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Mari D'Angelo

O que fazer em Hamburgo?

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ūüď∑¬†Texto original com fotos aqui

Hamburgo¬†√© uma cidade moderna, mas tem aquele charme europeu e uma identidade forte que vem das √°guas! √Č banhada pelos rios Alster e Elba, sendo esse √ļltimo a porta de entrada para o imenso¬†Porto de Hamburgo.

Ao longo de sua história, a cidade passou por períodos críticos de destruição e mortes, sendo os mais relevantes o grande incêndio de 1842 e os bombardeios no período da Segunda Guerra Mundial.

Embora seja a segunda maior cidade da Alemanha, atr√°s apenas da capitalBerlim, √© poss√≠vel conhecer relativamente bem¬†Hamburgo¬†em 2 ou 3 dias. A cidade √© bem plana e simples de ser explorada a p√©, mas se for preciso o metr√ī tamb√©m funciona muito bem.

Para chegar do aeroporto ao centro, o jeito mais simples √© pegar o trem (S1 ‚Äď Dire√ß√£o¬†Hamburg-Blankenese) at√© a Esta√ß√£o Central (Hauptbahnhof). O valor do bilhete √© 3,30 ‚ā¨ e a viagem dura cerca de 25 minutos.

Veja aqui¬†mais informa√ß√Ķes sobre o transporte publico de¬†Hamburgo.

Acabamos ficando hospedados em dois hotéis diferentes. A primeira noite em uma das unidades do Novum, próximo à Estação Central e o resto dos dias no City Hotel Hamburg Mitte. O primeiro é mais barato, tem boa localização e um café da manhã eficiente, mas recomendo mais o segundo! Apesar de ter o café da manhã pago a parte (que achei caro e não experimentei), os quartos são bem modernos e dos andares altos tem-se uma super vista da cidade!

O entorno do¬†Lago Alster¬†√© uma das regi√Ķes mais fotog√™nicas da cidade, e um bom ponto de partida para explor√°-la. O cen√°rio com as altas torres das igrejas atr√°s do conjunto de pr√©dios que circundam o lago d√£o a impress√£o de estarmos em uma ilustra√ß√£o de lata de biscoitos. No inverno, adicione o fato de o lago estar quase congelado e o resultado √© uma vontade de ficar ali olhando aquela paisagem at√© que o frio n√£o permita mais sentir as m√£os, hora de encontrar um lugar quentinho!

Caminhando por essa região super sofisticada, cheia de lojas de grife e hotéis caríssimos, me deparei com o simpático Big Fat Unicorn, que já me ganhou pelo nome! O café, todo fofo, serve sanduíches coloridos e outras delícias para encher a barriga e o feed do Instagram.

A poucos minutos de l√° fica a¬†Rathaus¬†‚Äď o pr√©dio da prefeitura, um dos cart√Ķes postais de¬†Hamburgo. O edif√≠cio √© lindo, uma imponente constru√ß√£o de arquitetura neocl√°ssica que domina a¬†Rathausmarkt, pra√ßa onde est√° localizado. √Č poss√≠vel acessar gratuitamente o hall de entrada.

Nas ruas ao entorno, especialmente na Mönckebergstrasse, há muitas lojas, cafés e restaurantes.

Embora existam diversas igrejas em¬†Hamburgo, foram duas as que me chamaram mais aten√ß√£o. A primeira √© a¬†St. Nikolai, que na verdade hoje funciona como um memorial, tendo preservada apenas sua torre e algumas ru√≠nas. A igreja foi bombardeada pelos ingleses durante a Segunda Guerra Mundial em um ataque conhecido como ‚ÄúOpera√ß√£o Gomorra‚ÄĚ. Na √°rea externa h√° algumas obras de arte como a escultura ‚ÄúThe Ordeal‚Äú, onde um homem est√° sentado tristemente sobre os tijolos originais do campo de prisioneiros deSandbostel. A torre, que j√° foi a mais alta do mundo, hoje ocupa o quinto lugar entre as maiores torres de igreja. A subida ao topo √© feita atrav√©s de um elevador e a vista l√° de cima deve ser fant√°stica!

A outra igreja que achei diferente do comum é a St. Michaelis. Seu interior, de tonalidades claras e detalhes dourados, parece muito um ambiente de teatro, com um auditório no mezanino e grandes janelas envidraçadas onde imaginei camarotes reais. A entrada na igreja é grátis, mas também há ingressos para quem quiser subir na torre.

