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Prólogo

Virou costume.

Nas ocasiões sociais, volta e meia um amigo ou parente solta a frase: “E aí, qual sua próxima caminhada?”. Confesso que fico surpreso, pois fiz pouquíssimas trilhas até hoje. Inclusive não faz muito tempo eu ia de carro à padaria da rua de baixo. Porém, pelos caminhos sinuosos da vida, acabei me encontrando pelas trilhas afora. E nos últimos tempos a resposta para tal pergunta era: “vou caminhar em torno do Mont Blanc, cruzando as fronteiras da França, Itália e Suíça.”

Fiquei ciente desta trilha através dos relatos do Elias, do portal Extremos. Antes de pesquisar mais detalhes, a primeira palavra que me vinha à cabeça relacionada ao Tour era “neve”. Ainda não a conhecia pessoalmente. Seria uma ótima oportunidade, somado ao desafio físico mais intenso que a trilha demandaria. Valeria a pena cruzar o oceano para isso.

Iniciei então as pesquisas sobre o TMB. Destaco algumas informações interessantes:

  • A trilha percorre cerca de 170 km (dependendo da rota e das variantes escolhidas, pode aumentar um pouco) em torno do Mont Blanc, atravessando 3 países: França, Itália e Suíça. O sentido pode ser horário e anti-horário, sendo o último o mais tradicional (e que eu optei).
  • Não há um lugar oficial de início. Tradicionalmente a maioria das pessoas inicia em Les Houches. Optei por fazer o mesmo, apesar de vir pela Itália. Teoricamente seria mais prático iniciar por Courmayeur. Porém descobri que dessa forma, os últimos 4 ou 5 dias formariam a sequência mais dura do percurso. Iniciando por Les Houches, quebraria estes dias difíceis em 2 partes.
  • A duração do Tour pode variar entre 8 e 12 dias, dependendo do preparo e disponibilidade de tempo.
  • O período para se fazer a trilha é restrito ao verão (final de Junho até meados de Setembro) pois a neve e o mau tempo inviabilizam boa parte da rota no restante do ano. O inverno de 2018 na Europa fora rigoroso, então eu estava ciente de que poderiam haver algumas complicações na trilha por conta do degelo mais tardio em algumas rotas.
  • Pode-se contratar agência com guia, autoguiada (sem o guia, mas com as hospedagens e orientações de rota providenciadas) ou seguir por conta própria, fazendo pessoalmente as reservas. Optei pela última opção, após descobrir que a trilha é bem sinalizada. Encaro o planejamento como uma parte interessante da aventura.
  • As hospedagens variam entre hotéis e albergues nos vilarejos, e abrigos de montanhas nas partes mais isoladas. Muita gente segue acampando, porém é bom atentar que nem todo trecho possui permissão para camping.
  • Voando do Brasil, as cidades mais práticas para se pousar são Genebra, Paris ou Milão. Fui por Milão pois faria um tour pela Itália após a caminhada.

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DIA 0 – Les Houches

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Cheguei em Chamonix na parte da manhã, vindo de Courmayeur. Fui dar uma volta na cidade para matar o tempo até o horário de check-in no albergue de Les Houches, às 14h. A cultura de esportes outdoor e alpinos é exalada por todo o local, com diversas lojas de grandes marcas da área e turistas desfilando com suas roupas e mochilas técnicas.

No início da tarde tomei um ônibus para Les Houches (há linhas de ônibus que circulam pela região – Le Tour, Argentiere, Chamonix, Les Houches, etc. Custam 2 euros o trecho ou 3 euros o ticket para o dia todo).  A atmosfera do albergue (Gite Michel de Fagot) já me era familiarpor conta da experiência no Caminho de Santiago, 2 anos antes. No meu quarto, conheci uma figura com a qual eu conviveria (e que foi responsável por alguns momentos divertidos) por toda a trilha, Park, um coreano de 63 anos. Após o jantar coletivo, fui dormir e tentar descansar para o início do Tour no dia seguinte.

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DIA 1 - Les Houches a Les Contamines (18,4 km)

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Inaugurando a rotina dos abrigos de trilha, acordei cedo, tomei café, arrumei a mochila e parti para a caminhada do dia. Logo no início, descobri que uma boa parte das pessoas sobe ao primeiro passo de montanha (Col de Voza) pelo teleférico. Corta cerca de 5,5 km e uma subida quase 600m. Mas meu objetivo era caminhar 100% do tour. Subida cansativa para um início de trilha. E o caminho em si não era muito interessante.

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Chegado ao passe, tomei um café em um estabelecimento por lá. A partir dali há 2 opções de caminho. Uma mais tranquila, pelo vale, e outra mais pesada, pelos passos de montanhas. Neste dia peguei a trilha mais complicada. Queria as vistas dos topos das montanhas.

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A partir dali, a subida ficou bem pesada. Trilhas de terra em ziguezague sem uma parada para respirar. Quase no passo mais alto do dia (Col de Tricot), vejo que o caminho em frente estava coberto de neve. Era meu primeiro contato com ela, e seria complicado. Instalei os spikes que comprei para as botas e subi tranquilo, com velocidade, me achando. Então logo atrás me aparece um bando de adolescentes que seguiam sem os spikes. andando tranquilamente e sem escorregar, feito o Legolas do Senhor dos Anéis. Depois cruzei com outras pessoas também sem o equipamento. E eu era o único tonto com aquele aparato. Paciência... Pelo menos fui prudente. Não sabia andar na neve e tomei precauções por isso.

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Chegando ao Col de Tricot, me deparei com uma vista espetacular. Muitas pessoas paravam ali para comer e apreciar o local. Resolvi comer também um sanduíche que levava. Fiquei um bom tempo ali em cima até resolver continuar. Teria que encarar uma descida pesada. E meus joelhos sempre foram um problema nas trilhas. Mas depois de muito treino e uma perda considerável de peso corporal, o joelho não reclamou. Mas a descida acabou sendo um pouco complicada. A trilha beirava grandes barrancos, com muitas pedras soltas e em alguns pontos, pouco restava de um caminho desmoronado. Quase escorreguei algumas vezes. Ao final da descida, cheguei ao Refuge de Miage. Tomei uma cerveja, cuidei dos pés e segui em frente.

