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Rezzende

Viva México!!! 22 dias do DF a Quintana Roo por terra

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Sábado, 30 de março de 2019 - Ciudad de México

Cheguei cedinho na Cidade do México, pousei antes de 7 da manhã depois de voar por 9 horas e 20 minutos. Fila grande na imigração, tava esperando todo aquele protocolo que falam que tem pois dizem que pedem sua passagem de volta, um comprovante de onde vai se hospedar e que precisa comprovar que tem dinheiro ou cartão suficiente pra se sustentar durante a estadia no país. Talvez até seja assim mesmo mas como cada um é cada um, no meu caso o cara da imigração só perguntou o motivo da viagem (turismo) e quantos dias eu ia ficar. Pronto, passaporte carimbado e bienvenido a México!!! Ali eles te entregam também a parte de baixo do formulário de imigração que você deve carinhosamente guardar pra devolver na saída.

Devidamente admitido nas terras mexicanas, fui procurar câmbio. Como disse na introdução, levei reais e perto da saída do desembarque tem muuuuitas casas de câmbio. Algumas não trocam reais mas muitas outras trocam. A maioria estava entre 4.00 e 4.20 mas achei uma com cotação de 4.50 e troquei tudo lá. Como disse antes, se levar reais troque tudo lá, vai ser quase impossível achar câmbio de reais depois.

Eram 8 horas quando saí do aeroporto. Fui de metrô pro Zócalo. Aliás só andei de metrô na CDMX. Pra sair do aeroporto pro metrô, saindo do desembarque é só ir pra esquerda toda vida até que inevitavelmente você vai dar de cara na estação do metrô Terminal Aérea. Com certeza você vai precisar de várias baldeações pra chegar no seu destino, no meu caso foram 3 baldeações até o Zócalo. Sempre tem um mapa da rede nas estações mas eu já tinha salvo um no celular e te aconselho a fazer o mesmo, só jogar no Google e baixar. Vai ser muito útil. Achei que tinha que comprar um cartão pro metrô mas não precisa, acho que o cartão é pra quem vai usar os ônibus também. O bilhete do metrô custa apenas 5 pesitos!! Pouco mais de 1 real, é muuuito barato. Já comprei de cara uns 4 bilhetes. Era sábado de manhã e não tava muito lotado não, cheio como sempre, mas deu pra ir com mochilão nas costas razoavelmente confortável todo o tempo. Uma hora depois descia na estação Zócalo e saía de frente pra imponente Catedral.

Já tinha reservado pra ficar no famoso hostel Mundo Joven Catedral que fica bem atrás da Catedral numa localização muito boa. A diária era 230 pesos. É um hostel muito bom, com cartão de acesso pra subir as escadas e pra entrar no quarto. Locker que cabe o mochilão, tomada pra cada cama, café da manhã e wifi bons.

Como ainda eram 9 da manhã, deixei o mochilão no quarto de bagagem e já fui bater perna. Comecei ali do lado na Catedral, símbolo da cidade, grátis pra entrar. Fiquei um tempo lá rezando e agradecendo pela oportunidade de começar mais um mochilão. Depois fui pro Templo Mayor que fica ao lado da Catedral. A entrada, assim como em todos os museus e sítios arqueológicos do México (exceto Chichen Itzá), custa 75 pesos. Ali ficam as ruínas de um templo azteca que existia lá antes da colonização espanhola e um museu bem interessante ao final.

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Perto da saída do Templo Mayor, uma lanchonete vendendo suco no barril do Chaves  Esse de horchata eu não provei aí, só fui tomar muito tempo depois na rede de sorveterias La Michoacana mas achei uma delícia. Pode parecer loucura mas é um suco de arroz com canela delicioso  Aliás, as águas que é como eles chamam os sucos por lá, são todas maravilhosas.

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Segui pra Calle Madero, a principal rua de pedestres da cidade, muito movimentada e cheia de lojas. Ao final dela tem o Museu de Bellas Artes e a Torre Latinoamericana. No museu eu só entrei mas não subi. Vc pode entrar no saguão mas se for subir as escadas pras exposições tem que comprar ingresso e eu não me animei. Do saguão você já tem uma noção do quão suntuoso é aquele prédio.

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Logo ali em frente, a Torre Latinoamericana, um ícone da cidade e com um mirante lá no topo. O ingresso custa 120 pesos. Lá em cima fiquei com a sensação que a torre balançava um pouquinho 🙄 não sei se balançava mesmo ou se eu tava cismado numa cidade com uma incidência tão grande de terremotos . Mas enfim, se ela já resistiu até hoje não ia ser agora que ia cair  relaxei e curti a vista. A gigante Cidade do México não podia ser vista na sua totalidade por causa de uma névoa estranha que não sei se era poluição, cinzas do vulcão Popocatepetl que estava explodindo de felicidade com a minha chegada ou uma junção de tudo isso. Então o horizonte estava esbranquiçado. Mas mesmo assim o visual é muito bacana. Gostaria de voltar à noite mas acabei não voltando. Ali em frente também tem a Casa dos Azulejos onde funciona um restaurante Sanborns mas não achei muito interessante.

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Já tinha dado hora do check in então fui pro hostel me acomodar. Ao chegar no quarto vi que precisaria de um adaptador de tomada, que no México são 2 pinos finos e não redondos como os nossos. Tinha lido em algum relato que a recepção vendia mas não tinha. Então, ao invés de finalmente descansar, lá vou eu atrás de um bendito adaptador.  E que comece a saga: pergunto aqui, não tem, pergunto ali, também não, pergunto em outro lugar: ahhh procura uma ferreteria que tem naquela rua ali, chego lá não acho a tal ferreteria, aí dizem que a ferreteria é lá do outro lado, mas lá do outro lado também não tem, então me mandam lá pro outro lado do Zócalo onde eu caio no meio de uma 25 de março mexicana (Calle Corregidora) onde se vende tudo que é traquinagem que você possa imaginar. Entro numa loja: não tem mas aquela outra ali tem. Chego lá: não, não tem, vai naquela outra. E na outra não tem, nem na outra até que mais de meia hora depois enfim eu acho o bendito adaptador ::hahaha:: 9 pesos o diacho da coisa rara. Destruído de tanto andar, finalmente cama 

Depois que anoiteceu ainda juntei forças pra dar mais uma volta no Zócalo e na Calle Madero sempre lotada. Fui no bar do hostel no terraço, tomei uma Corona por 40 pesos mas eu tava um trapo humano. Acabei indo dormir cedo em pleno sábado, mas mochilão é assim mesmo, dorme cedo no sábado e vai em balada na segunda ::tchann::

 

 

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Domingo, 31 de março de 2019 - Ciudad de México/Teotihuacan

Dia de ir em Teotihuacan. Resolvi sair cedo. O café do hostel começa às 8 da manhã mas eu não esperei e saí às 07:30 com água e biscoitos na mochila. Fui de metrô até a estação Autobuses del Norte, novamente 3 baldeações, trocando nas estações de Hidalgo e La Raza. Mais uma vez fica a dica de ter o mapa da rede de metrô baixado no celular. Essa estação de La Raza tem até uma exposição sobre o sistema solar que você vai vendo enquanto vai pelo corredor fazendo a troca de linhas, interessante demais.

Saindo do metrô em Autobuses del Norte você já dá de cara com o terminal de ônibus. Entrando nele é só ir pra esquerda até o final, onde no penúltimo guichê perto da ala 8 está a empresa que faz a linha pra Teotihuacan, com vários horários, acho que tipo de 15 em 15 minutos. O preço é 52 pesos e já pode comprar ida e volta que dá 104 pesos. Juntando metrô e ônibus devo ter gastado umas 2 horas até Teotihuacan.

O ônibus não parou na entrada porque tava com muito trânsito. O motorista indicou pra onde devíamos ir e fomos andando na beira da rodovia por uns 10 minutos até chegarmos na portaria 1. A maioria dos passeios de tour entram pela portaria 2, que dá de frente pra Pirâmide do Sol. Essa entrada pela portaria 1 sai na frente do Templo da Serpente Emplumada, o que eu gostei pois assim otimiza mais a visita.

A maioria no ônibus eram mexicanos. Com cara de turista estrangeiro só vi duas japonesas. Quando a gente chegou na portaria os mexicanos na minha frente perguntaram quanto era a entrada e o cara da portaria disse que como era domingo mexicanos não pagavam e foi liberando a galera. Liberou até eu no meio  Só barrou as pobres das duas japonesas 🤪  A entrada custa os clássicos 75 pesos de todos os sítios arqueológicos mas eu acabei entrando na faixa junto com os mexicanos 598d2a04da580_01happy0045.gif

Depois da portaria já estamos de frente com o Templo da Serpente Emplumada. Subi tudo que dava pra subir lá e olhando pra esquerda de quem entra já vemos as pirâmides do Sol e da Lua lá longe.

