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Karen M.

ÁFRICA DO SUL E SUAZILÂNDIA - de Joanesbugo a Cape Town em 39 dias - março/abril 2018

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Olá galera mochileira,

Volto aqui para tentar retribuir de alguma forma toda a informação que aqui consegui. Este foi meu 1º mochilão e graças a esta plataforma me senti segura para montar todo o meu roteiro e ir de forma (quase) completamente independente. Vocês fazem parecer tão fácil!!! E foi! E foi uma delícia também!

*já faz um tempo que comecei a escrever esse relato e tinha abandonado por causa de correrias da vida, mas quero terminar antes que o facebook pare de me lembrar que eu fiz essa viagem foda há 1 ano!

PARTE 0 - Planejamento e preparativos

Viajar ao continente africano sempre foi um de meus maiores sonhos e ele começou a se tornar verdade há 4 anos, quando ouvindo uma discussão sobre quanto se gastaria para assistir a 1ª fase da copa do mundo na Rússia eu pensei “com esse dinheiro vou conhecer a África”. E eu tinha a companhia perfeita: minha grande amiga (e na época roommate) Camila estava disposta a encarar a aventura comigo, se eu provasse a ela que viajaríamos por 1 mês com relativo conforto e não gastaríamos mais de R$10mil... E eu provei!

*imprevisto: a viagem ficou mais cara (não dá pra comparar dólar de 2014 com de 2018!), durou 39 dias e incluiu aventuras que até agora não acreditamos que vivenciamos!

(Parênteses: certeza que é possível fazer este roteiro gastando menos, mas tínhamos algumas premissas que não queríamos abrir mão. Estas seriam as primeiras férias em algum tempo para nós 2 e já estávamos em ritmo de corta-tudo-e-tira-leite-de-pedra para economizarmos para A viagem, então queríamos ter algum conforto e, muito importante: queríamos tomar cerveja todo final de tarde! :D)

Logo no início das pesquisas a África do Sul se mostrou o país que melhor se encaixava nos nossos planos, seja pelo custo benefício ou mesmo pela facilidade de encontrar informações. Nem sempre nossa ideia foi de planejar tudo e ir sozinhas, até mesmo pelo fato de que nenhuma de nós 2 dirige, e lendo (milhares de) blogs, cheguei ao site Pangea Trails, de um cara que tem um roteiro de van por todo o país que dura 21 dias. Esse era o plano inicial. Chegada a época que íamos realmente afinar tudo e colocar o plano em prática, os custo deste pacote já estava tomando quase todo o nosso orçamento e começamos a pesquisar a coisa toda independentemente, mas ainda assim com o roteiro dele como base, pois já sonhávamos com muitos locais por onde a Pangea Trails passava.

Tínhamos então os locais que queríamos passar e mais ou menos definidos quantos dias ficar em cada um, quando a história começou a tomar outro rumo: um perfil de turismo da África do Sul que eu seguia no instagram, publicou por 5 dias seguidos fotos da Otter Trail, uma travessia de 5 dias e 4 noites que acompanha a costa selvagem do Tsitsikamma National Park através de paisagens cênicas e eu fiquei completamente obcecada. Pronto! A paisagem era tão espetacular que eu tinha que presenciar aquilo!

E eu devo ser muito mais persuasiva do que imagino, pois eu, que de travessia tinha apenas feito a Salcantay para Macchu Picchu, mas que contava com uma equipe que levava a bagagem mais pesada e provia comida e acampamento (foi um esquema meio princesa mesmo), queria levar comigo nesta trilha totalmente independente a minha amiga Camila, que nunca tinha feito trilha na vida. Bom, nem sei bem como, mas a convenci!

Foi a primeira reserva que fizemos. E quase choramos de emoção quando recebemos a confirmação!

A questão é que esta é uma trilha bem exclusiva e as reservas se esgotam com cerca de 1 ano de antecedência, pois apenas 12 pessoas por dia podem percorrê-la. Comecei a monitorar o site do parque e checar todas as condições de tempo e maré (o caminho inclui algumas travessias de rio que podem ser bem perigosas a depender da maré do dia) para conseguir a data ideal para as nossas férias.

Feito isso, o resto da viagem começou a se desenhar melhor em torno da trilha. Alguns destinos que queríamos tiveram que ser cortados, pois a logística para a Otter Trail precisava de 6 dias da nossa viagem. Numa destas decisões, cortamos Drakensberg, pois esta parada era principalmente para fazermos algumas trilhas e este assunto já estaria muito bem garantido!

Na sequência compramos as passagens, fechamos o overland tour para o trecho que passaria pelo Kruger Park e a Suazilândia e compramos nosso ticket de ônibus Baz Bus.

A Baz Bus oferece um serviço de vans que funcionam no estilo hop-on hop-off com foco em mochileiros que atravessam o país, recolhendo os passageiros na porta do hostel e deixando no seu próximo destino. A logística é bem bacana e a rota vai desde Joanesburgo até Cape Town, com paradas obrigatórias em Durban e Port Elizabeth, pois as vans só circulam de dia. Eles têm uma lista de hostels que são atendidos pelo roteiro e diversas opções de tickets, a depender da quantidade de dias que se quer viajar, se viaja apenas em uma direção, etc... O valor dos tickets não é muito barato, mas pela comodidade e segurança achamos que valeu a pena. Quando já estávamos lá ficamos sabendo de outra empresa que presta o mesmo tipo de serviço, tem uma rota semelhante e parece ser um pouco mais barata, a Mzansi.

O roteiro então ficou mais ou menos assim:

  • 10.03 a 15.03.18 Chegada por Joanesburgo e estadia em Maboneng;
  • 16.03 a 22.03.18 Overland pela região do Kruger Park, Rota Panorâmica, Suazilândia, Greater St Lucia, chegando a Durban;
  • 23.03 a 01.04.18 Seguimos de Baz Buz pela costa passando por Coffee Bay, Chintsa, Port Elizabeth e Jeffreys Bay até Storms River;
  • 02.04 a 06.04.18 Estabelecemos base em Storms River para percorrer a Otter Trail;
  • 07.04 a 10.04.18 Seguimos novamente de Baz Buz pela Garden Route passando por Wilderness e Mossel Bay;
  • 11.04 a 16.04.18 Exploramos Cape Town, de onde voltamos para São Paulo.

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mapinha das nossas andanças.... :)

MEDICINA DO VIAJANTE

Já tinha lido algumas vezes sobre este serviço público (e totalmente gratuito) de avaliação e orientação de acordo com o local de destino e áreas de risco para doenças, mas nunca tinha utilizado. Resolvi testar e não me arrependi!

O atendimento em São Paulo é no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o agendamento é feito por e-mail.

No dia da consulta é necessário levar documento com foto e carteira de vacinação. Então começa uma entrevista na qual você conta qual o destino e as características da viagem, com a maior quantidade de detalhes possível. Daí eles te dão todas as orientações em relação à sua saúde durante a viagem e atualização de vacinas.

Aproveite para tirar todas as dúvidas! Saindo da consulta já te encaminham para as vacinas e pronto. Quem precisa do Certificado Internacional de Vacinação da Febre Amarela (CIVP) deverá antecipadamente acessar o site da Anvisa para realizar seu pré-cadastro, necessário para a emissão da CIVP.

A preocupação principal da maioria das pessoas que viaja à África do Sul, em especial à região do Kruger, é em relação à malária. Não existe vacina e a melhor profilaxia é evitar o contato com o mosquito através de barreiras físicas (roupas protegendo a maior parte do corpo, tela mosquiteira sobre a cama, etc..). Existe também um repelente (exposis) que foi recomendado e também os comprimidos, embora não tenham garantia total.