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Durante todo o trajeto até aqui o tempo manteve-se aberto e o sol rachando. Já eram 3 da tarde e segui para a segunda subida, mais curta que a anterior. Pena que o tempo fechou em torno do Mont Blanc e não pude avistá-lo durante a tarde. Logo, peguei a última descida até o local onde eu iria pernoitar. Foi relativamente tranquilo. Mas a medida que a cidade se aproximava, parecia que a trilha não acabava nunca. Enfim cheguei ao albergue. E ao procedimento de sempre: depois de caminhar 10 horas, tomar banho, lavar a roupa (com as costas reclamando) e jantar. E mais uma cerveja para fechar a noite. Foi a trilha mais difícil que fiz até hoje. Por enquanto, sem maiores dores ou cansaço. Mas teria mais 10 duros dias pela frente.

 

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DIA 4 - Rifugio Elisabetta a Courmayeur (15,7 km)

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A caminhada do dia prometia ser tranquila. Uma subida pesada, mas curta, se destacava na primeira metade, e o restante seria uma longa descida até a cidade de Courmayeur. Mas o destino se encarregaria de providenciar alguns obstáculos para acrescentar alguma emoção à trilha.

Segui por alguns quilômetros um caminho praticamente plano até o lago Combal, onde uma bifurcação dividia a trilha para o caminho tradicional (pelo alto) e para a variante (pelo vale), que era recomendada em caso de mau tempo. Eu vinha caminhando nos últimos dias com 2 jovens singapurianos. Um deles estava com uma bolha infeccionada em um dos pés e andava com dificuldade. Resolveram por isso tomar a variante mais leve, enquanto eu seguiria por cima. Nunca mais os encontrei. Escutei rumores de que haviam abandonado a trilha posteriormente, mas não pude ter certeza.

A subida, apesar de íngreme, foi sendo vencida com tranquilidade. Porém, logo no início, o primeiro desafio: pedaços de uma ponte de gelo sobre um riacho haviam desabado. Eu me deparei com duas escolhas: tentar cruzar o riacho pulando sobre algumas pedras emergentes, ou subir pela margem ainda coberta de neve e tentar achar outro ponto para cruzar. Porém essa subida era bem inclinada e o ponto de cruzamento, incerto. Resolvi arriscar pelas pedras. Fatalmente acabei pisando algumas vezes no leito do riacho e encharcando minhas botas. A partir dali, tomei o mesmo cuidado do dia anterior: paradas constantes para secar os pés e trocar as meias molhadas.

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Ao final da subida, alcancei o ponto mais alto do tour (2.430m). O tempo aberto e a posição proporcionavam uma vista espetacular das montanhas e glaciares e do próprio Mont Blanc. Fiquei ali por um tempo enquanto deixava as meias e botas ao sol para secar um pouco.

Segui caminho, e logo no início da longa descida até Courmayeur, um campo de gelo que aparentava ter a mesma dificuldade de todos os anteriores, revelou-se bem mais perigoso. Estava bem escorregadio (neve ainda dura) e havia uma grande inclinação para baixo no trecho final. Qualquer passo em falso ou escorregada, seria uma queda montanha abaixo. Foi a primeira vez que fiquei com medo real no TMB. A cada vacilada, a sensação de "morri", caracterizada por uma corrente gelada que subia a espinha e só não arrepiava meus cabelos por conta da ausência dos mesmos...

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Passado o aperto, continuei a descida, que seguiu tranquila dali para frente. Fiz uma parada no refúgio Maison Vieille para almoçar. Depois, uma descida íngreme e monótona até Courmayeur, que colocaram meus joelhos à prova. Se não sentisse dor após esta, estaria 100% recuperado das dores que sentia nas descidas de trilhas anteriores. E não precisaria mais das incômodas joelheiras, que nessa altura, só ocupavam espaço na mochila.

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Aproveitei a estrutura de Courmayeur para lavar uma boa parte da roupa. É uma cidade cara, então a lavanderia custou mais caro que um bom jantar. Mas ter as roupas limpas é muito bom também. E nem sempre temos como lavar e secar as mesmas nos refúgios. Também fiquei em um hotel neste dia. Aproveitaria um pouco de privacidade, espaço e conforto para variar. Mas os dormitórios e camas coletivas não estavam sendo de nenhuma forma um problema para mim. Meus padrões de conforto mudaram muito nos últimos anos com estas experiências em trilhas. Desapego sendo aprendido e exercitado.

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DIA 5 - Courmayeur a Rifugio Bonatti (12,2 km)


Acordei tarde para aproveitar o café da manhã do hotel. Tenho comido relativamente pouco se contar o esforço físico. As comidas dos refúgios sao bem regradas, e não é raro eu caminhar por 8 horas somente com o café da manhã no estômago.

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Hoje resolvi seguir a trilha comum, no lugar da variante. De Cormayeur, uma subida íngreme pelo bosque, que levou cerca de 2 horas, terminava no Refugio Bertone. De lá, o caminho bifurca para a trilha oficial ou para a variante pelos passos de montanha.

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O caminho que segui era praticamente plano a partir dali, seguindo pelas encostas das montanhas que cercavam o vale. Um cenário bem diferente do dia anterior, com muitos campos floridos, resquícios da primavera que mal terminara. A vista por todo o percurso era sensacional. Cruzei com muitos habitantes das cidades ao redor, que aproveitavam o bom tempo (me disseram por lá que uma sequência de dias de tempo aberto como aqueles era bem raro por ali) para subir a trilha e aproveitar o sol. Muita gente de roupa de banho lá em cima, deitados na grama ou fazendo piquenique. Também vi muitos corredores que treinavam para a ultramaratona que ocorre anualmente por ali.

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O ponto negativo da trilha mais “fácil” foi a presença massiva de grupos de caminhantes. Dá para diferenciá-los pelas roupas caras e muito limpas, mochilas pequenas e a tendência bizarra de andarem sempre em bando, colados uns aos outros, com velocidade reduzida. Isso causava um certo congestionamento no caminho, pois é difícil ultrapassá-los nas trilhas estreitas. Seria legal se as agências/guias reforçassem algumas boas práticas de trilha, como ceder passagem e não fazer tanto barulho.

