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México, Belize e Guatemala

Relato de Viagem

 

Olá, Mochileiros. Meu nome é Caio Andrade, sou de Manaus – Amazonas, e junto com minha esposa, Gilci Helena, somos apaixonados por viagens.

Diferente do que aconteceu com o Mochilão que fiz pelo Peru-Bolívia-Chile, eu não encontrei quase nenhuma informação sobre o mochilão México-Belize-Guatemala. Então, eu fui coletando informações isoladas de outros relatos e também do Instagram da maravilhosa Gabi (@viajandocomgabi). Por este motivo, resolvi fazer este relato o mais rápido possível.

Gostaria de informar (e pedir desculpas para quem gosta) que este relato não terá fotos, mas apenas o relato detalho junto com valores, pois é isso que realmente importa. Caso você queira ver algumas fotos e alguns vídeos sobre o roteiro, visite o meu perfil no Instagram (@caioandrade.adv).

Gostaria de ressaltar que 

Então, vamos ao que interessa!!!

 

Roteiro, Duração e Transporte

O meu mochilão começou em 12.06.2019 e terminou em 03.07.2019, e perfiz o seguinte roteiro: Cancún (Mex) > Tulum (Mex) > Caye Caulker (Blz) > Flores (Gua) > Antígua (Gua) > San Cristóbal de Las Casas (Mex) > Cidade do México (Mex).

Todo o meu trajeto foi feito por ônibus e shutles (minivans). No México, a empresa que domina o transporte é a ADO, que atende todo país. Para montar minha planilha de gastos, eu entrei no site da ADO, simulei os trajetos e obtive os valores. O site não aceita compras com cartões internacionais. Porém, comprando com antecedência no guichê da ADO, assim que você chegar no México, você terá descontos absurdos. Por exemplo: o trajeto San Cristóbal – Cidade do México estava custando cerca de 1.600 pesos, mas como comprei com dois dias de antecedência, ele saiu por 870 pesos.

Já na Guatemala, os trajetos são feitos por shuttles (minivans), que são extremamente desconfortáveis, sem encosto para sua cabeça e você não consegue descansar. Ainda procuramos em varias agencias uma minivan que tivesse encosto para cabeça, mas TODOS não tinham. Então, prepare o seu corpo e o seu emocional.

 

Hospedagem

Todas as minhas hospedagens foram reservadas pelo Airbnb, pois queria pagar tudo antes da viagem e também porque eu queria ter mais comodidade e privacidade. A hospedagem é um dos pequenos luxos que eu e minha esposa nos permitimos durante a nossa viagem. Rsrsrs

Uma dica muito importante: como eu não sabia os valores de certos passeios e precisava montar minha planilha de gastos, eu entrei em contato com o hotel que havia reservado e perguntei os valores dos passeios, visto que todos os hotéis de cidades turísticas oferecem esse serviço. Também já fiz isso pelo booking e funciona também.

 

Qual moeda levar

NÃO LEVE REAIS. Fiz isto apenas uma vez quando fui para o Chile e me arrependi. Muitos “nacionalistas” pregam que temos que devemos levar reais, pois, se levarmos dólares, faremos dois câmbios e pagaremos mais. MENTIRA. Já viajei para Chile, Argentina, Bolívia, Colômbia, Uruguai, Venezuela, Peru e Equador, e em TODOS esses países, eu tive mais vantagem levando dólares do que reais. Sem contar que algumas cidades pequenas, como Antígua, San Cristóbal, Caye Caulker, não têm casa de câmbio que aceitem reais.

 

 

1oDia – 12.06 (Cancún – México)

Primeiramente, queria destacar o programa fidelidade Km de Vantagens, do Ipiranga. Foi graças a ele que consegui comprar milhas aéreas da Multiplus pela metadade do preço regular, o que me deu uma economia de mais de R$1.600.

O voo de Manaus para Cancún estava muito caro. Pesquisando, encontrei uma passagem mais barata para a Cidade do México. Como eu queria ganhar tempo, comprei uma passagem pela Interjet, empresa low cost, para Cancún e saiu mais barato.

Nosso voo chegou em Cidade do México às 07:30h e logo fui fazer o câmbio dos dólares que levei. No terminal 1, há excelentes cotações. Quanto mais distante do portão de desembarque, melhor será a cotação. Consegui um câmbio de USD 1 = 18,07 pesos mexicanos no CI Banco.

No aeroporto, comprei um chip. O mais barato com internet ilimitada por 10 dias custa 100 pesos. Comprei um chip no primeiro quiosque que vi por 300 pesos e andando mais um pouco descobri esse de 100.

