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RViana10

Primeira viagem internacional

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Fala galera, belezinha? Bom, me chamo Rafael e estou tentando planejar uma viagem para Europa com um amigo, como nosso orçamento é um pouco curto, desistimos de tentar fazer um mochilão e focamos apenas em conhecer um país, que no caso seria a Holanda (ou Itália, porém vou fazer o mesmo post na sessão da Itália para ficar algo mais organizado). Temos em caixa algo em torno de R$7.000,00 e queríamos ficar pelo menos uns 15~20 dias. Bom, como disse antes, estamos limitados em relação ao dinheiro, então esses R$7.000,00 seriam para a viagem como um todo (passagens, hostel, deslocamentos, alimentação, etc). Planejamos ir em Março de 2020, é uma boa época para ir? Vi que é um mês de "baixa" temporada, então acredito que encontraremos preços mais em conta.

Montei um roteirinho bem fuleira, só para organizar um pouco as ideias, mas estou aceitando sugestões caso seja necessário tirar, incrementar ou alterar alguma coisa.

Amsterdam - 5 dias
Keukenhof - 2 dias (Com algumas pesquisas, disseram que só vale a pena vir para cá da metade de Abril até meados de Maio, por conta do parque das tulipas, mas como vamos em Março, eu deveria tirar essa cidade do roteiro?)
Rotterdam - 4 dias
Kinderdijk - 2 dias
Delft - 2 dias

Qualquer opinião é muito bem vinda, até porque não conheço muito a Europa, não sei se a divisão de dias ficou muito boa, se há outras cidades que eu deveria incluir para colocar no lugar de alguma outra aí ou então se eu deveria tirar alguma por ter cidades demais, enfim, sou todo ouvidos.

Desde já, agradeço imensamente!

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Em ‎03‎/‎04‎/‎2019 em 19:16, RViana10 disse:

Keukenhof - 2 dias (Com algumas pesquisas, disseram que só vale a pena vir para cá da metade de Abril até meados de Maio, por conta do parque das tulipas, mas como vamos em Março, eu deveria tirar essa cidade do roteiro?)

Olá Rafael, vou comentar só sobre Keukenhof. Isso que vc escreveu "Tirar essa cidade do roteiro" não faz muito sentido.  Keukenhof não é uma cidade, é um parque/jardim privado, no meio do nada, com horário de abertura. Vc encontra as infos no site, incluindo datas e horários de abertura: http://keukenhof.nl/en/

Não há porque visitar Keukenhof fora das datas de visitação, já que os portões estarão fechados, ok?

Se mudar a data da viagem e pegar Keukenhof aberto: eu fiquei ali 4 horas (e isso que adoro flores). Já 2 dias acho meio exagerado, mas claro que vai do gosto de cada um.

Pelo país há parques nacionais, se vc tem vontade de experimentar a natureza é uma opção para vc já que são públicos e abertos em qualquer horário / epoca do ano (e gratuitos) aqui uma lista: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_national_parks_of_the_Netherlands

Eu visitei um parque nacional perto de Haarlem: http://www.np-zuidkennemerland.nl/299/national-park-zuidkennemerland é um parque bem pequeno e deu pra visitar tudo de bicicleta, num único dia. Adoro fazer pedaladas na natureza e pra mim valeu muito a pena.

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@Adriana T-Tresch Olá, Adriana! Muito obrigado pela explicação! Eu não fazia ideia que era um parque, eu montei esse roteiro meio que sem uma pesquisa mais profunda, até porque eu não conheço nada na Holanda, tirando Amsterdam e Rotterdam que são os locais que mais ouço falar.

Vou dar uma pesquisada melhor então e reorganizar meu roteiro, mas desde já, agradeço!

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@RViana10 Em termos de custo a itália é mais barata, portanto recomendaria a Itália.

Amsterdam vou no mês que vem, ai posso te falar melhor, mas só pelas pesquisas, estadias etc... já da pra ter uma noção.

 

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Geralmente os países Europeus, como Canadá e EUA, para você entrar, tem que ter uma quantia determinada por eles e já ter as passagens de ida e volta, como também as hospedagens, de onde você irá ficar. Essas hospedagens, você pode fazer uma simulação e fazer uma cópia para levar.

É bom ficar atento a esses detalhes

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Em 03/04/2019 em 14:16, RViana10 disse:

R$7.000,00 seriam para a viagem como um todo (passagens, hostel, deslocamentos, alimentação, etc).

Considerando em média R$ 2.500 a passagem de ida e volta, te sobram R$ 4.500,00. A preço de hoje da em torno de 1.000,00 Euros. 10 diárias em hosteis na Holanda saem por 300 euros na média. Te sobrariam 70 euros/dia para alimentação e passeios. Mais que 10 dias já ficaria muito apertado... aí você teria que partir para cozinhar em hostel + fast food e sacrificar alguns passeios pagos.

Para ter ideia, um ticket de transporte publico em Amsterdam estava custando 3 euros ano passado. Uma refeição popular (menu simples com arroz ou batata, 200g de proteína e uma pseudo salada) entre 15-20 euros. Uma cerveja a partir de 5 euros. As atrações entre 15-20 euros. Hospedagem é uma das mais caras do mundo... acho pior que em Paris. 

10 dias daria para fazer Holanda combinado com Bélgica ou Paris ou Londres, tranquilamente!! O fator limitante é a grana porque são países caros de verdade. A Alemanha, algumas cidades são mais baratas - Berlim por exemplo.

Portugal você passa tranquilamente com 50 euros por dia. Madri os custos são bem menores em relação aos países do Norte da Europa.

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@Diogo Souza Fontes Então, Diogo... estava planejando ir para Holanda, Itália, UK ou um mochilão para o Leste Europeu, esses são os lugares que mais me chamam atenção entende?

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Aham entendi, leste europeu deve ser mais cara a passagem, porém os gastos lá são menores. Só fui 1 vez para europa, então vou deixar os mais experientes opinarem.

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    • Por Daltro Peixoto
      Bike Trip Amsterdam Antuérpia
              Quis publicar essa experiência porque quando pensei em fazer essa viagem encontrei pouca informação a respeito. Então pensei que poderia ser útil para outros viajantes. Fiz a viagem em set/2017. Todos os valores estão em euros.
              Criei um blog onde coloquei esse mesmo relato com as fotos da viagem. Pra quem quiser conferir o endereço é:  https://biodaltro.wixsite.com/merggulho

       
      O começo
               Essa é minha terceira visita a Amsterdam. Estar num lugar da Europa sempre sugere conhecer os arredores, tudo tão perto e tão acessível. Mas, até aqui, isso não tinha sido possível. Nessa temporada vim mais determinado.
              Imaginei uma viagem de bicicleta depois de pedalar a primeira vez pelas ruas de Amsterdam. A estrutura pro uso de bicicletas aqui é fantástica, revolucionária, instigante, e entrei de verdade no clima, e no espirito da cidade, somente depois desse dia. Uma onda, a melhor onda de Amsterdam. Tive a certeza de querer viajar pedalando depois que fui mais longe um pouco, e senti uma sensação de liberdade que só havia sentido antes nas caminhadas que faço. Ciclovias intermináveis.
              Primeiro busquei um site de viagens, que oferecia roteiro, bike, hospedagem, transporte da bagagem. 7 dias de Amsterdam a Bruges, por 800 euros. Considerei, mas pacotes não são bem meu estilo. Então aproveitei  apenas o roteiro. 
              Passei a imaginar a viagem seguindo o mesmo roteiro, mas alugando uma bike em Amsterdam, e reservando os locais para pernoitar por minha conta. Encontrei muitas opções, e o custo caiu.
              Alugar uma bicicleta para circular por Amsterdam e conhecer a cidade é muito fácil, você esbarra nas opções por todo lado. Mas alugar para uma viagem não é tão comum, nem tão mais barato como eu imaginava.
              Então comecei a pensar em comprar uma bike de segunda mão. Muitas pessoas daqui me sugeriram isso. 
              Aqui eles tem um tipo de eBay holandês - www.markplaats.nl. Foi a indicação que me deram. Encontrei muitas bicicletas boas e baratas. Tive que garimpar, em holandês, usando um tradutor.

      2 dias antes - segunda - 04/set - Amsterdam
              Depois de muito olhar comecei a separar as bicicletas que eu mais gostava, e foi assim que cheguei na loja Fietshokje, em Haarlem, que fica a mais de 20 km de Amsterdam. Fui de ônibus, em meia hora, viagem super tranquila e bonita.
              Na loja encontrei muitas bikes, de todos os tipos, preços e estados de conservação. Olhei, olhei e escolhi. Não foi tão barata como eu esperava, mas tinha cara de nova.
              Saí de Haarlem rumo a Amsterdam já pedalando. Emocionante essa possibilidade. Abri o mapa no celular e segui. O tempo todo andei por ciclovias. Atravessei lugares lindos, com muita vontade de sentar na varanda de um bar, tomar uma cerveja e curtir esse momento mágico. Mas decidi comemorar pedalando. 
              A ciclovia acompanha as auto estradas, mas à distância. Geralmente você pedala bem próximo aos canais, em meio à vegetação. 

      1 dia antes - terça - 05/set Amsterdam
      Como ja tinha planejado viajar por aqui, e acabava não rolando, dessa vez defini uma data, pra tentar fazer as coisas acontecerem. Bom, essa data era ontem, e já estou 2 dias atrasado. Mas contou aí a inexperiência, e a falta de intimidade com a cidade. Depois que comprei a bike, e comecei a pedalar, vi que coisas essenciais estavam faltando. De cara uma corrente contra roubo e uma campainha. Apesar de ser o lugar que é, Amsterdam tem um índice altíssimo de roubo de bicicletas. Numa das lojas que entrei, deixei a bicicleta sem tranca na porta e entrei pra me informar. O atendente se virou e disse: “Senhor, nunca, nunca, nunca, deixe sua bicicleta sem segurança na rua.” 
              Uma campainha também é essencial quando o trânsito de bicicletas e pessoas é mais intenso. Evita freadas, e mesmo acidentes.
              O uso do GPS é fundamental. Não consigo me imaginar chegando a algum lugar por aqui sem o GPS, principalmente pedalando. Na volta de Haarlem parei mais de 30 vezes, tirava o celular da mochila, e conferia a rota. Logo percebi que um suporte pro celular no guidom ajudaria muito, e esse foi o terceiro acessório.
              Nesse mesmo percurso usei uma mochila leve e pequena, bem mais leve e menor do que a que preciso levar na viagem. Então, um bagageiro, e uma pequena caixa plástica presa nele foram a alternativa para encaixar a mochila, e livrar o peso e o calor nas costas, quarto e quinto acessórios. 
              Uma bomba para encher os pneus foi o última e clássica aquisição. A bike estava pronta, ficou um espetáculo.
              Partida certa no dia 6/set, destino Gouda, a terra dos queijos. Mas ja sei que lá tem muito mais que isso.

      loja: Fietshokje
      bicicleta - 150,00
      loja: Het Zwarte
      corrente - 55,00
      loja: Tromm 
      mao de obra - 15,00
      protetor e suporte pro celular  -  29,95
      bagageiro - 35,95
      caixa plastica 25L - 19,95
      bomba - 11,49
      extensor  - 7,95
      total -  325,29

      Dia 1 - quarta - 06/set - Amsterdam - Gouda (57,5 km)
              
              Dei uma ultima reorganizada na mochila, tirei algumas coisas, coloquei outras, tentando conciliar peso com funcionalidade. Achei que ficou mais adequada, mas essa impressão vem realmente durante a viagem.
              De manhã o tempo estava nublado, bem nublado. Não muito frio. Vesti uma camiseta sintética de manga curta, e coloquei a mochila dentro de um saco (não trouxe a capa), e dentro da caixa. A caixa plástica acoplada ao bagageiro foi uma ótima solução pra transportar a bagagem, e no final do dia vi como viajar com a mochila nas costas teria me destruído.
              Iniciei a viagem às 10:00. Com uns 5 minutos de pedalada a chuva começou. Me abriguei, troquei a camisa pela de manga comprida, e protegi melhor a mochila. Esse foi tempo suficiente pra chuva parar, e retomei o caminho. Não me impressiono mais com a chuva por aqui, porque ela é bem passageira.
              O GPS tem sido fundamental pra conseguir me deslocar a longas distancias por aqui. Além de tudo plano, sem meus tradicionais pontos de referencia - montanhas, e canais parecidos por todos os lados, as ciclovias em muitos trechos tem mão única. Então, se você erra um caminho, não pode simplesmente dar meia volta e retornar ao ponto certo. Tem que fazer um retorno, como se estivesse dirigindo um carro. Mas não foi difícil sair de Amsterdam. Os visuais ainda dentro da cidade já são incríveis.
              A principio pareceu que uma bicicleta com 6 marchas seria um exagero, num lugar plano como a Holanda, mas o grande adversário por aqui é o vento. Nas retas descampadas senti a pressão, mesmo não sendo a época de ventos fortes. Tive que me adaptar também a pedalar com o volume e o peso da mochila, principalmente nas paradas e nos trechos com vento mais forte.

