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Boa tarde, mochileiros!

Pretendo fazer uma viagem em agosto de 4 dias a mendoza e não acho informação recente em lugar nenhum... 

Sabem dizem como faço pra ir de mendoza a las lenas? Se os pacotes disponiveis no site de las lenas inclui ja os equipamentos ou é so o valor de entrada? Como encontro guias para ir ao concaragua? Quais vinhedos tem melhor custo beneficio? Melhor forma de me locomover na viagem?

Heeeelp!!

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A melhor maneira seria locar um carro.. não é caro e a gasolina é barata; as vinícolas ficam muito longe de Mendoza então creio que ter sua condução seja a melhor opção... outra ideia é pegar um motorista-van que fique a sua disposição, assim não precisa se preocupar em beber e dirigir.

Sobre as vinícolas, isso é muito relativo porque depende do seu gosto pessoal.. eu gosto muito da Vinã Cobos e da El Enemigo.. porém tem gente que acha sem graça ou muito caro. Veja o tipo de passeio que você está procurando!

O que é concaragua? Seria Aconcágua? Se sim, você pode ir até lá de carro.. não precisa de guia etc, pois você não vai subir o morro (eu imagino)

Por fim, Las Leñas fica a 4 horas de Mdz, salvo engano, então só de carro para chegar lá! E sobre os equipos-entradas, no próprio site deve ter especificado o que está incluso no valor.

Abs e boa viagem.

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Aconcagua sim hahaha para conhecer o parque nao precisa de guia? 

Quanto a locacao de carro, voce reservou antes de chegar? Tem alguma indicação?

Quanto a las lenas o site nao especifica, por mais estranho que pareça :(

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Sim, reservei daqui..assim voce ja chega no aeroporto e retira o carro..mais pratico do que fazer tudo la.

E no site existe uma aba para aluguel dos equipos..então provavelmente é cobrado a parte.. porém melhor ligar la ou mandar email pra confirmar.

  • Obrigad@! 1

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@Debora PedidosYa Em agosto deve ter muita neve na região do aconcagua, quando fui o parque estava totalmente tomado por ela, o parque estava fechado. 

Las lenas é muito caro mesmo, aluguel de equipamentos é à parte(vc inclusive paga o teleférico). Funciona assim, o pase dá direto ao teleférico, os equipamentos e as roupas se não tiver eles alugam para você). O pase de um dia está 1930 pesos e o aluguel diário de equipamentos standard mais ou menos 870 pesos por dia, as roupas é à parte.

Tem a estação de esqui de Penitentes  (bem mais perto de mendoza), so em estrada asfaltada(las lenas tem trechos em ripio)que tem uma pista boa também,  com vários hoteis(no complexo e fora dele), os preços são um pouco melhores que LN.

  • Obrigad@! 1

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@Debora PedidosYa Las Leñas não é uma cidade,são apenas teleféricos para esquiadores com infraestrutura abaixo.Só abre na temporada,depois fica um ou outro comérco aberto,sobretudo no verão,quando conheci e é lindo.

Para entrar no Parque Provincial do Aconcágua é obrigatório registrar antes a subida e ser acompanhado por guia.Se não fizer isso,só é possível conhecer a lagoa,mas nesse caso,sim ou sim,terá que ser no verão,pois agora está tudo congelado.

  • Obrigad@! 1

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1 hora atrás, casal100 disse:

@Debora PedidosYa Em agosto deve ter muita neve na região do aconcagua, quando fui o parque estava totalmente tomado por ela, o parque estava fechado. 

Las lenas é muito caro mesmo, aluguel de equipamentos é à parte(vc inclusive paga o teleférico). Funciona assim, o pase dá direto ao teleférico, os equipamentos e as roupas se não tiver eles alugam para você). O pase de um dia está 1930 pesos e o aluguel diário de equipamentos standard mais ou menos 870 pesos por dia, as roupas é à parte.

Tem a estação de esqui de Penitentes  (bem mais perto de mendoza), so em estrada asfaltada(las lenas tem trechos em ripio)que tem uma pista boa também,  com vários hoteis(no complexo e fora dele), os preços são um pouco melhores que LN.

Hmm obrigada!! Nao conhecia essa! E pra ir ate ela tem onibus com precos baixos? @casal100

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@Debora PedidosYa Fui de carro próprio. Como a estação de esqui de Penitentes fica próximo de puentes del inca, os ônibus devem parar lá. Ou mesmo agência deve ter passeio para lá. 

Na região de puentes del inca tem opção de hospedagem bem em conta. E próximo tem uma pequena estação de esqui do exercito argentino con preços bem camarada, pra quem vai aprender é bem legal. (Não sei se ainda existe essa estação de esqui ).

Como chegar a penitentes:https://www.rome2rio.com/pt/s/Puente-del-Inca/Mendoza

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    • Por Thalles33
      Tô passando pra avisar que mês que vem "outubro" vou fazer uma trip épica rumo a Argentina bem "mão de vaca" pegando caronas, barraca e etc ..
      Já te adianto que vai ser tri 🛣️🌄⛰️
      Fico pilhado? Ta afim de ir? van bora!! 

    • Por Danilo Gabriel
      Uma viagem de 5.470 km de carro para conhecer a Cordilheira dos Andes.
      Mendoza, Ruta 52, Cristo Redentor de Los Andes.
      PARTIDA PARA A GRANDE AVENTURA
       https://www.youtube.com/watch?v=uVHc7Qqjovw&t=24s
       
