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peter tofte

Rapa Nui - Te Pito o Te Henua - o umbigo do mundo

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RAPA NUI – TE PITO O TE HENUA – o umbigo do mundo, como os antigos habitantes se referiam a sua ilha. Com muita propriedade, pois a ilha possivelmente é a porção de terra mais isolada do mundo, quase 4.000 km dos pontos mais próximos na América do Sul e na Polinésia.

 

Bem, antes de fazer o relato, devo uma explicação.

 

Botei o tópico aqui em América do Sul e não em Oceania porque a ilha pertece ao Chile e na maioria dos guias de viagem encontramos a Ilha como um capítulo do guia do Chile, a exemplo do Lonely Planet. Quase todo mundo vai para a ilha via Chile.

 

Assim peço desculpas pela imprecisão geográfica. Mas acho que os interessados vão encontrar a ilha mais facilmente no Fórum Mochileiros, pois há uma tendência a procurá-la dentro do tópico América do Sul > Chile.

 

Voltando do Tahiti saltamos na ilha de Pascoa. Tinhamos um restinho de manhã, uma tarde livre e a manhã seguinte livre, antes de ir para o aeroporto pegar nosso vôo de volta para Santiago.

 

Pouco tempo. Talvez, mas na ida para o Tahiti passamos um dia aqui. Os vôos da LAN para Papeete ficam mais baratos se vc faz escala na Ilha de Pascoa. Minha esposa constatou isto. Disse que ficou na época US$ 300 mais barato.

 

Outro macete é comprar a passagem no Chile. Lá é mais barato do que se comprarmos no exterior.

 

Saltei no Hotel Gomero, pertinho do aeroporto, enquanto minha mulher seguiu numa excursão terrestre para o Norte da ilha, para visitar os 15 moais e a praia de Anakena, que junto com a praia de Ovahe são as únicas da ilha do jeito que conhecemos: uma boa faixa de areia banhada pelo mar. Anakena tem até coqueiros. A maioria da costa da ilha é de penhascos, como poderão ver nas fotos.

 

Dormi 2 ou 3 horas no hotel pois a noite no avião mais o jet leg não são moleza. Ao acordar peguei minha mochila e fui. Não acompanhei minha mulher pelo cansaço e pela filosofia de viagem: na medida do possível evito estas excursões. Prefiro andar com as próprias pernas. Mais saudável. Porém ela, como a maioria das mulheres, gosta de um meio mais confortável, rápido e prático.

 

Ao sair do hotel, na pequena vila de Hanga Roa, a única da ilha (5.000 habitantes), dobrei a esquerda e segui até a igreja principal, numa encruzilhada. Desci então em direção a caleta Hanga Roa, na verdade um abrigo para pequenos pesqueiros. Não há porto na cidade. Os pequenos navios que abastecem a ilha ancoram ao largo e descarregam para chatas que levam para terra. Isto torna complicado o abastecimento da ilha.

 

Na caleta já há um moai, aquelas cabeças esculpidas na pedra que fazem a ilha de Pascoa tão famosa. Um pukai marca aquele ponto no Sendero de Chile. Sim, há uma Ruta Patrimonial de Chile também na ilha, com pukai assinalando os pontos de interesse. Entre no site, imprima o arquivo PDF e leve consigo para ilha (algo que não fiz!!). Assim vc não precisa de guia.

 

Com ou sem mapa mesmo uma anta cega não tem como se perder na ilha. Segui pela costa em direção norte, subindo suavemente o morro, passando pelo cemitério da ilha e logo depois o Ahu Tahai, um centro cerimonial, onde haviam moais de pé. Área bem conservada, reconstruída para dar uma idéia de como vivia o povo da ilha.

 

Como estava com pouca bateria deixei as fotos para a volta. Já tinha fotografado estes moais antes, na ida para o Tahiti.

 

Segui costeando, vendo o visual incrível dos penhascos. Não há dificuldade em seguir. A vegetação é baixa, gramíneas, e pedras.

 

Ao Norte domina o Monte Terevaka, um dos tres maiores dentre os vários vulcões extintos que formaram a ilha.

