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Estou cogitando fazer uma road trip pelo Brasil (de carro, talvez 4x4), por enquanto estou bem no inicio, ideia surgiu a poucos dias e comecei montar algumas coisas, qualquer ajuda, dica etc e bem vinda (ficar mais/menos dias, preço de hostel, hotel, camping, principais passeios e preços, praias, o que não/fazer em determinada cidade, etc..) (se alguém que fez algo parecido puder me mandar valores, roteiros, passeios dicas etc aceito tb)

Roteiro que pensei 21 dias 

    1º Dia 7h00
    São Paulo(SP) -> Búzios(RJ)  (já conheço o RJ de cabo frio para baixo)
    11h de viagem - 700km

    2º Dia 
    Passeio por Búzios

    3º Dia (compensa ficar 2 dias por la ou um so e suficiente para conhecer o que dizer ser um dos lugares mais lindos do brasil?)
    Passeio por Búzios

    4º Dia 6h00
    Búzios(RJ) -> Vitória(ES)
    8h de viagem - 500km
    Passeio a tarde/noite por Vitoria

    5º Dia (um dia para conhecer o principal da cidade e suficiente?)
    Passeio por Vitória

    6º Dia 7h00
    Vitória(ES) -> Porto Seguro(BA)
    10h de viagem - 650km
    Passeio a noite por Porto Seguro/Trancoso(BA)

    7º Dia
    Passeio por Porto Seguro/Trancoso(BA)

    8º Dia   
    Passeio por Porto Seguro/Trancoso(BA)

    9º Dia 7:00
    Porto Seguro(BA) -> Salvador(BA)
    10h de viagem - 600km

    10º Dia
    Passeio por Salvador e arredores

    11º Dia
    Passeio por Salvador e arredores

    12º Dia (compensa ficar 3 dias por la ?)
    Passeio por Salvador e arredores

    13º Dia 7:00
    Salvador(BA) -> Chapada Diamantina(BA)
    6h de viagem - 450km
    Passeio durante a tarde Chapada Diamantina

    14º Dia
    Passeio Chapada Diamantina

    15º Dia (sei q a chapada e gigante e 10 dias nao sao suficientes para conhecer tudo, mas sera q em 2 dias dou conta de laguns lugares principais ou seria melhor pensar em mais dias ?)
    Passeio Chapada Diamantina

    16º Dia 6:00
    Chapada Diamantina(BA) -> Montes Claros(MG)
    13h de viagem -> 900km

    17º Dia
    Passeio Montes Claros

    18º Dia 7:00
    Montes Claros(MG) -> Ouro Preto(MG)
    7h de viagem - 550km

    19º Dia
    Passeio por Ouro Preto

    20º Dia 7:00
    Ouro Preto(MG) -> Belo Horizonte(MG)
    2h de viagem - 100km
    Passeio por Belo Horizonte

    21º Dia 7:00
    Belo Horizonte(MG) -> São Paulo (SP)
    8h de viagem - 600km 

 

Qualquer ajuda e bem vinda galera, vou dar uma procurada pelos tópicos aqui também, se soubrem de algum me mandem o link pf

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 Sou dessa região e posso te dizer que Búzios só é praia,se te interessa fique 2 dias,senão há muito transporte para conhecer o entorno.

Buzios não tem rodoviária, se planeja isso de ônibus,terá que pegar um ônibus comum a Cabo Frio e de lá a Campos,não tem direto ao ES.

ES não tem nada diferente de bandidos e crentes.

Porto Seguro a Trancoso mesmo problema, ônibus acabam as 18h,Trancoso é muito caro e também só tem praia.

Não conheço Montes Claros,porém não está um pouco fora do caminho? 

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Já estive na região de Porto Seguro três vezes. Nas duas primeiras, fiquei hospedada em Porto mesmo: os preços no centro de Porto são mais acessíveis em todos os sentidos. Vale muito a pena conhecer Arraial d'Ajuda atravessando de balsa (é barato por pessoa) mas não posso dizer o mesmo de Trancoso. O acesso é bem mais difícil, preços elevadíssimos e a beleza das praias você encontra em Arraial. Aliás, não deixe de conhecer Pitinga! 

Eu curti sua ideia de conhecer o Brasil assim mas eu tiraria alguns destinos como Vitória e investiria mais em Minas , por exemplo!

  • Gostei! 1

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@D FABIANO pretendo fazer tudo de carro, talvez até 4x4. Obrigado pelas dicas. Estou pensando em voltar por minas pq preciso ir pro centro de SP, como já estarei “no meio” qnd for para chapada, pensei em descer “pelo meio” e passar em algumas cidades de MG

@Izabella Nunes vc lembra me dizer alguns valores de hospedagem ? Obrigado pelas dicas, ainda não olhei muito então pode ser uma boa fazer essa troca de Trancoso por Arraial. Minas eu conheço algumas coisas já principalmente o sul, mas tb aceito dicas hahahah 

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@Matheus Giampaoli Se vai para o interior e de carro,tudo bem.

Minhas dicas ficam até Salvador, esquece ES e passe mais tempo em BH e seu entorno,se gosta de história. 

Agora o problema é outro, estacionamento nessas cidades grandes.

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Eu retiraria Montes Claros - MG da rota, é uma cidade bem limitada de passeios, tem opções melhores como Diamantina/Milho Verde ou Grão Mogol nessa região, varias cachoeiras e paisagens históricas e com muitas boas opções para as noites, acho que essas tem mais a te oferecer, eu colocaria Diamantina/Milho Verde no itinerário.

