Ir para conte√ļdo
  • Fa√ßa parte da nossa comunidade!¬†

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Posts Recomendados

comoirdesertosaara.jpg.e166df5dcbb5c847e4b5207c1e24d08c.jpg

ūüď∑ Texto original com fotos aqui:¬†http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/

√Č dif√≠cil n√£o colocar uma noite sob o estrelado c√©u do¬†Deserto do Saara¬†como a melhor parte de uma viagem cheia de pontos altos pelo¬†Marrocos!

V√°rias empresas, hot√©is e hostels oferecem roteiros at√© o Deserto saindo de Marraquexe e outras cidades do¬†Marrocos, mas como est√°vamos em quatro e a ideia de passar a maior parte do tempo em um √īnibus tur√≠stico n√£o agradava a nenhum de n√≥s, decidimos alugar um carro e fazer o trajeto por conta.

Depois de passar pelas cidades de Marraquexe e Ouarzazate, pelas sinuosas montanhas do Alto Atlas e as cenográficas Gargantas de Dadès e Todra, chegamos finalmente à Merzouga, a porta de entrada para o Deserto do Saara!

Estávamos confusos sobre como reservar a hospedagem no Deserto. Nossa ideia inicial era chegar até Merzouga e lá encontrar uma empresa ou hotel que oferecesse esse serviço. Nas pesquisas que fizemos parecia ser uma prática comum e em Marraquexe nos disseram que não haveria problemas. Mas na noite anterior, já no meio do caminho, descobrimos que a possibilidade de conseguir algo em cima da hora para o mesmo dia seria baixa.

A solu√ß√£o foi inusitada, mas n√£o poderia ter sido mais perfeita! Com a ajuda do Said, simp√°tico funcion√°rio do¬†Riad Dar Outeba, onde est√°vamos hospedados, fechamos um acampamento de luxo no Deserto! Em todas as vezes que me imaginei dormindo no¬†Deserto do Saara, nunca pensei que seria poss√≠vel ter uma cama enorme e um chuveiro quentinho. Como a palavra ‚Äúluxo‚ÄĚ n√£o combina muito comigo, fiquei com medo de que esse conforto a mais tirasse um pouco a autenticidade da experi√™ncia, mas logo ao chegar vi que estava completamente enganada.

O valor oficial do acampamento onde ficamos √© de 600DH (Dirhams) por pessoa, o que convertendo d√° por volta de 60‚ā¨ e inclui: Transporte ida e volta de 4√ó4, tenda privativa para 2 pessoas com banheiro e chuveiro, jantar completo, caf√© da manh√£, garrafinhas de √°gua gelada, ch√° de boas vindas e estacionamento em Merzouga.

Fomos no mês de Junho, já quase verão, e estava muito quente, então roupas leves e confortáveis bastam. Você muito provavelmente vai parar em algum lugar no caminho e comprar um lenço (é irresistível) e sairá já com ele na cabeça para encarar o calor do deserto. Todos os vendedores ensinam como usar, e se não fizerem, os guias o fazem. Se for muito friorento(a) vale levar um casaquinho fino para a noite.

Chegando em Merzouga, fomos encaminhados para uma pousada onde deixamos o carro estacionado e esperamos (tomando ch√° de menta num calor de 40¬ļ) at√© que fosse a hora de partir pra dentro das dunas de Erg Chebbi!

H√° algumas formas de chegar at√© os acampamentos; de 4√ó4, de quadriciclos e o mais comum, montado em dromed√°rios. Eu estava decidida a n√£o ir com a √ļltima op√ß√£o, pois acho que √© uma forma de explora√ß√£o animal e apesar de saber que o corpo deles √© preparado para esse tipo de clima e de ‚Äúfun√ß√£o‚ÄĚ, n√£o acho certo e n√£o quis apoiar a pr√°tica. Como o quadriciclo era a op√ß√£o mais cara, decidimos ir de 4√ó4.

Ficamos sabendo que atualmente, para a seguran√ßa dos turistas, n√£o √© mais permitido que os acampamentos sejam montados em partes mais afastadas do¬†Deserto do Saara, ent√£o todos eles agora ficam a uma curta dist√Ęncia da cidade. De 4√ó4 o trajeto dura por volta de 10min e tem a emo√ß√£o de um rali pelas dunas! De dromed√°rio o tempo √© em m√©dia 1h30.

