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absfernandez

Bogotá - Medellin - Santa Marta (Tayrona) - Cartagena - San Andrés

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Vou esperar pelo resto. Também penso que mais importante é sentir os lugares muito além do que cumprir tabela dos pontos turísticos. Andar à toa, conversar e aprender. Obrigado pela colaboração.

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A Colômbia é incrível. Fui com uma amigo em 2016 e nosso roteiro foi bastante flexível, trocamos alguns passeios turísticos por cervejas em bares frequentados por locais, hospedamos na casa uma família colombiana em Bogotá. Foi uma ótima imersão cultural, recomendo.

 

 

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Demorei mas voltei com a parte 2

 

2ª PARTE - BOGOTA - MEDELLIN

 

Para quem gosta de se programar a risca e ja comprar passagens com antecedência, aconselho a comprar passagem aérea para fazer a locomoção Bogota-Medellin, como não foi meu caso, pois nunca sei quantos dias vou ficar numa cidade. Uns 3 meses antes da viagem as passagens aéreas pela Viva Colombia neste trecho estava na media de 45mil cops, de onibus paguei 55k. Numa viagem de aproximadamente 11 horas. Viagem tranquila em um onibus OK. 

Para ir até a rodoviaria de Bogotá, resolvi pedir um uber, a preguiça tinha batido e eu estava bem cansado, resolvi pegar um UBER que da Candellaria até a rodoviaria deu uns 13mil cops. Chegando la fiz a compra para um onibus que saíria as 20hrs de Bogota, com previsão de chegada pela manhã. Viagem foi tudo ok, tirando o problema do motorista com ar condicionado que incrivelmente chegava a 11 Graus de tão frio que ele colocava. Teve uma hora que tive que levantar e clamar misericórdia, para que não congelasse os passageiros, pois se ninguem ainda tinha reclamado é porquê provavelmente só eu estava vivo. O mesmo abaixou e fui dormir, as 3 da manhã acordo com o maldito ar condicionado no gelo novamente. O jeito foi chorar e ficar quieto. kkkk

 

Era umas 7 da manhã, e ja estava em Medellin, o clima ja bem mais quente do que Bogotá, desci na rodoviaria e ja busquei orientações de como tinha que fazer para chegar no metro - FÁCIL. Na rodoviaria já tem uma estação chamada Caribe, comprei o Bilhete e peguei o metrozão em horario de Pico. (Como um bom brasileiro, ja fiquei esperto com pertences e bora entrar naquele metro cheio, mas que nao bota medo em quem pega metro na estação Sé todos os dias). O destino era a estação POBLADO, pois fiquei num hostal chamado Casa Kiwi, que fica na Zona Rosa, zona na qual encontra-se grande parte dos Hostals. Desci na Poblado e resolvi subir a pé a Calle10 (via arterial do bairro). Até a zona rosa e a rua que ficava o Hostal, era uma caminhada boa de uns 15min de subida. Logo me acostumei, é uma zona tranquila para andar, muitos gringos andando pela rua e cheio de comércios, bares e restaurantes. É um bom lugar para se ficar. 

O hostal Casa Kiwi, foi o melhor hostal que fiquei em termo de estrutura e staff, é um hostal mais caro. Paguei 32mil pesos a noite sem café da manhã. Da para achar hostels mais baratos, mas tinham me indicado e resolvi ir pra la, sem fazer reserva sem nada, chegando na recepção me informaram que não havia cama disponivel em nenhum quarto. E me indicaram um hostal ao lado. Quando eu estava saindo, me chamaram e falaram que tinha uma cama em um quarto para 10 pessoas. DE BOA. O check in era so as 14hrs, deixei minhas coisas jogada na recepção e fui pernar pela cidade. Logo ja tomei um café na rua do hostel num local bem de peão (o melhor café no custo beneficio), pagava 4mil pesos e vinha uma xicara imensa de café, e arepas com ovos mexidos e um salgado que fiquei viciado, chamada Papita, é a especie de um bolovo com massa de batata e batata e ovo dentro. Parecido com uma bomba atomica. 

Desci até a estação e fui até a Comuna 13 em Medellin, indo de metro mesmo, só é preciso descer na estação Santo Antonio e fazer baldiação sentido San Xavier, desce na ultima estação e de la pega uma lotação que sobe até a comuna 13. Interessante também conhecer os metrocables que fazem baldiação gratuitamente nos metros levando a população até os morros, ja que a cidade é um grande vale. 

Dei uma boa pernada pela região, conheci a comuna 13, dei uma olhada nos grafittes e suas escadas rolantes no morro e acabei almoçando num restaurante que era numa casa no morro. La fiquei bastante tempo conversando com o dono do pequeno restaurante, ja que o mesmo me viu com uma camisa de SKA e só queria falar de musica comigo. Pessoa Incrivel. 

 

Visitar a Comuna 13 foi legal, mas é aquele tipico turismo meio chato socialmente falando. Da uma boa ajuda na comunidade local, com o turismo. Mas é meio zoado você ver que há um turismo pela “desigualdade” dos outros,  os turistas tiram fotos das pessoas e das casa sem autorização alguma. Querem tirar foto com as crianças, como se fosse especie de um Safari. Algo parecido com os tours aqui no Rio de Janeiro nas favelas. (parei... pq aqui nao é lugar de problematizar kkkk).

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Comuna 13

Voltando ao hostel, chego e vejo que não há nenhum hospede que fala ingles. FUDEU, la vai eu de novo que nao sei falar ingles, ficando deslocado kkk. Fim de tarde, subi até o ultimo andar do hostal onde tem uma piscina muito boa e um bar bem legal, lá tinham dois colombianos que trabalhavam no hostel conversando (Clara e Andres),subi e fiquei um bom tempo com eles. Pedi dicas de lugares para ir a noite, ja que cheguei numa segunda feira e provavelmente não tinha nada. Até que eles me informaram que haveria aula de salsa as 19hrs no hostel. Eu todo inocente pensei: “Vou descer, tomar umas cervejas na rua e na volta eu subo e fico vendo os gringos tentando dançar salsa, vai ser no minimo divertido”

Faço isso. 

Quando subo, só tem eu de aluno para a aula de salsa. Andres e Clara insistem para eu dançar, jogando aquela chantagem psicologica de que o hostel tinha pago a professora e tals. E decido dançar. 

Que lástima. Envergonhei uma nação, pois nao sei dançar nada. E no final quem passou vergonha foi o espertão aqui. 

 No Saldo foi bom, me diverti e diverti eles também. hahaha

 

Dia Seguinte, terça feira. Saio pela manhã e resolvo ir ao Parque Explora e fazer mais um tour pela cidade, contemplando essa maravilha de cidade que tem avançado muito em ubarnização e equidade. Fazendo todo o trajeto de metrô. 

Só não sabia que eu levaria quase o dia todo para conhecer o parque explora, algo parecido com museu catavento aqui de São Paulo, porém mais tecnológico e com mais curiosidades, como aquário, salas musicais... Paguei acho que 45mil pesos para entrar no parque e ver uma apresentação no planetario, que tem horarios certos para apresentações. Gostei muito do parque explora e da tambem para visitar o Jardim Botanico que é ao lado. 

 

Considerações: Se você está com pouco tempo ou não curte muito parque,museu, não recomendo ir, porque leva muito tempo. E querendo ou não é uma grana gasta. Se eu pudesse eu teria pago apenas a entrada do parque sem o planetário. Ja que o planetario nao é muito aquelas coisas e foi uns 15mil a mais. Só a entrada do Explora daria 25mil pesos. 

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Aproveitei para dar uma andada até a praça do Botero. Praça OK, com esculturas do proprio. 

 

Chegando a noite de terça, queria muito sair, entro em contato via instagram com o Son Havana Bar, que sempre tem salsa nas quartas. Pergunto onde me indicariam para sair e eles sempre prestativos me indicaram ir em uma casa de Salsa chamada Eslabon Prendido, em La Papayera (região no centrão, parecido com a Lapa, Republica). No hostal informo a Clara que vou para la, ela pede para eu tomar cuidado que essa região é perigosa. Peguei um uber de uns 12k o valor e chego no local. Fiquei encantado porque parecia que eu estava no centro de velho de São Paulo, é um lugar bem hardcore mesmo, tem de ficar esperto pelas ruas. Mas ja abri minha cervejinha e ja fiquei na porta do Eslabon. Paguei 10k para entrar no seco. O resultado é que vi uma apresentação maravilhosa de um grupo de salsa ao vivo, qualidade musical pesada, tudo num bar minusculo com muita gente dançando salsa a nivel Pró. Conversando com um rapaz na porta, o mesmo me disse para não aceitar dança de mulheres no local, porque muitas veem que a galera é gringa e tentam furtar enquanto dançam ou ficam pedindo drink. Isso é sempre valido para ficarmos espertos, mas não podemos nos inibir também, se você se sente seguro, SE JOGA. VAI DANÇAR E VIVER A VIAGEM. 

