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Barra Grande


Fábiodjs

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  • Colaboradores
Meus amigos, estou chegando em 26/03.

Estarei hospedado na lagoa do cassange, qual o melhor meio de locomoção?

Rola alugar um quadriciclo? tem fiscalização? E motos, tem p/ alugar?

 

Existem motos e quadriciclos pra alugar, não sei te dizer qual é mais barato, mas sobre a fiscalização é quase nula rs.

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  • 3 semanas depois...
  • Membros

CAMPING

 

Pessoal, estive com uma amiga aqui do mochileiros há poucos dias em Barra Grande e podemos afirmar que há, si, campings por lá. Vimos no mínimo 3, o que levando em consideração a área total do vilarejo é MUITA coisa. Um é no terreno do restaurante Fonte dos Frades (só perguntar que todos conhecem, pq lá é tão pequenininho que todos conhecem tudo que há) e pareceu ter uma estrutura bem legalzinha. Outro é do restaurante Cavalo Marinho. Outro fica na própria praia central, só andar um pouco em direção à Ponta do Mutá. Mas vimos mais além destes. Visitem esta página: http://www.camping-camping.com.br/2011/01/camping-peninsula-do-marau-barra.html

 

Por fim, sobre Barra Grande, só há uma coisa a dizer: vão!! é fantástico e palavras não traduzem aquilo! =))

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  • 1 mês depois...
  • Membros de Honra
Estou pensando em ir a Maraú em julho, qdo finalmente tirarei umas férias de uma semana. Contudo, confesso que fico meio preocupara com lugares para comer, alguem tem dicas a respeito????

 

Realmente o mês de julho o movimento é bem fraco e alguns estabelecimentos dão férias coletivas aos seus funcionários já a partir de meados de junho (época de são joão) porém se vc optar em ficar em Barra Grande tem vários estabelecimentos, que funcionam normalmente.

 

na hora do aperto faça como eu, compre em mãos de pescadores ou nas feiras algo q vc goste como: camarão, peixes ou lagosta e peça pra preparar em algum estabelecimento tipo restaurante, pensão, bar.. até casa de família... acerte o valor a ser pago antes.

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  • 2 semanas depois...
  • Membros

Após 7 anos, consegui, vou tirar férias!!!! vamos para Salvador em Julho,

Após ler vários posts aqui, decidimos que vamos a Barra Grande, mas confesse que tb estou

com muita vontade de conhecer Morro,

Alguem saberia me informar se há transporte de Morro direto para Barra Grande????

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  • Colaboradores

Paty_RP

 

Não existe nenhuma linha de transporte de barco regular entre Morro e Barra Grande, mas você pode conversar com algum propietário de lancha/barco e negociar... mas não acredito que isso vá sair barato, o mais aconselhável é voltar até Valença, e pegar um ônibus para Camamu e de lá pegar o barco rumo a barra grande...

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  • 1 mês depois...
  • Membros

Olá, pessoas! Há tempos acompanho aqui os post mas envio o meu pela primeira vez somente agora. Sou professora e infelizmente (ou felizmente) só tiro férias em Janeiro, escolhi fazer o seguinte em Jan/13: -Salvador, Morro, Barra Grande. Com meu marido e filho de 7 anos. Pretendo ficar 3 dias em Salvador, 5 em Morro (que eu e meu filho já conhecemos, e amamos!) E tb 5 dias em Barra Gr. Adoramos água, caminhar, conhecer novas praias e mergulhar com snorkel.

Dito isso, Pergunta: Seria interessante ficar todos os dias em Taipus, ou ficar 2 em Taipus e 3 em Barra, ou todos os dias Barra e ir pra Taipus de jardineira? ::hein:

Valeu

::otemo::

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  • Colaboradores

nega_nati

 

Acho melhor você ficar em Barra Grande mesmo e ir pra Taipus de jardineira quando você quiser, porque assim você vai ter mais opções de tudo :D

Você pode um dia ir andando de Barra, passando por todas as praias até Taipus, esse percurso dá +/- 9km e ai na volta você pega jardineira, ou encara a volta andando de novo rs, você vai passar por lugares muuito bonitos!

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  • Membros

Entendi, mas não corro o risco de ser obrigada a aproveitar muito pouco das piscinas devido ao horário de partida da ultima jardineira? Ter que ir embora no melhor horário (o horário da maré mais baixa)? Ou tem jardineira até o fim da tarde?

De fato acho melhor mesmo ficar na Barra pra estar perto de opções pra tudo.

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  • Silnei changed the title to Barra Grande

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    • Por karinerribeiro
      Olááá, como eu sempre gosto de dar muitas dicas por aqui e também deixar um registro pra ler na posterioridade, vou relatar um pouco de como foi minha viagem mais recente por 10 dias na Bahia.
      É a terceira vez que vez que volto a Bahia e a 2º em Itacaré e Barra Grande, a primeira vez que fui foi em Janeiro/2016 e não dei sorte, choveu o tempo inteirooooo nos dois destinos, mas quis voltar e ter uma segunda chance e deu certo.
      ROTEIRO:
      Itacaré - 5 dias - 20-25/07
      Barra Grande - 4 dias - 25-29/07
      Ilhéus - 1 dia - 29-30/07
      ITACARÉ:
      Dia 20/07 Voamos SP>ILHEUS e chegamos por lá por volta de 09:47. O aero de Ilhéus é muito bem localizado e muito central, fica quase a beira do mar também. Saindo de lá, pedimos um uber até a Rodoviária de Ilhéus pois já tínhamos comprado com antecedência o ônibus que iria nos levar até Itacaré, o valor foi de R$23 e chegamos na rodoviária em 15min. O trajeto demorou por volta de 2h e foi bem tranquilo pois o ônibus era bem confortável e a paisagem lindíssima.
      Chegando na rodoviária de Itacaré, fomos andando uns 10min até a pousada (a rodo de lá é bem pertinho do centro, da pra ir andando tranquilamente). Nos hospedamos na pousada Bicho Preguiça, bem no centro e perto da Pituba, rua principal da cidade, cheia de barzinhos, lojas e tudo mais. A pousada era um charme, com piscina, quartos grandes e bem arrumadinhos, a limpeza era feita todos os dias e o café da manhã muito gostoso, com tapiocas e ovos feitos na hora. Como estávamos em 3 pessoas, cada uma pagou r$290, no quarto quádruplo, pelos 5 dias.
      Como chegamos lá umas 14h, fomos almoçar na Pituba e seguimos até a Praia da Coroa pra pegar um barquinho que nos levasse até o Iemanjá Beach Club que fica bem em frente na Praia do Pontal. O barquinho custou R$5 por trajeto, R$10 ida e volta.
      O Iemanjá não cobra taxas de permanência, você pode escolher aonde quer sentar e passar seu dia, contanto que consuma no local. Os preços dos drinks variam de R$20 a r$40 e as cervejas de r$12 a r$20.  O lugar é incrível e ainda tem um dj tocando várias musicas.
      A noite, fomos comer no restaurante Espaço Brasil, eles tem um ambiente todo descolado e muito lindo, vale a pena conhecer.


      Iemanjá Beach Club.

      Rua da Pituba e Rua Passarela da Vila

      Espaço Bom Brasil
       
      Dia 21 e 22/07 No dia seguinte, dia 21, o tempo ficou bem chuvoso, então fomos pelo centro e terminamos o dia com alguns novos amigos no Favela Bar, um bar muito famoso em Itacaré.
      Dia 22, amanheceu chovendo, mas assim que deu uma parada, nós resolvemos dar um pulinho nas praias mais perto do centro e que dá pra ir andando, que são:  Praia do Resende, Praia da Tiririca, Praia da Costa e Praia da Ribeira. São todas lindíssimas, mas como o tempo ainda não estava firme, quando chegamos na Tiririca paramos em um quiosque para comer e acabamos ficando lá por um bom tempo devido a chuva forte.
      A noite, fomos andar pelo centro, comprar lembrancinhas, tomar umas cachaças da região, comer acarajé e terminamos o dia no bar chamado Squash, na rua da Pituba, que estava com música ao vivo e bem animado.


       
      Dia 23/07 O sol saiuuuuuu, finalmente! Aproveitamos pra fechar um passeio chamado de 4 praias, onde você percorre por trilha as praias de: Itacarézinho, Camboinha, Havaizinho, Engenhoca e finaliza o dia na Cachoeira do Tijuípe. O passeio dura o dia todo, pagamos r$100 reais por pessoa, e fechamos com a Natalia, da empresa Brazil Trip Tour, super recomendo.


      Itacarezinho

      Camboinha e Havaizinho
       
      Dia 24/07 Mais um dia lindooo se sol e felicidade kkkk tiramos o dia para ir até o São José Beach Club, que fica localizado na Praia de São José, aproximadamente uns 15/20min de Itacaré. Nós fechamos com um taxista para nos levar e depois buscar e pagamos r$120, foi um preço razoável visto que era uma pessoa de indicação e confiança. Só recomendo ir ao São José de carro ou táxi, pois a descida até o Beach Club, que também é um Hotel, é por estrada de terra e bem longa, e você só pode descer se tiver identificação na portaria, por isso, não esqueça de reservar.
      A praia também tem acesso por trilhas e é de uma beleza incrível, cheia de coqueiros e bem vazia.
      A reserva no São José deve ser feita com antecedência e eles tem uma taxa de r$100 reais por pessoa com r$50 revertido em consumação, caso fique sentado nas cadeiras ou mesas ao redor da piscina. Para ficar nos bangalós, que são um pouco mais confortáveis, é cobrado r$150, com r$100 revertido em consumo, PORÉM, é preciso reservar para no minimo 6 pessoas. Eu sinceramente super recomendo ficar nas mesas normais, são super confortáveis e bem mais baratas.
      O beach club é incrível, com uma piscina linda de morrer, com a praia bem em frente e com preços razoáveis para o local. Drinks a partir de r$25, cervejas a partir de r$15 e pratos dos mais variados preços. Eles também dispõe de vários tipos de massagem, que podem ser reservados no mesmo dia. Eu me presenteei com uma massagem relaxante de 30min e paguei r$80. Valeu caaadaaa centavo, foi incrível.



