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Olá pessoal! Estou deixando aqui o meu primeiro relato de viagem. Já faz alguns anos que aproveito o período de carnaval pra viajar para destinos que ainda não conheço no Nordeste. Esse ano escolhi Sergipe, incluindo a capital Aracaju, a cidade histórica de São Cristóvão e os Cânions do Xingó em Canindé de São Francisco.

Sai de Natal na quinta-feira (17h) de ônibus pela empresa Gontijo com destino a Aracaju.

Só cheguei na capital sergipana às 9h da manhã do outro dia. O trajeto além de longo tem muitas paradas em outras rodoviárias da Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

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DIA 1 - SEXTA (01/03)

Como o check in no Anauê Hostel seria só de 13h deixei minha mochila por lá e fui de ônibus conhecer o centro da cidade. O albergue fica muito próximo da Orla de Atalaia e de um terminal de ônibus que achei bem fácil de locomover para os principais pontos da cidade. (A passagem custa R$ 4,00)

Já no centro minha primeira parada foi no Museu da Gente Sergipana. Trata-se de um museu que apresenta a cultura de Sergipe de maneira bem moderna e interativa. A entrada é gratuita e vale muito a pena. Logo em frente ao museu tem também o Largo da Gente Sergipana com umas esculturas muito bonitas além da vista do Rio Sergipe.

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De lá fui caminhando em direção ao centro histórico e fiz a visita guiada (e gratuita) no Palácio Olímpio Campos. O local está bem preservado e foi bem interessante conhecer os ambientes e suas funções quando o palácio funcionava como sede do governo. Lá tinha também uma maquete enorme de Aracaju com os principais pontos históricos explicados pela guia, bem interessante para se localizar.

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Como já estava se aproximando do horário de almoço fui em seguida para o Mercado Municipal Antônio Franco. O mercado tem uma arquitetura bem interessante e no andar superior tem o Restaurante Caçarola onde escolhi almoçar.  

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Mariscada, vatapá, caruru e torresmo 😋

De “bucho cheio” andei mais um pouco até o Mercado Municipal Maria Virgínia Leite Franco (bastante amplo com frutas, verduras, comidas típicas e muambas em geral) o Centro Cultural de Aracaju e o Espaço Zé Peixe. (Ambos com entrada gratuita e próximos aos mercados).

Voltei ao hostel e de lá fui caminhando para a Orla de Atalaia. Gostei bastante da estrutura do calçadão que conta com vários espaços de convivência no caminho além de opções de bares e restaurantes. Meu último passeio do dia foi ao Projeto Tamar (Oceanário). O ingresso custa R$ 20 e o espaço apesar de pequeno vale a visita.

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DIA 2 - SÁBADO (02/03)

Reservei a manhã desse dia para conhecer São Cristóvão. Essa é a 4a cidade mais antiga do Brasil e antiga capital de Sergipe. Fica vizinho a Aracaju e foi tranquilo chegar lá de ônibus. Peguei no terminal que fica ao lado da Rodoviária nova e a passagem também custa R$ 4,00.

Minha primeira parada foi na Casa da Queijada onde experimentei a tradicional “queijada” que é patrimônio cultural do estado.

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Gosto de tudo que tem coco. Tive que voltar e comprar mais pra levar pra casa. 

Fui explorando a cidade sozinho mesmo sem guia e parando nos locais que me chamavam atenção. Cheguei na Praça São Francisco que é reconhecida como patrimônio mundial pela UNESCO e entrei na Igreja e Convento de São Francisco. No dia não tinha visita guiada mas a senhora que me recebeu na entrada explicou um pouco sobre o local.

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Praça São Francisco

Outra igreja que entrei foi a Igreja do Carmo que conta com uma espécie de “santuário de milagres” onde as pessoas deixam fotos e peças de madeira representando partes do corpo como forma de mostrar graças alcançadas. No dia a Igreja Matriz estava fechada.

Conheci o Museu Histórico de Sergipe que é interessante e tem visitada guiada paga (não lembro o valor certo mas foi menos de R$ 10) e o Museu da Polícia Militar (pequeno mas com entrada gratuita).

Minhas últimas paradas foram no Atelier Nivaldo Oliveira que faz um trabalho muito bacana com xilogravura e o Licor e Arte onde experimentei alguns dos licores artesanais.

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Atelier Nivaldo Oliveira

De volta a Aracaju, descansei um pouco no hostel e no fim da tarde fui até a Orla do Pôr do Sol. É uma parte mais afastada e de onde sai alguns passeios, porém fui com a intenção apenas de apreciar a vista. Esperava que tivesse mais opções de comida por lá mas é um local sem muita estrutura.

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Orla do Pôr do Sol

Já de volta em Atalaia fechei a noite no Terra Tupi que fica na Passarela do Caranguejo.

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DIA 3 - DOMINGO (03/03)

Passei a manhã na estrada em direção aos Cânions do Xingó na cidade de Canindé do São Francisco já no sertão sergipano e divisa com Alagoas. Foi o único passeio que fechei com empresa (Agência TopTur). Custou R$ 183,00 no site da Decolar e incluía o transporte ida e volta (3h30 de viagem) e o passeio de catamarã até os cânions.

Apesar do cansaço do trajeto e aperto dentro da van foi um passeio maravilhoso. Paramos no Restaurante Karranca's que serve como ponto de apoio e de onde pegamos o catamarã que navega pelo Rio São Francisco até os cânions.

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As paisagens são incríveis e ao chegar nos cânions tem a opção de pegar uma canoa que entra em uma gruta. Pra mim foi a parte mais legal do passeio. (Custa R$ 10,00)

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O passeio de canoa é curto mas vale muito a pena! 

Também foi possível tomar banho no Velho Chico. Existe toda uma estrutura com proteção e apesar de ser profundo o banho lá é tranquilo.

De volta ao restaurante fomos almoçar (custa R$ 49 o buffet livre). Pelo preço eu esperava que fosse um pouco melhor e com mais variedade. O restante da tarde passei novamente na estrada retornando a Aracaju.

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DIA 4 - SEGUNDA (04/03)

De manhã resolvi fazer uma caminhada na Orla de Atalaia até o Farol da Coroa do Meio. Na volta passei na Feira do Turista para comprar lembrancinhas.

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Praia de Atalaia

Na parte da tarde eu pretendia passear pelo Mirante da 13 de Julho e Calçadão Formosa porém acabei só passando rápido porque não tinha muito movimento e tava chovendo. Aproveitei então para ir ao gelato il Sordo que fica no mesmo bairro. Eu tinha lido vários elogios no TripAdvisor e eles tem uma proposta bem bacana no qual todos os atendentes são surdos e atendem na língua de sinais.

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Excelente gelato. Contam com três lojas em Aracaju. 

Minha janta foi novamente na Passarela do Caranguejo, mas dessa vez no Rei da Sopa. Tomei um caldinho de Sururu e comi um Pastel de Aratu. Estavam muito bons e o restaurante tem uma boa variedade de opções e bom custo-benefício.

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A famosa Passarela do Caranguejo. Várias opções de bares e restaurantes.

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DIA 5 - TERÇA (05/03)

Ainda não tinha tomado banho de mar em Aracaju então resolvi finalizar meu último dia na praia. Fui para o Bar e Restaurante Parati que fica em uma parte mais distante ao sul de Atalaia.

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Fechando com praia, caldinho e cerveja. Até breve Sergipe!

