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  • Colaboradores

Deu a louca na gente. Cansados da rotina, eu e a Marlene trocamos nossa casa por um apartamento pequeno, trocamos nosso conversível por um SUV, abandonamos a empresa para os funcionários administrarem e partimos para desbravar o Brasil, rumo a Fortaleza (CE), onde encontraríamos com nossos filhos e noras, que iriam de avião passear, quarenta dias após nossa partida. Sessenta e quatro dias de viagem de carro, mais de treze mil quilômetros percorridos e 205 horas dirigindo (quase nove dias no total), passando por nove estados e 85 lugares visitados, partindo de Chapecó (SC) e culminando em Jericoacoara (CE). Abaixo fotos de alguns dos melhores lugares que visitamos, alguns deles desconhecidos pela maioria.

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Morro do Campestre em Urubici, com esta interessante formação rochosa.

 

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Morro Santo Antonio, em Caraguatatuba, tem esta linda vista, do alto da rampa para saltos de asa delta.

 

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Paraty é muito linda, com seu casario histórico.

 

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Praia do Caixa d'aço em Trindade, próximo a Paraty, uma piscina natural acessada por uma trilha ou de barco, muito legal.

 

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Praia do Forno, em Arraial do Cabo, tem uma das mais belas vistas do país.

 

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Alto do Pico da Bandeira, em Pedra Menina (MG).

 

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Em Ilhéus ficamos em uma Pousada na beira da Praia dos Milionários, muito legal!

 

 

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Cachoeira da Fumaça, na Chapada Diamantina. Tirei esta foto enigmática na beira de uma pedra, sem proteção alguma, com 400 metros de queda livre até o chão. De tirar o folego!

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Cachoeira do Buracão, na Chapada Diamantina, o melhor dia da viagem, vale a pena!

 

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Visitamos a Cachoeira do Buracão por baixo e por cima.

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Lençóis, na Chapada Diamantina, tem muito charme à noite.

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Vista do alto do Morro do Pai Inácio, na Chapada Diamantina.

 

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Poço Azul, na Chapada Diamantina.

 

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Poço Encantado, na Chapada Diamantina.

 

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Em Fortaleza encontramos com nossos filhos e noras, que foram para lá de avião, e com nosso compadre que mora lá. Daí fizemos alguns passeios nas praias, como Canoa Quebrada, na foto.

 

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Pedra Furada, em Jericoacoara.

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A noite em Jeri é muito legal, gostamos muito da balada ao por do sol no Café Jeri.

 

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Falésias em Morro Branco (CE).

 

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Já na viagem de volta, passamos por João Pessoa, onde fizemos o passeio de barco até o Picãozinho.

 

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Em Maceió ficamos só descansando e procurando apartamento, pois pretendemos morar lá.

 

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Em Guarapari fizemos a trilha do Morro do Pescador, para a Praia do Ermitão, muito legal.

 

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Em Búzios fizemos um passeio de barco muito legal.

 

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Praia da Ferradurinha, em Búzios, uma das mais belas do Brasil.

 

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Virou o hodômetro do computador de bordo... 13.043,5 km percorridos...

Quem quiser uma visão mais detalhada da viagem pode acessar o álbum que criei no Facebook, com fotos de todos os lugares visitados, com descrição em cada uma, no link a seguir.

facebook.com/luciordbandeira/media_set?set=a.1298889086919382&type=3

 

 

 

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A canoa ainda continua quebrada.

Em 1989 estive em alguns lugares que vc postou fotos. ..e retornei algumas vezes.

Esse Brasil é demais mesmo!!

Você precisa ganhar um prêmio :

13.000 pelo Brasil sem ser multado.

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  • Colaboradores

O Waze sempre conectado foi a chave de tudo, mas passei por dois pontos de radar manual com pistolas, um o Waze avisou e pude diminuir antes de passar, o outro dei sorte de passar atrás de outro carro, pois eu vinha ligeirinho...

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  • Colaboradores

Chapecó é uma bela cidade, Adriana, mas é muito longe da praia. Além disso nosso clima é muito sofrido no inverno, muito frio e chuva, prejudicando as atividades ao ar livre que gostamos de fazer (bike, caminhada, tênis). Então, que venha Maceió!

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    • Por Bernardo_carcará
      Relutei um pouco em escrever este relato, afinal, sabia que seria difícil descrever impressões tão pessoais acerca de tudo que vi e senti nestes dias de solitude pela Chapada Diamantina. Mas muito do estímulo que tive para esta empreitada me veio de outros relatos que li, de depoimentos de verdadeiras transformações pessoais advindas de viagens. Então, se este relato servir de inspiração para uma pessoa que seja, terá valido a pena cada palavra aqui escrita.
       
      Bom, em maio completei meus 30 anos. Não sei se é comum, mas nesta fase os já muitos questionamentos de vida que eu sempre trouxe comigo se aprofundaram, e eu senti uma imensa necessidade de organizar minha cabeça, tomar decisões, procurar respostas na minha alma, no meu íntimo, em um lugar que ainda não tivesse sido de certa forma corrompido pela sociedade que eu tanto questiono, mas que tanto me influencia. E eu sabia que o único jeito de conseguir este contato tão profundo comigo mesmo seria estando sozinho e em um lugar com pouco ou nenhum contato com outras tantas pessoas e informações.
       
      O fato de já ter estado outras vezes na Chapada Diamantina e sabendo que eu não teria tanto tempo para organizar uma viagem, me levaram ao interior da Bahia. Baixei um app de localização por GPS no meu celular, baixei também os mapas dos quais eu iria precisar e li bastante sobre os roteiros que eu pretendia fazer, que inicialmente eram a travessia de Lençois para o Vale do Capão passando pela Fumaça por baixo e a travessia completa do Vale do Pati, entrando pelo vale do Capão, descendo por toda a extensão do vale, subindo novamente e saindo também pelo Capão.
       
      Fiz as malas escolhendo colocar pouquíssima roupa e dando preferência para as peças mais leves e também para um conjunto de roupas que me protegessem do frio, no caso de algum contratempo na trilha. Fiz também uma farmacinha com analgésicos e material para curativos. Indispensáveis também foram a lanterna, 4 pares de meias secas, além da minha barraca (que logo descobriria deveria ser bem menor), e meu saco de dormir.
       