      São Jose Beach Club
       
      Dia 25/07  Dia de acordar cedinho, e partir para a rodoviária de Itacaré, com sentido a Camamu. Nosso ônibus de ITACARÉxCAMAMU custou por volta de r$25 e levamos 1h30 para chegar a Camamu. De Camamu pegamos uma lancha na Camamu Adventure, localizada bem em frente a mini rodoviária de lá. Custou r$40, mas como pegamos ida e volta (com horário pra volta em aberto, podendo embarcar em qualquer horário que a empresa fizesse) pagamos apenas r$35 por trecho. De lancha até Barra Grande é por volta de 40min e a viagem é razoável, não enjoa muito, mas ao chegar mais perto de BG balança bem mais. Eu não costumo ter enjoo, mas tenho um nervoso danado de barco balançando, porque não sei nadar hehe então ja viu, passei vários frios na barriga hahaha
      Do píer até a pousada, foram cerca de 10min andando, era bem pertinho do centrinho. Ficamos hospedadas na pousada El Capitan, muito charmosa, com piscina, quartos grandes e confortáveis e tudo bem limpinho. Só senti falta de uma maior receptividade pois não encontrei ninguém que poderia me tirar dúvidas sobre o que eu precisasse, o check-in e o check-out foram feitos pelas senhoras que limpavam a pousada, não entendi nada, mas tudo bem...seguimos. Pagamos r$261, pra duas pessoas, em duas diárias, sem café da manhã.
      Deixamos as coisas no quarto, trocamos de roupa e fomos rumo ao centro almoçar. Anotem essa dica: o restaurante da Pousada da barra tem a melhor carne de sol e feijão tropeiro que já comi. A refeição bem farta para duas pessoas foi r$60 e nossa, comeria mil vezes.
      Saindo de lá, fomos dar uma voltinha na praia a esquerda do Pier, a faixa de areia é bem pequena e estava quase deserta, uma delícia pra aproveita o mar calminho e deixar os pertences na areia sem preocupação, encontramos ate alguns bangalôs cobertos e sem nada nem ninguém. Resolvemos finalizar o dia e ver o por do sol no Bar da Praia, SUPER recomendo a visita, é maravilhoso. Como já estávamos pertinho da pousada, voltamos pra la, nos arrumamos e fomos conhecer o Garden restaurante e pizzaria, onde comemos uma pizza mara e tomamos um drink ótimo. O clima do restaurante é uma delícia e ainda tinha musica ao vivo.

      Pousada El Capitan


      Bar da Praia

      Garden restaurante
       
      Dia 26/07 Dia de conhecer o outro lado de Barra Grande e ver o por do sol na Ponta do Mutá. Seguimos andando a direita do pier, sentindo o Mutá, existem vários restaurantes incríveis e em frente a praia, mas optamos por parar no Obar. Atendimento ótimo, preços bons e localização excelente. Pedimos uns drinks muito bons e umas cervejinhas após.
      Pouco antes do sol se por por completo, resolvemos voltar. A faixa de areia não é muito grande nessas praias e a maré sobe muito rápido, como decidimos voltar pela praia, quase ficamos ilhadas kkkkk tivemos que fazer um certo malabarismo por meio das casas, foi tenso, aconselho a voltar mais cedo ou ir pela estrada de areia.
      Finalizamos o dia no Eita Bar, com dose dupla de gin tonica uhuuu! Mas como começou a chover muito forte, compramos umas cervejas nos mercadinhos e ficamos bebendo na pousada.
      A cidade de Barra Grande é BEM roots, toda de areia, então qualquer chuvinha alaga bastante e forma varias poças. Lá também é mais desacelerado, com pouco comércio, então é o lugar perfeito pra descansar e aproveitar as praias.


       
      Dia 27/07 Optamos por ficar 2 dias no centro de Barra Grande e mais dois dias em Taipu de Fora, para curtir as praias paradisíacas e as piscinas naturais. Fechamos de ir de Jardineira individual até a nossa pousada em Taipu, como tinha chovido na noite anterior a estrada (de areia, lembram?) tava um caos, segue foto abaixo kkkkk demoramos cerca de 30min de muito balançar até chegar na SUP House.
      A SUP é um sonhooooo, foi a pousada mais cara, pagamos R$797 em duas diárias para duas pessoas, com café da manhã. Ela fica muito bem localizada, pertinho da praia de Taipu, e o quarto é um sonho...enorme, com rede, torneirinha para lavar os pés e tudo muito espaçoso e clarinho.
      Saímos rapidinho em direção a praia, e meu deus, a coisa mais linda que já vi. O sol tava torrando, e a água clarinha. Depois de muito andar, paramos no Bar das Meninas, como era baixa temporada eles não estavam cobrando taxa para sentar em nenhum lugar do bar, que é enorme. Então sentamos, pedimos uns drinks e um dadinho de tapioca que estavam deliciosos. Os valores são bem em conta pro lugar, por volta dos mesmos preços que pagamos nos anteriores. Ficamos a tarde toda relaxando e curtindo o mar. A noite voltamos pra pousada e ficamos curtindo a piscina e relaxando nas redes.

      Caos da estrada

      Quarto na SUP House.

      A belíssima praia de Taipu de Fora.


      Bar das meninas.

      Piscinas naturais.
       
      Dia 28/07 Aproveitamos nosso ultimo dia para alugar um quadriciclo e andar mais ao sul de Barra Grande, um dia todo com o quadri pagamos r$150+r$50 de gasolina. Foi uma experiência muito muito irada e inesquecível. Porem, fomos um pouquinho loucas hahaha eu queria muito conhecer a Praia de Algodões, mas como a estrada ainda tava muito esburacada, foi um pouco complicado de chegar lá, levamos cerca de 50min e foi bem exaustivo também. 
      A praia de algodoes é linda demais, com uma faixa de areia bem extensa, muitos coqueiros e mar calmo. Como a maré estava muito baixa, tinha muitas pedras, que não facilitava o banho de mar. Como paramos em um quiosque, almoçamos por lá, bebemos umas cervejinhas, e mais tarde voltamos a Taipu de Fora. 
      Voltamos e percorremos a praia, parando em outro quiosque chamado Point do Surf para finalizar nossa tarde e curtir nosso ultimo diazinho em Barra Grande.  A noite fomos até o Odoyá Lounge Bar, restaurante de um senhor muito simpático, que conversou com a gente por horas. Sem falar na comida maravilhosa e bem servida.
      Foi nessa noite que eu vi o céu mais estrelado da minha vida, a coisa mais linda do mundo.


      Praia de Algodoes

      Odoyá 
      Dia 29/07 e 30/07 Ultimo diaaaaaaa e tristeza infinita de ir embora desse paraíso.
      Depois de um café da manhã forte, fomos a praia curtir o incio do dia e voltamos a pousada pra curtir a piscininha enquanto podíamos. Aproveitei pra tirar algumas fotos de lá e me despedir desse lugarzinho mágico.
      Combinamos com o rapaz da jardineira para nos buscar na SUP as 11h, para irmos ate o Pier de Barra Grande e pegar a lancha de volta a Camamu.
      De Camamu pegamos um ônibus com destino a Ilhéus, com um trajeto de 2h30. Foi super tranquilo e chegamos na hora indicada. Seguimos da rodoviária de uber até o nosso hotel por um dia, mas como chegamos lá tarde, o sol já tinha se posto. Resolvemos nos arrumar e ir conhecer o centro de Ilhéus, a Bar Vesúvio e jantar.
      Voltamos ao hotel mortinhas. No dia seguinte tomamos um café bem reforçado e seguimos rumo ao aeroporto pra voltarmos a SP.


      SUP House


      Ilhéus.

       
      Dessa vez, Itacaré e Barra Grande me agraciaram com tempos variados, mas predominantemente ensolados, e eu não poderia ser maisssss grata.
      GRATIDÃO demais, foi incrível!
      No meu instagram, tem um destaque pra cada destino e acredite, foi ainda mais lindo que apenas nessas fotos: @karinerribeiro 
      Beijocas e até a próxima!
       