É daqueles locais pé na areia pra passar o dia, tomar banho sem preocupação e tomar uma cervejinha. Tem um estrutura boa mas o atendimento bastante lento. Não cobram pelo uso das cadeiras nem guarda-sol, apenas o que for consumido.

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    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
      Agosto de 2020, ano pandêmico, férias marcadas, estresse total. Com ou sem pandemia teria um mês inteiro de férias e começamos a analisar opções de viagens em que houvesse o mínimo de risco para nós, um casal com duas crianças (uma de 2 anos e meio e um bebê de 5 meses). Lemos e analisamos algumas opções e decidimos fazer uma viagem de carro, sem um percurso muito definido, mas tentando percorrer algumas praias do litoral baiano, sabidamente de densidade demografica baixa e com ótimo distanciamento social. Acabou sendo uma das melhores viagens da vida, sem dúvida alguma.
      No fim das contas, o roteiro ficou:
      Dia 1 – BH-Teófilo Otoni/MG
      Dia 2 – Teofilo Otoni/MG – Santa Cruz Cabralia/Ba
      Dia 3-5-Santa Cruz Cabralia/Ba-Porto Seguro/Ba
      Dia 5 – Santa Cruz Cabralia/Ba – Ilheus/Ba
      Dia 6-7--Ilheus/Ba
      Dia 8 – Ilheus/Ba-Salvador/Ba
      Dia 9--Salvador/Ba
      Dia 10-Salvador/Ba-Praia do Forte/Ba
      Dia 11-12-Praia do Forte/Ba
      Dia 13-Praia do Forte/Ba-Aracaju/Se
      Dia 14--Aracaju/Se-Maceio/Al
      Dia 15-16 Maceio/Al
      Dia 17-Maceio/Al-Itatim/Ba
      Dia 18-Itatim/Ba-Itacaré/Ba
      Dia 19-Itacare/Ba
      Dia 20 – Itacaré/Ba-Prado/Ba
      Dia 21- Prado-São Mateus/ES
      Dia 22 – São Mateus/Es
      Dia 23 – São Mateus/ES
      Dia 24-São Mateus/ES-BH/MG
      Viajar com crianças:  exige cuidados extras, ainda mais com um bebê pequeno, o que significa ritmo mais lento, respeitar o cansaço delas, fazer várias paradas de carro, entreter a criança maior durante os trajetos mais longos. Um coisa que nos ajudou muito era colocar música de ninar quando o bebê começava a chorar muito e não era possível fazer uma parada. Mas, seguindo um pouco mais lentamente e parando sempre que possível, as crianças aguentaram muito bem uma viagem de  5600km de carro.
      Questões relacionadas à Covid-19: Bem, os cuidados básicos de sempre: evitar ao máximo aglomerações, uso de mascara sempre, procurávamos hotéis/pousadas com selo de turismo (vimos que na prática alguns lugares eram bem rígidos e outro nem um pouco). Evitamos comer em restaurantes também, principalmente a noite preferíamos pedir delivery e comer no hotel/pousada. Em relação ao impacto no roteiro foi pouco, porque apesar de alguns lugares que gostaríamos de visitar estarem fechados, fomos substituindo por outros. O destino que gostaria mesmo de visitar era Peninsula de Maraú e Morro de São Paulo/Boipeba, mas em agosto de 2020 estava fechado. Por outro lado, devido a isso esticamos a viagem até Maceio (minha ideia inicial seria terminar em Aracaju) o que foi ótimo porque Maceió se provou um destino maravilhoso e com o mar mais bonito que já vi! Algumas cidades estavam parcialmente abertas/funcionando e irei relatando ao longo do post.
      Clima: Pegamos dias ótimos, ensolarados, e dias frios, com muita chuva! Ilheus particularmente choveu todos os dias que estivemos lá.
      Meu carro: Renault Logan 1.6  automatico 2012,  já meu há cerca de 5 anos, na época da viagem com 131mil km rodados. Carro ótimo, alto, robusto, porta malas gigantesco. Somente beberrão por ser automático 4 marchas. Não faz mais do que 8km/l no álcool e 9 na gasolina na estrada. Anda muito bem em estrada de terra por ser um pouco mais alto. Havia revisado a pouco tempo. Já viajei muito com esse carro, e é uma ótima opção de carro popular para família. Em 2018 fomos até Prado/Ponta do Corumbau com ele. 
      Hospedagem: 
      Santa Cruz Cabrália: 197/dia (Porto Bali);
      Ilhéus: 180/dia (Hotel Praia do Sol);
      Salvador 140/dia (Pousada da Mangueira);
      Praia do Forte: 140/dia (Recanto dos Pássaros);
      Aracaju: 200/dia (Simas Praia Hotel);
      Maceio: 205/dia (Ritz Suítes);
      Itacaré: 250/dia (Terra Boa Hotel Boutique);
      Prado: 150/dia.
      Em Itatim/Ba o pernoite foi 120 reais. 
      Combustível: aproximadamente 2750 reais para percorrer 5655km considerando um veículo fazendo 8km/l de etanol. Pagamos entre 2,69 a 3,79 no litro de álcool dependendo da cidade. 
      Estradas: de modo geral estradas honestas, padrão brasileiro. Vou descrever algumas que rodamos mais km:
      ·         BR 381 Norte: Rodovia que liga Belo Horizonte a São Mateus/ES, o trecho de 200km entre BH e Ipatinga é conhecido como rodovia da morte, infelizmente por ser extremamente perigosa, muitas curvas, muito fluxo de caminhão. E está em eternas obras de duplicação (até o momento não tem nem 50km duplicado), então é preciso extrema atenção e principalmente paciência. Não recomendo rodar nela a noite. O trecho entre Ipatinga e São Mateus é totalmente em pista simples porém muito mais tranquilo, pois são menos curvas e o transito é muito menor.
      ·         BR 101 – a rodovia que rodamos a maior parte do tempo da viagem, percorremos todo o trecho baiano, sergipano e uma boa parte do alagoano. O trecho baiano é totalmente em pista simples mas com bom asfalto e fluxo menor de carros e caminhões. O trecho sergipano está em obras de duplicação, o asfalto é muito ruim e muitos trechos em esquema pare/siga. O trecho alagoano é totalmente duplicado e é um tapete. Melhor trecho de estrada de toda a viagem.
      ·         BR 116 – Percorrremos essa rodovia desde Feira de Santana até Jequié/Ba. É uma pista privatizada, mas cerca de 50km depois de Feira não é mais duplicada, tem muitos buracos e fluxo inacreditável de caminhões.  Ficamos tão assustados que decidimos sair dela e pegar uma transversal até voltarmos a BR 101 (ao longo do relato explico exatamente qual trajeto foi feito).
      ·         Ba001- Rodovia estadual que liga diversas cidades do litoral baiano. Infelizmente em péssimo estado, com muitos buracos e falta de infraestrutura. A percorremos no trecho Ilheus-Valença.
      ·         Ba099-Rodovia estadual que liga Salvador ao litoral norte e até a divisa com Sergipe. Privatizada, duplicada, ótimo estado de conservação.
      ·         Se-100 – Rodovia estadual que liga a divisa Ba/Se à Capital Aracaju via litoral. Pista simples, porém asfalto em boa conservação. Tem algumas pontes por cima de rios belissima para fotos.
      Vamos ao relato dia a dia:
      Dia 1 – BH a Teófilo Otoni/MG

      Nada de especial a relatar nesse dia, exceto que é preciso muita paciência para percorrer os 200km até Ipatinga/MG, que passa fácil de 5 horas. Muitas obras, pare/siga, trânsito. De Ipatinga em diante viagem muito tranquila, poderia até ter estendido mais e percorrido até Nanuque/MG mas ficamos com receito de cansar muito as crianças.

