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Salve, pessoas! Vou trazer aqui pra vocês um relato com a minha experiência sozinho e sem carro na Chapada Diamantina e no Vale do Pati, que rolou agora em julho.

Antes de mais nada eu queria dizer que fui pra ficar 5 dias e fiquei 12. E aviso que pra quem tem flexibilidade de datas provavelmente fará a mesma coisa hahahaha.

Fiz Rio-Salvador, mas por motivos promocionais cheguei na capital baiana somente as 3hrs da manhã. O ônibus só saia as 7 da manhã da rodoviária, então fiz o que qualquer pessoa normal faria: dormi no aeroporto pra fazer hora.

Infos sobre o ônibus: Ele faz Salvador-Seabra e custa uns 90 reais, com paradas em algumas cidades antes, mas na Chapada ele para em Lençóis (+-8hrs de viagem e que é a principal cidade) e Palmeiras (+-8h30). Eu comecei minha viagem pelo Vale do Capão, então desci em Palmeiras e peguei um carro que faz Palmeiras-Capão pelo valor de R$ 15-20 reais (depende da quantidade de pessoas). A viagem dura cerca de mais uns 30 minutos em uma estrada de terra batida. O Vale do Capão é bem pequeno, porém é incrível a vida ali, eu notei algo diferente e eu não sabia o quê, até que me disseram ser ali a principal cidade do Brasil em Theta Healing, e descobrindo o significado, me fez sentido. Não sei se essa info é verdade, se alguém puder/quiser confirmar....

Fiquei 2 dias e meio lá, como cheguei tarde no primeiro dia só fiz o reconhecimento da cidade e comi algo. No dia seguinte me juntei com um cara e uma alemã que estavam no hostel e fomos fazer a trilha da Cachoeira Angélica e da Purificação (são contínuas). A trilha não é difícil porém em alguns pontos você perde o caminho, já que precisa cruzar o leito do Rio. Usamos o Wikiloc e ainda assim em 1 ou 2 pontos tivemos dificuldades para achar a direção correta, mas nada grave. Particularmente eu acho que pra pagar guia/agência não valeria a pena, as cachoeiras são legais mas não impressionam tanto.

No segundo dia eu fechei de fazer a Cachoeira da Fumaça, tida como a maior do Brasil com seus 340 metros de queda. Dá pra fazer sem guia mas eu penso que contratando um, a gente colabora pro desenvolvimento local e contribui para manutenção dos lugares etc, além de claro, gerar emprego. Esse rolé tbm sai de Lençóis, porém sai mais caro. A trilha tem 12km (ida e volta) e uma subida inicial de 2km, depois fica tranquila. A foto clichê de lá é deitar-se sobre uma pedra pontuda e angular a foto pegando a cachoeira. Bem, eu dei "um pouco" de sorte e consegui um arco-íris completo na minha vez!

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No dia seguinte peguei a van de manhã e retornei para Palmeiras, onde peguei o ônibus para Lençóis. Eu tinha na cabeça que queria fazer, além dos pontos principais que saem de Lençóis , a Cachoeira do Buracão e a Fumacinha, ambas em Ibicoara (Sul da Chapada, sendo que Lençóis fica no Norte). Chegando já fui atrás das agências para ver se teria. Buracão é mais tranquilo encontrar e até saem passeios de bate volta de Lençóis, mas se passa mais tempo dentro do carro do que na trilha e cachoeira. No dia seguinte fechei de fazer Gruta da Lapa Doce + Gruta Azul + Pratinha e Pai Inácio. O tempo estava ótimo e o Por do Sol no Pai Inácio foi o mais incrível que já vi! Gravei o time lapse com a gopro mas deu algum erro e perdi, mas na memória a gente nunca esquece.

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Na volta desse dia acabei conseguindo um passeio de 3 dias com a Eco Por do Sol, que incluiu Buracão, Fumacinha e Poços Encantado e Azul, paguei um valor que considerei justo antes de ir, e de baratíssimo quando voltei após conhecer esses lugares surreais. Inclusive recomendo demais a agência, o Vitor, dono, se importa demais com os clientes e busca a todo tempo ajudar e trocar feedback.

A cachoeira do Buracão é demais! Imponente, a queda forte faz uma correnteza de assustar hahaha. A trilha por si só já é linda também, ótimos lugares para belas fotos e apreciar a natureza.