      “Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir. (Amyr Klink)”
      Dia 23 de dezembro de 2018, um domingo, foi o dia escolhido para o inicio da grande aventura, malas prontas, mapas impressos, veículo revisado, bike fixa no transbike e a ansiedade toma conta de nós. Primeiro dia percorremos quase 900 km, a parte mais longa de toda viagem, com estradas sinuosas, subidas e muito calor.
                  Minha esposa Elizete, preparou os lanches e bebidas para passarmos o dia na estrada, e logo ao clarear do dia partimos de Blumenau rumo a São Borja no Rio Grande do Sul.
                  Optamos em fazer pequenas paradas aproximadamente entre 200 e 250 quilômetros percorridos, para ir ao banheiro, abastecer e fazer nossos lanches.
                  Cada quilômetro percorrido é possível ver a mudança de hábitos e costumes nos locais que vamos passando. Primeiro vem a subida para a região serrana com suas Araucárias exuberantes por toda parte. Quando paramos em Lagoa Vermelha já no Rio Grande do Sul, o sotaque gaúcho fica evidente, e apesar do muito calor, é comum ver os gaúchos com o tradicional chimarrão.
      Encontramos uma linda e sombrosa árvore na cidade de Lagoa Vermelha e nesta sombra paramos para fazer um lanche caprichado. Hora de conferir se a bike continua firme no transbike, ela vai ser essencial para eu conhecer lugares míticos na Argentina.
                  Conforme vamos avançando em território gaúcho, muitas fazendas com plantações de um verde marcante vão surgindo, o vento faz um balançar nessas plantações parecendo pequenas ondas no mar. Muitas borboletas voam tranquilamente desafiando o trânsito, e infelizmente muitas acabam se chocando contra os veículos.
                  A viagem segue tranqüila pela RS 285, pois muitos já estão no litoral nesse dia e o transito é abaixo do esperado. Chegamos fim da tarde em São Borja, local escolhido para nossa parada de pernoite. Hospedamos-nos na Pousada Hotel Imigrantes, bem na entrada da cidade, local singelo, mas tranqüilo e aconchegante.
      São Borja é uma das cidades mais importantes da histórica política brasileira. É onde nasceram os ex-presidentes da República, Getúlio Vargas e João Goulart. Fundado em 1682 pelos padres jesuítas, o município faz fronteira com a cidade de Santo Tomé, na província de Corrientes, Argentina. 
                  Ao cair da tarde o som das cigarras é estridente e o pôr do sol mais parece uma pintura, e majestoso o sol vai saindo dando lugar a uma noite estrelada.
                  Para tirar o cansaço da viagem e esticar um pouco as pernas, pego minha mountain bike e dou uma pequena volta pela simpática cidade. A noite vamos de carro a procura de uma lanchonete, e logo em seguida voltamos ao hotel para descansar, pois o próximo dia promete, vamos entrar na Argentina.
                  Partimos antes das oito horas, mas o céu azul e o sol raiando indica que teremos mais um dia de muito calor. Eu e minha esposa já saímos de casa com resfriado, causando um pouco de mal estar, mas não impedindo de desfrutar o lindo trajeto e descobrir nomes não comuns de algumas cidades que vamos passando, como a cidade de Não-Me-Toque no RS.
                  Saindo de São Borja ficamos na dúvida se atravessamos pela ponte internacional e já adentramos em Santo Tomé na Argentina ou se continuamos em terras brasileiras até Uruguaiana, a distância é a mesma, mas com algumas informações colhidas na internet, decidimos ir por Uruguaiana.
      Os motivos que nos fez decidir por este caminho de 180 km foi os seguintes:
      * Por Uruguaiana não tem pedágio (na ponte Internacional em São Borja ouvimos dizer que o pedágio é de R$50,00)
      *Dizem que a policia no lado Argentino nessa região é tendenciosa a cobrar propina.
      Infelizmente a estrada de São Borja até Uruguaiana está em péssimas condições, muitos buracos e mal conservada, e se não bastasse isso, sobre o rio Ibicuí na divisa da cidade de Itaqui com Uruguaiana existe uma ponte que antigamente era ferroviária (imagina a idade dela) e foi transformada em mão única sua travessia, com controle de sinaleira nas cabeceiras para não dar problema de encontros inesperados. A espera para passar por ela foi pouca, o que nos deixou com medo foi verificar a deterioração desta ponte. Inclusive somente após passar por ela e que fomos pesquisar sobre a mesma, pois ficamos indignados com seu mau estado. Olha que encontrei em nota oficial no site da AMFRO.
      Ponte Ferroviária adaptada à rodovia BR 472, existente sobre o Rio Ibicuí, na divisa dos Municípios de ITAQUI e URUGUAIANA”, por unanimidade, decidiram encaminhar a V. Ex.ª o presente ofício, expondo e vindicando o que segue:
      1 – Dado ao entendimento que é elevado o grau de degradação em que se encontram as partes de alvenaria e algumas peças metálicas que compõem a antiga Ponte, em especial, quanto a resistência dos materiais frente à demanda pelo tráfego de cargas pesadas.
      2 – Temerosas com a deterioração, desgastes e ondulações (hoje observados a olho nu, inclusive por leigos), muitas pessoas entendem que é forte a possibilidade d’a Ponte repentinamente ruir, pela falência estrutural e de materiais.
      Olhando por este lado o pedágio de R$50,00 seria mais indicado...mas é um tanto duvidoso este valor, será que não estão explorando sabendo que por segurança a maioria dos veículos acabam passando pela ponte internacional de São Borja???
      Já sobre a policia corrupta não temos mais informações, fomos parados muitas vezes até chegar em Mendoza, mas próximo a fronteira somente uma vez, e sem exceção sempre fomos abordados com educação pela policia. Na maioria das paradas era solicitado somente documento de identidade e documento do veículo. Em uma parada tive que fazer bafômetro, em outras pediam um dos itens de segurança, alguns ficavam curiosos com a bike em cima do teto, queriam saber por onde andaria, quantas marchas tem a bike, etc...Realmente não tivemos nenhum incomodo com a tal policia corrupta, que por sinal também tem no Brasil.
       
