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Jalapão e Chapada das Mesas - de carro, sem guia ou agência


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Eu planejei essa viagem por cerca de dois meses, junto com dois amigos. Viajamos em 19/04/2019 e retornamos em 02/05/2019, passando pelo Jalapão, pela Chapada das Mesas e por Taquaruçu (distrito de Palmas), sendo que no Jalapão ficamos 5 dias e na Chapada das Mesas ficamos 3 dias. Os relatos que li aqui no Mochileiros foram essenciais pra que essa viagem saísse do papel, então me senti na obrigação de retribuir isso de alguma forma. Aqui vai nosso roteiro (o Jalapão por minha conta e a Chapada das Mesas por conta de um dos meus amigos, ao final).

É POSSÍVEL VIAJAR AO JALAPÃO SEM AGÊNCIA E SEM GUIA?

Sim! Evidente que isso vai dar muito mais trabalho, você vai enfrentar contratempos, imprevistos, é preciso ter alguma experiência com mapas (google maps e wikiloc foram fundamentais), alguma experiência em estrada de terra e gostar de digirir, mas nada paga o preço da liberdade e da aventura.

Se você não possui esse perfil, se você prefere o conforto, eu sugiro que contrate uma agência (que vai montar o roteiro inteiro pra você desde a sua chegada em Palmas até a sua volta pra casa) ou monte seu roteiro e contrate um guia pra te levar nos lugares (pode ser um meio-termo pra quem não tá muito a fim de se aventurar). Na real, Jalapão é perrengue em qualquer dessas alternativas, porque as estradas realmente são ruins e os atrativos são longe, então não espere o conforto de um resort. Por outro lado, fazer a viagem por conta própria te dá a flexibilidade ficar mais ou menos tempo nas atrações, e poder, eventualmente, substituir um passeio por outro a depender do clima e da vibe do grupo. As agências, por sua vez, possuem roteiros pré-determinados e tempo fixo em cada lugar.

No nosso caso, a gente detesta viajar preso a agência e guia, então, quando vimos aqui no Mochileiros que era possível ir por conta própria, não pensamos duas vezes. Agora, ao final da viagem, vejo que tomamos a decisão certa, pois é perfeitamente possível e muito mais divertido fazer essa viagem por conta própria.

Pra isso, alugamos uma 4x4 na Localiza em Palmas (pesquisamos no rentcars.com mesmo). Recomendo reservar com antecedência, porque existe chance de esgotar esse tipo de carro, e confirmar com a locadora se a categoria que você está escolhendo é 4x4, pois a nomenclatura das categorias é um pouco confusa, muda de locadora pra locadora e sem tração nas 4 rodas é praticamente impossível se deslocar no Jalapão. Há muitos trechos com areia fofa, muitos trechos com depressões, terreno irregular, trecho com lama, trecho em que você atravessa riachos, então a viagem sem um carro 4x4 vai tornar cada trecho desses um inferno. Por sorte, conseguimos uma Hilux e ficamos impressionados com a força desse carro. Parece um caminhão, passou em tudo quanto foi terreno tranquilamente, não atolava, não escorregava, nem arrastava o fundo. E, mesmo no único lugar em que patinou (uma poça enorme quase chegando em Mateiros), ligamos a tração reduzida (um botão chamado L4) e ele saiu como se nada tivesse acontecido. Vimos muitas L200 (Mitsubishi) lá também. Acredito que qualquer 4x4 dê conta do recado. Só recomendaria evitar a Amarok, da VW. No fervedouro do Buritizinho, encontramos uma família que estava de Amarok e havia perdido 3 pneus furados na estrada de Novo Acordo pra São Félix (eles fizeram o roteiro ao inverso do nosso), mas o pior nem foram os pneus perdidos, e sim a dificuldade de encontrar pneus de Amarok nas borracharias. Segundo eles, o aro desse pneu é maior que o dos outros carros da categoria, então rodaram quase todas as borracharias de Palmas até encontrar.

Todas as cidades do Jalapão têm posto de gasolina com Diesel S-10 (era o combustível do nosso carro), então isso foi bem tranquilo. Apesar de o tanque ser grande, abastecemos em todas as cidades antes de sairmos, pois seria importante ter combustível de sobra pro caso de dar algum problema e precisarmos ficar dentro do carro com ar condicionado ligado por muito tempo. Todos postos aceitavam cartão.

Ainda em Palmas, passamos no mercado pra comprar alguns itens básicos pra viagem de carro, como biscoitos, frutas, bastante água, papel higiênico e sacos de lixo daqueles pretos. Também montamos um kit de primeiros socorros e remédios. E, por precaução, levamos uma barraca de camping. Disso tudo, só usamos as comidas nos intervalos entre as refeições (principalmente entre o almoço e o jantar) e os sacos de lixo (importantíssimo pra embalar eventual bagagem que precise ficar na caçamba do carro, por causa da poeira, da terra e de eventual chuva).

Também aproveitamos pra sacar dinheiro em espécie, o que foi importante pra pagar a entrada dos atrativos, os almoços e o passeio de rafting. A pousada de São Félix não aceitava cartão, mas conseguimos pagar com transferência bancária (Banco do Brasil), e assim poupamos o dinheiro em espécie que tínhamos. Acho que algumas dessas cidades até têm banco, mas preferimos não arriscar (principalmente porque parte do trecho era final-de-semana).

Há alguns mapas da região disponíveis na internet (só jogar no google imagens). Imprimimos todos eles mas não usamos nenhum. Não existe nada melhor que googlemaps e wikiloc pra se deslocar no Jalapão. Praticamente todos os atrativos estão marcados no googlemaps, então é só colocar a rota e seguir. Os que não estão marcados ou que estão com marcação errada eu vou dizer mais abaixo quando estiver relatando cada atrativo. Como não tem sinal de celular, nem de 3g, é imprescindível ter os mapas salvos off-line nos celulares de todos que estiverem no carro (e sempre no modo satélite, vale frisar!). Eu não consegui fazer funcionar direito essa funcionalidade off-line no meu, então tive que apelar pro “cache”, ou seja, coloquei a escala em 200 metros e fui seguindo o traçado das rotas e isso foi salvando no celular as imagens mais próximas das estradas. Depois, é só não fechar o app que estará tudo lá. Todas as pousadas tinham wifi, então deu pra fazer isso rapidinho nas noites anteriores. Se você só tiver o mapa de longe, talvez a estrada fique embaçada e você não consiga ver direito as bifurcações e os trechos alternativos. Pra garantir, pesquise os trechos no wikiloc, confirme se eles coincidem com o que você traçou no googlemaps, salve off-line no wikiloc também e faça o mesmo procedimento do “cache”. Há um plano pago do wikiloc que também permite que você siga a trilha que outras pessoas fizeram pra aquele local (tipo a navegação do googlemaps) e dá 14 dias grátis, usamos isso na Chapada das Mesas num trecho que também nos disseram que era “impossível” sem guia. Por fim, antes de sair, faça o teste desligando a sua internet e veja se os mapas continuam lá, isso garantirá que está tudo salvo e você poderá seguir. É importante que todos no carro tenham feito isso. No nosso caso, eu tive problemas com o googlemaps e um amigo teve problemas com o wikiloc, mas sempre havia outro celular pronto pra nos guiar. Lemos uns relatos indicando levar GPS, o que deve ajudar mesmo, nós levamos um mas acabamos nem usando.

Minha principal recomendação é: acordem sempre cedo e andem sempre com folga no roteiro do dia, pois, como o clima e as estradas são muito dinâmicos, não se sabe exatamente o que vamos encontrar pela frente.

Algumas outras dicas que reunimos na pesquisa foram:

- levar toalhas no carro, pra saída dos fervedouros

- NÃO usar protetor e repelente antes de entrar nos fervedouros

- calibrar com 22 até no máximo 28 libras (lembrar de encher de novo ao sair do parque)

- andar de marcha baixa nas pancadas de areia

- buzinar e reduzir a velocidade ao fazer curvas fechadas. Não é claro quando uma rua é mão dupla ou única. Mesmo quando a via é mão única há motoristas que vem na contramão. Por isso, se você não conseguir ver o que está atrás de uma curva comece a buzinar para alertar - assim como fique atento para ouvir se outro motorista se aproxima.

A sensação que tivemos é que as pessoas (ou mesmo as agências e os guias) vendem uma dificuldade muito maior do que ela realmente é. Claro que isso é muito pessoal, cada pessoa tem um perfil, um nível de experiência, gostos e desejos diferentes e enxergam a realidade de uma forma peculiar. Mas não vimos nem de perto essa “impossibilidade” que ouvimos de todos os cantos sobre viajar ao Jalapão sozinhos. Pelo contrário. Tirando a Cachoeira da Fumaça (já conto abaixo a situação bizarra), todo o restante do roteiro foi muito tranquilo de fazer.

QUANDO IR

Por tudo que lemos e ouvimos, as chuvas no Jalapão (o inverno da região) acontecem mais ou menos entre outubro e abril. De maio a setembro é seca (verão de lá), então costuma ser a época em que há mais turistas na região. Eu havia lido que não havia época boa ou ruim pra visitar o Jalapão, alguns relatos até diziam que na época mais chuvosa era menos difícil se locomover por lá, porque seria mais “fácil” atolar na areia seca que na lama.

A nossa escolha pelo mês de abril foi um pouco aleatória, mas acabou sendo perfeita. Praticamente não havia turistas na maioria dos atrativos que visitamos. Em alguns (como Cachoeira da Fumaça, do Soninho, da Velha e do Prata) não havia absolutamente ninguém além de nós. Nos fervedouros, pudemos ficar o tempo que quisemos, pois não havia ninguém na fila, só algumas pessoas na água e em alguns nem isso. Conseguimos tirar foto de praticamente todos os atrativos vazios. Pegamos um ou dois dias de chuva, mas sempre passageiras, nenhuma delas impediu que a gente cumprisse integralmente o roteiro planejado. O pior foi o primeiro dia, em que ficou nublado praticamente o dia inteiro, mas chuva mesmo pegamos pouca, pois elas se deslocam muito rápido. No penúltimo dia, começou a chover quando estávamos no Fervedouro Bela Vista, daí resolvemos sair pra Cachoeira do Prata, no caminho o tempo abriu e, quando chegamos lá, estava sol. No dia que fomos de Ponte Alta pra Mateiros, vimos uma chuvarada imensa justamente no destino pra onde estávamos indo, mas no meio do caminho ela foi se dissipando e, quando chegamos nas Dunas, já não havia mais chuva (só dava pra saber que choveu ali pelas marcas na areia). Já tínhamos percebido essa dinâmica em Palmas no dia em que chegamos, e ela se confirmou lá. Não sei dizer como isso funciona no auge da época chuvosa, mas, em abril, a chuva não foi um problema pra nós.