 

RECOMENDO MUITO SE VOCÊ ESTIVER EM MEDELLIN EM IR NO EL ESLABON. 

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La Papayera, região de alguns bares. 
 

Quarta feira. 

Estou moido, acordo e bora pernar e conhecer a cidade. Logo pela manhã andando pelo bairro vejo uma galera jogando bola numa quadra publica. E la vou eu me enturmar e jogar. 

Fico na media de umas 2 horas jogando bola com uns colombianos e uns europeus do meu hostal que me viram jogando e foram la tirar uma onda. 

Meu planejamento de ir em museus ja tinha ido por agua abaixo. kkkkkk Sem arrependimento nenhum, pois é sempre maravilhoso este tipo de experiencia. SÃO MOMENTOS. 

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Almoço e ja totalmente acabado da noite anterior e com o pé criando bolhas porque o babaca aqui jogou bola descalço. Resolvo ir ao Pueblito Paisa. Para ir ao Pueblito Paisa é facil. Só descer na estação Industriales do metro e ir a pé, é de graça e não é muito cansativo. É um lugar bonitinho, lugar para levar maes e avós. Subi, e dei uma contemplada no fim de tarde e desci. De la resolvi ir a pé até a zona rosa. caminhada de 1:30h . Era o dia de pagar todos meus pecados andando tanto. 

Fico sabendo que uma amiga que conheci em Bogota estava na cidade, ela logo me chama para sair e comer algo na zona rosa. No caminho vou vendo a situações dos bares, onde não sao nada agradaveis para quem economiza para beber barato. kkkkk Os bares da Zona Rosa são muito elitizados, logo bem caros. E também nao faz meu tipo de ambiente.  Nos encontramos, tomamos um chopp IPA (caro) e pedimos uma porçao de frango (caro e horrivel), nem comemos tudo e saimos rindo e reclamando. Aviso ela que quarta tem noite de sala no Son Havana Bar, proximo a Calle 70. Pegamos um uber e fomos até la; é uma noite de tributo a Celia Cruz, de graça pra entrar porém com cervejas um pouco mais caro (nada longe do Brasil), a media era uns 7mil pesos a long neck. O Som muito bom e todos dançando até sair fogo do chao. Um lugar muito mais familia e confortavel do que El Eslabon, de 10 em 10 minutos mulheres me chamavam pra dançar, mas logo negava porque não sabia dançar. Que tristeza, as aulas no hostel nao serviram para nada, perto da minha timidez para dança). A brasileira aproveitou e caiu na salsa com o pessoal super simpatico. Mandando aqueles passos classicos do nosso forrózinho no meio da salsa.

Foi uma noite bem legal, num lugar muito bom e com pessoas simpáticas. 

 

Outro lugar que indico muito. 

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Son Havana

Quinta Feira, acordo de manhã em direção a Guatapé. Mas essa fica pra parte 3. hehe

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Vamos la… Em continuação, acordo no dia seguinte e logo de manhã acordo e vou em direção a Guatapé. passo no supermercado que é ao lado da estação Poblado e pego o metrô em direção a estação Caribe, onde fica o terminal de onibus Sul. (Para quem pretender viajar por Medellin, acho interessante comprar o bilhete do metrô e ja colocar um credito equivalente a umas 3,4 viagens por dia. Pois da para fazer “tudo” em Medellin de metrô, isso evita filas para fazer compra de passagens).

Chegando ao Terminal, pego o bus, passagem no valor de 12,5mil se não me engano, só prestar atenção na hora da compra que há um onibus que vai para a cidade de guatapé e um para a Pedra). A viagem dura em torno de 2 horas e meia, por aí. 

 

Chegando na Pedra, passo meu maior vexame. kkkkkkk Caí totalmente numa conversa de comerciante. Um cara me ofereceu um Cavalo para subir até a escadaria da pedra. Logo pensei que seria uma boa, pois vendo a pedra parecia ser bem distante e uma caminhada a cavalo seria legal, já que o Paisa cobraria apenas 5mil pelo rolê a Cavalo. Nessa eu vou lá e aceito, o rapaz me vem com uma Mula bem cansadinha. Não ligo muito e subo, e começo a caminhada, que duraria em media de 3 minutos ou até menos. HAHAHAHAHHAHAHA

Viro a esquina e subo uma ruazinha, e o rapaz me diz que era até ali, pois apartir do portão era propriedade do parque e ele nao podia entrar. Fiquei com uma cara de “WHAT” , e subi andando, praticamente o caminho que levaria a pé sem cavalo. HHAHAHA

Chegando na Pedra subo sua incansavel escadaria, com uma bela recompensa ao subir e ter um observatorio muito belo da região, fiquei uma hora mais ou menos la em cima. Tomei uma Cerveja com Manga e Sal afim de experimentar, pagando uns 7,10 mil nao me recordo. E descubro que estragaram a cerveja, a manga e até o sal. Que bebida desnecessaria. 

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Enfim, desço e puta que pariu. A descida é pior que a subida, para o joelho e para ferrar meus pés que ja estavam todo ferrado devido ao futebol. No “pé” da pedra,há muitas motonetas que levam as pessoas para o centro de Guatapé, como já havia caído do cavalo, ou melhor, da mula. Resolvo ir de bus ou ir a pé, até pq é bem role pra turista os da motoneta, cobram uns 10mil para levar até la, ou até mais, nem me lembro. Desço até a estrada novamente e pego um Bus que parte pra la, que saiu na media de uns 2mil pesos. 

Se desejar ir a pé, da uns 40 minutos no pé, Mas dependendo do estado fisico acho que não vale a pena. hehe

 

Chegando em guatapé dou uma pernada por la, almocei e tomei uma cerveja vendo um jogo do Liverpool x Bayern num bar de locais so que repleto de gringos. A  cidade em sí bem bonitinha e historica, vale muito a pena ir até la, conheci alguns turistas que iriam dormir por la. Mas acho que um bate volta é o suficiente. Fiz o retorno, e cheguei no fim de tarde em medellin, onde já me preparei para pegar o onibus noturno que seguiria até Santa Marta, meu proximo destino. 

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Uma das ruas de Guatapé

Fiz a compra da passagem e fiz uma viagem bem tranquila, nao era buscama, mas tive uma viagem melhor que a de BOG-MED, talvez porque estava esgotado dessa maratona em Medellin. 


 

SANTA MARTA

 

Chegando em Santa Marta, desço na rodoviaria e CARALHO, que calor da porra, logo as 8 da manhã. Decido ir a pé até meu Hostel, achava que seria proximo, mas foi uns 35 minutos no pé. Fiquei no Hostal Kaia, pagando 30mil a diaria com café da manhã, hostel muito gostoso e bem tranquilo. Os lockers eram meio vagabundos, tipo armario de vestiario de piscina que é de latão..Mas ja estava em uma que nao tinha nada que me roubar, dinheiro estava andando com ele e oculos, celular tbm ficava comigo ou na minha mochila de ataque. Outro ponto que pode ser negativo dele mas pra mim não foi, é a distancia da praia e do centro. Digo que pra mim nao foi pois fui uma vez apenas no centro. Usei Santa Marta apenas como “check point” para ir até o Tayrona. Então deixei em cima da cama mesmo e ja era. Fiz o check-in e ja saí em direção a Minca, peguei um onibus na avenida do hostel em direção ao Centro para poder comprar agua e frutas para levar. Comprei passagem em frente ao mercado municipal para ir até Minca, nao me recordo o valor até la, mas é um preço bem de boa. LEVEM AGUA E FRUTAS. 

Chegando em Minca, ja me deparo com diversas oficinas de turismo e um monte de gente querendo te ofercer serviço ou querendo arrancar sua grana, lá já era um sinal de estar em contato com um povo que passaria a ter ranço, pois eles vão querer arrancar grana ao maximo de você. Assim é o povo do norte colombiano, onde não há amizade, nada é de graça e tudo “estás tranquilo”. Como não estava ná de ficar conversando ou negociando e nem como muito tempo, resolvi ir na cachoeira mais proxima e fui andando, levo uns 40 minutos na caminhada para ir até a cachoeira Marinka. La existe duas cachoeiras, foi um banho maravilhoso pra mim, pois amo cachoeira e suas aguas geladas e já nao aguentava mais ficar nas outras metropoles. Valeu super a pena.  Porém digo uma coisa: Qualquer cachoeira que voce tenha ido aqui no Brasil, independente do estado. Será melhor que as cachoeiras de lá, mas mesmo assim achei bem valido pois cada cachoeira tem seu charme. Mas nao espere nada. 

