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erick fernando123

Conhecendo o Maranhão, Acre e Rondônia em 42 dias

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Salve salve galera😃, quero mais uma vez, como forma de agradecimento por todas as informações aqui encontradas, contar a história da minha viagem pelo Maranhão e Acre, sim o Acre tem muita coisa pra se ver e lá não tem dinossauros, infelizmente! hahaha

Bem vamos pelo começo então… Um amigo queria muito conhecer o Maranhão e me convidou a ir com ele, logo partimos para as pesquisas e o mochileiros.com como sempre foi uma fonte muito importante, nossa ideia sempre foi conhecer os Lençóis Maranhenses o resto era lucro! Por fim marcamos a viagem para Dezembro, abaixo deixo um roteiro da viagem. Devo confessar que o Maranhão foi uma surpresa, nunca pensei muito neste Estado como destino, mesmo sendo o berço da Mágica Chapada das mesas Parque onde se encontram três Biomas, Cerrado, Caatinga e Amazônia, enfim, muita coisa no Maranhão…

 

Nosso roteiro

Curitiba - São Luís

São Luís - Chapadinha (a ideia era Jeri, mas não deu)

Chapadinha - Tutoia

Tutoia - Barreirinhas

Barreirinhas - São Luís

São Luís - Curitiba (depois decidi ir para o Acre)  

Meu amigo Das #aventurasdocelinho voltou para Curitiba e eu segui para o meu encontro com a floresta🤩

São Luís  - Rio Branco - Capixaba

Capixaba - Bujari Região Metropolitana de RB

Rio Branco - Porto Velho

Porto Velho - Curitiba

 

Gastos Maranhão

Voo CWB - SLZ 455,27

Hostel Tanan: 40,00 a diária

Ônibus de São Luiz para Chapadinha: 37,50

Chapadinha - Tutóia: 31,50

Chalé em Tutóia: 70,00

Tutóia  - Barreirinhas:  15,00

Hostel Barreirinhas:45,00

Passeio Lagoa Bonita:80,00

Passeio Caburé:85,00

Passeio Lençóis Maranhenses:80,00

Gastos Acre e Rondônia

 

SLZ - RBR 450,10

Táxi de Rio Branco para Capixaba: 80,00 deu este valor porque dividimos em 3

12 dias na Comunidade Fortaleza: 350,00, incluso 4 refeições e banho

Almoço em Rio Branco: 2,50 no mercadão perto do terminal

Gastos Gerais em Rio B.:50,00

Rio B. - P.V: 2,50 com ID Jovem

Porto Velho, Hospedagem: 20,00 a diária

Almoço: 5,00

Porto Velho - SP:370,00 meia com ID

SP - Curitiba:90,00


 

No Maranhão: Chegamos na capital no dia 19/12/18 e ficamos no Tanan Hostel durante 3 dias para conhecer a única cidade brasileira fundada por franceses, São Luís tem muita história e coisa pra se conhecer, uma pena os governos não cuidarem tanto do seu patrimônio, o Centro histórico é tombado como patrimônio cultural da Humanidade pela UNESCO. Lá conhecemos a casa do Tambor de Crioula cultura maranhense preservada pelo seu povo tão guerreiro, conhecemos o centro histórico e realmente tem muita coisa pra se ver e viver, depois nossa viagem seguiu para chapadinha, no início era pra ser jeri porém a grana curta nos fez mudar o roteiro enfim fomos para chapadinha no dia 24/12, chegamos na cidade quase a noite por sorte encontramos um lugar em conta para ficar, véspera de Natal e dois loucos saem a procura de comida, só esquecemos de um detalhe véspera de feriado e estava tudo fechado o povo queria estar com a família, no fim das contas um motoboy super gente fina me levou numa casa de frango assado único lugar aberto… Resultado, nossa ceia foi Frango assado com pão francês e cerveja 😛Que delicia!!!!!! hahahahahaha

