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@joshilton Certamente é época de safra,como aqui na Europa, cai laranja na cabeça e as ruas estão cheias de laranja,dizem que a qualidade é má,porém se fosse aí,pegavam tudo.kkkkk

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19 horas atrás, D FABIANO disse:

@joshilton Certamente é época de safra,como aqui na Europa, cai laranja na cabeça e as ruas estão cheias de laranja,dizem que a qualidade é má,porém se fosse aí,pegavam tudo.kkkkk

Sim, época da safra de tangerina. Gostei muito do preço kkkkkkkkkk e da casca, muito fácil de tirar. As regionais amazônicas, são de casca fina, porém "gruda" nos gomos.

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7 minutos atrás, joshilton disse:

Sim, época da safra de tangerina. Gostei muito do preço kkkkkkkkkk e da casca, muito fácil de tirar. As regionais amazônicas, são de casca fina, porém "gruda" nos gomos.

Envia uma dúzia pra mim.

Há, já estou de volta ao Brasil. Mais uma vez, agradeça a sua esposa, tudo que ela fez por mim. Obrigada de coração.

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1 minuto atrás, Linda Wondracer disse:

Envia uma dúzia pra mim.

Há, já estou de volta ao Brasil. Mais uma vez, agradeça a sua esposa, tudo que ela fez por mim. Obrigada de coração.

Não tem o que agradecer menina, você faria a mesma coisa por ela, se tivesse na situação que você estava.

Acredito que deu para aproveitar os outros dias na Bolívia e Peru.

Fostes a Ica ?

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Agora, Pedro_Balieiro disse:

Estou acompanhando o Tópico, pois quero ir a Bolívia, será meu primeiro mochilão, nunca viajei nem a outro estado.

Cuidado, viajar é um vírus e quando se pega, não tem cura !!!

A Bolívia continua sendo um país mais barato para um mochilão, aos brasileiros.

Vá com fé.

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Em 09/06/2019 em 10:38, joshilton disse:

Cuidado, viajar é um vírus e quando se pega, não tem cura !!!

A Bolívia continua sendo um país mais barato para um mochilão, aos brasileiros.

Vá com fé.

