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    • Por Cristiane Leal Correia
      Olá a todos! Primeiramente, eu gostaria de deixar claro a minha imensa gratidão a todos que deixaram seus relatos de viagem aqui presentes, porque se não fosse por isso, organizar a minha viagem seria muito mais difícil. 
      Bem, essa viagem foi realizada no período de 02/05/19 a 18/05/19. Passamos 16 dias na Europa e pudemos conhecer várias cidades. 
      Dia 01 (02/05-03/05) Lisboa 

                               Oceanário de Lisboa
      Nosso vôo estava marcado para as 22:10 saindo de Fortaleza-Ceará e com previsão de chegada às 19:35 em Roma. Voamos pela companhia Tap Portugal e diferente do que li em vários comentários sobre a empresa, a viagem foi simplesmente maravilhosa! Claro que há o cansaço, mas os atendentes, o jantar, o conforto foram excelentes. Teríamos uma conexão em Lisboa que duraria 6 horas. E aproveitamos para fazer um pequeno passeio.
      Primeiramente, a imigração não é um bicho de sete cabeças. Como o primeiro país europeu em que chegamos foi Portugal, foi tudo muito tranquilo e não houve problema nenhum em relação a língua. Só nos fizeram algumas perguntas referentes a quantos dias passaríamos, o motivo da viagem e comprovação de onde ficaríamos, no caso, mostrei as impressões do booking. Feito isso, estávamos livres para passear por Portugal. Já havia sido feita uma pesquisa em que descobrimos que o bairro Parque das Nações, onde se encontra o Oceanário, ficava a 10 minutos de metrô do aeroporto. Resolvemos gastar 3 horas passeando e deixar 3 horas livres no aeroporto porque o medo de dar algo errado no vôo para Itália foi grande. 
      O metrô era praticamente ao lado de uma das saídas do aeroporto. Apesar de ser a primeira vez comprando bilhetes de metrô em uma máquina, não tivemos nenhum problema. No metrô, prestamos bastante atenção ao nome da estação em que deveríamos descer e em 10 minutos saímos em frente a um shopping. Passando por ele rapidamente e já demos de cara com o Parque das Nações. E depois de algumas perguntas nos encaminhamos para o Oceanário. Como não tínhamos certeza se o vôo chegaria na hora, não compramos o ingresso com antecedência, mas ficamos apenas uns 10 minutos na fila para entrar e apreciar um dos maiores oceanários da Europa. E valeu muito a pena! O lugar é simplesmente lindo! E gigantesco! Você se sente realmente em baixo d'água. São muitos espécimes que podem ser vistos e é tudo simplesmente encantador! Passamos cerca de um pouco mais de 2 horas lá dentro e nem vimos o tempo passar.


                        Tubarão bem de pertinho
      Retornamos pelo mesmo caminho, e ficamos temerosas de ir ao teleférico que ficava próximo ao oceanário por conta do tempo. Mas quem puder, façam o passeio, deve valer muito a pena! Voltamos por dentro do shopping Vasco da Gama rapidamente e ao entrar na estação, paramos para degustar o primeiro lanche na Europa. De volta ao aeroporto, as 3 horas até o vôo sair foram bem demoradas e me arrependi de não ter ido passear no teleférico. Fica pra próxima!
      O vôo chegou pontualmente e algumas horas depois, pudemos do alto, visualizar o solo italiano. Do aeroporto Fiumicino, pegamos as malas e com meu italiano básico fomos perguntando onde poderíamos pegar o Leonard Express, um trem que saia do aeroporto e ia diretamente a Roma Termini, a estação principal de Roma. Em 30 minutos, chegamos a estação simplesmente encantadas e um pouco incrédulas de estar na Itália. A hospedagem escolhida ficava a apenas duas ruas de distância da estação e lá fomos nós... Deixarei aqui o nome do lugar em que ficamos " Rome Termini Guest House" que consiste em um apartamento em que os três quartos são alugados. Tem sala, banheiro compartilhado e uma cozinha muito bem equipada. Fica apenas a uns 3 minutos a pé da estação Termini e o dono é simplesmente muito simpático e solícito. Recomendo demais! Chegamos cansadas da longa viagem mas muito felizes. E fomos nos organizar para o dia seguinte. 
      *Valores:
      -Bilhetes ida e volta do Parque das Nações: 7 euros 
      -Bilhete de entrada do oceanário: 19 euros
      - Bilhete do Leonard Express: 15 euros
      - Comida: 15,50 euros
      Total: 56,50
       
      Dia 02    04/05    Capri 

      Acordamos cedo e fomos a estação Roma Termini onde tomamos café. O trem sairia as 07:29 com previsão de chegada as 09:29 em Nápoles. A estação é grande e bem organizada. Não tivemos problema nenhum, mas preste bastante atenção a plataforma em que o seu trem está... e também atenção ao nome da estação em que você vai descer. Nós compramos os bilhetes de trem ainda aqui no Brasil pelo site da Trenitalia. Então, no nosso caso, bastava mostrar o bilhete impresso ou no celular para a pessoa da plataforma e dentro do trem. Chegando em Nápoles, estava chovendo muito. Saímos da estação para pegar um táxi que nos levasse ao porto. E havia fila! Fila para pegar o táxi. Quando um taxista aparecia, a primeira pessoa da fila ia até ele. E ninguém furou a fila! Esperamos alguns minutos até que conseguimos um táxi que nos levou ao porto de Nápoles, de onde saíam barcos até a ilha de Capri. O motorista, simpático, conversava conosco falando bem devagar para que entendessemos. Chegando no porto, a chuva  havia dobrado. Corremos até o guichê e compramos o bilhete de um barco que sairia em três minutos! Corremos como loucas pelo porto debaixo de chuva para conseguirmos pegar o barco e... Não conseguimos! Voltamos ao guichê, explicamos a situação e nos informaram que o bilhete valia também para o próximo barco. Esperamos, e não demorou nada até que outro viesse. O barco era grande, tinha dois andares e apesar da viagem levar 45 minutos mais ou menos e estar chovendo, a viagem foi muito tranquila. Chegando a Marina Grande (o porto da ilha de Capri), fomos procurar o guichê para comprar o bilhete do funicolar, que nos levaria a uma parte mais alta da ilha, que era de fato, Capri. Descobrimos, ainda no porto, que por conta do tempo, os passeios a famosa gruta azul estavam cancelados. 😢 Fica para uma próxima.
       

                        Funicolar e vista de Capri 
      Subindo no funicolar, dá para perceber o quanto Capri é linda! Com a neblina por causa da chuva, ela ficava com um aspecto quase mágico. No centro de Capri haviam muitas lojas e restaurantes administrados por famílias italianas e em um desses lugares que resolvemos almoçar: comi a primeira pizza italiana. E constatei que ela é de fato, sem igual!!! Experimentei também a primeira bebida alcoólica européia: Limoncello, uma bebida feita a base de limão. Muito boa!

                                 Pizza e limoncello
      Com a barriga cheia, fomos andar pela ilha. E o segredo é andar sem rumo.As ruazinhas são bem estreitas tanto que os meios de transporte que vimos foram bicicletas... e caminhando a esmo, fomos apreciando a vista da ilha. Como estava chovendo, desistimos de subir a parte mais alta da ilha: Anacapri. Depois de descermos até a Marina Grande, experimentei o primeiro sorvete italiano.

                                  Vista de Capri

                               Ruazinhas de Capri 

                        Detalhe para a cor da água 
       

                           Gelato na Marina Grande 

                                  Marina Grande 
      E realmente é de pedir bis! Retornamos no fim da tarde ao porto de Nápoles e pegamos novamente um táxi até a estação, onde experimentamos o famoso atraso dos trens da região. O trem atrasou um pouco (dava pra ver pelo painel) e acabamos encontrando uma lojinha com muitas  guloisemas baratinhas... de volta a Roma por volta das 20, compramos sanduíches e sucos para comermos no hotel. 

                    Sanduíche da estação Termini 
      *Valores
      - Táxi ida e volta: 35 euros
      - Barco ida e volta: 43,50 euros
      - Funicolar: 4 euros
      - Comida: 30 euros
      - Comprinhas: 21 euros
      Total: 133 euros 
       
      Dia 03    05/05    Roma
      Pudemos acordar um pouco mais tarde porque nesse dia iríamos passear por Roma. Havia feito uma pesquisa de coisas que gostaríamos de ver e fiz um roteiro com os lugares a se visitar. Por conta das ruas de Roma não serem um quadrado ou retângulo perfeito, como estávamos acostumadas, era muito fácil nos perdermos mesmo com mapa. Não conseguimos visitar uns dois lugares porque simplesmente não os encontramos. Listarei os lugares que visitamos nesse dia:
      • Santa Maria Maggiore 

      É, segundo dizem, a Igreja mais antiga de Roma. É belíssima! Na verdade, todas as igrejas de Roma  são lindas, com tantos detalhes que você não sabe se olha para o chão, paredes ou teto. Vale a visita!
      • Basílica São João de Latrão
      Infelizmente não conseguimos encontrá-la, mas eu gostaria de conhece-la pelo fato dela ser a basílica oficial do Papa. Sim, a basílica oficial não é a de São Pedro no Vaticano. 
      • Termas de Caracalla
      Também não conseguimos encontra-la. Eram banhos públicos. Era um importante lugar de encontro entre a sociedade romana.
      Enquanto procurávamos o Circo Massimo, eis que somos arrebatadas por essa visão: 

                           O "pequeno " Coliseu
      Nosso passeio por um dos cartões postais da Itália será em outro dia. Portanto, deixemos ele de lado por enquanto.
      • Circo Massimo
      Era um antigo circo romano, onde aconteciam corridas de cavalo. Um dos conhecidos "pão e circo". Ele não parece grande coisa, mas se você soltar sua imaginação, pode até imaginar esse lugar durante a Roma Antiga e tenho certeza que você terá ao menos um arrepio.

      • Boca della Veritá
      Era um dos pontos altos do dia. A boca da verdade, em português, é uma máscara de mármore com as feições de Poseidon que fica dentro da Igreja Santa Maria in Cosmedian (que é belíssima e vale a visita).
      A Boca della Veritá é um dos mais curiosos objetos que podemos ver em Roma e existe uma lenda por trás dela: dizem que se um mentiroso colocar sua mão dentro da boca, ela será arrancada! Foi um dos lugares em que tivemos que esperar na fila, por conta da quantidade de pessoas a fim de tirar uma foto. E claro que eu tirei também:

      • Basílica de Santa Sabina
      É uma basílica bem simples em comparação as outras. Ela foi construída em homenagem a Sabina, uma mulher de família nobre que se converteu ao cristianismo. Essa basílica também foi sede de um conclave. 

      • Porta Portese
      É simplesmente a feira de rua mais famosa de Roma.Esse lugar é incrível se você estiver procurando variedade e preços baixos em questão de souvenirs. Foi lá onde eu comprei meus dois casacos de frio, que usei durante toda a viagem, por uma bagatela de 10 euros! Só não tirei foto! Mas se for possível, visitem! Dica: ela só funciona dia de domingo.
      •Isola Tiberina
      Nem imaginei que isso pudesse acontecer: uma ilha em forma de barco que se formou no meio do rio Tibre! E no meio da cidade! A ilha é minúscula e abriga um dos mais antigos hospitais da cidade!

      • Santa Maria in Trastevere
      É a igreja mais importante de um dos bairros considerados mais antigos e tipicamente italiano: o Trastevere. E de fato, o bairro é simplesmente muito aconchegante, sendo escolhido por muitos como local de hospedagem.

      • Gianicolo
      É um jardim natural que fica em um nivel mais alto da cidade, e tem uma belíssima vista. Nesse momento, queria comentar sobre um fato interessante: enquanto procurávamos pelo Gianicolo, perguntamos a uma senhora no meio da rua onde ficava o jardim e ela simplesmente disse que nos acompanharia até lá. Esse exemplo serve para ilustrar um fato que gostaria de frisar: os italianos são muuuuuuito gentis! Em toda a nossa estadia no país, lembro apenas de uma situação em que uma mulher nos ignorou no meio da rua, mas de resto? Sempre fomos muito bem atendidas principalmente no meio da rua ao pedir uma informação. Outra coisa muito interessante também é a questão de a maioria dos italianos falarem inglês. Eles falam e falam muito bem! Eu tentava manter a conversa em italiano, já que estudo a língua, mas realmente não tinha jeito.

      • Campo di Fiori
      Esse foi um momento tenso. Depois de sair do Gianicolo, fomos em busca do Campo das flores, em português. E aí nos perdemos! Andamos, andamos, andamos e não chegávamos a lugar nenhum. Mesmo com o mapa, não adiantou. Nesse momento, percebemos a falta que a internet móvel fazia. (Decidimos não comprar o chip internacional, já que tínhamos mapa e internet na hospedagem). Depois de encontrarmos uma alma bondosa que ficou altamente surpresa, pelo fato de estarmos bem longe do nosso destino, voltamos a andar e quase 1 hora depois, finalmente, debaixo de chuva (sim, pra piorar, começou a chover) chegamos ao Campo di Fiori! Que se mostrou uma tremenda decepção! Porque apesar de Maio ser primavera na Europa, quem deu a cara foi a chuva, ou seja, nada de flores e nada de fotos.
      • Piazza Navona
      Agora sim!!! Um dos lugares mais esperados por mim! Além de ser uma das praças mais conhecidas de Roma, ela também guarda uma das mais famosas fontes: A fontana dei quattro fiumi ou fonte dos quatro rios. Essa fonte foi construída a fim de representar os 4 rios mais importantes da época: Nilo, Ganges, Danúbio e o Prata. Para quem é fã de Dan Brown (como eu!) não pode deixar de visitar essa fonte que é palco de uma das principais cenas do livro/filme "Anjos e Demônios". E se não tá bom, a praça ainda guarda a embaixada brasileira. Acho que depois disso tudo, a visita vale muito a pena!

      Piazza Navona com a fonte dos quatro rios ao                                          fundo

                    A outra fonte da praça: Poseidon

              Detalhe da base da fonte dos quatro rios
      • Panteão 
      Esse foi o primeiro lugar da viagem que me arrancou lágrimas! Estávamos caminhando, enquanto tomávamos um sorvete, dobramos a direita e pá, eis que o Panteão surge imenso e bem na sua cara! O susto foi tanto que o sorvete quase caiu. O Panteão é simplesmente fabuloso! Em toda a minha vida, não esquecerei o sentimento de pequenez diante dele. Ficamos um tempo paradas até termos a atitude de tirar foto por fora e finalmente entrar. O Panteão era uma das construções que mais me deixavam curiosa: como seria entrar em um templo pagão, onde antes se cultuavam vários deuses romanos, e que hoje era uma igreja católica??? Sério! É fantástico esse sincretismo, essa junção de culturas. E se eu achava que já estava impressionada o suficiente, errei. Porque não tive palavras para descrever quando entrei no Panteão, olhei pra cima e vi o óculo. Eu fiquei paralisada por uns bons minutos! Se você pensa em riscar o Panteão da sua lista de lugares em visitar em Roma, não faça isso! Porque eu voltaria a Roma somente para ve-lo! 

                  Esse nem precisa de apresentações! 