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Na volta, dormimos em Ibicoara mesmo, para no dia seguinte fazermos a Fumacinha. Ficamos na hospedagem da Bia, são 3 quartos super confortáveis, todos com cama de casal e uma de solteiro. A Bia tbm oferece janta e café da manhã e a comida é deliciosa. A cachoeira da Fumacinha é considerada por mt gente como a trilha de 1 dia mais difícil da Chapada. E realmente é difícil, além dos 18km ida e volta, a maior parte andando (e pulando) pedras, mas há ainda escaladas verticais em alguns pontos, e no último trecho para ter acesso a ela se escala na fenda, de lado por uns 10 metros. É a parte mais difícil na minha opinião. A cachoeira fica no final de um cânion e a gente anda o tempo todo rio a cima dentro dele. O visual da trilha é demais e tem de tudo! Até colméia de abelha africana que requer silêncio absoluto na passagem rsrs. Na foto eu to de casaco por motivos de: a água é super gelada e ali não bate sol, ou seja, faz um frio absurdo (recomendo levarem também)

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A minha estadia na Chapada que já tinha se estendido de 5 para 9 dias ainda teria mais uma alteração: Durante esse último passeio conheci uma menina que faria a Travessia do Vale do Pati de 3 dias tbm com a Eco Por do Sol. Ela me convenceu a ir e eu a agradecerei pra sempre hahaha. Pois bem, chegamos cerca de 17hrs desse passeio a nossa saída pro Vale do Pati já seria no dia seguinte, então só deu mesmo tempo de comer algo, arrumar as mochilas e descansar.

Bom, na Travessia do Vale do Pati normalmente nos hospedamos nas poucas casas dos moradores ainda da região, mas que estão devidamente estruturados para receber o turismo. Ficamos todos os dias no lugar conhecido como "Igrejinha", mas é comum também mudar diariamente a hospedagem a depender do que se fará.

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Sobre a Travessia: Inicíamos em Guiné as 10hrs da manhã e chegamos por volta das 15hrs. Deu tempo ainda de irmos até a cachoeira do Funis e revigorar o corpo e alma numa água gelada.

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No dia seguinte amanheceu um pouco fechado e achei o dia mais difícil de caminhada, com a subida do Morro do Castelo. No Castelo tem de tudo: andar no plano, travessia de rio, subir mata a dentro, escalar pedras, atravessar cavernas....enfim! Mas mais uma vez o visual recompensa.

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No último dia andamos rumo ao Cachoeirão, que pra mim foi a melhor vista de toda a viagem. O acesso em si não tem grandes dificuldades, mas a distância percorrida é a mais longa de todas (acho que no dia inteiro se anda ali cerca de 20km). A volta do Cachoeirão para finalizar a travessia durou umas 4 horas ainda, com 90% desse tempo com o sol na cara, andando em meio aos gerais (como são chamadas as planícies) que por vezes eu parava e olhava em 360° e pensava: eu to no meio do nada! hahahaha

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Finalizamos a Travessia já no fim da tarde, escurecendo. Ao todo andamos cerca de 50km em 3 dias, com muitos trechos bem difíceis e cansativos, mas tudo totalmente recompensado a cada fim de dia. Retornamos para Lençóis as 20hrs e meu ônibus saia as 23h30. Fim de viagem e o pensamento de retornar para a Chapada já está na minha cabeça, afinal aquele lugar é o mundo e ainda falta muita coisa linda pra descobrir.

Bem, é isso. Capaz de eu ter esquecido de algo mas posso tirar dúvidas caso tenham, é só deixar msg aqui.

No meu instagram tem mais outras fotos no feed (e ainda postarei bastante coisa da Chapada) e mais um monte nos Destaques: @danielcorreat_

Podem tbm deixar as msgs por lá.

Espero que tenha ajudado quem pretende conhecer a Chapada, e quem ainda não conhece, só vai! O lugar é mágico!

 

 

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Olá Daniel, gostei muito do seu relato. 

Pretendo ir pra lá ano que vem, se tudo der certo. Só queria saber como você fez com relação às hospedagens,  foi necessário reservar antes? Ou você chega lá e procura um lugar pra ficar? Esses ônibus, é fácil conseguir informações sobre eles? 
Obrigada por compartilhar com a gente! Um abraço.

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@Daniele Gomes Barbieri Oi, Daniele. Td bem?

