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Showwwwwwwwwwwwwwwww Vagner!!!!!!!!!!!! 

Recentemente iniciei meu filho em 'montanhas'. E confesso que ao chegar no cume do Lopo, em Extrema, lágrimas rolaram de emoção. Na sequência fomos juntos para o Morro do Couto, Prateleiras, Agulhas Negras entre outras. É emoção pura estar ao lado de quem a gente ama lá no cume!   Parabéns pelo relato e principalmente exemplo que vem dando à sua filha!! Abração brother!!!

cume lopo.jpg

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Amei!!

Cristal é muito linda e privilegiada por ter um papai legal, de poder ainda tão nova ver que é capaz e determinada, e de quebra ainda estar em contato profundo com a natureza. Ela vai lembrar disso pra sempre, pode ter certeza.

 Parabéns!

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Relato sensacional meu camarada!!!

Com certeza são experiências assim q ficam marcadas na memória dos nossos filhos... Já levei o meu pra fazer algumas trilhas, e o próximo passo é levar pra acampar.

Parabéns pela iniciativa!!!

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Chego a conclusão que esse é o seu primeiro relato sem perrengue! HAHAHA

Como o tempo passa rápido brother! Fico muito feliz que ela tenha gostado.. só espero que ela puxe o juizo da mãe.. que o pai não tem nenhum um pouco! 😂😂

 

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    • Por Juliana Champi
      Olá pessoal, tudo bem?
      Tirando um seleto e sortudo grupo de nômades digitais, a maioria de nós sofre litros quando volta de um período de férias já em depressão à espera do próximo!
      Uma boa pedida para aguentar o sofrimento da espera, hahaha, é encaixar mini aventuras nos fds ou pequenos feriados.
      Eu já escrevi dois outros tópicos sobre estas pequenas aventuras de fins de semana pelo estado do Paraná (Pico Agudo e Morro do Gavião), e vou deixar mais duas registradas aqui hoje. Também pretendo utilizar este mesmo tópico para relatar outras ao invés de ficar criando tópicos novos!
      Bora lá!
       
      MORRO DA PEDRA BRANCA
      Este passeio é bem light, pode ser feito em esquema bate-e-volta de alguma cidade próxima ou mesmo se vc estiver passando pela estrada e tiver um tempinho sobrando.
      O acesso ao Morro da Pedra Branca se dá pela PR 376, (Rodovia do Café, liga o norte do estado à capital) entre Mauá da Serra e Ortigueira. Não tem placa nem indicação nenhuma do morro. No sentido Londrina > Curitiba lá pelo km 308 já dá pra avistar o morro, que tb é conhecido como “morro das antenas” por abrigar ali antenas de telefonia da Oi.
      Depois do km 310 vá reparando bem, à esquerda vai ter um comércio chamado “Restaurante e Lanchonete da Bica”. A entrada para o morro é cerca de 1km depois (dá pra ver melhor no print abaixo). Um portão tb à esquerda dá acesso à estrada que leva até o topo do morro. Este portão poderá estar fechado, mas é só bater palma que sai um senhorzinho que fica numa casinha ali na entrada cuidando. Foi cobrado 10 reais para cada um, João (filho, 11 anos) não pagou.

      Localização do Morro da Pedra Branca
      Dali daquele ponto começa uma estrada de terra. O senhorzinho indicou que a gente poderia subir de carro ou a pé. Optamos por ir a pé, afinal essa era a ideia. Quando fomos a estradinha estava bem boa, dava pra subir com qualquer tipo de carro, inclusive tem gente que vai lá tirar aquelas fotos pré-casamento... mas parece que tem ocasiões em que carro baixo não sobe.
      São 3km de estradinha numa subida bem tranquila, em que a gente vai observando bichinhos e plantinhas!
      Fomos bem cedo pq queríamos ver a neblina baixa, no vale abaixo de nós. As 8h30 estávamos no “cume”, mas a neblina estava em toda parte, hahahahauah! A gente não via nada, e tava bem frio (9 graus) pra pouca roupa que a gente tava usando.
      Mesmo assim ficamos perambulando pelas formações rochosas lá de cima e a espera valeu a pena, o tempo abriu uns 30 minutos depois da nossa chegada!

      Caminho pela estrada!

      Era tudo névoa!

      Minhas amadas plantas! Tem tanta beleza, tanta foto, mas prometo me conter!

      Só mais essa linda, rs!

      A torre de telefonia perdida na névoa!
       

      A imensidão verde ainda tímida!
       

      Abrindo!
       

      Descortinando!!

      Vento e descabelo!
       

      Vista bem bonita!
       

      Meu mini trilheiro!
       

      Fotinha da vista!
       

      Parece mais perigoso do que era ok? rs

      Céu azul!
       
      Depois de mais andar e admirar, descemos e ainda fomos uns 2km pra frente na estrada espiar uma linha férrea que passa por ali. Bonitinha.


      Linha férrea estilosa!
       
      Não é nada mega exuberante, mas vale a caminhadinha num fds que podia ter sido só de netflix, rs! Chegamos de volta em casa pouco depois das 14h. 
      FIM
    • Por janicehartmann
      Choquequirao – 4 dias e 3 noites
      Saída do hostel as 5:30 da manhã, com destino a São Pedro de Cachora.
      Embora se possa iniciar a caminhada já em Cachora, realizando um percurso de 12 km em uma estradinha “pendurada” nas montanhas, a trilha propriamente dita começa mesmo em Capulyoc, onde tem um posto de controle em que se registra a entrada junto ao Guarda Parque, paga a entrada (60 soles para brasileiros) e, se quiser, eles carimbam seu passaporte.

      Capulyoc se localiza a 2.915 metros de altitude e é muito lindo, pois de um lado se abre um amplo vale em que se vislumbram as típicas plantações em terraços dos moradores locais e em frente se pode admirar um bonito grupo de nevados do complexo Salkantay “o Padreyok”.

       

       
      Cerca de 500 metros após o vilarejo de Capulyoc  é que inicia a descida, no “Camino de Herradura”, que desce em zig zag e já permite vislumbrar o Rio Apurimac, com suas águas muito verdes, no fundo do cânion. “Apurimac” em quechua significa “Deus que fala” em razão do rumor de suas corredeiras muito audível quando se começa a chegar mais perto do rio.
      Seguindo a descida, no KM 16 fica o acampamento Cocamasa que pode ser uma opção de estadia para quem inicia a caminhada no final da tarde. Mas nós seguimos a caminhada até o KM 19, ao acampamento Chikisca, que está localizado a 1.950 metros de altitude. Iniciamos a caminhada em Capulyoc cerca de 10:30 horas da manhã e chegamos em Chikisca perto das 13 horas. Caminhada tranquila, com muitas paradas para fotos, mas muito quente nesta época do ano (agosto) e com muita poeira.