A orientação que recebi foi: usar o repelente para a pele e para a roupa (existe um spray específico para passar na roupa e dura algumas lavagens) e tomar os comprimidos (aqui vale uma observação que o médico só indicou os comprimidos pois passaríamos pelas regiões de incidência no início da viagem e depois ainda teríamos um período longo antes de retornar ao Brasil, passando por áreas remotas e o receio era termos qualquer sintoma e não conseguirmos atendimento imediato.. se fossemos apenas ao Kruger e voltássemos em seguida, o médico não indicaria o remédio porque em qualquer emergência conseguiríamos atendimento fácil em SP).

O que de fato aconteceu: levamos o exposis, mas não comprei o spray para roupa e tomamos os comprimidos que compramos em uma farmácia em Joanesburgo (parece que o melhor é comprar no próprio aeroporto, mas esquecemos e enfrentamos uma pequena burocracia para conseguirmos o remédio, que é controlado e não é barato). No início do overland, o guia fez um terrorismo de que nenhum repelente trazido de países que não tem malária é eficaz e sugeriu comprar outro, o peaceful sleep, que acabamos comprando também. Não sei se foi o remédio ou a mistura disso tudo com sol e suor, mas tive uma alergia forte na pele (rosto, pescoço e costas) que só foi sumir mesmo em Cape Town. Camila ficou enjoada nos primeiros dias do overland, o que logo relacionamos com o remédio também.

Para mais informações sobre a Medicina do Viajante: http://www.emilioribas.sp.gov.br/pacientes-e-acompanhantes/medicina-do-viajante/

MOCHILA, O DRAMA...

A principal dificuldade neste tema foi: precisaríamos de uma mochila que aguentasse o tranco e boa o suficiente para utilizar na trilha (tenho problema na cervical e essa era minha maior preocupação) e isso costuma ser bem caro! No final das contas: uma amiga que estava de mudança para a Austrália tinha uma mochila usada Trilhas & Rumos Crampon 72L e deu pra gente. Camila acabou ficando com esta, pois eu não queria uma mochila tão grande. Outra amiga ofereceu a mochila dela emprestada, uma Deuter Futura Vario 45 + 10, que eu me neguei a pegar até quase a véspera da viagem. Mas de tanto ela insistir e de tanto faltar dinheiro, aceitei..

Resultado: olha, quando estava pesquisando pra comprar uma cargueira pra esta viagem, li muita coisa positiva sobre a T&R, então simplesmente não sei dizer o que aconteceu, mas a mochila praticamente se desfez durante a viagem. Na arrumação ela já rasgou um teco (o que levou Camila ao desespero antes mesmo da gente ir pro aeroporto) e no restante da viagem ela se rasgou inteira! Tentamos remendar com um bocado de fita e nada adiantou... enfim, outro ponto fraco que percebi é que ela ficava visivelmente desestruturada nas costas. Quanto à que eu levei, ela foi perfeita. Nas 1ªs horas da trilha precisei fazer alguns ajustes, mas ela segurou bem!

O que levei:


Confesso que não sou nem de longe aquelas pessoas bem compactas para viajar e foi bem difícil ficar nisso aí... mas era tudo que cabia na mochila, então... (na verdade cabia mais mas jurei pra mim mesma que não queria partir com a mochila no limite pra conseguir trazer umas coisinhas depois)

Ainda, como tínhamos a trilha no meio da viagem e eu já tinha pensado mais ou menos em um cardápio, levei daqui coisas que por algum motivo tinha receio de não encontrar pra comprar ou que precisava de apenas uma quantidade pequena, etc..

  • 7 calcinhas
  • 2 pares de meia para trilha
  • 3 pares de meia de algodão
  • 2 sutiãs
  • 2 tops
  • 2 biquinis
  • 2 calças legging
  • 1 calça-bermuda
  • 1 calça jeans
  • 2 camisetas dryfit
  • 7 camisetas
  • 1 blusa térmica (fleece)
  • 1 jaqueta impermeável
  • 2 blusinhas manga longa
  • 1 shorts de corrida
  • 2 shorts
  • 1 saia jeans
  • 2 vestidos
  • 1 pijama
  • 1 canga de praia
  • 2 lenços
  • 1 toalha microfibra
  • 1 capa de chuva
  • 1 chinelo
  • 1 sandália
  • kit de higiene / cuidados pessoais
  • maquiagem básica
  • kit primeiros socorros (com umas coisas bem específicas pra trilha, mas que não precisamos usar.. ufa!)
  • saco de dormir
  • lanterna de cabeça + pilhas
  • 2 cantil + tabletes para purificação da água
  • 1 canivete
  • 1 bastão de trilha
  • 1 capa protetora mochilão (comprei uma Arienti www.territorioonline.com.br/bolsa-para-transporte-arienti-m para despachar a cargueira, que até por ser emprestada merecia um cuidado mais especial e também porque precisávamos de uma bolsa pra deixar nossas coisas no hostel durante a trilha)
  • 1 binóculo

Confesso que não sou nem de longe aquelas pessoas bem compactas para viajar e foi bem difícil ficar nisso aí... mas era tudo que cabia na mochila, então... (na verdade cabia mais mas jurei pra mim mesma que não queria partir com a mochila no limite pra conseguir trazer umas coisinhas depois)

Ainda, como tínhamos a trilha no meio da viagem e eu já tinha pensado mais ou menos em um cardápio, levei daqui coisas que por algum motivo tinha receio de não encontrar pra comprar ou que precisava de apenas uma quantidade pequena, etc..

  • leite em pó (levei em saquinho zip lock apenas o necessário pra preparar 5 canecas de manhã) *confesso que quando estava separando o leite em pó no saquinho pra levar na mochila me bateu uma sensação mega ruim de que aquilo podia dar muito errado no aeroporto, mas deu em nada não...
  • toddy (2 colheres de sopa / dia - levei em saquinho zip lock)
  • geléia (aquelas individuais de cestas de café da manhã)
  • castanhas
  • semente de girassol
  • cuscuz marroquino (em zip lock)
  • quinoa (em zip lock)
  • arroz + lentilha (em zip lock)
  • temperos: sal (aqueles saquinhos de restaurante), pimenta do reino (não vivo sem!), azeite
  • barras de cereais e proteínas
  • 2 pratos plásticos rígidos, 1 caneca alumínio + kit talher de plástico

Esta lista era basicamente para o meu café da manhã (com alguns itens complementares que compraria fresco na véspera da trilha) e jantar para nós 2! A Camila levou com ela o que iria precisar para o café da manhã dela e levaria o kit de panela.

Além disso levei uma pequena mochila de ataque (aquelas dobráveis da decathlon, que viram uma bolinha compacta) com pasta completa de documentos e comprovantes de reservas impressas, bloco de anotação, travesseiro de viagem (meio dispensável pra mim, mas até que garantiu um conforto quando acampamos), carregador de celular, 2 power banks, câmera (uma véia digital que tenho, levei mais como garantia se a memória do celular faltasse).

Acho que foi isso. A maioria das coisas que não tiveram utilidade durante a viagem foi levada por alguma indicação específica para a trilha e não acho que deixaríamos de levar (mesmo sabendo agora que não usamos), pois poderiam ter sido necessárias.. mas confesso que daria pra ter cortado umas peças de roupa e a sandália.... No final deu isso aí..

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mochila pronta...

O relato diário irei postando em partes para não ficar tãããão comprido... Até!

  • Vou acompanhar! 4

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[continuando...]

