 dias de viagem e mais de 14.000km percorridos por terra. Entre ônibus e caronas percorremos o sul do Brasil e a Patagônia Argentina até Ushuaia, parando em muitos lugares nos dois países. O dinheiro era pouco, mas a vontade era muita. A necessidade que tenho de escrever deve-se as pessoas que de alguma forma nos ajudaram a realizar esta viagem ao extremo sul da América do Sul. Tanta gente boa pelo caminho. Tanta solidariedade. Tanta gratidão.

      Pela primeira vez, antes de uma mochilada, eu não estava completamente bem e seguro. Nos meses que antecederam a viagem estava escrevendo a dissertação do meu mestrado (isso, por si só, já era muita tensão) e nesse intervalo de tempo perdi meu pai, a mulher que aprendi a amar resolveu seguir sem minha companhia e quase antes de embarcar perdi minha vó. Como é de se imaginar, meu estado de espírito não era nada bom, na verdade era o pior possível. Com isso tinha muito medo de atrair coisas ruins pelo caminho, como por exemplo ser vítima de violência. Assim, resolvi mudar a ideia de mochilar sozinho e decidi ter uma companhia nessa viagem. Meu amigo/irmão Matheus embarcou comigo nessa jornada. 

      Enfim, tenho como intuito neste relato contar a história dos lugares por onde passei, minha histórias nesses mesmos lugares e, principalmente, falar sobre as muitas pessoas (leia-se anjos) que nos ajudaram nesta viagem. Quero contar de maneira honesta os acontecimentos e os sentimentos que me permearam nesses dias, e de alguma forma quero deixar esse texto como agradecimento a cada pessoa que tornou essa viagem algo possível.
      Agora vamos ao que interessa, bora comigo reconstruir essa viagem por meio de fotos e palavras!
      Parte 1 - De Rio Claro até Timbó: o mesmo início de outra vez Parte 2 - A Serra Catarinense vista por Urubici Parte 3 - O casal das ruínas de São Miguel das Missões Parte 4 - Do Brasil para a Argentina Parte 5 - Buenos Aires, la capital Parte 6 - O começo da Ruta 3 e o mar de Claromecó Parte 7 - Frustrações na estrada e a beleza de Puerto Madryn Parte 8 - O anjo do carro vermelho Parte 9 - Cruzando o Estreito de Magalhães com San Martin  Parte 10 - Enfim, o fim do mundo Parte 11 - Algumas das belezas de Ushuaia Parte 12 - El Calafate, Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino Parte 13 - O paraíso tem nome, El Chaltén Parte 14 - A janela do ônibus Parte 15 - O caminho de volta e os reencontros Parte 16 - Reflexões
    • Por Leonardo Palestini Soares
      A história da minha viagem para a Patagônia, na verdade, começa um pouco antes. Em Junho de 2018 decidi que faria uma viagem para o Chile e, de cara, já fechamos que seria em Santiago. Talvez por um pouco de inocência ou falta de experiência, não havia pesquisado nada sobre Santiago até então. Sabia das estações de esqui, mas nada que fosse muito além disso. Logo depois de fecharmos os aéreos e o apartamento que alugamos em Santiago, fui pesquisar sobre os possíveis pontos de passeio e aventura que me interessavam no Chile, e foi aí que comecei a conhecer a Patagônia. Todos os pontos legais que via na internet ficavam na Patagônia Chilena. Mas como minha viagem era só de 8 dias, sem chance de fazer esses dois roteiros nesse prazo. Enfim... Fomos pra Santiago e prorrogamos o roteiro PATAGÔNIA.
      Já com aqueles cenários na cabeça, resolvi marcar uma outra viagem, dessa vez de moto, onde faríamos a patagônia até a famosa Ushuaia. Juntamos os amigos interessados na viagem de moto e combinamos a primeira reunião. Já nessa primeira conversa vi que a maioria tinha maior interesse em fazer o norte do Chile, o atacama para ser mais específico. E vi também, que mais uma vez, a viagem para a Patagônia estava sendo prorrogada.
      Poucos dias depois dessa reunião, estava em um bar com um grande amigo e comentei com ele que a viagem de moto, ao invés de ir para o Sul, foi alterada para o Atacama. Foi quando ele me fez o derradeiro convite:
      - Eu estou programando uma viagem de carro para o Ushuaia no final desse ano com saída após o natal. Está indo só eu e a namorada. Bora?
      Nisso a cabeça já pirou... Seria a tão esperada Patagônia em um prazo próximo a 6 meses. Depois desse primeiro convite, todas as minhas pesquisas na internet eram sobre roteiros na Patagônia. Fechado! #PartiuPatagônia
      Conversamos mais algumas vezes, e montamos um roteiro base que serviria para a nossa viagem. A idéia era descer pela Ruta 3 até Ushuaia e retornar pela Ruta 40, fazendo trechos da cordilheira até Bariloche.
      Então é isso... Chegou o natal e partimos para a nossa expedição Patagônia. Na festa de confraternização da família, bebi mais que deveria, e fui passando mal de Divinópolis/MG (cidade onde moro) até próximo à divisa de São Paulo, quando paramos numa farmácia e tomei dois comprimidos de um “qualquer coisa” que o farmacêutico receitou.
      Dica 1: Não faça uma viagem de carro de ressaca. A ressaca no carro é potencializada exponencialmente!
      1º e 2º Dia
      Nosso primeiro dia de viagem foi de Divinópolis/MG até Foz do Iguaçu/PR. 1365km. Chegamos já era bem tarde, por volta das 22h, e fomos direto para um apartamento do AirBNB que eu tinha reservado. Já no primeiro dia, o primeiro “desencontro”: O carro não cabia na garagem do condomínio. No anúncio do AirBNB, marcava estacionamento incluído. Só esqueceram de mencionar, que tem estacionamento para carros pequenos. Como estávamos em uma caminhonete e ainda tinha barraca de teto, não permitiam nem que tentássemos colocar ela na mini vaga. Conversamos com a anfitriã do apartamento e ela conseguiu uma outra vaga que coubesse a caminhonete. O AP era até razoável. Quente como um forno e sem ar condicionado, mas para quem já tinha viajado 1365km direto, estava excelente.
      No outro dia cedo em Foz do Iguaçu, Romulo (meu amigo e parceiro de viagem) tinha uma revisão agendada para o carro e, aproveitando esse tempo extra, fomos as compras no Paraguai (O lugar mais caótico em que já estive), e deixamos a parte da tarde para conhecer as Cataratas. Ele já conhecia, mas eu e minha namorada não. Sensacional! O volume de água que desce naquelas cachoeiras é impressionante, além do parque ser muito bem estruturado. Vale a visita!
      Saímos do Parque Iguaçu e voltamos para o apartamento para arrumarmos as coisas, já que no outro dia, entraríamos na Argentina.