                                          O óculo 
      • Monumento a Vittorio Emmanuelle
      É um monumento criado em homenagem ao primeiro rei da Itália. E simplesmente não passa desapercebido!

      • Fontana di Trevi
      Se você acha que fontes não tem graça, tenho certeza que você mudaria de opinião ao ver essa fonte. De longe, já conseguíamos escutar o barulho da água. E assim como no Panteão, a fonte pega você de surpresa ... você vem andando e pá, ela surge gigantesca e esplendorosa! Perdemos a fala durante uns bons minutos contemplando a estátua de Poseidon e seus cavalos... depois de sair do transe,tiramos várias fotos uma da outra, até que uma turista tirou foto de nós duas. E claro, realizamos o ritual tão famoso ligado a Fontana di Trevi: jogar uma moedinha de costas para a fonte! Isso se você quiser retornar a Roma, porque diz a lenda que funciona!


      E depois de mais de 12 horas andando, chegamos na hospedagem... Não sem antes, sermos agraciadas com isso: 
                     Coliseu durante o pôr do sol 
      E isso: 

                            Típico jantar italiano
      * Valores
      Comida: 30 euros
      Total: 30 euros
      Esse foi o gasto desse dia pois fizemos tudo a pé!
       
      Dia 04        06/05      Pompeia
      Acordando cedo para mais um dia de passeio,  voltamos a estação de Nápoles para de lá, irmos a Pompéia. Chegando na estação, você deve procurar as placas que indicam a ferrovia regional e comprar no guichê o bilhete "Nápoles - Sorrento", lembrando de validar seu bilhete na máquina. Sempre bom ter em mente que o trem e o bilhete mostram a primeira estação e a última. Então a dica é ficar perto da porta que é onde tem a sinalização de cada estação e ficar atento. E para Pompéia, a atenção é dobrada, porque tem duas estações com o nome Pompeia... desça na estação " Pompei Scavi - Villa dei Misteri". A viagem leva entre 30 a 45 minutos de Nápoles. Ao chegar, você já estará na porta de entrada e passará por uma espécie de feirinha com vários itens para comprar... e é uma boa dar uma olhada nos preços para se ter uma noção, porque existe uma lojinha de souvenirs dentro de Pompéia, e dessa forma você compara e decide se compra dentro da lojinha ou na feira ao sair. Lá dentro, apresentei os bilhetes, que comprei antecipadamente, pelo celular e recebemos outro bilhetes para serem apresentados na portaria.

      Ao entrar, lá fomos nós desvendar os encantos dessa famosa cidade. Incrível perceber como uma boa parte da cidade está intacta. As ruas, os templos, algumas casas... Pegue o mapa e decida quais lugares você quer ver, porque sinceramente, não dá pra ver tudo! 

                                Mapa de Pompéia 
      Pelo mapa já dá pra perceber que percorrer todas ou  maior parte das áreas de Pompéia não é tarefa fácil! Entramos decididas a nos perder pela cidade e aproveitar, mas havia um objetivo: a área VI, a área aristocrática. Era lá onde estava a Vila dos Mistérios e uma das mais famosas casas de Pompéia: a casa do Fauno. Andamos e andamos acreditando que em algum momento encontrariamos a área VI. Não foi bem isso que aconteceu... depois de mais de três horas caminhando, ainda não tinha nem sinal da área aristocrática. Lógico que durante esse tempo encontramos, muitas vezes, sem querer, grandes pontos de destaque como o templo de Apolo, o anfiteatro, a casa do poeta trágico, a área onde estavam objetos e corpos encontrados após a tragédia e o templo de Isis  (uma deusa egípcia sendo cultuada na Itália! Olha aí o sincretismo de novo!)

                             Entrada do santuário 

                     Detalhe do santuário de Apolo 

                         Detalhe do Templo de Ísis 

            Objetos e um corpo encontrado durante as                                      escavações 

                                      Anfiteatro

      Não deu para ver o Vesúvio (vulcão que dizimou a cidade de Pompéia) por causa das nuvens
      Depois de quase desistir de andar à procura da área VI, encontramos um senhor que trabalhava lá e nos informou o caminho. E então, finalmente, conseguimos conhecer a Vila dos Mistérios, que é uma mansão que ficou muito bem conservada com seus afrescos que mostram o culto a um deus; e a Casa do Fauno, uma das casas mais ricas e mais conservadas de Pompéia que recebeu esse nome pela estátua de um fauno na entrada da casa.


                     Pausa para uma foto espirituosa
      Depois de várias horas caminhando, terminamos nosso passeio, não sem antes passar pela lojinha de souvernirs e comprarmos umas coisinhas... 

      Trouxe essa borracha de Pompéia porque fiquei      louca por ela e ela está maravilhosa como                            enfeite na minha estante!

                          Na saída de Pompéia 
       Após sair, fizemos todo o caminho de volta, pegando o trem regional de volta a estação Napoli Centrale. A idéia era conhecer um pouco de Nápoles mas estávamos simplesmente exaustas e resolvemos voltar para Roma. O passeio pela Da Michele (pizzaria que aparece no filme Comer, Rezar, Amar) ficaria para uma próxima vez. E como de praxe, o trem atrasou.  E nesse dia, houve um problema com o trem e tivemos que descer e esperar por outro trem. Foi uma confusão só! 😓 Apesar de que, ganhamos um lanche da companhia por causa do transtorno. Lanche que serviu como nosso jantar! Por isso, nas estações fiquem atentos sempre! Como conclusão e dica do dia de hoje: vá com sapatos confortáveis! Eu estava de tênis e mesmo assim meus pés sofreram bastante!
      *Valores
      - Passagem de trem Nápoles/Sorrento ida e volta: 6 euros
      -  Comida: 20 euros
      - Lembrancinhas: 15 euros
      Total: 41 euros
       
      Dia 5      07/05  Roma e Vaticano
      Esse era o dia da visita mais requisitada por quem  vai a Roma: Coliseu e Fórum Romano/Palatino. Tenho que dizer que apesar de ver a grandiosidade do Coliseu por fora, eu não tinha um enorme interesse em vê-lo por dentro. Entramos direto no monumento pois os bilhetes já haviam sido comprados antecipadamente pelo site. Quando vi o tamanho da fila para comprar o ingresso na hora, percebi que valeu a pena pagar um pouquinho mais caro comprando pela internet. Passamos pelo fabuloso Arco de Constantino e entramos no Coliseu. Apesar de não esperar tanto, não posso negar que prendi a respiração ao entrar. Entramos e passeamos primeiramente por uma exposição que estava acontecendo no momento, só depois, de fato, adentramos no monumento. A amiga que estava comigo, Annya, ficava repetindo "Cris,que lindo!" Ela foi fisgada 100% pela magia do Coliseu. Enquanto eu fiquei surpresa pela grandiosidade, mas só. Acabei recordando de todo sofrimento que aquele lugar carregava: todas as mortes que serviram apenas de diversão para os espectadores. Esse fato acabou tirando praticamente todo o encanto que eu poderia ter. Mas em relação a arquitetura, realmente é de cair o queixo! Andamos por toda a parte, para de fato, tentarmos conhecer o máximo possivel. A visita durou bem menos do que eu imaginava e creio que 1 hora depois ou menos, já estavamos indo visitar o Fórum Romano e o Palatino. ( com 1 ingresso, você visita as três atrações: Coliseu, Fórum Romano e o Palatino).


                                 Coliseu por dentro

              Fotinha de comprovação: "Eu fui, eu tava"

           Annya, a minha companheira de aventuras

                  Coliseu, Arco de Constantino e eu 
      Passamos pelo Arco de Tito e entramos no Palatino, que é na verdade um conjunto de obras públicas com grande importância cultural,  já que foi aqui, em uma das sete colunas que circundam Roma, que a cidade nasceu. Em outras palavras, Palatino é a colina da lenda da loba e de Rômulo e Remo.
      Esses dois lugares me deixaram mais impressionada! Caminhar por essas ruínas, imaginando a quantidade de imperadores que também caminharam por aqui,  é de arrepiar todos os cabelos da cabeça. O lugar é enorme e a dica é pesquisar antes o que se quer ver... no nosso caso, só queríamos passear a ermo. Encontramos as ruínas de casas pertencentes a diversos imperadores e templos. Encontramos até um jardim bem conservado e bonito. 

      Mapa da área (dá pra perceber que não é nada                                    pequeno)

                                   Arco de Tito 

             Pausa para encher a garrafinha de água 
          Sim! As fontes espalhadas por Roma são potáveis! Uma excelente economia porque não precisávamos comprar garrafas e garrafas de água todo dia. E pode confiar, bebi água das fontes e estou aqui vivinha para contar a história. 

                                          Palatino

            Domus Flavia: uma parte do que compunha            os aposentos do imperador Domiciano



                  Uma visão do Fórum Romano de cima
      Após perambular pelo Monte Palatino, descemos ao Fórum Romano que tem várias construções. Entre elas: 
      • Templo de Rômulo 


              Detalhe do teto do templo de Rômulo 
      • Templo de Castor e Pólux (e o primeiro templo do Fórum)

           O que restou do templo foram três colunas
      • Templo de Saturno

      • Casa e templo das virgens vestais
      Esse era o lugar que eu mais queria ver! Aqui eram onde seis virgens tinham o dever de nunca deixar o fogo sagrado dentro do templo se apagar. E essa tarefa durava praticamente a vida toda! 

                          Casa das virgens vestais 

         Pátio do que foi o templo das virgens vestais 

      Estátua representando uma das virgens (só                      faltou a cabeça da coitada) 
      E dessa forma, terminamos a visita da manhã!

                                E a tarde: Vaticano! 
      A tarde estava reservada aos Museus do Vaticano. E sem dúvidas, era um dos passeios mais esperados! Depois do combo Coliseu/Palatino/Fórum Romano que fizemos pela manhã, paramos em um restaurante para almoçarmos. Pedi uma pizza de frango e minha amiga resolveu seguir meu exemplo. Porém, o que não imaginávamos era que uma pizza serviria muito bem a nós duas. Para deixar claro: as pizzas italianas são menores que as nossas mas em compensação são bem mais recheadas! Nós duas juntas comemos uma e ficamos empanturradas e tivemos a ideia de deixar a segunda pizza na hospedagem para jantarmos a noite.

      Eis que surge um problema: a visita aos museus tinham hora marcada e pensamos se daria tempo ir até a hospedagem e voltar a estação Roma Termini. Decidimos pela questão da comodidade, ir deixar a pizza. Na volta viemos super apressadas, compramos o bilhete para o Vaticano e na estação... nos perdemos!!! Sério! Foi desesperador! Porque eu não podia acreditar na possibilidade de perder essa visita. Depois de procurar e procurar finalmente achamos a escada que levava a plataforma certa. Entramos no trem e em poucos minutos saímos na estação. O desespero deu lugar a admiração quando avistamos os muros do Vaticano. Creio que foi um dos momentos mais impactantes da viagem. Entretanto, ver a praça e a Basílica de São Pedro ficaria pra depois. Achamos a fila para entrar com os ingressos e ufa! Deu tudo certo! Apesar do atraso conseguimos entrar sem problema nenhum. Lá dentro, foi meio bagunçado! Muita gente falando muitas línguas diferentes. Muito barulho, muita confusão! Depois de um tempo, finalmente encontramos onde trocava o ingresso comprado no site e partimos para desbravar um dos maiores museus do mundo! Estava muito lotado!!! Resolvi segui uma dica que havia lido em algum lugar: passar rapidamente pelas primeiras galerias e ir direto a Capela Sistina.E aqui deixo uma dica preciosa: NÃO FAÇAM ISSO! Porque eu me arrependi amargamente. Na dica que li, dizia que dava para retornar e ver tudo com calma. E não é bem assim. Depois que você entra na Capela Sistina, você não pode retornar pelo caminho que veio. Me senti altamente triste em não contemplar uma boa parte do que estava exposto. Chegando na Capela Sistina tive um sobressalto, porque assim que olhei para o teto, não vi a famosa pintura de Michelangelo, onde Deus quase toca o dedo do homem. O que vi foram pequenas pinturas espalhadas ao longo de todo o teto. Confesso que até pensei estar no lugar errado! " Como assim? Cadê a pintura?" Depois de um tempo olhando para cima, finalmente a achamos! E eis que descobri que meu pensamento estava errado! Acreditava que essa pintura ocupava todo o espaço do teto da Capela e não é isso. Ela, na verdade, é bem pequena e faz parte do emaranhado de pinturas que decoram o teto. Vivendo e aprendendo! Depois de contemplar o teto (sem fotos! Pq é probido tirar fotos ou gravar vídeos), tentamos voltar por onde viemos e foi aqui que tive a decepção descrita mais acima. A sorte é que o museu é gigantesco e após sairmos da capela, ainda tinha muito pra se ver. Passamos umas 4 horas dentro do museu e creio que não chegamos nem perto de ver a totalidade de suas obras. Percebi então, que por mais disposição e tempo que você tenha, não dá pra ver tudo! Dentro do museu, encontrei uma lojinha e comprei alguns souvenirs.

                                         Terço 

      Imã de geladeira da pintura de Michelangelo na                            Capela Sistina 

                  Medalhinha do Papa João Paulo II
      E agora segue algumas fotos do museu: 





                        Zeus dando o ar da graça 

                  As escadas que dão para a saída 

      Saindo dos museus, fomos até a praça. Entrando na Praça de São Pedro e ficando de frente para a Basílica foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida! Quando fiquei de frente para a Basílica uma emoção inexplicável tomou conta de mim e chorei por vários minutos. Depois de um tempo, fomos para a fila para entrar na Basílica de São Pedro. A entrada é gratuita, porém, por causa da quantidade de pessoas, uma fila é necessária. Entrando na Basílica, demos logo de cara com a Pietà, famosa escultura de Michelangelo, que retrata Jesus morto nos braços de sua mãe. A basílica é lindíssima! E como em muitas igrejas, você não sabe se olha para o chão, teto ou paredes... parece quem em cada canto, há algo para se ver.


                                            Pietà

      Local onde está sepultado o Papa João Paulo II            dentro da Basílica de São Pedro 
                Dentro da Basílica de São Pedro 
      Ao sairmos da Basílica, outra atração surge: A Guarda Suíça, que é a guarda de segurança pessoal do Papa e as forças armadas do Vaticano. Não se enganem pela vestimenta, a guarda suíça é uma das forças de segurança      mais treinadas do mundo. 

                                  Guarda Suíça 
      Após voltarmos a Roma, depois de conhecer o menor país do mundo, fomos em busca da Igreja Santa Maria della Vittoria, que ficava perto da hospedagem. Essa igreja é bem pequena em relação as outras, mas é bem famosa por conta da obra de um famoso escultor chamado Bernini, “O êxtase de Santa Teresa”. Essa obra até hoje é tema de discussões, pois há quem diga que as expressões de Santa Teresa são meio, bem, eróticas. Fica aí essa curiosidade.