PARTE 1 - Joanesburgo

09.03.2018

Embarcamos em Guarulhos as 17h30. Voamos com a South African Airways com passagens compradas em promoção na black friday. Pagamos R$ 1.961,28 indo por Joanesburgo (direto) e voltando por Cape Town (escala em JNB). A promoção era de R$1.500, mas demoramos cerca de 1h pra conseguir fechar e perdemos o valor do voo de volta... :( 

*detalhe: compramos as passagens direto pelo site da SAA e tinha possibilidade de já solicitar refeição especial e escolhi a vegetariana. a parte legal da refeição especial é que antes de começarem a servir todo mundo eles te procuram e trazem sua comida! quem é gulosa fica feliz! :) 

10.03.2018

Chegamos em Joanesburgo bem cedo (o voo direto dura cerca de 9 horas). No aeroporto trocamos alguns reais (sim, li aqui no fórum sobre pessoas que levaram reais e valeu a pena trocar direto por rands e resolvi arriscar. com o dólar alto, decidi levar apenas metade da grana em dólares e a outra metade em reais) maaaas a cotação não foi tão boa quanto li em diversos relatos e blogs, aproximadamente 1,00 real > 3,20 rands, principalmente pelas taxas e comissões cobradas em todos os bancos (não só no do aeroporto). Compramos também o chip da Vodacom que foi configurado na loja e já saiu funcionando normalmente!

Em Joanesburgo ficamos num apê do airbnb em Maboneng, bairro em revitalização, com barzinhos, restaurantes e galerias de arte. Apesar de TODAS as recomendações serem pra não ficarmos hospedadas lá, não nos arrependemos em nenhum momento! ok, talvez nos primeiros 5min chegando ao bairro, pois parecia um local bem ermo e abandonado. Uma vez instaladas, caminhamos até a Fox St e toda a percepção mudou!

Neste dia fomos até o Carlton Centre, também conhecido como Top of Africa, o prédio mais alto do continente africano, com 50 andares e 222,5 metros de altura. O último andar tem um mirante com vista de 360º da cidade. É meio difícil encontrar a entrada e o elevador, que ficam no subsolo do shopping e não é muito bem sinalizado, mas nada como perguntar a direção umas 300 vezes pras pessoas pra achar...

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vista do Carlton Centre...

Procuramos também ir ao mercado para providenciar adaptador pra tomada (não adianta tentar levar porque a tomada é bem estranha, fora de qualquer padrão, mas em alguns lugares por onde passamos o plug era igual ao nosso!), algumas coisas de café da manhã e cerveja, mas nos supermercados só vendem vinhos. Ainda apreensivas, pois todo mundo falava pra gente não andar pelas ruas (!!), passamos pela Gandhi Square, perguntando nos comércios onde poderíamos comprar cerveja (acho que parecíamos umas alcoólatras desesperadas). Em uma lojinha de lanches a atendente tentou explicar pra gente onde ficava a Liquor Store mais perto, mas como era uma caminhada meio longa ela resolveu acompanhar a gente até lá! Largou a loja e foi correndinho com a gente até o local.. :D Felizes e abastecidas, voltamos pro bairro, almoçamos e ficamos de bobeira descansando para sair a noite para uma cervejinha inocente.

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almoço no Pata Pata em Maboneng

 

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Maboneng no início da noite...

 

*Primeiro contato com os ubers no país: o aplicativo funciona na maior parte do tempo bem, com uma certa dificuldade de ajustar o ponto de encontro e os motoristas tendem a não se deslocar até você (aparentemente por rixa com taxistas), o que em um lugar onde os locais insistem a todo tempo que não é seguro andar na rua gera certo desconforto, mas todo o trânsito do primeiro dia foi feito de uber e sem grandes problemas.

11 a 15.03.2018

A maioria das pessoas que vai à África do Sul apenas passa por Joanesburgo, pois é o aeroporto de chegada. Nós percebemos que a cidade tinha muito a nos ensinar e ela nos ensinou!

No dia 11, domingo, ficamos apenas aproveitando o bairro, que abre as portas do Markets on Main, feira semanal com muita comida boa, arte e música e toda a rua fica repleta de artistas e artesanatos e a atmosfera é fantástica.

Sobre o Markets: as coisas não são baratas pois não é um mercadinho simples de rua e sim tem artes e coisas muito legais e locais, porém é importante levar uma grana principalmente se quiser pechinchar!

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markets on main

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bar rooftop do hostel curiocity

No dia 12 compramos o ticket do Sightseeing (aquele ônibus turistão hop-on hop-off de 2 andares) para explorarmos melhor a cidade, o que foi uma ótima opção para visitar alguns locais importantes que são bem distantes uns dos outros.

Nossa primeira parada foi no Apartheid Museum. A visita é indispensável para quem quer conhecer mais sobre a triste história deste regime de segregação racial. Mas, cara!, como este lugar te absorve! Ficamos mais de 4h lá e podíamos ter ficado mais, mas queríamos conhecer também o Constitution Hill. Chegamos lá a tempo da última visita guiada às 16h e foi bem bacana! O lugar é cheio de história e simbolismos! Muito legal mesmo e me surpreendeu bastante! (sugiro a quem for aguardar a visita guiada, pois faz toda a diferença. vi depois no site que existem diversos tipos de tours guiados, até um noturno!) Pena que não deu tempo de conhecer a Women's Jail que fica no mesmo complexo...

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Dia 13 fomos de Gautrain (trem moderno e rápido que faz a conexão entre a cidade de Johannesburg e o aeroporto OR Tambo International Airport – não muito barato, mas queríamos testar) até Sandton na Nelson Mandela Square, que basicamente é a praça de um shopping com uma estátua do Mandela no meio, mas que vale a visita vista a importância desta personalidade para o país (como não somos nem um pouco fãs de shopping, o Mandelão e umas fontes de piso na praça foram as únicas atrações do local). Nossa intenção este dia era fazer um free walking tour em Braamfontein, mas por algum motivo que ninguém soube nos explicar os passeios tinham sido cancelados, mas normalmente eles saem da Park Station em 3 horários diários, 10h30 / 13h00 e 15h30.

Mais tarde fomos à cervejaria Mad Giant. O lugar estava bem paradão (leia-se deserto) por ser dia de semana e no horário entre almoço e happy hour, mas valeu a visita. Fizemos um tour para conhecer o processo de fabricação (normalmente tem que agendar pelo site, mas estava tão vazio que conseguimos assim que chegamos) e a mulher que nos acompanhou foi bem atenciosa, porém achamos o tour meio xoxo (talvez por gostar mais de saborear do que entender tão a fundo – acho que para quem fabrica cerveja artesanal em casa deve ser muito mais legal, por exemplo, pois dá pra perguntar bastante coisa técnica e tirar muitas dúvidas). Além disso, tivemos um desconforto com o pedido das cervejas porque algumas que estavam no cardápio não estavam disponíveis e o preço pareceu mudar depois que fechamos a conta. Além das porções de comida serem mais conceito do que sabor: pratos caros e vazios... Mas as cervejas eram boas e o garçom que nos atendeu fez toda a diferença!

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Dia 14 contratamos um tour para o Cradle of Humankind & Sterkfontein Caves. O tour não é barato, mas o lugar é meio longe, cerca de 1h30 de Joanesburgo e não é recomendado ir de uber pela dificuldade de voltar, então foi o meio que encontramos para ir. O “Berço da Humanidade” é um sítio paleoantropológico declarado Património Mundial pela UNESCO em 1999, ocupando atualmente 47.000 hectares e contém um complexo de cavernas calcárias, local de descoberta dos primeiros fósseis de hominídeos já encontrados. Saímos do apê umas 9h e retornamos por volta das 15h. Almoçamos pelo bairro. Bebemos pelo bairro.

