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Dois dias em Faxinal e... precisamos voltar.


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O município de Faxinal no estado do Paraná, terra de várias belezas naturais que ainda não entraram no radar do ecoturismo nacional. À 100 km de Londrina, 145 km de Maringá e 330 km de Curitiba, geograficamente posicionado na transição do segundo para o terceiro planalto do Estado, é terra de aventuras apaixonantes, e gente receptiva.
Muitas, ainda inacessíveis ao público comum. Para acessá-las é preciso de guias ou bom poder de convencimento para ganhar autorização de acesso dos proprietários e conhecimento de relevo para se locomover na região.

Na cidade, interiorana, a infraestrutura turística é deficitária. Poucos hotéis e restaurantes, todos simples. Menos ainda são as informações acerca dos lugares, muitos dos moradores com que conversamos não sabiam e/ou não conhecem as cachoeiras e cânions.

Vamos compartilhar um pouco da nossa visita a Faxinal e quem sabe encantá-lo para marcar sua próxima aventura no mapa.

O Planejamento

Faxinal já estava no radar a pelo menos uns 5 meses, mas como fica razoavelmente próximo da nossa casa, sempre que tínhamos um fim de semana prolongado íamos para locais um pouco mais distantes, SapopemaPontaGrossa, Prudentópolis, entre outros.

Ao ver que o ano de 2019 terá o calendário enxuto, não tive dúvidas “vamos para Faxinal logo no começo”, pensando, ingenuamente, que em um final de semana faria tudo o que já ouvira sobre Faxinal.

Logo que comecei a organizar o roteiro percebi que teria deixar lugares para ver numa próxima oportunidade. Primeiro que em 20 dias só consegui informações sobre 5 cachoeiras, o nome de mais 6 quedas, de um cânion e de uma rota pelos túneis dos trilhos de ferro na região. Lá em Faxinal fui descobrir que as informações que levantei ainda eram poucas e que o município tem muito mais a oferecer.

O roteiro

Comecei com uma busca em blogs aqui na web de informações sobre os locais onde visitar. Apareceram logo dicas como cachoeira Chicão I e II, Hotel Fazenda Luar de Agosto, Cachoeira da Pedreira e da Fonte.

A viagem

Decidi começarmos pela Cachoeira da Fonte. Consegui o contato dos donos do Sítio Santo Antônio que é onde a cachoeira fica localizada, logo fiquei sabendo que os anfitriões forneciam um café de sítio aos visitantes.

Chegamos às 10:00 no sítio e já fomos recebidos pela Silvana e o Edivaldo que nos trataram como velhos amigos, ela nos serviu  pão, doce e geléia de morango, um café de coador daqueles que cheiram a quilômetros e um queijo colonial furadinho, temperado e bem curado que conquistou nosso coração. Depois de uma hora de prosa, com sotaque bem paranaense, seguimos para a cachoeira nos fundos da propriedade. Uns 600 m de caminhada desde a sede do sítio, a trilha é toda bem demarcada possui degraus construídos e até guarda-corpo em algumas partes. Se divide em duas, uma leva até o topo da queda e a outra leva até a queda. Fomos primeiro para cima, afinal não teria problema com a preguiça de subir na volta.

Lá de cima a vista é maravilhosa. O pequeno córrego salta sobre vazio por 54 m de altura. No leito, antes de cair da pedra o rio forma pequenas piscinas de água limpa convidando para o banho.

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Então descemos para a base, não é possível chegar bem no pé da queda, ou ao menos eu não recomendaria assim como não recomendo entrar no piscinão que se forma da queda - a turbulência da água é perigosa. Mas só de se aproximar já dá para tomar um belo banho com a névoa que se forma.

Retornando ao o sítio e fomos colher morangos na estufa que havia no quintal, colhemos belas frutas vermelhas que se desmanchavam nas mãos e derretiam na boca. O casal trabalha com morangos sem agrotóxicos no estilo colha e pague. Na varanda tem um conjunto de redes esperando o viajante para uma soneca.

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Saindo da Fonte seguimos para a cachoeira do Chicão III, uma queda que ainda não está aberta para a visitação, mas fomos autorizados pelo proprietário, a visitá-la. Deu trabalho para encontrá-lo no telefone, mas só pudemos descer para lá depois que conseguimos contatá-lo, a porteira de acesso fica chaveada é preciso pegar a chave com o proprietário.