      3º Dia
      Saímos de Foz do Iguaçu e a nossa ideia era chegar à Lujan (aquela cidade do zoológico famoso). Mas essa era só nossa intenção mesmo rsrs, porque na verdade, o dia foi muito cansativo, muito quente, e na parte da tarde vimos que viajar até Lujan era forçar demais a barra. Enquanto descíamos rumo à Buenos Aires, fui pesquisando áreas de camping e foi aí que tive a brilhante ideia de ficarmos numa cidade que se chama Gualeguaychú.
      Quando pesquisei, vi uma área de camping próximo a um rio e tudo parecia tudo muito lindo, tudo muito certo. Fomos até a área de camping e ela, apesar de não ser nem próximo ao que mostrava no Google, era razoável. Tinha uma praia que dava acesso ao rio, os banheiros eram aceitáveis, enfim... Ficamos. Acho que foi a pior decisão de toda a viagem.
      Logo de cara, como o dia estava muito quente, já fui pra praia dar um mergulho e... Espinho no pé. A areia ficava só na margem. Quando íamos entrando no rio, virava uma lama suja e, para sair dessa lama, seguindo mais pra frente, espinhos. Uma enorme moita de espinhos escondida dentro da água. E não era só uma. Pra todo lugar que eu fugia, mais espinhos! Desisti de nadar no rio com 3 minutos. Acabaram os perrengues? Nada disso.
      Voltei pra perto da barraca e começamos a fazer a janta. A temperatura devia estar próxima de uns 85 graus Célsius. Um calor sem igual. Nem o nordeste brasileiro tem aquela temperatura. E como o ambiente já estava agradável, chegou nada mais, nada menos, que uma enorme núvem de pernilongos que decidiu ficar por ali até irmos embora. Mas por favor, não entendam que eram só alguns pernilongos. Era pernilongo que não acabava mais!!! Eu tenho costume de acampar bastante em Minas Gerais. Sempre tem alguns insetos. Mas os pernilongos de Gualeguaychú eram fora do comum. Resultado: Fiquei nesse calor infernal, com blusa de frio por causa dos pernilongos até a hora de dormir. Fomos deitar por volta de meia noite e acordamos as 3 da manhã. O calor era demais, não tinha condição de continuar ali. Desmontamos o acampamento e seguimos viagem.