O maior contratempo que as chuvas nos trouxeram foi a mudança das estradas. Como as estradas são de terra, as chuvas muitas vezes fazem algumas delas desaparecerem, então o pessoal abre caminho por outros lugares. Se você vir muito mato na continuidade da estrada que você está seguindo, desconfie, aquilo pode ser uma estrada antiga que deixou de ser usada por causa da chuva e mais à frente vai ficar intransitável. Passamos por isso no dia da Cachoeira da Fumaça e, se não fosse o wikiloc, esse atrativo teria ficado pra trás.

Por outro lado, alguns atrativos ficam realmente cheios na época seca. Nos fervedouros, há limite de 15 minutos por pessoa e filas imensas. Em alguns, como do Ceiça, vimos vários bancos na entrada do fervedouro, que ficam lotados de pessoas esperando pelos seus 15 minutos. Considerem isso.

ONDE FICAR

Vou listar abaixo as pousadas que pesquisei e outras que encontrei listadas nos relatos. Nossa intenção era apenas tomar um banho, dormir confortavelmente e tomar um bom café no dia seguinte antes de partir, então não buscamos luxo. Por conta disso, e também porque há épocas de maior procura na região, deixei listadas mesmo aquelas pousadas mal avaliadas (se tudo esgotar, é melhor dormir num lugar ruim que não ter onde dormir, certo? Haha). Liguei pra algumas mas acabei fechando todas pelo Booking mesmo.

Em Ponte Alta, a Águas do Jalapão é a mais luxuosa da cidade, pelo que eu entendi, mas também a mais cara. Ficamos na Veredas das Águas, por R$ 228 a diária do quarto triplo. O quarto era ok e o café era ok também.

Em Mateiros, ficamos no Hotel Aconchego, por R$ 184 a diária do quarto triplo. Pelo visto, foi construído há pouco tempo, tudo novinho, só o banheiro que não tinha cortina no box, nem blindex, e aí molhava tudo (depois percebemos que isso é normal por lá, ficamos em outros lugares assim também), mas o quarto era bastante confortável e o café era muito bom, até nutella tinha! Rsrsrs.

Em São Félix, ficamos na Pousada Cachoeiras do Jalapão, por R$ 222,75 a diária do quarto triplo. Também parecida ter sido construída há pouco tempo, bastante confortável e café muito bom.

Como todas essas cidades são muito pequenas e você estará de carro, a localização não faz muita diferença.

Abaixo, a lista.

PONTE ALTA

Águas do Jalapão (R$ 290,00 a diária do quarto triplo)

-Rodovia TO-255 KM 131, Ponte Alta do Tocantins

-Nilton 63 99996-4550 / João (63)99975-1950 / Jota (63)98472-4491 / recepção (63) 98467-6740 / (63) 33781677

-http://www.aguasdojalapao.com.br

[email protected]

[email protected]

-café bom

-tem restaurante (R$ 35, mas tem que reservar a refeição)

-tem piscina

-um pouco afastada do centro mas tranquilo de carro

 

Pousada Planalto (R$ 210,00 a diária do quarto triplo – mal avaliada no tripadvisor)

-Praça Capitão Antonio Mascarenhas, 436, Ponte Alta do Tocantins

-(63) 3378-1141 /63 3378-1170/(63) 98409-0888

-http://www.jalapao-pousadaplanalto.com.br

[email protected]

 

Pousada Veredas das Águas (R$ 228 a diária do quarto triplo)

-Avenida Palmas, quadra 05, lote 05, Bela Vista, Ponte Alta do Tocantins

-Avilon (63) 3378-1581

 

Pousada Beira Rio

-Rua Manoel Cavalcante, 751, Centro, Ponte Alta do Tocantins

-(63) 3378 1172 / (63) 8409 4468

-http://www.facebook.com.br/jalapaopousadabeirario

[email protected]

 

Pousada Portal do Jalapão (mal avaliada no tripadvisor)

-Av. Brasília, 264, Ponta Alta Tocantins

 

MATEIROS

Santa Helena do Jalapão (R$ 340 a diária do quarto triplo – bem avaliada)

-caro, café razoavel

-Avenida Maranhão, s/n, Mateiros

-(63) 3534-1050 / (63) 9971-1058

[email protected]

-http://www.pousadasantahelenajalapao.com.br

 

Pousada Monte Videl (R$ 150 casal, em 09/2018)

 

Pousada Domiciliar/Dunas do Jalapão/Vaneça (R$ 240 a diária do quarto triplo)

-R$75,00 por pessoa em quarto duplo (08/2016)

-tem quarto com 3 camas

-café da manhã excelente

-63 99956-4948 (Vaneça Ribeiro)

 

Pousada Panela de Ferro (R$ 296 a diária do quarto triplo – bem avaliada)

-Avenida Tocantins, quadra 7, lote 5, Mateiros

-(63) 3534-1038 / (63)99999-7417

-http://www.paneladeferro-jalapao.com.br

 

Pousada Buritis do Jalapão (R$ 274 a diária do quarto triplo – bem avaliada)

-Rua Três, quadra 5, lote 1, Mateiros

-(63) 3534-1139 / (63) 3534-1046

 

Pousada Cardoso

-Rua Aureliano Pereira dos Santos, quadra 13, Mateiros

-(63) 3534-1213 / (63) 33388-3370

 

Pousada Vereda Tropical

-Rua Vinte, Mateiros

-(63) 3534-1071 / (63) 99947-2577

 

Jalapão Recanto do Salto

-(63) 9968 5333 / (63) 9994 0021 / (63) 9956 1049 / (63) 9992 0021

-http://www.jalapaorecantodosalto.net

 

*para emergências, há um camping em frente à entrada das Dunas (R$ 25 reais/pessoa, maio/2018)

 

SÃO FÉLIX

 

Pousada Cachoeiras do Jalapão (R$ 222,75 a diária do quarto triplo)

-R$ 170 casal em 09/2018

-também tem restaurante (R$ 35, pode encomendar quando chegar ao final da tarde)

 

Pousada Capim Dourado

-tem quarto triplo

-R$ 56/dia/pessoa, em 10/2016

-R$ 70/pessoa, quarto quádruplo, em 08/2016

-ar condicionado e frigobar

-63 99934-4339 (Maria)

 

Jalapão Ecolodge

-Rodovia TO 030 km 140, Catedral do Jalapão, Estrada Cênica Novo Acordo

-(63) 99994-0514

 

Pousada da Irá

-Avenida Tocantins, s/n, centro

-(63) 3576-1035

 

Pousada do Paulin

ONDE COMER

Apesar de muitos atrativos no Jalapão realmente serem muito remotos, eu tentei montar o roteiro com a maior quantidade possível de almoços em restaurantes. Isso só não foi possível nos dois primeiros dias (Cachoeira da Fumaça e Cachoeira da Velha), pois os atrativos eram realmente isolados e não havia nada por perto. Um dos meus amigos e eu fizemos uma trilha em Torres del Paine, no Chile, em 2015 e usamos um fogareiro muito bom e seguro (o parque era cheio de restrições de segurança por conta de incêndios recentes). Em Palmas, compramos miojo, talharim instantâneo, almôndegas em lata, carne em lata (fiambre), atum e sardinha também enlatados. Então, nesses dois primeiros dias, nós fizemos nosso próprio almoço. Na internet você pode encontrar o fogareiro e o cartucho de gás, que é tipo um botijão, só que bem menor e bem mais leve. Joguei aqui no google e achei na Netshoes o modelo que compramos: https://www.netshoes.com.br/fogareiro-apolo-nautika-preto-535-6562-006?campaign=gglepqpla&gclid=EAIaIQobChMI7OSJgaCH4gIVhoaRCh2tiwBREAQYAyABEgLVnPD_BwE. A gente comprou no Rio (Rua Buenos Aires, 170) e foi R$ 115 o fogareiro e R$ 22,30 cada cartucho (acabamos só usando um mesmo). O grande problema disso é que esse cartucho de gás é proibido de ser transportado em avião. Talvez uma alternativa seja comprar na internet e pedir pra entregarem no hotel onde for se hospedar em Palmas. Ou encontrar algum lugar que venda em Palmas.

 

Na Cachoeira da Fumaça (primeiro dia), há uma pequena prainha na parte de cima da cachoeira, onde dá pra tomar banho e tem espaço pra deixar as coisas e fazer a comida. Na Cachoeira da Velha (segundo dia), a praia é mais pra baixo (há um placa indicando a trilha de 1km), mas não tínhamos muito tempo e acabamos almoçando ali mesmo, num mirante do lado da queda d’água da cachoeira. Em um outro dia, encontramos um guia que disse que era proibido comer ali e que poderíamos ter sido multados pela fiscalização ambiental. A gente não sabia, mas fiquem ligados nisso. Organizem pra fazer a trilha e comer na prainha do Rio Novo a 1 km dali.

 

No dia que fomos de Mateiros pra São Félix (terceiro dia), almoçamos na Comunidade Carrapato, que fica na estrada principal entre o Fervedouro do Ceiça e a Cachoeira do Formiga. Comida caseira, muito boa, salvo engano foi 30 ou 35 reais (acho que é o padrão da região). Nesse dia, é tranquilo de achar lugar pra almoçar, pois praticamente todos os fervedouros oferecem almoço, assim como a Cachoeira do Formiga. Também existe a opção de almoçar na Comunidade Mumbuca, caso esteja no roteiro, ou mesmo voltar pra Mateiros, na pior das hipóteses. Muitas pessoas nos disseram que esses restaurantes só trabalham com reserva, mas a gente não queria ficar preso a horários, então preferimos arriscar e acabou dando certo. Quem vai negar comida a viajantes famintos, né? Hahaha

 

Em São Félix (quarto dia), é o trecho mais fácil de almoçar, pois os atrativos são bem próximos à cidade. De todo modo, o Fervedouro Bela Vista (tenho quase certeza que o Alecrim também) serve almoço, nessa faixa de 30-35 reais, então dá pra almoçar no atrativo. Também não fizemos reserva e conseguimos almoçar. Nesse dia, é mais fácil de se organizar pra reservar o almoço, pois os atrativos são perto e não são tantos quanto no trecho de Mateiros pra São Félix.

