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Olá pessoal! Deixo aqui o relato da viagem que fiz com minha mãe em fevereiro de 2019. É o primeiro relato de viagem que escrevo, então já peço desculpas se algo ficar repetivivo ou não tiver detalhes. Vou escrever por partes, conforme a sequência da viagem. Let's go.

Dia 1: apresentação e embarque

Certo dia minha mãe (mamis) me revelou que tinha vontade de conhecer Paris e Roma. Ela não sabia explicar o porquê dessas duas cidades e não outras. Com bom viajante, compreendo perfeitamente essa vontade, imagino que vocês tb já quiseram visitar um lugar sem saber por que, apenas ir e pronto! Como ela não tem condições físicas nem financeiras de ir sozinha, decidi que a levaria para sua primeira viagem internacional e longa.

Com essas duas cidades em mente, a primeira coisa que eu fiz foi comprar a passagem aérea (não recomendo fazer isso rsrs, mas eu tenho uma enorme dificuldade em planejar uma viagem, se não tiver as passagens compradas era como se não tivesse certeza de que ia viajar, aí imagino que estaria planejando a toa, aí não planejaria nada e acabaria não viajando). Com várias dúvidas ainda, recorri ao mochileiros, blogs de viagens, youtube etc. Coisas como onde se hospedar, o que ver e fazer, como se locomover, quanto tempo ficar etc.

Como eu queria que mamis tivesse uma boa experiência ainda no voo de ida, optei pelas cias mais tradicionais, com boa avaliação dos usuários e que não tivessem históricos de transtornos, como perda de bagagens, atrasos etc. Nesse sentido, a melhor opção seria voar AirFrance, com a vantagem do voo direto até Paris. Comprei a passagem de SP até Roma com stopover de uma semana em Paris. Pra felicidade geral da nação, a KLM faz parte do mesmo grupo da AirFrance, então na volta podemos aproveitar outro stopover, desta vez em Amsterdam. Financeiramente a passagem saiu mais cara do que se fossêmos por outra cia, mas nessa hora o emocional ganhou do racional e comprei mesmo assim. A vantagem foi que os voos internos (de Paris a Roma e de Roma a Amsterdam) estavam inclusos e com bagagem, assim não precisei me preocupar em pesquisar voos com as low cost e gastar ainda mais pra incluir bagagem (uso isso como conforto mental pra justificar pagar a mais rs). Se eu fosse sozinho provavelmente não faria isso, mas como queria que mamis tivesse uma boa experiência valeu a pena. Outra coisa que pesou na escolha da cia foi o fato de ser a primeira viagem internacional de mamis, e também a primeira viagem longa de avião. Confesso que fiquei preocupado quanto a isso, pois o máximo que ela tinha voado antes eram 3h, e pegar um voo de quase 11h assim pode assustar um pouco. Graças a Deus ela não teve nenhum medo nem receio.

Dona Sonia (mamis) no Aeroporto de Guarulhos, momentos antes de embarcar no Boeing 777-200 da AirFrance (ao fundo)

Dona Sonia (mamis) no Aeroporto de Guarulhos, momentos antes de embarcar no Boeing 777-200 da AirFrance (ao fundo), rumo a Paris.

Também foi a primeira vez dela em um avião grande, e a primeira palavra dela ao entrar no avião: "- Que lindo!". Imaginem a minha emoção rs!

O voo trancorreu sem problemas. Pegamos turbulência na travessia do Atlântico, mas nada que assustasse. Mamis conseguiu dormir bem.

A AirFrance não foge do padrão da econômica (serviço de bordo, sistema de entretenimento, espaço para as pernas e reclinação das poltronas, além dos clássicos travesseiros, cobertores e fone de ouvido), mas tem alguns "mimos" que poucas cias oferecem, como máscara de dormir e lenço umedecido para higienizar a mão antes da refeição. O grande destaque fica para a cordialidade das comissárias e, claro, o champagne que é servido como welcome drink, mesmo na econômica.

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Champagne servido no voo da AirFrance. 

Pelas passagens, paguei R$ 3.189,58 por pessoa, comprada em junho/2018 para embarque no dia 01/fevereiro/2019. Em dólares, saiu por U$ 717,00. 

