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Rio Grande do Sul - Aventura


adonaicanez

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Bom dia, amigos!

 

 

Estou procurando interessados em fazer cicloturismo no Rio Grande do Sul. Moro em Porto Alegre, tenho 22 anos e prefiro litoral a interior, mas adoraria conhecer também alguns esconderijos naturais no interior do estado. Por enquanto, minha disponibilidade são uns bate-e-volta de fim-de-semana, visitando lugares próximos, já que estou longe de ganhar férias...

 

Também gostaria de receber dicas de quem já pedalou por estas bandas, pois não sei qual é a condição das estradas, segurança e restrições (no começo da BR-101 tem uma placa de "proibido bicicletas"...).

 

Tive uma experiência com cicloturismo no Ceará, no ano passado - foi uma viagem inesquecível e, claro, dolorida, hehe.

Em Porto Alegre, já cheguei a usar a bicicleta como meio de transporte urbano, mas as montanhas-russas naturais da cidade só me faziam chegar suando em locais sem ducha (faculdade, trabalho, parques) - isso quando não chovia e/ou fazia frio. Depois roubaram a bicicleta e voltei a ser uma cidadã qualquer. Estou pra comprar uma em breve, e quero que seja uma companheira magrela por muitos e muitos anos.

 

Quem quiser ajudar com dicas ou se juntar pra uma viagem, entre em contato.

 

 

Abraços

 

Priscila

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  • 1 ano depois...
  • 7 meses depois...
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Pessoal sou novo por aqui e percebi que o fórum ta meio parado, mas vou tentar... tenho um grupo de Trekking e Aventura em Santa Maria e temos realizado vários trekkings pela região e gostaria de compartilhar com vs nossas aventuras e receber algumas dicas de lugres para ir, e so parcero par umas aventuras. Segue nosso blog http://cacadoresdetrilhas.blogspot.com.br/ :wink:

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  • 1 ano depois...
  • 1 ano depois...
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1. A lendária caverna da Pulquéria. São Sepé.

A algum tempo tinha lido no blog do Magro Borin, sobre a Gruta da Pulquéria, a 60 km de Santa Maria, RS, onde moro, e tão desconhecida. Reza a lenda que foi o local de morada de uma india e seu companheiro, que morreu nas guerras dos 7 povos das missões, e a india permanece na gruta, até hoje a espera de seu amado, e assombrando o lugar. Mas o que aguçou mesmo minha curiosidade não foi a lenda em si, mas as belas caverna e grutas, que vi nas fotos do Blog do Borin. Então depois de muito planejar, eis chegado o dia. Uma bela tarde de sol, do veranico de maio gaúcho. Antes dei uma volta pelo centro de São Sepé, que confesso nada sabia, cidadezinha bem nostálgica, com uma bela praça, igreja, aquele ar interiorano, idosos sentados na praça jogando damas, tirei umas fotos da praça, e da estatua de Sepé Tiarajú, lider guerreiro indigena, que padeceu a lutar contra os espanhóis pelas terras gaúchas. E parei no posto da brigada militar para pedir informações, e o praça foi bem solícito, me explicou bem direitinho onde era o local. Então seguindo as orientações peguei a estrada em direção a Vila Nova do Sul, andando uns 20 km, por estrada de chão, mas boa estrada até, sempre pegando a esquerda, passando a fazenda da Pulquéria, andei mais um pouco até a fazenda do Marco, eis o local. É uma grande propriedade rural, e qual não foi meu encatamento ao ser surpreendido por três emas, correndo livres entre a lavoura. Linda cena. Pena que os bichos são rápidos e não consegui uma boa foto, apenas gravar esse fideo https://www.facebook.com/Santanna79/vid ... 739389184/ . Ficou a duvida se são animais nativos do pampa gaúcho, ou espécimes de estimação da fazenda. Me perdi pelo tamanho do lugar, e pedi informações para alguns capatazes, que estavam na lida campeira, tocando um rebanho de gado. E uns dele foi muito atencioso, e explicou que eu teria que pegar a esquerda logo após, o "mataburro" da entrada da fazenda, andar um pouco, e na porteira antes da lavoura de soja, pegar a direita, e eu acharia. Me fui, como sempre sou péssimo de entender explicações, mas me perder é uma das emoções das viagens. Estacionei o carro, próximo a cerca, e desci indo de apé, entre uma lavoura alta, e meu coração começou a disparar, e ao um vento mais frio, fui seguindo a cerca e um mato alto que se formava, e como uma intuição, parecia ser guiado, como que já soubesse onde era a gruta. Me enfiando, tentando, não pensar que estava sozinho, e se uma cobra que pegasse, seria difícil pedir ajuda. Até que começa aparecer no solo, entre o pasto alto, locais de pedra, e vegetação amassada, só podia ser a entrada da gruta. E fui me embrenhando e descendo, e o coração acelerado, misto de medo e excitação. E entre a vegetação finalmente a gruta se revela, como um buraco escuro no solo, e fui descendo, uns 3 metros, e qual minha realização, ao ver que o lugar é bem grande, imensos paredões de pedra, escavados pelo tempo, pra mim muito mais cavernas que grutas. Pois a formação rochosa é grande, deve ter uns 10 metros de altura, e se estende por um longo caminho, onde fui me enfiando entre os grandes buracos na rocha, e a cada fenda ultrapassada, mais rochas, e mais caminhos. O lugar é grande, e muito interessante. Desbravei o que pude, mas vi que para ver tudo, iria demorar muito tempo. Realizado, e com a alma recarregada, dei jeito de sair da caverna, e voltar com mais esse sonho realizado.