No Natal saímos conhecer a cidade e para a nossa surpresa encontramos o bar universidade do Chopp foi muita emoção! Chegamos e com o calor tomamos muitas beras até conhecer a famigerada cachaça feita de mandioca era a Tiquira 🤪 tem o vídeo no Canal #aventurasdocelinho melhor cachaça que já tomei, resultado antes do almoço já estávamos trançando as pernas... neste mesmo dia ficamos sabendo das quebradeiras de coco babaçu uma cultura muito rica representada por mulheres que através deste trabalho conseguem seu sustento e sua independência, lá tivemos o prazer de conhecer a dona Maricota e sua família,   Dona Maricota junto com seu esposo o sr Antonio Miranda criaram seus filhos graças ao seu trabalho e a Palmeira Do coco Babaçu como eles aprendemos o multiuso que tem o coco e sua importância para as famílias da região, foi realmente um presente de natal incrível, conhecer toda aquela cultura e ser recepcionado pela família foi um momento único nossa gratidão eterna a essa maravilhosa família que compartilhou conosco o seu dia de natal, saímos de Chapadinha rumo a Tutoia encantados com o seu povo, já em Tutoia ficamos hospedados em uma pousadinha, ali foi tenso, o lugar era na beira da praia localização ótima o duro foi o quarto, logo de cara fiquei desconfiado decidi que seria melhor dormir na rede, estiquei a rede e ficou muito alta, logo pensei, vou arrastar a cama para baixo da rede que seu eu cair a noite não me quebro, arrastei a cama e surprise!!! o quarto que já não parecia limpo ficou ainda pior, era preservativo embaixo da cama,  sujeira e foi, só sabia rir mesmo, por isso a moça deixou tão barato🤔! hahahahahah

Tutoia nos presenteou com um dos nascer do sol mais lindos que já tive o prazer de presenciar no delta do Parnaíba o astro rei se apresentou em uma imagem digna de pintura, que presente!

Ficamos apenas um dia em Tutoia e partimos para Barreirinhas, a cidade é totalmente voltada ao turista, tem boa infraestrutura e tudo o que precisar, ficamos no Hostel da Julia bem na Beira Rio, ótima localização com barzinhos e saída de passeio dali mesmo, os passeio em Barreirinhas não chegam a ser absurdos mas para dois viajantes foi até que salgadinho, optamos por não fazer passeio todos os dias então pegamos dois passeios de meio dia para o Parque e outro passeio que durou quase o dia todo para  Caburé, os dois passeios pelo parque foram ótimos nosso sonho era realizado chegamos ao deserto com as lagoas azuis e demos muita sorte porque não era nem pra ter água nessa época, Maranhão sempre nos agraciando, a tarde fomos para a lagoa Bonita onde tivemos um pôr do sol muito bonito, de fato foi o melhor passeio, Caburé foi bem triste, a divulgação era que seria um passeio com vivência e interação com a população mas na verdade era só tirar grana de gringo, tudo caro e de pouca qualidade, no entanto muito do passeio somos nós mesmos que fazemos e escolhemos aproveitar o que já estava pago, ao contrário da outra dona que só reclamava, fizemos amizade com uns gringos italianos muito gente fina no final a mimica ajudava bastante hahahaah, nossa estadia em Barreirinhas foi muito boa, mesmo sendo uma cidade bem turística é possível encontrar comida boa e barata ali mesmo na Beira Rio, comemos todos os dias no mesmo barzinho, tinha uma costelinha de porco com barbecue divina, na última noite foi só alegria conhecemos uma galera de Chapadinha que ficaram com a gente, além de um casal Paraense muito massa foi muita surpresa boa!

Saímos de Barreirinhas para aguardar 2019 em São Luís até porque dia 01 já era nosso voo a chegada de 2019 foi regada ao som de Raça Negra, mano Raça Negra de GRAÇA!!! foi muito melhor do que eu esperava.