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      Travessia do Parque Nacional do Itatiaia - junho/2019
      Foram aproximadamente 70 km m 5 dias de caminhada passando pelos seguintes pontos:
      Dia 1- Travessia Rui Braga subindo - Maromba (parte baixa PNI) – Abrigo Massena
      Dia 2- Travessia Couto Prateleiras – camping Rebouças
      Dia 3 – Agulhas Negras – Pedra do Altar – Camping Rebouças
      Dia 4 – Travessia Rancho Caído – Cachoeira do Aiuruoca – Ovos da Galinha – Pedra do Sino de Itatiaia – Rancho Caído
      Dia 5 – descida do Rancho caído até a cachoeira do escorrega do Maromba

      Nossa aventura começa na rodoviária Tiete com destino a Itatiaia. Saímos as 11h45 e por volta das 16h chegamos em Itatiaia. No caminho vim observando os contornos da serra do Itaguaré, Serra Fina e já imaginando a próxima aventura. Na rodoviária nosso anfitrião já nos esperava, passamos pela portaria do parque para o check in e pagamento de ingresso, porem já tinham fechado e falaram para que fizessemos todo o pagamento e check in no posto do Marcão. Fomos nos hospedar no quarto Gaia já dentro do PNI da parte baixa, uma casa dos anos 40 que hoje os moradores alugam os quartos para hospedagem. Um lugar muito aconchegante e bacana em total contraste com os próximos dias de trilha, uma noite bem dormida e corpo descansado. Inclusive a trilha começa ali mesmo, começamos as 7h30 e pegamos já um caminho por entre a mata passando pelas ruinas de uma imponente casa de outrora, seguindo pela rua de terra até o posto do Maromba onde chegamos as 8h e haviam nos informado que ali teria um guarda para checar a autorização da travessia Rui Braga. O homem não estava lá. Tinha um pessoal de colete amarelo do ICMBIO que estavam roçando a trilha e nos disseram para seguir adiante.

      Quarto Gaia

      Posto Maromba

      Começo da Ruy Braga

       
      E assim fomos, por uma trilha bem aberta no começo e recém roçada, em pouco tempo a trilha foi estreitando, mas ainda assim muito limpa, chamou a atenção alguns “guard rails” de concreto que encontramos no caminho, ali passou uma estrada antigamente, muito provavelmente para descer madeira que viraria carvão para os trens do Barão de Visconde de Mauá. Era um sigue zague de pouco aclive e fomos contornando as curvas de nível por entre a mata e passando por diversos riachos nas veredas que desciam. Ao meio dia em ponto chegamos no abrigo Macieiras, vários pinheiros europeus e araucárias o circundavam, uma casa de madeira bem antiga porem mal conservada, ainda assim se mantinha em pé, dava para imaginar que lugarzinho bucólico foi antigamente, com montanhistas e aventureiros se hospedando na casa. Ali fizemos nosso lanche do almoço e um breve descanso. As 12h45 seguimos adiante e logo mais alcançamos os campos de altitude e a primeira visão do Pico das Agulhas Negras e da serra das Prateleiras e para o outro lado do vale do Paraíba e da cidade de Resende.

      Abrigo Macieiras

       
      Mais um pouco de caminhada chegamos no Abrigo Massena as 14h45. Uma subida muito leve e tranquila. Imaginava que fosse mais pesada. O abrigo é imponente todo feito de pedra e muito deteriorado, sobrando somente as paredes de pedra maciça e uma parte do telhado do que deveria ser a sala principal do chalé, pois ali havia uma grande lareira em perfeitas condições. Tratamos de montar a barraca em frente e explorar a casa. Logo atrás subimos uma trilha até uma outra casa também abandonada no topo do morro que parecia ter tido uma antena pois havia uma base de ferro cortada e muito entulho de ferro em um buraco por ali. Atrás dela tinha uma linda vista do vale, da represa, da Serra do Mar e da Serra FIna. Eu havia lido em um relato aqui no mochileiros.com que tinha ainda uma terceira ruina em um morro aqui perto e por ali também seria a fonte de água próxima do Massena. Seguimos a trilha adiante e uns minutos depois achamos um fio de água que cruzava a trilha. Fomos em busca das ruinas seguindo a trilha mas não encontramos, quando resolvemos voltar vejo a ruina logo acima de um morro com uma araucária solitária visto de quem desce a Rui Braga. E para lá seguimos. Toda de pedra e tijolo maciço sem o telhado e todas as paredes em pé, havia ainda uma pia e parte do fogão a lenha. Estava aos pés das Prateleiras.

      Massena


      outras ruina com as prateleiras ao fundo

      Serra Fina
      Depois da exploração retornamos ao acampamento. Preparamos nossas coisas para jantar e com alguns galhos fizemos uma pequena fogueira na lareira. A fome apertava e fizemos a nossa janta. Com a noite veio o frio e as estrelas que brilhavam além de uma lua cheia intensa no céu. Tinha algumas nuvens, mas nada que incomodasse. Deitamos cedo.
      No dia seguinte acordamos as 5h a barraca estava coberta por uma fina camada de gelo, na hora de desmontar chegou a doer as mãos de frio para enrolar a lona. Café tomado e mochila pronta saímos as 6h30  subindo ainda mais um pouco até alcançar o vale do Rio Campo Belo tendo sempre as Agulhas Negras nos acompanhando, essa na realidade foi uma constante, pois a imponência deste Pico era vista de todo o parque em todas as trilhas que fizemos.  Nessa altura do vale nos encontramos com talvez a continuação da estrada, isso se elas se encontrassem no passado, ali havia até alguns trechos com asfalto e diziam ser a BR mais alta do Brasil mandada construir por Getulio Vargas. Passamos pela placa que marcava o inicio/fim da Rui Braga (seriam 21km entre este ponto e o posto do Maromba) e o acesso a base das Prateleiras, logo adiante a cachoeira das Flores e enfim o camping Rebouças onde chegamos as 9h, aproveitamos e já escolhemos um bom lugar para montar nossa barraca e deixar nossas coisas. Fomos conhecer o abrigo e os arredores do camping.



       

      Abrigo Rebouças

      camping Rebouças
      E logo partimos em direção ao posto do Marcão, passamos pela nascente do Rio Campo Belo. Ali na entrada fizemos os procedimentos de check in, o pessoal do PNI falou que havia abaixado de zero a noite anterior, e também pediu para guardarmos bem a comida pois havia um Logo Guará que estava rondando o camping durante a noite. Feito o pagamento de ingresso, fomos comunicar as trilhas que iriamos fazer, já passava das 11h e o pessoal do ICMBIO não autorizou fazermos a travessia do Couto-Prateleiras, somente o Morro do Couto, ficamos um pouco decepcionados. Ainda pela posto do Marcão tentamos fazer umas ligações para avisar a família que pela aquela área era a única que pegava celular. Falamos com a família para dizer que tudo estava bem e que ainda teríamos 3 dias sem celular pela frente. Lá pelo meio dia começamos nossa subida ao Morro do Couto, levamos mais ou menos 1h, chegando lá fizemos nosso lanche com a companhia dos tico tico sempre rodeando por uma migalha de pão. Ali decidimos seguir para as Prateleiras, mesmo sem autorização. Fizemos a travessia em 1h30min passando pelo Mirante, toca do índio, até a base do Prateleiras a 2450m, curtimos o visual por ali, apesar da neblina que vinha e ia. Depois uma esticada até a pedra da maça e da tartaruga próximo a pedra assentada. Depois retornamos e descemos a trilha para o camping Rebouças. Essa mesma trilha que tínhamos cruzado hoje cedo pela manhã. Passamos novamente pela cachoeira das Flores, mas agora descemos até ao poço e o Bernard arriscou um mergulho. Tava muito friiiio!! Eu me contentei com um banho de gato na quedinha de água.



