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Diário Para a Patagônia

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Diário para a Patagônia.

 

 

(Viagem realizado em Nov./Dez.2006)

 

 

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Olá Mochileiros,

 

 

a minha penúltima viagem, a 4º na América do Sul, via o Amazonas para as três Guayanas realizei em Abril/Maio de 2006. Planejei a 5º viagem.

Sabia que para a Patagônia não poderia ir no inverno/inicio da primavera, para não chegar lá no frio com chuvas, com os ventos fortes e as noites escuras muito compridas. Lendo muito cheguei à conclusão o melhor seria ir no meio da primavera, isso significava esperar até meados de Novembro. Era difícil de esperar tanto tempo e pensei, vou para a América Central em Setembro. Fiz os planos, estava todo pronto para sair.

 

O problema era eu tinha o compromisso comigo mesmo de conhecer a América do Sul do Norte até o Sul, do Leste até o Oeste e todos os seus paises e respectivas capitais. Então faltava a Patagônia. Não tinha jeito, esperei, planejei todo para sair em Novembro e estar de volta antes Natal. Fiz as contas e escolhi o dia 16.11.2006 como a data da saida.

Ir de ônibus ia ficar muito cansativo. De São Paulo via Buenos Aires para chegar até Ushuai ia gastar 4 dias e noites e depois a volta de Buenos Aires para São Paulo mais 2 dias/noites. Consultei os vôos e achei que pelo preço dificilmente poderia fazer o mesmo trecho com ônibus. Quem vai com Aerolineas Argentinas com vôo internacional para Argentina recebe um bom desconto para os vôos domésticos na Argentina. Então comprei a passagem São Paulo – Buenos Aires ida e volta mais o trecho Buenos Aires – Ushuaia, total 1074 Reais.

Era a primeira das minhas 5 viagens para descobrir a América do Sul, que fiz um trecho da viagem com avião.

 

O meu roteiro foi o seguinte:

SP – Buenos Aires – Ushuaia – Punta Arenas – Puerto Natales – Parque Torres del Paine – El Calafate – Glaciar Perito Moreno – El Chalten – Parque Fitz Roy - Rio Gallegos - Comodore Rivadavia – Esquel – Carretera Austral – Chaitén - Islã Chiloé – Puerto Varas – Bariloche – Mendoza – Buenos Aires – SP.

 

Eram 32 dias e 31 noites de viagem.

Dormi:

1 noite na cadeira do aeroporto em Buenos Aires

4 noites viajando durante a noite no ônibus

6 noites em albergues de juventude

20 noites em hostalagens, hostales ou hosterias e hotéis.

 

Gastei 2163 US$ incluído os vôos. 2 pessoas viajando, fica mais barato, devido ao preço da hospedagem que cai para dois terços ou até a metade por pessoa.

Em Buenos Aires e Bariloche aceitam Reais para cambiar. O cambio direto sem passar pelo US$ é vantajoso.

 

O que me impressionou mais além da natureza tão exuberante, os lagos azuis no meio das montanhas com os picos cobertos de neve, as planícies sem fim, era a explosão da natureza na primavera. Flores tão delicadas neste vento ainda forte e gelado no meio da primavera, arvores fortes com os troncos destorcidos se agarrando firme nas encostas das montanhas. Aparece que todo obedece a um sinal para começar ao mesmo tempo: ficar verde, crescer, florear e gerar frutos.

 

 

 

16.11. 1º dia, Quinta: São Paulo – Buenos Aires.

Chegou finalmente o dia do inicio da minha 5° viagem. Já esperei demais, precisava sair, não estava mais agüentando. O avião ia sair as 18.30 do aeroporto internacional de Guarulhos. Já às 13.00 horas peguei o táxi, fui até o aeroporto de Congonhas e de lá com o ônibus até o aeroporto de Guarulhos. As 15.30 já começou o check in, depois passei logo o controle dos passaportes e entrei na ala do embarque.

Os passageiros na maioria viajando em negocio ou familiares que moram no Brasil ou Argentina e visitam parte da família que trabalha no outro pais. Turistas, acho era o único. Saida pontual e chegada pontual as 21.57, mas com a diferença do horário era 20.57. Passar pela Policia para todos igual, formando uma fila grande. Pensei que os moradores do Mercosul tinham um tratamento especial sem fila com saida sem controle como na Comunidade Européia, mas não a mesma fila para todos.

Na saida tinha um Cambio. Fiz o primeiro erro da viagem, cambiei logo 250 US$, cambio 1US$ = 2,74 Pesos. Depois vi que poderia pagar no restaurante com US$, ao cambio de 3,10 e em qualquer lugar fora do aeroporto o cambio era de 3,00 – 3,05. Portanto chegando trocam só o necessário para ir até a cidade e lá tem muitos lugares para trocar ou pagar em US$.

Fui para a ala dos vôos domésticos para confirmar o meu vôo para Ushuaia no outro dia as 08.20 e voltei para a ala internacional. Escolhi um restaurante sem ser fast food, pedi Ravióli com molho Roquefort e uma cerveja grande. Como em todos os restaurantes depois na viagem o garçom traz uma cesta com vários tipos de pão fresco e manteiga. Paguei 36 Pesos =12 US$.

Como passava já das 23.00 horas o movimento era pouco agora, as vôos intercontinentais para Europa já tinham saído. Tinha algumas pessoas dormindo nas poltronas e eu já sabia que ia fazer o mesmo. Tirei o anorak para me cobrir a toalha para por abaixo da cabeça, empurrei o saco da viagem abaixo da poltrona fechei a bolsa com cadeado e fixei-a no braço. Tinha policia rondando, era todo seguro. Dormi logo e muito bem.

 

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Ushuaia, a cidade no fim do mundo.

 

 

17.11. 2° dia, Sexta: Buenos Aires – Ushuaia.

Acordei eram 06.10, estava com muito sono ainda, mas vi que a maioria dos meus companheiros de dormir já tinham levantado. Fui para um banheiro lavar a cara e os dentes e estava pronto para iniciar o novo dia. Tomei café de manha, medalones (croissants) com um café grande com leite.

Quando cheguei a sala de embarque tinha muita gente para as poucas portas de saida e misturaram-se passageiros de vôos diferentes. Partiram muitos vôos com pouca diferença de horário. Para Ushuaia já estavam chamando, quando entrei no avião já estava cheio. Eram turistas de vários paises europeus, todos com a volta da minha idade, portanto aposentados. Ouvi italiano, espanhol, francês, alemão. Perguntei a pessoa a meu lado, mas ele não estava de muito conversa. Iam todos para El Calafate com um pacote turístico. Portanto o avião ia via El Calafate para Ushuaia.

Tinha um ótimo lugar na janela e vi lá embaixo El Calafate, uma cidade relativamente nova vivendo do turismo. Num lado os Andes e no outro a planície. De El Calafate até Ushuaia o avião era quase vazio.

Chegamos as 14.50 horas em Ushuai, o vôo demora 3horas e meio. Como tinha o saco de viagem no avião sai direto para fora do prédio do aeroporto, fui chamado de volta para uma revista da minha bagagem referente produtos agrícolas proibidas de entrar. Era uma revista de rotina e nada foi aberto. Perguntei a Senhorita quanto custa o táxi para o centro. Sempre pergunto para evitar problemas com taxistas, ela disse 5-6 pesos.

