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5 Dias no pantanal em setembro 2019


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  • michael jesus changed the title to 5 Dias no pantanal em setembro 2019
  • 2 semanas depois...
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E aí Michael Pantanal é maravilha, um passeio lindo...

Primeiro  vc tem que decidir se vai ao pantanal norte ou sul...se for norte a referencia é a estrada-parque

que desce de Cuiabá até Porto Jofre (ver maps) se for sul você deve achar no mapa uma localidade

chamada PASSO DO LONTRA que fica no Rio Miranda e na estrada que liga Campo Grande a Corumbá.

Deste ponto também sai uma estrada-parque. Se quiser mais dicas é só pedir....

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  • 3 meses depois...

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    • Por Tacio Corbacho
      Olá mochileiros, agora em Junho tiro minha tão esperada férias, estou em duvida sobre alguns locais para conhecer, tendo em vista a pandemia e sendo nesse momento a única opção, conhecer esse brasilzão.
      sou da Bahia, e tenho por enquanto 3 opções de locais:
      - Minas Gerais
      - Santa Catarina
      - Espírito Santo
      Quais locais dentre os 3 vocês me indicam e há algum outro que pode ser visto com bons olhos ?
      Desde já agradeço galera !!! 
    • Por Carol Magnoni
      Introdução
      Após passar dois dias em Cuiabá (roteiro está no meu perfil aqui no site), fui conhecer Nobres, ou melhor, um distrito de Nobres, chamado Bom Jardim. Um pequeno paraíso no interior do Mato Grasso ainda pouco explorado.
      Bom Jardim fica a 140km de Cuiabá e é conhecida como a “Bonito do Mato Grosso”. Não conheço Bonito, mas garanto que Bom Jardim é maravilhoso e vale muito a pena ser visitada.
      Em primeiro lugar, como chegar? Para responder a essa pergunta tenham em mente o seguinte:
      - eu cheguei em Cuiabá de avião, portanto não tinha carro;
      - eu tinha apenas um dia para conhecer Bom Jardim, nem sequer poderia dormir lá;
      - ônibus não é exatamente uma opção: pelo que pesquisei não existe um ônibus que vá de Cuiabá direto para Bom Jardim, é preciso pegar um ônibus para Nobres e depois outro para Bom Jardim, o que levaria muito tempo, coisa que eu não tinha; mas, para quem puder ficar mais dias em Bom Jardim, talvez o ônibus seja sim uma boa opção, mas já adianto que não é simples comprar passagem pela internet, o melhor mesmo é se informar na rodoviária de Cuiabá;
      - em Bom Jardim os atrativos ficam distantes um do outro, alguns à beira da estrada, outros estrada de terra adentro, o que praticamente impossibilita o traslado entre um e outro a pé.
      Tendo tudo isso em mente, a primeira coisa que pensei foi em contratar uma agência de Cuiabá que incluísse os atrativos (logo tratarei deles), o transporte de ida e volta (Cuiabá-Bom Jardim) e também os traslados entre os atrativos. Embora existam agências que fazem exatamente isso, eu não consegui reservar para a data que pretendia, e não por falta de vaga, mas porque as agências não conseguiram o número mínimo de pessoas para fechar um carro ou van (e olha que era um sábado, na semana do Natal, quando é considerado alta temporada). Eu tentei com 3 agências diferentes e em nenhuma delas deu certo.
      Frustrada, já estava pensando em mudar os planos, quando decidi conversar com a Joana, a guia que me acompanharia nas trilhas na Chapada dos Guimarães (será objeto de outro relato) e ela me sugeriu alugar um carro e ir por minha conta. Porque eu não pensei nisso antes? Talvez por estar sozinha, dirigindo no interior de um Estado até então totalmente desconhecido por mim, numa estrada que não fazia a menor ideia das condições, agravado pelo fato de que eu já sabia que durante o trajeto e também em Bom Jardim não funcionaria celular 😅. Mas, a Joana, que é da região, me encorajou e eu decidi alugar um carro e ir sozinha mesmo.
      A opção foi usar umas milhas que estavam dando sopa e consegui alugar um carro sem precisar desembolsar mais dinheiro. Com as milhas eu paguei a diária de um Ford Ka, desse modelo bem novinho, com ar-condicionado. E foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Além de poder fazer meu próprio roteiro, escolher os atrativos que eu quisesse, ficar neles quanto tempo eu quisesse e parar na estrada quantas vezes eu bem entendesse para admirar a vista que se tem da Chapada, foi bem libertador fazer esse rolê por minha conta.
      Dito isso, se você não tiver um carro para fazer esse passeio, super recomendo que alugue um e faça.
      Mas não seja uma pessoa apressadinha e saia digitando desesperadamente no Google Maps “Cuiabá –> Nobres”, porque assim você vai acabar percorrendo 50km a mais (!!), já que os atrativos não ficam na cidade de Nobres, mas sim no distrito de Bom Jardim, que pertence ao município de Nobres, mas dista 64km da cidade. Se você está em Cuiabá e digita “Nobres” no Maps, o app vai te levar à cidade de Nobres percorrendo um outro caminho, mais longo. Então a dica é digitar “Bom Jardim MT” ou então o nome de algum atrativo, por exemplo, “Balneário Estivado”, assim o Google irá reconhecer um outro caminho, inteiramente asfaltado, e com a economia de 50km.
      O caminho mais curto tem cerca de 140km e leva, em média, 1h50. Já o mais longo (que passa pela cidade de Nobres) tem cerca de 190km e leva, aproximadamente, 2h40.