 

O último dia (quinto) foi o único que reservamos almoço, na Cachoeira das Araras. E que almoço! Incrível! Fechamos a viagem com chave de ouro. Tudo artesanal, nenhum tempero artificial na comida, umas opções veganas muito boas (nem é muito a nossa vibe mas caímos dentro) e o atendimento sensacional.

 

A propósito, esse é um ponto a ser destacado. Todos esses lugares são casas de família em que as pessoas oferecem almoço, então é sempre aquela comida caseira deliciosa e a receptividade que te faz se sentir em casa também. Leve dinheiro em espécie, pois nenhum deles aceitava cartão.

 

Pra jantar. Em Ponte Alta, parece que só há um restaurante, em frente ao posto de gasolina. Comemos lá nos dois dias em que dormimos na cidade. Em Mateiros, comemos no Bahamas. Também nos sugeriram o Malibu e uma pizzaria que não me lembro o nome. Havia um outro restaurante na avenida principal da cidade, mas estava fechando quando chegamos. Em São Félix, comemos no restaurante Dunas do Jalapão (agradecimento especial ao Tiago, dono do restaurante, e à sua mãe, com mãos abençoadas), muito bom também. Há um bar chamado Rota 22, que estava fechado no dia pois duas funcionárias precisaram faltar, e há um espetinho em frente a ele, onde comemos no dia seguinte, pra assistir o jogo do Vasco hehe.

QUAL A MELHOR SEQUÊNCIA DE CIDADES?

A estrada de Palmas pra Ponte Alta é melhor que estrada de São Félix pra Palmas. Mas a estrada de Ponte Alta pra Mateiros é MUITO pior que a estrada de Mateiros pra São Félix. No nosso caso, preferimos pegar essa estrada ruim de Ponte Alta pra Mateiros no início. Esse também é o sentido que a maioria dos relatos que lemos seguiram. Então a sequência que fizemos foi Palmas-Ponte Alta-Mateiros-São Félix-Palmas (via Novo Acordo).

 

Muita atenção ao trecho São Félix-Palmas, pois a partir de Novo Acordo a estrada em direção a Palmas é asfaltada e aparenta ser muito boa, contudo, surgem buracos aleatórios na estrada. Caso você esteja em alta velocidade não conseguirá frear (lembram da família da Amarok? Pois é, foi assim que eles perderam os pneus e tiveram que retornar a Palmas). Minha recomendação é: ainda que a estrada te sugira a ir acima de 80-90 km/h, respeite essa velocidade. Os buracos são grandes e surgem repentinamente.

ROTEIRO

[DIA 0: PALMAS-PONTE ALTA]

A nossa ideia era pegar o carro de manhã cedo, pra chegar em Ponte Alta por volta da hora do almoço, almoçar, conhecer os atrativos mais próximos, que são o Cânion de Sussuapara e a Cachoeira do Lajeado e pegar o pôr-do-sol na Pedra Furada. Mas um dos meus amigos teve um problema no voo pra Palmas, só conseguiu chegar no fim da tarde, então tivemos que mudar um pouco o roteiro. Retiramos um dia (que virou esse dia 0) e remanejamos os atrativos pros demais dias. O Cânion e a Cachoeira pro dia que iríamos de Ponte Alta pra Mateiros (que se tornou dia 2) e a Pedra Furada pro que se tornou o dia 1, quando faríamos as Cachoeiras da Fumaça e do Soninho.

Levamos cerca de 2h de Palmas pra Ponte Alta. Chegamos lá no início da noite, então nesse dia só deu tempo mesmo de jantar e dormir cedo.

[DIA 1: PONTE ALTA]

ATRATIVOS: Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho e Pedra Furada (pôr-do-sol)

Acordamos cedo e partimos pra Cachoeira da Fumaça. A nossa ideia era chegar até ela, que seria o atrativo mais longe do dia, voltar na mesma estrada para a Cachoeira do Soninho e depois pra Pedra Furada, cuja entrada fica próximo da mesma estrada.

A cachoeira está indicada corretamente no googlemaps, mas o caminho que o aplicativo dá não é o melhor, pois ele não reconhece algumas estradas de terra que levam à cachoeira como um caminho possível. Nesse caso, usamos o aplicativo só mesmo pra ir guiando pela bolinha da localização dentro das estradas. No wikiloc há o traçado correto. O que utilizamos foi esse: https://pt.wikiloc.com/trilhas-off-road/ponte-alta-do-tocantins-cachoeira-da-fumaca-jalapao-19206400

Você deve descer a TO-130 no sentido sul, em direção a Pindorama. Passados cerca de 17 km, haverá uma saída para a esquerda. No googlemaps é possível enxergar essa saída com bastante nitidez. Ela está quase na mesma linha horizontal da Pedra Furada, que também está indicada corretamente no mapa (deixe o mapa sempre na orientação correta, com o norte para cima). Cerca de 4 km à frente haverá uma bifurcação, onde a estrada da esquerda (dos eucaliptos, grave isso) levará à Pedra Furada e a da direita levará à Cachoeira da Fumaça. A partir dali, siga o traçado do wikiloc.

Nesse trecho nós ainda não havíamos nos dado conta da importância do wikiloc e de como as estradas no Jalapão são dinâmicas. O traçado que estávamos seguindo, mandava pegar à esquerda em uma bifurcação que fica a cerca de 19 km da estrada da Pedra Furada, contornar por cima para sair do outro lado da vegetação mais verde do mapa, próximo à Cachoeira do Soninho. Ocorre que esta estrada não existe mais. Em dado momento, havia algumas bifurcações que pareciam estradas mas com muito mato, o que indicaria que havia tempo que não passava carro por ali. Ainda assim, não parecia haver opção àquela altura do mapa e resolvemos seguir por uma delas. Pouco tempo depois ela voltou a se tornar uma estrada “transitável”, achamos que o problema estava superado, foi quando surgiu uma cerca bem no meio da estrada! Bateu um desespero enorme, pois parecia que todo trabalho havia sido em vão. Não havia como contornar, pois a cerca era interminável. Daí lembrei que havia salvo este trecho no wikiloc, fomos com os dois aplicativos abertos em dois celulares e conseguimos voltar pro traçado correto.

A ponte de madeira quebrada, próximo à Cachoeira da Fumaça, não existe mais. Ela foi reformada e agora é de concreto. Mesmo assim, preferimos não arriscar, deixamos o carro antes da ponte e seguimos andando. Há duas trilhas para a Cachoeira, a da direita do Rio (de quem vem da ponte) leva a um mirante que permite ver a Cachoeira de cima. Se estiver sol, é bem capaz de você ver um arco-íris ali. Não tivemos essa sorte. A trilha da esquerda, leva ao pé da Cachoeira e, com cuidado, dá pra entrar até atrás dela. A Cachoeira é enorme, imponente, e a sensação de estar ali no meio da fumaça é indescritível.

O problema no trajeto nos tomou mais de uma hora, então decidimos não almoçar mais na Cachoeira do Soninho e sim ali na Cachoeira da Fumaça mesmo. Há uma parte tranquila do Rio na parte de cima da Cachoeira, onde dá pra tomar banho e fazer a comida.

Dali, seguimos pra Cachoeira do Soninho, na mesma estrada. A Cachoeira fica à esquerda de quem vem da Cachoeira da Fumaça e está indicada corretamente no googlemaps. Na entrada da estrada que leva à Cachoeira, vimos pegadas enormes, quase da metade de um pé humano, que desconfiamos ser de onça. Depois, conversando com pessoas na região, confirmamos que há onças por ali mesmo. Também há um grande desnível de pedras, que pensamos ser impossível de atravessar, mas a camionete deu conta do recado. Lemos relatos de que, a 500 m antes dali, próximo a uma ponte, era possível acessar a parte tranquila da Cachoeira, mas, como havíamos perdido muito tempo com o erro no trajeto e queríamos chegar na Pedra Furada a tempo de assistir o pôr-do-sol, só tiramos umas fotos e partimos pra Pedra Furada.

A Pedra Furada fica a cerca de 1 hora da Cachoeira do Soninho. Programe-se pra chegar lá por volta as 17h, pra conseguir tirar fotos tranquilo (às vezes, há fila pra isso) e assistir ao espetáculo da natureza sem correria. Há duas trilhas. A da direita leva à parte de baixo da pedra, chamada Portal do Jalapão. A outra trilha leva à Pedra Furada, que fica na parte de cima. Não confunda, o Portal do Jalapão é enorme, você consegue ficar em pé embaixo dele. A Pedra Furada é pequena, só dá pra ficar sentado dentro dela. É lá que rola o show. Pra chegar na Pedra Furada vindo da Cachoeira do Soninho é tranquilo, só seguir o mesmo caminho da ida voltando e entrar na estrada de eucalipto observando a indicação da Pedra no googlemaps.

Nesse dia, nós cogitamos inicialmente tentar visitar a Lagoa do Japonês, que fica a cerca de 2h de Ponte Alta, descendo a TO-130 em direção a Pindorama, mas era impossível encaixar todos estes atrativos em um dia só. E ainda teríamos que abrir mão do pôr-do-sol. Também não encontrei outros atrativos próximos à Lagoa que justificassem ficar um dia a mais em Ponte Alta. Por isso, abortamos. Mas todos disseram que lá é muito bonito também.

[DIA 2: PONTE ALTA-MATEIROS]

ATRATIVOS: Cânion de Sussuapara, Cachoeira do Lajeado, Cachoeira da Velha e Dunas do Jalapão

Esse é o dia em que se parte de Ponte Alta pra Mateiros. Como disse, nossa ideia era visitar apenas a Cachoeira da Velha e as Dunas neste dia, mas precisamos incluir o Cânion e a Cachoeira do Lajeado por conta do imprevisto do voo de um dos meus amigos. Isso não teria sido um problema se a gente tivesse saído cedo da Pousada em Ponte Alta. Mas valeu aquela velha máxima: quanto mais tempo você tem, mais tempo você perde. Acordamos cedo, mas tomamos café lentamente, arrumamos a bagagem no carro com calma, fizemos checkout e acabamos saindo tarde da Pousada. Mas, no fim, acabou dando tudo certo.

O Cânion de Sussuapara está indicado corretamente no googlemaps e fica bem perto de Ponte Alta. Salvo engano, pagamos 10 reais para entrar. O lugar é bonito, mas ficamos com a sensação de que é daqueles atrativos de ecoturismo superestimados. Tiramos algumas fotos e colocamos o pé na estrada novamente.