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Segui pela Calçada dos Mortos até o ponto alto de Teotihuacan que é a Pirâmide do Sol. Dá pra subir até o topo dela e tava o maior filão pra subir. Fui lá pra fila e depois de um bom tempinho tostando finalmente chegou minha vez de subir. E dá-lhe degrau 598d2a04bae27_01ashamed0006.gif Lá no topo mesmo tava bem muvucado, então desci pra uma base abaixo onde tava de boa e dava pra tirar boas fotos. Depois de um tempo contemplando aquilo tudo, desci e fui pra Pirâmide da Lua. Nela só dá pra subir até a metade mas dela se tem uma visão muito ampla de todo o complexo.

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Pirâmide da Lua vista da Pirâmide do SolIMG_20190331_112934306.thumb.jpg.56a5ce4e90bc187a721ba62abc0c3064.jpg

Tinha uma turminha né...IMG_20190331_113843918.thumb.jpg.fbc07a1a1a6de54ca19bbce8408ded4f.jpg

Pirâmide do SolIMG_20190331_115433310.thumb.jpg.2cd08e7685986f985c5aaa7b7d53d8f7.jpg

Na Calçada dos Mortos...Pirâmide da Lua ao fundoIMG_20190331_115908469.thumb.jpg.5a9b2d48b1da17874af1a93982ead644.jpg

De todos os sítios arqueológicos que visitei no México, Teotihuacan foi o que mais me impressionou. Toda a grandiosidade de lá, tudo projetado em sintonia com os astros, inclusive a semelhança que notei da Pirâmide do Sol com a montanha ao fundo, todo aquele complexo de 2000 anos de história, tudo aquilo me deixou muito impressionado. Senti ali uma energia muito forte, uma ligação com Machu Picchu, foi realmente um ponto alto da viagem. Por mim, a maravilha do mundo não seria Chichen Itza, seria Teotihuacan.

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Impressão minha...ou a Pirâmide do Sol está alinhada com a montanha lá atrás?IMG_20190331_121256540.thumb.jpg.653a57a6c4a96e4170e94add80e9c95c.jpg

Todo esse conjunto é a Maravilha do Mundo pra mim...IMG_20190331_121919429.thumb.jpg.91a830ec030bdf93e743bbad42c5e12a.jpg

Quase 4 horas depois de entrar (foi também o lugar onde fiquei mais tempo), fui saindo pela entrada 2, a entrada principal, a todo momento me virando pra trás pra contemplar a gigantesca Pirâmide do Sol. Não dava vontade de ir embora, mas… seguimos.

Logo na saída já tinha um ônibus pra voltar pra Autobuses del Norte. Como já tinha comprado a volta era só entrar. Mesmo percurso da vinda. Pelo caminho fui observando os arredores da Ciudad de México. Tem um lugar onde tem teleférico de transporte público, nos mesmos moldes que fizeram no Complexo do Alemão no Rio e em Medellín. Também vi um bairro meio favela na encosta do morro com todas as casinhas coloridas e muito bonito.

De Autobuses del Norte já é perto da Basílica de Guadalupe e eu ia pra lá, mas como o metrô é muito barato não tinha porquê economizar 5 pesos e resolvi ir pro hostel deixar a mochila. Pra minha sorte, tava com algum problema na catraca do metrô e o guardinha tava liberando entrada free 598d2a04b8735_01violent7.gif hoje realmente não era dia pra eu gastar

Fiz um pit stop rapidinho no hostel e já fui pro metrô de novo. A estação mais próxima de Guadalupe é a La Villa Basílica, que fica a um quarteirão da igreja. Achei o metrô um pouco cheio por ser domingo mas tava até de boa. Parei num restaurante no meio do caminho entre o metrô e a Basílica e paguei não sei bem quanto mas em torno 100 pesos por um prato de arroz, pechuga a la plancha (filé de frango) e batata frita.

Cheguei na Basílica que é um complexo de igrejas. A menor e mais antiga no alto do morro ali atrás. A Basílica Velha já meio tortinha como vários prédios antigos nessa cidade que afunda cerca de 10 centímetros por ano  e a Basílica Nova, maior e mais moderna e onde está exposto o manto de Guadalupe. A parte onde as pessoas passam mais perto do manto lembra um pouco a Basílica de Aparecida, as diferenças é que em Aparecida as pessoas sobem pra ver a imagem e em Guadalupe elas descem. E em Aparecida dá pra parar na frente da imagem enquanto em Guadalupe você entra numa esteira rolante igual aquelas de aeroporto e não dá pra parar. Assisti a missa das 17 horas na Basílica Nova e depois passei nas lojinhas pra ver algumas lembrancinhas.

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Voltei de metrô já anoitecendo. Mais ou menos meia hora até o Zócalo com 3 baldeações (lembre de baixar o mapinha do metrô )

Subi pro terraço, pro bar do hostel. Peguei uma cerveja, saí andando sem rumo, vi um cara com camisa do Brasil e fui ver do que se tratava  Conheci o André e o Guilherme, brasileiros, que estavam conversando com a Yeli, venezuelana que mora na CDMX e a Marianne, também da CDMX. Eles estavam viajando pra Miami e tinham uma noite de conexão na CDMX. Elas moram na CDMX e vão lá pelo bar. Esse é um ponto interessante caros amigos mochileiros solteiros... O bar é aberto pra todos da cidade e muitas mexicanas vão pro bar do hostel em busca de estrangeiros. E não precisa ser europeu não, pode ser da Guatemala que elas já ficam todas animadinhas, só de não ser mexicano já tá valendo  Das 4 noites que fiquei lá pude comprovar pessoalmente isso em 3 noites

Conversamos um tempo, tomamos cervejas, tequilas, fomos pra pista de dança... ️‍‍enfim...::love::foi uma noite legal...

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Segunda, 01 de abril de 2019 – Ciudad de México/Puebla

Depois do café fui até a agência de correios pra mandar uns postais. Sempre faço isso. Como trabalho nos Correios aqui, gosto de conhecer os correios de outros países e saber dos funcionários como é trabalhar nos correios deles. Também faço uma comparação com os preços pra enviar um postal e nos países onde o correio é privatizado, como na Argentina, um postal é 6 vezes mais caro que nos outros. No México o preço era similar ao daqui, 14 pesos pra enviar. O prédio central dos correios lá é uma obra de arte também, um palácio muito bonito, perto do Museu de Bellas Artes.

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Voltei pro hostel, olhei no Booking algumas opções em Puebla mas eram poucos hostels e com poucas referências, reservei um qualquer, fiz check out e peguei o metrô até a estação San Lázaro onde está o terminal TAPO de onde saem os ônibus para Puebla. Tem saídas de outros terminais também mas nesse tinham muitos horários. Por isso comprei a passagem lá na hora mesmo. Tem duas empresas, a AU por 192 pesos e a famosa ADO por 210 pesos. Como é uma viagem rápida de 2 horas não precisa escolher um super ônibus, basta um que te leve pra lá :lol: Então fui na AU mas acho que no fim das contas as empresas são do mesmo grupo. Saí meio-dia da CDMX e cheguei às 14h em Puebla. Pelo caminho, paisagens montanhosas bonitas mas sem ver o querido Popocatepetl que tinha explodido de felicidade com a minha presença::lol3::

No terminal de Puebla eu não sabia como ir ao centro então pedi informação e me indicaram ir de Metrobus, um ônibus articulado com estações e faixa exclusiva. Saindo do terminal e indo pra esquerda você chega na estação dele. A passagem custa 8 pesos e é com cartão mas se você não tiver o cartão tem um cara lá na catraca que você paga ele e ele passa o cartão 👍 Saiu vazio pois era a estação final mas depois encheu tanto que até ficou difícil pra descer com o mochilão na estação de Analco, que foi onde me indicaram descer. Dali até o centro histórico de Puebla são só 3 quadras.

Fui pro hostel mais bizarro da viagem. Leonora Hostal. Diária 250 pesos e não tem café da manhã. Parece um museu. É um casarão dos anos 30 e pra subir pros quartos você passa dentro de um restaurante chique onde as pessoas que frequentam estão todas bem arrumadas e você amigo mochileiro passando ali no meio delas ::tchann:: Fiquei sozinho na primeira noite num quarto enorme de 12 camas que mais parecia uma sala de museu mal assombrado 👻 Quase não tinham hóspedes lá, vi umas 2 meninas no quarto ao lado e um cara num outro quarto lá. Tem até uma biblioteca assombrada lá 😱 Deixei as coisas no locker que é um baú de 700 anos com um ferrolho enferrujado mas que dava pra colocar meu cadeado e fui logo pra rua porque ali tava sinistro ::hãã::

Pertinho do hostel achei o restaurante onde comeria nos 2 dias em Puebla, chama El Príncipe e o menu del dia custava 60 pesos com sopa, arroz e enchiladas mais o suco e gelatina. Pra encher a pança satisfeito. A propina é opcional mas eu sempre deixava uns 10% porque é de bom tom… Enfim tava entrando mais na vibe da comida mexicana que, diga-se a parte, é maravilhosa. Geralmente a pimenta vem separada. As enchiladas são apimentadas mas pra mim que gosto de pimenta e já tinha preparado o coração  estômago antes da viagem, tava de boa.😋

Depois fui conhecer o zócalo (como ainda não expliquei, o que aqui na América do Sul chamam de Plaza de Armas no México é Zócalo) e a catedral que é muito imponente, muito bonita, pra mim a catedral mais bonita do México com sua gigantesca torre. Puebla é uma cidade colonial muito bonita.

