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Alexandre Handfas

Monte Roraima - Preparo físico

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Eu cheguei a planejar esta viagem alguns anos  mas com estes problemas na Venezuela desisti. Sobre o preparo físico, tem relatos de gente que só faz caminhada ou academia que fez, eu acho ideal que a pessoa tenha costume de caminhar pelo menos uns 20 km ao dia com mochila nas costas, já tem dias em se caminha bem menos que isso, mas em trechos de subida, leva mais tempo, cansa mais. Não sei sua vibe, mas tem gente que pega até carregadores de mochila. Normalmente os grupos daquela agência brasileira famosa fazem isso. 

 

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Fiz o Monte Roraima recentemente, sem experiência prévia em trilha, faço a atividade física trivial urbana (caminhada e academia) e paguei carregador (ops)...

Vou dar meu depoimento:

O primeiro dia foi tranquilo. No segundo tem uns trechos mais íngremes e depois de subi-los eu sentia o coração mais acelerado, tendo que parar pra dar aquela descansada e beber água. Não tem lugares com sombra. Mas eu diria que esse dia também foi tranquilo.

O terceiro dia é o ataque ao MR. Trilha em mata fechada, é preciso ter as mãos livres para abrir caminho e se apoiar em troncos de árvores. Esse foi para mim o dia mais difícil e cheguei lá no alto já no limite da exaustão. A questão não é nem o aumento da pulsação, como no segundo dia, e sim a dificuldade do terreno mesmo: trechos escorregadios, pedras soltas, essas coisas. Para quem tem costume com trilhas é mais tranquilo; mas havia outros inexperientes como eu e que foram de boa.

O quarto dia foi para explorar lá no alto: aqui a maioria já tinha algum nível de fadiga muscular. Isso pode afetar a segurança da sua pisada, principalmente na hora de saltar algumas gretas que tem lá em cima. São fendas do tamanho de passadas largas que normalmente não seriam coisa do outro mundo, mas se a perna não obedece acabam sendo um problema. Uma menina do grupo sofreu um quase-acidente numa situação dessas.

Normalmente a descida é feita em dois dias: o sexto e o sétimo. No nosso caso houve algumas mudanças de programação e tivemos que iniciar a descida no quinto dia. Esse é o dia de maltratar os joelhos. A trilha em mata fechada do MR é como uma escada natural com muitos degraus altos, e quando você desce saltando termina dando impacto no calcanhar da perna de apoio e forçando o joelho da outra perna, porque ela vem dobrada.

O sexto dia foi o mesmo percurso do segundo dia, só que invertido. Terreno seco, me senti bem mais segura. Pernas cansadas, passo curto. 

No sétimo dia acordei com muita dor no calcanhar direito (lembra da descida no quinto dia e do impacto na perna de apoio?), mas dependendo da declividade eu conseguia abstrair.

Cheguei em Boa Vista com muita dor no pé direito e o tornozelo muito inchado. Joelhos idem. Pouco mais de um mês depois, ainda estou fazendo fisioterapia e ainda sinto os joelhos (principalmente o esquerdo) quando faço agachamento e/ou subo escadas.

Outro participante sentiu bastante os joelhos e cogitou pedir o resgate de moto, mas no fim aguentou e também não precisou.

Nosso grupo tinha gente mais velha (bem, também estou incluída nessa categoria), fumante, gente inexperiente que foi sem problemas e gente experiente que se lesionou... acaba sendo um teste/loteria.

Usei bastões de caminhada e foram essenciais nos trechos de terreno seco... ajudaram a dar impulso na subida e a segurar na descida, diminuindo o peso sobre as articulações. Só no ataque ao MR e na descida é que não tem como usá-los, já que as mãos precisam estar livres.

Resumindo:

1. para mim foi mais uma questão de habilidade (ou falta dela) em terrenos pedregosos/traiçoeiros do que de condicionamento físico;

2. Joelhos, joelhos, joelhos. Se tiver histórico de lesão, converse com o seu ortopedista, faça um trabalho de reforço, enfim.

3. Bastões de caminhada podem ser uma boa ideia. Mas nos trechos mais forçados você não terá como usá-los.

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@Alexandre Handfas , recomendo também que você leve alguma coisa para repor eletrólitos, por causa da perda na transpiração. Teve uma participante do meu grupo que passou mal com início de desidratação e foi ajudada por outra viajante que levava umas cápsulas de sais minerais.

Ainda sobre deficiência de nutrientes... no meu caso coincidiu que fiz um check up pouco depois da volta e os exames de sangue apontaram deficiência de zinco. Esse mineral é mais consumido pelo organismo em situações de atividade física intensa, e agora estou fazendo reposição.

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@Alexandre Handfas A LF disse tudo. 

Quando fiz estava fora de forma e sofri bastante no primeiro e segundo dia, na subida foi até tranquila.

Mas a descida! Nosso grupo teve uns problemas sérios com a operadora e tivemos que retornar mais rápido,  desci muito rápido e paguei um alto preço. Fiquei com as panturrilhas doloridas por muito tempo. Não caia na pilha deles de descer rápido! 

O segredo é ir devagar.

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