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Chegamos no terreno e com a chave entramos, mas não vimos o Sr. Paulo onde imaginávamos que estaria, em dúvida conferi no mapa e a cachoeira era por aqueles lados, deixei o carro no pasto e seguimos a pé pela estradinha de chão batido. Deixamos um bilhete no vidro do carro, vai que o dono chamasse a polícia. Uns 600 m abaixo encontramos uma casa em construção, uma palhoça e um senhor bem simpático abastecendo o bebedouro dos beija-flores, logo descobriríamos que era o Sr. Paulo. Fomos super bem recebidos o simpático senhor nos contou várias histórias do local inclusive seu planos para a propriedade. Quando descemos para ver o Cânion Cruzeiro do beiral, meu deus! um paredão de rochas cortadas 90º de uns 300 m de altura, é possível ver lá embaixo a cachoeira que mais parece um bica diante da imensidão dos seus vizinhos: Cânion Cruzeiro e Serra do Arreio no lado oposto.

Pegamos a trilha pela direita e descemos, apesar de não ser tão longa a trilha é muito pesada devido a declividade, desce os 300 m em uns 700 m de trilha.

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Após uns 400 m chegamos na parte de cima da cachoeira. A queda impressiona, mas o Cânion e o rio chamam toda a atenção, é indescritível a sensação de estar imerso na natureza, cercado de verde e água. Descendo mais um pouco chegamos à frente da queda, numa coluna de pedra que serve como um banco para sentar e admirar, a Gaia Terra.

Depois de um fôlego merecido partimos para a trilha dentro do Cruzeiro, rio acima subimos por 30 minutos serpenteando com oa água, saímos em uma pequena queda onde fizemos mais uma pausa antes de retornar a trilha para sair daquele buraco.

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Sair não foi fácil, já estávamos cansados e precisamos subir toda a ladeira e mais os 600 m até o carro, enfim saímos, e depois de beber uma água da bica que o Sr. Paulo nos ofereceu e agradecer pela oportunidade de conhecer uma paisagem tão singular, seguimos para o carro. Afinal ainda iríamos acampar a uns 17 km dali.

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Já eram 19 h quando chegamos. Rapidinho montamos a barraca e fomos para a Cachoeira Três Barras que fica nos fundos da propriedade. A Três Barras é uma sequência de pequenos saltos das águas mais limpas da região apenas terceira queda é maior tendo uns 5 m de altura.

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A parte que mais gostamos foi poder sentar debaixo das quedas e ficar ali curtindo a massagem natural feita pelas águas,Pra mim foi o banho do dia.

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No escuro, já, voltamos para a barraca tomar um bom café e ouvir uma boa música antes de cair no sono.

No dia seguinte acordamos antes de amanhecer ainda, fizemos nosso desjejum café, pão, linguiça e claro queijo do Sítio Santo Antônio. Levantamos acampamento e as 07:30 estávamos na estrada para a cachoeira Chicão I e II onde faríamos um rapel.

Nos encontramos com o instrutor no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), e seguimos no nosso carro até a cachoeira. Mais um casal foi junto, achamos que iriam fazer rapel também, mas parece que o instrutor estava sendo somente guia deles para a cachoeira. Demos uma breve parada no salto Chicão I que fica do lado da estrada na mesma trilha que leva até a segunda queda, paramos mais para o casal conhecer a primeira queda.

 

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Adrenalina lá em cima, descemos até Chicão II com seus 52 m de queda. Lá fomos, aproximando do penhasco e depois soltando o corpo na corda e deixando a gravidade fazer o trabalho. São 48 m de pura adrenalina, alguns escorregões e um belo banho de névoa da queda.

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A cachoeira é muito bonita e tem um volume grande de água. Na base forma-se um grande panelão de águas turbulentas. Porém, logo depois do poço tem uma faixa de areia formada pela água, e um canal raso por onde a água corre, aqui sim, ideal para um banho. Conhecemos um grupo de Bombeiros Civis que estavam fazendo treinamento, muito simpáticos eles, tanto que ficamos lá até o meio dia, mesmo depois que o nosso instrutor já tinha ido embora, posso dizer que fizemos amizade.

Voltamos para o carro e almoçamos nossas saladas temperadas apenas com sal, junto com algumas conservas e biscoitos, rápido pois ainda queríamos curtir um pouco Chicão I. Chicão I é mais modesta que sua irmã mais velha, tem 15 m de queda divididos em dois saltos; uma queda livre, noutro as águas bailam sobre as pedra em vários filetes dando-lhe um gracejo único.