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Dia 15 foi dia de deixar o apê em Maboneng pra trás e ir conhecer Soweto, o famoso distrito de Joanesburgo e um dos principais símbolos da história da África do Sul e do Apartheid, reduto de resistência e luta da população negra. Hoje fala-se em cerca de 4 milhões de habitantes no Soweto. Lá fizemos um passeio de bike que partiu do Lebo’s Backpackers (deixamos nossas mochilas no próprio hostel). Fizemos o passeio de 4 horas que é bem legal e passa desde a parte mais estruturada de Soweto, onde moram até algumas celebridades locais até as partes mais pobres, onde não há nem tratamento de esgoto disponível. A desigualdade é impressionante. Passamos também pelo memorial Hector Pieterson, marco da revolta estudantil de 1976, onde o jovem morador de Soweto foi morto em um confronto com a polícia durante o período do Apartheid. O tour segue pela famosa Vilakazi Street, a única rua do mundo que já foi moradia de dois vencedores do Prêmio Nobel: Nelson Mandela e o arcebispo Desmond Tutu. Hoje em dia é possível visitar a Mandela House, mas com o passeio de bike só paramos em frente por alguns minutos (essa foi a única decepção, pois estávamos com a expectativa de entrar no local). O passeio finaliza com um almoço bem saboroso em frente ao Lebo’s e uma cerimônia para provarmos a “cerveja” local. Esse momento foi meio bizarro porque todo mundo que estava no passeio se acomoda em círculo e eu quis porque quis sentar num banco moldado num tronco e convenci tanto a Camila quanto um brasileiro que conhecemos e quando começaram a servir a cerveja, numa cuia compartilhada (!!!), percebemos que seríamos os últimos a provar... :/ não deixem de provar! faz parte! é rude levantar e ir embora ou apenas cheirar a cerveja e passar adiante (sim, algumas pessoas fizeram isso!)

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Saindo de Soweto fomos de uber para Mildrand, cidade próxima a Joanesburgo, de onde sairia no dia seguinte bem cedo nosso overland tour. Lá ficamos no Belvedere Estate pela praticidade, pois é o hotel da Nomad, empresa que contratamos o overland. Relaxamos com uma cerveja à beira da piscina, jantamos e dormimos cedo, ansiosas para o dia seguinte. Durante o jantar conhecemos o Frank e o Tank, motorista e o guia do tour, que se sentaram para comer com a gente e já sentimos uma conexão bacana. Mais cedo, durante o passeio de bike, sem saber passamos em frente à casa do Frank, que mora no Soweto e tem um baita orgulho disso! :D

**Saldo de Joanesburgo**

Onde ficar: Definitivamente Maboneng se assim como eu você gosta de se misturar e sentir o local onde está. E preferencialmente na Fox St. ou bem próxima a ela. É lá que tudo acontece! Andamos a pé pelo bairro todos os dias, inclusive à noite (procuramos não voltar pro apê tarde, mas ficamos na rua até umas 21h um dia..) e não tivemos nenhum problema! Dica para quem viaja acompanhado: a diária do airbnb saiu mais barato do que 2 camas no disputado Hostel Curiocity, então valeu muito a pena! (de quebra voltando pro apê uma noite, fizemos amizade com moradores do prédio que estavam tomando cerveja no quintal e rendeu uma noite de deliciosa conversa e risadas até a madrugada)

Onde comer: Market on Main tem muitas opções e tudo parecia muito bom (só funciona aos domingos); Pata Pata tem um curry vegetariano divino (Camila comeu um peixe que estava muito bom também, segundo ela); Little Addis Café, comida etíope que dispensa comentários (só o aroma em frente ao restaurante já mata!); Eat Your Heart Out para café da manhã (salivei agora só de lembrar!). Fato: os restaurantes na Fox St. não são baratos!

E a cerveja? Bom, o bar do hostel Curiocity é um lugar bem legal e animado para uma cervejinha no final da tarde. Eles têm um rooftop perto dali que parece rolar umas baladinhas e tals (foto acima), fomos um dia no fim de tarde e estava bem morto ainda e não ficamos muito. Tem um cinema na Fox com promoção de happy hour durante a semana também, se me lembro, 2 cervejas pelo preço de 1 para tomar em mesão na calçada. No bairro não é muito difícil escolher um lugar bacana para parar e tomar uma a qualquer dia! Para cervejas especiais com certeza a Mad Giant e no Market on Main tem bastante opção também: provamos 2 Fraser’s Folly, uma IPA e uma Stout. Belas pancadas! *e tudo bem gelado até agora! :D

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Que legal esse roteiro @Karen M.!

Eu fui pra África do Sul nov/dez de 2018 e fiquei 3 semanas e achei incrível o país! Devido ao tempo curto, acabei focando no Kruger e Rota Panorâmica + Garden Route e Cidade do Cabo.

Aliás, quando comecei a pesquisar também fiquei doido pra fazer a Otter Trail mas como você comentou, é super concorrido e já não havia vagas quando pesquisei! Então o jeito foi me contentar com o trecho do Tsitsikamma até a cachoeira que já foi incrível!

Também queria ter feito as trilhas na Drakensberg mas tive que deixar para uma outra oportunidade!

Parabéns pela viagem e força pra continuar o relato! 😃

 

 

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@José Luiz Gonzalez  o país é mesmo incrível e extremamente rico de paisagens e cultura!! 

Quanto à otter trail, pra vc ter uma ideia, a primeira reserva que fiz foi no começo de julho de 2017 e tinha reservado para final de maio, que era a única data disponível.. mesmo assim continuei acompanhando o site e em agosto abriram umas datas (acredito que de desistências ou pessoas que reservaram mas não pagaram a taxa) e consegui mudar para abril, que a temperatura estaria mais quente. 

A África do Sul tem diversos parques nacionais incríveis e vários outros com trilhas semelhantes à otter trail, mas não tão populares.

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[continuando...]

PARTE 2 - Overland de Joanesburgo ao Oceano Índico

*Sobre o overland: optamos por fechar este tour pela dificuldade de resolver a logística de safáris sendo que nenhuma de nós dirige e alugar um carro para ir por conta própria não era uma opção. Curti bastante esta forma de viajar, os grandes deslocamentos fazem parte da viagem, o caminhão passa a ser nossa “casa”, algumas refeições são feitas na beira da estrada e você fica acabada, mas vale a pena! Seria ainda melhor se o grupo todo tivesse se conectado melhor, pois como escolhemos uma data de saída com tradutor alemão, das 18 pessoas no tour, 15 eram alemães (como tem muitos alemães viajando pela África, algumas empresas de overland oferecem tradutores em alguns tours, mas o tour em si é conduzido em inglês como em qualquer outra data; só que a probabilidade de ter mais alemães nestes é maior; e no nosso tinha! não que isso seja um problema, mas no nosso caso a maioria deles não estava nem um pouco interessada em se misturar... pena!)

16.03.2018

Acordamos cedo para o café da manhã, incluso na diária. Pouco antes das 7h o caminhão já estava se posicionando em frente à recepção do hotel. Frank e Tank ajudam todos a guardar as mochilas nos lockers individuais nos fundos do caminhão, e conferem a parte burocrática do tour. Tank explica a todos alguns itens importantes sobre o que esperar e responsabilidades em grupo, além de dicas para a convivência durante toda a viagem. Hora de partir!

