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Juliana Champi

PARANÁ - AVENTURAS DE FIM DE SEMANA

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TIBAGI – PR: Camping, rafting no Tibagi e Canyon Guartelá

Olás!

Conforme previsto no último tópico, rolou mais uma aventurinha de fds! Desta vez na cidade de Tibai-PR, que tb tem um mooonte de coisa legal de aventura pra fazer. Como pegamos chuva e estávamos num grupo grandão, não fizemos muitas coisas, mas valeu muito a pena e ficamos de voltar.

Saímos de Londrina às 6h30 em 3 carros, e mais 3 se juntariam a nós mais tarde. O destino era o Recanto Ecológico da Dora, que fica praticamente dentro do Canyon Guartelá, poucos kms depois da entrada do Parque.

Antes passamos na cidade de Tibagi para acertar detalhes do rafting que faríamos a tarde com a agência Tibagi Aventuras!! O Danilo, dono, muito gente fina, explicou como funcionaria e tb outras opções de passeios que ele oferece, mas desta vez optamos só pelo rafting mesmo.

Combinamos de voltar na agência às 14h30, de onde partiríamos pro rafting e seguimos pro camping.

O Recanto Ecológico da Dora é bem tranquilo, tem 3 quiosques (que já estavam ocupados), uma cozinha coletiva e banheiros. Apesar de termos curtido muito o lugar, a cozinha coletiva e banheiros estão precisando muito de manutenção! Mas o lugar é bem bonito, tem cachoeiras e prainhas de rio, enfim, gostamos. Cobraram 35 reais de cada adulto por pernoite. Crianças não pagaram.

Depois de escolhermos locais adequados para as barracas começamos a nos esparramar... rssssss...

Sabe quando vc é bem jovem e está de boas lá no camping e do nada chegam aquelas famílias gigantes farofeiras cheias de crianças e barulho? E vc fica puto?? Então, viramos este tipo de gente! Kkkkkkkkkkkkkkk

Estávamos em 5 casais (4 com 2 filhos cada e a gente com 1, mais uma criança emprestada) e dois adultos avulsos, hahahauaha... 12 adultos e 10 crianças, de idades entre 1 e 11 anos. Mas tudo filho de mochileiro e acostumados com a vida no mato.

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A nossa casinha!

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A nossa "família" kkkk! Olha a zona!

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Uma das cachus do camping!

Trupe completa já acampada, fomos explorar as cachus perto do camping! Uma maravilha! Depois de banhos e mini trilhas voltamos ao camping comer uns lanches pra preparar pra voltar pra cidade. Só nós e uma outra família quiseram fazer o rafting. O restante do pessoal ficou fazendo churrasco e explorando a prainha do camping durante a tarde.

O rafting custou 79 reais por pessoa, e segundo eles não precisa saber nadar e pode ir crianças (conosco estavam Chico e Gabs por exemplo, de 6 e 8 anos, além do meu João com 11).

Descemos junto com uma excursão escolar que alguns amigos estavam guiado, a molecada curtiu muito! Descemos em 5 botes.

O passeio inteiro dura umas duas horas. Eles primeiro levam a gente no ponto de início, distribuem capacetes e coletes (obrigatórios) e explicam movimentos básicos do rafting. Em cada bote vai um guia, que tb tira umas fotos no meio do caminho. No meio do rafting a gente para numa quedinha d’água e eles tb tiram fotos, e neste ponto, A CAGADA! Tirei meu celular da capinha impermeável pra tirar foto de algum bichinho... e na hora de por de volta não devo ter travado direito. Entrou água e meu cel morreu! L

Enfim! Continuamos descendo e no fim a gente pula na água e vai nadando até a margem do rio Tibagi. Já estava bem friozinho nesta hora! Voltamos pra agência, trocamos de roupa e voltamos pro camping. Pessoal entrega um CD gravado com fotos tiradas por eles! Massa!