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Essa cachoeira geralmente está cheia de famílias com crianças tomando banho nas quedas ou onde a água se acumula. Queríamos ir para a Cachoeira Véu de Noiva mas nosso tempo estava se esgotando, então decidimos deixá-la para um próxima e fomos passar na Pedreira. Esta fica praticamente na cidade, é uma bela queda, quem passa da estrada nem imagina que ali tem algo tão maravilhoso. Deu trabalho para achar a entrada, tem um portão com uma placa bem grande dizendo “entrada proibida”, mais a frente uma trilha no pasto leva até o topo da queda, mas queríamos chegar na base. Perguntamos na estrada para duas pessoas que passavam como chegar na trilha que levava para a cachoeira, ela nos disse que poderíamos entrar no portão que lá dentro tinha a trilha, ainda desconfiados, lá fomos nós - imagina tivessem mentido só para  nos ver tomar uma corrida.

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Mas tudo bem achamos a trilha, é bem curta e chegamos no objetivo. A água é bem limpa, porém não se pode dizer o mesmo do entorno, tem bastante lixo jogado. É uma pena as pessoas não terem consciência ecológica, e às vezes nos faz pensar que é melhor que seja fechado mesmo o acesso ao público e cobrado taxa para entrar, quem sabe assim poluem menos. Tarde já, mas vamos ainda para o Hotel Luar de Agosto conhecer o Badalado Salto São Pedro.

O Hotel Fazenda é bem estruturado, compete de igual com os grandes hotéis do ramo. Recebemos na entrada um folder (mapa) demonstrativo da propriedade, como não tínhamos tanto tempo para explorar toda a estrutura, escolhemos fazer a trilha mais longa que levaria até o Salto. Pegamos a trilha da Serra, logo se perdemos, o mapa é bem confuso, kkkk. Deixamos o mapa de lado e seguimos o faro mesmo. Encontramos de novo a trilha certa quando achamos o Mirante da Serra. Seguindo a trilha depois de bastante procura descobrimos o Mirante da Árvore, que foi construído sobre uma figueira e dá de vistas para o Salto São Pedro ao longe.

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De volta na trilha chegamos a Rio São Pedro e depois seguimos ele até o Salto. De tirar o fôlego, com 125 m de cortina de água caindo sobre pedras gigantescas, é possível avistá-lo de longe, bem antes de chegar na base. Para completar o charme uma ponte de madeira coberta de musgo sobre o rio completa o cenário de uma viagem incrível.

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Mas antes foi preciso voltar para o carro à 1800 m na sede, e ainda ficar com os olhos aguando de vontade de fazer a tirolesa de 500 m que sobrevoa o vale. Na próxima viagem à Faxinal já temos muita coisa em mente, com mais cachoeiras, tirolesa e trilhas.

Dicas Extras

Em todos os locais que estivemos nessa viagem é possível chegar com carro baixo, e para se localizar um bom faro de estrada e um GPS resolvem. É importante levar dinheiro em espécie, em muitos lugares não pega sinal de celular ou internet então você não encontrará maquininhas. Se tiver dúvidas poste aí nos comentários que ajudaremos com se puder.

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    • Por G.barbozaaa
      Alguém sabe me dizer como está a trilha/caminho da cachoeira da usina, desde a cidade até chegar a cachoeira! Queria saber se está tendo fiscalização na linha do trem, ou se estão proibindo. 
      Bom proibido sempre foi mas nós vamos mesmo assim, porém parece que a fiscalização está mais prestativa.
      FB_VID_2537588188253581839.mp4
    • Por Gleiseane Martins
      Olá galerinha!
      Minha segunda vez na trilha da Pedra da Gávea e pela primeira vez subindo pela P4 com uma parada na Janela do Céu, a trilha é moderada e extensa começamos a subir 8:30 eu e um grupo de amigos com um guia o Davi, ele levou corda e cadeirinha para ajudar e apoiar os que tivessem dificuldade como eu rsrsrs sou baixinha 1,46 então tinha partes que minha perna não chegava até algumas pedras rsrsrs sim tem escaladas. Depois de 1hora e 30 minutos de subida forte chegamos até a Janela do céu um ponto de parada com uma vista incrível para fotos, vídeos e admirar a natureza. Depois dessa parada estratégica continuamos a subida foi então que veio os dois lances de corda e escalda ás 12horas e 30min estávamos no alto da Pedra da Gávea com uma vista incrível porem entre nuvens uma ventania e as nuvens iam e voltavam durante todo o tempo que ficamos no Alto da Pedra da Gávea. Após 1h no Topo descemos no caminho pela carrasqueira, utilizei novamente a corda e a descida foi muito intensa mas sobrevivi rsrsrsrs, após 8horas dentro da mata saí finalizamos a trilha.
      Segue vídeo dessa aventura para incentiva-lo a subir também é uma super aventura!!!
       