Eu acho que já peguei esse vírus kkkkkkkkkk

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    • Por Sergio-Mota
      Faaaaaaaaala, [email protected]! Mais uma trip na veia! Dessa vez, uma viagem de 15 dias na companhia de minha querida esposa, em JUNHO de 2019, ao "Umbigo do Mundo", a região de Cusco, no Peru.
      Segue o relato:
      14/06 - Chegada à Cusco
      Desembarcamos às 11h em Cusco e nos guichês turísticos já tinham disponíveis folhas de coca. Fazia 16°, de boa. Táxi saiu por 10 soles até o centro histórico(negocie que eles baixam o preço). Comemos em um restaurante chamado Mamajama, comida muito boa, mas cara. Precisávamos comer bem, mas tinha que ser uma comida leve para evitar o sorote, então fomos de sopas de quinua regionais. Foram 2 sopas e 2 capuccinos, total de 66 soles.
      Umas 13h, fizemos o check-in na Mallku Guest House, onde Odwaldo nos recebeu muito bem e nos acomodou no quarto. Foi um quarto duplo, com duas camas de solteiro, pois não havia nesta data cama de casal disponível. Vi muito relato reclamando de água fria ou pouca nos hostals em Cusco. Lá a água era quente e maravilhosa. Foi uma benção depois de uma loooonga viagem. As camas super confortáveis, com edredons bem potentes. Também tinha TV, armário e chá de coca. Recomendo demais, principalmente para casais que não querem dividir quarto em hostel. A diária saiu por 28 dólares com café da manhã. Claro, tinha opções um pouco mais em conta. Mas essa época do ano, a segunda quinzena de junho, é a mais cara. Descansamos muuuuito… Sorote começou a bater. Uma dorzinha de cabeça chata em mim, uma enxaqueca na minha esposa. Quem tiver enxaqueca, leve seu remédio! Tinha uma farmácia bem do lado do hostel e ajudou muito essa localização da nossa hospedagem, perto de tudo, pontos de ônibus, centro histórico, mercadinhos, padaria.
      Sobre o SOROTE ou MAL DA ALTITUDE: devido à altitude elevada, a quantidade de oxigênio disponível no ar é menor. Isso ocasiona reações no corpo: dor de cabeça, falta de ar, cansaço, peso nas pernas, enjoos ou vômito. Varia muito de pessoa pra pessoa. Tem gente que não sente nada. Mas é comum sentir algo. Por isso, nos primeiros dias, é importante não fazer esforço físico extremo, nem fumar ou consumir álcool ou comida pesada. Também é importante ter algumas medicinas para diminuir o efeito do sorote: folha de coca (sempre), água florida (para inalar) e pílula para dor de cabeça/enjoo. Depois de alguns dias o corpo se acostuma.
      15/06 - Rolê pela cidade
      No dia seguinte fomos trocar os dólares e comprar o boleto turístico na CONSETUR, por 130 soles cada. Passeamos pela Avenida El Sol, a principal do centro turístico, vimos o ensaio do Festival Inti Raymi, no jardim de Qorikancha, que aconteceria no dia 24/06. Aproveitamos e conhecemos o primeiro ponto do boleto, o Museu de Qorikancha. Depois fomos conhecer a Plaza de Armas, onde se concentram os principais pontos turísticos. Ali perto almoçamos, dessa vez achamos um "combo turistico" que valeu a pena, 28soles com entrada, prato principal, bebida e sobremesa.Vimos o Festival de Artes de Rua, compramos alguns lanches e regressamos ao hostel. A noite fomos a Plaza de Armas, onde havia um festival de música. Muita gente, música, frio, fogos de artifícios, foi muito massa!
      16/06 - City tour
      Pela manhã, fomos à Plaza de armas, onde estava tendo um Desfile de Alegorias. A tarde saímos para o City Tour. Primeiro ponto: Qorikancha, que fica quase do lado do hostel. Encontramos nosso grupo e conhecemos a história inca naquele templo sagrado. É impressionante! Contudo, a visita foi bem rápida na nossa opinião, dava pra explorar muito mais, mas o tour ainda havia outros 4 lugares naquela tarde. Seguimos para a van e fomos a Sacsayhuaman. Um local muuuuito foda! Um dos mais incríveis! De lá se tem a vista de Cusco. Novamente, também não foi tempo suficiente para explorar tudo. Seguimos a Quenko, local de mumificação inca. É bem pequeno e logo seguimos a Puka Pukara, onde se tem uma vista sensacional, e muito frio. Por último fomos para Tambomachay, local de purificação dos sacerdotes incas com água. Muuuuito frio. Retornamos a Cusco por volta de 18:30. Sorote bateu pesado na minha esposa. O passeio custou 25 soles para cada pessoa (fora a entrada de 15 soles de Qorikancha). Não curtimos esse city tour por ser muito rápido e não ter a liberdade de ficar mais onde achamos mais interessante. Esse passeio era para durar o dia todo, mas todas as agências iniciam pela tarde. Então a dica é ir sem agência. Todos os locais tem guia na entrada, que é opcional. E sinceramente, se fôssemos de novo, apesar de todos os locais serem interessantes, iríamos apenas para dois: de manhã a pé para Qorikancha, e de tarde de bus (2 soles) para Sacsayhuaman e ainda iríamos ao monumento Cristo Blanco que fica no complexo de Sacsayhuaman.
      17/06 - Valle Sagrado
      Saímos por volta de 9h na van em direção ao primeiro ponto: Pisac. Antes de chegar ao sítio arqueológico, paramos numas tendas que vendem artesanatos e roupas. Depois seguimos ao sítio. Simplesmente incrível aquele lugar encravado nas montanhas peruanas. Aqui tivemos tempo livre para explorar o local após as explicações do guia. Muitas escadarias. Depois seguimos para uma fábrica de prata, onde produzem a prata pura 950 e pedras semi preciosas da região. A grama da prata aqui custa cerca de 17 soles. Depois seguimos para o almoço em Urubamba. Buffet completo muito bom! Seguimos ao sitio arqueológico de Ollantaytambo. Que lugar sensional!!!! De lá seguimos para Chinchero, mas antes paramos num centro de tecelagem onde é demonstrado como é feito o tingimento da lã com plantas naturais e os significados dos desenhos! Finalmente, a noite, chegamos no sítio de Chinchero. Não deu pra ver muita coisa, estava um pouco escuro e frio. Ficamos uns 20 minutos e regressamos a Cusco às 19h. O passeio custou 50 soles cada pessoa. Esse passeio indicamos fazer com agência. Contudo, uma dica: o passeio original do Valle Sagrado vai primeiro pra Pisac, depois Ollantaytambo e depois Chinchero (esse a maioria das vezes se chega à noite). Então, se você for conhecer Moray e as Salineras de Maras, é melhor incluir Chincero nesse passeio, ao invés do Valle Sagrado, pois fica na mesma estrada. Com isso você conseguirá conhecer Chincero de dia, e no passeio do Valle Sagrado terá mais tempo pra conhecer as maravilhas do sítio de Ollantaytambo, pernoitando lá para ir para Machu Picchu no outro dia (de trem direto para águas calientes ou van para a hidrelétrica). Já é meio caminho andado. Muita gente faz isso.
      18/06 - Moray e Salineras de Maras
      Saímos na van às 09h e pegamos a mesma estrada do Valle Sagrado. Paramos na mesma tenda onde se demonstra o tingimento de lã. Nós já tínhamos decorado até as brincadeiras que elas falavam. De lá partimos a Moray, sítio arqueológico inca de experimentação agrícola para evolução de sementes. Muito bonito e interessante! E muito sol! Fazia era calor por isso vá com roupas bem leves por baixo dos casacos! Depois fomos as Salineras de Maras, custa 10 soles, pois não está incluído no boleto. Muito sol e sal. Bem massa! Mas a estrada foi sinistra! Quem enjoar fácil, tome Dramin. O passeio custou 25 soles para cada pessoa (fora a entrada das Salineras). Descemos no meio do caminho, em Chinchero, para visitar o sítio de dia, mas com aquele sol na cabeça e muito cansaço, decidimos partir logo para Ollantaytambo. Poderíamos pegar um bus ou van (cerca de 15 soles pros dois), mas decidimos pegar um táxi, que saiu 30 soles. Chegamos umas 16h em Ollantaytambo e fomos ao Inti Wassi Hostal. Fica bem perto da praça e do mercado. É barato, café simples, cama mais ou menos, chuveiro quente não funcionou uma das noites. Saiu 42 soles a diária.
      Ollantaytambo é uma cidadezinha muito charmosa, bem pequenina, praticamente uma praça e várias ruazinhas. Adoramos o ar da cidade. Tudo é perto, inclusive o sítio arqueológico. Lá é mais baixo e um pouco menos frio que Cusco, mas venta mais. Acertamos em ficar duas noites lá!
      19/06 - Ollantaytambo
      Amanhecemos nesse lugar abençoado e fomos para as ruínas de Pinkuylluna, que fica de frente ao sítio arqueológico. Muuuuito massa! Que visão se tem de lá! Dá pra ver todo o sítio arqueológico de Ollantaytambo, com uma montanha nevada ao fundo. Perfeito pra fotos e meditação. É grátis e é uma subida de 20 a 30 minutos em escadarias. Devagarinho se chega lá. Vale muito a pena. Descemos e almoçamos no restaurante Ausangate, delícia, recomendo. A ideia era de tarde ir a cascata Peronyalc, mas era preciso pegar um transporte até Pacha, depois outro até o povoado de Somaq, depois subir uma montanha. Estávamos cansados e desistimos. Então criamos nosso roteiro: na entrada da cidade tem um caminho que leva à uma ponte inca. Não está no roteiro turístico. Fomos até essa ponte sobre o Rio Urubamba e tiramos várias fotos lá e seguimos caminhando pela rua paralela ao Rio Urubamba e aos trilhos do trem. Que visual!!!!!! Muitos pássaros e montanhas, e poeira, hehehe. Seguimos andando até chegarmos na estação de trem de Ollantaytambo. Sentamos numa mureta em frente e aguardamos o pôr do sol. Não preciso nem comentar né. Depois saímos pela estação e fomos perambular pelas ruas da cidade. Pessoal, Ollantaytambo é muito hermosa. A maioria das pessoas só conhece o sítio arqueológico, no passeio do Vale Sagrado, e vai embora. Mas vale muuuuuito a pena ficar um outro dia inteiro nessa cidade. E é mais barato que Cusco e Águas Calientes.
      20/06 - Ida para Águas Calientes (ou Machu Picchu Pueblo)
      No outro dia, partimos às 09:30 para a Águas Calientes. Para isso, tomamos a van que vem de Cusco, passa em Ollantaytambo e segue para a Hidrelétrica. Custou 35 soles cada. São 4h30 de muita estrada sinuosa. Bom, era isso ou o trem caríssimo. Recomendável se prevenir do enjôo com remédio e folha de coca. Vistas deslumbrantes e vertiginosas. Chegamos na hidrelétrica por volta de 14h e seguimos caminho a pé pelo trilho. O caminho é praticamente plano, quase todo dentro da floresta seguindo o trilho. O dia estava nublado e muito gostoso para caminhar, mas depois de 1h andando começou a cair uma garoa fina. Capa de chuva! Na trilha é possível tirar muitas fotos, da pra descer no rio, e tem algumas barracas de comida. Tem até camping. Depois de muita caminhada (12km), chegamos na entrada de Águas Calientes (também chamada de Machu Picchu Pueblo). Andamos mais um pouco até o Hostel Killa Sumaq (U$25/dia). Chegamos beeeeeem cansados, sonhando com um chuveiro quente. Essa caminhada vale a pena pela aventura, fotos e economia, vá o mais leve possível com uma mochilinha pequena com o básico, roupas leves pois lá é ameno não necessita de casaco pesado nem muitas camadas de roupa. O hostel é perto da estação de trem, é bem simples, quartos novos, cama confortável, limpo, chuveiro quente, café da manhã simples. Único problema era o barulho dos hóspedes de outros quartos, da cozinha e da escada. Uma dica: quando chegar em Águas Calientes, compre logo seu ticket do bus (caso vc não queira chegar a Machu Picchu subindo por 2h escadarias até lá). O bus é beeeem caro (U$12/trecho), o ônibus mais caro do mundo. Mas pra gente valeu a pena, pois iríamos subir a Montanha Machu Picchu também. Para comprar os tickets do bus, é preciso apresentar passaporte ou RG.
      Sobre Águas Calientes: nos relatos que lemos, só havia observações de que é numa cidade apenas para dormir e ir embora, pois não tem o que fazer e tudo é mais caro. Pois nós achamos a cidadezinha muito massa!!! TUDO na cidade é detalhadamente decorada com simbologias incas: estátuas, bancos de praça, placas, pontes. Tem muita coisa legal pra ver. Vale a pena um rolê de pelo menos um turno, antes de pegar o trem.
      Como chegar em Águas Callientes - existem 4 maneiras: caminhando alguns dias pela Trilha Salkantay; caminhando alguns dias pela Trilha Inca; pegando um trem em Poroy ou Ollantaytambo; pegando a van até a hidrelétrica em Santa Teresa e caminhar 12km.
      21/06 - Machu Picchu
      Chegou o grande dia: Machu Picchu! 21 de junho, Solstício, o ano novo andino. Um dia muito especial na nossa vida. O dia começou bem cedo. Às 4:30 acordamos e já fomos para a parada do bus para subir a Machu Picchu. E já tinha bastante gente. Estava frio. Mas depois que o sol aparece, esquenta. O hostel prepara no dia anterior uma sacolinha com lanches para você comer no caminho. O trajeto demorou uns 25 min até a entrada. Lá tem vários guias que você pode contratar (20 soles/pessoa) mas pode entrar sem guia. Abre as 6am e você entra de acordo com o seu ingresso (compre com no mínimo 3 meses de antecedência no site do governo!). Entramos e já nos encantamos com o local. Tiramos algumas fotos e já seguimos o trajeto para a Montanha Machu Picchu, a imponente montanha que batiza o local. Abre às 7am. É uma subida de muuuuuuuitos degraus, haja fôlego! São mais ou menos 2h de subida até os 3.061m de altitude. Se você pensa em subir a montanha, se prepare antes da viagem. Exige bom preparo físico. E muito joelho! Mas chegar lá em cima compensa todo o esforço. Não tem como descrever a vista de todo o sitio em 360°. Pode ficar lá em cima até às 12h. Descemos devagarinho, por 1h, e chegamos bem cansados lá embaixo. Agora era a hora de visitar a cidade de Machu Picchu. Saímos do parque (para comprar água e ir no banheiro, pois não tem lá dentro) e entramos novamente. Quem tem os tickets das montanhas pode sair e entrar novamente no parque uma vez. Entramos e pegamos um guia e seguimos pelas ruínas. Que história massa! Vale a pena o guia! O passeio guiado acabou umas 15:30, e aí se pode ficar de boa no parque até às 17h. Sobre os horários: quem vai pras montanhas (ou Montanha Machu Picchu ou Montanha Waynna Picchu) pode entrar bem cedo e sair às 17h. Quem tem boleto só para conhecer a cidade, ou fica pela manhã ou pela tarde. Não pode ficar o dia todo. Porém, nós não vimos nenhum controle sobre isso. Pegamos o bus de volta às 16h, comemos umas besteiras e dormimos (capotamos) até o outro dia.
      22/06 - Retorno à Cusco.
      Às 10h da matina seguimos para a estação de trem que fica bem próxima ao hostel. Compramos as passagens 2 dias antes no site da IncaRail, numa "promoção" do vagão 360°, até a estação de Ollantaytambo. Saiu por U$68 cada. É beeeem caro! A nossa ideia era voltar de novo pela hidrelétrica e pegar a van de 6h de viagem até Cusco, mas estávamos bem cansados e ainda tínhamos 1 semana pela frente. Digo: valeu muito a pena! Não só pela comodidade e rapidez, mas pela experiência. O caminho do trem vai seguindo o rio Urubamba, um cenário de filme. Ainda mais nesse vagão 360°, que tem vista sensacional. Chegando em Ollantaytambo, já pegamos uma van (10 soles) até Cusco, pouco menos de 2h de viagem. Almoçamos assistindo ao jogo do Brasil x Peru (5x0!) pela Copa América. Curtimos um pouco mais do movimento da cidade. Nossa! São muitos desfiles e manifestações culturais. Cusco não pára em junho! A noite fomos ao bairro San Blas, conhecido por sua igreja e pela boemia noturna. Conhecemos um bar chamado ECO180, que tem uma vista de 180° de cima da cidade de Cusco, com música ao vivo e cerva gelada! Recomendamos demais!
      23/06 - Dia de compras
      Fomos ao Mercado Artesanal de Cusco, que fica no final da Av. El Sol. Lá é um dos locais mais baratos para comprar artesanatos, presentes, etc. Almoçamos por lá e deixamos as coisas no hostel e fomos a uma loja com peças de designers locais (Isa Luna). Fim de tarde voltamos para o hostel.
      24/06 - Inti Raymi
      Festival do Sol. O dia mais esperado do ano em Cusco. Muuuuuuuuuuuita gente na cidade! O festival começa às 09h no jardim de Qorikancha. Depois as pessoas todas seguem para a Plaza de Armas, e às 10:30 começa lá. Depois todos seguem para Sacsayauman, iniciando às 13h. Lá é o único local que tem que pagar ingressos (caríssimos), mas dá pra ver de grátis de cima do sítio. Nós não fomos. Em Qorikancha e na Plaza de Armas foi bem difícil de ver as encenações, pois havia muita gente. Os nativos alugam banquinhos (5 soles) para vc subir para (tentar) ver melhor. Estava muuuuuito lotado! Ficamos um pouco decepcionados com a falta de estrutura para acomodar a multidão. Mas se você for cedo para um dos dois locais e guardar um lugar legal, dá pra ver de boa, leve água, chapéu, protetor solar. Almoçamos e fomos visitar o Museu de Arte Popular e o Museu de Arte Regional (inclusos no boleto). Voltamos, pedimos uma pizza e descansamos para o outro dia: Montanha Colorida (Rainbow Montain).
      25/06 - Montanha Colorida (Montana 7 Colores ou Rainbow Mountain)
      Às 04:45 a van passou no hostel. Nesse dia minha esposa não foi porque ficou bem gripada, e sabíamos que a Montanha era o lugar mais punk de todos. Assim, ela decidiu ficar para não perder os outros dias. A van pegou os outros passageiros e partimos em direção a um vilarejo para tomar café da manhã (incluso no pacote). Demorou 1h30 até lá. Então sugiro comer algo antes de pegar a estrada para não ir em jejum. Após o café, seguimos por mais 1h até o ponto de subida. Essa parte da estrada é de terra e bem sinuosa, estilo a estrada da hidrelétrica. Por volta de 9h chegamos no local para subida, a uma altitude de 4.200m. O guia fornece bastão para ajudar na subida e tem folhas de coca, água florida e oxigênio (para casos graves). A subida começa quase plana, mas já dá pra sentir um peso no corpo e o cansaço. Na metade do caminho começam as subidas íngremes. Essa parte é bem cansativa, começa a bater o sorote (é normal). Uma leve dor de cabeça, cansaço, pernas pesadas. A cada 10 passos uma parada. Tem que ir devagar, no seu ritmo. Muita gente fica pelo caminho, outros utilizam os cavalos para subir e/ou descer. Custa 50 soles o trecho ou 80 soles subir e descer até certo ponto. O cavalo não sobe até lá em cima. Na subida tem banheiros (1 soles), gente vendendo lanches/água. Depois de 1h subindo, cheguei no ponto onde a maioria das pessoas que conseguem subir ficam e tiram as famosas fotos. Ali são 5.000m!!! Um sentimento de superação! Mas dá pra subir mais! Quem quiser chega aos 5.036m! Parece pouca a diferença, mas nessas condições 1cm é muito, acredite. Ao chegar lá em cima a recompensa é a visão de 360° do Valle Rojo. Muitas montanhas coloridas, montanhas nevadas, águias, riachos, que visual!!! E que frio!!!! No topo venta muito, sensação de zero grau! Então vá preparado pro frio extremo: segunda pele, fleece, casaco corta-vento, gorro, luvas, cachecol, óculos. Esse é o passeio mais frio de todos. Fiquei cerca de meia hora lá em cima. Depois começamos a descer, que é muito mais fácil. Por volta de 13h partimos pro mesmo lugar do café da manhã para comermos um farto almoço (incluído no pacote). Após um breve descanso, regressamos à Cusco. Nesse retorno, a van deu problema no motor e tivemos que pegar um transporte de linha urbana, que parava em toda parada e estava lotado. Foi foda! Já estava bem cansado. Pelo menos a parada final da Topic era perto do meu hostel. Cheguei já de noite, beeeem cansado. O passeio completo custou 80 soles (transporte, guia, entrada, café da manhã e almoço).
      26/06 - Rolê pela cidade
      Pela manhã fomos ao museu que ainda restava do boleto: Museu de Arte Contemporânea. Almoçamos muito bem no restaurante Chia (recomendo aos veganos!). Depois conhecemos a Catedral por dentro, pois havia uma missa acontecendo, a visita na catedral tem tours guiados pagos, mas quando está havendo missa pode entrar gratuitamente. Demos mais um rolê pela cidade, entramos em algumas lojinhas e retornamos ao hostel. Foi um dia light. Amanhã teria outro passeio puxado: Laguna Humantay.
      27/06 - Laguna Humantay
      A van passou às 4:30 e seguimos para buscar os outros passageiros. 5h pegamos a estrada em um longo caminho até chegar em Mollepata, onde tomamos café da manhã às 8h. Fica a dica para comer algo antes ou levar pra comer no carro. As 08:30 saímos em direção a Soraypampa, início da caminhada. Lá tem vários acampamentos onde o pessoal que faz a trilha Salkantay fica. Iniciamos a subida por volta de 9h, a uma altitude de 3.900 metros. Começa plana e vai ficando íngreme, parecida com a da Montanha Colorida. Mas como a altitude é um pouco mais baixa, não é tão cansativo e nem frio quanto. Mas é puxado. Sobe e pára, sobe e pára. 1h de subida e a montanha Humantay vai se mostrando. A recompensa vem com a vista mais linda de toda a viagem: a Laguna Humantay. Que cenário de filme aquele. Valeu todo o esforço chegar aos 4.300m! Ficamos até 13h e voltamos pro mesmo ponto para almoçar. Às 14h partimos de regresso a Cusco. O passeio custou 95 soles por pessoa (incluído café da manhã, almoço, guia, transporte e entrada).
      28/06 - Adios Cusco
      Nosso vôo era às 18h, então aproveitamos a última manhã para ir no Mercado San Pedro. Típico mercado popular, onde os nativos frequentam, tem muita opção de comida, artesanato, roupas, etc, aquela confusão massa, hehehe. Vale muito a pena comprar por lá e ver os costumes do povo local. Voltamos ao centro histórico e almoçamos no restaurante Avocado (especialista em Abacate, delícia!) e voltamos ao hostel, depois aeroporto.
       