      ENTRANDO EM TERRITÓRIO ARGENTINO
       
                  Após percorrer os caóticos quilômetros até Uruguaiana, finalmente chegamos a Aduana, iríamos cruzar a fronteira, para nós era tudo novidade.
                  Uma fiscal da Receita Federal da Argentina que veio conferir os documentos do veículo me mandou encostar ao lado e solicitou uma declaração da bike que estava levando, lá fui eu atrás da sala da Receita Federal do Brasil, que ficava bem próxima solicitar a tal declaração. Chegando lá expliquei o que me pediram, levei a nota fiscal da minha bike, e a chefe do setor brasileiro disse que não faria, pois a nota não ultrapassava dois mil dólares na conversão da moeda, e abaixo deste valor não é necessário a tal declaração. Entendi como uma picuinha entre eles, mas não queria ser alvo desse desafeto. Pedi educadamente que ela explicasse isso para a fiscal argentina, e ela se levantou e foi mesmo lá explicar, e ficou entendido entre elas que poderia passar sem fazer a declaração, se por acaso a policia me questionasse era para mostrar a nota fiscal, mas em nenhuma situação precisei mostrar a nota fiscal.
      Fizemos a migração, guardamos os comprovantes para mostrar na saída do país, e finalmente percorremos os primeiros quilômetros em terras argentinas.
      A qualidade das estradas mudou rapidamente, melhorando consideravelmente na Argentina. Muitas vias de concreto, autopistas bem sinalizadas, com limites de velocidade bem diferente do Brasil, algumas com limite de 140 km. Começava as infinitas retas, muitos quilômetros de retas, planícies intermináveis, nem de binóculo você conseguiria enxergar algum morro mais distante. Trechos de até 100 km sem ter posto de combustível, por isso é muito importante não deixar baixar de meio tanque.
      O que nos deixou impressionado foi o pouquíssimo movimento de veículos, em certa parte da viagem, em uma pista simples que o acostamento era de gramado, paramos e fizemos algumas fotos e uma rápida filmagem bem no meio da pista, e durante estes minutos nenhum carro passou por nós.
      Muito interessante você num instante está falando com pessoas em português, passa uma fronteira, e muda a língua e costumes em questão de metros percorridos.
      Nosso objetivo nesse segundo dia de viagem era chegar até a pequena cidade de Saturnino M Laspiur, município de Córdoba. Mas antes de chegar lá passamos por alguns lugares interessantes. O Túnel Subfluvial Raúl Uranga, anteriormente conhecido como Túnel Subfluvial Hernandarias, é um túnel rodoviário submerso que liga as províncias de Entre Ríos e Santa Fé na Argentina, cruzando o rio Paraná entre a capital de Entre Ríos, Paraná, foi inaugurado em 1969.
      Em Santa Fé o GPS nos orientou pelo caminho mais curto, e nos levou a cruzar o centro da cidade até chegar na Ruta 158. Observamos muitos pedintes nas sinaleiras, inclusive muitos jovens, alguns mal encarados e duvidosos nas suas atitudes. Sem chances de parar, pelo menos na região que passamos.
      Diferente da região gaucha onde tinha muitas borboletas, começamos a encontrar muitas libélulas, a frente do carro e a bike ficaram com muito desses insetos grudados no fim do dia. Mais próximo do fim da tarde, começamos a observar muitos pássaros em revoada, saindo do meio das infinitas plantações ao lado da rodovia. Também é comum ver uma espécie grande de gavião que fica na beira das estradas.
      No fim da tarde chegamos na cidade de Saturnino, um pequena cidade agrícola, muito simpática e com uma bonita praça central. Ficamos na hospedaje Quique, que encontrei por acaso no Google maps. Eles não possuem site, consegui contato através do Facebook e tem uma boa recomendação, e realmente surpreendeu o aconchego desse lugar, com camas confortáveis e um bom ar condicionado, e claro um bom preço. O Sr. Quique é uma pessoa simples, querido e receptivo, e o mascote dele foi um show a parte, um cachorro que foi nos recepciona no carro com uma pinha na boca, é lógico que queria brincar, a Nadine jogou a pinha mais adiante e o cachorro foi buscar de imediato e voltou e largou a pinha nos pés dela pedindo mais....ele não cansava da brincadeira, mas nós estávamos exaustos.
      Para relaxar as pernas fui dar uma pequena volta de bike pelas ruas da cidade, que em poucos minutos foi possível percorrer toda cidade. Claro que não poderia deixar da fazer uma foto bacana na praça da cidade, ao lado de um antigo canhão de guerra com a bandeira da Argentina ao lado, meus primeiros quilômetros de bike pela Argentina. A Elizete e a Nadine também aproveitaram para caminhar na praça e fazer algumas fotos.
      O Natal mais diferente de nossas vidas, dia 25 de dezembro acordamos revigorados e prontos para pegar a estrada por mais 720 km até Mendoza, mas um pequeno imprevisto logo cedo. Ficamos esperando o Sr. Quique abrir a sala de refeição para o desayuno (café da manhã) e ele preocupado veio nos informar que somente durante dois dias do ano não é servido o café da manhã, sendo dia 25 de dezembro e 01 de janeiro, justo os dias que pernoitamos ali....que coisa!!! Mas isso não nos desanimou, apesar de não termos nada para comer seguimos viagem até encontrar um posto com conveniência. Algo que chamou nossa atenção é os lanches nas conveniências, que tem de vários formatos (quadrados, retangulares, duplos, triplos) mas sempre os mesmos sabores, queso y ramon crudo ou cozido (queijo e presunto cru ou cozido) Simplesmente não encontramos outros tipos de lanches. Outra coisa que presenciamos muito é cachorro por toda parte, comum ter dentro dos postos, da conveniência, no banheiro, nas praças.
      Seguindo nosso caminho, neste dia já na ruta 7 passamos pelo Arco del Desaguadero (Entrada San Luis - Mendoza) também conhecida como Tierra del Sol y del Buen Vino, e nos dias que estivemos em Mendoza pudemos presenciar o sol com todo seu esplendor, e claro que fomos conhecer uma Bodega (vinícola) e tomar o bom vinho.
                    Após tantos quilometros de reta, a emoção foi tomando conta quando começamos a avistar uma silhueta de montanha, a Cordilheira dos Andes. Muitas vinículas foram surgindo pelo caminho, Mendoza estava próximo!   Foi emocionante entrar na cidade, passando pela avenida San Martin, toda arborizada num contraste de construções antigas com outras mais novas, belas e bem cuidadas praças. Chegamos com facilidade no hostel e tratamos de descarregar o carro e fomos as compras no mercado bem em frente ao hostel. Optei por um quarto que tinha sua própria cozinha e banheiro, o hostel Departamentos Avenida San Martim nos agradou bastante.                      Ja a noite quando estávamos nos preparando para dormir, próximo das 22:00 horas começamos a ouvir galhos batendo contra o telhado e barulho de vento, e quando saio do quarto para verificar o que esta acontecendo, levo um susto com o tanto de vento e logo em seguida uma forte chuva desaba, e para deixar mais dramático, muito granizo acompanha a chuva. Nosso carro está estacionado na rua, e fico muito preocupado com o tanto de granizo que cai incessante. Saio catando os tapetes da entrada do hostel para por em cima carro, mas claro que não resolve muita coisa. Em uma cidade em que a quantidade de chuvas de um ano é pouco mais do que a de um mês no Rio Grande do Sul, Mendoza vive praticamente da água que vem do degelo da Cordilheira dos Andes. Por toda cidade se veem canais na calçada por onde circula água para hidratar as árvores e jardins, e a chuvarada que presenciamos acaba inundando alguns canais, e tenho que sair debaixo do granizo para muda o carro de lugar. Interessante que apesar do caos causado por tanta chuva, os mendocinos continuam circulando de carro e ônibus normalmente, como se nada estivesse acontecendo.           Ao amanhecer levanto e curioso saio para dar uma volta de bike ao redor, e o  que vejo é as estradas cobertas de folhas, que de certa forma protegeram um pouco o carro. O céu se pronuncia num azul de brigadeiro. Em toda a zona central da cidade existem árvores gigantes fechando as ruas por cima e criando um ambiente muito agradável de sombra, numa terra em que o calor é considerável. Refrescam o verão e, ao perderem suas folhas no inverno, deixam o fraco sol de inverno entrar pelas ruas largas, aquecendo os ânimos. Os mendocinos curtem a vida, um bom lugar para comprovar isso é a rua Sarmiento tomada por um mar de guarda-sóis coloridos e mesinhas nas calçadas, onde eles gostam de se reunir, seja para saborear uma empanada assada em forno a lenha com uma taça de vinho, ou para um almoço completo, ou ainda para tomar algo, como dizem por lá.                       No dia 26 decidimos não andar de carro, ficamos o dia todo caminhando pela cidade, assim conhecendo com mais detalhes esta linda cidade. Deliciamos-nos com muitos sorvetes, que são excelentes!!! Depois de experimentar muitos sabores, elegemos o de limon granizado como o mais interessante. Almoçamos na rua Peatonal Sarmiento, que tem muitas opções de restaurante. No transito de Mendoza encontramos alguns veículos bem antigos, alguns citroen 3CV, o pequeno motor bicilíndrico refrigerado a ar de 602 cm3 e pouco mais de 30 cv, também encontramos alguns Fiat 600 (igual o carro usado nos filmes do Mr.Bean)  inclusive fiz uma foto ao lado de um, me senti um gigante perto do carro. Mendoza tem regras próprias, como a siesta e o horário do jantar, bem tarde, Em Mendoza existe a tradicional "siesta” que é das 13h00 às 17h00 onde todo o comércio da cidade se encontra fechando, retornando às suas atividades após as 17h00. Nesse horário a cidade parece abandonada, pode-se atravessar as ruas de olho fechado, ninguém circula durante a siesta. Achei bem tranqüilo pedalar por Mendoza, mesmo com trânsito, se mostrou mais seguro que na minha cidade de Blumenau.                Também fizemos boa parte do cambio do Real para o Peso Argentino em Mendoza, bem próximo a Peatonal Sarmiento.             O trecho de três quadras que liga a Plaza Independência à Avenida San Martín é um dos mais belos passeios de Mendoza. Ao longo de três quadras, com circulação apenas para pedestres, você poderá caminhar em meio ao verde das grandes árvores, sentar-se em gazebos aconchegantes ou simplesmente ver a vida mendocina passar. A rua é repleta de bares e restaurantes, com mesas ao ar livre, para todos os gostos. Lá o movimento vai do início da manhã ao final da noite. É difícil escolher onde sentar-se. Com sorte, você poderá ver um bom show de rua, sempre com boa música, que acontecem por lá, e nós paramos para apreciar uma linda apresentação de um violinista, que encantou nossa filha Nadine, que estuda música e toca violino.
                  Voltamos ao hostel para fazer nossa janta, tomar a popular cerveja Quilmes e o delicioso refrigerante Pritty limón. Hora de dormir e aguardar o próximo dia, dia de explorar a cordilheira dos Andes.
       
