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Já pensou em ir pra Ushuaia sem gastar 1 centavo com hospedagem e viajando a maior parte do tempo de carona?

link do vídeo 1 da viagem no youtube: https://youtu.be/GpeOd9NBSKE

Foi o que eu e minha namorada fizemos. Saímos do interior de SP com o único objetivo de chegar a Ushuaia aproveitando ao máximo o caminho. Sem muito dinheiro, precisávamos economizar de todas formas disponíveis. Os maiores gastos geralmente são: 

A hospedagem, o transporte e a alimentação. 

 

Para a hospedagem levamos uma barraca e usamos o couchsurfing. 

 

Para o transporte pedimos carona ao longo de toda Ruta 3, o que nos rendeu experiências incríveis e amizades inesquecíveis.

 

E para a alimentação simplesmente cozinhavamos sempre que possível e muitas vezes nossos anfitriões faziam comidas incríveis para a gente. Também pedimos frutas em hortifrutis (detalhes no texto).

 

Nosso primeiro destino foi Foz do Iguaçu. Optamos por ir de avião para lá, pois no fim das contas sairia muito mais barato do que ônibus, além de mais rápido. Chegando lá a gente se hospedeu pelo couchsurfing com a María e seu gato Naru. Que foram muito receptivos. O couchsurfing é uma plataforma para pessoas apaixonadas por viajar que gostam de compartilhar suas experiências e ajudar o próximo. Se ainda não usa, procure para sua próxima viagem. Conhecer as pessoas locais dessa forma deixa tudo na viagem mais orgânica e imersiva. Ficamos uns cinco dias em Foz e depois partimos. 

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Em Buenos aires novamente utilizamos o couchsurfing. Foi bem fácil encontrar hospedagem por lá. Quem nos hospedou foi a Eliana e sua família. Foi tudo tão bom que em poucos dias já nos sentíamos parte da família. Ela tinha aquele jeito mãezona, que nos deixa aconchegado e bem a vontade. Entre as conversas com eles, nos falaram e ressaltaram do frio que iria fazer em Ushuaia, pois o inverno estava chegando. E do quão mal equipados estávamos. Aliás, se fôssemos comprar tudo que aconselhavam para o frio intenso de lá, não nos sobraria um tostão para viajar. E além de uma bota de cem reais que achei na decatlhon, fomos apenas com o que já tínhamos. Na ignorância de dois Sorocabanos que mal conhecem o frio e que o mais perto de neve que já tinham visto era o gelo que acumula no congelador. Mal sabíamos que além de toda a beleza da neve, ela também pode doer. 

 

Aqui vale ressaltar uma recomendação muito importante: Jamais, mas jamais vá de jaqueta de couro para Ushuaia ou para qualquer lugar frio. É simplesmente estúpido. Você vai sofrer. E no caminho tem cidades piores que Ushuaia. É frio, e venta muito no caminho. Então seja sensato, e gaste um pouco mais com uma boa blusa impermeável, térmica e sei lá mais o que. Se proteja do frio. Ele dói e a neve machuca! A gente precisou comprar lá em Ushuaia. 

 

Voltando a Buenos Aires, demos uma volta por lá e a Eliana nos mostrou um pouco da cidade. Depois fomos a Puerto Madero, a Casa Rosada e outras partes turísticas da cidade que todo mundo já conhece. 

 

Aqui vale dar outra dica importante também para alimentação. Em tempos de crise, ou como eles chamam na Argentina, Macrise, desperdício de alimento é de partir o coração. Então deixei a vergonha de lado, e como lá são muitos os hortifrutis e suas frutas estragam quando não são vendidas, amadurecem e vão direto para o lixo, e entre essas frutas têm muitas partes boas e comestíveis, resolvi tentar pedir, como diria em castellano, se eles não poderiam ajudar um casal de viajantes sem muitos recursos, mas com grandes sonhos, a nos darem “unas frutas más maduras”, e todas as vezes as respostas foram positivas. E na maioria das vezes conseguiamos umas frutas boas. Além da economia, a parte mais bacana disso e das caronas é sair da mesmice, da sua zona de conforto. Se abrir para novas possibilidades, sem julgamentos e confiar no simples altruísmo das pessoas. Isso nos dá certa motivação, sabe. Que o mundo pode ser um lugar bom.