                   Igreja Santa Maria della Vittoria 

                       O êxtase de Santa Teresa 
      Depois de um dia de tantas emoções, só nos restou voltar a hospedagem, jantar e descansar para aproveitar o que seria o nosso último dia em Roma.
      *Valores
      - bilhete ida e volta Vaticano: 5 euros
      - comida: 23 euros 
      - souvenirs: 20 euros
      Total: 49 euros
       
      Dia 06         08/05     Vaticano e Roma
      Acordamos cedo porque dia de quarta no Vaticano, ocorre a audiência papal. Enquanto lia sobre a viagem, acabei encontrando informações esse evento semanal. Toda quarta, se o Papa não tiver compromisso, ele sai a Praça de São Pedro e lê uma oração em italiano que é traduzida em várias línguas inclusive em português, por padres diversos. No final de tudo isso, ele convida as pessoas presentes a rezar um pai nosso e uma ave maria e na maioria das vezes passeia pela praça em seu veículo, conhecido carinhosamente por papa móvel. Qualquer pessoa que entra na praça, pode participar do evento. Mas em pé. Já algumas pessoas conseguem sentar em cadeiras colocadas justamente para esse evento e conseguem apreciar a cerimônia mais confortáveis. Para conseguir sua cadeira, você precisa mandar um email com meses de antecedência ao escritório do Papa, dando algumas informações como nome e quantidade das pessoas que irão participar etc. E nós conseguimos o convite! Que deveria ser trocado no próprio Vaticano. Infelizmente, não conseguimos realizar a troca pois quando chegamos, encontramos o portão onde se realiza a troca, fechado. 😥 Todavia, não teve problema nenhum porque o sentimento que tivemos em estar naquele lugar, naquele momento é tão bom que não ligamos de ficar em pé. Annya, minha amiga que estava comigo, não é católica mas ficou emocionada tanto quanto eu. Quando a oração foi traduzida para o português, descobrimos que tinham bem mais brasileiros ali do que imaginávamos. Muitos gritos e várias bandeiras brasileiras foram levantadas! Uma festa só! Depois de algumas horas, a cerimônia foi encerrada e o Papa Francisco deu uma voltinha no papa móvel. Mas infelizmente estávamos bem longe, mas ainda conseguimos ter o gostinho de poder vislumbrar o santo padre.

         Brasileiras turistando na Praça de São Pedro

               Praça lotada durante a audiência papal 

      Um pontinho branco, a esquerda: é o Papa,                                      minha gente!

               Última foto da Basílica de São Pedro 
      Depois que a multidão se dispersou, fomos almoçar. E ficamos perambulando até achar a porta de entrada para um dos passeios mais magníficos que fizemos nessa viagem: descemos até a Necrópole. Necrópole significa cidade dos mortos e a Necrópole Vaticana fica a vários metros abaixo da Basílica de São Pedro. Sendo bem prática, é um cemitério que foi soterrado ainda na época do então imperador Constantino. Ele o aterrou para construir o que viria a ser a primeira basílica de São Pedro. Esse desejo do imperador, consistia em uma homenagem: construir a Basílica em cima dos ossos de São Pedro, já que existia e ainda existe a forte suposição de que o apóstolo que foi escolhido para ser a base da igreja católica, estaria enterrado nesse cemitério. Após muitos anos, o Papa Pio XI, desejando ser enterrado próximo aos ossos de São Pedro, deu início a uma série de escavações que culminaram na descoberta do cemitério praticamente intacto e do lugar que segundo relatos históricos se encontram os ossos de São Pedro. Estava muito animada com esse passeio! E nossa guia era brasileira!
      Dentro da necrópole não se pode tirar fotos ou gravar vídeos, por isso não tenho nada disponível nesse sentido, mas creio que na internet existam fotos. Éramos um grupo de 10 pessoas, todos brasileiros. Fomos informados também de usar a mochila ou bolsa na frente, a fim de evitar raspar nas paredes, porque o espaço era bem apertado. Lá fomos nós, penetrando por baixo da Basílica de São Pedro, e ouvindo as explicações da guia. Ela deixou bem claro, que não se tem 100% de certeza, mas acredita-se que os ossos são sim, de São Pedro. Foram feitos vários testes que comprovaram que a idade, causa da morte (se não me engano), sexo e idade batiam com a de São Pedro. Outra coisa que permite ter mais certeza é o local em que foi encontrado. Segundo relatos datados, os ossos de São Pedro estariam dentro de uma pequena caixa chamada “Troféu de Gaio", santuário localizado perto de uma parede com grafitos escritos em latim. Tudo isso foi repassado pela nossa guia. O passeio dura entre 1 hora e 1 hora e meia. Passamos por várias tumbas, de cristãos e pagãos, praticamente intactas ... o espaço, como eu falei, é apertado a ponto de precisarmos em vários pontos, andar em fila indiana. Por conta disso, o passeio não é recomendado para pessoas claustrofóbicas. Estar ali, naquele lugar, é ser transportado no tempo e na história. A guia nos explicava que quase tudo que víamos era de fato, da época do Imperador Constantino, ou seja de mais de 2.000 mil anos atrás! Depois de passearmos entre várias tumbas , chegamos de fato, ao lugar onde ao que tudo indica está os ossos de São Pedro. Foi um momento único! Tanto histórico quanto religioso! Finalizamos o passeio, estupefatas por tamanha experiência! Então, se puderem, façam esse passeio! Vale muito a pena!

                      Necrópole Vaticana(foto da internet)

            O troféu de Gaio (foto retirada da internet)
      Capela onde se reza diante dos ossos de São                 Pedro (foto retirada da internet)
      Após o magnífico passeio a Necrópole, fomos conhecer o famoso Castel St Ângelo, ou castelo do anjo. Esse monumento já foi mausoléu, já foi prisão e hoje é um museu. Uma curiosidade em relação ao porque desse nome: durante a Peste Negra que assolou a Europa, o Papa teve um sonho em que o Arcanjo Miguel brandia sua espada em cima do castelo e aquilo foi um sinal de que estava chegando ao fim essa tão temida epidemia. Por causa disso, uma estátua do Arcanjo Miguel foi posta exatamente no lugar onde teria aparecido em sonho. A construção é magnífica! Infelizmente, não havíamos comprado ingresso antecipado e por isso se quiséssemos entrar, teríamos que enfrentar uma fila. Mas ao avistarmos o tamanho da fila, desistimos. Mas só a vista, tanto do castelo, quanto da ponte que leva até ele, com os anjos esculpidos do artista Bernini, vale super a pena! E ah! Outro detalhe é o chamado Il Passeto, um corredor que liga o castelo a Basílica de São Pedro.

             Castel St' Angelo e a ponte com os anjos
      Já era noite e aproveitamos o resto da luz (em Roma, só escurece por volta das 20) para visitar uma igreja que queria muito ver: Santa Maria del Popolo. Andando um pouco e pedindo algumas informações, a encontramos. Infelizmente ela estava em reforma e por isso não pudemos apreciar sua fachada natural. Adentrando na igreja, percebemos que ela é formada por várias capelas, e uma das mais conhecidas é a Capela Chigi, que tem um óculo no chão e contém uma famosa escultura de Bernini “Habacuc e o Anjo". Depois do livro Anjos e Demônios de Dan Brown, o número de turistas triplicou. E fiquei super feliz de cumprir meu roteiro de conhecer todos os lugares citados nesse livro de Dan Brown!

           Santa Maria del Popolo, a esquerda da foto

               Capela Chigi e " Habacuc e o anjo"
      E aqui retornamos a hospedagem passando antes pela Piazza da Spagna e conhecendo a Fontana della Barcacia.

                       Fontana della Barcacia 

            Famosa escadaria da Piazza da Spagna
      Voltando a Roma Termini, fomos ao Mercado Centrale, o mais famoso de Roma e que fica dentro da estação. Lá provei uma das iguarias culinárias de Roma: 

                                      Trapizzino
      Retornamos para a hospedagem para nossa última noite de sono em Roma, já que bem cedo, na manhã seguinte, partiríamos para Florença.
      •*Valores
      - trem ida: 2,50 euro
      - comida: 25 euros
      Total: 27,50 euros
      E aqui, termina a primeira parte dessa viagem!   
       
      Dia 07          09/05       Florença 
      Acordamos bem cedo para pegarmos um dos primeiros trens para Florença. A viagem dura poucas horas e então, chegamos a uma das cidades mais lindas que já vi na minha vida! Primeiramente, tivemos uma pequena chateação. A hospedagem só nos receberia por volta das 14 e não eram nem 8 da manhã. Resolvemos deixar nossas coisas no depósito de bagagem da estação Santa Maria Novella. Só que não sabíamos onde ficava! Perguntei a uma pessoa que nos deu uma direção, sendo que logo em seguida outra pessoa nos deu outra. Foram longos 10 minutos até achar o bendito depósito. Depois de deixarmos as malas e levar conosco dinheiro, passaporte e umas coisinhas mais, fomos desbravar a capital da Toscana!
      Primeira observação: Florença é um ovo!!! Muito pequena! Principalmente em comparação a Roma. E além de ser pequena, ela tem charme! Sim, Firenze (seu nome italiano) é altamente charmosa e encantadora! Uma das minhas cidades favoritas em toda a viagem! Eis os pontos em que passamos:
      • Basílica de Santa Maria Novella Ela fica praticamente em frente a estação. Então não tem como não vê-la. Mas estava em reforma, por isso não entramos.

      • Santa Maria del Fiore ou Duomo
      Pra variar, nos perdemos kkkkkkk mas sugiro que você faça isso! Se perca pelas ruas de Florença, porque em algum momento você passa por todos ao lugares mais famosos. Tentando achar o Mercato Centrale, deparamos com o Duomo. E que construção fantástica!!!! Gigantesca a ponto de me fazer soltar uma longa exclamação e fitar o monumento de boca aberta durante uns bons minutos! Santa Maria del Fiore se encontra em uma praça, onde também se encontra o Batistério de San Giovani. A fila para entrar no Duomo era enorme. A praça estava realmente lotada! Decidimos não entrar. Nem no Batistério e essa foi uma decisão que me arrependo amargamente! Pois gostaria der ter visto por dentro e ter tido a oportunidade de ver de perto a máscara mortuária de Dante Alighieri. Fica para uma próxima vez, se houver! Fiquem então com as fotos!

                               Duomo e o Batistério 

      • Palazzo Vecchio
      E para não perder o costume: nos perdemos de novo! De repente, passando por uma rua, ouvimos um jeito de falar meio característico... e perguntamos a um casal que vendia coisas em uma tenda “ brasileiros?” e a resposta” brasileiros não, baianos!!!” kkkkkk Foi um dos melhores encontros que tivemos! Esse senhor nos ensinou a andar em Firenze inteira, praticamente. Seguindo as instruções dele, achamos a piazza della Signoria, não antes sem passarmos pelo Museu Casa de Dante (aliás, você verá Dante Alighieri em cada canto de Florença, e se você não recorda quem era esse rapaz, ele era o autor de “ A Divina Comédia “ e tinha Firenze como sua terra natal). Ao chegarmos a piazza, perdi novamente o fôlego ao avistar o Palazzo Vecchio! Hoje é sede da prefeitura e guarda um museu de arte. Entramos e pudemos visitar apenas o primeiro andar, já que não tínhamos o ingresso. Sua estrutura é bem antiga e só pelo fato de ser um palácio de verdade, já justifica o motivo da visita. Ainda na praça tem outros elementos que chamam a atenção: a fonte de Netuno, uma praça com esculturas que funcionam como um museu a céu aberto e uma das esculturas mais famosas: Davi, de Michelangelo. Não o de verdade, é claro! O verdadeiro se encontra na Galeria dell’ Academia, porém, não compramos o ingresso para essa galeria e sim para a Galeria degli Ufizzi, que falarei mais a frente. Apesar de não ter visto o verdadeiro, a réplica nos satisfez e muito! Davi é simplesmente perfeito!!! Dá para ver até os músculos definidos da escultura! Simplesmente espetacular!

                               Estátua de Netuno

                                 Palazzo Vecchio 

            Palazzo Vecchio, uma pequena amostra de               esculturas a direita e Davi, a esquerda
      • Ponte Vecchio e Palazzo Pitti
      Em Florença, tudo me deixava encantada! Até o simples caminhar pelas ruas... passamos pela Ponte Vecchio, uma ponte de pedra suspensa sobre o rio Arno. Famosa por ter várias joalherias. Atravessando-a, seguindo em linha reta, em poucos minutos, nos deparamos com o Palazzo Pitti. Uma construção renascentista que serviu de morada para umas das mais conhecidas e ricas famílias: os Médici, famosos por serem os principais mecenas de sua época. Hoje, o Palazzo funciona como museu e está atrelado a um imenso jardim que é como um museu ao ar livre, o qual visitaremos em outro dia.

                                     Palazzo Pitti
      • Fontana del Porcellino
      Encontramos próximo ao Palazzo Vecchio, o Mercado Novo, que é uma das feiras no coração de Firenze. Porém, essa feira tem um personagem bem peculiar: Porcellino, uma estátua de um javali que é um dos cartões postais da cidade. Dizem que se você quiser voltar a Florença, deverá esfregar o focinho desse animalzinho! Quase não o avistamos, tamanha a quantidade de pessoas ao seu redor. Mas apesar disso, lá fomos nós esfregar o bichinho!

                                      Porcellino ❤
      • Mercato Centrale
      Passamos rapidamente por outra feira da cidade: Mercado de São Lorenzo. E logo ao lado, está o principal mercado de Firenze! O Mercado é muito grande e com muita variedade de comidas! Fomos lá que por volta das 13 horas, saciamos nossa fome! Voltamos a estação, pagamos o depósito, recolhemos a nossa bagagem e lá fomos nós para a hospedagem! Mesmo com o mapa em mãos, nos perdemos! É, isso, está virando costume. Chegou em um ponto em que não aguentavamos mais andar e parei em posto da polícia para pedir ajuda, só para descobrir que a rua que procurávamos era a rua ao lado! Chegando a Allegro House, nos encontramos com nossa anfitriã e finalmente pudemos descansar! Estávamos muito cansadas porque nesse dia acordamos as 5 da manhã, andamos sem parar e ainda tinha todo o cansaço acumulado da passagem por Roma. Não saímos mais esse dia, jantamos pizza que trouxemos do Mercado, organizamos nossas coisas e descansamos para o dia seguinte! •
      *Valores:
      - Comida: 30 euros
      - Lembrancinhas: 15 euros
      Total: 45 euros
       
      8° dia      10/05/19     Florença 
      O objetivo principal desse dia era a Galeria Uffizi, a mais famosa de Florença. Acordamos por volta das 7 da manhã. Tomamos café em um local bem típico e partimos.

      O nosso horário seria as 8:30 da manhã. Chegando lá, troca-se os ingressos impressos no site por outros e adentramos na galeria. A fila para quem não havia comprado antes estava bem grandinha, então valeu muito a pena a compra antecipada de ingresso.