 

O dia era cinzento e chuvoso com 13 graus. Tinha escolhido 3 hotéis do meu Guia “O Viajante independente na América do Sul”, mas esta vez o Guia não ajudou muito o turismo mudou tanto a cidade nos últimos 3-4 anos, o 1° hotel não encontramos e os outros dois tinham feito reformas e custaram acima de 100 US$. O taxista também não sabia ajudar muito. Estávamos na Calle Gobernador Paz e pedi para sair para não rodar mais, ele cobrou 8 pesos. Vi que nesta Calle tinha algumas hostales, mas na minha frente estava a HI albergue de juventude Torre al Sur, também no meu Guia. Entrei e tinha vaga num quarto com 2 beliches e poderia escolher, duas camas estavam ainda livres. O banheiro era logo em frente. Topei por 20 Pesos/noite, portanto 6,60 US$. Deixei a bagagem tirei o anorak e um cachecol comprido e ansioso fui para a rua.

 

Fui para a rua mais movimentada, a Avenida San Martin e depois para a rua a beira do canal do Beagle. A cidade e o canal são rodeados de montanhas com os picos ainda com neve. O sol começava sair era forte e brilhante. Eles recomendam de não sair sem óculos de sol e sem protetor solar abaixo 30. O sol queima mesmo por causa do buraco de ozônio. O vento era forte e gelado.

 

Na entrada do Porto tem um escritório de turismo. Na Argentina vale a pena ir lá em qualquer cidade que você visita, eles tem lista dos hotéis ordenados por preços, mapas da cidade e informações para excursões. Deixei carimbar no meu passaporte que cheguei à “Ushuaia, La Ciudad Mas Austral Del Mundo”.

 

Em frente tinha estantes típicas de madeira com venda de várias excursões com barco ou lanchas pelo Canal do Beagle ou para o Parque Nacional e o trem do fim de mundo. Comprei uma excursão para o Sábado às 15 horas, quarto horas pelo Canal e 40 minutos de trecking. Paguei 110 Pesos e mais 5 no outro dia para entrar no Porto, portanto nada barato.

Já eram 19.30 horas, tinha fome e fui ver os restaurantes na Avenida San Martin, fast foot ou bufês com valor fixo para comer o que quiser, o ultima 23-28 pesos com direto a churrasco também. O Sol estava ainda lá acima das montanhas, a rua cheia de turistas na maioria lógico Argentinos. Mas também muitos mochileiros e turistas da 3° idade de Europa. As restaurantes ainda vazias. Não queria comer bufê, pois sei que como demais. Escolhi o restaurante Lá Casa de los Mariscos, Av. San Martin 232, Salmão de várias maneiras entre 26 – 28 Pesos. Tinha já um casal comendo e entrei também. Pedi Salmão e uma garrafa vinho da casa tinto 15 Pesos e água mineral com gás 4 pesos. O pão fresquinho ainda quente com manteiga. Sem perceber bebi a garrafa de vinho toda. A comida uma delicia. Os dois dias seguintes pesquisei muito, mas sempre jantei no mesmo restaurante. Também o bife era muito bem servido.

Mas nunca mais na viagem pedi uma garrafa de vinho grande, pois sai do restaurante cantando e ainda cantei chegando na albergue. Eram 21.30 e começou escurecer.

Fiquei ainda na sala com vista fantástica sobre a cidade e o Canal de Beagle com as montanhas cobertas de neve. A sala cheio de mochileiros. Tomei banho e fui dormir, cai nem morto na cama. Acho dois dos meus companheiros do quarto já estavam dormindo.

 

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Ushuaia, Canal de Beagle.

 

 

18.11.-19.11. 3°-4°dia, Sábado e Domingo: Ushuaia.

Dormi muito bem. Levantei às 08.00 horas e já estava sozinho no quarto, os outros 3 já tinham saído. Tomei café de manha na albergue, 5 Pesos. De repente senti um cansaço e deitei-me novamente, só um pouco, mas adormeci e dormi até as 11.30. Fui para a Av. San Martin para a agencia de viagem e comprei a passagem para Punta Arenas na Segunda. Uma das viagens de bus mais caras, talvez por causa do ferry para atravessar o estrecho de Magellanes. 150 Pesos = 30 US$.

Comprei um sandwich de queijo e jamon e uma Coca e fui para a Av. Maipu a beira do Canal de Beagle. Tinha sol e quase nenhum vento. Como outros mochileiros e turistas sentei e comi o meu sandwich esperando a saida da lancha às 15.00 horas.

Éramos 9 pessoas mais o guia e o homen da leme na pequena lancha. Subimos no meio do Canal com boa vista da cadeia de montanhas nos dois lados. Aqui o vento era forte e as ondas altas, era necessário sempre se segurar com a mão. Passamos por várias ilhas, uma com uma pequena colônia de Pingüins e Leões marinhos e uma grande colônia de Comerantes. O guia tinha mapas e explicou a rota da lancha. Paramos numa ilha e iniciamos a caminhada de 40 minutos.

Passamos por abrigos dos índios da Ilha de Fogo. Eram só buracas contra o vento, à volta os restos da comida de mariscos. Quando era muito frio eles se cobriam com peles, mas normalmente andavam no. Comiam mariscos e algas e com sorte na caçada Leão marinho ou Guanaco. Já no inicio do século 20 não existia nenhum destes índios mais.

Eram obrigados pela igreja de se vestir, deixaram de comer mariscos cru e algas. Não estavam habituada a nova comida e muitos morreram devido aos novos hábitos impostos e as doenças que o homem branco trousse. Dos que ficaram livres sem duvida uma grande parte morreu pela caçada praticamente livre a eles. Hoje estão homenageado com monumentos, como o grande monumento no meio da praça de armas em Punta Arenas.

 

Voltamos às 19.00 horas e passei pela agencia para comprar a excursão para o Parque Nacional no Domingo, mas era já fechado. Fui jantar, mas esta vez tomei só uma garrafa pequena de vinho da casa, 8 Pesos.

 

No domingo tentei ainda a excursão para o Parque Nacional as 14.30, mas nada. Tinha um van esperando e passei. O homem perguntou o que procurava, expliquei e ele disse que vai levar um casal para o Parque às 15.00 horas. Se queria poderia ir com eles por 60 Pesos, portanto 35 pesos mais baratos do que o tour pela agencia. Era o Casal de Espanha que tinha encontrado no dia anterior na lancha.

Passamos pertinho das montanhas, visitamos dois lagos e depois deixou-nos num vale. Descemos a pé e subimos no outro lado mais ou menos 1hora e meio e após mais uma curta parada num lago voltamos para Ushuaia aonde chegamos as 19.30.

 

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Punta Arenas, Plaza de Armas.

 

 

20.11.-21.11. 5°-6°dia, Segunda e Terça: Ushuaia – Punta Arenas.

Levantei às 06.00 horas, pois pediram para já estar em frente da agencia de onde sai o bus para Punta Arenas as 07.30 para sair pontual as 08.00. Já tinha pagado na noite anterior os 60 Pesos referente à minha estadia na albergue.

Fui a pé os 20 minutos até a agencia na Av. San Martin. O bus era quase cheio e no caminha pegou mais pessoas em Rio Grande e San Sebastian. No inicio passamos em curvas pelas montanhas que acompanham o Canal de Beagle, depois só Planícies com vegetação ralo. Muitos carneiros pastando.

Pouco depois San Sebastian a fronteira entre Argentina e Chile. A parte da estrada de San Sebastian até o Ferry ainda não esta asfaltado. As 15.30 chegamos ao Estrecho de Magallanes. No meu Guia diz que atravessa do Estrecho demora 2 horas, mas estranhei porque o Estrecho aparecia-me aqui muito estreito. Como o Ferry entrou em serviço só no governo de Kirchner, talvez o Guia se refira a atravessa entra Punta Arena e Provenir. Demoramos só 20 minutos para atravessar sempre acompanhado de Golfinhos Preto e Branco, que só vivem aqui no Estrecho. As 18.30 chegamos em Punta Arenas.