A Cachoeira do Lajeado também está indicada corretamente no googlemaps e fica na mesma estrada. Vindo do Cânion, após cerca de 17,5 km (os postes acompanham), você verá à sua direita uma estrada de areia. Ao final dela, há um riacho com pequenas quedas, é a parte de cima da Cachoeira. No sentido do curso do rio, pela margem esquerda (atravesse o riacho pelas pedras), há uma trilha que leva ao poço. A vista da cachoeira lá de baixo é linda e o poço é grande e fundo, dá pra nadar tranquilo e ficar ali por horas. Mas a trilha, apesar de curta, é bem difícil. Eu não sei se pegamos a trilha errada ou se a chuva havia deteriorado o caminho, mas havia trechos muito íngremes que só dava pra passar se seguram nas árvores e muitos trechos com pedras escorregadias. De todo modo, valeu muito a pena o esforço porque o visual lá de baixo é muito bonito!

De lá, partimos pra missão Cachoeira da Velha. Esse é o trecho em que a estrada está em piores condições. Há muitas pedras pontiagudas, principalmente no início da estrada que leva à Cachoeira (depois de sair da principal), então muito cuidado neste trecho pra não furar pneus. Acabou sendo o único trecho em que levamos mais tempo que o previsto pelo googlemaps. Levamos cerca de 2h30 até lá. Este é o único atrativo do dia que não está na estrada que leva de Ponte Alta pra Mateiros, mas a saída pra Cachoeira é bem visível no googlemaps e o traçado que o aplicativo dá está correto. Chegando no estacionamento da Cachoeira, você já ouvirá o barulho da queda e haverá uma trilha suspensa que leva até ela. Este atrativo já está dentro do Parque Estadual do Jalapão, então há placas indicativas dos órgãos públicos responsáveis pela área, parece algo bem organizado na alta temporada, mas não havia ninguém por lá além de nós. Ao final da “trilha” suspensa, você chegará ao nível de cima da queda d’água. Um pouco mais abaixo, há um mirante. A nossa ideia era ir até a prainha do Rio Novo, que fica a 1 km dali, almoçar por lá, tomar banho e fazer o rafting. Dá pra ir caminhando (o início da trilha é sinalizado) mas vimos uma estrada no googlemaps também. Como tínhamos pouco tempo, por conta do nosso atraso na saída da pousada, resolvemos ir de carro. Seguimos a saída indicada no googlemaps, mas ela não dava em lugar nenhum, terminava em um matagal, sem nenhum sinal de continuidade da estrada. Depois da nossa experiência na Cachoeira da Fumaça, resolvemos não seguir. Voltamos pra Cachoeira da Velha e almoçamos no mirante. Nós achamos que o rafting tinha ficado apenas na vontade, mas depois descobrimos que, naquele dia, ainda nem estava acontecendo ali por conta do volume de água que ainda estava grande, mas que estava acontecendo em São Félix, então conseguimos fazer lá. Mais detalhes à frente.

Da Cachoeira da Velha pras Dunas, leva-se cerca de 2 horas, mas a estrada melhora um pouco depois que se volta pra “principal”. Pra chegar nas Dunas, o ideal é marcar no googlemaps pela “Recepção e Controle às Dunas do Jalapão”, ou pelo “Bar Benita”, que fica em frente. Há um horário limite pra entrar no parque das Dunas, às 17:00, então o ideal é se programar pra sair da Cachoeira da Velha no máximo às 15h. Há uma estrada de areia que funciona como um atalho da estrada da Cachoeira pra estrada principal, e sai mais na frente, no sentido Dunas, sem precisar voltar ao ponto em que saímos quando vínhamos de Ponte Alta, mas preferimos não arriscar e voltamos ao ponto em que entramos e seguimos sentido Mateiros. Li relatos dizendo que há algumas lagoas pra conhecer nas Dunas, e realmente o parque é enorme, mas é difícil encaixar isso no roteiro, então fomos com o objetivo de assistir o sol se por. Na entrada do parque, há um funcionário da Naturatins (órgão que administra o parque) colhendo o nome de quem acessa, fomos bem recebidos e seguimos. Leve água, pois não há sombra rss. Há um milhão de bifurcações da entrada do parque até o estacionamento das Dunas, mas todos dão no mesmo lugar. E o pôr-do-sol de lá é realmente incrível!

Seguindo pra Mateiros, aproveitamos pra tentar visualizar a entrada da trilha pra Serra do Espírito Santo, que seria o atrativo do dia seguinte, de onde veríamos o sol nascer. Há placas na estrada indicando.

[DIA 3: MATEIROS-SÃO FÉLIX]

ATRATIVOS: Serra do Espírito Santo, Fervedouro do Buritis, Fervedouro Rio Sono, Fervedouro da Ceiça (Bananeiras), Cachoeira do Formiga, Fervedouro Macaúbas

Nesse dia, acordamos por volta das 03:30 pra assistir o nascer do sol na Serra do Espírito Santo. No dia anterior, já havíamos marcado na estrada o ponto de acesso à trilha, que fica a cerca de 25 km de Mateiros, mas não tem muito erro, pois há placa pros dois sentidos da estrada indicando. Levamos frutas, biscoitos, geleia e agua, pra comer lá em cima ou na trilha, se fosse necessário, pois ninguém teve pique de comer tão cedo. Chocolate é muito útil nessas horas também, mas acabamos esquecendo de levar. Não esqueça das lanternas. A trilha é curta, cerca de 250 metros, e bem demarcada, mas bastante íngreme. Há alguns bancos no caminho, que também são mirantes depois que o dia amanhece, e facilitam bastante o descanso no caminho. Não é impossível de ser completada, mas lemos relatos de pessoas que fizeram em cerca de 30 minutos e pessoas que fizeram em 1 hora e 40. Então, a depender do seu preparo e da sua experiência em trilhas, ajuste o horário pra começar a subir e não perder o nascer do sol no meio do caminho, o que começa a acontecer por volta das 05:15. Quando estávamos descendo (já de manhã), encontramos um grupo grande subindo (era um grupo da Korubo, que, segundo o guia, não faz esse atrativo na madrugada) e havia idosos dentre eles. No fim da subida, você encontrará uma placa apontando pra esquerda, informando “MIRANTE 3.000 METROS”. NÃO SIGA ESTA PLACA! O NASCER DO SOL ESTARÁ À SUA DIREITA! Basta dar poucos passos à sua direita e você encontrará um pequeno caminho que leva ao mirante onde é possível assistir o nascer do sol. Paramos ali e “tomamos café” assistindo a mais um espetáculo da natureza. Depois que o sol já havia nascido completamente, voltamos à tal placa e fizemos a trilha que dá acesso ao outro mirante, a 3 km dali, que é uma trilha plana e muito tranquila de fazer, praticamente uma caminhada sob a brisa da manhã. Esse outro mirante é bem legal também, tem uma vista irada das Dunas e de toda a área por que passamos no dia anterior.

Voltamos pra pousada, tomamos um café da manhã de verdade e partimos rumo aos fervedouros. A gente tinha lido que muitos fervedouros tinham limite de tempo, então eu listei todos os fervedouros que tinha ouvido falar e organizei o dia pra visitarmos o que desse, sem correria, além da Cachoeira do Formiga, que era o atrativo que eu mais esperava conhecer no Jalapão. A gente já tinha percebido que o Jalapão estava meio vazio, então tinha a esperança de que os fervedouros também estivessem, e realmente estavam. Visitamos todos pelo tempo que quisemos e, com um pouco de paciência, conseguimos fotografar todos vazios.

Eu já tinha traçado na cabeça todo o trajeto com a ajuda do google maps, mas também guardei os mapas no wikiloc pra eventual emergência. O mais completo que achei, com todos os atrativos que queríamos visitar foi este: https://pt.wikiloc.com/trilhas-off-road/jalapao-fervedouros-buriti-sono-buritizinho-mombuca-cachoeira-do-formiga-19302184.

O primeiro fervedouro vindo de Mateiros em direção a São Félix é o Fervedouro Buritis. A localização que o googlemaps dá está certa, mas o aplicativo não reconhece a estrada que dá acesso a ele, então você deve pegar a saída à esquerda anterior ao ponto que o google maps dá, e que fica a cerca de 14 km vindo de Mateiros. Após 7 km nesta estrada, você estará no fervedouro. Tenho quase certeza que há uma placa indicando. Dali, seguimos na mesma estradinha por cerca de 1,5 km pro Fervedouro Rio Sono. E, do Rio Sono, seguimos na mesma estrada e desembocamos de volta na estrada principal, que liga Mateiros a São Félix. A primeira saída à esquerda dá acesso ao Fervedouro do Ceiça. A verdade é que, chegando ao primeiro fervedouro, você chega em todos, pois estes atrativos são próximos um do outro e são em propriedades privadas (por isso são pagos), então sempre haverá alguém pra te indicar o caminho pro próximo fervedouro.

Depois do fervedouro do Ceiça, paramos na Comunidade do Carrapato, na estrada principal, e almoçamos por lá. Dali, seguimos pra Cachoeira do Formiga. O traçado que o googlemaps dá está correto neste trecho. Ficamos na Cachoeira muitas horas, porque o lugar é realmente lindo. Acho que nunca vi nada parecido, que lugar!

Como não estava certo do tempo que poderíamos ficar em cada fervedouro, deixei os atrativos menos interessantes pra nós por último, que foram a Comunidade Mumbuca e o Fervedouro Encontro das Águas. A comunidade, pelo que lemos, é basicamente um ponto de venda de artesanato, que não era nossa vibe (e já tínhamos comprado algumas coisas em Materiros). O Fervedouro Encontro das Águas é o mais forte da região, mas soubemos que sua água não é tão bonita quanto dos outros, então achei que valeria a pena curtir mais os outros atrativos, que correr só pra visita-lo. Li em algum relato que também havia um fervedouro depois da comunidade, mas era algo meio selvagem, achei meio perrengue chegar nele.

Esse rearranjo do roteiro nos permitiu visitar dois fervedouros muito bacanas no caminho da Cachoeira do Formiga pra São Félix, o Fervedouro Buritizinho (de longe o mais bonito que vimos) e o Fervedouro Macaúbas, que foi aberto pra visitação há poucos meses (e foi o mais forte que visitamos). Ambos estão indicados corretamente no googlemaps, sendo que o Buritizinho está bem próximo da beira da estrada e o Macaúbas tem que pegar uma estradinha. Este fervedouro não estava no nosso roteiro, mas ouvimos falar dele tantas vezes durante a viagem que resolvemos passar lá como último atrativo deste dia rumo a São Félix. Ficamos lá até cansar e partimos pra São Félix, já anoitecendo.