Dia 01 deixamos o Maranhão e nosso caminhos se separaram, meu amigo voltou para Curitiba e eu fui realizar o sonho de conhecer a Floresta. Essa é uma história longa… Depois do convite para o Maranhão senti que essa era a chance de conhecer a Amazônia afinal eu estava tão perto… e assim foi, Maranhão fechado fiz uma rifa para conseguir a grana para ir ao Acre, depois de fazer rifa e juntar mais uma grana cheguei nessa terra  tão rica em cultura e história, realmente o Acre é para poucos, para os merecedores, me considero muito privilegiado pelo tempo que estive na floresta, cheguei e fui direto para Capixaba participar do Encontro para o Novo Horizonte na comunidade Daimista fundada pelo Mestre conselheiro Luiz Mendes lá fui recebido como se fosse da família e no final era isso mesmo todos uma só família o que eu vivi no Acre não tem nem como explicar, mas vou tentar passar um pouco do que foi esses  15 dias por lá… Bom fiquei no evento durante 10 dias o evento que é idealizado com o intuito de reunir pessoas do mundo todo, o evento acontece a 18 anos, conheci pessoas incríveis e tive experiências únicas, lá tivemos vivência com as sagradas medicinas e convivemos com os índios Huni Kuin. Depois que o evento acabou peguei carona para Rio Branco e na metade do caminho fui convidado a ficar no Bujari Cidade vizinha, no Bujari fui recebido pela mesma família do Sr Luiz Mendes, junto com um grupo de 5 chilenos e 1 Catarinense tivemos uma casa a nossa disponibilidade onde ficamos hospedados tranquilamente, nesta mesma estadia por lá visitamos a casa de um membro da tribo Huni Kuin que nos convidou para uma seção com Nixi Pae a Bebida sagrada por eles consagrada, foi uma noite única com cantos e ritos ancestrais, a magia da floresta nos agraciou com muita coisa boa que sou eternamente grato, foi acima de tudo uma viagem ao encontro de mim mesmo que jamais será esquecido.

Depois de toda essa magia vivida neste período segui para Porto Velho por apenas 2,50 isso mesmo, o programa ID Jovem do Governo Federal nos proporciona isso. Cheguei em Porto Velho depois de atravessar o lendário Rio  Madeira.

 

Porto Velho - O final da Viagem estava próximo, Na verdade não pretendia ficar em P.V. a ideia era ir para Brasília, mas como viagens sempre são surpresas lá fiquei… Porto Velho foi mais uma surpresa boa, final de viagem e a grana no último, cheguei na Rodo e não consegui o bus para Brasília, não tinha jeito a opção era pegar carona ou pegar o bus para SP e ficar 4 dias ali, a grana acabando e eu não tinha lugar pra ficar, desespero batendo até que encontro uma amazonense gente fina que me indica acampar no posto de gasolina, foi o que eu fiz, cheguei e pedi pra armar a barraca no posto, ainda ganhei banho de brinde! hahahaha depois do Camping no posto fui procurar um lugar pra ficar… encontrei por 20 reais a diária eu tinha café da manhã, wifi e um quarto pra descansar ainda chorei um pouco e ganhei um desconto na última diária que ficou por 15, viva!!! Em Porto Velho busquei conhecer alguns lugares, infelizmente o complexo Madeira-Mamoré está fechado para reforma, importante ponto histórico da Capital ainda não está liberado ao público, passando por ali conheci as 3 caixas d'água considerado como marco inicial da cidade é referência histórica por ter sido o ponto de abastecimento para os primeiros colonos às margens do Madeira, descobri também que tem uma viagem de barco que parte de Porto Velho em direção a Manaus, fiquei com muita vontade de fazer essa viagem, só de pensar em ficar 5 dias no rio em meio a floresta já me encanta, infelizmente tive que deixar para outra oportunidade, outra coisa muito boa de Porto Velho foi que encontrei PF por 5,00 reais, sim meus amigos, e comida boa!!! Pelo menos não tive nenhum problema estomacal, hahahaha…

Algumas fotos abaixo:

Por do Sol no Delta do Parnaíba em Tutoia

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Visita no Parque Nacional Dos Lençóis Maranhenses

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Novos Amigos em Barreirinhas, Parana, Santa Catarina, Maranhão e Pará reunidos

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Novos amigos do Acre, outro super presente. Chile, SC, SP, MT, PR e CE reunidos.

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Uau, muitoss lugares lindos, com certeza os lençóis maranhenses estão na minha lista de viagens!

Veio aqui pertinho do AM, venha conhecer por aqui também!