                                                                                           Nessa foto, os pernilongos ainda não haviam chegado.
      4º Dia
                      Saímos de Gualeguaychú e continuamos rumo ao sul. Nesse trecho a paisagem muda bastante. Até próximo a Buenos Aires, descendo pela província de Entre Rios, a estrada passa por muitos rios e áreas alagadas. Depois disso, começa a ficar muito seco. Raramente se vê rios ou lagos.
                      Já no fim da tarde, ainda traumatizado com Gualeguaychú, fui pesquisar mais uma área de camping. Dessa vez, decidimos fazer um Wild Camping. Sem estrutura, sem nada. Seria só nós e a natureza. Vi pelo aplicativo IOverlander, um local para camping próximo ao mar. No app, informava que era uma bela praia e com sorte, veríamos uns flamingos no entardecer. Essa área de Camping ficava em Las Grutas, mais especificamente na Playa De Las Conchillas. Decidimos que seria lá mesmo. O ponto marcado no aplicativo ficava próximo a algumas dunas, e logo ali, depois das dunas, uma paisagem incrível. Um entardecer maravilhoso, e agora, já não sei se por sorte ou oquê, lá estavam os flamingos. Uma cena que vai ficar guardada na minha memória. Pôr do sol, flamingos, praia deserta... Maravilhoso!
      Da estrada, onde estava o carro, não se via a praia. Então resolvemos montar nossas barracas em cima das dunas para que pudéssemos ver o nascer do sol no dia seguinte. E assim foi... Começamos a montar nossas barracas enquanto as namoradas iam adiantando nossa janta próximo ao carro. Depois da barraca já SEMI-pronta, voltamos para o carro para buscar o resto dos equipamento (sacos de dormir, isolantes, travesseiros, etc...). Quando chegamos onde estavam as meninas, encontramos um casal da Colômbia que já estavam viajando por 11 meses e que pretendiam atravessar todo o Brasil antes de retornar à Colômbia. Ficamos ali conversando com o casal e simplesmente esquecemos das barracas. Eles viajam num carro da Chevrolet, meio que um jeep... Difícil até tentar explicar como era o carro. Nunca vi nada parecido na vida. Todo quadrado, antigo... Acho que é uma mistura de Jeep Willis com Fiat Uno. Mais ou menos por aí. Depois de muita conversa, cerveja e da nossa janta, peguei meus equipamentos para terminar de montar a barraca.  Subi as dunas, olhei para um lado... olhei para o outro... Cadê as barracas?
      Nesse momento não sabia se ria, se chorava ou se sentava e simplesmente contemplava o “nada”. Rsrsrs. Agora, já olhando em retrospecto, chega a ser engraçado. Mas na hora, rolou um semi-desespero. Voltei para o carro para avisar que as barracas tinham “saído para passear”. Era difícil até acreditar no que estava acontecendo, todos nós tínhamos experiência com camping e havíamos deixado as barracas soltas na areia. Burrice né?!?!
       Pegamos as lanternas e fomos tentar procurar as barracas.
      Como é uma praia deserta e não havia nada por perto, a chance de ter sido roubada era pequena. Então, ela só podia ter sido levada pelo vento. Essa era a primeira vez que sentimos um pouco do vento Patagônico. Voltamos para a praia, agora com as lanternas, e láááááá na frente, dentro do mar, estavam as barracas. O mar nesse local é bem raso. Durante uns 500 metros ou até mais, a água se mantém no joelho. Deve ser por isso que os Flamingos gostam dessa praia. Enfim: Saí eu, pulando caranguejos, até chegar na barraca e resgatá-la. Como o vento da Patagônia já é famoso, e eu já tinha lido vários relatos de barracas que quebravam com a força do vento, havia levado uma barraca extra. Salvou!!! Dica nº 2: Nunca deixe sua barraca, nem por um segundo, sem ancoragem. O vento lá é inexplicável!
      Obs.: Nem sei se precisava dessa dica né?! É muita inocência.
      Tirando toda essa aventura da barraca, o local escolhido para o camping foi ótimo. A noite foi tranquila, já estava muuuuito mais fresco que Gualeguaychú e o nascer do sol do dia seguinte foi realmente incrível.
       