O acampamento fica em um vale em meio √†s dunas e √© encantador! No nosso caso tivemos uma enorme tenda privativa com banheiro, chuveiro e at√© tomadas e entradas USB! S√£o 8 tendas e mais um espa√ßo comum para as refei√ß√Ķes. Do lado de fora, tapetes e lanternas davam o charme √†quele lugar que parecia cen√°rio de filme!

Ao chegar fomos recebidos pelo Mohamed, que além de extra simpático, adora falar português! Conversamos um pouco com ele enquanto tomávamos mais chá de menta (sim, chá quente, no deserto!) e depois partimos para vivenciar um pouco do Deserto do Saara!

Caminhamos at√© o topo de uma duna, de onde a vista √© de tirar o f√īlego, e arriscamos algumas descidas de¬†sandboard. L√° de cima vimos um p√īr do sol t√£o lindo que entrou para o top 5 da minha lista imagin√°ria!

Mesmo n√£o sendo t√£o afastado da civiliza√ß√£o, a sensa√ß√£o √© de estar no meio do nada. √Č uma emo√ß√£o incr√≠vel caminhar por aquelas enormes dunas e se sentir como um gr√£ozinho de areia! Naquele momento est√°vamos animados demais para apreciar o sil√™ncio do Deserto, mas n√£o imagino lugar melhor no mundo pra passar horas sozinha pensando na vida.

Na volta para o acampamento passamos pelo ‚Äúestacionamento de dromed√°rios‚ÄĚ e obviamente n√£o resisti √†quelas carinhas sorridentes! Eles s√£o d√≥ceis e fofos, nos deixam chegar perto e interagir um pouco. Nessa hora fiquei muito feliz com a minha escolha de n√£o ter ido at√© l√° sobre suas corcovas. N√£o √© que eles n√£o sejam bem tratados, mas v√™-los presos por cordas, um colado ao outro como escravos acorrentados n√£o me pareceu certo.

Cheguei em um estado tão deplorável na tenda que só consegui pensar que ter aquele chuveiro só pra mim foi mesmo um bom investimento! Depois de um tempinho de relax, chegou a hora da janta!

Era tudo tão delicioso que me senti em um restaurante cinco estrelas, mas ainda melhor, porque lá eu podia estar de chinelo e sentia a brisa do Deserto batendo no meu rosto. Foi um jantar completo, com entrada, salada, prato principal e sobremesa! Regado a muita água porque aquele calor todo desidrata e porque praticamente não há bebida alcóolica no Marrocos. Embora as especialidades marroquinas sejam o cuscuz e o tajine, eles não estavam no menu dessa vez, o que achei ótimo pois era só o que estávamos comendo durante a viagem.

Quando j√° est√°vamos todos rolando de tanto comer, sentamos em volta da fogueira para ver uma animada apresenta√ß√£o de m√ļsica berbere, um som alegre e hipnotizante, marcado pela batida dos tambores e outros instrumentos t√≠picos.

De forma bastante simplificada, os berberes s√£o o povo do deserto. H√° diferentes ramifica√ß√Ķes e diferentes l√≠nguas (que s√£o no geral mais orais do que escritas), mas a bandeira deles √© de ser um povo livre. Talvez por seu passado n√īmade, tenham se tornado mais abertos em rela√ß√£o √† v√°rias ideias, e essa foi uma das mais agrad√°veis surpresas da viagem.

Os berberes são pessoas simples e extremamente gratas pela vida, são todos muito simpáticos e acolhedores, e ficam super felizes em mostrar sua cultura aos viajantes. E é exatamente por isso que digo que o fato de ser um acampamento de luxo não tirou a autenticidade da experiência, porque eles foram eles mesmos, e não funcionários de um alojamento de luxo. Nós rimos juntos, conversamos, aprendemos palavras, dançamos, contamos piadas e tivemos uma troca incrível, de gente pra gente.

E para terminar esse dia perfeito, subimos novamente as dunas só pra ficar olhando um pouco aquele céu estrelado. Tinha esperanças de ver estrelas cadentes, mas o Mohamed disse que elas só apareceriam mais no meio da madrugada. Juro que queria ter levantado pra tentar a sorte, mas acho que o cansaço era tanto que perdi a oportunidade.