      No acampamento, que é uma espécie de oásis verde, com muitas árvores frutíferas, como manga, abacate, limão, chirimóia e outras, e se destaca em meio à vegetação do vale muito mais seca nesta época do ano, nos refrescamos em uma ótima sombra e aguardamos o almoço, que foi preparado por moradores locais. Ali tem um pequeno mercadinho com itens básicos de higiene, bebidas e comidas.
      Como estava muito quente almoçamos e aguardamos até as 15 horas para retomar a caminhada.
      Dali se descemos em zig zag por mais 400 metros de desnível, cerca de uma hora de caminhada, até chegar a Playa Rosalina, as margens do Rio Apurimac, a 1.560 metros de altitude. Descemos até as margens do rio para molhar os pés em suas aguas geladas e ficamos curtindo o visual por cerca de uma hora.

       

       
       

       
      Reiniciando a caminhada, atravessamos a bonita ponte suspensa e iniciamos a subida pelo outro lado do vale, num interminável zig zag até o acampamento Santa Rosa,no KM 25,5 e a 2.115 metros de altitude.  Chegamos já quase escurecendo. Neste acampamento tem água, banheiros, banho frio, mercadinho básico, local para cozinhar e bonitos platôs de frente para o vale, onde se acampa.  Noite de lua quase cheia propiciando um vista espetacular do vale em frente.
      No segundo dia iniciamos a caminhada ainda no escuro,  cerca de 4 horas da madrugada, até o Caserio Marampata, no KM 28,5 a 2.910 metros de altitude. É uma subida bem puxada, com altimetria de cerca de 800 metros e na parte final já se sente um pouco os efeitos da altitude.

      Em Marampata, sentido o vento frio daquela altirude, tomamos nosso café a manhã preparado por uma moradora local e as 8 horas da manhã partimos para a parte final da caminhada até Choquequirao, no KM 36, a 3.033 metros de altitude.
      A partir de Marampata a trilha deixa de ser íngreme e vai alternando entre trechos com retas, subidas e descidas e, após 500 metros de caminhada já se começam a divisar terraços “pendurados” nas encostas e a choquequirao muito ao longe.
      Cerca de um quilometro antes de chegar às ruínas há um desvio para o camping Raqaypata, que também é uma boa opção de estadia.
      A chegada às ruínas já impressiona pela grandiosidade dos terraços com suas pedras extremamente bem alinhadas.
      Choquequirao trem 12 setores, nem todos reconstruídos / escavados:
      Praça principal – local onde o pessoal costuma para descansar;
      Colcas – onde eram armazenados produtos alimentícios e vestuário;
      Terraços ou “andenes” – onde eram realizadas as plantações, com destaque para o setor de “llamas” com seus 440 degraus;
      Habitações dos sacerdotes – localizada na parte alta;
      Cemitério inca
      Kallancas – edifícios retangulares que serviam como oficinas, centro administrativo, espaço para reuniãos, etc.
      Ushnu – plataforma  cerimonial no topo da colina.
      Chegamos às ruínas pelas 10 horas da manhã, não sem antes nos impressionarmos com dois setores de terraços já recuperados “pendurados” nos penhascos e visíveis de vários pontos do caminho.

       

      Chegando na Plaza Central descansamos alguns minutos na sombra de uma “arbol papel” ou polilépis, no meio de uma gramado muito verdinho curtindo o astral do local com apenas outros três turistas que estavam ali naquele momento.

       

       

      Depois, subimos por uma trilha a esquerda até o “Ushnu” ou platô cerimonial, de onde se tem uma bonita vista do cânion formado pelo Rio Apurimac, das ruínas e das montanhas nevadas, ou quatro “Apus” que cercam Choquequirao.

      Após, voltamos a Plaza Central e atravessamos para a parte de trás e seguimos a trilha que conduz ao setor de Llamas, numa descida com desnível de cerca de 200 metros até chegar a um mirante que permite ver este setor de frente. Na verdade o setor de “Llamas” se trata de terraços que “despencam” da montanha abaixo de forma quase vertiginosa, que tem em suas paredes de pedra incrustados desenhos de llamas em uma rocha branca, provavelmente quartizito branco.

       

      No retorno, ao invés de seguir a trilha, subimos a escadaria original, com infindáveis 440 degraus em meio aos terraços. Na parte alta dos terraços está incrustado desenho de a uma serpente.

       

      Após a cansativa subida retornamos a Plaza Mayor onde nosso cozinheiro nos esperava com uma marmita de almoço bem quentinho.  Sentamos no gramado em uma área um pouco mais afastada para almoçar e descansar / cochilar um pouco.


       
       
      Depois fomos visitar o setor de colcas e o da residência dos sacerdotes, bem como observar o sistema hidráulico do complexo.

       


                                                                                          
      Após as 16 horas iniciamos o retorno para o acampamento Marampata e na descida pudemos apreciar um lindo pôr do sol.

       

      Já no acampamento descobri que pagando 10 soles eu teria direito a um banho quente, em chuveiro a gás, o que vale ouro depois de tanta caminhada e do vento frio da noite.
      Tivemos outra noite fantástica, bem fria, mas agora com a lua um pouco mais cheia.
      No terceiro dia saímos cedinho, despencando cânion abaixo por cerca de 1400 metros de desnível. Após atravessar o Rio Apurimac reiniciamos a subida pelo outro lado e após 400 metros de desnível, chegamos em ChiKisca já com muito calor. Aguardamos o almoço e esperamos por bastante tempo, até as 15 horas, para reiniciar a caminhada, pois fazia muito calor.
       

       

       

      Chegamos ao final da tarde em Capulyoc. O acampamento fica num lugar sensacional, um platô com vista privilegiada do vale e dos nevados em frente. Consegui um banho quentinho, a 10 soles, num sistema de água aquecida no fogo.
      O jantar foi oferecido pelos donos do acampamento e a noite estava belíssima com a lua cheia e o visual montanhoso completamente iluminado.
       

       

       

       

      No quarto dia pudemos dormir um pouco mais e após o café da manhã, também oferecido pelos anfritriões, ficamos curtindo o visual em uma sacadinha de frente para as montanhas enquanto aguardamos o nosso transporte de retorno que chegou as 10 horas da manhã. E levou quase cinco horas para chegar em Cusco.
       