    • Por ipamscf
      OLÁ!
      Essas informações foram do camping que fizemos em fevereiro/2018. O local ainda existe e ainda é bem estruturado. A ideia é mais saber que existem outros meios de chegar em #Maragogi ou nesse caso Barra Grande sem precisar de transfer ou carro particular, entretanto, esse é um caminho mais low cost.
      COMO CHEGAR:
      Tem três maneiras básicas de chegar em Maragogi - AL partindo de Recife - PE, que são de ônibus direto, de ônibus baldeação e de carro. Ônibus Direto: o caminho é feito pela empresa Real Alagoas e você poderá fazer esse trajeto apenas em alguns dias da semana e em horários um tanto incômodos. Não optei por esse e nem indico, só tô deixando aqui a opção.  
        Ônibus Baldeação:  esse caminho é mais demorado ainda (coisa de umas 3hrs de viagem) e começa pegando um ônibus na Av. Dantas Barreto (antiga rodoviária) da empresa Viação Cruzeiro ou, ainda, da Viação Progresso até a cidade de São José da Coroa Grande ou até Barreiros; esse ponto de saída pode ser ainda QUALQUER parada da Av. Mascarenhas de Morais, inclusive, na praça do Aeroporto no entanto, no carnaval (como foi o caso) o ônibus tinha ponto de partida na Praça Largo da Paz no bairro de Afogados, ao invés de na Dantas Barreto, mas o resto das paradas se mantinham o mesmo. Em São José você vai descer no centro, de frente aos dois grandes mercados da cidade e lá vai pegar uma van para Maragogi - AL mas no caso desse nosso roteiro pode pedir para descer em Barra Grande, de frente a concessionária da Fiat, sem erro. Esquema parecido é em Barreiros onde, descendo na rodoviária, vai sair dela e já pergunta nos alternativos quem ali faz esse trajeto. O preço das vans dependem da cidade de onde tá saindo.   Os valores dos trajetos: [valores consultados em 09.02.18 deixo contato da empresa no fim do post] Recife - São José da Coroa Grande - Recife: R$22,00; Recife - Barreiros - Recife: R$19,00; Alternativos São José da Coroa Grande/Barreiros - Maragogi - AL: R$5,00 - 7,00 Os horários dos trajetos: [horários consultados em 09.02.18 deixo contato da empresa no fim do post]
      Recife - São José da Coroa Grande                 Seg-Sáb: 05h40/ 9h15/ 13h40/ 15h/ 18h10  
      Dom-Feriados:  05h40/ 9h15/ 13h40/18h10 

      São José da Coroa Grande - Recife       
      Seg-Sáb: 05h40/  06h30/ 9h10/ 13h/ 18h         Dom-Feriados: 05h40/ 09h10/ 13h/ 18h Recife - Barreiros                                                                                   
      Seg-Sáb: 06h/06h30/7h30/8h30/10h30/11h30/12h30/14h40/15h3016h40/17h10                              
      Dom-Feriados: 06h30/ 08h30/ 11h30/14h30/ 16h40/ 17h40  
      Barreiros - Recife 
      Seg-Sáb: 06h/06h30/7h30/8h30/10h30/11h30/12h20/13h50/14h40/16h30/17h30              Dom-Feriados: 07h30/ 11h30/ 13h30/ 14h50     

      c) Carro: o jeito mais fácil de chegar, é só botar o GPS e seguir tranquilamente, não esquecendo, claro de baixar o mapa offline para já ajudar. Essa foi a opção que escolhemos pois, como conseguimos economizar muito no combustível valia mais a pena do que ir de busão, mas de busão era a primeira opção valendo.
      Depois de citar as maneiras de viajar, vale destacar que, indo pela antiga rodovia (que é por onde o maps indica) após passar o complexo de viadutos que fica uns km depois da garagem da Viação Cruzeiro na BR a pista fica MÃO DUPLA, isso mesmo, a BR 101 vira mão dupla e, devo dizer, num estado não muito bom; estreita, esburacada e MUUUITO sinuosa aqui fica o cuidado quadruplicado.
      A CHEGADA Depois de muita pesquisa decidimos onde ficaríamos uma parte do carnaval e escolhemos o Camping e Chalés Beira Mar, que fica localizado na praia de Barra Grande, município de Maragogi - Alagoas. Para chegar nele não tem errada, o ponto de referência principal é a concessionária da Fiat Mavel, descendo nela ou tendo ela como ponto de referência basta entrar na primeira rua imediatamente a esquerda e, mais uma vez, a esquerda e, do seu lado direito estará o camping.    
      Antes de chegar acertamos com o dono que pede para que o pagamento seja feito 50% antes do check in e os outros 50% na chegada. Lá eles aceitam cartão para o pagamento da outra metade mas não aconselho tendo em vista que lá o sinal de telefone é bem precário e eles usam aquelas maquinetas que precisa de telefone, sabe? (eu fiquei TOTALMENTE sem sinal da TIM pelos 3 dias que fiquei lá, foi ótimo!).
      Chegando lá o dono, Ronald, muito simpático acertou nosso check in, preencheu nosso cadastro e fez questão de nos mostrar toda a instalação e ainda disse qual era o lado da sombra durante a tarde (que é o lado direito de quem chega ;] ) ele é muito solícito e organiza de tudo dentro do camping.  
       
       
      A ESTADIA / INSTALAÇÕES DO CAMPING Depois do check in pudemos ir montar nossas coisas; Deixamos o carro bem de frente a porta do camping o que facilitou demais o manejo, montamos a barraca e tratamos de levar nossas coisas para dentro, tudo muito tranquilo e sem demais aperreios. Escolhemos a área protegida pela tela por ter alguma sombra e ser perto do totem de energia, ficamos sabendo depois que aquela tela serve para manter a grama sempre verde e confortável, testado e comprovado.    
      Quando tava tudo montado fomos conhecer o camping e sua estrutura. Nada muito diferente do que eu tinha visto na internet apenas um pouco menor, mas não menos aconchegante. Conta com uma cozinha completa (duas geladeiras, fogão 6 bocas, microondas, pia e balcão) uma área de convivência com mesa grande, algumas redes, um jogo de lançar aros uma tv e um ventilador.
        De frente à área da cozinha temos a piscina e, atrás dela, o salão de jogos que conta com uma mesa de sinuca, totó, basquete e ping pong e, nesse mesmo espaço estão os banheiros únicos (banheiros que contam com uma função, ou privada ou banho) 3 femininos, 2 masculinos e um adaptado para pessoas com locomoção reduzida. Dos lados da área de cozinha há banheiros completos (banho e privada) de um lado masculino e de outro feminino.  
         
      Conhecido o camping saímos e ficamos pelas proximidades do camping mesmo, fomos á praia (caminho muito fácil também só voltar para a rua que entrou depois que saiu da BR e seguir direto que já tá na praia) que é razoavelmente movimentada e, apesar de ser carnaval, não estava lotada. A praia em si não possui uma grande estrutura contando apenas com uma barraca ou outra mas a presença de vendedores ambulantes vendendo camarão (e até lagostinha) é bem grande.  
       
        Uma coisa que eu não estava preparada foi para o frio que fazia a noite. Claro que não era aquele frio de morrer mas, por ser praia, pensei que passaria calor mas nem perto disso, as noites foram de temperaturas muito amenas (pelo menos a sensação térmica era) e teve momentos em que desligamos o ventilador, tamanho era a friagem. No entanto, com ventilador desligado a barraca começa a esquentar cedo, 07h10 da manhã já estávamos despertando devido ao sol começar a bater na barraca, daí vai minha dica de mesmo que não chova leve uma lona para cobrir sua barraca do sol e de eventuais chuviscos. Foi só no segundo dia que notamos como deveríamos colocar a lona para proteger a barraca do sol. De tarde dentro da barraca era bem quente, mesmo com ventilador, mas isso só até umas 16h que é quando começa a amenizar a temperatura; como passamos o dia fora da barraca, não foi um problema não.
        LOCALIZAÇÃO E CONVENIÊNCIAS
      O Camping fica na área inicial da praia de Barra Grande, então para conseguir chegar num mercadinho tem que andar por uma distância de 700m pela beira da pista quase sem acostamento. O mercadinho tem um valor razoável mas, para quem estiver de carro, vale a pena dar mais uma caminhada. Conversando com um pessoal do camping fiquei sabendo que, no sentido de Maragogi, havia alguns restaurantes também e, no sentido voltando para Recife, havia até um restaurante japonês (rsrsrs) então, se andar um pouco, dá pra se ajeitar direitinho.
       
      EXPERIÊNCIA DO CAMPING Ficamos no camping por 2 noites e 3 dias e posso dizer que quando chegou na hora de ir embora nem eu nem o boy queríamos ir. Ficamos muito seguros em todo o momento que estivemos por lá, o policiamento é constante (num só dia vi 3 patrulhas) e todas as casas estavam ocupadas, o que dava uma circulação de gente bem bacana.
        Usar a cozinha foi tranquilo, exceto por um pessoal que veio em família e nem se incomodavam de tirar a panela deles de cima do fogão mesmo quando eles já não estavam mais usando aquela boca, isso um pessoal que estavam nos quartos por que os campistas sabiam dividir tudo e bem. Nas geladeiras ninguém mexeu nas nossas coisas nem ficavam mudando de lugar para benefício próprio, havia um clima de respeito e cumplicidade muito grande entre os campistas, a vibe era incrível. Teve uma hora que ficou um barulho de som terrível mas, novamente, foi um pessoal de outro quarto que estavam com som bem alto e não se importavam que pessoas queriam poder dormir ali, mas alguém pediu para que eles desligassem e eles o fizeram (pelo menos né).
        Outro porém que é preciso avisar de lá é que NÃO HÁ ABASTECIMENTO DE ÁGUA CONSTANTE EM MARAGOGI pois o estado de Alagoas passa por uma crise hídrica e, portanto, o uso da água era controlado, desta forma se forem para lá ECONOMIZEM ÁGUA não só os seus companheiros de hospedagem mas também o planeta agradece.  
         