      E o que dizer da Galeria Uffizi? Fabulosa! Mas enorme! Nossa, lembro detalhadamente da dor que senti nos pés de tanto caminhar. A galeria tem dois andares e corredores gigantescos que também servem como espaço artístico: paredes e tetos são cheios de pinturas, além de muitas esculturas estarem presentes. Os corredores tem salas que se ligam uma a outra... então foi meio difícil organizar esse passeio, mas decidi olhar as salas e em determinado momento voltar e ver todas as obras nos corredores. E eis um aviso: cansa muito! Parece que a galeria tem infinitas salas e obras para se ver. Tenha o pensamento que não da para ver tudo. Encantada com as obras, eu tentava tirar fotos de tudo, mas em um determinado momento, não consegui mais.
      Uma sugestão é pesquisar antecipadamente quais obras fazem parte da galeria e procura-las, o restante do tempo, pode-se passear a esmo. Assim, você sente que não perdeu nada, mesmo sem percorrer todos os espaços. Após percorrer todo o corredor, em uma faz janelas temos uma obra a parte: uma outra visão da Ponte Vecchio. Já no segundo corredor, eu estava tão cansada que parei e sentei em um dos bancos dispostos no corredor. Fui caminhando e tirando fotos daquilo que realmente me interessavam muito. Depois de quase quatro horas, saímos da galeria, encantadas com a arte contida lá dentro. Tenho, pois, que chamar a atenção para obras que eu mais queria ver... O Nascimento de Vênus é deslumbrante! Eu dobrava um corredor para entrar em outra sala quando o quadro praticamente surge na sua frente... soltei um “oh!” de surpresa. Fui até a minha amiga, sinalizei que me seguisse e apontei para o quadro, e ela soltou o mesmo “oh!” kkkkkkk creio que tanto pela surpresa em que o quadro parece se materializar na nossa frente ou pela beleza artística da peça ou pelo fato de se ver ao vivo um quadro que víamos apenas em fotos ou todas as alternativas citadas acima.
      Segue fotos de algumas obras:





          Escudo com o rosto da Medusa, Caravaggio

              O Nascimento de Vênus, de Boticelli

           Vista da Ponte Vecchio de dentro da galeria
      A tarde, resolvemos passear pelos jardins de Boboli, um imenso jardim que se encontra as costas do Palazzo Pitti. Caminhando para lá, encontrei um lugar que oferecia algo que eu queria muito provar em Florença: tábua de frios e Aperol Spritz. A tábua geralmente era prato a ser pedido a noite depois do horário de trabalho e consistia em literalmente uma tábua com vários pedaços de frios: queijos, presuntos, salames etc e a bebida era alcoólica a base de laranja. Tenho que dizer que foi uma excelente experiência gastronômica!



                      E o gelato não pode faltar!
      Depois de caminhar um pouco, encontramos ao Jardins de Boboli que é um belíssimo e grandioso jardim que contém várias esculturas. O jardim é enorme e por isso assim que vimos uma placa com os principais pontos, fomos lá para escolher o que mais nós iríamos querer ver. Destaco a fonte com a estátua de Poseidon no centro e a Estátua de Atena em cima de uma colina. Pela grandiosidade do jardim e pelo cansaço, não vimos tudo mas o que foi visto foi o suficiente. Vale muito a visita!







                Annya e eu nos Jardins de Boboli 
      Retornando para casa, paramos no Mercado Central para jantar e de lá seguimos para a hospedagem.
      *Valores:
      -Comida: 28 euros
      -Ingresso Jardins de Boboli: 10 euros
      - Lembrancinhas: 4 euros
      Total: 42 euros
       
      9° dia         11/05/2019          Florença Acordamos cedo também neste dia... afinal, estar na Europa e ficar dormindo até tarde não teria graça nenhuma! Apesar de voltar pra casa cedo pra descansar ao pés é bem natural em um determinado ponto da viagem. Tomamos  café perto da estação.


      Perto das 8 da manhã, pegamos o trem na estação Santa Maria Novella em direção a Pisa Rossere. Nosso destino do dia: a Torre de Pisa ou a Torre Pendente, como chamam os italianos. A viagem de trem leva um pouco mais de 1 hora. A estação não fica perto da estação... na verdade, era necessário uma boa caminhada de uns 30 minutos. Como não estávamos com pressa e gostaríamos de dar uma volta na cidade, preferimos ir a pé mesmo ao invés de ir de ônibus, como sugeriu uma policial italiana. Pisa é uma graça de cidade! Pequena e muito arborizada! Turisticamente falando o que há pra ver em Pisa de mais famoso é o que se encontra na Piazza Dei Miracoli: a torre e a Catedral. Durante a caminhada, paramos e perguntamos a um senhor se estávamos no caminho certo, ele confirmou e nos deu uma dica, que repasso agora: cuidado com ao furtos! Em um lugar com uma grande quantidade de pessoas pode acontecer furtos, então atenção! Não tivemos nenhum problema quanto a isso, mas é importante ficar atento! Visualizamos a praça de longe e antes de entrar nela, entramos em uma lojinha com diversos souvernirs e comprei um copinho que era inclinado! Finalmente na praça, surge aquele momento de admiração em ver ao vivo um lugar que você viu diversas vezes em fotos. Após o deslumbramento inicial, fomos dar uma volta pela praça e claro procurar o melhor lugar para tirar fotos bem inusitadas! E não éramos as únicas... era cada pose!


      Almoçamos por lá mesmo e após a refeição voltamos a estação para retornar a Florença. Praticamente nesse ponto da viagem, percebi que ainda tínhamos um dia e meio e já tínhamos visto tudo!!! Nesse momento, me arrependi de não ter deixado mais dias para Roma. Mas esse tipo de coisa acontece. Mas mesmo com esse fator , tenho que deixar claro que passear por Florença é uma delícia! Após dar uma volta novamente pelo Palazzo Vecchio, Ponte Vecchio, dar uma nova olhada no Porcellino, passamos pelo Mercado Central e voltamos antes de anoitecer para a hospedagem.
      *Valores:
      - comida: 19 euros
      - lembrancinhas: 11
      Total: 30 euros
       
      10° dia         12/05/19      Florença
      Esse dia foi basicamente livre... sem roteiro pré definido. Até porque repito o que disse antes: Florença é pequena e muito dá para ser visto em pouco tempo. Resolvemos então só andar por ai... passamos novamente pela Piazza della Signoria para admirar a estátua de Poseidon, a cópia de Davi, o Palazzo Vecchio e a praça em si.
       
                 Brincadeiras na Piazza della Signoria 
      Andando a esmo, encontramos um parque um pouco mais afastado do centro onde pessoas faziam piqueniques, caminhavam ou só conversavam. No centro do parque havia uma fonte que jorrava água enquanto patos se divertiam ao redor dela.
       


      Depois de passar a manhã ali, almoçamos e nos perdemos por Firenze... cidade que me encantou demais e por isso mesmo foi triste me despedir dela. Andamos sem rumo pelas ruazinhas da cidade, notando as inscrições nas paredes da Divina Comédia, obra de Dante Alighieri. Ah, Dante, agora entendo a sua mágoa por ter sido exilado dessa maravilhosa cidade. Passamos a tarde assim, sem rumo certo. E ainda falando de Dante, me lamentei muito do fato de não poder ter conhecido a igreja de Santa Marguerita, na qual dizem que foi onde Dante viu Beatriz pela primeira vez e se apaixonou. Essa igreja só abria em momentos bem específicos, ela não poderia ser visitada em qualquer dia e hora e infelizmente os horários não bateram. Retornamos para a hospedagem para arrumar tudo e deixar tudo pronto porque na manhã seguinte partiríamos para Veneza!

      *Valores:
      - Comida: 30 euros 
       
      11 ° dia Segunda-feira 13/05 Veneza Mestre 
      O trem para Veneza Mestre só sairia as 09:30 da manhã, por isso, não foi necessário acordar tão cedo. Minha amiga estava muito animada, porque para ela, um dos pontos altos da viagem seria Veneza. Pegamos as malas já arrumadas e fomos até a estação, parando no caminho para tomar café. Após isso, lá fomos nós, carregando as malas nos degraus... eis uma dica: NÃO leve mais de uma mala e de preferência mala pequena ou média. Nem sempre ajudam você! Depois de encontrar a plataforma, entramos no trem. CUIDADO! Fique sempre atento a plataforma e ao trem que você vai pegar. Presenciamos mais de uma vez, pessoas subindo no trem errado. A viagem levou umas duas horas e enfim, estávamos em Veneza Mestre. Aqui vai uma explicação: não ficamos em Veneza, a turística, e sim em uma cidade antes dela. O motivo foi o valor da hospedagem. Veneza é uma cidade bem cara! E Veneza Mestre fica a apenas 1 ou 2 paradas de trem de distância, uns 10 minutos apenas. Chegamos por volta de 11:30 e já estávamos sendo esperadas. Um simpático chinês era um dos proprietários do ligar que ficaríamos Ele mostrou toda a estrutura e nos deixou a sós. Reorganizamos nossas malas, nos arrumamos e descemos para almoçar, pois havia um restaurante exatamente abaixo de nós. E outro detalhe: a hospedagem fica praticamente na frente da estação. 

      Após o almoço, compramos o bilhete e partimos para Veneza! Descemos em Veneza Santa Lucia e assim que saímos da estação, o Grande Canal surgiu imponente. Foi difícil minha amiga segurar a emoção! Foi surpreendente ver tanta água ao redor de uma cidade. Nossa primeira parada foram barraquinhas que vendiam souvenirs... uma das coisas que eu não sairia da Itália sem levar na mala, são as famosas máscaras venezianas... comprei algumas e também imãs de geladeira. Daí, ao passarmos por um supermercado, resolvemos refazer nosso estoque de lanches. Percebemos novamente, que Veneza era mais cara do que as outras cidades em que passamos. Com sacolas na mão, fomos passear pela cidade.
      Agora deixo aqui um pouco da chateação que tive: por conta dos canais, as ruas são como em zigue zague e para você chegar em um ponto, tem que ziguizaguear bastante! Depois de muito andar, chegamos a uma das pontes mais famosas de Veneza: a ponte Rialto.
      Lá ficam várias lojinhas que muitas coisas bonitas para vender e comprei uma pulseira feita com vidro colorido de Murano. Continuamos a caminhada e depois de ver as famosas gôndolas e seus barqueiros (um dos pontos altos do dia, apesar de não termos tido a coragem de dar 80 euros para um passeio), chegamos ao lugar que acredito ser o mais famoso de Veneza: a praça de São Marcos. Como em vários lugares na Itália, a praça estava passando por reformas mas isso não tirava a beleza da mesma. Nessa praça, encontrava-se a Basílica de São Marcos e seus famosos cavalos. A vista de fora, já valia muito a pensa. Fiquei muito encantada com a beleza e riqueza de detalhes que a Basílica possuía. Ao lado dela, se encontrava o Palácio Ducale, ou, Palácio dos Doges, que serve de moradia para o governante de Veneza. Também deu para avistar da praça, a Ponte dos Suspiros, famosa por ser local de lamentos para ao prisioneiros que estavam a caminho da morte.


                           Vista do Grande Canal 
       
               Na praça de São Marcos, com a Basílica                          de São Marcos ao fundo

                                       Ponte Rialto

                             As famosas gôndolas 
      Eu gostaria muito de ter entrado na Basílica mas nesse dia específico, eu infelizmente fiz uma má escolha de sapato: fui de bota de cano curto e fino. Meus pés não aguentavam mais ficar muito tempo caminhando ou em pé. Fomos sentar perto do cais e descobrimos que do outro lado estava a Basílica de Nossa Senhora da Saúde. Desistimos de ir até lá, porque o barco que faria a travessia custava 15 euros! Dessa forma, ficamos a observar a beleza arquitetônica da igreja de longe. Estava aflita em pensar em caminhar todo o caminho de volta... então resolvemos pegar um ônibus aquático que nos deixaria na porta da estação . Compramos o bilhete, fomos para o cais e ficamos atentas a qual embarcação pegar. Fiz uma pergunta a um rapaz que parecia italiano, quando uma surpresa: um brasileiro! Subimos na embarcação e durante os 15 minutos seguintes, entramos em uma animada conversa, trocando figurinhas sobre a passagem pela Itália.
      Depois desse inesperado encontro, saltamos em frente a estação e voltamos para a hospedagem, antes passando pelo restaurante e jantando. Foi realmente uma péssima escolha de sapato, mas sendo bem sincera e talvez com medo de receber represálias, tenho que dizer que para mim, Veneza não foi tudo isso que eu esperava. A cidade não causou em mim tanto impacto. Ela é bonita e quase mágica, pelo fato de ser rodeada por água, mas de fato, foi uma das que menos gostei.
      *Valores:
      - passagem de trem ida e volta: 2,70 euros
      - comida: 26
      - lembrancinhas: 13 euros
      - traghetto (ônibus aquático): 7,50
      Total: 49,20
       
      12° dia Terça feira  14/05/19  Verona
      Esse seria um dos melhores dias da viagem e essa cidade veio a ser a minha favorita. Famosa por ser a cidade que  guardou a história de Romeu e Julieta. Estava muito animada para conhecer essa cidade. E lá vamos nós!
      Da estação de Verona até a parte histórica era um pouco longe mas a cidade era tão linda que isso não importou. E na estação, compramos o Verona Card, que consiste em um cartão que dava descontos e entrada gratuitas em vários monumentos.
      Passamos primeiro pela Arena, um mini coliseu...era pequeno mas bem melhor conservado. Usamos o cartão e passeamos por esse lugar fantástico!



      Depois fomos a casa de Julieta. O pátio é aberto e lá fica a estátua da Julieta. O local estava lotado e os turistas se dividiam em tirar fotos com a estátua e com as paredes com cartas dos enamorados e os cadeados com as iniciais dos namorados. Entramos na casa que hoje funciona um museu e claro que não poderia faltar a foto na sacada.



      Minha amiga resolveu ir ao teatro Romano,  onde tem um museu com vários objetos datados da época da Roma antiga. E depois de caminhar muito, chegamos ao Castelvecchio. Um castelo de pedra belíssimo as margens de um rio. Só caminhar pelo areas do castelo já é uma experiência única mas entrar no museu é mais incrível ainda! Foi um dos melhores passeios que fizemos!



      Depois de conhecer essa cidade maravilhosa, voltamos a Veneza Mestre.
      *Valores:
      - comida: 20 euros
      - verona card: 18 euros
      - lembrancinhas: 10 euros
      Total: 48 euros
       
      13° dia 15/05/19 Veneza Mestre
      Como Veneza não havia deixado uma grande marca em nós, resolvemos passear pela cidade de Veneza Mestre. Acordamos e pouco tempo depois, o rapaz da hospedagem chegou para nos servir o café da manhã. E que café da manhã! Pães, queijos, geleia, café, leite e etc e ainda tivemos o prazer de conversar com uma família argentina que também estava hospedada ali. Perguntamos ao dono da hospedagem se podíamos deixar as malas ali até a noite, porque o nosso trem só saia por volta das 19... e que bom que fomos atendidas...

      Depois do café, saiamos para caminhar a esmo por Veneza Mestre. Acabamos passando por algumas lojas e comprando algumas lembrancinhas... a manhã passou voando e achamos um lugar para almoçar... um lugar tão acolhedor que ficamos por lá cerca de duas horas.