Fizemos nosso check-in na Interjet e chegamos em Cancún às 15h. Fora da sala de desembarque há um guichê da ADO que oferece translado para a estação do centro por 86 pesos. Na estação da ADO, compramos nossa passagem para Tulum e tivemos desconto. Pegamos um táxi para o nosso apartamento.

Nosso apartamento ficava localizado bem em frente ao Mercado 28, um mercado de artesanato e restaurantes, e a 15min andando da estação ADO. Não ficamos na zona hoteleira, pois estava muito caro.

Desfizemos as malas, trocamos de roupa e fomos andar pela cidade. Almoçamos/jantamos no Mr. Habanero; pedimos tacos e burritos. Em quase todos dos restaurantes mexicanos, são oferecidos nachos com molhos picantes como entrada, sem qualquer custo.

Passamos no supermercado e compramos água, café e sabão.

 

Gastos:

Chip: 300 

Café espresso: 112

Chip: 100

ADO (do Aeroporto para o Centro): 172 (86 p/p)

Passagem para Tulum: 238 (119 p/p)

Taxi da rodoviário para o hotel: 80

Mr Habanero: 410

Supermercado (água, sabão e café): 47,60

TOTAL: 1459,60 pesos

 

 

2oDia – 13.06 (Cancún – México)

Como eu e Gilci estávamos comemorando dois anos de casados, resolvemos fazer uma sessão de fotos. A sessão foi na Praia Delfines, uma praia muito linda e com poucas pessoas. Depois das fotos, fomos para o apto trocar de roupa, pois ele estava de vestido e eu de roupa social. 

Resolvemos voltar para a praia Delfines. Todos os ônibus com a sigla R2 e a palavra Hotel passam pela zona hoteleira e pela praia Delfines. Muito fácil de chegar. Passamos o dia na praia, comi algumas mangas e piñas coladas. Na praia, há um letreiro de Cancún e sempre tem fila para tirar fotos.

Voltamos para o apto e comemos sushi no restaurante Akky, o mais barato que encontramos.

 

Gastos:

Ônibus: 24 (12 p/p)

Salgadinhos: 35,50

Manga: 35

Pina colada de 1 litro: 150

Manga: 30

Ônibus: 24 (12 p/p)

Tacos: 99

Helado: 30

Sushi Akky: 418

Total: xxxx pesos mexicanos

 

*Desculpe qualquer erro ortográfico. Estou escrevendo do aeroporto internacional da cidade do México. Na próxima postagem, irei ter mais cuidado. 

 

 

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3oDia – 14.06 (Cancún – México)

Dia de conhecer a famosa Isla Mujeres. Para chegar na ilha, nós fizemos o seguinte caminho: pegamos um ônibus próximo do terminal ADO do centro. O nome do ônibus é R6 ou R1, e estará escrito a Puerto Juarez. O trajeto custa 10 pesos e te deixa bem em frente ao Porto. A travessia para a ilha custa 300 pesos ida e volta. O ferry Ultramar é o melhor e o mais recomendado.

Andamos um pouco na ilha e fomos para praia Norte, que é a parte mais bonita da ilha. A praia é simplesmente incrível, com uma cor exuberante. Você consegue alugar sombrinha e cadeiras por 200 a 300 pesos. O aluguel dura até às 17h.

Saímos da praia norte às 16h e ficamos andando pela rua de artesanato. Voltamos de ferry e pegamos novamente um ônibus, que nos deixou bem perto do terminal do centro. Como estávamos cansados, não saímos à noite e pedimos comida pelo aplicativo Rappi.A comida japonesa é muito barata, pois pescados são muito baratos.

Gastos:

Kombi para Puerto Juarez: 20 (10 p/p)

Ultramar: 600 (300 p/p)

Salgadinho e sorvete: 105

Aluguel de cadeiras: 300

Paletas: 50

Churros: 75

Ima: 100

Ônibus para ADO: 20 (10 p/p)

Água e salgadinhos: 120

Comida Japonesa (Rappi): 365

Total: 1.755 pesos.

 

 

4oDia – 15.06 (Cancún –México)

Passeio para Cozumel. Acordamos bem cedo e fomos para a estação de ônibus. Pegamos uma minivan da Playa Express em direção a Playa de Carmen. Custa 42 pesos por pessoa e nos deixa bem perto do porto de onde saem os ferrys para Cozumel. O ferry que escolhemos custa 340 pesos ida e volta por pessoa. O trajeto dura 30 minutos e é muito enjoativo, pois balança muito.