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O caminho foi tão tranquilo que demorei a chegar ao destino do dia, pois ficava enrolando sentado curtindo a paisagem. Como esse semi-descanso poupei as minhas pernas, pois o dia seguinte prometia ser pesado. No refúgio Bonatti, onde pernoitei, novamente vi muitas pessoas que claramente eram habitantes dos vilarejos em ao redor, que faziam pequenos trechos em bate-volta para curtir o local. Este refúgio possui, na minha opinião, uma das mais espetaculares vistas da trilha, com um paredão de montanhas nevadas (incluindo o Mont Blanc) à frente. Pena que não me permitiam ficar do lado de fora depois das 22, pois eu pretendia tirar algumas fotos do céu estrelado e o dia estava muito propício. Paciência...

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DIA 6 - Rifugio Bonatti a La Fouly (19,8 km)

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Depois do trajeto tranquilo do dia anterior, o mapa de altitude prometia um dia mais pesado para hoje. Um sobe-desce de respeito. Mas creio que o corpo já se acostumou, pois achei o percurso bem tranquilo. O único percalço, bem no início, foi uma ponte de gelo perigosamente fina, sobre um riacho. Optei por passar pela água (com bota molhada eu sei lidar, com risco de queda do gelo, não...). Os anos da adolescência jogando Super Mario se justificaram e consegui pular de pedra em pedra sem molhar os pés. Alguns corajosos arriscavam cruzar a ponte de gelo. Faziam um desvio para cima, na esperança da mesma estar menos fina. Mas não havia como se certificar. Era arriscado.

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A subida do dia foi bem íngreme. Mas subi com tranquilidade, tentando ultrapassar alguns grupos que caminhavam em fila. Uma cerveja no refúgio Elena, no meio do percurso, ajudou a dar um gás. Chegando ao passo Ferret, parei para ficar de bobeira e tirar fotos. Ali era também a fronteira entre Itália e Suíça.

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Continuando para o lado suíço, a trilha agora constituía em uma longa descida até o vilarejo de La Fouly. Logo no início, um campo de gelo que parecia assustadoramente íngreme se revelou como apenas uma ilusão de perspectiva. E eu já estava me acostumando com o caminhar no gelo. Fiquei tão confortável que levei o primeiro tombo, felizmente em uma parte sem perigo algum.

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Vi algumas pessoas mancando e descendo de lado, reclamando de dor nos joelhos. E eu com minhas joelheiras aposentadas, guardadas dentro da mochila. E apesar de estar andando por locais cercados por montanhas cobertas de neve, faz muito calor durante o dia e o sol está de rachar. Estou com queimaduras piores do que quando vou à praia, apesar de parar sempre para reaplicar protetor. Quem diria que sairia do Brasil para pegar um bronze nos Alpes.

La Fouly é um vilarejo suíço bem característico, com chalés de madeira, flores coloridas nos jardins e varandas e claro, a cadeia de montanhas nevadas em volta. Há uma pequena estrutura com caixa eletrônico, mercado e uma loja de equipamento esportivo. Os dormitórios coletivos dos hotéis seguem o padrão dos refúgios, com colchões dispostos lado a lado, colados uns aos outros. Isso geralmente não representava problema para mim, até esta noite em especial.

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DIA 7 - La Fouly a Champex (16,9 km)

Sr Park, o coreano que eu havia conhecido no primeiro albergue, estava no mesmo quarto que eu. E falava dormindo. Se fosse somente pelo barulho, não me incomodaria. Mas a entonação estava engraçada e eu segurava o riso, sem conseguir dormir. Outras pessoas no quarto tentaram acordá-lo, mas sem sucesso.

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No guia que usei como referência, o caminho de hoje era descrito como o mais fácil de todo o Tour. Comprovei a veracidade. A trilha não subiu para os usuais passos de montanhas, e sim seguiu cortando pelo vale, em meio aos intermináveis bosques de pinheiros suíços. E, no terço final, caminhei por outro desses típicos vilarejos suíços, com os já familiares chalés de madeira e seus paredões de lenha para o inverno. E claro, muitas flores enfeitando-os.

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Dali até Champex, o destino do dia, a trilha segue uma subida um pouco mais pesada, passando por um bosque onde esculturas de animais cavadas nos troncos de árvores cortadas, enfeitavam o bosque. O vilarejo localiza-se às margens do lago de mesmo nome. O dia estava bonito e ensolarado e as pessoas curtiam a tarde pescando ou praticando esportes aquáticos.

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Havia, porém, um pequeno problema no meu planejamento deste dia: havia reservado um abrigo 2 km após Champex, no caminho para a variante que seguia até o passo chamado Fenêtre d’Arpette. Mas, por conta de deslizamentos de encostas, a passagem por esta variante estava fechada. Eu teria que retornar ao vilarejo no dia seguinte para seguir pelo caminho oficial.

Depois de uma subida pesada (os últimos km sempre parecem intermináveis e difíceis), cheguei cedo para o check-in do albergue, que só poderia ser feito dali a 1h. Mas me deixaram tomar banho e lavar minhas roupas, o que acabei adiantando. No decorrer da tarde vi algumas vans e ônibus trazendo grupos guiados para se hospedarem ali. Acho que eu era um dos poucos no local que fazia o caminho por conta própria. E é um pouco mais difícil interagir com as pessoas desses grupos já estabelecidos.

No abrigo não havia tv ou sinal de internet. E haveria mais um jogo da seleção brasileira pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Não sou muito fã de futebol. Mas não havia nada para fazer naquele local. Mais cedo, um irlandês com o qual eu fizera amizade, havia me convidado para assistir ao jogo em um bar em Champex. Mas isso significava pegar uma trilha de 2 km até lá, e imediatamente após o jogo, voltar para chegar a tempo para o jantar. Mas deixei a preguiça de lado e resolvi encarar a caminhada bônus. Felizmente fui compensado pelo esforço com uma vitória da seleção. E claro, tomando uma boa cerveja.