      Após o almoço, continuamos a passear e voltamos no fim da tarde a hospedagem, onde subimos para pegar as malas e deixar a chave da hospedagem. Descemos com as malas para o restaurante e jantamos por lá. Nos despedimos das simpáticas donas do estabelecimento e partimos para a estação a fim de esperar o trem noturno para Paris. E que momento animador! Sempre quis viajar em um trem noturno. As passagens foram compradas pela empresa pela Rail Europe, com uma cabine para 3 mulheres. O trem era enorme! E no começo, houve um pequeno desentendimento em relação ao número de cabines, mas deu certo depois e acabamos dividindo uma cabine com uma simpática canadense. Recebemos de cortesia, champanhe, frutas etc. A cabine tinha 3 poltronas e um lavabo, apesar de pequena era muito confortável. Nossa amiga canadense foi a cabine de seu marido, enquanto minha amiga e eu resolvemos ver Bird Box. Após o filme, chamamos o atendente para organizar as camas. Dormir no trem foi bem mais confortável do que eu imaginava! Dormi como um bebê. “Amanhã estaríamos em Paris”, esse foi meu pensamento antes de dormir.
      *Valores:
      - comida: 30 euros
      - lembrancinhas: 10,50
      Total: 40,50 euros
       
      14° dia Paris 16/05
      Dormi realmente muito bem no trem... pela manhã, tomamos café no vagão restaurante. Um tempo depois, saltamos na estação. O nosso destino era ir da Gare di Lyon a Gare du Nord. E eis que surgiu o pior momento da viagem. Eu já tinha ouvido falar que os franceses, em sua maioria, não falavam outra língua... portanto, aprendi algumas expressões em francês para não chegar falando logo em inglês. Mas não adiantou nada! Na estação os funcionários ou não falavam inglês ou falavam com um sotaque muito grande que não dava pra entender nada! Foi muito complicado descobri onde se pegava o metrô para podermos ir até a estação. Apesar do esforço e da simpatia, os franceses não foram nada solícitos. Após chegar a Gare du Nord, outro problema! Só poderíamos entrar na hospedagem as 14, e era bem mais cedo, portanto iríamos precisar guardar as malas no guarda volumes da estação. A questão foi que as pessoas nos deram informações contrárias e ficamos perambulando naquela estação enorme com as malas... uns 15 minutos depois finalmente achamos. Mas, os funcionários do guarda volumes também não eram nada simpáticos. Para guardar a mala, precisávamos de uma senha e tal... perguntamos como funcionava detalhadamente e a funcionária simplesmente nos ignorou! Depois descobrimos se precisávamos de moedas para colocar no cofre que seria nosso guarda volume e nós não tínhamos! Minha amiga teve que subir, comprar algo pra poder ter moedas... um sufoco!!! Finalmente quando trancamos as malas, fomos almoçar e resolvemos ao invés de passear, procurar logo a hospedagem, que não era tão perto da estação, para não ter que ficar perambulando com as malas. Lá fomos nós! Nesse momento, percebemos que nem todos os franceses são nojentos ... alguns deles foram muito gentis... quando achamos a hospedagem constatamos que ficava perto de um supermercado e compramos alguns lanches! Fomos a Igreja Sacré Coeur (ou igreja do sagrado coração). Que igreja espetacular! Ela fica acima de uma colina e como estávamos cansadas, decidimos apreciar apenas pelo lado de fora, já que ainda tínhamos um ligar a se visitar: Moulin Rouge! O cabaret mais famoso da história! E ele é lindo!!! Fiquei bastante contente, apesar de só poder vê-lo por fora... Já que para entrar, só pagando... e não era lá muito barato!

                                    Moulin Rouge

                                    Sacré Coeur
      Já era praticamente a hora de voltar a estação para pegar as malas... voltamos a estação, pegamos as malas e voltamos para a hospedagem. O quarto era ótimo! Espaçoso e ventilado. Uma curiosidade: me deu vontade de ir ao banheiro fazer o número 2. Depois de fazer, percebi que não tinha cesto pra jogar o papel e acabei jogando no vaso. Depois descobri que é exatamente assim que eles fazem na França ! Se coloca o papel no vaso. Essa fica como curiosidade meio nojenta... Depois dessa manhã muito movimentada, estávamos exaustas! Depois de tomar banho e nos deitar, fomos pensar no que faríamos da vida... Decidimos pedir um uber e ir até a torre Eiffel e vir voltando, vendo outras atrações a pé até voltar ao hotel. Eis que faço aqui uma sugestão: fiquem em um lugar próximo da área onde tem mais atrações mesmo que seja um pouco mais caro. Não foi o que fizemos. 😅 No carro, passamos na lateral do Louvre, não deu pra ver quase nada mas fiquei muito animada!!!!! Até porque a razão de eu ir a França era o museu. Mas a visita ficaria para o dia seguinte. Avistamos a torre de longe! E tenho que dizer que ela era surpreendente!!! Chegando lá fomos tirar várias fotos ao pé da torre e passeamos pelo Campo de Marte... não tínhamos a intenção de subir, portanto depois disso fomos ver outras atrações parisienses. Com o mapa em mãos, encontramos a mais famosa avenida de Paris: Champs Elyseé. Famosa por ser a via das mais famosas lojas do mundo! Mas para nós, o que importava era o que nos aguardava em umas de suas pontas: o Arco do Triunfo. Famoso monumento erguido por Napoleão. Chegando a outra ponta, nos deparamos com a Praça da Concórdia e os portões dos jardins das Tuilleries, que fica em frente ao Museu do Louvre. Passamos apenas na rua paralela. Fomos voltando a pé para o hotel e passamos também pela Praça Vendome, a praça mais luxuosa de Paris... nela se encontram várias lojas famosas e o Ritz: um dos hotéis mais conceituados e caros do mundo!



                                  Arco do Triunfo
      Já um pouco cansadas, voltamos caminhando por Paris, e entramos no restaurante perto da hospedagem a fim de comprar algo para jantar. Foi ai que de repente, percebi algumas meninas falando em português. Brasileiras em Paris!!! Encontramos um grupo de 3 amigas, onde 1 delas estava hospedada no mesmo local que nós! Foi uma festa só! Ficamos até bem tarde conversando sobre as viagens feitas até que o dono teve que nos avisar que ia fechar a parte do refeitório! 😅 Subimos e fomos organizar nossas coisas para o penúltimo dia na Europa.
      • Valores:
      - bilhete do trem: 9 euros
      - comida: 30 euros
      Total: 39 euros
      15° dia Paris 17/05
      Hoje tínhamos ganho uma nova companheira de viagem: uma das moças que estavam na mesma hospedagem que nós. Pegamos um uber e fomos a Igreja de Saint Sulpice.

            Fonte e uma das torres de Saint Sulpice 

                Linha dourada que leva ao gnomon
      Há uma grande curiosidade em relação a essa igreja...a Terra é dividida por linhas imaginárias que a dividem, uma dessas linhas chama- se meridiano. E seu ponto central se chama Meridiano de Greenwich. Porém, o que muitas pessoas não sabem é que houve outro meridiano anterior: o de Paris. E este passava exatamente dentro da Saint Sulpice... e esse marco está assinalado com uma linha dourada no chão da igreja. Seguimos para lá e a primeira vista, a Igreja é impressionante pelo seu formato. Saint Sulpice tem duas torres ao invés de uma só. Quando entramos, percebemos que era bem maior do que imaginávamos. Alguns destaques da igreja: - suas torres - seu órgão gigantesco - a linha do meridiano - gnomon Fiquei tão encantada com o ambiente que o lugar me arrancou lágrimas... a atmosfera que Saint Sulpice tem é algo fora do comum! Não deixem de ir visita- la se passarem por Paris. Depois dessa incrível visita fomos passear por Paris... no meio do caminho, paramos para almoçar e foi então que provei algo que queria muito: macarron! Um doce típico. E é muito gostoso!!!
      Voltamos a caminhar para ir ao encontro da igreja de Notre Dame. Infelizmente, fomos na época em que houve um incêndio e a construção não poderia ser visitada. Paramos algumas ruas próximas e tiramos fotos com ela ao fundo. Foi realmente uma pena o acontecido.

                 Foto com a torre da Notre Dame
      Na rua da igreja, achamos uma das sorveterias mais famosas da cidade luz: Amorino. O sorvete vem enfeitado com macarrons!! E sem falar que é muito gostoso!

          Um dos melhores sorvetes que já provei
      Nos despedimos da nossa nova amiga, depois de tirarmos belíssimas fotos pelas ruas de Paris e nos dirigimos para a maior atração de todas: o Louvre. Há muito, esse museu me encanta... e não só pela famosa Monalisa. Eu estava muito animada!!! Tão animada e feliz pela possibilidade de entrar no Louvre que assim que entramos e nos deparamos com as pirâmides de vidro, comecei a chorar! Foi indescritível a sensação!


      Depois do choro, me tornei a alegria em pessoa
      Entramos na fila e entramos no museu. Conseguimos um mapa e tentamos nos orientar entre as diversas alas e salas que compõem o museu. Procuramos em primeiro lugar, pela grande galeria, que é onde se encontra a Monalisa. Fiquei impressionada ao ver o tamanho do quadro... é bem pequeno! Apesar de já saber desse fato, fiquei um pouco surpresa. A grande galeria guarda outras obras como: A Madona das Rochas, A Liberdade guiando o povo e A coroação de Napoleão... O Louvre é enorme, então nem pense que dá pra ver tudo! Após ver os quadros que queria ver, sentamos para descansar em banco dentro da sala que representava uma sala do rei Luiz XIV.


                         A Madona das Rochas  

                     A liberdade guiando o povo 
      Depois de um merecido descanso fomos procurar a galeria que mais queríamos ver: a egípcia. Qual grande foi a nossa decepção ao descobrir que naquele dia , a galeria egípcia estava fechada. 😢 Após passar a tarde inteira no Louvre (uma das melhores tardes da minha vida) voltamos a hospedagem para jantar e organizar todas as nossas coisas pois o dia seguinte seria o dia de nossa volta.
      *Valores
      - comida: 30 euros
      16° dia Paris 18/05
      Nosso último dia na Europa... acordamos por volta das 7. E fomos rapidinho comprar mais algumas lembrancinhas... nos despedimos das meninas, pedimos um uber e partimos para o aeroporto. Despachamos as malas, almoçamos e em pouco tempo depois pegamos o avião e algumas horas depois, estávamos em terras brasileiras. Cheguei ao país, sem acreditar na sorte que tive de realizar a viagem dos meus sonhos.
      Agradeço de coração a todos que leram o relato! Muito obrigada!

       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       












    • Por MMarttins
      Em maio deste ano fizemos uma viagem de 13 dias para o Peru, sendo 04 noites em Lima, incluindo um bate e volta a Paracas e Ica, 07 noites em Cusco e 02 em Águas Calientes.
      Na parte de Cusco, a cronologia do roteiro é muito importante. Montamos o nosso, pensando na aclimatação a altitude, e evitar passeios muito pesados em dias seguidos.
      Nosso gasto total por casal, incluindo todas as despesas, até mesmo estacionamento no aeroporto no Brasil, foi de pouco menos de R$7.000,00 mais 72.000 milhas Múltiplos com passagens.
      Abaixo iremos resumir cada dia de nossa viagem, e tentar deixar algumas dicas úteis de cada lugar.
      Para isto, é importante deixar claro nosso estilo de viagem. Sempre viajamos mais no estilo “mochilão”, nos hospedamos em lugares simples, procuramos comer em lugares em que os locais comem e tentamos vivenciar ao máximo a cultura do lugar. Também gostamos bastante de aventuras, principalmente trilhas, em muitos locais para nós o percurso é tão importante quanto conhecer o lugar.
      ·         Dia 01 – Lima – Huaca Pucllana e Parque de La Reserva:
      Nosso voo chegou em Lima as 0:30, e como já havíamos reservado transfer pelo hostel devido ao horário de chegada, antes das 02:00 estávamos na hospedagem. Na manhã seguinte, em Miraflores, fizemos cambio, compramos chip de celular (vide dicas gerais) e fomos ao sítio arqueológico Huaca Pucllana.
      Huaca Pucllana é um sítio arqueológico pré-inca localizada bem no meio da cidade. A parte principal é uma pirâmide gigantesca, construída com tijolos de barro, estima-se que sua construção se iniciou por volta de 200 DC. A entrada no sítio com visita guiada custa 15 soles (estudante paga meia). Vale muito a visita, o sítio é bem diferente dos tantos outros que fomos no decorrer da viagem. (Info: http://huacapucllanamiraflores.pe/

      Saindo do sítio fomos almoçar no restaurante Punto Azul em Miraflores, onde comemos nosso primeiro ceviche maravilhoso a um preço razoável. Após o almoço, fomos a praça no entorno no shopping Lacomar onde curtimos o pôr-do-sol na deslumbrante paisagem à beira-mar deste local.
      Deste mesmo local pegamos um Uber e fomos ao Parque de La Reserva (Circuito Mágico das águas). Se trata de um parque muito grande com inúmeras fontes de água. Este local certamente foi umas das melhores surpresas de Lima, ultrapassando nossas expectativas. Dentre as várias atrações do local, a principal e mais bela é a apresentação que é realizada em 03 horários: 19:15, 20:15 e 21:30. É um espetáculo de luz e imagens refletidas na cortina de água que dura 15 minutos e mostra um resumo da história peruana. Vale a pena chegar ao local com antecedência para garantir um bom local. A entrada para o parque custa apenas 4 soles. (https://www.circuitomagicodelagua.com.pe/)
       
      Dicas e Infos:
      1)     Hospedagem: Nos hospedamos em Miraflores, entre o parque Kenedy e o shopping Lacomar. Excelente local para ficar. Nossa hospedagem foi o Miraflores Guest House, local simples, porém com ótimo custo benefício. Tenha em mente que em Miraflores, apesar de ser o lugar mais recomendado para se hospedar, por lá tudo é mais caro (restaurantes, supermercados, etc).
      2)     O percurso do aeroporto a Miraflores dura em torno de 50 minutos sem transito. O translado por lá é relativamente barato, pagamos 50 soles reservando com antecedência. Porém com Uber sai ainda mais em conta.
      3)     Cambio: A maioria das casas de câmbio fica na Av. José Larco, av. que liga o parque Kenedy ao Lacomar. Além das casas de câmbio, há várias pessoas na rua que fazem cambio. Apesar de ser estranho fazer cambio com alguém na rua, estas pessoas são devidamente identificadas com colete e são legalizados, cada um tem um número de identificação, para que possa reclamar caso tenha qualquer problema. Cuidado para não pegar nota rasgada, mesmo que seja mínimo. Em Cusco não aceitaram uma nota minha devido a um rasgado de milímetro, e não faltava nenhum pedaço.
      4)     Celular: Comprei um chip na loja da Claro na Av. José Larco. O Chip com plano de 3GB para 30 dias custou 35 Soles, e funcionou muito bem em todos os lugares durante a viagem.
      5)     Taxi: Em Lima o que não falta é taxi. Basta sair caminhando na calçada que algum taxista já vai buzinar perto de você oferecendo corrida. Nos taxis não existe taxímetro e tem que negociar o preço antes da corrida. Devido a isto, preferimos usar o UBER, o que funcionou muito bem. Para economizar, utilizamos algumas vezes o UBER compartilhado (Uberpool), e não tivemos problemas.
      6)     Trânsito: O transito no Peru é um caos, em Lima, ainda pior que em outros lugares. Então alugar carro definitivamente não é uma boa opção
       
      ·         Dia 2 - Paracas e Ica:
      Queríamos muito conhecer esta região, porém como o tempo estava curto, pensamos que não seria não seria possível, até que descobrimos a opção de fazer o passeio bate e volta de Lima. O ponto de partida do passeio foi em frente ao Shopping Lacomar as 05:00. De lá viajamos de micro-ônibus até Paracas (3 a 4 horas) para fazer o tour das Ilhas Ballestas. Este tour é feito em barco de 40 pessoas, passa pelo famoso candelabro, um geoglifo a beira-mar muito misterioso de 40 metros feito a cerca de 2500 anos, algo diferente e bem interessante, principalmente para quem não vai visitar as linhas Nazcas.