√Ä noite tive que ir conhecer a t√£o falada Rua¬†Reeperbahn, famosa por ser um pouco como o¬†Red Light District¬†de¬†Amsterdam. √Č aquele lado meio ca√≥tico da cidade, onde os letreiros em neon atraem j√° embriagado turistas e hamburgueses. Tanto a via principal quanto as adjacentes tem op√ß√Ķes de ‚Äúentretenimento adulto‚ÄĚ para todos os tipos de p√ļblico.

A regi√£o, chamada¬†St. Pauli, ganhou essa fama por ser pr√≥xima ao Porto de Hamburgo, se tornando ent√£o o local de divers√£o dos profissionais do mar.Mas¬†St. Pauli¬†tamb√©m n√£o √© s√≥ sacanagem. H√° quase 60 anos, quando os¬†Beatlesainda estavam no come√ßo da carreira, eles fizeram ali algumas das suas primeiras apresenta√ß√Ķes fora da¬†Inglaterra. Por sua hist√≥ria com a cidade, ganharam h√° alguns anos uma homenagem: a¬†Beatlesplatz! A pra√ßa fica no final da¬†Reeperbahn¬†e tem esculturas dos integrantes da banda

Mas o que eu gostei mesmo naquela região foi a Cervejaria Astra, pertinho da Beatlesplatz. O espaço é enorme, com uma decoração meio industrial e uma mesa de pebolim (pra jogar de graça)! Essa cerveja é bem comum em Hamburgo, mas lá é possível experimentar os diferentes tipos, como a IPA e a Stout. Vale a pena pegar o kit degustação. A comida também é deliciosa e bem variada, das tradicionais salsichas à pratos vegetarianos.

A bagun√ßa de¬†St. Pauli¬†√© legal, mas como estava em uma vibe mais intimista, fomos at√© o¬†Cotton Club, um bar de jazz pequenininho e aconhegante. N√£o √© a op√ß√£o mais barata, mas o lugar √© √ļnico e a banda era incr√≠vel, liderada pelo sueco Bent Persson. Valeu cada centavo!

Uma das regi√Ķes mais peculiares de¬†Hamburgo¬†√© a¬†Speicherstadt, um bairro inteiro ocupado por antigos armaz√©ns. Pode n√£o soar muito interessante, mas os pr√©dios, todos em tijolinhos avermelhados, ficam lindos espalhados pelos v√°rios canais que cortam esse peda√ßo da cidade. Hoje alguns desses edif√≠cios s√£o ocupados empresas e museus, como o¬†Miniatur Wunderland¬†e o¬†Museu Mar√≠timo.

Quando avistar uma grande e ousada silhueta à beira-rio, chegou a Elbphilharmonie! O monumental prédio mistura o estilo industrial dos antigos armazéns com formas e materiais modernos. Em seu interior funcionam duas salas de concerto, alguns bares e restaurantes e até um hotel!

H√° um espa√ßo aberto ao p√ļblico que oferece uma ampla vista da cidade. A entrada √© gratuita se retirar o ingresso na hora (disponibilidade mediante lota√ß√£o), mas tamb√©m √© poss√≠vel¬†reservar pelo site. Nesse caso h√° um custo de 2‚ā¨ por pessoa.

Apesar do clima frio e molhado, a caminhada pela borda do Elba até o Fish Market é agradável. Um pequeno desvio para as ruas do bairro Portugeisenviertel nos faz pensar que estamos em Portugal! Se quer trocar a salsicha por um bacalhau, siga para ruas como a Rambachstraße e a Ditmar-Koel-Straße, onde há diversos restaurantes de comida portuguesa. Há também alguns italianos, espanhóis e até brasileiros, mas o foco mesmo é a culinária lusitana.

O antigo mercado de peixes atualmente funciona só aos domingos e até as 09:30. Eu como estou longe de ser uma pessoa matutina, só conheci mesmo por fora. Mas dizem ser tradição passar por ali saindo dos bares e baladas da Reeperbahn para comer sanduíche de arenque ou outros peixes.

Falando em comida, duas coisas bastante típicas por lá são o Currywurst, uma salsicha com molho de tomate e curry e o Franzbrötchen, um pãozinho doce com gostinho de canela que é simplesmente delicioso (aliás, pão é uma coisa que os alemães sabem fazer muito bem)! Além disso, não dá pra ir à Alemanhae não comer um Apfelstrudel, né?