      Bom, de acordo com nossa experiência nessa viagem, esse seria um roteiro que faríamos para otimizar tempo/dinheiro/esforço físico:
      Sugestão de roteiro de 14 dias: (PRINCIPALMENTE NA SEGUNDA QUINZENA DE JUNHO)
      Dia 1 - Aclimatação
      Dia 2 - Comprar boleto turístico, trocar dólares, rolê pela cidade (museus, praças, igrejas, lojas, mercado).
      Dia 3 - Qorikancha e Sacsayauman
      Dia 4 - Moray, Salineras de Maras e Chinchero
      Dia 5 - Valle Sagrado: Pisac e Ollantaytambo (pernoita lá)
      Dia 6 - Ollantaytambo
      Dia 7 - Ida de Ollantaytambo para Águas calientes de van pela Hidrelétrica
      Dia 8 - Machu Picchu
      Dia 9 - Águas Calientes e retorno de tarde de trem a Ollantaytambo ou Poroy, depois ida a Cusco.
      Dia 10 - Inti Raymi
      Dia 11 - Laguna Humantay
      Dia 12 - Rolê (museus, praças, igrejas, lojas, mercado etc)
      Dia 13 - Montanha Colorida
      Dia 14 – Rolê/Adios Cusco
      Frio/Altitude:
       
      Cusco > Ollantaytambo > Águas Calientes
      Nível de dificuldade:
      Montanha colorida > Montanha Machu Picchu > Laguna Humantay > Outros
      Locais inclusos no Boleto Turístico:
      Sacsayhuaman
      Q’enqo
      Puca Pucara
      Tambomachay
      Museu de Arte Contemporânea
      Museu Histórico Regional
      Museu de Arte Popular
      Museu de site Qoricancha
      Centro Qosqo de Arte Nativo
      Monumento ao Inca Pachacuteq
      Pikillaqta
      Tipon
      Pisac
      Ollantaytambo
      Chinchero
      Moray
      O que levar para os passeios:
      Roupa de frio, roupa de caminhar, bota ou tênis, chapéu ou boné, filtro solar, batom de cacau, óculos escuros, folha de coca, capa de chuva, mochila pequena com lanche e água.
      Sugestão de restaurantes (o TripAdvisor não falha!):
      Cusco: Yaku, Avocado, Chia.
      Ollantaytambo: Ausengate
      Dica para economizar comendo fora: muitos restaurantes têm o "menu do dia" ou o combo (entrada + prato principal + bebida + sobremesa), por volta de 25 soles.
      Onde comprar mais barato: Mercado San Pedro e Mercado Artesanal de Cusco.
      Site oficial Machu Picchu: https://www.machupicchu.gob.pe/
      Sites das companhias de trem:
      https://incarail.com/
      https://www.perurail.com
      Aplicativo Fiestas de Cusco 2019: Disponível na Playstore e App Store
       
      Bom galera, essa foi nossa maravilhosa viagem à região de Cusco, no Peru. Foi uma trip banhada pela cultura peruana (pré-inca, inca e pós-inca) com muita história, arqueologia, arquitetura, dança, arte, misticismo, gastronomia e natureza. Depois enviaremos fotos e mapas!
      Hasta Luego!
      Sergio e Sabrina.
       