    • Por Fora da Zona de Conforto
      Um sol escaldante, mas glorioso, céu azul e agradável e vento refrescante são a receita perfeita para sair de sua casa e embarcar em uma aventura de caminhada!
      Para a maioria das pessoas, o verão é a melhor época para fazer caminhadas com a família, amigos ou sozinho. Um dia passado na trilha pode ser revigorante, emocionante e, claro, queima calorias. Pode ajudá-lo a relaxar e liberar um pouco da serotonina armazenada nas profundezas do seu cérebro.
      Normalmente, a maioria das pessoas prefere fazer caminhadas no verão por causa das horas de luz do dia mais longas. No entanto, você também pode caminhar durante o inverno ou em qualquer outra estação, se não se importar com o clima.
      Independentemente de quando você for, é importante que você esteja pronto não apenas com o equipamento apropriado, mas também com o conhecimento adequado que pode ajudar a tornar sua experiência de caminhada gratificante.
      Ao caminhar em clima quente, você deve saber como controlar o calor intenso, a desidratação, as cãibras de calor e outros problemas que possa encontrar. Aqui está uma lista de dicas para ajudá-lo quando você estiver caminhando ao ar livre.
       
         1. Verifique o tempo antes de sua caminhada
      Embora o verão seja uma ótima estação para caminhadas, é fundamental verificar o tempo antes de tomar qualquer decisão. Fazer exercícios em um clima extremamente quente pode colocar mais estresse em seu corpo e, se você não considerar o calor, pode arruinar sua viagem.
      Quando você se exercita no calor, pode causar exaustão, desidratação e, na pior das hipóteses – uma insolação. Se a temperatura estiver perto de 35 graus e a umidade estiver em ou perto de 100%, adie seus planos até que o tempo esfrie.
      Além disso, evite caminhadas durante o meio-dia, pois a temperatura é mais alta durante esse horário. Alicia Gerber, diretora do acampamento de verão da Pali Adventures, diz que você deve começar a caminhada o mais cedo possível em um dia quente.
      Portanto, saia cedo o suficiente para garantir que você termine a sessão mais árdua antes do meio-dia. Dependendo do calor do tempo, você pode preferir fazer caminhadas no início da manhã ou no final da noite.
       
         2. Encha garrafas de água… muitas delas!
      Você vai suar muito, o que significa que provavelmente ficará desidratado depois de algum tempo. Portanto, certifique-se de carregar água suficiente com você. Certifique-se de que cada pessoa tenha sua própria garrafa de água para que todos possam matar a sede facilmente.
      É sempre melhor beber mais água do que você acha que pode precisar, porque mesmo se você tiver grande resistência, caminhar em clima quente vai fazer você suar muito!
       
         3. Traga alguns lanches com você para manter seus minerais elevados
      Como você vai suar muito durante a expedição, é essencial levar lanches para manter o nível de açúcar no sangue ideal. O suor afeta mais os níveis de sal, portanto, para evitar pressão arterial baixa ou fadiga, coloque algumas barras de proteína ou outros lanches nutritivos dentro de sua mochila.
      Se você estiver caminhando com seu filho, traga alguns lanches para ele também ou coloque-os em sua própria mochila.
      Claro, não traga refeições completas, para que você não fique com sono ou preguiça durante a caminhada. Mas traga comida suficiente para ajudar a mantê-lo ativo e fornecer a energia necessária.
       
