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Resolvi compartilhar esse relato do nosso pequeno passeio porque muitas pessoas não conhecem a pequena Cachoeira do Monjolinho, localizada logo à entrada da cidade.

As cachoeiras mais famosas são a Dos Amores, Toldi, Tobogã e Poção.

DOMINGO, 27/01/2019, 9:00AM

Fomos de bicicleta. A trilha começa na entrada da cidade, saindo da rodovia e pegando uma estrada de terra, com uma porteira.

A estradinha passa por um terreno particular, então não recomendo entrar de carro

Em 10 minutos já avistamos a Pedra do Monjolinho e chegamos à cachoeirinha.

Há três "piscinas" e há uma trilha subindo a cachoeira, por dentro da água, que não fizemos mas ficará para a próxima!

No mapa abaixo, a localização aproximada:

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    • Por renanlouzada
      Boa tarde, mochileiros. Decidi tentar compartilhar com os senhores um pouco da minha experiência nesse segundo "mochilão". 
      Tinha 15 dias de férias para tirar e estava muito em dúvida sobre qual roteiro traçar. Estava quase decidido a ir para a Costa Rica e Panamá, quando no dia da compra, decidi por ir para a Patagônia. Já tinha ido à Argentina, mas não ao sul. Conhecia apenas Buenos Aires. Pois bem, iniciou-se, então, em novembro/2017, o planejamento para essa viagem de fevereiro/2018.
      Fui com, à época, minha namorada, então algumas coisas saíram mais caras do que era esperado - optamos por quartos individuais e com banheiros privativos em todos os casos. Tive dificuldade em colher algumas informações, mas vou tentar repassar tudo da melhor forma aqui pra quem, por ocasião, quiser fazer um roteiro similar e tiver as mesmas dúvidas.
      Nossa viagem começou dia 10/02, saindo de Vitória/ES para São Paulo.
      PS.: MUITAS FOTOS. 

      Nosso roteiro foi: 
      - Vitória x São Paulo (aéreo)
      - São Paulo x Buenos Aires x El Calafate (aéreo)
      - El Calafate x Puerto Natales (ônibus)
      - Puerto Natales x Punta Arenas (ônibus)
      - Punta Arenas x Ushuaia (ônibus)
      - Ushuaia x Buenos Aires x São Paulo (aéreo)
      - São Paulo x Vitória. (aéreo)
      Custos de passagem: R$ 3100,00 para duas pessoas, aproximadamente. Saindo de Vitória, tomei uma decisão que não havia seguido nas viagens anteriores: preocupado com a minha namorada, fiz seguro de viagem para nós dois. R$ 125,00 cada.
      Detalharei a seguir.
      Chegamos em São Paulo, após voar pela AVIANCA, por volta das 21h. Pelo Booking, localizei um motel/hotel relativamente perto do aeroporto. Só não sabia que, apesar de perto, era mal localizado. O nome do estabelecimento era: VISON MOTEL. Para a proposta, pernoitar apenas uma vez até que não tive problema. Lugar relativamente tranquilo PRA DORMIR. Se não me engano, custou R$ 50,00 a pernoite para nós 02. Chegamos tranquilamente com Uber no local. Apesar de "próximo", estávamos cerca de 20 minutos do aeroporto. 


      Acima, umas fotos do quarto em si.
      11/02
      A luta, porém, foi para, na manhã do dia seguinte, conseguir ir para o aeroporto. Tentei por 05x chamar um Uber e todos cancelavam a corrida. O tempo passando e eu, como não conhecia nada ali, ja estava ficando desesperado com medo de perder o voo. Quando, na sexta tentativa, assim que o motorista aceitou eu liguei e expliquei que queria ir para o Aeroporto pegar um voo internacional. Assim, com 5 minutos ele chegou. E então me explicou a razão de ninguém aceitar a corrida: o local era periferia e, geralmente, dali as pessoas iam para o interior de favelas. Perigo de não conhecer a cidade onde vai se hospedar.. mas enfim. Tudo certo, embarcamos em voo pela LATAM para Buenos Aires, chegando por la aproximadamente as 10h. Descemos no Aeroparque. 
      Como eu já havia comprado o chip de internet EasySim4u, procuramos uma loja da Personal para comprar um chip para minha namorada, apenas para se comunicar via whatsapp, já que fotos e videos seriam enviados tudo pelo meu chip. Encontramos um por cerca de R$ 60,00. Funcionou por toda a viagem. Ps.: todos os valores serão informados ao final, com uma planilha detalhada que fiz.
      Por fim, após algumas poucas horas de espera, embarcamos em outra aeronave da LATAM para, agora, com destino a El Calafate, nosso primeiro ponto de parada. 
      Chegamos nessa bela cidadezinha por volta das 16h local e dividimos um transfer com dois chineses (nunca vi tantos!!!!) até o centro da cidade, ficando mais precisamente no hotel TERRAZA COIRONES. Uma bela vista. Mas falo dele a seguir.
      Nao perdemos tempo: deixamos as coisas no quarto e partimos para o centro da cidade, onde conseguimos um transporte (gratuito. A cidade oferece!! Não paguem por isso!) até o Glaciarium.  Apesar de já um pouco tarde, conseguimos chegar a tempo. Não me interessou muito o museu, então fui apenas para o Bar de Gelo. Algo extraordinário e inimaginável, até então - como muitas outras coisas vistas. 



      Todo o bar é feito de gelo, como puderam ver nas fotos. Temperatura varia entre -5 a -7ºc e, para permanecer pelos 30 minutos que permitem, é necessária a utilização dessa roupa estranha que parece de astronauta.  É possível desfrutar de alguns drinks feitos na hora, já inclusos no valor da entrada do bar.
      Finalizada a experiência, esperei por alguns minutos o transfer chegar para retornarmos à cidade. O Glaciarium fica uns 20 minutos do centrinho. E a vista, pelo lado de fora, já estava me empolgando. Muito bonito o visual.



      Finalizada a ida ao Glaciarium, voltamos ao centro e conseguimos dar uma caminhada pela cidade, visitando alguns rápidos pontos. Demos uma volta (sem comprar nada) no “Paseo de Artesanos” e “La Aldea de los Gnomos”. Há algumas coisas legais, até vale a pena comprar. Mas como tinha acabado de chegar, não estava disposto a comprar nada até então.