      Algumas atrações requerem a compra antecipada de vouchers, que são vendidos por agências turísticas situadas na cidade de Nobres, mas você não precisa passar lá para pegar os vouchers. Eu comprei alguns antecipadamente pela internet e liguei na agência pedindo que os encaminhassem ao Aquário Encantado (meu primeiro destino em Bom Jardim), assim, não precisei ir até Nobres. Isso é uma prática comum das agências, não foi nenhum favor que fizeram e não tem problema nenhum em pedir. Cheguei no Aquário e lá estavam meus vouchers me esperando lindamente. Você não tem motivo nenhum para ir à cidade de Nobres, que eu saiba, lá não há atrativos.
      Eu comprei os vouchers com uma agência que encontrei digitando no Google mesmo, a Nobres Turismo (http://nobresturismo.com.br/ ), e deu tudo certo. Os preços são praticamente tabelados, vai ter pouca ou nenhuma diferença entre as agências.
      Atrativos
      Os principais atrativos em Bom Jardim/MT são:
      - Cachoeira Serra Azul (SESC) (R$ 80,00)
      - Aquário Encantado + Flutuação no Rio Salobra (R$ 100,00 sem almoço e R$ 150,00 com)
      - Refúgio Água Azul (R$ 80,00 sem almoço e R$ 130,00 com)
      - Flutuação no Rio Triste (R$ 100,00)
      - Vale das Águas (R$ 100,00)
      - Balneário Estivado (R$ 25,00 para o dia; valor do almoço é R$ 50,00 por pessoa)
      - Lagoas das Araras (R$ 30,00)
      - Boia Cross no Duto do Quebó (R$ 100,00)
      Existem outras cachoeiras, trilhas e atividades, mas as principais são essas aí mesmo.
      Se você puder ficar dois ou três dias em Bom Jardim, você vai ter tempo de conhecer todos esses atrativos. Mas se você não tiver tantos dias, assim como eu, aqui vão algumas dicas para escolher:
      - Aquário Encantado, Flutuação no Rio Salobra, Refúgio Água Azul, Flutuação no Rio Triste e Vale das Águas são atrações semelhantes, que consistem, basicamente, em banho e flutuação, nos rios e nascentes da região. Então você pode escolher apenas uma delas, ou duas, que será suficiente.
      Eu escolhi o Aquário Encantado, porque, por fotos, parecia ser o mais bonito. Não me decepcionei. Eu queria fazer o Aquário e a flutuação do Rio Triste, porque li que no Rio Triste se vê mais peixes, só que o Rio Triste é mais longe, enquanto o Rio Salobra fica do lado do Aquário. Então, para poupar tempo, acabei fazendo a flutuação do Rio Salobra, que foi muito legal. Conto detalhes adiante.
      Além desse eu escolhi visitar o Balneário Estivado e a Lagoa das Araras.
      Quanto eu estava decidindo o que iria visitar e o que deixaria de fora, surgiu uma dúvida bem grande entre o Aquário Encantado e a Cachoeira Serra Azul, que são os dois principais atrativos. Pelas fotos, achei a cachoeira mais bonita que o aquário, mas eu nunca tinha feito flutuação na vida e eu já ia conhecer muitas outras cachoeiras na Chapada dos Guimarães, então optei por fazer a experiência da flutuação (e não me arrependi). Mas ainda quero voltar um dia para conhecer a cachoeira.
      Hoje, eu deixaria o Balneário Estivado de lado e iria na Cachoeira, mas, como a cachoeira é um pouco mais distante, eu fiquei com medo de não dar tempo de ver as coisas direito, de ter que fazer tudo correndo. Mas depois eu percebi que dava tempo de ir tranquilamente.
      Eu comprei o voucher antecipado para todos os atrativos que visitei, porém, uma funcionária do Estivado me disse que só a Cachoeira Serra Azul realmente precisa comprar o voucher antecipadamente, que as demais atrações é tranquilo de comprar na hora. Mas como eu sou super prevenida, não tinha outro dia para conhecer o local e sabia que atrações tem limitação de visitantes, comprei tudo antes mesmo.
      Pois bem. Explicado tudo isso vamos ao relato.
       
      Relato
      Peguei o carro na locadora na noite anterior, deixei tudo preparado na mochila - biquíni, toalha, lanchinhos, dinheiro (é aconselhável levar, pq é uma área rural e às vezes o sistema de cartão pode falhar), etc., dei uma espiada na rota pelo Google Maps e tentei dormir cedo para sair bem cedinho e aproveitar ao máximo meu dia em Bom Jardim.  
      Estava um pouco ansiosa e demorei a pegar no sono, mas quando dormi, dormi pesado! Eu estava cansadíssima dos passeios que tinha feito naquele dia em Cuiabá.
      Acordei umas 7 horas, tomei o café da manhã delicioso da dona do Hostel Dom Bosco e parti rumo à Bom Jardim. Era cerca de 8 horas da manhã.
      No começo estava um pouco tensa, mas o caminho não tem erro não. Por via das dúvidas eu sempre baixo o mapa offline, para não ficar dependente de internet. Para quem não sabe o app do Google Maps tem uma opção gratuita de baixar o mapa de uma região para uso offline, fica válido por 30 dias, eu acho, depois pode renovar.
      Outro motivo para você nem cogitar ir até a cidade de Nobres é que, por esse caminho mais curto, você consegue ter vistas incríveis dos paredões da Chapada dos Guimarães, inclusive tem alguns recuos nas laterais da pista para estacionar, que funcionam como se fossem mirantes. Eu fiz paradas em todos os recuos que vi e fiquei admirada e ansiosa para ver esses paredões de perto. Em alguns dias eu iria para a Chapada dos Guimarães.
      Eu também consegui ver um tucano que passou voando bem pertinho da pista e fiquei encantada, mas obviamente não consegui fotografar.
       



      O caminho foi supertranquilo, a estrada é de pista simples e quase sem acostamento, mas naquele sábado de manhã estava deserta e o asfalto é bom. Importante: durante os quase 150km percorridas não havia NENHUM posto de combustível, então saiam com o tanque cheio. Caso necessário, em Bom Jardim tem posto.
      Depois de quase duas horas, cheguei no trevinho de Bom Jardim e, ao invés de ir para a direita (sentido ao distrito), virei à esquerda, sentido ao Aquário Encantado, meu primeiro destino. Há uma placa sinalizando a entrada por uma estrada de terra e, após cerca de 1km, você chega na sede do local.

       
      Nesse momento eu constatei o que já tinha lido na internet, realmente não pega sinal de celular em Bom Jardim, nadinha de nada. Totalmente incomunicável.
      Eu estava apreensiva porque o céu estava encoberto e ameaçando chuva, mas felizmente não chegou a chover e eu consegui fazer todas as atividades.
      A sede do local é bem gostosa, tem mesas, cadeiras, bancos e redes para descanso, um extenso gramado, um banheiro bem organizado, uma lanchonete que vende salgadinhos, bebidas e onde também é servido o almoço.
      Um guia local (incluído no voucher) organiza um grupo de poucas pessoas (na minha vez tinha 10 ao todo) e orienta que não é permitido usar protetor solar ou repelente, para não desequilibrar o ambiente subaquático. Além disso, devemos deixar todos os pertencentes dentro do carro e ir para o passeio apenas com o que pode molhar, basicamente você e o biquíni hahaha. Eu deixei minha mochila no carro e entreguei a chave para o moço que fica na sede.
      Com ele eu também aluguei uma Gopro por 50 reais para poder tirar as fotos embaixo d´água.  Depois ele manda as fotos que você tirou para um celular que não seja Iphone (não sei porque) ou envia por Whats. Mas se você tiver um celular ou câmera a prova d’água pode levar a sua, sem problemas.
      Depois o guia fornece sapatilha aquática, colete salva-vidas e snorkel. Tudo isso está incluído no pacote e parecia bem limpinho e sem mau-cheiro, coisa que é comum em coletes frequentemente usados.

       
      Aí nós subimos numa espécie de "carretinha" que é puxada por um trator e partimos cerca de 10 horas da manhã mesmo com o clima instável.

       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 16.27.32.mp4 O trajeto na carretinha é curto, menos de 1km. Aí descemos e andamos por uma pequena trilha bem tranquila até o Aquário. O lugar é realmente encantador. Mesmo com o tempo completamente nublado, a água estava cristalina, permitindo enxergar vários peixinhos e a areia branquinha no fundo.
      Sempre com o acompanhados do guia, nós pudemos ficar cerca de 20 a 30 minutos nadando no aquário. A temperatura aquele dia estava amena e, ainda assim, a água não estava gelada. Foi muito gostoso ficar aquele tempo ali explorando cada cantinho do aquário.





      WhatsApp Video 2021-03-07 at 16.44.08.mp4 Não vou encher o relato de fotos, mas saibam que no Aquário tem vários troncos de árvores com peixinhos, algumas formações rochosas submersas, lugares mais rasos e mais fundos para serem explorados. Quem quiser ver mais fotos e vídeos, vou postar no instagram @gocaracol. 
      Depois, nós continuamos por uma trilha curta até chegar na altura do Rio Salobra em que iniciamos a flutuação.
      O guia vai na frente indicando eventuais galhos caídos e mostrando os animais. Nós vimos muitos peixes e até uma arraia. Não é permitido tocar nos animais e é recomendado não tocar os pés no chão, tanto para não levantar areia e prejudicar a visibilidade, como para não relarmos acidentalmente numa arraia escondida. A flutuação dura mais ou menos 30 minutos.
      Eu, que nunca tinha feito flutuação na vida, terminei o passeio adorando e querendo mais. Super recomendado.
       