      Continue lendo em: 9 Dicas Essenciais para Caminhadas e Trilhas no Calor
    • Por Rafael Presente
      Vale Do Pati vindo de São Paulo
      Estamos (Eu e minha esposa) no planejamento ainda... a viagem vai ser em outubro, sairemos aqui de São Paulo dia 13 e voltamos dia 24 de outubro( ficaremos no Vale do Pati uns 7, 8 dias...)
      Já comprei as passagens, consegui comprar com os pontos do cartão de credito porém além dos pontos teve + uma taxa de +/- 210 reais ( valor referente a ida e volta para nós dois)...e mais pra frente terei que pagar uns 200 reais para despachar a minha mochila (100 pra ir e 100 para voltar) acredito que terei que despachar pois a minha talvez não passe como bagagem de mão, ai coloco tudo dentro dela assim só pagamos o despache de 1 mala.
      OBS: A ideia é iniciar o Trekking entrando pelo Vale do Capão e sair por Andaraí.
      Para Chegar no Vale do Capão:
      -Pegaremos o voo no dia 13 de outubro de São Paulo para Salvador às 14:10, previsão de chegada às 16:25 em Salvador
      Eu tinha visto que teria que pegar um ônibus até Lençois e de Lençois pegar outro até Palmeiras e de Palmeiras pegar um até o Vale do Capão, porém descobri que existe uma opção de ônibus que vai direto de Salvador até Palmeiras e sai até mais barato (R$105,60), pois se pegar o ônibus de Slvador até Lençóis ele sai por 99 reais, aí de Lençóis até palmeiras sai +/- 13 reais, fora o desgaste de sair de um ônibus e esperar o horário do outro, etc....se eu conseguir a passagem para o dia e horário que eu quero vou pegar ônibus direto para Palmeiras, vamos ver se vai rolar....se não vou por Lençóis mesmo... !!
      O horário que daria para eu pegar seria o das 23 hrs saindo de Salvador e chegaria às 5:45 do dia 14 em Palmeiras. Detalhe não faremos o trekking com agencia, nem guia, pois o dinheiro que separamos e temos, não daria para contratar esses serviços ( se fossemos contratar, o rolê pelo Pati que poderia durar 8 dias duraria no máximo 3 com os custos dos serviços, eu super valorizo porém nesse momento não estou tendo dinheiro o suficiente para bancar)....pesquisei bastante sobre o local e junto com os relatos das pessoas, decidir ir por conta usando gps, o app Wikiloc e vou atrás de um mapa impresso da região tbem por precaução...Grato a todos que fizeram os relatos por aqui ( ajudou muito )
      Ai em Palmeiras pelo oque eu vi tem opções de condução que fica na rodoviária para fazer esse translado até o Capão...acredito que como vou chegar de manha, devo conseguir esse translado.
      Descobri que as casas dos moradores não estão recebendo as pessoas para acampar, e que estão funcionando com 50% a menos da capacidade devido a pandemia, ou seja é necessário fazer as reservas com antecedência, as minhas eu já fiz no começo de setembro ( vou colocar o whastapp das principais casas que estão recebendo as pessoas, assim quem tiver interesse é só chamar pelo Whats que o pessoa retorna rapidinho)
      Estão cobrando 200 reais por pessoa com jantar e café da manhã inclusos ou 80 reais para dormir, tem casas que cobram uma taxa de uns 20 reais para usar o fogão a gás, e outras não cobram caso use o fogão a lenha. No caso faremos um Mix, levaremos alguns itens para cozinhar na mala, outros compraremos nas casas e locais de apoio que tenham essas opções e prepararemos as nossas refeições lá ...e um dia ou outro pegaremos o pacote completo de 200 reais cada um. Como somos veganos veremos como seria a flexibilidade e possibilidade dos moradores em relação a adaptação das refeições, acredito que seria de boa, pois sempre conseguimos nos virar em outras situações que passamos, nada que um belo arroz e feijão não resolva :D, e se sobrar feijão da janta, já temos uma bela pastinha proteica pra passar no pão para o café da manhã do seguinte rsrsr.
      Segue o Whats da galera
      Agnaldo e Miguel –+55 75 9221-2159 Alto do Luar – +55 75 9128-2170 Seu Eduardo – +55 75 98190-7153 / +55 75 98247-9816 João (Dona Raquel) – +55 75 98127-1012 Igrejinha- +55 75 98330-5594  Prefeitura (Jailso e Maria) – +55 75 99131-9076 Dona Raquel – +55 75 99296-4664  Seu Jóia-  75 82758313
       