      Morro do Couto

      Toca do Indio

      Base das Prateleiras


      Pedra Assentada e da Maça

      Cachoeira das Flores
       

       
      De volta ao acampamento nos preparamos para o jantar e de nos aquecer com algumas camadas de roupa. Fomos ate  o quiosque e começamos a fritar o bacon e preparar um delicioso arroz com curry, cogumelos, tomate seco e claro BACON. Junto no quiosque conhecemos três caras muito bacanas de Passa Quatro – MG o Igor, Natanael e a esposa dele. Eles trabalhavam como guia de montanha no Itatiaia, Itaguaré e Serra Fina. Estavam fazendo um verdadeiro banquete, e junto bebemos uma pinga com mel para esquentar. O papo tava bom e ficamos um bom tempo contando os causos de montanha. Depois fui dormir, pois o dia seguinte estava reservado para o Agulhas Negras. A noite foi fria beirando os zero grau. De manha cedo acordamos e tomamos nosso café tínhamos combinado com o Guia Willian Gammino as 8h, ele iria nos levar para o Pico das Agulhas Negras já que não tínhamos equipamento e não conhecíamos a via. Logo que ele chegou partimos rumo ao 5° maior pico do Brasil. Uma trilha leve e bem bonita, passamos pela famosa ponte pênsil, logo depois a trilha bifurcava sendo a esquerda o caminho para a Travessia do Rancho caído que passava pela Pedra do Altar e Asa de Hermes, a direita seguia nosso caminho, logo em seguida um riacho para abastecer nossos cantis e mais adiante já começava a subida. Primeiro uma rampa de laje inclinado onde ia seguindo pelas “agulhas” canaletas de água, passamos por um degrau grande onde os guias colocavam uma corda para subir, outra rampa íngreme e depois passamos por uma fenda de uns 3 metros de largura com muitas pedras caídas e fomos escalaminhando até uma pequena gruta e subimos no topo desta. Ali os guias armaram uma corda guia para ir subindo, apesar de bem fácil havia uma certa exposição.


      Prateleiras visto das Agulhas

      Primeiro ponto de corda




      E logo acima já estávamos no topo das Agulhas Negras, uma visão de 360° de toda a região sendo possível avistar o vale do Paraiba, as cidades lá embaixo, a serra do mar, as Prateleiras, Pedra do Sino a nascente do Airuoca, vale dos Dinossauros, Rancho Caido, Serra Negra... porem ali ainda não era o ponto culminante, para chegar lá tinha que descer um rapel de uns 8 metros numa fenda se apoiar numa pedra e escalar outro monólito de pedra até o cume do Itatiaçu com seus 2791,50m de altitude, ali estava o livro cume. Levamos menos de 3h no total para subir. No topo fizemos nosso lanche, como era sábado tinha muita gente, nós fomos uns dos primeiros a subir, isso é uma vantagem muito grande, pois quando começamos a descer de volta havia uma fila enorme esperando para subir, nosso guia foi bem esperto e bacana e montou um rapel para desviarmos a galera e ir descendo ate a fenda que formava o corredor de acesso. Depois só descida livre chegamos no córrego devia ser umas 13h30min, como tínhamos a tarde toda, resolvemos ir até a pedra do Altar que estava ali a uns 30 min, um visual e tanto lá de cima e sua posição estratégica era possível avistar longe, inclusive o caminho do Rancho Caido que iriamos fazer no dia seguinte, e a Pedra do Sino de Itatiaia. Ficamos pensando se não teria como fazer a travessia pela crista, demos uma olhada, aparentemente sim daria para fazer, mas isso vai ficar para uma próxima tentativa.


      Subida do Itatiaçu

      Cume das Agulhas Negras






       
      Retornamos para o acampamento e o mesmo já estava lotado, bem diferente da noite anterior. Naquele momento vimos um resgate vindo das prateleiras, uma menina parece que havia quebrado o pé e estava sendo descida de maca da montanha. Nesse dia o banho foi de chuveiro do camping, mas pensa numa água fria, meu Deus!!! Foi aquele banho de gato, só para tirar o grosso mesmo. E em seguida vesti todas as roupas que tinha. O frio pegou neste dia.
      Nos reunimos novamente com os amigos de Passa Quatro, tudo que ofereciam e não oferecesse o Bernard aceitava, virou o tico-tico só rodeando e beliscando um pouco de cada um. Tomamos uma pinga com mel e neste dia saiu uma macarronada a carbonara. Neste dia não nos demoramos muito pois estávamos cansados e o dia seguinte prometia muita caminhada. Já na barraca fomos dormir, estava muito frio.
      Lá pela meia noite tive que ir regar uma moita, quando sai da barraca quase congelei, a lua brilhava no alto. Enquanto estava ali na moita escutei um barulho de panela em uma barraca próxima, percebi que não havia ninguém e vi um rastro de lixo espalhado, pensei, será que o tal do Lobo? Não deu outra vi um vulto saindo dos vassourões e mexendo de novo na tralha de cozinha, dei a volta para tentar interceptar o “gatuno” ou seria o canino? Não o vi, fui pelo outro lado e me abaixei e assim vi  na contra luz da lua umas pernas indo e vindo, derrepente ele parou a uns 3m do outro lado da moita de vassouras, pensei se eu estiver abaixado e o bixo vir e der um bote, então levantei e dei de cara com o Lobo Guara, ficamos nos encarando, ele era enorme quase do meu tamanho, umas orelhas grandes, arredondas e apontadas para cima, permanecemos uns minutos assim até que ele rosnou para mim, ai pensei: “pode crê mano, vou te deixar em paz...” kkkkkkkk e voltei para minha barraca para dormir. Passado mais uns 30 minutos o Lobo começa a uivar, na realidade parecia um latido engasgado e lá de longe se ouvia outro responder, nisso acordou o acampamento inteiro, levantei novamente e o cara da barraca do lado havia sido “assaltado” e ficou preocupado, começou a conversar, fez fogo, ficou fazendo barulho... e eu voltei ao meu leito. Havia um casal com 2 crianças pequenas e os meninos começaram a chorar, pensa num choro. E assim foi nosso restante de noite.... uivos, choros, conversas...