              Em Gouwsluis tive bastante dificuldade de seguir em frente. O GPS me conduziu pra uma rota em que a ciclovia estava interditada. Eu tinha atravessado um rio, e percorrido uma boa distancia pela margem direita, quando encontrei a interdição. De um lado, o rio, do outro, campos cultivados a perder de vista. Pedi orientação a uma pessoa que estava por ali, que me disse pra retornar, atravessar o rio e seguir pela ciclovia do outro lado. Mas já imaginava que isso não seria tão simples, porque observei do outro lado uma espécie de porto fluvial, com muitos containrs depositados. Retornei, atravessei o rio, e fiquei bastante tempo tentando encontrar o caminho. Refiz a rota algumas vezes no aplicativo. Mas apesar de estar na outra margem ele não alterava o itinerário, me direcionava pro mesmo trecho interditado, e girava como uma bússola doida quando eu não seguia na direção indicada. Na loja de acessórios para bicicleta vi uma pequena bússola que se adapta ao guidom, e me arrependo de não ter comprado.
              Finalmente encontrei alguém para pedir informação - era um lugar bem deserto de pessoas andando, e consegui encontrar a saida. Imagino que gastei cerca de uma hora nessa confusão.
              Passei a pedalar ao lado de um largo canal, ou rio, por onde circulavam grandes balsas transportando carga. Vi quea  interdição do outro lado se tratava de uma manutenção na contenção das bordas. Ali eu já estava transitando pelos “paises baixos”, com a noção do rio fluindo acima da terra. Mais adiante, quando margeava alguns canais menores, o desnível entre o espelho d’água e os campos onde o gado pastava era maior ainda, talvez mais de uns 2 metros.
              Ainda me perdi mais algumas vezes. Num determinado ponto o GPS me indicava pra virar numa direção onde não havia como atravessar uma rodovia bem movimentada, sem acostamento, faixa para pedestres, nada. Noutro, ele me jogou mesmo pra rodovia. De repente me vi pedalando ao lado de carros e caminhões em alta velocidade. Não havia acostamento, e as buzinadas sucessivas me convenceram a entrar pro mato ao lado da estrada, descer da bicicleta, e voltar empurrando, pelo mato. Depois que sai da estrada ainda fiquei em idas e vindas sucessivas, com o GPS rodando doidão, até achar a direção correta. Nesse ponto devo ter gastado também mais uma hora.
              As rotas equivocadas e o esforço pra encontrar o caminho certo me cansaram mais que a pedalada em si. Olhava pra previsão de chegada do navegador, e contava os minutos pra chegar. Mais pelo êxito do que pelo descanso.
              Faltavam cerca de 15 minutos, ou até menos um pouco, quando a bateria do celular acabou. Por sorte trouxe uma bateria auxiliar. Ela carrega o celular, mas não o faz funcionar imediatamente. Precisei aguardar algum tempo ate que houvesse carga suficiente pra religar o navegador. Esse foi o último contratempo, e então finalmente cheguei, com 5 horas e meia de percurso, 3 horas a mais do que o inicialmente previsto.
              O hotel é muito bom, Campanile Hotel, melhor do que eu realmente precisava, mas foi basicamente a única opção, pelo preço e localização. Ainda assim eu estava ha 3,5 km do centro.
              Tomei um banho, ocupei o espaço, e aproveitei a estrutura pra lavar algumas roupas usadas no dia. 
              E saí rumo ao centro, a pé. Não queria continuar pedalando, na essência sou um andarilho. Mas, os 3,5 km de ida, mais a volta, mais o reconhecimento do centro de Gouda, me consumiram bastante energia, a que tinha me sobrado, porque não cheguei tão cansado da pedalada, como cheguei da caminhada.
              O centro de Gouda me surpreendeu. O caminho até lá era bem convencional, menos atraente do que a região residencial de Amsterdam. Mas o centro, bem restrito a uma pequena área, possui muitas construções antigas, canais, pontes, pequenas vielas, tudo num clima muito pitoresco. Cheguei no final da tarde, por volta das 17:00. As ruas estavam bem vazias e tranquilas, o que dava a paisagem um ar ainda mais intimista. Muitos estabelecimentos ja estavam fechados. Infelizmente ja estava bem cansado, ansioso por voltar ao hotel e recuperar minhas energias, e não desfrutei da visita ao centro de Gouda como gostaria. 
              O caminho de volta foi bem mais interessante. Percorri espaços muito bonitos, bucólicos. Pequenos canais, muita vegetação, e construções integradas a natureza. Tive a sensação de estar o tempo todo andando por um bosque habitado, com trilhas que exigem ser um local para não se perder. Ou um GPS.
              Cheguei de volta ao hotel depois das 20:00, e logo fui dormir.

      Hotel     (Campanile) - 72,00
      imposto - 1,51
      Cafe da manha - 11,50
      mercado (suco de laranja, vinho, queijo, pão) - 8,50

      Dia 2 - quinta - 07/set - Gouda - Dordrecht - 40km
              O dia começou bem. Briguei um pouco à noite com o edredom - estranhamente não havia lençol de cobrir na cama, e o barulho da estrada em frente pareceu durar a noite inteira. Mas levantei refeito, cedo, e fui pro café da manhã, que valeu super a pena. Cappuccino, café expresso, suco de laranja, vitamina de frutas, frutas picadas com iogurte, salame, peito de peru fatiado, sucrilhos com leite, croissant, pão preto, pão de ciabata, queijo. Aproveitei pra, sem pressa de comer, ir escrevendo sobre o dia de ontem, e a comida me inspirou.  Subi pro quarto por volta das 09:30, e consultei a previsão do tempo. Chuva prevista para as 14:00. Tempo de viagem até Dordrecht, 2 horas. Mas esse não é o tempo que estou gastando, como comprovei ontem, e novamente hoje.
              Ainda custei a sair, e as rodas da bike só começaram a girar mesmo às 10:55. Até agora me pergunto como demorei tanto pra sair.
              A saída de Gouda foi tranquila, e logo estava atravessando um vasto campo de pastos, cortado por muitos canais pequenos, com vacas, ovelhas, cavalos, patos, marrecos, gansos, cisnes, frangos d’água, e muitos pássaros. Um percurso silencioso e bucólico. No mapa, uma reta de mais de 6 km. Tentei não parar muito pra fotografar, e priorizar completar o caminho num tempo menor, preocupado com a previsão de chuva.
              Essa é uma região agrícola. Fazendas, talvez sítios na nossa concepção, com holandeses trabalhando no trato da terra e dos animais. Pareciam proprietários, colocando “a mão na massa”. Passei por casas à beira do caminho. A região é repleta de água, e os moradores exploram as condições naturais do local. Todas as casa utilizam os canais na decoração, com plantas, enfeites, estátuas de animais - patos, gansos, porcos. Transmitem felicidade, cuidado, bom gosto. Parecem viver em cartões postais, mas com simplicidade.
              Passei por uma casa em construção, e tive que parar. Me pareceu um lego gigante. Algumas partes já estavam montadas. Empilhadas ao lado, outras peças aguardavam para ser encaixadas. Dois homens trabalhando, e um contêiner que parecia funcionar como alojamento. Nenhum dos trabalhadores falava inglês, e não pude saber mais sobre o trabalho.
              Tudo ia bem, e eu seguia pedalando, até me deparar com outro trecho de ciclovia interditado. Naquele labirinto de campos, canais e caminhos, o aplicativo traçou uma nova rota, que eu comecei a seguir. Num determinado ponto, bem mais a frente, a pane começou. A rota sumiu, meu posicionamento foi lá pro outro lado da Holanda, e eu comecei a encerrar e reiniciar o aplicativo. E ia pra um lado, e voltava, e pegava outra direção, e nada. Por fim escolhi uma direção e segui. Bem mais a frente cheguei a uma rodovia, e um senhor que não sabia me informar o caminho, me indicou a direção onde ficava Dordrecht. No caminho eu deveria atravessar um rio, de balsa, e poderia me informar melhor. E foi o caminho que segui.
              Um pouco depois o aplicativo resolveu cooperar, e facilmente cheguei a  Lekkerkerk, onde atravessei de barco o rio Lek. 
              Me sentia feliz, achando que o destino estava certo e garantido, mas levei nova rasteira. Logo depois de começar a pedalar na outra margem, aplicativo doidão, me abandonou. Mesma situação, indicações desconexas, e uma vastidão deserta de pessoas. Encontrei um rapaz, numa fazenda, que mal falava inglês, mas conseguiu me apontar pra que lado seguir. E mais uma vez segui uma certa intuição, sei lá, talvez um pouco de bom senso também, e consegui sair daquele “branco no mapa”.
              Um pouco mais a frente o aplicativo voltou a cooperar, mas agora também a bateria do celular começou a jogar no time adversário. Faltava pouco, uns 10 km. Busquei todos os recursos que conseguia imaginar, placas, intuição, bom senso, e quando encontrava alguém, pedia informação. Boa prática de colocar a timidez de lado, e o pouco inglês que tenho pra fora.
              Finalmente cheguei em frente ao Bastion Hotel, novamente o melhor preço/localização, e novamente bem acima do que pretendia.
              Mas, avistar o hotel não encerrava essa jornada do dia. Ele estava do outro lado de uma rodovia muito movimentada, e como mencionei anteriormente, se eu estava de bicicleta precisava chegar até ele por uma ciclovia. Isso nem sempre é simples. E não foi. Primeiro tentei atravessar a avenida, e para isso precisei fazer uma grande volta, que me levou a um parque, que estava entre mim e o hotel, muito perto, quase podia tocá-lo, mas não foi possível chegar nele. Entre nós apareceu uma ferrovia, e depois um canal, e nenhuma passagem pro outro lado, que cada vez ia ficando mais distante. Volto a lembrar que aqui, se você está de bicicleta, não pode traçar uma reta de onde você está até onde quer chegar, e ir. As pessoas atravessam as ruas nas faixas. Não se atravessa uma linha de trem fora da passagem de nível, muito menos se estiver de bike. Então, tive que voltar um grande trecho que já havia percorrido, uma volta de 360 graus, pra chegar ao hotel que estava ao meu lado. Mas estou aprendendo.
              O hotel é, mais uma vez, muito mais do que eu esperava ou precisava. Mas foi o que se apresentou. Minha prática de ir decidindo e reservando conforme a viagem vai fluindo, está saindo cara aqui, e já estou tentando fazer diferente.
              Novamente, cheguei no hotel, ocupei o espaço, tomei um banho, e saí. Dordrecht é uma das cidades mais antigas da Holanda, e a parte mais antiga da cidade, um pequeno centro, possui mais de 1000  edificações históricas. Foi o que eu li, e estava doido pra ver de perto.
              Dessa vez não estava tão cansado, e mais perto do centro, 2,5 km. O caminho repetiu o que vi em Gouda, uma cidade mais moderna e convencional nos arredores, mas não sem suas peculiaridades, que vai ficando mais encantadora conforme vai-se aproximando do centro. Pelo pouco que conheci até agora da Holanda, me arriscaria dizer que há características comuns em todos os lugares por onde passei. Tranquilidade e proximidade com a natureza, bicicletas e aparência saudável das pessoas, seriam as primeiras. Parques, muitos parques por todos os lados, e pessoas desfrutando deles de uma forma que parece ser bem cotidiana. Também chama minha atenção o cuidado e o prazer no trato dos jardins, que não me parece algo estético, voltado pra quem vai ver de fora, mas um envolvimento do morador com o espaço em que ele vive.
              Bom, tudo isso vai me ocorrendo ao longo do caminho. A paisagem é instigante. Viagens, culturas, habitats, variações que vão agitando os pensamentos.
              O centro de Dordrecht tem muitos canais, e tive a sensação de uma viagem no tempo. As fotos falam melhor. Tive vontade de circular por todos os lugares, e entrar em cada beco, cada passagem estreita, através de prédios. 
              Parei pra tomar uma cerveja, em frente a um canal, do lado de fora - a temperatura está bem agradável, e acho que estou aclimatado. 
              Presenciei uma cena bastante comum por aqui. Alarme soando, cancelas baixando, trânsito parando, e a ponte sendo elevada para um barco seguir pelo canal. 
              Voltando pro hotel, quando já estava escurecendo, passei em frente a um clube de escalada magnifico, envidraçado, paredes equivalentes a uns 4 andares de altura, instigante.
              Mais um dia de aventuras e emoções.