Amei o relato, abraços!19234470823_ec37b8b904_b.jpg.1fa858f15de447cfae1c5f187b7b4891.jpg

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    • Por Trip-se!
      Pessoal, alguém tem indicação de guia que faz a travessia a pé nos Lençóis Maranhenses?
      Muito obrigada.
    • Por Renataasm
      Oii! Resolvi fazer essa postagem porque tem poucas informações e me senti na obrigação de contribuir, já que consulto tanto o mochileiros.com
      Em janeiro de 2020 visitei o Acre (Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Serra do Divisor e Xapuri).
      Sobre Rio Branco e Cruzeiro do Sul não tem muita novidade, as outras postagens são bem completas e o "o que fazer" do tripadvisor também. A única informação interessante que tenho para adicionar é que a religião União do vegetal (sim, aquela da ayahuasca) é super difundida. Então para quem tiver interesse, é bem simples encontrar um centro (eles têm site, google it) e experimentar uma vivência espiritual.
      Sobre a Serra do Divisor
      Antes leiam esses relatos: 
       
       
       
      Os relatos deles são super completos e vou fazer uma atualização principalmente dos preços, como chegar de ônibus (e sozinha!) e locais que não foram abordados por eles.
      Antes de ir, precisa:
      - Da autorização do ICMBio, que você pode conseguir direto como chefe do Parque que atualmente é Aécio (ele responde pelo insta @parna.serra.do.divisor). É gratuita;
      - Deixar acertado com um barqueiro a data (sugiro MUITO falar com o Márcio 68 999278938 – quanto ele está na Serra, a esposa dele te atende a arruma um barqueiro pra você. Eles são incríveis! Conheci muitos barqueiros, mas o Márcio é o mais gente boa – e olhe que nem fui com ele);
      Preço do translado: o barco de 5 lugares (que consome menos combustível) sai por mil reais e o de 8 lugares sai por mil e trezentos, para passar 4 dias (um indo, dois lá e o de volta). Inclui o barco, o barqueiro para te levar pros lugares e o combustível. Eles podem até melhorar esse preço ou colocar mais dias, é só conversar.
      - Reservar a pousada. Eu fui sem reserva, mas estava sozinha (é mais fácil caber hehehe). A pousada do Miro é incrível (ele e o pessoal dele são maravilhosos). Custa 100 reais a diária por pessoa com todas as refeições inclusas (inclusive no dia que fiz uma trilha longa ele fez uma super marmita pra mim e pro guia e na volta ele também fez uma marmitinha pra eu e o barqueiros comermos no barco). O telefone dele (quem agenda é a filha que fica na cidade, porque na serra não pega telefone) é 68 99972127 e o insta é @pousada_do_miro
      Para chegar:
      Saindo de Rio Branco pra Cruzeiro do Sul tem ônibus 7h e 19h (R$150,70 – transacreana ou petroacre), preferi viajar de madrugada. Peguei o de 19h e cheguei em Cruzeiro 6h do dia seguinte.
      De Cruzeiro do Sul, tem lotação que faz por R$15,00 até Mancio Lima; tem um ônibus que sai de hora em hora (R$7,00) mas como era muito cedo, optei por pegar uma moto que me cobrou R$50,00 (é caro mas eu adoro moto rsrs e não tava afim de esperar dar 8h). Mancio Lima é pertinho, coisa de 30 km – meia horinha. Lá você tem que ir por porto. Precisa chegar antes de 10h, porque depois desse horário tem muito barco no contra fluxo. (IMPORTANTE: não tem barco que faz lotação, precisa chegar lá já com o esquema organizado com o barqueiro). Então são entre 8 e 10h de barco até chegar no paraíso. Embora pareça muito, o caminho é tão lindo que você se entretém.
       O que fazer lá:
      No primeiro dia, eu visitei a cachoeira Central – é um buraco super fundo que a Petrobrás furou e que sai agua quente. É muito bacana (embora seja artificial rsrs). Depois fomos para Pirapora - bem simetrica (com trilha curta pra ver uma queda mais acima) e por fim a cachoeira do Ar condicionado (o nome diz tudo rsrs). Voltamos pra almoçar na pousada e a tarde, depois de um cochilinho, saimos pra cachoeira do amor e trilha pro mirante (foco no repelente!!). a noite combinei com Miro para chamar um guia para irmos amanhã fazer a trilha da cachoeira da formosa (custou 100 reais, os barqueiros não sabem guiar nessa trilha porque é bem longa).
      No segundo dia, o barqueiro me deixou na outra margem, que sai pra trilha. Saímos 7h. são 13 km de trilha, toda sombreada e sem grandes subidas. Não é difícil, mas é longa. Gastamos 3h (mas confesso que ando rápido e como só tinha eu e o guia, flui melhor). O caminho é lindo, vimos pegadas de antas, veados, onças e vimos muitas aves, nambus, e um bando de macacos cara de sola, endêmico da região. Comemos frutas de Breu no caminho. Basta levar uma garrafinha pra beber, porque dá pra ir enchendo pelo caminho com água do rio que é bem limpinha (não é barrenta feito o Moa) e levem comida (levamos a super marmita deliciosa que Miro fez pra gente). A cachoeira é simplesmente linda!!!! Vale a caminhada.
       