      A VOLTA   Havia um trânsito bem intenso na segunda-feira no sentido oposto de onde estávamos indo, então acredito que quem viajar na segunda de carnaval (ou da segunda em diante) vai pegar uns lugares mais lotados. Os postos da polícia rodoviária e da polícia estadual também estavam muito atentos e parando carros com frequência para conferir documentos e situações.
        Para quem vai de ônibus há uma parada bem na saída da rua do camping mas como os horários dos alternativos não são concretos é bom se programar de acordo com o horário que pretende pegar o ônibus para voltar para Recife seja em São José seja em Barreiros mas, como eu vi, indico São José por que além de ser mais perto da divisa eu vi muito mais vans fazendo esse percurso.
        Dicas Extras: Fiquei sabendo lá que há transporte meio que municipal para chegar em Maragogi vindo de Maceió então, se for lá pro camping saindo da capital alagoana, pode valer a pena descer em Maragogi e pegar esse mesmo alternativo. Quem tem os horários e preços desse trajeto é a Arsal e no site deles tem sempre os valores das tarifas, onde pegar esses ônibus e quais os trajetos que eles fazem. O valor em 15.02.18 do trajeto Maragogi - Maceió (via Japaratinga) R$ 22,00
      PREÇOS No site deles eles disponibilizam os valores tanto de hospedagem quarto quanto de camping, daí o valor que vocês pagarão dependerá da quantidade de dias, de pessoas e época do ano em que irão. Vale a pena também confirmar o valor com eles pelo Facebook ou Whatsapp que eles respondem bem rápido.   Obrigada pela leitura e, até a próxima! _________________________________________________________________________ Links úteis   Camping e Chalés Beira Mar: http://campingmaragogi.wixsite.com/beiramar http://campingmaragogi.wixsite.com/beiramar/promoes-e-preos https://www.facebook.com/beiramarmaragogi/
        Real Alagoas: http://www.realalagoas.com.br/
        Viação Cruzeiro: https://rodoviariaonline.com.br/viacao/cruzeiro/ 0800-766-9000 (consegui todas as informações por aqui, então é melhor ligar)
      Empresa de transporte público em Alagoas: http://www.arsal.al.gov.br/ http://www.arsal.al.gov.br/tarifas/transporte/ http://www.arsal.al.gov.br/servicos/transporte/linhas-do-sistema http://www.arsal.al.gov.br/servicos (abrindo a aba transportes)  
    • Por Bete Pandini
      TREKKING LIGHT PELOS LENÇÓIS - PERNOITE EM QUEIMADA DOS BRITOS.
       
      Queridos amigos mochileiros, vim compartilhar minha viagem pela Rota das Emoções, embora tenham muitos relatos aqui sobre o assunto, porque acredito que talvez alguns irão gostar da ideia de fazer como fizemos: sair do tradicional, com pouca grana, muita disposição e pouco tempo disponível.
      Saída do aeroporto Navegantes dia 28/08 - 13:30h - Chegamos 10:30h em São Luís (MA) alugamos um FIat Mobi  para devolver em Fortaleza em 04/09. Utilizei o link da reserva da Latam e consegui desconto da taxa de devolução em outra loja gratuita.
      Fizemos no balcão o seguro de vidros e pneus. Foi um valor de R$12,90 por dia, mas salvou a viagem: A estrada está péssima entre Camocim e Fortaleza. Leva 3h para fazer apenas 57km.  Na verdade, trata-se de uma rodovia de buracos com algum asfalto ao longo da via.
      Na devolução em Fortaleza foi verificado uma roda amassada, uma picada de pedra no parabrisa e arranhões na calota. Que o seguro cobriu.
      Partimos para o Hotel Santos Dumont SLZ - 0,9km do aeroporto - diária casal sem café - 103,19- Suíte dupla com ar. Limpo e confortável.
      5h da manhã partimos rumo à Santo Amaro. Aqui vem o pulo do gato: Não fizemos o tradicional... depois de ler o relato do:
      Seguindos as informações e o contato que Mario disponibilizou resolvemos fazer um meio trekking. Saímos de Santo Amaro com o Sr. Zeca e o Fábio (moradores de Queimada dos Britos) que vou falar mais adiante, de quadriciclo e seguimos até onde é permitido o trajeto de carro, na Lagoa das Emendadas e depois seguimos com o Fábio a pé pelo Parque rumo a Queimada dos Britos e casa do Sr. Zeca e da Dona Evanira.
       
      RUMO AO PARAÍSO ESCONDIDO DOS LENÇÓIS MARANHENSES
       
      Chegar em Santo Amaro é tranquilo pelo asfalto foi só seguir o Waze, mas o asfalto está em obras e tem muitos animais na pista é bom ter cuidado. O Waze nos deixou em frente ao Estacionamento Municipal de Santo Amaro - gratuito e muito bem vigiado.

      De lá pegamos uma jardineira para atravessar o rio - 50,00 o casal. A travessia pelo rio já é é uma aventura. Esta foto é da volta que não tinha jardineira então pegamos um trator.  Pernoitamos em Santo AMaro e acordamos às 3h, encontramos nosso guia e seguimos pela área permitida até as Emendadas e de lá um quadriciclo levou nossas coisas, nós levamos apenas uma mochila pequena com água, protetor, toalhas e meias.
      DICAS: Use chapéu que seja possível amarrar no pescoço, meias, roupas compridas com proteção UV, mochila com capa para atravessar os rios. Chinelos, tênis e toalhas só atrapalham. 

      Primeira lagoa que visitamos
      Chegamos na casa do Sr. Zeca e da D. Evanira. Um amor de casal que nos recebeu muito bem, com almoço pronto. Galinha caipira (criada no quintal deles), arroz, macarrão, salada, macaxeira, feijão e cabrito ensopado. Sobremesa: caju, melancia, banana e tangerina. Suco de caju que mais parecia sorvete.

      Depois deitamos na rede, curtindo uma paisagem surreal. Paz e tranquilidade enquanto esperávamos o calor baixar e seguir para a Lagoa do quintal do Sr. Zeca que não tem nome, mas apelidamos de Esplendorosa.
      No caminho....
      Ficamos até o entardecer, subimos a duna mais alta para ver o por do sol, foi quando avistamos um casal que vinha de Baixa Grande sentido Santo Amaro, uma holandesa e o seu guia. Ela tirou essa foto maravilhosa enquanto estávamos na duna no pôr-do-sol.
      Uma Lagoa entre tantas que visitamos

      Lagoa dos fundos da casa do Sr. Zeca
      À noite D.Evanira nos esperava com um peixinho e um café preparado na hora. Depois uma boa conversa sobre cultura e costumes da região, cachaça com cobra para curar picada de cobra... e outras histórias regadas na cervejinha gelada. ELe tem placa solar onde é possível carregar os celulares (só para fotos não tem nada de sinal). Ele nos contou que seu bisavô materno foi quem descobriu a região numa viagem de caixeiro viajante, se encantou e ali fez sua morada.

      Hospedagem do Sr. Zeca

      Cachaça de Cobra coral - Remédio para eles.
      Assim passamos 3 dias e 2 maravilhosas noites, vendo o céu estrelado como nunca tinha visto antes. Após um curso de como dormir em rede, dormimos feito anjos... acordavámos e íamos para as lagoas ali próximas, víamos o sol se por e íamos para casa de lanterna (20min).Por dois dias tivemos os Lençóis só para nós. Uma vida fácil de se acostumar...
       

       
      Me arrependi de não ficar mais um dia e ir até à Praia de Atins. Lá Sr. Zeca tem um barraca onde pesca e prepara o peixe e é possível até dormir. Fica a sugestão de 3 dias para a região.
      Oque você deve fazer se quiser ficar ali na Hospedagem do Sr. Zeca
      QUEIMADA DOS BRITOS - Zeca e Evanira
      (98) 99810-9494 - Zeca
      (98) 98604-0016 - D. Evanira
      (98) 99217 - 8945 - Jonas (filho do Zeca)

      Donos dos Paraíso Perdido

      Sr. Zeca, D. Evanira, Michelle (holandesa) Sérgio, o guia.
      Telefone de antena então um sempre estará desligado. Vá tentando até conseguir... Melhor horário por volta das 19h.
      Nós pagamos:
      R$40,00 (rede com café da manhã)
      *Redes limpas e cheirando a sabão em pó. Não passamos nem frio, nem calor. Banho de chuveiro com banheiro masc e fem super limpos.
      R$30,00 jantar por pessoa
      R$ 40,00 almoço por pessoa
      Transporte:  A negociar (ele pode buscar em Barreirinhas de 4x4 só para dormir, sem fazer a travessia. Coloque sua intenção e ele dará um jeito de buscar você. ) De 4x4, a pé, de Quadriciclo, de jumento, do jeito que for, mas não deixe de conhecer os verdadeiros Lençóis Maranhenses. Simples, rústico, mágico e maravilhoso.
       
      Saímos de lá e fomos para as Lagoas de Barreirinhas  (consideradas postais: Lagoa Bonita e Lagoa Azul) e as achamos sem graça depois de ter ficado em Queimada dos Britos.
      Fizemos o caminho inverso aproveitando cada minuto. Atravessamos o Rio de Trator pegamos nosso carro e seguimos para Barreirinhas.
       
      BARREIRINHAS - CIRCUITO LAGOA BONITA.
      Seguimos viagem para Barreirinhas para curtir os restaurantes na beira rio. Ficamos na Pousada Parque dos Lençóis. (98) 98805-4811 Sany. ELes tem um espçao para trailers. Com sombra para o carro. Cavalo, papagaio e cachorro. Ótima! Limpa e aconchegante e bem localizada. Fizemos os passeios agendados com a Bella Turismo.

      Pousada Parque dos Lençóis
      Rio Preguiças - Travessia da Balsa.

      VIsta da Lagoa Bonita Barreirinhas
       

      Sobre Barreirinhas: As Lagoas já estão com a água morta (gíria do Sr. Zeca) ali mergulhar de olhos abertos arde, bem diferente das lagoas de Queimada onde a água é limpa e não arde. A visão de cima do parque vale a visita. Aprox 1 hora sacolejando na jardineira. Na saída da balsa é possível comer uma deliciosa Tapioca com café por R$ 5,00.
      A noite é só escolher um restaurante perto do rio e curtir a vista. Tem para todos os gostos e bolsos. Ficamos só uma noite.
       