Eu sei que a essa altura voc√™ deve estar se perguntando, e os escorpi√Ķes? N√≥s n√£o vimos nenhum, mas tenho que confessar que estava bem apreensiva. N√£o fiquei descal√ßa e andava com a lanterna do celular iluminando meus passos. Segundo os locais n√£o √© muito comum v√™-los durante o dia, eles preferem sair √† noite quando o clima est√° mais ameno. Durante a viagem ouvimos relatos de gente que viu escorpi√Ķes enormes e at√© cobras. L√° eles est√£o preparados caso avistem um, mas √© sempre bom ficar atento.

No dia seguinte acordamos às 05:50 pra ver o nascer do sol, outro espetáculo inesquecível! E depois de um café da manhã dos deuses nos despedimos do Saara, voltando pra casa com o tênis cheio de areia e o coração cheio de amor.

ūüď∑ Texto original com fotos aqui:¬†http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Passaste ao escrever bastante da emo√ß√£o e das sensa√ß√Ķes desta experi√™ncia. O Marrocos √© mais do que uma viagem √© um conjunto fant√°stico de experi√™ncias. Devo voltar em 2020. Fiz uma viagem de carro l√° em 2016 e fiz amigos. Se quiser d√™ uma olhada em meu relato.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Olá! Lindo relato, rico em detalhes! Gostaria de fazer uma pergunta você lembra o nome da empresa que você fez o passeio pelo deserto?

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Voc√™ colou conte√ļdo com formata√ß√£o.   Remover formata√ß√£o

  Apenas 75 emoticons no total s√£o permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conte√ļdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   N√£o √© poss√≠vel colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conte√ļdo Similar

    • Por Jos√© Luiz Gonzalez
      Introdução
      Fala galera!
      No fim de 2018 fiz uma viagem incr√≠vel pela √Āfrica do Sul¬†que contou inclusive com a companhia do grande parceiro Fabiano que conheci aqui no Mochileiros!
      Se algu√©m tiver alguma d√ļvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail j√° que a sua d√ļvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no f√≥rum!
      Roteiro Resumido
      1 dia¬†na Rota Panor√Ęmica
      3 dias de Safári no Kruger
      9 dias na Garden Route
      5 dias na Cidade do Cabo
      Roteiro Detalhado
      15/11/2018 - Voo S√£o Paulo > Joanesburgo
      16/11/2018 - Joanesburgo > Sabie
      17/11/2018 - Sabie > Graskop
      18/11/2018 - Graskop > Lower Sabie Rest Camp 
      19/11/2018 - Lower Sabie Rest Camp > Crocodile Bridge Rest Camp
      20/11/2018 - Crocodile Bridge Rest Camp > Marloth Park
      21/11/2018 - Marloth Park > Joanesburgo > Port Elizabeth > Jeffrey's Bay
      22/11/2018 - Jeffrey's Bay
      23/11/2018 - Jeffrey's Bay > Stormsrivier
      24/11/2018 - Stormsrivier > Plettenberg
      25/11/2018 - Plettenberg
      26/11/2018 - Plettenberg > Mossel Bay
      27/11/2018 - Mossel Bay
      28/11/2018 - Mossel Bay > Hermanus
      29/11/2018 - Hermanus
      30/11/2018 - Hermanus > Cidade do Cabo
      01/12/2018 - Cidade do Cabo
      02/12/2018 - Cidade do Cabo
      03/12/2018 - Cidade do Cabo
      04/12/2018 - Cidade do Cabo
      05/12/2018 - Cidade do Cabo > Joanesburgo
      06/12/2018 - Joanesburgo > S√£o Paulo
    • Por Mari D'Angelo
      ūüď∑¬†Clique aqui para ler o texto original com fotos.
       
      O Marrocos foi o destino mais diferente que já visitei até hoje! Apesar de ter sido pouco tempo, conseguimos conhecer bastante coisa em 7 dias. Estar de carro nos deu mais liberdade para explorar do nosso jeito esse maravilhoso país de paisagens, costumes e sabores tão diferentes!
      √Č importante entender que a cultura marroquina √© muito diferente da ocidental e, assim como em qualquer outro pa√≠s, √© preciso respeitar suas regras e tradi√ß√Ķes, concordando ou n√£o com elas.
       
      Como passar uma noite no Deserto do Saara?
       