      Pra voltar, é o mesmo esquema da ida (inclusive os horários e preços dos ônibus).
       
      Sobre XAPURI
       
      Para chegar: de Rio Branco pra Xapuri tem ônibus saindo de 7h e 14:45, custa R$37,60. Demora umas 3 horinhas.
       
      O que fazer lá:
      Confesso que fui sem muita pretensão e me surpreendi. Na cidade tem a casa de Chico Mendes (que está fechada, mas a faixada está preservada e com a placa – é super pertinho da rodoviária, dá pra ir andando até na chegada). Tem um painel lindo com um cristo, um pescador e diversos elementos (fica na praça do painel, ao lado da rodoviária) e pasmem: tem festa de quinta a domingo hahahaha.
      Fiquei na pousada Ayshawa (não tem muitas opções, essa é bem ajeitadinha. Paguei R$60,00 com ar, chuveiro elétrico e café da manhã. Tem umas araras lá – moram lá, mas vivem soltas. A pousada do seringal estava fechada, e é longe pra ir a noite (não tem transporte público e a estrada é lamacenta – só de 4x4 ou de moto, quando chove).
      Chamei um moto taxi pra ir comigo no dia seguinte até a casa de seu nilson (que é um guia INCRÍVEL que sabe tudo das plantes e dos animais) pra fazer uma trilha no seringal. Gente, esse passeio com ele é MUUUUITO maravilhoso). O moto taxi se chama Rubens (gostei! Gentil, prestativo e disposto) o telefone/zap dele: 68 992308190 - ele me cobrou R$70 pra ir e R$70 pra me buscar no final do dia (é por estrada de terra - eles chamam de ramal, 33 km; eu chorei e ele acabou fazendo por R$120,00).
      Ao chegarmos na casa de Nilson, bebemos bacaba e tomamos suco de Araçá. Depois almoçamos carne de caça (porquinho) com um feijão delicioso. E seguimos para a trilha. Mastiguei meio mundo de folha que era comestível; conheci pra que serve cada planta, o que é envíria, como tirar do tronco; comi a fruta do breu (uma frutinha delícia!!!), catamos castanha do Brasil (não chamem de castanha do pará, pelamooooor), abrimos e comemos na hora; abracei as árvores gigantes; Seu Nilson tirou látex de uma seringueira (gente, que lindo! Nunca tinha visto rs); vimos muitas pegadas de onças, veados, antas e vimos muitas aves, insetos e um bando de macaco da noite. Ele disse que eu pagasse quanto quisesse, não cobrou um valor. Deixei R$100,00, não sei dizer se foi pouco. Depois pensei que deveria dar mais porque a gente comeu na casa dele.
      Os. Quem tiver mais tempo, sugiro se hospedar na casa de seu Nilson: é bem rústico, a comida é deliciosa e regional. O telefone de seu Nilson Mendes é 68 999658513 (mandem texto, ele não escuta áudio)
      Para voltar: tem ônibus saindo de Xapuri pra Rio Branco às 7h e 12h, custa R$35,00.
       
