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MARCELO.RV

Extraordinária Patagônia, Bariloche, Pucón, Puerto Varas, El Calafate, El Chaltén, Ruta 40, Caleta Olívia, Puerto Madryn, 14470km rodados

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Olá pessoal, começando aqui mais um relato da minha segunda viagem pela América do Sul, rodamos 30 dias, saímos de casa dia 22/12 e chegamos dia 21/01, somos eu, minha esposa e minha filha de 13 anos, vou tentar detalhar o que for mais relevante para os viajantes. Em relação a preços, por onde passamos tem hotéis, hostels e campings para todos os gostos e preços, então esta parte aconselho uma boa pesquisa para adequar melhor o orçamento ao estilo da viagem, o que foi bom e barato pra mim talvez não seja para outra pessoa e vice-e-versa, todas as minhas reservas foram feitas pelo Booking e pelo AirBnB, e outros não reservei, cheguei na hora e procurei ou pesquisei antes pela internet e já fui como uma referência. Vale lembrar que viajo com criança, então todo meu planejamento tento considerar no máximo 2 dias seguidos de estrada, senão fica desgastante demais, na parte final da viagem tocamos 6 dias direto, mas não tivemos muita alternativa e vou contar no decorrer do relato. Todos os valores que eu colocar serão em reais, abaixo algumas informações:

Equipamentos: cambão, extintor, kit primeiros socorros, 2 triângulos, carta verde(Argentina e Uruguai, fiz com a Sul América, 156,00 para 30 dias), Soapex(Chile, faz no site da HDI, super tranquilo a 11 dólares) e colete reflexivo, levem todos, fui roubado em 100,00 por causa do colete, situação que vou narrar abaixo.

Gasolina: Na minha região o preço estava 4,79 o litro, abasteci em São Paulo a 3,83, em Gramado o preço chegou a 5,00, então não abasteci lá, voltei a abastecer novamente a 4,69 depois de descer a serra. Na Argentina região de Federación 4,59 e descendo rumo a patagônia por volta de 3,35, na patagônia o governo dá um subsídio para a gasolina, então é mais barata.

Nossa rota principal foi : Gramado/Canela, Federación, Bariloche, Pucón, Puerto Varas, El Chaltén e El Calafate, mas ao longo de toda a rota tivemos diversos lugares interessantes.

1º dia 22/12 – Cons. Lafaiete – MG X Curitiba – 1000km – Apenas deslocamento, sem nada de atrativo na estrada, ficamos preocupados em passar por São Paulo sendo véspera de feriado, mas correu bem, sem congestionamento que era o meu medo. Basicamente saindo da minha cidade pego a Fernão Dias em Carmópolis de Minas e depois de São Paulo a Régis até Curitiba.

2º dia 23/12 – Curitiba X Canela – 734 km – Dia também para deslocamento, sem muita coisa, apenas estrada.

3º dia 24/12 –  Canela – Coloquei no planejamento ficar em Canela e passear em Gramado que estava espetacular por causa do Natal Luz, conseguimos uma apartamento montado por 710,00 as 2 diárias, pela época o preço foi razoável, e o lugar muito bom. Subimos a serra que é muito bonita e pouco antes de Canela a estrada começa e ficar florida com belas plantações de hortênsias.

Apart em canela https://booki.ng/2G1d7yq

 

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4º dia 25/12 – Canela X Federación – 960 km – Neste dia saímos cedo do Brasil em direção a Federación, uma cidade com um parque aquático muito bom, achamos um hotel muito bom tb a um excelente preço, 160,00 a diária com café da manhã piscina, estacionamento, quarto completo e muito limpo. Federación, fica a 20km da Ruta 14 na província de Entre de Rios, província bem conhecida dos brasileiros pela corrupção dos policias, mas enfim, resolvi assumir o risco pensando que as coisas estavam mudando, até porque pelo meu planejamento teria de sair por Uruguaiana então não tinha como escapar da 14, me dei mal, explico abaixo. Mas antes de pegar a 14 paramos em um posto a uns 60km da fronteira para um lanche, encontramos com uma família indo para Chajarí, ou seja, 50km antes de nós, então resolvemos seguir juntos e fomos num posto chamado Cone Sul, onde tem um restaurante que nos indicaram que poderia fazer um câmbio, deu certo, cotação razoável(0,11 por peso). Após o câmbio seguimos para o tramites de fronteira e pegamos a temida 14, uns 10km antes de Chajarí fomos parados pela Caminera, eu estava na frente e a família foi parada logo atrás, pediram tudo, cambão, carta verde, kit primeiro socorros(até isto pediram), extintor, 2 triângulos, blz, tudo certo me entregaram os documentos e liberaram, como combinamos de seguirmos juntos esperei o policial liberar eles para seguirmos, pediu tudo e estava tudo certo tb, foi aí que surgiu um outro policial e pediu o tal colete reflexivo, eles não tinha, como eu ainda estava parado ele veio pra cima de mim de novo, pediu o bendito colete e eu, oiii. Resumo, para não nos multarem em R$500,00(segundo eles) cada um dos carros, pagamos cada um de nós R$100,00 de propina, FDP. Enfim, então tem mais esta, se for pela 14 levem tudo que puderem inclusive o tal colete. Vale lembrar que na outra viagem não tive problema nenhum, mas não passei pela 14, rodei bastante na RN16 e na RN7. Abaixo alguns trechos da BR 290 que vai até Uruguaiana, talvez era por ser feriado mas achei bem abandonada e sem recurso.

 

 

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5º dia 26/12 –  Federación – Mais um dia de descanso, tiramos este dia para aproveitarmos o Termas da cidade, um parque aquático muito legal, pagamos aproximadamente R$30,00 por pessoa, pode entrar com bebidas e lanches, então basicamente não gastamos nada lá dentro, apenas uma cadeira que alugamos por R$5,00. A cidade é bem agradável e tem um final de tarde bonito, o hotel disponibilizava bicicletas para andar, então é bem legal. Agora, pensa num lugar quente, acredito pegamos uns 40 graus por lá.

Hotel em Federación : https://booki.ng/2G8IAxW

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6º dia 27/12 –  Federación X Santa Rosa – 1000km – Mais um dia e deslocamento preocupados com a polícia ao longo da Ruta 14, vimos muitos postos policiais mas tivemos sorte e não nos pararam, a 14 até Zarate é toda duplicada, muito boa mesmo. Na região de Lujan um bom mapa de GPS ajuda bastante pois é bem confuso. Ficamos em um hotel na Ruta 5, estratégico pra quem não quer entrar na cidade de Santa Rosa, pagamos para 3 pessoas 202,00 no cartão, em dinheiro estava 250,00 por causa do IVA, então foi no cartão mesmo, normalmente eu evitaria o cartão mas diferença estava grande. Café da manhã, quarto grande e confortável, jantamos no restaurante ao lado, muito bom, depois de 1000km tudo que queremos é andar o mínimo possível de carro, então estava tudo do lado, posto e restaurante. Após Lujan pega-se a Ruta 5, no começo duplicada e com velocidade máxima de 130km/h, neste trecho dá pra render bem a viagem, tem um YPF Full que não lembro em que ponto da 5, mas quem estiver rodando por lá irá vê-lo com certeza e vale a pena parar, tem internet e tudo mais. Fotos de alguns trechos da estrada até lá.

Hotel em Santa Rosa : https://booki.ng/2HDScDh

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Que legal, Marcelo! A viagem deve ter sido fantástica. Ansioso pelos próximos dias do relato... vou acompanhar aqui!

Nesse ano não vou viajar de carro, mas já tenho tudo planejado para uma viagem parecida com a sua para a Patagônia, incluindo um bom trecho da Carretera Austral. Tenho interesse especialmente nas condições das estradas. Até essa altura do seu relato, já deu pra ver que está tudo legal, com exceção desse problema com a caminera na RN14 (passei por lá ano passado e não tive problemas, mas eu tinha levado o tal colete refletivo devido a suposta exigência no Chile, porém nunca me foi solicitado).