      Informa√ß√Ķes b√°sicas
      Capital: Rabat
      Moeda:¬†Dirham Marroquino (1‚ā¨ = 10DH aproximadamente)
      Língua: A língua oficial é o árabe, mas o francês também é muito falado. Há também o berbere, que é a língua do povo do deserto. Dá pra se virar bem com inglês e em alguns casos espanhol.
      Religião: O islamismo é a religião predominante. Cerca de 99% da população é muçulmana.
      Fuso horário: O Marrocos está 4 horas adiantado em relação ao Brasil (horário de Brasília) e é o mesmo horário de Portugal continental.
       
      Gloss√°rio
      Medina: Parte mais antiga da cidade, geralmente composta por uma praça central e um labirinto de ruas e becos cercados por uma muralha.
      Souks: Mercados de rua onde se vende de tudo: Temperos, roupas, artesanato, itens de decoração etc. Eles ficam sempre dentro da medina.
      Riad:¬†Casa t√≠pica marroquina transformada em alojamento para h√≥spedes. Geralmente h√° um p√°tio central e os quartos s√£o dispostos ao redor dele, espalhados pelos andares do pequeno pr√©dio. H√° desde op√ß√Ķes mais simples, como hostels, at√© os riads de luxo.
      Mesquita: Local de culto religioso dos muçulmanos.
      Sukran: Obrigado
      Salaam Aleikum:¬†Express√£o usada para cumprimentar ao chegar em um lugar. Literalmente traduzido como ‚Äúque a paz esteja convosco‚ÄĚ.
       
      Como se vestir no Marrocos?
      Tanto mulheres quanto homens marroquinos usam muito o¬†djellaba, uma esp√©cie de t√ļnica longa de manga comprida, com ou sem capuz, geralmente usada com cal√ßas por baixo. As mulheres geralmente usam o v√©u na cabe√ßa e os homens costumam usar o¬†babouche, uma sand√°lia de bico pontudo aberta no calcanhar. As cores e estampas s√£o as mais diversas poss√≠veis.
      As mulheres de uma das vertentes do isl√£ usam a burca, pe√ßa √ļnica que cobre todo o corpo, deixando s√≥ os olhos descobertos (as vezes cobertos com uma rede). As m√£os ficam cobertas por luvas. Essa vestimenta √© mais comum nas pequenas vilas do interior do pa√≠s do que nas cidades maiores como¬†Casablanca¬†e¬†Marraquexe.
      Para os turistas n√£o h√° muitas regras. √Č recomend√°vel usar roupas mais discretas como cal√ßas, saias ou vestidos longos, preferir blusas sem decotes ou al√ßas e evitar pe√ßas muito justas. O len√ßo n√£o √© obrigat√≥rio para as mulheres, mas √© um bom item para cobrir ombros ou pernas caso esteja se sentindo desconfort√°vel com os olhares. √Č s√≥ usar o bom senso e respeitar a cultura deles que estar√° tudo certo!
       
      Quando viajar para o Marrocos?
      O clima no¬†Marrocos¬†√© bem variado, at√© porque √© um pa√≠s que tem uma geografia que vai da praia ao deserto, da cidade √† montanha. A minha experi√™ncia foi no come√ßo de Junho, quase Ver√£o. J√° estava bem quente, pelos 30¬ļ, mas nada imposs√≠vel de lidar. Tanto nas cidades quanto no deserto fazia muito calor durante o dia e uma brisa bem leve √† noite. Nos meses de inverno a temperatura cai um pouco, h√° mais umidade e at√© neve nas montanhas do M√©dio e Alto Atlas.
      De modo geral as épocas mais recomendadas para visitar o Marrocos são a Primavera e o Outono, quando o clima está mais equilibrado. Se o destino for de praia, o Verão pode ser uma boa opção, assim como o Inverno, caso queira esquiar na neve.
       