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Subi rapidamente a trilha para o refúgio após o término da partida. Começara a chover e eu temia pelas roupas no varal. Felizmente consegui chegar a tempo de recolhê-las antes de um estrago maior. Após o jantar, fui dormir cedo, às 21h. E no dia seguinte, às 6h, despertaria para mais outro dia de caminhada.

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DIA 8 - Champex a Trient (15,5 km)

 

O tempo nublado pela manhã ameaçava a caminhada com a possibilidade de chuva. Apesar dos cuidados extras com os equipamentos impermeáveis, até que ela seria bem-vinda. Um descanso para a pele já descamando sob o sol inclemente dos alpes.

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Andei pelos bosques de sempre, conversando com um grupo de israelenses que conheci nos dias anteriores. Mas logo já estava sozinho. Os diferentes ritmos de caminhada, somado à dificuldade técnica não favorecem socializações muito longas no Tour (algo que era muito comum no Caminho de Santiago em suas trilhas quase planas).

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Após uma descida suave, alcancei um vale com os seus típicos chalés rurais. A partir dali, uma longa e íngreme subida seguiria até a fazenda Alpage du Bovine. Sem problemas, pois a única subida que me amedrontava nesta viagem era a do Euro. Ali há um rústico chalé de pedra, onde os trilheiros podem descansar nas mesas externas, tomando um café com tortas variadas, enquanto curtem a vista do vale abaixo. Fiquei lá por quase uma hora, relaxando e batendo papo com alguns conhecidos.

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O sol continuava castigando, e o calor do meio dia chegava ao seu máximo. Não raro avistava algum coreano caminhando com sombrinhas. Para eles, o bronzeamento da pele é algo encarado de forma negativa.

A descida após o Bovine prometia ser suave, de acordo com o gráfico de altitude. Mas acredito que a soma do calor, da longa subida anterior, e do peso da mochila, me causavam um certo incômodo nos pés naquele dia. E descidas, ao contrário do que se imagina pelo senso comum, não raro são mais penosas para o caminhante que as subidas, pois geram um impacto maior. Essa dor nos pés me era familiar e me gerava um pouco de apreensão pela sua causa.

Algumas pessoas tinham como destino o albergue de Col de La Forclaz, quase no final do percurso. Para quem planeja fazer a variante do dia seguinte, é o local ideal para pernoitar, pois o caminho se divide por ali, obrigando a quem fica em Trient a retornar. Mas eu não tinha a intenção de fazer este caminho, devido ao inesperado cansaço que me abatera no dia. Desci então para o vilarejo, por uma trilha íngreme e com alguns trechos interditados por recentes desmoronamentos, obrigando a tomar alguns desvios.

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Passei o restante da tarde no albergue, pois não notei nada de muito interessante no vilarejo para se conhecer. Só a rotina de sempre mesmo: banho, lavar algumas roupas, uma cerveja, jantar e cama

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    • Por casal100
      Vários amigos e familiares nos indagavam sobre nossas travessias, segundo eles, tudo era muito repetitivo(as fotos eram parecidas, repetimos várias vezes os mesmos caminhos, até pela falta de outros. Até tem, mas caminho particular, não faremos  mais). De certa forma eles têm razão, visto que a visão do picos e montanhas não tem comparação com fotos de estradas e, tem um detalhe mais importante: as principais atrações das cidades(tirando algumas) não estão dentro delas, mas nos arredores  (cachoeiras, picos, morros. ..). Nesses 2 meses,  caminhamos mais de 900 quilômetros é quase 10.000 kms de carro. Conhecemos pessoas maravilhosas por onde passamos, experimentamos emoções que nunca tivemos,  comidas deliciosas,  não tivemos nenhum problema mais sério, tudo muito tranquilo.
       
      O BRASIL É SIMPLESMENTE SENSACIONAL! 
      E mais bonito visto de cima. Diante disso e, até para comemorar meus 60 anos de vida (ingressei na melhor idade), neste verão resolvemos fazer algo um pouco diferente : fomos conhecer e rever alguns parques nacionais /estaduais /municipais e privados, subir alguns picos/montanhas  e alguns circuitos desses locais, região de cachoeiras,  e Brumadinho(Inhotim), poderíamos estar no dia do rompimento da barragem,  para nossa sorte desistimos em cima da hora.
      LOCAIS VISITADOS:
      Extrema - Mg (subida as base dos pico do lopo e do lobo)
      Munhoz - Mg(subida ao pico da antenas, caminhos)
      São Bento do Sapucaí - Sp(pedra do baú e roteiro)
      Marmelopolis -Mg(subida ao morro do careca, mirantes, pedra montada, roteiros e subida ao pico Marinzinho)
      Aiuruoca - Mg(subida ao pico do papagaio, matutu, cachoeiras)
      Visconde de Mauá-Rj - (subida a Pedra Selada)
      PN Ibitipoca - Mg (Janela do céu, pico, circuito das águas e grutas)
      São Tomé das Letras - Mg (cachoeiras e roteiros)
      Carrancas - Mg(cachoeiras e circuito serra de carrancas)
      Ouro Preto - Mg (centro histórico e subida ao pico do Itacolomi)
      Mariana-Mg: Bento Rodrigues, local destruído por outro rompimento de barragem da Vale.
      Serra do Cipó - Mg(todos circuitos dentro do parque e travessão)
      Conceição do Mato Dentro - Mg: cachoeira do Tabuleiro  (base e mirante)
      Lapinha da Serra - Mg(subida aos picos da Lapinha e Breu, cachoeira Bicame e Lajeado,  parte travessia Lapinha x Tabuleiro)
      Brumadinho - Mg(Inhotim)
      PN de Itatiaia - parte alta - Mg(base do pico das agulhas Negras e prateleiras, cachoeira Aiuruoca, circuito 5 lagos, subida ao pico do couto)
      Piquete - Sp(subida ao pico dos Marins)
      Infelizmente, por excesso de chuvas, não fizemos os picos do Itaguaré e da Mina( motivação da viagem). Entrou uma frente fria na semana que antecedeu o carnaval, tivemos que abortar por questão de segurança, pois não utilizamos guias e fazemos somente Bate/volta - fica para a próxima.
      As surpresas da viagem:
      Inhotim, Lapinha da Serra e Serra do Cipó. Pois não conhecia nenhuma delas.
      Algumas fotos
      Subida ao pico dos Marins - SP

      Pico do Itacolomi - Ouro Preto - Mg

      Cachoeira Bigame - Lapinha da Serra-Mg

      Subida para pico do Breu e Lapinha - Lapinha da Serra-Mg

      Vista desde o pico da Lapinha

      Cachoeira do espelho - travessão - Serra do Cipó -Mg

      A incrível JANELA DO CÉU 

      flora exuberante



    • Por Da Silva Junior
      Ferrotrecking de Viana ao Pontilhão que Limita com Domingos Martins.
       