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7º dia 28/12 –  Santa Rosa X El Chocón – 625km – Saímos de Santa Rosa por volta das 8 da manhã, estrada boa até o cruzamento da Ruta 143 com a 152, o GPS me mandou para a 152 em direção a Casa de Piedra, mas assim que entrei vi a placa buracos pelos próximos 50km, dei a volta na hora e continuei na 143 até 25 de Mayo, são 230 de km de muitas retas sem nada, em 25 de Mayo quando se pega a 151 tem um posto Petrobrás com boa estrutura, esta opção acho que aumenta em 20km a distância, mas evitamos os buracos pois a pista é top. A partir dali seguimos para Neuquém pela 151, ao chegar na cidade tem que ter paciência, aproximadamente 45min para atravessar a cidade e começar a desenvolver, muitos sinais e pelo que vi não tem como passar por fora da cidade, segui o GPS e me levou corretamente para a Ruta 22 em direção a El Chocón. Chegamos em El Chocón e fomos direto para a vila, não tínhamos reservado nada lá, então fomos procurar, na vila os hotéis/cabanas são top, para quem está disposto a gastar acho até que vale a pena pois a vista para o lago é show. Como não era o nosso caso, saímos da vila fomos para El Chocón, basicamente um vilarejo 3km abaixo com estrutura simples de casas e hotéis(sem muitas opções), acabamos ficando no Hotel Del Chocón, muito simples mas nos atendeu bem, pagamos 198,00 para 3 pessoas, o café da manhã foi basicamente café com leite e medialunas feitas na hora e nos serviram quentinhas, simplesmente deliciosas, às vezes não precisamos de luxo, o simples bem feito é o suficiente. Lá serve refeição, basicamente 3 opções, espaguete, chuleta ou bisteca e bife empanado, muito bom também, preço até razoável, pagamos 90,00 para nós 3 2 porções com refri e uma cerveja. Visitamos o museu paleontológico, barato e vale a pena 3,30 por pessoa.

 

 

Centro de Neuquém

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8º dia 29/12 –  El Chocón X Bariloche – 350km – Depois de comermos as deliciosas medialunas com café com leite pegamos a Ruta 237 em direção a Bariloche, estrada boa mas movimentada, importante estar bem abastecido com gasolina, eu tinha pra chegar em Bariloche, e explico porque, vimos basicamente 3 postos se não me falha a memória, todos com filas quilométricas, como tínhamos abastecido na 151 em Neuquém tinha autonomia para seguir viagem. Aqui cabe um relato de uma situação muito chata, minha esposa estava apertada ir ao banheiro, apenas xixi mesmo pois estávamos rodando a um bom tempo sem parar, então vimos a entrada para hosteria e restaurante Virgen de Las Nieves na ruta 237 e resolvemos entrar para ver se ela conseguia se aliviar. Estava fechado mas tinha uma senhora lá dentro que veio nos atender, pedimos para minha esposa(eu não ia usar) usar o banheiro e ela simplesmente bateu a porta em nossa cara, sinceramente poucas vezes vi uma falta de educação tal grande, que cobrasse para usar ou fosse mais educada, mas simplesmente bateu a porta. Por sorte logo abaixo tem posto da ACA que vimos assim pegamos a 237 novamente, sorte dela senão teria que ir no mato mesmo. Chegamos em Bariloche com chuva e temperatura de 6 graus com sensação 0(zero) por causa do vento. Tínhamos feito uma reserva pelo booking em um apartamento montado próximo ao centro cívico, bom mas esperávamos mais, pelas fotos aparentava ser maior mas é bem apertado, de qualquer forma nos atendeu, a internet tem destas coisa, por mais que vemos as avaliações e fotos, só chegando mesmo para comprovar, como já havia dado o sinal e tudo ficamos. Acredito que para 2 ou 3 pessoas com menos bagagem atenda perfeitamente bem, mas estávamos em 3 e muita bagagem, então faltou espaço. A localização é excelente realmente e a vista fantástica.

Vista do apto.

Vista do apto.

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9º dia 30/12 –  Bariloche – Tiramos o dia para passear pela cidade a fazer o Circuito Chico, em toda sua extensão tem vários pontos de parada com diversos mirantes e visuais fantásticos, não cheguei a marcar mas o circuito todo deve dar uns 50km. Depois subimos também o Cerro Otto só que de carro, na verdade não observamos que domingo estava fechado, não sei se é por ser baixa temporada, não chegamos a ir nem no teleférico, já pegamos o caminho de terra que sobe para o cerro e fomos, chegando na base onde tem um funicular e estava tudo fechado, atravessamos a cancela e subimos até próximo a confeitaria mas não tinha ninguém e resolvemos descer. De qualquer forma valeu pelo visual lá de cima, tem-se uma visão linda do lago Nahuel Huapi e de toda cidade, e vale a dica, se quiser economizar alguns reais e estiver de carro, vale a pena subir pela estrada de rípio, dá pra ir tranquilo com qualquer carro.

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    • Por Vinícius Zanata
      Olá!
      Mais um post de dicas rápidas. Como já adotei em outros tópicos, não vou postar fotos pq:
      1.  já existem mtas fotos dos passeios e paisagens de bariloche em blogs e relatos
      2.  as fotos diminuem a sensação de estar indo pela primeira vez a um local especial.
      A ideia é passar dicas práticas que tive com a viagem, e que podem auxiliar os próximos viajantes do destino.
       
      Considerações gerais
      Fui com minha esposa, ficamos por 9 dias na cidade, no mês de agosto (inverno). Sim, é bem um número de diárias bem acima da média para Bariloche. Mas assim como qualquer passeio para a Patagônia, é sempre bom considerar que o tempo na região é bastante ruim no inverno, com grande chance de tempo nublado ou chuvoso e ir com dias contados pode te privar de conhecer a cidade da forma que gostaria.
      Por isso, inclusive, é interessante não marcar ou pagar qualquer passeio ou atividade com antecedência. No nosso caso, fui sem agendar nada e fui fazendo os roteiros de acordo com o clima. Claro que nem assim as coisas saem perfeitas, mas ajuda bastante a aproveitar melhor alguns passeios que ficam bem mais interessantes em dias bonitos.
      Nós fomos para Argentina dois dias antes de o Macri figurar bem mal nas prévias eleitorais do país, o que fez o peso argentino despencar diante do dólar. Isso normalmente seria um bom sinal para nós, que íamos levar dólar, mas não é tão automático assim. Apesar de estar com a moeda bem desvalorizada, o dólar alto tem aumentado a inflação no país, o que acaba compensando o câmbio favorável. Fiquei um pouco ansioso, mas os preços estavam dentro do esperado, ainda não havia tido repasse.
      Por falar em câmbio, sim, é possível viver só com reais por lá. Mas é preciso ficar atento às cotações dos estabelecimentos pra não levar prejuízo. As cotações variam até 30% entre os estabelecimentos! Na chegada ao aeroporto, o remise (táxi com valor fechado por viagem) nos cobrou 550 pesos ou 55 reais para ir até nossa hospedagem no centro. Ou seja, fez a taxa real - peso em 1 pra 10, quando a cotação oficial  do Banco de la Nácion (BNA) estava 1 - 13. Paguei pq não tive como fazer câmbio antes, já que nosso vôo só teve escala em SP. 
      Para quem vai levar dólar e não tem escala em Buenos Aires, o melhor lugar para cambiar em Bariloche é o BNA do centro, mas, como um banco de varejo, está sempre cheio e com filas. Por isso acabei fazendo câmbio na Western Union. A cotação tava praticamente igual ao do BNA. 
      O lugar para ficar é sempre mto subjetivo e do perfil de cada um. O centro é ótimo para quem quer comodidade e transporte fácil. Fiquei num airbnb na Avenida San Martin, que é uma ótima localização, próximo ao centro cívico. Quem quer ficar mais afastado pode procurar os hotéis da Av. Bustillo, geralmente mais modernos e caros. Como nós usamos muito transporte público e remises, era mais vantajoso ficar pelo Centro.
      Dia 1 - Chegada ao apartamento e janta
      No aeroporto existem diversas formas de transporte para chegar ao centro: remise, táxi, van e ônibus público.
      Pegamos um remise, que era mais rápido. Pagamos R$ 55 , como disse, mas vale 550 pesos. Do lado de fora vi a van compartilhada e alguns táxis. O ponto do ônibus não vi, mas ele esta previsto no site da empresa de ônibus da cidade, chamada MiBus. No site da empresa tem as rotas e os horários. Salvei os principais números no evernote e foi bastante útil. É bom ter contato de remises tb.
      Chegamos ao airbnb, deixamos as malas e fomos para almoçar num restaurante próximo chamado Rock Chicken. Lugar simples, com comida barata e quantidade razoável. Também aceitava reais, mas em cotação ruim.
      Dia 2 - Cerro Campanário, Puerto Panuelo e Chao Chao
      No outro dia pela manhã fez um belo dia de sol, e então aproveitamos para fazer os passeios de vista aberta. Pela previsão do tempo, os demais dias seriam nublados, então era a oportunidade de fazer esse passeio. Passamos antes no centro de informações turísticas para pegar mapas e informações e fomos fazer uma parte do passeio conhecido como Circuito Chico. 
      Existem muitas formas de fazer o circuito chico, que é o passeio mais tradicional de Bariloche. É um passeio de diversas paradas, e a maioria das pessoas faz com agência. Eu particularmente tenho problemas em fazer aquele turismo meio gado, com o guia ditando o tempo das paradas e todo mundo entrando e descendo da van ao mesmo tempo. Por outro lado, sem carro alugado não é muito fácil fazer o circuito, pois as paradas ficam distantes e o transporte público não cobre todo o circuito. Então eu resolvi fazer o que dava pra fazer de ônibus e o que não dava fazer com remise. A parte mais tranquila de fazer é Cerro Campanário, Puerto Panuelo e Chao Chao, pois a linha 20 passa bastante (contei menos de 20 min) e passa exatamente por esses trechos. A maioria das linhas passam pelo Centro, na Avenida Perito Moreno, em frente ao antigo supermercado Uno.
      Paramos primeiro no Cerro Campanário, que é um ponto lindo de fotos. Subimos por teleférico (para os mais aventureiros, há uma trilha à esquerda da entrada que leva até o topo), que custava 400 pesos por adulto. Lá de cima é bem bonito e precisa ser visto em dia de céu limpo para ficar mais legal. Uma das coisas que vc descobre em pouco tempo é que aquele cenário da cidade e as árvores todas cobertas de branco da neve é bem raro. A maior parte da neve só ocorre no topo das montanhas mesmo. A neve em pó para chegar na cidade, só com uma grande nevasca, coisa que acontece poucos dias do inverno. Mas mesmo assim a paisagem é deslumbrante.
      Voltamos ao ponto de ônibus e continuamos o passeio rumo ao puerto panuelo. Chegamos lá juntos com centenas de estudantes e descobrimos um mistério que já tinha nos chamado a atenção: a quantidade de estudantes com casacos iguais carregando sacolas plásticas pelo centro da cidade. Trata-se do turismo para egressados, como eles chamam. Bariloche é o destino de formandos secundaristas da classe média argentina. Existem algumas empresas que levam, todos os anos, milhares de estudantes para lá. Eu achava que só rolava em julho, mas eles estavam aos montes mesmo em agosto. Estavam indo fazer um passeio de barco.
      Passamos na lanchonete do porto e almoçamos por lá mesmo. Depois fomos visitar o hotel Chao Chao. É necessário subir uma ladeirinha pra chegar lá. Achei que era mais tranquilo adentrar o local, mas os funcionários não permitem transitar por mtos lugares, nem tirar foto. Antes do hotel, ainda na estrada, tem uma capela histórica, mas acabei não indo lá. De lá tentei um remise para fazer a volta, mas tive problemas para conseguir ligar para um e acabamos voltando para o centro de ônibus mesmo.
      Nesse dia fizemos algumas compras no La anónima (supermercado) e comemos em casa mesmo.
      Dia 3 - Centro cívico, museus e catedral Nuestra Señora Nahuel Huapi.
      Dia bem frio e nublado. Aproveitamos para fazer passeios mais tranquilos. Acordamos um pouco tarde, fomos fazer um passeio no centro cívico e no museu da patagônia. Ele é bem simplesinho, mas com bastante documento histórico da cidade e uma sala com animais da fauna e descrição da flora regional. Vale a pena para quem gosta de história. Depois passeamos pela orla, fomos andando até a catedral nuestra señora e a plaza catedral. Por ali almoçamos antes de ir ao museu paleontólogo, que abria a partir das 15h. Ninguém dá nada por ele, pois é bem pequeno e escondido, mas tem uma ossada completa de um ictiosauro. Visita feita, voltamos e passamos na confentaria da chocolateria Mamuschka. Os doces lá são incríveis. Provamos vários doces, um a cada dia, até o fim da viagem rs.
       