      Dia 22.06 entrei no avião que me levaria de Recife, onde moro atualmente, até Salvador. Cheguei na capital baiana ainda cedo, por volta das 13h e, tendo em vista que meu ônibus para Lençois estava marcado para as 22:45, resolvi visitar o centro histórico de Salvador, que naquele dia dava início aos festejos juninos, com palcos onde a noite iriam ocorrer shows. Peguei um ônibus no aeroporto que por R$ 5,50 me levou até a praça de sé, por um roteiro que incluiu toda a bela orla da cidade e que durou pouco mais de uma hora.
       
      Chegando à Praça da Sé, não havia tanta gente assim pelas ruas, já que, pelo que o cobrador do ônibus falou, estava chovendo bastante nos últimos dias e também muita gente já tinha viajado para passar o são joão no interior.
      Fui direto conhecer o elevador lacerda, aproveitando que não chovia. De lá pude conhecer o mercado modelo e também perambular pelas ruas do centro histórico, subindo e descendo, passando pelo pelourinho e pelas belas igrejas.
      Todavia, o que mais me chamou a atenção foi o povo do lugar. Salvador é um retrato da desigualdade social que assola este país. A região do centro histórico parece ser bem pobre, o que expõe as pessoas que lá vivem a problemas com álcool e o crack, sendo que as mais afetadas são as de raça negra, um povo cujos antepassados construíram aquilo tudo e que deveriam estar em situação de protagonismo, mas não estão. Os bares, restaurantes e o comércio são dominados por estrangeiros e pessoas de outros estados, nada contra, mas acredito que a população local deveria ter subsídios para também se valer do lucro trazido pelo turismo.
      Antes de ir para a rodoviária, pude ver o primeiro show da noite, uma orquestra de sanfona que eu, como apaixonado pelas minhas raízes sertanejas, não tive como não me emocionar.
      Retornei para a praça da sé e peguei um ônibus para a rodoviária, pagando pouco mais de R$ 3.
       
      A rodoviária estava LOTADA. Retirei minha passagem no guichê e aguardei o horário da partida do ônibus. O tempo até que passou rápido, e um bom papo com um Francês que estava do meu lado ajudou a distrair. É bom trocar uma ideia, ver como pessoas diferentes enxergam as coisas te ajuda a melhorar a visão de mundo. Despedir-me do camarada da França e parti rumo a Lençois.
       
      Ao chegar em Lençois, ainda de madrugada, já preparei minhas coisas para a travessia para o Capão. A esta altura, após muito refletir, decidi fazer a travessia diretamente, abortando a ideia de fazer a trilha da fumaça por baixo. Eu não estava tão seguro, não tinha estudado a trilha o suficiente e não dispunha de fogareiro, além disso, uma estranha sensação me fez recuar. Dessa forma parti rumo ao Vale do Capão.
      A trilha não é tão fácil, em alguns pontos de mata e nos lajedos eu tive dificuldade de encontrar o caminho correto, mesmo com o gps. Tive que ir e vir algumas vezes para encontrar a trilha, além de ter que encarar um lamaçal horrível, também fruto de um erro meu durante a trilha.
      No fim da tarde, já chegando em águas claras, descobri que estava proibido o acampamento na região, então voltei um pouco mais na trilha e encontrei um lugar onde um guia levantou acampamento com um casal de turistas. Decidi então montar minha barraca por ali tbm, já que era apenas uma noite e eu não precisaria de água, nem de comida, pois já tinha trazido suprimentos para aquele pouso.
      No dia seguinte desfiz acampamento e segui para o Vale do Capão.
      Chegando ao Capão a ideia era ficar em uma pousada, pois eu estava bem cansado, mas por ser são joão, estava tudo lotado. Resolvi, então, acampar no camping "Sempre viva", ao preço de R$ 20,00/dia. O Camping tem uma boa estrutura, com chuveiro quente e cozinha, além de ser um lugar tranquilo, silencioso e bem perto da vila.
      Ainda neste primeiro dia no capão fui fazer a trilha da Cacheira da fumaça por cima. Já tinha feito o percurso uma outra vez, sendo assim, dispensei o gps.
      A trilha é razoavelmente fácil, é bem batida, e por isso não tive dificuldade alguma.
      Por ainda ser cedo, tinha pouca gente na cachoeira, o que foi perfeito, pois me incomoda um pouco a barulheira.
      Ali eu percebi que tinha ido ao lugar certo para encontrar o que eu estava buscando. Aquela imensidão de beleza, o ar puro e o clima místico, tomaram conta de mim. Sim, ali estava eu mesmo, sem qualquer máscara, sem qualquer imposição social. A natureza não te exige nada, ela te deixa e te faz livre... Era a paz de espírito que eu tanto almejava!
      A noite fui com o pessoal do camping curtir um forrozinho na vila, que estava abarrotada de gente, porém, o frio e o cansaço me fizeram voltar cedo pra barraca...
      Segundo dia no capão e eu decidi ir até as cachoeiras da Angélica e da Purificação. Acordei bem cedo, pois sabia que se deixasse pra ir tarde corria o risco de ter gente demais no lugar. Fui a pé até o bomba, percurso que geralmente se faz de carro ou moto táxi, mas eu tinha tempo e disposição, então fui andando mesmo. A melhor das decisões, pois nessa caminhada vc consegue ver um pouco do estilo de vida dos nativos do capão e também das pessoas que resolveram viver por lá, mas de uma forma mais tranquila, longe da agitação da vila, recém descoberta pelo turismo de massa.
      A trilha para as duas cachoeiras tbm foi simples de percorrer com a ajuda do gps e, pra minha sorte, quando eu cheguei à purificação estavam lá apenas 5 pessoas! Meu coração se alegrou! Pude curtir tranquilamente a queda e até tirar um bom cochilo, relaxando com o som da água. Na volta encontrei MUITOS grupos se dirigindo até lá. Falo sem medo de errar, não menos de 60 pessoas eu encontrei se dirigindo para as cachoeiras.
      Retornei novamente andando para o camping, onde tomei banho e fui almoçar. Sobre o almoço, recomendo o "Pico do açaí", uma comida farta, deliciosa e vegetariana (apesar de ter opções para carnistas tbm), ao preço de R$ 20,00, uma pechincha em se tratando de Capão em época de feriado.
      Fui então comprar a comida que levaria para o Vale do Pati, nesse momento cometi meu maior erro nessa viagem! Comprei comida demais! Minha mochila, eu descobriria no outro dia, ficou demasiadamente pesada, e isso foi péssimo pra mim, pois no primeiro dia de travessia para o pati, de cerca de 23 km, eu sofri demais tendo que carregar todo aquele peso.
      À noite fui comer uma pizza com o pessoal do camping, fiquei mais um tempinho no forró e logo fui descansar.
       