      Quarta dia 10 de Outubro resolvi continuar meu Ferrotrecking que eu parei fiz 35 km de Argolas até o Pontilhão de Viana onde passa a estrada para Baía Nova , nessa pedaço cheguei 13:30 parta ir pelo menos até o Pontihão que Limita com o município de Domingos Martins andei por umas Duas Horas e quinze Segundos. 

      Passando Por Lugares maravilhosos, aspectos da Ferrovia muito legal como Vales, Precipícios e Lugares com Rochas Saindo Água show demais.

      Passando por Fazendas e Areas Rurais muito lega a Ferrovia bem cuidada nesses trechos muito bom de caminhar só prestar Atenção mesmo nas Pedras para não Dá Torção. 

      Vamo que Vamo 
      Aqui Começou entrarmos na área alagada mais não tive problemas por caminhar pois era só do lado. 
      nesse ponto muito bonito a paisagem avistei uma família de Falcões ficaram olhando para min enquanto eu seguia nesse trecho vi muito macaquinhos Saguis também 

      nessa parte a linha se cruza com uma estrada chamada de Peixe Verde Zona Rural de Viana Baia Nova 
       

      mais 300 mts essa curva eu apreciava as fazendas do Lado esquerdo com suas plantações e suas fontes de criação de peixes 

      partir daí já não via mais casas só eu e a mata e o Rio Jucu que começa aparecer 
       

      mais na frente apareceu essa porteira com uma trilha para essa Paróquia aí eu só registrei mesmo passei direto. 
       

      chegando perto das fontes e das Bicas De Águas 

      olha o Rio Jucu perto perfeitíssimo 
      Nesse Trecho encontrei Águas Mineirais saindo das Rochas pelo longo da Ferrovia e também uma bica de água mais na frente do qual experimentei a água e tava uma delicia 
       

      de´pos dessa parede de Rocha mais 600 mts eu chegaria no Pontilhão que limita os Municípios de Viana com Domingos Martins.

      chegada no Pontilhão show demais 

      foi muito legal depois retornei de volta para viana e Gastei mais duas horas chegando em Viana do ponto de partida umas 16:50 .

       
      prometi que ia retornar no Feriado do Dia 12 para seguir até Marechal por 31 km na Linha Férrea. 



    • Por Da Silva Junior
      Ferrotrecking de Viana Passando Por Domingos Martins e Chegando em marechal Floriano.
       
      Amigos dia 12/11/2018 resolvi fazer os 31 km  até a Estação Ferroviária de Marechal para isso comecei meu projeto estudei a trilha inclusive com relatos aqui mesmo do Site Mochileiros então peguei um ônibus bem as cinco da manhã e fui para Viana Sede chegando lá comecei marcar do Pontilhão do Bairro Santo Agostinho até o Segundo Pontilhão de onde eu já tinha ido já no lado de Domingos Martins passei por Dois Túneis e sete Pontilhões e falar a verdade com belas paisagens e belos lugares não tive problema nenhum com questão de segurança falar a verdade é só você ter atenção com as pedras para evitar torção ou quebrar o pé mesmo questão foi tranquila nos túnel se você tem vontade de fazer essa trilha eu recomendo sim você faze-lá mais lembrando sempre leve suprimentos, quatro garrafas de dois litros, lanche mais frutas e sempre com atenção na via, fui de manga longa contra o sol apesar de alguns trechos o sol sumiu e lanterna de cabeça ,não coloque muita coisa na mochila para não ficar muito pesado ok .
      abaixo um pouco da minha aventura que vou narrando.

      Terceiro Pontilhão nesse km estava chegando perto do Túnel já nessa parte andei por uns 12 km sozinho até avistar pessoas na entrada do Túnel partiu boraa 

      Momento que Avistei pessoas pena que não deu para tirar foto do Inicio do Túnel muita gente 

      entrando no Quarto Pontilhão sobre o Rio Jucu essa parte é show por causa da galera preferi seguir 

      Partiuuuuuuu encarar o primeiro Túnel bora 

      Saindo do Primeiro Túnel 

      tranquilão 100mts só só se ligar nas pedras mais nada liga a lanterna e cai para dentro 

      passei por um Sr que queria saber onde estava a equipe dele falei para ele entrar no Túnel ele morrendo de medo kkkkkkkk
      Chegada agora em Pedra dos Ventos

      Depois dessa Curva eu cheguei na Localidade Pedra dos Ventos ali era uma parada ferroviária para embarque e desembarque hoje só restou as ruínas da antiga plataforma da Estação abaixo as fotos  
      Aí Antiga Plataforma de Pedra Dos Ventos hoje o local abriga uma escola onde devido ao ferido se encontrava fechada. 
      muito legal essa parte do Trecho com belas paisagens e Cachoeiras ao longo do Curso da via Férrea 
      Abaixo mais um Pontilhão o Quinto na Verdade Sobre o Rio Jucu Braço Sul 

      Se liga na Altura dele 

       demais matado 

      partiu ficou para trás 
      depois disso mais 400 mts eu chegava na ex Parada Ferroviária do Jucu hoje apenas só a plataforma 

      Ex parada Ferroviária do Jucu hoje só restou apenas a estrutura aqui era para desembarque e embarque pena que o tempo passou 
       
      cheguei aí 10:30 da manhã de onde tomei meu café da manhã sentado aí com uma garrafa de agua e quatro pães de forma o famoso pão e água mais é verdade depois seguir viagem e mais 200 mts eu encontraria meu segundo Túnel 
       

      depois dessa Curva eu Topie com ele meu Segundo Tunel partiu encarar bora
      Olha ele aí 