    • Por naiarasc
      Relatarei uma viagem de 11 dias pela Bolívia, incluindo o Trekking Condoriri (4 dias e 3 noites) conjugado com tentativa de subida ao Huayna Potosi (3 dias e 2 noites), resumida pelo roteiro a seguir:
      Dia 02/06: Vôo pra La Paz Dia 03/06: La Paz - passear pela cidade, visitar as agências e fechar o pacote do trekking Dia 04/06: La Paz - Subir o Chacaltaya e passeio do Valle de la Luna Dia 05/06: Viagem pra Copacabana e dormir na Isla del Sol Dia 06/06: Voltar pra La Paz e últimos preparativos pro trekking Dias 07 a 09/06: Trekking Condoriri, finalizando no Campo Base do Huayna  Dia 10/06: Huayna Potosi - Treinamento escalada no gelo Dia 11/06: Huayna Potosi - Subida ao Campo Alto Dia 12/06: Huayna Potosi - Ataque ao cume e volta pra La Paz Dia 13/06: Vôo de volta pro Brasil Minha primeira passagem pelo país tinha sido em 2012, em um roteiro típico de mochilão, no qual tive poucos dias em La Paz e depois segui para Cusco e Machu Picchu. Não ter conhecido o Salar de Uyuni nesta minha primeira ida à Bolívia era uma das minhas grandes frustrações e por isso eu estava decidida a voltar. A oportunidade surgiu em 2016,  em uma viagem para o Deserto do Atacama, a qual aproveitei para fazer o passeio do Salar (são geograficamente próximos e existem passeios saindo de San Pedro do Atacama). 
      Já tendo ido 2 vezes, completado os roteiros tradicionais (Uyuni, Downhill na Death Road, Lago Titicaca, etc) e considerando todos as dificuldades de uma viagem pela Bolívia, eu não imaginava voltar outra vez àquele país. Contudo, depois de muita indecisão quanto ao roteiro de férias do ano (Portugal? Eslovênia? Peru?), entrei em acordo com meu namorado, que ainda não conhecia a Bolívia, e decidimos ir até lá fazer um roteiro de trekking.
      Com um pouco de pesquisa eu tive certeza que o Condoriri seria uma das melhores escolhas em termos de belas paisagens, logística fácil e preços razoáveis. Assim, decidimos que faríamos o Trekking do Condoriri junto à tentativa de escalada ao Huayna Potosi. A logística dos dois é bem encaixada, visto que o local final do trekking coincide com o local de início da escalada (Campo Base). 
      Pelos diversos relatos que li, eu já estava ciente que o trekking e escalada não seriam fáceis. Além do frio, a altitude cobra um preço caro sobre nosso físico e psicológico e por isso tentei montar um roteiro que contemplasse tempo suficiente de aclimatação. Abaixo relatarei com mais detalhes cada um dos dias da viagem:
      1° Dia - Chegada em La Paz
      Saímos de Guarulhos em um vôo da BOA (Boliviana de Aviación) com escala em Santa Cruz de la Sierra e parada final em La Paz. Esta companhia aérea é uma empresa estatal boliviana e não muito conhecida entre nós brasileiros. Confesso que tive certo receio ao comprar as passagens, mas os vôos foram pontuais e serviram lanches muito bons, portanto só tenho elogios 😁
      Nossa chegada estava prevista para 17h30. Em geral sempre opto por utilizar o meio de transporte mais barato para sair do aeroporto, porém minhas recordações do transporte público caótico da cidade, dos taxis sem taxímetro e os alertas de que El Alto (cidade em que está o aeroporto) não é um lugar assim tão seguro ao anoitecer, me fizeram reservar um transfer ao preço de 90 bolivianos. Fiz a reserva com o proprietário do apartamento em que íamos nos hospedar (aluguei pelo Booking, o apto é este aqui).
      Chegamos à Bolívia portando somente dólares e reais. Além de difícil, comprar bolivianos estando no Brasil sai muito mais caro. No entanto, precisávamos de moeda boliviana para pagar pelo transfer e pelo apartamento, já que havíamos sido alertados que só aceitavam moeda local. Assim, durante a conexão em Santa Cruz de la Sierra, fui procurar na sala de embarque algum lugar para trocar dinheiro. A sala era pequena e não vi casas de câmbio lá dentro, por sorte o atendente de uma cafeteria se dispôs a fazer o câmbio. A cotação dele era pior que aquela que eu tinha visto no Google, por isso trocamos estritamente o necessário. Já sabíamos que encontraríamos cotações bem melhores no dia seguinte em La Paz.
      Chegando em La Paz o motorista do transfer já nos aguardava e nos levou ao apartamento, que ficava no bairro Miraflores, relativamente próximo ao centro. Aproveitamos a noite para dar uma volta pelo bairro e ir ao supermercado comprar comida. Não sentimos os piores sintomas do mal de altitude (dor de cabeça, enjôo, etc), mas notamos que a simples caminhada até o supermercado já tinha nos deixado sem fôlego. Durante a noite notei que demorei mais a dormir e acordei muitas vezes, o que não é habitual para mim.
      2° Dia - Passeio pela cidade
      O objetivo principal deste 2° dia era cambiar dinheiro, definir uma agência e comprar o pacote do trekking e escalada. Conforme as pesquisas que tinha feito pela internet, eu já estava praticamente convencida a ir com a agência Hiking Bolívia. Chegando à calle Sagarnaga até visitamos algumas outras empresas, mas decidimos ir com a Hiking Bolívia mesmo. Fechamos com eles o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna para o dia seguinte (80 bolivianos por pessoa + taxa) e o Trekking Condoriri + Huayna Potosi (2400 bolivianos por pessoa + taxas). O câmbio do dinheiro fizemos em uma casa de câmbio lá perto mesmo, as cotações eram 1,65 boliviano/real e 6,95 boliviano/dolar.
      Terminados os 'negócios', fomos almoçar em um restaurante indiano que eu tinha marcado como seguro, segundo minhas pesquisas. Aqui vale um parênteses: na minha primeira ida à Bolívia, um amigo teve infecção alimentar e precisou ficar 3 dias no hospital tomando soro. Além disso, as estatísticas de diarreias em turistas naquela região são alarmantes, dadas as condições precárias de higiene. Portanto, decidimos tomar MUITO cuidado com o que comíamos, pois alterações de saúde iriam comprometer todo nosso planejamento de viagem. 
      Depois do almoço, fomos conhecer o Teleferico. Caminhamos até a estação mais próxima da calle Sagarnaga, que pertencia à linha Morada (roxa) e decidimos que faríamos um "tour": Linha Roxa -> Linha Prateada -> Linha Vermelha, descendo no terminal central de ônibus, onde aproveitaríamos para já comprar as passagens para Copacabana. 

      Foto: Entrada da Estação da Linha Roxa

      Foto: Vista aérea de La Paz (as construções são todas assim, sem reboco. Dizem que desta forma pagam menos impostos)
       
      Chegando ao terminal central, compramos as passagens de ônibus para Copacabana por 30 bolivianos. O terminal é relativamente organizado, mas as empresas de ônibus pagam pessoas para fazerem propagandas no grito o tempo inteiro, então imaginem cerca de 10 pessoas, cada uma tentando gritar mais alto que a outra um nome de cidade diferente 😖
      Saindo do terminal, caminhamos até o Mirador Kilikili, que ficava próximo ao nosso apartamento. No caminho pra lá passamos por algumas ruelas que pareciam ruas de favela, mas deu tudo certo 😮

      Foto: Vista do Mirador Kilikili
       
      DICA: Todo o tempo utilizamos o aplicativo Maps Me para nos locomover. Ele funciona em modo offline e traça rotas como um Waze/Google Maps, basta baixar o mapa da região quando você tiver conexão à internet.
    • Por HANESSA
      Olá galera!!
      Sabe aquela pessoa totalmente perdida ?! soy yo!! então, preciso de uma ajuda para fechar o meu roteiro para Cusco em Setembro.
      então, não vou passar muitos dias em Cusco, mas, por ser um sonho que estou prestes a realizar, queria muito aproveitar todos os passeios possíveis, vou chegar em Cusco no dia 13 de setembro e vou ficar até o dia 20, vou com uma amiga e estamos prestes a fechar com uma agência que se chama "What a Trip" porém não estamos achando muitas referências sobre essa agência e estamos com medo de fechar, apesar do preço ser, tecnicamente, convidativo. O grande medo é de deixar para fechar em Cusco e não conseguir fazer todos os passeios que gostaria de fazer. 
      O roteiro ficou um seguinte:
      1- Chegada em Cusco - Aclimação
      2- Passeio pelo centro de Cusco
      3- Passeio pelo vale sagrado, Pisac,Ollantaytambo + trem para Aguas Calientes (dormir em aguas calientes)
      4 - Machu Picchu e retorno a Cusco de trem 
      5- Humantay
      6- Quadriciclos em Moray e Maras
      7- Montanha de cores 
      8- partida para Brasil 
      O valor ficou em $U 360,00 por pessoa.
       
      Então, o que vocês acham desse roteiro e dessa agência, alguém já ouviu falar ?
      Obrigada, desde já. Besos 
    • Por Anderson Paz
      * Cidades na Bolívia: Sucre, Potosí, Uyuní, Copacabana/Isla del Sol e La Paz
      ** Cidades no Peru: Arequipa, Nazca, Pisco, Paracas, Ica/Huacachina, Cusco, Puno


      Roteiro em pdf sem fotos:
      Relato mochilão - Bolívia, Peru e San Pedro de Atacama (CH).pdf
      Este é um breve relato de um mochilão de 33 dias, saindo de Corumbá e chegando a Santa Cruz de la Sierra pelo “Trem da Morte”, com algumas informações sobre transporte (horários, custo e duração de viagens) e sugestões de hospedagens econômicas, locais interessantes para conhecer e passeios para realizar. Não possui muitos detalhes das atrações visitadas e nem dicas de restaurantes, pois procuramos comer em locais baratos para reduzir ao máximo as despesas com alimentação. Inclui breves relatos do tour de 2 dias e 1 noite no Cañon del Colca e da trilha Salkantay e também inclui uma planilha de deslocamento no final.
      Antes, algumas dicas básicas, além das que você geralmente encontra em outros lugares:
      - Antes de viajar, tome Citoneurim 5000 ou o seu similar Vitatonus 5000, pelo menos com 5 dias de antecedência. Esses são complexos vitamínicos que aumentam a sua produção de hemácias e ajudam no combate aos sintomas negativos da altitude.
      - Leve algumas comidas para viagem daqui do Brasil, pois você pode precisar delas principalmente no início do mochilão. Dois sacos de castanhas e uma barra de bananada renderam e ajudaram bastante;
      - Leve pastilhas ou equipamentos portáteis de purificação de água. Assim você economiza uma boa grana, principalmente nos passeios longos.
      - Antes da viagem, desbloqueie o seu cartão para uso da função de débito e também para saque no exterior (pode haver as duas opções dependendo do seu cartão) e se possível leve um cartão sem chip. Mesmo assim leve consigo o telefone no exterior da sua operadora de cartão e do seu banco em caso de necessidade de contato. 
      - Leve uma boa quantia de dólar e de reais em espécie.
      - Leve uma identidade antiga e outra nova ou passaporte. Ande com um documento sempre e deixe o outro guardado em local seguro.
      - Leve carteirinha de estudante para ter descontos em passeio em San Pedro de Atacama e em Cusco. Nessa cidade, ter uma carteirinha internacional (Ise card) garante desconto nos tours a Machu Picchu. No entanto, para usufruir desse benefício, o estudante deve possuir até 25 anos de idade.
      - Procure sempre comprar passagens nos locais de saída do transporte para evitaros preços muitas vezes elevadíssimos de agências. Isso pode ser mais fácil em temporadas baixas quando a demanda por passagens é baixa.
      - Não subestime o frio! Compre pelo menos dois pares de meias de lã para uso especialmente no tour de Uyuni.
      1º DIA (QUARTA-FEIRA): BRASÍLIA - CAMPO GRANDE – CORUMBÁ
      De Brasília a Campo Grande, fomos em um voo da Gol com chegada às 21h45. Em Campo Grande, pegamos um táxi no aeroporto à rodoviária interestadual (o trecho tem bandeira 2 durante todo o dia). Na rodoviária pegamos um ônibus semileito da viação Andorinha rumo a Corumbá, às 23h59. Também havia opção de ônibus executivo às 23h30. Dica: se possível compre no site da empresa para não correr risco de não ter passagens disponíveis, pois a demanda é alta.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi aeroporto – rodoviária – Campo Grande (20 min): R$ 42 
      - Ônibus de Campo Grande a Corumbá (6h): R$86,80 (o Executivo seria R$103,40)
      2º DIA: CORUMBÁ – PUERTO QUIJARRO (BOLÍVIA) – TREM DA MORTE A SANTA CRUZ DE LA SIERRA
      Da rodoviária de Corumbá à fronteira, fomos de táxi, porém há opção de ônibus com necessidade de integração em outro terminal (R$2,40) ou de mototáxi (R$15). Como a migração só abre às 8h, tivemos que esperar um pouco. Em Puerto Quijarro, compramos a passagem do ”Trem da Morte” para o único horário disponível no dia - 14h50 - e para a única classe disponível: Super Pullman. Na 2ª, 4ª e 6ª-feira, nos informaram que a única opção de trem existente era o Ferrobus, mais luxuoso e mais caro que o Super Pullman (235  Bol.). De ônibus, segundo informações passadas por brasileiros que conhecemos, a viagem sai por 150 Bol.
      A viagem foi super tranquila e até bastante confortável. Obs.: aparentemente os horários dos trens mudam todas semanas e não dá pra confiar no site da empresa operadora.
      Cotação do real em Puerto Suarez: R$1 = 2,90 Bol.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi Corumbá – Puerto Quijarro (15min): R$32 (dividido entre três)
      - Táxi fronteira – estação de trem em Puerto Quijarro (7min): 10 Bol. (dividido entre três)
      - Trem da Morte classe Super Pullman (18h): 100 Bol.