       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 16.47.24.mp4
      WhatsApp Video 2021-03-07 at 16.47.24 (1).mp4 Nós voltamos à sede com o trator e o almoço já estava servido. Um self-service simples, porém bem gostoso, cuja estrela é o peixe frito. Eu comprei o voucher com almoço, que custa 50 a mais que o sem. A comida é boa, mas não achei que valeu os 50, hoje eu levaria um lanchinho e compraria o voucher sem almoço.
      Dali eu fui para o Balneário Estivado, que é um restaurante/lanchonete/sorveteria à beira de uma curva de rio com águas calmas, cristalinas, de temperatura agradável e rasinha, que forma uma piscina natural perfeita para banho. Lá é lotado de peixes como dourados, piaus, pacus e piraputangas.
      Em frente ao local, há um recuo para estacionamento dos carros, cercado por árvores que estão lotadas de macacos-prego que adoram se exibir e tentar roubar alguma coisa de você. Fiquei uns 15 minutos no estacionamento interagindo com os bichos, quando encontrei um casal que também estava chegando para conhecer o balneário. Conversa vai, conversa vem, descobri que o casal é de Jacarezinho, cidade pequena do interior do Paraná onde morei cinco anos para fazer faculdade. Nós não nos conhecíamos, mas tínhamos muitos amigos em comum. Essas coisas inusitadas da vida.

       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.50.01.mp4 Um bebezinho 😍

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.52.09.mp4 Disputando uma sacola que pegaram de algum turista.
      Na companhia do casal, apresentei o voucher e entrei no Balneário. Para nossa su rpresa, lá dentro também há muitas árvores e, consequentemente, muitos macaquinhos. É necessário tomar bastante cuidado para que seus pertences não sejam levados por essas figurinhas que são simpáticas e atrevidas. Eu tratei de colocar tudo dentro da mochila, que estava um pouco pesada e difícil para os macaquinhos levarem embora. E tomava cuidado até na hora de tirar as fotos com o celular, vai que eles pensassem que era comida 😅.
      Lá dentro há banheiros, mesas, cadeiras, e um deck de madeira que dá acesso à piscina natural. Tomei uma cerveja e depois um sorvete e fiquei o resto do tempo dentro da água interagindo e observando os peixes.
       


       
       

       

       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.59.53.mp4 O macaquinho numa tranquila, numa relax, numa boa, dentro do espaço do balneário 😅.

      Era um sábado a tarde de dezembro e não estava cheio. Havia mesas e cadeiras de sobra. E o sol deu as caras nessa hora.
       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.02.51.mp4 O casal de Jacarezinho foi embora antes de mim, porque precisavam ir para outro atrativo que agora não me lembro qual. Era três da tarde e eu já estava um pouco enjoada de ficar ali, porque não tem mais muita coisa pra fazer além de nadar e consumir coisas da lanchonete. Eu bebi só uma cerveja porque estava dirigindo, então não me empolguei de ficar ali mais tempo.
      E foi nessa hora que pensei que, se eu tivesse me organizado melhor, teria dado tempo de conhecer a Cachoeira Serra Azul, mas, embora houvesse voucher disponível, àquela altura eu não queria pagar R$ 80,00 para ficar só uma hora na cachoeira. Isso porque eu ainda tinha um voucher para ir na Lagoa das Araras antes do pôr-do-sol e ainda queria retornar para Cuiabá antes de anoitecer. Além disso, a cachoeira fica meia hora do Estivado, ida e volta daria no mínimo uma hora de traslado.
      Então, aí vai a dica: dá tempo que ficar no Aquário Encantando pela manhã, almoçar no Estivado para conhecer o local, ir no início da tarde para a Cachoeira e voltar para o fim de tarde na Lagoa das Araras. Se quiser algo menos corrido, eu sugeriria tirar o Estivado e incluir a cachoeira.
      Como eu já estava enjoada de ficar no Estivado, não havia tempo hábil para a cachoeira e estava muito cedo para ir na Lagoa das Araras (o ponto alto da Lagoa é no fim da tarde, explico adiante), eu resolvi pegar o carro e dar uma andada para conhecer mais de Bom Jardim.
      Bem, a verdade é que Bom Jardim é minúscula, um vilarejo mesmo, não tem muito o que se ver, então aproveitei para abastecer o carro no único posto de combustível da cidade. Diga-se, o único local que me deu a senha do wifi. No Aquário e no Estivado eu pedi, mas eles me enrolaram dizendo alguma coisa de que era só para funcionários porque a internet é limitada ou algo assim, e eu não insisti. Mas ali no posto eu consegui conectar e mandar uma mensagem para meu companheiro e minha família, avisando que eu tinha chego, que estava tudo bem e que de noite, quando chegasse em Cuiabá, voltaria a falar com eles.

      A "grande" Bom Jardim 😆 - essa é a rua principal.
      Ainda cedo para a Lagoa, eu dirigi de volta para o Estivado e fui um pouco mais à frente para ver o que havia, encontrei uma entrada arborizada de algum sítio ou fazenda e que tinha uma vista bonita para uns paredões parecidos com os da Chapada dos Guimarães, mas menores. Estava tudo completamente deserto, fiquei ali por mais uns 20 minutos contemplando a vista e ouvindo os pássaros.

      Não sei porque, esqueci de registrar a vida para os paredões, mas a entrada é essa.
      Eu acho que era umas 16h quando eu saí e fui, enfim, para a Lagoa das Araras. Antes de ir direto lá, você precisa passar numa loja, chamada Celso Materiais de Construção, onde fica uma pessoa responsável pelo controle de acesso da Lagoa. Na loja você apresenta seu voucher e a pessoa te acompanha até uma porteira (pertinho dali), como eu era a primeira visitante do dia, a porteira estava com cadeado, o homem abriu e eu pude seguir o caminho sozinha. Coisa de poucos metros e você chega na entrada, onde há um gramado para estacionar os carros.
      Parei, comi um lanche que tinha levado e passei bastante repelente nas pernas e nos braços. Com uma pequena trilha bem demarcada, você chega na Lagoa.


      A Lagoa é linda e eu tinha tudo aquilo só para mim. Não havia mais n-i-n-g-u-é-m.
      A Lagoas das Araras é um refúgio de aves e o momento em que mais se avista os bichos é ao entardecer, quando eles ficam voando alucinados de uma palmeira Buriti para a outra. Mas eu não queria ficar até escurecer, porque não queria dirigir de volta para Cuiabá de noite. Eu sabia que ainda estava um pouco cedo para ver a farra dos bichos, mas mesmo assim valeu a pena, consegui ver várias aves que nem sei o nome, araras e a paisagem incrível do reflexo das palmeiras na água.
      A Lagoa, na verdade, é meio que um pântano, lugar perfeito para as Palmeiras de Buriti, que gostam mesmo é do brejo, inclusive um de seus nomes é Palmeira-dos-Brejos. A Palmeira, por sua vez, oca por dentro, forma a casinha perfeita para as araras.
      Toda essa região é uma área de transição do Cerrado com a Amazônia Mato-Grossense, o que faz do lugar um ambiente único para observação da fauna e da flora dos dois biomas.
      Bem, fiquem com a imagens:

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.19.43.mp4  
              

       
           
       

      Aves que nem sei o nome.
       