      RUTA 52 – CORDILHEIRA DOS ANDES
      A Ruta Provincial 52 é uma continuação da Av. General San Martín, uma longa avenida que atravessa a cidade de Mendoza. Ao sair da área urbana a paisagem se torna desértica, com vegetação típica de climas áridos, e a estrada possui uma reta imensa, com cerca de 15 km de extensão. As únicas construções existentes neste longo trecho sem curvas são uma fábrica de cimento e a unidade engarrafadora da água mineral Villavicencio, uma das águas mais conhecidas na Argentina, cuja fonte se encontra na Reserva Natural que originou o seu nome.
      No meio do caminho há uma espécie de portal com pedras pintadas de branco, que são ruínas do Monumento Histórico de Canota, construído em 1935 em homenagem ao General San Martín, pois foi neste local que ele, em 1817, tomou a decisão de separar em duas partes seu exército de 5 mil homens para cruzar os Andes rumo ao território chileno. Pouco depois deste monumento termina a grande reta e a estrada, que se torna mais estreita e com um pavimento um pouco mais precário, começa seu caminho sinuoso rumo às montanhas da pré-Cordilheira. Este caminho, que antigamente era a única ligação entre Mendoza e Santiago, é popularmente conhecido como estrada das 365 curvas ou Camino de Las 365 Curvas.
       A Cordilheira dos Andes é uma vasta cadeia montanhosa, formada por um sistema contínuo de montanhas ao longo da costa ocidental da América do Sul. A Cordilheira dos Andes protege o continente Sul americano de todas as correntes marítimas, por isso influencia tanto em nosso clima. Seu relevo é abrupto, planalto e, na maior parte coberto de gelo. Há vulcões em atividades, é a maior cadeia de montanhas do mundo (em comprimento), e em seus trechos mais largos chega a 160 km do extremo leste ao oeste. Sua altitude média gira em torno de 4000 m e seu https://www.youtube.com/watch?v=uVHc7Qqjovw&t=24s ponto culminante é o monte Aconcágua, com 6 962 m de altitude. A cordilheira dos Andes se estende desde a Venezuela até a Patagônia, atravessando todo o continente sul-americano.                A expectativa era grande por esse dia, um dos principais pontos turísticos que estava em nosso roteiro. Saímos cedo para percorrer aproximadamente 40 km de carro até reserva natural Villavicencio, ponto onde eu continuei de bike até Uspallata, pedalando mais 57 km com 1.880 metros de elevação, e alcançando a altitude máxima de 3.000 metros, subindo ininterruptamente 25 km, a subida mais longa que já fiz na minha vida. Só para ter uma idéia, a serra do Rio do Rastro tem aproximados 16 km de subida.           A medida que ganhava altitude, a vegetação ia diminuindo, a cada curva um suspiro de admiração, uma paisagem ímpar e maravilhosa, aos poucos a imponente Cordilheira dos Andes se mostrava mais.                Elizete e a Nadine estavam encantadas com a beleza do lugar, e assim fomos avançando montanha acima, elas indo de carro e acompanhado minha saga de subir essa longa montanha de bike. Boa parte do trajeto é seguro e fácil de passar de carro, somente tem que ficar atento a alguma pedra que pode rolar montanha abaixo. Paramos várias vezes para contemplar a paisagem, muitas fotos para ficar registrado. Como diz o popular ditado, uma fotografia pode valer por mil palavras, assim pode-se definir as fotos desse lugar mágico.         Mais ou menos na metade da subida surge um imprevisto, avisto de longe o carro parado e elas olhando para o pneu, uma pedra causa um rasgo no pneu traseiro. Mas isso não é motivo para reclamar ou desanimar, tivemos que tirar toda bagagem do porta molas para poder trocar com o pneu de reserva, mas fizemos a tarefa nos divertindo e rindo da situação, sabendo que seria um causo para contar posteriormente. Feito a troca seguimos viagem, e logo a frente avistamos os primeiro Guanacos. “O guanaco, assim como a lhama, é um mamífero ruminante da América do Sul. Ao contrário das outras espécies de camelídeos, este animal tem pelagem mais curta, podendo passar quatro dias sem água. Vive em grandes alturas, próximas aos 4 000 metros.”                A medida que nos aproximamos dos 3.000 de altitude, á paisagem muda rapidamente, parecendo mais uma região de deserto, praticamente nenhuma espécie de vegetais. Paramos mais uma vez num local com uma vista espetacular da cadeia de montanhas, e ali fizemos um agradecimento a Deus por poder estar nesse lugar, ficamos escutando o som da montanha com o vento batendo, e a impressão que temos é que estamos mais próximos de Deus. A Nadine aproveita o momento para tocar seu ukulele e juntos cantamos a música Ousado Amor.   “ ...Traz luz para as sombras, escala montanhas pra me encontrar, derruba muralhas destrói as mentiras pra me encontrar...”
                 
                  O cume da ruta 52 está a 3.000 de altitude, e nesse ponto apesar de estarmos em pleno verão a temperatura já é bem baixa e com a presença de um vento muito gelado. Ao redor a magnífica imagem de montanhas congeladas. Bem no topo tem um monumento denominado Cruz Del Paramillos, onde fizemos algumas fotos e iniciamos a longa decida até Uspallata. As meninas sentem com a altitude, a Nadine chega a pegar no sono sem perceber, e a Elizete também tem momentos de sonolência e um pouco de dor de cabeça.
      Nesse ponto a bike atinge facilmente 60 km e avança muito mais rápido que os carros, e diferente da subida que tinha 365 curvas a descida tem longas retas e curvas leves, o freio é usado somente para aliviar a velocidade e esperar que as meninas não fiquem muito distante, pois fico preocupado com o sintoma delas.
      Chegando na pitoresca e simpática cidade de Uspallata, vamos almoçar no restaurante El Rancho, comida deliciosa mas bem mais caro do que vínhamos pagando. A preocupação era arrumar o pneu do carro que furou no caminho, e por coincidência tinha uma borracharia bem ao lado do restaurante. Desse ponto em diante a bike volta para o transbike (mas deu uma vontade enorme de continuar de bike, quem sabe numa próxima...) e seguimos rumo a Las Cuevas, última cidade antes da fronteira com Chile.
      O caminho até Las Cuevas segue pela ruta 7 e com 84 km a serem percorridos, saindo de 1800 metros até alcançar 3200 de altitude. A paisagem é de tirar o fôlego, é impossível não nos sentirmos pequenos frente a tamanha magnitude da Cordilheira dos Andes. Impressionante a mudança de cores que se seguem em cada montanha, tons de verde, outros cinza, marrom claro e muitas outras tonalidades. O trajeto em si não é de extremo perigo, o trânsito é tranqüilo nessa época, mas exige muita atenção. Há alguns trechos em que um deslizamento de terra ou pedra perece iminente. No inverno por causa das nevascas é obrigatório ter correntes para passar nessa região. Atravessamos alguns túneis estreitos, e enfrentamos bastante vento, teve momentos que fiquei preocupado se o rack do teto iria suportar, ficava dando uns estalos fortes. Passamos por alguns cicloturistas com seus alforjes carregados, numa velocidade baixíssima, lutando contra o vento e as longas subidas. Para alguns isso pode parecer loucura, mas a sensação de liberdade e de conquista parece como estampado em suas faces, uma odisséia de respeito.
      Chegamos quase fim da tarde em Las Cuevas, o céu com um intenso azul, sombra em quase toda cidade que é encravada entre os Cerros Tolosa (5.432 m) e Navarro (4.547 m), o sol batendo nos picos das montanhas, muito gelo por toda parte, uma paisagem surreal.
       