 

Então se você tem uma vontade de viajar, mas não tem muita grana, não tem problema, é importante, antes de mais nada, querer. E simplesmente ir. 

 

Depois relato mais. Mas basicamente fomos depois para Bahia Blanca, Viedma, Puerto Madryn, Trelew, Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos e Ushuaia.

 

Infelizmente peguei um vírus que encriptou todos os vídeos da viagem e tô bem bolado com isso. Então será só esse vídeo mesmo. Mas logo faço de outros lugares. Estamos fazendo um canal, e tô querendo ir subindo bastante conteúdo de viagem

 

Tô fazendo uma página no insta também junto com minha namorada que me acompanha nas loucuras. Ver se consigo produzir vídeos e quem sabe viajar de graça futuramente haha 

https://www.instagram.com/viajandomais_/

 

 

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    • Por @duane.santo
      Esse é o meu relato de viagem sobre meu mochilão de 17 dias pela patagônia argentina e chilena. Não liguem pro tempo verbal, tem coisa que estou escrevendo ao vivo e tem coisa que estou escrevendo depois que aconteceu.

      Roteiro:

      18/10 - Rio x Santiago (escala de madrugada em Santiago)
      19/10 - Santiago x Punta Arenas x Puerto Natales
      20/10 - Punta Arenas x Torres del Paine
      21/10 - Torres del Paine
      22/10 - Torres del Paine
      23/10 - Torres del paine x Puerto Natales
      24/10 - Puerto Natales x El Calafate
      25/10 - El Calafate
      26/10 - El Calafate x El Chalten
      27/10 - El Chalten
      28/10 - El Chalten
      29/10 - El Chalten
      30/10 - El Chalten x El Calafate
      31/10 - El Calafate x ushuaia (avião)
      01/11 - Ushuaia
      02/11 - Ushuaia
      03/11 - Ushuaia x Brasil

      A escolha do roteiro:

      Por que vou fazer nessa ordem, já que começar pela Argentina é mais barato?
      Meu motivo principal da viagem é conhecer Torres del Paine, então minha ideia foi começar por lá, já que eu chegaria com o corpo descansado pra fazer as trilhas do parque.

      Por que eu não vou direto para El Chalten depois de Torres, daí vou pra El Calafate de uma vez e pego o voo direto?
      Como calafate não tem trilhas seria o meu descanso entre as duas cidades que mais vou fazer trilhas. Então preferi colocar no meio para descansar (entre torres del Paine e El Chalten).

      O que eu reservei antes? Quanto paguei? Por que?

      1 - Reservei os campings em maio, pq sou ansiosa e fico com medo de não conseguir depois. Reservei no cartão de crédito em única parcela (não lembro se dá pra parcelar), com a cotação pro real de 4,60 aproximadamente.
      Farei o circuito W, optei por 4 dias e escolhi reservar a barraca com eles.
      Camping Central - 25 dólares (21 dólares barraca alugada e montada)
      Camping Francês - 25 dólares (21dólares barraca alugada e montada)
      Camping Paine Grande - 11 (30 dólares barraca alugada e montada)
      Total aproximadamente: 611,80 reais.

      2 - Paguei o mini trekking com a hielo y aventura no Brasil também: 6500 pesos argentinos, que no cartão de crédito veio por uma cotação de 4,60 e no final paguei 543,83 reais. Esse valor está incluso apenas o transfer e o mini trekking. Chegando no parque tenho que pagar minha entrada: 800 pesos argentinos.

      3 - Paguei o passeio que vou fazer em ushuaia com a Piratur. Tá sentado? Total de 746,26 reais. Está incluso o transfer e pelo preço pensei que eu poderia levar um pinguim pra casa. Além do transfer tem a navegação do canal beagle e a entrada na estância. O nome do passeio é: caminhada + navegação.