      BARRA GRANDE - PIAUÍ
      Normalmente, as pessoas seguem para o Delta para os passeios pelo Delta do Parnaíba, mas eu optei por praia. Já fizemos Jalapão, Bonito, Mangues em Boipeba e Morro na Bahia e achei que seria mais do mesmo, mangue, pássaros, caranguejos e cavalos marinhos... Fomos para Barra Grande.
      A estrada de Barreirinhas até Barra Grande está razoável, foi recentemente recapeada e é possível trafegar facilmente de carro comum. No caminho paramos para visitar a usina Eólica e os pequenos Lençóis, mas o tempo era curto só tiramos algumas fotos, pois nada mais impressionava ali...
      Em Barra Grande ficamos hospedados no Guest Hostel Barra Grande nas tendas Pé na areia. Amei!!!!

      (86) 3369-8050 ou (86) 98134-5902 diretamente com eles o café é incluso na diária e ainda tem 10% desconto que pelo Booking. Fale com o Kennedy.
      Amei a praia. Os kites ficam colorindo o céu azul em uma praia semi deserta com águas limpas e mornas. De frente ao Hostel fica o melhor ponto da praia, barracas com espreguiçadeiras que servem na praia e wifi, paramos ali para informar a família que ainda estávamos vivos. 😁

      JERICOACOARA - CE - De carro 1.0 por dentro do Parque Nacional de Jericoacora
      Depois de 01 dia e meio em Barra Grande deixamos o lugar com gostinho de quero mais. Praia linda! De madrugada pegamos a estrada rumo a Jeri. Estrada péssima depois que saimos de Piauí. Vergonhosa a situação da BR. Deplorável! 3h para percorrer 57 km e ainda o governador tem coragem de colocar radares na rodovia. Caminhões desviando de crateras na contra-mão... Absurdo mesmo.
      Chegamos em Preá, o Waze leva até o centrinho de Preá. Lá fomos abordados por um guia que prometeu nos levar ao Parque com o Mobi. Com medo, mas arriscamos. Ele esvaziou os pneus - 15lb - abastacemos e partimos para o estacionamento na entrada da vila em Jeri.  Fomos pela areia com o Mobi, atolamos só uma vez e foi super divertido. Ele tirou fácil. No caminho tiramos foto na árvore da Preguiça completamente vazia. Já que os passeios de jardineira passam ali de manhã.

      Nosso guia Matheus - (88) 98871-0490


      Àrvore da Preguiça - Preá
      Marcamos o passeio para as 8h do dia seguinte. No contra-fluxo dos outros turistas que saem as 9h e vão para àrvore da Preguiça, depois lagoas do Paraíso e Azul. Paramos na Lagoa do AmÂncio que esta bem cristalina, mas nem entrei...Fomos direto para a Lagoa do Paraíso. Chegamos com ela vazia escolhemos o melhor sofá do Lounge e curtimos até as 11h da manhã quase vazia. Depois chegaram amontoados de jardineiras com centenas de turistas. Saímos e fomos para a Lagoa Azul que devido as chuvas está muito cheia e não mais tão azul, lá tem um parque aquático com piscinas e estrutura de parque aquático. Bem legal! R$ 5,00 a travessia de barco e entrada no parque. Comida bem acessível.
      WhatsApp: (88) 99752-1337
      WhatsApp: 088 98862-7842
      Instagram: @lagoaazuljeri
      Em Jeri, foi uma aventura dirigir pela areia, indo aonde queríamos e ficando o tempo que desejávamos sem aglomeros por apenas 120,00 do guia Matheus. Gastaríamos 60,00 por pessoa em Jardineiras ou 300,00 o bugue compartilhado. Assim fizemos o nosso horário e nosso roteiro. Super recomendo o Matheus. Não se arrisque a ir sem guia. Vimos Hillux e Duster atoladas, enquanto os carros comuns atravessam com guia e ainda paravam para ajudar a empurrar. Ali tem que ter a manha, como diz o Matheus, guia e nascido na região. Em hipótese alguma circule na vila de Jeri com carro, a multa é cruel e o carro do Detran circula pra cima e pra baixo em busca de desavizados. Para os passeios Lado Leste (Paraíso e Azul) e o Oeste (Mangue e TObogã) não tem problema nenhum ir de carro. A pedra furada é apenas a pé por cima do morro do Serrote ou pela praia na maré baixa. Baixe o aplicativo das marés para escolher os melhores horários e leve muita água para a subida da Pedra.
      Na Pedra Furada tem um jovem, Erivelton, que tira as melhores fotos de pedra furada em troca de comprar um dindin. Paguei o profissional  e fiquei na fila, mas as melhores fotos foram dele.
       
       
       

      Caminho para a Lagoa do Paraíso


      Telefone do Matheus:
      (88) 98871-0490 - Guia.
       
      FORTALEZA- CE - PRAIA DO FUTURO.
      Passamos nossa última noite na Maravilhosa Vila de Jeri e seguimos para Fortaleza. Estrada péssima, mas já um pouco melhor que a de Camocim. Fomos até o Crocobeach, almoçar, tomar um banho de mar em Fortaleza e preparmos tudo para voltar para casa.

      Praia do Futuro - CE

      Barraca do Crocobeach - CE
      O crocobeach tem estrutua de resort. Almoço buffet por 79,00kg , combo de 3 cocos por 10,00. Chuveiros e mesas pelo consumo. Muitos ambientes para fotos. Ás 4h pegamos o carro e uma fila enorme para devolver o carro na Locadora. Assim terminou nossa viagem. Embarcamos para Santa Catarina com 39 graus em Fortaleza, descemos em Navegantes com 11 graus e chuva....Mas foi inesquecível. Espero que inspire outros viajantes e amantes da Natureza.
      Sobre custos:
      Hospedagem:
      SLZ Santos Dumond - 103,40 - 1 noite
      Sto Amaro - Queimada dos Britos com guia excluisvo e alimentação inclusa - R$ 1255,00 -3 dias e 2 noites
      Barreirinhas - Parque dos Lençóis - 144,00
      Barra Grande Guest House Hostel - 100,00 - S/ café com café 120,00 - 1 noite
      Jeri - Airbnb - Villa Mar - 169,00 diária - 2 noites
      Média de Jantar - 70,00 a 90,00 peixe ou camarão no abacaxi, peixe na brasa - Romã e Marisol em Jeri. Maoumé em Barra Grande e Bambu em Barreirinhas.
      Almoço PF 15,00 em Barra Grande e Jeri - Pizza com refri 29,00 - Crocobech 79,00 kg
      Tapioca com café - 5,00 em Barreirinhas
      Dindin 0 5,00 - picolé 7,00
      Coco gelado - 1,00 em Fortaleza - 3,00 em Barra Grande
      Passeios e transfer
      Trator - gorjeta 10,00
      Jardineira - 50,00
      Guia  exclusivo - 120,00 Jeri
      Lagoa Paraíso - 20,00 pessoa entrada no The Alchymist Beach Club
      Lagoa Azul - 5,00 por pessoa
      Circuito Lagoa Bonita - R$ 60,00 por pessoa - Bella Turismo
       
      Carro:  - 530,77
      Combust- Etanol - 275,00
      1,160 km rodados em 8 dias
      Total gasto aprox: R$ 3.200,00 para o casal - 8 dias
       
       
      "A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos."
      Fernando Pessoa SOARES, B. Livro do Desassossego. Vol.II. Lisboa: Ática. 1982. 387p.  
       
       
       
       
       
       

       

       



       

       
       




       


       
       




    • Por gmussiluz
      Bom, já estava há um tempo querendo fazer uma trip desse tipo. Meu primeiro plano era fazer no litoral norte de Salvador, que foi reforçado mais ainda quando vi aqui no Mochileiros o relato do Jorge Soto, de Arembepe a Mangue Seco a pé (http://www.mochileiros.com/de-arembepe-a-mangue-seco-se-a-pe-t11941.html).
      O objetivo primário era de fazer uma trip de praia, em local que ainda não conhecia (ou não conhecia direito), a pé e com baixo custo. Mas pra quem nunca fez uma travessia longa de vários dias, é se aventurar demais querer fazer com equipamento, sem conhecimento do local e "às pressas", sendo melhor então fazer um trecho mais curto para conhecimento dos limites, analisar pontos a melhorar em questão de equipamento, organização e etc. Então, analisando o longo litoral da Bahia (maior do Brasil, diga-se de passagem), resolvi com minha então namorada fazer o trecho de Itacaré a Barra Grande, que é mais curto e daria pra fazer no tempo que tínhamos disponível. Pelo Google Maps/Earth, dá aproximadamente 46Km, mas lá ouvimos dizer de até 60Km.
       

      ORGANIZAÇÃO
      Moro em Salvador e estava de férias. Após 1 semana em Ilhéus na casa de parentes, partiríamos para Itacaré e seguiríamos viagem. Importante ressaltar que essa semana em Ilhéus foi determinante para redução do trecho percorrido, já que estávamos com roupas e itens para mais tempo na mochila, e não apenas o essencial para o percurso da trip. Entretanto, foi ponto importante para analisar que, em uma distância maior, onde teríamos mais coisas e consequentemente poderíamos estar com peso igual, deveríamos estar mais preparados, bem como se tivéssemos ido apenas para fazer a trip, estaríamos com menos peso e provavelmente teríamos completado o objetivo sem problema. Ambos estávamos com cargueiras de 40L: eu com aproximadamente 12Kg e ela com aproximadamente 8Kg. O tempo pretendido era de 2 dias de viagem, pernoitando na praia. Importante que, para caminhada em praia, tem que ter conhecimento da maré, do contrário, por falta de planejamento pode pegar uma maré cheia para caminhar e terá que ir pela areia fofa, obrigando a parar ou dobrar o esforço de caminhada e, assim, dificultando o percurso.
       