Viajamos algumas horas em direção à Nkambeni Safari Camp, reserva particular ao lado do Kruger National Park. No caminho paramos para almoçar em um shopping e comprar água para os próximos dias (no tour estão inclusas a maioria das refeições – café da manhã, almoço e jantar – mas de resto fica tudo por nossa conta, incluindo bebidas; então a equipe já orienta a gente a comprar água, fruta, snacks e cerveja ou vinho conforme formos parando em alguns locais.. no caminhão há 1 cooler que é para os alimentos que eles compram e um isopor grande para uso dos passageiros, que são responsáveis por mantê-lo limpo e com gelo).

Um imprevisto tirou o Tank da nossa equipe e o novo guia, George, deveria nos encontrar já no camping.

Chegamos ao camping no meio da tarde e, para quem optou por acampar (nós!), começa a aula de como montar a barraca. De cara parece difícil montar aquele treco de lona pesado, mas com alguma colaboração demos conta de tudo! Exploramos um pouco o Nkambeni Safari Camp, que tem desde suítes bem confortáveis ao espaço para camping, com instalações muito boas. Este dia choveu bastante e o jantar que deveria ser preparado em torno da fogueira foi transferido para o restaurante do hotel, por conta do tour.

*detalhe que havia 2 banheiros comunitários: um deles com paredes e instalações comuns e outro com chuveiros e cabines com nada mais do que uma cortina baixa e cercas elétricas te separando do Kruger! Nem perdi tempo com o primeiro! :D

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   Instalações Nkambeni Safari Camp

 

17.03.2018

Levantamos bem cedo para um dia inteiro de safári naqueles carros típicos, 4x4, com as laterais todas abertas. 6h da manhã era o horário de partida da recepção.

O dia foi emocionante! Mesmo não sendo o melhor tempo, pois ainda estava um pouco úmido e ventava bastante, a cada animal avistado todos se empolgavam! (pausa: o vento é realmente sofrível nos safáris em carro aberto! é necessário ir bem agasalhado, em camadas para quando no meio do dia estiver mais calor, e com algo para proteger a cabeça e principalmente os ouvidos do vento)

O primeiro impala ninguém esquece! Digo... depois de ver um bando a cada meia hora a gente até esquece e nem pede mais pra parar o carro... mas é muito legal mesmo assim!

Neste primeiro dia foram vários impalas, alguns kudus, elefantes, girafas, 5 wild dogs (falo 5 porque são bastante difíceis de serem avistados.. pra ter uma ideia, a motorista do nosso carro disse que passa 2 a 3 meses sem avistar nenhum!), hienas mordedoras de pneus, crocodilo, macacos e muitas aves.

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A noite tivemos nosso primeiro braai, típico churrasco africano em volta da fogueira, com opções vegetarianas deliciosas para algumas pessoas que solicitaram, incluindo eu! (*avisando na hora da reserva do tour eles se programam para cardápios especiais). Como o primeiro jantar foi descaracterizado e embaixo de bastante chuva, as apresentações pessoais ficaram para esta 2ª noite! Após o jantar todos contaram um pouco sobre de onde vinham e como foram parar ali.

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George, nosso guia e cozinheiro de mão cheia!

 

18.03.2018

Novamente acordamos antes do sol nascer, o que é rotina durante o overland. Após o café da manhã partimos no caminhão para a Panorama Route. Muitos que vão por conta dispensam este trecho, mas foi um ponto alto da viagem! As paisagens são desconcertantes! Acabamos curtindo muito mais os Three Rondavels e Bourke’s Luck Potholes do que a God’s Window, talvez porque nesta última parada estava meio lotado e pessoas disputando qualquer canto para foto...

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Almoçamos sanduíches na beira da estrada e voltamos para o camping para curtir a piscina. Jantar em volta da fogueira e dormir cedo para mais um dia madrugando..

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George e Niqy preparando o almoço

 

19.03.2018

Partimos cedo, mas antes recebemos visitantes ilustres no café da manhã: elefantes bem perto do acampamento! Fomos todos pegos tão de surpresa que ninguém tirou foto! Ficamos apenas abestados com aquelas visitas de despedida.

Já na estrada, entramos novamente no Kruger Park em direção ao sul, para sair pelo Crocodile Bridge Gate e seguir rumo a Suazilândia. Com o dia ensolarado, o game drive no caminhão foi bem animado apesar de só poder circular nas estradas principais.

Muitos elefantes, impalas (again!), rinocerontes (são impressionantes!), zebras (tãããão simpáticas!), girafas, búfalos bem de longe, babuínos, e quase no final, quase impossível de enxergar, leões! Incrível que havia alguns carros parados na estrada onde aparentemente não tinha nada e o Frank afirmou com toda certeza “felinos!” Lógico que todos no caminhão enlouqueceram e lá ficamos parados mais de meia hora tentando enxergar alguma coisa.. muitos carros já tinham desistidos e nós também já estávamos quase indo, quando alguém se movimenta bem longe e finalmente conseguimos enxergar.. :D

Mais alguns animais e aves e saímos do parque.

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Cruzamos a fronteira da Suazilândia algumas horas depois sem nenhum problema para quase no final da tarde chegar ao Mlilwane Wildlife Sanctuary. Como chegamos em cima da hora de partida para o Sundowner Drive que havíamos reservado (não estava no pacote da nomad), a equipe ficou no acampamento montando nossas barracas e lá fomos pra mais algumas horas de saculejo. O dia foi puxado e estávamos cansadas, mas ao nos instalarmos no carro, nosso motorista se apresentou e disse algo mágico: “estão inclusas 2 bebidas por pessoa e vocês podem escolher entre água, refrigerante ou CERVEJA”. Eu e Camila não contivemos um gritinho de felicidade e todos riram. O guia iria perguntar o que cada um queria para arrumar o isopor com as bebidas e, começando por mim: “what would be your first drink?” “beer!” “and the other one?” “beer!” :D

Aqui o safari foi meio diferente, pois o santuário, a fim de manter um melhor controle sobre os animais, divide-os em sessões.

Elefantes, rinos, hipopótamos, cerveja, elefantes...

Entrando na sessão onde estavam os felinos, chegamos a um ponto em que avistamos 1 carro parado e várias leoas deitadas na estrada. Novo momento de empolgação, pois estes estavam bem perto, mas nosso motorista quis dar a volta para que tivéssemos uma melhor visão. Só que encontramos um elefante que não saía do meio da estrada. Esperamos um pouco e a inquietação crescendo quando o motorista engata a ré e acelera pra voltar aonde tínhamos visto os leões. E não foi qualquer rézinha não, o cara meteu o pé em estrada de terra e sacudiu todo mundo!

Quando chegamos de volta ao local, elas já tinham saído da estrada. Avistamos apenas uma cabeça no meio da vegetação alta e ficamos por lá observando. De repente, uma a uma vão se levantando e começam a andar, 2 leoas e 2 leões jovens! Praticamente do lado do carro! Andando preguiçosamente e a gente acompanhando! Impressionante!

O guia diz que temos que partir, mas antes ainda fomos presenteados com o por do sol mais espetacular que já vi!

Voltamos para o camping. Neste local não havia luz elétrica, mas ainda assim as instalações eram ótimas, o banheiro super grande à luz de lamparinas e banho quente garantido!

A noite mais um jantar delicioso ouvindo sobre a história da Suazilândia sob um céu estralado inacreditável!

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20.03.2018

Acordamos cedo (mais uma vez! Camila nem queria ir!) para uma Nature Walk no santuário. O passeio é interessante e se dá na sessão onde não há felinos (meio óbvio... mas.... ufa!). Fiquei o tempo todo só querendo me deparar com uma girafa mas “só” rolou uns gnus assustados.. Voltamos, tomamos café da manhã, desmontamos as barracas e bóra pro caminhão. É tempo de praia!!!