      Os passeios 2 e 3 eu reservei com antecedência pelo motivo de eu ter pouco tempo nas cidades e roteiro apertado e eu não queria correr o risco de não ter vaga (apenas essas empresas fazem estes passeios, então não tem a opção de pesquisar preços).

      4- ônibus que sai do aeroporto Punta Arenas para a rodoviária de puerto natales. Foi 47 reais. 7400 CLP se foi na hora.

      Quanto estou levando de dinheiro?
      Troquei meu dinheiro duas vezes:
      1 vez = 1684 reais = 400 dólares
      2 vez = 1281 reais = 300 dólares
      O dólar estava super em alta esse ano então eu juntei o dinheiro e fiquei de olho na cotação todo dia, toda hora em desespero mode on.

      Planejamento
      Antes de iniciar a viagem eu fiz uma planilha com todos os gastos de hospedagens e transportes que eu achei na internet, fiz o câmbio pra dolar e decidi levar esse valor citado.

      Início do relato:
      18/01 - A caminho

      Meu vôo tava marcado pra 17:10. Cheguei no aeroporto com bastante antecedência, pois eu tinha que consertar meu nome no bilhete de embarque do voo que eu faria no meio do mochilão (calafate-ushuaia). Separei meu líquidos no zip lock, mas como sempre ninguém viu. Tava na tensão sem saber se conseguiria embarcar com meu bastão de caminhada e meu pau de selfie, segundo as regras é proibido, mas coloquei eles na parte de dentro da minha mochila (50l _quechua) e deu tudo certo. Como meu voo estava cheio a companhia ofereceu despachar as bagagens, eu aceitei, não tava querendo procurar vaga pra ela no avião mesmo. Comi um bolinho Ana Maria na sala de embarque e esperei meu momento. Embarquei.
      Tô levando comigo alguns itens de comida, dizem que no Chile é um pouco chato a imigração. Então no papelzinho de imigração que a gente ganha no avião eu declarei que estava levando coisas de origem vegetal e/ou animal.

      O que eu levei de comida:
      1 pacotinho de chá mate
      1 pacote de cappuccino em sachês
      2 pacotes de amendoim grandes
      12 barras de proteína com bom valor nutricional
      09 snickers
      04 latas de atum
      02 pacote de cookies integral
      12 bananadas
      03 pacotes de bolo Ana Maria
      02 sopas com bom valor nutricional da essential nutrition (soup lift)
      03 barras de cereal
      01 pacote traquinas
      01 pacote de biscoito de arroz
      01 pacote de Club social
      01 caixa do chocolate talento versão mini
      19 quadradinhos de polenguinho
      05 geleinhas estilo cesta de café da manhã
      02 pacotinhos equilibri, estilo torradinhas

      Rolou tudo bem. Passei na parte de itens a declarar, a moça perguntou o que eu levava, eu contei, ela mandou passar no raio x e me liberou. Simples assim.

      Troquei 150 dólares no aeroporto de Santiago, pq tô com medo da cotação na patagônia ser pior.
      150 dólares = 101.574 CLP

      Gastos do dia (a partir do momento que entrei no aeroporto):
      "Janta" de Mc donalds: 5640 CLP

      Dica:
      Sempre comprar voo com uma conexão grande, pra dar tempo de se alimentar, trocar dinheiro, fazer tudo sem pressa. Meu voo aterrissou as 21:50 e terminei de fazer tudo as 23:40.
      Agora estou aguardando o próximo voo no aeroporto.
    • Por Mari D'Angelo
      Dia 1
       
      Texto original com fotos e mapa dos lugares: http://www.queroirla.com.br/um-aniversario-em-buenos-aires/
       

       
      Este ano comemorei meu aniversário um pouco diferente, ganhei de presente do namor(i)do uma viagem à Buenos Aires! Agora que já estou mais perto dos 30 do que dos 20, não anda sendo assim tão divertido ver os anos passando tão rápido, mas posso dizer que foi o aniversário mais bem comemorado de todos! Afinal, com tango, vinho, doce de leite… como não ser né? =)
       
      Chegamos pelo aeroporto de Ezeiza, sei que existe um ônibus que demora aproximadamente 1:30 mas como chegamos de madrugada não tivemos muita opção, fomos de taxi. Logo ao desembarcar, há vários guichês oferecendo o serviço, mas o balcão de taxi oficial do aeroporto saiu mais barato, 400 pesos (mais ou menos R$130,00) até o centro. Eles oferecem um desconto na volta se você já fechar na hora, mas acabamos não fechando e o taxi que pedimos pelo hotel deu o mesmo valor, então não sei se compensa fazer isso.
       