      Abaixo fotos na Saídas dele mais curto que o primeiro deve ter 90 mts muito curto o que facilita o passeio 

      Abaixo Trechos da Linha  show demais 
      partiu agora 
      Cachoeiras s do Rio Jucu Braço Sul 

       
      Precipício sobre o Rio Jucu olha o Elevado 

      Olha que Paisagem legal embaixo 

      mais 400 mts chegava no Sétimo Pontilhão sobre o Rio Jucu  

      olha ele aí mais um para a gente passar bora 

       
      aí depois uns 600 mts eu taria chegando me Germânia mais conhecido como Vale da Estação em Domingos Martins
      Passando pelo Mini Pontilhão de uma queda fantástica e começando a chegar no Perímetro Urbano 

      agora só 300 mts da Estação de Germânia

       
      olha o Riacho 
      abaixo do Mini Pontilhão 

      partiu ficou para trás 

      Pausa para Tomar uma Água e Engolir um pão apenas dois minutos de pausa deu fome pois a hora era 12:55

       
      depois disso aí comecei a vêr de longe a Estação
       
      Vale da Estação antiga Estação Ferroviária de Germânia dentro do Municipio de Domingos Martins 
      abaixo mais fotos dela 

      Olha o Perfil dela estava fechada parece que não é aberta 

      Belas casas no Entorno e ainda bem cuidada isso é legal manter o patrimônio é sempre um direito.

      Bay Bay Estação ficando para trás ao chegar nesse trecho eu Percorri 24 km em Cinco horas partiu Marechal mais 7km em uma hora 

      Saindo do Vale da Estação  Estação partiu Marechal mais 7km  com dois pontilhões nessa foto a direita você a estrada para Santa Izabel 
       
      Pontilhão Limitando os Municipios de Domingos Martins com Marechal Floriano 
      a partir desse trecho dentro de Marechal já mais mesmo assim ainda faltava mais 6 km 
      Alegria estou quase chegando 

      mais dois km encontrei o nono Pontilhão mais uma para a conta bora

      aí ele aí Nono Pontilhão encarado na marra 

       
      Show chegando na Estação Ferroviária de Marechal assim que passa desse ponto vc anda mais uns quilômetros e começa  a margear a vila urbana não se assuste a chegada não é muito bonita você encontra casas bares e pessoas e a linha com lixo só continue que vale a pena, 
       A Partir dessa Curva se via a Estação de Marechal Floriano muito showw 

       

      Depois daí avistei a Estação pintada de Amarela show demais

      Mais fotos e ela estava aberta funcionando um museu por dentro.
      Missão Batida em seis horas e 31 km rodado na linha férrea show agora quero ir daí para Engano passando por Rio Fundo, Araguaia, Iritimirim, Matilde e Chegando em Engano.  

      Fotos Agora por Dentro da Estação 
      Belo Museu 
       
      Então deixo meu e-mail aqui para vocês [email protected] e também meu zap 27 996973825 estou programando fazer uma caminhada lá pro dia 04 de Novembro de Marechal a Engano passando por Rio Fundo, Araguaia, Iritimirim e Matilde e chegando em Engano bora só me contactar. 
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       






















    • Por Da Silva Junior
      Ferrotrecking da Antiga Estação da Leopoldina de Argolas a Viana
      Olha eu não recomendo fazer e só fiz pois eu tinha um enorme curiosidade de saber por onde ela passava nos bairros de VIla Velha, Cariacica e Viana, passei por Favelas, bairros no entorno onde pessoas jogam o lixo na linha, passei por lugares onde o mato também dificulta andar sobre a linha, também lugares onde a terra esconde devido a precariedade mais assim lugar mais tenso mesmo da linha foi no Terceiro Bairro de Vila Velha assim que você sai da Antiga Estação localizada no Bairro Argolas,  o segundo bairro é Santo Torquatoa entramos em Cobi de Baixo bairro super perigoso pois aonde passa a linha fica concentrado pessoas ligadas ao tráfico e também pessoas usando então recomendo assim que passar pelo viaduto não tirar mais foto do trecho, passou isso geralmente o trecho depois é tranquilo mais ficar ligado sempre não é porque eu tive  tranquilidade que todos os dias não possa ter ok ficar ligado sempre. 
      Vamos lá fiz essa trilha em quatro dias alternados era uma vontade minha conhecer a ex Estação de Argolas, a tinha uma vontade Imensa de passear por ela , estudei e completei 31 km da Estação até o Pontilhão de Viana no bairro Santo Agostinho. 
      Abaixo fotos da Estação da Leopoldina de Argolas. 
      Ponto Inicial da Linha Litorânea Sul , hoje ferrovia Centro Atlântica.

      Fachada de Entrada 

      Perfil 
      Fotos Por Dentro 
       
      uma pena o descaso com a Estação que poderia estar funcionando um museu Ferroviário no lugar. 

      Foto Aérea da Plataforma de Embarque. 

      Plataforma de Embarque olha que show imagina isso no tempo passado a quantidade de pessoas que já passou por ai, historias que se perderam no tempo. 
       

      Indo em Direção para Santo Torquato isso é na direção aso bairros. ainda área da Estação maquinários antigos e Bombas antigas. 

      Sáida ou Entrada da Estação lá no Portão onde tá saindo o Senhor sem camisa nessa Entrada aí o Bairro é Chácara do Conde. 

      em cima do Viaduto é outra Via Férrea também era da Leopoldina que vêm do Porto da Capuaba e sai no Patio de Manobras da Vale no Porto Seco. 

      Indo para a Direção de Santo Torquato.

      Nessa Parte Estamos em Santo Torquato.

      600 mts na frente a linha está enterrada de terra além do treco está cheio de lixo por cima da Via Férrea 

      Bairro Santo Torquato

      Cruzamento com as Ruas Leopoldina com Av César Alcure . 
      nesse trecho se inicia Cobi a parte mais perigosa da Linha. 