      travessia de barco - 0,90
      hospedagem no Bastion - 84,00
      cerveja (2) - 8,00
      mercado (suco de laranja e pacote de cookies) - 3,50
      café da manha - 14,00

      Dia 3 - sexta - 08/set - Dordrecht - Willemstad - 33km
              07:00 - O dia amanheceu horrível, tempo bem fechado, bastante vento, e chuva. A previsão não desmente isso, e também não acena com melhora antes do meio dia.
              O café da manha se repetiu uma boa escolha como a de ontem. Muitas opções, que me fizeram ficar bastante satisfeito pra encarar a jornada de hoje.
              08:30 - o tempo melhorou um pouco. Da janela do salão do café vejo muitas bicicletas seguindo seus destinos, apesar do tempo ruim.
              09:30, e o tempo piorou novamente. Chove e venta. Já vou considerando a possibilidade de pedalar desse jeito mesmo. Adversidades.
              10:50 - A previsão indica tempo com chuva pra todo o dia. O período mais favorável é de agora até as 14:00. Então estou indo. Esperei bastante por um erro na previsão do tempo, mas ela está certa. A chuva melhora e piora, e de dentro do hotel parece estar ventando bastante. Enquanto saía, um grupo de umas 4 pessoas, com idades em torno dos 65 anos, parecia estar chegando. Um carro trazia bicicletas no bagageiro. Ficaram me olhando, enquanto me preparava para sair na chuva. Me pareceu que aquelas bicicletas não desceriam do bagageiro.
              Parti às 10:55. Mochila bem ensacada, vesti o anorak com capuz, e fui. 
              Hoje pedalei direto, do início ao fim, sem nenhuma parada. Os adversários do dia foram a chuva e o vento, que atacaram o tempo todo, variando apenas a intensidade e a combinação dos dois.
              Exceto por um pequeno trecho no início, passei quase o tempo todo por áreas industriais, muitas empresas e galpões imensos. Vi muitos trens, de passageiros e de carga. Trens de carga circulando pra todo lado são um indício de desenvolvimento.
              O navegador não falhou hoje. Talvez uma trégua por conta da chuva e vento. Realmente não sei como seria se ocorresse uma pane daquelas dos outros dias. Mesmo assim, hoje foi um dia de desafio. Não que eu me sentisse desafiando a natureza, destemido contra a chuva e o vento. Pelo contrário, me senti entrando em contato com ela, e tentando me adequar.
              Levei 3 horas pra completar o percurso, e cheguei bem molhado. O terceiro hotel, Het Wapen van Willemstad, não fugiu à regra. É igualmente bem acima das minhas expectativas, de preço e padrão, e mesmo assim a melhor opção que se apresentava.
              Cheguei, lavei as roupas que estavam molhadas, e aproveite o aquecedor do quarto pra secar.
              16:00 - O tempo piorou, chove mais do que quando cheguei, impossível de sair para conhecer a cidade. Tentei, mas me molhei, e só consegui duas ou três fotos sem que a lente da câmera ficasse respingada.
              O hotel é também restaurante, que está bastante cheio, em sua maioria pessoas da terceira idade, europeus aparentemente. Agora, um novo grupo, de umas 30 pessoas, muitos falantes, começou a ocupar os lugares de dentro do restaurante. A varanda já está cheia. Estão animados. São muitas risadas.
              A chuva me desanimou bastante. Pedalei todo o percurso na chuva, cheguei bem molhado, e continua chovendo. A cidade é pequena, muitas casas, poucas opções. Depois de comer, tomar uma cerveja, e escrever um pouco, voltei pro quarto. A animação das outras mesas não estava me contagiando. Pelo contrario, muitas vezes nessas situações me sinto ainda mais solitário. Momentos.
              Um dia de chuva como esse não estava nos meus planos.
              Fui dormir cedo.
              Poucos registros fotográficos nesse dia.
              
      hotel (Het Wapen) - 81,50
      imposto - 1,20
      almoço (ravioli) - 12,50
      cerveja - 2,50
      supermercado (pão, peito de peru, vinho) - 4,50

      Dia 4 - sábado - 09/set - Willemstad -  Hoogerheide - 37km
              Mudança de rumo. Meu roteiro, e paradas, foram ficando incompatíveis com meu bolso, ou com o que estou disposto a gastar nessa pedalada. Então, minha próxima parada foi definida pelo preço da hospedagem que consegui, e por isso retracei a rota, e estou indo para Hoogerheide. 
              Isso não me surpreende. É mais ou menos como funcionam minhas viagens. Escolho um objetivo, uma direção, e eles vão se alterando conforme vou seguindo. Vou tentando perceber, e me orientar pelos sinais. É o que mais gosto nessas aventuras, e o que mais me surpreende. Mexe com minha cabeça, e muitas vezes só faz sentido mais na frente.
              Em Willemstad continua a chover, e a previsão é de continuar chovendo. Estou ansioso por deixar esse lugar, que era o que mais queria conhecer.
              Um pouco depois do café da manhã, que hoje foi bem reduzido, comecei a arrumar minha mochila. Quando olhei pela janela, o céu começava a ficar azul, e o sol aparecia. Com tudo arrumado, saí pra tentar as fotos que não consegui tirar ontem. A cidade é bem pequena, e logo registrei o que eu queria. Já estava realmente querendo partir.
              Encontrei nos fundos do hotel algumas ruínas, e descobri que se tratava de uma fortaleza ao redor do que hoje é a cidade, construída para defesa contra as invasões napoleônicas. História. A cidade é ilhada por um canal. Isso fica bem visível no mapa.
              Saí às 10:30 - o sino da igreja tocou, com céu bem aberto, não completamente, e sol. Estava gostoso pedalar. 
              Mas isso não durou muito. Ainda resisti aos primeiro pingos, que foram aumentando, mas o céu bem carregado não deixava eu me iludir. Parei, ensaquei a mochila, coloquei e ajustei o anorak, e continuei.
              E continuei bem tranquilo, mais do que ontem, acho que mais preparado. Pedalei mais devagar, e então não suei tanto dentro do agasalho. Também percebi que estava olhando mais pra paisagem, e menos pro navegador. Estava mais relaxado, mesmo com a chuva.
              Depois de uma hora de pedalada a chuva parou. Ainda continuei  com a mochila protegida, e com o anorak vestido. Por fim estava tudo seco, até mesmo o tênis, e faltavam poucos quilômetros. Tudo perfeito. Cheguei a parar para umas fotos em Steenbergen.
              Quase no final do percurso nuvens cinzentas surgiram de repente. Talvez já estivessem por ali, e eu me distraí. Mas, mesmo depois de vê-las, tentei não considerar. Então, como segundo aviso vieram as trovoadas. Olhei pro navegador, faltavam pouco mais de 10 km, uns 10 minutos. Pensei em procurar um abrigo, algo raro por aqui. Surgiu um galpão aberto, um pouco afastado da ciclovia, com pessoas por perto. Mas preferi apostar nas pernas e na velocidade. E perdi. Um temporal despencou, a menos de 2 km do hotel. E eu, que já estava completamente seco, fiquei completamente molhado novamente.
              Cheguei no hotel às 13:20. 
              Simpatizei de cara com o hotel, Tasty World, e com a localização.  O preço do quarto, e do café da manhã influenciaram. Mas não foi só isso. 
              Depois de tomar um banho, e colocar minhas coisas pra secar, saí pra comprar um lanche. Em frente ao hotel tem um Albert Heijn, o mesmo supermercado de Amsterdam, muito bom. Comprei  pão, presunto e suco de laranja. Voltei pro quarto pra comer. 
              Depois, saí pra conhecer a cidade, hoje de bicicleta, e foi um prazer guiar sem peso.
              A cidade tem cerca de 3 km de uma ponta a outra, é bem pequena. Circulei um pouco, e escolhi um bar pra tomar uma cerveja, sentado sob o sol. Aproveitei pra escrever um pouco. O contexto é inspirador.
              Quando cheguei de volta ao hotel, que é restaurante também, estava lotado. O restaurante é bem grande, e deviam ter mais de 100 pessoas, num clima bem animado.
              Pedi um café, sentei num canto, e mais estórias.
              O sol devolveu meu ânimo, e a viagem segue. Já não é mais a viagem planejada, adquiriu contornos próprios, e os próximos quilômetros ainda são uma surpresa. Os canais estão abertos, e “la nave va".
              Decidi ficar mais um dia aqui, explorar os arredores, descansar, e decidir pra onde seguir. Bruges deve sair do roteiro. E a volta deve ser de trem. Mas nada é certo enquanto não é passado.
              Já estou gostando de pedalar na chuva. Isso é muito engraçado.         
      Tasty World - 45,00
      cafe da manha - 8,5
      imposto - 1,50
      mercado (pão, suco de laranja, peito de peru) - 5,00
      2 cervejas - 5,80
      2 cafés - cortesia

