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carladria

Cusco e Machu Picchu sem multidão: tour privado econômico e horários invertidos

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O Bichão, atualiza a gente do câmbio aqui, valor médio das refeições, hospedagem e valores!!!

Pretendo levar a namorada Ano que vem, e já estou planejando!

Ja fiz esse Rolê em 2013 e  2014, agora esta na hora de levar a patroa!

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Olá pessoal, em Cusco existe uma empresa pouco conhecida, mas eles fazem ótimas caminhadas ou passeios a pé gratuitos no centro histórico(free walking tour cusco). No final do passeio, você pode deixar uma doação de acordo com a qualidade do passeio, alguns deixam 20 soles outros saem 50 soles também oferecem outros tipos de passeios na cidade e também na região de Cusco, como o vale sagrado ou Machu Picchu. A reserva de passeios gratuitos é obrigatória, porque fiquei sem reserva e, no início, eles me disseram que não aceitavam, mas eu lhes disse que não tinha Internet e, portanto, eles me aceitaram, por isso é melhor eu recomendar a reserva.

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Em 29/07/2019 em 09:41, Dani Prate disse:

Vou para Cusco em Setembro a partir do dia 25. Se alguém se animar em dividir os passeios com o Camilo. Somos em dois. Abs.

Poxa Dani se de repente fosse umas semanas antes ... seria algo a combinar!

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Em 15/07/2019 em 19:59, carladria disse:

Venho contribuir com meu relato de como fiz para conhecer o Valle Sagrado indo na contra mãos dos tours de massa, encontrando templos praticamente vazios e assim aproveitei tudo o que a região tem a oferecer da melhor forma possível.

 Primeira Consideração: Altitude:  

Todos falam para primeiro " aclimar" em Cusco e depois subir para Machu Picchu.  Na minha opinião essa dica é furadíssima e até perigosa, visto que Cusco está a 3500 m e Machu Picchu a 2400 m. Como alguém pode aclimatar em uma altitude elevada para depois ir para uma 1000 metros mais baixa?? Não faz o menor sentido. Sendo assim, resolvi que conheceria Machu Picchu antes do Vale Sagrado.

 

Segunda consideração: Fugir da multidão de turistas e dos tours de agências

Após muitas viagens pelo mundo, aprendi que os tours de agências ,daqueles que lotam um ônibus inteiro nunca é a melhor opção para explorar um local, normalmente o turista fica com o tempo controlado e depois o ônibus parte para o próximo local e não se aproveita nada ( sem contar as trocentas lojas de tranqueiras que geralmente param). Sabendo disso peguei a indicação de um taxista que tb é guia em um grupo do whatsapp e foi o dinheiro mais bem gasto nessa viagem, pois ele tem muito conhecimento cultural de todo valle sagrado, dando explicações valorosas e pude andar por todas as ruínas ( Ollantaytambo, Pisac, Maras,Moray, Chincheiro,Sacsayhuaman, Qenqo, Puca Pucara e Tambomachay) sem pressa.

Meu guia/taxista montou um roteiro para visitarmos os lugares indo na contra mão das agências. Exemplo: Os tours do Valle Sagrado saem de Cusco e vão primeiro a Pisac que fica lotado na parte da manhã e depois seguem para Ollantaytambo que fica lotada à tarde. Nós fizemos Ollantaytambo na parte da manhã  e Pisac à tarde, pegamos as ruínas vazias o que para mim foi muito bom.

 

Terceira Consideração: Machu Picchu ao nascer do sol é bom mesmo??

Todos falam para madrugar e assim ver o nascer do sol em Machu Picchu, que é lindo, que tem uma magia,etc. Mas ao ler relatos e principalmente após ver videos e fotos da multidão que madruga na fila a partir das 4 horas da madrugada e da bagunça que é mesmo com horário marcado, decidi que essa não seria a melhor opção e optei pela tarde para ver o por do sol e foi a decisão mais acertada possível, pois conheci Machu Picchu relativamente vazia e isso no mês de Julho pegando o penúltimo horário de entrada ( 13 horas).