       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.18.25.mp4 As imagens de celular ficam péssimas, mas ao vivo até que deu para ver bem as araras, que ficam voando de um lado para outro da lagoa.
       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.18.25 (1).mp4 Era 17h30 e eu continuava sozinha no local (era sábado !!). Queria ficar lá por muito mais tempo, não enjoava nunca e a cada minuto começava a aparecer mais e mais aves, mas eu precisava tocar a carruagem para não pegar noite na estrada e também para devolver o carro na locadora até às 20h, se não teria que pagar outra diária.
      Quando eu estava saindo, um casal estava chegando, fiquei com inveja do que eles veriam por ali. Mas olha, até que não foi uma ideia ruim voltar antes do pôr-do-sol, porque na volta eu ainda consegui ver os últimos raios de sol refletidos nos paredões da Chapada. Óbvio que eu parei o carro para registrar o momento.


      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.34.41.mp4 Depois desse dia repleto de vistas maravilhosas e de muita interação com a natureza, eu cheguei em Cuiabá. Fui direto para a locadora, devolvi o carro. Chamei um uber e fui para o hostel tomar um banho, jantar e descansar.
      No dia seguinte, meus tios, vindos do interior de São Paulo, passariam em Cuiabá para me buscar e seguiríamos até a cidade de Guarantã do Norte/MT, divisa com o Pará, onde minha mãe mora. Depois eu ainda iria para Chapada dos Guimarães. Essa parte da viagem eu conto no próximo relato 😉.
      Boa viagem e até a próxima 😗

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.50.01.mp4
      WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.50.01.mp4 WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.52.09.mp4

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.18.25.mp4 WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.18.25.mp4


    • Por Anderson Paz
      Olá, mochileiro/a! O principal objetivo deste pequeno relato é compartilhar como é possível se deslocar entre as praias do norte de Alagoas usando transporte coletivo. Os objetivos secundários são passar dicas de hospedagens, praias, caminhadas e campings.
      Fique a vontade para fazer qualquer comentários, tirar dúvidas ou propor sugestões de alteração de texto. Podem me encontrar também no Instagram @viajadon_ 
       
      DESLOCAMENTOS
      - Quando se pesquisa em fóruns e blogs sobre transporte entre Maceió e Maragogi ou entre Maceió e São Miguel dos Milagres dificilmente se encontra informações sobre como fazer os deslocamentos em transporte público. Eu pelo menos tive bastante dificuldade para encontrar informações e acabei buscando ajuda ligando na Arsal -Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (já fica essa dica de opção de contato para obter informações).
      - Vamos às rotas e horários de transportes:
      ·         Aeroporto - Rodoviária: a parada fica logo na pista externa de embarque e desembarque no aeroporto. Uma pessoa que estava aguardando ônibus me informou que há 3 linhas que fazem o trajeto, mas consegui confirmar apenas duas: a 1002 (Ponta Verde) e a 1003 (Via Expressa). A passagem custa R$4,40, as saídas são frequentes e o tempo de viagem é de 1h15 mais ou menos. De Uber daria quase 50 reais.
      ·       Rodoviária - Maragogi: há uma linha regular com microônibus simples que opera nesta rota. Para pegar esse transporte, primeiro passe no guichê na parte interna da rodoviária e pague a taxa de embarque (R$3,40 se não me engano), em seguida se desloque até a baia de saída. A passagem custa R$23,50 e os horários estavam bem alinhadinhos com os da tabela de horários disponibilizada no site da Arsal (5h30, 8h40, 11h20, 13h25, 16h30 e 18h20).
      p.s.: Neste trajeto também é comum haver Bla Bla Car, mas no período em que estava, eu vi apenas como opção uns Bla Bla Car entre Maceió e Recife, que saiam por volta de R$54. Há também opção de transfers. Até cheguei ligar em um, mas não animei com o valor cobrado, R$100. Se quiser esta opção, o contato que tenho é (82) 3296-2529.
      ·      Rodoviária – São Miguel dos Milagres: não é a rota que eu fiz, mas fica aqui como bônus. O transporte (van) que se deve pegar é o que tem como destino Porto de Pedras. Os horários dos transportes estavam diferentes dos que constavam no site da Arsal. Segue abaixo os horários e os custos das passagens de acordo com o percurso.
       
      - Se você não for ficar na cidade de Maragogi, há diversas vans que saem frequentemente do “terminal rodoviário” (entre aspas porque apesar de aparecer como terminal rodoviário no Maps, é só uma praça de onde saem os transportes) rumo às praias de Barra Grande, Ponta de Mangue e Peroba. De Maragogi até Ponta de Mangue e Peroba sai por R$4. Até Barra Grande sai um pouco mais em conta.
      - O deslocamento entre Maragogi e São Miguel dos Milagres foi um pouco complexo e será explicado no DIA 4.
       
      DIA 1) Maceió a Maragogi e Ponta de Mangue
      Peguei o transporte de 13h25 e depois de 2h45 de viagem, cheguei a Maragogi. Em seguida peguei uma van ali mesmo no local onde desci do micro-ônibus e segui até Ponta de Mangue (20 min de trajeto, R$4), onde ficaria hospedado.
      A minha hospedagem foi em barraca no Camping Maragogi. Que camping maravilhoso! Praticamente na beira da praia, tem uma boa área de convivência, muitas conexões de energia, sombra em diversos pontos e ainda tem wi-fi. A cozinha tem geladeira e fogão e tudo o mais que vc precisa. Super bem cuidado. O banheiro está sempre limpo. E o melhor: o acolhimento e carinho da Josane (em especial!) e do Marcos. Recomendo demais comprar um óleo de coco e sabonetes de coco deles. Telefone de contato por Whatsapp: (81) 9470-6654.


      Depois de armar a barraca e arrumar as minhas coisas, saí para jantar. Na rodovia, próximo ao ponto onde desci da van, há dois restaurantes, um ao lado do outro, com opção de self-service. Um deles é o Ki-Sabor e o outro não tinha indicação de nome, mas no cartão de visita consta como Nossa Senhora das Dores. Acabei jantando neste último.
      Comi um prato com ovo, salada, muitaaa mandioca e feijão por apenas R$10. O preço normal lá é de R$15, mas como não pedi carne e como já era tarde deram um descontinho. Vale dizer que os donos e atendentes de lá foram super simpáticos! Lá também tem uma uma pousada simples nos fundos. Caso queira consultar, o telefone de contato é (81) 98201-8341)
       ⚠️ Antes de ir pro próximo dia, uma chamada de ATENÇÃO: no Google Maps atualmente a localidade de Ponta do Mangue e de Peroba estão invertidas.
       
      DIA 2) Ponta do Mangue e Peroba
      Meu segundo dia foi bem tranquilo no quesito de fazer turismo. Pela manhã, curti a praia de Ponta do Mangue. Próximo do horário do almoço, fui até a Praia de Peroba de carona com um casal que estava no camping.
      A Praia de Ponta do Mangue, a primeira que conheci, acabou sendo a minha favorita entre as praias próximas de Maragogi. É uma praia tranquila, pouco movimentada e sem muitas cadeiras e mesas na areia da praia. Tem bastante coqueiros e, em alguns pontos, tem restaurantes e quiosques de apoio para quem quer se sentar e consumir alguma coisa. Acho que é uma praia para todos os públicos: desde aqueles que gostam de sossego aos que gostam de ter alguma estrutura de apoio.