Bem, eu tenho sempre em mente o roteiro que pretendo fazer, mas eu particularmente não gosto de engessar minhas viagens (pq me conheço e sei que são sempre grandes as chances de eu querer ficar mais nos lugares hahaha), então eu reservo apenas a primeira hospedagem pra chegar, e no resto da viagem eu reservo hostel e compro passagem só no dia anterior em 90% dos casos.
Costumo tbm criar uma lista no booking com os hostels que me interesso nos destinos e fica mais fácil pra pesquisar quando estou me deslocando. É bem comum tbm eu ir ficando mais nos lugares e reservar pessoalmente no balcão do hostel diariamente, e sempre bem tranquilo. Vez ou outra precisei trocar de quarto por conta disso, mas nada trabalhoso.

Quanto ao ônibus eu vou monitorando diariamente, se vejo que tá lotando eu já compro. As informações que vc se refere são de horários etc? Se sim, é fácil. Até pq só há a viação Rápido Federal que faz o percurso de Salvador pra Chapada (e com poucos horários, infelizmente), então é até legal vc já tentar considerar o horário do vôo com o do ônibus pra não ficar muito tempo esperando.

Se tiver alguma outra dúvida e precisar de alguma outra info de lá pode perguntar que ajudo de boas.

Boa sorte e tomara que dê tudo certo pra vc conseguir ir, a Chapada é incrível!

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Olá, Daniel!

Parabéns pelo relato. Esse lugar é mágico mesmo!!

Me tira uma dúvida... o carro que pegou de Palmeiras para Capão foi taxi, van, carro de agência? Pretendo ir para Chapada em dezembro mas estou com dificuldades de conciliar horário de transporte pois quero ficar em Mucugê.

Aguardo.

 

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      Em seguida fomos para um ponto quase nada turístico, o Parque Burle Marx com sua Praça dos Cristais, é interessante, mas dispensável se o tempo estiver curto. O próximo ponto foi o Parque da Cidade, e esse vou ser bem direta, nem perca seu tempo!
       

       
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      Algumas informações úteis:
       
      Santuário Don Bosco: SEPS 702 Bl. B s/n° – Asa Sul | Grátis
       
      Catedral Metropolitana de Brasília: Esplanada dos Ministérios – Lote 12 | Grátis
       
      Visita ao Congresso Nacional: Diariamente, das 9:30 às 17:00 com saídas guiadas a cada 30 minutos | Grátis
       
      Panteão da Pátria: Praça dos Três Poderes | De terça à domingo, das 09:00 às 18:00 | Grátis
       
      Memorial Juscelino Kubitschek: Eixo Monumental – Lado Oeste, Praça do Cruzeiro | De terça à domingo, das 09:00 às 18:00 | R$10,00
       
      Texto original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/brasilia-nossa-capital-e-muito-mais-interessante-do-que-parece/
    • Por Mari D'Angelo
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/o-que-fazer-em-curitiba-especialmente-na-epoca-de-natal/
       
      1. Jardim Botânico
       
      Um dos principais cartões postais da cidade, o Jardim Botânico de Curitiba (chamado oficialmente de “Francisca Maria Garfunkel Rischbieter”, em homenagem à urbanista de mesmo nome) tem como elemento central a enorme estufa de 3 abóbadas de arquitetura art-nouveau, inspirada do Palácio de Cristal de Londres, que abriga diversas espécies de plantas tropicais. Em frente, um lindo jardim geométrico que me remete a um mini-versailles. Além disso há outros cantos muito agradáveis, como o jardim das sensações, um espaço delimitado onde foi criada uma atmosfera propícia para o contato direto com a natureza. O visitante segue uma rota com diversos exemplares de plantas e pode inclusive tocá-las, percebendo assim suas texturas, aromas etc.
       
      Informações:
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      Segunda a domingo | Verão: das 6h às 20h / Inverno: das 6h às 19h30 | Grátis
       

       
      2. Museu Oscar Niemeyer (MON)
       
      Esse é o tipo de lugar que só pela arquitetura já vale a visita. O prédio concebido pelo arquiteto Oscar Niemeyer é popularmente chamado de “olho” e abriga exposição de artes visuais, arquitetura, urbanismo e design. Quando o visitamos em 2012, a exposição principal era sobre o poeta Paulo Leminski, achei incrível o modo criativo como ela foi planejada dentro do espaço todo preto. Outras exposições simultâneas acontecem espalhadas pelas 12 salas expositivas.
       
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      Informações:
      Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cí́vico – CEP 80530-230
      Terça a domingo, das 10h às 18h | R$ 6,00 inteira / R$3,00 para professores e estudantes / Grátis para menores de 12 anos e maiores de 60
      http://www.museuoscarniemeyer.org.br
       

       
      4. Ópera de arame
       
      Outro ponto obrigatório na capital paranaense, a Ópera de arame é uma incrível construção em aço, metal, vidro e policarbonato, que dão ao prédio circular um aspecto de interação com a natureza, já que ao seu redor fica um grande lago com cascata e muito verde. O espaço foi construído em 75 dias, no local de uma antiga pedreira. É possível visitar parcialmente seu interior, e costuma estar bem cheio de turistas. O café no andar inferior também é bem agradável.
       