      Voltei pra casa encantada. O Acre é incrível ❤️ IMG_9383.HEIC (cachoeira do ar condicionado - serra do divisor) 
      Central (perfuração com água termal que forma uma cachoeira à frente- Serra do Divisor)
      IMG_9361.MOV
      (cachoeira Pirapora - a parte mais baixa, tem mais pra cima- Serra do Divisor)
      IMG_9378.MOV
      (Cachoeira do amor- Serra do Divisor)IMG_9387.HEIC (mirante- Serra do Divisor)
      IMG_9430.HEIC ( frutinha do Breu- Serra do Divisor)
       (
      (cachoeira da formosa- Serra do Divisor)
      IMG_9501.HEIC (Xapuri - painel)
      IMG_9502.HEIC(Xapuri - Casa de Chico Mendes)
      IMG_9523.HEIC(Xapuri - Araras na pousada Ayshawa)
      IMG_9554.HEIC (Xapuri - Trilha no seringal)
      IMG_9558.HEIC(Xapuri - Com Rubens e Nilson)
       
       
       
    • Por Leandro Z
      Apesar de haver bons relatos no site, espero contribuir com o meu.
      Há 4 ônibus diários entre São Luís e Barreirinhas pela viação CISNE BRANCO, R$51, demora 5h (não procurei vans saindo do aeroporto direto pra Barreirinhas, mas existem). Dizem que é melhor fazer a travessia no sentido Barreirinhas - Santo Amaro, por causa da posição do sol e do vento. A estrada São Luís-Santo Amaro é relativamente nova, está boa e é mais perto que SLZ - Barreirinhas. Além disso, as lagoas de Santo Amaro são mais bonitas. ATENÇÃO com a volta de Santo Amaro para São Luís, acho que não tem ônibus (se tiver, são raros) e dependemos do guia em achar uma van que ia pra lá. Geralmente, o último dia termina 12:30h e o transporte até São Luís demora 4h30min. Grande parte da travessia é em areia firme e fria, então é melhor andar descalço ou com meia. Também tem inevitáveis passagens por lagoas menores, onde se molha, pelo menos, as pernas. Elas são boas para se refrescar (o tempo inteiro eu andei molhado ou úmido de propósito). Melhor época: junho e julho, alguns dizem agosto e até setembro, mas nestes muitas lagoas já estão secas. Preços: como junho e julho são os melhores meses, só diária do guia custa até R$250; hospedagem (café da manhã incluído), em redário, sai por R$35; jantar: R$30 a R$35; água de 2l: R$8. Converse com o guia para ver o que está incluído no preço dele (passeio pelo rio Preguiça, hospedagens e refeições, etc). Cansar vai, mas com certeza vale a pena. Acredito que uns treinos de caminhada de 8km sejam suficientes para preparação. Esta é a travessia mais tradicional do parque, mas tem outras de 6 até 10 dias! Levar: poucas roupas (inclusive com proteção UV), meias, chapéu (nessa época, não precisa levar nada para frio, nem tênis), chinelo, protetor solar, água (pode ser comprada em cada parada),  snacks (frutas desidratadas, amendoim e castanhas), dinheiro em espécie, lanterna (não é essencial, não precisa na caminhada, mas ajuda nas hospedagens), coisas de higiene pessoal (sabonete, escova, pasta, repelente). É recomendável levar aquelas baterias portáteis, power bank, mas dá pra usar a eletricidade em algumas hospedagens. Dia 28/jun - 1º dia: Pegamos um barco em Barreirinhas para fazer o passeio pelo rio Preguiça (R$80) por volta das 10h, o guia já nos acompanhava. O passeio é tranquilo, para em Mandacaru, onde tem um farol, também para em Caburé onde tem dunas e uma lagoa. Termina em Atins, banhamos em uma praia. Depois, final de tarde, caminhamos até Canto de Atins, cerca de 3,5h em ritmo tranquilo, sem paradas para banhos, o GPS marcou 12km de caminhada durante o dia todo (pareceu bem menos). Em Canto de Atins, tem dois restaurantes/pousada: do seu Antônio e da dona Luzia. A dona Luzia foi pioneira e é mais famosa, mas o guia disse que a fama subiu-lhe a cabeça, ficamos no seu Antônio. O camarão na chapa é o prato chefe de ambos, não é barato (com refri e água, saiu R$50 cada um o jantar), mas realmente estava muito gostoso. Dormimos em rede (R$35), local coberto com palha, com luz, mas sem paredes, até às 2:30h da manhã.
       