      Já a Praia de Peroba também é linda e um pouco mais movimentada do que a parte de Ponta do Mangue. Para mim, as duas na verdade formam visualmente uma única praia, sendo que Ponta de Mangue é a parte mais central e Peroba é o cantinho da praia, onde o litoral faz uma curva (na foto de cima é a curva da praia). 
      As duas praias, assim como todas as outras praias do litoral norte de Alagoas (ao menos as diversas que visitei), têm uma coloração de água que varia de azul turquesa a verde e são muito tranquilas para banho, especialmente durante os períodos de maré-baixa, já que a barreira de corais ao longo da costa alagoana quebra as ondas e forma verdadeiras piscinas naturais.
      Depois de curtir a praia de Peroba, fui almoçar com o casal no restaurante Ki-Sabor. A Josane recomendou o restaurante para a gente por lá ter uma boa peixada e por ser barato. Gostamos da recomendação e reservamos por telefone uma peixada. Realmente a comida estava muito saborosa, com um temperinho especial, e o preço saiu bem em conta: R$20 para cada um. Só achamos que poderia ter um pouco a mais de comida. Talvez estávamos famintos mesmo! hahaha
      Depois do almoço, voltei ao camping e fiquei por ali a tarde toda, usufruindo do wi-fi para resolver algumas coisas à distância.
      Á noite, fiquei de bobeira no camping, lendo, conversando com novos amigos e depois fiz uma tapioca para janta. Como em todas as noites seguintes, o meu roteiro basicamente foi ler e jantar tapioca, omitirei informações sobre as minhas noites nos próximos dias.
       
      DIA 3) De Ponta do Mangue até Maragogi
      Primeiro dia de caminhadas mais longas. Saí de Ponta do Mangue e caminhei até Maragogi passando por Praia de Antunes, Barra Grande e o seu Caminho de Moisés e Praia Burgalhau.

      Dessas praias, a Praia de Antunes é a que tem a maior densidade de turistas atualmente (a foto abaixo acaba não mostando isso porque já tinha passado da parte mais lotada). Eu sinceramente não entendi bem o porquê. Primeiro, a praia em si não difere tanto de Peroba ou Ponta do Mangue. Sim, tem uns restaurantes e umas barracas de apoio que devem ser bons, mas sinceramente não sei se têm muita diferença dos demais. Em segundo lugar, quem está de carro tem que parar longe em algum estacionamento pago na rodovia e seguir caminhando por estrada de terra até a praia. Por fim, nessa parte específica da praia há um banco de areia que acaba deixando o local de banho ainda mais raso durante a maré baixa. Mas enfim, talvez eu esteja sendo um pouco ranzinza no meu julgamento! 😂 Vá, compare com as demais praias e tire a sua conclusão.
       
      Em seguida na caminhada, cheguei à Praia de Barra Grande. A praia também é bem frequentada, tem alguns restaurantes e uma boa quantidade de mesas e cadeiras de praia. Não é muito diferente das anteriores.

      Em Barra Grande, fica o Caminho de Moisés, que é um estreito banco de areia que se estende mar adentro e que pode formar um belo cenário dependendo da altura da maré. Para a faixa de areia ficar mais exposta e ficar bonita na foto, é necessário que a maré esteja bastante baixa, abaixo de 0,3, o que não era o caso no período da minha visita. Ainda assim, havia uma multidão no Caminho, em uma aglomeração danada mesmo durante a pandemia. Vai entender...

      Prosseguindo a caminhada, já próximo da cidade de Maragogi, cheguei a um trecho que achei bem agradável: a Praia Burgalhau. A praia é tranquila e tem um encontro do rio com o mar que forma um belo cenário.

      Por fim, cheguei à praia da cidade de Maragogi. Essa praia foi a que menos me agradou. Sendo sincero, não é tão bonita quando comparada a outras do Brasil e se comparada às anteriores, acaba ficando feia.

      Depois dessa caminhada, foi a hora de matar a fome. Fugi dos restaurantes ali da beira da praia e fui almoçar em um restaurante na rua paralela à praia. Aqui vem uma dica de economia: nessa rua há três opções de restaurantes self-service com comida à vontade pelo preço de R$16,90 a R$18,90. Escolha o que mais te agradar. Acabei gostando mais do que já fica mais pro lado do centro da cidade (dei mancada e não anotei o nome).
      Depois da saga, fui ao “terminal de ônibus” e peguei transporte de volta à Ponta do Mangue. Passei o restante de tarde ali na praia de Ponta do Mangue.
       
      DIA 4) De Ponta do Mangue até São Miguel dos Milagres e Praia do Riacho
      Dia de sair do querido Camping Maragogi e ir até o meu próximo destino: São Miguel dos Milagres.
      A logística do deslocamento foi um pouquinho complexa e envolveu vários meios de transporte:
      Van até Maragogi; Van até Japaratinga (R$5,50 e cerca de 35 min de deslocamento); Moto-táxi da entrada de Japaratinga, onde desci da van, até a balsa para travessia até Porto de Pedras. Custo de R$10 e cerca de 20 min de deslocamento, mas com um mochila pesado nas costas, pareceu que demorou o dobro de tempo 🤣. A cada quebra-mola ou freiada seguida de nova acelerada, tinha que me esforçar para manter o equilíbrio e não cair para trás hahaha. Apesar do sufoco, procurei apreciar a paisagem ao longo do trajeto. A gente passou por uma praia mais linda do que a outra. Tive vontade de pedir para o motociclista parar em todas. Espero voltar futuramente para conhecer as praias de Japaratinga, Bessas e do Boqueirão; Balsa, que é de graça para pedestre; Carona de Porto de Pedra até São Miguel dos Milagres. Tentei pegar carona com as pessoas que estavam saindo da balsa e não consegui. Depois fui pedir informações sobre transporte até São Miguel para uma moça que estava vendendo camarão em um carro junto com o marido. Acabou que depois, quando já estava em um local esperando o transporte, eles acabaram parando e me dando carona  ❤️; Por fim, a pé de São Miguel dos Milagres até Praia do Riacho.
       