      Dia 5 - domingo - 10/set - Hoogerheide - 40 km
               Dormi a melhor noite desde que comecei a pedalar. Acordei cedo e tomei um super ontbijt (café da manhã).
              O dia estava lindo, sol, céu completamente azul. Fui conhecer uma vila que fica às margens do rio Escalda, o rio por onde os barcos chegam a Antuérpia. O nome da vila é Bath. 
              Demorei um pouco a sair, 11:00, comendo muito.
              A ida à Bath foi fácil. Um caminho por entre fazendas. Campos extensos, com plantações e criações, geralmente de ovelhas. E aquelas casas que se tem vontade de morar.
              Pedalar sem peso foi muito bom. Levei uma hora pra chegar. No caminho muitas bicicletas, indo e vindo, algumas bem velozes. Fui encontrando pelo caminho cataventos gigantescos, geradores de energia. Temos muitos deles no nordeste. Aqui parecem mais integrados a paisagem.
              A vila de Bath é muito simples e pequena, não muito diferente do que tenho visto nas cidades por onde tenho passado, e não me demorei muito. 
              Um quadro tipo de avisos, na cidade, exibia, dentre os anúncios, um jornal antigo com a foto de um cargueiro chinês que encalhou em frente a vila em 14/jul/2017, e atraiu muitos curiosos. Por pouco não vi.
              Dali continuei pedalando ao longo do rio na direção da fronteira com a Bélgica, que estava a menos de 5 km. A paisagem no horizonte era bem industrial.
              Encontrei um ponto de bombeamento da água de um canal pro mar. Pude perceber nitidamente a diferença de nível, o canal abaixo do nível do mar. No mar, a água despejada formava uma grande correnteza. E assim eles mantêm a Holanda abaixo do nível do mar. Coisas legais da engenhosidade humana.
              Não voltei pelo mesmo caminho. Segui por um canal, e conseguia ver mais à frente a ponte por onde tinha atravessado esse mesmo canal na ida. Quando cheguei em baixo da ponte não havia caminho para subir, apenas uma rampa não muito extensa, com um capim baixo. Teria que retornar um grande trecho pra fazer o caminho convencional. Não foi pela pressa, nem pelo cansaço, mas tracei uma reta rampa acima, e subi pelo meio do capim, me sentindo um pouco selvagem, e um pouco coerente.
              O dia estava legal. As vezes mais frio, as vezes o vento mais forte, nenhum peso no bagageiro. Tudo isso era um presente, depois das últimas pedaladas com chuva. A vida aqui parece ser tranquila e simples, e eu podia sentir isso.
              No caminho passei por um casal. Deviam ter uns 70 anos, ele pedalando, ela na cadeira motorizada. Iam na mesma direção que eu, e logo os ultrapassei. Bem mais na frente, e bem depois, eu os encontrei no supermercado. Tinham ido fazer compras, no modo holandês de ser.
              Comprei algumas coisas pra comer, e lanchei no quarto. Acabei dormindo um pouco. 
              No hotel me falaram de uma floresta na saída sul da cidade, e fui lá pra conferir, no final da tarde. É uma grande área de mata que se estende além da fronteira com a Bélgica. Uma floresta bem menos densa do que as que eu conheço no Brasil, com muitas espécies de pinheiros. Fui pedalando e cheguei na fronteira com a Bélgica. Ao menos foi o que o navegador me disse. Não havia qualquer demarcação.
              Quando estava dentro dessa imensidão, o vento começou a ficar forte, e o céu carregado. Já passava das 18:00, e o horário, mais as nuvens, deixaram o ambiente bem escuro. Lembrei de “A Bruxa de Blair”. Pra siar, só com GPS, e muitos trechos das trilhas eram muito arenosos, impossíveis de pedalar. Tinha que descer da bike e empurrar.
              Voltei pro hotel, tomei um banho, desci pra uma cerveja, e fui dormir cedo.
              Pedalei 40km no dia.
      Tasty World - 45,00
      cafe da manha - 8,5
      imposto - 1,50
      mercado (maçã, suco detox, vinho) - 8,00
      cerveja - cortesia
       
      Dia 6 - segunda - 11/set - Hoogerheide - Antuérpia - 31 km
              Acordei cedo, mas ainda queria dormir mais. Essa noite não foi tão boa quanto a anterior. Mas levantei logo porque o café da manhã durante a semana é de 06:30 às 08:00. Tudo bem, queria mesmo seguir em frente.        
              Café da manhã bem completo, me abasteceu plenamente. Café expresso, cappuccino, suco de laranja, pão preto, queijo, peito de peru defumado, nozes, amêndoas, iogurte, banana, morangos (sem agrotóxico).
              A manhã estava legal pra viajar, céu aberto, pouco vento. Parti as 09:30. Foi o dia que sai mais cedo.
              Os primeiros quilômetros eram bem familiares. Pedalei por eles algumas vezes nesse pouco tempo. Estava sentindo um pouco de frio, mas esperei o corpo esquentar com o movimento. Os trechos com sol eram bem gostosos.
              Depois de sair de Hoogerheide pedalei bastante tempo por dentro da floresta. A estrada e a ciclovia cortavam essa mata de pinheiros variados por mais de 7 quilômetros. Ar puro, silêncio, e verde. Vontade de mergulhar novamente nesse mar.
              Achei interessante que nas paradas de ônibus ao longo do caminho sempre havia um banco, e lugar para estacionar bicicletas. Uma realidade muito legal.
              Em Putte o Lebara me avisou que eu tinha entrado na Bélgica, sem que eu tivesse percebido. Não havia barreiras, placas, avisos. Talvez um dia vivamos assim, num mundo sem fronteiras.
              Passei por poucas cidades, e quando me toquei já estava na região metropolitana de Antuérpia.
              Fiz o percurso em 2 horas, 31 km, as pernas estão fortes. Algumas dores que sentia pelo corpo antes da viagem, sumiram. Endorfina. Também devo ter perdido algum peso.
              Não foi difícil chegar ao hotel,  Hotel Antwerp Billard Palace, usando o navegador. Agora estamos nos entendendo. 
              Pedalar na Bélgica foi diferente de pedalar na Holanda. Nem sempre há ciclovias, e a consciência não parece ser a mesma, dos pedestres, dos carros, e dos ciclistas. Há bem poucos locais adequados pra estacionar as bikes, que ficam presas na maioria dos postes existentes pelas ruas. Mas minha experiência foi bem restrita. Percorri apenas cerca de 20 km dentro do país, e só conheci uma cidade. Fiquei mesmo apaixonado por pedalar na Holanda, e esse andarilho está gostando de estar sobre duas rodas.
              Parei a bicicleta em frente ao hotel, com as trancas, mas não ficou presa a nada. Em frente, todos os postes estavam apinhados de bicicletas, presas umas por cima das outras. No final da tarde consegui um cantinho apertado dentro hotel pra guardá-la.
              O hotel fica numa praça. É bem mais caído que os outros, e mais barato também. Se acostumar com coisa boa é fácil. No térreo, ao lado da recepção, funciona um fast food, mais ou menos, e no primeiro andar uma espécie de bar, com muitas mesas de bilhar, e uma frequência bem estranha. Não entrei pra conferir.
              Na mesma praça está a estação central de trem, uma construção magnifica, não sem motivo conhecida como “Catedral do Trem”. Tem 4 andares de linhas chegando e saindo.
              Troquei minhas roupas, coloquei alguns destinos no navegador e fui. Primeiro fui a um parque bem próximo. Parques são um espaço especial por esses lados, e incorporei eles aos meus atrativos prediletos.
              Depois fui até a Catedral de Nossa Senhora, e circulei pelo centro. Muitos prédios e lugares interessantes.
              Por último, fui até as margens do rio Escalda, e passei em frente ao castelo lendário que envolve a origem do nome da cidade - um gigante, um romano que corta sua mão, e a arremessa no rio. De lá voltei, com medo da chuva, e com fome.
              Havia muitas opções de lugares pra comer. Escolhi uma pizzaria bem legal, moderna, e isso, junto com uma cerveja, me deixou ok.
              Na saída, chuva, e vento forte, daquele que dá medo de alguma coisa voar em cima.
              Quando a chuva parou procurei um lugar pra tomar um café, e fui parar na estação de trem, a “Catedral”, no Café Le Royal. Tomei um cappuccino, e uma De Koninck, cerveja local muito boa. Ano de fundação do café, 1830. Fiquei ali bastante tempo, degustando a bebida,  o ambiente, e escrevendo umas linhas.
              Embarco amanha de volta pra Amsterdam, de trem. Passagem 53,40 euros, incluindo 13 euros pra transportar a bicicleta. Em 6 dias pedalei 239 quilômetros.
       

      48,00 - Hotel Antwerp Billard Palace (com imposto)
      10,10 - pizza e cerveja
      1,60 - cafe expresso
       10,10 - cappuccino e 2 cervejas na estação 
      7,00 - mercado (pão, peito de peru, suco de laranja)

      Dia 7 - terça - 12/set - Antuérpia - Amsterdam
              Legal Antuérpia, mas pra viajar pedalando acho que vou preferir não sair da Holanda da próxima vez. Depois de conhecer o melhor, o senso critico fica mais aguçado.
              Já estava acordado há bastante tempo, mas não quis levantar antes das 8:00. A noite foi longa. Com as paredes finas, um casal apaixonado no quarto ao lado agitou a noite. E foi muito amor. Tudo bem.
              Não rolou café da manha, comi o que tinha no quarto: pão, maçã, e suco de laranja. Minha cabeça já estava em Amsterdam, faltava levar o corpo.
              Minha bike ficou guardada no meio de uma escada espiral que descia pro porão do hotel. Tirar ela de lá foi a primeira coisa que fiz. Meio uma questão de cumplicidade.
              Depois fui comprar a passagem de trem. Primeira viagem de bike, primeira viagem de trem por minha conta, sozinho no velho continente, e carregando uma bicicleta. Fico tenso, mas gosto.
              Se sua bike for dobrável talvez você não pague um valor a mais por leva-la. Não foi meu caso. A passagem vem sem horário, você pode pegar o primeiro trem que chegar.
              Transitei normalmente pela estação com a bicicleta, elevadores, escadas rolantes. Primeiro me senti com uma melancia no pescoço, mas logo fui encontrado outras bicicletas, e fui vendo que aqui isso é comum. Cheguei a dar informação pra uma estrangeira que não sabia o fazer com a bike quando o trem chegasse. Eu sabia que não tinha como saber antes do trem chegar. Legal, me senti.
              Quando o trem chegou, descobri. O compartimento pra colocar a bike ficava no último vagão. Eu estava no extremo oposto, e o cara que me informou isso me disse: “corre”. Ainda voltei pra confirmar se aquele trem ia mesmo pra Amsterdam, e ele falou: “vai, mas acho melhor você correr, de verdade”. E eu corri. Consegui. Foram poucos segundos entre eu entrar no trem,  e ele sair. No compartimento, você prende a bike, e pode ir escolher uma poltrona pra sentar. Se quiser também pode ficar fazendo companhia pra bike. Quase fiz isso. Coisas de brasileiro, que dorme sempre com um olho aberto. Mas aqui é bem diferente, e vale a pena tentar viver esse clima de tranquilidade. 
              O trem “voa” e retornei em 01:50 o que levei 6 dias pra avançar. Em muitos pontos da viagem reconheci a paisagem. Conferia no mapa e via que estava certo. Muito legal isso.
              Muito bom chegar de volta a Amsterdam. Nessa viagem, como sempre, aprendi muitas coisas, compartilhei algumas aqui, outras ficaram na mente. Essa aventura acaba aqui, mas as estórias continuam em Amsterdam.
       
    • Por renanlouzada
      Boa tarde, mochileiros. Decidi tentar compartilhar com os senhores um pouco da minha experiência nesse segundo "mochilão". 
      Tinha 15 dias de férias para tirar e estava muito em dúvida sobre qual roteiro traçar. Estava quase decidido a ir para a Costa Rica e Panamá, quando no dia da compra, decidi por ir para a Patagônia. Já tinha ido à Argentina, mas não ao sul. Conhecia apenas Buenos Aires. Pois bem, iniciou-se, então, em novembro/2017, o planejamento para essa viagem de fevereiro/2018.
      Fui com, à época, minha namorada, então algumas coisas saíram mais caras do que era esperado - optamos por quartos individuais e com banheiros privativos em todos os casos. Tive dificuldade em colher algumas informações, mas vou tentar repassar tudo da melhor forma aqui pra quem, por ocasião, quiser fazer um roteiro similar e tiver as mesmas dúvidas.
      Nossa viagem começou dia 10/02, saindo de Vitória/ES para São Paulo.
      PS.: MUITAS FOTOS. 