Na parada tinha uma Menina que oferecia hospedagem no Blue house. Já tinha visto os folhetos deles na fronteira. 2 Mochileiros e eu fomos com ela.

Quarto precário, cama de casal e banho privado 12 000 pesos chilenos = 24 US$, café de manha fraco incluído. Eles tinham quartos para 4 e mais pessoas por 3000 por pessoa = 6 US$.

Já à noite fui ver a cidade toda. A Praça de Armas é muito bonito com as arvores grossos e as copas das arvores compactas. Crescem pouco por ano, mas crescem forte. A catedral em frente da Praça. Fui até a Avenida Colon passando pelo centro histórico.

Esta noite comi a 1° e ultima vez bufê na viagem, comida abundante e sobremesa, 4500 Pesos mais uma caneca grande de cerveja 1200 pesos total = 11,4 US$.

No outro dia novamente sol e clima agradável. Em toda a viagem, nunca tinha chuva que demorava mais de 10 minutos.

Fui visitar o escritório do turismo ao lado da Praça de Armas e peguei a planta da cidade e a relação dos hotéis, também já referente Puerto Natales. A agencia ao lado cobrava 10 000 Pesos para visitar os Pingüins, mas tinha já vista outra que cobrava 7000.

 

Comprei a visita aos Pingüins para as 16.00 horas. No Van tinha um mochileiro de Alemanha de 36 anos ele vivia na parte da antiga Alemanha Oriental, portanto tínhamos muito para falar. Chegando perto dos Pingüins paga-se mais 4000 Pesos de entrada, portanto total de 11 000 pesos = 22 US$. Os caminhos são cercados e de madeira acima das dunas. Os pingüins andam sem qualquer atenção para as pessoas. Procuram seus buracos entra 20 – 80 metros da praia. È época de acasalamento, portanto muito namoro e beijinhos. Eles vão para o mar 10 horas /dia para pegar comida. A organização privada que cuidava todo fazia contagem para ver se a colônia aumenta ou esta diminuindo.

À noite mostrei ao Alemão o restaurante bufê, mas eu não queria comer lá. Comi num restaurante de massas Ravióli com jamon e queijo roquefort, 1600 Pesos mais dois cervejas 350 ml, 1400 pesos, pão fresco e manteiga total 3000 Pesos = 6US$.

 

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Pinguins no estrecho de Magalhães.

 

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Puerto Natales, Parque Torres del Paine.

 

 

22.11.-24.11. 7°-9° dia, Quarta, Quinta e Sexta: Punta Arenas – Puerto Natales, Parque Torres Del Paine.

Já tinha comprado no dia anterior a passagem com saida para as 14.00 horas, preço 3000 pesos, 3 horas de viagem.

Chegando em Puerto Natales aparece que todos já tinham um lugar para onde ir, fiquei sozinho na parada. Perguntei no táxi e mostrei os 3 lugares anotadas, duas descartei pelo ambiente e a terceira era muito mais caro do que as no maximo 15 – 20 US$ que queria gastar. A taxista disse, mas porque ficar aqui no centro tem o Hostal Patagônia, com banho privado e café de manha por 5000, achei longe do centro, mas fomos até lá e fiquei. Paguei a simpática taxista, eram só 2000 pesos.

Realmente uma escolha boa um quarto bonito um café de manha completo, 10 minutos a pé do centro passando pela linda Plaza B.O’Higgins. Indo com táxi custava só 1000 pesos. A Dona era muito simpático, queria ir para o centro, chamou um táxi e fui com ela. Indicou-me uma agencia e comprei a visita para o Parque Torres Del Paine 18 000 pesos mais a entrada no Parque 15000 Pesos mais a visita da Milodon Cave 3500 = total 73 US$. È realmente caro, mas quem vai visitar o Parque pode fazer trecking lá dentro e acampar em caminhadas de 3-4 até 12 dias.

Jantar, a volta da Plaza de Armas com a linda Catedral, tem vários bons restaurantes para jantar barato e bom.

No outro dia levantei às 06.00 horas. O café de manha realmente bom pão, manteiga, iogurte, frutas, suco. Pouco depois das 07.00 horas chegou o Van. Era o ultimo de um total de 11 pessoas, incluído os italianos que conheci na visita aos Pingüins em Punta Arenas. Chovia e muitas nuvens, pensei novamente vou ver nada, como quando visitei a Cordilheira Branca no Peru e esperei 3 dias para finalmente ver os picos das montanhas.

 

Mas nada, chegando perto do Parque as nuvens foram e sol durante todo o dia. Escrever sobre a beleza do Parque é difícil. Após cada curva novas emoções. Eu não tenho as palavras certas acho só indo para lá e estar bem preparado para ver tanta beleza num só dia. Quem tem a fibra, o dinheiro e o tempo, fica lá alguns dias e faça trecking.

Passamos na geleira grey, era eu uma japonesa e dois jovens americanos. No lago passou um iceberg caído da geleira. Eu pedi ao Americano de tirar uma foto. Quando vejo os olhos dele assustados, surpresos “O my God”, olhei para o lago e vi o iceberg partir com um estrondo em duas partes. Fugimos para trás para não pegar a onda que veio do lago.

Só as 21.30 chegamos em Puerto Natales. Decidi de ficar mais um dia, era cansado e feliz e queria gravar as emoções deste dia na minha mente antes de enfrentar outras.

Informei-me e poderia ir para El Calafate e o Glaciar Perito Moreno sem voltar para Puerto Natales. Na minha agencia custou 30 000 Pesos, na agencia ao lado 25 000, comprei lá no outro dia. Jantei, fui a pé para o Hostal.

Valeu a pena e se toda a viagem se fosse resumir só neste dia, valeu a pena.

Dormi até as 09.00 horas e passei todo o dia perto do mar e as montanhas. No jantar Salmão com purê de piemont e vinho tinto, água mineral, como sempre pão fresco e manteiga. 9000 Pesos = 18 US$.

 

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Parque Torres del Paine.

 

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Parque Torre del Paine, Glacier Grey.

 

 

25.11. 10° dia, Sábado: El Calafate, Glaciar Perito Moreno, El Chalten.

Levantar as 05.40, tomar banho, tomar este gostoso café de manha e as 07.30 estava o Van na porta para ir para El Chalten e o Glaciar Perito Moreno. Disse adeus à simpática Dona do Hostal. Ficamos emocionadas com lágrimas nos olhos, ela disse você esta sempre cantando. Realmente quando estou feliz estou sempre cantando, sem perceber. E cantei muito ainda nesta viagem.

Novamente passamos de Chile para Argentina, mais dois carimbos no passaporte. Muitos no nosso bus não iam seguir na Argentina iam voltar à noite para Puerto Natales, portanto vão ganhar 4 carimbos neste dia.

Chegamos em Calafate pagamos a entrada no Parque 35 Pesos, 11,60 US$ e entrou uma Guia. Paramos para comprar um lanche, pois não íamos ter tempo para almoçar. No caminho para o Parque a Guia explicou todo sobre o Glaciar. Não é o maior da Argentina, mas o mais bonito e mais acessível. O campo de Gelo a volta dele conforme ela é o terceiro maior do mundo após a capa de gelo no Pólo Norte e a Antártica. Pensei na Groenlândia, mas estou na duvida. Perto do Parque uma ducha fria, quem quer comprar a passagem com o barco em frente do Glaciar? Fiquei pensando. Todos compraram e comprei também, 36 Pesos, mais 12 US$.