                                                                                                           Estrada de acesso a Playa de Las Conchillas

                                                                                                                      Nas lentes de Romulo Nery.  

      5º Dia
      Logo depois de apreciar o nascer do sol, tomamos um rápido café da manhã e já voltamos para a estrada. Algumas horas depois, já estávamos chegando a Puerto Pirámides, a cidade base pra quem vai fazer o passeio da Península Valdez.
      Essa península é famosa pela vida selvagem. É um reduto de baleias francas austrais, Orcas, Elefantes Marinhos, Pinguins, e mais um monte de espécies. Infelizmente não fomos na época ideal para observar as baleias (parece que elas ficam até início de dezembro e depois vão rumo a Antártida). Mas em compensação, era a primeira vez que víamos de perto pinguins e elefantes marinhos e foi uma experiência incrível. Eu imaginava que veria os pinguins um pouco mais de longe, mas lá eles ficam, literalmente, do lado das passarelas. Rolou ótimas fotos.
      Saímos da Península Valdez e continuamos nossa viagem até a cidade de Trelew, a cidade onde foram encontrados os fósseis do maior dinossauro do planeta. Logo na entrada da cidade tem uma réplica em tamanho real do dinossauro. Bem interessante. Mas só paramos para uma foto com o Dino e já fomos procurar algum lugar para dormir. Nesse dia dormimos em um posto de combustível que não me lembro se era Axion ou YPF.


       
      6º Dia
      Esse dia foi só estrada. Saímos de Trelew e reta... reta... reta... reta... Guanaco... reta... reta ... reta. A paisagem não ajuda em nada nessa região. É tudo muito igual. Dirigimos o dia todo até começar o pôr do sol, que nessa latitude já era por volta das 22:30horas, talvez até mais. Não me lembro bem.
      No final do dia havíamos chegado em Rio Gallegos. Uma cidade bem estruturada, com Carrefour, lojas grandes, etc. Como no dia seguinte iríamos começar a série de Aduanas e imigrações, e também sabíamos que não é permitido entrar com frutas ou carne no Chile, fizemos tudo que havia de comida na geladeira da caminhonete e fomos dormir. Novamente em um posto de combustível.
      Em Rio Galllegos também encontramos com alguns brasileiros que rumavam a Ushuaia e estavam super empolgados, pois se tudo ocorresse bem nas fronteiras, passariam o réveillon em Ushuaia. Esse também era nosso objetivo.
      7º Dia – 31/12/2018
      Acordamos bem cedo nesse dia e já começamos nossa pernada final ao Fim do Mundo. De Rio Gallegos até a primeira fronteira (Argentina/Chile) é pertinho. 65 km.
      Fizemos nossa primeira fronteira com o Chile, cruzamos o famoso Estreito de Magalhães, e depois de algumas horas, estávamos na Argentina novamente.
      Cruzar os Estreito de Magalhães é super simples nesse ponto. Tem várias balsas (se não me engano são três) que ficam o dia todo fazendo esse translado. Da balsa ainda conseguimos ver um Golfinho de Commerson. Ele é tipo uma mini orca, branco com preto. Bem bonitinho.