      Informações:
      Rua João Gava s/n – Abranches
      Terça a domingo, das 08h às 22h | Grátis
       

       
      5. Coral de Natal do Palácio Avenida
       
      Curitiba é conhecida como a Capital do Natal, a partir do fim de novembro eles começam uma série de eventos ligados a essa data (que eu particularmente amo!). O principal deles é o coral das crianças de instituições apoiadas pelo programa HSBC Educação. Voluntários chamados de Anjos de Natal as acompanham por um ano em aulas de canto e instrumentos musicais, o resultado é incrível! As apresentações acontecem no Palácio Avenida, e o público lota as ruas para assistir, chegue cedo para conseguir um bom lugar!
       
      Ok, confesso que pra muita gente essa descrição pode lembrar aquele coralzinho desafinado da escola, mas garanto que a apresentação é maravilhosa e muito emocionante. A produção conta com efeitos de luz, projeções, fogos e atuações teatrais. Assista o vídeo abaixo para conhecer um pouco desse lado mágico de Curitiba.
      A decoração de toda a cidade também é caprichada.
       
      Informações:
      http://www.natalcuritiba.com.br
       
       

       
       
      6. Torre Panorâmica
       
      Vou ser muitissímo sincera, coloquei esse ponto na lista pois acho que é importante dar a opção, mas honestamente não acho que valha perder tempo aqui, especialmente se este for curto. Encontramos o mirante com alguma dificuldade e ao subir não vi nada de muito atrativo, não sei se pelo fato de me incomodar com mirantes totalmente fechados por vidros, ou de o tempo estar fechado e chuvoso… talvez em um dia de sol seja mais interessante.
       
      Informações:
      Rua Prof. Lycio Grein de Castro Vellozo, 191 – Mercês – CEP 80710-650
      Terça a domingo e feriados, das 10h às 19h | R$ 3,50 inteira / R$1,75 para crianças de 5 a 9 anos e maiores de 60 anos / Grátis para menores de 5 anos
       
       
       
      7. Bosque Alemão
       
      Aqui sim é um ponto onde acho muito válido “perder” umas horinhas! O lugar, como sugere o nome, homenageia os imigrantes alemães na cidade. Localizado na antiga chácara da família Schaffer, dona de uma famosa leiteria, o espaço conta com diversas atrações, como o oratório de Bach que funciona com uma sala de concertos e fica na réplica de uma igreja presbiteriana, a trilha de João e Maria, um relativamente longo caminho em meio à mata verde com painéis ilustrados contando a história criada pelos irmãos Grimm (uma graça!) e o pórtico que reconstrói a fachada de uma das principais obras arquitetônicas da comunidade alemã chamada Casa Milla. Além disso o bosque conta com uma biblioteca chamada “Casa encantada” onde diariamente bruxas e fadas encenam contos para as crianças.
       
      Informações:
      Rua Nicolo Paganini com Rua Schubert (ou Rua Francisco Schäffer) – Vista Alegre
      Diariamente, das 08h às 18h
       

       
      Claro que há muito mais o que fazer em Curitiba, essas dicas foram baseadas no que fizemos em um fim de semana na cidade. Para se hospedar, recomendo muito o Motter Home Curitiba Hostel, o lugar é uma graça (fotos abaixo), o preço é bom e os funcionários são super gentis.
    • Por Mari D'Angelo
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/de-passagem-por-salvador/
       
      Uma viagem para Morro de São Paulo tem que começar de algum outro ponto da Bahia, normalmente a escolha é por Ilhéus ou Salvador. Nossa opção para esta segunda vez na ilha foi a capital baiana, chegamos ao Aeroporto Deputado Luís Eduardo Magalhães por volta das 15h de uma quinta-feira para passar a noite na cidade e na manhã seguinte partir para o nosso esperado destino. Um ônibus de quase 2h faz o trajeto Aeroporto-Praça da Sé (na verdade esse é o nome da linha mas ele não para exatamente lá, cuidado!) por R$3,50, mas se quiser algo mais rápido ou confortável existem ônibus que vão direto ao centro, se não me engano por R$30,00.
       