Mais uma coisa única, que nunca tinha visto. Esta parede de gelo de 500 metros de largura entrando no Lago Argentino entre duas cadeias de montanhas cobertas de neve. 500 metros e 60 metros de altura. Todos os dias caem 2 metros para dentro do lago às vezes icebergs grandes com estrondo forte.

Conheci um rapaz descendente alemão vivendo nos EU e podia dividir com ele o entusiasmo vendo este espetáculo. A viagem, do barco demora 30 minutos e chegando ao pé da parede de gelo aparece um brinquedo.

O bus levou-nos de volta até El Calafate. Eu pensei porque ficar em El Calafate? Poderia ir até El Chalten. A Guia falou que o ultimo bus para El Chalten vai as 18.30 e ia ter tempo para apanhar ele. Assim poderia ficar mais um dia em El Chalten. Falei com o Americano e ele gostou da idéia. Mas tinha já marcado um Hostal. Comprei a passagem já ida e volta 90 Pesos = 30 US$. Esperando pela saida do bus um rapaz argentino começou falar comigo. Disse vai ser difícil arranjar lugar em EL Chalten, é todo caro e os lugares bons e baratos cheios. Ele conhecia a dona do albergue de juventude Patagônia, ligou para ela e tinha uma vaga. Agradeci muito ao rapaz, uma preocupação a menos na chegada após 4 horas de viagem. Acima da hora da saida do bus veio o Americano.

Chegando perto de El Chalten a volta das 21.30 um por de sol fantástico atrás das montanhas Cerro Torre e Cerro Fitz Roy. Chegamos as 22.30.

O Americano acompanhou-me até o albergue, mas não tinha mais lugar. Ligaram para dois lugares nada, assim ele foi à procura.

Eu fui jantar num belo restaurante ao lado. Depois, antes de entrar no quarto tirei a roupa para não acordar ninguém. Eram 3 beliches, portanto 6 pessoas num quarto pequeno, rapazes e meninas. Dormi bem.

 

 

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Puerto Natales.

 

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El Calafate, Glacier Perito Moreno.

 

 

26.11. 11° dia, Domingo: El Chalten – Trecking para o Lago Torre.

Acordei às 07.00 horas, pulei da cama. Era o ultimo, todos já tinham saído. As 08.00 iniciei a caminhada para o Lago da Torre. São12 km, tempo previsto para 24 km ida e volta 6 horas. O caminho começa a 100 metros do albergue. Uma caminhada tranqüila por florestas nunca tocadas e no inicio sempre o Fitz Roy na frente. Após 3 ½ hora de caminhada cheguei ao Lago. Uma vista! O Cerro Torre em cor laranjada e a volta as montanhas mais baixas com neve. A água entra no lago pela caída do gelo do glaciar que vem da cadeia de montanhas com o Cerro Torre o pico mais alto. No outro lago a água sai, formando o Rio Fitz Roy.

Sentei a beira do lago e comi as nozes e a chocolate que tinha levado. Bebi a água do lago. Após um descanso de meia hora iniciei a volta. Chegando num cruzamento peguei o caminho para o centro de EL Chalten. Era um pouco mais comprido com vistas sobre o Vale do Rio Fitz Roy. El Chalten tem a volta de 500 habitantes vivendo do turismo. Na cidade comprei nozes e chocolate para a caminhada de amanha.

Cheguei cansadíssimo na albergue, tomei banho e fui jantar no restaurante ao lado. È bom mesmo, comi chuleta e tomei meia garrafa vinho da casa branco. Fiquei mais um pouco curtindo a conversa dos outros mochileiros e acho as 22.00 já estava na cama.

 

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El Chalten, Trecking para 0 Lago Torre.

 

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El Chalten, Fitz Roy.

 

 

27.11. 12° dia, Segunda: El Chalten – Lago de los Três.

Novamente 24 km ida e volta, mas esta vez a previsão são de 8 horas de caminhada com os ultimas 1500 metros de subida forte. À frente sempre o majestoso pico do Cerro Fitz Roy.

Perdi-me no caminho e perdi meia hora. Ao meio dia, após quarto horas cheguei ao Camping do Rio Branco. Tinha lá 3 barracas de mochileiros. Um camping sem apoio, só água não precisam levar podem beber do rio. È o campo base para quem quer iniciar o alpinismo para o Cerro Fitz Roy.

Agora subir 1500 m. Faltou fôlego, mas melhorei meu empenho subindo. Mais 5oo metros com trechos retos e subindo.

O vento forte derruba as pessoas, estou deixando quase todos atrás de mim. A neve chega horizontal e bate na cara e nos olhos como graus de areia. Usando óculos fica difícil de ver, deveriam ser óculos especiais. Estou me agarrando nas pedras e passo por mais duas meninas atrás de uma pedra grande. Preciso chegar lá. Estou-me abaixando e mais 50 metros até um abrigo ao lado do Lago. Têm lá 3 Italianos, os únicos que chegam lá neste dia fora de mim. Tiram um foto de mim, mas o vento e a neve estragam a foto. Eles vão embora. Sozinho solto o grito da Victoria. Tiro algumas fotos atrás do abrigo e me rasteando vou voltar. As meninas estão ainda lá assustadas e digo a elas para voltar. Depois encontro três alemães, eles perguntam se da para seguir, eu digo que não, a nevasca esta aumentando. Um dos 3 volta comigo.

De volta no camping Rio Blanco, me deito na grama junto com outros turistas, come meu chocolate e as nozes e bebo como os outros a água de um riacho. As 17.30 chego à albergue.

Vou novamente cedo para a cama, pois amanha levantar cedo para pegar o ônibus. Pago os 60 Pesos para as 3 noites, mais 6 de gorjeta para os empregados.

 

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Fitz Roy, trecking para o Lago de los Três. De mais ou menos 40 pessoas subindo, só eu e 3 italianos chegamos até o Lago.

 

 

28.11.-30.11. 13°-15° dia, Terça – Quinta: El Chalten - El Calafate – Rio Gallegos – Comodoro Rivadavia - Esquel.

Levantei as 05.15. e para perturbar ninguém tirei logo todas as minhas coisas para fora do quarto. Arrumei-me na sala e as 06.00 fui sair para pegar o ônibus para El Calafate. Era só ultrapassar a rua em frente do albergue.

Tentei-me informar nos dias anteriores, se existe a possibilidade de pegar a “Rota 40” a partir do Vilarejo Tres Lagos até Esquel, mas fui desaconselhado. Só para alguém que não tinha os dias contados e um plano fixo para cumprir.

Então como já tinha comprado a passagem de volta para El Calafate, segui até lá. Chegamos as 10.20 e comprei logo a viagem para Rio Gallegos, saida as 12.30, portanto tinha quase duas horas para ver a cidade El Calafate. Uma cidade fundado há pouco mais de 40 anos, vivendo só do turismo para o Perito Moreno. O bus para Rio Gallegos (4 ½ horas de viagem, 33 Pesos) era de dois andares, e eu tinha o lugar acima mesmo em frente. Após ter passado pela linda paisagem do Lago Argentino só planície com vegetação ralo, sem arvores e arbustos. Só poucas vezes alguns carneiros pastando. Estrada reta até o horizonte onde ela aparecia cair num sem fim.

As 17.00 chegada em Rio Gallegos, comprei a passagem para Comodore Rivadavia às 19.00 horas, 65 Pesos, previsão da viagem 12 horas. Primeira vez nesta viagem fui á noite. Cheguei as 05.30 no outro dia. Como queria ficar a noite, informei-me quando ia o bus para Esquel. Tinha só uma companhia para este destino, era o bus executivo leito para Bariloche e ia só às 21.30 horas. Portanto tinha dois dias e uma noite na cidade Comodore Rivadavia.