Chegando a Greater St Lucia, em KwaZulu-Natal, o caminhão parou em uma praia para termos nosso primeiro contato com o oceano índico. Tímidos, alguns tiraram os sapatos e colocaram os pezinhos na água. Mas eis que chega um ônibus de estudantes e as garotas todas empolgadésimas correm gritando em direção ao mar e entram com roupa e tudo! Deram um baile na gente... saindo da praia algumas meninas passaram pela gente e vieram nos abraçar. Maior barato a empolgação!

Em St. Lucia ficamos todos hospedados em uma pousada, inclusive quem optou por acampar, que foram instalados em apartamentos de 2 suítes. Ok, dividimos o apê com um casal alemão bem legal! A pousada tinha lavanderia e por um preço um pouco salgado aproveitamos para lavar nossas roupas.

A cidade é bem miúda e simpática, parecendo alguma cidade de veraneio meio “topzera”.

O jantar foi braai no quintal da pousada, onde tivemos uma aula de zulu, 1 das 11 línguas oficiais da África do Sul, que garantiu boas risadas! Tivemos também uma apresentação de dança africana, meio lance pra turista ver, mas nos divertimos também, principalmente quando o grupo escolheu alguns de nós para dançarmos junto, e eu fui escolhida.... (quem me conhece sabe: eu não danço! e se eu tento só saem uns movimentos bizarros descoordenados.. mas acho que atendi bem à expectativa...)

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21.03.2018

Madrugamos e os 4x4 do último safári que faríamos já nos esperavam em frente à pousada. Era antes das 6h e íamos pegar estrada. No 4x4. Aberto. Frio pra cacete! Tinham cobertores no carro, mas ainda assim não foi o maior dos confortos.

Valeu super a pena quando chegamos no Hluhulwe-Imfolozi Game Reserve, um dos últimos redutos de rinocerontes, que desempenha um papel fundamental na preservação destes animais ameaçados de extinção. Esta reserva é linda e a paisagem é completamente diferente do Kruger Park, com montanhas e vales de tirar o fôlego.

Fomos presenteadas com mais uma grande leva de impalas, girafas, búfalos bem de perto, rinocerontes, e o ponto alto do dia (pelo menos pra mim): pumbas!!! :D Rolou uns leõeszinhos de longe também, mas eu já estava feliz porque eu tinha visto o pumba!

O almoço foi por nossa conta e escolhemos o Ocean Basquet para irmos com nossa nova amiga Claire e duas irmãs alemãs bem gente boa, a Nina e a Steffi. Tinham Brazilian Caipirinhas no cardápio e todas encararam!

A tarde fizemos um cruzeiro pelo estuário de St. Lucia para avistar hipopótamos e crocodilos. Não tão especial quanto eu esperava, acabei ficando meio entediada, mas acho que principalmente porque já estava cansada de tanto vento na cabeça...

Após o jantar, George e Niqy, nosso guia e a tradutora do tour, convidaram todos para acompanha-los a um bar local, o Fisherman's Restaurant and Bar. O bizarro é que ao entrar o lugar era uma peixaria e o bar rolava nos fundos. Bastante gente se juntou e a noite foi muito divertida e especial! E resultou uma ressaca boa na manhã seguinte...

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22.03.2018

Não acordamos tão cedo dessa vez mas a ressaca fez ser mais sofrível que nos dias de safári... :/

Último café da manhã com o grupo e hora de partir rumo a Durban.

Chegamos embaixo de chuva e fomos almoçar em um restaurante de surfistas na orla, o Surf Riders Food Shack. A comida não empolgou...

Depois do almoço pegamos nossas coisas no caminhão e fomos para o nosso hostel em Durban, o Curiocity. Bem bacanudo em um prédio antigo restaurado. Ficamos em um quarto privativo que era gigante e com decoração bem estilosa.

Precisávamos trocar dinheiro e perguntamos na recepção do hostel onde seria o lugar mais perto que ainda estaria aberto. Eles foram super solícitos e até ligaram para um banco para confirmar e nos passaram a direção. Mais uma vez: não era seguro andar até lá e pegamos novamente um uber para o que poderia ter sido uma caminhada de 10 minutos. :/

A noite nos encontramos com o grupo do overland para um jantar de despedida. A nossa viagem com eles terminava ali. Muitos seguiriam na rota completa de 21 dias até Cape Town, apenas nós, a Claire e mais um casal de alemães fizeram apenas a primeira etapa do tour.

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Jantar de despedida

**Saldo Overland Tour**

Achei uma ótima forma de viajar longas distâncias, aliando custo-benefício com experiências incríveis. O período do nosso tour foi relativamente curto, mas não me arrependi de ter escolhido acampar ao invés de ficar em acomodações (ok, não foi bem uma escolha, pois no começo queríamos – leia-se a Camila queria – ficar em acomodações, mas o orçamento da viagem foi apertando e.....). A barraca é boa e espaçosa e como éramos poucas pessoas acampando, conseguimos inclusive 2 colchonetes cada.

Prepare-se para muitas horas no caminhão. No dia mais longo, que saímos do Kruger para a Suazilândia, foram mais de 11h, mas em um dia repleto de acontecimentos emocionantes e paisagens maravilhosas. E nunca, em hipótese alguma, chame o caminhão de ônibus! isso vai ofender a equipe ;) 

A alimentação é bem boa também! Nada sofisticado, café da manhã com frutas, cereais, pães com geléia e etc. O almoço precisa ser uma refeição prática para não tomar muito tempo da viagem, então normalmente são sanduíches e saladas. Já o jantar... esse sim é especial! Deliciosas refeições repletas de sabor e de conversas em grupo.

Sobre a empresa Nomad Tours, pesquisamos muito antes de optar por ela, mas como é uma das maiores empresas no ramo, a facilidade de encontrar relatos tanto de brasileiros quanto estrangeiros que viajaram com ela é grande e, apesar de algumas críticas negativas, os elogios sempre venceram e recomendo bastante a quem se interessar por esse tipo de viagem. A empresa tem sede em Cape Town e muitas opções de rotas, inclusive contam com atendimento em português. Ao indicar pelo site o interesse no tour, logo a Fernanda entrou em contato conosco e seguiu todo o processo, tirando dúvidas e agilizando o pagamento, que é bem prático também. O nosso roteiro foi esse aqui:  Kruger and Swaziland - South 2018

E se a lembrança boa ficou, isso se deve em muito à equipe que conduziu nosso tour: Frank, George e Niqy! Muitos créditos a eles e nossa eterna gratidão por todas as conversas e trocas de experiências! ♥️

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           1º Dia: Ida - 29/04/18 - 11h00min - São Paulo x Bertioga x Guarujá - Metrô e Trem R$4,00 - Vans e Carros R$25,00 - Empresa de Ônibus Viação Breda R$26,00 - Camping Tabajara R$30,00
       
           Partindo de São Paulo do bairro de Perdizes, peguei o METRÔ de SP na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Azul) para baldear até a estação Sé (linha Vermelha) e depois até a estação Brás (linha Vermelha). Aguarda por alguns minutos pelo trem da CPTM com sentido a estação Guaianazes (linha Coral) onde acontece a troca de trens (se dirija ao primeiro vagão do trem, pois no desembarque você poderá ter problemas por causa do fluxo contrário). Feito a troca é só pegar sentido estação Estudantes (linha Coral) com tempo de aproximadamente 1h10min este primeiro trecho.  
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           Pronto, chegando na vila da Prainha Branca onde tem toda infraestrutura da praia com padaria, mercadinhos, camping, pousadas e alguns restaurantes, tudo bem simples mas bem receptivos. Chegando na praia seguimos para o lado esquerdo e caminhamos por uns 10 minutos até o Camping Tabajara que fica quase no final da praia. Fechei o valor de R$30,00 por pessoa com banheiros, chuveiro quente, cozinha compartilhada (fogão, geladeira, mesa, cadeiras e alguns utensílios de cozinha), com Wi-fi  e uma bela área para acampar. O camping fica a poucos metros da praia então você dorme com o som das ondas a noite quando o silêncio do lugar prevalece. www.campingtabajara.com/  
       

           Acampamento montado, mochila guardada bora curtir o dia na Praia Branca. Como era um feriado prolongado e muitos iriam trabalhar na segunda-feira, a praia não estava nem muito cheia e nem muito vazia, estava meio a meio. Ficamos o resto do dia nesta praia com um por do sol nas montanhas fantástico com cores muito fortes e assim que o sol se foi uma Lua digna de uma pintura se levantou no céu ainda azulado. Ela parecia que nascia de dentro do mar iluminando cada vez mais enquanto se erguia no céu. Horas de contemplação para esse momento pois era de uma beleza única! 