      3º DIA: SANTA CRUZ DE LA SIERRA – SUCRE;
      Em Santa Cruz, pegamos um táxi da estação ferroviária ao aeroporto El Tropillo, onde pegamos um voo da T.A.M., Transporte Aéreo Militar (não confundir com a nossa TAM) com destino a Sucre. O voo saiu 1h30 mais tarde do que o previsto pelas informações do site, senão não teríamos tempo para pegá-lo.
      Sucre é considerada capital da Bolívia, juntamente com La Paz, por ser sede do Judiciário. A cidade predominantemente branca – Cidade Branca é um dos nomes pelo qual é conhecida - possui vários museus e belas igrejas. Agradou-me bastante e ficaria mais um dia lá se tivesse tempo. O único problema na cidade é a poluição visual dos cabos de energia que tira um pouco da beleza de vários locais.
      Cotação de moeda em Sucre: R$1 = 2,80 Bol.; U$$1 = 6,92Bol.
      Hospedagem:
      - Hostel CasArte (Calle JM Serrano n.256 entre Perez e Bustillo) – 75 Bol. Quarto para três com café da manhã, banheiro compartilhado – Hostel bem bacana, aconchegante e com uma decoração legal. O único problema é que o banheiro era muito pequeno e na hora do banho a água do chuveiro molhava tudo.
      Alguns lugares visitados:
      - Mirador Recoleta: ótima vista da cidade, além de ter uma praça/pátio bem bonita.
      - Castillo de la Glorieta: castelo que mescla diversos estilos arquitetônicos. O interior está um pouco estragado em algumas partes e não possui muitos objetos, porém achei bem legal a arquitetura e a história do lugar. Entrada - 20 Bol.; direito de uso de câmera fotográfica – 10 Bol. Visitas guiadas: 10h, 11h10, 12h, 14h, 15h10, 16h
      - Casa de la Libertad: museu bastante rico em informações. Recomendo fortemente como uma das primeiras visitas da viagem para conhecer a história da Bolívia e da independência dos países latinos. Entrada – 15 Bol., direito de câmera – 10 Bol.
      - Parque Bolivar: parque com um mini Torre Eifel. Achei meio sem graça, mas a ida compensa pelo entorno com belos prédios e monumentos.
      - Gruta de Lourdes: é uma igreja com o altar e as imagens em uma gruta, bem simples. Não curti muito.
      - Cemitério: achei bem interessante. Alguns túmulos são bem grandes e bonitos, mas o mais interessante é ver a setorização do cemitério. 
      Faltou conhecer:
      - Interior da Catedral e da Igreja San Felipe Neri (ambas muito bonitas por fora) 
      - Parque Cretáceo com várias pegadas de dinossauros

      Outras dicas:
      - Cerveja Sureña – umas das melhores cervejas de toda viagem
      - Sorveteria Sucré na Plaza 25 de Mayo: deliciosos sorvetes, especialmente o de frutilla. 
      - Experimentei chocolate das lojas Para Ti - que achei gostoso, mas nada de excepcional - e trufas da loja Taboada. Essas trufas eu não curti muito.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Avião T.A.M. de St. Cruz a Sucre (40 min): 390 Bol. (ou U$$56,50) + 11 Bol. – taxa de embarque
      - Ônibus ao Castillo de la Glorieta (20 min): 1,50 Bol.
      - Táxi aeroporto – hostel (20 min): 30 Bol.

      4º DIA: SUCRE – POTOSÍ
      De Sucre a Potosí, fomos de táxi. Havia opção de ônibus pela metade do preço, porém o tempo de deslocamento é o dobro. Os táxis e ônibus saem o tempo todo, pelo menos até 18h.
      Potosí possui alguns prédios muito bonitos, porém a cidade não é muito bonita no geral. 
      Hospedagem:
      - Hostel The Koala Den (Calle Junin, 56) – 50 Bol. Quarto compartilhado para 8 pessoas, com café da manhã e banheiro privativo. Área externa muito boa e bom café da manhã. O quarto até que era bom, porém o sistema de calefação não estava funcionando e os cobertores não foram suficientes para aquecer.
      Passeio:
      - Mina de Cerro Rico: Fizemos o passeio com a empresa Koala Tours. O guia Rolando foi ótimo e o passeio foi interessante, porém fizemos no domingo e não havia muito trabalhadores, mas ainda sim conseguimos ver como é a realidade difícil do trabalho. Gastos: 100 Bol. pelo passeio + 10 Bol. por uma bandana com desenho do mapa da mina, para proteger contra poeira + 20 Bol. com dinamite de presente para os trabalhadores (há outras opções de presente como água ou suco por 6 e 7 Bol.). Saída para o passeio 8h30 e volta 13h.
      Faltou conhecer:
      - Casa de la Moneda: considerado um dos principais museus bolivianos (ou até latino-americanos), porém no domingo só há opção de visita pela manhã.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi hostel – terminal rodoviário (8 min): 10 Bol.
      - Táxi terminal rodoviário de Sucre – Potosí (2h30min): 30 Bol. 



      5º DIA: POTOSÍ – UYUNI
      De Potosí a Uyuni de ônibus. Uma noite de hospedagem em Uyuni.
      Hospedagem:
      - Residencial La Cabana (Calle Bolivar, 88) – 30 Bol. Quarto para 2, sem café e com banheiro compartilhado. Tempo de banho de no máximo 5 min e cobram 10 Bol. para ter acesso a wi-fi. extra. Muito simples e com péssimo atendimento. Vale apenas por um pernoite pelo baixo preço. 
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Ônibus de Potosí a Uyuni (5h): 20 Bol. + 1 Bol. de direito de embarque

      6º, 7º E 8º DIAS: TOUR UYUNI (3 DIAS/2 NOITE)
      Tour pela empresa Ripley Tours: Tours saem 10h30, 11h. Fizemos por 750 Bol. + 50 Bol. pelo transfer a San Pedro de Atacama + 150 Bol. entrada no Parque da Laguna Colorada. Pretendíamos fazer pela Andreas Tour, da qual tínhamos boas referências, porém enrolamos e não conseguimos vaga. Com a Ripley foi bem satisfatório, porém, assim como quase todas empresas, colocam 6 passageiros no automóvel, sendo dois no “porta-malas”, diferentemente da Andreas que atende apenas 5 pessoas. Nosso motorista/guia, César, foi muito gente boa, atencioso e paciente, não nos apressando em nenhuma parada e parando sempre que pedíamos. O hotel do primeiro dia tinha uma ótima localização, com uma vista maravilhosa, diferentemente dos outros hotéis ocupados pelos grupos das outras agências. O único problema a meu ver foi que não visitamos a Ilha do Pescado porque o guia desmotivou o restante do grupo dizendo que o valor de entrada na ilha era de 30 Bol. e que lá só veríamos cactos, que já íamos ver no caminho ao hotel. Realmente vimos no caminho, mas não como veríamos na Ilha. 