Fui para a Hostaria Rua Mariana, Calle Belgrano 738, com banho privado e café de manha, todo muito precário e os preços nada mais conforme o meu Guia. 59 Pesos = 20 US$. Tomei banho e fui dormir, meu corpo doía do esforço nas caminhadas em El Chalten e o meu dedo indicador direito estava machucado, todo vermelho e começou pulsar. À tarde comprei pomada de penicilina e começou melhorar

Fui ver a Cidade de um lado ao outro, visitei dois museus fora da antiga estação de trem da Patagônia, também museu. Comer difícil. No final da principal Av. San Martin um Shopping, um Supermercado e um restaurante self-service enorme. Aparecia que todos comeram lá, estava cheio na hora do almoço e do jantar. As pessoas comiam muito, sempre com pratos cheio de papas fritas. Nunca vi tantas mulheres gordas. Não queria viver nesta cidade longe de todo, num lado o mar e no outro a subida para a planície.

Finalmente chegou a hora de partir para Esquel, Quinta às 21.30 horas. O bus executivo custou 85 Pesos, o bus normal 65 Pesos. O bus executivo com jantar a bordo.

 

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Carratera Austral, Vulcano Corcovardo, vista da pequena vila Chaitén em frente da Ilha Chiloé.

 

 

01.12. 16° dia, Sexta: Chegada em Esquel – Bus até a fronteira – Carretera Austral – Chaitén.

Chegamos as 06.00 em Esquel. Uma cidade que se compara com Bariloche, mas menos conhecida. As casas de madeira aparecem estar dentro de um grande parque. Tem um grande centro de esqui e esta encostada nas montanhas dos Andes. Queria ficar uma noite, mas informaram na rodoviária que um bus até a fronteira com Chile ia só nesta Sexta já às 08.00 horas e depois só na Segunda. Era difícil de tomar a decisão, mas não queria comprometer a parte da viagem para a Carretera Austral e a Ilha Chiloé. Tomei café de manha com os deliciosos medalones e as 08.00 segui para a fronteira.

 

Passamos pela cidade de Trevelin e chegando mais perto da fronteira o bus ficou quase vazio. Paramos mesmo em frente do posto da fronteira, carimbar o passaporte e a pé para o outro lado. Lá tinha um Van velho, já tinha gente, mas cabiam mais dois chilenos eu e dois mochileiros um da Israel e outra da França. 2 mochileiras ficaram de fora. O Van ia até o vilarejo de Futaleufú, pagamos 3000 pesos =6US$. No mapa aparecem estes Vilarejos, mas na verdade são só algumas casas no meio de uma natureza exorbitante. Chegando em Futaleufú não tinha mais transporte publico antes de Segunda. Começou chover e ficamos-nos 3 mochileiros em frente de um tipo de bar abrigado. O Francês tinha 56 anos e queria descer primeiro para Puerto Aisen e depois ver como seguir. Após mais ou menos uma hora chegaram as 2 mochileiras de corona, eram também Israelitas. Após muita discussão o que fazer os 3 Israelitas foram embora, não sei como e para onde, nunca mais os vi. Então o Francês e eu tentamos também ir de corona. Após mais uma hora passou um Van que levava turistas para fazer rafting até Puerto Ramirez e para 2000 Pesos/pessoa ia levar nos dois.

Chegado em Puerto Ramirez tínhamos sorte e um engenheiro da construção da estrada nos deu corona até Villa St. Lucia. Aqui o Francês decidiu de dormir numa casa particular pagando 2500 Pesos = 5 US$. Eu decidi de pegar o ultimo mini-bus desta semana para Chaitén, 3000 Pesos.

Vale a pena de fazer toda a Carretera Austral é uma terra onde poucos colocaram o pé, portanto uma viagem numa parte do mundo que quase é única e existem poucos iguais hoje em dia. (O Francês mandou-me um e-mail ele desceu até o final da Carretera para Villa O’Higgins e a pé com barco e carona em caminhão conseguiu chegar até El Chalten, sem passar por postos de fronteira).

Cheguei só às 20.00 horas em Chaitén. O Bus deixou-me em frente do mar com vários hotéis e hostales. Escolhi o Hotel/Restaurante Corcovado, como todas as casas em Chaitén uma casa totalmente feita em madeira. Dentro da casa sente-se o conchego e a leveza do ambiente. 7000 Pesos = 12 US$ por noite, incluído o café de manha. Fiz uma volta, começou escurecer e achei nenhum lugar para comer. Voltei para o Hotel, tinha dois hospedes comendo. Sentei-me também, comida ótima com vinho e água mineral, 7500 Pesos.

 

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Puerto Varas, com a linda igreja toda feita em madeira e no fundo do lago o Vulcano Osorno.

 

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Puerto Vara, Lago Llanquihue e Vulcano Osorno.

 

 

02.12. 17° dia, Sábado: Chaitén.

Levantei cedo, pois tinha combinado encontro com o meu amigo Nicolas La Penn da agencia Chaitur para estar lá as 08.30 e caso ele arranjava pelo menos mais duas pessoas íamos para o Parque Nacional, custo 29 000 Pesos. Infelizmente não arranjou ninguém. Então levamos um amigo dele de Santiago para um rio para pescar trutas. Chegamos mais perto do Vulcão Corcovado (o mesmo nome do hotel), o pico coberto com neve sempre atrás das nuvens. Mas no domingo de manha felizmente poderia tirar a desejada foto sem as nuvens.

Depois fomos juntos para a agencia comprar a atravessa com barco para a Ilha Chiloé. O barco não tinha chegado neste Sábado por causa de uma avaria do motor, então tinha já alguns carros e caminhões esperando. O barco eram 16000 Pesos e ia no Domingo de manha as 07.30.

 

Depôs o Nicolas explicou-me o caminho a pé para o Parque, para ver pelo menos a cascata do rio e o museu militar sobre a historia da Patagônia chilena sua descoberta e incorporação no estado chileno, bem como a construção da Carratera Austral com as dificuldades para ultrapassar montanhas vales e rios.

 

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Puerto Varas, Parque Vicente Pérez Rosales, Vulcano Osorno.

 

 

03.12.- 05.12. 18°-20° dia, Domingo – Terça: Ilha Chiloé, Chonchi, Ancud.

Tinha avisado que ia sair as 06.45. Quando desci tinha ninguém na sala, mas o café de manha estava na mesa. Não esperava esta, fiquei contente. Sai sem ver ninguém.

Vi que o barco já tinha chegado e pouco depois das 07.00 cheguei lá. Eram poucos passageiros, mas os carros, caminhões e bus não cabiam todos. Algumas tinham de esperar a volta do barco anunciado para as 19.00 horas. Só caminhão com tanques de filhotes de Salmão tinha 5 esperando. Filhotes criados na cabeçada dos rios e agora transferido para os tanques de rede no mar. Eles constantemente controlaram a temperatura e o oxigênio dos tanques.

As 07.30 saímos, são 5 1/2 horas de atravessa até o vilarejo de Quellon na Ilha Chiloé. Uma vista muito bonita do mar para as montanhas do continente e especialmente para o Vulcão Corcovado, que mostrou agora na despedida o seu pico coberta de neve sem nuvens. Durante a atravessa vimos muitos pingüins caçando sem ligar o mínimo para o barco.

As 12.40 chegamos em Quellon. Fui para a saida dos bus para o interior. O bus para Chonchi ia às 16.00 horas. Comprei a passagem, 800 Pesos e fui para o centro tirar dinheiro numa caixa automático. Comprei Iogurte e frutas e comi na sala da linha do ônibus.