Se tiver mais de dois dias, vale a pena fazer um bate-volta em¬†L√ľbeck. Essa pequena cidadezinha medieval fica h√° aproximadamente 50 minutos de trem de¬†Hamburgo¬†e √© encantadora!

ūüď∑¬†Texto original com fotos aqui

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    • Por MatheusRedfield
      Oi gente, n√£o sei se pode esse tipo de postagem mas queria saber: Voc√™s j√° compraram algo no Civitatis? deu certo? Vi umas excurs√Ķes baratas l√° e fiquei meio desconfiado. Voc√™s recomendam?
    • Por Lucas Marcatti
      Pessoal que quer saber mais sobre como pedalar pela Europa, eu escrevi um livro sobre minha jornada pelos cantos deste velho conitnente.
      E lá se foram 3 longos anos desde que retornei de Atenas após minha soberana aventura pelos cantos de um velho e mitológico continente, provavelmente foi o ano mais incrível e inesperado da minha vida até agora.
      .
      E depois de muito trabalho, o livro está terminado, sim, eu tenho um livro!! Eu mesmo o fiz, nem acredito, escrevi 444 páginas de um livro! E é com uma imensa alegria que venho compartilhar com vocês esse trabalho que fui cultivando durante esses anos.
      .
      O livro está prontinho e só esperando para entrar em produção, mas para tornar esse sonho em realidade e poder compartilhar essa minha aventura com vocês, eu precisarei da sua ajuda, apoiando e compartilhando essa campanha no Catarse com amigos e familiares.
      .
      Clicando no link você saberá mais sobre o livro e as recompensas que acompanham esta campanha. Acesse e entenda melhor como funciona, é hiper simples! O site é melhor vizualizado pelo computador.
      .
      Eu realmente espero que juntos possamos fazer esse sonho se realizar!
      Link com informa√ß√Ķes completas sobre olivro e a campanha:¬†
      https://www.catarse.me/peloscantosdaeuropa

       
       






       





       
    • Por Lucas Marcatti
      CICLO-AVENTUREIROS E CICLO-AVENTUREIRAS! EST√Ā NO AR!!
      .
      E lá se foram 3 longos anos desde que retornei de Atenas após minha soberana aventura pelos cantos de um velho e mitológico continente, onde passei por 14 países da Europa percorrendo mais de 10MIL KM de bicicleta, provavelmente foi o ano mais incrível e inesperado da minha vida até agora.
      .
      E depois de muito trabalho, o livro está terminado, sim, eu tenho um livro!! Eu mesmo o fiz, nem acredito, escrevi 444 páginas de um livro! E é com uma imensa alegria que venho compartilhar com vocês esse trabalho que fui cultivando durante esses anos.
      .
      O livro está prontinho e só esperando para entrar em produção, mas para tornar esse sonho em realidade e poder compartilhar essa minha aventura com vocês, eu precisarei da sua ajuda, apoiando e compartilhando essa campanha no Catarse com amigos e familiares.
      .
      Clicando no link você saberá mais sobre o livro e as recompensas que acompanham esta campanha. Acesse e entenda melhor como funciona, é hiper simples! O site é melhor vizualizado pelo computador.
      .
      Eu realmente espero que juntos possamos fazer esse sonho se realizar!
      .
      De cora√ß√£o¬†‚̧ԳŹ ¬† https://www.catarse.me/peloscantosdaeuropa ¬† ‚̧ԳŹ




















    • Por panda
      Meu primeiro mochilão pela Europa foi no longínquo ano de 2004 (mesma época em que entrei aqui no fórum).
      Acredito que a frase acima já lhe permita imaginar como minha viagem foi bastante diferente, levando em conta o quanto o mundo evoluiu em 15 anos.
      Sem mais delongas, vou citar abaixo 10 itens/coisas que levei em meu primeiro mochil√£o e que hoje poderia dispensar.
      As imagens s√£o meramente ilustrativas.
       