      Praca de Teófilo Otoni/MG
      Dia 2 – Teófilo Otoni a Santa Cruz Cabralia/Ba

      Chegamos a Santa Cruz no final da tarde. Ficamos hospedados no hotel Porto Bali, que é muito bonito, tem uma ótima sauna com hidromassagem. O dono queria impor uma regra de só consumir agua mineral vendida no estabelecimento, coisa com a qual não concordamos e consideramos falta de sensibilidade, vendo que estávamos com criança  pequena e bebê. Parece que  ali na região vários hotéis tem essa prática ruim. Nesse dia só curtimos a piscina do hotel e saímos para comer numa lanchonete a noite (lanchonete da Tania, faz um pastel de caranguejo delicioso).

       
      Dia 3 – Praia Coroa Vermelha
      Primeiro dia efetivamente de praia. Fomos para a praia de Coroa Vermelha, absolutamente vazia, linda e sossegada. Nenhum quiosque aberto mas levamos lanche para o dia. Após a praia ainda curtimos um pouco a pracinha onde relata ter sido rezada a primeira missa no Brasil, tem várias lojinhas de artesanato. No meio da tarde voltamos para o hotel e a noite voltamos na lanchonete da Tania.

       
      Dia 4 – Centro Historico Porto Seguro
      Fomos conhecer um pouco do centro histórico de Porto Seguro, tem um lindo mirante, a passarela com diversos bares e restaurantes. O museu e catedral estavam fechados. Fomos até o local onde sai a bolsa para Arraial D´Ajuda (que não fomos porque já havíamos conhecido em outra viagem). Tentamos também ir fazer uma visita na reserva indígena mas estava fechada. Terminamos o dia na praia da Coroa Vermelha novamente.
      Em agosto/2020 Porto Seguro estava com as praias fechadas para banho e restaurantes apenas delivery.


      Dia 5 – Praia de Santo Andre/Mogiquicaba
      Dia de conhecer a praia de Santo André, que ficou muito famosa por ter sido sede da seleção alemã na copa de 2014. Pega-se uma balsa de santa cruz cabralia (se não me engano 18 reais) e o trajeto não dura nem 15 min). A praia é linda e absolutamente deserta, com mar de aguas claras e transparentes. A vila em si achei meio sem graça, na verdade é uma rua com alguns restaurantes e as diversas pousadas para pessoas bem abastadas, rs. De lá seguimos de carro até Mogiquicaba, alguns km a frente, que tem uma praia de encontro com rio maravilhosa, muito gostoso para ficar. Depois seguimos 50km a frente para Belmonte, mas não foi possível entrar na cidade devido a barreira sanitária do COVID-19 (nem me atentei a isso).
      Retornamos a Cabralia a tempo de subir no seu centrinho histórico que tem uma vista panorâmica da cidade e da balsa que vai pra Santo André.  A noite novamente Lanchonete da Tania (acho que era o único lugar aberto lá, rs).

      Dia 6 – Santa Cruz Cabralia/Ba-Ilheus/Ba

      Partimos de Cabralia e subimos até Iheus. O GPS deu um caminho ruim, porque pega um trecho de estrada de terra com muitos buracos. O melhor caminho totalmente asfaltado é via Porto Seguro-Eunapolis-BR-101.
      Chegamos em Ilheus debaixo de muita chuva e assim foi por 3 dias seguidos.
      Ficamos hospedados no Hotel Praia do Sol, na praia dos Milionários, muito bonito, beira mar (apesar que o mar ali é meio sujo), atendimento ótimo.
      Em agosto 2020 Ilheus estava com hotéis e restaurantes funcionando com capacidade reduzida. As fazendas produtoras de Cacau fechadas a visitação.
      Nesse dia pedimos um lanche e dormimos no hotel.

      Dia 7 – Ilheus/Ba
      De manhã até fez um solzinho, então fomos explorar um pouco as praias da região Sul e paramos na praia do Cururupe, muito agradável, estava bem vazia. Mas cerca de 1 hora depois começou a chover e tivemos que voltar pro hotel. Quando parou de chover fomos explorar um pouco o centro histórico. O Vesúvio estava aberto, mas não comemos lá e todos os demais locais importantes estavam fechados, estão ficaram somente as fotos externas.  Paramos numa sorveteria ao lado da Catedral e também compramos chocolate.

      Dia 8 – Ilheus/Ba
      Chouveu o dia inteiro...hotel e Netflix, rs. Saímos apenas para almocar num local proximo ao hotel que serve caranguejo, minha filha achou uma delícia, rs.

       
      Dia 9 – Ilheus-Salvador/Ba

      Dia de estrada. Gastamos em torno de 9 horas para fazer esse trajeto pois choveu  praticamente o dia inteiro, a estrada estava muito ruim e esburacada. Fomos pela Ba001 até Valenca/Ba, alguns trechos simplesmente péssimos, é necessário rodar muito lentamente. De lá pegamos a Ba 542, que já tem o asfalto bem melhor e cerca de 30km a frente termina na Br 101. Está, por sua vez, logo a frente faz entrocamento com a BR 324,  que é privatizada e duplicada até Salvador. 
      Chegamos em Salvador no inicio da noite e ficamos na Pousada da Mangueira, atrás do Pelourinho. Pousada ótima, vista bacana da cidade, quarto limpo e confortável, bom café da manhã e ótima piscina.

      Dia 10 – Salvador/Ba
      Em agosto 2020 Salvador estava praticamente fechada. Praias não estavam abertas para banho, restaurantes fechados e pelourinho absolutamente fechado. Fiz até um vídeo porque achei tão surreal, duvido muito que em outra época da história pelourinho tenha ficado vazio assim. Já conhecíamos Salvador de outras viagens, então na verdade, nessa viagem, Salvador foi mais como um ponto de pernoite até o próximo destino que era praia do Forte. Mas gostamos tanto da pousada que ficamos um dia a mais.
      Fizemos passeio pela orla do farol da barra (que estava bem cheio mas todos de máscara). E curtíamos a piscina da pousada.
      No dia seguinte fomos até a comunidade Solar do Unhão comer a moqueca da Dona Suzana, do Rérestaurante. Para quem não conhece, a Dona Suzana é uma das personagens de uma série da Netflix chamada Street Food: Latin America. Ela faz uma moqueca de peixe, de camarão e de arraia deliciosa. É tudo feito na casa dela mesmo, ela simplesmente coloca uma mesa na frente e serve os clientes. Muita, mas muita gente mesmo come lá, a maioria pedindo marmitex. E o lugar tem uma vista maravilhosa da Baia de todos os Santos.


      VID_20200809_160345.mp4 VID_20200809_160345.mp4 Dia 11- Salvador – Praia do Forte/Ba

      Viagem curta, menos de 1 hora e meia entre Salvador e Praia do forte por pista duplicada e privatizada (não lembro valor do pedágio). No trajeto você acompanhada o metrô de salvador que é muito melhor ao nosso aqui de BH. Chegamos e fomos direto ao trecho de praia chamado de praia do Lord, que na maré baixa faz diversas piscinas naturais deliciosas. Lugar muito gostoso para passar o dia. Infelizmente minha esposa foi queimada por uma água viva, precisamos dar uma passada no Posto de Saúde da vila após a praia. A médica nos atendeu super bem e prescreveu uma pomada, problema resolvido.
      Em praia do forte ficamos hospedados na pousada Recanto dos Pássaros, chalezinho bem simples. Tinha um cozinha, então aproveitamos para fazer algumas refeições a noite lá mesmo.