      Dia 29/jun - 2º dia: Prometia ser o mais pesado, cerca de 17km até Baixa Grande (o quarto dia que foi o mais cansativo). Começamos a travessia por volta das 3:15h, depois de um bom café da manhã, caminhamos sob a lua cheia iluminando tudo e temperatura amena. Andamos pela praia um bom tempo, cerca de 4h (com direito a cochilada no caminho) até chegar às dunas. Valeu a pena? Sempre, no entanto, tem gente que faz este trajeto de carro e isto economiza umas boas horas. Nas dunas, subida, descida, banho em algumas lagoas. Terminamos em Baixa Grande às 12:10h. Cansei muito! O GPS marcou, durante todo o dia, uns 27km. Eu digo "durante todo o dia", porque ainda caminhávamos pelos arredores do local da hospedagem para conhecer lagoas, rios, ver o pôr-do-sol. Baixa grande é um vilarejo no meio do deserto, mas com construção de alvenaria e vegetação por perto. Almoçamos galinha caipira por R$35 (preço padrão e não é você que escolhe o que comer). Descansamos e, à tarde, fomos para uma lagoa e ver o pôr-do-sol. Dormimos, como sempre, em rede (R$35 preço padrão), sem iluminação, mas coberto com palha e "paredes". O dia seguinte seria mais tranquilo.
       
      Dia 30/jun - 3º: Este terceiro dia foi tranquilo, acordamos por volta das 4:30h para sairmos às 5h, após café da manhã simples (tapioca e ovo). Caminhamos devagar, parando bastante em lagoas e terminamos antes do meio-dia em Queimada dos Britos, o GPS indicou 15km. Eu comecei a usar meia, pois vi que estava começando a formar bolha no meu pé. Almoço (R$35) era peixe (estava salgado), teve salada (artigo raro) e até sobremesa. Lagoas, pôr-do-sol, jantar e dormir cedo, porque não tem muito que fazer a noite.
       
      Dia 1º/jul - 4º: De novo, acordamos umas 2:15h, tomamos café e saímos para caminhar às 3h e alguma coisa. Só terminamos à 12:30h, exaustos, em Santo Amaro. Foi o dia mais longo e mais cansativo, cerca de 28km. Neste dia, mais uma vez, é possível pegar um transporte em Vassouras, economizando assim, uns 10km. Pergunta se pegamos? Não. Faltando uns 8km (talvez 6km), o guia novamente perguntou se queríamos pedir um carro e pagar R$50 cada um. Pegamos o carro? Claro que não, só faltavam 8km! kkk. As lagoas perto de Santo Amaro são bem mais bonitas que as de Barreirinhas e, acredito eu, o turismo em Santo Amaro irá aumentar com a boa estrada até são Luís (só falta transporte).
       

    • Por Aprazzivel
      E ai, galera?!
      Em outubro de 2019 visitei duas regiões do Maranhão: lençóis maranhenses e chapada das mesas!
      No inicio só tinha em mente lençóis pois n sabia até então que existia chapada das mesas, e que lugar maravilhoso. Indico para todos!!!
      Porém agora que o turismo esta chegando no local, então as pessoas não sabem lidar direito com os turistas, mas mesmo assim vale muito a pena, amei muito!
      vou deixar logo abaixo o link do meu blog onde conto como foi a viagem e algumas dicas caso alguém tenha interesse em conhecer.
      https://aprazzivel.com.br/lencois-maranhenses/
      https://aprazzivel.com.br/chapada-das-mesas/
    • Por Hi.Loren
      Olá, galera!
      Vou sair de mochilão pelo BR e América do Sul (roteiro incerto), sem data para voltar, estou com pouco dinheiro mas dinheiro não é o mais importante, podemos fazer grana pelo caminho, pedir caronas, dormir em albergues, acampar, etc. Sem mordomias.
      Quero mesmo é aventurar em todas as adrenalinas que puder, me divertir muito, amo cachoeiras, praias, natureza no geral.
      Sou de Minas Gerais, será meu primeiro mochilão roots. Adoraria companhia de pessoas dispostas a viver uma experiência apaixonante.
      Sempre com respeito e responsabilidade.
      Bora?


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