      Como dirigir no Marrocos?
      Para dirigir no¬†Marrocos¬†n√£o √© preciso carteira de habilita√ß√£o internacional. Tanto a brasileira quanto a europeia s√£o v√°lidas. √Č muito recomendado reservar o carro com anteced√™ncia.
      Há muitas blitz nas estradas, especialmente nas entradas e saídas das cidades, por isso esteja sempre atento à velocidade, cinto de segurança na frente e atrás e documentos em dia, claro! Caso leve multa, o pagamento é feito na hora. A maioria dos policiais foram simpáticos, mas eles claramente buscam algo de errado para poderem aplicar uma multa.
      As estradas s√£o boas e tem sinaliza√ß√£o em √°rabe e (geralmente) franc√™s, mas nas cidades o tr√Ęnsito √© completamente ca√≥tico! Em muitos lugares h√° ‚Äúflanelinhas‚ÄĚ para estacionar na rua, se for o caso, negocie o pre√ßo.
      Os trajetos costumam ser longos e as vezes muito sinuosos, então o ideal é ter mais de uma pessoa para revezar na direção. Se for no verão ou mesmo um pouco antes, certifique-se de que o carro tem ar condicionado!
       
      Segurança no Marrocos
      No geral, eu me senti bastante segura no Marrocos, mas estávamos em um grupo de dois homens e duas mulheres. Talvez para uma mulher sozinha seja preciso um pouco mais de cuidado.
      Por ter lido muitos relatos preocupantes em relação à isso, estávamos atentos à possibilidade de golpes, mas com o tempo relaxamos e percebemos que apesar de existir esse tipo de perigo, a maioria dos marroquinos está realmente só querendo ajudar e ser atencioso.
      O tempo todo há pessoas oferecendo insistentemente de tudo: produtos das suas lojas nos souks, passeios, restaurantes e até drogas! Mas se não der atenção por algum tempo eles param, não há violência.
      O que existe de fato, assim como no Brasil e na Europa, são batedores de carteira. Mas é só ter atenção com seus pertences, especialmente nas Medinas, que estará tudo bem.
      Casablanca foi o lugar onde me senti mais intimidada, tanto com os olhares quanto com a din√Ęmica da cidade, ca√≥tica e muito suja. Mas ainda assim n√£o houve nenhum perigo real.
      Uma coisa a ter atenção para não criar problemas é com o registro em fotos e vídeos. Se você pedir autorização prévia, eles geralmente aceitam aparecer ou deixam que fotografe seus produtos, caso contrário eles podem pedir que apague e muito provavelmente vão te dar uma bronca!
       
       
      Alimentação no Marrocos
      A gastronomia marroquina √© muito rica em sabores! Ao andar pelas medinas a fome √© constante, j√° que √© imposs√≠vel n√£o se embriagar com o aroma dos temperos das mais variadas cores e paladares, sempre empilhados em formato de pir√Ęmide.
      Os pratos mais famosos s√£o o tajine e o cuzcuz. O primeiro √© como um cozido, preparado em um recipiente que tamb√©m se chama tajine e √© geralmente feito de barro. A receita pode variar muito, geralmente as op√ß√Ķes s√£o carne, frango ou vegetariano. O cuzcuz marroquino tamb√©m tem op√ß√Ķes carn√≠voras e vegetarianas, sendo que a ‚Äúmistura‚ÄĚ fica por cima de uma base de cuzcuz.
      Outros itens na lista de iguarias maroquinas s√£o o shoarma, esp√©cie de sandu√≠che de carnes variadas enroladas no p√£o pita, entradinhas como o baba ganoush e o hummus, e ingredientes como azeitonas, t√Ęmaras e frutos secos. Pela manh√£ √© comum ter uma esp√©cie de panqueca, sempre acompanhada de gel√©ias e mel.
      No Marrocos praticamente não há bebida alcoolica. Em geral só é possível encontrar vinho, cerveja ou qualquer outra bebida em mercados grandes e afastados do centro ou em hóteis e restaurantes internacionais. O que se bebe frequentemente no país é chá de menta, faça frio ou calor!
      Não tivemos nenhum problema em relação à alimentação, mas é importante ficar atento pois nas barracas de rua não há muita higiene. Também não é recomendado consumir água da torneira.
       