      Dia de entrar no Vale do Pati. Como já falei, a mochila ficou pesada demais, já que além da comida eu ainda estava carregando uma desnecessária barraca para 4 pessoas, sendo que eu sou apenas 1, fora isolante e saco de dormir. Foi um erro pelo qual eu pagaria um preço.
      A trilha em si, do capão até a igrejinha, já dentro do vale do pati, foi fácil apesar da chuva e da lama que me acompanharam por mais da metade do percurso. Não me perdi hora nenhuma, o gps foi sempre certeiro. Levei cerca de 6:30h para percorrer os 23km.
      Ao chegar na igrejinha, capotei! Minhas pernas tremiam e eu começava a ter febre e uma imensa dor nas costas, devido ao peso da mochila. Decidi não acampar e paguei R$ 35,00 para dormir em uma cama na igrejinha. Tomei um banho e caí no colchão. Acordei por volta das 17h, a tempo de ver um por do sol que me fez recobrar minhas forças. O céu estava de um alaranjado lindo. Sim, cada passo com aquela montanha nas costas havia valido a pena.
      Cozinhei meu jantar, o cardápio foi macarrão com sardinha e suco de laranjas que eu peguei ali mesmo. Nas casas de apoio no pati é possível comprar o café da manhã e o jantar, além da dormida, ao preço de R$ 110,00 o pacote completo, mas eu queria me virar, queria cozinhar, queria provar pra mim mesmo que eu conseguiria fazer o que eu quisesse, e sozinho.
      No segundo dia acordei por volta das 7h, numa manhã bem gelada. Tomei banho, preparei meu café a base de frutas, mel e granola, e em seguida fui para o cachoeirão por cima. Também nenhuma dificuldade com a trilha ou com o gps. Quando cheguei lá, não havia mais ninguém, parece que só eu havia decidido encarar a trilha no frio. Chegando lá não dava para ver nada, tava tudo encoberto por nuvens.
      Sentei a beira do cachoeirão e decidi esperar. De repente o tempo começou a abrir e aquela imensidão de beleza veio se mostrar pra mim. Foi tão especialmente lindo! Depois da caminhada difícil um lindo dia, uma bela recompensa! Era Deus falando comigo! Me senti tão bem, tão agradecido por ter conseguido chegar até ali, por ter tomado essa decisão! Aquela viagem estava mesmo sendo um divisor de águas na minha vida!
      Retornei para a igrejinha, fiz o jantar e fiquei o restante da noite na fogueira, ouvindo as histórias do pessoal e trocando um pouco de ideia com os outros visitantes!
       
      No dia seguinte peguei a mochila e fui para a Prefeitura, outra casa de apoio dentro do vale do pati. Novamente nenhuma dificuldade com a trilha e a mochila já pesava menos, tendo em vista que eu decidi consumir boa parte da comida, pra não ter q carregar mais, e ir comprando mantimentos nas casas de apoio mesmo, apesar do preço mais salgado.
      Deixei minha mochila na prefeitura e segui para a cacheira do calixto, apesar do tempo frio.
      A trilha, apesar da muita lama, é fácil, já que não tem bifurcações. Cheguei à cachoeira e acabei nem entrando na água, pois estava gelada demais e não tinha sol, sendo assim, eu iria ficar encharcado e com frio.
      Dei uma cochilada enquanto o sol ia e vinha com constância.
      Umas duas horas depois resolvi voltar para a prefeitura. Na volta levei uma queda feia, caí em cima de um amontoado de pedras. Minhas costelas bateram em uma pedra pontuda. Fiquei sem ar, não conseguia me levantar, e como a queda foi dentro de um pequeno córrego, estava também todo molhado. Sentei por alguns minutos para recuperar o ar. Meu pulmão parece que não conseguia expandir direito e eu não havia levado qualquer analgésico, outro erro grave, tendo em vista que eu estava sozinho e deveria estar preparado para coisas assim! Consegui levantar e terminar a trilha com certa dificuldade, já que a chuva ganhara força e o lamaçal exigia ainda mais esforço. Mas cheguei bem à prefeitura, me mediquei, tomei um banho, fiz um risoto rapidinho e fui descansar.
      No dia seguinte a costela e o ombro doíam demais. Pra minha sorte tinha levado Tylex, um analgésico mega potente. Coloquei a mochila nas costas e segui para a casa do Sr. Eduardo.
      A parte baixa do pati é um pouco mais complicada que a parte de cima, já que tem mais trechos de mata. Todavia, com o gps foi fácil chegar ao meu destino, fazendo um rápida parada para um banho no Poço da Árvore, que fica no caminho. Chegando no Sr Eduardo, deixei a mochila, descansei um pouco à beira do rio e segui para fazer a trilha do cachoeirão por baixo.
      A mata estava bem fechada e as pedras escorregadias. Não tive dificuldades para me localizar, mas a trilha é difícil. Quando cheguei ao primeiro poço dei um mergulho e tentei seguir para o segundo poço, o do coração, mas não consegui encontrá-lo. O celular descarregou e eu tive que ir sem gps. Subi (muito) e desci pedra, perambulei um bocado, mas nem sinal do poço. Então, visto que as pedras estavam bem escorregadias, eu decidi voltar, pois uma queda ali poderia acabar com minha viagem ou até me colocar em perigo. Voltei para a casa do Sr. Eduardo já com tempo aberto.
      Eu estava leve e muito orgulhoso de mim, pois tinha descido todo o pati, e, mesmo com um certo receio por estar sozinho, não exitei em seguir. Bateu até um certo arrependimento por ter abortado a ideia da fumaça por baixo, já que eu teria conseguido sim concluir a travessia inteira, como havia planejado antes! A essa altura sabia que seria capaz de chegar onde eu quisesse.
      Comprei legumes na casa do sr. Eduardo ao preço de R$ 1,00 cada e fiz uma sopa para a janta. Logo após, depois de um papo com um simpático pessoal de Brasília, fui dormir.
      Nesta manhã me dei ao luxo de acordar às 9h. Fiz um rápido café e iniciei a trilha volta para a igrejinha. A única dificuldade era a dor na costela.
      Chegando à igrejinha deixei a mochila e fui até a cachoeira dos funis. O acesso não é tão fácil, já que a lama e o desce e sobe pelas encostas dos morros dificultam um pouco nossa vida. Nesse dia, apesar do frio, me arrisquei a um bom banho (devia ter feito isto no Calixto tbm).
      Era meu último dia no Pati, mas eu estava feliz demais com aqueles dias. Estar sozinho me fez ver o quanto é bom poder estar consigo mesmo, se ouvir, pensar, repensar, tomar decisões, enfim... às vezes temos medo da solidão, não sei porque! Um outro homem, mais sagaz e corajoso, iria sair daquele vale, e eu sou de uma gratidão eterna à Chapada Diamantina por isso...
       