      Nosso roteiro foi: 
      - Vitória x São Paulo (aéreo)
      - São Paulo x Buenos Aires x El Calafate (aéreo)
      - El Calafate x Puerto Natales (ônibus)
      - Puerto Natales x Punta Arenas (ônibus)
      - Punta Arenas x Ushuaia (ônibus)
      - Ushuaia x Buenos Aires x São Paulo (aéreo)
      - São Paulo x Vitória. (aéreo)
      Custos de passagem: R$ 3100,00 para duas pessoas, aproximadamente. Saindo de Vitória, tomei uma decisão que não havia seguido nas viagens anteriores: preocupado com a minha namorada, fiz seguro de viagem para nós dois. R$ 125,00 cada.
      Detalharei a seguir.
      Chegamos em São Paulo, após voar pela AVIANCA, por volta das 21h. Pelo Booking, localizei um motel/hotel relativamente perto do aeroporto. Só não sabia que, apesar de perto, era mal localizado. O nome do estabelecimento era: VISON MOTEL. Para a proposta, pernoitar apenas uma vez até que não tive problema. Lugar relativamente tranquilo PRA DORMIR. Se não me engano, custou R$ 50,00 a pernoite para nós 02. Chegamos tranquilamente com Uber no local. Apesar de "próximo", estávamos cerca de 20 minutos do aeroporto. 


      Acima, umas fotos do quarto em si.
      11/02
      A luta, porém, foi para, na manhã do dia seguinte, conseguir ir para o aeroporto. Tentei por 05x chamar um Uber e todos cancelavam a corrida. O tempo passando e eu, como não conhecia nada ali, ja estava ficando desesperado com medo de perder o voo. Quando, na sexta tentativa, assim que o motorista aceitou eu liguei e expliquei que queria ir para o Aeroporto pegar um voo internacional. Assim, com 5 minutos ele chegou. E então me explicou a razão de ninguém aceitar a corrida: o local era periferia e, geralmente, dali as pessoas iam para o interior de favelas. Perigo de não conhecer a cidade onde vai se hospedar.. mas enfim. Tudo certo, embarcamos em voo pela LATAM para Buenos Aires, chegando por la aproximadamente as 10h. Descemos no Aeroparque. 
      Como eu já havia comprado o chip de internet EasySim4u, procuramos uma loja da Personal para comprar um chip para minha namorada, apenas para se comunicar via whatsapp, já que fotos e videos seriam enviados tudo pelo meu chip. Encontramos um por cerca de R$ 60,00. Funcionou por toda a viagem. Ps.: todos os valores serão informados ao final, com uma planilha detalhada que fiz.
      Por fim, após algumas poucas horas de espera, embarcamos em outra aeronave da LATAM para, agora, com destino a El Calafate, nosso primeiro ponto de parada. 
      Chegamos nessa bela cidadezinha por volta das 16h local e dividimos um transfer com dois chineses (nunca vi tantos!!!!) até o centro da cidade, ficando mais precisamente no hotel TERRAZA COIRONES. Uma bela vista. Mas falo dele a seguir.
      Nao perdemos tempo: deixamos as coisas no quarto e partimos para o centro da cidade, onde conseguimos um transporte (gratuito. A cidade oferece!! Não paguem por isso!) até o Glaciarium.  Apesar de já um pouco tarde, conseguimos chegar a tempo. Não me interessou muito o museu, então fui apenas para o Bar de Gelo. Algo extraordinário e inimaginável, até então - como muitas outras coisas vistas. 



      Todo o bar é feito de gelo, como puderam ver nas fotos. Temperatura varia entre -5 a -7ºc e, para permanecer pelos 30 minutos que permitem, é necessária a utilização dessa roupa estranha que parece de astronauta.  É possível desfrutar de alguns drinks feitos na hora, já inclusos no valor da entrada do bar.
      Finalizada a experiência, esperei por alguns minutos o transfer chegar para retornarmos à cidade. O Glaciarium fica uns 20 minutos do centrinho. E a vista, pelo lado de fora, já estava me empolgando. Muito bonito o visual.



      Finalizada a ida ao Glaciarium, voltamos ao centro e conseguimos dar uma caminhada pela cidade, visitando alguns rápidos pontos. Demos uma volta (sem comprar nada) no “Paseo de Artesanos” e “La Aldea de los Gnomos”. Há algumas coisas legais, até vale a pena comprar. Mas como tinha acabado de chegar, não estava disposto a comprar nada até então.


      Por fim, fui para uma cervejaria artesanal que pesquisei antes, a fim de comer e, claro, tomar um gelo. O nome do local é LA ZORRA TAPROOM. Recomendo. O preço não é dos mais baratos, mas não espanta. Um lanche foi suficiente para cada um, além de uns dois chopps. Na foto, inclusive, o relógio já marcava 21h40. E o sol tava ali, firme e forte

       
      Dia 12/02
      No segundo dia, acordamos cedo e tomamos café no próprio hotel, partindo em seguida junto ao transfer para o passeio no Perito Moreno. Antes de andar na geleira, contudo, foi feita a visita ao Parque Nacional Los Glaciares, onde, a partir das passarelas existentes, se vê e observa a geleira, que em alguns momentos se rompe e te permite ter uma das vistas mais belas possíveis. O barulho, quando acontece, parece um trovão. Difícil explicar. Hehe.




      Dali, partimos para um porto onde entramos numa embarcação rumo à base do Perito Moreno, onde começaríamos a caminhada pelas geleiras. Aqui vai uma observação: existem dois tipos de passeios que se podem fazer: o Mini Trekking, que tem duração aproximada de 1h30min, e o Big Ice, que dura pouco mais e “entra” nas cavernas de gelo. Porém, isso também depende do dia, pois a geleira se modifica sempre e, às vezes, pagarão mais pra fazer o Big Ice e não terá tanta coisa diferente. Eu fiz o Mini Trekking e, pessoalmente, saí bem satisfeito. As empresas de turismo, pelo que me constou, revendem o pacote da empresa “Hielo y Aventura”. Eu comprei direto dela, o preço é tabelado então é tudo a mesma coisa.






      Por fim, após o passeio de dia todo (necessário um dia somente pra isso), retornamos à cidade. Fomos ao hotel, tomamos um banho e, depois, fomos jantar. Ainda tinha sol: escurecia em quase todos os pontos da patagônia próximo das 22h. 
      Lembra que falei lá no começo do seguro de viagem pra minha namorada? Então.. saindo do hotel, consegui a proeza de torcer o pé na escada. O pior não foi nem a torção, foi o barulho como se tivesse quebrando algo. Com sangue quente, fui mesmo assim pra rua e fomos jantar num restaurante chamado El Ovejero. Comi, bebi, andei mais e, por volta das 22h30m, retornamos pro hotel. Aí, sim: DOR. Tomei banho, deitei na cama e começou uma dor intensa no pé. Inchou demais, quase dobrou de tamanho.
      Tentei aguentar por uma hora a base de uns remédios que levamos e gelo, mas estava impossível. Fomos até o hospital local e, graças ao seguro de viagem (!!), fomos atendidos e liberados (cerca de 1h20m entre atendimento, medicação e liberação). Compensou um pouco, pois a consulta e os medicamentos ficariam em cerca de R$ 180 reais. Economizei R$ 55,00, no caso.. enfim. Fui pro hotel já com a dor tranquilizada e o inchaço diminuindo. O desespero seria pelo que viria mais à frente.
    • Por f0soare
      Em 02/03 eu e minha esposa saímos para essa que foi o maior tempo seguido que ficamos fora do país. Foram 28 dias corridos de férias que consideramos fantásticas, superando em muito a nossa expectativa.
      O fato de termos ficado com carro alugado durante todo o período contribuiu bastante, já que facilitou muito a logística e permitiu que tivéssemos bastante flexibilidade no roteiro. Este ponto também nos ajudou a economizar bastante, já que o carro acabou virando nossa “segunda casa” e deixávamos sempre mantimentos nele (Como o clima estava bem frio, acabamos fazendo do carro a nossa geladeira, deixando ele sempre abastecido de bebidas e até frios para tomar café da manhã quando o mesmo não estava incluso na diária do Hotel).
      Um breve resumo de nossa viagem:

      ·         8 países visitados: Alemanha, Áustria, Itália (Bônus), República Tcheca, Holanda, Bélgica, França, Luxemburgo (Bônus)
      ·         5.438km percorridos com nosso veículo alugado.
      ·         Média de 11,3km por dia de caminhada (305km no total)
      ·         Utilizamos 39GB de dados em nossa viagem via 3/4G.
       
      Bom, vamos ao que interessa:
       Dia 0: 02/03, sábado de carnaval
      Saímos de casa para Guarulhos. Como o Uber de minha casa até o aeroporto sai em torno de 130 reais ou até mais na época de festas e para ter mais flexibilidade, aluguei um carro na Localiza perto de minha casa para entregar no aeroporto. O aluguel com a tarifa do clube porto ficou R$65,63. Me foi oferecido um Logan Expression c/ ar manual com quase 3mil km rodados, bem novo e limpo.  O processo de entrega no aeroporto foi bem tranquilo e logo o transfer da Localiza nos deixou no terminal 3 de onde partiríamos para Frankfurt.
      Fizemos o check in e como ainda faltava 1 hora para iniciar o embarque, aproveitamos a sala vip da Mastercard Black (acesso gratuito devido ao benefício do cartão). Ela estava bastante cheia, mas deu para petiscar antes de embarcarmos.
      Nossa operadora foi a Latam (Vôo direto, passagem comprada com pontos multiplus ida e volta). O Voo saiu com atraso de quase duas horas devido a chuva, mas isso não atrapalhou em nada nossa programação, já que não havia nada agendado para o Domingo. O voo foi tranquilo e chegamos em Frankfurt por volta das 16hs.
      Dia 1: 03/03 Domingo
      A imigração foi bem tranquila. O aeroporto estava cheio e levamos em torno de 40 minutos para concluir todo o processo. Na imigração, o agente só nos perguntou quantos dias ficaríamos por lá e quando respondi 28 dias, ele me olhou espantado e disse: 28 dias?  Muito bom! Tenham uma ótima viagem!
      O Aeroporto de Frankfurt muito bem sinalizado, mas é bem grande. Andamos bastante para chegar na Alamo e fazer o processo de retirada do veículo. Confesso que me decepcionei um pouco com o processo de check in. Foi bem demorado. Haviam duas pessoas na nossa frente e demoramos em torno de 1hr até sair com o carro. Nosso companheiro de viagem foi um RENAULT CAPTUR BRANCO AT, que já estava com a tarifa de inverno inclusa no preço pago ainda no Brasil. Lá no balcão, para retirar o carro apresentei a carteira de motorista, o PID (Foi solicitado) , cartão de crédito e passaporte. Tivemos que pagar EUR 61,50 referente a taxa de fronteira.
      Antes de sair do aeroporto, ativei o chip da Easysim4u que compramos aqui no Brasil (plano ilimitado de 30 dias). Funcionou muito bem durante praticamente toda viagem. Começou a “ratear” nos dois últimos dias, mas foi uma ótima escolha já sair com o chip do Brasil e em relação ao preço que vi na Alemanha durante a viagem, fizemos a escolha correta.
      Saindo do aeroporto, fomos direto para nosso Hotel em Aschaffenburg. Já nos primeiros quilômetros deu para sentir a qualidade das estradas alemãs. Asfalto e sinalização impecáveis. Em meia hora estávamos no Hotel que ficava há 59km do aeroporto.
      Aqui passamos um certo “sufoco”.  Ao ligar meu smartphone em Frankfurt, saindo do aeroporto e utilizando o Google Maps, o GPS estava doido, sinalizando que eu estava há alguns KMs de distância de onde eu realmente estava e o smartphone da minha esposa sem bateria.. Estávamos “cegos” em uma estrada que não conhecíamos. A sorte é que o carro veio com sistema de navegação (gratuito) e foi o que nos salvou naquele momento. Acabamos usando o GPS do carro durante toda a viagem.... nos ajudou bastante.
      Estava bastante frio (7 graus) naquela noite e também estávamos bem Cansados da viagem. Comemos no McDonalds e fomos para o Hotel dormir cedo. Neste dia dormimos no Hotel Olive Inn, que é bem simples, mas com uma cama confortável.
      Dia 2 - 04/03 Segunda
      Acordamos cedo e fomos ao Schloss Johannisburg mit Schlossanlagen que ainda estava fechado quando chegamos (8hs) e fomos na Stiftsbasilika St. Peter und Alexander, que é uma igreja belíssima. Passamos no mercado (Lidl) para comprar alguns suprimentos e seguimos para Würzburg. Levamos menos de 1hr para chegar. Deixamos o carro em um estacionamento próximo ao centro e visitamos as principais atrações da cidade (Residenz de Würzburg, Catedral de Würzburg, Neumünster, Marienkapelle, Wallfahrtskirche Käppele, etc.). Passeamos as margens do rio Meno que é extremamente limpo e com uma intensa movimentação de barcos. É impressionante como ele é conservado e utilizado a favor da população. Com certeza é um exemplo para todo mundo.