      Continua...Se tiverem dúvidas que possa esclarecer, podem deixar a pergunta.
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por Nilão e Denise
      E ai galera beleza?
      Então, acabamos de retornar de nosso "mochilinho" pelo Rio Grande do sul e foi surpreendente.
      Quando minha esposa me disse que queria fazer um mochilão por Gramado e região confesso que torci o nariz, pois se tratar de uma região reconhecida pelo seu grau de 'careza', ainda mais por se tratar do natal luz. E como eu viajo a mais tempo que ela, sabia que seria um desafio e tanto fazer esta viajem sem estourar completamente o nosso orçamento.  Mas no fim deu tudo mais que certo e deu para mochilar legal pela serra.
      Pois bem, vamos a alguns detalhes que nos ajudaram muito durante a viajem e, deixo como dica para os próximos que irão:
      -A principal delas é sobre os sites de compra coletiva muito usados na serra gaucha (laçador de ofertas, tchê ofertas...); para que vc realmente tenha um desconto real em sua compra vc precisa 'deixar' que o site lhe mande ofertas... Pois estas sim valerão muito a pena.
      -Compre suas passagens e hospedagem com antecedência.
      -Fujam do bustour e dos tranfer.
      durante este relato explicarei os motivos destas recomendações.
      1° Dia- Porto Alegre (24/11/2018)
      Nós somos de uma cidadezinha no interior de São Paulo Chamada Tambaú, então no dia anterior tinhamos pegado um ônibus até a capital para ficarmos na casa de nossos padrinhos para no dia 24 seguirmos  viajem.
      Pegamos nosso voo para Poa em congonhas, fomos de Latam, pagamos $641,70 + $98 de bagagem (2 pessoas), saímos de CGH por volta das 07:30hs, e chegamos a POA as 09:00hs...
      Estava chovendo em Porto Alegre e, com o aeroporto em obras, tivemos dificuldades para encontrar a entrada do aeromóvel que nos levaria até o metro... Por fim encontramos e pegamos sentido a rodoviária ($3,30 p/p)...  Chegando na rodoviária já procuramos o guichê da empresa Unesul para comprar as passagens do dia seguinte para Bento Gonçalves.
      Estava chovendo muito, e foi um sacrifício para chegarmos a pé até o hostelRock, ($76 quaro duplo com banheiro compartilhado), ainda mais pq o GPS resolveu nos trollar nos mandando para o lado errado😵. O hostel é bem ok não tem nada de demais mas é bom para quem pretende passar poucos dias em Porto Alegre... E como nós só iriamos ficar 1 foi mais que suficiente.
      Como estava chovendo muito não pudemos sair de imediato então ficamos no hostel por um tempo e depois fomos para o shopping total ver um filme($12 p/p), pois ficar trancados dentro de um quarto não é muito nossa praia.
      Quando acabou o filme vimos que a chuva tinha dado uma trégua, resolvemos seguir a pé para explorar a cidade... Como já estava tarde as atrações já estavam fechadas mas mesmo assim fomos dar uma conferida😁... Depois disso fomos experimentar o famoso lanche de coração de frango de lá, (não é ruim, mas também não é a maravilha que falam, é bem normalzinho), e em seguida pegamos um uber($8,31), pois a região central de Poa a noite não inspira grande segurança, e fomos descansar pois acordaremos cedo no dia seguinte para viajar  para Bento.

      Shopping Total

      Poetas da praça

      casa de cultura Mario Quintana

      O tal lanche com coração de frango (preços na comanda👍)
      2° dia: Bento Gonçalves (25/11/2018).
      Antes de continuar vale deixar um comentario/ sugestão para se chegar a Bento, se vc é como eu que não pretende alugar carro, nem pagar um transfer caríssimo, o melhor jeito é ir de ônibus. E para que vc não perca muito tempo e dinheiro o melhor é deixar para fazer Bento antes, ou depois de Gramado. Por exemplo nós escolhemos ir antes então o nosso roteiro ficou: Poa- Bento-Gramado... Mas pode ser feito ao contrário. Pois ambas as rotas passarão por Caxias do Sul.
      Continuando...
      Acordamos por volta das 3:30hs para pegar nosso ônibus para Bento as 5hs. Foi recomendado para não ir a pé para rodoviária de madrugada então, pedimos um uber ($16,78) e pegamos nosso ônibus da UNESUL para Bento ($71,20 p/2)... Dois detalhes: O 1° é que sai apenas um bilhete para as duas passagens; e o 2° É que o ônibus é o que vai para Carazinho, então é bom se informar na plataforma.
      A viagem foi tranquila deu para dormir legal🤤😴, chegamos a Bento por volta das 8hs. Como estávamos de Mochila pedimos para guardar na rodoviária ($7 p/mochila)... Dica importante LEVEM DINHEIRO EM ESPÉCIE.
      Em seguida fomos a pé para a nossa 1° vinícola: Aurora. Como ela fica na área urbana da cidade pudemos ir aproveitando um pouco do que a cidade tinha para oferecer... Inclusive a famosa fonte de vinho.
       
       
       

      Fonte de vinho

      A cidade é extremamente limpa! Até nas lixeiras tem plantinhas.

      A cidade em si é uma graça.
      Chegamos a Vinícola Aurora, por volta das 9:45hs,  esperamos alguns minutos para o tour (grátis). É um passeio mais técnico, contando sobre a elaboração dos vinhos e no final é feita a degustação, que se divide em: secos, suaves, licoroso e azeite, e suco.