A gente até curtiu este rafting, mas como o Rio está baixo, ele foi bem levinho, sem muita emoção!

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Turma do rafting!

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Banho de rio, mais uma vez!

A noite no camping foi daquelas de doer a barriga de tanto rir! Churrasco, cerveja infinita e violão! Ninguém prestava, ficamos por conta das crianças, hahahahauaha! Fotos não publicáveis!

Perto de amanhecer começou a chover! Chuvona... pessoal foi levantando pra arrumar café da manhã... eu me recusava, rs! Fiquei tentando dormir um pouquinho mais! Lá pelas 8h já estava todo mundo de pé e decidimos ir com chuva mesmo pro Canyon Guartelá.

Quase todo mundo ali já conhecia o Canyon... os planos eram ficarmos na prainha do camping de manhã, almoçar da cachoeira puxa nervos e partir depois do almoço. Mas com chuva resolvemos ir pro Parque mesmo.

Desmontar barraca com chuva é uma delícia né? E demoramos um tempão pra organizar A ZONA que estava nosso trecho do camping! Kkkkkkk

Uma família resolveu partir antes, seguimos o restante pro Parque! Parou de chover e fizemos a trilha com tempo nublado, o que foi ótimo, se estivesse sol teríamos cozinhado!

O Parque é maravilhoso... nas antigas dava pra acampar lá dentro, hj é proibido! Está super bem cuidado. A trilha auto-guiada dura uma hora a depender do ritmo. Te leva no mirante, cachoeira e panelões, onde é permitido banho. Se vc entrar em contato com o Parque antes dá pra fazer a trilha guiada, onde se chega em locais com pinturas rupestres e etc. É bem legal a guiada, mas desta vez fizemos só a básica!

Não entramos nos panelões pq estava muito frio, mas demos um rolê dentro do rio com as crianças!

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Mirante do Parque Estadual Canyon Guartelá!

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A vista!

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Mais da vista na trilha!

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Trilha pra cachoeira!

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Cachu e passarela de pedra!

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Amada vegetação dos campos gerais! 😍

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Panelões!

Na trilha de volta um carro de apoio do parque pegou umas crianças e levou eles de carro lá pra cima... a subidinha final tava cansativa pra eles, kkkk... na verdade pra nós tb, tudo de ressaca, mas é a vida!

Paramos pra almoçar na cidade cerca de 13h e depois cada um seguiu seu caminho. Um carro voltou pra Curitiba e o resto pra Londrina!

Valeu demais essa aventura mas ficou gostinho de quero mais! Como Tibagi não é tão pertinho (dá umas 3h de viagem desde Londrina) quero voltar num feriado pra curtir mais coisas! Cachoeira é o que não falta!

Se tudo der certo daqui 3 semanas tem mais uma! Hasta Luego! ::love::

 

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    • Por rafael_santiago
      Pico Hårteigen
      Início: Odda
      Final: Finse
      Duração: 7 dias
      Maior altitude: 1508m
      Menor altitude: 0m em Odda
      Dificuldade: média para quem está acostumado a longas travessias com mochila cargueira. Alguns dias apresentam subidas e descidas mais longas. O único grande desnível é o do 1º dia (1445m).
      Hardangervidda é o maior platô de montanha do norte da Europa (vidde = platô). Nesse lugar tão singular foi criado em 1981 o Parque Nacional Hardangervidda, que é o maior da Noruega e refúgio de um dos maiores rebanhos de rena selvagem do mundo. O parque se situa ao sul da famosa estrada de ferro Oslo-Bergen, numa distância aproximada (em linha reta) de 180km de Oslo e 120km de Bergen. 
      Essa caminhada foi planejada para durar 10 dias, cobrindo, além do Hardangervidda, também o Parque Nacional Hallingsskarvet e o Cânion Aurlandsdalen, porém a chegada da chuva me fez interromper o percurso no 7º dia. A previsão do yr.no acertou e choveu ainda mais dois dias. Retomei a caminhada no dia 01/08 (relato em elaboração).
      O problema do trekking na Noruega (e na Suécia) é justamente o alto índice de chuva. Pelo menos para nós brasileiros, que não estamos acostumados a caminhar vários dias embaixo de chuva, porém para os noruegueses isso não tem a menor importância. Eles vão para a trilha com chuva ou sem chuva. Eu tive cinco dias seguidos de sol nesse trekking e isso foi uma tremenda sorte.
      A melhor época para o trekking nos parques da Noruega é o verão, com temperaturas mais agradáveis (não tão frio) e menos neve pelo caminho. Justamente nessa época os refúgios do tipo staffed permanecem abertos. No início de junho deve ainda haver neve do último inverno dificultando a caminhada. O guia Walking in Norway, de Connie Roos, sugere fazer a travessia do Parque Nacional Hardangervidda depois de 10 de julho.
      Outro fator que dificulta o trekking por lá é a quantidade de pedras pelo caminho, às vezes são áreas extensas só de pedras, o que é bastante cansativo e obriga a caminhar com mais atenção para evitar uma queda ou torção. 