 

Fui em direção a caverna das 2 ventanas (janelas) – Ana Kakenga, um abrigo da época da guerra dos clãs. Quando cheguei no local não acreditei que aquilo seria uma entrada: uma estreitíssima e baixa fenda.

 

Os habitantes colocavam pedras para estreitar e abaixar a entrada. Se um inimigo tentasse entrar na caverna só poderia fazê-lo abaixado de quatro. Ao chegar na caverna seria recebido por um tacape na cabeça, nesta posição tão vulnerável.

 

Recomendo um dos capítulos do excelente livro “Colapso – como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso” de Jared Diamond . Ele demonstra como uma população crescente, com praticas não ecológicas e não auto-sustentáveis exauriram os recursos da ilha. Veio a fome e daí as guerras entre os clãs. Canibalismo virou uma tônica. Como os arqueólogos descobriram: ossos humanos serrados, para chupar o mocotó dentro deles...

 

Este e outros casos servem como um alerta da história para a humanidade, que esta agredindo o planeta em grande escala.

 

Acho que as cavernas foram formadas pelo fluxo da lava que formou um bolsão. Acredito que a lava ardente encontrou um rio ou riacho e cobriu-o. A enorme temperatura fez a água se vaporizar e formar um bolsão de vapor de água quentíssimo que impediu a lava de ocupar o espaço. Posteriormente a lava solidificou formando a caverna.

 

Não levei lanterna e lá dentro estava um breu. Tentei entrar o máximo que podia, procurando me acostumar com a escuridão e tateando, na esperança que logo as 2 ventanas iluminascem o salão. Mas não deu jeito. Ainda usei o infravermelho da câmera para ajudar mas não podia gastar o resto da bateria lá dentro e daí ficar preso, batendo a cabeça no teto baixo e tropeçando. Dei meia volta na base da apalpada.

 

Ao sair encontrei um grupo de chilenos. Gentilmente me deixaram acompanha-los. Eles também não tinham lanterna mas tinham uma câmera bem mais carregada e usando o flash chegamos as duas janelas que miravam o mar. Tirei fotos deles e eles de mim. Pessoal simpático. Descobrem logo que somos brasileiros pelo portunhol!

 

Notei para aquele que parecia o guia do grupo a quantidade de esqueletos de cavalos e bois que avistei de cima do penhasco nas rochas lá embaixo, junto ao mar, na quebrada das ondas. Particularmente, no penhasco perto da caverna das 2 ventanas, havia dois esqueletos e um cavalo ainda inteiro, iniciando o processo de decomposição. Fiquei encafifado com o fato. Os animais são normalmente cuidadosos. Não iriam pastar assim tão perto da borda de um penhasco. Passei a imaginar que os criadores dos animais, quando eles estivessem doentes, sacrificassem os bichos atirando-os pelos penhascos.

 

Que mal juízo fiz dos pascoenses! O chileno se apressou em explicar que exite uma planta, o lupino amarelo, que tem uma folha venenosa que as vezes os animais comem no pasto e provoca efeitos terríveis. Eles deixam de defecar e ficam tontos, acabando por cair nos precipícios. A planta tem um alcalóide toxico ou a associação com um fungo tóxico que provoca a morte dos animais. E são as plantas que produzem os nossos conhecidíssimos tremoços!

 

No mar, pertinho do penhasco, dois motus (ilhotas) sem vegetação, constituído por negra rocha vulcânica. Era interessante ver as ondas batendo neles, escavando cavernas e varandas na rocha.

 

Andei por 3 horas pela costa oeste da ilha, rumo ao Norte, feliz com a paisagem. Vista para o mar azulzíssimo lá embaixo e a todo instante uma ruina arqueológica. Dizem que a ilha é um dos maiores museus a céu aberto do mundo.

 

Possivelmente cheguei ao Ahu Tepeu (uma base de moais derrubados (não foram recuperados, ou seja, colocados de pé na posição original). De lá tive de voltar na direção oposta pois a recepcionista do hotel disse-me que as 20:30 0 escurecia e não queria voltar para Hanga Roa no escuro.

 

Ainda visitei outra caverna (Ana Te Pora) no caminho. Menor, deixava a luz entrar com mais facilidade.