      Saindo da Aurora, fomos caminhando até o Pórtico Pipa, e da lá pegamos um Uber (R$10,71) até a Via Trento, onde visitamos outras Vinícolas: Casa Valduga e Dom Cândido.

      O tour na Casa Valduga é R$40 por pessoa e ganha uma taça, a degustação é feita de uma maneira diferente e bem descontraída durante o passeio🤩.

      Na Dom Cândido, resolvemos não fazer o tour completo, só a degustação (R$35 por pessoa), a essa altura já estávamos meio alterados😅🤪😵.

      Depois fomos almoçar em no Vinhas do Vale, também na Via Trento, onde comemos um Sanduíche Talian (R$18) e um Sanduíche Gourmet (R$28), super indicamos é fenomenal😋👍.

      Após o almoço fizemos uma caminhada até o a capela de N.S. das Neves... Onde pedimos um uber para voltar a rodoviária, porém ninguém aceitou o chamado🤬, então tivemos que chamar um táxi ($35)😱😡 pois já era tarde, estávamos cansados, e tínhamos que pegar o ônibus para Caxias do Sul. 
      Chegando na rodoviária fomos comprar as passagens e para nossa surpresa não aceitavam cartões. Então acabamos perdendo o ônibus que queríamos pegar e só pudemos ir no próximo das 17:16hs. A empresa que faz o trajeto Bento x Caxias é a OZELAME ($13).
      Chegamos em Caxias e pegamos um ônibus da CITRAL ($17,75) para Gramado as 19hs... e adivinha também não aceitavam cartões lá.
      Por fim chegamos a Gramado. Mas admitimos que devíamos ter deixado mais tempo para Bento pois a cidade tem MUITA coisa a oferecer.
      3°Dia: Gramado (26/11/2018)
      Chegamos em Gramado no dia anterior à noite como estávamos cansados resolvemos ir direto para a casa que alugamos pelo Airbnb (119,46 p/dia)... Foi fantástico só tenho elogios para a nossa host Yra e sua acomodação.🤩😍👍🏿
      Acordamos um pouco mais tarde e seguimos direto para o centro pois estávamos com fome e queríamos muito experimentar as famosas cucas e os pãezinhos da casa do colono... E vou te dizer falar que é uma delícia é POUCO!😋😋
      Depois fomos dar uma volta a pé pela Borges de Medeiros  para nos situar, aproveitamos para comer pela 1° vez o royal trudel 😋 ... Logo após demos uma passadinha rápida em casa e já voltamos para ver o show de acendimento, afinal era o NATAL LUZ!

      Loja crie seu amigo: é uma graça, mas se vc estiver com crianças e pouco dinheiro não entre.

      Rua coberta 

      Não voltem sem experimentar. É MUUUUITO gostoso!

      Voltamos para ver o show de acendimento... Simplesmente lindo!🤩🤩
      Em seguida fomos provar nossa primeira sequencia de fondue no Alpine la Table, que no geral acabou sendo o que mais gostamos.

      Palácio dos festivais a noite para o show de acendimento 

      Estava delicioso compramos pelo laçador de ofertas (89,90 p/2) e ainda ganhamos uma garrafa de vinho🍷😋😋
      4°dia: Gramado (27/11/2018)
      Levantamos dispostos neste dia com a intenção de ir a pé até o lago negro... Porém fomos novamente trolados pelo GPS😖 e acabamos indo parar na "periferia" de Gramado... e tenho que dizer também é um charme🤗. E acabamos sendo ' socorridos' pelo dono de um hostel (hostel doce amor), que foi super simpatico e nos deixou esperar por um uber lá, e ainda nos deu algumas dicas sobre a cidade.👍
      Por fim chegamos ao lago negro... Pensa em um lugar bonito, aconchegante, com uma vibe muito boa... ADORAMOS! Fizemos até um piquenique lá.🥪😋
      Saindo do parque do Lago Negro tem uma feirinha de artesanato demos uma boa olhada, e voltamos para o centro para conhecer o mini mundo.
      Chegando no mini mundo, demos muita sorte pois não pegamos as enormes filas que normalmente tem lá. Logo que entramos ficamos abismados com o tamanho do lugar, é bem maior do que pensamos, esperamos um pouco e fizemos o tour guiado pelo lugar... A riqueza nos detalhes nos encantou cheio de curiosidades e fatos históricos; (inclusive na parede tem replicas em alto relevo para que os deficientes visuais possam sentir,e eles ainda disseram que existem algumas obras em escala menor para que eles possam pegar na mão, super top👍), o lugar vale a pena a visita.
      Gramado é uma cidade encantadora, por isso, por querer ver cada detalhe nós ficamos muito tempo em cada lugar onde passamos.... E valeu muito a pena, pois queriamos curtir a cidade sem pressa.😎😊
      Fomos jantar mais cedo neste dia pq decidimos ver o show de acendimento novamente😅, (dica importante aqui: se vc tem a intenção de ver o acendimento e depois ir jantar É MELHOR CORRER, por que os restaurantes ficam lotados depois disso, o melhor jeito que encontramos foi: ou ir antes, ou pelo menos uma hora e meia depois... Se vc não for ver o acendimento pode ir no horário do show que o restaurante vai estar vazio).
      Jantamos uma sequencia de pastel no Chalé do Pastel ( ) MUITO BOM! A principio pelo tamanho achei que nunca iria encher🤣😂, mas por fim acabou sendo perfeito pq assim pudemos aproveitar todos os sabores. E o chopp que eles servem lá é divino.👍
      Logo após o acendimento fomos para a lugano experimentar o chocolate quente de lá e, o chopp também. Ambos são perfeitos e valem muito a pena conferir!🍺☕
      Depois disso fomos para casa descansar.

      Parque do lago negro

      Um pedaço do mini mundo

      Palácio dos festivais aceso e com neve no show de acendimento.

      Rua Coberta à noite após o show de acendimento

      Chocolate Lugano e suas cadeiras gigantes.
      5⁰ dia: Gramado e Canela (28/11/2018)
      Acordamos cedo e já fomos até o centro para pegar o famoso Bustur de Gramado, e tenho que confessar FOI UMA TREMENDA DECEÇÃO! 😞😖
      O ônibus não é ruim, mas se perde MUITO tempo no deslocamento entre um ponto e outro. E se vc for como nós, que gosta de maximizar seu tempo, eu realmente não aconselho este ônibus. VÁ DE TRANSPORTE PÚBLICO! É mais rápido, barato e vantajoso.
      Continuando... 
      Pegamos o Bustur no centro de Gramado e fomos em sentido Canela pois queríamos conhecer a cidade... Quando chegamos em Canela,  (depois de uma eternidade, pq esse ônibus para em tudo quanto é hotel, e quando chega em uma atração fica uns 10 minutos parado😠 ... vai calculando o tempo que perdemos), fomos direto para a catedral de Pedra, ela é linda! Vale muito a visita, adoramos.👍🏿

      Mas já estávamos em cima da hora para o almoço, pois queríamos almoçar "Na Mina" e depois de uma eternidade em cima do Bustur descobrimos que ele não parava onde queríamos almoçar😡... Por fim acabamos indo neste ônibus até o " Cristais Gramado" onde literalmente abandonamos ele. Detalhe importante já era por volta das 14 horas quando chegamos aos Cristais. Perdemos uma manhã inteira nesse busão 😥.
      Sobre o Cristais, vale a pena a visita. Eles mostram como são feitas as peças e tudo mais é bem legalzinho... 
      De lá da para ir andando até o pórtico normando de Gramado... Como começou a chover não deu para tirar fotos😥... E  o Le jardim também é bem perto da para ir de busão (coletivo).👍🏿
      Voltamos para o centro com a van da própria Cristais, (Já ia esquecendo de falar, eles fazem o tranfer do centro até lá DE GRAÇA, e a volta também é free👍🏿🤩), e fomos finalmente fomos almoçar.
      Depois fomos provar o famoso  chocolate na "velha bruxa" que é  MARAVILHOSO

      A noite fomos até a rodoviária para pegar o busão (coletivo) para Canela, pq queríamos jantar na pizzaria "toca da bruxa" ($50 p/p)... O lugar é incrível adoramos cada detalhe a pizza é muito boa e de quebra ainda da para ver o show de luzes na Catedral de Pedra... ADORAMOS!🤩🤩

      Por fim voltamos para Gramado para descansar.
      6° dia: Canela (29/11/2018)
      Acordamos cedo e dispostos a fazer o caminho até Canela a pé. Pq queriamos aproveitar tudo o que tinha pelo caminho.
      Então pegamos a avenida das Hortencias e fomos passeando de vagar para não perder nada do que queriamos... Foi super legal pois tem muitas coisas pelo caminh, não vou descrever uma a uma para não me estender demais mas para se ter uma noção nós passamos pelo mirante Belvedere (não é nada demais), pela fabrica da Prawer, Caracol, Florybal, mundo a vapor, e por ai vai. (Nota importante: nós não fizemos os três museus mais vendidos; o museu de cera, hollywood dream cars, e o super carros... Simplesmente pq não nos atraiu. mas para quem gosta tbm fica na Av. das Hortências... Passamos em frente mas não paramos.)