         
       

       

         Fui informado que aconteceria um Luau na praia mais a noite, então fomos para o camping para pegar alguns drinks e bora pro luau que aconteceu no meio da Prainha Branca e foi sensacional, a lua iluminando toda praia ao som de uma banda que só tocava os sons que você mais gosta, foi muito boa a vide e o clima do pessoal.
          
       
       

      Na praia mesmo existem algumas barracas com porções de peixe, batata frita, calabresa, cervejas e drinks mas seus preços são um pouco salgados por estarem localizados na areia da praia, então vale a pena dar uma pesquisada antes. Após comer um belo peixe frito e tomar uma bela garrafa de vinho fomos para o camping descansar pois o dia seguinte teria que acordar cedo para fazer as trilhas para conhecer as outras duas praias e a cachoeira. 
       
      2º Dia: Volta: 30/04/18 - 21h30min - Guaruja x Bertioga x São Paulo - Metrô e Trem R$4,00 - Vans e Carros R$25,00 - Empresa de Ônibus Viação Breda R$26,00 - Almoço Restaurante Lipe Point R$15,00 a R$20,00
       
           Por volta das 6h00 da manhã com nascer do sol maravilhoso na Prainha Branca tomamos nosso café da manhã, aprontamos nossas mochilas com alimentos e água e bora trilhar. Andamos a Prainha Branca até o final e como ainda a maré estava baixa, teve a possibilidade de conhecer a ilha que fica bem pertinho da praia a pé mesmo atravessando pelo mar. Tem um trilha que corta a ilha atravessando do outro lado tendo uma vista muito linda. Voltamos e fomos em direção a entrada da trilha para a Praia Preta que fica no canto do último restaurante da praia. Ou se não encontrar é só perguntar pro pessoal do restaurante que te informarão onde fica. A trilha é de nível fácil também e leva aproximadamente uns 15 a 20 minutos até a Praia Preta. Quando estiver quase chegando, quando você conseguir ver e ouvir o mar, vai ser quando aparecerá uma bifurcação, vá para o lado esquerdo descendo a trilha, pois se continuar reto irá chegar na cachoeira que fica uns 20 minutos a frente.

       
        
           A cachoeira não é muito grande, mas da pra tomar um belo banho na sua queda para renovar as energias. Descemos a trilha e ficamos contemplando a Praia Preta que geralmente fica vazia pois não tem nenhuma infraestrutura na praia e nem se pode acampar por lei, mas algumas pessoas ainda sim acampam. Eu mesmo já acampei uma única vez na Praia Preta em uma outra vez  e fui surpreendido pelo helicóptero da Polícia Ambiental que desceram na praia e mandaram desmontar a barraca imediatamente ou seria multado pelo crime previsto na lei ambiental. Ficamos algumas horas na praia preta e de lá fomos para mais uma trilha, agora para a Praia do Camburi. A entrada da trilha fica no final da Praia Preta, é de nível fácil e leva uns 25 minutos até a Praia do Camburi. A praia é cortada por um rio de água doce que faz um contraste lindo com o mar. A praia também não tem infraestrutura nenhuma porém existe uma casa de um senhor que dependendo do seu humor ele pode te arrumar um lugar para acampar, tudo bem barato. Mas lembre - se, isso só acontece se o humor do senhorzinho que reside lá estiver bom rsss. Contemplamos por horas esse pedacinho de paraíso, como chegamos de manhã na praia, ficamos com ela somente para nós. Esta sensação de estar sozinho em uma praia é maravilhosa, te dá a sensação de liberdade! Ficamos horas nesta praia contemplando cada pedacinho de paraíso ali.
       
         

       
       
       

       
       


           Pra voltar para a Prainha Branca onde estava o camping é só fazer o mesmo caminho, não tem erro. Chegando na prainha branca almoçamos em um restaurante que fica nas pequenas ruas da vila chamado Restaurante e Pousada Lipe Point, pedi um tipo de prato feito que vem em um bandejão por R$15,00 a R$20,00. Barriga cheia e pé na areia! Fomos direto para a praia, dormi algumas horas de frente para aquele mar fantástico, com um céu azul, um sol lindo ai foi só encontrar uma boa sombra debaixo das árvores para algumas horas de sono.
       

       

      Corpo descansado ficamos por alguns estantes na praia até o anoitecer, quando recebemos de presente o nascer da lua ainda mais linda que na noite anterior. Ela estava fantástica iluminando mais uma vez toda a praia e a vila da Prainha Branca. Foi emocionante! 
       
       
          Após este presente da natureza retornamos ao camping para levantar acampamento e fazer a trilha de volta para a balsa para poder voltar a São Paulo. Assim que você sai do camping ao invés de retornar até a vila para fazer a trilha de volta, dentro do próprio camping já tem uma outra trilha que se encontra com a principal e corta um bom caminho, fazendo com que não tenha necessidade de andar nas areias com mochila nas costas, o que é muito cansativo. Então quando for sair do Camping Tabajara se informe com o proprietário do camping, o Marcelo, onde fazer a trilha para a balsa. A trilha é de fácil acesso e te leva até a trilha principal para retornar a balsa. Chegando na balsa é só aguardar alguns minutos para que a balsa possa ter o número de carros e pessoas para a travessia até Bertioga.

           Chegando em Bertioga é só caminhar até as feirinhas e perguntar onde fica os guichês da empresa de ônibus Viação Breda que sai de Bertioga até a Estação Estudantes pela Mogi-Bertioga. O valor da passagem é de R$26,00 e tem a duração de 1h30min dependendo do trânsito no dia. Sugiro que comprem as passagens de volta antecipadamente em feriados ou datas festivas pois corre o risco de acabar. 
          Chegando na estação/terminal Estudantes (linha Coral) é só pegar o trem sentido Guaianazes  (linha Coral), trocar de trem e pegar sentido estação da Luz, ai faz a baldeação para a Estação Paraíso (linha Azul) e de lá para a Estação Vila Madalena (linha Verde). Pronto nosso bate e volta de dois dias ao litoral saindo de São Paulo esta feito!
           Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw
       
       
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    • Por Denise Barreto da Silva
      Na África do Sul, a natureza sempre nos surpreende! neste país, é possível, através de empresas sérias, ir até o habitat dos tubarões brancos e observá-los. Dá pra aproveitar a ida à Cidade do Cabo para tentar ver estes incríveis animais. O mais importante disso, é saber que neste tour nenhum animal é ferido. Confira o post https://chicaslokas.com.br/2018/09/19/uma-aventura-entre-os-tubaroes-na-africa-do-sul/