       

       
      Eu realizei o passeio com a agência Qorianka Tour – 084 505959, cel: +51 974-978771 e +51 974-739305 ou contato direto com Renato no watts +51 986-960796 e paguei USD 230,00 com tudo incluído (transporte de ida e volta a Cusco, alimentação, guia, mulas para levar equipamentos comuns e mais cinco quilos de bagagem individual, acampamento em barraca com isolante). Não incluído o saco de dormir, café da manhã do primeiro dia, almoço do último dia e bebidas adquiridas nos acampamentos. Recomendo ainda: Soncco Tours, com Evelin +51 964-289453 (USD 245,00) e Inkapal, com Rubens, +51 931-325 810 (USD 280,00), ambas ótimas agências que me atenderam super bem em outros roteiros.
      Querendo contratar direto se pode fazer contato com Choquequirao Wasi (tem página do facebook), watts app: +51 974-555258.
      Quando estive lá os valores eram os seguintes: 50 soles por dia para o cavalo; 50 soles por dia para o “ariero” (condutor do cavalo ou mula);10 soles por acampamento;  de 30 a 40 soles pra retorno a Cusco nas vans que trazem os turistas das agências (sempre tem lugar) ou 60 soles em transporte local (táxi) até ramal de onde se pode pegar o ônibus para Cusco por cerca de 10 soles. A única coisa que não consegui verificar é como conseguir um transporte de van privado a partir de Cusco, mas o pessoal da Choquequirao Wasi deve ter essa informação.
      Se for de ônibus tem que pegar ônibus para Abancay e depois para Ramal e de lá conseguir transporte para Cachora  ou Capuliok.
      Ou seja: é um trajeto que pode ser feito de várias maneiras. Com agência contratada em Cusco, se tem menos preocupações e está tudo incluído. Contratando cavalo/mula e ariero local é mais em conta e se privilegia a distribuição de renda aos efetivos moradores da região.
      Fazendo 100% solo é bem mais barato, mas é preciso atentar para o preparo físico, pois o desnível do percurso é de mais de 1500 metros, o que torna a caminhada bem pesada. Mas a distribuição dos acampamentos também permite fazer o caminho com mais calma, utilizando mais dias.
      Recomendações: tome muita água, pois o clima é muito seco e quente e procure organizar a caminhada para não estar na trilha nos horários mais quentes do dia. Os acampamentos de altitude (primeiro e último dia) são bem frios, então leve uma roupa bem quente.
      Observação: A partir de Cachora é possível fazer o Trekking até Machupichu. Ou seja, você vai até Choquequirao e não volta, mas segue até Santa Tereza / hidroelétrica e de lá pelo trilhos do trem até Águas Calientes. Me pareceu um maravilhoso passeio, mas leva de 07 a 08 dias e requer um bom planejamento, pois se precisa mais comida e não tenho informação acerca de possibilidades de comprar no caminho entre Choquequirao e Santa Tereza.

       
       
       
       
       
       
       
       



    • Por Renato37
      Travessia feita entre dias 24 e 25.08.2019.
      Todos as fotos estão em: https://photos.app.goo.gl/66XjHffMpRPdHuqA8
      - Introdução -

      Tempos atrás, tinha ouvido falar que na região de Jundiai tinha a Serra do Japi que outrora cheguei a tentar uma investida, mas sem sucesso. Isso pq é proibido o acesso as trilhas em boa parte da Serra. Mas nunca imaginei que na cidade vizinha, Varzea Paulista, houvesse uma simpática serra com um belo visual e 3 picos com facil acesso e sem restrições.

      Um amigo me falou de uma  tal Serra da Mursa e como chegar lá. E é claro que fui conhecer em um reles batevolta sem muita pretenção de ver algo lá "grande coisa". Mas acabei me surpreendendo e depois de conhecer um dos seus acessos principais por Varzea Paulista, fico sabendo que há outros acessos e até de uma travessia, a tal travessia do Mursa. E curioso como eu sou, planejo a logística e retorno novamente a Serra do Mursa, mas dessa vez para fazer uma travessia, entrando por um lado e saindo pelo outro.
       
      1ºdia - Da Estação de Botujuru ao topo do Mursa

      Passava das 11 da manhã qdo saltei do trem na Estação de Botujuru da linha 7 da CPTM em companhia do Marcio, Paola, Felipe e Adriano e lá ainda esperaríamos a Suzana e o Diogo que não haviam chegado ainda. A pacata estação, localizada em um bairro de Campo Limpo Paulista, mas parecia uma estação fantasma. O Sol tentava aparecer timido entre muitas nuvens, mas o vento gelado e o friozinho da manhã insistiam em permanecer no comando.
      15 minutos depois, Suzana e Diogo chegaram e com toda a trupe reunida, saimos da estação e fomos para uma lanchonete em frente fazer um rapido café da manhã reforçado.


      Estação Botujuru
      Saciados, as 11:40hs, demos inicio enfim a travessia em direção a Serra da Mursa, descendo a ladeira da rua a esquerda que fica em frente a estação até chegarmos ao inicio da "Estrada do Botujuru". Nela, seguimos até o trecho onde acaba a parte asfaltada e começa a de terra. Bem no inicio da estrada de terra, chegamos a uma bifurcação, onde abandonamos a estrada principal em favor de estrada a direita que vai no sentido desejado e inicia uma forte subida morro acima. E dá-lhe pirambeira!!!

      Chegando ao final do trecho asfaltado


      Trecho inicial da estrada de terra bem íngreme
      As casas do pequeno bairro de Botujuru e o movimento constante dos carros vão ficando para trás, dando lugar a calmaria e ao silêncio da pacata estradinha, para alivio de todos. Durante a caminhada, alguns poucos carros passavam pela gente, nos fazendo comer poeira. Na paisagem, só se via pequenos sítios e chácaras. Ao passar ao lado de uma delas, um cãozinho solitário late a nossa passagem.
      A Estrada segue alternando entre subidas e trechos planos com o sol castigando a todo momento. Olhava para a galera e as vezes perguntava como estavam e a expressão era de bufadas e mais bufadas, por causa das subidas constantes. A região é cheia de morros e já tínhamos a visão de todo o entorno, com a estação de trem e o pequeno bairro de Botujuru ficando cada vez mais para trás.
      30 minutos de caminhada desde a Estação, chegamos ao alto de um morro e a subida dá uma trégua. A partir de agora, passamos a caminhar em meio a várias arvores de eucaliptos em meio a sombra, com o sol dando uma aliviada.