      Passou dessa Parte não Conseguir mais Registra nenhuma foto devido a concentração de muitas pessoas ligadas ao Tráfico. 
      passei de fininho e depois de 400 mts cheguei no Pontilhão que limita o Bairro com o Município de Cariacica.

      Olha lá o Primeiro Pontilhão que Limita os Municípios de Vila Velha com Cariacica.

      Olha a Visão sobre o Rio Marinho 
       

      A partir desse trecho estamos em Cariacica.

       Bairro Vasco da Gama lado Esquerdo e Bairro Jardim América do Lado Direito cruzamento das Avenidas Ferro e Aço com Av Leopoldina.
       
       
        Mini Pontilhão Localizado entre Caramuru Lado Esquerdo e Boa sorte lado Direito
       
       Cruzamento com Rio Grande do Sul com Barão de Itapemirim 

      Mini Pontilhão no Bairro Maracanã 

      Bairro Rosa da Penha 
       Cruzamento Av Ferreira Coelho com Valfredo Pereira 
      Bairros São Geraldo Chegando em Campo Grande 
       Ponto Final do Bairro São Geraldo no Limite com Santa Fé e Campo Grande 
       
      Cruzamento com Valfredo Pereira e Av Rua Dom Pedro 2 e Rua Maria Petra.
       
      Trecho em Campo Grande Santa Fé lado Esquerdo e Campo Grande Lado Direito 
       
       Cruzamentos das Ruas Matutinas com Rua José Vieira Gomes 
       

      Cruzamento com Peregrino, Rua Dom Pedro 2 e Rua Luiz Edmundo. aqui estamos em Cruzeiro do Sul 

      passei por trás do Terminal de Ônibus de Campo Grande aí é Santa Cecilia de um lado com Cruzeiro do Sul. 
      Cruzamento com as ruas Peregrino com Rua Palestina. 
      Continua depois passando por trás do Faça Fácil de Cariacica 

      Cruzamento com Rua Inácio Rodrigues com Rua da Assembleia. Bairro Santa Luzia Esquerdo e São Francisco no Direito 

      Bairro São Francisco no Limite com Flor do Campo 
       Continua nesse trecho estou entrando no limite do Bairro Flôr do Campo.
      Abaixo no Bairro Flor do Campo assim que virei na foto abaixo encontrei o pontilhão que Limita Cariacica de Viana.  

      Abaixo a foto do Pontilhão sobre o Rio Formate. 

      Pontilhão que Limita os Bairros Flor do Campo (Cariacica) com Vila Betânia (Viana)
      sobre o Rio Formate.  

      Mais Fotos. 


      Agora estamos em Viana praticamente só nos tres primeiros bairros eu tive dificuldades pois tinha mato e restos de lixo depois foi tranquilo até a chegada na Estação de Jabaeté.
      antigo nome da Estação de Viana. 
       
      Chegada no Cruzamento da Rua Principal passando em Frente antiga Companhia de Gusa. 
      Morada de Betânia 
       Morada de Betânia   Chegando no Cruzamento Rua Carlos Pimentel Limite com Arlindo Vilaski
       Cruzamento Rua Carlos Pimentel Limite com Arlindo Vilaski
      Abaixo Parque Industrial de Areinha 
        
      Área da Ribeira .. 
      andei 500 mts uma curva pro lado direito ai aparece o mini túnel debaixo da BR 262 

      Curvou vêm ele o Mini Tunel sobre a BR 262 

      Olha ele aí 

      A Partir desse Trecho entramos no Bairro da Ribeira com Limite no final com Pimenta. 

      Limite com o Bairro Pimenta belo trecho e Ferrovia bem cuidada

      Bairro Pimenta Abaixo 

      Abaixo Bom Pastor com Perobas 


      quase chegando em Viana Sede mais uns 4 km para dentro .

      ao Virar chegaria no Patio de Manobras da Estação agora 250 mts da Estação de Viana 


      olha lá no fundo a Estação estamos chegando. 

      Olha ela aí que legal chegamos. 

      Areá de manobra da Estação . 

      Plataforma e Estação bem cuidadas fechada não é aberta a visitação. 

      Fachada de frente realmente encnata. 

      Sentido ao Bairro Santo Agostinho mais antes tem o mini Museu Fotos Abaixo 

      Olha lá a antiga Composição 
      Fotos Abaixo Museu da Estação . 

       
      Sentido ao Pontilhão passando pelos Bairros Santo Agostinho com Santa Barbara. 

      Partindo para o Pontilhão passando pelos Bairros Santo Agostinho com Santa Barbara. 
       Vista do Pontilhão a partir daquele trecho mais 9 km chega no Segundo Pontilhão
      Vista do Pontilhão 

      Nesse Sentido mais 10 km você chega no Segundo Pontilhão de Viana que Limita o Município com Domingos Martins a partir desse trajeto a Linha Férrea é mais bonita e mais agradável de se caminhar. 
       
       
       
        
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       










    • Por Da Silva Junior
      Dia 03 e 04 Final de Semana de Novembro de 2018.
      fiz umas das outras doideiras que eu faço nessa vida de Trilhas.
      fiz um Ferrotrecking de Marechal Floriano a Vargem Alta em Dois Dias 66km percorridos na Linha Férrea da Antiga Estrada de Ferro da Leopoldina passei por dois Distritos de Marechal Rio Fundo e Araguaya, quatro de Alfredo Chaves Iritimirim, Matilde, Ibiritirui (Engano), Ipê Açu, Guiomar e Vargem Alta centro. 
      abaixo a foto da chegada de sexta dia 02.
       
      dormir na Estação Ferroviária de Marechal Floriano armei minha barraca e cinco e quinze partir para essa aventura louca. 

      Ninguém me incomodou foi tranquilo


      Amanheceu acordei as quatro e meia já estava claro e cinco e quinze eu partir, prometi que ia tomar café da manhã em Rio Fundo nossa primeira Parada prometi mais nunca ví tão longe, passei por três mini Pontilhões até chegar em Rio Fundo. abaixo algumas fotos.

      Fotos partiu bay bay estação rumo a Rio Fundo 

      Estação ficando para trás bem comecei a jornada passando pela Casa de Turma da VLI.