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Cascata Marinka

 

Voltei no fim de tarde para Santa Marta e ja fui pernar no centro de Santa Marta, em um deck da praia paro pra tomar uma cerveja e fico umas duas horas conversando com uma venezuelana (Charlote), uma dos 2 milhoes que lá estão vivendo, em busca de algo melhor do que o seu país pode oferecer atualmente. Foi uma conversa bem pesada e ao mesmo tempo bem legal e sincera, tudo a fim de entender mais da situação de seu país e de coisas da vida. Logo depois fui em uma festa no Hostel La Brisa Loca e gente, é um puta festão. Galera se pegando e o caraio a4. kkkkk fiz amizade com uns locais de uns 17,18 anos que me parecem que sempre vão na festa para tentar ficar com algm, e queriam me usar por ser estrangeiro para poder chegar nas garotas (Eu ajudava os meninos, mas eles não conseguiam nada, muito novinhos e acho que sem malícia ainda) kkk

Pedi uma informação se dava para voltar de bus, os mesmos foram muito sinceros e falaram que era melhor pegar um taxi, pois Santa Marta é uma cidade bem perigosa, a noite então, o bixo pega. Segui a regra deles e voltei por volta da uma da manhã. Nao bebi muito na festa, foi algo mais pra conhecer mesmo, mas nao era muito minha praia. 

Acordando faço meu check-out no Hostel, peço para deixar meu mochilão com eles e vou ao mercado fazer compra de frutas e agua para ir para o Parque Tayrona. 

 

Parque Tayrona

 

Pego o onibus na avenida do hostel, e de la sigo viagem até a entrada do parque. Chegando ao parque ficam pessoas querendo ja vender hospedagem dizendo que tem de reservar la em cima pois no parque não há vagas. TUDO BALELA de vendedor, pois lá há muitas vagas (ao menos nessa data que fui, março).  Pago a entrada do parque , acho que era uns 45mil pesos. De la você pode pegar uma Van (PAGA) até a entrada da trilha ou pode ir andando, é uma caminhada boa se for andando, entao paguei a VAN, ja que haveria mais a trilha para fazer. 

Como me informaram que em Cabo San Juan era mais caro e mais badalado, resolvi ficar em Arrecifes, num camping de um tiozinho hippie. O mesmo me fez o preço da barraca pelo preço da rede. 20 ou 25 mil a noite. Só que não sabia que a barraca era compartilhada, no fim deste relato informo como fiquei sabendo que era compartilhada. Quando entrei na mesma achei em cima do colchao um ovo, retirei e coloquei num lugar protegido. Saí para meu dia, que com certeza seria meu pior dia da viagem. Saí para as trilhas contemplando o belo parque que é o Tayrona, passei algumas praias e cabo san juan e fui indo a norte, até chegar em umas 3 praias depois que sao praias totalmente desertas e que algumas pessoas podem praticar o nudismo. Na mochila eu estava com a erva que tinha ganho do Lucas, o rasta que conheci em Bogotá, como não sou usuário, acabei nem fumando e pensei; vou experimentar na praia que é mais de boa e nao corro risco. RÁ, quem dera, nem fumei nem nada, estava deitado na areia sem pensar em nada e surge um segurança do parque nacional querendo me revistar, na hora eu nem tchum. Até pq nem lembrava da erva, o malandro ve e começa a fazer um teatro que ia me levar preso, quando ele abre a pochete dele, eu juro que devia ter uns 300gramas de erva, era muuuita maconha e notei cocaina tbm, creio que todo gringo deve levar esse tipo de droga pra la. Na hora ja vi que ele nao me prenderia porra nenhuma e ia querer levar uma grana. Na hora falei pra ele que dava 30mil pesos e ele começou a me ameaçar de uma maneira brava, dizendo que eu estava querendo comprar ele, que a multa disso é 300mil pesos. Informei ele que era brasileiro e que sabia oq ele queria, pois de onde nasci sei muito bem desse tipo de pratica. Ai ele viu que nao conseguiria arrancar nada, e a merda que eu só tinha nota de 50mil. La se foi meu 50mil pesos, meti o loko ainda pedindo pra ele me pagar uma cerveja depois. E ele disse que sim. Fiquei putasso, mas muito puto mesmo que roubou toda minha brisa do momento. Nao pela perda da erva e sim pela grana e pela situação que tu se sente vulneravel. Na volta dele ele passou por mim e veio querer dar uma de amigo, perguntou onde eu estava acampado para a noite ele ir conversar comigo como amigo pra amigo. Ja mais frio falei menti pra ele que estava em cabo san juan, pois mesmo que ele pegasse uma cerveja, nao valeria a pena eu conviver com esse tipo de gente. E na verdade mesmo ele ia querer revender toda aquela erva. 

Passei o dia e o dia seguinte sem ostentar, nao tomei cerveja e nem comi em restaurante, comi meu lanche mesmo e vivi de agua. Querendo compensar os 50mil perdidos. kkkkk Mas confesso que fiquei o dia todo pensando nisso, esse é o bom e o ruim de se viajar sozinho. Em situações como essa voce nao tem ngm pra desabafar, tem de se trabalhar muito a mente. Na Bolivia roubaram um oculos escuro meu e não fiquei 50% puto do que fiquei nesse dia, pois tinha outras pessoas comigo. 

A noite fiquei no bar que tem ao lado do acampamento que estava em arrecifes, onde locais ficam ouvindo musica a noite. E so a noite tem eletricidade no local, ligado por um gerador. Resolvi ficar na praia vendo as estrelas e fui dormir. 

Pela manhã, acordo com uma galinha na minha barraca (tinha um furo na lateral da barraca, bem pequeno, nao sei como ela entrou por ali), tentei colocar ela pra fora mas nao consegui, resolvi voltar a dormir um pouco e deixei ela dormindo comigo, até pq ela estava bem quietinho no canto, de uma barraca que era dela). 

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No final do segundo dia resolvo voltar, pego a trilha e la pego a van até a porta. Quando saio do parque. CADÊ MINHA POCHETE ? (só estava tudo que tinha de valor nela no momento e meus documentos). Deixei cair na van que faz o translado até a portaria, voltei desesperado e a Van ja tinha voltado. Os funcionarios do parque viram que eu estava desesperado e informei eles, os mesmos chamaram um cara de moto e pediu para ele me levar até o inicio do translado. No caminho o cara me diz que ia cobrar 10mil pesos para andar aquela distancia de 5 minutos de moto. Tentei relutar, mas nao rolou. Aceitei, ja que estava na merda e precisava muiito da bolsa. Chegando la a VAN estava parada, e la estava minha bolsa no fundo da van sem ngm ter visto ou mexido. (GRACIAS DIOS MIO). Expliquei pro motorista o ocorrido e pensei que ele iria me levar de volta até a entrada. Que nada, o cara nao teve empatia alguma e queria cobrar de novo. Mesmo sem as vans irem lotadas. Virei as costas puto e resolvi ir andando. La ja estava puto com o povo daquele lugar, era orgulho nao dar mais dinheiro pra eles. kkkkkkkkkk Nunca andei com a cabeça tao erguida, mas por dentro putasso. 

Não via a hora de saír de Santa Marta, cheguei no hostel fiz check in por uma noite e dia seguinte fiz check out e parti para a rodoviaria (agora sim de onibus) e fui em direção a Cartagena. 


 

Chegando na rodoviaria de Cartagena, resolvi pegar um moto taxi, por ser mais barato que o uber, até  porquê a rodoviaria fica bem longe de Getsemani, local dentro da cidade amuralhada que fica a grande parte dos hostels.  Uns dias antes, tinha reservado pelo booking o Hostel Music Hostel, era o mais barato da cidade,paguei uns 23mil num quarto com umas 10 camas sem café. A primeira vista o hostel é meio fuleiro, banheiro pequeno. Porém não tive problema algum e a galera que estava la era bem gente boa. Lembrando que ele tem uns lockers bem vagabundos. Mas ja estava naquelas de não ter nada de valor, so oq andava no bolso mesmo. Lembrando que Cartagena é uma cidade “perigosa” para o turista, vc pode ser sorteado em ser furtado ou algo assim, uma conhecida mesmo que estava lá, me informou que tinha tido a mala roubada de dentro do quarto do hostel (ela fez um topico alertando isso aqui no mochileiros).  O hostel tbm guarda o mochilão para os hospedes caso queiram ir até san andreas. 

 

Enfim, chegando na cidade ja peguei, deixei minhas coisas no hostel e fui pernar. Num calor do caralho, ja comprei uma cerveja e comecei a andar naquela linda cidade (a amuralhada). Aquela cidade é muito turistica, entao vai ter gente enchendo o saco para venda a toda hora, pq tem gente que compra. É muito destino de mãe e de casais que curtem ir para gastar. Dentro da cidade amuralhada é absurdo de caro.  Ja no final da tarde resolvi ir até o tão esperado Café del Mar, e realmente é maravilhoso o por do sol. Porém comprei uma cerveja com ambulante e fiquei ao lado, pois é carissimo qualquer tipo de bebida no café del mar. Mas vai, que é muito bonito ver o por do sol no mar. 

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Palenqueras - Mulheres afrocolombianas com trajes tipicos de Cartagena

 

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Indo de volta para o hostel, fui atacado pela primeira vez na Colombia, até perceber que estava sangrando numa fila de um mercadinho.  O criminoso era nada mais nada menos que um GATO. ¬¬ Fiquei acariciando um gato na rua e na hora de eu ir embora, do nada o safado deu um golpe ninja com suas unhas. Do nada vejo meu braço todo vermelho de sangue. hahahahaha . Mas nada demais, bola pra frente e um abraço pro gatinho fofo. 