Em julho fechei o seguro viagem com a Mondial/Allianz, que custou R$ 302,24 por pessoa (era mais caro, lembro que usei um cupon de desconto). Graças a Deus não precisamos de atendimento na Europa, então não tem como avaliar o seguro.

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Info: viajamos em fevereiro de 2019, em pleno inverno, mas nos acostumamos fácil ao frio. Mais ou menos no sexto dia da viagem eu começer a ficar resfriado, com falta de ar e tosse. No dia seguinte não tinha melhorado e fui na farmácia comprar um remédio. Coloquei as palavras no Google Tradutor do celular e mostrei para a farmacêutica, que prontamente me indicou a prateleira onde pude escolher os medicamentos.

Segurança: Durante toda a viagem não tivemos nenhum contratempo com relação à segurança. Seguimos as dicas e mantivemos vigilância total, confesso que até fiquei um pouco paranoico hehehe, toda hora conferia os bolsos e tal. Na mochila não carregava nada de valor, apenas uma garrafa d'água, luva, guarda-chuva, essas coisinhas, então usei ela nas costas sem neura.

Dia 2: Paris

Tinha nevado na madrugada antes da chegada; ao pousarmos no CDG, de dentro do avião dava para ver os resquícios de gelo/neve. Infelizmente durante toda a viagem não pegamos neve.

Após passar pela imigração e alfândega, fomos na Loja Relay comprar o chip de internet da Orange (40 EUR, 20 GB, 30 dias, válido por toda a União Europeia); passamos no Posto de Informações Turística para comprar o Paris Museum Pass (2 dias, 48 EUR), e ali mesmo no aeroporto, na loja Marks & Spencer, tomamos café da manhã, um menu de sanduíche, suco de laranga e um yaourt maravilhoso (divino mesmo, infinitamente melhor que os iogurtes gregos), por 7 EUR (na verdade foi seis e alguma coisa).

Depois seguimos para a estação do RER. Infelizmente não achei o guichê para comprar o Navigo, mas como só usaríamos na terça-feira isso não chegou a ser um problema. Além dos tickets do RER até Paris (10,30 EUR), comprei um carnet com 10 tickets t+ para andar nesse final de semana, saiu por 14,90 EUR. Comprei nas máquinas de atendimento automático, que não estava aceitando dinheiro.

Pegamos o trem até a estação Gare du Nord (aproximadamente 30 minutos), onde pegamos o metrô até a estação próxima do hotel (mais uns 15 minutos). Ficamos hospedados no 10.º arrondissement, no Hotel Aida Marais Printania (a um quarteirão da estação Jaques Bonsergent, linha 5 do metrô). Paguei R$ 662,56 por duas diárias. Não sei qual seria o valor em euros porque reservei no hotels.com, pagando em reais e parcelando em 12x.

Chegamos no Hotel por volta de 12h30, onde o recepcionista (um peruano muito simpático) nos presenteou com uma sacola de papel do hotel com duas caixinhas de suco. No balcão estava disponível um biscoitinho também. Fizemos o check-in, pagamos a imposto municipal e aguardamos uns trinta minutos até a liberação do quarto.

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Visão da janela do hotel e mamis maravilhosa!

Fomos para o quarto descansar e dormir um pouco. Não programei nada para esse primeiro dia de chegada, pois o interesse era justamente descansar e se acostumar com o frio e a diferença de fuso horário. Mais tarde saímos para um passeio descompromissado, mais para se ambientar e ter um primeiro contato com a cidade, e mamis também queria visitar os brechós, que seria melhor encaixado nesse primeiro dia para não comprometer o cronograma.

Depois da soneca saímos para passear em direção ao brechó. Como era sábado e estavam tendo protestos dos coletes amarelos, a Place de la République estava fechada. Voltamos pela avenida e pegamos o metrô na estação Jacques Bonsergent mesmo.

Descendo na estação Hôtel de Ville, ficamos maravilhados com a imponente construção.

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Atravessamos uma ponte (pelo mapa acredito que seja a Pont D'Arcole),

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e andando mais um pouco chegamos à Notre Dame, que só apreciamos por fora, já que a visita estava programada para outro dia.

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Continuando a andança, atravessamos mais uma ponte, voltamos e chegamos ao Palais de Justice e a Saint Chapelle. Não entramos.

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Mamis em frente ao Palais de Justice.