       
      Acordamos cedo com todo o acampamento, havia uma fina camada de gelo nas barracas, tinha feito 1 grau negativo. Desmontamos a barraca com dificuldade pois ela estava congelada e gelava os dedos da mão. Logo depois fizemos uns pães de queijo de frigideira, um café nos arrumamos e as 8h com certo atraso do previsto começamos nossa trilha, na mesma direção das agulhas depois viramos a esquerda no rumo da  Pedra do Altar e depois mantivemos a esquerda para o Aiuruoca.
      Ainda pegamos gelo na trilha e lá pelas 9h30 passamos num pequeno riacho e as 10h30 chegamos na cachoeira do Aiuruoca, tiramos umas fotos e já saímos 11h15 já estávamos nos Ovos de Galinha uma formação rochosa muito curiosa e interessante, exploramos o complexo de pedra, tiramos umas fotos e deixamos nossas cargueiras por ali e partimos rumo a Pedra do Sino de Itatiaia. Fomos subindo suas rampas de pedra seguindo os vários totens pelo caminho em menos de 1h alcançamos o topo. Tiramos as fotos de praxe, fizemos um lanche e já iniciamos nossa descida até a base para resgatar nossas mochilas e seguir rumo ao Rancho caído.

      Airuoca

      Ovos da Galinha

      Pedra do Sino de Itatiaia
       
      Logo subimos uma crista e no topo estava todo queimado, percebi que era um acero, fogo controlado, pois dava para ver que se estendia por toda a crista com uma largura de uns 20m e as laterais estavam roçadas. Logo abaixo estava o vale dos dinossauros, o pico do Maromba a frente as Agulhas a nossa direita. Fizemos uma curva em direção a Serra Negra e fomos descendo e contornando o grande vale abaixo, pois parecia um grande banhado. Passamos por uns charcos e encontramos um formoção rochosa muito curiosa que emoldurava o Pico das Agulhas Negras e parecia uma miniatura dela. Mais uma pequena subida e uma descida por entre bambus e uma matinha nebular, havia uma trilha bem erodida pela agua. Logo abaixo a nascente do Rio Preto, e logo ali o Rancho Caido, pensamos em pegar agua, mas ouvimos mais adiante mais barulho de água e decidimos ir até o acampamento. Lá procuramos por um bom lugar para acampar. Era 15h30 achei que estávamos bem adiantados do previsto. Barraca montada, saímos atrás do barulho de água e encontramos uma pequena gruta onde o riacho passava por baixo. Cantil cheio, decidimos explorar o local e ir um pouco adiante na trilha.



       
      O Rancho caído esta num pequeno morro numa área de mata com algumas araucárias perdidas naquela área. Logo acima do morro havia algumas grandes pedras e fomos até lá. Quando voltamos para a barraca, fizemos uma pequena fogueira, preparamos nossa janta. Logo depois o Bernard foi dormir, fiquei ainda um tempo por ali curtindo o fogo e a lua cheia. Logo fui dormir. Acordamos as 5h e 6h30 com café tomado e acampamento desmontado iniciamos nossa trilha, ainda caminhamos por uma mata na lateral abaixo da crista do Maromba e Marombinha até a crista conhecida como mata cavalo e de lá vimos o vale abaixo do Rio Preto e a Serra Negra.

      Começamos a descer, depois já alcançamos uma mata nebular e por fim uma mata mais densa com grandes árvores, passamos algumas vezes por um rio até que a trilha foi alargando como uma estrada e achamos uma casa. Mais uns minutos pela estrada chegamos na cachoeira do escorrega do maromba as 10h e ali terminava nossa travessia oficial.



       

      O ônibus saia as 11h da Vila da Maromba, perguntamos aos hippies que estavam ali vendendo seu artesanato e disseram que tinha mais 30min de caminhada até a vila. Não pensei duas vezes e resolvi tomar uma banho de cachoeira antes de continuar. Pensa num banho delicioso, agua gelada, mas foi ótimos para relaxar e se lavar bem antes de enfrentar o ônibus para são Paulo e Posteriormente para Itajai, ainda mais depois de 5 dias de banhos de gato. Enfim aqui termina nossa jornada. Foram 5 dias incríveis que superaram minhas expectativas em relação ao Itatiaia. Tive uma parceria muito bacana do Bernard, altos papos durante a trilha e um ótimo companheiro. Escalamos várias montanhas, sendo que algumas delas estão entre as 10 maiores do Brasil. Pegamos muito frio a noite e calor de dia, muito sol. Encontro com Lobo e conhecemos pessoas bacanas no caminho. Agora já estou planejando voltar e fazer os picos secundários e curtir um pouco mais deste lugar.


    • Por Anderson Paz
      * Passeios próximos ao município de Iraquara: Pratinha + Gruta Azul e Lapa Doce
      * Passeios próximos a Lençóis: Mucugezinho + Poço do Diabo, Morro do Pai Inácio e Cachoeira do Mosquito
      * Passeios próximos ao Vale do Capão: Águas Claras, Riachinho, Angélica + Purificação, Cachoeira da Fumaça por cima e povoado de Conceição dos Gatos
       
      - Este é um breve relato de uma viagem de carro de 10 dias inteiros na Chapada Diamantina ou 12 dias, considerando os dias de ida, partindo de Brasília, e o de volta. No final, há dicas de restaurantes, os nossos gastos e os informações referentes aos locais onde nos hospedamos.
      - Chegamos em um período ainda de seca, com algumas chuvas fracas à noite e com várias atrações com baixo volume de água ou secas. Tivemos sorte no nosso oitavo dia na Chapada e pegamos uma chuva generosa. Com isso, no dia seguinte, pudemos ver a Cachoeira da Fumaça com água (antes estava completamente seca).
      - As informações no relato referentes ao tempo gasto nas caminhadas são baseadas em um ritmo tranquilo, nem rápido e nem devagar, e dizem respeito apenas ao trajeto de ida.
      - O nível de dificuldade que atribuímos às caminhadas vai de “muito fácil” a “muito difícil”. Essa escala é arbitrária e pode ser que não sirva para pessoas completamente sedentárias ou com problemas físicos.
       