      Por fim, fui para uma cervejaria artesanal que pesquisei antes, a fim de comer e, claro, tomar um gelo. O nome do local é LA ZORRA TAPROOM. Recomendo. O preço não é dos mais baratos, mas não espanta. Um lanche foi suficiente para cada um, além de uns dois chopps. Na foto, inclusive, o relógio já marcava 21h40. E o sol tava ali, firme e forte

       
      Dia 12/02
      No segundo dia, acordamos cedo e tomamos café no próprio hotel, partindo em seguida junto ao transfer para o passeio no Perito Moreno. Antes de andar na geleira, contudo, foi feita a visita ao Parque Nacional Los Glaciares, onde, a partir das passarelas existentes, se vê e observa a geleira, que em alguns momentos se rompe e te permite ter uma das vistas mais belas possíveis. O barulho, quando acontece, parece um trovão. Difícil explicar. Hehe.




      Dali, partimos para um porto onde entramos numa embarcação rumo à base do Perito Moreno, onde começaríamos a caminhada pelas geleiras. Aqui vai uma observação: existem dois tipos de passeios que se podem fazer: o Mini Trekking, que tem duração aproximada de 1h30min, e o Big Ice, que dura pouco mais e “entra” nas cavernas de gelo. Porém, isso também depende do dia, pois a geleira se modifica sempre e, às vezes, pagarão mais pra fazer o Big Ice e não terá tanta coisa diferente. Eu fiz o Mini Trekking e, pessoalmente, saí bem satisfeito. As empresas de turismo, pelo que me constou, revendem o pacote da empresa “Hielo y Aventura”. Eu comprei direto dela, o preço é tabelado então é tudo a mesma coisa.






      Por fim, após o passeio de dia todo (necessário um dia somente pra isso), retornamos à cidade. Fomos ao hotel, tomamos um banho e, depois, fomos jantar. Ainda tinha sol: escurecia em quase todos os pontos da patagônia próximo das 22h. 
      Lembra que falei lá no começo do seguro de viagem pra minha namorada? Então.. saindo do hotel, consegui a proeza de torcer o pé na escada. O pior não foi nem a torção, foi o barulho como se tivesse quebrando algo. Com sangue quente, fui mesmo assim pra rua e fomos jantar num restaurante chamado El Ovejero. Comi, bebi, andei mais e, por volta das 22h30m, retornamos pro hotel. Aí, sim: DOR. Tomei banho, deitei na cama e começou uma dor intensa no pé. Inchou demais, quase dobrou de tamanho.
      Tentei aguentar por uma hora a base de uns remédios que levamos e gelo, mas estava impossível. Fomos até o hospital local e, graças ao seguro de viagem (!!), fomos atendidos e liberados (cerca de 1h20m entre atendimento, medicação e liberação). Compensou um pouco, pois a consulta e os medicamentos ficariam em cerca de R$ 180 reais. Economizei R$ 55,00, no caso.. enfim. Fui pro hotel já com a dor tranquilizada e o inchaço diminuindo. O desespero seria pelo que viria mais à frente.
    • Por Leandro Z
      Resolvi escrever este relato pois não vi muitos parecidos. A minha viagem foi sozinho, sem alugar carro (mas alugando bicicleta e pegando caronas) e sem fechar nada com agências antes de ir, em abril de 2019. Essa parte é importante: não precisa fechar nada com agência antes.
      Pois bem, antes de ir, pedi orçamentos para várias agências que achara na internet e o que eles me mandaram me espantou, era tudo extremamente caro!  Coisas como: Circuito das Cachoeiras por R$220 + R$180 do transporte; R$320 o trecho Cuiabá-Chapada (sendo que o ônibus urbano custa R$18), queriam cobrar até por passeio no parque que é de graça! Não tive coragem de reservar nada antes, até viajei desanimado para resolver tudo na cidade. Felizmente, tudo deu certo e saiu bem mais barato do que se tivesse fechado com agência.
      Chegando ao aeroporto, que fica em Várzea Grande,  peguei Uber até a rodoviária de Cuiabá, R$25. Na rodo, peguei um bus urbano da CMT (tem da Rubi tbm) por R$18 até a Chapada dos Guimarães (este é o nome do município, não é só do parque ou da região). Os ônibus saem a cada 1:30h. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães fica antes da cidade com mesmo nome e desci lá, onde conheci três cachoeiras sem precisar de guia e sem pagar: Véu da Noiva (só mirante), dos Namorados e Cachoeirinha. A água estava barrenta, mas o poço era bom para banho e as quedas eram altas. Anda-se bem pouco para cada uma delas. Minha intenção era ir para cachoeira da Salgadeira, dali são 6km, mas achei arriscado andar pela estrada sem acostamento. Fiquei esperando o ônibus, pedi algumas caronas e quem acabou parando foi uma família que parou sem eu pedir, eles também estavam saindo do parque e haviam me visto lá. Pelo que percebi, pedir carona é comum lá, pois o parque fica a 12km da cidade. Fui pro hostel, onde me indicaram a guia Camila (65-996110587), entrei em contato com ela e com outras dos sites:
      http://www.chapadamt.com.br/guiasdeturismo.asp
      http://www.ecobooking.com.br/Relacao_guias_autorizados.php?XXtrE=v3vbnqw03mgj17ydlzef
      Isso foi bom, os preços direto com os guias eram MUITO mais baratos, inclusive se precisasse de transporte. Fiquei no Hostel Chapada, R$50 por noite, bem localizado, perto da praça.
      No dia seguinte, resolvi alugar uma bike na Bike e Cia, por R$30 o dia, para ir a cachoeira do Marimbondo e da Geladeira, que ficam próximas uma da outra e cerca de 15km, ida e volta, do centro. Pra ir foi tranquilo. Na cachoeira do Marimbondo, paga-se R$10 para entrar e anda bem pouco, uns 300 metros. Cachoeira larga, com um poço raso, mas gostosa. Fiquei 1h e fui pra da Geladeira, 1km dali, paga-se mais R$10 e anda uns 600m. É a cachoeira mais bonita que fui na chapada: água verde, queda gostosa, poço bom para banho. Fiquei um tempo. Pensei em ir até a Cachoeira Rica, mas descobri que, apesar do nome, não tem cachoeira! É só um vilarejo! Ainda bem que não fui, são uns 30km de lá. A volta foi um pouco cansativa mesmo nos pontos que não pareciam subida íngreme. Depois, ainda fui ao mirante Morro dos Ventos, tem uma bonita vista de campos e até uma cachoeira na lateral, entrada R$5. Rodei cerca de 20km de bike no total. Comi massa no Pomodori, muito boa (um pouco caro)!