      Lago a 1194m de altitude no 6º dia de caminhada
      Em toda a Noruega, a DNT (Den Norske Turistforening = Associação Norueguesa de Trekking) (english.dnt.no) é a associação responsável pela manutenção das trilhas, pontes e refúgios de montanha. Os refúgios da DNT são de três tipos: self service, staffed ou no-service. Além dos refúgios da DNT há refúgios particulares.
      1. Nos refúgios self service você pode utilizar a cozinha para preparar as refeições, comprar a comida disponível se não tiver a sua própria e dormir nos beliches em espaços compartilhados. Antes de sair deve deixar tudo em ordem (lavar, secar, arrumar tudo, varrer o chão) e preencher o formulário de despesas. A conta será enviado para o seu e-mail tempos depois. Visitas diurnas (day visit) para descansar, comer ou apenas se aquecer devem ser pagas.
      A hospedagem para não-membros neste tipo de refúgio custa NOK 390 (US$ 47,14) e o day visit até 18h custa NOK 90 (US$ 10,88). Após 18h a visita deve ser paga como uma hospedagem. Sim, tudo na Noruega é muito caro!
      Os refúgios self service podem ter guarda ou não na alta temporada. Eu conheci nove refúgios nesse trekking, apenas dois deles eram não-guardados. Nesses vale ainda mais a confiança de que o hóspede está pagando por tudo o que utilizou.
      A DNT tem uma chave (fornecida somente aos membros) que abre a porta dos refúgios não-guardados, mas nesse trekking eu não encontrei nenhum refúgio trancado.
      2. Os refúgios staffed (com funcionários) são hotéis de montanha. Neles você tem café da manhã e jantar disponíveis e não é permitido usar a cozinha. De comida para vender costumam ter apenas lanches de trilha básicos, como chocolates.
      A hospedagem para não-membros neste tipo de refúgio custa NOK 286 (US$ 34,57) em dormitório. Consulte english.dnt.no/routes-and-cabins para outros preços.
      3. Os refúgios no-service são do mesmo estilo dos self service porém não têm comida. Não cheguei a conhecer nenhum refúgio desse tipo nos trekkings que fiz na Noruega.
      Os refúgios particulares são também hotéis de montanha e têm tabelas próprias de preços.
      Para quem está com barraca, nos parques da Noruega vale mais ou menos a regra do "allemannsretten" ou direito de andar (ou direito de acesso), que diz que é permitido acampar em qualquer lugar a mais de 150m de uma casa, desde que não seja uma área cultivada ou haja uma placa de proibição. Digo 'mais ou menos' porque vi isso valer apenas nos refúgios self service; nos refúgios da DNT do tipo staffed eles pediam para acampar (gratuitamente) bem longe, fora da visão do refúgio. Acampar perto do refúgio DNT staffed custa NOK 100 (US$ 12,09) e dá direito de usar o banheiro e a sala de estar. Para mais informações sobre o "allemannsretten": www.visitnorway.com/plan-your-trip/travel-tips-a-z/right-of-access
      O uso do banheiro para quem está acampando (ou apenas de passagem) é livre nos refúgios self service e costuma ser cobrado nos refúgios DNT staffed e particulares (ou gratuito se consumir alguma coisa). Nos self service o banheiro é do tipo seco, uma casinha separada, com uma bancada e o assento sobre ela. Muitas vezes o assento e a tampa são de isopor e há uma outra tampa de madeira para colocar por cima. Costumam ter papel higiênico. Nos staffed é um banheiro normal e interno.
      Não há problema de escassez de água nesse percurso e nem todos os riachos e fontes estão descritos no texto pois são muitos.
    • Por rafael_santiago
      Laguna de los Caballeros
      Início: Cuevas del Valle
      Final: Tornavacas
      Duração: 11 dias
      Maior altitude: 2394m em Pico La Covacha
      Menor altitude: 611m em Jarandilla de la Vera
      Dificuldade: média para quem está acostumado a longas travessias com mochila cargueira. Há grandes subidas e descidas quase todos os dias, com desníveis positivos (subidas) que chegam a 995m.
      A Serra de Gredos se estende no sentido leste-oeste cerca de 130km a oeste de Madri e está inserida nas comunidades autônomas de Castela e Leão e Extremadura (comunidades autônomas na Espanha são mais ou menos como estados no Brasil). Ela está dividida em Maciço Oriental, Maciço Central e Maciço Ocidental. Nesse trekking eu percorri de ponta a ponta o Maciço Central, que vai de Puerto del Pico a Tornavacas. Do 1º ao 9º dia eu caminhei dentro dos limites do Parque Regional de la Sierra de Gredos. O único problema dessa caminhada foi a época escolhida. Em final de junho e início de julho o calor chega próximo dos 40ºC, o que é bastante desgastante e inapropriado para o trekking. No início de junho há o risco de ainda haver bastante neve nos picos mais altos. Creio que a melhor época seja o outono (set, out), antes das neves do final do ano.
      É bom lembrar que o acampamento selvagem nos parques da Espanha é proibido, mas em todo o percurso eu montei a barraca no cair da noite (ou quase), desmontei logo cedo e não deixei nenhum vestígio do meu pernoite no local.