 

2.Fenda da Mãe de Ouro. jan.2016. Toropi.RS

Nesse final de semana, desbravamos mais uma beleza escondida nos confins desse nosso Rio Grande. A Fenda da Mãe de Ouro, no município de Toropi, na localidade de Rincão dos Flores. Da para chegar no local, tanto por Toropi, quanto pela cidade de Mata, e ficamos com a 2ª opção. Saímos do centro de Mata, em direção a localidade de Vila Clara, aí são percorridos mais ou menos, 15 km, na rua principal da Vila Clara, temos que pegar a estrada para a localidade de Linha Holanda, a esquerda onde existe um galpão na esquina. Se encontrar uma casa amarela bonita, vai saber que esta no caminho certo. Mais uns 3 km, tem que virar a direita, em direção a localidade de Rincão dos Flores, no município de Toropi, a entrada dessa estrada fica antes de duas casas de pedra estilo alemão, se enxergar as casas é porque passou e tem que voltar. Na estrada de Rincão dos flores andamos mais uns 3 km, e entra a esquerda novamente, se enxergar uma placa, "cuidado animais na pista" estará no caminho certo, andamos mais uns 2 km, na próximo bifurcação pegar a esquerda, passar uma mata burro, e tem uma propriedade rural, na encosta de um cerro, e da pra ver um galpão de fumo atrás da casa. Chegamos. Tem que pedir autorização para os moradores da casa, e aí seguir contornando por trás do galpão, andar uns 200 metros, passar uma cerca, e logo se vê um corego e o inicio da mata mais fechada. É só seguir o córrego e andar entre as pedras. Apesar de escondido o local é de fácil acesso, no caminho tem que se transpor algumas pedras caídas, mas nada que exija preparo de atleta. O lugar é lindo, com paredões de mais de 10 metros de altura, que vão se afunilando a medida que vamos entrando na fenda. Como agora é período de cheia, fomos brindados com chuviscos d'agua, que caem de cima dos paredões. Logo encontramos poços d'agua a frente, e não tem como não molhar os pés. Andamos mais ou menos 1 km, por dentro do desfiladeiro de pedras, vendo as gotas d'agua caindo lá de cima. Na primeira curva que o desfiladeiro afunila, cheguei a perder o folego com a visão, incrível se ver cercado por duas imensas paredes de rocha. E no final da caminhada, nos deslumbramos com uma queda que forma um pequeno poço. O lugar todo não tem nenhuma estrutura para turista, fica a mesma distância de Mata e Toropi, cerca de 20 km, mas é muito lindo e a visita vale a pera quem quiser se aventurar.

 

3. Túnel de Pedra em Mata.RS.

Já tinha ouvido falar, que atrás do Jardim Paleobotânico de Mata, existia um túnel de pedra, com inscrições rupestres. E no ultimo final de semana, tive a oportunidade de conhecer o lugar. Atrás do jardim, pode-se ver um morro, com uma grande pedra "pelada" (sem vegetação). Seguindo uma fonte d'agua, no meio do mato, da para ir escalando entre as arvores, as trilhas estão abandonadas e cobertas por vegetação, mas seguido a aguá se chega a um grande paredão de rochas, mas as inscrições estão bem fracas, da para se ver algumas buracos e riscos na pedra. E o mais surpreendente foi encontrar uma caverna, feita por duas grandes rochas, escoradas uma na outra, formando um túnel, onde da para se passar por dentro. Incrível! Mas por ser escuro dentro, não deu para ver se haviam outras inscrições, mas provavelmente sim, na próxima levo lanterna.Deu mais de hora de caminhada ida e volta, mas com certeza valeu a pena.

 

mais aqui: http://rotasetrips.blogspot.com.br/

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