      Itinerário resumido
      Dia 1 - Brasília-Seabra
      Dia 2 - Seabra - Pratinha + Gruta Azul - Lapa Doce - Lençóis
      Dia 3 - Mucugezinho + Poço do Diabo - Morro do Pai Inácio - Cachoeira do Mosquito
      Dia 4 - Vale do Pati: Travessia Guiné - Igrejinha
      Dia 5 - Vale do Pati: Morro do Castelo
      Dia 6 - Vale do Pati: Poço das Árvores e Cachoeira dos Funis
      Dia 7 - Vale do Pati: Cachoeirão
      Dia 8 - Vale do Pati: Travessia Igrejinha - Bomba/Vale do Capão
      Dia 9 - Águas Claras - Riachinho
      Dia 10 - Cachoeira da Fumaça por cima
      Dia 11 - Angélica + Purificação - Conceição dos Gatos
      Dia 12 - Vale do Capão - Brasília
       
      1º DIA: BRASÍLIA – SEABRA
       
      Fomos pela BR-020, passando por Formosa e Posse e depois pegamos a BR-242 em Luís Eduardo Magalhães (BA). Tínhamos também como opção ir por Correntina e Santa Maria da Vitória via BR-349, porém fomos avisados que, apesar da menor distância, a estrada era mais tortuosa e estava em piores condições.
      Dormir em Seabra é uma boa opção para quem pretende conhecer Pratinha, Lapa Doce e Torrinha.
       
      - Distância e duração: 1060 km / 12h-12h30
       
      * Dica de economia: o combustível fica muito mais barato a partir de Luís Eduardo Magalhães; diferença de R$0,20 no preço do litro.
       
      2º DIA: PRATINHA + GRUTA AZUL – LAPA DOCE – LENÇÓIS
       
      Para chegar à Pratinha saindo de Seabra, pegamos a BR-242 e depois viramos à esquerda onde havia uma placa sinalizando o município de Iraquara. Depois há sinalização da Pratinha, que fica à direita e da Torrinha à esquerda da rodovia. Mais adiante a 2,5 km na mesma rodovia, fica a entrada para a Lapa Doce. Depois de conhecermos as atrações, seguimos com destino a Lençóis.
       
      Pratinha + Gruta Azul: as duas atrações ficam próximas e taxa de visitação paga na Pratinha dá direito a conhecer a Gruta Azul. A Pratinha tem água azul, ótima para banho, e no local há uma gruta onde se pode fazer flutuação interna com snorkel e pé de pato por R$20. Não fizemos, mas falam que a experiência é bem bacana.
      No período em que fomos o melhor horário para ver a Gruta Azul era entre 14h30 e 15h, quando o sol adentra na gruta.
       
      - Entrada: R$20.
      - Tempo e dificuldade do passeio: O carro fica estacionado próximo às duas atrações e não há dificuldade nos passeios.
      - Rota e distâncias aproximadas: Seabra a Pratinha: Seabra – entrada para Iraquara (21 km) – acesso a Pratinha na rodovia (12,5 km) – estrada de chão até a Pratinha (7 km) / total: 40,5 km
       


       
      Gruta da Lapa Doce: gruta que faz parte de um complexo de cavernas com mais de 17 km mapeados, o 3º maior do Brasil. A parte de visitação tem um percurso de aproximadamente 1 km, onde é possível ver diferentes formações geológicas em salões bem altos e amplos.
       
      - Entrada (incluindo o guia que fica na entrada da atração): R$25/pessoa para grupo de até 3 pessoas; R$20/pessoa para grupos maiores.
      - Tempo e dificuldade do passeio: 1h10 – 1h30 >>> muito fácil
      - Rota e distâncias aproximadas: Pratinha a Lapa Doce: acesso a Pratinha na rodovia – acesso a Lapa Doce na rodovia (2,5 km) – estrada de chão até a Lapa Doce (2 km)
       


       
      LENÇÓIS: cidade muito agradável, com alguns prédios históricos e um clima gostoso de cidade pequena do interior, mesmo recebendo turistas do mundo todo. A cidade tem boas opções de restaurantes e várias opções de hospedagens. As vias são estreitas e de difícil trânsito de automóveis. Deixe o carro estacionado e aproveite ao máximo à pé para evitar dor de cabeça.
       
      - Rota e distâncias aproximadas: Lapa Doce a Lençóis: 67 km
       
      3º DIA: MUCUGEZINHO + POÇO DO DIABO – MORRO DO PAI INÁCIO – CACHOEIRA DO MOSQUITO
       
      Mucugezinho + Poço do Diabo: acesso por um restaurante à beira da BR-242. Ambos ficam no mesmo rio e a trilha é bem marcada, sem risco de alguém se perder nela.
       
      - Entrada: gratuita
      - Tempo total e dificuldade do passeio: 20-15 min >>> muito fácil
      - Rota e distâncias aproximadas: Lençóis (saída da cidade) – Mucugezinho: 19,2 km
       

       
      Morro do Pai Inácio: possui uma subida um pouco inclinada, porém é bem curta e sem grandes obstáculos. Vale muito a pena pela vista maravilhosa!
       
      - Entrada: R$5
      - Tempo total e dificuldade do passeio: 15-20 min >>> fácil
      - Rota e distâncias aproximadas: Mucugezinho – acesso ao Morro do Pai Inácio (7,8 km) – estrada de chão até a base do morro (2 km) / Lençóis – Morro do Pai Inácio: 29 km
       

       
      Cachoeira do Mosquito: cachoeira muito bonita, porém a estrada para chegar lá não estava em boas condições e pode ainda ser pior na época da chuva.
      No retorno da cachoeira, não conseguimos subir um trecho inclinado da estrada com terra mais solta em um Peugeot 207. Depois nos informaram que esse problema é bem comum para quem vai em carro sem tração 4x4. Por sorte, na hora estavam passando 3 pessoas de bicicleta, que ajudaram a empurrar o carro e tirá-lo daquele trecho complicado.
       