      Trecho mais plano com sombra
      Ignoramos 2 bifurcações a esquerda e só viramos na 3ºbifurcação, que fica praticamente no alto do morro, depois de já ter subido tudo que já tinha que subir. O caminho a seguir é em direção a Rodovia SP-354 pela "Estrada do Moinho". Se caso tiver dúvidas qto ao caminho, pergunte a moradores dos sítios do entorno o caminho para chegar a rodovia que não tem erro.
      Mais 30 minutos e chegamos ao ponto mais alto do morro, onde já é possível avistar a Serra da Mursa com suas cristas bem imponente a sua frente. A partir desse ponto, a estada de terra que antes só subia, inicia uma longa descida pirambeira até chegar a Rodovia.
      Pouco antes das 13:00hs, terminamos a descida e chegamos enfim na SP-354, onde o caminho a seguir é virar para a esquerda. Seguimos por cerca de 1,5 km e ao passarmos por uma placa marcando Km 51, andamos mais por mais uns 10 minutos até chegarmos a um trecho plano da rodovia e lá, se avista outra placa amarela do lado direito, que é a referência que a trilha está próxima. A entrada da trilha fica a uns 50 metros a direita ANTES dessa placa em meio a um capinzal fora de contexto. É preciso olhar bem, já que a entrada é meio discreta.

      No ponto mais alto dos morros, a Serra do Mursa fica visível a maior parte do tempo

      Trecho de caminhada final pela SP 354
      Enfim, após quase 2 horas de caminhada desde a Estação, finalmente chegamos ao inicio da trilha, para a alegria de todos.
      Esse trecho inicial segue quase que em nível, sem grandes dificuldades. Ela dá uma longa volta pelo sopé da Serra do Mursa antes de começar a subir e logo em seguida, inicia-se os primeiros trechos de subida, mas dando algumas voltas afim de reduzir o desnível para quem sobe.
      A medida que vamos avançando pela trilha, os sons dos carros vão ficando para trás, dando lugar ao silêncio e a calmaria da mata fechada, para a alegria de todos que não viam a hora de chegar lá no topo. 15 minutos desde a rodovia, resolvo fazer um pit stop em um descampado no meio da trilha afim de molhar a goela seca e forrar o estômago, após 2 horas de caminhada desde a estação.

      Trecho inicial da trilha bem tranquila
      Descansados e revigorados, retomamos a caminhada, e mais trechos de subidas a frente. Vamos ganhando altitude rapidamente e a trilha vai dando voltas no vale para diminuir o desnível da subida. O suor começa a escorrer do rosto de cada um, mas não demora muito e logo emergimos no trecho de capim ralo e exposto do Mursa, sinal que estávamos nos aproximando do trecho final e mais aberto da trilha. Aqui, nos presenteamos com todo o visual do entorno, deixando em euforia a turma da primeira vez. A partir desse ponto, a antena de um dos 3 picos do Mursa, fica bem visível a nossa frente.
      As 14:00hs, alcançamos o trecho final, onde a trilha termina em uma estrada de terra concretada e o restante da subida agora segue por essa estrada. O trecho de subida final acaba se revelando uma pirambeira daquelas e por isso, acabo parando pelo menos 2 vezes para retomar o fôlego. Felizmente o trecho não dura muito tempo e logo chego ao topo, para o merecido descanso. Em seguida, chega a Susana e os demais. Já no topo, não vimos ninguém em praticamente toda a extensão.

      Trecho final da subida pela estradinha concretada
      Com toda a trupe reunida, damos um tempo aqui, enquanto alguns se fartavam de clicks de 1ºvez. Depois, partimos para o trecho final da travessia, que é a caminhada pela crista do Mursa até a outra ponta, onde estão localizados os descampados protegidos dos ventos. Atravessamos o primeiro vale e após um pequeno trecho de subida com uma leve escalaminhada, chegamos ao ponto mais alto do Mursa, com 1.080 metros de altitude onde fizemos mais um pit-stop para clicks e apreciação da paisagem de 360 graus. Daqui, é possível ver até o Pico do Jaraguá, a serra da Cantareira, as cidades de Jundiaí, Campo Limpo Paulista e várias outras no entorno. É um belo visual.

      Caminhando pela crista
      Aqui encontro vestígios de acampamento, o que mostra que muita gente acampa aqui por ser o ponto mais alto dos 3 picos do Mursa. Mas como o local é exposto aos ventos, acho arriscado acampar aqui e por isso vou para outro ponto com descampados protegidos dos fortes ventos na outra extremidade e perto do primeiro pico. Ele não é longe e leva-se em torno de 15 minutos até lá. Não havia ninguém no local e é claro que fomos donos absolutos do lugar.

      Enfim, o merecido descanso 🤗

      O belíssimo pôr-do-sol do topo do Mursa
      Após cada um montar seus respectivos aposentos, aproveitamos para fazer um rápido desjejum e depois fomos a um dos picos para ver o pôr-do-sol.
      Após ver o Astro-rei repousar no horizonte, voltamos para as barracas e preparamos nossa janta, que foi arroz, feijão e picadinho de bife em pedaços, uma delícia!
      O Marcio preparou um chá que foi ótimo para reidratar e esquentar o corpo e ficamos só de boa jogando conversa fora!
      A temperatura diminuiu bastante a noite e com os ventos gelados, nem fiquei muito tempo fora da barraca e logo fui dormir.
      ___________________
      2ºdia - Dos descampados do Mursa a Estação Varzea Paulista

      Nascer do sol

      Cidade de Jundiaí vista do topo do Mursa
      O domingo amanheceu com um pouco de névoa e sem vestígio de nuvem alguma. A temperatura estava em torno de 07ºC e só se ouvia os ventos batendo forte nas copas das arvores. O Silêncio imperava no local e só alguns corajosos como eu, o Marcio, Felipe, Paola e o Adriano saímos para ver o nascer do sol.
      Depois retornamos e preparamos nosso café da manhã que foi com pão de leite e café quentinho para espantar o frio. Depois, começamos a desmontar as barracas e ficamos esperando os demais.
      Barraca desmontada e mochila nas costas, as 9:00hs, iniciamos a caminhada de descida pelo lado oposto do Mursa no lado de Varzea Paulista. A descida foi tranquila e de volta a estradinha de terra, caminhamos por cerca de uma hora até chegarmos ao trecho de asfalto. As 11:00hs, chegamos à uma lanchonete, onde fizemos uma parada para um lanche reforçado, antes de pegarmos o trem de volta para SP.
      Cheguei em casa pouco antes das 14:00hs um pouco cansado como de praxe, mas feliz.
      _________________
      DICAS:
      --> A Serra do Mursa possui vários acessos e é possível acessa-la tanto pela Estação de Várzea Paulista, qto por Boturuju. Em ambas, a distancia média é de 1 a 2 horas de caminhada da Estação a trilha mais próxima, dependendo do acesso.
      --> Não há água em nenhum ponto da trilha e no topo. Por isso, traga toda a água que for precisar de casa ou encha os garrafas em algum dos sítios do entorno, ANTES de adentrar a trilha. Recomendo iniciar a trilha com pelo menos 2 a 3 litros, caso contrário, corre o risco de ficar sem água. Utilize aquelas garrafas PET.