      Chegando em Canela paramos para almoçar e depois demos uma volta com calma pela cidade... Com direito a pausa para o sorvete.

      Depois disso voltamos para Gramado para tomar um banho e voltar a noite para canela para ver a chegada do papai noel na catedral de Pedra. 
      Voltamos a noite para ver o espetaculo e posso afirmar com toda a certeza.... É MARAVILHOSO!!!! 
      Nem vou tentar descrever pq não tem jeito... só indo! Muito bonito mesmo!
      Todo feito pelo próprio pessoal da cidade, desde as interpretações até a confecção das roupas, com as crianças das escolas no coral... Olha é EMOCIONANTE! 

       
      Depois voltamos a Gramado e fomos jantar no Armazém da Lolo, lemos muitos cometários positivos de lá mas infelizmente quando fomos não gostamos do que nos foi servido.
      Depois disso fomos descansar.

    • Por StanlleySantos
      Primeiro de tudo, MAS MANO QUE FRIO DA PESTE É ESSE QUE FAZ NO SUL! 
      Ok, provavelmente não é nada perto do uruguai, patagônias, ou a serra catarinense (que registrou temperaturas negativas nessas semanas fácil, fácil). Mas pra um nortista....
       
      Bom, o objetivo deste relato é passar infos atualizadas sobre muitos lugares, sejam eles conhecidos e relatados, ou não. Muitas atrações do estado passam batido, então creio que seja justo falar sobre o máximo de lugares, sem passar spoilers. A época escolhida para esta visita foi a primeira quinzena de agosto, junto com a namorada, até pq gostaria de conhecer um pouco do inverno gaúcho e ter uma programação a dois de respeito. Moro em Manaus, ou seja, com 25 graus os caboclos já estão passeando no centro com moletom achando que estão no filme do frozen   imagina pegando 1 grau em gramado!!!
      Costumo tentar economizar nas viagens, e como falam que Gramado, em particular, é um destino que arranca o couro da pessoa, em termos de gastos, quis ver se era tudo isso mesmo. Cada um Levou R$ 1.700,00 para duas semanas no estado, levei um cartão de crédito que não foi usado, e uma poupança de emergência de 500 mangos, que acabou sendo usada mais para comprar mimos para mim 

      Quando você mora numa cidade que não tem trem e viaja para uma que tem corre o risco de cometer esses retardos mentais aí
       
      Chegamos no dia 07/08 em POA, basicamente o dia foi reservado para conhecer as rotas de ônibus e planejar os próximos dias num apartamento reservado pelo Booking no partenon (bairro próximo do centro, bem guarnecido de ônibus, aliás, gostei do abastecimento da frota de ônibus da cidade, mesmo em horários de pico, dificilmente peguei buzu lotado). A passagem estava custando R$ 4,70, e POA conta com um trem a R$ 4,20 que parte do mercadão e faz a conexão com alguns distritos do interior, até Novo Hamburgo. Sim, Novo Hamburgo, a cidade dos calçados (atenção mochileiras!) Então segue a primeira dica do tio, quer conhecer Novo Hamburgo, economizar no transporte, e não quer ficar dependendo de Uber/ônibus? Um trem partindo do centro é uma opção a considerar. De trem vc faz a conexão aeroporto-centro tbm.
      O itinerário era conhecer algumas cidades do Estado e Fazer a famosa travessia da Ferrovia do Trigo, que liga Guaporé a Muçum. Antes eu soubesse que iria dar ruim.... depois eu explico essa marmota. Destinos definidos, andaríamos pela capital, curtindo alguns pontos. 
      No dia 08 resolvemos sair cedinho para conhecer o famoso parque farroupilha. O parque mais famoso (e bonito a meu ver), colado ao centro da cidade, também. Quem for se hospedar no centro, pode até ir andando. Falam da violência em Porto Alegre, e realmente, vejo que há um problema de marginalização e pobreza na metrópole (como toda grande cidade), mas, apesar dos inúmeros mendigos nas proximidades da rodoviária, não me senti inseguro andando pelo centro. A polícia se fazia presente, e muitas pessoas passeavam com seus cães de boinha (o povo se compromete bastante com a causa animal lá, vários cachorródromos, pouquíssimos cães de rua, pelo menos no centro e adjacências, e muitos cães agasalhados, a coisa mais engraçada do mundo )

      Le parque farroupilha no seu esplendor verde

      Aquela foto bem maneira e clássica no centrão

      Para quem é de uma fé do oriente, o parque conta com um mini-templo, com uma arte elaborada. 
      De lá seguimos para o Parque moinhos de vento (conhecido como Parcão), como o clima estava agradável, arriscamos ir também a pé. Existem patinetes e bicicletas para locação pelos aplicativos locais, então se você quer poupar um tempo indo de um lugar para outro, é uma boa.



      Para quem quer fazer a famosa foto declarando o amor à capital, um letreiro bem bonito fica no parcão.
      Deixamos de conhecer na ocasião os parques Germânia e o Província de Shiga, que dizem que possui uma influência oriental bem forte na ornamentação. Mas fica para a próxima viagem. Hora do almoço, fomos para o centro procurar um pouco de culinária porto alegrense. No caminho passamos pela Rua Gonçalo de Carvalho, que diz a lenda que é a rua mais bonita do Brasil (e algumas fontes dizem que foi eleita a mais bonita do mundo). Pessoalmente achei ela bem bonita e limpa, mas creio que é exagero.

      A tão comentada Gonçalo de Carvalho
      O gaúcho adora comer: isso é fato. E é um carnívoro por natureza. Além do tradicional churrasco, o povo é viciado em fast food (no dia que os gaúchos forem extintos da terra Mcdonalds entra em crise), com ênfase no famoso Xis, que nada mais é que uma versão "anabolizada" dos sanduíches tradicionais, sendo de duas a três vezes maior, e recheado de maionese  claro, é duas vezes mais caro que os sanduíches dos outros estados, mas vai por mim, enche que uma beleza. Xis coração (de frango) deles é uma coisa divina 😍  Agora para almoço, existem as famosas alaminutas, que basicamente é arroz, feijão preto, ovo mal passado, saladinha, batata frita e a proteína, que varia. No norte chamamos de PF (Prato Feito).
      GAÚCHO NÃO COME FARINHA!!! 🤬😱🤯 e pro amazonense, isso é quase um pecado  além do fato de quase não ter visto peixe nos restaurantes, outro vício do povo do norte. 

      A cara de felicidade da caboquinha que não tem farinha na comida
       
      Seguimos pelo centro, conhecemos o Mercadão municipal (o grande centro de comércio alimentício da cidade, parada mais que obrigatória para o visitante), e aqui já começa uma história engraçada: existe um costume de cunho religioso de deixar moedas no centro do mercadão, uma espécie de tributo ao Bará, que seria uma entidade da prosperidade da cultura afro-brasileira. Minha namorada, simplesmente olhou uma moedinha no chão e pegou na naturalidade. Eu, olhando as pessoas jogarem as moedas no meio, tive um pressentimento de que elas deveriam ficar lá (turista que acabou de chegar ne, besta, sem saber dos causos), mas a dita cuja guardou no bolso e fomos embora. Ao longo da viagem ela perdeu uma jaqueta jeans e seu saco de dormir , e na volta para POA, resolveu devolver o dobro do valor para se livrar de qualquer "azaração" 

      Le mercadão. Passe por aqui para comprar lembrancinhas ou ingredientes para um chimarrão ou churrasco

      O interior com o espaço de agradecimento à entidade guardiã no centro.
      O centro de POA não só tem uma variedade de lojas e lanches, como também reúne vários museus e espaços de cunho cultural e histórico. Para terminar o dia, visitamos: o museu de arte do Rio Grande do Sul, que na ocasião estava recebendo uma exposição em homenagem ao modernista Xico Stockinger, o museu do Comando Militar do Sul, com uma exposição histórica do arsenal utilizado pelas forças armadas ao longo da história mais recente, e a casa de cultura Mário Quintana, que não estava tendo nenhuma programação em particular, mas conhecer o espaço e algumas exposições valeu a visita.

      Casa de cultura Mário Quintana


      War.......War never changes
      O Museu do Gasômetro se encontrava fechado na ocasião (diz que desativado por tempo indeterminado), então o dia terminou com um pôr do sol gelado na Orla do Guaíba. Com a ventania que empurrava o frio até os ossos, deve ser o lugar mais frio da capital no inverno  uma tristeza saber que o lago do guaíba está poluído, é uma paisagem muito bonita para atividades ao ar livre, que me fez lembrar da boa e velha ponta negra, em Manaus.