      - Entrada: R$10. Compramos na entrada da propriedade onde fica a cachoeira, porém também é possível comprar a entrada na cidade de Lençóis. Recomendo fazer isto para evitar uma viagem perdida.
      - Tempo total e dificuldade do passeio: 30-35 min >>> fácil
      - Rota e distâncias aproximadas:
      Para chegar a cachoeira, saindo de Lençóis siga no rumo de Tanquinho, a direita na BR-242. Depois de 8,7 km entre em uma estrada de chão a esquerda, onde há uma construção com pintura da Brasil Gás. Depois de 3,6 km vire na estrada a esquerda. Daí até a entrada da propriedade onde fica a cachoeira são 10,6 km e depois mais 6,8 km até o estacionamento próximo à cachoeira. / Lençóis (saída da cidade) – Cachoeira do Mosquito: 41,2 km.
       

       
      4º a 8º DIA: VALE DO PATI
       
      Há diversas opções de passeios no Vale do Pati com duração entre 3 e 5 dias ou até mais a depender da sua disposição e do programado com o guia. As saídas para os passeios geralmente ocorrem de Guiné, do Vale do Capão ou de Andaraí. Optamos por um passeio de 5 dias com saída de Guiné, 3 dias completos no Vale do Pati e término no Vale do Capão, explorando mais a paisagem perto de Guiné e Vale do Capão.
       
      É recomendável ir ao Vale do Pati com guia, porém encontramos algumas pessoas que estavam fazendo por conta própria. Alguns lugares são bem fáceis de se chegar, porém outros são um pouco complicados e neles é comum que pessoas sem guia se percam.
       
      Dia 1: Lençóis – Guiné – Igrejinha
       
      Saímos de Lençóis rumo a Guiné – total de 80 km, sendo 30 km em estrada de chão em geral em bom estado de conservação.
       
      - Tempo de caminhada: Travessia Guiné – Igrejinha (Ruinha): 3h30 – 4h de caminhada. Dificuldade: difícil, especialmente quando se está com uma mochila com mais de 15 kg nas costas.
       
      Primeiro subimos o morro do lado de Guiné. Esta é a parte mais dificíl da travessia. Depois atravessamos os gerais do Rio Preto, com belas paisagens, e chegamos ao mirante do Vale do Pati.
       


       
      Depois da maravilhosa vista, descemos rumo a Igrejinha (ou Ruinha). O local possui uma boa cozinha comunitária e um mercadinho, onde é possível comprar legumes, temperos, macarrão, fubá de milho, entre várias outras coisas. Deixar para comprar as coisas no mercadinho pode ajudar a reduzir o peso da mochila e facilitar a travessia, porém torna o passeio mais caro.
       

       
      No local, há opção de se pagar por quarto com colchão – R$30 por pessoa – ou de se acampar – R$ 15 por pessoa. Se a sua opção for esta, vc poderá ainda alugar colchão solteiro por R$10 ou de casal por R$20, com forro de cama, cobertor ou lençol e travesseiro inclusos nesses valores.
       
      Dia 2: Igrejinha – Casa da Dona Léia – Morro do Castelo – Casa da Dona Léia
       
      Desmontamos a barraca, tomamos café e saímos com todas as nossas coisas rumo à casa da Dona Léia (40 min de caminhada), que fica bem próxima do acesso ao Morro do Castelo.
       

       
      Lá deixamos as coisas e partimos para subir o Morro do Castelo. Passamos por algumas áreas de mata e depois iniciamos um subida bastante íngreme até o primeiro mirante do Morro do Castelo com vista para a parte do Vale do Pati de onde viemos (1h30-1h40 de caminhada).
       

       
      Depois o caminho rumo ao topo do Morro do Castelo fica um pouco mais plano até se chegar a uma caverna (importante levar lanterna!!!). Depois de atravessarmos a caverna, o que é bem tranquilo se estiver com lanterna, percorremos um trecho mais íngreme com umas partes um pouco complicadas de subir e chegamos ao topo do Morro do Castelo, onde apreciamos uma vista maravilhosa do Vale do Calixto.
       

       
      - Tempo de caminhada: Do primeiro mirante até o topo: 40-50 min. Tempo total de caminhada: 2h10-2h30. Dificuldade de toda a caminhada: difícil
       
      Na volta paramos na casa do seu Miguel (ou Pousada 2 Irmãos) para tomar um caldo de cana colhida na hora. Depois do caldo, fomos a casa da Dona Léia, onde pernoitamos.
       
      Dia 3: Casa da Dona Léia – Poço das Árvores – Casa da Dona Léia – Cachoeira dos Funis - Igrejinha
       
      Depois do café da manhã, fomos ao Poço das Árvores. Um local bem bonito e muito bom para tomar banho.
       
      - Tempo de caminhada: 1h30-1h40. Dificuldade: média.
       

       
      Voltamos à casa da Dona Léia, desmontamos a barraca e saímos. Tínhamos como destino final, a Igrejinha. No caminho passamos por uma série de cachoeiras, incluindo a Cachoeira dos Funis (segunda da série neste sentido). O caminho foi feito pelo leito do rio que estava com baixo volume de água por conta da seca.
       
      - Tempo de caminhada até a Cachoeira dos Funis: 1h20-1h30. Dificuldade: média.
       

       
      Depois da Cachoeira dos Funis, passamos por ainda três ou quatro cachoeiras, uma de tamanho expressivo e as outras pequenas, e depois seguimos rumo a Igrejinha, onde dormiríamos de novo.
       
      - Tempo de caminhada: 40-50 min. Dificuldade: média.
       
      Dia 4: Igrejinha – Cachoeirão – Igrejinha
       
      Neste dia, fomos ao Cachoeirão, local onde na época da chuva chega a se formar mais de 20 cachoeiras. Infelizmente como fomos em período de seca, não havia nenhuma cachoeira e tivemos que nos contentar com o exercício da nossa imaginação. hehehe
      Verdade é que mesmo sem água o Cachoeirão é maravilhoso e a ida até lá vale muito a pena também pela paisagem ao longo do trajeto.
       
      - Tempo de caminhada: 1h40 - 2h. Dificuldade: média.
       