      Com essa logística toda, sai muito mais rápido, bonito e eficiente do que ir de transporte até São Luis do Quitunde e depois pegar outro transporte até São Miguel dos Milagres
      Quando cheguei em São Miguel dos Milagres, sabia que ia ter que tentar a sorte em dois possíveis campings da cidade que apareciam no Google Maps, mas que não tinham praticamente nenhuma informação disponível. Primeiro fui no restaurante/camping Peixe Frito e fui informado que não estavam funcionando como camping porque estavam sem água. Não sei se já funcionaram ou se funcionarão em algum momento, se a resposta for positiva, fujam porque a estrutura para possível camping é bastante precária.
      Depois segui caminhando, por cerca de 700 m, até o Sítio do Seu Coconha e da Dona Iuda, onde o casal de idosos me informou que não havia área de camping e que funcionavam apenas como uma atração para os turistas em passeios de buggy.
      O jeito então era seguir caminhando pela praia até a Praia do Riacho, situada a pouco mais de 2km, onde eu tinha certeza que havia um camping funcionando regularmente: o Camping dos Milagres.
      Apesar da mochila pesada nas costas, essa caminhada foi incrível devido às praias maravilhosas.  😍

      Chegando ao trecho da Praia do Riacho, fiquei deslumbrado com a beleza do local. É uma praia super sossegada com bastantes coqueiros e alguns poucos restaurantes com infraestrutura de apoio. Tem ainda uma linda foz de rio e uma igrejinha charmosa praticamente na beira da praia, que acabou me trazendo lembranças da Praia de Carneiros em Pernambuco. O pôr do sol visto dessa praia é simplesmente maravilhoso! No final das contas, foi a minha praia favorita da viagem! 🥇
       
        

      Depois de chegar ao camping, armar a barraca e organizar as minhas coisas, saí para almoçar em um quiosque que fica colado no camping e serve PFs por 15 reais. Infelizmente já era mais de 15h30 e já tinham encerrado o serviço. Fui então no restaurante ao lado do camping e os pratos para uma pessoa não me agradaram e ainda custavam o olho da cara. O jeito foi ir em um mercadinho e comprar pães, ovos e tomates, juntar com um queijo curado e folhas de moringa desidratada que estava carregando na mochila e fazer um delicioso sanduíche.
      Depois do almoço, fui curtir a praia e ver o pôr do sol na igrejinha, onde estava rolando uma cerimônia de casamento.


      Antes de passar para o próximo tópico, vale comentar sobre o Camping dos Milagres. Fica na beira da praia e relativamente perto de mercadinhos. É um excelente local para quem está de carro e com tudo o que é necessário para cozinhar, já que o lugar é bastante espaçoso e é possível parar o carro do lado de onde se vai montar a barraca. Outros pontos positivos: possui alguns cantinhos com boa sombra, número satisfatório de banheiros, limpos normalmente, e número razoável de pontos de energia. Pontos negativos: a cozinha é horrorosa (foto abaixo)! Uma palhoça suja, muito mal improvisada, onde entram galinhas. A geladeira é pequena e estava abarrotada, mesmo com o camping vazio. Tem só um fogão para cozinhar e uma leiteira à disposição (nada de panelas, pratos ou outros utensílios). O preço de 50 reais, altíssimo para o que o camping oferece. Infelizmente se paga pq não há outra opção de camping na região.
       

       
      DIA 5) Da Praia do Riacho até a Ilha de Croa/Barra de Santo Antônio, passando pela famosa Praia de Carro Quebrado
      Dia de rolezão monstro a pé! A ideia inicial era de ir caminhando até a praia de Barra de Camaragibe, o que daria uma caminhada suave de cerca de 5 km. Chegando em Barra de Camaragibe tentaria atravessar um rio a pé para chegar na Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela (como ainda não entendi onde uma termina e a outra começa ou se ambos os nomes se referem à mesma praia, citarei assim...caso alguém saiba, me fala aí, por favor 😉).

      Para executar esse roteiro, saí de tênis, camiseta regata, castanhas, amendoim e rapadura na mochilinha e uma água de 1,5L na mão. Até cheguei a pegar uma camisa de manga longa com proteção UV, mas logo pensei “hoje vai ser de boa. Não vou caminhar tanto. Uma regatinha tá tranquilo” e acabei deixando de lado.
      Assim saí para andar até Barra do Camaragibe. O caminho até a Barra é bastante bonito e inclui uma passagem pela Praia do Marceneiro, onde mais pessoas se concentram. Esse trecho da praia é bonito, mas não tanto quanto o trecho da Praia do Riacho.
      Já a parte específica da praia de Barra de Camaragibe não considerei bonita. Tem muitos barcos e as casinhas ali são bem simples e avançam muito sobre a areia.

      Seguindo adiante na caminhada, passando a parte urbana da praia, cheguei até o rio Camaragibe. Acabei me deparando com um rio largo, com boa correnteza e um trecho que parecia ser bastante fundo. Tristeza inicial ao perceber que não teria como atravessar o rio caminhando, mesmo na maré baixa, e que poderia ser um pouco arriscado atravessar a nado, ainda mais tendo que segurar uma mochila em uma das mãos. Mas logo, essa tristeza foi revertida para felicidade ao perceber que, à montante no rio, havia travessia de balsas. Pronto! Poderia conhecer a Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela.
      A travessia na balsa custa R$5 cada trecho. Na hora de pagar, o barqueiro informou que poderia pagar na volta e assim acabei deixando para pagar os dois trechos de uma vez só.

      Logo ao desembarcar, segui por uma estradinha de terra até a praia. Chegando na praia, que visão! Que lugar lindo!

      A praia de cerca de 3 km de extensão tem areia branca, mar azul turquesa e uma larga faixa de areia. O seu trecho inicial é deserto e cheio de coqueiros. Percorrendo a sua extensão com o olhar, logo se vê que há algumas construções mais para o lado de sua extremidade oposta onde se avista uma linda falésia. É uma composição bem bonita mesmo!
       

      VID_20210117_122913.mp4 Fui caminhando pela praia com a ideia de ir até a falésia e retornar. No caminho passei apenas por um casal que provavelmente estava hospedado na luxuosa Villa Entre Chaves (entra no site desse lugar para ter uma ideia do quanto é playba), aquelas construções que avistei de longe.
      Já chegando mais próximo da falésia havia mais umas pessoas jogando tênis na areia. Tênis mesmo com rede própria e marcação na areia. Eu, matutão que nunca tinha visto essa versão do tênis, fiquei um tempinho ali assistindo. Depois fui concretizar a minha meta de ir até a extremidade da praia. Aí é aquela coisa, né?! Quando atingimos a meta, o que fazemos?! Siiiim, dobramos a meta! 😂 Vi que estava relativamente perto da Praia de Carro Quebrado e resolvi ir caminhando até lá.
      A partir da extremidade da praia, percorri um trecho de cerca de 1 km, com muitas pedras e ladeado por falésias. Em alguns dos seus pontos, formam-se piscinas boas para banho. Pelo Google Maps, esse trecho é chamado de Praia de Recifes, mas não achei nenhuma informação mais específicas a respeito. Acredito que a maior parte desse trecho, só pode ser percorrido durante a maré baixa. 


      Depois cheguei até a pontinha onde se inicia (ou no caso, termina para os turistas usuais que vão à praia a passeio de buggy) a Praia de Carro Quebrado. Outra visão linda! Que felicidades de estar ali!
      Já tinha ido a essa praia em passeio há 15 anos atrás. Na época eu achei maravilhosa! A praia mais linda que então conheci em Alagoas. Ainda continuo achando uma praia linda, mas depois de conhecer diversas praias lindas com falésias no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba, e comparando-a com outras praias desta viagem, não a considero mais como uma das mais bonitas da vida (mais à frente você poderá ver uma listinha com as minhas praias favoritas nesta viagem).