      Serra de Gredos
      1º DIA - 25/06/19 - de Cuevas del Valle à crista da Serra de Gredos
      Duração: 4h (descontadas as paradas e erros)
      Maior altitude: 1839m na crista da Serra de Gredos
      Menor altitude: 844m em Cuevas del Valle
      Resumo: nesse dia encarei a subida inicial da Serra de Gredos a partir da cidade de Cuevas del Valle, com desnível de 995m desde essa cidade à crista da serra
      Na Estacion Sur em Madri tomei o ônibus da empresa Samar às 11h para a cidade de Cuevas Del Valle. Desci do ônibus às 13h52 e aproveitei que havia um restaurante a poucos metros para uma última refeição decente antes de entrar na trilha. Altitude de 844m. Iniciei a caminhada às 15h05 cruzando o asfalto da N-502 e depois a cidadezinha de Cuevas del Valle no sentido norte. Como era hora da siesta, o lugar estava completamente deserto. O calor ajudava a manter as pessoas dentro de casa, longe daquele sol forte. Há uma bica de água fresca num largo logo à entrada da cidade para abastecer os cantis já que não haverá muitas fontes nesse dia. Passei à direita da Capela de Nossa Senhora das Angústias e na bifurcação seguinte tomei a direita, subindo e seguindo a sinalização da GR 293 em direção a Puerto del Pico (para mais informações sobre as trilhas GR: es.wikipedia.org/wiki/Sendero_de_Gran_Recorrido). Esse caminho é chamado de Calzada Romana.
      Mas logo tive de fazer a primeira parada na sombra, por 30 minutos, pois o sol estava fritando. Continuando a subida, fui à direita na bifurcação e encontrei um cocho com água corrente, mas cheio de lama ao redor. Às 16h08 cruzei a N-502 e continuei subindo pelo calçamento de pedras da Calzada Romana. Parei mais três vezes na sombra. Às 17h34 cruzei mais uma vez a N-502 e 17 minutos depois parei na última água do dia para completar todos os cantis. O caminho faz um zigue-zague e já se avista Cuevas del Valle bem abaixo. Passo pelas ruínas do Portazgo (posto de pedágio do século 13) às 18h07 e 10 minutos depois termina a Calzada Romana junto à rodovia (altitude de 1371m). Esse lugar se chama Puerto del Pico (puerto em espanhol significa passo entre montanhas) e aqui entro nos limites do Parque Regional de la Sierra de Gredos. Puerto del Pico é o limite natural entre os maciços central e oriental da Serra de Gredos.
      Continuo por caminho paralelo à N-502 com a extremidade oriental do Maciço Central da Serra de Gredos à minha esquerda esperando para ser "escalada". Entrei no primeiro asfalto à esquerda e caminhei apenas 70m até um portão de ferro com mata-burro ao lado. Não cruzei o portão, entrei na trilha à esquerda antes dele às 18h25. Uns 170m depois entroncou uma outra trilha vindo da esquerda e a segui até encontrar uma cerca. Acompanhei a cerca subindo para a esquerda e ao final dela a trilha desapareceu por alguns metros. Segui os totens e a reencontrei. Já estava subindo a encosta da Serra de Gredos. Do outro lado de Puerto del Pico, a leste, avisto bem marcada a trilha de ascensão ao Pico Torozo, este já pertencente ao Maciço Oriental da Serra de Gredos.
      A subida pareceu ter fim aos 1622m, às 19h28, mas continuou. Procurei me manter à direita para chegar logo à crista. Novamente a subida pareceu ter fim aos 1749m, às 20h19, porém só atingi mesmo a crista da Serra de Gredos às 20h43, aos 1839m. Logo surgiu um aceiro vindo da direita e o tomei para a esquerda. Em 200m cheguei a uma estrada de terra bem no alto da serra (!?) e resolvi parar às 21h17 num lugar plano, abrigado do vento e sem tantas pedrinhas para montar a barraca. A primeira impressão da Serra de Gredos foi empolgante, com ampla visão em 360º. Há muitas formações rochosas de formatos curiosos, com grandes pedras equilibradas umas sobre as outras. Dali do alto também pude contemplar um belo pôr-do-sol às 21h45. Altitude de 1814m.