      --> O tempo médio de subida na trilha varia do acesso escolhido. Do acesso via Botujuru, a subida da trilha é tranquila e levamos pouco mais de 40 minutos da Rodovia até o topo.
      --> Não há áreas de sombra em toda a extensão do topo, por isso protetor solar e um boné são itens indispensáveis para proteger do sol forte.
      --> Não existem linhas de ônibus que partem da estação até a entrada de qualquer um dos acessos, mas por Varzea Paulista, é possível ir de Uber até a entrada de uma das trilhas, a mais longa. Mas só se o motorista ou você já souberem o caminho.
      --> Por Botujuru, a caminhada (quilometragem) é menor, mas só da para ir a pé. Não existem linhas de ônibus e não acredito que Uber leve por estradas de terra.
      --> Se for acampar e não tiver uma barraca apropriada para ventos, acampe nos descampados protegidos que ficam na ponta do Mursa, no ponto onde há várias arvores no topo. Há uma bifurcação que sai do topo e leva até os descampados. É um local bem amplo e que cabe várias barracas do tipo "iglu"

      --> Por Varzea Paulista, há 2 acessos. Um mais longo e íngreme, que deixa no pico mais alto do Mursa e que tem água bem no comecinho da trilha, mas é o acesso mais distante da Estação, com cerca de 7km de caminhada até lá e é tb a trilha mais longa...

      --> Para acessar a trilha que sobe o Mursa pela Estação Botujuru, deve-se descer pela estrada do Botujuru pelo lado esquerdo da Estação até chegar ao fim do Asfalto. Logo que começar a estrada de terra, vire a direita na estrada que sobe morro acima. Na duvida, pergunte a moradores dos sítios do entorno de como chegar a Rodovia SP 354.

      --> Assim que se chega na SP 354, deve-se virar à esquerda e seguir por cerca de 1,5km até chegar a um trecho reto da rodovia. Qdo ver uma placa amarela do outro lado da rodovia, é sinal que está bem próximo a entrada da trilha. A mesma começa a uns 100 metros antes da placa, em um capinzal amarelo. Uma vez adentrado a trilha, é só seguir reto nela até o fim. Não tem erro.
      --> Não gravei tracklog, pois há vários tracklogs disponíveis dessas trilhas no Wikilog e em outros.

      É isso 🤗
       

       


       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por rafacarvalho33
      A região do Complexo do Baú é uma das mais conhecidas de toda Serra da Mantiqueira, situada próximo a Campos de Jordão e São Bento do Sapucaí. A região atrai milhares de turistas ao ano, que procuram desde o turismo convencional até ao turismo de aventura. 
       
      O Complexo do Baú é uma grande formação de rochas de 360 m de altura, 540 m de comprimento, com encostas de até 180 m de altura. Ele é formando por três montanhas: a Pedra do Baú (1.950 m), A pedra do Bauzinho (1.760 m) e  a pedra da Ana Chata (1.670 m). 
       
       
       A Pedra do Baú no centro, ao lado esquerdo da foto, atrás do ramo de folha, o Bauzinho
       
      O trajeto até a pedra do Bauzinho pode ser realizada de carro e tem uma linda visão para a Pedra do Baú. Já o trajeto da Pedra do Baú e para a pedra da  Ana Chata só por trilha, que podem levar de 03 a 06 horas dependendo do ritmo de cada um, a nota especial é que na Pedra do Baú você tem que encarar 600 grampos. (recomendado fazer com um guia e equipamentos de segurança). 
       
      O desafio da Pedra do Baú é encarar a altura e os famosos grampos. Os grampos são totalmente seguros, instalados na pedra desde os anos 40.
       
      Muitas pessoas contratam guia com os devidos equipamentos de segurança, mas existe a possibilidade de você fazer por conta própria, não tem muito erro, é só você ir com calma, de grampo em grampo sempre mantendo 03 pontos de apoio fixo.
       
       São 600 grampos ate o topo da Pedra do Baú
       
       
       
      - Como chegar
       
      Usando o Waze ou Google Maps coloque a localização Restaurante Pedra do Baú, de São Paulo dá em torno de 200 km. O local é bem estruturado, oferecendo estacionamento, banheiro, restaurante, hospedagem e dá acesso à trilha Pedra do Baú e da Ana Chata.
       
      A diária do estacionamento custa R$20,00 e o uso dos banheiros esta incluso nisso.
       
      A trilha tem em torno de 05 a 06 km, sendo 1,5 km  de seu trajeto de subida, depois mais 600 grampos ate o topo da Pedra do Baú, então as pernas acabam ficando doloridas no retorno. Para se ter uma ideia, fiquei mais cansado nessa do que na de 25 km que fiz pela região de Biritiba Mirim.
       
       
       Bauzinho ao fundo
       
       
      A trilha é bem demarcada, com totens indicando a distância que falta até o inicio dos grampos. Quando chegar ao inicio dos grampos, terá um responsável controlando o acesso, caso você não opte fazer a subida com algum guia, será necessário assinar um termo de responsabilidade. 
       
      Nesse mesmo ponto você verá o acesso para a trilha da Ana Chata.
       
      A subida pela FACE SUL da Pedra do Baú esta INTERDITADO, houve um deslizamento de pedra que acabou arrancando 03 grampos, porém mesmo sem eles, as pessoas estavam se arriscando com cordas para pular a parte sem grampos, os responsáveis do parque acabaram tirando mais alguns grampos tanto no meio como no começo para que nem com corda fosse possível.
       
      Tudo isso foi feito pela sua segurança, a face Sul não é tão firme quanto a Face Norte. Logo evite. 
       
       
       Visão da Serra da Mantiqueira
       
       
      Como o mesmo lugar para subir é a mesma via para descer e não cabem 02 pessoas no meu grampo, ai você pensa "e como faz com o congestionamento de pessoas?" Bem, o Parque disponibiliza 04 funcionários que ficam um no começo, dois no meio e um no fim, controlando o transito de pessoas, isso ajuda muito. 
       
      A Pedra do Baú é muito bem cuidada, não há lixo na trilha, é bem demarcada, gostei muito de conhecer a região, os grampos são firmes e estão em um espaço muito confortável entre um e outro, assim não dificultando para quem tem a perna curta.