 

Dia 2 em Cartagena. 

Peguei para ir ao Castelo de Sao Felipe logo pela manhã, paguei acho que 25mil pesos para entrar. Da para ir andando bem de boa. E sinceramente, achei interessante, porém super descartavel. Se voce nao for, ou nao tiver tempo, acho que rola cortar ele do roteiro. Depois fui andar mais pela cidade, explorar bem pra ver qual que era. Dei um role pela praia de cartagena, que sao umas praias bem normais. Mas serviu para eu pegar umas informações com uns vendedores para um passeio no dia seguinte, onde estava em duvida de ir até playa branca ou ir até Orika, que é um pueblo que fica nas islas del rosario, um povo descendente de escravos que sao meio que esquecidos pelo governo e vivem de um eco turismo. (ESTÁ NO ROTEIRO NO INICIO DO RELATO). Fui informado por um vendedor de imãs, que antes de me falar onde ir, tentou me converter hehe, ficou falando de Jesus, muito bonzinho. Até me adicionou no facebook depois. E me deu uma boa dica, disse para eu ir até Punta Arena que é uma praia parecida com a praia branca e uma opção barata. E me deu uns toques para ir até la de maneira barata. Tendo que ir até o hospital de Boca Grande, pegando qualquer lotação na orla da praia. Chegando la tem umas lanchas que fazem os transportes dos moradores e de alguns turistas. Ele me informou que o transporte ida e volta é de 10mil a 15 mil pesos. Chegando la falei com os meninos que queriam cobrar mais, ja joguei a real sabendo quanto que era o preço e que até tinha sindo indicado. Fizeram 15mil ida e volta (as 15 hrs), só pediram pra eu nao falar nada para 2 casais que foram juntos, e se perguntassem era pra falar que eu estava pagando 40mil pesos. kkkkkkkkkkkkk  Chegando la a praia é muito bonita e nao deve nada para a praia branca. Chegando la o menino do barco levou o casal em uns quiosques chiques com camas na praia. E o curioso que me senti um pobretão, pois ele falou para eu esperar. Depois de levar os gringos nos quiosques que o aluguel da cama era 80mil pesos. Ele me levou num outro quiosque mais humilde na beira da areia tbm, me apresentou para a senhora dona do quiosque e me deixou numa cadeira e mesa de graça. Nisso a senhora mostrou o cardapio pra mim e disse que qualquer coisa ela diminuia os preços do cardapio. Lembrando que as praias sao muito doidas e sem segurança, na questao dos jetskis, a galera aluga e deixa qualquer um andar.  

 

Na volta, tinha marcado de encontrar uma trup de brasileiros de um grupo de whatsapp, pessoas que estao no meu coração. Incriveis, resolvemos ir até a festa do hostel media luna. que ocorre nas quartas feira. Ficamos bebendo numa praça de getsemani, onde todo mundo se reune pra ver artistas de rua e pra beber, conhecemos outros gringos e resolvemos ir para a festa que é bem carinha. 20mil pesos a entrada no seco. Pra quem esta hospedado no hostel nao paga. Chegando la, encontrei até um casal de tiozoes argentinos que tinha conhecido em punta arena e tinha convidado. Uma festa bem cheia e bem animada. Achei valido ir, mas vai uma graninha nessa brincadeira. Cerveja é cara, embora informei que ia pra rua “fumar” comprei cerveja na rua e voltei pro hostel com ela mesmo. 


 

Dia 03 - IDA A SAN ANDRES. 


 

Chegara o dia mais esperado da viagem, a ida a San Andres… Fiz a compra da passagem pra San Andres pela Viva Colombia, paguei 380mil pesos, uma semana antes quando ja tinha direcionado oque fazer no final da viagem. Paguei mais caro, mas porque nao tinha me planejado. Peguei um taxi mesmo em Getsemani, e dividi com um casal que estava no hostel que tambem ia à ilha. Deu uns 4mil pesos para cada um, até porque o aeroporto é proximo. Na volta fui andando até o hostel (rolezinho, mas da para ir). LEMBRE-SE que tem que imprimir o cartão de embarque para pegar os avioes dessas companhias colombianas, eles nao aceitam ler o QR CODE do celular. Caso vc nao imprima, tem de pagar uns 30mil pesos, 40, sei lah. Mas gasta uma grana. 

Tem de pagar uma taxa de turismo na ilha: 110k por pessoa. 

 

O Hostel, mais uma vez fui na de economizar em hostel e dei um tiro no escuro de pegar o hostel mais barato de San Andres. E foi um tiro certeiro, pois tive os melhores dias da viagem no hostel Palo Alto. Reservei pelo booking, 40mil pesos a diaria do hostel. Um hostel que andando do centro de San Andres da uns 15 minutos. É longinho, ou nao. Levando em consideração que as vezes voce esta cansado de praia e so quer chegar em casa, ou que vc va ao centro diversas vezes e volte ao hostel e acabe cansando. 

Chegando no hostel, a maior surpresa. O hostel é uma casa e não tem ngm na recepçao, cheguei e fui recebido por um casal de argentinos  (hospedes) que me informaram que PROVAVELMENTE minha cama era uma que estava escrito “reservada”. La coloquei minhas coisas e ja era, eu fui conhecer a dona do hostel depois de 2 dias. KKKKkkk

A chave fica num cofre com senha na porta, onde cada um chega, abre a porta e guarda a chave. Eu particularmente tive muita, mas muuita sorte. Pois todos que estavam hospedados na casa eram pessoas incriveis, eram 6 argentinos, uma paraguaia e uma israelense. Fizemos uma amizade incrivel, tao incrivel que uma das argentinas ja veio me visitar em São Paulo. Mas isso creio que foi uma sorte, pois pode acontecer de pegar pessoas mais relaxadas, mas como tivemos um elo muito forte de amizade os 4 dias que ficamos zelavamos pelo hostel. 

 

No caminho do hostel tem um mercadinho que é possivel fazer compras para cozinhar, pois la a cozinha é bem completinha. E os quartos possuem ar condicionado e banheiros com agua quente. Porém agua salgada, como em toda a ilha. 

 

No primeiro dia, dei uma conhecida na praia central, conheci muitos brasileiros. E logo ja marquei para o dia seguinte o Mergulho, me indicaram 2 pessoas que fazem mergulho, um é o Karamelo (muito conhecido entre os brasileiros, fala caralho em toda frase formulada).  E o outro é a Blanche, uma brasileira que seu marido David que é o guia de mergulho e faz o mergulho personalizado. Resolvi ir pela Blanche, o seu marido fala portugues e faz um passeio bem legal, nunca tinha feito mergulho e foi uma experiencia incrivel e segura. Onde ficou um rapaz o tempo todo só comigo. Paguei 140mil pesos o passeio, onde o seu marido me buscou no hostel. 

Tel dela: 55 41 9244 2529 - Blanche Caroline. 

 

Se você tem duvidas sobre fazer um mergulho, apenas faça. Pra mim foi algo surreal e lindo. Os corais do caribe sao um espetaculo a parte. A diversidade de peixes, nao é muito grande. Um rapaz que foi junto disse que alguns lugares do brasil vc acha mais diversidade maritima. Mas pra mim, continuou sendo um espetaculo.  

 

Saindo do mergulho, pedi para o David me deixar na praia de Rocky Cay, onde estavam os argentinos. Cheguei por volta as 13 hrs, almocei numa casa na beira da estrada, paguei por 14mil pesos o almoço e naquele calor infernal me servem um ensopado, que caralhos, Suei que nem um boi. 

Chegando em rocky cay, la fiquei e nao saí, praia muito gostosa, sem muito agito e nada surpreendente. Oque tem é a agua sempre bela, e uma pequena ilha que da para ir atravessando. A volta de rocky cay, fizemos de onibus publico, pagando 2mil pesos. O mesmo deixou no centro e de la fomos andando até o hostel. Fizemos uma janta e resolvemos a noite irmos para a Balada Coco Loco, uma balada bem carinha. Acho que 40 mil pesos, algo assim e a cerveja custando 20mil pesos. Mas como ja estava na chuva, resolvi me molhar e fui com a galera e foi bem divertido. Mas algo bem topzera, nao pode entrar de boné na balada. Essas coisas. 

 

No dia seguinte ja tinha marcado com as brasileiras de ir para o Aquario e Johnny Cay, fizemos com uma cooperativa de moradores da ilha que fica na praia no centro.  Uma cooperativa muito boa e faz um otimo passeio. Lembrando que tem de comprar sapatilha para andar nessas aguas, devido a quantidade de ouriço na agua. E um snorkel vai bem tbm. Jhonny Cay, achei um dos melhores lugares de San Andres, pela energia do povo e pela praia bonita demais. Pena que fica pouco tempo, umas 15 hrs os barcos ja começam a retornar, entao vc acaba ficando umas 2,3 horas na praia, contando que tu almoça la e ja perde um tempo esperando o almoço. 