       
      Dia 5: Igrejinha – Vale do Capão (por baixo)
       
      Último dia no Vale do Pati. Saímos cedo para uma longa caminhada (aprox. 20 km) até o Vale do Capão. Há duas opções de caminhos: um mais curto por cima e outro mais longo, porém mais fácil, por baixo. Fomos por este caminho.
      Ao longo dele, passamos pelos belos Gerais do Rio Preto e Gerais do Vieira e tivemos vistas maravilhosas dos morros e paisagens do Vale do Pati.
       


       
      A caminhada terminou em uma localidade conhecida como Bomba, que fica a 8 km do centro do Vale do Capão. Estava morto por conta do peso da mochila! Ainda bem que no local havia pastel de jaca, cerveja gelada e caldo de cana.
       

       
      - Tempo de caminhada: 6h-6h30. Dificuldade: difícil (ou “muito difícil” para quem está com mochila pesada)
       
      Depois de comer, beber e relaxar, pegamos o nosso carro, que já estava no Bomba nos esperando, e fomos procurar campings próximos do centro do Vale do Capão. O carro foi levado de Guiné para o Bomba por intermédio do guia Val (recomendo fortemente o Vale do Pati com ele!), que conhecemos no Vale do Pati e que pretendia finalizar o seu trekking em Guiné, de onde depois teria que ir ao Vale do Pati. Demos sorte demais!
      Se essa opção não tivesse surgido, teríamos que pegar um moto-táxi do Bomba ao centro do Vale do Capão, depois uma condução até Palmeiras e outra até Guiné.
       
      VALE DO CAPÃO: a vila ainda é meio rústica, porém está em processo acelerado de crescimento e eu como turista acho que em pouco tempo pode perder um pouco do charme e da simplicidade que ainda tem. Quando chegamos, fazia menos de uma semana que o sinal de celular da Tim e da Vivo havia chegado na vila. Na vila há algumas boas opções de restaurante, a maior parte com culinária vegetariana (para a nossa felicidade! hehehe).
       
      9º DIA: ÁGUAS CLARAS E RIACHINHO
       
      Águas Claras: Fomos ao lugar com amigos que fizemos logo no nosso primeiro dia no Vale do Capão e que já conheciam o caminho. É bem tranquilo de se chegar e o guia, apesar de sempre recomendável, é dispensável para este passeio. Águas Claras tem bons poços para tomar banho e uma das coisas legais de se ir até lá é a vista que se tem do Morrão de diferentes ângulos.
       
      - Entrada: gratuita
      - Tempo de caminhada: 1h40-2h. Dificuldade: fácil, porém longa
      - Rota e distâncias:
      Saindo do Capão pela estrada de chão que vai a Palmeiras, percorra 2,1 km e entre a direita; siga por mais 2,6 km até uma bifurcação, onde deve entrar à direita; depois de mais 300 m, chegará ao ponto onde estacionará o carro para pegar a trilha atá Águas Claras.
      O caminho até Águas Claras é tranquilo. Siga sempre reto, beirando uma cerca, e não pegue um caminho à direita. A trilha passa rente ao lindo Morrão. Um dos amigos que estavam com a gente falou que já havia subido o Morrão com um guia, mas que o caminho era bem difícil e fácil de se perder, então nem arriscamos.
       



       
      Riachinho: Depois de Águas Claras fomos ao Riachinho, que fica a 5,4 km da saída do Vale do Capão na estrada de chão que vai a Palmeiras. O Riachinho estava completamente seco por conta da falta de chuvas. Em compensação a isso, pudemos descer pelo leito seco do rio e chegar a um local bem legal mais embaixo. Cuidado que essa descida é bem perigosa! Só recomendo ir pelo leito do rio se ele estiver sem água.
       
      - Entrada: gratuita
      - Tempo de caminhada (até a cachoeira do Riachinho): 5-7 min. Dificuldade: muito fácil
       


       
      10º DIA: CACHOEIRA DA FUMAÇA POR CIMA
       
      Demos sorte e na noite anterior choveu bastante no Vale do Capão. Com isso, o rio que que antes estava completamente seco encheu e pudemos ver o espetáculo que é a Cachoeira da Fumaça com água!
       
      - Entrada: contribuição voluntária à Associação de Condutores.
      - Tempo de caminhada: 1h40-2h. Dificuldade: média.
      - Rota e distâncias aproximadas:
      Saindo do Vale do Capão pela estrada de chão que vai a Palmeiras siga 1,6 km até uma placa da Associação de Condutores e outra dos Chalés Terracotas; caminhe mais uns 300 m até o centro de recepção da Associação de Condutores, onde se inicia o caminho até a Cachoeira da Fumaça. Muitas pessoas fazem a trilha com guia, porém ela é bem tranquila e marcada. Basta seguir em frente o tempo todo que se chega a Fumaça.
       

       
      11º DIA: ANGÉLICA + PURIFICAÇÃO – CONCEIÇÃO DOS GATOS
       
      Angélica e Purificação: ambas ficam no mesmo rio. Para chegar, vá até o Bomba (há opção de moto-táxi para quem não está de carro ou não quer andar muito), atravesse o rio e depois, a partir da placa do ICMBio, siga o curso dele acima.
       
      - Entrada: gratuita.
      - Tempo de caminhada: Angélica – 15 min, Purificação – mais 40 min. Dificuldade: fácil
       


       
      Conceição dos Gatos: À tarde fomos nesse povoado, a pouco mais de 11 km do Vale do Capão, basicamente para comer a deliciosa moqueca de jaca servida na casa da Dona Maria e do Seu Ivo (mais informação abaixo nas "DIcas de restaurantes"). Para chegar ao povoado, pegue a estrada no sentido Palmeiras e depois de quase de 10 km, vire à direita onde há uma placa indicando o povoado e do lado esquerdo há uma placa sinalizando Palmeiras. A casa fica na rua a esquerda no final da rua principal do povoado. É a última à esquerda antes do início de uma estrada de chão.
       

       
      É bom ligar lá na casa para fazer reserva ou então ao chegar lá, faça o pedido e depois vá à cachoeira de Conceição dos Gatos para passar o tempo necessário para tudo ficar pronto. Foi isto o que fizemos!
      Dá para chegar à cachoeira sem pagar nenhuma taxa. Basta pegar um caminho à esquerda a uns 20m do início do asfalto, atravessar um campo de futebol e seguir uma trilha que passa por uma matinha. Infelizmente, a cachoeira estava completamente seca, mas logo acima dela há um pocinho bom para tomar banho.
      p.s: Depois nos informaram que mais adiante, a uns 25 min de caminhada a partir da cachoeira, há um local bem bonito chamado Poço das Cobras.
       