      Após a parada para apreciar o candelabro seguimos para as Ilhas Ballestas, estas ilhas são um santuário ecológico, com muitos leões marinhos, pinguins e milhares de pássaros. O passeio é apenas panorâmico, por ser área de proteção não pode descer ou nadar no local. Por cerca de 40 minutos, o barco circunda as ilhas, com vistas de milhares de pássaros e centenas de leões marinhos. Belas paisagens.

      Após o retorno das ilhas, tem um tempo livre para almoço na própria vila onde se desembarca. O almoço não está incluso no passeio, e há vários restaurantes no local para escolha.
      Finalizado o almoço retornamos ao ônibus para mais aproximadamente 30 minutos de viagem até Huacachina. O Oasis de Huacachina é um mini vilarejo pertencente a cidade de Ica. Porém o grande destaque deste lugar é que ele tem um grande lago central cercado por vegetação, e isto bem em meio do deserto, formando realmente um verdadeiro Oasis entre dunas. Chegando ao local, conhecemos a vila e fomos fazer o passeio com os tubulares nas dunas. Este passeio é bem radical. Cada carro leva em torno de 12 pessoas, e o mesmo vai em alta velocidade nos sobe e desce das dunas, é praticamente uma montanha russa nas areias. No meio do passeio, o carro para fazer o sandboarding. Sandbording é a descida nas dunas escorregando deitado sobre uma prancha. Pode se fazer duas descidas (2 dunas), e após isto o carro pega as pessoas no final da segunda descida, para mais um pouco de adrenalina no retorno ao Oasis.
      Este passeio (incluso no Tour) foi certamente um dos pontos altos do dia.
       
      O último destino do tour, foi em uma vinícola, para provarmos os vinhos e vários tipos de Piscos. Sinceramente não gostei muito das bebidas deste local, mas valeu a experiência.
      Em resumo, este tour vale a pena para quem está em Lima e não tem tempo suficiente para passar mais de um dia na região de Ica. Certamente este dia foi o ponto alto dos 04 dias que permanecemos em Lima.
      Dicas e Infos:
      1) Agência Picaflor Viajes, foi a que encontrei melhor custo benefício para o Tour, pagamos 165 soles na opção completa do passeio. Site: http://www.viajespicaflorperu.net/. Caso fechar com esta agência, o pagamento deve ser antecipado, então a maneira mais fácil e barata de transferir a grana, é via Wetern Union. Caso não conheça este sistema, a agência passa todas as informações por whatsapp.
      2) Não saia sem um bom café da manhã. O Box Lunch prometido no tour não passa de um pacote de biscoito similar a um Club Social e uma caixinha de suco de 200 ml, e a única parada no caminho é rápida e em local caro.
      3) Para o passeio das Ilhas Balestas, tente pegar lugar do lado esquerdo do barco. Neste lado terão as melhores vistas
       
      ·         Dia 03: Centro Histórico e Barrancos:
      Neste dia fomos conhecer o centro histórico de Lima. Iniciamos nosso passeio na Plaza San Martin. Desta praça há um calçadão de uns 900 metros até a Plaza de Armas que é  coração do centro histórico de Lima. No meio do trajeto há uma igreja bonitinha (Igresia de la Merced).
      A Plaza de Armas é bem bonita, contornada com seus charmosos casarões amarelos com as tradicionais sacadas de madeira, em frente fica a bela catedral de Lima e a esquerda o prédio do Palácio do Governo. No dia que visitamos a praça estava fechada devido a ter protestos previstos para este dia, os turistas podiam entrar na praça, somente para passar, se parasse algum guarda já chamava atenção. Por um lado, foi até legal, que conseguimos algumas fotos com a praça quase vazia.

      Depois fomos até a igreja São Francisco, que fica junto ao convento São Francisco. Nós visitamos apenas a igreja, porém é bem famosa a visita ao museu do convento e as catatumbas que ficam no subsolo da igreja, onde tem cerca de 70.000 ossadas de pessoas sepultadas lá. Na própria igreja há algumas grades no piso que se tem a visão dos tuneis subterrâneos e destas ossadas, o que já é bem sinistro. Para quem quiser informações da visita, segue site oficial: www.museocatacumbas.com.
      Pretendíamos visitar e almoçar no Mercado Central, porém o mesmo estava fechado, então pedimos dicas para um morador de local para almoçar. Esta pessoa nos indicou uma quadra onde teria vários restaurantes. Chegando lá havia realmente vários restaurantes, porém, todos muito simples. Como gostamos de provar a comida dos locais escolhemos um restaurante e fizemos o pedido. O preço era em torno de 12,00 soles com entrada, prato principal e bebida. Para nossa surpresa quando recebemos os pratos, os mesmos eram muito bem produzidos e a comida muuiiito boa, não perdeu em nada para o almoço do primeiro dia no restaurante em Miraflores que custou 3x mais.
      Após almoçar fomos até o famoso bairro de Barrancos. É o bairro mais boêmio de Lima.
      Após andar pelo bairro, descemos até a praia, que ao invés de areias tem pedras, porém com um bonito visual dos barrancos margeando as praias. De lá avistamos o Lacomar que parecia estar perto, então resolvemos voltar caminhando pela praia. Somente “parecia” estar perto, foi bem mais de uma hora de caminhada até chegarmos, mas valeu a pena.

      Algo que nos impressionou em Lima foi a quantidade de cassinos, em algumas partes de Miraflores tem praticamente um a cada quadra. Como nunca havíamos ido em Cassino, decidimos fazer isto neste dia a noite.
      A experiência no cassino foi bem diferente do que esperávamos. Escolhemos um dos maiores e mais bonitos, chamado Atlantic City.  No interior a princípio ficamos admirados com o tamanho e estrutura do local, comparamos 10 soles de fichas e brincamos um pouco. Após isto, fomos caminhar pelo cassino, o qual era composto na maioria do espaço por caça niqueis. Começamos a observar o semblante das pessoas nestas maquinas, o que não era de diversão, mas sim pareciam robotizadas em frente as mesmas, muitas inclusive jantando sobre estas e jogando ao mesmo tempo, ou seja, vício total. Percebendo este ambiente, sentimos o lugar realmente muito pesado e procuramos sair de lá o mais rápido possível. Valeu muito pela experiência, e após está espero que nunca liberem os cassinos em nosso país.
      Dia 04: Miraflores e viagem a Cusco.
      Neste dia como tínhamos voo à tarde deixamos a manhã para passear por Miraflores. O Malecon, é um calçadão que margeia a falésia a à beira mar.  Caminhando por ele você segue uma sequência de vários parques abertos sendo mais famoso destes o Parque Del Amor. Estes parques são muito bonitos e bem cuidados e tem maravilhosas vistas do mar.  Fomos de manhã, porém imagino que no pôr do sol deva ser ainda mais bonito.

      Após a caminhada do malecón continuamos caminhando pelo bairro e fomos até dois pequenos mercados perto do Parque Kennedy, Inka Market e Índia Market, onde compramos alguns souvenirs. Após isto almoçamos e fomos para o aeroporto, pois as 16:00 tínhamos voo para Cusco. O UBER de Miraflores ao aeroporto custou 38 soles.
      No avião já começamos nossos preparativos para enfrentar o temido Soroche (mal da altitude). Ainda em Lima compramos as Soroche Pills, um remédio vendido em farmácia para combater o mal da atitude, e assim que embarcamos já tomamos uma pílula. Vendo pela composição, não passa de vários remédios para dor de cabeça juntos e cafeína, porém não recomendo irem sem ele, me salvou no mínimo em uma ocasião.
      Em Cusco, ainda na área de desembarque, já há um pote de folhas de coca para pegar e mascar, o que ajuda muito com os efeitos da altitude. Podem mascar sem medo (ou esperança, rs), pois a folha de coca não tem nenhum efeito alucinógeno.
      Do aeroporto fomos direto ao hostel, e depois saímos para jantar, e demos uma passada na maravilhosa Plaza de Armas de Cusco. Neste dia sempre procurando andar o mais devagar possível, e para o jantar pedimos apenas 02 entradas, tudo isto para mitigar os efeitos do soroche. Referente a altitude, neste primeiro dia sentimos apenas uma leve tontura, nada demais.
        Dicas e Infos:
      1 – No voo de Lima a Cusco vale a pena pegar janela, pois tem belas paisagens das montanhas dos Andes;
      2 – Para ir do aeroporto de Cusco ao centro, terá dezenas de taxistas oferendo corridas no desembarque. Vão pedir em torno de 25 soles, negociem que o preço chega fácil a 10 soles. Neste caso o UBER era mais caro;
      3 – Para evitar o Soroche, recomenda-se no primeiro dia evitar qualquer esforço físico e comida pesada;
      4 – Sobre local para hospedagem em Cusco, quanto mais próximo da Plaza de melhor, consequentemente mais caro. O ideal é encontrar um meio termo, de acordo com o que pretende gastar. Nos hospedamos no Sumayaq Hostel, que é um casarão bem antigo, com estrutura simples e antiga também, porém bom atendimento e limpeza. A localização foi muito boa, pois ficava a uns 500 metros da Plaza de Aramas e próximo ao Mercado San Pedro, e sem nenhuma subida forte para chegar;
      5 – Tudo próximo da Plaza de Armas é bem mais caro, então caso for comprar qualquer coisa, não compre nesta região. Afastando poucas quadras você encontrara preços bem mais baixos.
       
      Dia 05 – City Tour Cusco
       Nosso primeiro dia inteiro em Cusco, procuramos programar algo mais leve pela questão da aclimatação na altitude. Neste dia levantamos e fomos a Plaza de Armas, compramos nosso boleto turístico e fomos visitar o Museu Histórico Regional. Este museu é bem interessante, pois mostra um resumo da história peruana desde a pré-história até a época atual, e como é de se esperar o maior foco é na era dos Incas e da “colonização” espanhola.
      Após isso fomos procurar uma agencia para fechar nossos passeios (mais detalhes vide dicas).
      Já agendamos para esse mesmo dia no período da tarde o City Tour. Este passeio leva aos principais sítios arqueológicos ao redor da cidade. Visitamos Qoriqancha, Sacsayhuaman, Qenqo, Tambomachay e Pukapukara. O destaque é Sacsayhuaman, um sítio arqueológico bem interessante. Na visita, após as explicações do local, a guia nos deu 30 minutos livres e sugeriu o seguinte: se quiséssemos uma foto panorâmica do local subisse o morro do lado esquerdo, ou se quisesse visitar os principais pontos do sítio subir morro a direita. Como eu sempre quero ir em todos os lugares fui nos dois, subi bem rápido as escadas, o que creio que foi a causa de uma dor de cabeça terrível que tive a noite, fui salvo pela Soroche Pills. Este tour é melhor maneira de conhecer todos esses lugares em meio período.  A parte ruim fica por conta de tempo livre limitado em cada local, problema comum em Tours.
      Por volta das 18:30 estávamos de volta na cidade. Para quem tem pouco tempo na cidade é possível conciliar este tour com algum outro passeio, exemplo, Maras y Moray ou Vale der Sur.

       Dicas e infos:
      1 - Boleto turístico: Certamente em Cusco você vai necessitar comprar o boleto turístico. O completo custa 130 soles e dá direito a entrada em 16 lugares com validade de 10 dias. Há versões de 70 soles com acesso a apenas alguns lugares e válido por menos tempo. Caso vá ficar pouco tempo na cidade vale a pena avaliar qual é mais viável.
      2 - Todos os passeios em Cusco (exceto Machu Picchu) são bem baratos e tem dezenas de agências no local que oferece as mesmas opções. Então vale a pena deixar para fechar quando chegar lá, não há risco de ficar sem vagas. Antes de ir, seguindo dica do pessoal do www.uaivambora.com.br, conversei com a Luz da agência Surco Peru Adventure’s. Porém somente quando estava lá negociamos os valores e fechei todo o pacote passeios por um bom preço. A Luz nos prestou excelente atendimento, nos auxiliando com tudo que necessitamos antes e durante nossa viagem. Para quem se interessar o contato dela é o seguinte: +51 984848674 (WhatsApp).
      Dia 06 – Maras Y Moray.
       Seguindo a estratégia de fazer os passeios mais leves nos primeiros dias para uma boa alimentação, nesse dia fomos a Maras y Morais. Este tour sai da Plaza de Armas às 8:30 e aproximadamente às 15:00 já está de volta em Cusco.  
      A primeira parada Tour é no povoado de Chinchero. Nesse local visitamos uma associação de moradores que produzem diversos produtos artesanais para comercialização, principalmente de tecelagem com lã de Alpaca. Uma pessoa faz apresentação mostrando como são feitos os principais produtos, utilizando técnicas da época dos Incas.
      O próximo destino é o sitio arqueológico de Moray, que segundo historiadores era um laboratório agrícola dos Incas. O sitio tem uma série de plataformas circulares que parecem anfiteatros. Como há uma diferença de temperatura em cada nível, os Incas poderiam fazer experimentos e definir os melhores locais para produção de cada tipo de plantação.

       Em seguida fomos a salineira de Maras. Esta salineira é composta por mais de 3000 poças para produção de sal utilizando a água de uma fonte da montanha que, segundo nosso guia, tem 7 vezes mais sal que a agua do mar. A Salineira é localizada numa grande ladeira e compõe uma paisagem espetacular. As poças são divididas por mais 300 famílias e é passada de geração em geração não podendo ser vendidas. Os métodos utilizados para produção do sal são totalmente artesanais. O lugar é único diferente de qualquer outra coisa que já que já tinha visto.

       Retornamos para Cusco as 15:00, almoçamos e visitamos o Museu de Koricancha e Museo de Arte Popular, ambos bem menores e mais simples que o visitado no dia anterior.
       Dicas e Infos:
      1 – Neste Tour, leve algo para comer, pois o retorno é as 15:00 e não há parada para almoço.
      2 – A entrada em Moray esta inclusa no boleto turísticos, porém em Maras é necessário pagar 10 soles.
      3 – Vale a pena pegar lugar na janela no ônibus, pois no caminho há espetaculares paisagens das plantações com as montanhas nevadas ao fundo, principalmente nas proximidades de Maras.
       