      Dia 12 – Praia do Forte
      Na parte da manhã fomos conhecer as praias de Pojuca e Itamicirim, e a tarde o famoso projeto Tamar e Instituto da Baleia Jubarte. Também tentamos conhecer o Castelo Garcia D´Avila mas estava fechado a visitação.


      Dia 13 – Praia do Forte/Ba – Aracaju/SE

      Esse trecho é percorrido em cerca de 4 horas numa ótima pista no lado baiano e pista honesta no lado sergipano. O perrengue que passei nesse dia foi ter esquecido de abastecer antes de sairmos da praia do forte e ficamos um bom tempo rodando na reserva sem nenhum tipo de estrutura na estrada. Por fim, cerca de 2 horas depois da praia do forte chegamos em Indiaroba, já no Sergipe, e conseguimos abastecer no posto logo na entradinha da cidade.
      Fizemos uma parada na praia do saco, já em Sergipe, mas estava absolutamente deserto. Ficou só a foto no letreiro.
      (Curiosidade, no dia seguinte, já em Aracaju, vimos no jornal uma noticia de funcionarios retirando o letreiro da praia do Saco por decisão judicial no mesmo dia em que estávamos lá; achamos de uma coincidencia tao grande, provavelmente fomos os últimos a tirar foto lá, rs)
      Em Aracaju ficamos hospedados no Simas Praia Hotel na orla do Atalaia. Nesse dia conseguimos curtir um pouco de praia.
      Aliás, um adendo: essa orla é uma coisa espetacular. Tem ciclovia, parquinho para crianças, pista caminhada, ate´um laguinho. Nunca vi uma orla de praia tão bem estruturada.


      Dia 14 – Aracaju – Maceio /AL

      Antes de pegarmos estrada em direção a Maceió, fomos conhecer o mercado municipal de Aracaju, mas estava muito cheio de gente então foi uma visita rápida, fomos também até a Colina de Santo Antonio, onde tem-se a melhor vista da cidade. Passamos em frente ao Museu da Gente Sergipana, que estava fechado.
      Tinhamos também a intenção de conhecer os Canions do Xingo no Sergipe, mas estava fechado na época devido a pandemia.
      O trajeto de Aracaju a Maceió dura umas 4 horas de carro em boa pista do lado sergipano e pista excelente no lado alagoano. A Br 101 em alagoas é totalmente duplicada e a Al 101 que vai até Maceió também.
      No trajeto passamos por cima do Rio São Francisco, que tem um mirante muito  bacana, mas deixamos para tirar fotos na volta.
      Chegamos em Maceió no final da tarde, apenas para dormir.
      Ficamos hospedados no Ritz Suitz, na praia Cruz das Almas, que foi nossa melhor hospedagem da viagem inteira. Otima piscina, quartos amplos e espaçosos e ótimo café da manhã.

       
      Dia 15 – Maceió/Al
      Dia de curtir as praias centrais de MAceió, ficamos num trecho próximo ao letreiro “Eu amo Maceió”.
      O que é a cor da agua de lá? Um azul claro quase transparente, nunca tinha visto antes. Mar calmo, de aguas mornas, tranquilo demais de nadar e passar o dia.
      Em agosto/2020 Maceió já estava em pleno funcionamento, barracas de praia, restaurantes e pousadas.

      Dia 16 – Maceió/Al.
      Fomos conhecer Barra de São Miguel, 30 minutos ao sul de Maceió. Lugar lindo, o recife de corais forma uma gigantesca piscina natural. Pena que pouco tempo depois que chegamos começou a chover, então tivemos que voltar para MAceió. No caminho paramos num lugar chamado Bar do Pato, que como o nome diz, fazem patos de tudo quanto é jeito. Não podia comer no local então levamos marmitex para comer no hotel. Comemos um pato ensopado delicioso.
      Ao final da tarde fomos à feirinha da Pajucara passear e comprar mais um chaveirinho pra minha coleção.

       
      Dia 17 – Maceió – Itatim/Ba

      Dia crucial para definição de roteiro da viagem. Maceió originalmente não estava no roteiro, mas pelo fato de alguns lugares na Bahia estarem fechados fomos subindo e foi uma grata surpresa. Estavamos decidindo se ficaríamos mais dias em Maceió, se subiríamos mais (Maragogi ou até mesmo Natal) ou comecariamos a descer pensando em adiantar o retorno pra casa. Como viajamos sem roteiro nenhum totalmente definido, nem sabíamos quantos dias iriamos ficar viajando, rsrs.
      Tinhamos uma amiga que mora em Natal e estava nos oferecendo hospedagem. Maragogi acabamos descartando porque achamos passeio a piscinas naturais complicados com criança pequena. Recife e Joao Pessoa que estavam mais próximas nós já conhecíamos de outras viagens.
      Um fator pesou na decisão: percebemos que as crianças já estavam ficando cansadas dessa rotina. Isso nos motivou na decisão de começarmos a voltar pra casa.
      Planejamento inicial seria de 3 dias até chegarmos em BH, de modo que no primeiro dia descemos até uma cidade poucos km a frente de Feira de Santana, chamada Itatim, as margens da Br 116, onde achamos um hotel para pernoitar.
      No meio do caminho paramos no mirante para admirar o Rio São Francisco, que nasce aqui em MG, na Serra da Canastra. Local belíssimo. rio de fundamental importância para integração nacional e fonte de sustento de muitas pessoas ao longo do seu percurso.

       
      Dia 18 – Itatim/Ba – Itacaré/Ba

      O planejamento do dia seria seguir de Itatim/Ba até Padre Paraíso/MG. No entanto, enquanto íamos descendo pela Br-116 fomos tomados por um aperto no perto, uma sensação de que estávamos indo embora pra casa cedo demais. Além disso, estávamos assustados com o fluxo de caminhão na Br, que apesar de privatizada, era pista simples e com muitos buracos.
      Nesse meio tempo vimos que Itacaré tinha reaberto (quando estávamos subindo de Ilheus a Salvador ainda estava fechada). Então, na altura de Jequié saímos da Br 116 e pegamos a Br 330 em direção ao entroncamento com a Br 101 e de lá seguimos a Ilheus e Itacaré.
      Chegamos no final da tarde, ficamos hospedados na Terra Boa Hotel Boutique, muito bonita, ótimo café da manhã, mas quarto pequeno. Deu tempo de conhecer a praia da Concha, que é bem próxima a pousada.

      Dia 19 – Itacaré/Ba
      Adivinha? Choveu o dia inteiro. O dia inteirinho, não fizemos nada a não ser assistir filme e pedir comida, rs.
      Dia 20 – Itacaré/Ba – Prado/Ba

      Antes de sairmos de Itacaré, fomos conhecer algumas praias já que o sol tinha saído. Todas muito belas, porque Itacaré tem paisagens diferentes do restante da Bahia, lembra mais a costa verde, com praias em serras junto a cachoeiras.  São umas 4 ou 5, que esqueci o nome agora.
      Após o almoço pegamos estrada em direção a Prado/Ba, onde iriamos pernoitar. Essa viagem foi um pouco tensa primeiro porque o GPS nos mandou por um péssima estrada de terra na saída de Itacaré até o entroncamento com a BR 101, gastamos mais de 2 horas somente nesse trajeto, de cerca de 50 km.
      Depois pegamos um bom trecho a noite da BR 101, e eu não gosto de pegar estrada a noite, acho perigoso. Mas chegamos por volta das 22:00 em Prado, onde pernoitamos em uma pousada local.