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Johnny Cay

 

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Aquario

Voltando de Johnny Cay fomos fechar o passeio de Parasail para fazer no domingo. Não achavamos lugar algum, pois esse é um passeio bem disputado. A principio nao iria fazer pq estava sem grana, mas resolvi fazer para domingo, Contando que eu ia embora na segunda. Fechamos o passeio que nao lembro o preço. No sabado informaram que o barco tinha quebrado e nao daria pra fazer o passeio. Apenas para segunda feira. Peguei meu dinheiro de volta e nao fiz o passeio. Pois eu iria embora na segunda e nao arriscaria fazer o passeio de manhã e perder o voo. Mas os BR foram. 

 

No dia seguinte: Sabado, fui para a piscinita e west view. Lugar muito gostoso, onde vc pode pular do trampolim ou de um toboagua que da direto ao mar. E achei mais interessante um bar ao lado, que é mais old school, um bar bem de reggae. Bem valido ir, ja que é de graça e west view tem de pagar para entrar. 

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Por do Sol no Reggae Roots. Pra quem curte por do sol e brisa. Esse é o melhor lugar.

AHH, e bebem o coco loco.Drink feito num coco com um misturado de bebida.  Muito bom e uns 2 deixa loko mesmo. 

 

Lembrando que nao fui no Hoyo Soplador, pois todo mundo que foi falou que era uma bosta. 

 

Chegando no hostel, encontrei com os argentinos. E 2 ja tinham ido embora. E era feriado na cidade, resolvemos fazer uma festa no hostel. Chamei os brasileiros, uma argentina chamou 2 yankees que ela tinha conhecido. So foram os yankees, que chegaram com umas 40 cervejas, cachaças, sucos. Nao precisamos comprar nada, ficamos bebendo e ouvindo musica a noite e quando era uma da manha fomos para coco loco de novo. Todo mundo andando bebado pela ilha. Nao sei como, que entrei na balada sem pagar. Foi minha sorte. e minha economia.

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Hostel Palo Alto

Na volta quando entro no meu quarto que tinha de estar vazio, encontro uma argentina literalmente pelada que tinha dado PT e vomitou na casa, bateu a nave. A real é que troquei bastante ideia com ela antes, e ela tinha me falado que tinha experimentado a coca de la e que era diferente da argentina e nao fazia mal a ela. QUE IRONIA hahahhahahaha Ctza que ela cheirou pra caramba e foi parar em Bagda depois. Sorte dela que todos que estavam na casa eram boas pessoas.  Porque viajar e dar uma dessas, ainda mais sendo mulher é um perigo, ja que sabemos que homem é igual no mundo todo. 

Dia Seguinte eu nem lembro oq eu fiz. Só lembro que nao consegui fazer o parasil pois tinha sido cancelado. E sei que a noite fiz um role tosco demais, que puta que pariu. Que furada.

Fomos numa festa BARRA LIBRE (open bar) em um barco. Paguei uns 60 mil pesos por ai, ou 50, sei la. Em um barco que sai a noite as 9hrs e retorna meia noite por ai. Algo assim, só que gente. É horrivel a festa, e o pior de tudo. Voce nao pode ir embora. kkkkk 

E o open bar é suco a estilo tampico,  x tapa ou um refrigereco com cachaça ruim. Nao tem uma cervejinha. Nossa que pesadelo que foi aquilo. O que valeu mesmo foi ver a Lua cheia no meio do mar. SÓ. 



 

Quando cheguei ja estava sozinho no hostel, todos tinham ido embora. E eu ia no dia seguinte, recepcionei uma Austriaca de manha, apresentei o hostel do jeito que me apresentaram e fui para o aeroporto. 

Consideraçãoes de San Andreas: Apesar de ser um lugar muito turistico, me surpreendeu muito, as belezas naturais dispensam comentarios. Mas o custo la é não é caro, comparando com outros lugares da Colombia. Os nativos da ilha teem uma energia incrivel. E um lugar meio sem lei. 

Peguei o Voo e tinha mais um dia em Cartagena e pegaria meu voo as 18 hrs da terça feira. 

 

Chego em cartagena no hostel e encontro uma brasileira que me informou que iria no dia seguinte para praia branca, no qual nao tinha conhecido ainda. Mas avisei ela que o ultimo dia eu ia ficar de boa e até comprar umas lembrancinhas. De manha ela me acorda e me convence.  A mesma disse que ja tinha ido antes de onibus, de uma companhia que sai em frente o relogio. Cobram 30 mil pesos o translado até praia branca de onibus e com almoço e 2 horas de open bar (ao mesmo estilo do barco). Deus é pai. 

Ela bateu o pé dizendo que 16::30 ja estava em cartagena, ja que da ultima vez foi assim.

O idiota aqui resolveu ir, lembrando que meu voo era as 18:30.

 

Resumindo: fui pra praia branca, nao achei nada demais. (Levando em consideraçao que nessa altura do campeonato eu ja comparava tudo com san andres). Praia cheio de comerciantes, jetskis na agua. Uma tremenda loucura. Eu nao curti nadinha daquela lugar. 

E o Bus saiu de la as 16 hrs, ou seja: era 17:00 hrs e ele estava parado no transito de Cartagena. Ja estava vendo eu perdendo meu voo. pqp. Comecei a ficar preocupado até uma hora que nao aguentei, desci do onibus e peguei um mototaxi desesperado para getsemani. Cheguei correndo no hostel, tudo cheio de areia, expliquei para a chica da recepção que eu estava atrasado, ela falou para eu ir tomar um banho, joguei uma agua no corpo enquanto ela fazia minha mala. Tudo isso em 5 minutos, ja tinha feito o check-out antes. Peguei outro mototaxi para o aeroporto e chego 18:10, ja estava quase desistindo. Quando entro no aeroporto há uma filha de umas 40 pessoas para dar baixa na imigração. Fui explicando para todo mundo que eu estava atrasado, sem saber falar ingles. Nem sabia como me comunicar de tao desesperado que eu tava, mas rolou. Passei na frente de todo mundo e fiz a baixa. 

Ao melhor jeito Joel Santana, dei um grito de felicidade no saguao em direção a fila: Thank you my people !!! 

Pessoal riu de mim como se eu fosse um idiota, mas a alegria era muita. Cheguei no portao de embarque e ainda nao tinha entrado ngm no aviao. 

Fiz uma viagem meio sujo, mas de boa. kkkkk

Graças a Deus deu tudo bem. 

 

Uma viagem incrivel, com alguns perrengues. Mas que sao sempre validos,

 

Considerações da Colombia:


 

Em grandes metropoles como Bogotá e Medellin, notei que a população tem se conscientizado muito sobre equidade social, eduação. É realmente o país mais progressista da America do Sul. Logico que tem os mesmos problemas de violencia como qualquer país sulamericano. Mas é nitido que eles estao lutando para transformar isso. 

Ja no norte, Santa Marta, Cartagena, vejo que há uma desiguldade muito grande e achei o povo muito olho grande. Vao querer sempre sair ganhando algo de voce, nao importa como. Nada é de graça, talvez por ser mais turistico. 

Cartagena é uma cidade bem legal, bonita e historica. Mas se eu nao fosse, nao sentiria falta alguma. Pois oq ha para visitar é apenas a cidade amuralhada e a parte empresarial que é Boca Grande.  Mas cada um cada um, certeza que a maiorias das pessoas que visitaram, curtiram muito. 

 

Achei o custo de vida até mais caro que aqui, nas questoes de refeições, cervejas. 

 

No total fiquei 23 dias 

 

Passei por Bogota, Medellin, Guatape, Santa Marta, Tayrona, Cartagena e San Andres.

Ao todo gastei na media de R$: 5700,00

 

Foi uma grana alta, pois achei que gastaria menos. Mas como ja estava la, resolvi nao passar vontade de nada. saí sempre que pude, tomei cerveja quando tava com vontade. Nunca ostentando, mas nunca passando vontade.

 

Foi uma viagem bem valida pra mim, pois viajar sozinho nos ajuda muito a conhecermos a si mesmo. 

Quando se está só, tem momentos que é voce e sua cabeça.

Se voce ainda nao viajou sozinho. VÁ

Não espere ninguem, pq o tempo passa e a vida é curta. 


 

Quem tiver duvidas, só da um toque que respondo em breve.

 

 

  • Gostei! 2

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Em 06/10/2019 em 21:45, Hélio José disse:

booooy tu é muito massa nas narrativas pow. sou teu fã macho!!!

Obrigado pelos elogios. Sao comentarios assim que incentiva a galera em escrever os relatos.