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Se vocês tão lendo esse relato com atenção vão ver que até agora o bagulho foi meio frenético, então ali no zócalo de Puebla eu comecei a diminuir o ritmo, sentar no banco da praça e tomar um sorvete, observar o movimento, relaxar...Assim foi o resto do dia, bem calmo. Voltei pro hostel por volta de 21h e como tava bem deserto lá, quase sem hóspedes, sem bar, sem nada e com fantasmas rondando 👾 fiquei mais de boa, atualizando as coisas na internet (ao menos o wifi era bom) e organizando os tópicos que hoje me permitem escrever esse relato :mrgreen: Fui dormir cedo, ou ao menos tentar, porque tinha um quarto coletivo de 12 camas só pra mim e seria uma noite perfeita naquele hostel/museu/Casa da Colina ::ahhhh::

 

Terça, 02 de abril de 2019 – Puebla/Cholula

Como o hostel/Mansão Addams não tem café da manhã fui numa lanchonete no zócalo pra tomar um café bem no estilo mexicano (leia-se almoço). Vem com café, suco, pão e enchiladas por 75 pesos. Enchiladas são panquecas enroladas, recheadas com frango ou outra carne, feijão e bem apimentadinhas 😋

Devidamente abastecido, fui até o Mercado de Sabores que é de onde saem os ônibus pra Cholula. Pra chegar eu fui olhando no mapa, porque sempre baixo mapas offline do Google Maps antes de viajar. Acho muito prático e você deve fazer o mesmo. Tem muita gente que tem dificuldade com mapas, não é meu caso que formei em geografia e acho que mapas são muito simples, mas se você não tiver intimidade com mapas, vá perguntando que os mexicanos são gente boa e vão te orientando ;-)

Atrás do Mercado tem tipo uma garagem com uma salinha de espera e é de lá que saem os ônibus pra Cholula. Custa 7,50 pesos, bem baratinho. Pra descer em Cholula depois de uns 20 minutos você pode se orientar pelo mapa offline, por noção mesmo afinal você vai ver a igreja lá no alto do morro e dá pra ter uma ideia se já é hora de descer ou perguntando o motorista mesmo :grin:

Desci a umas 2 quadras da praça principal, tem uma igreja lá, uns esquilos, umas poucas pessoas afinal ainda era cedo e a vida no México começa a bombar depois das 10 horas. Não tinha muitos turistas também, creio que boa parte deles fazem um bate-volta a partir da CDMX e ainda era cedo pra eles chegarem. Pra ir pra Zona Arqueológica é bem perto da praça, novamente vá pelo mapa, por noção ou perguntando, lá é pequeno e não tem erro. Pra subir na igreja ou pra ir no museu é grátis. A única coisa que paga é pra entrar nos túneis subterrâneos, os mesmos 75 pesos de sempre.

A igreja é pequena, no alto do morro, com uma vista bonita da cidade, mas o que mais me empolgava antes de ir eram aquelas fotos fodásticas com o Popocatepetl ao fundo e, como andava dizendo desde o início, um dia antes da minha viagem o Popo explodiu de emoção ao saber que eu ia pra lá e o governo do México até aumentou o índice de atenção com erupções. Por isso tava tudo branco de cinza, não dava pra ver o vulcão e isso me fez perder muito o tesão no passeio. Eu adoro montanhas!!

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Lá embaixo tem a entrada da zona arqueológica, paguei a entrada e percorri os túneis. É até interessante mas são túneis feitos pelos arqueólogos pra exploração do interior da pirâmide. Particularmente achei fraquinho. Depois fui ao museu que é grátis e esse sim bem mais interessante e terminei num pátio na base da pirâmide, com acesso pelo mesmo ingresso dos túneis.

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A quem interessar, pode voltar pra Puebla num trem turístico que sai 3 vezes ao dia por 60 pesos. Eu não interessava e também o trem tinha saído meio-dia, já era quase 13h e o próximo era acho que só às 17h. Voltei pra região de onde desci do ônibus pra embarcar de volta, passou uma van dizendo que ia pro Mercado de Sabores e fui nela, ainda mais barata por 6 pesos. Nessa van comecei a reparar um costume dos mexicanos que veria muito dali pra frente: a cordialidade de dar bom dia/boa tarde a todos os demais que estão na van 👏👏 Chegando em Puebla fui de novo no mesmo restaurante do dia anterior onde também já tinha notado outra cordialidade louvável dos mexicanos: ao ir embora do restaurante depois de comerem eles tem o hábito de desejar “provecho” aos demais que ficaram comendo 👏👏

Fiquei mais um tempo de bobeira sentado na praça de Puebla, que é uma cidade turística mas com bem menos turistas que a CDMX. Lá tem esses ônibus de 2 andares pra turistas e como eu já não tinha mais nada pra fazer na cidade pensei: por que não? Tem um ônibus velho tipo jardineira que faz os bairros antigos por 60 pesos, o turístico normal de 65 pesos e esse mesmo turístico que dali a pouco ia fazer um passeio estendendo até a Estrella de Puebla, uma roda gigante bem gigante (não diga😛) e bem famosa por lá por 120 pesos já com a entrada na roda gigante. Resolvi ir nesse. O ônibus foi bem vazio, 3 mulheres mexicanas de Monterrey, uma mulher com duas filhas adolescentes acho que mexicanas também e eu 😬 Aquela velha história de ônibus turístico que vai andando e falando dos lugares. Quando chega na parte moderna da cidade está a Estrella de Puebla. Em cada gaiola da roda gigante vão 6 pessoas, eu fui com as mulheres de Monterrey e um casalzinho de mexicanos também. Ela roda bem devagar, é mais voltada pra contemplação da cidade do que pra diversão. Já era noite e gostei da vista da cidade iluminada mas deu vontade de ver durante o dia ou ao anoitecer. A volta completa na roda leva uns 15 minutos. Voltamos pegando um pouquinho de trânsito e comi um crepe na praça me despedindo da linda Puebla.

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No hostel tinha chegado no quarto um mexicano viajando a trabalho e um casal que não sei de onde mas falavam espanhol e eram bem mais velhos tipo sessentões. Bom que se o fantasma da casa Winchester aparecesse essa noite ele ia ter mais opções de ataque além de mim ::lol3::

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@Rezzende Conheci tudo o que relata de Puebla e outros lugares, museus,pois ali fiquei esperando o dia para ir a Cuba,tem razão,bela cidade. 

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Quarta, 03 de abril de 2019 - Puebla/Oaxaca

Saí cedo do hostel assombrado, antes de 7 da manhã. Cedinho em Puebla faz um friozinho gostoso, tava por volta de 12 graus. E a cidade bem vazia, afinal no México em geral só vi as coisas funcionando pra valer depois de 10 horas. Não tinha comprado passagem pra Oaxaca, apenas tava acompanhando no site da ADO e vi que ainda tinham algumas vagas pro horário de 08:25 e saí com a intenção de ir nesse.

Fui pra estação do metrobus de Analco, a mesma onde cheguei, à 3 quadras do hostel e paguei os 8 pesos pro cara que fica lá na catraca já que eu não tinha cartão. Os ônibus passam até com boa frequência, a cada 5 minutos ou menos. Tava cheio mas não lotado. A última parada é na rodoviária.

Cheguei com uma hora de antecedência e fui no guichê da ADO comprar a passagem. Era a última!!! Comprei por 554 pesos. Tomei café numa das lanchonetes da rodoviária e fiquei esperando a hora do embarque. Eles sempre anunciam o embarque igual aeroporto. Fiquei até com a voz da mulher da gravação na cabeça, que é sempre a mesma, só troca o horário e o destino :lol: quem já foi vai lembrar: ADO siempre primera anuncia su salida com horário de ocho horas veinte y cinco minutos com destino a Oaxaca… :grin:

Na fila do embarque na minha frente tinham muitos turistas, inclusive um grupo de mais de 10 que estavam juntos e que devem ter sido eles que compraram tantas passagens já que até de manhã no site ainda tinham muitos lugares. Vi uns brasileiros no meio, era uma senhorinha simpática com o filho mais sisudo e a namorada italiana dele. Troquei umas palavras com a senhorinha em português, coisa que não falaria pelos próximos 7 dias 😂 Comentamos como tinham poucos brasileiros no México e como era um país tão impressionante e tão pouco explorado por nós.

O onibus tava cheio e fui na última poltrona no corredor ao lado do banheiro e a mexicana ao meu lado queria dormir e foi com a cortina fechada. Uma pena pois pelas frestas que eu conseguia ver que a paisagem era bem bonita com algumas serras e era dia, bom pra ver o caminho, coisa que eu adoro, mas tive que me contentar com o que dava 🙄

Depois de 5 horas de viagem cheguei em Oaxaca de Juárez. Como ainda não eram 2 da tarde me animei a ir a pé pro hostel. Não era muito perto, umas 9 quadras mais ou menos, mas gosto de andar (vocês vão ver muito isso nos meus relatos), tinha uma sombra na lateral da rua (Oaxaca já é mais quente, uns 30 graus à tarde) meu mochilão tava pesado mas dava pra levar então lá fui eu caminhando pelas desconhecidas ruas de Oaxaca.