Antes de você chegar no porto, haverá pessoas lhe oferecendo a travessia para Cozumel por 180 pesos ida e volta, mas recomendo veementemente que não contrate, pois a travessia não é feita por ferry, mas sim por lanchas minúsculas. Se o ferry enorme já balança, você pode imaginar como deve ser a travessia.

 Assim que chegamos em Cozumel, contratamos um passeio para conhecer o Cielo e Cielito, que custa 700 pesos. Este passeio não pode ser feita por conta própria, como eu queria fazer, pois o Cielito só pode ser alcançado por via marítima (lancha ou catamarã).

Neste passeio está incluído snorkel pelo recife de Palancar, Colombia, El Cielo e Cielito, e dura cerca de 4h00. Os recifes são deslumbrantes e você consegue admirar vários peixes, inclusive pudemos ver uma tartaruga, arraias e estrelas marinhas. O cielito é de outro mundo, simplesmente lindo. A água é de um azul transparente.

Assim que voltamos a Cozumel, já pegamos o ferry de volta. Não conhecemos as outras praias de Cozumel. Pegamos um ônibus ADO que custa 45 pesos para Cancún. O trajeto dura uma hora e te deixar no terminal do centro.

Gastos:

Van para Playa: 84 (42 p/p)

Ticket para Cozumel: 680 (340 p/p)

Ima: 100

Chocolate: 70,50

Paseo El Cielo: 1400 (700 p/p)

Propina: 40

Churros: 80

Propina: 20

Passagem para Cancún pela ADO: 90 (45 p/p)

Água e nachos: 35

Comida japonesa: 285

Total: 2.884,50

 

 

5oDia – 16.06 (Cancún e Tulum – México)

Este foi nosso último dia em Cancún e queria dizer que ela não é tudo aquilo que eu imaginava. Cancún é extremamente famosa e esperava praias extraordinárias, como as que conheci em San Andrés, na Colômbia, porém as praias de Cancún não são tão bonitas. As realmente lindas são de Isla Mujeres e Cozumel.

Acordamos cedo e fomos para o Mercado 28. Compramos algumas lembrancinhas e comemos conchinita (sanduba de pernil assado de forno desfiado), que é maravilhoso. Pegamos táxi para ADO e de lá pegamos nosso ônibus para Tulum.

Chegamos em Tulum às 14h. Assim que cheguei, já queria dar uma volta pela via principal. Mas consegui andar apenas 20min e já voltei para o hotel, pois estava um calor dos infernos. No final da tarde, quando a temperatura estava mais agradável, saímos para conhecer a cidade.

Compramos o passeio para Chichen-Itza no próprio hotel e custou 1280 pesos por pessoa. Aproveitei para comprar chocolates, salgadinhos e biscoitos para levar para o passeio. Também compramos um vinho branco mexicano.

Gastos:

Lembranças: 45

Quadro para parede: 300

Conchinita: 140

Taxi para ADO: 35

Chichen-itza: 2.560 

Vinho: 273

Pan de Chocolate: 65

Pan de Chocolate (repetimos, pois estava uma delícia): 75

Gelado: 40

Total: 3.253

 

 

6oDia – 17.06 (Tulum – México)

Dia de conhecer Chichen-Itza.

Primeiramente, gostaria de dar uma dica: se puder, faça o passeio para Chichen-Itzá por contra própria, pois você conseguirá aproveitar melhor este incrível centro arqueológico. Como eu estava inseguro de como fazer por conta própria, contratei o passeio por agência e me arrependi, pois o passeio “enrola” muito em outros lugares e fica pouco tempo em Chichen-Itza.

Para ir por conta própria, você compra a passagem pela ADO, cujo ônibus sai toda 9h e 12h, e lhe deixa na entrada de Chichen-Itza. A volta é as 16h.

Seguindo: acordamos cedo e fomos para o iTour, agência que contratamos (e que não recomendo). O ônibus do passeio era super confortável, porém o guia tinha uma voz rasgada, com problemas na dicção, e nos lembrava uma voz de pessoa bêbada. Fomos para o restaurante da empresa, mas primeiro passamos por uma apresentação de um xamã que, segundo o nosso guia, era o sexto xamã mais poderoso do mundo. Porém o cara era uma fraude. Ele disse para um turista: “Você é médico na sua cidade”. O cara disse que não era médico, mas engenheiro, e o xamã: “mas você tem tido sonhos sobre medicina”, e o turista: “Também não”. Daí vocês já tiram o constrangimento que ficou naquele momento. Hehehehehe

No lado do restaurante, há uma grande loja de artesanatos. Os atendentes falaram que era uma cooperativa de povoados descendentes dos maias, porém o nome da loja é o mesmo da empresa dona do ônibus e do restaurante. Estranho, não é????????