      Ah, teve lugares, como Prefeitura que já estava lotado que não tinha vaga.....
      Vários moradores me deram uma baita assistência para me auxiliar na tomada das decisões em relação ao roteiro que eu ia fazer dentro dos dias que eu tinha para ficar dentro do Vale do Pati ( no caso entre 7 e 8 dias ), como não conheço nada, precisava saber em qual localização o morador estava para assim eu poder reservar o dia que eu chegaria lá na casa dele, e nessas eles acabavam me auxiliando no roteiro e eu fui entendendo cada vez melhor sobre o lugar, os caminhos e as sequencias das casas de acordo com o trecho, enfim vale perguntar quando for fazer a reserva onde o morador está localizado.
      A princípio o roteiro está assim (estou aberto para sugestões e dicas, caso alguém queira se manifestar :D)
      1° dia (14/10) chegarei no Vale do Capão, vou ver se pego um mototáxi até o Bomba que é por onde acessa o vale do pati ( pelo menos foi oq eu vi) ai vou até a igrejinha onde já fiz a reserva, vou dormir lá e descansar.
      2° dia ( 15/10)- Igrejinha x Cachoeirão por cima, retorno a igrejinha e descanso ou caço algo pra fazer por lá se chegar cedo de mais....
      3° dia (16/10) Igrejinha x casa do Agnaldo ( deixo as coisas lá ) e faço as cachoeiras do Funil e depois o Castelo e volto para o Agnaldo
      4°dia (17/10) Agnaldo x Cachoeira do Calixto X Poço da Arvore X Agnaldo
      5° dia (18/10) Agnaldo X casa do Seu Jóia, repousaremos lá (Não sei oq teria no caminho...vamos descobrir)
      6°dia (19/10) Seu Jóia x e oque tiver para fazer a partir da casa ele, preciso ver isso ainda, mas era algo do tipo Cachoeirão por baixo e Guariba
      7° dia (20/10) Seu Jóia x e mais algum passeio que dê para fazer ainda, e depois retorno para o seu Jóia
      8° dia (21/10) Seu jóia x Andaraí
      9° dia (22/10) Andaraí x algum passeio por la, pensei na gruta azul e na encantada...não sei ainda, aceito sugestões....esse dia tiraremos para fazer os possíveis passeios a partir de Andaraí e que os que derem para fazer apenas em 1 dia ( não sei ainda onde vou ficar hospedado, mas a ideia é já ficar próximo a rodoviária)
      10° dia(23/10) Começar a volta até Salvador ( estou vendo as opções de ônibus para Salvador direto, Palmeiras, Lençois...ta ruim de achar viu)
      11° dia (24/10) Salvador voo às 7 da manha para São Paulo
       
      É isso por enquanto !!
      Aceito sugestões pessoal !!
      Mais uma vez grato pela atenção, e pela dedicação que todos tem em compartilhar, e auxiliar uns aos outros!!
      Saúde e alegria para toda vida !!!
    • Por Raf_rj
      4 Noites na Chapada dos Veadeiros - Alto Paraiso / São Jorge - Goiás
      >> Quinta 
      - Voo cedo SDU x BSB, chegada em Brasília 10h, retirada do carro alugado (hatch compacto) e partida para a Chapada - Chagada 13h30.
      - Vale da Lua. Local de fácil acesso e lotado de pessoas. 
      - Passagem pelo Jardim de Maytrea (Bela paisagem/Cartão postal da Chapada). É apenas um local para parar o carro na beira da estrada e aguardar o por do sol. Pessoas tiram fotos sentadas no teto do carro.
      - Check in na Pousada em Alto Paraíso no final da tarde.
      >> Sexta
      - Cataratas dos Couros - Distante 50km de Alto Paraiso - Trecho de estrada de terra com subidas difíceis para carro comum. Precisamos empurrar junto com outros grupos também com carros atolados.
      - Orientação de tracklog pelo Wikiloc.
      - Várias quedas, mirantes e ótimos pontos para tomar banho.
      - Circuito para um dia inteiro.
      >> Sábado
      - Parque Nacinal da Chapada dos Veadeiros - Saltos, Carrossel e Corredeiras ~14km com 420 de elevação.
      - Espetacular. Foi tão bom que voltei no dia seguinte para fazer outro circuito.
      >> Domingo
      - Parque Nacinal da Chapada dos Veadeiros - Circuito dos Canions (Canion 2 e Carioquinhas) ~ 11km com 200 de elevação.
      >> Segunda
      - Visita aos poços do Circuito Loquinhas. Entrada é cara e volume de água estava baixo em julho. Mas foi um programa rápido e adequado para o dia de retorno.
      - Retorno a Brasília e voo BSB x SDU a tarde.
      Atenção especial para o restaurante Zu's Bistro (risotos e massas).
      *   O período curto de 4 noites é pouco para conhecer o básico da Chapada dos Veadeiros.
      **  A hospedagem é cara em Alto Paraiso. Uma boa opção é entrar em contato direto com a pousada e reservar sem sites intermediários.
      *** Foi decidido não ir em Cavalcante, a Cachoeira Santa Barbara (queridinha da Chapada) estava fechada no período.
       
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