      De lá partimos para Rothenburg ob der Tauber. Chegamos por volta das 16hs e fomos caminhar pela cidade. Que cidade linda! Caminhamos por cima da muralha e pelo centro da cidade. Jantamos no centro histórico e seguimos para o nosso Hotel que ficava ali perto, no lado externo da muralha, o Hotel Rappen Rothenburg ob der Tauber.
       
      Dia 3 - 05/03 Terça
      Tomamos café de manhã no Hotel e voltamos para terminar de conhecer o centro de Rothenburg ob der Tauber. Aqui ocorreu a primeira decepção da viagem: Fomos atrás do que seria o “melhor strudel de maçã do mundo”, mas a Konditorei Pretzel, café que fica na Marktplatz estava fechado tanto na segunda quanto na terça por causa do feriado de carnaval. Então ficamos só na vontade mesmo... Mas deu para conhecer a Kathe Wohlfahrt que é uma belíssima loja de enfeite de natal. A loja é imensa e do lado de fora não parece que é tão grande e tem tanta coisa para vender lá dentro...
      Depois seguimos viagem para Dinkelsbühl. Deixamos o carro no estacionamento P2 e caminhamos pela cidade. A cidade é linda e rende belas fotos. O centro é bem pequeno e aqui fica o destaque para a catedral de São Jorge.

      De lá seguimos para nosso hotel que ficava próximo a Baden Baden. O Hotel Kloster Maria Hilf Bühl que também é um convento, apesar de afastado do centro, é uma ótima escolha para quem está de carro. Preço bastante acessível em relação aos demais e com uma boa qualidade. Ainda deu tempo de passear um pouco a noite pelo centro de Baden Baden, que também é bem organizado.
      Dia 4 - 06/03 Quarta.
      Foi dia de passearmos pela Floresta Negra. Saímos cedo do Hotel (que tinha um café muito bom já incluso na diária) e seguimos para passear pela Floresta Negra. Nossa primeira parada foi em Herrenwieser See. Como ainda era bem cedo e havia nevado naquela noite, o caminho estava lindo, todo branquinho e as estradas estavam bem limpas. Você percebe a preocupação com a remoção do gelo para evitar acidentes. O problema é que para chegar no lago, você entra em uma estrada secundária, bem estreita e sem esta manutenção das estradas principais. Fomos subindo e a estrada estava com bastante neve. Como só havia nós ali naquele horário, chegou um ponto que tivemos que encostar o carro pois havia muita neve no chão e estava perigoso seguir (o carro estava derrapando). Então encostamos o carro próximo ao ponto de observação Blick zur Schwarzenbachtalsperre (que possui uma vista de tirar o folego do lago) e seguimos o caminho restante (em torno de 1,5km) a pé para contemplar o lago congelado (acreditávamos que seria o único lago congelado que iríamos ver, mas depois, ao longo da viagem, vimos vários outros).
      Engraçado que não seguimos a estrada com o carro pois a camada de neve estava fofa, mas muito alta (havia trechos que a neve quase bateu no meu joelho). Ao voltar do lago a pé, como a estrada é bastante estreita, manobrei com todo cuidado para voltar para a estrada principal. Dai veio um carro em nossa direção, com o senhor de uns 60 anos dirigindo. Ele falou 1 kg em alemão e eu só entendi 50 gramas... Peguei o celular para traduzir e só deu para entender que ele estava perguntando se precisávamos de ajuda.  Agradeci, disse que não precisava de ajuda e avisei a ele que eu achava que não dava para passar com o carro mais a frente, já que havia uma camada de neve a frente que apesar de fofa, estava bastante alta. Ele sorriu, disse que iria em frente e nos desejou um bom dia... pegou seu carro e seguiu pelo caminho que fizemos a pé. Não sei se nós, que pela falta de experiencia, estávamos com mais receio do que o necessário, mas para ele parecia ser algo normal.
      Retornamos e fomos em direção a See Mummelsee para tirarmos umas fotos do lago Schwarzenbachtalsperre. Paramos no estacionamento e atravessamos represa, mas não havia nada aberto ali para podermos comprarmos um café. Então tiramos algumas fotos e seguimos viagem.
      Em menos de 1hr chegamos em Schiltach. Uma pequena cidade repleta de construções típicas alemãs. O rio que corta a cidade muito limpo. Posso dizer que ali encontramos a perfeita junção da natureza com a arquitetura alemã.  A cidade muito bonita e vale a visita. 
      Mais meia hora de estrada e seguimos para Triberg. Passeamos pelo centro da cidade, visitamos a loja Haus der 1000 Uhren que possui uma grande variedade de “relógios cucos” para venda e visitamos a Triberger Wasserfälle, que possui várias cachoeiras. Como já era meio da tarde, paramos para almoçar no único restaurante que encontramos aberto ali na avenida principal.
      Obs: Aqui em Triberg ocorreu a segunda decepção da viagem: Fomos no Cafe Schäferpara comer o que dizem ser a receita original do bolo Floresta Negra, mas estava fechado devido ao feriado de Carnaval.
      Saindo de Triberg seguimos para Friburg, onde dormimos. Foram mais 1hr de carro através de paisagens maravilhosas. Fomos direto para o centro da cidade, já era fim de dia, passeamos pelo centro da cidade e assistimos a uma missa na igreja Münster de Freiburg. Dormimos no Hotel Super 8 Freiburg, que apesar de se um pouco distante do centro, possui instalações novas e de boa qualidade. Não deixamos o carro no estacionamento do Hotel, deixamos na rua mesmo (havia algumas vagas livres para estacionar gratuitamente).

      Dia 5 - 07/03 Quinta
      Fomos direto para o Castelo de Neuschwanstein. Foram 3 horas de viagem, novamente por paisagens belíssimas. Subimos e descemos a pé já que não estava chovendo. Visitamos o castelo (31 EUR p/ 2) e andamos nos arredores.  A Mariensbrücke estava fechada pois havia tido um deslizamento próximo a ela na noite anterior. Ao descer do castelo, almoçamos em um restaurante no caminho. Passamos a tarde no centro de Fussen e depois dormimos no Hotel Fantasia, um bom Hotel que fica bem próximo ao centro da cidade. Nesta noite jantamos em um restaurante italiano chamado Peperoncino Pizza e Cucina. Recomendo a quem for passar pela cidade. Comida de qualidade com um preço bastante justo.

      Dia 6 - 08/03 Sexta
      Saímos cedo do Hotel e seguimos para Oberammergau. Em 1hr chegamos na cidade e visitamos a casa de artesanatos Pilatushaus. Mas o destaque é para a cidade em si, repleta de afrescos por toda cidade, um mais belo que o outro. Parece uma disputa entre os moradores de quem é a fachada mais bonita. Fico me perguntando o custo da manutenção daquelas pinturas, já que a qualidade delas é muito boa.
      De lá fomos visitar o Palacio Linderhof em Ettal (Estava fechado e em obras), caminhamos por seus jardins e seguimos para a belíssima Abadia de Ettal.
      Saindo de Ettal, seguimos para Eibsee onde pegamos o bonde para Zugspitze (93 EUR p/ 2) Almoçamos lá em cima e ficamos até o fim da tarde lá. O tempo estava bom, mas de vez em quando fechava e vinha uma pancada de neve (foi nosso primeiro contato com a neve caindo). É impressionante a estrutura lá em cima, assim como a velocidade em que o tempo muda. Pegamos -14 graus no topo já próximo ao horário de descermos. Interessante que no top, tem uma parte que é a divisa entre a Alemanha e a Áustria. Apesar de não haver mais o controle de fronteira ali, você pode carimbar seu passaporte com os carimbos das regiões.
      Dali fomos para Innsbruck. No meio do caminho parei em um posto para comprar o Vignette de 10 dias (EUR 9,20). Após 1 hora de viagem, chegamos ao apartamento que alugamos pelo Airbnb. Um apartamento com uma anfitriã supersimpática, confortável e com uma bela vista. Para quem está de carro, vale muito a pena ficar nele (https://www.airbnb.com.br/rooms/16673155?guests=1&adults=1).  Apesar de ainda ser somente o sexto dia da viagem, estávamos começando a sentir o cansaço das férias...

      Dia 7 e 8 - 9 e 10/03 Sábado e Domingo
      Ficamos em Inssbruck por 3 noites. Foi bom a pausa de viagens para descansarmos um pouco. Conhecemos a Hafelekar, que fica a 2.256m de altura e possui uma vista magnifica da cidade. Fomos também no Swarovski Crystal World Museum, que é bem interessante e vende produtos Swarovski a um preço mais em conta que nas lojas, além de visitar os pontos turísticos no centro histórico e caminhar bastante a beira do lindíssimo rio Inn. A cidade em sí é um espetáculo, cercada de montanhas... Bonita em todos os ângulos..
      Em uma tarde que estávamos livres, fomos até o Outlet Center Brenner, na Itália. O Outlet fica a 40 minutos de Innsbruck e bem pertinho da fronteira dos países. Valeu a pena a ida, apesar do pedágio no caminho de quase 10 euros na ida e volta, pois encontramos no Outlet os menores preços de roupas da viagem.

       
      Dia 9 - 11/03 Segunda
      Aqui foi a grande mudança que fizemos no roteiro de última hora. Estávamos programados para 3 dias em Munique. Mas como teremos que fazer uma conexão em Munique nas próximas férias, resolvemos deixar a cidade para um Stop over futuro. Então cortamos Munique do roteiro.
      Com isto, seguimos para Dachstein-Gletscherbahn. Em 3 horas chegamos no destino e o tempo estava bastante fechado. Por teimosia nossa, subimos assim mesmo (EUR 78 p/ 2), mas infelizmente não deu para ver nada lá em cima.  Estava nevando muito, mas muito mesmo... Nevava por todos os lados que vocês possam imaginar... Não dava para ver 2 palmos a frente. Fomos na Suspension Bridge, Ice Palace e Skywalk, mas sem conseguir apreciar praticamente nada, já que o frio era congelante e estava difícil até de respirar. Ficamos imaginando como seria lindo estar ali em um dia de tempo claro com bastante sol... infelizmente vai ficar para a próxima vez.
      De lá, fomos para o Lago Gosausse. Demoramos em torno de 1hr para chegar e valeu muito a pena. Era fim de tarde e o tempo estava muito claro, com um sol lindo... lago completamente congelado! Uma paisagem deslumbrante!!!!
      Saímos do Lago quando estava escurecendo e fomos para Hallstatt para ver a cidade a noite. Chegamos lá e não vimos uma viva alma na rua. Estava muito frio e não encontramos nenhum lugar aberto para jantarmos. Então retornamos para nosso Hotel. Dormimos no ótimo COOEE Alpin Hotel Dachstein, em Gosau. Hotel muito bem conservado e com um preço justo. O restaurante do Hotel serve uma comida de qualidade.