      Ah, vale dizer que desde 2014 a Argentina vem sofrendo com uma inflação meteórica, achamos a maioria das coisas extremamente caras, especialmente ingressos para atrações turísticas. Mesmo com o câmbio favorável ao real (1 Real = 3 Pesos), as coisas estão bem fora da realidade por lá.
       
      Ficamos no Hotel Mundial, achei bem bom! O quarto é simples, mas limpo e funcional e a localização é ótima, na Avenida de Mayo, bem perto de alguns pontos turísticos e do metrô (Estación Lima). O café da manhã era excelente, com uma grande variedade de doces e salgados (especialmente a tradicional mezzaluna, que é como um croissant menor e mais “massudo”). E ainda tinha um parzinho de alfajores e uma garrifinha d’água como um “welcome kit”, adorei!
       
      No primeiro dia, fizemos tudo a pé. Começamos pelo Palacio Barolo, sua arquitetura é incrível e todo ele foi construído com referências à Divina Comédia, de Dante. Os dias e horários para conhecê-lo são bem limitados, por isso não conseguimos entrar, mas deve ser bem interessante! Seguimos para a Plaza de los Dos Congresos com algumas esculturas como um original de “O pensador”, de Rodin, um simpático senhor de bigode e o imponente Monumento a los Dos Congresos. Ao fundo da praça fica o Palacio del Congresso, um maravilhoso edifício neoclássico inaugurado em 1906, dá pra “perder” uns bons momentos por lá admirando os detalhes da fachada.
       
      O próximo ponto foi o famoso Obelisco, dele em si não há muito a dizer, o que é mais interessante é a avenida onde está situado, a 9 de Julio. Com 6 pistas de cada lado, ela é considerada a avenida mais larga do mundo e realmente merece o título, é necessário esperar o farol abrir por pelo menos 2 vezes para conseguir atravessá-la inteira.
       
      Na Plaza General Lavalle, entre outros belos e super bem conservados prédios, fica o Teatro Colón. A ideia era fazermos a visita, mas com um ingresso a quase R$60,00, não foi possível!
       
      Um lugar que vale (muito) a visita é a Livraria El Ateneo Grand Splendid. Você pode até não ser um grande fã de livros ou pensar “Pra que vou numa livraria com livros em espanhol?” Bom, porque esta é uma livraria dentro de um antigo teatro! O lugar é fantástico, foi construído em 1919 e personalidades como Carlos Gardel passaram por seu palco, onde hoje você pode se sentar e tomar um café. É um dos lugares mais interessantes da cidade!
       
      Seguimos para a agradável Plaza General San Martín, onde há um enorme monumento em homenagem ao homem que participou da independência de alguns países da América do Sul e seus exércitos. De lá é possível também avistar a Torre Monumental (ou Torre dos Ingleses).
       
      Bem perto de lá, começa a Calle Florida, uma rua só de pedestres com lojas e mais lojas, uma legião de turistas e muita, muita gente tentando vender passeios, shows, trocar moeda etc, extremamente irritante! Se sua ideia não for comprar (o que não está mesmo valendo muito a pena), nem perca seu tempo por lá.
       