      1º DIA
      Saindo de Ilhéus, pegamos um ônibus para Itacaré logo de manhã cedo, ele passa de hora em hora e para em pontos ao longo da estrada, demorando aproximadamente 1h50 pra chegar em Itacaré. (Se conseguir uma carona, ótimo, já que de carro até lá leva cerca de 50min.)
      Ao chegar em Itacaré, já havia falado previamente com um amigo que mora lá para contatar um barqueiro para a travessia do Rio de Contas, que é o que separa Itacaré da Península de Maraú, onde fica situada Barra Grande. Encontrei meu amigo rapidamente só para confirmar o barqueiro, depois fizemos compras de água e alimentos num mercadinho e seguimos para a Praia da Concha, onde o barqueiro, com um daqueles barcos de alumínio a motor, já estava nos esperando (haviam outros barqueiros na praia, que ficam lá para fazer passeios turísticos rio acima e que com certeza fariam a travessia também, mas como eu ainda não sabia, preferi esse contato com o meu amigo). A travessia é bem rápida, são aproximadamente 100m e em menos de 5min se chega ao outro lado. Descemos, fizemos um rápido preparo, e demos início à caminhada às 10h40. (ao descer do barco, o barqueiro perguntou para onde iríamos daquele jeito. Quando falamos “Barra Grande”, ele arregalou os olhos e deu um sorriso, como quem diz “pirou” hahaha. Dessas coisas que quem viaja com mochila nas costas já está acostumado).
      Nesse ponto, ainda se vê pessoas por ali. Vez ou outra, algumas pessoas atravessam para surfar do outro lado do rio (Itacaré é um dos locais mais conhecidos do Brasil para a prática de surf) ou para ficar numa praia menos frequentada, já que do outro lado não tem povoamento nem acesso fácil e em 10min. de caminhada já não se vê ninguém.
       


      Com 1h20 de caminhada, paramos em frente a Piracanga, onde fizemos uma parada de 20min. para hidratar e comemos barra de cereal. Piracanga é uma “ecovila e centro holístico de cursos e terapias” que oferece cursos e retiros, basicamente um lugar pra “ficar de boa” e foi onde vimos apenas um casal na areia, que nos cumprimentou quando reiniciamos a caminhada. Ainda na frente de Piracanga, tem um pequeno rio, que passamos sem problema com a água não chegando nem na cintura. Não conheço o rio, mas a maré estava bem seca e possivelmente na maré cheia e dependendo da estação, pode ser que tenha que segurar a mochila acima da cabeça para atravessar.
      Desse ponto em diante, não há muita novidade: areia, coqueiral e água salgada, sem NENHUMA pessoa durante o percurso, nem sinal (apesar de o visual ser sempre “mais do mesmo”, é algo que não consigo descrever, porque ficamos deslumbrados o tempo todo, a cada passo ficávamos olhando para o que vinha à frente sempre achando cada vez mais bonito e paradisíaco). Mais 1h50, atravessamos mais um pequeno rio que também não tinha profundidade para se preocupar em molhar as mochilas, mas deixo aqui a mesma observação de antes: é bom atentar para a maré e estação do ano que, se for chuvosa, pode resultar num nível maior do rio. Logo após esse rio, fizemos mais uma parada para beber água e comer algo. Nesse local também não víamos nenhum sinal de habitação, mas um pouco acima da restinga parecia ter um rastro de quadriciclo, transporte bem comum naquela área. Dessa vez ficamos um pouco mais(30min.), porque ela já estava sentindo bastante dor no joelho e cansaço.

      Recomeçamos e percebemos que a maré já estava mais cheia. Além disso, nesse trecho a areia era mais fofa e a inclinação da praia era maior, e além de andar com os pés meio tortos, acaba havendo uma sobrecarga no joelho (nesse caso, o direito) e a gente vai ficando meio “descompensado” =S. A partir daí, as reclamações do joelho e cansaço foram aumentando e já comecei a procurar um local para pararmos e armar acampamento, quando, com aproximadamente 40min. de caminhada, paramos.
      Dei uma olhada no perímetro, tinha uma casa relativamente simples a uns 200m sem sinal de gente nela, além de um tipo de estradinha de areia em direção ao continente a uns 50m de onde estávamos e, claro, coqueiros por toda parte. Achei dois coqueiros baixos e consegui tirar mais de 10 cocos, aproveitando para reabastecer as garrafas que estavam vazias (aproximadamente 3L de água de coco!). Após isso, montamos a barraca, organizamos as coisas e tomamos banho (de mar hahahaha). Depois, foi só jantar (2 latas de atum com acompanhamento de bananas, puro luxo) e praticamente desmaiamos perto das 18h, contemplando um céu absurdamente estrelado, sem sinal de nuvens nem no horizonte.

      Como o quarto da barraca é quase totalmente telada (Azteq Nepal) e o céu estava muito limpo sem sinal nenhum de nuvens vindo, deixei a barraca sem o sobre-teto -mesmo sabendo, tendo experiência de chuva surpresa e claro, já tendo lido muita coisa- o que nos fez acordar com um belo banho de chuva às 22h. A chuva veio sem aviso, forte e pesada! Acordamos naquela agonia para pegar lanterna, abrir o sobre-teto que estava totalmente dobrado dentro da barraca e conseguir achar os pontos certos para fixar – tarefa de nível ultra hard. Provavelmente está pensando: “Mas já não sabe do risco de uma chuva surpresa?”, “Sobre-teto sempre!”, e etc., mas o céu estava tentador demais e serviu de experiência hahahaha. Nunca mais armo sem sobre-teto. Resultado: algumas coisas molhadas, outras encharcadas, frio e aprendizado! Afinal, temos que aprender com os erros (ou negligências) também. Depois de “rearrumar” tudo e secar um pouco algumas coisas, voltamos a dormir.
       
      2º DIA
      Acordamos às 5h. Assistimos o Sol nascer, café da manhã, arrumação, passar pano na barraca, curtir a praia um pouco e enquanto isso dando um tempo pro Sol subir mais e poder secar mais as coisas. Nesse tempo, passou um pescador empurrando a bicicleta e perguntei a ele se sabia quantos km faltavam para Barra Grande, que ele me respondeu “não sei direito não, mas está longe!” (depois descobrimos que, nesse ponto, estávamos mais ou menos próximos de Maraú. Provavelmente ele veio de lá).

      Reiniciamos às 9h e caminhamos por 3h30 até ela sentir o joelho e pararmos. Onde estávamos, não havia condições de parar, não tinha nada, então sugeri andarmos mais um pouco até onde tivesse alguma coisa. Estávamos nos aproximando de Algodões, e quanto mais perto, mais víamos casas de praia enormes e já com a “cara da riqueza” e$tampada nas fachadas, além de começarmos a ver algumas pessoas: algumas vezes caseiros, outras vezes pessoas trabalhando, e também pessoas passeando de quadriciclo na areia. Perguntamos a alguns trabalhadores quantos km faltavam até Barra Grande e ele sem muita certeza nos disse “uns 30” e foi quando “nós” (ela hahaha) decidimos parar. Desistimos e fomos perguntar a umas pessoas num bar onde poderíamos pegar ônibus para Barra Grande, e fomos informados que passaria um em 20min., logo ali perto. Fomos caminhando num Sol escaldante e, quando perguntamos a um cara de bicicleta o local do ponto de ônibus, ele disse que era ali, que o ônibus já tinha passado, mas que “sempre passa carro e logo vocês arranjam carona”. Fomos para o ponto e esperamos. Após 3 carros cheios, em menos de 10min. passou um cara sozinho num L200 e parou pra nos dar carona até Barra Grande, marcando o fim da nossa trip.

       
      O QUE APRENDEMOS NESSA VIAGEM?
      -É muito ruim fazer uma trip dessa com mala de 1 semana anterior em algum lugar. Se for pra fazer a trip, que seja uma viagem exclusiva pra ela, pra não ter que carregar coisas desnecessárias.
      -Vimos que ainda existe muitos lugares vazios e paradisíacos só esperando pela oportunidade e visita de quem estiver disposto.
      -Sobre-teto sempre! Mesmo no céu estrelado (hahaha).
      -É muito importante se concentrar no seu corpo e em seus limites, se respeitar, respeitar seu próprio tempo e o do outro, caso vá acompanhado.
      -Os nossos limites podem ser bem menores ou maiores do que imaginamos.
      -Independente do cansaço é bom olhar tudo mais de uma vez, pra não esquecer.
       
      EQUIPAMENTOS USADOS:
      -Curtlo Highlander 35+5L
      -Quechua Forclaz 50L
      -Azteq Nepal 2
       
      ATUALIZAÇÃO:
      Em dezembro de 2018 fiz uma travessia de Itacaré a Moreré, trecho que contempla o citado neste relato, segue link:
      Travessia Itacaré - Moreré (BA), a pé
    • Por gmussiluz
      ORGANIZAÇÃO/PLANEJAMENTO
      Moro em Salvador e, de férias regulares, não poderia ter melhor oportunidade para realizar essa trip. Não lembro exatamente quando pensei nesse trecho, mas já estava planejando havia um bom tempo e queria fazer pelo menos o trecho de Itacaré a Barra Grande, que não finalizei da primeira vez (https://www.mochileiros.com/topic/58177-itacaré-algodões-a-pé/). Quando defini qual seria o trecho, revisava o planejamento com frequência pra ter certeza de que nenhum ponto estava passando em branco.
      Inicialmente, o planejamento era de sair de Itacaré e ir até Morro de São Paulo, passando o réveillon em Moreré, que acabou sendo o destino final por causa de imprevisto (no dia 1 em Moreré, senti uma dor muito forte no tendão que se estendeu por alguns dias e mal conseguia andar. Não seria prudente continuar a travessia nessa condição).
      Voltei do natal no Rio e chegando em Salvador só troquei de mochila e segui para o ferry boat para iniciar a viagem. Digo iniciar a viagem, porque ainda na travessia do ferry boat encontrei um amigo e comentei sobre estar ansioso para a travessia, quando ele me falou "nem precisa, já está acontecendo", e me dei conta de que realmente eu já estava a caminho, a viagem já tinha começado.
      Estava usando uma mochila cargueira de 40 L com aproximadamente 15 Kg. Como pretendia passar o réveillon em Moreré e sairia de Itacaré no dia 27, teria que andar pelo menos 19Km por dia até o dia 31, pernoitando na praia. 
      Como já disse em outros relatos, é importante lembrar que para caminhada em praia, tem que saber a tábua de marés para os dias planejados, do contrário, por falta de planejamento pode pegar uma maré cheia para caminhar, por exemplo, e terá que ir pela areia fofa, obrigando a parar ou dobrar o esforço de caminhada e, assim, dificultando o percurso.
       