 

Cheguei de volta a Ahu Tahai a tempo de tirar fotos dos Moai com o pôr-do-sol atrás deles. Alguns pascoenses de traços polinésios se vestiam como os antigos habitantes, um deles como se fosse sacerdote ou chefe, no antigo ancoradouro. Uma loirinha posava com os pés dentro dágua, em pose de princesa ou donzela pronta para o sacrifício. Estavam tirando fotos, não sei se para um folder de promoção turística da ilha ou se em seguida haveria um espetáculo típico. A galera backpacker se junta no gramado em frente as estes moais para ver o pôr-do-sol. É O programa de final de tarde!

 

No dia seguinte pela manhã fiz uma excursão com minha mulher para o vulcão Rano Kau (410 m) e a vila cerimonial de Orongo (sítio arqueológico). Iria embarcar no vôo meio dia daí ter optado pelo esquema de tour. Mas dá para subir a pé o vulcão com tranquilidade desde Hanga Roa. A entrada do parque custa 5.000 pesos (US$ 10). Mas vale muito a pena. A vista da cratera, da vila cerimonial de Orongo e do mar com os 3 motus lá embaixo (Kao Kao, Iti e Nui) são espetaculares. Nesta vila e nos motus se praticava o principal ritual do culto aos homens pássaros (este culto substituiu o culto aos moai).

 

Também, a exemplo da Polinésia francesa, vale muito a pena alugar uma bike. Com ela vamos para todo canto da ilha sem pagar caro pelas excursões de automóvel. Não aluguei porque não tinha um dia completo. Perguntei a um turista por quanto tinha alugado: 10.000 pesos chilenos por dia = US$ 20. Outra coisa: dentro do saguão do pequeno aeroporto de Hanga Roa já tem balcões anunciando campings, a opção mais econômica da ilha. Mas acho que atualmente não permitem mais camping selvagem na praia de Anakena, uma pena!

 

Os hoteis são muito caros para o que eles oferecem (mesma síndrome de Fernando de Noronha) daí recomendar o camping.

 

A ilha merece ao menos 3 dias completos. Os moais, cavernas e ruínas são interessantíssimos. Dá para fazer hiking, andar de bicicleta e curtir uma praia no umbigo do mundo. Tem também duas operadoras de mergulho, mas depois da overdose na Polinésia queria conhecer mais as ruínas da ilha, em terra firme.

 

Um lugar único, o umbigo de nosso planeta!

 

Abs, peter

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Oi.

 

Gostei muito de suas informações sobre a Ilha de Páscoa.

 

Fiz uma viagem em julho do ano passado, e inclui no meu roteiro o Peru, porém devido ao bloqueio das estradas somente chegamos até Puno, optando por ficar somente na Bolivia.

 

No próximo ano, também em junho/julho, pretendo ir a Cusco, Santiago e Ilha de Páscoa.

 

Como moro em Mato Grosso, 70 Km da Bolivia (San mathias) e 700 Km de Santa Cruz, sempre entro por aqui.

 

Gostaria de um roteiro que envolvesse as cidades acima, pretendendo fazer a trilha Salkantay no Peru.

 

Você poderia me ajudar?

 

Um abraço.

 

Daia.

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Daia:

 

Não fiz este roteiro Cuzco-Santiago-Isla de Pascoa, assim não teria muito como ajudar. Creio que não há vôos diretos de Cuzco para Santiago, mas pesquise, especialmente no site da LAN. Talvez haja ônibus mas é uma boa distância para ir via rodoviária.

 

Abs, peter

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As fotos:

 

Moais no Ahu Akapu

 

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O único moai reconstruído, com chapéu e olhos, como os originais.

 

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Vista para Hanga Roa. Ao fundo, o vulcão Rano Kau.

 

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Caminhada ao longo dos penhascos. Ao fundo dois motus quase em frente a caverna das duas ventanas (janelas).

 

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Vista de uma das ventanas para os motus.

 

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Vista da outra ventana da Ana Kakenga.

 

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Caminhada pela costa Oeste. Vista para N-NE, ao fundo, encosta do vulcão Maunga Terevaka, o maior da ilha.