      CRISTO REDENTOR DE LOS ANDES
       
                  A poucos quilômetros da fronteira com a República do Chile, Las Cuevas é uma alternativa diferente, em uma paisagem imponente. Lugar ideal para ambientação de quem vai escalar o Aconcagua. Las Cuevas é um pitoresco povoado de alta montanha. Entre seus atrativos se destacam suas casas de estilo nórdico e escandinavo, feitas com troncos e pedras. Uma de suas construções mais características é um edifício com um grande portal que era caminho obrigatório para o Chile.
      Nós escolhemos ficar no hostel Portezuelo Del Viento, onde o Juan Pablo nos atendeu muitíssimo bem. Foi o local que mais gostamos de ter ficado hospedado, o atendimento nota dez, ambiente rústico mas acolhedor, fica de frente para a entrada do caminho ao Cristo Redentor de Los Andes. Assim que chegamos e descarregamos as malas, Pablo nos alertou que a temperatura cairia rapidamente ao anoitecer, e após tudo arrumado no quarto resolvemos ir para fora tirar umas fotos, e realmente já estava muito frio, um vento cortante que gelou o corpo rapidamente. O hostel é muito bem equipado com aquecedores, deixando super agradável o ambiente, sem falar as histórias que Pablo contava com muita empolgação, relatando algumas aventuras de escalada ao Aconcágua, no qual ficamos sabendo que ele é um conhecido e renomado guia de escalada.
      Arrependi-me de não ter ficado mais um dia nesse local e explorar um pouco as trilhas ao redor, mas mesmo assim conseguimos visitar o que tinha planejado. De manhã após o café subimos de carro ao Cristo Redentor de Los Andes. Este trajeto é fechado durante o inverno, pois acumula muito gelo, e tivemos sorte que a estrada estava transitável a veículos pequenos. È uma subida de 9 km bem íngreme, que precisa bastante atenção na direção. Nosso carro 1.0 sofreu um pouco, nessa altura é comum a perca de potência, mas isso não impediu que nosso valente chegasse aos 4.000 de altitude. Chegar ao topo dessa montanha foi surreal, foi o ponto mais alto que atingimos. Inacreditável poder chegar até a placa que limita a Argentina com o Chile. Durante a subida passamos por vários pontos com gelo, e quase chegando ao topo passamos por um corredor de quase 2 metros de gelo.
                  “O Cristo Redentor dos Andes é um monumento na Cordilheira Principal dos Andes, a 3.832 metros acima do nível médio do mar, na fronteira entre a Argentina e o Chile. Foi revelado em 13 de março de 1904 como uma celebração da resolução pacífica da disputa de fronteira entre os dois países.”
                  Junto ao monumento tem um alojamento militar de adestramento operacional brigada de montanha. Mesmo sendo pleno verão o frio é intenso nesse lugar, o vento chega a ser perturbador. Eu vi que era possível subir um pouco mais a pé, uma pequena trilha leva a um ponto mais alto, eu não resisti e encarei essa trilha pedregosa, e nesse momento foi possível sentir um pouco o ar mais rarefeito. O visual é estonteante, é possível visualizar uma parte do antigo caminho que levava ao Chile.
      Voltamos boquiabertos com tanta beleza natural, as montanhas me fascina. Chegando ao hostel a Elizete e a Nadine já sentiam os efeitos da montanha, com enjôo, tonturas e dor de cabeça. Eu então comecei a me arrumar para subir a segunda vez ao Cristo, desta vez de bike. Minha esposa me questionou se tinha certeza que faria isso, e sem hesitar um segundo respondi que não perderia esse momento por nada. Um motociclista que tinha pernoitado no hostel veio verificar minha bike, me questionou sobre minha relação de 36 dentes, duvidando que conseguisse subir a montanha sem parar. Isso de certa forma me instigou a tentar subir os 9 km sem parada, e claro que consegui, pena que ao voltar ele já tinha partido kkkk. Foi difícil no começo, pois não consegui me aquecer, e minha ansiedade era grande, mas assim que subi o primeiro quilometro fui ajustando o ritmo e curtindo o visual, passando a centímetros do peral e superando a difícil subida. Foi uma sensação indescritível chegar ao topo pedalando, uma turista americana veio me parabenizar e quis saber o tempo que levei para subir, mostrei no celular a marca de 1:16 hora. Claro que subindo esquentou bastante o corpo, mas em poucos minutos o corpo esfriou, bateu uma rajada de vento que tive que me segurar para não cair. Resolvi descer logo para não travar a musculatura, e pelo incrível que pareça a descida foi um pouco tensa, em certo momento precisei parar devido a força do vento, mas cheguei em segurança ao hostel, com a felicidade estampada na face. Lembrei de um dizer que li em uma garrafa térmica logo cedo...” Hoy vas a conquistar el cielo sin mirar lo alto que queda del suelo. (De la canción "Ella", de la cantante española Bebe)
                  Terminamos de arrumar a bagagem e começamos a volta para Mendoza, agora eu também me sentia um pouco tonto, parecia que não tinha controle da altura da minha própria voz. Nossa intenção era parar em alguns pontos turísticos entre Las Cuevas e Uspallata, mas as meninas estavam bem enjoadas e sem ânimo para mais paradas. Fizemos somente uma parada, na entrada do parque provincial Aconcágua, a imponente montanha com 6.961 metros de altitude, o ponto mais alto da América. Por ser a montanha mais alta da América desafia todos os anos montanhistas de todo mundo a escalá-la
                  Mais uma vez ficamos admirados com a beleza das cores da montanha, e a medida que vamos descendo o calor vai aumentando e o enjôo vai diminuindo. Fizemos uma parada no dique Potrerillos, que é uma barragem localizada no Rio Mendoza, com um grande lago verde-turquesa. A barragem foi construída entre 1999 e 2003 por um consórcio formado pelas Industrias Metalúrgicas Pescarmona e Cartellone para fornecer controle de inundações, hidroeletricidade e água de irrigação.
       