      O medo sempre ira surgir, mas qual seria a graça da vida se a gente não encarar nossos medos né? 
       
      O que posso recomendar é pensar em um degrau por vez, devagar, sem pressa e sempre da forma mais segura possível, caso tenha muito medo ainda, é possível contratar guias locais que vão te acompanhar e irão fornecer os equipamentos de segurança.
       
       
      - Dicas
       
      Leve:
       
      2 Litros de água no mínimo.
      Lanche e frutas
      Boné e lanterna
      Óculos
      Protetor solar
      Blusa de Frio ou corta vento
      Protetor Labial
      Um calçado adequado para a trilha
      Sempre deixe avisado para familiares para onde você esta indo
      Planeje a trilha antes de fazê-la pela primeira vez, saiba o que você ira enfrentar durante o dia.
       
       
       
       
      Melhor época é sempre no outono/inverno, época que dificilmente terá incidência de raios e trovões, e muito menos chuva, mas sempre fique atento a meteorologia do dia.

       
      Não se esqueça de sempre trazer seu lixo de volta, ajude a cuidar e preservar a natureza.

       
      Espero que tenham gostado do relato, para qualquer dúvida só mandar mensagem pelas minhas rede sociais, estou presente no Instagram no rafacarvalho33 e no Facebook no Follow The Portuga.
       
       
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    • Por janicehartmann
      O Ausangate é a montanha mais alta da Cordilheira Vilcanota, com 6.384 metros de altura, faz parte dos Andes Peruano,  Região de Cusco.  Existem várias possibilidades de trekkings na região, mas o mais tradicional é o que da a volta no Ausangate, levando em média de 04 a 08 dias, dependendo do tempo disponível e o que se quer conhecer. Depois de conhecer vários circuitos de caminhada no Peru chegou a vez de conhecer este lugar mágico.
      Realizei a viagem no início de agosto de 2019, na melhor época para conhecer a região, pois embora frio, não tem chuvas. O trekking pode ser realizado entre maio e outubro e é considerado de moderado a difícil por conta da altitude, pois se está praticamente todo tempo acima dos 4.500 metros de altitude.
      Depois de muito pesquisar na internet, decidi contratar uma agência somente em Cusco, o que se revelou uma boa decisão. Acabei fechando o passeio de 5 dias e 4 noites com a Sonnco Tours.
      1º Dia
      No dia programado um representante da agência veio nos buscar no Hostel, às 08:30  horas da manhã,  e nos acompanhou até o terminal de ônibus del Corredor. Tomamos um ônibus da empresa Saywas com destino ao povoado de Tinky, em Ocongate. A viagem dura 3:30 horas e tem ônibus de 30 em 30 minutos, entre as 9:00 e 18:00 horas.
      A estrada até lá é a Interoceânica Sur que chega até Rio Branco, no Brasil. O caminho passa pelo “Vale Sagrado Sur” e por Urcos. Depois de Urcos a estrada vai subindo em caracóis até o Passo ou “Abra Cuyuni” a 4.185 metros de altitude. A partir daí já se pode vislumbrar o majestoso complexo do Ausangate e já dá uma emoção sentir que logo mais estaremos caminhando por entre seus vales.
      Chegamos em Tinky, a 3.850 metros de altitude, as 12:30 da manhã. Descemos em frente ao Mercado Público do povoado onde nos aguardava nosso simpático guia local Felipe.
      Tinky é um pequeno vilarejo, bastante simples, que recentemente tem recebido alguma projeção turística por conta dos viajantes que querem fazer o Trekking do Ausangate, mais recentemente um passeio menos pesado, de um dia apenas, que é o das “Siete Lagunas do Ausangate”.
      Felipe nos levou para almoçar e depois fomos a um mercadinho onde ele comprou os mantimentos para a travessia, nos permitindo escolher o cardápio, inclusive frutas e verduras.

      Seguimos caminhando por cerca de três horas até a cada de Felipe, em Upis, montanha acima superando um desnível de cerca de 400 metros. Neste trecho se vislumbra sempre o Ausangate (masculino) à esquerda e Cayangate (feminino) à direita, por um caminho de terra batida usada pelos moradores locais, passando pelas propriedades com suas casinhas sempre de adobe, alpacas e alguns cavalos, e campos sendo preparados para a plantação de papas (batatas) e capim verde amarelado nesta época do ano, pois já está tudo bem seco.
      É nesta parte do caminho que se passa no Posto de controle e paga a entrada de 10 soles.

       

      Felipe tem uma casinha onde, no segundo andar, aloja os turistas (4 camas) com um bonito visual do Vale e das montanhas Ausangate e Cayangate (ou Callangate). O lugar é um pouco empoeirado, mas bem quentinho. Logo em frente há outra construção que é a cozinha, construída em adobe chão de terra batida. A família morra no outro extremo do terreno.
      Um pouco depois de chegarmos percebi que estávamos sendo espiados por quatro pares de olhinhos tímidos, mas curiosos. Eram as filhas de Felipe. Com jeitinho puxei conversa com elas e aos poucos elas foram ficando mais confiantes e, em meio a risadinhas, iam responde às minhas perguntas. A mais velha tem 12 anos e, a mais pequena, cerca de seis anos. Todas vão à escola e Felipe quer que elas sigam estudando após terminar o que seria o equivalente ao primeiro grau.

      Ali tivemos o mais bonito pôr do sol a iluminar o Ausangate de frente, em lindos tons amarelo alaranjados.

      A noite foi bem fria, mas iluminada por uma lua fantástica, quase cheia. Embora tivesse vontade de ficar na rua admirando aquele espetáculo, não fiquei muito tempo, pois estava muito frio. A estreia de Felipe como cozinheiro foi satisfatória. Preparou uma sopa de verduras, arroz, papas fritas e frango.
      2º Dia
      Levantamos às 6:30 horas da manhã com o sol já despontando no horizonte e nos deparamos com uma forte “helada” (geada). Felipe preparou o café da manhã e depois organizou tudo nos cavalos.
      Iniciamos a caminha perto das 08:30 da manhã, ainda com a geada e todos os pontos de água não corrente congelados. Seguimos ainda por algum tempo seguindo a estradinha de terra (poeirenta) e depois passamos para uma trilha.