      Dia 21 – Prado/Ba – São Mateus

      Já conhecíamos Prado de outras  viagens, mas somos apaixonados com uma praia de lá, chamada Japara Grande. Fica no caminho para Cumuruxatiba e é absolutamente rustica e belíssima. Passamos o dia lá. Vimos até alguns patinhos nadando no rio que desemboca no mar.
      Ao final do dia chegamos em São Mateus, que é onde reside minha cunhada, motivo pelo qual fomos até lá. Ficamos hospedados em sua casa.

      Dia 22 e 23 – São Mateus/ES
      Já em clima de fim de viagem, num dia fomos passear na Vila de Itaunas, que também já havíamos visitado previamente. Estava bem vazia e o mar muito agitado. No ultimo dia choveu muito então ficamos em casa mesmo, saindo apenas para visitar a ultima atração de São Mateus/Es que é a casa invertida. Mas ficaram só as fotos externas porque estava fechada para visitação.

      Dia 24 – São Mateus/Es a Belo Horizonte/MG

      Dia de retorno a casa, num trajeto feito completamente na BR 381 em cerca de 11 horas.
       
      Consideraçoes finais: hoje eu vejo as fotos dessa viagem e nem acredito, parece uma loucura viajar com criança pequena e bebê e ir tão longe nesse nosso Brasil, no meio de uma pandemia. Mas sem dúvida foi uma das melhores viagens da vida e com certeza memorias afetivas importantes foram criadas ao longo desses 24 dias. Em todos os lugares fomos sempre muito bem recebidos e acolhidos, nós brasileiros somos muito acolhedores.
      É isso pessoal, estou aberto caso tenham alguma duvida. Até o próximo relato!
       




    • Por Felipao86
      Olá viajantes,
       
      Em junho de 2019 aproveitei um feriadão para conhecer uma belíssima região de MG, famosa pelos seus queijos artesanais fenomenais. Mas se engana quem pensa que só tem queijo pra ver aqui. O lugar também é muito famoso pelo parque nacional da serra da canastra, onde se encontra a nascente do fundamental Rio São Francisco, o rio da integração nacional.
      Hospedagem: ficamos na principal cidade da região, que é São Roque de Minas, neste airbnb:  https://www.airbnb.com.br/rooms/17631730, R$327 reais por 3 diárias; Casa simples, funcional, próximo a entrada da cidade, hospedagem sem frescura.
      Os principais atrativos do lugar são a visitação às fazendas produtoras de queijo e o passeio pelo parque nacional da serra da canastra. Além disso tem alguns lugares que tem cachoeiras e piscinass naturais deliciosas.
      Clima: seco e frio, frio demais! Em alguns momentos saia o sol mas só no máximo por 2 horas;
      Preço das atrações: vou ficar devendo, porque como já tem mais de 2 anos de viagem não lembro mesmo. DE qualquer modo estaria desatualizado.
      Carro: bem, li muito a respeito, pois o dilema era se a estrada do parque que  vai até  a parte alta da cachoeira casca d´anta  era possível fazer de carro normal ou somente veículo 4x4. Após estudar bastante, chegamos a conclusao que na época seca era possível fazer o trajeto de veículo normal. O meu carro (Renault logan), é um pouco mais alto, então é mais tranquilo, mas vimos muita gente fazendo o trajeto com carro mais baixo (vi gente com honda civic). Claro que não é um percurso tranquilo, tem que ir bem devagar e estar preparado para as sacolejadas, mas chegamos sãos e salvos. Com certeza em época de chuva só é possível para 4x4;
      Você gosta de queijo? Se sim, prepare o bolso para levar cada queijo mais delicioso que o outro pra casa. É incrível como cada fazenda, mesmo próximas umas das outras, tem o seu queijo próprio, com sabor e características próprias. Como vários produtores falam, cada “mão tem um tempero diferente”. Aconselho a todo assistirem um documentário chamado “O Mineiro e o Queijo”, do Helvécio Ratton. É lindo, poético e emocionante.
      Ah, e se você não gosta de queijo, está mentindo, né? rs
      Dia 1: Chegada em São Roque + Fazenda Roça da Cidade;
      Viagem muito tranquila de BH até São Roque, a partir de BH feita em torno de 5 horas. É praticamente o mesmo trajeto até Capitólio, em Piumhi vira-se a direita e pega a rodovia até o destino. Chegamos e fomos procurar um local para almoçar, achamos um restaurante honesto com self service 20 reais por pessoa, de lá seguimos para a fazenda roça da cidade, que é logo na saída da cidade em direção a entrada do Parque Nacional. Ficamos admirando a paisagem daquela natureza exuberante e provando os queijos deliciosos e já compramos um para casa, rs. A noite saímos para comer um lanche dar uma voltinha na  praça linda da cidade.

      Dia 2: Cachoeira Casca D´Anta (Parte Baixa) + Piscinas Naturais do Tio Zezico
      Nesse dia fizemos a trilha da parte baixa da cachoeira casca d´anta, que é partir da portaria 4 do parque, em vargem bonita. De São Roque até lá são cerca de 35km em estrada de terra em ótima condições, com um belo mirante para apreciar a serra maravilhosa. A trilha é bem tranquila e a cachoeira é algo surreal de tão imponente, com um paredão majestoso e a fina queda d´agua num enorme piscinão natural. Não havia ninguém nadando, até estranhei um pouco, porque mesmo em dias frios é comum a gente ver alguém na água. Quando ia tirando a  blusa para entrar na água um grupo de turistas próximo olhou pra mim com uma cara espantada e perguntando se eu iria mesmo entrar. Claro, uai, vim até aqui pra que? Rsrs.
      Gente do céu, sem dúvida alguma foi a água mais gelada que já entrei na vida. Saí com o lábio quase roxo. E olha que estou bem acostumado com águas geladas de cachoeiras. Mas valeu a pena, posso me orgulhar de ter me banhado nas águas do Rio São Francisco!

      Após a trilha almoçamos num restaurante próximo a portaria do parque e fomos ao Morro do Carvão, cerca de 5 km a frente da portaria 4, que tem um belíssimo mirante da Serra da Canastra. Tiramos algumas fotos mas não ficamos muito tempo porque estava ventando demais.  De lá descemos até uma propriedade privada ao lado da portaria,  do Tio Zezico, onde corre um riacho que forma belas piscinas naturais, de água translúcida. Também aproveitamos para comprar mais um queijo que estava a venda por ali 😊 Voltamos para São Roque e a noite fizemos um churrasquinho no chalé que estávamos hospedados.