      Dia 10 - 12/03 Terça
      Tomamos café no Hotel e fomos Visitar Hallstatt. Ao chegar no estacionamento, o carro estava coberto por neve. Ainda bem que havia no carro uma pá de acrílico para remover a neve, foi o que ajudou bastante. Quando saímos do Hotel ainda estava nevando bastante. Todo caminho até Hallstatt foi com neve. Demoramos 20 minutos para chegar. Estacionamos no P1 e fomos conhecer a cidade. Chegamos na cidade com neve e durante a tarde estava com tempo claro e muito sol... A cidade é belíssima, seja com sol ou nevando!  O lago de águas cristalinas dá um toque especial na cidade. Passamos o dia passeando pela cidade, compramos um monte de lembrancinhas (inclusive sal) e voltamos para o nosso Hotel em Gosau.

      Dia 11 - 13/03 Quarta
      Saímos cedo do Hotel e fomos para Cesky Krumlov. Novamente nevou bastante e tive que remover a neve do carro. Quando saímos ainda estava nevando bastante em Gosau, mas as estradas sempre bem cuidadas, não foram um problema. Cruzamos a fronteira para a República Tcheca e paramos no primeiro posto para comprar o Vignette (10 dias p/ 12,50 EUR). Logo chegamos em nosso destino depois de 2:30hs de viagem. Deixamos o carro em um estacionamento privado próximo ao castelo (48°48’50.5″N 14°18’47.2″E).
      Passamos o dia visitando o centro histórico e o castelo da cidade. Aqui resolvemos não trocar euro por coroas tchecas. Fizemos um saque internacional no caixa eletrônico e o custo total menor que o custo total das casas de câmbio.
      Saímos de Cesky Krumlov no fim da tarde e seguimos rumo a Praga. Depois de 2 horas chegamos ao nosso destino: Hotel Habitat que possui um preço muito bom, é próximo a uma estação de metrô (+/- 1km), mas tem um problema: Não tem elevador. Nosso quarto era no terceiro andar e estávamos com muitas malas, então deixamos todas no carro e colocamos somente o que utilizaríamos na mochila para subir. O Hotel também não tem estacionamento e o carro ficou na rua, que por sinal é bem tranquila tinha vaga disponível. Não recomendo este Hotel caso esteja com muitas malas... a escada é cruel....

      Dia 12 - 14/03 Quinta
      Deixamos o carro parado e fomos conhecer o centro de Praga de metrô. A estação próxima ao Hotel é a Střížkov. É muito fácil comprar as passagens nas máquinas (apenas com moedas) e utilizar o metrô. Não esqueça de validar o ticket. Ao descer no centro, fomos abordados pela fiscalização e foi tudo certo, apresentamos os tickets e ele apenas nos desejou boa viagem.
      Dedicamos o dia para conhecer o Planetário, a torre Petrin e o Castelo de Praga (todos belíssimos por sinal) e no fim da tarde passeamos pelo centro. Ficamos até anoitecer e retornamos para o Hotel também de metrô.

      Dia 13 - 15/03 Sexta
      Fizemos checkout no Hotel, deixamos o carro próximo a estação de metrô e voltamos para o centro de Praga. Fomos direto para Vysehrad pois queríamos conhecer a basílica. Após passear pela região fomos terminar de conhecer o centro da cidade.
      No fim da tarde pegamos o metrô de volta para a estação Střížkov, pegamos nosso carro e seguimos para Karlovy Vary. Pegamos um pouco de trânsito no caminho e demoramos 2hs para chegar ao nosso destino.
      Fomos direto para o centro conhecer a cidade a noite. Jantamos no Ristorante Pizzeria Venezia, que tem uma massa de primeira qualidade.
      Dormimos no Hotel Marttel , que apesar de antigo, é bem conservado e tem um café da manhã de primeira qualidade.

      Dia 14 - 16/03 Sábado
      Karlovy Vary: Que cidade linda! Uma das mais bonitas que visitei. Parece que o tempo não passa por ali.... As centenas de pessoas caminhando pelas ruas, bebendo água das fontes termais, sem pressa... Passeamos durante todo dia na cidade, compramos uma caneca tradicional da cidade e bebemos água de todas as fontes (Não sei como conseguem beber tanta água daquela... não gostei). Tomamos um café no Grandhotel Pupp (hotel onde foi filmado Casino Royale). A dica aqui é experimentar o Oblaten, que é um biscoito vendido vem vários locais na cidade....


      Dia 15 - 17/03 Domingo
      Saímos cedo de Karlovy Vary e voltamos para Alemanha. Agora nosso destino era Dresden. Depois de 2hs de viagem, chegamos ao nosso destino.  Deixamos o carro em um estacionamento publico a beira do rio Elba e fomos flanar pela cidade.
      O dia estava lindo, ensolarado! Combinando com a cidade. É impressionante como as pessoas aproveitam os parques para tomar sol. Eu diria que é um hábito continental, já que percebemos isto em todas as cidades em que passamos.
      Visitamos os principais pontos turísticos da cidade que possui muitas construções imponentes. A cidade por si só é um museu a céu aberto. Vale muito a pena a visita.
      Almoçamos no Ayers Rock e particularmente não gostei muito. Esperava mais devido ao valor dos pratos.
      Ao anoitecer, começou a chover. Pegamos nosso carro e seguimos para nosso próximo destino: Berlim.
      Mais 2:30hs de viagem e chegamos ao nosso hotel (Enjoy Hotel Berlin City Messe). Recomendo este Hotel, não só pelo preço justo e instalações de boa qualidade que ele oferece, mas também pelo fato de você poder deixar seu carro estacionado na rua em frente ao mesmo (grátis) e poder pegar o metrô para o centro de Berlin ali próximo.

      Dia 16 e 17 – 18 e 19/03 Segunda
      Nesses dois dias fomos ao centro de Berlin de metrô (também muito fácil de se locomover). Visitamos as principais atrações (Reichstag, Portão de Brandeburgo, Checkpoint Charlie, torre de TV, etc). A cidade é muito organizada, imponente, bonita, possui museus de qualidade... mas não criou aquela sensação de “UAU!” como várias outras cidades criaram durante essas férias... É uma bela cidade para se conhecer, mas não foi a nossa preferida como pensei que seria durante o nosso planejamento da viagem. Talvez o fato de haver obras por todo lado da cidade tenha contribuído para esta nossa percepção, tenha tirado um pouco do charme, mas sem dúvidas é uma cidade que deve estar no roteiro de quem passa pela Alemanha.
      No segundo dia pela manhã, pegamos o carro e fomos a Potsdam. Fomos em Sanssouci (que também estava em obras) e visitamos seu jardim. Depois passamos no Designer Outlet Berlin, fizemos algumas compras e seguimos novamente para o cetro de Berlin.
      Retornamos ao Hotel tarde da noite para descansar e se preparar para o dia com o maior número de KM a serem percorridos.

      Dia 18 - 20/03 Quarta
      Este foi o dia mais puxado da viagem. Saímos cedo do Hotel em direção a Amsterdã. Foram 8:00hs horas de viagem. Iríamos chegar em Amsterdã cedo, por volta das 15hs, então resolvemos ir para Zaanse Schans, que é uma belíssima aldeia holandesa, repleta de moinhos típicos e com uma fábrica de queijos SENSACIONAL (Catharina Hoeve). Foi mais uma escolha acertada que fizemos, já que se tivéssemos ido para o Hotel, com certeza iríamos dormir. Passeamos até anoitecer pela cidade e saímos de lá com várias bolsas de souvenir, além de muitas peças de queijo de vários tipos que trouxemos para o Brasil.
      Um fato que chamou atenção aqui foi que deixamos o carro no estacionamento do Zaans Museum. Ao retornarmos ao veículo para ir embora, não havia onde realizar o pagamento do ticket pois estava tudo fechado. Rodei tudo ali para fazer o pagamento e não encontrei nenhuma máquina, foi quando eu li atrás do ticket que após as 17hs, bastava passar o ticket pela cancela que ela abriria....
      Já era noite quando seguimos para o New century hotel. Escolhemos este hotel pelo fato de ter estacionamento grátis e ter um preço acessível em relação aos Hoteis do centro.  Mais uma escolha correta no nosso ponto de vista, já que foi muito fácil e barato ir para o Centro dali.

      Dia 19 - 21/03 Quinta 
      Aqui é um exemplo de como o governo pode contribuir para desafogar o trânsito das grandes cidades com inteligência. Para economizarmos com o estacionamento contribuir com o trânsito da cidade, utilizamos o sistema de P+R (Park & Ride) que consiste em deixar seu veículo em um dos estacionamentos conveniados, ir de transporte público para o centro, voltar e pagar um valor baixo por isso. Então deixamos nosso carro no P+R Olympisch Stadion, onde por 5 euros compramos dois tickets para o bonde (ida e volta) para o centro e ao retornar para retirar o carro a noite, pagamos somente mais 1 euro (o carro ficou estacionado ali o dia todo!), ou seja, o custo total foi de por 6 euros para duas pessoas! Vale ressaltar que você precisa validar o ticket na entrada e na saída do transporte público para poder ter o desconto no estacionamento. Meu coração gelou quando coloquei o ticket de estacionamento na máquina para validar e apareceu mais de 50 euros a pagar... mas quando eu encostei o ticket validado do bonde, o valor caiu para 1 euro a pagar... Pensa na satisfação de ter feito tudo certinho...
      Obs: Eu havia programado para deixar o carro no P+R Amsterdam RAI, mas na data em que estávamos lá havia um evento no centro de convenções e ele estava fora o P+R estava fora de operação. Então fomos para o mais próximo que era o Olympisch Stadion.
      Amsterdã é uma cidade muito agradável para passear... flanamos muito pela cidade, fizemos o passeio de barco pelos canais, comemos croquetes e batata frita, se perdemos entre os canais, quase fomos atropelados por bicicletas várias vezes, comemos batata frita e croquetes, estanhamos as mulheres nas vitrines do Red Light District (haviam algumas ali que deveriam pagar e não receber dinheiro dos clientes...), comemos croquetes sem batata frita, visitamos museus, comemos uma torta de maçã na Winkel 43,  não necessariamente nesta ordem... Enfim, “turistamos” bastante pela cidade que ficou marcada em nosso coração.

      Dia 20 - 22/03 Sexta
      A parte da manhã ficou reservada para visitar o parque Keukenhof. Levamos 30 minutos para chegar lá e ficamos impressionados com a organização, cuidado e limpeza do parque que é imenso e faz jus ao título de maior jardim de flores do mundo. Como era o início de temporada, muitas flores ainda estavam fechadas, mas ainda assim o parque é lindo! Acredito que a melhor época de se visitar o parque seja no meio de abril, quando todos os bolbos devem estar completamente abertos.
      Almoçamos no parque e como estava sol e já tínhamos visitado o parque todo, resolvemos ir a praia em Noordwijk para conhecer, já que era ali perto... andamos uns 20 minutos de carro, passando por várias plantações de tulipas... Ao chegar chegar próximo ao litoral, dava até medo, parecia que os “vagantes brancos estavam chegando”...  uma neblina densa, que não dava para ver 5 metros a frente... É impressionante a diferença de clima entre dois lugares tão próximos... e mesmo assim várias pessoas caminhando pela areia, crianças encasacadas brincando na areia... Foi ali que eu experimentei o kibbeling, que é um bacalhau fresco empanado (e que bacalhau) com molho tártaro, que delícia!!! Deu vontade de voltar lá só de falar...
      Não deu para ver muita coisa na praia. Ficamos ali por umas 2hs e depois voltamos para o centro de Amsterdã. Novamente deixamos o carro no P+R e seguimos de bonde para o centro para completar o passeio pela cidade.