      A orla é ponto obrigatório no final da tarde, para ver a vida gaúcha acontecendo, ou fazer um passeio, ou exercício.
      Dia 09-10: De POA para Torres.
      Decidimos que iríamos sair cedo no dia seguinte para a cidade de Torres, afinal, a praia mais bonita do estado está lá. Claro, parece loucura ir numa praia no inverno, mas Torres possui belas paisagens, e pontos interessantes a serem conhecidos, e acredito que valeu a visita de um dia e meio a essa pequena cidade. Recapitulando: Torres fica boa a partir do reveillón, pois o verão inicia geralmente no fim do ano, aí a cidade lota de gente. Mas em compensação no inverno você tem os parques e o litoral só para você e mais meia dúzia de visitantes  o que é mais a minha cara.
      Pegamos um blablacar baratinho (30 reais, quando você paga bem mais indo de ônibus), e chegamos ainda de manhã no litoral. Dica: o blablacar funciona muito bem no estado, dá para conseguir muita carona barata para cidades visitadas como pelotas, gramado, cambará, entre outros. 

      E cá estamos em Torres, que beleza!
      Chegamos na cidade e a primeira surpresa: nenhum camping aberto  E não, eu não tenho frescura em acampar no frio, eu tinha ciência de que pegaria um frio na ferrovia, então não me importaria de ficar em camping paracendo um mendigo que não tem money pro hotel. Papo vai, papo vem, nos recomendam a pousada martins, que é administrada pelo Sr. Paulo e Dona Eva, um casal simpático na melhor idade que nos acolheu como se fôssemos da família 😭 além dos quartinhos serem TDB, sério, recomendo a pousada, o tratamento cortês é um diferencial de lá. E ela fica próxima ao parque da guarita, então tem uma ótima localização também.
      Outro momento retardo mental: eu, pobre iludido, vendo a previsão do tempo esperava ver um solzinho em Torres e quem sabe poderia arriscar tomar um banho de mar gelado. O resultado foi esse:

      Alguma coisa ta me dizendo que não vou andar de sunga e calção nessa praia hoje....
      A neblina cobrindo o oceano e boa parte da cidade dava um ar desértico e de certa forma triste ao lugar, mas também dava um clima para sentar numa pedra, ouvir o mar e meditar, ou pensar na vida. Adorei passear com a namorada da praia da Cal até os pequenos molhes de pesca, no fim do estado. Mais uma vez, se você curte uma vibe mais calma, sem todo aquele barulho e multidão, a cidade acaba não sendo descartável, mesmo fora da temporada.

      Como nossos egos e arrogâncias são pequenininhas e frágeis perante a grande criação

      A cerração tomando a cidade, chega a ser linda. No fundo o letreiro de Torres
      Existe um lugar curioso nessa cidade, que é a ponte Pênsil. Veja só, uma ponte de madeira de algumas dezenas de metros, onde você pode ter o prazer de mudar de estado, de RS para SC  Curiosamente era sexta da carne num açougue em Passo de Torres (SC), então muita gente de Torres (RS) atravessava o estado para fazer fila no vizinho. É meio besta, mas engraçado de certa forma

      A fotografia foi tirada em RS, só para constar. Do lado de lá fica Passo de Torres.
      O dia seguinte seria para o retorno à capital, mas também seria para curtir o parque da guarita, e o sol favoreceu a visita. O frio estava bem ameno nesse dia, então deu pra sair de short e camiseta, engraçado como as pessoas agasalhadas às vezes olhavam para mim, como se eu fosse algum alienígena 👽

      Não duvido que esse cenário seja bastante usado para ensaios fotográficos ou pedidos de casamento 

      Uma das minhas fotos favoritas dessa viagem. Na encosta, vários pescadores
       
       

      Um pouco da vida local
      Ficamos até meio-dia, e fechei mais um blablacar de volta para POA pela parte da tarde. A ideia inicial era ficar mais um dia, mas acredito que vimos o que queríamos em Torres, fora que eu queria conhecer o famoso Brique da Redenção da capital, então a estadia em Torres foi bem curtinha, mas valeu cada segundo aproveitado. Conhecemos o litoral na cerração e no céu aberto, enchendo os olhos com belíssimas paisagens. 
       
      Dias 11-14: Lá vem a bendita frente fria.....e agora?
      De volta à capital, no domingo (11) começamos o dia indo para o parque farroupilha novamente, para vermos o famoso brique. E digo, se estiver na cidade, passe um domingo no parque, o brique é TRILEGAL!!!! Pois você encontra de tudo um pouco em termos de brechó, pessoalmente fiquei cativado pelas antiguidades que algumas banquinhas vendiam. Discos de vinil, louça antiga, brinquedos dos anos 90, colecionáveis, entre outros......nossa, tenho fé de que isso virará febre no país.
       
      Acredite, isso vai bem longe...


      Esse simpático artista é figura conhecida no Brique, a namorada curtiu a beça o espetáculo. 
      Uma dica que muito gaúcho passa para quem está no parque, e adianto logo, é passar na famosa lancheria do parque. O buffet livre tem uma ótima variedade de opções para encher o bucho, e os sucos deles são de polpa pura, a um preço mega justo, além das várias opções de carnes. Sério, não deixe de visitar.
      O centro fecha aos domingos, mas, muitas atrações ficam abertas, então decidimos visitar o Jardim Botânico. Localizado no bairro de mesmo nome, próximo à PUCRS, é fácil de chegar a partir do centro, mas é necessário ônibus/uber/bici. A entrada é bem em conta, e o jardim te dá a liberdade para andar por quase todas as instalações, divididas em seções, mostrando elementos da flora da região sul (e um pouco das demais regiões). O parque Conta com um museu natural com serpentário, que é bem bacana de visitar também. 

      Lindo o espaço. Como amazonense, é interessantíssimo conhecer algumas características de um bioma diferente da floresta amazônica.

       
      Dormimos cedo de noite, pois a segunda-feira seria o dia de pegar o ônibus bem cedinho para Guaporé. Passagem comprada e tudo mais.....
      ...Mas a vida é uma caixinha de surpresas ⛈️⛈️⛈️🌧️🌧️
      Segunda, 12 de agosto, 05 da manhã. Chuva forte, e mais chuva prevista para o início da semana devido a uma frente fria que estaria visitando o estado. Bem na data em que iríamos para Guaporé! 
      Segundo a previsão, só iria limpar lá para quarta. Uma coisa é subir o estado e pegar um frio e uma cerração num trecho de 50km. Não iríamos morrer de frio pq tínhamos os equips e roupa. Outra coisa é pegar chuva o dia inteiro no meio do nada e comprometer o avanço da travessia, que na melhor das hipóteses leva de dois a três dias  e para completar as reservas de hospedagem em Gramado já estavam pagas e não poderiam ser alteradas! Como era um risco ao qual não queria submeter a namorada, que é menos acostumada com perrengues do que eu, conversamos, tivemos um pouco de DR , e decidimos que o melhor seria não arriscar. Perderíamos as passagens (que custaram um braço) porque 1. o atendimento ao cliente da BENTO foi uma MERDA deixa a desejar, não recomendo, e 2. poderíamos ter solicitado o retorno dos valores se tivéssemos cancelado a viagem com 3 horas de antecedência do embarque (tecnicamente teríamos que bater na rodoviária às 3 da madrugada e torcer para ter alguém na hora que fizesse isso para a gente). Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o serviço de coletivo intermunicipal do estado.
      Com isso a ferrovia miou, e precisaríamos mudar o roteiro para a semana. Significaria mais gastos (pois a travessia é 0800, salvo os alimentos e água comprados para o percurso em si), fora que tínhamos nas mochilas sacos de dormir + barraca que agora ocupavam um volume desnecessário  A segunda-feira foi praticamente perdida. Com isso, só restava encontrar um lugar para ficar, e ir atrás de lembrancinhas no centro de POA.....bom, será que nossa viagem estragou?

      Era o sentimento naquela segunda
      A terça-feira veio, então decidimos que iríamos conhecer alguma cidade das várias que existem para o turismo histórico. O estado possui uma herança das grandes colonizações, que já datam de dois séculos atrás (como referência, a colonização italiana em 1875), e cidades como Farroupilha, Garibaldi, Bento Gonçalves, ou Caxias do Sul se tornam opções interessantes. Escolhemos Caxias do Sul na quarta para sexta (14 a 16). Então, o que fazer em POA até lá?