      Dia 07 – Pisac:
      Nesse dia optamos por fazer o passeio por conta, sem Tour.  Pisac é uma cidade nas proximidades de Cusco que fica a 2800 m de altitude, porém o sítio arqueológico de Pisac fica em uma montanha ao lado a 3400 m. Para nós, com exceção de Machu Picchu, este foi o mais lindo Sítio Arqueológico da região.
      De manhã, passamos um pequeno susto. Minha esposa acordou mal, muita falta de ar, tonturas, dor de cabeça e sangramento pelo nariz. Eu já estava ligando para o seguro para encontrar o hospital mais próximo, mas uma funcionária do hostel procurou nos aclamar afirmando que tudo aquilo era apenas efeito do soroche. Decidimos ir para o passeio e observar até a tarde para avaliar a necessidade de ir em um hospital. Ela estava certa, minha esposa foi melhorando no decorrer do dia, e se tivéssemos ido ao hospital teria grandes chances de estragar o restante da viagem.
      Seguimos com a programação do dia, do nosso Hostel caminhamos pouco mais de meia hora até o ponto onde saem as vans para Pisac, que fica a 35 km de Cusco. Chegando na cidade pegamos um táxi para o sítio arqueológico as 11:30 já estávamos na portaria do mesmo. O taxista já queria combinar o horário para nos buscar, preferimos não combinar para ficar com tempo livre no local, e foi a melhor escolha possível. O sítio arqueológico de Pisac é muito grande e os tours visitam apenas uma pequena parte dele, onde estão os principais monumentos. Porém partindo dessa parte há uma trilha que segue pela crista da montanha até o final do sítio arqueológico. A trilha a conta com várias sobe e desce, normalmente por escadarias bem rusticas, então deve estar minimamente preparado fisicamente. Mas fazendo devagar é tranquilo, e as paradas são obrigatórias pois sempre há uma paisagem maravilhosa, com vistas do Vale Sagrado, escadas incas, tuneis, etc. Quase no final da trilha você se depara com o Templo do Sol, para mim a parte mais linda do sítio. Até aí já havíamos caminhado por mais 3 horas, com as idas e vindas e vários pontos, e teríamos que retornar a entrada do parque para chamar o táxi e voltar para a cidade. Porém sabíamos que havia uma trilha que descia pela montanha até a cidade, então perguntamos para um guia no local qual o tempo para chegar na cidade por essa trilha, o qual nos informou que era cerca de 40 minutos. Não restou dúvidas seguimos pela trilha. Lógico que gastamos bem mais de 40 minutos pois além do cansaço a cada a poucos metros parávamos para tirar lindas fotos. A Trilha desce a montanha em meio a mais ruínas e lindas vistas das montanhas. Chegamos na cidade de Pisac por volta das 17:00 horas. Almoçamos e pegamos a van de volta Cusco. Foi um dia espetacular e foi uma excelente escolha ir por conta deste lugar.

       Dicas e infos:
      1 – A van de Cusco a Pisac custa 4 soles, e o ponto de saída fica a cerca de 15/20 minutos da Plaza de Armas. Se preferir ir de Uber/táxi pagará no máximo 5 soles.
      2 – De Pisac ao sitio dá para subir pela trilha ou de táxi, porem subir e descer pela montanha pode ser bem cansativo. Se for para escolher apenas um trecho melhor subir de táxi e descer pela montanha. O táxi lá é bem caro, 30 soles, uma sugestão para economizar é esperar alguém para dividir.
       
      Dia 08 – Laguna Humantay
      Este era realmente nosso primeiro desafio físico da viagem. Subir até a Laguna com altitude superior a 4200 metros, pela trilha com aproximadamente 7 km (ida e volta), sendo destes, uns 2 km em subida bem íngreme.
      Esta lagoa fica aos pés do Nevado de Salkantay, e está no início da famosa trilha de Salkantay que leva até Machu Picchu. A lagoa é formada pelo desgelo desta montanha, e tem águas cristalinas com tons azulados e esverdeados (dependendo do sol) e suas águas espelham o nevado atrás, formando uma paisagem surreal.
      Primeiro vamos falar do passeio. Pagamos 55 soles incluindo transporte, guia, café da manhã e almoço, e mais 10 soles de taxa de entrada na Laguna. Valor muito baixo pelo que é oferecido.
      A van nos pegou no hostel as 4:30, viajamos por cerca de 2 horas até a parada para o café. O café da manhã é simples, porém muito bom. Depois seguimos por pouco mais de uma hora em estrada de terra e muitas curvas.
      Em torno das 09:00 chegamos ao ponto inicial da caminhada. Os primeiros 1,5 km são por uma estrada praticamente plana. Após este trecho começa realmente a subida.
      Há a opção de alugar cavalos para subir, para nós esta não era uma opção, pois tínhamos nos preparados muitos para estes desafios. Fomos subindo em nosso ritmo, devagar e sempre. Na trilha você não verá ninguém com expressão tranquila, exceto os locais, a altitude realmente pega todos. Compramos uma lata de oxigênio (vide dicas) por precaução, pois minha esposa tem bronquite. Não sei se foi devido a estarmos com o oxigênio, mas um menino que aluga os cavalos nos seguiu até mais da metade da trilha, ele acreditava que iriamos desistir, se deu mal. Apesar de cada grupo ter um guia, cada pessoa sobe no seu ritmo, então durante a trilha é por conta própria. Uma ressalva especial a nosso guia deste dia, o nome era Denis, e o cara era sensacional, muito simpático e sempre motivando a todos para conseguir.
      Após pouco menos de 2 horas do início da caminhada chegamos a Laguna, e neste momento qualquer cansaço simplesmente desaparece. Não queríamos perder nenhum segundo daquela vista surreal. Tínhamos 40 minutos de tempo lá em cima, mas ficamos por mais de uma hora, foi difícil o guia conseguir tirar todos daquele lugar.
      Durante a subida o tempo estava totalmente encoberto, imaginamos não íamos pegar sol na Laguna. Porem quando chegamos o tempo abriu parcialmente permitindo aproveitarmos os efeitos de cores da agua com o reflexo do sol. Assim que saímos o tempo fechou novamente, “Valeu São Pedro”.

       
      Em seguida descemos até as vans, e voltamos ao mesmo local do café da manhã para almoçarmos.
      Chegamos de volta em Cusco por volta das 18:30 da tarde.
      Dicas e infos:
      1 – Procure não fazer este passeio nos primeiros dias de estadia em Cusco, faça boa aclimatação antes. Se se sentir melhor, leve uma lata de oxigênio que vendem em farmácias em Cusco. Para comprar o oxigênio, va a um apequena farmácia na calle Zetas, depois do templo de Qorinkancha, é a metade dos preços das farmácias mais próximas da Plaza de Armas.
      2 – Leve água, 1 litro por pessoa é suficiente, e alimentos energéticos (chocolates, doces, etc.).
       
      Dia 09 – Viagem de Cusco a Aguas Calientes.
      Para visitar a Machu Picchu é necessário ir até Aguas Calientes, que é uma cidade criada apenas devido ao turismo neste local. Porém como não há estradas, o acesso a este local é somente por trem ou a pé. Sendo assim para fazer o percurso de Cusco a Aguas Calientes, se resume a 03 opções;
      -Trem, opção fácil, porém muito cara;
      -Trilhas, (cerca de 05 dias), opção também cara e necessário reserva com muita antecedência;
      -Van/caminhada, opção barata e com aventura.
      Quando inicie a pesquisa me assustei com os preços dos trens, que cobravam em torno de 70 dólares por trecho, cerca de 2 horas de viagem. Pesquisando outras opções encontrei as opções de van, que cobram em torno de 35 soles por trecho. Também recebi excelentes dicas do pessoal do blog www.uaivambora.com.br a respeito desta opção de transporte. No final de contas encontrei uma passagem promocional para o dia da volta de trem por 44 dólares, e para poder ganhar um dia no roteiro, visto que a opção da van toma praticamente um dia, optei por ir de van e voltar de trem.
      A van nos pegou no hostel as 07:30 da manhã, e saímos de Cusco umas 08:30, daí fomos até Ollantaytambo onde faz uma parada de uns 20 minutos para quem necessitar comprar algo ou comer. Neste momento estava tempo ruim e começou a chover, nos deixando um pouco preocupados, afinal teríamos que caminhar 15 km, o que com chuva poderia ser bem mais difícil. A partir deste ponto realmente começa a aventura, o próximo trecho é uma subida que parte de 2.800 até 4.400 metros em cerca de 40 KMs, (nem precisa dizer que é só curvas, né). Porém a paisagem na parte alta da montanha é muito bela, vale a pena pegar lugar na janela nesta viagem. Após isto desce pela montanha até nível de pouco mais de 1.000 metros, com mais curvas ainda, e mais paisagens lindas.

      Esta é a parte tranquila da viagem, porque após o vilarejo de Santa Maria, o caminho segue por estrada de terra estreita o tempo todo a beira de um precipício. O motorista da van vai buzinando nas curvas com o intuito de alertar caso venha algum carro na direção oposta. Este trecho tem por volta de 30 KM.
      Perto das 15:00, chegamos ao ponto final da Van, que é um restaurante que quem tinha o almoço incluso no translado iria almoçar. Próximo ao restaurante, uns 05 minutos de caminhada, tem uma cachoeira espetacular, bem alta, vale a pena ir.
      Neste momento a chuva havia parado (obrigado São Pedro 2), e já iniciamos nossa caminhada, pois estávamos preocupados em chegar antes de anoitecer. Chegando a estação de trem, vimos que muitas vans levavam os passageiros até lá, e no nosso caso já tínhamos caminhado quase 3 KM, incluindo a ida a cachoeira, por este motivo que nosso percurso deu 15 km, enquanto li vários relatos eram 12 km. Neste momento a fome apertou e percebemos que ir sem almoçar não seria boa ideia. Havia na estação alguns restaurantes bem simples, onde comemos um bom PF por 10 soles.
      A partir da estação deve caminhar por alguns metros na linha do trem e pega uma saída a direita com uma subida inclinada, mas com cerca de 300 metros apenas. Depois sai em nova linha de trem e segue pela mesma. A trilha não tem erro, é somente seguir a linha, e você nunca estará sozinho, muita gente faz este percurso. Chegando a Aguas Calientes, há uma saída a direita, caso chegue em um túnel, não atravesse, volte alguns metros porque você passou a saída. O percurso todo é entre montanhas muito íngremes de todo os lados, observando a geografia do local fica fácil perceber que os Incas queriam realmente esconder Machu Picchu. O trecho todo é quase plano, tranquilo de fazer. O que nos cansou no final da trilha foi o peso da mochila, pois por mais que reduzimos, iriamos passar 02 noites, como a previsão do tempo estava ruim tivemos que levar roupas para frio, e para caminhar mais de 03 horas cada quilo conta muito no final. O final da trilha foi a noite, mas como havia várias pessoas caminhando foi tranquilo.
      Chegando na cidade já compramos passagem do ônibus a Machu Picchu para próximo dia e fomos direto ao hostel para descansar, estávamos exaustos.
      Resumindo valeu muito a pena escolher esta opção. Para quem curte aventuras e considera que o percurso faz parte do passeio, esta com certeza será a melhor opção, e não é somente pela economia. As paisagens do percurso do trem são bonitas, mas nem se comparam com o percurso da van/trilha, e podemos afirmar isto, pois utilizamos as 2 opções.
       
      Dicas e infos:
      1 – Leve alguns alimentos, pois somente poderá almoçar quando chegar ao ponto final da van, cerca de 15:00.
      2 – Caso goste de emoção, sente na janela do lado esquerdo van, ficara no lado do precipício na última etapa do caminho, foi minha opção;
      3 – Reforçando, leve o mínimo de peso possível na mochila para facilitar na trilha.
       
      Dia 10 – Machu Pichu
      Eis que chega um dos 2 dias mais esperados da viagem, (o outro é o da  Rainbown Montain), a visita a Machu Picchu, uma das 7 maravilhas do mundo.
      Havíamos comprado trem para voltar até Ollantaytambo neste mesmo dia a noite, mas 2 dias antes ficamos sabendo de uma paralização geral que ocorreria na região neste dia e iria fechar todas as ferrovias e rodovias. Fomos até a Inca Rail e troquei as passagens para o próximo dia pela manhã, sendo então necessário passar 2 noites em Aguas Calientes. Este fato acabou sendo até melhor devido ao cansaço do dia.
      De acordo com informações de pessoas que conhecemos na viagem, os dois dias anteriores foram só chuva e nuvens em Machu Picchu, e a previsão para nosso dia era ainda mais chuva. A noite sonhei algumas vezes com as condições climáticas do dia, tamanha era a ansiedade. Quando acordamos a primeira coisa que ouvimos foi o barulho da chuva. Porém “para nossa alegria”, ao abrir a janela vimos que o barulho era das quedas das corredeiras do rio que corta Aguas Calientes. Apesar de nublado não chovia.
       Para ir de Aguas Calientes a Machu Picchu há 2 opções:
      - Ônibus: 20 minutos, pelo “precinho” de 12 dólares o trecho.
      - Trilha: Em torno de 3 km, sendo que 1,5 km é subida forte, praticamente toda em uma escadaria de pedras.
      Optamos por subir de ônibus, pois queríamos estar bem fisicamente para aproveitar o máximo, e a volta decidiríamos na hora.
      Uma pausa no relato para um breve resumo das regras de visitação do sitio:
      As entradas são com hora marcada, estando lá dentro ninguém ira controlar seu horário de saída, porém você deve manter o percurso sempre no sentido indicado, ou seja, há segurança em alguns pontos, os quais não permitem que ninguém retorne. Há opção de comprar ao ingresso somente para o sítio, ou incluir uma das 02 montanhas, Wayna Picchu ou Machu Picchu, as quais também tem hora marcada para subir, e no caso de quem for subir a montanha tem o direito de entrar 02 vezes no sítio.
      No nosso caso eu iria subir a Wayna Picchu e minha esposa não, então estávamos meio perdidos para definir a logística do passeio. Nossa entrada era as 08:00 e eu teria que subir a montanha as 10:00.
      Quando chegamos no hostel na véspera, a pessoa que nos atendeu já se ofereceu para auxiliar com o passeio e nos deu excelente sugestões. Sugeriu que entrássemos juntos e fossemos até um local chamado a casa do guardião, onde se tira as melhores fotos panorâmicas, e de lá eu fosse direto para a montanha, enquanto eu estivesse na Wayna Picchu minha esposa visitaria a ponte Inca ou porta do sol, e quando descesse já saísse direto entrasse novamente no sitio e encontraria minha esposa no mesmo lugar onde separamos e seguiríamos com a visita. Um pouco confuso, né? Também achamos quando recebemos a explicação, mas fizemos desta forma e foi perfeito.
      Entramos no sítio umas 8:30, ficamos juntos na primeira parte até 9 e pouco, e eu segui para a montanha.
       