      Roteiro 7 dias no Marrocos
      Nosso roteiro foi de 7 dias, ida e volta de Lisboa para Casablanca em Junho de 2019. Todo o trajeto foi feito de carro.
      Dia 1 ‚Äď Lisboa -> Casablanca -> Marraquexe
      Chegada em Marraquexe no fim da tarde. Janta e passeio pela Medina.
      Hospedagem: Oasis Hostel
      Tempo aproximado dirigindo: 03:00
       
      Dia 2 ‚Äď Marraquexe
      Dia inteiro em Marraquexe. Passeio pela Medina, compras no souk, visita ao Palais Bahia.
      Hospedagem:¬†Oasis HostelÔĽŅ
      Tempo aproximado dirigindo: 00:00
       
      Dia 3 ‚Äď Marraquexe -> Ouarzazate -> Garganta de Dades
      Saída de Marraquexe de manhã, parada para almoço em Ouarzazate, passeio pela Garganta de Dadès e pernoite em Boumalne.
      Hospedagem: Dar Outeba
      Tempo aproximado dirigindo: 06:00
       
      Dia 4 ‚Äď Garganta de Dades -> Garganta de Todra -> Merzouga (noite no deserto)
      Saída de Boumalne de manhã, passagem pela Garganta de Todra, chegada em Merzouga no meio da tarde e saída para a noite no deserto pelas 17:00.
      Leia aqui como é passar uma noite no Deserto do Saara!
      Hospedagem: Tenda no Deserto
      Tempo aproximado dirigindo: 04:00
       
      Dia 5 ‚Äď Merzouga -> Casablanca
      Saída de Merzouga de manhã e chegada à Casablanca no final da tarde.
      Hospedagem: Airbnb
      Tempo aproximado dirigindo: 09:00
       
      Dia 6 ‚Äď Casablanca
      Visita à Mesquita Hassam II, passeio pela Medina e o Souk, caminhada na beira do mar.
      Hospedagem: Airbnb
      Tempo aproximado dirigindo: 00:00
       
      Dia 7 ‚Äď Casablanca -> Lisboa
      Entrega do apartamento e saída para o aeroporto.
      Hospedagem:¬†‚Äď
      Tempo aproximado dirigindo: 00:30
       
      A √ļnica coisa que eu mudaria desse roteiro seria o trecho de Casablanca. S√≥ h√° uma atra√ß√£o que realmente vale a pena na cidade, a Mesquita Hassan II, ent√£o meio dia √© suficiente. Acho que teria sido mais interessante conhecer Fez ou Chefchaouen.
       