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Mamis e eu em alguma ponte de Paris.

No momento que eu escrevo este relato eu olho no Google Maps e tento lembrar o trajeto que fizemos e vou pegando os nomes, mas enquanto flanávamos em Paris estávamos tão maravilhados que não me preocupei em saber o nome das atrações nem os endereço, apenas andamos descompromissadamente.

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Primeiro contato com a Tour Eiffel. Confesso que de longe assim eu não fiquei muito surpreso com a torre, parecia distante e sem graça demais rs. Mal sabia eu que no dia seguinte mudaria completamente de pensamento rs.

Seguimos andando e passamos por uma praça com uma torre (Square de la tour Saint-Jacques), pelo Centre Georges Pompidou e finalmente chegamos aos brechós. Nisso devia ser umas 18h. Comemos em alguma barraca de rua nesse trajeto, eu peguei o crepe de Nutella e mamis o de fromage (queijo).

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Square de la tour Saint-Jacques e nós em frente ao Le Centre Pompidou.

No brechó, enquanto mamis olhava as peças de roupas, eu fiquei mexendo no celular. Mamis não quis comprar nada, disse que não viu nada interessante, mas disse que os preços e a qualidade das roupas eram boas. 

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Pra quem tiver interesse deixo aqui o endereço dos brechós que fomos:

Kilo Shop: 79 Rue de la Verrerie;

Kilo Shop Kawaii: 65 Rue de la Verrerie;

Free'P'Star: 61 Rue de la Verrerie;

Emmaüs Boutique:  35 rue Quincampoix;

 

Depois saímos caminhando em direção à Place des Vogues

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Passamos num mercado para comprar comida e pegamos um metrô para voltar para o hotel.

Apesar de não ter nada programado nesse primeiro dia, foi bem proveitoso essa caminhada, pois já me familiarizei um pouco com a cidade e o metrô.

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Dia 3: Paris

Saímos do hotel e antes de pegar o metrô procuramos uma "padaria" para o petit dejeneur. Encontramos uma bem próximo do hotel mesmo, a poucas quadras de caminhada. Tomamos um suco de laranja natural, café expresso e comemos um croissant. Não lembro o preço, mas achei caro pelo tamanho das porções, mas estava uma delícia.

Pegamos o metrô e fomos em direção à Sacré-Coeur. Não tenho certeza, mas olhando no mapa acho que descemos na estação Barbès - Rochechouart, meio que sem querer, porque fiquei meio perdido em saber qual era a estação mais próxima. Pelo menos aproveitamos para dar uma caminhada de leve pelo bairro. Não tem nada de mais, mas por ser o segundo dia em Paris cada esquina era um encanto, com as construções, os letreiros e vitrines de lojas etc., todos esses encantos quando estamos em um país pela primeira vez... 

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    • Por Carlos FD
      E aí companheiros e companheiras mochileiros, tudo em cima?

      Depois de mais de 08 anos cadastrado nesse fórum, lendo e aprendendo com um monte de relato, finalmente chegou a hora de dar minha contribuição por aqui. Depois de planejar várias vezes uma eurotrip (achei, inclusive, um post meu de 2013 já com esse planejamento aqui), a mais recente agora no início de 2019 em que cheguei a comprar as passagens mas acabou não rolando por burrice minha, finalmente essa viagem vai sair.
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      Não sou fã de textão nem de coisas muito elaboradas, tampouco fotos perfeitas, então não esperem padrão de qualidade blogueirinhos e blogueirinhas rycos e phynos. Minha principal preocupação vai ser com a parte financeira. Cada centavo gasto será colocado aqui.

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      No próximo post eu vou trazer alguns custos que integram a pré-viagem.