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@absfernandez Amei a sua narrativa, kkkkkk me divertir muito,  sério vc e muito bom nas narrativa das situações consegui até imaginar a situação como se estivesse presente, e principalmente no agradecimento no aeroporto people kkkk senti que estava lá te vendo 😁

É muito bom ter essas informações pra poder se ambientalizar antes de viajar, estou pensando em ir conhecer Cartagena e Colômbia  . Valeuuu pelo relato

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Em 10/11/2019 em 19:53, Edilainpereira disse:

@absfernandez Amei a sua narrativa, kkkkkk me divertir muito,  sério vc e muito bom nas narrativa das situações consegui até imaginar a situação como se estivesse presente, e principalmente no agradecimento no aeroporto people kkkk senti que estava lá te vendo 😁

É muito bom ter essas informações pra poder se ambientalizar antes de viajar, estou pensando em ir conhecer Cartagena e Colômbia  . Valeuuu pelo relato

Vamos em março? rs

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    • Por thiago.martini
      Amigos Mochileiros,
      Como o único relato que tem sobre o trekking a Ciudad Perdida é de 2010 (muito bom por sinal e me ajudou bastante) resolvi escrever sobre a experiência que eu e minha esposa tivemos em outubro deste ano neste trekking incrível.
      No meu instagram (@thiagomrp) tem uma postagem para cada dia da trilha, com várias fotos do percurso. Quem quiser, é só dar uma conferida.
       
      PREPARAÇÃO
      Foi bem difícil achar boas informações sobre o trekking em sites brasileiros. Só um relato aqui no Mochileiros.com e poucas informações recentes. Acabei assistindo alguns vídeos feitos por viajantes gringos, buscando informações em sites colombianos e conversando com o hostel que iria nos hospedar em Santa Marta.
      Pelo que tinha pesquisado, sabia que a caminhada seria um pouco difícil, então resolvemos intensificar um pouco os treinos (fazemos treino funcional pelo menos 3 vezes por semana).
      Fiquei em dúvida sobre comprar antecipadamente ou fechar na hora. Conversei com o pessoal do hostel por e-mail (Masaya Santa Marta – recomendo muito a estadia lá) e me orientaram que sempre tinham saídas e que a diferença seria o pagamento com ou sem taxas do cartão. Em resumo, pagando lá haveria uma taxa de 3% do cartão de crédito (que de fato não ocorreu, mais adiante explico).
      Então como preparação apenas reservei o hostel em Santa Marta (Masaya) para dois dias antes do trekking e um dia depois. Assim poderíamos deixar nossos mochilões lá mesmo.
       
      COMPRA DO TOUR (dia 07/10/2019)
      Compramos o tour no próprio hostel, pelo mesmo preço que costuma ser o padrão das empresas de Santa Marta, COP 1.100.000,00. Na época que estivemos lá a melhor cotação que achamos foi 1 real para 780 COP’s. Com essa cotação nosso trekking ficou por +- R$ 1.400,00 cada um. Não tivemos a tal taxa extra, porque o atendente nos enviou um link (tipo paypal) e pagamos diretamente no site.
      Aproveitamos para pegar informações com o atendente, Francisco, que tinha sido tradutor nessa trilha por diversas vezes. Segundo ele não seria TÃO difícil. Ledo engano nosso kkkkk.
       
      DIA 1 (09/10/2019)
      Entre 8h30 e 9h00 passariam nos recolher para o tour. Às 8h30 já estávamos na recepção. Vi um rapaz com roupa de agência e perguntei se estava nos esperando. Ele disse que não. Apenas outras duas pessoas. Até aí, ok então.
      Esperei mais uns 15 minutos e nada da nossa agência. Fui falar com o rapaz sentado e perguntei se o nosso tour não era com ele também. Me perguntou qual era a nossa agência. Aqui descuido meu, não tinha perguntado ao Francisco qual era a agência. Mostrei para ela o comprovante de pagamento, ele fez uma ligação e confirmou que a gente também tinha que ir com ele. Uffaaaa, que sorte que fui abordá-lo.
      Entramos num 4x4 e recolhemos algumas pessoas pelo trajeto. Fomos até a agência antes de sair. Depois de um rápido briefing pegamos a estrada.
      Nosso grupo tinha 9 pessoas (5 colombianos, 2 ingleses, 1 alemão, 1 norte-americana e nós 2 de brasileiros). 
      Foram cerca de 1h30 de estrada de asfalto, com um motorista dirigindo loucamente kkkk.
      Por volta das 11h00 estávamos na entrada do Parque Nacional de Sierra Nevada. Lá pausa rápida para banheiro, colocar nossas pulseira de autorização para entrar no parque e mais 45 minutos de estrada de chão, com várias subidas e descidas irregulares e travessias de rio. Foi bem emocionante kkkk.
      Perto das 12h00 chegamos ao restaurante onde almoçamos e depois iniciamos nossa caminhada. Prato feito com arroz, feijão, salada, coxa com sobrecoxa e, é claro, patacones (que delícia kkk). Os pratos de comida são muito grandes. Eu não consegui comer tudo.
      Por volta das 13h15 saímos para iniciar nossa caminhada.
      O primeiro dia é basicamente uma longa caminhada estrada acima, com algumas barraquinhas no meio do caminho vendendo água, refri, cerveja, cacau, suco de laranja etc.
      Esse dia totalizou 12,2 kms com solzão na cabeça.
      Chamou atenção nesse dia a quantidade de aranhas e suas teias nas árvores.
      Chegamos no acampamento por volta da 16h45. Todos os acampamentos são ao lado de rio. Nesse primeiro tinha uma piscina natural que o povo pulava do alto de uma pedra. Eu sou meio cagão para água, mas tomei coragem e pulei, minha esposa também. Foi uma baita adrenalina. Tem o vídeo no meu instagram (@thiagomrp).
      Depois de um mergulho revigorante nas águas frias do rio, fomos tomar banho para jantar e dormir.
      Dica: muita atenção nos acampamentos com aranhas, escorpiões e cobras. O nosso guia nos alertou. Nós optamos por pendurar as botas no alto (o que depois foi seguido pelos colegas) e SEMPRE deixar as mochilas fechadas, para evitar entrada de bichos. Também revisamos as camas antes de deitar.
      Jantar estava muito farto e gostoso. Depois um brefing sobre o próximo dia e conversas sobre a história da trilha, da região, do povo Tayrona etc. Tudo muito interessante.
      Às 20h00 já estamos deitados e às 21h00 apagaram as luzes.
       
      DIA 2 (10/10/2019)
      Despertadores tocaram as 5h00 para nos arrumarmos, tomarmos café e saímos às 6h00. Acontece que no grupo tinha uma criança (11 anos) que só levantou às 6h00 e daí que foi tomar café. Ficamos bem impacientes, inclusive o guia. Aqui falha dos pais que não acordaram a criança antes e apressaram ela. Acabamos saindo 6h30.
      O segundo dia já era sabido com sendo o pior, e realmente foi. Foram 21,2 kms com muitas subidas e muita lama pelo caminho. Lugares bem escorregadios para caminhar. Nos levamos nossos próprios bastões, quem não tinha estava improvisando com tronco de árvore.
      Às 9h00 chegamos no lugar onde almoçamos. Fizemos uma parada mais longa com direito a visitar uma cachoeira próxima. Valeu muito a pena.
      Às 10h30 já estávamos almoçando e 11h00 voltamos a caminhar.
      A segunda parte do dia foi beeeeemmm difícil. Muita subida e lama.
      Por volta das 14h00 começou a chover, então complicou um pouco mais. Era subida sem fim, com chuva e fome. Por sorte chegamos numa vendinha e lá tinha frutas para nós. Foi revigorante.
      Aliás, em várias vendinhas as agências providenciam frutas para o pessoal, normalmente melancia, laranja ou abacaxi (muito doce por sinal).
      Chegamos no acampamento às 16h10, bem cansados. É o último acampamento antes da Ciudad Perdida, então todas as agências ficam no mesmo lugar. É o que tem a estrutura mais precária, mas mesmo assim foi ok.
      Jantamos, conversamos e antes das 20h00 já estávamos deitados. Às 21h00 apagaram as luzes.
       