À exceção do Buritizinho, os fervedouros, na essência, são muito parecidos entre si, variando basicamente pelo tamanho e pela força da água que brota do chão. Pagamos entrada em todos eles e também na Cachoeira, de 15 a 20 reais.

[DIA 4: SÃO FÉLIX]

ATRATIVOS: rafting no Rio Sono, Fervedouro Bela Vista e Cachoeira do Prata

A nossa ideia de fazer o rafting na Cachoeira da Velha não deu certo, porque não estava rolando ainda (por conta do volume de água decorrente das chuvas anteriores). Mas a família da Amarok que conhecemos no Fervedouro Buritizinho nos disse que também havia rafting em São Félix, no Rio Sono, e nos passaram os contatos do Juninho (63 99276-8107) e do Simão (63 9249-5983). No bar Rota 22 também é possível fechar o passeio. Fechamos o rafting pro dia seguinte às 08:00. O carro da empresa que faz o passeio nos buscou na pousada e nos levou ao ponto do rio em que se inicia o passeio. E foi muito maneiro! Segundo eles, o Rio Sono é um rio nível 2 a 3 (numa escala que vai a 5, salvo engano), então é um bom rio pra quem nunca fez rafting, que era o nosso caso. O Rio Novo, na Cachoeira da Velha, é nível 4, então é bem mais radical. O passeio durou umas 3 horas e termina na Cachoeira das Araras, onde não ficamos porque nossa ideia era visita-la no dia seguinte, no caminho pra Palmas. Então, voltamos pra pousada.

De volta ao roteiro, partimos pro Fervedouro Bela Vista, onde sabíamos que tinha almoço. Os atrativos em São Félix são bem fáceis de achar, porque são muito perto da cidade e estão indicados corretamente no googlemaps. Se você chegou até aqui, você chega nos fervedouros Bela Vista e Alecrim até sem gps haha.

Alguns minutos depois que chegamos ao Fervedouro Bela Vista, começou a chover. Então, decidimos abortar a ideia de ir ao Fervedouro Alecrim em seguida (pois lá provavelmente estaria chovendo também, já que é bem próximo dali) e decidimos ir direto pra Cachoeira do Prata. Deu certo, no caminho pra Cachoeira a chuva se dissipou e, quando chegamos lá, estava sol.

A localização da cachoeira no googlemaps está correta, mas ele dá o caminho errado. O caminho certo é pegar a estrada de volta pra Mateiros (a mesma do dia anterior) e, depois da Comunidade do Prata (também indicada no googlemaps, a uns 20 km de São Félix), pegar a saída à esquerda. Aproximadamente 2 km depois, haverá uma bifurcação e você deve pegar a direita, sentido sul. Depois dali, é só seguir a estradinha até o local que o googlemaps indica pra cachoeira. A cachoeira é bem bonita, mas não conseguimos entrar. À esquerda de quem olha a queda d’água de frente, há uma trilha pra parte de cima da cachoeira. Até tentamos encontrar algum ponto pra banho ali, mas a trilha era desconfortável pela quantidade de mato (a impressão era de que ninguém subia ali) e o rio parecia forte demais pra um banho. Então, decidimos abandonar a ideia e voltar pro roteiro original que era visitar o fervedouro Alecrim.

Já estava no final da tarde e, no caminho pro fervedouro, você passa por uma praia de rio onde rolam uns shows de vez em quando, chamada Prainha do Rio Soninho. Como estava tarde e tínhamos um tempo relativamente folgado no próximo dia, resolvemos deixar pra visitar o fervedouro com calma no dia seguinte e terminamos a tarde tomando banho de rio ali mesmo. O visual de fim de tarde ali é bem maneiro.

[DIA 5: SÃO FÉLIX-PALMAS]

ATRATIVOS: Fervedouro Alecrim e Cachoeira das Araras

Último dia no Jalapão. Começamos pelo Fervedouro Alecrim, que é bem perto da cidade e corretamente indicado no googlemaps, e depois fomos pra Cachoeira das Araras.

Na noite anterior, reservamos o almoço na Cachoeira, pois, como era dia de partir de volta pra Palmas, já sabíamos que estaríamos ali na hora do almoço. O contato do restaurante da cachoeira é (63) 9952-0011. Pra chegar na cachoeira, você deve pegar a TO-030 sentido Palmas. Mais ou menos uns 10 km depois de sair da cidade, haverá uma saída à esquerda. Só seguir nela até o ponto que o googlemaps indica pra cachoeira. O restaurante fica ao final desta estradinha, um pouco depois da cachoeira.

A volta pra Palmas exige muita paciência. A estrada é de terra até Novo Acordo (ruim, mas incomparavelmente melhor que o trecho Ponte Alta-Mateiros). Depois de Novo Acordo, a estrada é de asfalto, mas não abuse! Apesar de parecer bom, há muitos buracos que aparecem do nada, então, se você estiver correndo, fatalmente vai cair em alguns deles e aí corre um sério risco de acidente ou de furar os pneus. Levamos cerca de 5 horas (o googlemaps dá a previsão errada neste trecho).

No caminho da Cachoeira das Araras pra Novo Acordo, é possível avistar a Serra da Catedral. Ouvimos falar que havia uma trilha pra subir, mas não achamos que valeria a pena o esforço, depois de termos subido as Dunas e a Serra do Espírito Santo, além de não ser um horário muito favorável (de tarde, sol tinindo na testa). Então, só tiramos foto de dentro do carro mesmo. O visual é maneiro, foi um bom “até logo”.

 

LINKS

Por fim, alguns links de relatos que utilizamos. Aproveito pra deixar registrada a nossa gratidão, vocês foram fundamentais pra que a nossa viagem desse certo!


https://www.mochileiros.com/topic/75794-jalap%C3%A3o-e-serras-gerais-%E2%80%93-2904-a-0605-%E2%80%93-duster-16-e-renegade-18/


https://www.mochileiros.com/topic/63932-de-bras%C3%ADlia-ao-jalap%C3%A3o-em-carro-pr%C3%B3prio-e-por-conta-pr%C3%B3pria/


https://www.mochileiros.com/topic/8967-de-s%C3%A3o-paulo-ao-jalap%C3%A3o-sem-guia-serra-das-confus%C3%B5es-e-serra-da-capivara-parte-1/


https://www.mochileiros.com/topic/49830-6-dias-no-jalap%C3%A3o-sem-guia-setembro2016/(foi por são félix)


https://www.mochileiros.com/topic/46003-jalap%C3%A3o-em-5-6-dias-sem-guia-e-de-duster-check-list-de-dicas-uteis/(checklist e coordenadas)


https://www.mochileiros.com/topic/52395-jalap%C3%A3o-sem-ag%C3%AAncia-8-dias-gastos-e-fotos/…

 

https://www.mochileiros.com/topic/55758-jalap%C3%A3o-chapada-das-mesas-em-12-dias-com-fotos/

 

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CHAPADA DAS MESAS (por Daniel)

A princípio, tínhamos reservados 12 dias para conhecer o Jalapão, mas assim que a viagem foi ganhando corpo e as pesquisas sobre os roteiros se intensificaram, percebemos que esse período de tempo era maior do que qualquer outro que vimos nos mochileiros ou ofertados pelas agências, este apenas como parâmetro.

A partir disso começamos a pesquisar roteiros alternativos próximos e que se encaixassem nos dias disponíveis que sobrariam do Jalapão.

Por sugestão de um amigo resolvemos encaixar a Chapada das Mesas.

Aqui acredito que vá a dica mais valiosa, apesar de valer muito a pena, de possuir belezas naturais incríveis, a Chapada das Mesas é um roteiro complementar. Acredito que 3 dias são mais do que suficientes para conhecer as atrações mais interessantes.

Bem, dispúnhamos de 5 dias para sair de Palmas conhecer a Chapada e retornar à capital tocantinense. Dividimos da seguinte forma, dia 1: Palmas X Carolina/MA + pôr do sol no portal da chapada; Dia 02: Encanto Azul, Poço Azul, Cachoeira Santa Bárbara; Dia 03: Cachoeira da Prata e Cachoeira São Romão; Dia 04: Complexo da Pedra Caída; Dia 05: Carolina/MA x Palmas/TO.

Para se chegar a Carolina/MA partindo de Palmas o trajeto de menor percurso oferecido pelo google maps é tomando uma via à direita na cidade de Colinas do Tocantins. Contudo, descobrimos que, apesar de um pouco mais longo, o trajeto passando por Araguaína/TO encontra-se em melhor condição. Então, para não haver risco de erro, sugiro colocar no google maps, primeiro Araguaína/TO e depois Carolina/MA. A estrada encontra-se muito bem conservada. Até Araguaína há bastante trânsito, então bastante cuidado. Mas a viagem é gostosa. Fizemos o trajeto Palmas X Araguaína em 4h de viagem. De Araguaína para Carolina/MA são cerca de 110km em pista em bom estado de conservação. Para se chegar a Carolina/MA pega-se a balsa em Filadélfia/TO, o custo para uma camionete foi de R$ 21,50, por cada travessia. A balsa circula 24h por dia, e sai em intervalos pequenos, se não me engano de 20 em 20min.

Fizemos uma excelente viagem, nosso piloto, filho do Michael Schumacher rsrsrs, fez a viagem render e chegamos antes das 16h na pousada em Carolina/MA. É neste município que se encontra a maior parte das atrações, bem como dispõe da maior rede de pousadas da região da chapada.

[DIA 1: PALMAS/TO X CAROLINA/MA + PÔR DO SOL NO PORTAL DA CHAPADA]

ATRATIVOS: Portal da Chapada (pôr-do-sol)

Acesso muito simples, partindo de Carolina trafegar por cerca de 20km no sentido Estreito/MA em estrada pavimentada e em boas condições, logo em seguida à esquerda, e bem sinalizada, estará a entrada de uma pequena trilha, 600m, pela qual se chega ao ponto de onde se observa o pôr do sol e onde há a formação rochosa que lembra o mapa do estado do TO, apesar de estarmos no MA. Rsrsrs. Também lá de cima é possível ver o morro do chapéu, um dos cartões postais da chapada.

Pagamos R$ 10,00 reais para poder fazer a trilha.

[DIA 2: CAROLINA/MA]

ATRATIVOS: Cachoeira da Prata e do São Romão.