       
      Como estava com uma vontade enorme de conhecer, fomos atrás, desta vez, do Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS. Localizado, obviamente, nas dependências da PUC, não tão longe do jardim botânico, a entrada custa R$ 40,00 (em AGO/19), mas com direito a meia entrada para estudante, e não posso deixar de elogiar o espaço! 3 andares de puro conhecimento, atividades lúdicas, e curiosidades! É o tipo de lugar onde excursões escolares são bem-sucedidas, pois é possível dar aulas de matemática, física, biologia, geografia e história nos vários setores do espaço, sem tornar a aula chata. Como licenciado em biologia, meio que me senti em casa 😍

      A primeira coisa que você bate o olho e pensa "quero brincar", quando entra no museu

      Lembra do desafio dos cubos da série 3%? Pois é, eu reprovei 

      Visitem o museu da PUCRS, e como diria o e.t. bilu, busquem conhecimento!!
      Passamos uma manhã e uma tarde no museu, é muita coisa para conhecer e interagir, você tira um dia inteiro somente para isso. Ah, existe também um planetário na cidade, que vale a visita para os que têm um interesse mínimo por astronomia, ou querem reviver aquela aulinha de ciências sobre o universo. Acabamos não visitando também.
      Dia 15: La Cittá pela terra da Uva
      No dia 14, conseguimos arrumar mais um blablacar para Caxias do Sul, esta localizada no coração da Serra gaúcha. Infelizmente o transporte saiu tarde, e não daria tempo de conhecer a cidade ainda na quarta. Algumas pessoas disseram que não valia a pena conhecer Caxias, por "ela ser industrial demais e quase não ter nada para se ver". Pessoalmente, não posso concordar com tais afirmações, pois Caxias possui roteiros histórico-culturais tanto no centro urbano quanto na zona rural (Rota dos Imigrantes, distrito de Criuva, Ana Rech), embora seja necessário um carro próprio para esses destinos. Então, o que fazer?
      Como dito, existe o roteiro "La Cittá", onde você tem acesso a vários pontos turísticos no centro urbano, e tem uma noção da história da colonização italiana nos vales da Serra Gaúcha. Seria isso que faríamos. 
      Antes de tudo, tomei conhecimento sobre um autêntico château brasileiro, o Castelo Lacave, uma fortaleza erguida em 1968 como um sonho de um uruguaio, teve sua propriedade passada entre famílias, e na atualidade funciona como vinícola, restaurante gourmet, ponto turístico e local para a realização de eventos. O tour guiado custa R$ 16,00 (AGO/19), e é falado sobre a história do lugar (nada que você não ache na internet, rs), incluindo uma degustação dos vinhos locais. Além do mais, ele foi todo decorado com uma temática medieval, o que torna a visita ainda mais imersiva.

      O modo de construção dos castelos com a união de blocos gigantes é uma coisa charmosa que inspira poder

      O legal da visita são algumas réplicas de esculturas conhecidas, como a "bocca della verittà", que arranca a mão de quem mente, entre algumas outras. Sem dúvidas o custo-benefício da visita é bem justo a meu ver.

      "Eu sou um tremendo partidão e isso é verdade!"
      Após essa visita, partimos para o centrão. No roteiro "La Città" conhecemos: o Monumento ao Imigrante, algumas catedrais, como a de São Pelegrino (a mais bonita da cidade, com uma arte sacra interna de emocionar), e a Paróquia Santa Teresa D'ávila, na praça Dante Alighieri, o Museu Municipal, onde você aprende sobre a colonização italiana, embora no monumento você também tem uma aula de história, o Museu Memorial dos ex-combatentes da FEB (Força Expedicionária Brasileira), onde você aprende um pouco sobre a participação do Brasil na segunda guerra (é, a cobra fumou), o Museu casa de pedra, que reproduz uma típica residência italiana do século passado, e o Pavilhão da festa da uva, onde estava rolando um rodeio de acesso 0800 no final do dia. Roteiro que pode ser feito em um dia inteiro. 

      Praça Dante Alighieri com a paróquia Santa Teresa

      Exposição da imigração italiana no museu municipal

      Catedral de São Pelegrino
      Sobre Caxias: cidade tranquila, mesmo sendo grande (a segunda mais populosa do estado e a maior da serra gaúcha), com muitas alternativas turísticas, e quase todas gratuitas! Para quem procura algo mais culto e histórico, e não quer gastar muito além do transporte e alimentação, acredito que a cidade seja um prato cheio. Mas para curtir tudo o que ela tem a oferecer, super recomendo um carro, próprio ou alugado. 
      Dias 16-20: A jóia da Serra Gaúcha, Gramado
      Os dias finais do mochilinho pelo estado seriam na grande atração capitalista do estado, Gramado  Tivemos a bendita sorte de arrumar um blablacar de Caxias para Gramado na manhã de sexta. Para isso é necessário descer a serra e subir novamente, com direito a enjôo para quem não for acostumado(a). Chegamos numa tarde ensolarada, e com aquela expectativa de dar de cara com uma geada matinal morrendo. Muita gente vai pra serra pra ver aquele clima europeu de frio, neblina e geada, e acontece uma coisa dessas . Mas a previsão do tempo mais uma vez estava alertando sobre outra frente fria, então seria bem possível que minhas preces fossem atendidas.

      Legendas são dispensáveis
      Ficamos em parte no Eleganz hostel & suites, como uma reserva de última hora (pois era para chegarmos em gramado somente no sábado), e super indico esse hostel. Atendimento de excelência, um ambiente SUPER chique, padrão hotel mesmo, com café da manhã TOP dos TOP, e camas confortáveis. A diária foi de na faixa de 80 reais para um casal, que está até bom para os padrões gramadenses. Faço questão de fazer essa recomendação.
      A tarde foi dedicada para conhecer um pouco da elegante cidade, com a educação dos motoristas, a ausência de semáforos, e a sensação de segurança nas ruas. Chega a ser difícil de acreditar ver tanta gente andando com os celulares na mão, bem arrumada, indo para cá e lá, sem preocupações. Visitamos o Museu de Chocolate da Lugano, que custou R$ 35,00 (AGO/19), com direito a desconto para estudante, deixo destacado isso porque 90% das atrações de gramado possuem desconto para estudantes, crianças pequenas, idosos, e não lembro mais quem, então você economiza HORRORES se você tiver aquela sua carteirinha estudantil de meia entrada, ou similar, atualizada, claro. Já anota a dica. Depois ficamos rodando pelo centro, que é super de boa para passear.

      Le rua torta, que passa 24 horas do dia com gente tirando foto, mas o que tem de mais, é só uma rua torta 

      Le paróquia São Pedro. Cartão-postal da cidade. 
      Terminamos o dia no lago Joaquina Rita Bier, com aquele pôr do sol digno de filme romântico. Agradecemos pelas coisas boas da viagem.

      Gramado e seu clima para romances
      O segundo dia foi dedicado ao Mini-Mundo, que a meu ver é uma atração obrigatória da cidade. Parece frescura, mas o lugar é mágico! Uma cidade-miniatura, que inclusive possui réplicas de prédios históricos do Brasil e do mundo. Não só o mundo minimizado é bonito e bem feito, como o tratamento recebido é digno de aplausos! Uma dica: pegue uma visita guiada com o Sr. Nelson, um verdadeiro P R O F I S S I O N A L que ama o que faz, nos ensinando alguns truques para tirar boas fotos, e divertindo o tour com suas piadas de gaúcho  O valor em AGO/19 era de R$ 42,00, também com direito a desconto.

      os gigantes na estrada em obras

      A riqueza dos detalhes gera fotos maravilindas
      O passeio no mini-mundo é uma atividade que toma uma manhã e um pedaço da tarde se a pessoa quer conhecer cada centímetro do parque, e melhor: o espaço está em constante expansão, ganhando novos personagens e estruturas. Será que um dia teremos um mini teatro amazonas?
      O final da tarde foi basicamente dedicado à compra de lembrancinhas, e a noite foi dedicada a um delicioso Fondue. O fondue, assim como o café colonial, a cuca, e o trudel, são especialidades de gramado que merecem ser experimentadas. Você gasta muito com isso? A resposta é: depende de onde você procura. Para você ter uma noção, a sequência do fondue varia entre os restaurantes, de 35,00 a 150,00. O café colonial, idem. Então uma pesquisa antecipada se faz necessária. Nosso café da manhã estava incluso nas nossas hospedagens, e como ficamos em locais com cozinha compartilhada, boa parte das refeições foram compradas no supermercado e feitas na panela, poupando também um senhor dinheiro. E sem arrependimento.
      Para minha alegria, na madrugada de domingo caiu uma senhora chuva, e com isso veio a cerração, que envolveu a cidade numa neblina maravilhosa para passear nas ruas da cidade e tirar boas fotos. Enfim, era pra isso que fui à Serra.
       


      Aquele clima padrão europeu, adoro!
      A namorada queria passar o dia dormindo nesse frio, enquanto isso eu tratei de conhecer Canela pela parte da manhã, embora a neblina tenha me impedido de ver muita coisa. A Icônica Catedral de Pedra infelizmente (ou felizmente, pois é uma visão igualmente espetacular) estava coberta pela neblina, então ficou difícil de observar seus detalhes.