Uma paisagem linda até Conchi, as casas ao lado da estrada todas em madeira, tal como em Chaitén e depois em Conchi. Aparecem casas de bonecos, cada um criando o seu estilo de fazer a casa. Também as igrejas em madeira. A igreja de Conchi é uma das mais bonitas. Chegado em Conchi perguntei pelo Hostal Esmeralda, conforme o meu Guia o dona é Canadense. Tinha quartos compartilhados e banho separado por 6000 Pesos por pessoa. Optei por um com banho privado por 10.000 Pesos, mais 1500 Pesos café de manha com panquecas à moda do Dono. Ele fez questão de mostrar todo o Hostal, lógico também feito todo em madeira. No jardim mais uma casa com quartos e uma cozinha grande e sala de jantar.

Fiz uma volta pela praia até o centro. Decidi de comprar pão fresco, manteiga, queijo, salame, frutas e vinho num dos 3 supermercados (na verdade são mercearias) que vi.

Comi na sala de jantar do Hostal, tal como outros mochileiros.

 

No outro dia peguei o bus para Ancud, 2200 Pesos. O bus vai hora em hora e passa por Castro a capital da Ilha. Cheguei às 13.30 horas em Ancud. Tinha uma moça simpática que me convidou para a Hospedaje “Don Luis” que era dela, 5 minutos a pé da rodoviária e 15 do centro. 5000 Pesos sem banho privativo. Aceitei. Também aparece uma casa de bonecos. Saindo para o centro fui passar em zikzak por ruas diferentes, para ver os lindos jardins e as casas de madeira. O movimento no Porto. O Fuerto San Antonio com os canhões grandes mostrando o ano de fundição e a coroa espanhola. Ancud foi o ultimo lugar dos espanhóis no Chile, ainda no poder deles após 8 anos da declarada independência de Chile. Perderam a ultima batalha Naval e em 1826 foram definitivamente embora.

No outro dia peguei um bus até Puñihuil para visitar as ilhas com suas colônias de pingüins e comorantes. No bus tinha um casal de namorados de Paraguai hospedado na mesma Hospedaje como eu e ainda o casal de Suíços que tinha encontrado no meu Hostal em Conchi. O bus deixa as pessoas na praia e é necessário uma caminhada de 3 km, sempre a beira do mar. Chegando à praia em frente das ilhas, só com barco e Guia, 3000 Pesos. Na volta, me separei dos outros, pois tinha deixado a caixa dos óculos num lugar para tirar fotos. Achei, ela ainda estava lá.

 

Eram 16.00 e o bus ia chegar só as 17.00. Então pedi corona e consegui logo, as 16.45 já estava no centro de Ancud.

Jantar salmão com vinho e pão fresco, muito barato, 4500 Peso = US$. Tem restaurantes de fast food ou lanches, más quase sai pelo mesmo preço ou você come só Hambúrguer mesmo.

Mais uma noite de sono profundo, acho nestas casas de madeira se ganha uma tranqüilidade adicional.

 

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Barioloche, visto do Cerro Otto.

 

 

06.12.-07.12. 21°-22° dia, Quarta e Quinta: Puerto Montt, Puerto Varas.

Na chegada em Ancud tinha-me já informado sobre o Bus direto para Puerto Varas. Era às 10.15 horas, 3000 Pesos. O bus saindo de Ancud vai direto para o ferry para o continente. A atravessa demora 20 minutos, mas sem espera, tem 3 ferrys num ir e vir constante. Novamente vimos pingüins e esta vez também leões marinhos. O bus passou pela rodoviária de Puerto Montt.

Chegamos ao terminal da companhia do bus em Puerto Varas e decidi de comprar já a passagem para Bariloche para Sexta, um feriado no Chile e Argentina, 10 000 Pesos. Fiz bem, eles colocaram um bus extra para as 09.50 e este também já estava cheio, só um lugar, o 38, fiquei com ele. Depois vi porque, o bus estava cheio com turistas de idade, (jubilados= aposentados) da Holanda.

 

Fui a pé subindo a rua para o centro, pensei de encontrar um Hostal barato, mas nada, só hotéis caros com três estrelas e mais. Saindo novamente do centro, na rua principal na primeira rua à direita, C. Pio Nono vi uma Hospedaje, meio velho. Tinha vaga e era limpo e o pessoal simpático. Banheiro em frente do quarto e ducha descendo a escada. 13500 Pesos, com café de manha.

 

A cidade tem muitos colonos alemães. Vi as meninas e meninos vestido e o cabelo arranjado como nos anos 50 na Alemanha. Mas aparece após ganhar a independência dos pais se vestem e comportam como os outros. A igreja em madeira tem tamanho de uma catedral, toda branca com as torres em vermelho.

Comprei bolo, cerejas e água mineral e fui para a praça de armas para comer. Ao lado o edifício mais pomposo da cidade, o Cassino.

Todas as cidades maiores têm Cassinos, quem freqüenta eles? Os turistas? Sei que Alemanha tem Cassinos, mas poucos e o Alemão em geral é poupado demais e não brinca com dinheiro em Cassinos. Visitei 3 vezes o Cassino em Estoril/Portugal, nunca ganhei.

 

Fiquei uma hora sentada em frente do Lago Llanquihue com o Vulcão Osorno e seu pico branco lá no fundo. Peguei um bus até Frutillae, 2000 Pesos para ver uma outra cidade perto do lago. Também com 2 lindas igrejas em madeira e vista para o Osorno, aqui mais perto.

Na quinta de manha peguei um bus, 2000 Pesos para o outro lado seguindo o lago até, mesmo no pé do Vulcão no vilarejo de Ensenada.

Entrei no Parque Vicente Pérez Rosales, 2000 Pesos com as quedas de água do rio Petrohue saindo da cadeia das montanhas com o Osorno no meio. Segui ainda até o Lago Todos Santos. Neste lago chega-se com barco até o lado de Argentina e de lá tem transporte regular até Bariloche. Perguntei no outro dia o rapaz ao meu lado no bus para Bariloche se era mais rápido e mais barato este caminho para Bariloche, mas ele disse que não, não tem horários fixos para nada, portanto não é aconselhável.

 

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Primavera em Bariloche.

 

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Trecking-way em Bariloche.

 

 

08.12.-10.12. 23°-25° dia, Sexta – Domingo: Puerto Varas – Bariloche.

São 09.20, peguei um táxi para o terminal. São só umas 300 metros, mas os táxis cobram só o valor mínimo, 300 Pesos. As 09.50 saímos. Fiquei muito ansioso, no final ia visitar a tão comentada Bariloche. A previsão eram 8 horas de viagem, mas gastamos quase 2 horas na policia da fronteira de Chile e mais uma na da Argentina.

Paisagens lindas, especialmente descendo da fronteira para Bariloche. Chegamos às 18.20 horas. Encontrei no bus uma menina alemã, falamos um pouco. Ela estuda na Alemanha e como parte do estudo queria-se informar no Chile como funcione a criação dos salmões em tangues de rede no mar. Ia ficar 60 dias no Chile.

Na rodoviária decidi de tomar um táxi até o primeiro hotel anotado na minha lista. Vi a menina vindo da paragem dos bus para a cidade e ela falou que não tinha Pesos argentinos, então pegamos junto um táxi para a cidade, eram só 8 Pesos. Juntos entramos no Hostal Sur, mas queriam 27 US$ em vez dos 17 do meu Guia e tinham vaga só para uma noite. Disse adeus à menina. Fiz uma volta inteiro no quarteirão com muitos hostales e escolhi a Hospedaje Tito na C. Eduardo O’Connor 100 metros da Catedral, 50 Pesos =21US$, com banho privado s/café de manha.

Tinha pressa de sair para ver o lago, as montanhas, mas primeiro a rua principal a Av. Mitre.