      1. C√Ęmera Fotogr√°fica
       

      Eu sei exatamente o que voc√™ est√° pensando: em 2004 c√Ęmeras digitais j√° eram (quase) populares.
      Sim, j√° eram. Inclusive levei uma delas comigo (daquelas fininhas point and shoot).
      O problema √© que minha¬†c√Ęmera digital¬†usava pilhas palitos que se desgastavam rapidamente.
      Al√©m disso, meu irm√£o tinha uma c√Ęmera anal√≥gica¬†semiprofissional da Canon e eu a levei acreditando¬†que as fotos ficariam muito melhores do que na outra.
      A Canon era pesada, com uma lente grande...e n√£o era f√°cil de guardar em uma mochila.
       
      2. Carregador de pilhas

      Mais barato do que comprar pilhas todos os dias para a minha c√Ęmera, eu comprei um carregador com 4 pilhas recarreg√°veis.
       
      3. MP3 Player

      Nada como ouvir uma boa m√ļsica enquanto voc√™ espera o trem chegar...ou antes de dormir, depois de andar quase uma maratona para conhecer o maior n√ļmero de pontos tur√≠sticos na cidade que se visita.
      Aliás, cabe salientar que meu mp3 player também usava pilhas palito.
       
      4. Despertador/relógio

      Levei dois relógios de pulso (um com o fuso do Brasil e o outro com o fuso local), mas descobri alguns dias antes da viagem que ambos tinham o som do alarme muito baixo (e eu o sono muito pesado).
      Diante deste problema, corri para uma loja de 1,99 e comprei um despertador (só pra garantir...sabe como é...).
       
      5. Lanterna

      Quando você dorme em um quarto com 8 ou 10 pessoas que você não conhece, é sempre bom ter uma lanterna pra encontrar o caminho do banheiro ou algum item perdido na sua mochila bagunçada.
       
      6. Dicion√°rio

      Como já tinha certo conhecimento da língua inglesa, levei comigo um dicionário português/francês, pois passaria por 3 países francófonos.
       
      7. Di√°rio de viagem

      Para guardar boas lembran√ßas, al√©m de registrar¬†informa√ß√Ķes importantes (que depois compartilhei aqui no f√≥rum), levei um caderno ou di√°rio de viagem. Tenho ele guardado at√© hoje.
       
      8. Guia de viagem / mapas em papel /outros tantos papéis

      Levei um livro/guia de Amsterdã que emprestei de um amigo, além de várias páginas impressas com dicas que encontrei na rede (como ir da estação de trem/aeroporto até o hostel, principais pontos turísticos, onde comer gastando pouco, etc).
      Lembrando que o mochileiros.com tinha apenas 2 anos na √©poca e¬†a internet ainda n√£o dipunha de tantas informa√ß√Ķes compartilhadas entre viajantes.
      Além disso, me utilizei de vários mapas em papel que ganhei ou comprei pelo caminho.
      Sem falar, √© claro, nos tickets de trem/√īnibus/avi√£o que eu precisava guardar em minha mochila.
      Enfim...muitos papéis.
       
      9. Roupas em excesso / Peso em excesso

      Ainda que o mochilão tenha ocorrido no inverno, calculo que levei quase o dobro de roupas que eu efetivamente usei. Lavei algumas peças nos hostels e outras nem cheguei a usar.
      Isso impactou principalmente no peso de minha mochila (e em dores nas costas).
       
      10. Kit de costura

      Pensei muito se incluía ou não este item na lista, pois ele efetivamente salvou a minha vida (metaforicamente, é claro).
      Em razão do citado excesso de peso em minha mochila, somado ao fato desta não ser de uma qualidade muito boa, sofri um acidente quando aguardava meu trem na estação de Bonn, na Alemanha.
      Minha mochila simplesmente rasgou o fundo, despejando minhas coisas diante de uma plateia de alemães incrédulos com a cena.
      Embora inicialmente desesperado, vi o kit de costura no ch√£o e o usei para costurar minha mochila.
      Entretanto, n√£o foi t√£o f√°cil assim.
      As linhas do meu kit eram de m√° qualidade e¬†quebravam quando eu tentava¬†costurar um material t√£o duro quanto a mochila. Diante de tal infort√ļnio, n√£o tive d√ļvidas: costurei com algo muito mais resistente, fio dental.
      A mochila ficou feia, mas aguentou o resto da viagem sem problemas.
      Pensando melhor...talvez seja bom manter o kit de costuras...
       
      Enfim, esta é a minha lista.
      √Č f√°cil perceber que o smartphone substituiu a maioria destes itens que citei, dentre outros que acabei n√£o citando aqui (talvez em uma parte 2).
      E você? O que não levaria no seu próximo mochilão?
       


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