      No 3º dia, peguei carona com um cara do hostel que havia alugado carro, aí baixou quinze reais no preço do passeio Circuito das Cachoeiras, no final, paguei R$85. Tinha agência cobrando R$220 pelo passeio mais R$180 pelo transporte! Transporte que era de apenas 12km! Este passeio, Circuito das Cachoeiras, ocorre no Parque Nacional (cuja entrada não é paga), mas só pode ser feita com guia. Consiste em 8km passando por várias cachoeiras (eles falam 7, mas acho que não...). A melhor é a última: das Andorinhas, super alta e bom poço pra banho. Vale a pena! Depois, ainda deu tempo de ir até a Salgadeira (R$15 por carro) de carona, esse lugar passou por uma demorada reforma e manipularam até a cachoeira concretando a parede dela. Comi pizza na Marguerita, muito boa, mas um pouco cara.
      Dia 4: no dia do Circuito das Cachoeiras, conheci um cara gente boa que também tinha alugado carro em Cuiabá. Aproveitei e fui junto com ele para a cachoeira da Martinha (R$10 o estacionamento). Neste caso, se não tivesse ido de carona, teria ido de ônibus urbano (o mesmo que sai de Cuiabá em direção a Campo Verde). Disseram que essa cachoeira é tipo um "piscinão de Ramos", farofada e tal, no dia que eu fui, sábado de manhã, estava bem vazio, mas parece quem muita gente faz churrasco lá, até porque é de graça. Cachoeira muito boa, grande, larga e super forte! Correnteza boa para boia-cross e para nadar. De lá, fomos para a cachoeira Jamacá (R$20 por pessoa), que no Glooglemaps aparece como Quilombo do Alemão. Esse alemão é o Mário, um naturalista que lutou pela demarcação do parque. A cachoeira é alta e forte com poço muito raso para nadar. Lugar bacana. Almoçamos, por volta das 14h, no restaurante Maná, comida bem simples, parece que o local nem abriu oficialmente. Esse dia terminou cedo. Jantei sozinho no Cavii, comi um ótimo hambúrguer com coalhada seca e pesto, entre outros.

      Domingo, último dia, fui até a bicicletaria e estava fechada. Resolvi ir a pé até a cachoeira gratuita do Nonhô (acho que é isso, se não, é Nhonhô), 5km, localizada próxima ao supermercado Pelé e a pastelaria Lhufas, entre a placa azul de "Bem-vindo" e um outdoor, a cerca está caída e tem uma trilha. Fui perguntando, perguntando e cheguei a trilha, desci até a cachoeira. É pequena e não muito alta, mas gostosa para se refrescar. Fiquei pouco tempo, pois queria ir até a cachoeira da Tartaruga. Na estrada, pedi carona e o segundo carro que passou parou prontamente. Ele passou pela bicicletaria, estava aberta (no domingo, ele abre quando liga pra ele), então resolvi descer. Mais R$30 pelo aluguel, andei 3,5km até a porteira do sítio (tem no Googlemaps), tive que passar a bike por cima e andar mais uns 3km. Obs: muitos guias me falaram que tem cachoeira em propriedade particular, mas pode pular a porteira, a cerca e ir tranquilamente, esta era uma delas. A cachoeira da Tartaruga fica quase no final da estrada de terra, quando começa o gramado, à direita. A cachoeira é alta, com pouco volume de água, poço bom para banho. Ainda deu tempo de comer no Trapiche Regionalíssimo, por kg, cerca de R$54, comida muito gostosa.  Peguei bus para Cuiabá. De lá, peguei Uber para o aeroporto.
      A região tem muitas cachoeiras e muitas nem podem ser visitadas. Acredito também que algumas sejam pequenas e simples. Algumas que não precisam de guia e fiquei sem conhecer: do Segredo, da Bailarina, do Índio, Águas do Cerrados (trekking). Outros passeios que precisam de guia (mas não feche com agências antes, fale direto com os guias): São Jerônimo, Vale do Rio Claro, Cidade de Pedras,  Águas do Cerrado, caverna Aroe-Jari. Se quiser ir para Nobres (bate e volta), aí tem que fechar com alguma agência, parece que custa R$250, ou se informar com guias.
    • Por Bruno Yuji Shiroma
      Boa noite,
      Estou pensando na possibilidade de viajar para a Europa em 2020 por 30 dias.
      A principio, em algum mês: Julho ou Agosto ou Setembro.
      Estava pensando em um roteiro do tipo: Espanha, França, Alemanha, Itália, Inglaterra.
      Alguem mais ?! rsrs
    • Por Rafaelramoss
      Boa tarde.
      Tenho interesse em realizar a travessia da Serra Fina no feriado prolongado de 6 a 9 de julho. 
      Por enquanto sou eu e minha esposa. Talvez mais 2 colegas.
      Encontrei algumas agências que já possuem pacotes, mas o valor está um pouco acima do planejado (acima de 1k), portanto caso alguém esteja formando um grupo, queira formar um grupo ou que conheça um guia experiente, mande um oi o/
      *** Edit: conseguimos formar um grupo com guia especializado no local e possui 1 vaga. Valor bem mais em conta que por agência. Interessados me mandem msg.
      Abraços.
    • Por alinebarreto
      ***RESUMO DOS GASTOS***
      Moeda:
      Pagamos R$1 = 0,32 rands (trocamos R$4000)
      Cotei no site melhorcambio, fiz oferta e a casa de câmbio que aceitou fez tudo por whatsapp e entregou o dinheiro na minha casa. 
      Custos (pagos antes da viagem):
      Passagens: R$4254 pela Taag Angola (não gostamos do atendimento, das aeronaves e do aeroporto em Luanda)
      Aluguel do carro + seguro: R$832 (+R$53 de IOF) pelo site Rentalcars com a locadora First.
      AirBNB e hostel: R$2094 (+R$14 de IOF)
      TOTAL: R$7247
      Combustível (como "regra" tentamos abastecer sempre que chegava a meio-tanque):
      Bredasdorp: R310
      Plettenberg Bay: R358
      Addo: R417
      Oudtshoorn: R417
      Stellenbosh: R357
      Aeroporto: R315
      TOTAL: R2174 (aproximadamente R$600) por 2800km rodados com o carro.
      Pedágios:
      Chapmans Peak Drive: R47
      Tsitsikamma toll plaza: R53
      Tunnel toll plaza: R39,50
      TOTAL: R139,50 (aproxidamente R$44)
      Clima: nos primeiros dias fez 16ºC durante o dia. Como no outono em São Paulo, de manhã e à noite esfria, tendo feito uns 11/12ºC, chegando a 30ºC durante o dia. Se você também for em março, prepara-se para grandes variações de temperatura.
      Dia 11 - Chegada
      Saímos de SP no dia 10/03, depois de 8h+- de vôo fizemos escala em Angola (não recomendo - aeroporto pior que rodoviária, sem wifi que funcione, sem nenhuma rede de fast-food "conhecido", não aceita cartão de crédito em lugar nenhum, só dólar ou euro se você quiser comer algo e embarque extremamente bagunçado [a nível de conhecimento, não deixaram o pessoal que ia entrar na sala de embarque destino SP porque ainda estava cedo, mesmo sendo o horário que constava no nosso cartão de embarque, mas chamaram todos que iam para Joannesburgo e vejam só... entramos no avião e a galera pra Joannesburgo ainda estava lá na sala de embarque esperando o avião que não tinha pousado!]). 
      Chegamos em Cape Town no dia 11/03 no início da tarde e no aeroporto mesmo compramos um cartão do Myciti de viagem única até nosso destino final por 100ZAR cada (que no final saiu mais caro que pegar um táxi e dividir por 2 o valor). Disseram que estavam sem sistema e por isso não conseguimos comprar o cartão recarregável, apenas quando desembarcamos na estação Civic Centre para conexão é compramos por 35ZAR cada cartão e carregados com 300ZAR cada um (um exagero, descobrimos depois que não usamos nem 80ZAR cada um).
      Aluguei um AirBNB no centro da cidade (11 a 18/03 por R$961 https://www.airbnb.com.br/rooms/5301821) e descemos na estação Adderley, bem pertinho. O custo-benefício foi incrível! Era muito perto de tudo, há uns 20min de caminhada de Waterfront, barato para pegar Uber e fácil para o transporte público. O único ponto negativo é que por ser centro, à noite fica bem deserto e nos recomendaram muito não andar por ali a pé, sempre pedir Uber para ida e volta por questões de segurança.
      Nesse dia, apenas andamos ali perto do apartamento e jantamos no KFC (que tem milhares de lojas espalhadas pela África do Sul, nunca vi tanto!) e não recomendo! Fomos no que conhecíamos achando que seria menos erro e acabamos nos arrependendo.
      Dia 12 - Walking tour
      Nossa prioridade era o hiking para a Table Mountain, mas como conseguia visualizá-la do apartamento e a previsão do tempo era de dia nublado, decidimos fazer o walking tour que funciona com gorjetas ao final de cada tour e tem saída de frente ao Motherland Coffe Company, que era bem perto do nosso apartamento. O primeiro tour que fizemos foi o Historic City Tour que sai às 11h e termina no Green Market Square, um lugar onde você pode comprar suas lembrancinhas e artesanatos, mas precisa pechinchar MUITO! Nas lojas ao arredor dessa praça e mesmo ao lado do Motherland Coffe Company você encontra os mesmos produtos e por preços mais em conta, então não caia na lábia dos vendedores e pesquise antes de comprar o que você quer. Bem ao lado da praça temos o Food Lovers Market, super recomendado no tripadvisor e que tem uma variedade muito boa de lanches e buffet self-service. Almoço para 2 + 1 Coca saiu por menos de ZAR100 e a comida é bem boa (tirando o arroz deles que parece ser cozido só em água, sem tempero algum). Esse foi nosso tour preferido e fica mais fácil enxergar o país com outros olhos quando você conhece um pouco de tudo o que aconteceu.