      Dia 3- Cachoeira Casca D´Anta – Parte Alta
       
      Dia inteirinho dedicado a rodar dentro do Parque a partir da portaria 1. Hora de por nosso carro a prova rs. Primeira parada é na famosa nascente do Rio São Francisco, onde há um monumento ao mesmo e visualizamos as primeiras águas do rio. Fica a 13 km do centro de São Roque.
      Seguimos pela estrada belíssima com vegetação extremamente fotogênica por mais 5km até um lugar chamado curral de pedras, que era um ponto de parada de tropeiros no período colonial.
      17km a frente chegamos à parte alta da cachoeira casca d´anta, onde somos agraciados com aguas translucidas, grandes piscinas naturais, um precipício enorme e um belo mirante de toda a região.  Um detalhe que não me agradou muito, achei o local um pouco inseguro, porque ali é muito alto e com um precipício enorme, acho que falta um pouco mais de sinalização.
      Na volta passamos em mais uma fazendo de queijo, que é uma mocinha de 13 anos (hoje deve estar já com uns 15-16, rs) a produtora.
      A noite saímos em um restaurante da cidade, que serve um contra-filé com queijo canastra( obvio, né?rs) delicioso.

       
      Dia 4 – Complexo do Capão Forro + Queijo do Seu Ivair + Retorno para casa
      Nesse dia fomos conhecer um completo de cachoeiras, chamado Capão Forro, que fica próximo à portaria 1 do Parque. Chegamos antes das 09:00 e ficamos lá um tempão esperando o funcionário chegar para  abrir. O lugar é lindo, são varias cachoeiras no meio de uma vegetação verdinha maravilhosa. Se não me engano são 3 ou 4 cachoeiras e  2 poços, sendo um só acessado se você pular (rs) o que não encaramos.
      Ficamos neste local a manhã inteira e após o almoço fomos conhecer a fazenda do Seu Ivair, cujo queijo é famoso por se tratar de um queijo “mofado”, extremamente delicioso. Foi o melhor queijo que comi a viagem inteira e acabei comprando uns 2 ou 3 pra casa. Batemos um papo, ele foi muito solicito em nos explicar todo o funcionamento da produção, mostrou uma ala de queijos que já estão maturando há vários anos, inclusive já vendidos, os donos estão apenas esperando o queijo envelhecer mais alguns anos para buscar. Mostrou também com muita empolgação as obras de ampliação e melhoria que estavam em curso na fazenda para aumentar a produção.
      De lá rumamos pra casa felizes e satisfeitos por termos desbravado mais um cantinho do nosso estado e do nosso país.
      Até o próximo relato!


    • Por Fora da Zona de Conforto
      Você curte carnaval? Quer saber quais são as melhores cidades no Brasil para curtir o carnaval? O que cada uma delas tem de único? Então você está no lugar certo! 
       

       
      Tem quem acredite que o ano só começa depois do Carnaval. Então, nada melhor do que começar o ano com uma viagem, certo? O Brasil é mundialmente conhecido pelo carnaval e suas festas típicas de fevereiro. Muitos lembram de cara do Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, mas acredite há muito mais para ser explorado durante essa época do ano.
      Afinal, estamos falando de um dos países mais multiculturais do mundo. Então, se você quer descobrir novos ares nesse começo de ano, confira aqui 7 cidades para aproveitar o carnaval no Brasil. 

      Continue lendo: 7 das Melhores Cidades para Aproveitar o Carnaval no Brasil
    • Por Dihmorais
      Fala galera, meu primeiro relato aqui.
      Sou de Salvador-BA e já fui na chapada diamantina diversas vezes, devido a proximidade (400 km) acaba por ser um destino bem repetido.
      Felizmente a chapada é enorme e tem muita coisa pra ser vista, eu não cheguei nem perto de conhecer tudo que quero. Dessa vez resolvi aproveitar os dias de carnaval e fazer um rolé diferente e por ser uma época de alta temporada e também já conhecer os lugares mais comuns.
      Fiz toda a viagem de moto, pois como tinha poucos dias, seria praticamente inviável depender de transporte para se locomover entre os pontos que queria, no total acabei rodando 1480 km.
      Saí de Salvador com destino a Itaetê, um interior que já faz parte da chapada e fica a 420 km da capital. Preferi fazer um caminho que já conheço e sei que a estrada é bem deserta, que é passando por Ipirá e logo mais chegando em Itaberaba, o portal da chapada diamantina.

       
      No primeiro dia apenas cheguei em Itaetê e saí pra tomar uma cerveja com uns amigos, afinal, já era 15 h. Acertei com o guia para sairmos às 6 h da manhã do dia seguinte e visitar a Cachoeira Encantada.. acabei adiando pra 7 h por causa de uma mini-ressaca kkk
      Fiquei numa pousada bem simples (bem simples mesmo) e fiz meu café no quarto mesmo, com o material de camping e algumas coisas que tinha comprado no dia anterior.
      Saímos as 7 e percorremos aproximadamente 30 km de estrada de barro até onde deixei a moto e iniciamos a trilha. 
      Achei bem tranquila, a pior parte é no início que precisamos subir um pouco, mas no resto é praticamente tudo plano. Trilha fácil pra quem tem costume de andar no mato, poderia tranquilamente ter ido apenas pelo wikiloc.

      Não lembro muito bem de quanto gastei, recordo que o guia foi R$150 (dividido por dois 75 pra cada)
      Chegar na cachoeira e não ter ninguém foi uma das melhores coisas que aconteceu nesse dia.. muita paz!

       

      Cachoeira Encantada
      Segundo dia saímos de Itaetê por volta das 11 h rumo a Igatu, enfrentamos uma estrada de uns 40 km de offroad com a intenção de conhecer a cachoeira Califórnia. Após 1h pilotando em estrada de terra, chegamos no asfalto e entramos em Igatu.
      Assim como no offroad, não dá pra andar rápido por Igatu, afinal, a estrada que dá acesso ao miolo da cidade é toda de pedra e a pista é bem estreita.
      Chegamos por volta das 14 h, montamos a barraca e já seguimos para a trilha da Cachoeira Califórnia.
      O início da trilha é bem de boa, porém mesmo com o wikiloc acabei me perdendo em alguns pontos, o pior deles foi quando estávamos a menos de 50 m da cachoeira, dava pra ouvir o barulho mas não foi tão fácil achar o caminho para chegar até o cânion (o GPS fica bugado em locais fechados) e pra completar, minha bota acabou soltando o solado e tive que ficar descalço mesmo.
      Depois de muito insistir e tentar inúmeros caminhos, finalmente chegamos.. e para nossa surpresa, NÃO TINHA NINGUÉM.
      Tudo perfeito, visual sensacional, água na temperatura certa hahaha. Aproveitamos bastante e antes do sol cair fomos embora. Dessa vez muito mais tranquilo pois já sabíamos o caminho.