       
      Depois de matar tempo no pocinho, voltamos para almoçar. O almoço ainda conseguiu ser melhor do que a gente esperava e olha que as nossas expectativas não eram baixas. hehehe
       


       
      12º DIA: VALE DO CAPÃO – BRASÍLIA
       
      Último dia...Pegamos a estrada de volta a Brasília, já com saudades da Chapada Diamantina.
       
      - Distância e duração: 1100 km / 13h-13h30
       
       
      HOSPEDAGEM
       
      Em Seabra
      Hotel São José – R$ 70 para o casal em quarto com ventilador ou R$90 em quarto com ar-condicionado, incluindo um farto café da manhã. Hotel localizado na entrada da cidade. Ótimo custo benefício!
       
      Em Lençóis
      Pousada da Rita – R$ 90 para o casal em quarto com banheiro compartilhado ou a partir de R$100 em quarto com banheiro próprio. Como a própria dona, Rita, diz: a pousada nãoo tem luxo, mas tem tudo o que vc precisa em uma pousada; cama confortável, roupa de cama e toalha limpas, um bom café da manhã... Além disso, a Rita foi super atenciosa e simpática com a gente.
       
      No Vale do Pati
      3 pernoites em barraca na Igrejinha (Ruinha / Casa do Seu João) – diária de R$15 para cada um – e 1 pernoite em barraca na casa da Dona Léia – R$ 12 para cada um.
       
      No Vale do Capão
      Pousada Sempre Viva – camping R$10 por pessoa e quarto a partir de R$ 25 por pessoa. A área de camping é bem ampla e arborizada. Tem a disposição 3 chuveiros quentes e outros 3 banheiros com vaso e pia e uma boa cozinha comunitária.
       
      DICAS DE RESTAURANTES
       
      Lençóis
      Todos os Santos: Os dois responsáveis pelo restaurante - Daniel e Alessandra - são pessoas maravilhosas! A Alessandra faz uma ótima caipirinha e é super atenciosa e simpática com o cliente, aliás, a sua simpatia foi um dos motivos que nos levou a escolher o restaurante para jantar. Já o Daniel, faz comidas deliciosas! Recomendo fortemente tudo o que comemos lá: hamburguer de soja, que vem acompanhado de um molho delicioso; a deliciosa lasanha de banana da terra com 4 queijos (sim, isso mesmo! Uma delícia!); e de sobremesa, uma mousse com paçoca muito gostosa.
       
      Burritos y Taquitos Santa Fé: comemos um burrito super gostoso e diferente de palma com ricota. Os molhos de pimenta também são um delícia!
       
      Vale do Capão
      Massala: A comida é deliciosa, simplesmente a melhor que experimentamos no Vale do Capão! Cada dia tem um cardápio diferente. No dia que fomos comemos uma batata rosti recheada com cogumelos e ervilha e salada e de sobremesa, uma torta deliciosa de limão. O local é super bem decorado e o responsável pelo restaurante – Evandro – é uma atração a parte. Apelidamos-o carinhosamente de “Chapeleiro maluco”. O melhor de tudo é que apesar de servirem uma comida muito elaborada, o preço é muito acessível. No final gastamos menos de R$20, cada um.
       
      Pizza Integral Capão Grande – ou a pizzaria de dois sabores do Capão. Os dois sabores são bem gostosos e o atendimento é excelente! Vale muito a pena tomar aqui (e onde mais tiver) um suco de maracujá silvestre (ou selvagem), típico do Vale.
       
      Mediterrâneo – ótima casa de massas caseira! Comemos um delicioso ravioli recheado com ricota e espinafre e molho pesto. Muito barato também!
       
      Galpão – no geral, tem o melhor café da manhã do Capão. Tudo lá é bem gostoso! Só que é um pouco mais caro que o Licuri (abaixo)
       
      Licuri – ótimo custo-benefício no café da manhã! Tem pães e salgados deliciosos que comprávamos para as nossas trilhas.
       
      Arco-Íris – tem um beijú (tapioca) aberto muito gostoso!
       
      Buteco “do Lili” – não sabemos o nome certo, mas é o que fica no centro, do lado do mercado. Tem uma coxinha de jaca deliciosa!
       
      Conceição dos Gatos
      Casa da Maria e do Ivo: comida super deliciosa!!! Vale muito a pena a ida a Conceição dos Gatos só para comer as comidas da Dona Maria e os doces do Ivo. Por sinal, que casal simpático! Comemos moqueca de jaca (sensacional, mas pegue leve se não tiver acostumado com o dendê. hehehe), farofa de soja e outros acompanhamentos deliciosos, tudo feito com muito carinho e com um temperinho especial da Dona Maria. É bom ligar lá para reservar ou então chegar lá, fazer o pedido e depois ir à cachoeira de Conceição dos Gatos para passar o tempo necessário para tudo ficar pronto.
       
       
      GASTOS
       
      - Combustível (gasolina): R$560,00 - veículo Peugeot 207 1.4
      - Km 0: R$ 70,00 - 22 L (R$3,15 / L) > zeramos mais especificamente na saída de Sobradinho-DF
      - Km 315: R$136,00 - 43,1 L (R$3,15 / L)
      - Km 851: R$105,00 - 36,2 L (R$2,90 / L)
      - Km 1051: R$45,00 - 14,6 L (R$3,09 / L)
      - Km 50,7: R$126, 23 – 42,6 L (R$2,95 / L) > zeramos na saída do Vale do Capão
      - Km 512,8: R$78,00 – 26,5 L (R$2,93 / L)
       
      - Alimentação (por pessoa): aprox R$300 - preparamos comida apenas no Vale do Pati e comemos apenas lanches que levamos no carro na estrada na ida e na volta; as demais refeições foram feitas em restaurantes e lanchonetes
       
      - Hospedagem (por pessoa): R$ 242 - 8 pernoites em barraca e 3 em hotel/pousada
       
      - Passeios (por pessoa): R$ 375 com guia no Vale do Pati + R$ 60 com entradas na Pratinha, Lapa Doce (entrada + guia), Morro do Pai Inácio e Cachoeira do Mosquito; os demais passeios eram gratuitos e foram feitos por conta própria, sem contratação guia
       
      Total por pessoa: aprox. R$1250,00.


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