       A subida da Wayna Picchu é por uma escadaria da época Inca, bem inclinada e estreita, e sempre a beira do precipício. E é o mesmo caminho para quem sobe e quem desce, então ao cruzar com pessoas, é necessário parar em algum ponto com mais espaço e esperar passar. Mas subindo com calma e usando sempre o bom senso pode ir tranquilamente.
       As 9:40 já liberaram o acesso do grupo das 10:00, e como eu já estava na entrada da montanha fui o primeiro a subir. A partir do meio da subida começa e ter excelentes vistas de Machu Picchu. Quando cheguei ao topo da montanha, contrariando todas as previsões climáticas, não havia mais nem nuvens, tempo lindo, e como o local estava vazio pois eu fui o primeiro a subir, então foi possível tirar excelentes fotos. No topo tem muito pouco espaço, então caso tenha muita gente creio que fica bem complicado, porém se isto ocorrer não se preocupe, a vista um pouco para baixo do topo é igual ou ainda melhor. Subi e desci num bom ritmo e fiz tudo com 1:40.

      Após descer me dirigi direto para a saída, fechei com uma guia para termos todas as explicações do sitio, pagamos 30 soles por pessoa em um grupo de 4 pessoas. Entrei novamente no sitio, encontramos minha esposa no local combinado, e fizemos o tour completo.
      O sitio arqueológico de Machu Picchu realmente é fantástico, não dá para chamar de ruinas, porque devido ao mesmo não ter sido encontrado pelos espanhóis, as construções estão em perfeitas condições. Seguimos no tour, e quando chegamos próximo a última parte do sítio, a guia nos perguntou se já iriamos sair ou queríamos permanecer mais tempo no local, pois se quisemos sair seguiríamos com ela na parte final e sairíamos, e caso quisemos ficar mais, ela daria ali as explicações da última parte e ficaríamos livres naquela região o quanto quiséssemos, pois se seguimos mais passaríamos por um dos pontos que ficam os seguranças e não pode retornar. Optamos pela segunda opção, e ficamos mais um bom tempo nesta parte do sítio, curtindo o lugar e tirando fotos com as llamas. Falando das llamas, estas são uma atração à parte em Machu Picchu estão espalhadas por todo o sitio, e realmente é fácil entender porque tem tantas fotos legais com llamas, realmente parece que o bicho faz pose para as câmeras. Muito legal a interação com elas.
      Após isto visitamos parte faltante do sitio com bastante calma e saímos.
      Outro ponto que demos sorte também, foi que devido paralisação citada no início do texto, Machu Picchu estava bem mais vazio que o normal para a época do ano.
      Saímos do sítio próximo das 16:00. A decisão da volta, como já era esperado, foi pela trilha. Logo ao iniciarmos a descido começou a chover, São Pedro foi realmente muito generoso conosco mais uma vez. Gastamos pouco mais de uma hora do sitio até o hostel, caminhando tranquilamente.
      Ao chegar confirmamos como realmente foi melhor a mudança do dia do trem, pois como estava ante teríamos que esperar até as 21:00 cansados e sem banho para pegar o trem e chegar as 23:00 em Ollantaytambo.
      Foi um dia mágico Machu Picchu correspondeu a nossas expectativas, fazendo jus a ser uma das 7 maravilhas do mundo.
       Dicas e infos:
      1 – Compre ingressos para Machu Picchu com antecedência, pois o número de visitantes é limitado. Se for subir na Wayna Picchu, compre com muita antecedência. Eu comprei com 3 meses de antecedência. Um mês depois minha esposa mudou de ideia e queira ir na montanha também, verificamos e não tinha mais ingressos.
       
       Dia 11 – Ollantaytambo
       Neste dia, como tivemos que dormir mais uma noite em Águas Calientes, acordamos cedo, descansados, tomamos o café e pegamos o trem as 08:00 para Ollantaytambo.
      A viagem de trem durou cerca de 1:40, a linha acompanha o rio Urubamba. As paisagens durante o percurso são bonitas, mas como citado anteriormente nem se comparam com o caminho da opção de van/caminhada.
      Chegamos na estação guardamos as malas, as empresas de trem têm serviços de armazenamento de bagagem grátis para cliente, e já fomos para o Sitio Arqueológico de Ollantaytambo.
      Fizemos a visita sem guia e no nosso ritmo. Este sitio também é muito bonito, a maioria das pessoas o considerem o mais belo depois de Machu Picchu, mas para nós Pisac esta na frente, desde que faça a visita completa no mesmo. Em Ollantaytambo fizemos o segundo maior circuito, que passa em praticamente todo o sitio. Na parte da manhã o local fica bem mais vazio, pois os tours normalmente chegam no período da tarde, o que proporcionou ainda mais tranquilidade na visita. Com 2 horas é possível visitar todo o local sem pressa. Mesmo com vários pontos importantes para se conhecer no sítio; como o templo do sol, o rosto na montanha, etc; o que mais me encantou foi uma charmosa casinha encravada na parede da montanha, que aparece na foto a seguir (porque? Será que já morei lá? rs).

      Saímos do Sitio em torno de 13:30 e fomos para o centro da cidade almoçar, onde comemos o melhor aji de galiña da viagem. Ollantaytambo é uma cidadezinha muito aconchegante, te faz realmente sentir alguns séculos atrás no tempo. Afinal a cidade nunca ficou inabitada, desde a época inca, e dentro da cidade ainda há varias restos de construções incas.
      As ruas da cidade estão cheias dos famosos tuk-tuk , e é claro que não iriamos perder a oportunidade de andar em um destes charmosos carrinhos. Da praça central, por 4 soles, pegamos um Tuk-tuk táxi até a estação para pegar nossa mala e a van para Cusco.
      As vans para Cusco saem da estação de trem de acordo com que forem lotando, o preço não lembro exato, mas é em torno de 10 soles.
      Por volta das 18:00 já estávamos em Cusco.
       
      Dia 12 – Rainbown Montain / Montaña de las 7 colores
      Este era o segundo dos dias mais esperados da viagem. Os motivos para isto eram a paisagem única do local e o desafio de fazer a trilha, chegando a 5.200 metros de altitude. Havíamos nos preparado bem para isto, desde da parte do condicionamento físico no Brasil, como também da aclimatação nos dias anteriores. Mas ainda estávamos preocupados, ainda mais pelo fato de minha esposa ter bronquite, o que neste nível de altitude podia aumentar as dificuldades.
       A Rainbow Montain é uma montanha formada por várias faixas coloridas que parecem ter sido pintadas a mão. O turismo no local se iniciou recentemente, segundo os locais a mesma antes permanecia quase o tempo todo coberto de neve. Interessante que esta montanha era para ter sido destruída, uma empresa de mineração canadense iria explorar o local, porém os locais perceberam o potencial turístico da mesma e com muita luta/protesto conseguiram vencer a batalha, em 2018 a empresa abdicou da exploração de minério no local. Segue um site caso queiram conhecer um pouco mais da história desta atração: https://www.bbc.com/portuguese/geral-44620957.
       Para chegar até a montanha é necessária fazer uma trilha de pouco mais de 3 km (só ida), você irá encontrar vários relatos que dizer ser 7/8 km, mas recentemente mudaram o ponto final dos transportes o que facilitou a o acesso diminuindo a distância. Há também a opção de visitar o Vale Rojo (Vale vermelho), o que desvia a trilha na volta aumentando o tempo em uns 40 minutos. Porém o grande problema são os mais de 5.000 metros de altitude, é normal no caminho encontrar pessoas passando mal e desistindo. Outro ponto também é a temperatura, na época que fomos, segundo o guia varia entre -5 a -10 ºC. Então deve ir muito bem agasalhado.
      Referente ao passeio, o mesmo é muito similar ao da Laguna Humantay, pagamos também 55 soles incluindo transporte, guia, café da manhã e almoço e mais 10 soles de taxa de entrada. A van nos pegou no hostel as 4:30, viajamos por cerca de 2 horas até a parada para o café. O café da manhã. Depois seguimos por mais uma hora e pouco em estrada de terra e já com lindas paisagens dos campos a beira das montanhas com seus rebanhos de llamas
       Aqui também é necessário contar com a sorte, pois muitos dias a montanha fica coberta de neve impedindo logicamente que você veja o efeito de cores, e isto havia acontecido na véspera. E novamente São Pedro estava do nosso lado, fez um dia lindo e sem neve.
      Iniciamos a caminhada por volta da 09:00 da manhã. A paisagem durante todo o percurso é fantástica. Assim como na Laguna, há cavalo para locação, e como para nós o desafio é sempre parte do passeio, era opção era totalmente desconsiderada. A subida começa tranquila e vai ficando mais íngreme quando mais próxima do final. Na parte final a paisagem já começa a ficar colorida.
      Ao finalizar a última subida você chega bem no pé da montanha colorida, que estará a sua direita, e a esquerda há outra subida, formando um V com a montanha, que chamam de mirante. Muita gente se contenta de chegar no pé do mirante e devido ao cansaço não sobe.  Recomendo que se tiver condições, vá até o topo do mirante, pois quanto mais sobe mais vivas ficam as cores da montanha. Além disto a Rainbown Mountain é só uma parte da extraordinária paisagem. Há o Nevado de Aunsgate, lindos vales de ambos os lados, e a Raiwnbow Montain com o Vale Rojo ao fundo, ou seja, é 360º de maravilhas.
      Quando chegamos ao topo foi um sentimento indescritível, um mix de alegria, admiração com a paisagem e sentimento de superação por termos chego ali. E alias chegamos muito bem fisicamente.

      Depois de admirar o local, decidíamos que iriamos também ao Vale Rojo. Encontramos nosso guia lá em cima, e dissemos que iríamos ao Vale Rojo, o mesmo não gostou muito, pois disse que ninguém do grupo iria e poderia atrasar o retorno. Afirmamos que estávamos bem e conseguiríamos cumprir o horário, e então partimos para lá. Descendo o primeiro morro abaixo da montanha, pega a esquerda e segue por outra subida. No meio do caminho descobrimos que teríamos que pagar mais 10 soles, o que não era nenhum problema. O interessante é que não tem nenhuma portaria, ou qualquer estrutura, somente 02 pessoas no meio do nada que recebe das pessoas na trilha.
      No final da subida, chega-se a um mirante com vista para o vale praticamente todo vermelho, mais uma linda paisagem.
       
      Após curtir o local tivemos que descer praticamente correndo para não atrasar o tour, e chegamos no ônibus em cima da hora.
      Em seguida retornamos, paramos para o almoço e chegamos em Cusco perto das 18:00.
       Dicas e infos:
      1 – Va bem agasalhado, com roupas apropriadas para trilha.
      2 – Leve alimentos para repor energia (chocolate é uma ótima opção) e agua.
      3 – Suba no seu ritmo, sem se apressar.
       
      Dia 13 – Valle del Sur
      Nosso último dia em Cusco, nosso voo sairia as 19:00. Tínhamos planejado deixar este dia para curtir a cidade, comprar algo, etc.
      Mas mudamos de ideia e resolvemos “aproveitar até a última gota”, falei com a agencia se teriam algum tour que retornasse antes das 15:00. Me indicaram Valle del Sur.
      O passeio é aquele mesmo estilão dos tours “padrão”, micronibus, guia dando explicações no ônibus, tempo limitado, etc.
      O passeio se iniciou quase 09:00, depois de uma certa confusão para identificarmos nosso grupo, e fomos visitar os seguintes lugares:
      -Tipón: É mais um sitio arqueológico Inca, que tem várias terrassas, e um complexo sistema de irrigação ainda em funcionamento até hoje. O Lugar é mais simples e muito menor se comparamos com os sitios de Pisac ou Ollantaytambo, porém é bastante bonito.

      - Pikillaqta: É sitio arqueológico de uma civilização pré-inca chamada Wari, que viveram entre os séculos VI a IX. Então a arquitetura é bem diferente, e as construções também estão bem destruídas. O destaque é a organização urbanística da cidade, com ruas e avenidas perfeitamente alinhadas.
      Depois do sitio paramos em uma cidadezinha para provar um pão famoso por la, chamado “Chutas”, o interessante é que o guia disse que praticamente 100% das famílias da cidade sobrevive com a renda de fabricação e comercialização destes pães.
      -Andahuaylillas: A visita a esta cidade é especificamente para visitar a Igreja de São Pedro de Andahuaylillas. É uma igreja bem pequena e de fachada simples no exterior, porém devido a suas pinturas e decoração em ouro em todo o interior é conhecida como a Capela Sistina das Américas. A visita é rápida, pois a igreja é bem pequena. A entrada não esta inclusa no boleto turístico e custa 15 soles. Quem não quiser entrar na igreja há a opção de visitar um pequeno museu chamado Museu Ritos Andinos por 5 soles. Eu e minha esposa nos dividimos, eu fui na igreja e ela no museu.
      Na volta faz parada para almoço, não incluso no tour, em outro vilarejo que é especializado em chicharrones (carne de porco).
      Chegamos em Cusco as 15:00, tempo suficiente para tomarmos uma última Cusqueña (cerveja tradicional do Peru), pegar as malas no hostel e partir para o aeroporto.
      Resumo final:
      O Peru sempre esteve em minha lista dos lugares que eu queria conhecer, principalmente devido a Machupicchu. Porém este país superou muito nossas expectativas. Nos impressionou muito a riqueza cultural, histórica, natural e gastronômica do país.  E também o país está investindo muito no turismo, é a receptividade dos locais com os turistas é ótima. Além disto se encontra preços ótimos para os passeios, alimentação e hospedagens, bem abaixo do praticado nas principais regiões turística brasileiras.
      Certamente irei retornar ao país, até mesmo porque ficou vários lugares que quero muito conhecer, como Huaraz, Puno e Arequipa.
      Espero que este relato possa auxiliar em algo quem estiver planejando ir para este fantástico país. Caso tenha qualquer dúvida fique à vontade para perguntar.
    • Por vaicombruno
      Em 2019 fiz uma viagem pela Itália. Do norte da Itália eu conhecia apenas Milão e Veneza, por isso resolvi começar por Bolonha.
      Bolonha é a capital da região de Emilia-Romagna.
      Em Bolonha você verá arquitetura medieval, traços do barroco e renascentismo, Bolonha respira história e certamente é um excelente motivo para incluir em seu roteiro na Itália.
      Listei 10 motivos para conhecer Bolonha e mais dicas da cidade nesse artigo: 
      https://vaicombruno.com.br/italia/bolonha-italia/
      Ali pertinho fica Módena e Parma, a primeira não deu tempo de visitar, fica para uma próxima.
      Já em Parma fui de trem desde Bolonha (1h - 7 euros) comprei na hora.
      Nessa região o que mais gostei foi da comida, essa viagem foi um mix de explorar cidades medievais da Itália com um pouco de gastronomia. 
      Em parma que tem o queijo parmesão autêntico. 
      Expliquei detalhadamente o que fazer em Parma, gastos e um roteiro de um dia com dicas da cidade nesse artigo:
      https://vaicombruno.com.br/o-que-fazer-parma-roteiro-um-dia
      Em breve vou postando mais sobre os demais destinos que visitei.
       



    • Por Fer nanda
      Olá! Tudo certo?
      Estou de voluntária do Worldpacker até dia 06/02, após isso vou à Praia do Rosa.
       
      Sabem como está a questão de caronas na BR-101/SC nesse trecho?
      Não há pedágios neste trajeto o que dificulta as paradas
       
      Estou em dúvida sobre para qual data tento um Coushsurf/Worldpacker nessa região de Imbituba-Garopaba, acho que vou deixar uns 4 dias para fazer esse trajeto. Algum experiência para contar?


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