    • Por deiselourenco
      Apresentando...
      Quando a gente começa a viajar, seu corpo e sua mente vão querendo cada vez mais, é como uma droga viciante mesmo. No começo, a maioria das pessoas, eu acho, vai realizando aquele sonho que geralmente tem a ver com lugares do nosso cotidiano, que a gente vê muito na TV, nos filmes, nas músicas etc. tipo Estados Unidos e Europa. Comigo não foi diferente. Conheci esses lugares, mas aí eu fiquei com vontade de mais e mais, eaí a África começou a invadir meus pensamentos e eu só conseguia pensar em ir pra lá.
      Entretanto, por vários motivos, entre eles (principalmente) o acovardamento em ir sozinha, eu fui adiando. Já viajei sozinha várias vezes, mas na África eu não queria ir somente no roteiro tradicional: Cape Town, Joanesburgo, Safari… queria mais, e quantos países vizinhos por ali eu conseguisse ir. Por isso, viajar sozinha estava sendo um grande entrave, pois teria que alugar carro e fazer muitos trajetos sozinha, fiquei com medo do perrengue.
      Então… como a vida dá voltas, apareceu uma amiga que também queria pra ir África. Mas pro roteiro tradicional. Aos poucos fui introduzindo a beleza da Namíbia e logo ela já estava convencida a conhecer o deserto. E pra fechar o grupo (ou não), meu primo também resolveu ir. Todo mundo conseguiu conciliar as férias, a vontade de ir pra África por um ou outro motivo e resolvemos. Compramos as passagens pela Latam, ida e volta por Joanesburgo por R$ 2.027,47 com taxas, saindo de Brasília. Pausa para dizer o básico, assim que você comprar a sua passagem desligue todos os alertas de decolar.com, googleflights, viajanet ou outro que você tiver feito. Eu esqueci, e uma semana depois a mesma passagem, na mesma data, no mesmo trajeto estava R$ 300 mais barata. Enfim, bateu aquele remorso básico que poderia ter sido evitado pela simples ignorância de não ter nem ficado sabendo que a passagem estava R$ 1.700. Como dizia o sábio: santa ignorância!
      Mas beleza, passagem comprada, todo mundo me olhando um pouco torto, porque eu queria coisa demais na viagem, começaram os planejamentos e as conversas. Geralmente a gente deixa pra falar como as pessoas eram maravilhosas ou não no final, mas já vou falar logo aqui que o grupo foi sensacional, muita cumplicidade, foi muito fácil resolver tudo já que todo mundo abria mão de alguma coisa pela vontade do outro, abrir mão de algo que eu queria ver não foi tão difícil, na verdade nem me lembro mais do que abri mão, pq a viagem e a cias foram maravilhosas. Então resumindo, quem somos nós: Deise (essa que humildemente vos relata essa viagem), Gabi (minha amiga), FH (meu primo), LC (namorado da Gabi, mas só resolveu ir depois).
      Fiquei meio que encarregada de fazer o roteiro, acho que me beneficiei nessa parte, pois ia colocando o que eu queria, mas ao mesmo tempo, ia tentando encaixar o que os outros queria também, sendo bem democrática. Tipo, não faço questão de vinícola, mas um deles queria abrir mão do tubarão pela vinícola, como não colocar. Então ficamos sem tubarão, mas com vinícola e foi ótimo, todo mundo satisfeito (eu acho rsrs).
      Quanto mais eu pesquisava e procurava roteiros, via que a maioria (90%) só fazia o chamado roteiro tradicional, que é aquele do começo do texto: Cape Town, Joanesburgo, Safari. Estava difícil achar informações sobre a Namíbia, Zimbábue, Zâmbia, Botsuana, não que a gente fosse nesses países, mas eu queria ver os relatos pra ver as possibilidades. Principalmente o deslocamento entre esses países, parecia ser bem complicado fazer por terra se você não fosse fazer algum safari de no mínimo 7 dias. E não tínhamos tempo pra fazer safári de 7 dias. Daí também que surgiu a ideia de fazer esse relato, a princípio eu não faria o relato, mas acho que pode ser útil pra quem busca informações e principalmente opiniões sobre lugares fora do roteiro tradicional.
      Então continuei a busca por relatos e catando algumas informações picadas aqui e ali, montei um roteiro, que pelo visto não foi o melhor, pois toda vez que conversávamos com alguém na viagem sobre o nosso trajeto a pessoa ria. Várias vezes eles comentavam tipo: - nossa, não faz muito sentido, ou: - uau vocês fizeram um belo zigue-zague aí ein. Bom, eu prefiro culpar a falta de informações do que a minha falta de habilidade em fazer planejamento, mesmo que muito provavelmente tenha sido o segundo motivo.
      Antes de finalizar o roteiro, ainda incluímos Victoria Falls pelo lado do Zimbábue.
      Pra vocês terem uma idéia, o roteiro final foi esse, quase não tem vai e volta, SQN.
       

      roteiro.mp4 Como chegamos nesse primor de deslocamento: simplesmente não tem como ou eu não achei outra maneira de chegar no deserto da Namíbia saindo da África do Sul que não seja de Safári, é claro que você pode alugar carro e rodar até lá, mas pensa na perda de tempo. E os tours são todos bem caros e de 6 dias no mínimo. Então, achamos (eu) melhor ir de avião até a capital da Namíbia: Windhoek, já que de lá saem vários tours para o deserto. E o deserto era a nossa principal razão de ter escolhido a Namíbia. Existem outros passeios bem famosos por lá, como o Parque Etosha, Walvis Bay etc. Mas o nosso foco era o deserto. Então fomos pra Windhoek e já saímos do Brasil com o passeio comprado pela agência Detour Africa, mas quem realmente fez o passeio foi a Wild Dogs (ótima por sinal), a Detour parece ser apenas uma intermediadora, tipo uma agência de turismo. Ops, peraí, já estou entrando realmente no relato, deixa essa parte pra depois.
      Então beleza, chegaríamos pela África do Sul, porque não teve jeito, a passagem do Brasil chegava e saía por ela, mas já teríamos o primeiro trecho de avião por fora, para a Namíbia. Aí depois, numa reunião com o grupo da viagem, já que o Zimbábue foi escolhido de última hora, deixamos ele para os últimos dias, então a África do Sul ficou no meio da viagem. Ou seja:
      07/03 Brasília -- São Paulo -- Joanesburgo
      08/03 São Paulo -- Joanesburgo
      09/03 Joanesburgo
      10/03 Joanesburgo
      11/03 Joanesburgo -- Windhoek
      12/03 Windhoek - Sossusvlei
      13/03 Sossusvlei
      14/03 Sossusvlei -- Windhoek
      15/03 Windhoek -- Cape Town
      16/03 Cape Town
      17/03 Cape Town
      18/03 Cape Town
      19/03 Cape Town
      20/03 Cape Town
      21/03 Cape Town -- Joanesburgo -- Victoria Falls
      22/03 Victoria Falls
      23/03 Victoria Falls -- Joanesburgo
      24/03 Joanesburgo -- São Paulo -- Brasília
      Aí sim, roteiro fechado, vamos para o relato. Durante o relato não vou me ater aos valores mas vou colocar um orçamento detalhado ao final, com valor das passagens, hospedagem, passeios etc. Foram 17 dias no total. Nota dramática: 17 dias inesquecíveis.
      Relato dia-a-dia
      Já faz alguns dias que voltei, e quase um mês do começo da viagem. Foram dias bem intensos e corridos então não vou lembrar com muitos detalhes de tudo que fizemos, mas vou fazer o melhor possível aqui.
      A seguir...
       


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