    • Por Douglas Rezini
      Olá Mochileiros. Essa foi minha primeira viagem para fora da América do Sul e também meu primeiro mochilão. Esse relato não é só para compartilhar qual foi meu roteiro, mas para tentar ajudar outros mochileiros a terem experiências melhores que as minhas e também tentar transmitir o quando toda essa experiência me mudou positivamente.
      Escolhi a Itália por vários motivos, mas principalmente porque sou apaixonado por história e sempre foi um sonho conhecer as ruínas do império romano e porque sinto um grande carinho pela Itália, carinho que me foi transmitido através dos meus avós, bisavós e minha família de modo geral. Também existem outros motivos, como as belezas naturais e a arquitetura do país, a facilidade do Idioma, a culinária e os vinhos.
      Parti de Navegantes no Brasil no dia 09/Agosto/2019 durante a manhã e cheguei na Itália, após uma escala em Guarulhos e outra em Paris, dia 10/Agosto/2019 a tarde. Já havia feito a reserva e pago antecipadamente por todos os Hostels, também levava comigo 1.100 Euros e na minha mochila roupas suficientes para uma semana. Talvez vou estar sendo repetitivo, mas para mim algumas coisas foram essenciais nessa viagem, como: Power Bank, tampões para o ouvido, máscara de dormir, doleira, fone de ouvido, mochila de ataque, remédios simples de modo geral (Dipirona, Ibuprofeno, Plasil, etc), protetor solar e labial. São coisas simples, mas que fizeram toda a diferença.
      A forma com a qual eu vou escrever esse roteiro provavelmente vai ser diferente no decorrer dos dias, mas isto é porque a forma com a qual eu encarei essa viagem também mudou no decorrer desses mesmos dias. Alguns vão estranhar a quantidade de dias que eu passei em algumas das cidades, mas essa realmente foi a forma que queria viajar, aproveitando os lugares sem pressa.

      Principais cidades desse relato.
      Dia 01 - Roma - 10/Agosto/2019
      A escala de Paris para Roma atrasou em consequência cheguei uma hora após o previsto, mas felizmente não havia comprado tickets de trem ou ônibus. Do aeroporto peguei um ônibus pela empresa TERRAVISION, o qual custou 7 Euros. Como era sábado não tinha trânsito e em 35 minutos estava na estação Roma Termini. Existem várias companhias que fazem esse serviço, o ônibus é normal, mas tinha ar-condicionado e custava menos da metade do preço do trem.
      De Roma Termini fui andando por uns 15 minutos até chegar no Hostel Free-Hostels Roma. Gostei bastante do Hostel, o staff era bem atencioso, os quartos eram limpos e possuíam camas no formato de ninhos, os quais traziam alguma privacidade, e também são realizados eventos todas as noites para integração entre os hóspedes. O hostel normalmente tem alguma promoção para quem fazer a reserva no site deles, no meu caso foi o café da manhã incluso (Tinha nutella hahah).

      Eventos da semana que não são seguidos a risca, mas da para ter uma ideia.
       
      A duas quadras do Hostel tem um supermercado com bons preços. No mesmo dia fui até lá para comprar uma garrafa d’água e alguns snacks para comer durante o dia. Já havia lido em outros relatos e realmente é essencial ter sempre uma garrafa na mochila, não só em Roma, mas em outras cidades da Itália existem diversas fontes de água potável e gratuita espalhadas pelo centro e bairros onde é possível reabastecer a garrafa e economizar uns Euros.
      Não muito longe do mercado também comprei um Chip de celular da Voda Fone por 20 Euros em uma loja da própria companhia. O plano para turistas tem um mês de duração, pode ser usado em toda a Europa e conta com um limite de dados de 35 GB, porém não consome os dados para o uso de chats e redes sociais, mesmo para vídeo chamadas pelo que eu pude perceber. Muito cuidado, recomendo não comprar no aeroporto ou rodoviária, nesses lugares o preço quase que triplicava.
      Dia 02 - Roma - 11/Agosto/2019
      Começando a manhã visitando a feira de Porta Portese, a qual acontece todos os domingos. Não sei se existe um foco principal nos produtos da feira, mas haviam muitas barracas vendendo roupas e produtora baratos e de uso geral. Não é algo que me atrai muito e eu considero perdível, mas acabei encontrando e comprando uns livros usados e bem baratos para praticar a leitura em Italiano.

      Feira de Porta Portese
      Depois de lá segui andando até chegar na Isola Tiberina, cruzando as pontes em direção ao centro histórico começa o Gueto Judeu de Roma. Para quem gosta de história eu recomendo baixar Áudio Guias, no meu caso eu usei o aplicativo gratuito do Rick Steves durante esse e outros passeios, garanto que o local muda totalmente quando você sabe o que aconteceu ali. Também ouvi boas recomendações para comer lá, mas acabei chegando muito cedo para o almoço.
      Ali perto também estão o Pórtico de Ottavia e o Teatro di Marcellus. Perto do Pórtico existe uma descida que permite caminhar pelas ruínas, vale muito a pena. Não é necessário pagar nada ou enfrentar qualquer fila para acessar esses locais.