Com mapa fica fácil de localizar e uns 15 minutos depois já tava na porta do hostel. Fui pro Iguana Hostel, não tem nenhuma identificação com nome dele, achei pelo endereço mesmo pois tem o número da casa. A diária é 250 pesos. O quarto de 8 camas é dividido em 2 andares então não são beliches, você sobe pro 2° piso do quarto e tem 2 camas de cada lado. Escolhi uma num canto onde fica mais escuro e melhor pra dormir. Tomadas pra cada cama e wifi bom. Café da manhã bom também, bar no terraço, foi um hostel que curti muito👍

Em frente o hostel tem um self service por 50 pesos. Boa variedade, suco incluído (água de jamaica num dia e água de pepino no outro e curti os dois 😄) Notei que Oaxaca é uma cidade barata, a mais barata de toda viagem. Depois de comer bastante fui conhecer o zócalo. Achei ele mais feio em relação aos outros que já tinha conhecido. Tem muitas árvores, barraquinhas de comida, crianças correndo, feirinhas de artesanato, um clima tranquilo de cidade do interior mas não é imponente como o de Puebla ou da CDMX. Tem cara de pracinha do interior mesmo. Aliás Oaxaca me surpreendeu pela sensação de tranquilidade. Não parei pra pesquisar se é uma cidade violenta nem os índices de criminalidade que suponho que existam, mas digo com base na minha vivência naquela cidade naqueles dias que foi de um sossego e tanto. Só tem muitos pedintes, como em quase todo México, um país aliás onde mais vi pedintes comparando com os que conheço aqui da América do Sul.

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Passei no famoso Mercado Benito Juarez só pra conhecer já que como ainda ia viajar muito ia deixar as compras pro final mas compensa comprar mezcal lá que é bem barato. Se não comprar pelo menos aproveite pra provar já que sempre te oferecem. Provei sem moderação 😜 Depois olhei preços do tour de Hierve el Agua em algumas agências. Tinha como base um preço de 200 pesos e era o que estava achando até que entrei em uma que cobrava 150 pesos e fechei nela pro dia seguinte. Chama Lani Tours na Calle Matamoros, 105. É o tour básico que passa na árvore de Tule, numa tecelagem de tapetes, Mitla, Hierve el Água e fábrica de mezcal.

Voltei pro hostel e fiquei de boa no bar conversando com a Piera, uma italiana que chegou no México e quer descer até a Patagônia, um cara da Califórnia e a moça do bar que é mexicana. O bar era só do hostel mesmo, tava tranquilo, mais do jeito que eu curto ao contrário do bar do hostel da CDMX que era aberto pra todo mundo e ficava muito lotado, sem jeito de sentar sossegado pra tomar uma cerveja. E entre cervejas e tequilas a noite foi passando de boa até o bar fechar às 23h.

 

Quinta, 04 de abril de 2019 – Oaxaca/Hierve el Água

Como os tours pra Hierve el Água são meio que padrão e todos saem às 10h tive tempo suficiente pra acordar não tão cedo e tomar café sossegado. Tinha a opção de me pegarem no hostel mas preferi esperar na agência. Só eu fui pra lá e fiquei conversando com a atendente, a mesma que me atendeu no dia anterior. As barraquinhas de artesanato ainda estavam montando as coisas, as lojas abrindo aos poucos, realmente antes das 10h tudo tá devagar no México. A atendente da agência me disse que é raro aparecerem brasileiros por lá. Ela tá mais acostumada com argentinos

Chegada a hora ela me levou pra uma esquina lá perto e me indicou a van. Era da empresa Oaxaca Dreams e a guia era a Alejandra, muito gente boa. Quase todos eram mexicanos, 7 eram de uma mesma família de Oaxaca mas que já moravam há muitos anos nos States, mais 2 casais mexicanos, um mais novo de Monterrey e um mais velho não sei de onde e 2 estrangeiros, o Chris da Nova Zelândia que também estava no Iguana Hostel e a Mathilde, uma francesa que mora em Montreal. Absolutamente todos muito sociáveis e fáceis de interagir, o que faz o passeio muito mais agradável. Como os outros estavam em grupo/casal acabei ficando mais com o Chris e a Mathilde que, assim como eu, eram viajantes solitários.

A primeira parada foi em Santa Maria del Tule onde está a tal árvore mais larga do mundo. Lá paga 10 pesos pra entrar dentro do cercadinho da árvore mas como o Chris e a Mathilde não entraram eu também não, mas dá pra chegar bem perto mesmo sem entrar no cercadinho então achei que não fez diferença.

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Depois seguimos pra tecelagem de tapetes, passeio mais turistão, lembrou aquelas paradas em Colchani perto de Cusco onde usam a cochinilla pra tingir os tecidos, é bem parecido. Seguimos pra zona arqueológica de Mitla onde se pagam os clássicos 75 pesos pra entrar. É uma zona arqueológica pequena mas bem interessante, encontrei muitos desenhos bonitos lá. Apesar de simples e pequena eu achei que valeu a pena a entrada. Quem não quiser pagar pra entrar tem a igreja ali perto e algumas ruínas ao lado da igreja também.

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Parada pra almoço em um buffet por 150 pesos. Mais caro mas com muita variedade. Pensando bem, pouco mais de 30 reais é um almoço comum em muitos restaurantes do Brasil né. O tempo começou a fechar e eu fiquei um pouco tenso, afinal ainda não tinha visto chuva no México e justo agora que se aproximava a cereja do bolo 😯 No caminho pra Hierve el Água caiu uma boa pancada de chuva. Chegamos lá ainda chuviscando, mas não atrapalhou a vista maravilhosa desse lugar que era uma das minhas metas da viagem. A primeira vez que vi uma foto de Hierve el Água (não faz muito tempo) eu decidi que aquele era um lugar que eu PRECISAVA ir. Lá se paga uma entrada pro povo da comunidade de 55 pesos. Naquela região vivem pessoas que tem tipo um governo próprio, ainda falam línguas ancestrais e tem seus próprios rituais. Primeiro descemos por uma trilha que te leva pra parte de baixo da cachoeira petrificada. Vale a pena descer pra ter boa noção do tamanho daquilo tudo, mas o mais louco ali é aquela piscina de borda infinita. Nem tenho muito o que falar, deixo as fotos dizerem tudo apesar do tempo nublado

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O tempo ali foi 1 hora e meia. Eu ficaria muito mais, essas são as desvantagens dos tours mas ir lá por conta própria seria um tanto quanto trabalhoso também. Fechamos o passeio numa fábrica de mezcal onde explicam como é a produção do primo da tequila e no fim te oferecem vários tipos de mezcal pra provar. Nem preciso dizer que provei todos 🤪 Particularmente eu gostei mais de mezcal que tequila. O mezcal é mais artesanal, mais original e de sabor mais forte. A tequila é mais turística, mais industrial. A grosso modo o mezcal é raiz e a tequila é nutella :lol:

Chegamos de volta em Oaxaca às 19:30. Comi uns tacos numa taqueria e aquelas batatinhas apimentadas de um carrinho de rua e fui pro hostel. Tinha aula de salsa no bar, arrisquei uns passinhos 😬 O professor era de Puerto Escondido, lugar onde não fui mas pra onde quase todos que estavam no hostel iam ou já tinham ido. É uma cidade praiana do estado de Oaxaca que dizem ser muito boa principalmente pra surf então fica a dica pra quem curte. Fiquei de novo no bar até 23h batendo papo com a figuraça do professor de salsa e as meninas da noite anterior que já eram de casa 😃

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Sexta, 05 de abril de 2019 – Oaxaca/Monte Albán

Depois do café fiz checkout e deixei a mochila no quarto de bagagem. Poderia ainda frequentar o hostel, o bar e tomar banho até a noite. Saí pra dar uma volta na cidade e como Oaxaca tem forte tradição de dia de muertos resolvi ir atrás de um cemitério ☠️ Vi no mapa que tinha um a 7 quadras do hostel e fui pra lá, no sentido contrário do centro por uma região com alguns comércios e sem turistas, nitidamente Oaxaca raiz... Claro que não tinha nada interessante no cemitério, mas consegui captar essa simpática imagem de Feliz Dia de Muertos. Sem dúvida deve ser uma data muito peculiar pra visitar a cidade.