      Na manhã da sexta fiz a trilha de volta para o vale do capão, saindo da igrejinha. Agora sem o peso da comida e com uma enorme leveza na alma...
      Usei a noite da sexta para descansar.
       
      No sábado consegui uma carona com um mineiro que havia encontrado no Pati, que me levou até Palmeiras, com direito a uma parada no Riachinho. Também no carro conheci o Esdras, um mexicano que está há 6 anos viajando de bike. Um cara com jeito simples, uma história incrível e que, mesmo falando pouco, disse tudo que eu precisava ouvir naquele fim de viagem... Foi aí que percebi que estar sozinho é muito bom, mas que preciso sim aprender com outras pessoas e suas histórias de vida, e mais, que sou responsável por ajudar a construir um mundo melhor para [email protected], onde valia a pena viver, onde [email protected] possamos ser felizes. Um mundo com mais igualdade, amor e justiça social.
      Peguei um ônibus para Lençois, onde ainda tive uma agradável noite com o pessoal com quem estava dividindo quarto no hostel, um engenheiro maranhense gente boa demais e uma outra engenheira alemã, sendo que com a moça a comunicação era lenta e hilária, já que eu sou um pereba no inglês. Mais uma edificante troca de experiências que essa viagem me proporcionou.
      No dia seguinte, Cedinho, peguei um outro ônibus para Salvador e de lá um avião de volta para Recife.
      Bom, esse é o meu relato. Se você chegou até este final, espero ter te inspirado um mínimo que seja. Espero que vc saia da zona conforto, enfrente o medo e SIGA EM FRENTE...
      Então, saudações mochileiras! Espalhe amor, seja luz!
      "Hasta a la victoria siempre!" (Comandante Che)
      Abaixo, as 3 únicas fotos que tirei na viagem... 


       

    • Por júlio.machado
      Olá,
      Me chamo Júlio e no final de fev de 2021 vou para Natal.
      Ficarei 18 dias lá. Para explorar bem o RN pensei em me hospedar em 3 lugares diferentes: Ponta negra, Pipa e São Miguel do Gostoso.
      Quem já foi me indica a fazer isso mesmo? Quais lugares não posso deixar de conhecer? 
       
    • Por Iana Briaca
      Vou falar aqui no meu relato sobre formas de transporte que usei, hospedagem, duração da viagem e valores. Porque eu acho que é isso que uma pessoa procura quando busca informações sobre Mochilão. Sendo que na maioria das vezes é a primeira experiência da pessoa com um; 
      Resumo: 
      Tipo de transporte: ID JOVEM e carona pelas br da vida.  
      Hospedagem: Couchsurfing e voluntariado em hostel.
      Alimentação: Fazia compras para preparar minha própria comida ou às vezes eu comprava PF (mas comprar PF sai mais caro)
      Valor em dinheiro que levei: R$ 550,00.
      Duração da viagem: 54 dias.
      Quantidade de estados: 3 Estados e uma pequena parada em Brasília.
       