      DIA 3 (11/10/2019)
      Novamente levantamos às 5h00, café da manhã e as 6h30 saímos. Aqui o atraso foi proposital. Como 10 minutos após o acampamento tem a travessia de um rio, o guia preferiu atrasarmos um pouco para não ter que ficar esperando na margem do rio os demais grupos atravessarem.
      Que travessia hein!
      Deve ser uns 20 metros de uma margem a outra, com pedras e correnteza forte. Duas cordas ajudam, aliás, todo mundo se ajuda porque a correnteza é muito forte mesmo.
      Depois de recolocar as botas, mais uns 10 minutos caminhando e chegamos no início das escadas que levam a Ciudad Perdida. Mais de 1200 degraus pela frente. Muita atenção, pois os degraus são curtos e bem úmidos.
      Às 7h10 já estávamos na entrada da Ciudad Perdida. Passaportes (dados pelo próprio parque com a história do lugar) foram distribuídos e carimbados.
      Nos acomodamos num lugar para ouvir o guia contar sobre a história da Ciudad Perdida e seu povo. Depois de um tempo saímos para desbravar o lugar.
      Você vai encontrar vários militares do exercício pelos caminhos da Ciudad Perdida. Eles estão ali para marcar a presença do Estado e oferecer segurança. Foram todos amigáveis e até tiraram fotos com a bandeira do Brasil (eu sempre viajo com uma).
      Na saída da Ciudad Perdida nosso guia passou na oca do líder espiritual, Mamo, porém ele não estava. Apenas sua esposa que vendeu algumas pulseirinhas feitas por ela para o grupo.
      Por volta das 10h00 já estávamos descendo de volta ao acampamento em que passamos a noite. Almoçamos por lá e depois voltamos até o acampamento em que almoçamos no segundo dia.
      Nesse dia foram quase 22km caminhados. Foi puxado, mas nem tanto.
      A noite jantamos e antes de dormir tivemos a oportunidade de ouvir histórias de um índio de uma tribo descendente dos Tayronas. Ele mostrou instrumentos de trabalho, o poporo (instrumento usado apenas pelos homens para consumir a folha de coca) e outros utensílios. Foi uma conversa legal. Ele falava mais ou menos o espanhol e era auxiliado pelo nosso guia. Uma experiência bem bacana.
       
      DIA 4 (12/10/2019)
      Novamente acordamos as 5h00 e 6h30 já estávamos caminhando para terminar o nosso trekking. O objetivo era chegar para o almoço no local onde iniciamos nossa aventura. Lá onde o 4x4 nos deixou e voltaria nos pegar.
      Umas subidas bem fortes, com quase 1 hora de subida initerrupta. Foi bem puxado.
      Confesso que tenho dúvidas se foi o segundo ou último dia o mais difícil. Ambos foram muito puxados.
      Por volta das 10h00 paramos tomar um suco e comer um bolo no mesmo local do primeiro acampamento. Descansamos um pouco e logo partimos.
      Eu e minha esposa aceleramos o passo porque queríamos terminar antes do meio dia. Não porque tivéssemos pressa, mas só para ter um objetivo.
      Uma parte do grupo foi mais rápido conosco e o resto seguiu mais lento com o guia.
      Esse trecho final foi aquele na estrada com o sol na cabeça do primeiro dia. Dessa vez o sol estava até mais forte, por isso cada vez mais queríamos chegar antes.
      Exatamente 11h50 chegamos no restaurante. Fui um trecho bem cansativo, quase 22,5 km. Todos que chegavam já foram arrancado as botas e deitando pelo chão gelado, era a melhor coisa naquele calor kkkk.
      Cerca de 1 hora depois chegou o resto do grupo.
      Almoçamos e por volta da 14h00 já estávamos no 4x4 para retornarmos até Santa Marta.
       
      SALDO FINAL
      Talvez tenha sido o trekking mais difícil que já fiz na vida (já fiz Salkantay no Peru e vários outros no sul do Brasil).
      Foi puxado, subidas e sol fortes e uma umidade muito grande, suávamos muito.
      Faria tudo de volta? Sem sombra de dúvidas, SIM.
      Foi uma experiência muito legal, uma caminhada difícil e desafiadora, com um grupo nota 10, guia e tradutor muito gente boa e estrutura de acampamentos legal. Várias vezes nos pegávamos falando: “estamos no meio da selva colombiana!!!”. E realmente é isso. É uma selva bem fechada, úmida, com rios, cachoeiras, pedras e lama.
      Trekking a Ciudad Perdida marcado como FEITO e RECOMENDADO a todos mochileiros e trilheiros!
       
      Obs.: tentarei colocar algumas fotos nos próximos comentários. Quem quiser pode ver algumas no meu instagram @thiagomrp. 
       
    • Por flrc888
      Saudações Amigos!
      Meu nome é Franco Coimbra, sou de Minas Gerais. Sempre gostei de viajar, ônibus, avião, trem. Nunca tinha saído do País e achava que não tinha condições para isso. 
      Achei o site mochileiros.com, por acaso na net, é comecei a ler. Entre relatos de viagens, tutoriais, fui apreendendo formas de viajar barato. Muitos relatos de viagem me tocavam, as pessoas estavam sempre felizes amadurecidas e ansiosas, já planejando uma nova viagem. Agora tenho o maior prazer de ajudar e retribui toda a informação que consegui neste site.
       
      PLANEJAMENTO
      Transporte: Tenho uma facilidade com internet pois trabalho com tecnologia.
      Depois de várias buscas de preços descobrir que a melhor formar é se cadastrar no site Skyscanner. Após o cadastro, você criar um alerta de preço no trecho pleiteado. Fiz isso em janeiro de 2018. Em fevereiro comprei uma passagem Brasília a Campo Grande por R$179 incluindo bagagem. Também uma de Bogotá a São Paulo, com escala em Fortaleza por R$ 680,00, todas da Avianca. Descobri também que mudando a localização do navegador, você pode comprar passagens domesticas em outro país de forma mais barata. 
       
      O resto do trecho foi todo de Bus, usei as páginas Busbud e redbus para estimar o preço das passagens para o planejamento. Felizmente não usei o sites para realizar a compra, pois a vista é bem mais barato. Os ônibus em geral são mais confortáveis e baratos que no Brasil. Em países como Peru e Bolívia tem serviço de bordo, e telas de interatividade. As passagens são pechichaveis pode se fazer um leilão indo em várias empresas, mais não deixem de conferir a qualidade das avaliações nos sites que vendem passagens. Foram milhares de quilômetros admirando paisagens deslumbrantes pela janela. Andei em empresas como Copacabana, Trans Titicaca, Oltursa, Tepsa, Civa, Berlinda del Fonce, Ochoa e Bolivariana. Não tive nenhum problema. 
      Foto: Ônibus no terminal Bimodal de Santa Cruz

       
      Fiz uma planilha com a estimativas de custo, e levei 10% a mais. Fiz uma planilha, que ao longo da viagem fui trocando os custos estimados pelos custos reais.
       
      Pará reservar acomodações e estimar custos de hospedagem, usei Hostel Word e Booking.
       
      A VIAGEM
       
      Santa Cruz de la Sierra
      Realmente fiquei só um dia pra descansar, pois fui de bus de Campo Grande a Corumbá e de Puerto Quijarro a Santa Cruz. Não fui de trem da morte, porque estava caro no dia, em relação ônibus.
      Foto: Chaga em Santa Cruz

       
      Foto: Coincidência, boliviana com a tatoo com meu nome.  

       
       
      La Paz
      Um choque cultural, muito bonito e diferente. Um povo amável que lhe mostrará outros níveis de humildade.
      Do taxi ao Uber, tudo muito barato. Deliciosas sopas, empanadas e sal tenhas. Fiquei no Llmas Hostel, próximo a praça Espanha e teleférico. Passei mal, uma forte dor de cabeça, mais nada que Sirochi Pill não resolvesse. Encontrada em qualquer farmácia custa cerca de R$2.00. Fui a todos os parques, praças, miradores e no teleférico. Na noite fui a disco chamada fórum. As pessoas são muito preconceituosas com a Bolívia, La Paz é bonito e seguro.
       
      Foto: Teleférico La Paz

      Foto: sopa de Fidel com Maní

      Copacabana
      O lago titicaca é fantástico, a cidade é pequena e acolhedora. Fiz o passeio na Ilha do Sol. Paisagens perfeitas.
      Foto: São Pedro de Tiquina

       
      Foto: Lago Titicaca (Tirada por mim)

      Cusco
      Em Cusco os preços sobem um pouquinho. Pra economizar é só fugir da rota turística e ir a mercados e restaurantes frequentados por nativos.
      Recomendo o passeio ao Vale Sagrado. Cerca de R$70,00 com almoço buffet. Se conhece as Salineiras, Olaytaitambo, e muita histórias e ruínas do povo Inca.
      Machu Pichu é caro. Recomendo ir de Van até a hidrelétrica, seguir a pé até Águas Calientes, descansar em um Hostal, e subir no outro dia a Machu Pichu, fica cerca de R$230,00. Ao lado da igreja, na praça de Armas, existem 2 Pub s muito legais para sair na noite.
      Foto: Plaza de Armas

       
      Fotos: Mercado Artesanal

       
       
      Foto: Olaytaitambo


       
      Lima
      Fiquei num excelente Hostel perto do mar, na região do Barranco, na minha opinião a parte mais bonita da cidade.
      Fiz muitos amigos no Hostal.
      Foto: Barranco

      Mancora
      Passei do ponto no ônibus, tava dormindo e desci 20km depois num posto de fiscalização. Voltei de carona num ônibus que vinha de Caracas a Lima de refugiados Venezuelanos. Muito triste a situação, gente com a roupa do corpo e 20 dólares pra começar uma vida nova em Lima.
      Foi uma das minhas preferidas. Cidade puquena sem muita infraestrutura. Mais fiquei num Hostel chamado Misfit, fica 1km da cidade. Os quartos são suítes de madeira e palha. Muita tranquilidade e gente agradável. O tempo para. Lugar excelente pra relaxar. Amei.