Nesta loja, pegaram nossos nomes e tiraram fotos. Depois nos ofereceram um cartão postal com nossos nomes e uma tequila com nossas fotos. Como estava tudo caro, não comprei nenhum.

Almoçamos comidas típicas, experimentamos tequila e depois fomos Chichen-Itza. Lá, havia um guia turístico que possuía uma boa dicção, graças a deus. O templo de Kulkucan, que é considerado uma das sete maravilhas do mundo moderno, é deslumbrante. Não há palavras exatas para descrever como é estar diante de uma incrível construção dos maias.

Nosso guia nos mostrou quase todas as construções e suas histórias, porém ele não nos mostrou o cenote sagrado, onde os maias faziam sacrifícios humanos. Então, por favor, não esqueça de cobrar isso do seu guia.

Passamos cerca de 2h em Chichen-Itza (por isso recomendo que faça por conta própria) e fomos para um Cenote. Este era tão meia-boca que esqueci o nome.

De volta para casa, o cara do ônibus tentou nos empurrar tequila, água, coca, chocolate, repelente, mezcal e ainda queria propina no final. Não comprei nada e nem dei qualquer gorjeta, pois estava pu** com o passeio.

À noite, comemos pizza e sorvete.

Gastos:

Água: 18

Espresso: 30

Paleta: 50

Água: 40

Ima: 50

Churros: 60

Helado: 40

Água: 25

Sabão: 17

Pizza: 250

Sorvete: 40

 

 

7oDia – 18.06 (Tulum – México)

Dia de conhecer as Ruínas de Tulum e os Cenotes.

Dica: não cometa o erro de alugar bicicletas. Eu tinha visto em alguns relatos pessoas dizendo que era muito bom andar de bicicleta em Tulum, pois é uma cidade pequena e as ruinas e cenotes eram perto. NÃO É BEM ASSIM. É perto quando você anda de moto ou carro, mas de bicicleta é mais demorado, sem contar o sol escaldante.

Alugamos uma moto para usarmos por 12h, por 500 pesos. A bicicleta está por 160 pesos. Fomos para as ruínas de Tulum, caminhamos bastante do estacionamento para a entrada. Não contratamos guia. Depois, fomos para o Cenote Cavalera, pois vi algumas postagens falando que era muito bonito. MENTIRA. O Cenote fica atrás de uma casa e é minúsculo, com muitas pessoas (pois é o mais perto da cidade) e sem espaço para mergulhar, simplesmente horrível. Ficamos apenas 5minutos. O negócio é tão ruim que há uma placa na entrada dizendo que não devolvem o dinheiro em hipótese alguma.

Então, resolvemos ir em direção ao Cenote Dos Ojos (25 minutos de moto de Tulum), porém quando estávamos quase na metade do caminho, percebemos que não havia nenhuma moto ou bicicleta na estrada, mas apenas carros, ônibus e caminhão. Ficamos com medo de sermos parado pela policia, pois nós éramos os únicos diferentes. Por isso resolvemos voltar e ir para o Gran Cenote. Este Cenote é muito bonito e vale o nome, pois ele tem espaço fechado, outro aberto e ainda uma área com areia.

Voltamos para Tulum, entregamos a moto, comemos bife tacos, e um garçom tirou nossa foto para “ficar no mural de clientes do Brasil”, uma hora depois ele estava nos oferecendo uma tequila com nossa foto. Kkkkk

Pegamos nosso ônibus na ADO em direção a Belize.

Gastos:

Aluguel da moto: 500

Gasolina: 46

Estacionamento: 50

Entrada nas ruinas: 150 (75 p/p)

Cenote Calaveras: 200 (100 p/p)

Grand Cenote: 380 (190 p/p)

Aluguel de snorkel e locked no Gran Cenote: 110

Almoço: 370

Sorvete: 80

Táxi: 40

 

*Continua...

  • Vou acompanhar! 2

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@caio.andrade555 Ótimo relato!!!  Obrigado por compartilhar!

Vou ficar no aguardo do restante. :)

Viajo dia 27 desse mês e vou fazer o seguinte roteiro: CDMX>SAN CRIS>PALENQUE>FLORES>CAYE CAULKER>BACALAR>PLAYA DEL CARMEN>COZUMEL>CANCÚN>HOLBOX>CANCÚN.

 

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