      ūüď∑¬†Clique aqui para ler o texto original com fotos.
    • Por Mary Rocha
      Chegar no aeroporto em Marrakesh j√° foi uma experi√™ncia em si. Fomos recebidos com uma temperatura de 37 graus, aquele tipo de calor seco que sugere que voc√™ n√£o fa√ßa movimentos muito bruscos para n√£o come√ßar a suar logo de cara e que contenha a respira√ß√£o que fica um pouco mais ofegante, como se de repente¬†¬†seu canal de respira√ß√£o reduzisse em 1 cent√≠metro. Quando se vive num pa√≠s bem mais frio (que √© o meu caso que moro na Nova Zel√Ęndia), este contraste de temperatura √© impactante nos primeiros minutos. O t√°xi estava esperando por n√≥s para nos levar ao nosso¬†Riad, tipo de acomoda√ß√£o comum que parece um mini pal√°cio no interior da medina, parte antiga de Marrocos. O lugar era lindo e muito bem decorado. Os t√°xis geralmente n√£o t√™m permiss√£o para entrar nas medinas, pois n√£o h√° espa√ßo suficiente nos becos para que os carros passem, ent√£o a recepcionista, uma jovem mu√ßulmana marroquina, nos levou a p√©, dando-nos a oportunidade de experimentar imediatamente as ruas estreitas, transportando voc√™ para o filme de Aladdin. A atmosfera √© fora deste mundo e voc√™ sente que h√° cada esquina h√° um tesouro escondido. Chegando ao nosso alojamento, nos ofereceram biscoitos caseiros e ch√° de hortel√£ - a recepcionista disse que era uma tradi√ß√£o quando recebiam h√≥spedes em suas casas.
      Marrakesh √© uma cidade movimentada, cosmopolita e barulhenta, com sua pra√ßa central sendo o ponto principal para negros africanos que vendem √≥culos de sol, artes e camisetas coloridas; homens oferecendo seus macacos com fraldas para tirar fotos; √Ārabes tocando flautas para cobras; carruagens de cavalos, bateristas, restaurantes, tendas de sucos, vendedores de chap√©us de palha, vendedores de souveniers, tudo o que imaginar! Al√©m disso, ao caminhar, de vez em quando voc√™ ouvia algu√©m sussurrando e oferecendo ‚ÄúHaxixe?‚ÄĚ. Marroquinos s√£o animados e est√£o sempre prontos para fazer piadas e negociar.
      Nosso tour contratado chamado surf e turf, inclu√≠a o deserto do Saara e surf na costa oeste e come√ßou no dia seguinte, onde fomos pegos de Marrakech bem cedo e nos juntamos numa van com 13 outros viajantes, uma salada mista de nacionalidades: Canad√°, It√°lia, Portugal, Espanha, Jap√£o e n√≥s (alem√£o e brasileiro). Seguimos para Ouarzazate, porta de entrada para o extremo sul, cruzando as montanhas do Alto Atlas. No caminho paramos para visitar o famoso¬†Kasbah‚Äď a palavra¬†Kasbahsignifica descrever a parte antiga de uma cidade ‚Äď em Ait Benhaddou, classificada pela Unesco como patrim√īnio mundial, local para filmagem de grandes filmes como Games of Thrones, M√ļmia e o Gladiador. Aqui n√≥s tivemos tempo para caminhar com o guia por aldeias pequenas com casas constru√≠das com palha e lama que pareciam ter sido levantadas da sujeira. As montanhas do High Atlas h√° muito tempo abrigam algumas das aldeias mais remotas do norte da √Āfrica e foi muito comum ver os¬†Berbers,¬†locais viajando em mulas para trocar mercadorias. Muitos dos mercadores ainda utilizam t√©cnicas antigas em suas vendas.
      Continuamos em direção à nossa pousada viajando pelo oásis de Skoura, onde numerosos Kasbahs antigos se encontram entre as palmeiras, uma paisagem espetacular. A temperatura a noite foi bem mais agradável do que Marrakesh, o que nos deu a oportunidade de dormir melhor do que na noite anterior. Eu estava animada para o dia seguinte: o deserto do Saara esteve nos meus sonhos há muitos anos.
      De manh√£ cedo partimos para a pequena cidade chamada Merzouga, localizada no p√© do Saara. Enquanto viaj√°vamos pela estrada deserta cercada por montanhas √°ridas, planaltos, areia e plan√≠cies cobertas de cascalho, observava o painel do carro enquanto a leitura t√©rmica subia lentamente. No momento em que chegamos ao hotel √†s 18:00, a temperatura estava em 45 graus! Nosso motorista, apesar de muito simp√°tico, n√£o falava muito sobre o pr√≥ximos passos, ent√£o eu n√£o sabia exatamente o que estava nos esperando. O grupo foi dividido em diferentes pontos ao longo da vila e o casal canadense e n√≥s tivemos tempo para rapidamente mergulhar na piscina por 5 minutos, juntar escova de dentes e roupas extras para seguir para o nosso passeio de camelo sob o p√īr do sol.
      Fui percebendo ao longo das duas horas de passeio de camelo que este não era tão confortável, então decidi caminhar nas dunas juntamente com o Berber local e naquele momento me senti uma pessoa abençoada por experimentar tudo aquilo. À noite, jantamos em nosso acampamento no deserto com os moradores locais tocando tambores e outros instrumentos e na manhã seguinte voltamos com os camelos, ainda escuro, iluminados apenas pela lua e pelas estrelas. Foi uma experiência mágica e surreal.
      Pegamos nossas mochilas e embarcamos em nosso √īnibus, desta vez com um grupo menor, j√° que muitos de nossos colegas de viagem seguiriam para outras partes do Marrocos e n√≥s partimos para uma longa viagem at√© Agadir, na costa oeste de Marrocos, para passar os √ļltimos tr√™s dias relaxando, surfando e tendo uma verdadeira imers√£o no estilo de vida marroquino. Nossa acomoda√ß√£o no hostel foi numa surf house em que caf√© da manh√£, almo√ßo e jantar foram preparados por marroquinos e tivemos a oportunidade de conhecer surfistas de muitos locais.
      Eu viajei para muitos pa√≠ses e poucos deles me deram esse sentimento de amor √† primeira vista, desde o in√≠cio at√© o fim. E o Marrocos √© definitivamente um deles. A √ļnica coisa que posso dizer para finalizar √© "Shukran (obrigada)¬†Marrocos" pela excelente hospitalidade!
      Mary Rocha - Fundadora da NZEGA (www.nzega.com) 
      Escritora do livro Big Blue - Saiba mais sobre o livro


√ó
√ó
  • Criar Novo...