      Que visão é essa cara!
      Pela parte da tarde, convenci a namorada a sair, e, entre tantas opções de museus, com suas modernidades e atrações, resolvemos conhecer um espaço mais alternativo. Então, conhecemos o segundo castelo da viagem, o Museu Medieval Castelo Saint George. Conhecer a história dessa edificação, e como o Senhor Gilberto Guzenski está dando o sangue para levantar bloco por bloco, e elaborando um trabalho SENSACIONAL na área da Heráldica, além da coleção de armas, entre elas algumas famosas, de fato inspira os corações dos fortes. Além da coleção de armas (algumas forjadas pelo próprio dono), e os souvenirs com temática medieval, você pode consultar as raízes de sua família com base no seu sobrenome. Quer descobrir se tem sangue azul ou de plebeu? Visite o Saint George. A entrada custa R$ 25,00 (AGO/19), com desconto apenas para anciões.

      Uma estrutura linda e imponente, e ainda em construção

       

      Stanlley dos Marinheiros dos Santos, primeiro de seu nome, O Viajante.
      Os último dois dias em Gramado foram dedicados para as atrações mais naturais, como o Lago Negro e o Parque do Caracol. O Lago negro fica perto do centro, embora necessite de um uber básico para chegar lá. Reza a lenda que ele tem esse nome porque em seu entorno foram plantadas árvores nativas da floresta negra. Possui um pedalinho, que achei caro, então não brinquei.

      O Lago negro nos dias ensolarados

      E o Lago Negro em dias de Neblina. Uma visão igualmente bela para quem está de passagem
       
      O parque do Caracol Se encontra afastado da cidade de Canela, Subindo a Serra mais um pouquinho. Existe uma linha de ônibus que vai para lá, mas é bem difícil de passar, tornando necessário o uso de carro próprio ou uber. Existe sinal de internet, então é possível voltar de aplicativo. O ingresso custou R$ 20,00 (com direito a meia entrada), e possui várias trilhas, com alguns espaços para o social. O ponto alto do passeio é a cascata do caracol. 



       
      E com isso concluía minha estadia no grandioso estado gaúcho, tchê!
       
      Agora as infos básicas:
      Gastos: Levei 1.700,00 + um cash guardado, como falei, e acabei usando o valor inteiro, mais um pouquinho da reserva. No final das contas, uns 2.000 reais muito bem gastos. Perdi um pouco por causa de ônibus, utensílios inúteis para camping, e compras pessoais, então diria que é um valor médio bom para duas semanas no estado. Me hospedei em hostels em todos os dias, pude comer durante o dia inteiro, e fiz minha própria refeição em alguns dias. É possível gastar menos? É possível, mas vai do perfil de cada um.
      Transporte: o estado é bem abastecido de estradas, e possui um sistema de ônibus que serve até bem (apesar de ter odiado o atendimento da rodoviária de POA). Alguns destinos são mais acessíveis que outros, mas como falei ao longo do relato, o Blablacar é uma opção muito barata e usada no estado, super recomendo. O uber nas cidades (mesmo em Gramado) é barato, se você estiver com pelo menos uma pessoa para rachar as despesas, se torna uma opção bem em conta. Em POA, tem ônibus, aluguel de patinete e bicicletas como meios de deslocamento.
      Hospedagem: 90% das minhas hospedagens foram reservadas pelo Booking.com, e os preços estavam agradáveis. No centro de POA era possível encontrar diárias de 30 reais ou 50 (por dupla). Mesmo em gramado pude encontrar ótimas opções, mas claro, é necessário reservar com antecedência em caso de viagem em alta temporada, por motivos óbvios.
      Custo das atrações: muitas atrações da capital são ao ar livre, e mesmo nos museus, não havia cobrança de ingresso, com exceção da PUC, e mesmo assim, tem o desconto para estudante. Em Caxias todas as atrações do roteiro "La Città" foram 0800, e a visita ao Castelo Lacave tem um valor justo. Os locais mais caros ficam em Gramado mesmo, e vai muito do que a pessoa procura. 
      Afinal, Gramado é uma cidade cara? - Sim, e não. antes que queira botar na cabeça que quer ostentar na cidade bonita, tenha em mente que é necessário pesquisa e autocontrole. Fazer a própria comida, de vez em quando, ou poupar o Uber quando pode se deslocar a pé pelo centro da cidade, são medidas que ajudam bastante no bolso. E como já disse, tenha sua carteirinha estudantil ou comprovante em mãos, ajuda bastante.
      Lugares para conhecer: cara, eu poderia fazer um relato inteiro só falando dos lugares que não visitei  Cambará, Novo Hamburgo, Farroupilha, Bento Gonçalves, Três Coroas (que descobri só no final da viagem que possui uma estrutura bacana para o rafting), Guaporé-Muçum, Pelotas, Rio Grande, todas estas cidades, e fora outras, possuem sua importância no estado, possuindo atrações, naturais, históricas, etc. Eu não canso de dizer que é um Estado Rico em termos de coisas para fazer.
      Melhor Época: depende do lugar que você quer conhecer. Por exemplo, Torres (praias) é melhor na época mais quente, que compreende o início do ano, enquanto que a Serra Gaúcha é bem visitada no inverno (meio do ano), e Gramado possui alguns períodos especiais (Natal, Páscoa, Festival de Cinema e Inverno). Pesquisar é bom, e se atentar ao clima, no caso de atrações e atividades ao ar livre (como foi no meu caso), faz uma diferença entre fazer uma atividade ou ficar no hotel chateado.
      Moro num estado quente e quero pegar frio, devo levar roupa pro frio no inverno? Cara, Porto Alegre tem tanto comércio de roupas para o frio, luvas, cachecol, gorros e jaquetas a preços populares, penso que nem vale a pena comprar uma roupa cara na sua cidade. Em POA também existe uma loja da Decathlon, onde vc pode comprar uma vestimenta de qualidade.
       
      Então é isso, gurizada! Conheçam essa baita região! 
       
    • Por Vander Amaral - Roaming
      Certeza que você que ama viajar vai gostar desse programa!
      Essa semana dia 5 de agosto estreou o novo programa de viagens Roaming no canal de televisão Woohoo com apoio do Mochileiros.com! 
      O programa é a continuação do The Routineproof Project, onde dois amigos brasileiros decidem viajar o Canadá de ponta a ponta e a ideia é de viajar o mundo com o Programa!

       
      O programa de TV Roaming nasceu de um road trip entre os amigos Vander Amaral e Ray Andrade no Canadá há alguns anos atrás, ambos com conhecimento em produção de documentários e experiência na televisão Canadense e Brasileira. Aventureiros, eles queriam mostrar mais do que apenas paisagens exuberantes, eles decidiram então botar o pé na estrada para capturar em vídeo o espírito de cada lugar por onde passarem, a cultura, o esporte, as pessoas e a vida selvagem.
       


      O programa conta com dicas de viagens pelo Canadá e EUA. As viagens contam com uma pitada de esportes radicais como Hiking, trekking, Escalada, Via-ferrata, Snowboard, Surf, Skate e muito mais!

      O que já tem no primeiro Episódio?

      O primeiro episódio do programa já começa com uma viagem de surf de trem pelo Canadá! Onde os meninos saem de Montreal para Halifax numa viagem de trem de 20 horas, durante a viagem eles mostram os quartos, o restaurante do trem e o vagão panorâmico, que da vista para a paisagem! O primeiro episódio está disponível também no Canal do Youtube do programa Roaming: Clicando aqui!

      Não tenho como assistir na TV tem canal Youtube?
      Pra quem quiser assistir o programa no Youtube segue o canal Clicando aqui,
      No canal youtube você encontra também uma playlist com todos os episódios da primeira temporada do programa The Routineproof Project. Para os inscritos no canal vamos fazer um vlog das viagens para contar cada detalhe que não conseguimos colocar na TV.

       
      Quais canais na TV e horários?
      Pra quem quiser assistir na TV segue os horários no Canal Woohoo para o próximo mês:

      Segunda-feira: 05h15 10h30 15h15 21h30 23h15
      Terça-feira: 9h15
      Quarta-feira: 19h00
      Quinta-feira: 20h30 
      Sexta-feira: 09h30  14h15  21h45 
      Sábado: 07h15 

      O Canal Woohoo está disponível nas principais TVs a cabo do Brasil. 
      NET, SKY, Oi TV, VIVO, Claro HDTV e GVT.

      O horário do programa na TV pode mudar no futuro de acordo com a grade do Canal!
      Curtiu o programa na TV ou no Youtube, ou tem alguma idéia de viagem para o programa , deixe seu comentário!
       






      Fotos: The Routineproof Project


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