                                                                                                                      Chegada ao Estreito de Magalhães
       
      Atrevessar o estreito de Magalhães é bem interessante, não pela travessia em si, mas por estar em um lugar que foi tão importante para a história das navegações.
      Depois de cruzar o estreito, fomos direto para o parque Pinguino Rey, porém como era uma segunda feira, estavam fechados.
      Spoiler Alert: Não desistimos de conhecer esse Parque por causa desse imprevisto, inclusive conhecemos ele depois, porém na volta de Ushuaia, pois passaríamos por ali novamente.
      Mais alguns quilômetros e chegamos a mais uma fronteira (Chile/Argentina). As fronteiras de saída do Chile e entrada na Argentina são sempre mais fáceis. O Chile é muito rigoroso com na entrada. Já os Hermanos argentinos não costumam olhar muita coisa. Você simplesmente faz os procedimentos na imigração e Aduana e está pronto. Segue a viagem.
      Depois que fizemos essa última fronteira, já nos alegramos, pois daria tempo de chegar em Ushuaia para o Réveillon.
      A paisagem continuava a mesma. Retas, guanacos e mais nada. Passamos por Rio Grande e só depois, já chegando em Ushuaia a paisagem realmente começou a mudar. Já começavam algumas curvas, começávamos a ver as montanhas ao longe, alguns bosques com árvores retorcidas e agora voltávamos a ver os lagos... Muitos lagos.
      Quanto mais se aproximava do Fim do Mundo, mais a paisagem se transformava. Só quando estávamos a uns 50 kms de Ushuaia que começamos a ver realmente as famosas paisagens que antes havíamos visto pela internet. Picos nevados, grandes bosques, um imenso lago na entrada da cidade e lá estávamos. Finalmente no Fim do Mundo! O clima não estava colaborando com a cidade. Estava uma insistente chuva fina e, nessa chegada, nem reparamos muito na cidade. Já chegamos procurando algum lugar para repousar a noite. Como era réveillon, todos os hotéis da cidade estavam lotados! Os que ainda tinham vagas, cobravam preços absurdos. Já era de se esperar né?!
      Réveillon, 20h, e ainda não tínhamos nem ideia de onde iríamos. Romulo, meu parça de viagem, olhando no AirBNB, encontrou uma pousada próxima do centro. Pousada Los Coihues. Essa pousada é de uma brasileira do Rio Grande do Norte, muito engraçada. Ela já mora em Ushuaia há mais de 20 anos e até hoje ela mistura português com espanhol. Não dava pra entender direito. Não que o espanhol dela seja ruim, mas é que na mesma frase ela usa as duas línguas... Aí complica! Hahahahahaha
      Só jogamos as coisas no quarto e fomos para a recepção procurar alguma recomendação de restaurante. Estávamos a procura da famosa Centolla. Essa Centolla é aquele caranguejo da Discovery (Pesca Mortal). Só existe no extremo norte ou extremo sul do pacífico.
      Dica nº 3: Nunca vá com fome comer uma Centolla!
      Fomos para o que parecia ser o único restaurante da cidade que não precisava de reserva. Resultado: Fila enorme na porta, um vento gelado lá fora e para piorar a situação, estávamos morrendo de fome. E é aí que entra minha dica número 3. A Centolla é uma delícia, porém éramos quatro pessoas. Todas famintas. A coitada da Centolla só tem 8 patas. Logo, cada um ficou com duas patinhas. Além disso, pedimos um lombo para caso o famoso caranguejo não fosse gostoso. O problema é que demorava muito para sair o jantar. Comemos o caranguejo, comemos o lombo, comemos a batata que acompanhava, enfim... comemos tudo o que tinha pra comer, comemoramos o ano novo com cerveja artesanal, mas a verdade é que voltamos pra pousada com um pouco de fome. Valeu a experiência? Demais!