      Aproveitando a vibe da caminhada e a proximidade, resolvemos sair no tour das 14h com a mesma empresa para conhecer o bairro Boo Kaap. Gostamos menos desse tour apesar de toda a história, mas é um bairro bem famoso pelas casinhas coloridas e valeu o passeio. Continuando na empolgação, decidimos esticar até Waterfront e paramos no V&A food market, mercado com muitas opções e preço justo e depois fomos até o prédio African Trade Port que têm lojas de lembrancinhas e artesanatos, e acredite, pagamos mais barato aqui do que na feira de rua que tínhamos ido na hora do almoço. Perambular pelo Waterfront e ver o sol se pôr por ali é uma delícia! São muitos artistas de rua fazendo apresentações, muita gente de todo lugar do mundo e uma vista linda da Table Mountain.

      Dia 13 - Aquário, Waterfront e Robben Island
      Como a previsão era de tempo nublado novamente, caminhamos até Waterfront para comprar os tickets de Robben Island e só tinha ida para às 15h (chegamos era umas 9h na bilheteria) e pagamos 360ZAR cada um. Aproveitando o tempo livre, fomos para o Aquário (175ZAR cada ticket), gastamos umas 2h30min lá e gostamos demais! 

      Almoçamos no shopping Waterfront mas não lembro o que comemos além do Cinnabon e se você não sabe o que é isso, você precisa conhecer!
      Partimos para Robben Island numa viagem que demora uns 30min. Lá fomos recebidos em ônibus que fazem pequenos tours na ilha enquanto um guia explica e ao final desse mini tour somos deixados com o guia que nos mostra a prisão por dentro. A maioria dos guias são ex-detentos de Robben Island, como foi conosco. Entretanto, nos foi dito que estão treinando novas pessoas, já que os guias são pessoas de mais idade, para no futuro ter quem continue passando a história adiante.
      E que história! Além da visão linda de Cape Town que se tem até chegar na ilha, a história é tão viva, tão recente e tão triste que eu não tenho nem como descrever. Em determinados momentos do relato do nosso guia eu só tive vontade de chorar pensando que o Apartheid terminou depois que eu já tinha nascido e que os negros, principalmente, ainda sofrem as consequências de tudo isso. Vale cada dinheiro que pagamos para ir conhecer!