 

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Mesma caminhada, vista para SO, em direção a Hanga Roa.

 

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A base de um altar de moais (Maitaki Te Moa ou Vai Mata) na encosta do Terevaka.

 

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Vista de outra caverna (Ana Te Pora), de dentro para fora.

 

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Outra vista dos penhascos na costa Oeste.

 

20101127180727.JPG

 

Moai ao por-do-sol.

 

20101127180845.JPG

 

Encenação em Ahu Akapu.

 

20101127181017.JPG

 

Mais moais ao por-do-sol.

 

20101127181123.JPG

 

Abs, peter

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Peter teu relato ajudou muito, além de ter sido um dos melhores que li sobre a Ilha de Pascoa. Aproveitei a promoção da TAM LAN kkque bom que se uniram! Vou dia 14 de Junho e fico até o dia 21, na realidade chego lá dia 15 então terei 5 dias intero para aproveitar e mais a metade do dia 15 e do dia 21, vou seguir sua dica e alugar uma bike além de caminhar muito coisa que adoro fazer, tb vou levar uma lanterna graças a seu relato. Valeu e obrigado. Vou te Positivar pelo relato. Raulzito vamos nessa ainda tem tempo de comprar, paguei 800,00 com taxas 10 de 80 no cartão ::otemo::

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Camarada Trota, eu já comprei! :wink:

Chego na ilha dia 09, parto dia 15. Ainda dará tempo de tomarmos aquela caipirinha de Pisco lá! ::hein:

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Trota e Raulzito:

 

Aproveitem bem! Eu fiquei lá nem dois dias completos. O ideal é o que vcs vão fazer.

 

Não precisam pegar nenhum tour. Dá pra fazer tudo de bike ou a pé. Como a ilha é cara vcs neste aspecto economizam.

 

Acho que tb dá para fazer um camping numa boa.

 

Depois postem um tópico contando como foi.

 

Recomendo como leitura antes da viagem o livro "Colapso" que num dos capítulos conta o drama da ilha.

 

Abs, Peter

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    • Por Aullyanna02
      Planejo fazer uma viagem com destino ao Chile em julho/2019, e desejo visitar os dois destinos que estão no título do post. Gostaria de saber se há possibilidade de comprar as passagens para a Ilha de Páscoa no aeroporto de Santiago, pois aqui no Brasil elas são absurdamente caras - leia-se R$5.000 em alguns sites - e não cabem no meu orçamento inicial. Por favor, me ajudem! Desde já, agradeço!!!
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      Amigas e amigos mochileiros,
       
      Como muitos outros brasileiros, viajei para a Ilha de Páscoa, realizando um sonho antigo. Sempre tive interesse em algo que poderíamos chamar de "turismo histórico-arqueológico", mas ir a Rapa Nui (nome do ramo linguístico falado originalmente na ilha) sempre foi um sonho mais distante, não estava nos planos mais próximos de viagem para o presente ano. No entanto, uma promoção da LAN/TAM em janeiro, anunciada pelo Melhores Destinos (http://www.melhoresdestinos.com.br/promocao-passagens-ilha-pascoa.html), mudou os meus planos. Nesta promoção, era possível sair do Rio em direção a Ilha de Páscoa por menos de R$ 600,00 + taxas. Imperdível! Os valores normais são mais que o dobro disso.
       
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    • Por Jonas.Schwertner
      O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a Ilha de Páscoa. Se você está com alguma dúvida em relação à ilha, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece a Ilha de Páscoa, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder!
       