      Depois de cerca de duas horas, sempre subindo, chegamos a uma bonita “Pampa” (em quechua significa região plano), literalmente aos pés da montanha, com alguns moradores e muitas alpacas, ainda em Upis, a 4.400 metros de altitude.  É neste local que costuma ser o acampamento para quem não fica na casa dos guias. Ali tem uma fonte de águas termais, mas não tem sido usada turisticamente, pois seguindo Felipe não é constante.  Reiniciamos a subida, não tão íngreme, mas incessante, por quase duas horas, com o Ausangate e seus glaciares, sempre à esquerda até o Passo Arapa, a 4.780 metros de altitude.


      A
      A partir do Passo Arapa, caminhamos por cerca de meia hora na parte alta, por um visual quase lunar, sem praticamente nenhuma vegetação, apenas areia e pedras.  Depois começados a descer, por cerca de uma hora, até o vale Huayna Ausangate e um pouco antes de chegar a Lagoa Hucchuy Puccacocha paramos para o almoço.
       

      Ali deliberamos que deixaríamos de lado o Vinicunca, que pretendíamos “atacar” na madrugada do dia seguinte, pois estávamos sentindo a altitude e a inclusão do Vinicunca tornaria o dia seguinte pesado demais.
      Após a “sesta” de meia horinha seguimos a caminhada passando pelas lagunas Hucchuy Puccacocha, Hatum Pucaccocha e Comerocconha, sempre com o Ausangate à esquerda. Foi um caminho lindo, com tempo perfeito, casinhas de adobe dos moradores locais, que se ficam nesta região somente durante esta época do ano, para cuidar dos rebanhos de alpacas. Neste trecho visualizamos dois acampamentos, geralmente utilizados por quem pretende ir ao Vinicunca no dia seguinte.  Um fica à direita, na base do Ausangate, bem pertinho das lagunas e outro o acampamento Sorinama, fica em frente à montanha do mesmo nome, à direita do caminho,  mas seguimos sempre subindo até o Passo Ausangate, a cerca de 4.800 metros de altitude, onde chegamos já com os últimos raios de sol.




      A partir do passo se desce quase vertiginosamente em zig zag até o acampamento da Laguna Ausangatecocha, em um desnível de cerca 250 metros. Chegamos ao acampamento já ao escurecer e com a lua despontando no horizonte. Este acampamento está localizado bem pertinho da Laguna Ausangatecocha, que fica em frente a um enorme glaciar. Conta com bons banheiros e lugar para lavar roupa e louça. O vento estava bem gelado, mas a noite com lua cheia estava divina. Felipe falou que o vento iria parar pelas 22 horas e acertou. Não sei a temperatura, mas foi uma noite muito fria.

      3º Dia
      Novamente o dia amanheceu com “helada”. Levantamos com o despontar do sol e logo após o café da manhã fui dar uma espiada na Laguna Ausangatecocha bem de pertinho. Suas águas são muito verdes e cristalinas, resultado do degelo do glaciar logo em frente. Segundo Felipe há 12 anos, quando começou a ser guia na região, não havia a laguna ali, o que demonstra que o glaciar está perdendo espaço.

       

      Após conhecer a laguna de pertinho iniciei a subida um pouco antes dos outros, pois estava caminhando mais devagar, por causa da altitude. Nesta parte do caminho se sobre SEMPRE, com muitos zig zags de 4.650 metros de altitude até chegar em 5.200 metros de altitude, no Passo Palomani. É considerada a parte da mais difícil do caminho, por motivos óbvios. Mas, fazendo o caminho com calma, com direito a muitas fotos do “Valle Rojo” (vale vermelho), se vence sem grande sacrifício.
      A chegada ao Passo é bem bacana, pois a vista para os vales, dos dois lados, é muito bonita e, além disso, de um lado há uma pequena lomba, que parece um mini vinicunca, com suas areias coloridas, e do outro está a encosta de um glaciar. Certamente este passo é um dos pontos altos da caminhada. Ficamos ali bastante tempo apreciando a paisagem única.



      Reiniciamos a descida e cerca de 20 minutos depois começados a enxergar uma pequena laguna de laranja avermelhadas, aos pés do glaciar, à esquerda, que segundo Felipe, existe apenas a cerca de quatro anos.  Mais a frente, se vislumbra um bonito trecho da montanha vermelho arroxeada.

      Seguimos sempre descendo até uma pampa muito bonita com visual espetacular daquele setor do Ausangate.

      Descemos mais um pouco e chegamos a outra pampa, bem mais ampla (Vale de Chilca), onde em frente a uma “loma” de pedras muito rosas, Felipe preparou nosso almoço.

      Após o almoço, seguimos adentrando o vale, sempre à esquerda e, depois de uma subida não muito íngreme, chegamos a Huchui Phinaya a cerca de 4.650 metros de altitude. Lugar muito lindo com um rio muito azul serpenteando o vale com rebanhos de alpacas, com o Puca Punta e seus dois picos ao fundo.
      O acampamento fica no extremo da pampa, do lado esquerdo, e dispõem de banheiros, pias e tanques, como o do dia anterior. Neste dia chegamos cedinho e pudemos apreciar o pôr do sol. Porém, para o lado do Santa Catalina estava bem nublado e tivemos o interessante efeito de estar vendo os raios do iluminando o Puca Punta em frente  enquanto caiam flocos de neve sobre o acampamento e estar bem escuro na montanha às nossas costas. Mas a neve não durou muito e noite foi de lua cheia.Neste acampamento tivemos o prazer de encontrar um valoroso casal de brasileiros, de Passo Fundo, que estava fazendo o trekking de forma totalmente independente.



      4º Dia
      Levantamos com o despontar do sol, como nos outros dias, e logo depois do café da manhã retomei a caminhada. O caminho segue pelo Vale em frente, sempre à esquerda, contornando o Santa Catalina e o Puca Punta à direita.  Estava muito frio, com os pequenos riachinhos estavam congelados, e até mesmo as margens do rio.

      A subida não é muito íngreme, mas intermitente até o Passo Jampa ou “Abra Qqampa”, a cerca de 5100 metros de altitude. É uma região que se destaca pelo colorida das rochas, com destaque para os quartizitos de cor rosa, vermelho e verde. A localização do passo é interessante, pois está de frente ao Nevando Jampa, que lhe dá o nome, e muito pertinho dos glaciares.

      Reiniciamosa descida em um trilha bem estreita e pedregosa, avistando ao longe três lagunas Alcacocha . Depois de cerca de uma hora de caminhada há uma bifurcação com uma placa e se pega a trilha da esquerda (Jhampa). Neste ponto perdido no meio do nada, haviam três senhoras vendendo bonitos artesanatos de alpaca. Não resisti e tive que comprar.