      Dia 14 - Kirstenboch Botanical Garden e Table Mountain
      Finalmente o dia de subir a montanha! Decidi fazer a trilha que inicia no Jardim Botânico porque 1-a ida seria diferente da volta e 2-gosto de jardins botânicos! rs
      Pedimos um Uber até lá (R$30) porque o Myciti não tem ônibus até lá. No site ele mostra outras formas de chegar, mas preferi evitar a fadiga.
      A entrada para o Jardim custou ZAR70 cada e como lá é grande demais, escolhemos ir na parte das Proteas, flores típicas e lindas da África do Sul e conhecer o Tree Canopy Walkway, as famosas passarelas acima do nível das árvores (linda visão, mas bem menor do que eu imaginava).

      De lá, iniciamos a trilha Skeleton Gorge rumo à Table Mountain. O único relato que eu li sobre essa trilha foi no blog http://www.adreamoverland.com/blog/table-mountain-via-trilha-skeleton-gorge-cape-town/ e confesso que achei bem pior do que ela relatou.
      P.S.: Nós fizemos de tênis todas as trilhas, mas me arrependi horrores de não ter levado bota e recomendo que você não faça como eu! Vá com botas de trekking que elas facilitam muito!
      Ponto positivo: a trilha é auto-guiada, fácil de localizar (pelo menos no início) e tem no Google Maps, então qualquer dúvida, é só abrir no celular e ver se você está no tracejado da trilha por lá (fizemos isso algumas vezes, principalmente quando estávamos chegando no topo, quando a trilha estava mais difícil de enxergar e a vegetação um pouco alta). Só não esqueça de fazer o download da área no Google Maps para conseguir usar offline caso não compre chip de internet.

      A trilha começa no meio da mata o que é ótimo para proteger do sol e não tão ótimo quando pensamos em animais! rs O início é basicamente percorrendo o lado de uma pequena cachoeira, mas o negócio vai ficando íngreme e mais íngreme e o solo vai molhando por causa dessa pequena cachoeira que às vezes cruza a trilha e em determinado momento você precisa de uma pequena escalaminhada nas pedras dessa cachoeira para prosseguir, além de alguns trechos terem umas escadas de madeira enormes para subida. Até o final da "Skeleton Gorge" nós levamos 1h30. Lá tem uma plaquinha sinalizando as outras trilhas e rumos que você pode ir (inclusive uma que passa por um lago) e seguimos a subida em direção ao Maclears Beacon. Até esse ponto, encontramos pouquíssimas pessoas (contei apenas 10 que nós ultrapassamos ou que passaram por nós) e o que parecia uma subida interminável, acabou com mais 1h+- de caminhada e 5,5km até esse ponto (segundo smartwatch da MiBand) e não se engane, são 5,5km de lindas vistas, porém foram possivelmente os piores da minha vida. 

      Chegamos no Maclears Beacon e paramos lá uns 30min para almoçar, tirar fotos e apreciar a vista. Mas... Ainda falta um tanto para chegar no bondinho ou no café que tem lá perto. Gastamos mais 1h (~2,6km) até o café, onde paramos para usar o banheiro e comprar bebidas porque a subida praticamente acabou com toda nossa água. Mais um tanto de fotos e vistas bonitas por lá e iniciamos a descida pela trilha Platteklip Gorge, a mais conhecida e também recomendada lá (algumas trilhas necessitam de equipamentos de escalada/segurança) e meu Deus, que bom que nós só descemos essa trilha, porque subir por ela deve ser ainda pior do que pelo jardim botânico! Várias pessoas que subiam nos pararam para perguntar se faltava muito para chegar ao topo e uma moça estava quase desistindo, até que meu marido disse que lá tinha um café e que ela poderia descansar tomando alguma bebida/comendo e ela se animou. Essa trilha é basicamente uma subida/descida íngreme, com terreno extremamente pedregoso (nunca senti tanta falta da minha bota de trekking) e por isso bem perigoso e fácil de escorregar, além de ter poucos lugares com sombra. Gastamos 1h30min só descendo (+-7km segundo MiBand) e resumindo: só suba por essa trilha se seu condicionamento físico estiver em dia e vá preparado com muita água e cedinho, já que são poucos lugares com sombra. 

      De lá, ainda caminhamos na estrada até chegar no Lower Cable Station, onde um shuttle gratuito do Myciti passa e te deixa na parada Kloof Neck onde você pode pegar as linhas de ônibus que vão até o centro de Cape Town. Paramos numa Debonairs Pizza (duas pizzas grandes por 129ZAR) próxima ao nosso apartamento, pegamos para viagem e levamos para comer por lá e descansar.
      Resumo 2 - se você tiver dinheiro sobrando, recomendo que suba e desça de bondinho. Você pode caminhar lá em cima e pegar alguma trilha menor por lá para apreciar diferentes visões da cidade.
      Dia 15 - Lion's Head e praias
      Tempo bom e mais um trekking! Pegamos a linha 107 do Myciti na Longmarket Street, descemos na parada Kloof Neck (a mesma que leva à Table Mountain) e seguimos para a Lion's Head. O início da trilha é bem no começo da estrada (também possível de ver no Google Maps) e boa parte da trilha não tem sombra. Ela foi relativamente fácil, gastamos 1h30min para subir e 1h para descer num percurso de ~7km ao todo. Entretanto, apesar de "fácil", achamos um tanto perigosa, porque em vários trechos você fica basicamente à beira de precipícios e não há corrimão ou qualquer corrente de segurança no caminho. Em um determinado momento, você pode escolher pelo caminho fácil (por pedras) ou subir com emoção um paredão com cordas e grampos presos para auxílio. Decidimos pelo caminho fácil (e recomendado segundo as plaquinhas), mas na volta perdemos esse caminho e tivemos que descer essa parte pelas cordas e grampos. Gostaríamos de ter ido na Wally's Cave, mas vi no Google que ela foi fechada permanentemente e que existia fiscalização e multa, então nem arriscamos. 

      A subida da trilha é um 360º pela montanha, então antes mesmo de chegar no topo já é possível ver todo o arredor. A vista das praias e dos 12 apóstolos foi a minha preferida. 
      No mesmo ponto de ônibus que descemos, pegamos a linha 107 e descemos em Camps Bay. Que praia gostosa! Andamos até o canto direito dela, onde você tem uma vista melhor dos 12 apóstolos e se tiver sorte, consegue uma sombra entre as pedras (o sol estava ardido demais!) A água dessa praia faz jus à fama que tem e eu não consegui nem andar na beira da água porque meus pés ficaram dormentes super rápido de tão gelada que é! Vimos poucos corajosos entrarem e o calor nesse dia beirava 30ºC. De lá, pegamos a linha 108 e descemos em Clifton 3trd, que nada mais é do que uma praia dividida por grandes pedras e por isso eles chamam de 1ª, 2ª, 3ª e 4ª. Água igualmente gelada e praias lindíssimas! Amamos! Voltamos com a linha 108 até Adderley, próxima ao nosso apartamento.