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Como estava em uma região nem um pouco turística, apesar do sol do meio-dia e do ambiente parecer tranquilo, achei que era melhor voltar pra onde as coisas acontecem. Perto do zócalo tem um ponto de vendas da ADO e resolvi comprar a passagem pra San Cristóbal de Las Casas. Os ônibus saem a noite, entre 19h e 22h e comprei pras 21h porque assim poderia aproveitar mais Oaxaca e chegar em San Cristóbal em boa hora pela manhã. A passagem custou 772 pesos porque foi o trecho de ônibus mais longo de toda viagem. Quase o mesmo preço do voo de Cancun pra CDMX (860 pesos) 😟 Comprei pro ônibus da empresa OCC que é do mesmo grupo da ADO e com ônibus bom também, igual os outros, com aquele encosto de cabeça na poltrona que dobra um pouco tipo de aviões e com tomada pra carregar celular, mas vi que às 20h tinha um busão executivo da ADO que era mais de 900 pesos. Imagino que nesse devem servir champanhe com caviar né...🤓

Circulei pelo Andador Turístico (assim eles chamam as ruas só de pedestres) observei uma cidade antiga, menos imponente que Puebla mas que me lembrou um pouco a mineira cidade de Mariana. IMG_20190405_114017119.thumb.jpg.bbd6717193a14cf3431c8f765c66f85c.jpg

Depois fui pro Monte Albán, as ruínas zapotecas de 2000 anos! Os ônibus saem da esquina da Calle Mina com Dias Ordaz onde tem uma lojinha onde você compra a passagem e espera a hora de saída. Nem precisa procurar demais porque quando você chegar na dita esquina com sua cara de turista perdido alguém já vai te abordar e te levar pra lojinha 😜 A passagem custa 60 pesos ida e volta e subi no horário de 13:30. Tem de hora em hora pra subir, sempre nas horas e 30 (...12:30...13:30...14:30…) Subimos por uma encosta com um desfiladeiro ao lado bem interessante 😶 A entrada do Monte Albán é (adivinhem!!!) 75 pesos. É um sítio muito bonito, claro que bem menos interessante que Teotihuacán mas com a vantagem de ter uma vista muito bonita das montanhas e serras do vale de Oaxaca e pra mim se tiver montanhas eu já curti 🙂

É um lugar muito espaçoso e como tem menos turistas dá uma liberdade tremenda pra circular e parece ser ainda maior do que é. Logo já vi um guia com um grupo batendo palmas. O eco das palmas ali parece com estacas. Eu espirrei e meu espirro voltou com o eco de uma cobra cascavel avançando pra dar o bote 😯 É interessante como em vários sítios arqueológicos tem esse efeito do eco com tantos sons diferentes é coisa dos ET’s mesmo 🛸😆 Zanzei tudo pra lá e pra cá, subi tudo que dava pra subir, curti bastante o visual das montanhas e andei tranquilo sem aquela infinidade de turistas selfiando por aí, fui no museu simplório que tem lá e tava pronto pra descer no busão das 16h (pra descer é nas horas redondas ..14h..15h..16h..até o último às 17h)

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Saindo do ônibus na mesma esquina que entrei fui andando pelas ruas próximas atrás dos mercados, passei por uma rua onde moças vestidas comportadamente ficavam com seus olhares sorrateiros (a rua Guaicurus de Oaxaca, galera de BH entende 😛) e ali pertinho tinha o Mercado 20 de Noviembre que é mais de comidas e depois o Mercado Benito Juarez que tem de tudo. Provei mais uns mezcals e comprei uma camisa de Oaxaca. Eu realmente curti aquela cidade::cool:: Passei no buffet de 50 pesos na frente do hostel, tomei banho, fiquei um pouco no bar e pouco depois das 20h saí a pé pra 15 minutos de caminhada até a rodoviária. Ia dando um friozinho na barriga de ir afastando do centro com mochilão e cara de turista até o terminal de buses mas realmente Oaxaca não me intimidou. Às 21h partia pra uma longa noite de estrada e muuuuuuitas curvas (olha que moro em uma região mineira onde as estradas tem muitas curvas também mas aquele trechinho na saída de Oaxaca, que que é isso ::essa::) rumo a San Cristóbal de las Casas…

 

 

Sábado, 06 de abril de 2019 - San Cristóbal de las Casas/Chamula

Depois de 11h de busão (que não tava lotado, não foi ninguém do meu lado e deu pra esticar as pernas 😃) cheguei em San Cristóbal às 8h da manhã. A maioria no ônibus eram mexicanos que desceram em Tuxtla Gutierrez, capital de Chiapas, às 7 da manhã. Seguimos no ônibus só 8, todos turistas pra última hora de subida até San Cristóbal. Do terminal até o hostel eram mais de 10 quadras mas eu faço parte de um grupo de caminhantes aqui na minha cidade, sempre saímos pra 16km, 20km, aquilo não é nada  👍 Caminhando calmamente na manhã friazinha de San Cristóbal...fui pro Rossco Backpackers Hostel, o mais barato da viagem, diária 125 pesos. Deixei a mochila e já me deixaram tomar café mas o café lá é só pão de forma, geléia, café e uma banana 🙄

Depois fui pra minha maior experiência de choque cultural que já vivi até hoje...Chamula!!! Fui de van, elas saem dali perto do hostel, de uma garagem. Pra chegar lá você vai até o final da Calle 16 de Septiembre na esquina com a Calle Honduras e olha pra esquerda onde vai ver uma garagem escrito "Transporte a Chamula". A passagem custa 18 pesos e a van sai quando enche. Fui na van só com nativos e já comecei minha experiência cultural com a língua pois todos falavam uma língua indígena que vim a descobrir ser tsotsil. Iria ouvir muito essa língua em San Cristóbal. O ponto final da van é na praça da igreja de San Juan Chamula. É uma igreja católica mas parece que a igreja abriu mão dela pra população como forma de retratação pela colonização ou algo do tipo.

No jardim na lateral esquerda da igreja você compra o ingresso pra entrar por 25 pesos. Já enfatizam bem: sem fotos!!! Não tirei nenhuma, nem de fora da igreja (no Google acha), resolvi que guardaria tudo ali na memória...e vai ficar...muito guardado mesmo porque foi forte!!! Um sincretismo muito forte!! Ao entrar já tive o impacto visual da quantidade de velas, é muita vela, dentro de copos grandes, dentro de copos pequenos, em cima das mesas, no chão, pra todo lado!! O piso da igreja todo recoberto com uma espécie de feno, não tem bancos, altares pra tudo quanto é santo católico, pessoas incensando, tomando bebidas fortes e arrotando (pois assim estariam expulsando os maus espíritos), rezando em tsotsil…

Parei pra observar os altares, do meu lado uma mulher rezava ajoelhada ao lado das filhas, reparei numa sacola preta que ela pegou, vi que tinha um pescoço e uma cabeça...putz é uma galinha!!! A mulher passava a sacola pra lá e pra cá meio que em forma de cruz por cima das velas e eu comecei a pensar: não é possível que ela vai fazer o que eu tô pensando…acabei de pensar isso ela foi lá e...tlec...era uma vez uma galinha...😳Cara, uou… respirei fundo e é isso aí...choque cultural intenso, dentro de uma igreja, sacrifício de galinha...Pior que a mulher não torceu o pescoço da bichinha muito bem e ela ainda ficou agonizando um tempo...Lembrei de quando eu era pequeno e morava na roça, minha mãe matava frango pra gente comer, normal, somos carnívoros né, mas ela passava a faca no pescoço da galinha e falava pra eu não ficar olhando porque eu tinha pena e minha pena não deixava a galinha morrer...Ali era diferente...tudo era muito exótico, ali atrás um grupo tocava sanfona, crianças bebiam refrigerante e os adultos tomavam algo alcoólico forte, talvez posh (um fermentado de milho, cana e trigo que provei depois em San Cristóbal) e vi mais sacolas com galinhas, por toda parte. Todos os turistas que entravam tinham um semblante misto de respeito com espanto. Um grupo de 3 senhoras turistas entrou na igreja e logo uma delas passou mal e saiu amparada pela outra. É sem dúvida uma experiência forte. O ambiente escuro iluminado de velas, os sons das orações, violões e sanfonas, os cheiros do incenso, das plantas e das bebidas, é uma estimulação sensorial forte, muita informação nova ao mesmo tempo...Eu ainda fiquei um bom tempo lá dentro, apesar de ser tudo muito intenso eu estava extasiado. Foi um dos momentos mais incríveis que já vivi. Acho que muitos de nós buscamos isso quando viajamos, uma imersão intensa numa cultura diferente!! Foi mal se dei spoiler mas eu precisava escrever tudo isso e se você se interessou, vá!!!

Saí da igreja ainda meio aéreo e peguei uma van de volta, novamente apenas com locais falando tsotsil. Fui andar por San Cristóbal, subi a escadaria pra igreja de San Cristóbal, uma igreja católica “normal” e lá também tinha um grupo indígena rezando em tsotsil...e com galinhas na sacola...mas ali eles não sacrificaram elas. Só pensava quão loko era tudo aquilo...fui na igreja de Guadalupe que era do outro lado do centro e circulei pela calle Real de Guadalupe, a rua de pedestres onde estão as lojinhas e restaurantes. IMG_20190406_121006983_HDR.thumb.jpg.138d722648214115b6587ad87825a19c.jpgIMG_20190406_125029398_HDR.thumb.jpg.7c33fae8c4ae10a1d422d5341e0b1b86.jpgIMG_20190406_122857088.thumb.jpg.ff127e8d157d8f4a7c7ecbd4d43d88cf.jpg

Parei pra almoçar em um buffet por 125 pesos. Olhei alguns preços de passeios em agências mas já tinha visto os passeios que dá pra contratar na recepção do hostel e eles eram mais baratos. Passei no hostel pra acomodar no quarto e fechei os passeios com eles: 335 pesos pro Cañon del Sumidero com miradores e 380 pesos pra Palenque. À noite voltei pra ver como era a cidade e tava bem agitadinha. É uma cidade muito charmosa, com friozinho de serra, um misto de Campos do Jordão com Tiradentes e Paraty é mais cara que Oaxaca mas padrão Brasil, dá pra achar lugares bem econômicos.