      1º DIA
      Como o ônibus de Bom Despacho (ferry boat) para Itacaré demora, cheguei em Itacaré já umas 15h, e acabei saindo tarde de lá. Não tinha mais nada pra fazer e saí da rodoviária já em direção à orla pra fazer a travessia de barco. Chegando lá, tem alguns barqueiros que fazem a travessia do Rio de Contas para a praia do Pontal por 5 reais. Cheguei do outro lado e só precisei me arrumar e iniciar a caminhada, que foi aproximadamente às 15h30. A praia do Pontal é pouco frequentada, e só tinha um grupo de umas 6 pessoas. Daí pra frente, como já esperava, só vi pessoas em frente a Piracanga.

      (travessia do Rio de Contas, Itacaré)
      Chegando em Piracanga, o rio me surpreendeu pelo nível. Tive que tirar a mochila e atravessar antes pra conferir o nível e caminho onde poderia atravessar "tranquilo". Depois de conferir, atravessei com água 5 dedos acima do umbigo, carregando a mochila na cabeça e 3 pessoas me assistindo do outro lado. Como eu queria essa cena registrada! 🤣
      Segui caminhando e parei pra descansar já com tudo escuro e aproximadamente 13 Km caminhados, onde abri a canga, deitei e fiquei deslumbrado com aquele céu inteiro numa praia deserta, tudo só pra mim, contando inúmeros satélites e estrelas cadentes e acabei dando uma cochilada. Acordei recarregado e continuei caminhando, até fechar os 19 Km desse primeiro dia.
      No meio do caminho, dei de cara com um cachorro, que só vi quando estava a uns 3 m de mim, já latindo e vindo em minha direção, era um risco que eu não tinha previsto, mas me saí bem, só acendi a lanterna na cara dele, fui pra beira do mar e virei de costas pra água garantindo que não viria nenhum outro cão surpresa junto com ele, enquanto o afastava com um pedaço de pau (um "cajado") que tinha em mãos. Ele entendeu que eu não era uma ameaça, continuou latindo, mas ficou parado, e fui andando com a lanterna ainda acesa, vendo aqueles olhos caninos brilhantes se distanciando na escuridão
      Parei em um ponto mais pra frente, armei meu acampamento e deitei pra dormir. Fui acordado em algum momento no meio da noite por dois cachorros latindo, que acredito que era o de mais cedo com um outro. Só precisei espantar eles batendo em um pedaço de pau e continuar dormindo.

      Total percorrido: 19,5 Km
       
      2º DIA

      Acordei bem cedo com um nascer do Sol que não assistia havia muito tempo. Contemplei aquele momento por um instante, tirei algumas fotos e voltei a dormir, acordando de novo já perto das 8h. Comi, tomei um banho (de mar, obviamente), arrumei as coisas e segui caminhando. Com cerca de 2 Km, cheguei a Algodões, local onde a quantidade de habitações, pessoas e barracas já chama a atenção, e foi onde passando por um caminhante na praia, ouvi um comentário sobre uma das minhas tatuagens: três diafragmas de lentes fotográficas, o bastante para reunir e dar assunto entre eu, um fotógrafo das horas vagas e amante dessa arte e ele, um estudante de cinema, que me acompanhou por uns 4 Km enquanto conversávamos sobre a minha caminhada, sobre fotografia, cinema, filmes e temas afins. Foi meu primeiro contato e interação em 24 Km, e durante a conversa eu nem vi o tempo e caminho passarem.

      (meu xará, estudante de cinema, com quem troquei algumas ideias)

      Daí pra frente segui caminhando e comecei a ficar atento ao GPS, porque tinha marcado um waypoint na entrada com menor caminho para a lagoa do Cassange, onde já tinha planejado uma parada de descanso com banho doce e talvez almoço. A lagoa é bem bonita, bem rasa (andei mais de 50 m em direção ao meio e a água não chegou nem na cintura), com água quente e cheia de peixinhos que ficaram mordiscando enquanto eu estava de molho. Após o banho, dei uma olhada no cardápio da barraca que fica na beira da lagoa para saber a possibilidade de almoçar ali, e os preços eram bem altos, mas nada surpreendente para Barra Grande em alta estação. Fiz um lanche com o que tinha na mochila, fiquei um bom tempo descansando e segui a caminhada.

      (Lagoa do Cassange)

      Essa parada na lagoa durou quase 2h, deu pra descansar bastante e passar o horário de sol a pino, além de dar o tempo de a maré secar toda, melhorando a área de caminhada na areia.
      Andei até um pouco antes de Taipus de Fora, e abri a canga pra descansar de novo, onde dei mais uma daquela cochilada revigorante e gastei mais um bom tempo observando o visual e o movimento na praia enquanto pensava sobre seguir para dormir mais a frente ou parar por ali, já que já tinha percorrido um total de 40 Km nesse ponto.
      O Sol já estava se pondo, mesmo assim resolvi pegar a mochila e ir andando devagar, mas logo que fiz a curva de Taipus de Fora já parei e fiquei olhando de longe: eram muitas casas, muita gente, festa, barraca...não seria legal dormir por ali, se é que acharia um lugar tranquilo e onde pudesse dormir. Fiquei olhando por uns cinco minutos e vi um casal, aparentemente andarilhos também, me olhando de longe, com mochilas, sentados mais acima da areia e fui falar com eles:
      -Estão vindo de lá de Barra?
      -Sim, estamos indo pra Itacaré
      -Maravilha! Estou vindo de lá, saí ontem à tarde.
      -Olha aí, mais um colega de caminhada haha
      -Pois é haha sabem me dizer se seguindo a praia a partir daqui é sempre assim com muita casa, cheio de gente? Estou procurando um lugar pra dormir na rede e virei aqui já desanimando com tanto movimento.
      -Nãão, se você apertar o passo, depois daquela ponta ali vai ter umas barracas com cobertura de palha que ficam armadas para o pessoal ficar durante o dia, mas à noite é bem tranquilo, não fica ninguém e dá pra armar a rede e dormir bem lá.
      -Ótimo, vou seguir!


      A ponta que ele indicou ficava a aproximadamente 1 Km, e obviamente eu fui em busca das barracas com cobertura de palha para dormir, afinal, eu estava bem cansado, mas 1 Km não é tanto assim e dormir bem seria importante. Andei, passei da ponta, andei, andei, andei, andei e depois de uns 4 Km sem ver nenhuma estrutura semelhante ao que ele descreveu, decidi que qualquer estrutura que aparecesse, eu pararia, quando logo depois vi, na praia da Bombaça, ao lado da entrada de um terreno com casarões, uma armação de bambu com um tecido branco e algumas palhas de coqueiro por cima, era ali. Montei a rede, deitei e depois de observar a movimentação de algumas pessoas da casa pela praia observando o céu, apaguei, mas acordei algumas vezes durante a noite com carros, quadriciclos e motos passando, além do frio que fez na madrugada. Foi uma noite bem difícil porque eu não tinha mais recursos para me proteger do frio e fiquei lutando com ele por um bom tempo.
      Total percorrido: 45 Km

      3º DIA
      Apesar de algumas nuvens densas se aproximando pelo Norte, mais uma vez acordei com um nascer do Sol maravilhoso, mas dessa vez não dormi de novo. Fiquei observando a praia e algumas pessoas já passavam por ali quando levantei da rede pra arrumar minhas coisas e iniciar minha caminhada logo em seguida, já às 6h40. Com menos de 1 Km de caminhada, vi as estruturas que o cara me falou no dia anterior e percebi que tinha dormido no lugar "errado". 😂