      SOBRE HOSPEDAGEM, TRANSPORTE PARA SAIR DO MEU ESTADO E ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO DESTINO; PERNAMBUCO: Então, meu mochilão começou quando eu saí de Belém, que é a cidade que eu moro, no dia 04/07/2019, ruma à Pernambuco. Fui de ônibus usando o ID jovem, de passagem de Belém para Recife eu paguei 3,50. Isso, três reais e 50 centavos. Esse valor corresponde à taxa de pedágio que é cobrado pela empresa de ônibus, apenas. Quando eu cheguei em Recife fiquei hospedada na casa de um casal que consegui estadia pelo Couchsurfing. O tempo que passei na casa deles foi incrível, pessoas super legais. Com o mesmo aplicativo consegui estadia para passar um final de semana em Olinda, em uma pousada localizada bem no centro histórico. Também não paguei nada para ficar hospedada, apenas tinha que ajudar a moça que trabalhava na cozinha com serviços bem simples pela parte da manhã. Ah, e sobre alimentação, essa era por minha conta. (Talvez o seu anfitrião não tenha problema em ajudar nesse quesito com algumas coisas, mas também ninguém gosta de gente folgada né, se tu tiver condições de comprar a tua comida é muito melhor, caso contrário é bom você avisar à pessoa que vai te receber que vais precisar de alimentação também).
      OBS: Couchsurfing é uma plataforma que possibilita a troca de hospedagem em qualquer lugar do mundo. Na época era totalmente gratuita quando usei, agora o app tá cobrando uma contribuição de R$ 4,99 mensal ou R$ 29,99 anual por conta da crise do corona vírus.
      ROTEIRO: Quando estive em Pernambuco conheci Recife, Olinda, Porto de Galinhas, Praias do litoral de Cabo de Santo agostinho: Calhetas e Gaibu (caara, as praias mais lindas que conheci até hoje, e por não serem tão famosas quanto Porto de Galinhas, elas não são taão movimentadas, o que eu acho ótimo) e vila de Nazaré. Isso em uma semana, que foi o tempo que passei em Pernambuco. 
      TRANSPORTE PÚBLICO: Como eu fui com um amigo que sabia tocar banjo e eu enrolava no Maracá, optamos por não pagar passagens em transporte público e sim pedir para os motoristas deixarem a gente subir e tocar Carimbó nos ônibus. E assim, essa ideia deu super certo, tanto que a galera até ajudava com uns trocados, o que ajudou muito a gente na viagem. Sobre o valor de passagem de ônibus urbano não vou saber falar do custo, pois não tive essa experiência. Porém, fica a dica: Toquem nos ônibus ou subam pra vender algo. 
      SAÍDA DE PERNAMBUCO RUMO À BAHIA:  Saí de Pernambuco de carona, com a intenção de descer até a Bahia. Porém, no primeiro dia consegui carona com um caminhoneiro que tinha como destino Maceió, aceitei porque isso ia me deixar mais próxima do meu destino, né. Tive que ficar uma noite em Maceió para poder partir no outro dia. 
      Fiquei em uma Pousada de beira de estrada que custou R$ 40,00 no total pra dormir eu e meu amigo em um quarto com duas camas. 
      Jantei em um Restaurante que o PF custava R$ 10,00.
      No outro dia peguei mais duas caronas Alagoas-Sergipe Sergipe-Bahia e cheguei na Bahia, finalmente.  Passei uma semana em Salvador, consegui hospedagem no Couchsurfing, alimentação por minha conta, fazendo compras e preparando minha própria comida, de transporte usei o mangueio kk pedindo pra subir e tocar. Depois de uma semana, saí da bahia e voltei à br para pegar carona. Consegui diversas caronas no mesmo dia e cheguei na Chapada Diamantinaa. 
      NA CHAPADA DIAMANTINA:  Não consegui estadia com o couchsurfing na Chapada, tive que pagar uma semana de Hostel. 
      VALOR DO HOSTEL: 15 Reais a diária (pedindo desconto)
      ALIMENTAÇÃO: Comprava minha comida e preparava. 
      GUIA: É necessário guia apenas em algumas trilhas em outras tem como fazer de boas usando o gps. 
      DICA DE APP: MAPS ME Nele tem como usar o gps da localidade que tu se encontra sem internet. 
      SAINDO DA BAHIA RUMO GOIÂNIA: Saí da Chapada Diamantina de carona com inumeráveis pessoas, carona com caminhoneiro e carro particular, e passei perrengues, porque a Bahia é imensa. Levei 4 dias pra chegar em Goiânia.
      Nesse percurso nem sei quantas caronas peguei, foram muitas. Em nenhum momento precisei pagar pousada, até porquê nem tinha como, pois a grana já tava curta. Na primeira noite dormi na casa da família de um rapaz que me deu carona quando ainda estava indo para Chapada, Na segunda passei a noite em um posto de gasolina, Na terceira noite dormi na casa de um amigo que conheci com a experiência de carona também, isso em Brasília. (aproveitei pra comprar logo minha passagem de volta pra belém quando eu estava em Brasília) E por fim, no quarto dia consegui a carona para Goiânia. Em Goiânia passei quase algumas semanas, fiquei na casa de um amigo, apenas ajudando com a alimentação, no trasporte também não gastei nada.
      GOIÂNIA ATÉ A CHAPADA DOS VEADEIROS: De Goiânia até a Chapada dos Veadeiros, por muita sorte, tive só uma carona. Consegui carona com um fazendeiro que tinha uma propriedade próximo da cidade que eu ia ficar. Ele me deixou até a cidade que era meu destino, lá eu fiquei hospedada em um hostel onde trabalhei como voluntária em troca de estadia. Nos dias eu que trabalhava as minhas refeições eram por conta do hostel. A dinâmica de trabalho era a seguinte, eu trabalhava um dia e folgava dois. Passei uma semana na Chapada do Veadeiros, conheci a cidade de Cavalcante e Alto Paraíso. 
      FINAL DA VIAGEM: Saí da chapada dos Veadeiros de carona também, e fui até Brasilia. Lá eu passei apenas uma noite e no outro dia embarquei de volta pra Belém. A passagem que eu comprei foi com o ID Jovem, paguei apenas R$ 5,00. Ah, eu comprei com antecedência, sempre tens que comprar a passagem com usando o id com antecedência, não deixa pra comprar na hora senão vais te ferrar. 
      Enfim, minha experiência foi essa, espero ajudar em alguma coisa, é nooós!

    • Por ipamscf
      Este post é sobre como foi acampar em Maracaípe - PE, um paraíso pra quem quer fugir da algazarra de Porto de Galinhas. Fiz essa viagem em 2018 mas muita coisa permanece a mesma.
      1-> A IDA Pra quem nunca nem viu falar sobre Maracaípe, esta praia é um reduto para os surfistas e praticantes dos esportes marítimos em geral, tem desde aquela velha pegada de onda no surf, kitesurf, esqui aquático, e vários outros tipos que eu particularmente não sei mas vou achar os links e deixar no final do post, como sempre.   Mas basicamente, para chegar em Maraca é só seguir todo o caminho até Porto de Galinhas, a diferença é quando chega em Porto.   Existem, pelo menos, 4 maneiras de chegar em Maracaípe:   No próprio busão que você for pergunta se ele vai até Maracaípe, pelo menos a noite eu vi uns 2 ônibus indo até lá; Pegar um transporte de aplicativo (funciona Uber e 99Pop perfeitamente e custa entre R$7,00 e R$8,00); Um microônibus que faz a linha transporte alternativo que passa de 5 em 5 minutos mas para isso tem que descer do ônibus, entrar na rua da esperança no sentido Maracaípe e ficar esperando o busão passar. Caso peça parada e ele não pare, ai tem que ir até a rotatória de Porto de Galinhas e ficar esperando lá, porque lá é uma parada de ônibus (custa R$3,20 por pessoa). Mototaxi, assim que desce do ônibus logo na esquina da Rua da Esperança você verá um toldo montado (custa algo em torno de R$5,00 por pessoa por viagem).   Chegando em Maraca você vai descer no ponto final, que é basicamente no fim da pista calçada e já vai dar de cara com aquele marzão.   2-> A PRAIA DE MARACAÍPE - PE   Então, se tu tá procurando sombra, água fresca e calma, te garanto encontrar sombra e água fresca mas calma, meu amigo, hahaha, não tem de jeito nenhum! O vento lá é muito forte (por isso point de surfista, afinal pra ter onda tem que ter ventania) então o mar além de agitado é perigoso, há placas inclusive que alertam que embora uma parte seja rasa, é muito comum que inesperadamente brote uma vala e a água que tava chegando na cintura vá parar no pescoço, portanto fica aqui o alerta VÁ COM CUIDADO E SEM AFOBAÇÃO.   A parte que eu mais indico para banho é justamente no Pontal de Maracaípe, é um ponto muuuito massa que tem mais gente no por do sol que, diga-se de passagem é de tirar o fôlego! Lá, como há o encontro do mangue com o mar costumam ficar umas barreiras de água e dá para se banhar e até com crianças é muito tranquilo, só prestem atenção na maré porque enche muito rápido e você pode acabar não conseguindo voltar para a Vila pela beira mar.
      Para chegar tem a opção de ir a pé pela beira do mar (foi o que fizemos) que dá uns 30 a 40min de caminhada, dá para ir de buggy ou de quadriciclo. Lá mesmo tem uns passeios de jangada que oferecem para conhecer os mangues por dentro, porém não sei dizer quanto custa já que não fiz o tal passeio.   Perto da vila tem um coqueiral massa (em frente à saída do Camping, mas jajá chegamos nele) que não dá pra ficar lá antes das 14h pois simplesmente não tem sombra.   Até tem uns barzinhos com umas cadeiras para ficar, mas nada comparado a Porto, Maraca tem uma vibe mais serena, mais zen, que você vai pra ouvir o barulho do mar, contemplar a beleza e tomar banho de chuveirão caso não tenha coragem ou experiência de entrar no mar. Porém os preços são condizentes com o lugar, lei da oferta e procura né.             3-> ONDE COMER EM MARACA
      Comemos em dois lugares, pelo menos, um foi uma pequena lanchonete na avenida calçada principal de Maracaípe, de uma Sra muito gente boa e uma comida muito organizada, porém tem uma placa bem grande informando que não aceitam cartões, aliás essa é uma constante em Maracaípe, quase canto nenhum aceita cartão e quando aceita são aqueles restaurantes pega turista, sabe?   O outro lugar em que comemos foi o restaurante MARCÃO PRIME, um ambiente muito show, um vento maravilhoso e nesse dia tinha música ao vivo, comemos uma pizza (fica aqui o adendo QUE PIZZA MARAVILHOSA!!!!!) e eu tomei uma caipiroska que, minha nossa, que bebida deliciosa! O preço foi bastante acessível levando em conta que comemos que ficamos empanturrados hehe.   Sobre mercadinhos, não tem, nenhum, mesmo. Ou você já trás de casa os mantimentos ou compra em Porto que, nos posts que eu coloquei o link lá em cima, tem os mercados que eu mais indico por serem num preço bom.  
       