      Serra de Gredos
      2º DIA - 26/06/19 - pela crista da Serra de Gredos até o Pico Peña del Mediodía
      Duração: 6h35 (descontadas as paradas e erros)
      Maior altitude: 2221m em Peña del Mediodía
      Menor altitude: 1810m
      Resumo: caminhada para oeste pela crista da Serra de Gredos, porém quase não há trilha definida. Procurar o caminho (ou abrir caminho) entre as moitas de piorno foi cansativo.
      Do local onde acampei na crista podia avistar toda a paisagem dos vales ao norte da Serra de Gredos e a continuação da serra para oeste, meu destino nos próximos dias. 
      Deixei o acampamento às 10h42 e voltei a caminhar pela estrada no sentido oeste, mas quando ela fez uma curva para a direita (norte) subi à esquerda sem trilha seguindo totens para me manter na crista da serra. Às 11h39 um amontoado de rochas com uma coluna no topo me chamou a atenção e subi para conferir o que havia ali. Trata-se do cume La Fría, onde foi instalado um vértice geodésico. A visão para oeste se amplia bastante.
      Na continuação, me deparei com um grupo de cabras montesas que imediatamente fugiu, porém um filhote ficou para trás, no alto de uma pedra, apavorado com a minha presença. Ele saiu bem na foto, rs. A encosta norte da serra nesse ponto tem várias estradas de terra e há mais em construção, o que tira todo o "clima" de montanha do lugar. 
      Às 12h25 cruzei uma fileira de mourões sem cerca (ainda) e 32 minutos depois encontrei uma bica de água quase seca, apenas um fio escorria, mas consegui coletar mais abaixo e bebi o máximo que pude pois as fontes são muito raras nessa serra (essa foi a única água desse dia). Um marco de madeira fincado tem uma plaquinha "Senda Puerto del Arenal". Continuei às 13h55 e 190m depois cheguei a uma placa em que se lê: Puerto del Arenal - Ruta Navarredonda-Puerto del Arenal PR-AV 45 (mais informações sobre as trilhas PR em es.wikipedia.org/wiki/Peque%C3%B1o_Recorrido). Nesse ponto chega uma trilha que vem da localidade de El Arenal pela vertente sul da Serra de Gredos e que serve como rota de fuga ou início alternativo a esse trekking. Já vinha avistando El Arenal lá embaixo no vale desde o Pico La Fría.
      Às 16h11 outra placa: Puerto de La Cabrilla - PR-AV 44, que é outro caminho de El Arenal a Navarredonda de Gredos. A partir daqui a serra começa a se mostrar mais florida pois surgem os grandes campos de piorno, que dá flores amarelas em abundância. A dificuldade era abrir caminho entre os piornos já que não encontrava trilha definida e contínua.
      Às 20h05 alcanço a maior altitude do dia no Pico Peña del Mediodía, de 2221m, também com uma coluna e um vértice geodésico. A partir desse pico aparece uma trilha ininterrupta, antes só pedaços de trilhas. Continuando para oeste, 400m depois do pico desvio alguns metros à direita até um marco de granito para fotos. A partir do marco a trilha inicia uma longa descida a um outro "puerto". Desconfiei que seria difícil encontrar um lugar plano para a barraca, então procurei nas imediações do marco, onde o terreno era plano e as moitas de piorno me davam alguma proteção contra o vento. Altitude de 2211m.