 

Entrei em contato com o Sr Camilo via whatsapp, muito atencioso, falei que fui indicada por um ex cliente dele e desde o início da nossa conversa foi muito receptivo, combinamos valores, datas e ele foi me buscar no aeroporto de Cusco.

 

Abaixo o Roteiro

 

1º Dia: Cheguei em Cusco por volta das 17:30, Camilo foi nos buscar no aeroporto , antes deu uma volta de carro  pela plaza de armas e seguimos para nosso hotel. Descansamos, fomos jantar e compramos chocolates, sucos,bolachas e água e voltamos para o hotel para não abusar da altitude.

 

2º Dia: Tomamos café e fizemos check out e deixamos nossas malas guardadas no locker do hotel e fomos com uma mochila de 50 litros para 3 pessoas. Camilo veio nos buscar às 8 horas da manhã para um passeio por Chinchero, Maras e Moray e depois seguir para a estação de Ollantaytambo

A primeira parada foi em Chinchero que estava completamente vazia ( o local fica lotado no fim da tarde), compramos nosso boleto turístico na entrada e exploramos todo o sítio arqueológico de Chinchero. Camilo explicou como o terreno era preparado para a produção agrícola, andamos por todo terraço inca , eleu nos mostrou a precisão que os incas tinham para aproveitamento da luz solar e como otimizavam a irrigação natural para o melhor aproveitamento da área de plantio. Depois fomos até a Igreja que foi erguida pelos espanhóis em cima de uma construção inca e vimos as maravilhosas pinturas que tem por dentro.

Seguimos para o sítio arqueológico de Moray ,o caminho é um espetáculo e Camilo sempre parava o carro quando pedíamos para tirar fotos. Ao chegarmos ao local ficamos encantados com os terraços circulares e ouvimos a explicação da função do complexo que poderia tanto ser agrícola como poderia ser um anfiteatro ( pela acústica) ou até mesmo um centro de devoção . Andamos por todo o complexo por cerca de 2 horas e completamente vazio ( os tours tinham acabado de ir embora quando chegamos).

Em seguida fomos para as Salineiras de Maras, o caminho cheio de curvas é de dar medo e ao mesmo tempo um encanto ( Camilo disse que a estrada de acesso a Maras fica fechada no verão por causa das chuvas). Maras não tem nenhuma relação com a cultura inca, é um local usado pelos peruanos para obter sal de qualidade, é utilizado o sistema de terraços para amortecer a água da chuva que vem da montanha que fica alojada em tanques e após a evaporação da água é obtido o sal. Foi um dos lugares que mais gostei de conhecer, tanto pela técnica quanto pela paisagem,algo totalmente diferente do que já vi.

Seguimos para a cidade de Ollantaytambo e embarcamos no trem da Inca Rail que partiria às 16:30 com destino a Águas Calientes . A paisagem é muito linda, de um lado o rio, do outro os picos nevados. Ao chegarmos a estação de Águas Calientes o funcionário do nosso hotel foi nos buscar na estação, nos acompanhou até o hotel. Ofereceram serviço de guia em grupo e recusamos ( mais a frente explico o motivo) e saímos para comprar nossos tickets de ônibus. A fila estava LOTADA, a perder de vista, ficamos cerca de 1:15 hs até conseguimos comprar nossos bilhetes. Saímos para jantar e achei o preço dos restaurantes absurdamente caros se comparados aos restaurantes de Cusco e de Ollantaytambo, mas enfim é a cidade base para Machu Picchu o que mais podemos querer? Voltamos para o hotel, estávamos muito cansados, foi um dia intenso cheio de passeios e viagens e não sofremos absolutamente nada com o mal de altitude, apesar de termos passado o dia em altitudes elevadas, Àguas calientes fica a 2040 metros. A regra para aclimatação é simples: passar o dia em altitude elevada e dormir em altitude baixa. Sendo assim apesar de cansados estávamos bem fisicamente.