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Domingo, 07 de abril de 2019 – Cañon del Sumidero

O dia começou com horário diferente. O México entrou no horário de verão e o fuso horário com o Brasil passou de -3 pra -2 horas. Como fiquei meio confuso sem saber se o horário do meu telefone tinha mudado sozinho e tinha passeio marcado pra 9 horas, levantei 7 e alguma coisa e perguntei logo uma das funcionárias do hostel que horas eram. Ela me disse que eram 7 e pouco mesmo então meu telefone tinha mudado sozinho 👍 Como já estava de pé mesmo (e na cozinha) já tomei café e fiquei de bobeira esperando me buscarem pro passeio. Passaram às 09:20. Na van a maioria era de mexicanos em turismo no seu próprio país, um casal da Guatemala e Andres, um alemão que está há 5 meses no México estudando espanhol. Todos muito sociáveis 🙂 Saindo de San Cristóbal descemos (e como descemos!!) por uma hora até a saída dos barcos que fica já bem perto de Tuxtla Gutierrez. Já se sente o calor ::mmm: San Cristóbal está acima dos 2000 metros de altitude e Tuxtla em torno de 500 metros. Chegando no porto, entram umas 20 pessoas em cada barco, fomos todos nós que estávamos na van e mais uns outros aleatórios que estavam por lá. Começamos a navegação às 10:30 e dura 2 horas. Como o cânion é bem alto, tem vários momentos de sombra, mas só pra lembrar que o sol ali é impiedoso. O cânion chega a ter 1000 metros de altura, é imponente, é maravilhoso. Tem lá uns crocodilos, macacos e outros bichos que deixam a galera encantada mas o que me encanta mesmo são as montanhas, as paisagens naturais e esse foi um passeio que eu curti demais, um lugar que recomendo fácil pra quem for ao México. Atravessamos todo o cânion até uma parte mais aberta onde a água é represada para uma hidrelétrica e dali voltamos. O guia/barqueiro explica bem sobre o cânion e no final pede uma propininha 😬IMG_20190407_104159344-EFFECTS.thumb.jpg.5367cad98a01109adffb573aa6831ebe.jpgIMG_20190407_104559743_HDR.thumb.jpg.bf361741973668a2e8708fdc17d7e329.jpgIMG_20190407_105014068.thumb.jpg.8e1d4ed739beb28a49c4c221e9b78436.jpgIMG_20190407_110226305.thumb.jpg.178ec58329a3923fbb6aa1417430efbb.jpg

Terminada a navegação, entramos na van, atravessamos a cidade de Tuxtla passando por bairros onde as feirinhas de rua estavam bombando e subimos aos miradores. Quando compramos o passeio podemos optar por fazer com ou sem miradores. Eu paguei 335 pesos com miradores e sem eles eu não lembro bem mas acho que é mais ou menos 50 pesos mais barato. Já deve ser a 10ª vez que eu falo aqui que amo montanhas então é claro que eu ia fazer com miradores. E já que você está por lá, melhor fazer o pacote completo né. Eu adorei os mirantes, passamos em 3 dos 5 existentes, dá pra ter outra visão do cânion, ver os barcos passando pequenininhos lá em baixo, vale muito a pena.IMG_20190407_132719694.thumb.jpg.e72d0ab23eaad5d201bba5f8c5896545.jpgIMG_20190407_132755081.thumb.jpg.78beaead7d0bf10f4a0d9614ed2ad567.jpgIMG_20190407_132155917.thumb.jpg.11ffcbd9e182f2fa5ce7319cae23533c.jpg

Por fim, os passeios vão para a praça da cidadezinha de Chiapa de Corzo que é vizinha de Tuxtla. Já era por volta de 3 da tarde, um calor absurdo, 37 graus, foi a hora que mais passei calor em toda viagem 😓 Te dão 40 minutos ali mas pra mim não tinha nada interessante. Umas banquinhas de comida e artesanato, uma praça que eu nem queria andar por causa do sol e do calor, só comprei uma paleta e fiquei encostado na sombra esperando o tempo passar junto com o alemão e a Maria, uma mexicana doidona e animada que mora no Texas. Os outros mexicanos ficaram em Tuxtla e apenas o casal da Guatemala, eu, Andres e Maria voltamos pra San Cristóbal, animados batendo papo na van como se fossemos amigos de infância. Depois de uma hora de conversa e subida, chegamos no arzinho fresco e agradável de San Cris...Me despedi da turma (o Andres ia fazer o passeio de Palenque no dia seguinte, só não sabíamos se íamos juntos) e passei no hostel pra tomar um banho e virar gente de novo 🙃 Tinha no meu quarto um espanhol que mora na Guatemala e estava aproveitando o fim de semana em Chiapas porque é pertinho e um velhinho russo muito louco chamado Misha que queria de todo jeito conversar comigo mas meu inglês basicão estressou ele e ele ficava me xingando e falando bad english! bad english! O espanhol me disse que achava ele meio surtado ::lol3::Caí fora e fui comer. Tinha um restaurante ali nas redondezas onde vi menu del dia por 90 pesos. Tinha frango com mole, aquele molho de chocolate com pimenta e outras coisas, como ainda não tinha provado resolvi experimentar mas não desceu não...acho que foi a única coisa que não curti da comida mexicana::bad:: Fui andar no centro, passei no posto de vendas da ADO e comprei a passagem de Palenque a Mérida pro dia seguinte à noite por 472 pesos, andei pelas cafeterias pra provar o café de Chiapas que dizem ser muito bom, curti o início da noite de domingo na agradável San Cristóbal, é realmente uma cidade muito gostosa, bem diferente no clima e na cultura. Tinha um palhaço fazendo graça na praça, coisa muito comum nas praças mexicanas encontrar humoristas fazendo a alegria da galera nas pracinhas, comi uma marquesita (um tipo de crepe) num carrinho de ambulante, senti mais um pouco o clima da cidade naquela sensação complicada de despedidas já que gostei bastante de San Cristóbal de las Casas...

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@Rezzende Poxa belas fotos e excelente e completo relato. Atiçou minha vontade de conhecer o México. 