Não, você não leu errado, tampouco indiquei incorretamente acima no roteiro as atrações. Em um primeiro momento tínhamos feito a opção de fazer o encanto azul, poço azul/Cachoeira Santa Bárbara nesse dia. Porém, ao chegarmos a Carolina todas as pessoas com quem conversamos disseram que estas atrações seriam as de mais difícil acesso, e que seria indispensável a presença de guia. Mas, como já relatado antes, o espírito dessa viagem era a aventura e o desejo de fazer coisas que ordinariamente os turistas não fazem. E mesmo com a recomendação expressa do dono da pousada bem como de um dos hóspedes de que seria imprescindível um guia, fizemos pesquisas a 6 mãos e percebemos que para quem havia feito trilhas com a dificuldade das que encontramos no Jalapão esse roteiro seria “tranquilo”. Usamos o perfil premium do aplicativo wikiloc, meio pelo qual o app te dá a opção de seguir a trilha de alguém que já tenha feito o trajeto, e não teve erro! Chegamos à Cachoeira da Prata antes do horário previsto. Inclusive, cabe mencionar, no google maps há um roteiro para essa cachoeira.

Como fomos no final do período chuvoso, a cachoeira estava bem cheia, e linda. Tiramos diversas fotos, mas em razão do grande volume de água não foi possível tomar banho no local.

Importante dizer que no local há espaço para almoço e cobra-se R$ 20,00 apenas pela visitação à Cachoeira.

Após partimos para a Cachoeira São Romão. Seguindo, ainda, pelo wikiloc. Novamente, tudo certo. Chegamos sem nenhum contratempo maior à Cachoeira. Apenas tivemos de passar por diversas porteiras/Tronqueiras/Colchetes, mas num veículo 4x4 não houve maiores problemas.

A cachoeira São romão é muito bonita, quando em período de seca é possível ir atrás da coluna de água, entretanto, de novo, como fomos no fim do período chuvoso, a queda d´água estava muito forte e não foi possível acessar essa região. No entanto, um pouco mais abaixo há um remanso do rio, onde é possível banhar-se, independente de ter muito ou pouco volume de água.

Almoçamos nesse local. Não tenho mais o telefone do proprietário, mas lembro que se chama Giovani, abaixo, quando for comentar sobre o local de hospedagem, informo o telefone do dono da pousada na qual nos hospedamos e que possui o contato do proprietário.

Também paga-se R$20,00 para visitação à Cachoeira. O almoço para 3 pessoas saiu a R$ 60,00, pelo telefone ele te dá as opções, galinha caipira, carne de sol ou carne de porco. Pedimos Galinha caipira, que veio acompanhada de arroz, pirão, farofa e salada.

[DIA 3: CAROLINA]

ATRATIVOS: Encanto Azul, Poço Azul e Cachoeira Santa Bárbara.

Os 3 atrativos situam-se no município de Riachão/MA, distante cerca de 140km de Carolina. Acordamos cedo e pegamos a estrada. A via é integralmente pavimentada até Riachão, de lá, seguindo mais 2km em direção a Balsas/MA entra-se à esquerda, no sentido Feira Nova do Maranhão, trafega-se mais 5km em via pavimentada até a entrada das atrações, após, entra-se à direita e são mais 17km até atingir a entrada do Poço Azul/Cachoeira Santa Bárbara. Mais 5km seguindo na estrada e atinge-se a entrada do Encanto Azul. Resolvemos começar o passeio por esta atração, e não nos arrependemos. Na minha opinião o lugar mais bonito do nosso roteiro, incluindo o Jalapão. É a natureza em seu estado mais belo de existência. A água absolutamente transparente que, pela incidência do sol e disposição das pedras no fundo assume um tom azul. Algo indescritível. Nenhuma máquina fotográfica é capaz de extrair 10% da beleza real do lugar. Minha sugestão, não deixe em hipótese alguma de ir, é lindo.

Pagamos R$ 20,00 para conhecer o lugar, há ainda aluguel de coletes e snorkel ao custo de R$10,00 cada.

No encanto azul ainda não oferecem almoço, porém, dentre em breve o farão, estão construindo uma estrutura que servirá de futuras instalações do restaurante do local.

Após quase termos uma overdose de beleza natural, seguimos para o Poço Azul. No local há uma estrutura muito grande, particularmente até retira um pouco daquele ar de natureza do lugar. A entrada custa R$ 60,00, aceitam cartão, estudante e idoso pagam meia. Há um restaurante self-service muito bem estruturado e com bastante variedade. Porém, esqueça o tempero caseiro e o sabor de comida feita por mãe.

Após o almoço fizemos uma sesta nas redes espalhadas pelo espaço.

Feita a digestão seguimos para o poço azul por uma “trilha” suspensa. Como eu disse acima, o que torna a água “azul” é a incidência do sol e a posição das pedras no leito do lago, como fomos no período da tarde, o lago não estava azul, mas sim verde. Ainda assim muito bonito.

Seguindo na “trilha” suspensa atinge-se a Cachoeira Santa Bárbara. Que tem uma queda d´água de quase 70m. A depender do horário, eles oferecem rapel na parede da cachoeira. Muito bonita. Além de contemplativa há um poço onde é possível tomar banho.

[DIA 4: CAROLINA]

ATRATIVOS: Cachoeira da Aldeia Leão, Cachoeira do Capelão e Cachoeira do Dodô.

De novo, não houve equívoco na indicação das atrações. Inicialmente tínhamos destacado para esse dia o Complexo da Pedra Caída. Talvez o principal cartão-postal da chapada das mesas. Porém, o local assume contornos de um resort. Paga-se R$ 60,00 para acesso e mais um valor em dinheiro que varia de acordo com o conjunto de cachoeiras do complexo que se quer conhecer. Dentro desse complexo chega-se à cachoeira da pedra Caída, do santuário, do capelão, garrote, porteira…

Como essa estrutura foge ao nosso propósito e, apesar de ter valido a pena, no dia anterior já termos ido ao poço azul/Cachoeira santa bárbara, resolvermos adotar um roteiro alternativo.

Por orientação de um guia cultural de Carolina entramos em contato com a proprietária da cachoeira do Aldeia Leão, é fácil conseguir isso na cidade. Agendamos o almoço via whatsapp.

Depois partimos para a cachoeira do capelão, que tanto pode ser acessada pelo roteiro alternativo que fizemos, quanto por dentro do complexo da pedra caída. E finalmente no caminho de volta para Carolina na Cachoeira do dodô.

Apenas a título ilustrativo, caso seja seu interesse conhecer atrações com facilidade de acesso, a cachoeira do Itapecuru também é indicada, há estrutura de restaurante e banheiros.

[DIA 5: TODO CARNAVAL TEM SEU FIM. CAROLINA/MA X PALMAS/TO]

ONDE FICAR

Diferente do Jalapão a Chapada das Mesas possui fácil acesso. A cidade base para a maioria dos passeios é Carolina/MA onde há diversas opções de hospedagem. Fechamos pelo booking mesmo.

Ficamos na Pousadinha Filhos da água, (99) 9 9189-0265; (62) 9 8508-8274

ONDE COMER

Carolina é uma cidade pequena, cerca de 20 mil habitantes, mas possui opções de restaurantes, espetinhos, pizzarias e lanchonetes.

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É isso aí! Essa foi a nossa forma de agradecer e retribuir a ajuda que este fórum deu pra nossa viagem se tornar realidade. Espero que este relato também ajude outros aventureiros a realizar este sonho! Pé na estrada!

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  • Colaboradores

Cara, quando alguém posta um relato que te incentiva a sair dos roteiros de agências e afins é sempre o máximo! Ainda mais falando de uma região de atrações de acesso complicado como o Jalapão! Muito bom!

Se puder compartilhe algumas fotos atualizadas dos lugares =D

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  • Membros

Muito informativo, com muitos detalhes logísticos. Fiz o Jalapão de carro em agosto de 2018 e recomendo muito. Já as pousadas nós pagamos muito menos, inclusive em Ponte Alta do Tocantins ficamos na Pousada Águas do Jalapão na qual pagamos R$ 180 as demais foram em torno de R$ 150, negociados na hora, coisa que não costumo fazer, mas isso foi coisa do outro casal que foi conosco. Um dos melhores relatos sobre este destino. Quando der coloque fotos.

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    • Por Mônica Ferreira Lima
      Gente, a região da Chapada das Mesas é surpreendente! Já conhecia o norte do Maranhão e não esperava encontrar cachoeiras deslumbrantes, fazer trekking com um visual inesquecível e pedalar em ótimas trilhas naquele estado. Como é um parque nacional relativamente novo, ainda está inexplorado, o que é bom para quem gosta de viajar e descobrir novos destinos. Hospedagens simples, comida típica e a generosidade do povo maranhense. Além disso, a Agência Ecotrilhas nos faz sentir especiais, com o profissionalismo e carinho da guia Nanda. Já fui 3 vezes, sempre com roteiros diferentes. Recomendo!



    • Por guilhermenavarro
      Duração: 7 dias, passando a primeira e a última noite em Palmas.
      Veículos: Duster 1.6 (Movida), Renegade 1.8 (Unidas). 09 pessoas.
      Acesso aos atrativos sem carro 4x4: Ao fim do texto há uma lista dos atrativos visitados e especificações sobre o acesso.
      Época do Ano: Fim da estação chuvosa, início da estação seca. Caíram apenas algumas gotas de chuva durante a semana.
      Roteiro básico: Palmas – Ponte Alta – Mateiros – cidade de Rio da Conceição – Pindorama do Tocantins – Palmas. Foram percorridos cerca de 1200 km.
      Custo por pessoa: cerca de 800 reais + passagem aérea. O valor total da viagem foi contabilizado e dividido entre as 09 pessoas do grupo pelo aplicativo Tricount. Nesses 800 reais considera-se quase tudo o que foi gasto, inclusive passeios, camping, hostel, almoços, aluguel de carro e combustível.
       