      Dia 16 - Walking around
      Esse dia era destinado à Devils Peak e Woodstock Caves, mas como tivemos que mudar a ordem do roteiro nos primeiros dias por conta do tempo nublado, todos os trekkings ficaram nos últimos dias e resolvemos pegar leve e deixar esse de lado (tinha lido relatos de que devils peak era o menos impressionante dos 3) já que as dores musculares se intensificaram depois da Lion's Head. De manhã, nós saímos andando pelo centro da cidade sem destino certo. Almoçamos no Eastern Food Bazaar, bem famoso pelo excelente custo-benefício e as porções ofertadas são gigantescas! Nós não demos conta dos pratos que pedimos e acabou sobrando muita comida. Como não tínhamos muito o que fazer, pegamos o ônibus e fomos até Waterfront, onde descemos e fomos ver o estádio que sediou alguns jogos da Copa do Mundo. Continuamos a caminhada até o Green Point Park, um parque muito bonito e agradável, com campo de golfe e uma linda visão para o estádio. Saímos em frente ao Greenpoint Lighthouse, um farol super fotogênico e voltamos para Waterfront beira-mar por See Point Promenade. Jantamos no V&A e ficamos por lá curtindo os artistas de rua e a visão da Table Mountain.

      Dia 17 - Cape of good hope, Boulder beach, Muizenberg beach
      Andamos cedinho até a First, locadora de carros onde já tinha reservado e pago um categoria mini. Não pediram habilitação internacional, apesar do meu marido ter tirado para essa viagem. Fizemos a inspeção do carro, explicaram algumas coisas e hora de dirigir! Meu marido ficou como motorista principal porque li muito a respeito da polícia da África do Sul e ele foi o único que tirou a PID, então preferimos não arriscar. Foi bem díficil dirigir em mão inglesa, uma tensão constante se estava no lado certo da pista, as conversões, a seta do lado contrário... mas depois de um tempo fica menos ruim! rs
      Para essa viagem, baixamos os mapas offline do Google Maps e usamos como GPS. Não tivemos problemas quanto à isso. 
      Nossa ideia era pegar a Chapmans Peak Drive, uma rota com lindas vistas da praia (joga no google e veja por si só), mas o tempo estava super nublado e acabamos não vendo nada. Pagamos R47 se não me engano de pedágio para trafegar nessa rodovia e paramos antes na Hout Bay, que é uma praia muitíssimo bonita (os ônibus Myciti chegam até ela), mas como estava frio, acabamos só olhando e indo embora. 

      Seguimos viagem a Boulders Beach, onde pagamos R304 a entrada para os dois. Essa é a famosa praia dos pinguins e apesar de não tirado nenhuma foto pertinho deles, vimos até um casal copulando! Andamos com calma por lá e pegamos a estrada para o Cabo da Boa Esperança e que estrada bonita! Têm alguns mirantes no caminho que valem a parada. Pagamos R606 de entrada (para os 2). Recebemos um mapa do parque e dirigimos até Cape Point onde subimos até o farol pelas escadas mesmo (não acho que vale a pena subir de funicular, a subida é rápida e tranquila pelas escadas) e de lá continuamos por uma trilha que leva ao antigo farol. Retornamos para Cape Point e lá pegamos a trilha para Cape of Good Hope que passava por Dias Beach, na minha opinião, a praia mais bonita do parque. Acredito que levamos menos de 1h, mas não encaramos a descida até a praia de águas tão agitadas porque ainda tínhamos dores musculares. 

      Pegamos nosso carro e dirigimos até o Cabo da Boa Esperança, apenas para tirar foto com a placa, já que tínhamos visto o Cabo de cima, pela trilha que fizemos antes. Vale lembrar que esse parque é conhecido por babuínos. Vimos poucos na estrada, mas vale tomar cuidado quando for comer e sempre tranque seu carro! 

      Dentro do parque existem lojinhas, com bons preços de souvenirs e um restaurante com uma vista muito bonita. Não comemos por lá, então não sei dizer sobre os custos. 
      Partimos para Muizenberg Beach, mas antes paramos para comer em um Pick'n Pay que encontramos no caminho. Muizenberg Beach é famosa pelas casinhas coloridas que servem como vestiário para os surfistas. Apesar disso, não achamos nada demais, mas gostamos da cidadezinha de Simon's Town. É possível chegar até lá de trem - a praia fica bem ao lado da estação - no entanto, não achamos que valeria a visita à Muizenberg só por isso. Como já estava em nosso roteiro e no nosso caminho de volta para CT, paramos, mas se decidir ir até lá, tire um tempo para andar também pela cidade. 

      Dia 18 - Cape Town -> Cape Agulhas -> Mossel Bay
      Nos despedimos de Cape Town e seguimos para Cape Agulhas, o local onde o Oceano Atlântico encontra-se com o Pacífico. Tinha visto relatos dizendo que não valeria o deslocamento até lá para tirar foto com uma placa, mas discordo completamente. Agulhas é um parque nacional com entrada gratuita e conta com o Cape Agulhas Lighthouse que funciona como museu e por um valor simbólico (que eu não me lembro quanto foi), você pode subir no farol e ter uma visão 360º, além de ver de perto o tamanho da luz/farol de verdade.
      Paramos na cidadezinha de Bredasdorp na volta para abastecer o carro e comer alguma coisa. Não almoçamos, fomos direto para Mossel Bay, onde inicia a Garden Route.
      Lá, vimos as piscinas naturais, o farol, a caverna e fomos até o comecinho da trilha St. Blaize. 

      Dia 19 - Mossel Bay -> Buffels Bay -> Knysna -> Plettenberg Bay
      Eu tinha colocado no roteiro duas opções de parques para ver nesse dia: Witfontein Nature Reserve ou Wilderness National Park. Entretanto, não fomos para nenhum dos dois, seguimos para Buffels Bay e meu Deus, uma das praias mais bonitas da minha vida eu conheci nesse dia. Ela não tem nome, fica antes de chegar em Buffels Bay propriamente dito, mas é impossível não vê-la da estrada (só tem uma para ir e voltar). Essa área é uma reserva natural chamada Goukamma, onde ostras negras se reproduzem e é possível ver centenas delas nas pedras por ali. 