      Terceiro dia seguimos para Rio de Contas pra finalmente subir o pico do Itobira, e como saímos tarde, só iriamos subir no dia seguinte.
      Nossa rota foi sair de Igatu até o entroncamento de Ibicoara, viramos a direita com destino a Jussiape, mais 50 km de offroad subindo e descendo serra.
      Chegamos em Rio de Contas e tivemos uma surpresa em encontrar a cidade toda enfeitada pro carnaval, logo mais tarde descobrimos que é tradição de lá o carnaval ser bem movimentado.. achei muito tranquilo e organizado.
      Ficamos no camping do Tilú ($20/pessoa) e à noite compramos comida o suficiente pra fazer o café da manhã, almoço e janta.
      Quarto dia, finalmente chegou!
      Acordamos às 4:50 pra organizar as coisas, gastamos 1:30 h arrumando tudo e partimos em direção ao povoado de Caiambola pra enfrentar mais uns 45km de offroad.
      Quando saímos o tempo estava bastante nublado e no meio do caminho começou a cair a chuva, por sorte consegui pilotar até achar um abrigo onde fizemos nosso café da manhã e esperamos uma trégua.
      Seguimos passando por alguns povoados até chegar no estacionamento onde dá acesso ao início da trilha pra subir o pico. Novamente organizamos tudo (mochila, material de camping, comida, roupas e etc) e partimos em direção a trilha. O meu maior medo era chegar no pico e não ter lugar pra montar a barraca, afinal, no estacionamento já haviam dois carros e a área do camping lá em cima é bem limitada, cabem apenas 3 barracas!
      Outra preocupação era sobre a água, no wikiloc tava bem sinalizado onde dava pra conseguir mas nunca se sabe se os lagos estariam secos ou não.. pra nossa sorte não estavam. Subimos com 4,5 L no total e foi a conta certeira pra passar o tempo que havíamos estipulado.
      A trilha é praticamente o tempo todo subida, sendo que o pior momento realmente é nos últimos 200 m de ataque ao pico.. porém não é nada impossível, é difícil sim e exige bastante cuidado em alguns pontos.
      O tempo ajudou bastante, pois tinham várias nuvens bloqueando o sol e não sentimos dificuldade nesse quesito.
      Ao chegar, todo o cansaço parece ser ofuscado pela linda vista que tem lá e pelo sentimento de superação que sempre existe ao subir um pico.
      Dei um giro no lugar pra me ambientar e procurar a melhor posição de montar a barraca e assim o fiz. Lembrando que o local onde se acampa não é o ponto mais alto, até chegar no pico ainda tem uma pequena trilha, acabei não indo lá pois já estava satisfeito com o local do camping.


      O tempo estava bastante inconstante, tinham muitas nuvens carregadas que quando passavam pelo pico batia um frio sinistro, já sabia que à noite ia ser complicado
      Aqui vai o conselho que ouvi de um amigo e que foi bastante útil: LEVEM ROUPA DE FRIO!
      Fui com um kit de segunda pele (camisa, meia e calça), fleece, corta vento, touca, duas luvas, saco de dormir, isolante térmico E AINDA ASSIM SENTI FRIO. kkkkk
      Outra dica que pra mim foi um dos motivos de ir até lá, admirem o céu, é SURREAL.
      Ele estava completamente nublado às 19 h, praticamente não dava pra ver uma estrela e magicamente se abriu às 3h da manhã que foi o horário programado pra tirar essa foto.

      Acordamos por volta das 8 h no dia seguinte pra descer e depois de organizar tudo, saímos por volta das 10:30. A descida foi sofrida, não só pelas pancadas no joelho mas o calor estava INSUPORTÁVEL.. da próxima vez levarei uma camisa de manga longa com proteção UV e uma proteção para o pescoço.
      Chegamos em Rio de Contas por volta das 14 h, almoçamos e seguimos para Brumado-BA. A idéia era voltar pra Salvador por outro caminho, completando assim uma volta na Chapada.
      A estrada até Brumado, passando por Livramento é muito linda, uma descida gigante com um visual completamente diferente de tudo que já vi por aqui.
      Chegamos em Brumado já no final da tarde, pilotei sem pressa (como sempre) e ficamos num hotel (R$50 cada/ventilador e café) na entrada da cidade.
      Dia seguinte fizemos Brumado -> Salvador, caminho bastante longo e cansativo mas totalmente possível.
      Qualquer dúvida é só dar um alô.
      Mais fotos em: https://www.instagram.com/dihmorais
      Fiz 3 vídeos detalhando esse rolê:
       
       
       