      Dia 21 - 23/03 Sábado
      Tomamos café no McDonalds ao lado do Hotel e seguimos para Bruges. Pegamos uma estrada interditada no meio do caminho e o GPS não nos deu outra rota... nos enrolamos um pouco para contornar a via fechada que não estava bem sinalizada, mas deu tudo certo... em 3 horas chegamos.
      Deixamos o carro na rua mesmo (mas tinha parquímetro e tivemos que pagar 6 euros), perto do centro histórico. Bruges é mais uma daquelas cidades “imperdíveis”. Linda em todos os ângulos. Além de bonita, em vários pontos é muito cheirosa... As fábricas/lojas e chocolates perfumam a região onde estão localizadas... são muitas, com chocolates de todos os tipos, formas e para todos os gostos...
      Passeamos bastante pela cidade, fomos ao Grote Markt, Campanário, passamos pela praça Burg, seguimos para Basílica do Sangue Sagrado, Igreja de Nossa Senhora, Ponte de São Bonifácio, etc...
      À noite, quando a fome bateu, jantamos no Restaurante Italiano La Bruschetta. Um restaurante de qualidade com preço justo.
      Neste dia dormimos em Bruges, na Guesthouse De Vijf Zuilen. Nos surpreendemos com a recepção calorosa, carinho e a vontade de servir da proprietária Ginette. Ela realmente gosta do que faz e gosta de pessoas... O estabelecimento é um charme, repleto de detalhes e muito confortável. Possui estacionamento privado e o café da manhã é fantástico. Tudo feito com muito carinho, pensando no bem-estar dos hóspedes. Recomendo muito o estabelecimento ....

      Dia 22 - 24/03 Domingo
      Saímos de Bruges e passamos na cidade de De Haan que fica no litoral para conhecer a praia. Depois seguimos para Gent, que fica há 40 minutos de carro, e passamos o dia lá. Deixamos o carro no Parking Sint-Michiels (P7) que ficar pertinho do centro. Subimos na torre do campanário (é legal ver como funciona os sinos, além da bela vista que você tem lá em cima), nos perdemos nas ruas da cidade... O tempo estava bom e foi um belo passeio de domingo.
      Fomos para o centro de Bruxelas ao anoitecer, deixamos o carro no estacionamento privado próximo a Grande Place e ficamos ao redor dali. Conhecemos alguns pontos turísticos da cidade, experimentamos as famosas batatas belgas e no fim do dia seguimos para Anderlecht, onde ficava nosso hotel. Nos hospedamos no Budget Flats Brussels, que tem um bom custo benefício. O problema foi ter saído de uma hospedagem tão calorosa para uma tão impessoal. O quarto é bem simples, mas confortável. Tem frigobar e o estacionamento é gratuito na rua, mas sempre havia vaga em frente ao hotel.

      Dia 23 - 25/03 Segunda
      Voltamos ao centro de Bruxelas para terminar de conhecer os pontos turísticos da cidade. Conseguimos fazer tudo em um dia. Acho que a ordem dos fatores aqui influenciou em nossa opinião. Depois de passar em Bruges e Gent, Bruxelas ficou meio “sem graça”.  Não que a cidade não valha a visita, mas em nossa opinião ficou bem aquém das outras duas...

      Dia 24 - 26/03 Terça
      Na programação inicial ficaríamos esse dia em Bruxelas e a noite seguiríamos para Paris. Como já tínhamos feito o que queríamos em Bruxelas, mudamos o plano. Saímos cedo do Hotel e seguimos para a Disney Paris. Conseguimos chegar lá antes do parque abrir e estava bastante frio. Compramos o ingresso para visitar os dois parques no mesmo dia. Foi uma boa experiência e os parques estavam relativamente vazios, então conseguimos ir em todos os brinquedos que queríamos. Os parques são bem pequenos e se você chegar cedo, em época fora de férias, consegue fazer os dois sem maiores problemas. Agora, não vá pensando que são os parques de Orlando. Sentimos muita diferença no tratamento com as pessoas e até no cuidado com o Parque. O que achamos melhor que o de Orlando foi o show de encerramento, e só.
      Depois do encerramento do parque, seguimos para o apartamento que alugamos pelo Airbnb. Um Studio relativamente grande para duas pessoas, com cozinha, metrô próximo e o motivo de termos escolhido ele: Garagem privada já inclusa no preço.


      Dia 25 e 26 – 27 e 28/03 Quarta e Quinta
      Deixamos o carro na garagem do apartamento os dois dias já que andar de carro em Paris é uma loucura e nos locomovemos de metrô (A estação mais próxima era a Convention, que ficava a menos de 5 minutos de caminhada). Como já era a nossa segunda visita em Paris, nestes dois dias ficamos flanando pela cidade, passeando sem rumo, vivendo como verdadeiros parisienses. Foram dois dias perfeitos, de clima bom e muita andança. Infelizmente não conseguimos subir na Notredame, que seria consumida pelo fogo poucos dias após a nossa visita.
      Aqui, como já conhecíamos a cidade, constatamos como a situação dos imigrantes prejudicam as grandes cidades (Berlin e Bruxelas também sofrem com isto). A quantidade de pedintes nas ruas aumentou muito, em todos os pontos turísticos que fomos. Na saída do Louvre vimos 4 caras “tomando” os ingressos usados de um grupo de asiáticos que saia do museu (na saída da rua próximo a pirâmide). Ficamos pasmos com aquilo e falamos com o segurança e disse que não poderia fazer nada já que eles estavam na rua e o governo havia permitido que eles entrassem no país. É muito triste ver isto acontecer em plena luz do dia, em um local muito movimentado, sem ter policiamento. O pior é que eles utilizam aqueles ingressos usados para vender aos desinformados na fila da bilheteria do Louvre.

      Dia 27 - 29/03 Sexta
      Saímos cedo do apartamento e seguimos para Luxemburgo. Demoramos em torno de 4 horas para chegar ao destino e passamos o dia na Capital que tem o mesmo nome. Deixamos o carro em um dos estacionamentos da cidade (Monterey Parking) e seguimos a pé para conhecer a cidade, que é linda, apesar de ter obra por todos os lados. Passeamos pelo centro da cidade, fomos nas Bock Casemates, na Catedral de Notredame e outros pontos turísticos da cidade. É impressionante como ali, apesar de ser uma capital, não tem aquela correria de cidade grande.
      No início da noite, seguimos viagem para Bonn, na Alemanha. Dorminos no Dorint Venusberg Bonn que é um ótimo Hotel, com instalações modernas e confortáveis.

      Dia 28 - 30/03 Sábado
      Tomamos café e fizemos check out no Hotel cedo. Fomos conhecer a que seria a rua mais bonita do mundo (Rua Heerstrasse), mas infelizmente nos atrasamos alguns dias. As flores das cerejeiras já haviam caídos e a rua estava longe da beleza que vimos nas fotos. Depois fomos para o centro e depois visitamos o Castelo do Dragão em Königswinter.
      Após o Almoço seguimos para o Aeroporto de Frankfurt para pegar nosso voo de volta para o Brasil.
      Chegamos no aeroporto e o processo de devolução do veículo foi bem rápido de tranquilo. Usamos novamente o beneficio do cartão e acessamos a LuxxLounge. A sala estava bem vazia e de prato quente do Buffet eram as famosas salsichas alemãs com molho Heinz. A vantagem é que a sala oferecia serviço de ducha para quem quisesse tomar banho, o que foi uma vantagem para nós que saímos cedo do Hotel.
      As 19:45hs pegamos nosso voo de retorno para casa, sem atraso.

      Dia 29 - 31/03 Domingo
      O Voo foi tranquilo e chegamos no horário em Guarulhos. Fomos para a Localiza pegar o carro que alugamos para irmos para casa. O processo foi bem rápido e nos foi oferecido o Prisma LT 1.4 com a mesma tarifa da vinda (R$65,63). Saímos da Localiza quase as 5 da manhã. Fomos para cara extremamente cansado, mas muito felizes por que conseguido realizar mais um sonho e ter dado tudo certo na viagem!
      Devolvei o carro na localiza próxima a minha residência e assim terminaram nossas férias 2019.
       
      Algumas dicas gerais em relação a viagem:
      ·         Se for utilizar uma Autobahn, jamais dirija na esquerda e somente a utilize para realizar ultrapassagens. O povo alemão é muito disciplinado e durante toda viagem não vi eles ultrapassarem ninguém pela direita. Se você estiver andando mais lento e estiver na faixa da esquerda, eles ficam atrás, esperando você se “mancar” e sair da frente.
      ·         Os banheiros nas paradas das rodovias são pagos em sua maioria. Geralmente te devolvem todo valor ou parte dele para consumo. Uma forma de economizar é usar as paradas para caminhoneiros, lá o banheiro é limpo e grátis (todos que parei eram assim). Tem muitos pelo caminho, geralmente entre as paradas pagas.
      ·         Se for período de neve e o carro não tiver nenhum equipamento para remoção da mesma, compre no primeiro posto que você encontrar. Não dá para retirar a neve dos vidros sem a ajuda de uma pá ou algo similar.
      ·         Caso queira consumir algo quando for abastecer, após encher o tanque, vá no caixa, pague pelo combustível utilizado, volte na bomba, retire seu carro para liberar a mesma e estacione na área apropriada para isto. Não deixe seu carro na bomba e vá lanchar por exemplo....
      ·         Nem toda Autobahn é sem limite de velocidade. Atenção a sinalização... Em vários trechos o limite de velocidade cai de repente, assim como aumenta do nada.... As vezes é um pequeno trecho de 1km com limite de 130km ou 90km entre dois trechos sem limite de velocidade.
      ·         Sempre que possível, se não estiver com pressa, utilize as vias internas ao invés da Autobahn. A paisagem compensa...
      ·         O trânsito nos países ao redor da Alemanha não é tão organizado quanto lá, apesar das pistas serem tão boas quanto.
      ·         Utilizei cartão de crédito em praticamente toda a viagem e não tive problema em nenhuma cidade por não aceitar o mesmo, mesmo no interior.
      ·         Estando de carro, vale muito a pena se hospedar em cidades próximas aos grandes centros. Você economiza uma boa grana com hospedagem e ainda fica em bons hotéis.
      ·         Vale muito a pena sair já com um chip internacional daqui. Evita todo transtorno de busca de loja e ativação. É plug and play... Mesmo sendo relativamente um pouco mais caro.
      ·         Se você mora em SP ou em alguma outra grande cidade do Brasil, ao retornar de uma Road Trip pela Alemanha, com certeza você irá precisar de um calmante para enfrentar o trânsito da sua cidade. A diferença é muito grande na forma de dirigir. Não digo isto pela quantidade de carros, engarrafamentos, etc. e sim pelo respeito ao próximo. Chega a ser revoltante...
      ·         Se você curte visitar igrejas como nós, saiba que em todas as cidades que passamos havia pelo menos uma igreja católica. Visitamos todas que encontramos, uma mais bonita que a outra...
       
       
      Agora é começar a planejar as férias de 2020.....






















    • Por Andrezinhooooo
      Olá pessoal ! 
      Eu moro na Noruega e eu estou pensando em fazer um trip para o Whistler/Canadá ou Niseko/Japão ,duração de 7 a dias 10.  Eu já estive em nesses 2 lugares e achei top e agora estou pensando em ir novamente . Se alguém estiver afim de junto e só me avisar.
       


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