      Domingo, 29/04. Palmas, Praça dos Girassóis, Praia da Graciosa, Hostel Aconchego.
      Aluguel de Veículos
      Alugamos a Duster pela Movida. Foi pago 926 reais pelos 7 dias; a Movida não oferece franquia reduzida, sendo que o valor é de 1800 reais e caso o dado ao veículo seja menor do que esse, paga-se o valor do concerto. Me ofereceram seguro contra terceiros, seguro contra pneu furado e vidros, porém não achei nenhum deles vantajoso.
      O outro veículo foi alugado na Unidas, lá eles oferecem o Renegade. Há uma vantagem: a franquia reduzida, que aumenta o valor do aluguel, porém a franquia fica por 500 reais. O valor total pago pelos 7 dias foi de 1400 reais.
      Mas porquê a busca pela franquia reduzida? Já prevíamos que as estradas de terra, pedra e areia fossem danificar esses veículos, especialmente o Renegade, que é mais baixo e que não possui um local feito pra que se amarre a corda ou cinta pra viabilizar o reboque. A Duster possui um ferro com um furo no meio, tanto na dianteira como na traseira que facilita muito o reboque.
      Porquê não alugar uma 4x4? É simples, em Palmas o valor da 4x4 era quase 5 vezes maior que o da Duster e do Renegade, por volta de 4.500 reais durante o mesmo período de uma semana.
      Conhecendo Palmas
      Cheguei em Palmas cerca de 06 horas antes do resto do grupo, aproveitei pra conhecer a cidade, apesar de não achar muita coisa pra se fazer por lá.
      Conheci o Palácio do Araguaia, de fato bem bonito. Próximo a ele ficam dois monumentos em homenagem a Luis Carlos Prestes e à Coluna Prestes.
      Após o passeio cultural, achei legal ir conhecer as praias que margeiam o Rio Tocantins. Elas em geral são cercadas por uma rede que impede a entrada das Piranhas (ainda bem hahaha). Conheci a Praia da Graciosa, é simpática, mas não é grande coisa; pude me refrescar enquanto esperava o resto do pessoal.
      A cidade de Palmas parece uma USP gigante, pra quem conhece a Cidade Universitária... São inúmeras rotatórias e avenidas. As avenidas se estendem por muitos quilômetros, não há trânsito, é uma cidade planejada.
      Hospedagem
      Ao fim da tarde, fui atrás de um lugar pra ficarmos a primeira noite em Palmas. O primeiro lugar que fui, adorei! É o Hostel Aconchego (foto 1).
      Fiz o percurso entre o Aeroporto e o Hostel em cerca de 25 a 30 minutos. O lugar é bem bonito e aconchegante (hahaha é verdade), há uma rede do lado de fora, cadeiras e mesinhas. Do lado de dentro é muito limpo e organizado. Pagamos por volta de 40 reais por pessoas, com direito a um ótimo café da manhã – com uma série de ingredientes locais, um suco de Cajá maravilhoso, goiabada... meu deus hahahaha – e as ótimas dicas e conversas com a Ariela, moça que nos recepcionou no Hostel. Gostamos tanto do local que passamos nossa última noite lá, novamente

      Foto 1: Em frente ao Hostel Aconchego, com a Ariela (a esquerda).
      Feira Local
      A nossa janta foi numa feira local, pra mim o melhor lugar de Palmas. Pudemos encontrar muita comida boa e barata, além de artesanato feito com o capim dourado – num preço muito mais em conta do que se encontra no Jalapão.
      Na feira há muitos tipos de caldos, um que é muito bom e local é o Caldo de Chambari (R$ 7,50) (foto 2). Nós gostamos também de um prato que chama Jantinha, onde vem MUITA carne picada, arroz e feijão tropeiro (R$ 10,00).

      Foto 2
      Vale lembrar que passamos em um supermercado e garantimos mantimentos pra quase toda a viagem... muita água, miojo e pão! Hahahahah
       
      30/04 Ponte Alta – Dunas do Jalapão (Antes de Mateiros), via TO-255.
      Passeios do Dia: Cachoeira do Lajeado.
      O café da manhã no Hostel começava as 07. Saímos um pouco tarde, por volta das 09 horas de Palmas, uma vez que paramos numa loja de pesca pra comprar fogareiro.
      Fomos em direção a Ponte Alta, lá abastecemos o carro e seguimos sentido Mateiros pela TO-255. Quando falo o nome das estradas, não é porque está indicado, mas só pra vocês acharem elas no Google haahha
      A ideia inicial era ir para a Cachoeira da Velha, a 30 km da estrada principal, e terminar o dia nas Dunas, a 6 km da estrada principal. Não sabemos se carro sem ser 4x4 chega a Cachoeira da Velha, por ser muito longe deixamos de ir. Em relação as dunas, os 6 km seriam feitos a pé, não fosse a pick up que nos ofereceu carona na caçamba.
      Há um camping em frente à entrada das Dunas, cuja diária é 25 reais por pessoa. Passamos a noite por lá. Eles servem almoço, deve ser em torno de 30 a 35 reais, porém ficamos com o nosso miojo... o moço disse que seria complicado fazer a janta, pois não havíamos avisado que iríamos jantar lá, e então ele teria que matar a galinha ainda... ok né
      De fato, o que fizemos foi ir a Cachoeira do Lajeado (Foto 3), chegamos lá com certa tranquilidade sem carro traçado, além do fato do caminho até ela ser curto. A cachoeira é mais legal do que as fotos que vimos pela internet, talvez as pessoas tenham ficado apenas nas primeiras quedas.... Há uma pequena trilha, que qualquer pessoa com básico preparo físico consegue fazer e chegar no poço da cachoeira, onde há a maior queda.

      Foto 3
      Terminamos o dia na frente das dunas, porém chegamos após o anoitecer. Atolamos algumas vezes, a maioria delas bastava alguém empurrar pra desatolar. Em um dos casos, um guia que passou com turistas numa caminhonete 4x4 nos salvou! 😃
      O camping em questão era o da Dona Benita (Foto 4). Senhora muito simpática, com uma ótima cachaça 51 com Jalapa, uma batata da região.

      Foto 4: A cachaça fez efeito
      Tempo de Viagem Palmas-Ponte Alta-Dunas
      Não consigo lembrar exatamente quanto tempo demoramos no percurso Palmas-Ponte Alta-Dunas, o que é certo é que curtimos uma cachoeira ótima (por cerca de 2 horas) no meio do caminho, e que saímos de Palmas as 09 horas da manhã e chegamos nas dunas por volta das 19 horas da noite.
      Condição das estradas
      A estrada de asfalto que liga Palmas a Ponte Alta é ruim. Por vezes é um tapete, do nada há tantos buracos que você tem que escolher o menor e passar por cima. Tem que ir de vagar.
      A estrada que liga Ponte Alta a Mateiros passa pelo acesso a Cachoeira da Velha, pela Cachoeira do Lajeado, e pelas dunas é a pior do Jalapão, complicadíssimo para carros não traçados.
      Apenas pra explicar o que torna essa estrada (TO-255) complicadíssima: Os carros atolam quando passam pela Areia (foto X), pelo menos na época seca o problema não é lama. Além disso há inúmeras pedras e verdadeiros blocos na pista. Em um dos trechos, há um morro, onde passar por ele é tão complicado que colocaram um pouco de asfalto nesse trecho; o problema é que há tantos blocos antes do asfalto, e um degrau tão grande entre o asfalto e a pista de “terra” que tivemos que fazer uma força tarefa pra melhorar a pista e os carros passarem (fotos 5 e 6).

      Foto 5

      Foto 6: Haviam blocos de pedra muitos grandes logo antes de um pequeno trecho asfaltado, exatamente pelo relevo ser íngreme nessa porção da rodovia que liga Ponte Alta a Mateiros.
       
      01/05 Ponte Alta – Mateiros, via TO-255.
      Passeios do dia: Mirante do Espírito Santo, Cachoeira do Formiga.
      Para ver o nascer do sol no Mirante do Espírito Santo, saindo das dunas, acordamos 03:30, desmontamos as barracas, e saímos do Camping as 04:00.. 04:20. Atolamos algumas vezes logo após a saída do camping hahahaha, chegamos rapidamente ao acesso da trilha.
      Sem carro 4x4 não vale a pena pegar essa acesso, mas sim estacionar na própria estrada principal e percorrê-lo a pé, é muito curto.
      Não sabíamos disso, fomos de carro e a Duster atolou (foto 7); o Renegade conseguiu voltar e ficou pela rodovia.

      Foto 7: Duster atolada no acesso à partir da estrada principal para a Trilha do Mirante do Espírito Santo.
      Abandonamos o carro (Foto 8 ) no acesso. A trilha é bem pesada, porém curta. É pesada pois é muito íngreme.

      Foto 8: O carro acima, na rodovia principal é o Renegade. No meio do caminho é a Duster, atolada. Na parte inferior da imagem, estão os carros das agências de turismo. Um moço nos salvou ao nos desatolar! 😃 
      Suponho que a tenha subido em cerca de 30 minutos, parei pra descansar algumas vezes. É importante levar lanterna. É possível demorar muito mais do que 30 minutos pra fazer essa subida, é necessário estar em boa forma.

      Foto 9: O nascer do sol é mais bonito pra quem tá atolado ahahahha não nos rendemos à mafia da 4x4

      Foto 10: descida do Mirante do Espírito Santo

      Foto 11: Outra vista da mesma trilha... parece que a descida da Serra do Espírito Santo é mais bonita do que a vista do mirante em si...
      Lá em cima há a possibilidade de fazer uma outra trilha, de mais 3 km, onde se tem acesso a outra vista – das dunas e a erosão que dá origem às dunas. Não sabemos se é legal ou não, descemos rapidinho pra pedir ajuda a alguma caminhonete 4x4!
      Após desatolar, fomos rapidinho pra Mateiros, reabastecemos o tanque (gasolina por R$ 5,60, em Palmas é R$ 4,60). Fizemos breves reparos no parachoque, com enforca gato... pois descobrimos que alguns parafusos caíram, e um pedaço quebrou – isso nos custou ao fim da viagem R$ 500,00.
      Em Mateiros achamos uma Padaria, lá comemos demais, e gastamos de menos! O pão na chapa era 1 real, café 1 real... coisa assim... tinha suco de laranja, bolo, tudo muito ótimo!
      Partimos pra Cachoeira do Formiga, sentido São Felix, que fica mais a norte. A estrada (TO-247) que liga Mateiros a São Felix é, como quase todas, de terra. Seu estado é incomparavelmente melhor do que a que liga Mateiros a Ponte Alta.
      Na Cachoeira do Formiga o esquema é R$ 30,00 camping + cachoeira. Só a cachoeira fica por R$20,00. Acampamos por lá mesmo. Curtimos a Cachoeira o resto do dia... almoçamos por lá, mas isso não vale a pena: R$ 35 reais por pessoa, não veio tanta comida assim.
      O legal dessa cachoeira é que não há limite de tempo, nem de pessoas. Boa parte do tempo ficamos lá sem ninguém mais. Pudemos inclusive aproveita-la de noite, pois há uma luz no local!
      O camping é meio precário, mas foi tranquilo. Não tivemos coragem de usar o chuveiro com shampoo e sabonete, pois isso iria diretamente para um córrego. O som da cachoeira durante a noite é ótimo.