      ULTIMAS VISITAS E VOLTA PARA CASA
       
                  De volta a Mendoza ficamos hospedados no hostel Restó del Teatro, um antigo casarão muito bem localizado para quem quer ficar próximo ao centro, e ao lado da Plaza Indepencia. O quarto deixou a desejar, já sabíamos que não teria ar condicionado (eu pensava que não faria falta) mas devido ao grande calor que fez nesses dias o ar condicionado fez muita falta, e o ventilador de teto funcionava precariamente, parecia que a qualquer momento cairia. Mas isso não nos desanimou, até porque o café da manhã servido foi o melhor de toda viagem. Aproveitamos para conhecer um pouco mais a cidade, e claro experimentar mais sorvetes. Uma sorveteria muito boa que conhecemos foi a da Famiglia Perin, com grande variedade e sabores deliciosos.
      Como é conhecido Mendoza, a terra do sol e do bom vinho, não poderíamos deixar de conhecer uma Bodega (vinícola), e a escolhida está localizada em Luján de Cuyo, a bodega Renacer. A visitação é possível somente com hora marcada, isso fizemos ainda no Brasil. Optamos por uma visita acompanhado de almoço, algo comum na maioria das bodegas. Uma refeição diferenciada com o chef Sebastián, com pratos deliciosos, montados de uma forma criativa, e claro servido com um bom vinho. Escolhemos no menu o prato de 03 passos com destaque para tiradito de novillo a la piedra e ao ojo de bife, foi de lamber os beiços. Muitos vinhos malbec argentinos são premiados internacionalmente, e realmente fica difícil escolher o melhor.
      Tivemos mais um dia livre em Mendoza, e nesse dia aproveitei para fazer mais um pedal. Pesquisando descobri um local muito freqüentado por esportistas, o Cerro Arco. Para chegar nesse local passei pela charmosa Avenida Del Libertador, adentrando por portões enormes ao parque General San Martin.
      “O Parque General San Martín é o mais antigo parque de Mendoza, fica próximo à Cordilheira dos Andes e é um dos maiores parques da Argentina. Foram plantadas árvores e plantas numa área de aproximadamente 307 hectares e o que era um deserto se tornou um enorme oásis, um verdadeiro jardim botânico. Feitos com ferro fundido, os portões do parque foram comprados em Paris em 1908. Um condor e um escudo de Mendoza tornam a estrutura ainda mais imponente. É um ótimo passeio para caminhadas e para apreciar o jardim que, por sinal, é muito bem cuidado. Os destaques do espaço são as praças, os lugares para piqueniques e churrascos, a bela Fonte dos Continentes, um Monumento ao Exército dos Andes em homenagem ao General San Martin, bem no topo do Cerro da Glória. Pela pista que circunda o grande lago artificial do lugar transitam ciclistas, corredores, patinadores e skatistas. Vários eventos gratuitos são realizados no parque, incluindo concertos públicos de orquestra, apresentações de bandas e grupos de danças folclóricas.Dentro do parque estão localizados, além do zoológico, o Museu de Ciências Naturais e Antropológicas, o anfiteatro do Teatro Grego Frank Romero Day, onde acontece a Festa da Vendímia, o Estádio Provincial Malvinas Argentina, a Universidade Nacional de Cuyo e até um clube de golfe!”
                  Na parte alta da cidade tem vários condomínios luxuosos e logo a frente já era possível avistar o imponente Cerro Arco. Foi uma subida muito sinuosa e com muitas pedras soltas em 4,5 km. Fiquei espantado com a quantidade de pessoas treinando ou simplesmente praticando uma caminhada. Algo que nunca vi no Brasil, e olha que já tive o privilégio de subir várias serras e morros conhecidos em Santa Catarina. Pelo incrível que pareça, esse dia amanheceu gelado, isso que no dia anterior fez 38 graus. Acredito que a mudança de direção do vento trouxe o ar gelado da cordilheira dos Andes, mudando radicalmente a temperatura, mas o céu continuava azul sem nuvens.
                  Voltando ao hostel com aquela sensação de ter conhecido mais um lugar espetacular, fui logo convocando as meninas para irmos ao parque General San Martin de carro. O parque é muito grande, e passamos um bom tempo nele. O Cerro da la Glória é visita indispensável, com um incrível monumento, uma merecida homenagem ao exército. A história de Mendoza vibra e se faz presente neste morro e em seu monumento.
                  Ficamos muito satisfeito com o que conhecemos em Mendoza, procuramos sempre que possível conversar com as pessoas e aprender mais sobre a cultura deles. A conversa se deu desde com atendentes das lojas, dos hostels, outros turistas e até morador de rua. Claro que é visível a insatisfação da população com a política argentina, uma nação em crise econômica e política. Espero um dia voltar a Argentina e conhecer mais lugares, pois a Argentina tem um potencial turístico enorme, principalmente para quem gosta de aventura e paisagens singulares.
                  Dia 31 de dezembro iniciamos a volta para casa, 03 dias de viagem. Optamos em voltar pelo mesmo caminho, inclusive paramos na mesma hospedagem do Sr.Quique em Saturnino Laspiur para passar a virada do ano. Algo muito diferente, uma cidade com aproximadamente 2496 habitantes a festa é bem singela comparando com nossas festas de virada. Ao anoitecer os moradores foram montando suas mesas e cadeiras na frente de suas casas em plena ruta 158 esperando para festejar o novo ano. Tentamos ficar acordados para participar com eles da virada, mas o cansaço nos dominou e cabamos dormindo. Graças a Deus todo nosso retorno foi sem percalços, mesmo pegando uma tempestade no segundo dia de viagem, causando um pouco de tensão.
                  Ao passarmos na alfândega para fazer a migração, encontramos o pátio alagado de tanta chuva que caiu minutos antes. Assim que passamos para o lado brasileiro bateu uma certa nostalgia por tudo que vivemos na Argentina, um sentimento de satisfação por ter decidido realizar essa viagem. Tudo começou com um sonho, parecia distante, difícil de conquistar, mas com perseverança, economia, e muita vontade de experimentar algo novo, conquistamos nosso sonho.
       
       
      Lindolf Bell: Menor que meu sonho não posso ser
      LIVRO PRONTO mochileiros.docx





    • Por Francisco Rafael
      Ola Mochileiros,
      Me chamo Francisco, e desde 2018 realizei uma viagem ao Chile da qual foi para mim um divisor de águas. Motivo? Meus amigos, voltei acreditar num sonho distante de poder viajar, falar com um estrangeiro, ver neve, ter história e viver aventuras. Pois bem, irei contar a meu Mochilao que fiz em 2019.

      Brasil/Paraguay/Argentina/Uruguay
      Peso Argentino 12,0 em Puerto Iguazu
      Peso Argentino em Bueno Aires 10,70
      Peso Uruguaio em Montevideo 10,7
      Inicio da viagem foi no domingo 28/07, sai de Rio Verde- Go rumo a Goiania- Go. 4 horas de Viagem em Bus e um perrengue.... é amigos kkkk começou ae, perdi o ticket do mochilao e os motoristas não queria liberar meu mochilao. Até que eles levaram a minha passagem como comprovante que era minha mesmo a mochilao ( tinha seguro então eu tava preocupado atoa) todo trajeto, alias uma grande parte é de Onibus... é uma forma bem econômica. De lá peguei um Onibus que ia de Goiania-Foz pela RODE ROTAS, onde iniciaria meu trajeto. São 30 horas de viagem, conheci muitas pessoas em cada parada do ônibus e é a coisa legal de poder fazer esse tipo de trajeto. Cheguei na rodoviária de Foz, lá é muito bem estruturado. Tem centro de Informações para turistas e um bom restaurante. Eu almocei varias vezes, 18 reais a refeição.

       
      Bom, fiquei hospedado num hostel bem simples de 20 reais.... sim 20 reais kkkkk lugar muito bacana e perto da avenida que ia para o Aeroporto e as cataratas.
       
      Passei 3 dias lá, uma dica de ouro pra você que é Mochileiro de primeira viagem. Vá ao supermercado e compre algo pra fazer lanche e suas refeição, isso ajuda no custo. Outro detalhe use e abuse do transporte coletivo de Foz custava 3,75 na época que fui .
      Após passar o primeiro dia de chegada descansando. No segundo fui com tudo, direto pro Parque Nacional do Iguaçu. Que lugar maravilhoso, superou minhas expectativas era um momento único amigos.... só fiquei um pouco triste por não poder ter a companhia de minha namorada e meus amigos, então fiquei gravando vídeos e vídeos para eles. Passeio custa 42 reais para nós BR.
      Faça o trajeto na hora que você achar mais prático, mas não vá em Julho senão vai pegar fila até pra andar próximos as pontes. Fui pela manhã tinha mais gringo do que Br. Fiz amizade com um Casal de Argetinos super legais e um Bahiano muito gente boa. Passeio muito bom.
      Depois resolvi visitar o parque das Aves, é ao lado... mas se saber se vale ou não... bom, se tiver dinheiro e tempo sobrando vai na fé filhao kkkk.
       