    • Por LNunesRJ
      Olá viajantes!
      Aproveitei o tempo livre durante a pandemia da Covid-19 para fazer o relato de uma viagem que fiz com minha companheira e mais 3 amigos em julho de 2019. Rodamos 1675 km por 4 estados nordestinos (PE, AL, BA e SE). 
      Eu e os amigos somos todos professores de História no Estado do RJ e participamos de um simpósio em Recife na semana que antecedeu a viagem. Na verdade a nossa ideia inicial era alugar um carro e ir pelo litoral até Natal, passando por João Pessoa. No entanto a previsão era de muita chuva e decidimos viajar pelo interior, conhecendo as seguintes cidades: Caruaru - Garanhuns - União dos Palmares - Piranhas - Canudos. Aproveitamos para visitar uns parentes meus em Frei Paulo - SE e retornamos a Recife. Foram 6 dias de viagem, entre os dias 20 e 25 de julho de 2019. 
      Dia 1: 20/07/19 (sábado) - Recife - Caruaru - Garanhuns
      Pela manhã fomos buscar o carro alugado no aeroporto. Já estava reservado pela Unidas. Pegamos um Sedã pois éramos 5 e precisávamos de espaço. Inicialmente queríamos um Nissan Versa, porém o rapaz da locadora nos indicou pegar um dos VW Voyage que estavam novos em folha. O que pegamos tinha menos de 2000 km e com central multimídia. Valeu bem a pena. Traçamos as rotas pelo Waze mesmo e onde não havia sinal pelo Here Maps (no Here é possível baixar mapas para a utilização off-line). Saímos no fim da manhã para almoçar em Caruaru.
      O caminho é pela BR-232, rodovia movimentada, porém toda duplicada. Há um trecho de serra. Como chovia, pegamos neblina na altura de Gravatá. Chegamos em Caruaru na hora do almoço, indo direto pra lendária feira, que é bem grande e movimentada. Artigos de couro são ótimos e bem em conta. Todo mundo saiu de lá com uma sandália de couro! Elisa com duas bolsas e sandalinhas para todas as afilhadas. Almoçamos numa barraca no cantinho da área de alimentação e fomos atendidos por um cara muito simpático que não lembro o nome. Lá comemos um Sarapatel sensacional! O Tiago repetiu a dose! As meninas comeram rabada. Pena não poder ficar mais um pouco na cidade para conhecer a obra do Mestre Vitalino. seguimos para Garanhuns para chegar ainda de dia.
      Garanhuns é frio, acreditem. Chegamos lá no fim da tarde, chovia fino e fazia uns 16 graus (Tolerável para cariocas, abaixo de zero para os padrões nordestinos). Por sorte todos tinham algum agasalho no carro. Estava acontecendo o Festival de Inverno de Garanhuns, a cidade estava completamente lotada e foi meio difícil achar hospedagem. Acabamos achando um Hostel que estava funcionando num hotel imenso, certamente o maior da cidade. O Hostel era temporário e um TCC de uma garota da cidade que se formava em turismo. Os quartos amplos e boas camas. O banheiro era estilo vestiário, com vários boxes. Ducha sensacional no frio nordestino! Estava caro: R$ 100 com café da manhã. Foi nossa hospedagem mais cara.
      A cidade apesar de lotada nos deu ótima impressão. Fomos direto pra festa, que acontece numa praça de eventos batizada em homenagem ao grande Dominguinhos, filho ilustre da terra. Curtimos o show de Zélia Duncan debaixo de chuva fina. Foi legal e inusitado encontrar uma festa imensa no meio do caminho. antes das 2 da manhã fomos pra cama. O dia seguinte era cheio.
      Dia 2: 21/07/19 (domingo)  Garanhuns - União dos Palmares - Piranhas
      Acordamos um pouco tarde, antes das 9, e tomamos o café do Hostel com o clássico nordestino: Cuscuz recheado. Continuava frio e o tempo meia boca. Nosso destino do dia era visitar o sítio histórico da Serra da Barriga em União dos Palmares - AL. O trajeto era de uns 130 km, pegando uma rodovia estadual, a PE-177, até encontrar a BR-104, sentido sul até Palmares. Estradas simples, mas boas e pouco movimentadas, afinal era domingo. Chegamos em Palmares pelo meio-dia. A cidade estava completamente deserta. O parque fica bem próximo à cidade, com um acesso pavimentado (parecia recente). Até pq a Serra da Barriga é íngreme e subir por estrada de chão num dia chuvoso seria inviável. 
      O sítio histórico fica bem no topo da serra. Pouco visitado e um pouco mal cuidado, infelizmente, fruto do severo corte de verbas que nossas instituições de educação e cultura enfrentam. O local está sob a administração do IPHAN e da UFAL. Ao menos existem guardas lá. Porém isso não foi um problema, já que todos estavam em êxtase por estarem na terra de Zumbi dos Palmares (imaginem 4 professores de história juntos em Palmares!!). A emoção foi geral. Susanna se debulhou em lágrimas do início ao fim. Foi comovente. Existem dois mirantes de onde podemos ver toda a  planície entorno da serra. Aí percebemos a escolha daquele local pelos palmarinos. Existem algumas construções que remontam as originais, torres de observação e a barraquinha dos souvenirs. É bem simples, mas bastante simbólico. Todos gostaram bastante.
      No retorno buscamos algum lugar pra almoçar. Só tinha um restaurante aberto, bem no centro, numa praça onde parecem ocorrer os eventos da cidade. Era um Self-Service, não tinha muita coisa pela hora já alta e o pessoal da cozinha, super solícito, fez uma lasanha na hora pra nós. Estava ótima!
      Voltamos pelo mesmo caminho, alcançando a BR-423 em Garanhuns. Essa rodovia corre em direção sudoeste, de Caruaru a Paulo Afonso - BA. Seguimos por ela, avistando um belo pôr do sol até Delmiro Gouveia-AL, onde seguimos pelas estaduais AL-145 e AL-220 até chegar em Piranhas - AL. Lá achamos boa hospedagem no Hotel Mandacaru, fora do Centro Histórico (R$ 55 a diária por pessoa). Como chegamos no início da noite ainda deu pra visitar o centro da cidade, à beira do Velho Chico.
      Dia 3: 22/07/19 (segunda) - Piranhas:
      Pela manhã fomos à barragem da Usina de Xingó, do lado Sergipano, fazer o passeio de Catamarã pelos Canions do São Francisco. O passeio dura em média 4 horas, com direito à banho de rio. É um passeio caro (R$ 110 por pessoa. Uma lata de cerveja R$ 10) mas vale a pena. Almoçamos um peixe frito na beira do rio em Canindé do São Francisco - SE. No fim da tarde passeamos pelo centro de Piranhas e à noite por indicação do Henrique, da recepção do hotel, comemos uma deliciosa e barata carne de sol com feijão tropeiro num bar local. É o que o nordeste tem de melhor. Boa gente, comida e bebida boa e barata.
      Dia 4: 23/07/19 (terça) - Piranhas - Canudos - Frei Paulo:
      Após o café visitamos o Museu do Cangaço no centro de Piranhas e partimos rumo a Canudos - BA. Fizemos o mesmo caminho até alcançar novamente a BR-423, seguindo por ela até Paulo Afonso - BA. Vale uma parada na Ponte Metálica D. Pedro II para uma foto do São Francisco e da barragem de Paulo Afonso. Nessa cidade encontramos a BR-110 e seguimos por ela na direção sul até Jeremoabo - BA, pista simples e bem conservada. Lá alcançamos a BR-235, a Rodovia do Vaqueiro, sentido oeste, em direção à Juazeiro - BA. Nesse trecho é preciso mais atenção. A rodovia é mal sinalizada com um trecho de cerca de 10 km ainda em Jeremoabo na piçarra (barro). O asfalto retorna, mas logo desaparece novamente. Ao menos até Canudos a maior parte do trecho é no asfalto. A medida em que se avança rumo ao sertão profundo, mais deserto fica o caminho. Há que se ter muito cuidado com os Bodes que atravessam a pista o tempo todo. Não aconselho de forma alguma andar por esse trecho à noite. Alcançamos Canudos por volta das 12 horas e o Parque Estadual fica um pouco depois da cidade, à beira do Açude de Cocorobó. O Parque é administrado pela UNEB e precisa ser melhor sinalizado. Tem que ser visitado de carro, pois as distâncias são longas. O ponto alto do Parque é a vista do açude e de um trecho da Canudos Velha do alto do Morro da Favela, local onde as tropas do Exército ficaram estacionadas. Na seca é possível ver as ruínas da cidade velha. Em julho estavam submersas. A vista do sertão é espetacular! Todos ficaram pensativos tentando encontrar um porquê para tanto sangue derramado naquela terra extremamente seca. Estima-se que o Arraial do Belo Monte tinha 25.000 habitantes no início da guerra, o qual sobraram 400 pessoas, somente mulheres e crianças. O cenário é melancólico.
      Saímos do parque um pouco antes das 15 horas, buscando em Canudos algum lugar pro almoço. Não encontramos. O jeito foi parar numa padaria e comer uns salgadinhos. Meus tios já aguardavam ansiosos. Pegamos a BR-235, agora para leste, sentido Aracaju. Em Sergipe a rodovia melhora sensivelmente, mas é o caso andar na faixa dos 80 Km/h pelos buracos que surgem do nada. Antes das 19 horas estávamos junto à minha família em Frei Paulo.
      Dia 5: 24/07/19 (quarta-feira) - Frei Paulo - SE:
      Foi um dia de confraternização com minha família, com uma bela rabada de almoço. Mas antes fomos à Itabaiana para visitar o Parque dos Falcões. Custa R$ 20 por pessoa a entrada e lá podemos conhecer aves de rapina da nossa fauna que não podem mais viver na natureza, a maioria capturada de caçadores em ações de fiscalização dos órgãos ambientais. Vale a pena a visita. Passamos rapidamente na Feira de Itabaiana e fomos encarar o banquete. O dia foi calmo, com bate-papo e cerveja gelada no quintal. Matamos as saudades.
      Dia 6: 25/07/19 (quinta-feira) - Frei Paulo - Recife:
      Acordamos cedo e fomos encarar o café da manhã de Neguinho, no Povoado Alagadiço, em Frei Paulo. Na verdade é um rodízio de carnes com guarnições como rabada e queijo coalho com melado às 8 da manhã. É loucura! O preço, padrão nordestão: R$ 15 por cabeça! Antes das 10 estávamos na estrada para percorrer os 550 km finais até Recife. Depois do café hiper reforçado nem almoçamos. Chegamos em Recife no início da noite e ainda aproveitamos o finalzinho de viagem para repetir a dose no Aritana, em Olinda. Comemos um arrumadinho de charque e nos despedimos da simpática Juju, dona da casa. No dia seguinte foi entregar o carro e voltar pro Rio, sempre com saudades do nordeste!
      Sobre os custos: Não tenho os valores exatos anotados e nem me recordo de cabeça. As despesas de hospedagem, combustível e refeição eram dividas por todos os amigos na hora. Refeições em média R$ 30-40 por pessoa. Só sei dizer que foi barato e valeu demais. Lembrem-se: O nordeste não é só suas praias. Vale muito a pena um passeio pelo interior. Nossa galera já quer uma outra jornada, com destinos mais ousados: De Aracaju à Serra da Capivara, passando por Juazeiro e Petrolina. Seguem algumas fotos.
       
       














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