      Pra não dizer que foi um momento perdido da viagem, foi lá que fechamos o tango que iríamos a noite, a agência foi a Lisantour, fica bem no comecinho da rua e quem nos atendeu foi o brasileiro Amilton. Além disso paramos para comer as famosas empanadas, a essa altura já estava quase desmaiando de fome e não tem muitos lugares pra comer nesta rua, acabamos parando em um restaurante/bar chamado Barista, as empanadas (especialmente as de roquefort e queijo e cebola) e a Quilmes estavam ótimas, mas o valor pago não compensa, em outros lugares da cidade é infinitamente mais barato. Outra coisa que valeu a pena foi visitar as Galerias Pacifico, o prédio que começou a ser construído em 1888, remete um pouco a uma mini Galeria Lafayette em Paris, ou a Vittorio Emanuele em Milão, com algumas lojas famosas (geralmente caras) e uma linda arquitetura. O ponto alto é a cúpula central com maravilhosas pinturas murais de 5 artistas argentinos: Berni, Castagnino, Colmeiro, Spilimbergo e Urruchúa.
       
      Já no fim da tarde fomos conhecer a Plaza de Mayo, histórico ponto de encontro para manifestações na capital portenha. Lá se encontram prédios importantes como a Catedral Metropolitana, o Banco de la Nacion Argentina e a Casa Rosada, que funciona como palácio presidencial. Ela foi construída em estilo renascentista entre 1862 e 1885 e tem essa cor devido a uma mistura de cal e sangue de boi, materiais comuns nas construções daquela época.
       
      Depois desse dia cheio só nos restava curtir o famoso tango argentino! Escolhemos o Complejo Tango que incluia além do show, e do transfer, entrada, prato principal, sobremesa e uma garrafa de vinho ou cerveja pra cada um. Essa é a parte mais cara da viagem, pode se preparar! Pagamos 1.000 pesos (aproximadamente R$330,00), e era um dos menos caros. Mas vale super a pena, a comida é ótima e o show maravilhoso!
       
       
      Dia 2
       
      Texto original com fotos e mapa dos lugares: http://http://www.queroirla.com.br/um-aniversario-em-buenos-aires-parte-ii//
       

       
      Depois de um primeiro dia intenso na capital portenha, partimos para descoberta dos bairros da Recoleta e Palermo Soho, ambos super agradáveis, daqueles que te dão vontade de morar por lá (aliás, fiquei mesmo com essa vontade, se não fosse o espanhol -que detesto- pensaria sériamente no caso).
      Dessa vez foi necessário usar o metrô, pois os lugares são relativamente longe do centro. A passagem custa 5 pesos (aproximadamente R$2,00) e é bem simples de se entender por lá. Descemos na estação Pueyrredón (linha D) pra dar uma passadinha na Galeria Patio del Liceo, uma combinação de lojas, espaço artístico e um simpático café, adorei muito!
       
      De lá partimos a pé para o Cemeterio de la Recoleta, no caminho encontramos esse prédio da faculdade de engenharia, maravilhoso!
       
      Não sou grande fã de cemitérios, mas confesso que esse é bastante interessante, alguns túmulos são verdadeiras maravilhas arquitetônicas, gostamos em especial de um com tema orgânico, bem ao estilo Gaudí (as fotos dele não ficaram legais, por isso não estão aqui). O ponto mais visitado (e meio escondido) é o mausoléu da família Duarte, onde está Evita, ele é bastante simples, com algumas placas homenageando a mulher que é um ícone argentino.
       
      Não quisemos nos demorar muito por lá, logo fugimos para um delicioso sorvete de doce de leite com brownie (que delícia!) na Freddo, bem em frente a linda saída neoclássica do cemitério.
       
      Seguimos a pé para a Floralis Generica, uma escultura metálica com pétalas que se abrem durante o dia e fecham no fim da tarde. Não é algo que eu tenha achado incrível, talvez pelo fato de ela estar envolta por tapumes, tirando um pouco da beleza do conjunto, mas enfim, foi interessante conhecer. Vale reparar no belo prédio da Faculdade de direito , bem ao lado do parque onde ela fica.
       