      Foto 12: Cachoeira do Formiga

      Foto 13: Cachoeira do Formiga

      Foto 14: Cachoeira do Formiga
      02/05 Nascente(“fervedouro”) Buritizinho, Ceiça e Dunas.
      Acordamos ainda na Cachoeira do Formiga, desmontamos nossas barracas e partimos pro Buritizinho, posteriormente para o Ceiça e terminaríamos o dia nas dunas. O acesso aos dois fervedouros é tranquilo sem carro 4x4.
      O fervedouro do buritizinho é pequeno, a água é muito transparente. Vê-se ao fundo a água “ferver”. Paga-se R$ 15 ou 20,00... pudemos ficar lá um bom tempo, só tinha um casal fora o nosso grupo. Tem um rio bem legal lá também, a água é bem límpida.
      Minha opinião pessoal em relação aos “fervedouros” é que eles na verdade são nascentes, muitas vezes devem cavar pra que se faça essas piscinas – apenar de chamarem por fervedouros, na verdade a água não é quente, é apenas uma nascente. O do buritizinho é pequeno, mas dá pra nadar um pouco e rende boas fotos.
      Partimos pra nascente do Ceiça, é mais legal que o Buritizinho, porém bem mais cheia. R$ 20 reais, 15 minutos... Parte do grupo nadou lá, parte do grupo nadou no riozinho do lado de grátis ahahhaha
      Acho que vale muito a pena quando vazio!
      Almoçamos em Mateiros, num restaurante logo ao lado de um mercadinho! Foi bem barato... algo em torno de 15 reais, foi ótimo.
      Partimos pras dunas umas 15:00, chegamos ao final da tarde, nenhum atolamento no caminho ahahha.
      Fomos começar nossa jornada de 6 km pra ir a pé, 6 km pra voltar. Parte do nosso grupo conseguiu uma carona numa caminhonete de um guia muito simpático, o passeio na caçamba foi muito melhor do que dentro de qualquer carro... que visual (foto 15).

      Foto 15: Eunuco e Juru divando da caçamba... nem precisou descer pra tirar foto
       
      Pra voltar das dunas, os guardas do parque deram carona pra todo mundo!
      As dunas (foto 16) devem ser visitadas mais cedo, desde o começo da tarde até o final da tarde. Há uma série de lagoas ao fundo que podem ser visitadas, não tivemos tempo. Além do que, as próprias dunas já são muito impressionantes!

      Foto 16: Pinga divando nas dunas. Serra do Espírito Santo ao fundo.
      Descemos das dunas e pensamos se íamos dormir novamente no camping em frente. Decidimos ir pra Mateiros e acampar na pousada e camping Toinha. O preço foi R$ 20,00 por pessoa.
      03/05 Serras Gerais: Viagem para Dianópolis e Rio da Conceição. Passeios: Lagoa da Serra
      Partindo de Mateiros, saímos pela TO-247 sentido Pedra da Baliza, já na fronteira com a Bahia. Ao chegar lá viramos a direita na BA-458 sentido Panambi. Passamos por um infinito latifúndio, monocultura: soja.
      Uma estrada não assinalada no mapa do Google, perfeitamente asfaltada, nos levou diretamente para Dianópolis. Em Dianópolis deve-se abastecer o carro, pois não há posto de gasolina em Rio da Conceição. Entre Dianópolis e Rio da Conceição é cerca de 30 minutos. De Rio da Conceição a Lagoa da Serra, mais 1 hora. Apesar de termos saído cerca de 08:00 da manhã de Mateiros, só chegamos na Lagoa da Serra 15:00.
      Uma grande confusão foi criada na internet, em vários lugares a Lagoa da Serra foi citada como sendo a mesma que a Lagoa Bonita. Deixo claro que são lugares diferentes. Vale-se ressaltar que a Lagoa Bonita está fechada.
       A Lagoa da Serra (Foto 17) fica na cidade de Rio da Conceição, seu acesso é possível sem carro 4x4, e em seu estacionamento vimos vários carros de passeio comuns.
      O lugar é muito bonito. A água é bem transparente, e a visão da serra é impressionante.

      Foto 17: Galerinha na Lagoa da Serra. O Stand-Up foi emprestado por uma moça muito legal, dona do Restaurante Quintal da Serra e de uma agência de turismo em Rio da Conceição. Ela aluga Stand Up, e acho que vale muito a pena!

      Foto 18: Capa de disco
      Por fim, apesar de não haver nenhuma placa em nenhum lugar, tivemos que pagar 20 reais por pessoa por ficar na Lagoa da Serra.
      Achamos um PF de 12 reais em Rio da Conceição, ótimo. Ao lado dele ficamos na Pousada Brandão, o dono chama Márcio e me deu várias dicas. Negociamos o valor por estarmos em 9... queríamos acampar exatamente pra abaixar o valor, ele nos fez um desconto e pagamos 35 reais ao invés de 40!
      04/05 Viagem pra Pindorama do Tocantins, Passeios: Cachoeira da Fumaça e Lagoa do Japonês
      Partimos de Rio da Conceição por volta das 09 da manhã. Tomamos café da manhã numa padaria onde tudo era muito barato... café 1 real, pão na chapa 1,50...
      Após uma hora de viagem em estrada de chão, chegamos à Cachoeira da Fumaça (foto 19); pra achar o local exato perguntamos numa casa, antes de uma ponte. Não há placas.
       
      Foto 19: A cachoeira da Fumaça tem uma queda bem alta, muito forte. Não é possível nadar nela, apenas em partes do rio um pouco mais acima. É bem bonita, tem um arco-íris permanente. É uma parada rápida durante a viagem.
      Voltamos à estrada em direção a Pindorama, numa única bifurcação pegamos a esquerda, não há placa. Chegamos lá por volta das 14:30. Comemos um PF barato de 12 reais, partimos pra Lagoa do Japonês.
      O caminho entre Pindorama do Tocantins e a Lagoa do Japonês é relativamente bem sinalizado e simples. Todo mundo conhece, basta perguntar caso seja necessário.
      É um caminho de 30 km entre a cidade e a lagoa. A partir de certo momento a estrada passa por uma pequena serra, muito íngreme.
      Alguns córregos são cortados no meio do caminho, tanto a Duster quanto o Renegade desceram sem maiores dificuldades.
      Durante a descida me questionei se os carros subiriam, mas subiram tranquilamente. Inclusive no estacionamento da Lagoa do Japonês havia: HB-20, Civic, uma Mercedez esportiva. Não me perguntem como esses carros chegaram lá, eu não sei... ahahhaha

      Foto 20: Lagoa do Japonês

      Foto 21: Lagoa do Japonês

      Foto 22: Lagoa do Japonês

      Foto 23: Há uma caverna na Lagoa do Japonês

      Foto 24: Júlio dentro da Caverna; é possível entrar em partes que não estão submersas.
      Atrativos e Acessos sem 4x4 (não traçados):
      A ordem é de acordo com o nosso roteiro;
      Estrada Ponte Alta-Mateiros: Cachoeira do Lajeado
      Chegamos sem maiores problemas até a cachoeira, é um acesso a partir da rodovia principal. É sinalizado.
      Há um córrego que passa em terreno bem arenoso, fui andando antes do veículo para saber se afundava; não afundava.
      Na época das chuvas as condições de acesso podem mudar.
      Estrada Ponte Alta-Mateiros: Serra do Espírito Santo
      Não entre na estradinha de acesso à trilha sem veículo 4x4. Estacione na estrada principal que liga Ponte Alta a Mateiros e ande até o início da trilha, deve ser cerca de 300 metros.
      Estrada Mateiros São Felix: Cachoeira do Formiga
      Chega sem veículo 4x4 pois há uma parte da estrada mais recente, onde os veículos passam com tranquilidade.
      Não vá pelas partes onde há areia, é possível evita-las com tranquilidade.
       
      Estrada Mateiros São Felix: “Fervedouro” Buritizinho
      Veículos não traçados chegam tranquilamente.
      Estrada Mateiros São Felix: “Fervedouro” Ceiça
      Veículos não traçados chegam tranquilamente.
      Estrada Ponte Alta-Mateiros: Dunas
      Estacione na entrada da rodovia de acesso. Só chegam até as dunas veículos 4x4. Você pode dar a sorte de pegar carona em algum  veículo 4x4 que passe pelo caminho.
      São cerca de 4 km para ir, 4 km para voltar.
      Na volta é quase certeza que os guardas do parque forneçam carona.
      Cidade Rio da Conceição: Lagoa da Serra
      Veículos não traçados chegam com tranquilidade, ao menos na época seca.
      Cidade Pindorama do Tocantins: Lagoa do Japonês
      Veículos não traçados chegam com tranquilidade. Porém é ideal que o veículo seja alto, é necessário cruzar alguns córregos no caminho.
      Vi um HB 20, um civic, e uma Mercedez esportiva no estacionamento do local, eu não sei como eles chegaram, mas sei que é possível.
      Estrada entre Pindorama do Tocantins e Ponte Alta: Pedra Furada
      Há uma estrada de acesso, sinalizada, para a pedra furada. Tem bastante areia e é preciso tomar cuidado para não atolar.
       
    • Por dudavalenca
      Oi gente,
      Estou deixando meu relato sobre uma experiência incrivelmente vibrativa que tivemos no Jalapão. O lugar é repleto de maravilhas, limpo, e com uma energia sem igual!
      Quero também expressar nossa gratidão ao Marcos Tinoco.. sério, guardem esse nome pois tenho certeza que ainda vão ouvir muito por aí, muita confiança e parceria. Nos proporcionou momentos tão únicos, melhor viagem de nossas vidas. Guia que se torna um membro da família, me senti em casa, ele planeja toda a viagem de uma maneira exclusiva e especial! só tenho a agradecer, e INDICO DE OLHOS FECHADOS. 
      Deixo aqui o meu até breve, de coração ❤️🌻🍀✨ @maduvalenc








    • Por Aprazzivel
      E ai, galera?!
      Em outubro de 2019 visitei duas regiões do Maranhão: lençóis maranhenses e chapada das mesas!
      No inicio só tinha em mente lençóis pois n sabia até então que existia chapada das mesas, e que lugar maravilhoso. Indico para todos!!!
      Porém agora que o turismo esta chegando no local, então as pessoas não sabem lidar direito com os turistas, mas mesmo assim vale muito a pena, amei muito!
      vou deixar logo abaixo o link do meu blog onde conto como foi a viagem e algumas dicas caso alguém tenha interesse em conhecer.
      https://aprazzivel.com.br/lencois-maranhenses/
      https://aprazzivel.com.br/chapada-das-mesas/
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