      Cabra montesa e ao fundo os picos Almanzor e La Galana
      3º DIA - 27/06/19 - do Pico Peña del Mediodía ao Refúgio Elola
      Duração: 8h30 (descontadas as paradas e erros)
      Maior altitude: 2262m
      Menor altitude: 1948m na Laguna Grande
      Resumo: continuação pela crista da Serra de Gredos passando por dois refúgios em ruínas e descida ao Circo de Gredos, com a Laguna Grande e o Refúgio Elola
      Iniciei a caminhada do dia às 9h10, passei pelo marco de granito e comecei a descer ao Puerto del Peón. A decisão de acampar lá no alto se mostrou muito acertada pois encontrei um grupo enorme de jovens bivacando cerca de 300m antes do puerto. Como é proibido montar barraca eu teria no dia anterior que caminhar bem mais e me afastar deles para poder acampar. Às 9h42 passei pela placa que indica o Puerto del Peón, local que marca uma travessia no sentido sudeste-noroeste da Serra de Gredos e que provavelmente era o roteiro daquele grupo pois não os vi mais.
      Na continuação para sudoeste, a trilha cai por algum tempo para a vertente norte da serra e depois obriga a subir à crista outra vez. Cruzo mais campos de piornos floridos mas em seguida chego a uma região mais árida da serra, um local praticamente só de pedras, e ali, às 11h14, me deparo com as ruínas do Refúgio Los Pelaos, todo de pedras. Há bons espaços para pernoitar protegido do vento desde que você não se impressione com as paredes prestes a desabar. O local também é rota de uma travessia no sentido norte-sul da Serra de Gredos. Uma caminhada alternativa seria subir ao Pico La Mira, de 2343m (desnível de apenas 91m desde as ruínas), mas não encarei. O mais importante: tem água.
      Às 12h33 prossegui na trilha para oeste e 190m após as ruínas atinjo a maior altitude do dia, 2262m (alcançarei outra altitude igual ainda nesse dia). No horizonte a oeste já avisto uma cordilheira com os picos Almanzor, La Galana e o passo Portilla del Rey, pelo qual passarei entre a Laguna Grande e as 5 Lagunas. A trilha volta a cruzar o tapete amarelo de flores e a crista continua o seu sobe-e-desce. Caminho por alguns trechos com calçamento de pedras. Às 15h05 fui à esquerda (sudoeste) numa bifurcação seguindo os totens, sem trilha definida (à direita teria descido a um estacionamento chamado La Plataforma).