      INFORMAÇÕES SOBRE A ILHA DE PÁSCOA
      Os Gigantes da Ilha de Páscoa

      Foto: Voluti
      No ano de 1722, domingo de páscoa, às 18 horas. A bordo do navio de Afrikaanske Galei, os marinheiros trabalham normalmente. Há quatro meses e meio tinham levado ferros da Holanda em viagem de exploração e comércio e afora o rápido combate com um grande galeão espanhol, que tinha deixado para trás graças a sua superior velocidade, tudo havia corrido ao gosto do comandante comodoro Jacob Roggeveen. Súbito o vigia , anuncia " terra à vista" . Aproximam-se de uma ilha não assinalada no mapa. Com a pouca luz do entardecer chegam em tempo de avistar no litoral, sobre longas muralhas de pedra, enormes gigantes que parecem dispostos a evitar desembarque. Roggeveen manda ancorar longe da costa e decide esperar pelo amanhecer para tomar uma decisão. Quando o dia clareia os europeus têm sua segunda surpresa. Os gigantes permaneciam parados e com óculos de alcance foi possível avistar gente de tamanho normal que se movia entre eles. Tinha-se assustado com estátuas. Resolvem então desembarcar, após batizar a ilha em honra a data de sua descoberta. (Texto retirado do livro "Grandes Enigmas da Humanidade" Luís Carlos Lisboa e Roberto Pereira de Andrade )
      Estátuas colossais, de mais ou menos 5 metros reinam em toda ilha do Pacifico desafiando a ciência. Como explicar o transporte das colossais estátuas, chamadas Moais, ninguém até hoje soube dizer. As estátuas olham para o norte e nordeste, sul, sudoeste e sudeste. A ilha toda tem 170 km2 de extensão, 3500 km da costa oeste da América do sul. Existem hieróglifos por toda parte da ilha e se fossem decifradas iriam revelar muito sobre a cultura daquela época. Fica a seguinte pergunta no ar: Quem e que ferramentas foram usadas na construção daquelas estátuas? Simplesmente esta pergunta está entre nós desde o descobrimento da Grande Pirâmide do Egito. Mas se pensarmos bem o Mundo está repleto de enigmas do qual só temos uma resposta, ou fomos auxiliados por seres inteligentes de outras galáxias, ou tivemos uma grande catástrofe da qual esquecemos tudo e recomeçamos da estaca zero... A ilhota é de formação vulcânica, tendo um relevo moderado, superfície de 118 km quadrados, com altitudes que variam de 200 à 500m. Faz parte da província de Val Paraíso no Chile, e constitui a Oceania Chilena. Sempre os mesmos traços de impossibilidade, nos canteiros do vulcão, sem terminar ficaram mais de 200 Moais, que não foram terminados nem distribuídos. Batizada como "Te pita, te henua" (umbigo do mundo ).
       
      *Existem três tipos de estátuas gigantes:
       
      -As primeiras estátuas estão situadas nas praias à borda do mar. Seu número é de mais ou menos 200 à 260 e algumas estão à uma distância de mais de 20 km do canteiro do vulcão onde foram modeladas. Estas estavam instalados em vários números, sobre monumentos funerários chamados "ahus"e davam as costas para o mar. Originariamente estiveram tocados por um tipo de chapéu cilíndrico chamado "Punkao", feito com uma rocha avermelhada, tirada do vulcão "Puna Pao".
       
      -O segundo grupo é o das erigidas ao pé do "Rano Raraku". São estátuas terminadas, porém diferentes das outras, pois seus corpos estão cobertos por símbolos. As órbitas dos olhos não estão desenhadas e precisam de um chapéu ou "punkao". No entanto estas são mais enigmáticas que as anteriores.
       
      -O terceiro grupo há anos a mais conhecida de todas elas "tukuturi", que possui a particularidade de ter pernas, foi comparada as estátuas da arte pré-incaica criando sérias dúvidas sobre a tese comum da origem dessas populações. A ilha porém foi abandonada por alguma razão... Os obreiros abandonaram suas ferramentas e oficinas. Como se suas causas desta paralisação tivessem sido provocadas por uma catástrofe de caráter natural, como maremoto, por alguma invasão ou epidemia.
       
       
      Pára-Raios?
       
      Porém alguns cientistas, no ano de 1989, caracterizaram os Moais como "PARA RAIOS", devido a constantes descargas elétricas naquela ilha. Mesmo assim à quem se atribui a inteligência de produzir "para raios" naquela época? Assim do meu ponto de vista, até acho que os moais tenham sido destruídos por raios naquela época, e seus criadores tenham feito os chapéus Punkao, para que as grandes estátuas não fossem danificadas pelo impacto dos raios... já que os chapéus não tem um formato muito criativo, sem ornamentos, digo, bem simples em vista que os monumentos têm muitos detalhes, são ricos de finos traços.
       