      4-> O MARACAMPING   Ah o Maracamping! Primeiro já começa que a dona (Dona Fátima, maravilhosa!) tem uma vibe incrível. Eu acabei não tirando tantas fotos quanto poderia porém coloquei as fotos no google na parte que indica o local então, se procurar no google pelo Maracamping, vai ver fácil as FOTOS que eu tirei.   Mas resumindo, o Camping conta com área pé na areia mesmo para montar as barracas (dica 1: leve uma lona para colocar sob a barraca ,evita dor de cabeça no pós acampamento), conta com cozinha comunitária equipada com fogão, geladeira, pia, sanduicheira e ainda uma mesinha para confraternizar; Possui ainda 2 banheiros, um masculino e um feminino muito organizados e com os itens necessários; No mesmo beco que dá para a cozinha e para os banheiros há um chuveirão (caraaca que chuveirão massa, me salvou do calor já que não dava pra entrar o tempo todo no mar) de água doce.   Quando formos montamos nossa barraca embaixo da proteção que existe colada no muro que dá de frente para a praia. Ficou meio confuso né? Mas nas fotos dá pra entender o que eu to falando. Se eu puder dar uma dica aqui, diria para colocar a barraca na ponta direita de quem olha para o mar pois não pega todo o sol da tarde e a barraca não fica tão quente.   LEVEM VENTILADOR! Há pontos de luz suficientes para se puxar uma extensão (lembra de levar o ‘T’ ‘benjamin’ ou sei lá como que fala na sua região, pra ajudar o coleguinha e não usar sozinho a tomada, bora compartilhar mais!) com ventilador a noite é filé de tranquila, porém sem o ventilador é punk, como fui de mochila e tava preguiçosa não levei ventilador; não recomendo. (Não tirei fotos ou fiz vídeos dos banheiros e cozinha pq realmente não é necessário).   O cachorro da dona Fátima, o zóio, é a coisa MAIS FOFA DESSE UNIVERSO!!! Ele é muito dócil e vem falar com todo mundo que chega para dar as boas vindas, é tão dócil que fica querendo entrar nas barracas pra conhecer por dentro hahahah.    
            4.1 Como chegar no Maracamping Aqui não tem errada, é descer no terminal do ônibus, pegar a estrada de terra no sentido pontal de maracaípe, passou o bar da mônica é só entrar na primeira rua à direita, andou um pouquinho para frente já se vai conseguir ver o muro do camping do lado esquerdo. Se ainda ficou na dúvida vou colocar o trajeto que coloquei fiz no maps pra vocês. Não confiem no GPS nem deixem o cara do pop ou uber confiar pq vai levar vocês para a rua de trás que não tem saída e não vai valer a pena, peçam pra descer no terminal e vão andando, é muito fácil chegar.   MAPA DE ONDE DESCE EM MARACA ATÉ O CAMPING   No geral dessa vez eu fui mesmo pra descansar então procurei desligar os aparelhos e aproveitar toda a vibe que o lugar trazia, mas se ainda quiserem agito de dia e sossego de noite de dia dá pra ir tranquilo pra Porto de busão, a pé, de bike, do jeito que quiser porque é muito perto e dá pra passar o dia rodando por lá;   Caso fiquem em pousada Porto é a opção pra quem vai ter que comer fora pois há mais opções e, portanto, preços mais camaradas, só pesquisar. Como ficamos no camping cozinhávamos lá mesmo o que barateia E MUITO a viagem, essa dica vale pra qualquer lugar que se tenha acesso à cozinha (detalhe que a cozinha do camping é muito convidativa e organizada então, se você for, deixa limpo tá? E também guarda sua sujeira direitinho, a natureza e o bom convívio agradecem. Obrigada pela leitura e, até a próxima!
      __________________________________________________________________ Links úteis  
      Tábua de Marés:
      https://www.apolo11.com/mare.php?local=02   CittaMobi: www.cittamobi.com.br/   Esportes em Porto de Galinhas: https://enter-guide.com/portodegalinhas/esportes-em-porto-de-galinhas   Maracamping Instagram: https://www.instagram.com/maracampingbeach/   Maracamping Facebook: https://www.facebook.com/maracampingbeach/?rf=923951584400139
    • Por ipamscf
      OLÁ!
      Essas informações foram do camping que fizemos em fevereiro/2018. O local ainda existe e ainda é bem estruturado. A ideia é mais saber que existem outros meios de chegar em #Maragogi ou nesse caso Barra Grande sem precisar de transfer ou carro particular, entretanto, esse é um caminho mais low cost.
      COMO CHEGAR:
      Tem três maneiras básicas de chegar em Maragogi - AL partindo de Recife - PE, que são de ônibus direto, de ônibus baldeação e de carro. Ônibus Direto: o caminho é feito pela empresa Real Alagoas e você poderá fazer esse trajeto apenas em alguns dias da semana e em horários um tanto incômodos. Não optei por esse e nem indico, só tô deixando aqui a opção.  
        Ônibus Baldeação:  esse caminho é mais demorado ainda (coisa de umas 3hrs de viagem) e começa pegando um ônibus na Av. Dantas Barreto (antiga rodoviária) da empresa Viação Cruzeiro ou, ainda, da Viação Progresso até a cidade de São José da Coroa Grande ou até Barreiros; esse ponto de saída pode ser ainda QUALQUER parada da Av. Mascarenhas de Morais, inclusive, na praça do Aeroporto no entanto, no carnaval (como foi o caso) o ônibus tinha ponto de partida na Praça Largo da Paz no bairro de Afogados, ao invés de na Dantas Barreto, mas o resto das paradas se mantinham o mesmo. Em São José você vai descer no centro, de frente aos dois grandes mercados da cidade e lá vai pegar uma van para Maragogi - AL mas no caso desse nosso roteiro pode pedir para descer em Barra Grande, de frente a concessionária da Fiat, sem erro. Esquema parecido é em Barreiros onde, descendo na rodoviária, vai sair dela e já pergunta nos alternativos quem ali faz esse trajeto. O preço das vans dependem da cidade de onde tá saindo.   Os valores dos trajetos: [valores consultados em 09.02.18 deixo contato da empresa no fim do post] Recife - São José da Coroa Grande - Recife: R$22,00; Recife - Barreiros - Recife: R$19,00; Alternativos São José da Coroa Grande/Barreiros - Maragogi - AL: R$5,00 - 7,00 Os horários dos trajetos: [horários consultados em 09.02.18 deixo contato da empresa no fim do post]
      Recife - São José da Coroa Grande                 Seg-Sáb: 05h40/ 9h15/ 13h40/ 15h/ 18h10  
      Dom-Feriados:  05h40/ 9h15/ 13h40/18h10 