      Segui caminhando até a parte onde ficam as barracas de praia. Chegando ali pedi informações para um vendedor sobre opções de transporte até São Miguel dos Milagres. Perguntei se passava transporte na rodovia ali perto da praia. Ele me respondeu que se eu fosse pegar ônibus na rodovia, eu teria que andar cerca de 14 km e que era melhor eu voltar pelo caminho que tinha feito.
      Fiquei meio hesitante com a volta pelo mesmo caminho e perguntei sobre opção de transporte a partir da cidade seguinte no litoral. Ele falou que também era uma opção e que eu teria que andar 7 km até a a Ilha de Croa e atravessar uma ponte para chegar no ponto de ônibus de Barra de Santo Antônio.
      Entre fazer o caminho de volta até a balsa de cerca de 6,5 km e andar 7 km vendo novas paisagens, preferi esta segunda opção. Comprei mais uma água com vendedor e segui caminhando.
      No caminho, já uns bons metros distante das barracas de comida e bebida onde há uma carcaça de um Fusquinha, descobri uma outra carcaça de Fusquinha e fiquei sem entender se o original que teria dado origem ao nome da praia era aquele anterior ou este. A resposta, depois de uma pesquisa aqui na internet, é que não é nenhum dos dois. 😅 Esses Fusquinhas são só firulas decorativas mesmo (se bateu a curiosidade para saber sobre a origem do nome, leia as informações neste site)


      A partir desse ponto, toda a extensão de praia até próximo de Ilha de Croa/Barra de Santo Antônio fica meio monótona, mas ainda assim bonita, com coqueiros margeando a praia. Depois dos quase 7 km de caminhada sugeridos pelo vendedor de praia, cheguei até a Ilha de Croa.
      A praia é bastante frequentada. Na minha opinião, a sua parte mais bonita fica mais para o lado da Praia de Carro Quebrado, onde há menos barracas de praia e mais sossego.

      Já cansado da caminhada, entrei na cidade e fui buscar informações sobre como chegar na parada de ônibus onde passavam os ônibus até Porto de Pedras (essa é a linha que passa pela Praia do Riacho).
      Informaram-me o local certinho, a 2,5 km de distância, e disseram que se eu fosse rápido, eu conseguiria pegar o ônibus de 16h. Ê canseira! Mas vamos lá! Depois de andar mais de 20 km, 2,5 km era só um trechinho curto." O problema é que não era uma caminhada plana, como a caminhada na praia. Tive que atravessar uma ponte longa (muito maior do que tinha projetado na mente), o sol estava torrando os miolos e ainda Barra de Santo Antônio tem um bom declive. Tudo isso juntamente com o cansaço dificultou a caminhada rápida e acabei chegando já umas 16h10 na parada.

      Como ainda estava esperançoso de o ônibus das 16h estar atrasado, fui perguntar para uns motoristas de táxi que ficam no trevo na entrada da cidade, próximo da parada, se o ônibus já tinha passado, e eles me responderam que não. Ufaaa! Que sorte a minha!
      Sentei no banco da parada aliviado e fiquei esperando. Passam-se 10 min...20 min, começo a conversar com um rapaz que chegou de uma festa para esperar uma carona ali...30 min, o rapaz já pegou a carona...40 min, mais conversa com uma moça que chegou e ia para outra cidade...1h, a moça já pegou o ônibus dela, e nada do meu. Putz! Pensei: não é hoje que volto para a Praia do Riacho!
      Depois de mais de 1h esperando, chegou um senhor motorista de táxi e começamos a conversar. Logo ele engata o assunto de que estava havendo operação da polícia ao longo daquela rodovia porque estava tendo muito assalto principalmente de comerciantes e de pessoas em paradas de ônibus. Eu respondo “Rapaz! Vim da cidade grande! Tô prevenido!". E mostro um celular velho que estava no bolso enquanto o meu de uso regular estava guardado em doleira. Alguns anos de experiência em ser furtado e várias viagens nas costas me mostraram que doleira é um dos itens mais essenciais de um viajante que gosta de fazer rolês a pé ou em transporte coletivo.
      Conversa vai, conversa vem, o senhor sugere de a gente ir para o trevo, onde estavam os motoristas de táxi mais cedo, e aguardar o ônibus ali sentados em umas cadeiras. Segundo ele, o local era mais seguro, sombreado e ainda era ponto também de parada do ônibus.
      Fomos para lá e à medida que a gente ia conversando e o tempo ia passando, outras pessoas foram chegando na roda. Algumas que aparentemente estavam de bobeira, sem muito o que fazer, acabavam ficando para conversar e outras apenas passavam, cumprimentavam, falavam rápido e seguiam para pegar o seu transporte. Fiquei pensando o tanto que o que o tempo passa de uma outra diferente nessas cidades pequenas. Nesse contexto, uma conversa com um desconhecido com cara de turistão na parada de ônibus torna-se uma quebra prazerosa no cotidiano.
      Enfim, entre as conversas, a ansiedade da espera acabou se esvaziando e o tempo acabou passando mais rápido. Quando o micro-ônibus chegou, já próximo de 18h, estava tranquilo e feliz com toda a dinâmica de interações sociais durante aquelas quase 2h de espera.
      Depois de mais cerca de 1h30 no transporte, enfim cheguei até Praia do Riacho. Mas claro que depois da minha saga durante o dia, eu não podia chegar certinho, de uma vez no destino. Acabei, distraído com umas leituras, passando uns 300 m do meu ponto e tive que voltar andando em uma rodovia escura. 🤣
       
      DIA 6) Praia do Patacho e Porto de Pedras
      Dia mais tranquilo em relação à caminhada.

      Fui até a rodovia para tentar pegar o micro-ônibus até o ponto de acesso à Praia do Patacho. Como os horários são pouco frequentes, resolvi tentar uma carona. Depois de cerca de 5 min, consegui uma. E não poderia ter sido melhor! Acabei pegando carona com o gerente de um restaurante na beira da Praia do Patacho. Ô sorte! 🥳
      A Praia do Patacho é linda demais! Não sei se foi efeito da luz e do horário, mas a água ali me pareceu ter uma coloração mais azul turquesa do que nas demais. Além disso, não tem quiosques ou mesas e cadeiras em excesso na areia e ainda tem aquela franja de coqueiros ao longo da praia. Acho que já ficou até clichê falar de coqueiros nas praias, né?! Hehehe



      Vale ainda destacar que seguindo na praia no sentido de Porto de Pedras, formam-se umas piscinas naturais com recifes de corais na parte rasa. Enfim, pude usar o óculos e snorkel.
      Depois de um tempo vendo peixinhos, resolvi ir caminhando até Porto de Pedras. Esse caminho todo é bem bonito. Perde só um pouco da beleza quando chega bem próximo à cidade.


      Porto de Pedras é uma cidadezinha tranquila, bem cuidada e charmosa, com algumas casas históricas. Como já era próximo do horário do almoço, resolvi procurar um restaurante. Na cidade não há tantas opções. Acabei almoçando no restaurante do Neto. Comi um super prato feito por um precinho camarada (R$15). Depois de almoçar, fiquei um tempinho morgando, lendo um livro ali na sombra da grande árvore na frente do restaurante.



      Depois segui até o ponto de ônibus em uma pracinha com igreja. Mais uma vez o transporte – van da linha de Portos de Pedras a Maceió - demorou a passar, mas como estava lendo e curtindo uma música, foi tranquila a espera.
       