 

3º dia: 5 horas da manhã e o nosso hotel está com um barulho ensurdecedor, todos loucos se dirigindo a fila do ônibus, da janela do nosso quarto avisto a fila do ônibus muito maior que a fila da compra do ticket do dia anterior. É muito perrengue!! Voltei para a cama e dormi tranquilamente até às 9 horas. Tomamos café, demos uma volta pela cidadezinha e fomos para a fila do ônibus às 12:15 ,tinha apenas 2 pessoas, entramos no primeiro ônibus e fomos para Machu, em 30 minutos chegamos. Comemos nosso lanche antes de entrar, fomos ao banheiro e partimos para explorar a cidade perdida dos incas. Antes recusamos todos os guias que nos abordaram na entrada do parque, queríamos aproveitar com calma e tranquilidade e um guia com um grupo de 10 pessoas não era o que desejávamos. Se fez falta? Nenhuma, mas antes fizemos a lição de casa, lemos muito sobre Machu Picchu antes de irmos para o Peru, assistimos vários documentários no Youtube e assim foi muito mais fácil entender cada construção ( sem isso vc vê somente um amontado de pedras sem sentido).

Machu Picchu tinha gente mas não estava lotada e foi muito acertada a nossa decisão em deixar para conhecer à tarde, percorremos as ruínas tranquilamente ,agora preciso fazer uma observação: muitos turistas mal educados, não possuem nenhum respeito pelo local , jogam papéis e garrafas de água no chão, um absurdo total. Outra observação a fazer é sobre os guias, eles apressam a turma, repreendem quem se afasta do grupo para tirar fotos e ficam bravos quando alguém do grupo demorava para tirar fotos. Não gostei de ver isso e ao mesmo tempo demos graças a Deus em termos recusado todas as ofertas de guias. Quando foi 16 horas, os guardas começaram apressar os turistas para sair, nós querendo mais fotos com o templo vazio em vez de descermos nós subimos e encontramos um guarda que permitiu a nossa subida para tirar fotos, voltamos para o topo e ali fizemos lindas fotos, com um céu lindo e vimos o por do sol. Missão cumprida e andamos rápido pelo complexo até a saída. Foi um dia para a vida toda, inesquecível, fizemos tudo no nosso tempo, sem pressa e calmamente. Ao chegar em Águas Calientes estávamos mortos de fome e ali fomos a um dos restaurantes e depois fomos dormir.

4ª dia: Nosso trem saiu às 8:30 com destino a Ollantaytambo, ao chegarmos na estação Camilo estava nos esperando, deixamos nossa mochila no porta malas do carro e fomos explorar as ruínas de Ollantaytambo. Para mim só perdem em beleza para Machu Picchu, eu AMEI , uma visão linda do vale sagrado , subimos todas as escadarias, percorremos todos os setores e mais uma vez Camilo arrasava nas explicações, nem preciso dizer que estavam vazias e assim pudemos explorar sem pressa .

Seguimos em direção a Pisac e no meio do caminho Camilo parou em um típico restaurante peruano (onde comemos Cuy a 20 soles), de barriga cheia fomos explorar as ruínas de Pisac, subimos toda escadaria e chegamos a 3500 metros de altitude onde tivemos uma visão panorâmica de todo vale sagrado, ficamos cerca de 2:40 explorando as ruínas e totalmente vazia !!!

Voltamos para Cusco mortos de tanto subir e descer, fizemos nosso check in no hotel e depois de um banho fomos jantar.

5º dia: Dia livre em Cusco, fomos conhecer a cidade e fizemos o free walk tour  do José Martinez. Gostamos muito, pq tivemos uma visão geral da cidade. O free walk tour passou pelo Qoricancha( templo do sol), Catedral, pedra dos 12 ângulos, Casa das Virgens do Sol e termina no bairro de San Blas, andamos por lugares que eu jamais teria descoberto sozinha. No final demos uma gorjeta decente. Cusco é uma cidade delícia de caminhar, se for bom observador vc consegue identificar as construções espanholas construídas  na base das antigas construções incas, comemos muito bem em Cusco e barato. Nos perdemos pelas ruas e a cada perdida uma descoberta diferente, fomos ao museu Inka e ao Museu de História Regional. Foi um dia para relaxar depois de tantos dias intensos.