      Próxima parada, MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires) – 60 pesos. Fiquei super em dúvida entre visitar este ou o Museu Nacional de Belas Artes, ambos tinham obras que eu gostaria de ver. Optei por ele por ter coisas menos conhecidas (pelo menos pra mim, por enquanto) e não me arrependi nem um pouco, o lugar é fantástico! Destaque para o famoso Abaporu da brasileira Tarsila do Amaral e pinturas de Frida, Diego Rivera e Antonio Berni (um dos que trabalhou no incrível teto das Galerias Pacifico). De quebra ainda estava tendo uma mostra sensorial e interativa chamada Experiencia infinita, quem estiver por lá até o dia 08/06/2015 vale a pena conferir!
       
      Depois de andar mais um bom tanto, chegamos ao Jardím Japonés. Sinceramente, acho que foi a furada da viagem, o lugar até é bonito, mas achei artificial demais, com pontes, esculturas e ilhas construídas para os visitantes sentirem um clima oriental. Talvez se não tivesse pago absurdos 50 pesos pra entrar, teria sido menos mal, mas fiquei com a sensação de ter perdido tempo (e dinheiro).
       
      De lá pegamos um taxi até a feirinha de Palermo Soho, pra quem mora em São Paulo, é bem parecida com a Benedito Calixto, roupas descoladas, objetos de design e arte de rua dividem espaço com vários bares e restaurantes, uma das áreas mais interessantes da cidade! (queria comprar tudo, mas como disse no primeiro post, as coisas estão caríssimas por lá, voltei de mãos vazias rs). Paramos para almoçar no Cronico, me arrependi um pouco da milanesa de soja com fritas que pedi (sim, foi uma viagem gordinha!) mas ainda assim foi gostoso ver a noite cair observando o movimento do lugar.
       
      Caminhamos até a estação de metrô Plaza Italia (linha B), que é linda, rumo a outra furada, o Museu dos Beatles. Quando encontrei essa dica achei demais pois o Dani é super fã da banda, mas a real é que o museu do colecionador Rodolfo Vásquez é caríssimo (70 pesos!) e expõe basicamente objetos temáticos como jogos, brindes, brinquedos, réplicas e cópias de documentos. Pra não ser injusta, tem coisas interessantes como discos autografados e um tijolo do lendário Cavern em Liverpool, aliás, há um bar anexado ao museu, chamado The Cavern Club, a ideia é que ele fizesse referência ao original, mas digamos que pra quem já esteve lá, este aqui não retrata minimamente o estilo nem o clima do lugar.
       
      Não recomendo a visita ao museu, mas valeu por conhecer o Complejo La Plaza, onde ele fica, uma galeria a céu aberto com várias salas de teatro e restaurantes que é massivamente frequentada por moradores (aliás, tem muito teatro naquela cidade, muito mesmo!).
       
      E assim terminamos mais um dia cheio e delicioso! Achei que conseguiria condensar aqui também o último dia, mas deixa pra próxima!
       
       
      Dia 3
       
      Texto original com fotos e mapa dos lugares: http://http://www.queroirla.com.br/um-aniversario-em-buenos-aires-parte-iii//
       

       
      Enfim, chegamos ao último dia!
       
      Começamos por uma caminhada por Puerto Madero, onde ficam a moderna Puente de La Mujer e a Fragata Sarmiento, uma embarcação que servia como navio-escola para a Escuela Naval Militar e hoje funciona como museu.
       
      Subimos para o bairro de San Telmo pela Avenida Belgrano, onde começa uma rota divertida de esculturas de personagens de quadrinhos argentinos chamada de Paseo de la Historieta, o caminho continua na Rua Chile até chegar no cruzamento com a Defensa, onde fica a famosa estátua da Mafalda. É óbvio que peguei uma fila cheia de crianças pra tirar minha foto ao lado dela! Bem em frente há uma lojinha cheia de Mafaldices, me controlei muito pra sair de lá só com um imã de geladeira (os preços absurdos ajudaram).
       
      Aos domingos, na própria Rua Defensa (que é enorme) funciona uma feira de antiguidades, souvenirs e afins, meio ao estilo Embu das Artes. Prepare-se, é bem lotado! Encontramos uma barraquinha na rua vendendo uma cerveja não absurdamente cara e pegamos uma pra ir tomando no caminho, era bem gostosa, chama Isenbeck e o lugar é o Debar.
       