      Como a ideia era só passar a noite, busquei uma localização estratégica para aproveitar as poucas horas que teríamos na cidade e ao mesmo tempo ficar próximo ao local onde pegaríamos o catamarã no dia seguinte. Esse lugar é a Praça da Sé, entre o Pelourinho e o elevador Lacerda, que desce para o porto de onde saem os barcos para Morro. Se seu objetivo for esse, é uma boa opção, porém, nunca, jamais fique no hotel que ficamos! Ele se chama Arthemis, ocupa o último andar de um prédio bastante suspeito, tem um café da manhã extremamente razoável e o pior, o inaceitável, um banheiro deplorável! Eu não sou fresca, estou bastante acostumada a ficar em pousadas e hostels super simples, mas esse não dava! Até sabonete usado tinha no lugar, e o preço nem era tão bom assim. Mas enfim, tudo tem seu lado bom e nesse caso o ponto positivo era essa vista espetacular!
       
      Seguimos até a Praça Thomé de Souza onde fica o lindo prédio da Prefeitura Municipal e o cartão postal da cidade, o elevador Lacerda. Eu imaginava que ele tivesse uma vista panorâmica ou algum atrativo, mas é mesmo “só″ um meio de transporte para ir da parte alta à baixa da cidade (e vice-versa), o valor é R$ 0,15.
       
      Já lá em baixo, passamos pelo Mercado Modelo (não entramos mas dizem ser um bom local para comprar souvenirs) e paramos no prédio logo atrás para comprar a passagem do dia seguinte, mas como já estava fechado, voltamos com antecedência no dia seguinte. A viagem não foi nem de longe o show de horrores que dizem por ai, mas conto em detalhes no próximo post.
       
      Vou ser muito sincera, minha primeira impressão da cidade não foi das melhores, aliás, foi das piores! Os poucos lugares pelos quais passamos eram bastante sujos e a sensação de insegurança era constante, além dos soteropolitanos, que foram muito menos acolhedores do que esperávamos (do começo ao fim da viagem). Mas nem tudo foi tão ruim assim, além de ganhar esse lindo pôr do sol, eu amei me perder pelas ruazinhas fofas do Pelourinho!
       

       
      Falando do “Pelô”, lá a coisa é bem diferente, policiais estão presentes em cada esquina garantindo a sensação de tranquilidade, mas, como disse o funcionário do hotel que ficamos, há um perímetro onde é seguro andar, algumas ruas para o lado a coisa já se torna meio perigosa (nem fui conferir se é verdade, claro!). O fato é que o lugar é uma graça, ruas de paralelepípedo com fitinhas, igrejas barrocas que ficam maravilhosas iluminadas, casinhas coloridas, lojas de souvenir, bares e restaurantes com aroma de dendê!
       
      O ponto mais famoso é com certeza o largo em frente à Fundação Casa de Jorge Amado, onde em 1996 Michael Jackson gravou com a participação super especial do Olodum, o clipe da música “They Don’t Care About Us” e com isso internacionalizou o local. Claro que por ser o lugar de maior visitação é também onde tem a maior quantidade de gente tentando te vender colares, pulseiras, fitinhas do bonfim… aquela coisa.
       
      Depois de muito subir e descer ladeiras, a fome bateu e fomos procurar uma comidinha baiana pra fechar a noite. Nesse momento acontece uma coisa muito irritante para brasileiros (bom, talvez não com todos, mas os com tom de pele “branco-gelo” como eu, com certeza), as pessoas falam com você em portunhol! Acham que você é gringo e soltam palavras aleatórias do tipo “Brasil… lindo… baratinho”, devagar e bem alto, pra ver se entendemos. No começo é até engraçado, mas depois fica meio chato, enfim, acho que da próxima vez vou tomar um sol antes de aparecer por lá!
       
      O restaurante que escolhemos foi o Dona Chika-ka. Mesinhas na calçada, clima agradável, cerveja gelada e uma deliciosa moqueca de peixe com camarão (até o pirão estava uma delícia, e eu não sou a maior fã do quitute!), recomendo! O engraçado foi ver como a coisa funcionava, uma baiana lá em baixo colocava o pedido em uma cestinha que era puxada por outra lá em cima, assim que os pratos estivessem prontos, desciam pelo mesmo sistema, super prático! Rs.
       
      O endereço é: Rua do Açouguinho, 10
       
      Sinceramente, acho que não voltaria para Salvador, claro que a cidade deve ter inúmeros lugares interessantes para conhecer, mas acho que nesse caso, a primeira impressão ficou.
       
      Relato original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/de-passagem-por-salvador/


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