6º dia:  Camilo nos levou para fazer o City tour por Cusco que na verdade é um passeio aos arredores de Cusco para conhecer os sítios arqueológicos de Sacsayhuaman, Qenqo, PukaPukara e Tambomachay. Saimos às 8:30 h de Cusco e mais uma vez na contramão dos tours que lotam o local na parte da tarde, pegamos esses lugares quase vazios, nosso passeio terminou por volta das 15 horas e Camilo nos deixou no centro da cidade e fomos almoçar,  depois seguimos  ao Museu do sítio Qorikancha e ao Museu da Coca. O dia terminou com um jantar delicioso e regado a Pisco.

7º dia: Dia de deixar Cusco e pegar nosso voo de volta para o Brasil. Camilo nos buscou em nosso hotel e nos levou para o aeroporto, ali me despedi não de um guia mas sim de um grande amigo que fizemos em Cusco, com ele nossa viagem foi rica em detalhes que provavelmente com as pressas dos tours de agências não teríamos a oportunidade de conhecer.

Considerações:

Foi uma viagem incrível no tempo,  Machu Picchu foi um sonho e a experiência de ver o local sem muito tumulto foi o ponto alto da viagem, o free wak tour do José Martinez é maravilhoso para vc explorar a cidade  e o nosso guia Camilo, virou "meu amigo de Cusco", se vc assim como nós quer fugir do cartel das agências com programação apressada e pouco conteúdo ou conteúdo corrido, indico fazer os passeios pelo Vale Sagrado com o Camilo. O Vale sagrado vale muito mais que fotos batidas para postar nas redes sociais, o Vale Sagrado requer conteúdo e conhecimento para entender.

Quanto gastei ?

O Free wak tour cada uma de nós deixamos 30 soles de gorjeta, o serviço é bom e acho que valeu o valor.

O Camilo trabalha pelo valor do carro de acordo com o Km corrido, no carro cabe até 4 pessoas, então o valor da corrida pode ser dividido pelo número de ocupantes do veículo, assim ficou:

Transfer do aeroporto até o hotel e do hotel para o Aeroporto: 40 soles

Tour por Chincero,Maras,Moray e levar até a estação de trem de de Ollantaytambo: 220 soles

Tour por Ollantaytambo,Pisac e volta para Cusco: 200 soles

City tour por Sacsayhuaman, Qenqo, Puca Pucara e Tambomachay: 100 soles

Total :560 soles, como eramos 3 ficou 186 soles por pessoa, não achei caro levando em conta todo o conhecimento que obtivemos e por ser privado. Para quem tiver interesse em contratar os serviços do Camilo deixo o whatsapp dele, pode falar que foi indicado pela Carla de São Paulo :

Camilo: +51984338602

https://www.freewalkingtourcusco.com/

 

Ola, tudo bem? Estou tentando entrar em contato com Camilo, porem, sem sucesso...nao aprece esse numero como de whatsapp...ele tem outra forma de comunicação?

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Boa tarde Carladria!

 

Eu leio muitas dicas sobre cusco e arredores aqui no site e simplesmente as suas orientações são das melhores que já li. Vou para cusco em julho/2020 e estava muito preocupada com essa questão da aclimatação. Eu já estava pensando em chegar em cusco e passar direto para o vale sagrado ou para aguas callientes e seu relato me fez ter certeza que realmente é o melhor pra evitar mal estar. Muito obrigada pelas dicas!🥰

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Em 12/02/2020 em 12:18, Renata Raiol disse:

Boa tarde Carladria!

 

Eu leio muitas dicas sobre cusco e arredores aqui no site e simplesmente as suas orientações são das melhores que já li. Vou para cusco em julho/2020 e estava muito preocupada com essa questão da aclimatação. Eu já estava pensando em chegar em cusco e passar direto para o vale sagrado ou para aguas callientes e seu relato me fez ter certeza que realmente é o melhor pra evitar mal estar. Muito obrigada pelas dicas!🥰

Opa Renata, tudo bem? 

Estou indo com a minha família em julho desse ano para cusco Tb, você vai quando? 

De repente a gente poderia pensar em dividir guia nos passeios. 

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