      8º, 9º E 10º DIAS: SAN PEDRO DO ATACAMA
      San Pedro é uma cidade bem aconchegante, com várias opções de bons restaurantes e com vários atrativos em suas proximidades, porém é meio carinha. Caso queira economizar um pouquinho nas refeições, faça-as vc mesmo ou vá ao quiosquinho perto do terminal de ônibus e mercado de artesanato. Desconto em entradas com qualquer carteirinha de estudante brasileira.
      Cotação: R$1 = $190 - 210; U$$1 = $500 – 505.
      Hospedagem:
      - La Casa del Sol Naciente (Tocopilla 310) – $6000 (pesos chilenos). Quarto compartilhado para seis pessoas, sem café e com banheiro compartilhado. Há também opção de camping. Gostei bastante do hostel. Tem uma boa cozinha, uma boa área de convivência, três banheiros (e em breve mais três) e ainda o dono e toda galera do hostel foi super gente boa. 
      Passeios:
      Fizemos um pé, alguns de bicicleta – aluguel $3000 por seis horas flexíveis com a Turismo Teckara (Toconao 455) - e outros em grupo também com a Turismo Teckara, que recomendo fortemente já que os guias foram muito bons, especialmente Sebastian no tour às Lagunas Altiplânicas.  
      - Valle de la Luna (de bici): dá pra ir de bici, mas para quem não tem preparo é um pouco puxado. Paisagens muito bonitas que dizem que ficam mais bonitas ainda no final da tarde. Valor: $2000 ou $1500 (estudante). Funcionamento: 9h30 – 17h. Tours em grupo por agências incluem Valle de la Muerte: $8000 (mais entrada).
      - Valle de la Muerte: fizemos à pé, porém não recomendo. Melhor ir de bici. 
      - Pukara de Quitor + Catarpe (de bici): tranquilo de fazer de bici por ser perto da cidade. Não entramos em Pukara e nem conseguimos ver as ruínas de Catarpe por falta de tempo. Fomos até a igreja de Catarpe que tem uma bela vista, porém nada de mais em relação às outras atrações de San Pedro. Entrada em Pukara: $3000 ou $2000 (estudante).
      - Laguna Laguna Cejar + Ojos del Salar + Tebenquiche:  respectivamente, lagoa com grande concentração de sal que te impede de afundar, poços de água no meio do deserto e bela lagoa com Andes de fundo, onde se aprecia o pôr do sol e a mudança de cor da paisagem. Saída do tour: 15h, retorno: 20h. Valor: $10mil + entrada $2000 ou 1500 (estudante).
      - Salar e Lagunas Altiplânicas: belo tour com passagem pelo salar onde é possível ver três espécies de flamingos e por lagoas muito bonitas e ainda paradas no retorno para ver planícies de plantação e uma igreja bonitinha feita de adobe e material de cactos. Saída: 6h, retorno: 14h. Valor: $23mil + entradas $5000 ou $4000 (estudante).
      Outros passeios que devem ser incríveis:
      - Salar de Tara: $40 - 50mil. 
      - Salar de Talar (Piedras Rojas): $40 – 45 mil (inclui Salar e Lagunas Altiplânicas).
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      Transfer do tour de Uyuni a San Pedro de Atacama (1h): 50 Bol. (com lanche)

      10º E 11º DIAS: SAN PEDRO – CALAMA – ARICA – TACNA – AREQUIPA
      Optamos por fazer San Pedro – Calama pela empresa de ônibus Ciktur agenciada pela Andesmar (Calle Licancabur, rua onde também se situam as empresas Tur-Bus e Pullman) e depois fazer o trecho Calama – Arica por ônibus da Pullman, por ser mais econômico do que ir direto pela Tur-Bus ($4300 mais caro). Ambos ônibus foram muito bons.
      Em Arica pegamos um táxi a Tacna no terminal ao lado do que desembarcamos. Poderíamos ter ido direto de Arica a Arequipa pelo preço exorbitante de $23mil.
      Em Tacna pegamos o ônibus semi-leito mais barato e com melhor horário de saída que nos ofertaram. 
      Cotação de moedas na rodoviária de Tacna U$$1 = 2,75 soles (S/.); 1S/. = 188$ (pesos chilenos); não trocavam reais em nenhuma banca
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Ônibus Ciktur de San Pedro a Calama (1h30min): $2500
      - Ônibus Pullman de Calama a Arica (8h30min): $10mil
      - Táxi Arica – Tacna (40min): $4000
      - Ônibus de Tacna a Arequipa(6h30min): 15S/. + 1S/. (direito de embarque) e 2S/. (propina ao cara que intermediou o ônibus) (pela Oltursa o preço total seria 31S/. e pela Cruz del Sur, 51S/.).
      - Táxi da rodoviária de Arequipa a Plaza de Armas (10 min): 8S/.
      11º E 12º DIAS: AREQUIPA
      Arequipa foi uma das cidades que mais me agradou em toda viagem. Há vários museus, prédios e ruas bonitas na cidade.
      Cotação de moedas: R$1 = 1,14S/. ; U$$1 = 2,81
      Hospedagens (um dia em cada hostel):
      - Hostal Arequipa Inn (Rivero 412) – 35 Bol. por pessoa em quarto para 4, com banheiro privativo e café da manhã. O hostal até que tem boa estrutura e ficou em conta dividindo entre quatro. Porém a dona que se mostrou muito atenciosa no começo, sacaneou no café da manhã, nos restringindo opções porque estávamos pagando mais barato.
      - Flying Dog (Melgar 116) – 25 Bol. em quarto dividido com 12 pessoas com banheiro privativo e café da manhã. Apenas dormimos no hotel e não podemos conhecer o café da manhã que nos falaram que é muito bom. Gostei bastante do ambiente, porém o quarto que falaram que era pra seis na verdade era para 12 pessoas.
      Locais visitados:
      - Museo Santuario Andino: museu com ótima estrutura que conta a história da cultura inca, com opção de guias em diversas línguas, inclusive português, dependendo do horário. Aqui está a famosa múmia, menina Juanita. Valor: 20S/. + propina opcional ao guia.
      - Monastério Santa Catalina: achei muito legal também, só é meio carinho. O monastério é bem grande e conservado e tivemos uma boa visita guiada em português. Valor: 35 S/. + 20 S/. (que pode ser dividido no grupo) pela guia;
      - Catedral: muito bonita. Vale a pena conhecer por dentro.
      - Igreja San Francisco: bem bonita por fora e por dentro.
      - Museu Histórico Municipal (com acervo Chiribaya): acervo bom, porém muito mal organizado. Vale pra conhecer a cultura Chiribaya. Valor: 5S/.
      - Mirador de Yanahuara: é um pouquinho longe e a vista da cidade não é tão boa assim. Vale a pena se tiver tempo sobrando. O visual melhor é do contraste do Vulcão Misti com a cidade de Arequipa.



      13º E 14º DIAS: TOUR CAÑON DEL COLCA
      Trekking de dois dias: fizemos com a empresa Mundo Andino (Calle Santa Catalina, 203). Não foi possível fazer o trekking completo que passa por dentro do cânion e por diferentes vilas, porque tinham acontecido abalos sísmicos que desmoronaram algumas encostas no caminho, tornando perigoso o trekking. O trekking se resumiu a ida ao Oasis em Cabanaconde, com possibilidade de extensão à vila de Malata. Caso o mesmo aconteça contigo ou caso prefira fazer esse trekking mais curto, recomendo a ida a Malata, pelas belas paisagens no caminho e para não ficar muito tempo de bobeira no oásis. Detalhe: o retorno do tour no segundo dia é uma subida bem pesada. Há opção de alugar burro para fazer o trecho por 60S/.. 
      No dia seguinte há uma parada em um clube de piscinas termais (entrada: 15S/.). Não entramos porque achamos sem graça. Também há almoço buffet em Cabanaconde por 25S/. Comi em um restaurante duas quadras abaixo do restaurante do tour e paguei 10S/. em um pratão. hehehe
      Tempo de descida ao oásis: 2h30; subida: 2h de caminhada. 
      Saída: 4h (da manhã mesmo. Hehehe); retorno a Arequipa: aprox. 15h do dia seguinte.
      Valor: 110 S/. + 40S/. (taxa do parque onde há o mirante dos condores). Inclui dois cafés da manhã e almoço e a janta no oásis, que foram muito bons por sinal. 

      14º DIA: AREQUIPA – NAZCA
      Fizemos o trajeto Arequipa - Nazca à noite pela empresa Cruz del Sur. Compramos na mesma agência que fizemos o passeio ao Cañon del Colca – Mundo Andino; se tivéssemos comprado na rodoviária teríamos economizado apenas 5 S/..
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi hostel – rodoviária de Arequipa: 9S/.
      - Ônibus da Cruz del Sur de Arequipa a Nazca (9h): 82S/. + 2S/. (direito de embarque)
      15º DIA: NAZCA – PISCO
      Em Nazca, tudo é muito caro; os preços dos passeios são surreais comparados aos de outros no Peru.  Se você estiver com as finanças apertadas, não recomendo ir à cidade.
      Passeios:
      Fizemos o passeio às ruínas de Cahuachi com a empresa Air Nasca Travel (evite-a!!!), localizada na mesma rua dos terminais das empresas de ônibus, por 55S/.. Nas agências de turismo, nos falaram que o lugar era muito distante e de difícil, e que por isso o seu preço era alto (mais alto entre todos os passeios). Mentira! O lugar nem é longe e é acessível por qualquer carrinho 1.0.. O lugar em si é bem bacana pela sua história, porém não vale o preço do passeio do meu ponto de vista. Sugestão: vá de táxi e depois leia sobre a história do lugar (essa sugestão talvez sirva para outros passeios), assim vc deve economizar uma boa grana. Duração total do passeio: 1h30min.
      Fizemos também o sobrevoo pelas linhas de Nazca agenciado pela mesma empresa e acabamos pagando U$$90, U$$10 a mais do que pagaríamos se tivéssemos pagado diretamente em operadora no aeroporto. Pior é que na volta tivemos que esperar um tempão e voltar no bagageiro de um furgão porque o motorista da agência de turismo tinha ido embora. 
      Dica para o passeio: não coma nada pesado antes porque você ficará muito enjoado com várias curvas que o avião faz. Duração do passeio: 25-30 min.
      Preços de outros passeios em Nazca (na agência do Juan Carlos, em frente às agências de ônibus):
      - Aquedutos: 25S/.
      - Cemitério Chauchilla: 35S/.
      Depois do almoço, pretendíamos ir direto a Paracas para o pernoite. Acabou que fomos a Pisco por uma questão de economia, porém o trajeto com duas trocas de transporte - em Ica e na estrada Panamericana - foi um pouco cansativo. 
      Pisco é uma boa opção de pernoite para quem pretende fazer passeios às Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas por ter muitos restaurantes e hospedagens econômicas.
      Hospedagem:
      Hospedaje Gino (Márquez de Mancera, 241) – 15 S/. + 5S/. (com um café da manhã razoável). Quarto para 3, com TV a cabo e sem banheiro privativo. Bastante econômica, limpa e bem localizada. 
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Ônibus apertadíssimo da empresa Perú Bus de Nazca a Ica (2h30): 11S/. 
      - Ônibus Perú Bus de Ica a estrada Panamericana (45min): 5S/.
      - Taxí estrada Panamerica – Pisco (10min): 6S/.