      Cuenca
      O Equador é lindo. É hoje na minha opinião o país que tem melhor qualidade de vida. Quero trabalhar e viver um tempo no Equador, conhecer melhor o país. Passei no Equador rápido porque estava atrasado no tempo. Fui a Cuenca e de passagem por Guayaquil e Quito.

      Medellín
      Cidade fantástica, povo amoroso. Muito organizada, excelente sistema de transporte. Conheci o centro, o teleférico, o centro, o estádio.


      Cartagena
      Lidissima cidade, mais não deve sair do centro histórico. A cidade tem altos índices de assalto. Mais relativamente segura no centro. Recomendo passeio completo nas ilhas do rosário. Custa cerca de R$100,00. Inclui almoço e um passeio de Snooke muito bom. A praia Baru é super explorada comercialmente. Não sou contra quem tá correndo atrás do seus sustento, mais os vendedores são muito importunadores.




       
      Santa Marta
      Pelo menos uma vez tinha que me hospedar em um party hostal. Fiquei no Brisa Loca, tem um bar, e uma boate no terraço. Quem não gosta de festa não pode ficar lá. A música cessa só as três da madrugada. Muito boa.
       
      Bogotá
      Fiquei na região da candelária. Conhecia só locais próximos que dava pra fazer a pé e de transporte público. Gostei do clima fresco.

      DINHEIRO
      A melhor forma que encontrei, é levar um poço de dinheiro numa doleira. O resta deixa numa conta brasileira. Assim baixei o app da western Union e envia via app do meu banco e depois de meia hora sacava em uma loja local da western Union.
       
      PERRENGUES
       
      O tempo foi curto, talvez o trajeto deveria ser menor.
      Dava pra ter feito trechos de voo, se me programasse e comprava a passagem uma semana antes. Teria ganha tempo. E na maioria das vezes é mais barato que ônibus.
      Já na cidade de Ipiales, comprei uma passagem em um bus noturno para Medellín. Por volta das 04:00 de hoje 19/09/2018, na carretera 25 no povoado de El Cruero, o ônibus é parado pela polícia para uma fiscalização de rotina. Eu estava na poltrona 01, o policial ao notar que eu era estrangeiro me acordou e me chamaram pra dentro da guarita. Era um policial de etnia branca e um de etnia negra. Lá revistaram todas as minhas malas. Não satisfeitos pediram para ligar meu celular e escutaram todas minhas ultimas conversas. Não satisfeitos pegaram minha carteira contaram meu dinheiro (540 dólares). Disseram que poderia pedir para o ônibus seguir viagem, porque estava preso para averiguação da Interpol. Aí eu fiquei muito puto... Falei que estava correto. Que estava legal no país, que tinha visto em meu passaporte, e que o dinheiro que estava por tanta dó estava longe da quantidade limite que poderia portar. O policial de uma forma muito truculenta disse que se não calasse ia me fazer uma multa. Peguei meu telefone, falei que ia ligar numa linha de emergência do consulado brasileiro (nem sei se existe). Para pedir ajuda. Nesse momento um dos policiais foi para fora da guarita, enquanto o outro que ficou, na maior cara deslavada me pediu 100 dólares. Falei que não ia pagar, porque primeiro estou correto, e em segundo porque meu dinheiro estava contado e 100 dólares me faria falta para voltar ao Brasil. Não paguei, repeti que não pagaria, até porque o dinheiro me faria falta mesmo. Perguntaram minha profissão, quanto era meu salário. E por fim quando viram que não conseguiria me extorquir, me liberaram. Atrasou o ônibus em meia hora.
      CONCLUSÃO
      Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar.
      Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é
      34 9 9944 2608
      Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim.
      https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_yIgkqtuVEvNEooOlkJhYwEIwpRGtyUKGMFkGk5KjZA/edit?usp=drivesdk
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      V_20181102_072341_N0.mp4
    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Bom, depois de muito andar, ter experiências incríveis, nossa ultima base antes de mergulhar terra a dentro: chegamos na Ponta de Santa Marta no final do dia 5. Havia sido o dia mais longo e cansativo até agora. Escolhemos uma pousada, pé na areia, para ficar as ultimas noites à beira mar. Afinal o retorno seriam quase 900 km dirigindo, era primordial descansar cada músculo.
      Logo que fizemos o grande contorno no sentido sul para pegar a estrada do Farol já me surpreendi: eu esperava uma costeleta de areia, como aquelas que me acompanhavam desde a Guarda, que nada, uma bela rodovia como um mar de azeite, até o carro parecia sussurrar aliviado. Como era noite, praticamente, só deu tempo de achar a pousada tomar um banho e descansar na rede, lá fora uma tempestade se desenhava. Ainda pude ver as luzes do Farol, incansáveis a embalar os corações dos navegadores.
      No dia 6 acordamos um pouco mais tarde do que tínhamos habituado, às 07:00. Um desjejum já esperava na recepção, foi o tempo de comer e reunir a tralha numa mochila. Estávamos nós pelo costão rumo a Praia Grande, numa trilha interminável.

      Foram 2 h caminhando; saímos da Prainha do Farol, passamos pelo Morro do Céu, paramos numa velha cabana de observação dos pescadores, até que chegamos. Aqui dá para entender a dimensão da Praia Grande, um mar de areia grossa e amarelada, bastante reta a ponto de não ser muito bem definido aos olhos os contornos da Praia da Galheta a 4 km dali. Ademais a praia fica toda cercada pelas dunas de areia, confundindo ainda mais nosso sentido. Quase deserta, com água limpa e calma é um bom refúgio para um banho mais reservado. Éramos sós ali.

      Atrás, se desenham o Morro do Ceú e alguns Sambaquis (montanhas formadas pela disposição de conchas, já extintas, que serviam de alimentação para povos primitivos que habitaram ali).

      De baixo eles são grandes, mas lá de cima da pra imaginar como os Sambaquianos tinham apetite. É possível ter uma visão 360º desde o Farol, passando pela Praia do Cardoso, da Cigana, Lagoa da Cigana, vilas de pescadores, rodovia, Dunas, Galheta, voltando para o Farol, tudo emoldurando um vale imenso e árido que mais parece solo marciano.

      Voltamos para a Ponta, queríamos conhecer o Farol (todo construído com óleo de baleia). O ponto continental mais a Leste da Região Sul. A área é militar então só ficam abertos os portões que dão proximidade à base durante o dia. Algumas trilhas no meio da vegetação rasteira, onde cobras trafegam faceiras, é bom tomar cuidado, levam o curioso para observar a grande torre que como um oásis no deserto, está para os barcos à noite. Não tínhamos autorização para entrar no Farol, logo tivemos de se contentar com imaginação de como é lá dentro.

      Depois de repor as energias, às 15:00 trocamos a tralha e partimos conhecer a Praia do Cardoso e Praia e Morro da Cigana. Não deu pra resistir e caímos na água já no Cardoso, uma água limpa e calma, onde as ondas mais parecem solavancos da estrada.

      Pelo menos 50 m dentro da água o mar não tem mais de 40 cm, a diversão da molecada. Se divertimos um tanto. Então, partimos pelos nada menos que 3 km de areia que separam as duas praias. Primeiramente subimos o Morro da Cigana de onde pudemos ter uma visão incrível das duas praias e de um pedaço da Lagoa mais continental. O Morro também parece marciano, pedras enormes quase cobertas pela areia que insiste em se deslocar pelo vento.

      Encontramos um casal de Tubarão que frequenta aquelas praias a 40 anos, e nos relataram as inúmeras mudanças que viram, assim como as surpresas que as dunas preparam a cada temporada. Ao descer do Morro um dejavu: o sonho noturno de um celular caindo nas pedras, como não sou supersticioso ignorei e coloquei-o exatamente no bolso que o senhor do sono tentou me avisar, e lá se foi como num filme desses que fazem por aí. Nosso plano era ver o Pôr do Sol ali no Morro depois de um banho naquela maravilha da Cigana, contudo até este foi abortado. No horizonte nuvens negras piscando raivosas fizeram nossas pernas ganharem vida rapidamente, chegamos na vila com a chuva.
      Deu trabalho mas achei um café em uma padaria, no apagar das luzes. De brinde ainda ganhei o carinho de um felino (gato) que andava ali.

      Foi mais uma noite observando a tempestade, o que deu ideia da importância do Farol.
      No dia 7, reunimos tudo logo cedo, e de mala e cuia partimos para as últimas paradas no litoral. Garopaba do Sul, Barra do Camacho e outros balneários se confundem numa vastidão de areia que parece não ter mais fim, até mesmo Poseidon dá a entender que está cansado de agredir o continente. As ondas se tornam longas dobras na água, a areia aparenta engolir o mar aos poucos.
      Retornamos à SC100, rumando para a Serra do Rio do Rastro. Conosco uma certeza: numa próxima temporada, de 4x4, vamos seguir por essa infinitude até o Arryo Chuy.


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