      Descendo pelo Pórtico de Ottavia

      Vista do outro lado onde é possível ver todo o Teatro di Marcellus
      Seguindo a direita um pouco mais a frente eu cheguei ao Foro Boario/Tempio di Portuno e da Bocca della Verità. Essa última tinha uma fila gigantesca de pessoas querendo tirar uma foto com a mão na boca da face esculpida no mármore. Segundo a lenda, se alguém contar uma mentira com a mão na boca da escultura, a sua boca fecharia na mão do mentiroso. A fila era realmente muito grande, portanto segui para o Monte Capitolino.
      A subida é um pouco cansativa, mas de lá é possível ter uma vista incrível das ruínas romanas e isso faz tudo valer muito a pena. No monte capitolino se encontra o museu capitolino, com uma coleção incrível de bustos, artefatos e até ruínas da Roma antiga. Talvez seja porque eu gosto muito da história de Roma, mas passei 4 horas lá dentro. Dentro do museu também é possível ter uma vista incrível das ruínas.

      Vista do Museu Capitolino
      Não entendo o porque, mas diferente de outros museus este não tem muita fila, acredito que vale a pena deixar para comprar o ingresso na hora e evitar de pagar a taxa de reserva online. Por fim, ali perto também estava o monumento Altare della Patria, um dos cartões postais mais famosos de Roma e com uma vista incrível da cidade. Para ter acesso ao terraço é necessário pagar, mas o último nível  antes do terraço já oferece uma vista incrível e de graça.

      Monumento Altare della Patria
      Dia 03 - Roma - 12/Agosto/2019
      Finalmente o dia de conhecer o Vaticano, como eu estava fazendo tudo a pé ajustei meu trajeto para passar em frente a Ponte Sant'Angelo e o Castelo Sant'Angelo, outro cartão postal muito famoso de Roma. Não achei que valia a pena comprar o ingresso para entrar, portanto fiquei somente no lado de fora observando as esculturas da ponte e o castelo em si. Fui alertado muitas vezes para tomar cuidado com golpes nessa região e no coliseu, talvez fosse muito cedo, mas nesse horário estava bem tranquilo e não vi ou presenciei nada do tipo.

      Ponte Sant'Angelo e Castelo Sant'Angelo
      Seguindo para esquerda por mais algumas quadras começava a entrada para o Vaticano, de longe já era possível ver que a praça São Pedro já se encontrava bem cheia. Chegando lá fiquei dando algumas voltas pela praça e logo me arrependi, a fila para entrar na basílica de São Pedro estava gigantesca. Depois disso corri para a fila, comecei a ouvir o Áudio Guia e meia hora depois estava dentro da basílica. Estava bem cheia, mas o lugar é incrível e vale muito a pena, seja você religioso ou não. Importante saber para poder evitar surpresas é que não é permitido ingressar na igreja com os joelhos ou ombros a mostra, nesse caso basta cobrir com um lenço, cachecol, echarpe para poder ingressar. Isso vale para todas as igrejas e catedrais famosas na Itália.

      Vista de fora da Basílica de São Pedro
      V
      Vista de dentro da Basílica de São Pedro
      Por 10 Euros é possível acessar a cúpula e o terraço e ter uma vista incrível do vaticano, mas a fila era bem grande e também no meu caso tive que sair correndo pois estava atrasado para a visita agendada aos museus do Vaticano. Quando cheguei na rua do museu me deparei com uma fila gigantesca dobrando a esquina, porém um funcionário logo me indicou que era a fila para comprar os bilhetes e como já havia comprado pela internet pude ir direto. Nesse caso, comprar de forma antecipada foi essencial para evitar horas de fila no sol.
      Acredito que eu tenha ficado pelo menos 3 a 4 horas dentro dos museus. Todas as salas são normalmente muito cheias, algumas quentes outras mais agradáveis, mas independente disso todas as obras, relíquias, tapeçarias, estátuas, tudo faz fazer a pena. Acredito que não só nesse, mas nos demais museus é essencial ter um áudio guia para aproveitar o máximo de tudo o que oferecem. Existem diversos gratuitos na internet, mas os museus também oferecem os seus e que são obviamente pagos.