      São José da Coroa Grande - Recife       
      Seg-Sáb: 05h40/  06h30/ 9h10/ 13h/ 18h         Dom-Feriados: 05h40/ 09h10/ 13h/ 18h Recife - Barreiros                                                                                   
      Seg-Sáb: 06h/06h30/7h30/8h30/10h30/11h30/12h30/14h40/15h3016h40/17h10                              
      Dom-Feriados: 06h30/ 08h30/ 11h30/14h30/ 16h40/ 17h40  
      Barreiros - Recife 
      Seg-Sáb: 06h/06h30/7h30/8h30/10h30/11h30/12h20/13h50/14h40/16h30/17h30              Dom-Feriados: 07h30/ 11h30/ 13h30/ 14h50     

      c) Carro: o jeito mais fácil de chegar, é só botar o GPS e seguir tranquilamente, não esquecendo, claro de baixar o mapa offline para já ajudar. Essa foi a opção que escolhemos pois, como conseguimos economizar muito no combustível valia mais a pena do que ir de busão, mas de busão era a primeira opção valendo.
      Depois de citar as maneiras de viajar, vale destacar que, indo pela antiga rodovia (que é por onde o maps indica) após passar o complexo de viadutos que fica uns km depois da garagem da Viação Cruzeiro na BR a pista fica MÃO DUPLA, isso mesmo, a BR 101 vira mão dupla e, devo dizer, num estado não muito bom; estreita, esburacada e MUUUITO sinuosa aqui fica o cuidado quadruplicado.
      A CHEGADA Depois de muita pesquisa decidimos onde ficaríamos uma parte do carnaval e escolhemos o Camping e Chalés Beira Mar, que fica localizado na praia de Barra Grande, município de Maragogi - Alagoas. Para chegar nele não tem errada, o ponto de referência principal é a concessionária da Fiat Mavel, descendo nela ou tendo ela como ponto de referência basta entrar na primeira rua imediatamente a esquerda e, mais uma vez, a esquerda e, do seu lado direito estará o camping.    
      Antes de chegar acertamos com o dono que pede para que o pagamento seja feito 50% antes do check in e os outros 50% na chegada. Lá eles aceitam cartão para o pagamento da outra metade mas não aconselho tendo em vista que lá o sinal de telefone é bem precário e eles usam aquelas maquinetas que precisa de telefone, sabe? (eu fiquei TOTALMENTE sem sinal da TIM pelos 3 dias que fiquei lá, foi ótimo!).
      Chegando lá o dono, Ronald, muito simpático acertou nosso check in, preencheu nosso cadastro e fez questão de nos mostrar toda a instalação e ainda disse qual era o lado da sombra durante a tarde (que é o lado direito de quem chega ;] ) ele é muito solícito e organiza de tudo dentro do camping.  
       
       
      A ESTADIA / INSTALAÇÕES DO CAMPING Depois do check in pudemos ir montar nossas coisas; Deixamos o carro bem de frente a porta do camping o que facilitou demais o manejo, montamos a barraca e tratamos de levar nossas coisas para dentro, tudo muito tranquilo e sem demais aperreios. Escolhemos a área protegida pela tela por ter alguma sombra e ser perto do totem de energia, ficamos sabendo depois que aquela tela serve para manter a grama sempre verde e confortável, testado e comprovado.    
      Quando tava tudo montado fomos conhecer o camping e sua estrutura. Nada muito diferente do que eu tinha visto na internet apenas um pouco menor, mas não menos aconchegante. Conta com uma cozinha completa (duas geladeiras, fogão 6 bocas, microondas, pia e balcão) uma área de convivência com mesa grande, algumas redes, um jogo de lançar aros uma tv e um ventilador.
        De frente à área da cozinha temos a piscina e, atrás dela, o salão de jogos que conta com uma mesa de sinuca, totó, basquete e ping pong e, nesse mesmo espaço estão os banheiros únicos (banheiros que contam com uma função, ou privada ou banho) 3 femininos, 2 masculinos e um adaptado para pessoas com locomoção reduzida. Dos lados da área de cozinha há banheiros completos (banho e privada) de um lado masculino e de outro feminino.  
         