      Um pouco depois da bifurcação fica o acampamento Paschapata. Após caminhar por mais alguns minutos passamos a avistar uma pampa e várias bonitas lagunas de águas muito lindas, sendo a maior e de águas mais claras a Laguna Pucacocha. Este trecho é conhecido como Siete Lagunas do Ausangate e tem passeios de um ou dois dia saindo de Cusco para a região.


      Ai fica o acampamento Pucacocha embora não fosse nosso destino do dia, me deu muita vontade de acampar ali, pois o visual das lagoas é fantástico. Neste dia tive o prazer de almoçar de frente ao pico do Ausangate. Privilégio para poucos e que faz valer muito a pena a caminhada.

      Neste setor tem sete lagunas e uma das que mais impressiona é a Laguna Azulcocha, pequena, mas profunda e com águas de um azul surpreendente.

      Após atravessar a pampa segue a descida para Pachamta, localizada a 4.300 metros de altitude. Chegamos perto das 17 horas e nos instalamos em um hostel, da familiares do Felipe, bem em frente as termas, pagando 10 soles por pessoa. É bem simples, mas de acordo com o que se encontra na região. Ficamos no segundo andar, com vista para as termas e o Ausangate.

      Fomos nos banhar nas termas já com o sol se pondo, pagando 5 soles.  Fiquei até escurecer alternando entre a piscina de água super quente, direto da fonte, e a de água morninha resultante da mistura com água fria. A parte ruim que para tomar banho com sabonete e lavar o cabelo com shampoo você tem usar uma ducha que fica 100% ao ar livre. Como estava noite e muito frio amarelei e não lavei os cabelos. A estrutura é super básica, mas o visual é fantástico. Sai da piscina direto para o hostel e me troquei no quarto.Depois descemos para o primeiro andar onde Felipe preparou nosso ultimo jantar.
      5º Dia
      Levantei cedinho e meu companheiro de caminhada já estava na piscina esperando o sol nascer. Não me animei, pois estava bem frio e esperei o café da manhã, que neste dia consistia de panquecas feitas na hora, com doce de leite. O trajeto do último dia é bem mais tranquilo, pois se segue sempre por uma estradinha de terra, passando por diversos pequenos povoados, até chegar em Tinki.

      Como era bem cedinho passei por diversas crianças indo para a escola e camponeses trabalhando nas plantações de papas ou lindando com alpacas. Já mais perto de Tinki aparece um outro carro, o que levanta muita poeira da estrada. Chegamos em Tinki peças 10:30 da manhã e após nos despedirmos de Felipe tomamos o ônibus das 11 horas com destino a Cusco, onde chegamos perto das 15 horas.
      Contratei o passeio com a Soncco Tours, por USD 230,00, incluindo passagem de ida e volta, refeições, guia/cozinheiro/arriero (Felipe), barracas, cavalo para equipamentos comuns e mais 5 quilos de bagagem individual. Não incluído o saco de dormir, café da manhã do primeiro dia, almoço do último dia.
      Custos extras: 10 soles na entrada, 10 soles acampamento Ausangatecocha, 10 soles acampamento Huchuy Pinaya, 10 soles hostel em Pachanta e 5 soles nas termas de Pachanta.
      Eu realizei o passeio com a agência Soncco Tours, com Evelin +51 964-289453, por USD 230,00 (base duas pessoas). Recomento ainda a Qorianka Tour +51 974-739305 ou direto com Renato no watts +51 986-960796 e  Inkapal, com Rubens, +51 931-325 810 (USD 280,00), ambas ótimas agências que me atenderam super bem em outros roteiros, porém com preços mais salgados(em torno de USD 350 a  USD 400,00).
      Mas deixo a super recomendação de contratar direto o nosso excelente e muito confiável guia Felipe, watts +51 974 513-747, que cobra somente 480,00 soles por pessoa (base duas pessoas) e foi quem fez tudo em realidade. Somente será necessário comprar a passagem em Cusco e encontrá-lo no dia e horário combinado em Tinki. Além de ser mais barato é uma forma de remunerar melhor e diretamente os moradores locais.
      Outro guia muito prestigiado na região é o Cirilo watts +51 941 005 350. Cheguei a contá-lo, mas ele já estaca com saídas agendadas para o mesmo período.
      Para quem faz questão de conhecer o Vinicunca tem uma opção que achei interessante, que a faz o caminho no sentido contrário: Tinki- Pachanta,  Pachanta - Hunuy Pinaya,  Hunuy Pinaya –Ausangatecocha, Ausangatecocha - Ananta (Lagunas coloridas), no último dia Ananta a Montanha Siete Colores / Vinicunca e retorno a Cusco desde o vilarejo de Pitumarca – Checacupe.  O Renato da Qorianca Tours me ofereceu esse passeio por USD 380,00.
      Dicas: Verifique antes a qualidade da barraca e isolante oferecidos e do saco de dormir, acaso vá alugar.  Em geral o equipamento é por conta do guia local e como é uma região bem pobre, pode deixar muito a desejar. Se tiver equipamento próprio que vale a pena levar o seu.
      - atentar que por causa da altitude as noites são bem frias. Eu fui com meu saco de dormir ­ -7 º conforto e mais um cobertor fininho, tipo liner e ia dormir com as roupas polartek da Solo e não passei frio, apesar das noites bastante frias;
      - protetor solar e manteiga de cacau ou protetor para os lábios também são importantes, pois o sol é forte e o vento bem frio;
      - levar papel higiênico e saquinhos ou sacolas para acondicionar o lixo;
      - mesmo que contrate agência levar soles para pagar acampamento/alojamento/termas e algum artesanato local, em especial os texteis de alpaca que são mais baratos do que em Cusco;
      - para quem tem bom condicionamento físico, está bem adaptado na altitude, não quer/pode gastar muito, ou quer uma aventura mais raiz, é perfeitamente possível fazer o passeio por conta. O caminho é bem marcado, mas um GPS é fundamental, pois pode chover nevar, ou a noite pode chegar sem que tenha chegado ao acampamento.
      Altitudes e distâncias aproximadas, pois não usei GPS:
      1º dia: Tinki – 3.850 m – Vilarejo de Upis (casa do Felipe) – cerca de 4.200m – 8 km;
      2º dia: Upis – 4.200 m, Passo Arapa – 4.780, Passo Ausangate – 4.800, Ausangatecocha 4.650 m – 18 km;
      3 º dia – Ausangatecocha – 4.650m, Passo Palomani – 5.200m, Huchuy Pinaya – 4.660 – 13 km
      4º dia – Huchuy Pinaya – 4.660m, Passo Jampa – 5.100m, Pachanta – 4.330m – distância 18 km
      5º dia – Pachanta – 4.330m, Tinki – 3.850 m – 12 km.
       

       
       







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