Andei para acima e para abaixo, para mim uma coisa nova aqui na América Latina, tanto chique, hotéis até 5 estrelas, lojas bonitas, restaurantes bonitas e não caras e muitos muitos turistas de todas as idades. Muitos mochileiros. Jantei num restaurante Italiano, comida típica da Alemanha e Áustria, Gulasch com Spetzle (ensopado de carne com tipo especial de massa) 18 Pesos, Salada mista cinco Pesos, Vinho da Casa oito Pesos, água mineral e como sempre colocaram uma cesta com pão fresco e manteiga na mesa. Total eram 38 Pesos, 12,5 US$.

 

No outro dia fui à beira do lago passando pela estação do trem que ainda funcione até a cidade de Viedma na costa Atlântico para a rodoviária para comprar a passagem do bus até Mendoza. Na volta subi a Av. Mitre e peguei o bus para turistas até o Cerro Otto, 20 Pesos preço especial para jubilados, incluída subida e descida com teleférico. Lá acima têm um restaurante giratório, 360 graus em uma hora. E andando a volta uma vista para Bariloche lá embaixo o lago e as montanhas cobertos de neve. Também tem 3 opções de caminhadas nas montanhas a volta.

A tarde queria comprar a excursão e o passeio de barco para a Islã Victoria. Entrei numa agencia e a menina falou 56 Pesos, mais 21 de bus do hotel até o Pto.Pañuelo.

No folheto dizia Jubilados metade do preço, mas ela falou só para Jubilados argentinos.

Pensei vou amanha pegar um bus até o Pto. Panuelo e lá comprar a excursão.

No outro dia peguei o bus as 11.00 que demora quase 1 hora para chegar ao Porto, 2,6 Pesos. Fiquei nervoso, pois pensei ainda vou perder o barco, que sai às 12.00 horas. Chegando lá acima da hora tinha 2 agencias, uma fazia a excursão com Catamaran e a outro com um barco construído em 1939 na Holanda, mas totalmente renovado com motores novos. Escolhi este, que surpresa a menina que vendia a excursão era a mesma da agencia da cidade. Ambos rimos e o preço lógico ficou nos 56 Pesos sem desconto.

 

Uma tarde gostosa navegando a volta da Islã Victoria, com vistas fantásticas e caminhadas na Islã. De volta muitos ônibus esperando para levar as pessoas de volta para o Hotel. Como não tinha nenhum queria pegar o bus municipal, mas tinha um minibus esperando quase cheio e ia direto para o centro por 5 Pesos. Entrei, faltavam mais 2 e com o bus cheio partimos, 30 minutos mais tarde já estava no centro.

 

Muita badalação no Centro. Mochileiros, não percam, Bariloche deve ser visto! Fui dormir tarde, mas como o bus para Mendoza ia só às 13.00 horas, dormi até as 09.30.

 

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Visitando Viñedos e uma Bodega em Mendoza.

 

 

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Mendoza, vista para o Aconcagua com 6960 metros a montanha mais alta das Américas. O pico abaixo do meu braço esquerdo.

 

 

11.12.-13.12. 26°-28° dia, Segunda – Quarta: Bariloche – Mendoza.

 

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Mendoza, as ruas e avenidas com uma sombra gostosa.

 

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Buenos Aires, Casa Rosada, Palácio do Presidente.

 

 

O bus, 125 Pesos foi até a cidade de Neuquén, um bus de dois andares e novamente tinha um lugar na fila da frente. Chegamos lá às 18.00 horas. Tomei um lanche e uma cerveja e às 20.00 horas seguimos em ônibus leito para Mendoza. No bus serviam novamente um ligeiro jantar.

As 07.45 chegamos. Perguntei qual era a melhor área para procurar um hotel barato e bom e o custo do táxi. Peguei um táxi até a Avenida das Heras cruzamento com Av. San Martin. O táxi custou 4,60 Pesos. Escolhi o hotel Imperial, eram 45 Pesos com banho privado. Perto tem a Plaza de Independência e em toda esta zona tem hotéis e hostales baratos.

Na Av. San Martin tem um Inf. Turístico, é bom ir lá e pegar uma mapa da cidade e informar-se sobre excursões e lugares p/visitar.

Resolvi de pegar um ônibus municipal para a região das Bodegas e fui visitar uma com a ajuda de um argentino que conhecia bem as bodegas. Não aconselho ir sozinho, é melhor ir com uma agencia que cobra 25 pesos. Mas vale a pena ver de onde vem tanto vinho que é exportado para vários paises do mundo e um vinho cada vez mais apreciado. Mostraram também o sistema de irrigação, cada Viñedo recebe sua cota de água 14 em 14 dias.

O rio Mendonza entra na cidade para abastecer as casas e os viñedos. Eu tinha a impressão que a água vinha mesmo já usada e filtrada para as viñedos. De qualquer maneira o rio sai da cidade sem nenhuma gota de água. Viñedos até onde se poderia ver, mas tem ainda muita terra para plantar, o que falta é mesmo mais água.

Mendoza aparece uma cidade rica que vive do vinho e do turismo.

A cidade dorme entre 13.00 horas e 16.00 – 16.30, todo fechado. Depois começa de novo a vida e as ruas, os calçadões da Av. Sarmiento e as muitas esplanadas ficam cheios de pessoas alegres.

Comprei a excursão no outro dia para as montanhas altas por 56 Pesos. Saímos as 07.30 e fomos seguindo o rio Mendonza que antes entrar na cidade era cheio de água agora na época do degelo. Fomos até a fronteira com Chile vendo as pistas de esqui Los Penitentes e depois a vista para o Aconcagua, com 6959 metros, a montanha mais alta das Américas. Aqui se pode alugar Mulas para levar o equipamento até a base da montanha para quem quer subir o Aconcagua.

Na Quinta de manha andei novamente pela cidade, comprei uma camisa mais adequada para as temperaturas acima de 30 graus aqui.

As Ruas e Avenidas têm arvores grandes nos dois lados, como não tem prédios acima de 3 andares eles crescem até esta altura e depois as copas das arvores se expandem e fecham como um túnel acima das ruas. Andamos sempre numa sombra gostosa.

Às 13.00 horas as ruas ficaram novamente vazias. Só algumas pessoas nas esplanadas. Sentei para tomar um suco de laranja, um café e medalhones.

 

 

14.12.-17.12. 29°-31° dia, Quinta – Domingo: Mendoza - Buenos Aires.

 

 

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Os ídolos de Argentina e em especial de Buenos Aires, perdido no passado: Futebol, Diego Madona, Tango, Carlos Gardel, Evita Perón, Che Quevara o grande filho da Argentina, mito e revolucionário.

 

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Tentando voar em Buenos Aires.

 

 

O bus para Buenos Aires saia às 18.00 horas, 135 Pesos. Ônibus leito de dois andares. Serviram um lanche e depois jantar, era muita comida.

O bus quase vazio.

Passamos quase uma hora por viñedos e bodegas bonitas no meio delas. Auto-estrada reta muito larga com faixa enorme no meio. Postos grandes de luz iluminaram a Auto-estrada, pensei será até Buenos Aires? A volta das 22.00 horas cai no sonho e só acordei as 07.30 já começando entrar na cidade. Chegamos as 08.30. A rodoviária é perto do centro, informaram que o táxi custa à volta de 8 Pesos.