      DIA 7) De Praia do Riacho à Praia de Sauaçuhy e caminhada até a Praia de Ipioca
      Dia de deixar o camping e partir para o meu novo destino: Praia de Sauaçuhy. Para variar, cheguei atrasado na parada e acabei tendo que esperar um bom tempo pelo transporte.
      Às 10h20, peguei o transporte e cerca de 1h20 depois cheguei em Sauaçuhy. Pedi para descer no Restaurante Sauaçuhy, onde acabei almoçando. No restaurante há opções de self-service, com prato servido à vontade, por um bom preço (a partir de R$17,90).
      Depois do meu almoço segui até o meu hostel Proxima Estación Hostel, que era praticamente de frente para o restaurante, atravessando a rodovia.
      O hostel é bem localizado, a cerca de 1,2 km da praia e próximo de mercado e comércio. Tem uma boa área de convivência, cozinha com todos utensílios, cama confortável e além disso, é super econômico. Como o quarto exclusivo para mim – não quis ficar em quarto compartilhado por conta da pandemia – saiu abaixo do usual, não acho legal divulgar. Recomendo verificar a disponibilidade no Airbnb (se ainda não usou a plataforma, acesse usando este LINK).

      Depois de deixar minhas coisas no hostel, saí para a minha caminhada do dia até a Praia de Ipioca.

      A primeira praia de passagem é a própria Praia de Sahuaçuy. Vale dizer que a praia faz parte do bairro de Ipioca, o qual já é parte do município de Maceió, Porém nem parece que você está no município. Do hostel até o bairro Jatiuca em Maceió são 25 km de distância, sendo a maior parte desse trajeto através de áreas sem grandes adensamentos populacionais. 
      Sobre a praia em si, ela tem uma faixa de areia bastante larga e é praticamente deserta. Acabou não me agradando muito. Na verdade, tanto essa praia quanto as demais que vou citar adiante não se comparam em beleza a maioria das praias do norte que citei anteriormente. 

      Seguindo em direção à Praia de Ipioca, passei pelo Hibiscus Beach Club – lugar topzeira, para quem curte chiqueza - e cheguei até a foz de um rio. Esse trechinho da praia é basante bonito e gostoso. Se fosse ficar em algum lugar na Praia de Sauaçuhy, teria escolhido ficar nesse cantinho.

      Seguindo na caminhada, entre o rio e a pontinha onde se inicia a Praia de Ipioca, passei por um trecho bastante agradável onde há algumas casas e a referência da Barraca da Cantora no Google Maps.

      Continuando, cheguei à Praia de Ipioca, uma praia gostosa com casas, restaurantes e quiosques de apoio à beira mar e ainda bons trechos de praia mais calmos, tendo apenas coqueiros. É uma boa pedida para quem quer fugir das praias mais agitadas de Maceió.



      Curti um pouco a tarde ali e depois fui à rodovia para pegar um ônibus de volta ao meu hostel. Neste trecho, os ônibus são bastante frequentes. A passagem custa R$3,40.
       
      DIA 8 ) De Praia de Sauaçuhy a Praia de Sonho Verde passando pela Praia de Paripueira
      Mais um dia de caminhada suave, dessa em direção a praias ao norte da Praia de Sahuaçuy, no caso as praias de Paripueira e Sonho Verde.

      O primeiro destino, a Praia de Paripueira, acabou me gerando sentimentos ambíguos. Não curti nenhum pouco a sua parte onde a maioria dos banhistas se concentram. Não achei bonita a grande largura de areia ali e a coisa de haver meio que uma lagoa de água empoçada, seguida por uma baixa de areia, e depois o mar. Fica difícil de visualizar pelo texto, mas dá para ter uma ideia pela foto abaixo.

      Já a parte da praia mais ao norte, indo no sentido da Praia de Sonho Verde, eu achei super agradável.

      Passando esse trecho, cheguei à extremidade da praia, um ponto onde há bastante pedras. A partir dessa pontinha da praia, há tantas pedras, que se forma uma “praia” de cerca de 500 m de extensão, conhecida como Praia da Pedra.

      Passado esse trecho nem um pouco bonito e ainda assim abrigando algumas mansões incríveis, chega-se à bela Praia de Sonho Verde. Acho que de todas as praias dessa região dentro do município de Maceió ou em suas proximidades (Paripueira já é ouro município), essa foi a que eu mais curti. Tem barracas de apoio e uma franja de coqueiros linda! Mais um excelente refúgio para quem quer fugir da muvuca de Maceió.

      Tomei banho de mar e curti ali durante um tempinho e depois voltei caminhando até a Praia de Paripueira, onde parei para almoçar na Barraca da tia Maria, uma casinha metade amarela e metade branca, no trecho da praia mais para o lado da Praia de Sonho Verde. Para quem está caminhando pela praia um outra referência é uma placa de Área de Proteção Ambiental do ICMBio e a casinha Acarajé da Maria.
      Comi um excelente prato feito com posta de peixe frito, super barato. Sério! O prato era muitooo bem servido e custou apenas R$12. Depois de me empanturrar fui andando até a rodovia para pegar uma van de volta ao meu hostel (passagem a R$3).

       
      DIA 9) O dia da volta
      Depois de 8 dias incríveis, era a hora de voltar para casa. =(
      Na rodovia passam com frequência vans com destino à rodoviária de Maceió. Acabei pegando um carro particular. Se não me engano paguei 10 reais para o motorista desviar a rota dele e me deixar na rodoviária. Lá peguei o meu último ônibus até o aeroporto.


      RESUMO GERAL DO RELATO COM DICAS
      - Dá para fazer tudo de transporte coletivo. Atente-se apenas aos horários para não ficar esperando muito tempo nos pontos.
      - As praias do norte de Alagoas são incríveis! Particularmente curti mais as próximas de São Miguel dos Milagres do que as próximas de Maragogi.
      - Se tiver tempo, conheça as praias de Japaratinga, Bessas e do Boqueirão. Elas me pareceram muito lindas, observando-as de longe durante o meu trajeto de moto até a balsa para Porto de Pedras.
      - Acompanhe a tábua de marés para saber as melhores horas dos seus passeios. Isso vale especialmente para o passeio pelo Caminho de Moisés possível apenas marés super baixas.
      - É possível fazer uma excelente viagem. Gastando muito pouco, especialmente em comida, que é super barata.
       
      PRAIAS FAVORITAS
      1) Praia do Riacho
      2) Praia dos Morros/Praia Ponta da Gamela
      3) Praia do Patacho
      4) Praia de Carro Quebrado
      5) Praia de Ponta do Mangue
       
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Ficou com dúvidas na hora de planejar sua viagem para Ubatuba no litoral do estado de São Paulo? Neste artigo você confere todas as informações necessárias para ter uma experiência incrível ao visitar as lindas praias de Ubatuba!
      Ubatuba é um lugar que sempre estará perto do meu coração.
      É onde passei os verões da minha infância, onde aprendi a surfar e onde vivi a maior parte das minhas aventuras da juventude. 
      Então, se você tiver a chance de ir, é um lugar que eu sei que você não se arrependerá de visitar.
      Afinal, com sua imensa variedade de praias, Ubatuba é um dos melhores destinos litorâneos do Brasil. E não só é o lar de praias deslumbrantes, mas também de uma abundância de natureza preservada (e selvagem!) … como a Mata Atlântica que se estende por toda a área.
      E com mais de 100 quilômetros de litoral, Ubatuba é uma região à qual você terá que voltar muitas vezes se quiser explorar todas as belezas que possui. E acredite em mim: você definitivamente vai querer voltar!
      (OBS: Eu também fiz um mapa marcando todos os lugares em Ubatuba para visitar incluídos neste artigo. Você pode encontrar esse mapa aqui ou abaixo na seção “o que fazer em Ubatuba”!)
       
      Continue lendo: Guia Completo para Visitar Ubatuba no Brasil
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