      Continuamos até o fim da feirinha e seguimos em frente pois eu tinha colocado no roteiro a Igreja Ortodoxa Russa, vi umas fotos e fiquei super curiosa pra conhecer, mas chegando lá, estava fechada! Enfim, não vale a caminhada, mas a fachada já é bem bonita! Pensando no próximo longo trecho que iríamos andar (até o bairro de La Boca), resolvemos parar pra comer alguma coisa. Encontramos o restaurante Da vinci, sua decoração é bem interessante, tudo fazendo referência ao mestre renascentista italiano, nos pareceu um lugar mais frequentado por locais (o que preferimos) e tem empanadas maravilhosas (humm, só de lembrar me dá água na boca!), além de uma entrada com uns pãezinhos deliciosos!
       
      Todos dizem que não é muito interessante andar pela região de La Boca, de fato não é mesmo muito bonita, mas não me senti insegura por lá (de dia, à noite a garçonete do restaurante nos falou que realmente é meio perigoso). Passamos pelo estádio do Boca Juniors, o famoso La Bombonera, onde teria um clássico mais tarde, o clima estava bem legal, famílias, crianças e muita segurança. É possível visitá-lo mas não era nossa ideia, seguimos para o cartão postal da cidade, o Caminito.
       
      Vou ser super sincera, achei o lugar bem sem graça! Até é bonito, tem seu charme, tem casinhas coloridas… mas é tão, mas tãooo turístico que pra mim perde o sentido. A ideia de restaurar o local que inspirou o famoso tango homônimo, foi do artista Quinquela Martin, morador do bairro que o transformou as duas pequenas ruas do Caminito em espaços artísticos. Hoje o lugar é basicamente composto de restaurantes (caros) e lojas de souvenirs. Para voltar de transporte público ao centro, tivemos que entrar num lugar como uma garagem de ônibus e comprar nosso passe num guichê lá no fundo, meio estranho. Você paga proporcional ao trajeto, até a Plaza de Mayo pagamos 6,50 pesos por pessoa.
       
      Antes de voltar ao hotel passamos num mercadinho para comprar alguns vinhos, alfajores (compramos algumas variedades da marca El Cachafaz, recomendo o tradicional e o de maisena, mas não muito o mousse) e doce de leite (levamos o La Serenissima, que sei que é bom)!
       
      À noite quis conhecer um lugar que nunca tinha ido na vida, um cassino! Escolhemos o Casino Buenos Aires, em Puerto Madero, que funciona dentro de dois barcos ancorados no Rio da Prata, não cobra entrada e tem transfers que buscam os apostadores em dois pontos da cidade. A experiência foi engraçada, primeiro só observamos, atônitos, as roletas e mesas de pôker, as pessoas apostavam bolos de dinheiro e muitas vezes perdiam tudo em questão de segundos, super bizarro! Depois fomos para as salas de caça-níqueis, e ali o que víamos eram senhoras frenéticas apertando botõezinhos sem nem perceber o tempo passar. Escolhemos “brincar” nestes, que eram mais simples e menos arriscados, e acho que tivemos a famosa sorte de principiante, pois entre perdas e ganhos faturamos uns 50 pesos (ok, não é nada, mas foi uma primeira experiência feliz). Confesso que é meio tentador ficar horas jogando, você sempre acha que vai recuperar aquilo que perdeu e assim vai, mas conseguimos parar enquanto estávamos positivos rs.
       
      Paramos pra jantar no La Clac, na Avenida de Mayo, outro restaurante não-turístico que gostamos bastante. Nem aprovei tanto a comida, mas o lugar era super interessante, todo cheio de quinquilharias penduradas, móveis antigos e até uma sala de teatro onde rolam espetáculos de vez em quando.
       