      Lagartixamos ali no sol até não aguentarmos mais e fomos até Buffels Bay, um pequeno e charmoso distrito, com uma praia até "cheia" no dia em que visitamos. O curioso aqui é que muitos falaram conosco em Afrikans ou Dutch mesmo, e ouvimos muitos "Danke". A maioria das pessoas que vimos por ali eram claramente descendentes de holandeses e os negros, minoria.
      Partimos para Knysna, mas antes paramos no Margaret's view point e fomos para Brenton on sea, onde é possível avistar baleias na temporada. Não era temporada e o tempo também não colaborou e chegou um nevoeiro daqueles de filme que não nos deixou ver absolutamente nada.

      Chegamos no Waterfront de Knysna, bem pequenininho, com muitas lojas de souvenirs e restaurantes. Comemos numa pequena lanchonete que claramente faz muito sucesso ali porque estava sempre com fila e não nos arrependemos. Custo-benefício excelente. Sei que Knysna tem muito a oferecer, como passeios de barco/escuna, mas nosso foco era chegar em Plettenberg Bay então lá fomos nós. Curtimos um pouco a praia de Sanctuary Beach, fomos ao AirBNB fazer o check-in e saímos para jantar.

      Fomos conhecer a Central Beach e o Beacon Island e jantamos numa pizzaria chamada Full Circle. Gastamos R68 apenas! (Pizza de margerita por R50 e uma coca de 300ml R18) e fomos dormir. Essa noite não foi muito fácil para mim porque como todo viajante que se preze, tive um desarranjo intestinal rsrs.

      Dia 20 - Robberg Nature Reserve
      O dia amanheceu com uma garoa fina, mas aceitando a sugestão da nossa host de que não continuaria assim o tempo todo, fomos fazer a trilha em Robberg. Pagamos R100 na entrada para os dois. A dica é chegar bem cedo, porque o estacionamento é pequeno e mesmo nesse dia que não estava sol, ficou super cheio e muitos tiveram que estacionar próximo da entrada do parque e não do início da trilha. Levamos 3h45 para fazer o maior percurso do parque (9km), no sentido proposto por eles (anti-horario). Não havia muita sombra durante a trilha, apenas nos primeiros minutos de caminhada. Apesar de termos demorado bastante, fizemos em ritmo bem lento, parando para muitas fotos e vídeos e para comer (lembrando que eu não estava 100% por causa do desarranjo da madrugada). Não achamos a trilha pesada ou difícil. É necessário um certo cuidado e condicionamento físico próximo ao "the point" quando a trilha vira cheia de pedras e fica um pouco complicado. Toda a trilha é sinalizada com plaquinhas com focas. 
      Apesar de ter sido altamente recomendada no tripadvisor, não achamos tuuuudo isso que as pessoas falaram mas valeu a experiência.
      Pegamos o carro e partimos para Stormsrivier. Almojanta foi no Marilyn's 60's Dinner, onde pedimos filé de frango empanado acompanhado por arroz (sem tempero nenhum), milho e ervilhas. Não existem muitas opções por lá e os restaurantes fecham cedo. Gostamos do ambiente e do preço (~R200 os 2 pratos + 1 Coca).

      Dia 21 - Stormsrivier e Tsitsikamma
      A ideia era ir para Tsitsikamma, acredito que o parque mais famoso da Garden Route, mas o dia amanheceu super fechado e com garoa, por isso decidimos fazer a trilha gratuita no próprio vilarejo chamada Fynbos Walks (2km circular) e minha dica é: não faça! rs A segunda parte da trilha estava com mato praticamente fechado e trata-se apenas de uma caminhada em meio aos finbos, sem nada "demais" para olhar. 

      Depois de perder um tempo nisso, decidimos ir para o Tsitsikamma com chuva mesmo e não é que depois o tempo melhorou? A entrada do parque é bem salgada (R470 para os dois), mas valeu muito a pena! Fizemos duas trilhas por lá:
      1 - Mouth Trail - A mais famosa, é uma trilha fácil, de aproximadamente 900m (levamos menos de 15min ida) praticamente todo o caminho de madeira. No final encontramos as 3 pontes suspensas e o encontro do rio com o mar, um visual lindo!

      2 - Waterfall trail - Trilha de ida fácil, com 2,9km (marcamos com smartwatch) e 1h para completar. No final somos recompensados com uma cachoeira enorme e lindíssima, com um poço bem grande (e fundo!) para refrescar. É necessário saber nadar. Não há locais rasos para se apoiar e não há salva vidas. Boa parte da trilha é feita na sombra, e o terreno é de grandes pedras. Não é difícil, mas é necessário certa flexibilidade e condicionamento físico. Recomendo uso de botas de trilha porque o terreno é escorregadio. Em todo percurso há pegadas e setas amarelas indicando o caminho. Existem algumas entradas de outras trilhas, então é preciso ter cuidado para não ir para outro lugar, entretanto, você pode acompanhar a trilha demarcada pelo Google Maps (só fazer download do mapa para usar offline). Não é recomendado iniciar essa trilha após às 15h. A maré sobe e uma parte da trilha com grandes pedras começa a ficar "inundada". Ficamos impressionados porque na ida estava tudo seco e o mar bem longe e quando voltamos parecia outra trilha!

      De volta ao vilarejo, jantamos novamente no Marilyn's 60's Dinner, só que dessa vez pedimos um hambúrguer para cada + porção de batatas fritas (não sabíamos que o lanche já vinha acompanhado de batata frita) e 1 Coca, o que foi demais para nós dois mesmo após as trilhas. A conta deu ~R200.

      Dia 22 - Stormsrivier e Port Elizabeth
      A programação era a trilha Plaatbos Walks, gratuita e que fica no próprio vilarejo. Deixamos o carro no escritório do SanParks, pedimos informação e para nossa surpresa, nem o pessoal que trabalhava lá sabia informar direito onde era o início da trilha! Tinha visto na internet que eram 3 rotas diferentes (amarela, vermelha e verde) e queríamos ter feito a amarela, que era a maior com 8km, mas não encontramos a entrada da trilha em lugar nenhum. As poucas pessoas que passaram por nós (correndo) estavam em treinamento para bombeiros e não souberam informar nada também. Desistimos e pegamos estrada para Port Elizabeth. 
      No caminho, paramos na Storms River Bridge para apreciar a vista. Também pegamos um pequeno desvio para conhecer uma praia chamada Paradise Beach em Jeffreys Bay, entretanto, não curtimos. Achamos uma praia bem comum, nada parecida com as demais que nos conquistaram nessa viagem.