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      MÉXICO, DE NOVO!!!! E DE NOVO SEM CANCUN!!!! 
      Por que o México de novo? Porque dessa vez não escolhi o destino, ele me escolheu. Na verdade, foi a companhia aérea que escolheu pelo valor irrecusável da passagem. 
      Juntar cinco cabeças, com personalidades, bolsos e objetivos de viagem distintos é um exercício para lá de desafiador! A minha cabeça  sempre objetiva a viagem fotográfica e por isso me fez priorizar mais dias em Yucatan que em Quintana Roo, enquanto o pessoal foi para Cancún eu fui para Mérida, assim pude curtir mais sítios arqueológicos. Definida essa primeira parte, tentei colocar na roda os lugares que seriam um pouco menos para a “turistada". Chegamos pela Cidade do México, mas foi somente uma noite, que conseguimos usar para assistir a Lucha Libre e no dia seguinte deu para fazer as Pirâmides de Teotihuacán, que fizemos por conta própria, usando metrô e ônibus.  
      Chegamos mais ou menos às 4 da tarde e do aeroporto pedimos um Uber até à Plaza Garibaldi, onde decidimos ficar pela proximidade da Arena Coliseo, onde aos sábados tem a Luta Livre. É uma cidade do México completamente diferente de onde fiquei quando me hospedei pela primeira vez em Juarez. Dá para identificar como, dessa vez fiquei na CDMX raíz e antes tinha ficado na CDMX Nutella. Ficamos no Hotel Plaza Garibaldi, bem no meio do fervo, pois é a praça da tradicional aresentação dos Mariachis, os músicos mexicanos das famosas serenatas.  
      Bem... eu não pude fotografar a Luta Livre, na entrada, os caras revistam e as câmeras são proibidas (mas os celulares, não... vai entender). Tive que voltar ao hotel para deixar minha câmera (ainda bem que era perto). A apresentação é muito tosca, como o telequete da TV nos anos 70, acho que curtiríamos mais se não o cansaço do voo não tivesse batido. Rodamos pela praça, vimos uma apresentação aqui ou acolá, comemos no hotel mesmo. 
      Na manhã seguinte, pegamos o metrô na Plaza e pela Linha 5 – Amarela para ir à Estação Autobuses del Norte, de onde no Guichê 8 saem ônibus a cada meia hora Teotihuacam. Tem que se ligar e pedir ao motorista para te deixar na entrada do sítio. Nós vacilamos e fomos parar na cidadezinha, de onde pegamos uma van de lotação. Na volta, é a mesma coisa, pegamos o ônibus no portão de entrada do sítio. Na minha primeira vez eu fui de tour, o que me deixou revoltada, porque é muito fácil ir por conta própria, dez vezes mais barato (gastamos uns 30 reais ida x volta) e muito mais legal, porque no tour se gasta um tempo danado parado em lojas macomunadas com as empresas de turismo. Da estação de ônibus, pegamos o metrô direto para o aeroporto.  Tudo isso com muita facilidade, pois ao chegar, tínhamos deixado nossas malas em um locker e ficamos só com uma muda de roupa na mochila de mão. Ali nos separamos, eu peguei um voo para Mérida e os demais quatro seguiram para Cancun. Três dias depois, nos encontramos na porta de entrada de Chichen Itza. 
      Mérida é considerada a cidade mais segura do México e, provavelmente, a mais quente. Da Cidade do México para lá, fiz em voo interno pela Interjet, uma lowcoast mexicana super boa. E me presentei nutellando na hospedagem, ficando no Gran Hotel Merida, fundado em 1901 em um tradicional prédio colonial no coração da cidade. Era um domingo à noite e a região estava fechada para o trânsito, famílias nas ruas, feirinhas de artesanato e muita música.  
      Já havia contratado o tour pela Mayan Ecotours (http://mayanecotours.com/) para fazer os sítios de Uxmal e Kabah. E que me desculpem aqueles que acham que Chichen Itza é “O” lugar, eu achei Uxmal muito mais fantástico. Um lugar cheio de lendas que começa pelo imperador do lugar que era um anão e por isso a Grande Pirâmide tem degraus tão estreitos. Dizem que a cidade foi fundada por uma tribo chamada Los Xiues e que teve seu ápice entre os anos de 600 e 900 d.C, com uma população de 20 mil habitantes. Hoje, a cidade tem 15 edifícios em uma extensão de dois quilômetros. A primeira construção vista ao se entrar no parque é a Pirâmide do Adivinho, com quase quarenta metros de altura e laterais arredondadas e atrás dela o Quadrilátero das Freiras, subindo um pouco mais pelo terreno passamos pelo Jogo das Pelotas e em seguida o Palacio del Governador. O guia nos contou que o primeiro projeto de restauração do governo mexicano começou em 1927 e que em 1975 a rainha Isabel II esteve na festa de inauguração do espetáculo de luz e som, quando começou a tocar a oração maia ao Deus Chaac (da chuva), caiu uma chuva absurdamente forte fora da estação. 
      Durante o percurso entre Uxmal e Kabah, perguntei ao Raul como conseguiram manter os sítios sem que os espanhóis os destruíssem e ele respondeu: “fueron las malezas” e eu na minha mente superticiosa pensei em proteção divina, até que ele me explicou que maleza é o mesmo que erva daninha, ou seja, por muitos anos os sítios ficaram escondidos no meio da mata. 
      Kabah fica 18 Km distante de Uxmal, que quer dizer “mão forte”. A área foi habitada desde meados do século III aC. A maior parte da arquitetura agora visível foi construída entre o século VII e o século XI.  A contrução mais interessassante é o Palácio Codz Poop, chamado também de Palácio das Máscaras, pois sua fachada é decorada com máscaras de pedra com o rosto de Chaac, o deus da chuva. 
      Entre os dois sítios há um povoado chamado Santa Elena, cuja igreja se vê ao fundo e foi construída pelos espanhóis na parte mais alta da cidade com o objetivo de demonstrar que o cristianismo estava acima de tudo.  
      O tour incluía o almoço (sem bebidas) em um restaurante típico yucateco. Estávamos em cinco: eu e mais dois casais mexicanos de Monterrey. É claro que mesmo com meu portuñol horroroso, conversamos pacas e uma delas me deu várias dicas de como não passar fome no México, já que eu não como milho.  Minha vida no México mudou com a palavra “harina”, que é a farinha de trigo. 
      Merida entrou nos meus planos por causa de uma foto que vi no instagram do Monumento a la patria (to the Fatherland). Então passei no hotel para uma ducha e uma horinha de descanso e fui e voltei à pé, batendo perna pela cidade até achar o monumento que fica no fim do Paseo de Montejo, uma avenida enorme, como uma Champs Elyses de Mérida, com casarões históricos, cafés, bares, bancos para sentar e ver a vida passar (e aproveitar o  wifi free).  
      No dia seguinte, fui na dica do recepcionista do hotel, que me ensinou a ir à Izamal de busão sem a necessidade de contratação de um tour. As ruas de Mérida são classificadas por números, subindo são ruas pares e as transversais ímpares e assim foi fácil chegar à estação de ônibus (praticamente na esquina da 50 com a 67). De Mérida a Izamal são 70 Km, percorridos em pouco mais de uma hora. Ao retornar voltei de van, quinze mil cabeças e eu a única turista no meio. Provavelmente o povo pensando: “o que essa louca está fazendo sozinha por aqui?” 
      Izamal é uma cidade colonial chamada de “cidade amarela”, pois suas construções são praticamente todas dessa cor, a começar pelo Convento de Santo Antonio, que é o símbolo da cidade. Além da igreja, há um museu que guarda as fotos, roupas e até a cadeira usada pelo Papa João Paulo II durante sua visita à cidade para o Encontro dos Povos Indígenas em 1993. O convento foi construído sobre as ruínas de uma pirâmide. Há outras cinco na cidade, mas só subi até à Kinich Kakmó (ruínas mesmo, só se vê a base). De duas a três horas é o suficiente para rodar toda a cidadezinha a pé. Voltei cedo para Mérida porque queria ficar umas três horas no Gran Museu Maia, mas bati com a cara na porta, porque o museu não funciona às terças e eu não sei onde eu estava com a cabeça para não me programar. Se eu soubesse, poderia ter feito o museu no dia anterior ao retornar de Uxmal.  
      À noite eu fui para a Praça do Relógio para assistir a um espetáculo (free) de Jarana, que é uma dança típica de Yucatan misturada ao sapateado. Os casais que dançam jarana fazem isso usando roupas típicas adornados com esplêndidos bordados de ponto de cruz, de cores e desenhos muito diferentes, mas principalmente de flores estilizadas, já os rapazes usam guayabera e calça branca. Foi o ápice da minha passagem por Yucatan e eu fiz muitas fotos das lindas bailarinas. Uns meses depois ao postar no Instagram,  a amiga de uma das meninas a marcou na minha foto e eu tive a oportunidade de mandar todo o álbum. Olha o mundo se encontrando! 
      E chegou então o dia do reencontro com a galera. Eles alugaram um carro em Cancun e eu peguei um ônibus às 6 da manhã para encontrar com eles em Chichen Itza. Chegamos com a abertura dos portões e conseguimos fazer o tour antes dos ônibus de turismo. Às 11 quando saímos, já estava insuportável. Fugindo das excursões, também chegamos (distante 3Km) ao cenote Ik Kil em um bom horário. Uma hora depois, já parecia o Piscinão de Ramos. Esse cenote é bem legal, ainda que o excesso de turistas tenha seu aspecto negativo. Está a 26 metros abaixo do solo e tem 60 metros de diâmetro (bem grande) com 50 metros de profundidade, o que te dá a segurança de pular sem medo. O lugar tem toda uma estrutura de vestiários, guarda volumes e até restaurantes, mas quando começou a encher nós resolvemos pular fora e seguimos para nossa próxima cidade de parada, onde ficamos duas noites: Valladolid, um dos “pueblos magicos”. 
      Almoçamos em Valladolid no espetacular restaurante La Casona, um buffet com comida yucateca de primeira, onde o barril de Corona está liberado! É ou não um sonho? Além da comida ser ótima, destaque para a sopa de lima, o lugar é lindo e tem um altar de mosaico  dedicado à Virgem de Candelária. A tadinha fomos ao Parque Francisco Canton Rosado e à Catedral de San Gervasio, construída em 1545. 
      Na manhã seguinte, partimos para Ek Ballan, um sitio arqueológico que não entramos porque estava o dobro do preço da entrada do Chichen Itza (que já não é barato). Ficamos com a opção de alugar bicicletas e ir só para o cenote. Ficamos a manhã toda lá, afinal era um “private cenote”. Só nós cinco. Foi aí que me colocaram o apelido de Thanos, por sumir com as pessoas. Esse lugar foi bem legal!!! É cheio de uns pássaros azuis muito lindos.  
      No caminho de volta à cidade paramos em um outro cenote, mas só lembro que traduzido era “umbigo”. Redondinho e fundo. Bem legal também, mas cheguei à conclusão que sempre vou gostar dos mais abertos. Fiz umas fotos turistonas com uns carinhas do lado de fora vestidos como maias (a cara de tristeza do cara mais alto depois que fui olhar as fotos me deixou bem chateada e até me arrependi de ter só colocado 50 pesos na caixinha).  Almoçamos no Pizza Hut para relembrar os dias no Marrocos (hahahhaha). 
      No fim da tarde fomos fazer o último cenote que fica numa Hacienda, o Oxman, é fundo, as escadarias sinistras, aí fomos nutellar na piscina e tomar uma cerveja. Finalizamos a noite andando pelas ruas da bonitinha cidade colonial, passando por toda Calçada dos Frades (de los Frailes) até o Convento de San Bernardino de La Siena. Voltamos pela mesma Calçada e paramos em um dos poucos bares abertos, bem típico de filmes mexicanos. Eu fiquei na Corona e a galera encarou os drinks a base de tequila. 
      De Valladolid fizemos o tiro mais longo da viagem: 260Km até Bacalar, saindo de Yucatan para Quintana Roo. Antes demos uma passadinha no cenote Suytun, só para fotos (hahahhaa). Não me lembro como resolvemos colocar Bacalar no roteiro, só sei que achamos que era muito bom para gastarmos 4 horas de estrada e acho também que era o fogo no rabo de estarmos perto da fronteira com Belize e marcar mais um pin no mapa. Não sei quem decidiu, mas fomos... e foi o melhor lugar dessa viagem!!!! Afinal, é um lugar com as cores do mar do caribe, mas com água doce. Todo mundo que me conhece sabe que eu não sou muito chegada a água salgada.  
      A lagoa tem 50 Km de extensão e 2Km de largura e ficamos hospedados em um hostel com o pé nela. Assim, a tarde foi para boiar, tomar cerveja e conversar até a língua cair.  Nada de balada, a cidade não tem muito para fazer. Fomos ver o pôr do sol em Chetumal (40Km) no final da tarde e comemos por lá e ainda fomos nos aventurar na Zona Livre, entre o Mexico e Belize. Entramos em um Cassino muito tosco e ficamos lá rindo dos entranhos viciados na jogatina.  
      Na manhã seguinte tomamos café no Madre Massa (porque no hostel não havia nada) e fizemos o passeio de barco pela lagoa, voltamos a Chetumal para ir pra Belize, mas a taxa de retorno era muito alta e não atravessamos (para não pagar a taxa, teríamos que ter 8 dias ainda no México),  então fomos a Calderitas e voltamos para nossa hostel, onde a lagoa estava bem boa. Saímos à noite para comer uns tacos na cidade. Foi o máximo da nossa badalação na pacata Bacalar. Sem carro não teríamos feito nada. A locação do carro foi uma excelente opção. 
      E assim, começamos a voltar no dia seguinte, parando para duas noites em Tulum. Tínhamos reservado um hostel na praia, um erro para quem está de carro, pois não tem estacionamento. Pagamos pela reserva e fomos parar em um outro hotel na cidade. Sem arrependimentos. Não curtimos nada de praia em Tulum, as águas estavam dominadas pelo sargaço (algas) e aquele azul lindo dos cartões postais estava avermelhado. Assim, focamos nos cenotes. Na tarde do primeiro dia, depois de conhecer o sítio arqueológico de Cobá (um tanto decepcionante), encontramos o “Car Wash”, um cenote aberto, não frequentado por turistas, super maravilhoso, com um tom de verde que nunca tinha visto antes. Foi eleito o nr 1 da viagem, sem falar que a entrada custou 50 pesos. Fomos também no Cenote Dos Ojos (350 pesos) e no Calavera (100 pesos) esse também muito maneiro, mas que merecia a visita ao meio dia com o sol incidindo diretamente no buraco (fomos cedinho, bom para curtir sem pessoas, mas não muito bom para fotos). Passamos a tarde no sítio arqueológico, o único a beira mar, o que nos faz deduzir que foi um porto maia. O sítio é muito bem preservado e vale demais a visitação. 
      Saímos de Tulum em direção à Playa del Carmen, onde devolvemos o carro. Paramos em Puerto Morelos para dar uma olhada na praia, mas não entramos, o sargaço também tinha dominado tudo.  Encontramos um cenote, aberto, grandão e ficamos por lá. Chegamos em Playa já no fim da tarde, podres de cansados. O Hostel era o exemplo de perfeição, ficava localizado na Quinta Avenida, ou seja, no fervo. Saímos para comprar o ticket para ir para Cozumel no dia seguinte e comemos fora do fervo, no restaurante indicado pela menina da agência de turismo, onde o pessoal local come. ADORAMOS tanto que voltamos lá no último dia de Playa. Só entramos na água em Cozumel, porque Playa del Carmem também estava tomada pelo sargaço. 
      Então fomos a Cozumel sem gastar a fortuna que as pessoas normalmente pagam quando fazem um cruzeiro. Fomos de ferry boat, a partir de Playa. Ao chegar do outro lado, alugamos um carro para rodar a ilha. Dormimos lá e não havia necessidade, mas no final foi sorte, pois em Cozumel não tinha sargaço e então finalmente curtimos praias caribenhas.  
      A questão está na privatização das praias. Assim como em Cancun, Cozumel tem 90% das praias privatizadas, logo para curtir você tem que estar hospedado em hotéis pé na areia, o que não foi nosso caso. Achamos a primeira praia possível, mas era vinculada a um bar, com consumo mínimo para poder utilizar. Era pagável e curtimos bem.  Depois seguimos até Palancar, onde é opcional utilizar a estrutura dos restaurantes. Seguimos de carro até a Ponta Sur, mas o jeep pifou e ficamos um tempão esperando a troca. Finalizamos o dia em um outro bar com acesso à praia. Não lembro o nome, mas também não era bom.  
      A noite é inexistentente em Cozumel, ficamos em hotel bem no centro, bom custo x benefício e piscina no terraço. Mas dormimos cedo, porque cedinho estava tudo fechado. Entregamos o carro cedo, porque o dia tinha sido reservado para o passeio de barco ao El Cielo, que é realmente muito fantástico, muitas arraias e estrelas do mar. No final da tarde, pegamos o ferry de volta para Playa e curtimos a noite na quinta avenida (mas comemos baratinho no El Fogon antes). Pegamos um ônibus da Ado até Cancun e de Cancun pegamos um voo interno para a CDMX, dessa vez ficamos em um hostel no Centro, justamente para dar um rolê pela manhã ao Zócalo, Palácio do Governo e Belas Artes.  
      Na volta ao Brasil, a galera voltou porque só tinha 15 dias de férias e eu ainda tinha mais cinco dias. Então, quando o voo parou na conexão em Lima, eu resolvi descer e ficar o finalzinho das férias por lá, dei uma esticada até Cusco, mas isso é papo para um outro post. 
       