      No dia seguinte foi acordar e ir embora. Pedimos o taxi pelo hotel (deu preguiça de passar umas 2h no ônibus), que deu o mesmo preço do aeroporto, e partimos de volta pra São Paulo.
    • Por hmarinioficial
      Beleza??
      Em Fevereiro/Março vou mochilar pela famosa Ruta 40! Vou chegar de sp em bus até Mendoza e de lá descer pela 40 até a Patagonia! Gostaria de saber se alguem já fez essa viagem e se tem algum povoado ou lugar que não posso deixar de conhecer!(Fora os já famosos!)...vou em uma viagem sem data marcada de volta...mas tenho que levar em consideração os 3 meses de visto que vão me dar...já que por essas cidades não vou ter extrenjeria para pedir mais 90 dias....(tenho como saída cruzar até o Chile e voltar)
      Aguardo opniões e dicas! Valeu!!! E espero que todos viagem muito em suas vidas!!
    • Por MauriVirissimo
      Olá pessoal, farei um breve relato da viagem.

      Resumo da viagem:
      30 dias, entre janeiro e fevereiro de 2019
      13 mil quilômetros

       
      Combustivel: 13 mil km
      1400 litros gasolina, R$ 5700 reais para CARRO (Jeep - Grand cherokee 3.6)
      520 litros gasolina, R$ 2000 reais para MOTO (Honda - CB 500x)

      Partimos de Florianópolis em direção a Bariloche nosso principal destino inicial, onde ficamos 2 dias inteiros fazendo alguns passeios na cidade.


      Depois disso continuamos para Sul descendo Ruta 40 ate Esquel para então entrar no chile por Futaleufu e descer Carretera Austral ate Puerto Rio Tranquilo onde fizemos passeio nas Capilas de Marmol (catedral marmore). Neste trecho pegamos Aproximadamente 300 km  de Rípio que para carro tava tranquilo porem pra moto tava um pouco sofrido devido a "brita" solta nova que colocaram pois estão pavimentando a Carretera e essa rípio solto fica complicado para pilotar.


      Bom, para quem conhece Carretera sabe muito bem que vale cada quilometro percorrido nela, porem voltamos para ruta 40 para chegar a El chaiten, El calafate e no decorrer dos dias ir descendo ate torres del paine, e neste porto da viagem, por motivos de Doença na família minha madrasta teve que voltar ao Brasil de Avião e junto meu irmão por parte de pai também voltou, onde infelizmente mãe dela, avo dele veio a falecer infelizmente.


      Detalhe, meu pai estava com Moto em nome de minha madrasta e estava sem procuração dando os devidos direitos dele poder passar aduana com moto em nome dela, ai então em Puerto Natales fomos ate NOTARIA (tipo nosso Cartório no brasil) e la fizemos o documento.
      Outra observação, é que passamos as aduanas por varias vezes durante o restante da viagem e não entregávamos o documento para ver se iriam questionar algo, e nada pediam, passávamos tudo ok.

      Bom, Continuando então descemos ate Ushuaia onde ficamos 3 dias inteiros e depois fomos subindo ruta 3 com destino ate Puerto Madryn e la fazer passeio ate pinguinheira e também para conhecer Península Valdes.


      Apos isso tínhamos ainda tempo suficiente para passar em Buenos Aires, mas decidimos voltar para casa e dar apoio psicológico a família que voltara antes.

      Não tivemos nenhum contra tempo, nem com carro nem com moto, temperatura era na maioria das vezes boa para andar de moto, exceto em algumas regiões pela parte da manha quando cedo, porem no trexo da ruta 40 entre Gobernador Gregores e Tres Lagos, o ripio muito solto pior que na carretera e o FORTISSIMO VENTO LATERAL fez com que meu pai chegasse a chorar ao conseguir passar, neste dia 3 motos que la estavam passando pela mesma situacao desistiram e um reboque grande levou 3 motos e seus respectivos pilotos para trecho onde asfalta começava novamente. meu pai foi guerreiro antava pela antiga rodovia paralela a atual que esta para ser pavimentada por isso ripio (brita) solta.


      Bom meus amigos tenho videos curtos no youtube vou deixar link abaixo, esta dividido em 5 videos curtinhos!
       


      Grande abraços a Todos e em Março Abril de 2020 pretendo ir ao Atacama, BORA!?!?!?!
       

       



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