      16º DIA: PISCO – PARACAS – ICA/OÁSIS HUACACHINA – CUSCO
      Agenciamos o passeio às Islas Ballestas e à Reserva Nacional de Paracas, bem como o passeio de buggy e sandboard nas dunas de Huacachina,  na agência Aprotur Pisco & Adventures (Plaza de Armas de Pisco). O funcionário Saulo da agência foi super atencioso e gente boa. Tudo foi muito corrido, mas no fim deu certo e conseguimos fazer tudo em um dia só. 
      Passeios:
      - Islas Ballestas: excelente passeio de barco não só pela fauna, mas pelas paisagens tbm. Saída: 8h30; duração de aprox. 2h. Valor: 35S/. + 7S/. (taxas de porto e de preservação)
      - Reserva Nacional de Paracas: fizemos um passeio rápido devido à limitação de tempo. Possui um ótimo museu e belas praias com falésias e encontro do deserto com o mar. Valor: 35S/. (para duas pessoas, se fossemos em grupo seria 20S/.) + 5 S/. (entrada no parque)
      - Buggy e sandboard nas dunas de Huacachina: bem divertido! Se prenda bem no buggy e segure com as duas mãos sempre, para não se machucar (esse risco mesmo assim ainda existe). Fizemos com equipe do hotel Salve Tierra. Valor: 45 S/. + 3,70S/. (de alguma taxa) (pagando no local, sem intermédio de agência, sai por 40S/.). Os últimos passeios saem 16h30, 17h.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi intermediado pela agência Aprotur de Pisco a Paracas (25min): 5S/. (ida e volta)
      - Táxi Pisco – Panamericana: 6S/. (há opção de triciclo tuk tuk por 1,50S/.)
      - Ônibus da Perú Bus da est. Panamericana a Ica (45min): 5S/.
      - Táxi Ica – Huacachina (10min): 6S/. (somente ida)
      - Ônibus da empresa Palomino (terminal rodoviário) Ica – Cusco (16h): 110S/. semi-cama e 150S/. cama (não compensa; uma diferença é largura do assento) (pela Cruz del Sur seria 175S/., pela - Cial 90S/. ou 130S/. e pela Tepsa 130 S/.).  Saída prevista para 22h, porém saímos 23h15
      - Táxi rodoviária de Cusco – Plaza de Armas: pagar no máximo 6S/. (podem te oferecer por um absurdo)

      17º -19º DIA: CUSCO
      Cusco com certeza foi a cidade que mais gostei da viagem. Vários prédios históricos e praças arrumadinhas, igrejas bonitas (entre em todas que puder), além de um vasto circuito de museus e de sítios arqueológicos nos arredores.
      Para ter acesso a todos locais listados abaixo é necessário comprar o boleto turístico, que é nominal e custa 130S/. ou 70S/. para estudante com até 26 ou 25 anos dependendo do local de compra (importante levar comprovante de matrícula, que podem cobrá-lo). Há opção ainda de boleto parcial válido somente para um circuito.
      - Circuito 1 (feito no city tour oferecido pelas agência): Saqsayhuamán, Q’enko, Puka Pukara e Tambomachay
      - Circuito 2: Tipón, Pikillacta, Museo de Sítio del Qoricancha, Museo de Antre Contemporaneo, Museo Hisórico Regional, Museo de Arte Popular, Monumento Pachacuteq, Centro Qosqo de Arte Nativo
      - Circuito 3 (feito no tour do Valle Sagrado, com exceção de Moray): Pisac, Ollantaytambo, Chinchero, Moray 
      Hospedagem:
      Ukuku’s Hostal (Calle Hospital 842): 15S/. quarto compartilhado por 6 pessoas, sem banheiro privativo e sem café da manhã incluso (a 5S/. se faz um bom café no Mercado San Pedro). Ótima cama, boa cozinha e boa área de convivência. Contras: é um pouquinho afastado, tivemos problemas com os chuveiros e o teto do quarto é baixo (o que também pode ser positivo pensando no frio). 
      Lugares visitados e passeios:
      - Museo del Sítio Qoricancha: tem bastantes informações históricas, porém poderia ser mais bem organizado e conservado. Entrada: incluso no boleto;
      - Mercado San Pedro: mais famoso e turístico mercado. Há bancas de tudo. Possui os melhores preços de artesanatos e vestuários.
      - Qoricancha: excelente visita. Vale pelo acervo, pela história e pela beleza arquitetônica do local. Entrada: 10S/. ou 5S/. (estudante com qualquer carteirinha e sem limite de idade)
      - Locais do city tour (em ordem de visita)- Tambomachay,Puka Pukara, Q’enko, Templo del Sol (não incluso no city tour) e Saqsayhuamán. Fizemos por conta própria sem intermédio de agência. Para isso pegamos o ônibus urbano da linha Señor del Huerto na Calle Recoleta com destino a Tambomachay e depois fomos descendo até Saqsayhuamán, que é um dos principais sítios incas existentes e o ponto alto do tour. Recomendo fazer o passeio com bom guia de mão ou se puder com agência para obter as informações históricas. Preço: 3 S/. (dois ônibus); em agência é 30S/. Entradas: boleto turístico. 
      - Valle Sagrado (agência Super Tour Cusco) – Pisac, Ollantaytambo e Chinchero. Excelente passeio com o guia Jesus, figuraçaaa. Pisac e Ollantaytambo possuem sítios incas magníficos e Chinchero tem uma bela igreja construída sobre fundações incas. Valor: 28S. + 30 S/., caso queira o almoço buffet. No local de parada há poucas opções de restaurantes, porém é possível encontrar um na mesma rua da parada, alguns metros abaixo, com menu por 8S/.. Entradas: boleto turísitico.

      20º - 24º DIAS: TRILHA SALKANTAY – MACHU PICCHU (5 DIAS/4 NOITES)
      Combinamos e pagamos o tour no hostel pela agência/operadora KB Tours por U$$220 + U$$5 pela subida a Montaña Machu Picchu (não é a Huayna Picchu). Os preços vão de U$$190 a até mais de U$$500 e uma operadora faz o mesmo passeio para grupos que pagaram distintos valores. No nosso grupo havia pessoas que tinham pagado antecipadamente mais de U$$350 pelo passeio. Todos os grupos de distintas operadoras têm paradas nos mesmos locais e as únicas diferenças que há entre eles (não incluindo aqui as agências mais caras, acima de U$$500) são a hospedagem em Águas Calientes e a qualidade da comida, que depende de sorte já que uma mesma operadora pode dividir um grande grupo inicial em dois subgrupos com cozinheiros distintos. Sugiro então que faça uma boa pesquisa e reserve o passeio na agência mais barata que encontrar.
      O primeiro dia é um percurso de 22km com muitas subidas e descidas até a base da montanha Salkantay onde é montado o acampamento. Muitas paisagens bonitas e uma visão incrível até chegar ao acampamento.
      O segundo dia tem trajeto total de 20km e é o mais bonito por atravessar montanhas nevadas, passar por riachos e vegetações campestres e terminar em uma região montanhosa com floresta densa. Para muitos é considerado o dia mais difícil, devido à subida de mais de duas horas no início, porém achei o primeiro dia mais difícil.
      O terceiro dia tem trajeto de 9km e é bem tranquilo. Termina em Santa Teresa, de onde há opção de ir a um clube municipal de águas termais por 15S/. (5S/. de entrada + 10S/. do transporte). Vale muito a pena!
      No quarto dia, há opção de tirolesa por 100S/. (preço negociável). Fizemos com a empresa Cola de Mono e foi bem bacana. Só que antes o guia nos falou que essa empresa não tinha mais vagas e tentou nos empurrar outra empresa de credibilidade duvidosa e menor quantidade de cabos e travessias, que recusamos. Depois da tirolesa, o transporte incluso no valor pago, deixa todos na hidroelétrica para seguir em direção a Águas Calientes, onde dormiríamos em um hotel. A paisagem no caminho que segue a linha de trem é incrível!
      O quinto dia é o de Machu Picchu. Saímos bem cedo do hotel, às 4 e 40, para chegar cedo a Machu Picchu. Subimos a pé, mas há opção de ônibus por U$$9. A subida dura 40 min – 1hora. Em Machu Picchu conhecemos praticamente tudo e subimos a Montaña Machu Picchu que abre às 7h e fecha para subidas às 11h (ou mais tarde dependendo da vontade do funcionário do parque). Essa subida é muito pesada e dura 1h30 mais ou menos. Fizemos a volta a Águas Calientes também à pé, dispensando o ônibus. Esse dia foi o mais cansativo do passeio, talvez em função do acúmulo dos dias anteriores. Sugestão: se puder, pague o ônibus na subida ou na volta.
      Por fim, pegamos o trem de 21h (há opção também às 18h45 ou até mais cedo, quanto mais cedo mais cara a passagem) e seguimos a Ollantaytambo, onde pegamos uma van a Cusco. Esses transportes estão inclusos no valor do trekking.
      Mais dicas:
      - Com carteirinha internacional (Ise card) e talvez com carteira estudantil brasileira que possua data de início e encerramento do curso, consegue-se desconto de U$$20 no valor do trekking.
      - Em Mollepata (saída para trilha), compre um bastão de caminhada de madeira. Vai te ajudar bastante em diversos trechos.
      - Tomar banho no primeiro e segundo dias do trekking é bem complicado. No geral a galera deixa pra tomar banho só no terceiro dia no clube de águas termais de Santa Teresa. Então é bom levar lenços umedecidos para se limpar um pouco nos dois primeiros dias. 
      - No segundo e terceiro dias, confira se sua barraca está bem armada, com o sobreteto esticado, para evitar que entre água em caso de chuva. Tivemos esse problema no segundo dia e muitas das nossas coisas molharam.
      - Leve seu próprio saco de dormir se tiver.
      - Água ao longo do trekking é muito cara, então recomendo levar pastilhas ou aparelhos para purificar água.
      - Outros itens importantes: capa de chuva, lanterna de cabeça, sacolas para guardar e proteger roupas (caso chova), e remédios para mal de altura, diarreia, dor de cabeça, gripe e dor muscular. 
      Relato específico da Trilha Salkantay: http://www.mochileiros.com/relato-breve-da-trilha-salkantay-26-a-30-ago-de-2013-t86904.html

      25º DIA: CUSCO – PUNO
      No caminho entre Cusco e Puno, o ônibus faz uma parada de 15 min na cidade de Pucará para lanche. Nessa hora, vale a pena dar um corridão na bonita igreja da cidade.
      Fomos a Puno basicamente para conhecer as ilhas flutuantes de Uros e não pretendíamos dormir lá, mas acabou que tivemos que dormir por conta do fechamento da fronteira Perú/Bolívia. A igreja da Plaza de Armas possui uma das fachadas mais bonitas que vi em toda viagem.
      Hospedagem:
      - Há algumas opções de hospedagens econômicas na rua Deustua. Valor: 20S/. em quarto triplo com banheiro privado e TV a cabo. 
      Passeio:
      Ilhas flutuantes de Uros: combinamos e pagamos no porto mesmo (uns 700m da rodoviária). Pegamos provavelmente o último barco que saiu umas 17h. O passeio foi interessante e bonito na ida (na volta estava escuro já). Porém na ilha ficam insistindo para que compre artesanatos e faça um passeio à parte em uma embarcação típica do Titicaca. Valor do passeio: 10S/. + 2,50 S/. (de alguma taxa).
      Gastos com transporte e tempos de deslocamentos:
      - Táxi hostel em Cusco – rodoviária: 6S/.
      - Ônibus leito de Cusco a Puno pela empresa Transzela (8h): 25S/. (diretamente na rodoviária; em agências oferecem por no mínimo 60S/.).
      - Táxi hotel em Puno – rodoviária: 4S/.