      Ice bar, Parque dos Dinossauros e o Dream Land eu não fiz por conta do orçamento.
      Próximo dia é Dia de comprar no Paraguay, pegue um ônibus chamado Easy Bus que passa nas principais avenidas de Foz ou a atrás do TTU que é um Terminal de Transporte Urbanos onde se faz baldeação para as outras rotas de Onibus. Lá nesse TTU tem umas lojinhas de Souveniers bem em conta e variados ( lembranças compradas no parque do Iguaçu e no Parque das Aves são bem caras, mas são bem exclusivas deles). De la peguei ate a entrada da receita federal Brasileira e depois atravesse de pezao a ponte da Amizade ( só desci porque a fila tava imensa para entrar no paraguay). Trajeto tranquilo porem, tenha cuidado com os que te abordam vendendo coisas. Na entrada de Ciudad Del Este é LOTADAAAA de vendedores de tudo mesmo. Faça suas compras e explore o que tem de novidade la nesse lugar. Só não dê a bobeira de perder a carteira lá. Fui era 8 da manha e 10 horas eu estava voltando. Fui so pra comprar algo que eu já tinha pesquisado e estava bem traçado a rota. Na volta foi tranquilo, exceto na aduana Br... porque né ? aduana Paraguaia num quer travar nada. Bom isso cada um terá uma experiencia diferente. Voltei pro hostel e fui almoçar para visitar a Imensa Itaipu, que lugar enorme de Grande. Novamente peguei um busão para ir até la. Ingresso custa 40 reais. Conheci uns peruanos que estavam em lua de mel em Foz, fizemos o passeio contando nossas aventuras e viagens. Recomendo fazer o passeio panorâmico, gostei demais por conhecer essa magnitude de Usina e represa.


       
      Voltei pro hostel e pra completar o dia apareceu mais viajentes kkkk, Dois Suecos, Japonês e um Colombiano... pena que não pude conversar com cada um porque de manha cedo era meu último dia para partir Rumo Puerto Iguazu – Arg. Atravessia foi tranquila, a empresa Easy bus também faz esse trajeto e custa 10 reais.  Aduana Super de boa, só me perguntaram o motivo da viagem e se eu tinha uma reserva do Hostel.

      Troquei o real pelo peso argentino na casa de Cambio Austral – super recomendo. Leve seu Rg ou Passaporte para trocar dinheiro é obrigatório. Após disso, fui ao meu hostel guardar minhas coisas e seguir o Passeio. Também fiz as cataratas pelo lado argetino e confesso... la tem muito mais quedas e bem mais bonito. Mas é muito extenso o trajeto, por isso reserve umas 5 a 6 horas do seu dia. A passagem para ir as cataratas é adquirida na rodoviária de Puerto Iguazu, empresa chamada Rio Uruguay compre ida e volta logo, o ingresso do parque na Argentina é 650 pesos . Faça seu trajeto e curta o passeio. Cheguei no hostel era 6 horas e já fui direto para o Hito  Tres fronteiras. Detalhe, para você que for super pão duro como eu kkkk lá é de graça visitar esse espaço para ver o encontro do Rio Iguaçu e o Paraná e a divisa das 3 Nacionalidades que são: Paraguay, Argentina e o nosso Brasil. Recomendo quem puder visitar tanto o do lado Argentino como o do Brasil ( Custa 22 reais). E lá tem muitas lojinhas de venda de souvenir bem baratos.
       

      Dia seguinte foi outra despedida, e rumo a Cascavel no Paraná que de lá eu iria para outra cidade no grande Estado do Rio Grande do Sul, onde eu tenho amigos que vivem lá. Viagem cansativa e com muitos atrasos, eu tava até acostumando com atrasos kkkk e la se vai meu sábado do dia 3/8 e cheguei no meu destino final as 6 horas do domingo 4/08. Eu estava com uma sensação que naquele momento eu tinha acabado de sentir que o medo de todo trajeto que eu estava criando só era coisa da minha cabeça... mas sim a cada lugar que passava uma parte desse medo ia embora. Menos a saudade, fazer uma viagem sozinho é muito bom pela questão de liberdade que se tem em horário e o que fazer, quando fazer e o motivo. Conheci a cidade de Itaqui, onde meus amigos estavam la me esperando. Muito bom poder rever após 3 anos, segunda a noite 05/08 eu já partiria rumo Uruguaiana e de lá Bueno Aires. Saímos atrasados para rodoviária e so tinha eu pra embarcar, deixei minha preciosa agua cair no chão ( quem já visitou Argetina sabe o tanto que é Salobra essa água)  cheguei 0:00 no terminal,  e o meu Onibus Da JBL era as 4 da Manhã.... rodoviária um Breu e a única alma penada era eu kkkk não tinha ninguém nessa bagaça, até que chegou uma gaúcha e ficamos conversando por um tempão e o guardinha apareceu e chama nós para tomar chimarrão kkkk dispenso meus amigos, queimei língua duas vezes já. Ela fazia medicina e estava no 3 ano  e morava no entorno da faculdade e me deu umas dicas para não cair nas ciladas assim que se sai da Rodoviaria. Amigos , Buenos Aires é lindo... mas a rodoviária e a saída dela parece um lixão e muitos vendedores ambulantes e pessoas pedindo dinheiro.  Assim que sair da rodoviária, pegue a direita e vá ate a estação Mitre, do lado tem o Metro retiro linha C. Lá é muito lotado e só passei raiva no transporte coletivo. Pois bem, cheguei nessa cidade e não me deixei ser levado pelas primeiras impressões. No dia seguinte fui andar e conhecer todos os entornos do bairro onde estava hospedado. Muito lindo, no outro dia reservei para visitar Caminito e la Boca.... lugar que super recomendo para gastar em lembranças e tirar fotos. Por mais que seja fácil comprar no real, procure pagar no peso Argentino, senão eles acabam te enganando com as cotações.

       
      09/08
      Dia de visitar meu último País antes de voltar para casa, Colonia del Sacramento – Uruguay. Se eu estava com sorte de pegar diversos trajetos com sol... esse foi aquele momento que azedou... tomei chuva desde madrugada, Fui pela Colonia Express, uma empresa Low Coast de ferry Boat que atravessa o rio da Plata e paguei um pacote de ida e volta por 330 reais e um almoço Incluido. Senão fosse a chuva, o passeio teria sido sem duvida excelente. Uruguay é caro demais, então se prepare para gastar.
      Ande por todas as bandas, la é bem curtinho. Terminal Hidroviário é bem legal, tem Wi-fi liberado ae cambada. Dae você sobe no segundo piso e pega as tomadas huehuehue.
      Para vocês terem noção, a Buquebus é mais cara para fazer esse trajeto. Para encontrar a Colonia Express é so descer toda o entorno do Puerto Madero, não tem erro e é muito seguro a empresa.

      Dia 10/08
      Eu estava quebrado e gripado por conta de ontem, resolvi visitar umas praças e um lago da reserva do Puerto Madero.  E fui na Rodoviária comprar a passagem para Puerto Iguazu. Detalhe viajantes, lá não tinha bebedouro e se tinha não saia água.