      Sentido Centro da Cidade aí vem o Primeiro Mini Pontilhão. 

      Depois disso só Fazenda e Mini Pontilhões.


      Segundo Mini Pontilhão

        Depois OLHA QUE BELO VISUAL A CURVA. 
      Rio Jucu Braço Sul acompanhando um pouco. e chegando no Terceiro Mini Pontilhão


      Olha que Cenário mãe e filha aguardando o Ônibus enquanto a gente trilha. 


      Chegando em Rio Fundo Ex parada Ferroviária depois de cinco horas de caminhada rumo a Araguaya. e depois Três mini pontilhões as primeiras fotos era o local exato de ex parada ferroviária Distrito de Marechal Floriano. 

      ao longe se vÊr a antiga caixa d"água da estação. 

      Local Exato e caixa de Aguá para abastecimento das Locomotivas. 

      Aqui Ficava a antiga plataforma. 

      isso as 10:22 continuando o Rumo para Araguaya que é município de Marechal ainda. 
      Abaixo o quarto mini Pontilhão 

      Quinto Mini Pontilhão mais 200 mts a frente.
       
      Depois daí andei por mais uma hora e pouco já chegando nos limites de Araguaya, 

      Depois dessa Curva estava chegando perto da estação e minha água estava acabando abaixo foto do patio de Eucalipto da Antiga Aracruz Celulose. 

      Olha o Eucalipto 600 mts da Estação aí nesse trecho. 

      Nessa casa ali atras branca o proprietário um rapaz novo passou nesse caminho aí de moto eu abordei o mesmo para encher minha garrafa de água o mesmo me tratou bem e não só conseguir encher minhas garrafas como ganhei doze Bananas e um maçã olha que tava dando 11:53 da manhã enchi de suprimento e partir para descansar e almoçar em Araguaya. 

      chegando.

      Virou a linha passa pela Rodovia Francisco Stocker. ou melhor a Rodovia passa pela linha pois ela já estava antes da via. 
      Lá embaixo na foto olha a placa de entrada da Cidade. Chegamos em Araguaya. 

      Depois disso segui para chegar na Estação passando pelo perímetro urbano até a vista dela do lado direito vi um restaurante de onde eu comprei um marmitex por dez reais e almoçei na Estação onde eu descansei por uma hora merecido kkkk. 
      Olha a Vista da Estação desse ponto do Lado direito tem um Restaurante. 

      Casa da Cultura de Araguaya.

      Vista um pouco da Cidade de Comunidade Italiana. 

      Museu do Futebol.

      Olha a Bandeira Italiana. 
      Fotos da Estação chegada.

      Só não entendi porque a VLI- Vale devolveu para o DNIT

      Mais Fotos da Estação. 

      13:15 partida para Iritimirim primeiro Distrito de Alfredo Chaves partiu continuar. 
      Estação ficando para trás. 

      andei por duas horas e quarenta minutos eu chegava em Iritimirim (Alfredo Chaves) o trecho não tem pontilhões nem Túnel mais mato e pastagem poucas casas na via. 

      assim olha a Parada Ferroviária de Iritimirim feito alcançado 15:57 chegando em Iritimirim em Alfredo Chaves a cidade é para dentro mais notei que é um conjunto de oito casas e uma Igreja. 

      Olha essa Casinha Parada Ferroviária de Iritimirim (Alfredo Chaves). 

      Olha a Plataforma ainda.
      Eu Aguardando o Trem para voltar pra Vitoria esqueci que meu tempo passou cheguei tarde. 

      mais vai que cola nada eu quero continuar. 

      Partir daí com dez minutos de descanso pois a a bagagem tava começando a fazer peso olha minha sobrevivência que eu levei ou melhor minha casa. 

      Trilheiro e aventureiro kkkk quer coisa melhor. 
      Segui viagem para Matilde seria minha ultima parada aí mais na frente a 150 mts topei com outro mini pontilhão o quinto da via.

      Mais 10 km eu chegava em Matilde só com curvas e umas poucas retas na via Férrea.
      naquela curva eu chegava em matilde depois de uma Hora de Iritimirim 350 mts do Pontilhão e da Estação. 
       
      Aí depois dessa curva uns metros já do Pontilhão sobre o Rio Benevente show demais estaria terminando meu primeiro objetivo. 
      Estaria
      Aí passando pela Rua Olinda Donatello a Direita começa o Pontilhão sobre o Rio Benevente a um metro eu chegaria na Estação. 

      Pontilhão Sobre o Rio Benevente. 
      em cima do pontilhão.

      assim que sair do Pontilhão vi a Caixa d"aguá e a Estação ao Fundo conseguir bati o primeiro desafio que emoção chegar e bater 33 km no primeiro dia ferrotrekking. 

      Patio da Estação.

      Olha que demais isso as 16:20 objetivo completado no primeiro dia showw demais.
      Patio da Estação, Casa de Turma, Virador de Vagões e antiga plataforma. 

      Parte do Museu, Restaurante. 

      Parte que o pessoal usa como área aberta 

      Saindo da Estação de Matilde mais 12 km ate Ibitirui ou mais conhecida como Engano e uma e meia de trilha no Escuro cheguei bem a noite.

      Cachoeira de Matilde do Lado aí eu estava na posição mais alta. 

      Sexto Pontilhão a partir daí escureceu 
      andei 12 no Escuro depois desse pontilhao das fotos a luz foi embora.
      só com lanterna na cabeça.

      Andei 12 km por uma hora e meia e cheguei a Ibitirui onde eu acampei na Estação e no outro dia fui para meu Segundo dia de Ferrotrekking, esse trecho de Marechal x Matilde recomendo muita garrafa d!aguá e nada de fazer sozinho igual eu fiz pois só se vc for aventureiro mesmo o trecho é ótimo e não enfrenta perigos seja por animal seja terreno acidentado fora que os moradores são bem receptivos, recomendo para grupos fazerem e outra tem que ter disposição porque no final cansa ok, e não façam como eu dois seguidos.
      meu contato para mais duvidas: 
      Da Silva Jr. especialista em Ferrotrekking 
      Guia de Turismo 27 996973825 
       
       
       
       
       
       

       
       














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