      26º DIA: PUNO – COPACABANA – ISLA DEL SOL
      Pegamos o ônibus com o horário mais cedo disponível na rodoviária, às 6h, da empresa Titicaca Bolívia. Os primeiros ônibus das outras empresas saíam às 7h30. Demos azar e tivemos que esperar 2hs na fronteira para poder atravessar ao lado boliviano. Era o primeiro domingo do mês, quando mensalmente acontece uma solenidade entre os povos da Bolívia e do Peru com hasteamento de bandeiras.
      Em Copacabana, fomos a Catedral de Nossa Senhora de Copacabana, que é muito bonita e vale muito a visita. Depois às 13h30 pegamos o barco rumo a Isla del Sol.
      Passeio a Isla del Sol:
      Barco demorou 1h30min para chegar à parte sul. De lá fomos caminhando até a parte norte pela trilha do centro, pelas montanhas. A caminhada durou 3h e tem bastante subida e descida, mas não é muito pesada. Depois dormimos na parte norte, onde há algumas opções de hospedagens baratas (20S/.). No dia seguinte, pegamos uma embarcação de retorno a Copacabana com saída às 10h30 e duração de 2h. Para essa embarcação sair era necessário ter um grupo de 10 pessoas ou o pagamento de valor proporcional a esse número de pessoas.
      Tinha grandes expectativas em relação à Isla del Sol pelo que tinha ouvido e lido. Porém, para ser sincero, as expectativas foram um pouco frustradas. A ilha até tem uns cantinhos bonitos, mas nada de maravilhoso ou imperdível do meu ponto de vista. O que achei mais bonito em todo o passeio foi o Titicaca com montanhas nevadas de fundo.
      Valor do passeio: 20S/. (barco à parte sul) + 5 S/. (taxa de entrada na parte sul) + 15 S/. (taxa de entrada na parte norte). 
      Horários de saída de barcos de Copacabana e do norte da Isla del Sol: 8h30 e 13h30; do norte também às 10h30 com grupo de 10 pessoas.

      27º DIA: ISLA DEL SOL – COPACABANA- LA PAZ
      Compramos a passagem de ônibus a La Paz da empresa Diana Tours em uma agência na principal rua de acesso ao porto de Copacabana. Venderam-nos a passagem de um ônibus, mas viajamos em uma coisa horrível, de tamanho intermediário entre um ônibus e um micro-ônibus, bastante desconfortável. A única vantagem apresentada foi que o ponto final do ônibus em La Paz era na Calle Sagarnaga, rua com diversas agências de turismo, onde agendamos todos os nossos passeios.
      Gastos com transporte e tempos de deslocamentos:
      Ônibus de Copacabana a La Paz (3h30min): 20S/. + 2S/. (travessia de balsa)
      28º - 31º DIA: LA PAZ
      La Paz é uma cidade meio caótica, com um trânsito louco e várias barracas de feira nas ruas, mas ao mesmo tempo tem lugares muito bonitos e o seu lado fascinante.
      Ficamos na casa de um amigo canadense que conhecemos no trekking de Salkantay.
      Lugares visitados:
      - Igreja e Convento de San Francisco: igreja bonita e vale a pena conhecer o convento. A visita guiada pela Dona Glória foi super divertida e rica em informações. Entrada – Convento: 20 Bol.
      - Museus da Calle Jaen: Costumbrista – com diversas maquetes, legalzinho; del Litoral Boliviano – repetitivo; Casa de Pedro D. Murillo – com mais informações e mais interessante do ponto de vista histórico. Dispensáveis se não tiver tempo. Valor: 10 Bol (que incluiria também o Museo de Metales Preciosos que estava fechado para restauração).
      - Museo de Instrumentos Musicales (também na C. Jaen): super divertido com diversos instrumentos bizarros de povos latinos e de outros países. Entrada: 5 Bol.
      - Museo Nacional de Etnografia y Folklore: excelente museu com vários objetos de culturas pré-hispânicas e de manifestações contemporâneas (cerâmica, tecido, máscaras, ornamentação de grupos de dança, moedas e cédulas). Para percorrer tudo com atenção, leva-se mais de 2h. Valor: 20 Bol.
      - Mirador Killi Killi: excelente vista da cidade. Pena que não conseguimos chegar durante o dia.
      - Plaza Murillo: praça muito bonita. Um dos pontos mais bonitos da cidade.
      - Mercado de las Brujas: o mercado na verdade é uma série de lojinhas de roupas, artesanatos ou de poções bizarras e de produtos de oferenda a Pacha Mama. Não achei as lojas baratas como todos dizem, na verdade quase tudo com o mesmo preço ou até mais caro do que em outros mercados do Peru e da Bolívia.
      Faltou:
      - Museu da Coca (na rua do Mercado de las Brujas) que falam que é bem legal.
      Noite:
      - Malegria (Pasaje Medinacelli, Sopocachi): nas quintas rola Saya afro-boliviana, espécie de samba boliviano. Ambiente descontraído, música boa e entrada gratuita.
      Passeios – entorno de La Paz:
      - Tihuanaco: passeio muito legal para conhecer a história desse povo pré-inca e ver os seus sítios arquitetônicos, estátuas e monumentos. Inclui uma visita a Pumapunku (antiga pirâmide tihuanaco). Valor: 50 Bol. (na Fortaleza Tours - Calle Sagarnaga) + 80 Bol. (taxa de visita).
      - Chacaltaya + Valle de la Luna: Chacaltaya foi por muito tempo a estação de esqui de maior altitude no mundo, a 5 395 m em relação ao nível do mar.Atualmente, esta estação está desativada devido às mudanças climáticas. . O cenário desse passeio é maravilhoso. Depois de conhecer Chacaltaya, os tours geralmente vão ao Valle de la Luna, que tem uma paisagem árida com formações rochosas pontiagudas de arenito. Gostei bastante do lugar, mas alguns amigos não viram muita graça. Valor: 60 Bol. (na Fortaleza Tours) + 15 Bol. (taxa de Chacaltaya) + 15 Bol. (taxa do Valle).
      - Downhill pela Estrada da Morte: toda atenção aqui é pouca já que eventualmente algum ciclista morre no passeio! Se vc não tem muito hábito de andar de bicicleta ou não estiver se sentido segura, não se sinta pressionada e não se apresse; vá em seu próprio ritmo. No mais é curtir as paisagens e a adrenalina. 
      Para o passeio, escolhemos a empresa Xtreme Downhill por nos ter oferecido todos os equipamentos de segurança (algumas empresas oferecem só um colete), pelo ótimo atendimento, pela camisa bacana e pelo bom preço. Não nos arrependemos! As bicicletas eram muito boas, estavam bem reguladas e caso alguma apresentasse problema, trocavam-na por outra. O único problema foi cobertura com fotos e apenas dois vídeos, que não foi muito boa. Valor: 350 Bol (bicicleta só com suspensão dianteira) ou 450 Bol. (com suspensão dupla). Detalhe: fizemos com a suspensão dianteira só e foi tranquilo, mas com conforto um pouco menor. Dica: como o equipamento é completo com macacão igual para todos, coloque uma fitinha na bici ou algo para o diferenciar dos demais nas fotos.

      32º DIA: LA PAZ – PUERTO SUAREZ – CORUMBÁ – CAMPO GRANDE
      No sábado, exclusivamente, há opção de voo de La paz a Puerto Suarez com conexão de 5h em Santa Cruz de la Sierra pela T.A.M. Nos outros dias, a opção que nos ofereceram foi um voo a Santa Cruz por 517 Bol. pela empresa Boa, e depois teríamos que fazer o trajeto Santa Cruz – Puerto Quijarro (fronteira) de ônibus (aprox. 150 Bol. e 10 h de viagem)
      Gastos com transporte e tempos de deslocamentos:
      - Táxi bairro Sopocachi – aeroporto (40 min): 60 Bol.
      - Voo La Paz – Puerto Suarez pela T.A.M.: 825 Bol. + 11 Bol. (taxa de embarque)
      - Táxi Puerto Suarez – fronteira Bolívia/Brasil (25 min): 40 Bol. (chorando, geralmente é 50 Bol.)
      - Ônibus urbano da fronteira a rodoviária de Corumbá (30 min): R$2,40. Necessário fazer integração em um terminal.
      - Ônibus empresa Andorinha de Corumbá ao aeroporto de Campo Grande (7h): R$100,50 (tivemos que pegar o executivo; o regular é R$17 mais barato). O ônibus deixa no aeroporto de Campo Grande mesmo. 
      33º DIA: CAMPO GRANDE – BRASÍLIA
      Fizemos em voo da Gol. Fim da viagem! =(
      Gasto total na viagem (excluindo apenas o seguro de viagem): R$4.400,00 – R$4.500,00, em um panorama de desvalorização do real (pegamos cotação média em saque de R$2,34) e também de soles (1U$$ = 2,82S/.).
       


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