      Dia 11/08 minha volta para casa, jornada seria longa peguei um ônibus de Buenos Aires para Puerto Iguazu que me custou 2000 pesos argetinos com duração de 20 horas de trajeto pela Empresa Crucero del Norte... quando começou a partir que sensação triste,  mas é gratificante de quando eu olhei as fotos da barra de rolagem do celular, putz.... eu consegui fazer essa viagem.... e foi uma missão que eu havia me dedicado e planejado por 1 ano, e recebi muitas e muitas críticas por dizer esses planos... muitas vezes amigos, as pessoas não estão nem ae pelo seus sonhos e outras querem só saber de te chama de ignorante, te desanimam e te coloca contra você mesmo. Sabe o que fiz?, contei só para quem eu sabia que importava comigo. E seja assim amigos, independente se esteja só ou acompanhado... independente do destino... é você que irá fazer a sua história e viver sua aventura!

      Dia 12 chegando na rodoviária de Puerto Iguazu, já fui direto para Foz e de lá para rodoviária para pegar o Ônibus para Goiânia.
       
      Dia 13 chegando em Goiânia
      Dia 14 Cheguei em Rio Verde. ( aconteceu algumas coisinhas de viagem nessa volta, mas era uma revista policial, ônibus com defeito, motorista deixando os atrasados para tras kkkkk coisas Normais)
      Espero ter passado para vocês as informações necessárias e divulgar um pouco desse roteiro que procurei e não havia encontrado muito.
      Usem o Aplicativo Rome2Rio e ClickBus para procurar ônibus dos trajetos, na Argentina pagar em dinheiro as passagens de ônibus são bem mais interessantes, pois algumas empresas dão desconto para quem paga a dinheiro.




























    • Por Eduardo Passos
      Vou para o Pierre Auger Observatory, quero ver um pedacinho da nossa Via Láctea desse lindo lugar. Vai ser meu primeiro mochilão, sonho em viver essas experiências da estrada de que tanto ouço falar. Quero aproveitar cada momento nessa jornada. ''Porque o primeiro mochilão tem que ser pra tão longe?'' Oras, tens de ir onde tiveres vontade, não importa a distância!!! Sei que os perrengues que me aguardam são muitos e não vão ser fáceis, mas se assim o fosse não teria graça alguma hihihi u.u... Ficarei muito feliz em ter alguém para me acompanhar, sou de Santa Catarina, mas podemos marcar um ponto de encontro na rota... Boraaa acender esse espírito nômade ancestral que jaz em nossa entranhas!!
    • Por Danilocnavarro11
      Já pensou em ir pra Ushuaia sem gastar 1 centavo com hospedagem e viajando a maior parte do tempo de carona?
      link do vídeo 1 da viagem no youtube: https://youtu.be/GpeOd9NBSKE
      Foi o que eu e minha namorada fizemos. Saímos do interior de SP com o único objetivo de chegar a Ushuaia aproveitando ao máximo o caminho. Sem muito dinheiro, precisávamos economizar de todas formas disponíveis. Os maiores gastos geralmente são: 
      A hospedagem, o transporte e a alimentação. 
       
      Para a hospedagem levamos uma barraca e usamos o couchsurfing. 
       
      Para o transporte pedimos carona ao longo de toda Ruta 3, o que nos rendeu experiências incríveis e amizades inesquecíveis.
       
      E para a alimentação simplesmente cozinhavamos sempre que possível e muitas vezes nossos anfitriões faziam comidas incríveis para a gente. Também pedimos frutas em hortifrutis (detalhes no texto).
       
      Nosso primeiro destino foi Foz do Iguaçu. Optamos por ir de avião para lá, pois no fim das contas sairia muito mais barato do que ônibus, além de mais rápido. Chegando lá a gente se hospedeu pelo couchsurfing com a María e seu gato Naru. Que foram muito receptivos. O couchsurfing é uma plataforma para pessoas apaixonadas por viajar que gostam de compartilhar suas experiências e ajudar o próximo. Se ainda não usa, procure para sua próxima viagem. Conhecer as pessoas locais dessa forma deixa tudo na viagem mais orgânica e imersiva. Ficamos uns cinco dias em Foz e depois partimos. 
      <iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/GpeOd9NBSKE" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe> Em Buenos aires novamente utilizamos o couchsurfing. Foi bem fácil encontrar hospedagem por lá. Quem nos hospedou foi a Eliana e sua família. Foi tudo tão bom que em poucos dias já nos sentíamos parte da família. Ela tinha aquele jeito mãezona, que nos deixa aconchegado e bem a vontade. Entre as conversas com eles, nos falaram e ressaltaram do frio que iria fazer em Ushuaia, pois o inverno estava chegando. E do quão mal equipados estávamos. Aliás, se fôssemos comprar tudo que aconselhavam para o frio intenso de lá, não nos sobraria um tostão para viajar. E além de uma bota de cem reais que achei na decatlhon, fomos apenas com o que já tínhamos. Na ignorância de dois Sorocabanos que mal conhecem o frio e que o mais perto de neve que já tinham visto era o gelo que acumula no congelador. Mal sabíamos que além de toda a beleza da neve, ela também pode doer. 
       
      Aqui vale ressaltar uma recomendação muito importante: Jamais, mas jamais vá de jaqueta de couro para Ushuaia ou para qualquer lugar frio. É simplesmente estúpido. Você vai sofrer. E no caminho tem cidades piores que Ushuaia. É frio, e venta muito no caminho. Então seja sensato, e gaste um pouco mais com uma boa blusa impermeável, térmica e sei lá mais o que. Se proteja do frio. Ele dói e a neve machuca! A gente precisou comprar lá em Ushuaia. 
       
      Voltando a Buenos Aires, demos uma volta por lá e a Eliana nos mostrou um pouco da cidade. Depois fomos a Puerto Madero, a Casa Rosada e outras partes turísticas da cidade que todo mundo já conhece. 
       
      Aqui vale dar outra dica importante também para alimentação. Em tempos de crise, ou como eles chamam na Argentina, Macrise, desperdício de alimento é de partir o coração. Então deixei a vergonha de lado, e como lá são muitos os hortifrutis e suas frutas estragam quando não são vendidas, amadurecem e vão direto para o lixo, e entre essas frutas têm muitas partes boas e comestíveis, resolvi tentar pedir, como diria em castellano, se eles não poderiam ajudar um casal de viajantes sem muitos recursos, mas com grandes sonhos, a nos darem “unas frutas más maduras”, e todas as vezes as respostas foram positivas. E na maioria das vezes conseguiamos umas frutas boas. Além da economia, a parte mais bacana disso e das caronas é sair da mesmice, da sua zona de conforto. Se abrir para novas possibilidades, sem julgamentos e confiar no simples altruísmo das pessoas. Isso nos dá certa motivação, sabe. Que o mundo pode ser um lugar bom.
       
      Então se você tem uma vontade de viajar, mas não tem muita grana, não tem problema, é importante, antes de mais nada, querer. E simplesmente ir. 
       
      Depois relato mais. Mas basicamente fomos depois para Bahia Blanca, Viedma, Puerto Madryn, Trelew, Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos e Ushuaia.
       
      Infelizmente peguei um vírus que encriptou todos os vídeos da viagem e tô bem bolado com isso. Então será só esse vídeo mesmo. Mas logo faço de outros lugares. Estamos fazendo um canal, e tô querendo ir subindo bastante conteúdo de viagem
       
      Tô fazendo uma página no insta também junto com minha namorada que me acompanha nas loucuras. Ver se consigo produzir vídeos e quem sabe viajar de graça futuramente haha 
      https://www.instagram.com/viajandomais_/
       
       







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