      Hospedagem: 
      Cidade do México - Hotel Garibaldi e Mexico City Hostel 
      Merida – Grand Hotel de Merida 
      Valladolid – Hostel Tunick Naj     
      Bacalar – Ecocamping Yaxche 
      Tulum – Siete Deseos 
      Playa del Carmem – Hostal MX 
      Cozumel – Hotel Plaza Cozumel                                                                    
       
      As fotos estão publicadas no site: https://www.flaviamoreirafotografia.com/mexico-yucatan-e-quintana-roo
      Ou pelo instagram em: lugaresfotogenicos
    • Por Bogotá
      Estamos (amigos) com dúvidas sobre a logística das cidades que escolhemos nesta região, qual a melhor sequência logisticamente e financeiramente, desde a chegada em Cancún até a ida para Caye Caulker.
       
       Além disso, qual a melhor programação das atrações por cidade e quais dão para fazer no mesmo dia..
      Obs: não alugaremos carro nesta região 
       Sobre os destinos, Cancún não é um lugar que faz nosso tipo de turismo, queremos usar apenas como base para fazer um bate e volta em Isla Mujeres e como aeroporto para a chegada e partida.
      Pretendemos usar como base as cidades de Tulum, Playa Del Carmen e Valladolid. Estas seriam as localidades para a maioria dos destinos que queremos conhecer..
      Se der de usar um dia inteiro (só se encaixar no roteiro, caso contrário pode ser só uma visita rápida) para os bate e volta em Isla Mujeres e Cozumel, optaremos por fazer isso.
       
      Em Cozumel não dormiríamos, apenas faríamos a visita. Em Isla, só se for mais barato que Cancún (sua base para visita).
       Sabemos que dá para fazer mais de uma atração por dia, mas não temos ideia de como montar o roteiro ideal.
      Aqui estão as atrações que queremos conhecer:
      - Cancún 
      Base para conhecer Isla Mujeres
       
      - Playa Del Carmen 
      Cenote Chaak Tun Natural Park 
      Base para conhecer Cozumel
       
      - Tulum 
      Base para conhecer as Ruínas de Tulum (2km) e Cobá (47km)
      Cenote Sac Actun 
      Cenote dos Ojos
      Grand Cenote 
       
      - Valladolid 
      Base para conhecer Chichén Itzá (45km) e Ek Balam (27km)
      Cenote Ik Kil (pertinho de Chichén Itzá)
      Cenote Zaci 
      Centro histórico
       
      Teremos 10 dias inteiros para fazer todos estes destinos. 
       
      Alguém conseguiria nos ajudar?
      Obrigado!
    • Por h_rodrigues
      Olá a todos,
      Estou planejando minha viagem para o México no final de Janeiro até a metade de Fevereiro 2020
      Meu plano seria visitar Cancún - Campeche - Chiapas - Oaxaca - Puebla - Cidade do México - Guadalajara - Tijuana 
      Tenho amigos em cada um desses estados que irão me ajudar com moradia.
      Gostaria de ver com vocês sobre um roteiro dos melhores lugares a se conhecer em cada um desses lugares e o preço médio que gastaria com isso.
      Sobre a passagem de avião, compensaria eu comprar para Cancún e depois comprar outra em Tijuana ? ou seria melhor comprar um só de ida e volta ?
      Gracias por la ayuda.


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