                                                        Centolla


       
      8º Dia
      No primeiro dia do ano de 2019, estávamos começando a nossa empreitada pela famosa Ushuaia. Saímos da Pousada e fomos para o centro da cidade fazer a famosa foto na placa do Fim do Mundo. Essa placa fica próximo ao porto de onde saem os barcos que fazem os passeios de navegação pelo Canal Beagle. Depois de registrar a chegada na placa do fim do mundo, deixamos a cidade e fomos ainda mais ao sul, para o Parque Nacional Tierra Del Fuego.
      A entrada do Parque fica bem próximo da cidade e o custo para entrar é de 490 pesos (uns 50 reais). A estrutura que tem nesse parque é incrível: várias áreas de camping (se não me engano são 3), um centro de informações ao turista com cafeteria e lanchonete, e o principal: todo tipo de trilhas para quem curte fazer trekkings. Trilhas que contornam lagunas e sobem cerros, trilhas à beira mar, enfim... Um paraíso para quem tem essa intenção no parque.
      Em nosso primeiro dia dentro do parque, montamos nosso acampamento numa área próxima ao Rio Ovando, e já pegamos nossos equipamentos de trekking para começar as caminhadas. Fomos à Laguna Negra, à uma Castoreira, à uma trilha que liga o camping no final da Ruta 3 (Ruta essa que pegamos lááááá próximo a Buenos Aires) e o principal do primeiro dia, na minha opinião, que foi o trekking ao final da Bahia Lapataia.
      Só de estar ali, numa Bahia do Fim do Mundo, já era indescritível... A sensação de estar em um dos pontos mais austrais do continente já é legal demais. Estávamos só nós 4, o mar, montanhas nevadas, um bosque ao lado.... Quando de repente aparecem duas focas ou lobos marinhos – não consegui identificar – e ficaram ali, nadando à nossa frente, mergulhando e atravessando algumas algas da bahia. Pareciam estar, ao mesmo tempo, procurando alguma comida e se divertindo na superfície.
      Esse, pra mim, foi outro momento indescritível da viagem que recebi como um presente de Ushuaia para nós. Gratidão!
      Depois de uns 40 minutos por ali, saímos da Bahia e voltamos para o camping para fazer nosso jantar e descansar um pouco. Nesse primeiro dia fizemos aproximadamente 14 km de trekking.
      Uma coisa que esqueci de relatar aqui, é que o clima no Parque Nacional Tierra Del Fuego é bem doido. Em questões de horas e, por vezes, até minutos, pegávamos chuva, sol, vento, e até neve. Tudo isso junto! Em todos os dias que estivemos no parque passamos por todas as intempéries. Não houve nem um dia sequer que não tenha nevado. Para nós, isso era um divertimento. Mas acredito que pra quem mora lá deva ser chato demais. Hahahaha

       
                                                                                                                                        Rio Ovando


      9º Dia
      Depois de termos visto as focas na Bahia Lapataia e ter passado pelas trilhas incríveis do primeiro dia, a empolgação com o parque estava a mil. Estávamos ansiosos por começar mais um dia de trekking por lá.
      O casal da Colômbia (aqueles que encontramos no dia que perdemos as barracas) havia comentado conosco que já tinham passado por Ushuaia e que no Parque Tierra Del Fuego, haviam feito uma trilha que chegava ao topo do Cerro Guanaco, e super indicou que fizemos esse sendero também.
      Pois bem... Se nos foi indicado, bora pro Cerro Guanaco.
      Saímos do acampamento e, nos primeiros 4 kms, a trilha é bem tranquila. Vai beirando a estrada principal do parque, passa pelo centro de informações ao turista e segue até o mirante do Lago Acigami. Depois desse ponto é subida, subida, subida e mais subida.
      A primeira parte começa com as subidas por dentro de um bosque, onde não se tem muito visual. As árvores, que são bem grandes, cobrem a paisagem, mas ali dentro, formam também sua paisagem própria. Minha namorada começou a sentir ali, que a trilha ultrapassava os limites dela. Ela insistiu e continuamos subindo, subindo, subindo, até que chega em um Charco - Uma enorme planície alagada que fica depois dessa parte de bosque. Lá ela sucumbiu! Disse pra eu continuar a subida, que ela retornaria para o centro de informações e me aguardaria por lá.
      Tomada a decisão, nos sentamos um pouco e fizemos um rápido lanche antes que ela retornasse. Continuei a subida em direção ao cume do Cerro Guanaco e dali pra frente a paisagem é outra. Parece até que são planetas diferentes. Uma enorme subida de pedras sem nenhuma árvore, um vento muito forte e mais próximo do topo, mais neve! Do Charco até lá, foram, mais ou menos, uma hora e meia de caminhada em um ritmo forte. Lá de cima o visual é incrível!
      Retornamos ao camping e descansamos. Nesse dia deve ter dado por volta de 15 kms de trekking.
      Continua...


       



×