 

Com taxistas não tinha sorte em Buenos Aires. Falou muito, disse na Calle Lavalle para onde queria ir seria muito caro etc. Paramos no Cruzamento Calle Lavalle e Calle Esmeralda. Ele pediu 11 Pesos, dei 12 e ele disse que a nota de 10 era falsa, dei outra, falso também. Ainda desconfiei nada, abri novamente a carteira ele disse deixe ver e de repente tinha todo dinheiro na mão. Disse assim esta bom devolvendo o resto. Contei e vi que faltava uma nota de cem pesos. Insisti de receber de volta e ele negando. Começamos discutir e ele devolveu a nota, dizendo pega esta falsa. Sai dizendo hijo da ...., contei o dinheiro e vi que em vez de dez ele tinha tirada a nota de 50 Pesos. Primeira vez que cai neste golpe de um taxista bacana fazendo você tão confuso que começa reagir perdendo a atenção.

Entrei no Hotel O’Rei, cobraram 55 Pesos, quarto com banho particular, mas estava completo. No outro lado o Hotel El Cabildo, 80 Pesos. Fiquei com este. O quarto e o banheiro eram recente restaurados, tinha ar-condicionado central e ainda ventilador. A temperatura no quarto era muito agradável, era o melhor quarto de toda a viagem. A Calle Lavalle cruza com a Florida, ambas as mais movimentadas da cidade e o hotel esta a cem metros da Av. 9 de Julho, com o famoso obelisco de 65 metros de altura.

Já estava em 1983 em Buenos Aires, mas não tinha mapa e andei perdido, mas entrando na Calle Florida comecei-me lembrar e fui até a Plaza San Martin, Casa Rosada e Plaza de Mayo. No Inf. Turístico da Av. Rivadavia peguei a mapa da cidade e folhetos de interesse. Na Plaza de Mayo, como sempre tinha uma demonstração e desta vez contra Kirchner e os supostamente 600 desaparecidos ou presos políticos no governo dele. Diziam que a policia continua agir impune.

Buenos Aires deve-ser realmente a cidade mais perto da aparência de cidades europeus. Mas não vi mais o charme de 1983 na época já em decadência. Comparar Buenos Aires com Paris ou Madrid é um insulto para estas duas cidades.

Fui ver a parte recuperada do Puerto Madero com muitos restaurantes levando a cidade mais perto para o Rio de la Prata. Depois fui até o outro lado da Av. 9 de Julho até o Congresso. Aqui escolhi um bom restaurante para jantar.

No hotel comprei a excursão para o Delta do Rio Tigre no Rio de la Prata, 75 Pesos. Primeiro com bus passando pelos subúrbios residenciais tipo favela e depois luxuosos. Pegamos o tren de la Costa até a cidade dormitório com casas luxuosas San Isidoro. Seguimos até o Rio Tigre para pegar um Catamarán. O rio esta morta ou quase morta, tipo Pinheiros, só chegando perto do Delta del Rio Paraná ele ganha vida novamente.

Esta noite queria comer na Calle Lavalle, tem muitos restaurantes, mas todos adaptados a turistas que querem comer muito gastando pouco. Tem massas custando o prato 10 Pesos até churrasco ou chuletas enormes de 25 -30 Pesos

 

 

18.12. 32° dia, Segunda: Buenos Aires – São Paulo.

Chegou a ultima noite da minha viagem. Talvez foi a viagem mais bonita das 5 que fiz tipo mochileiro. Mas vi, para encontrar um mundo ainda puro e selvagem, você pode ir até o fim do mundo e sempre esta lá alguém vivendo. A Fauna e Flora estão tentando se adaptar, mas estão perdendo. O avião com turistas chegou também ao fim do mundo há muito tempo.

 

Sabia que o táxi para o aeroporto ia custar acima de 70 Pesos. Então chamei um táxi para tomar o bus para o aeroporto. O custo do táxi seria a volta de – 8 pesos. Parece impossível, mas o taxista não sabia onde partia o bus. Por 60 pesos ia me levar até o aeroporto, mas não queria. Tinha anotado Tienda Leon atrás do hotel Sheraton. Perguntando chegamos lá. O taxímetro mostrava 12 Pesos, o taxista estava suando, queria só 8 Pesos, mas paguei os 12. É um prédio novo e o bus parte cada 15 minutos, custo 25 Pesos.

No aeroporto tinha 12 balcões de check in da Aerolinas Argentinas, mas só quarto estavam abertas, uma fila enorme. Fiquei mais de uma hora na fila, muitas pessoas nervosas porque estava acima da hora para o avião partir. Tinha lá a TV filmando e abriram mais 4 balcões. Tempo para ir para o shopping Duty Free não tinha mais. Passei e fui até a sala do embarque, o avião ia atrasar uma hora, portanto ia as só as 15.20. Com os últimos pesos comprei um lanche. Sentado no avião avisaram novo atraso esta vez era uma equipa feminina de basquete do Brasil, o vôo de conexão delas era atrasado.

 

Bom chegamos após as 19.00 horas em São Paulo com uma hora diferença no fuso horário eram 20 horas. Às 22.00 horas estava em casa. Agora feliz que todo tinha acabado bem.

 

 

Tschau Patagônia! Talvez um dia posso voltar para esta linda obra de Deus.

 

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Abraços dieter

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Olá leocaetano,

 

muito obrigado pela sua mensagem. As fotos que coloquei são estas, também nos outros sites onde esta o diário.

Abraços Dieter

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Ola Pombo

 

Adorei seu relato de viagem a Patagonia e os Lagos andinos.

Peguei dicas tbem pois estou planejando viagem para dezembro, mas so para regiao dos lagos andinose Bariloche.

 

A Patagonia ficará pra outra vez, pois nao tenho tanto tempo disponivel (e $$) mas as dicas ficarao anotadas.

 

Fiquei pensando quando voce vai viajar de novo e descrever suas aventuras da viagem, já li varios relatos seus pela America do Sul.

Legal mesmo! Parabéns!

Um abraco.

Sueli

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Oi pombo,

Estou de volta aqui para dizer que fui para Europa. Fiquei muito

entusiasmado com seu diário para nove paises de Europa e então pensei que vou pelo menos para Portugal e Espanha.

Fui mesmo, fui com Ibéria via Madrid até Lisboa, depois Porto, Santiago de Compostella, Barcelona e Madrid. Foi pouco, mas foi um bom início.

 

Agora me lembrei da sua viagem para a Patagônia, pensei que vai ser a minha próxima.

Procurei aqui e já li todo, vou fazer um roteiro mais curto.

Com sua ajuda vou conseguir.

Abraço Walter

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Olá Walter,

 

Lembro-me do teu entusiasmo antes de ir para a tua viagem para Europa, e mais ainda na tua volta cheio de alegria de ter conseguido realizar esta viagem.

 

Sobre a tua viagem para a Patagônia falaste mais nada. Queria saber e muito se realizaste a viagem e se esta foi um sucesso como a viagem para o Portugal e Espanha.

Abraços,

Dieter

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Muito interessante seu relato, em fevereiro também tenho a tarefa de ir de El Chaiten até Esquel, farei o possível para não ir até Comodoro Rivadavia, me parece que agora tem um empresa Chamada "Chalten Travel" que faz um tour pela rota 40, veremos.

 

Abraço, me será muito útil seu relato

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Márcio,

El Calafate – Perito Moreno (a cidade, não o glaciar) e de lá até Esquel por outra empresa é feito no verão regularmente.

No inverno pelas condições da estrada (estrada de terra batida), a falta de apoio ao transito e a falta de viajantes ainda não é feito este trajeto.

Depois ter feito a sua viagem no Fev. coloque aqui a sua experiência, pois ainda existem duvidas para esclarecer.

 

Abraços Dieter

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Relatarei sim, principalmente a respeito de rafting em Futaleufu, é muito dificíl encontrar brasileiros que já tenham feito, a passagem já está paga, faltam menos de 30 dias, embarco dia 24/01/2009.

 

Abraços

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