       
      Eis abaixo o texto retirado do Jornal O Globo - Mundo/Ciencia e vida - Ribamar Fonseca:
       
      "São Luís - As estátuas monolíticas de até dez metros de altura da ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, foram construídas pelos antigos nativos para funcionar como para-raios e, desse modo protegê-los das descargas elétricas freqüentes naquela região. Essa teoria, já comprovada científicamente através de pesquisas nos laboratórios da Universidade Federal do Maranhão, foi levantada pelo professor Francisco Soares, que passou seis meses na ilha estudando a função dos misteriosos Moai - nome dado às estátuas pelos nativos.
       
      Soares, de 31 anos, que é engenheiro eletrônico especializado em computação, descobriu que os antigos habitantes da ilha de Páscoa já conheciam na prática a Lei de Gauss, que aplicavam empiricamente, através das gigantescas estátuas para proteger-se das descargas elétricas. A Lei de Gauss determina o comportamento da distribuição de cargas elétricas espaciais sobre uma superfície dielétrica. O chapéu na cabeça das estátuas, de material vulcânico poroso, absorvia os raios e impedia que elas fossem destruídas. Até então imaginava-se que os moai tinham apenas funções religiosas ou estéticas.
       
      Dedicando-se, desde 1979, à pesquisa sobre equipamentos primitivos de computação, como o ábaco, uma tábua de cálculos criada pelos chineses, Francisco Soares chegou a civilização Inca, que possuía a mesma técnica com o quipu, feito de fios. E no rastro do quipu, Soares chegou a Rapa-nui, nome nativo da Ilha de Páscoa, descoberta em 1722, num domingo de páscoa, pelo holandês Jacob Roageveen. Ele conduziu suas pesquisas a partir de de quatro perguntas; Por que os moai foram construídos? Por que eram altos e tinham a forma alongada? Por que o chapéu? Por que só ocupavam a faixa costeira da ilha?
       
      Até então as gigantescas estátuas haviam sido estudadas apenas por antropólogos e etnólogos, que viam nelas um sentido místico; teriam poderes mágicos ( os nativos diziam que quem tocasse na sua cabeça morria ) e ao mesmo tempo, seriam uma homenagem aos seus ancestrais. Francisco Soares, no entanto concluiu que as estátuas, dispostas somente no redor da ilha, tinham a função de para-raios, atraindo as descargas elétricas. Ficava assim protegido o centro dessa ilha, de 179 km² e a cerca de quatro mil quilômetros da costa do Chile. Ali estavam as habitações e lavouras de subsistência.
       
      Com o auxílio do professor Antônio Oliveira, mestre em física e matéria condensada do Departamento de Física da Universidade Federal do Maranhão, Soares recriou em laboratório as condições necessárias para a simulação de descargas elétricas. Usou uma fonte de alta tensão, uma campânula para fazer vácuo, e miniaturas das estátuas, confeccionadas com o mesmo material dos Moai, dispostas numa maquete da ilha. Comprovou-se, desse modo, que as estátuas com chapéu atraiam todas as descargas elétricas, que eram absorvidas e distribuídas pelo corpo, sem danificá-las. E mais: no escuro, os chapéus, carregados de energia, ficavam iluminados, o que, segundo ele, explica os poderes mágicos atribuídos aos moai.
       
      Soares concluiu, diante disso, que os antigos nativos da ilha dominavam o conhecimento prático da Lei de Gauss, pois a função de pára-raios só se tornou possível por causa da forma dos chapéus das estátuas e do material vulcânico poroso com que foram confeccionadas, diferentes do material do corpo. Se fosse outro material utilizado, elas seriam destruídas pela primeira descarga elétrica. O jovem cientista maranhense, que deu ao seu trabalho o título de aplicação empírica da Lei de Gauss e difusão elétrica nos moai de Rapa-Nui, volta a ilha em julho para novas pesquisas."
       
      Maior estátua construída na ilha tem 10 metros e 90 toneladas. E ainda existe uma outra inacabada com 20 metros de altura.
       


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