      Passei a Praia dos três coqueiros, farol, Ponta do Mutá e cheguei no “centro” de Barra Grande com uma hora de caminhada.
      Logo que cheguei, fui ver como faria para atravessar para a Barra do Serinhaém, e o pessoal das empresas que operam as lanchas não tem esse trecho nos serviços deles, então é um pouco complicado. Não é tão fácil como poderia ser, mas dei sorte depois. Depois de terem me cobrado 250 (duzentos e cinquenta!!!!) reais para atravessar, resolvi tomar logo um café da manhã na padaria e voltaria pra resolver isso e, obviamente, achar outra forma (e outro valor) para atravessar.
      Caminhei até o final do píer e fiquei lá “queixando” carona para cada barco que encostava pegando ou deixando passageiros, sem sucesso em todos eles, já que a travessia era meio contramão para o caminho usual que eles costumam fazer. Depois de tentar em alguns, comecei a conversar com alguns caras que estavam no píer comigo, todos trabalhando, ajudando a carregar, coordenando ou ligados de alguma outra forma às movimentações de embarcações que aconteciam ali. Falei brevemente sobre minha viagem e para onde estava indo e um deles colou comigo e ficou conversando, quando me falou -não sei se para confortar ou para desanimar- que SE eu conseguisse a travessia, poderia ser no fim da tarde, quando alguns trabalhadores residentes de Barra do Serinhaém voltavam de Barra Grande pra lá e eu, com essa informação, ao mesmo tempo que pensei no tanto de tempo que perderia esperando até o fim da tarde, me confortei sabendo que pelo menos de uma forma eu conseguiria atravessar. Não se passaram cinco minutos e esse mesmo cara gritou:
      -Ó lá quem vai te levar pra Barra! Eeei! - gritava e acenava para um casal numa lanchinha saindo da praia - leva esse amigo nosso aqui pra Barra!
      Eu, atrás dele, pulava, balançava os braços, acenava e assobiava alto para chamar atenção do casal e não passarem direto😂. O piloto prontamente mudou a rota, encostou no píer e eu só desci a escada e embarquei, feliz da vida e agradecendo mil para o brother que arranjou a carona pra mim.
      Seguimos e eles não me cobraram nada pela travessia (afinal, ele já estava indo pra lá).
      Parei, e segui procurando a casa de uma amiga com quem já tinha falado previamente e estava à minha espera. Nessa parada, tomei banho de chuveiro com xampu e sabão, fui servido com um prato de frutas muito farto e ainda almocei uma moqueca deliciosa hahaha, não sei se ela e a família tinham noção disso, mas a recepção, cada gesto e ato de generosidade foram extremamente significantes pra mim, e agradeço demais por aquilo, saí de lá revigorado, muito bem alimentado e com disposição para continuar firme na caminhada. Depois de almoçar, descansei por uma hora e comecei a reorganizar minha mochila, para sair perto das 15h40, quando comecei a caminhada saindo da Barra do Serinhaém em direção à praia de Pratigi.

      (início da praia de Pratigi)

      Pratigi é uma praia bem extensa, toda dominada por plantações de coco, e depois de andar por uma boa extensão, logo após o pôr do Sol resolvi que iria parar porque meu saldo estava bom (tinha andado 26 Km no segundo dia, então a meta desse dia era menor, não precisava me estender tanto) e meus pés já doíam, entretanto, acabei sendo obrigado a andar mais quando subi a faixa de areia indo pegar materiais para montar um abrigo e fui surpreendido por um enxame de mutucas me rodeando. Como estava ventando, continuei andando na esperança de elas perderem meu rastro e eu poder parar logo, mas eu parava de vez em quando checando e ainda via algumas voando ao meu redor, e nessa história, tive que andar mais 4 Km com os pés doendo e no escuro até finalmente parar e não ver mais nenhuma mutuca. Parei, catei materiais, montei o abrigo e finalmente pude deitar e dormir. Estava a 2 Km da vila de Pratigi e apesar de não ter movimento na praia, as luzes da vila eram bem fortes.
      Total percorrido: 75 Km

      4º DIA

      (abrigo montado no primeiro e terceiro dia)


      Acordei umas 5h, e se não fosse o abrigo eu certamente sentiria frio, já que tive que me cobrir durante a noite. Levantei e percebi que tinha parado exatamente no local onde acontece o Universo Paralello quando reconheci a estrutura ainda resistente da cozinha comunitária (era uma estrutura de barro, por isso devem ter deixado por lá do jeito que estava). Estive no festival no ano anterior e tudo aqui estava irreconhecível sem movimento, música, luzes, pistas e estruturas montadas.
      Iniciei a caminhada planejando a parada na vila de Pratigi para poder trocar dinheiro caso precisasse pagar para a próxima travessia de barco. Parei lá e rodei em algumas barracas até conseguir trocar uma nota de 100: início da manhã de um domingo, não estava fácil trocar uma nota de valor alto, mas consegui e segui. 1 Km depois da vila tem um riozinho raso com travessia tranquila com a água pouco acima do joelho e 4 Km depois cheguei na Barra do Carvalho. Nesse ponto, tirei a mochila e acenei para alguns barcos que passavam para saber se iriam atravessar em direção a Cova da Onça ou Ponta de Castelhanos, e nada.

      (Barra do Carvalho)


      Sentei e fiquei esperando por cerca de uma hora até decidir ir para a parte de dentro da ponta de areia que se formava ali e na mesma hora que levantei e comecei a andar, surgiu um pessoal vindo andando no sentido oposto. Fui andando, dei de frente com o grupo e perguntei como tinham chegado ali, quando me responderam e apontaram os barcos parados, meus olhos quase brilharam de felicidade. Fui direto ao barqueiro perguntar se faria a travessia para Cova da Onça e o mesmo prontamente me negou com a cabeça. Fui atrás do dono do outro barco, que estava com a família já preparando um churrasco naquela prainha enquanto comiam alguns petiscos e tiravam cervejas geladas dos isopores que tinham levado, e me disse que era uma travessia pouco feita, difícil e depois de pensar e enrolar um pouco, me cobrou 50 reais, ao mesmo tempo que me perguntou se queria comer alguma coisa, “que ficasse à vontade”. Ainda era cedo, neguei.
      Depois de pagar 5 reais para atravessar o Rio de Contas, 50 reais me soava um preço altíssimo e eu tive que negar, resolvi esperar por mais tempo. Sentei já com pouca esperança e imaginando ter que dar os 50 reais mais tarde mas, passado mais um tempo, chegaram mais dois barcos dos quais tive uma negação e uma oferta de travessia por 20 reais: o preço já tinha melhorado! Ainda assim, resolvi esperar mais um pouco e uma pessoa que estava com o barqueiro que me cobrou 20 reais chegou perto de mim e começou a conversar, perguntando sobre a viagem, o que eu estava fazendo, etc., perguntas que àquela altura eu já estava acostumado, e me ofereceu um prato de almoço, que pelo tempo que já tinha passado, eu não pude negar.
      Mais um tempo de espera, já olhando pro horizonte pensando em qualquer coisa, esquecendo por um instante que eu estava à espera de uma travessia, ouço uns gritos. Era o segundo barqueiro, chamando atenção de um barco que passava e me chamando pra ir até lá. O barco, no qual embarquei prontamente, era de um primo dele que estava de passagem indo para Cova da Onça só com o filho pequeno a bordo. As 2 horas e 40 minutos de espera compensaram o custo nulo da travessia e, durante o caminho, que durou uns 20 minutos, conversei bastante com o dono do barco, que me explicou - e mostrou, enquanto “zigzagueava” - o motivo de aquela ser uma travessia tão evitada: a batimetria ali é muito ruim para navegação porque além de ser raso, tem muitas rochas, bancos de areia e recifes e nem todo mundo conhece bem o local mas ele, com muito conhecimento do local e, claro, aproveitando a maré cheia, passava com maestria pelos locais que indicava perigo e eu, enquanto conversava com ele, ia debruçado na lateral vendo nitidamente o fundo passando bem raso.

      Chegando em Cova da Onça, ele me explicou por onde eu pegaria o caminho até Ponta de Castelhanos, meu próximo destino. Pedi água numa casa com duas senhoras na frente, que encheram minha garrafa de 1,5 L sem problema e segui ansioso por esse próximo trecho, afinal, eu já estava bem próximo do fim.

      A caminhada de Cova da Onça até Ponta de Castelhanos foi, sem dúvida alguma, onde mais suei e cansei. Por ser uma estrada de areia fofa que passa por trás do mangue, acaba sendo uma área protegida de vento, pior ainda considerando o Sol escaldante do início da tarde na areia fofa. Depois de pouco mais de uma hora de caminhada, cheguei à praia de Castelhanos, um dos paraísos na Terra. Não queria perder muito tempo e fui logo ver como era a travessia para pegar a trilha do mangue e chegar em Moreré.

      Depois de conversar com dois canoeiros, me disseram que existia a travessia de barco direto para Moreré, por 40 reais, e a travessia para o início da trilha do mangue, por 10 reais, que era a que eu estava procurando. Sentei um pouco enquanto conversávamos e depois subi na canoa para atravessar, enquanto um deles me levava dando orientações sobre a trilha.


      A travessia do rio dura 5 minutos, e a trilha, que é dentro do mangue fechado, iniciou com água acima do tornozelo e, para o meu alívio, o fundo era de areia sem afundar o pé, ao invés de lama que afunda até o joelho, como é comum em manguezais, o que seria bem ruim de lidar com uma mochila pesada nas costas😅. A trilha é linda, e segui sozinho por ela, passando por mangue, apicum, coqueiros e até uma pequena plantação de cana, até chegar na praia de Bainema, e depois, finalmente, na vila de Moreré.

      (Praia de Bainema, pouco antes de chegar em Moreré)

      Total percorrido: 100 Km
      OBSERVAÇÕES:
      -Acabei usando a rede só em uma noite, dormindo nos abrigos que montei na areia nas outras duas noites, então acredito que poderia abrir mão da rede (peso e volume) e dormir no abrigo todas as noites.
      -Um ponto importante que ainda preciso melhorar é a alimentação. De forma alguma passei fome ou me alimentei muito mal, mas investir em comida liofilizada é uma prioridade urgente para reduzir o peso e volume da mochila.
      -O GPS foi uma das melhores aquisições que fiz e realmente faz muita diferença, me possibilitando acompanhar meu rendimento com dados de quilometragem percorrida e velocidade média, além de poder marcar pontos de interesse como entradas de lagoas, possíveis pontos para acampamento, pontos de apoio, etc., e, claro, gravar o tracklog para compartilhar com quem tenha interesse em realizar o mesmo percurso.
       
      TRACKLOG NO WIKILOC:
      https://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?pic=hiking-trails&slug=travessia-itacare-morere&id=31923513&rd=en

      EQUIPAMENTOS USADOS:
      -Curtlo Highlander 35+5L
      -Camelbak Chute 750ml
      -Garmin eTrex 30x
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