      Uma das várias salas do museu, detalhe para o tamanho das pessoas e das esculturas.
      Por fim todos os caminhos eventualmente vão levar para a Capela Sistina, um dos lugares mais lotados e tumultuados do museu. Você vai se cansar de ouvir os funcionários pedindo silêncio a cada 5 minutos, também é proibido tirar fotos e eles vão te falar isso várias vezes. Novamente, é essencial ter um áudio guia para explicar cada parte dessa obra de arte em detalhes e prepara o pescoço para ficar um bom tempo olhando para o teto.
      Dia 04 - Roma - 13/Agosto/2019
      Comecei o dia caminhando em direção ao coliseu, essa região é cheia de ruínas e é possível inclusive acessar algumas partes gratuitamente. Andei sem pressa parando para ler as placas informativas que os locais possuem e escutando o áudio guia. Não muito longe dali caminhei para a Igreja de Santo Inácio de Loyola, a igreja é bela mas o que impressiona mesmo são os afrescos, vale muito passa lá para dar uma olhada, é de graça e não é lotada de turistas.

      Igreja de Santo Inácio de Loyola
       

      Uma parte dos afrescos no teto da igreja.
      Continuei o passeio em direção ao Panteão, mas como sempre eu tento alterar meus trajetos para passar por outros lugares onde existe algum monumento ou ponto conhecido, nesse caso foram a Colonna di Marco Aurelio e o Obelisco di Montecitorio, a histórico por trás desses monumentos é algo único e quando você lê ou escuta sobre essas histórias os lugares mudam completamente.
      Mesmo antes de chegar no Panteão você vai perceber que está perto pelo número de pessoas, e nesse lugar eu diria para ficar bem atendo aos batedores de carteira e a golpes. Lotado de pessoas ou não, é uma obra incrível que deve ser vista, a fila é bem rápida e não é necessário pagar para entrar. Como é uma igreja eles pedem para que as pessoas naõ entrem com joelhos e ombros a mostra, mas o controle não era tão rígido quanto no vaticano.

      Panteão
      Tentei visitar a Basilica di Santa Maria Sopra Minerva e a Igreja di Sant'Agnese in Agone nesse mesmo dia, mas ambas estavam fechadas, a segunda fechou logo quando eu estava chegando, portanto é bom ficar atendo aos horários. No mesmo local da igreja está a Piazza Navona e la Fontana dei Quattro Fiumi, ao redor da praça existem diversos restaurantes, bares e algumas gelaterias. As fontes são belíssimas e vale a pena parar para comprar um gelato e ficar olhando cada detalhe das esculturas.
       
      Fonte do Mouro

      Fontana dei Quattro Fiumi e Chiesa di Sant'Agnese in Agone ao fundo
      Na volta para o Hostel ainda passei pela Piazza di Pasquino onde existe a estátua chamada de Pasquino, uma das mais famosas "estatuas falantes" de Roma, e pelo Campo de' Fiori onde existe uma pequena feira com preços bem turísticos. 
      Por mais que andar pelas ruas de Roma é se perder no tempo e conhecer algo novo a cada esquina, eu percebi que depois desse dia eu estava andando demais e resolvi comprar o bilhete de 7 dias para usar o transporte público de Roma. É possível comprar em Roma Termini ou em algumas tabacarias, custa 24 Euros e da acesso a ônibus, metro e tram, basta validar no primeiro uso e manter com você para ser apresentado caso necessário.
      Com o ticket em mãos aproveitei para visitar alguns lugares a noite. Comecei com a Piazza di Spagna, conhecida pela sua escadaria onde as pessoas costumavam se reunir para interagir, beber e comer. Porém, recentemente a prefeitura proíbe e a polícia fica no local para impedir que qualquer um fique sentado nas escadarias, dali segui para a Fontana di Trevi. Durante o dia a famosa fonte é lotada de pessoas, mas a noite parece que ela fica mais cheia ainda, talvez porque a noite ela também fica ainda mais bela.

      Fontana di Trevi no stories

      Fontana di Trevi na vida real
       Dia 05 - Roma - 14/Agosto/2019
      EM CONSTRUÇÃO...


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