      Conhecido o camping saímos e ficamos pelas proximidades do camping mesmo, fomos á praia (caminho muito fácil também só voltar para a rua que entrou depois que saiu da BR e seguir direto que já tá na praia) que é razoavelmente movimentada e, apesar de ser carnaval, não estava lotada. A praia em si não possui uma grande estrutura contando apenas com uma barraca ou outra mas a presença de vendedores ambulantes vendendo camarão (e até lagostinha) é bem grande.  
       
        Uma coisa que eu não estava preparada foi para o frio que fazia a noite. Claro que não era aquele frio de morrer mas, por ser praia, pensei que passaria calor mas nem perto disso, as noites foram de temperaturas muito amenas (pelo menos a sensação térmica era) e teve momentos em que desligamos o ventilador, tamanho era a friagem. No entanto, com ventilador desligado a barraca começa a esquentar cedo, 07h10 da manhã já estávamos despertando devido ao sol começar a bater na barraca, daí vai minha dica de mesmo que não chova leve uma lona para cobrir sua barraca do sol e de eventuais chuviscos. Foi só no segundo dia que notamos como deveríamos colocar a lona para proteger a barraca do sol. De tarde dentro da barraca era bem quente, mesmo com ventilador, mas isso só até umas 16h que é quando começa a amenizar a temperatura; como passamos o dia fora da barraca, não foi um problema não.
        LOCALIZAÇÃO E CONVENIÊNCIAS
      O Camping fica na área inicial da praia de Barra Grande, então para conseguir chegar num mercadinho tem que andar por uma distância de 700m pela beira da pista quase sem acostamento. O mercadinho tem um valor razoável mas, para quem estiver de carro, vale a pena dar mais uma caminhada. Conversando com um pessoal do camping fiquei sabendo que, no sentido de Maragogi, havia alguns restaurantes também e, no sentido voltando para Recife, havia até um restaurante japonês (rsrsrs) então, se andar um pouco, dá pra se ajeitar direitinho.
       
      EXPERIÊNCIA DO CAMPING Ficamos no camping por 2 noites e 3 dias e posso dizer que quando chegou na hora de ir embora nem eu nem o boy queríamos ir. Ficamos muito seguros em todo o momento que estivemos por lá, o policiamento é constante (num só dia vi 3 patrulhas) e todas as casas estavam ocupadas, o que dava uma circulação de gente bem bacana.
        Usar a cozinha foi tranquilo, exceto por um pessoal que veio em família e nem se incomodavam de tirar a panela deles de cima do fogão mesmo quando eles já não estavam mais usando aquela boca, isso um pessoal que estavam nos quartos por que os campistas sabiam dividir tudo e bem. Nas geladeiras ninguém mexeu nas nossas coisas nem ficavam mudando de lugar para benefício próprio, havia um clima de respeito e cumplicidade muito grande entre os campistas, a vibe era incrível. Teve uma hora que ficou um barulho de som terrível mas, novamente, foi um pessoal de outro quarto que estavam com som bem alto e não se importavam que pessoas queriam poder dormir ali, mas alguém pediu para que eles desligassem e eles o fizeram (pelo menos né).
        Outro porém que é preciso avisar de lá é que NÃO HÁ ABASTECIMENTO DE ÁGUA CONSTANTE EM MARAGOGI pois o estado de Alagoas passa por uma crise hídrica e, portanto, o uso da água era controlado, desta forma se forem para lá ECONOMIZEM ÁGUA não só os seus companheiros de hospedagem mas também o planeta agradece.  
         
      A VOLTA   Havia um trânsito bem intenso na segunda-feira no sentido oposto de onde estávamos indo, então acredito que quem viajar na segunda de carnaval (ou da segunda em diante) vai pegar uns lugares mais lotados. Os postos da polícia rodoviária e da polícia estadual também estavam muito atentos e parando carros com frequência para conferir documentos e situações.
        Para quem vai de ônibus há uma parada bem na saída da rua do camping mas como os horários dos alternativos não são concretos é bom se programar de acordo com o horário que pretende pegar o ônibus para voltar para Recife seja em São José seja em Barreiros mas, como eu vi, indico São José por que além de ser mais perto da divisa eu vi muito mais vans fazendo esse percurso.
        Dicas Extras: Fiquei sabendo lá que há transporte meio que municipal para chegar em Maragogi vindo de Maceió então, se for lá pro camping saindo da capital alagoana, pode valer a pena descer em Maragogi e pegar esse mesmo alternativo. Quem tem os horários e preços desse trajeto é a Arsal e no site deles tem sempre os valores das tarifas, onde pegar esses ônibus e quais os trajetos que eles fazem. O valor em 15.02.18 do trajeto Maragogi - Maceió (via Japaratinga) R$ 22,00
      PREÇOS No site deles eles disponibilizam os valores tanto de hospedagem quarto quanto de camping, daí o valor que vocês pagarão dependerá da quantidade de dias, de pessoas e época do ano em que irão. Vale a pena também confirmar o valor com eles pelo Facebook ou Whatsapp que eles respondem bem rápido.   Obrigada pela leitura e, até a próxima! _________________________________________________________________________ Links úteis   Camping e Chalés Beira Mar: http://campingmaragogi.wixsite.com/beiramar http://campingmaragogi.wixsite.com/beiramar/promoes-e-preos https://www.facebook.com/beiramarmaragogi/
        Real Alagoas: http://www.realalagoas.com.br/
        Viação Cruzeiro: https://rodoviariaonline.com.br/viacao/cruzeiro/ 0800-766-9000 (consegui todas as informações por aqui, então é melhor ligar)
      Empresa de transporte público em Alagoas: http://www.arsal.al.gov.br/ http://www.arsal.al.gov.br/tarifas/transporte/ http://www.arsal.al.gov.br/servicos/transporte/linhas-do-sistema http://www.arsal.al.gov.br/servicos (abrindo a aba transportes)  
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