       
      Dia 23 - Addo Elephant Park
      Entramos no Addo pelo portão Matyholweni (o mais próximo de Port Elizabeth) às 7h da manhã, horário de abertura do parque e pagamos R614 a entrada para os 2. Já na entrada do parque vimos muitos macacos e em menos de 5min andando encontramos javalis. Fomos seguindo os "loops" conforme eles apareciam no mapa e foi onde encontramos mais bichos. Nos demoramos umas 4h30 no parque e passamos por quase tudo de sul ao norte. Saímos pelo portão principal, bem ao norte, para não precisar voltar todo o caminho por estrada de terra.
      O parque não é tão grande e como o nome sugere, tem muiiiitos elefantes. Encontramos a maior parte deles nos loops da parte norte e vários passaram tão próximo do nosso carro que achamos que eles encostariam! Para nós, valeu muito a pena a experiência do self drive. Após o parque fomos conhecer a orla de Porth Elizabeth e jantar.

      Dia 24 - Kragga Kamma Game Park
      Esse é um parque bem pertinho de Porth Elizabeth que tem boas avaliações no tripadvisor. A entrada custa R100 por pessoa e trata-se de um parque bem pequeno, onde os predadores ficam isolados/presos. A única vantagem que vimos nesse parque é que é mais fácil ver os animais e que eles têm girafas (o Addo não tem).
      Gastamos ~1h30 para fazer todo o percurso e mesmo estando num ambiente isolado, não vimos a cheetah, o grande atrativo desse game parque, mas vimos leão, que segundo a internet são animais resgatados.
      Fomos no Shark Pier conhecer a praia e almoçamos no restaurante Angelo's, que tem um preço super justo por tratar-se de um restaurante a beira-mar.

      Dia 25 - Cango Caves
      Esse era um dia basicamente de estrada. Saímos de Port Elizabeth e nosso destino era Stellenbosch, mas adicionei Cango Caves "no meio" e fizemos esse desvio. Apesar de termos chego antes do meio-dia, só conseguimos comprar o Heritage Tour das 13h, por isso, almoçamos no restaurante que tem lá mesmo (comida e atendimento bem mais ou menos, trouxeram o pedido errado do meu marido). O tour teve 1h de duração e valeu super a pena! A caverna é imensa e as explicações são bem detalhadas. Também existe o adventure tour, mas pelo que nossa guia disse, consiste em passar perrengue, então não nos arrependemos de ter feito o regular (no adventure você passa por câmaras beeem estreitas e ela disse que já houve casos em que pessoas ficaram entaladas e o socorro demorou quase 12h).
      Seguimos para Stellenbosch pela R62, que descobrimos ser uma rota turística e muitíssimo bonita! A estrada segue em meio à montanhas, com alguns pontos panorâmicos para parada um total de zero pedágios (fiquei impressionada porque se fosse no Brasil teríamos falido de tantos pedágios que temos).

      Dia 26 - Stellenbosch
      Stellenbosch é uma cidadezinha histórica encantadora que faz parte das Winelands, cercada por lindas montanhas, e possui mais de 200 vinícolas. 
      Nos perdemos pelo centro histórico, sem roteiro definido, e entramos no jardim botânico da Universidade de Stellenbosch, pequeno, mas muito bonito e bem conservado (cobram R20 pela entrada, se não me engano).
      Depois do almoço fomos conhecer a vinícola Neethlingshof. Não marcamos horário, só chegamos e pedimos a degustação mais simples que eles tinham (5 vinhos diferentes) e pagamos R75 por pessoa, se não me engano. Adoramos o atendimento e os vinhos e os preços da lojinha deles estavam excelentes! O mais caro que compramos saiu por R70.

       
      Dia 27 - Jonkershoek Nature Reserve
      Entrada por R50 por pessoa. Fui convencida pelas fotos na internet e decidida a fazer o Panorama Circuit, uma trilha circular de 17km. Acontece que esse foi o pior parque que encontramos na África do Sul. Ele é administrado pelo Cape Nature, que não tinha mapa disponível na recepção e as sinalizações da trilha eram praticamente inexistentes. Tivemos que cruzar um córrego pequeno sem sinalização nenhuma, seguindo apenas a trilha traçada pelo Google Maps e dessa forma, perdemos muito tempo tentando achar o caminho olhando no celular, já que a trilha não tinha placas ou marcações. Depois de uns 5km, entramos em mata mais fechada e aí ficou ainda pior para nos localizarmos. Como tínhamos que chegar em outra cidade nesse mesmo dia, decidimos abandonar a trilha e voltar. 
      As trilhas da primeira e segunda cachoeiras também achamos que não valia a pena 1: a primeira cachoeira é bem pequena e decepcionante; 2: a segunda cachoeira tem uma descida sinistra e bem perigosa, por isso só vimos de longe e mesmo ela não é tão grande.
      O parque é lindíssimo com as montanhas ao redor e as Proteas no caminho e tudo mais... infelizmente não está bem sinalizado e não tínhamos tempo para tentar uma trilha tão longa só com a ajuda do celular.

      Duas horas dirigindo e chegamos na nossa última cidade: Langebaan, um caribe perdido na África do Sul, a 100km de Cape Town. Nesse dia, visitamos a Langebaan Lagoon e as fotos falam por si!

      Dia 28 - West Cost National Park
      Entrada R174 para os dois. Não é um parque muito grande, mas é possível pescar, fazer observação de pássaros, andar de barco e fazer trilhas. Dispensamos a trilha (bem longa e em dunas) e só fomos apreciar a beleza desse lugar mesmo. Visual super lindo, valeu a pena!

      Dia 29 - Saímos de Langebaan cedo para ir no V&A Waterfront gastar nossos últimos rands, partimos para o aeroporto onde devolvemos o carro pegamos nosso vôo de volta.
      Resumindo: Recomendo muito a África do Sul! Povo simpático, natureza exuberante, trilhas em abundância, moeda que vale menos que a nossa... vale muito a pena!


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