      Campos de piorno
      Às 15h21 avistei a oeste o Refúgio del Rey, ainda bem distante. Desci e ao subir ao topo da colina seguinte visualizei a trilha à frente e abaixo. Desci novamente e a encontrei às 16h29. Com mais 8 minutos cheguei ao Puerto de Candeleda (com placas indicando ser a PR-AV 46), outra rota que cruza a serra de norte a sul. Parei para descansar e comer, e para meu espanto apareceu um outro louco solitário fazendo a travessia da serra com um enorme mochilão com não-sei-quantos litros de água. Conversamos um pouco e ele seguiu na frente. Às 17h22 continuei na direção oeste numa longa subida, percorrendo depois uma crista para o norte. Às 18h06 fui à direita numa bifurcação para ver de perto as ruínas do Refúgio del Rey. Ao lado fizeram um cercado com as pedras desabadas que serve como abrigo do vento para um bivaque. Perto do refúgio encontrei água quase parada mas 80m à frente (norte) havia uma ótima bica. Continuei para o norte por uma trilha larga às 18h55. 
      Às 19h17 cheguei a uma cabeceira de vale com capim bem verde e bastante água, ao contrário da secura que vinha enfrentando até aqui. Seguindo os totens cruzei o riacho e subi por um caminho construído com pedras, passando por pequenas lagoas. Às 19h52 uma bonita visão para a esquerda (oeste) das montanhas pontiagudas próximas à Laguna Grande, meu destino nesse dia. Porém a laguna estava bem longe ainda e a descida direta para oeste não se mostrou animadora pela inclinação e ausência de trilha. O jeito foi continuar para o norte, dando uma volta bem grande, mas por trilha bem marcada e segura. Aqui atinjo também a maior altitude do dia, 2262m. Fui à esquerda na bifurcação e comecei a descer. Às 20h33 cheguei a uma bifurcação em T e continuei descendo para a esquerda. À direita se vai à Plataforma e esse é um caminho bastante usado para chegar ao Refúgio Elola. Passei por uma fonte de água e continuei no rumo sudoeste até as margens da Laguna Grande. Contornei toda sua margem leste e sul para enfim chegar ao Refúgio Elola às 21h36, quase no pôr do sol. Esse local é conhecido como Circo de Gredos.
      Este refúgio foi o único que encontrei guardado, ou seja, com guardas, que aliás estavam jantando e por sorte sobrou alguma janta para mim também. Dentro do refúgio deve-se usar apenas chinelos ou crocs, disponíveis em prateleiras na entrada. Há armários com chave. Os quartos são coletivos e têm beliches bem largas onde dormem muitas pessoas uma ao lado da outra, por sorte havia pouca gente e não precisei dormir espremido. A reserva costuma ser obrigatória mas pelo número pequeno de hóspedes não houve problema em não tê-la feito. O banheiro não tem vaso sanitário e sim uma peça de metal com buraco no chão, como no Nepal. Altitude de 1958m.
      Talvez o principal destino dos montanhistas que procuram esse refúgio seja o Pico Almanzor, o mais alto da Serra de Gredos, com 2591m.
    • Por Mari D'Angelo
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
      Sabe aquelas listas de “Lugares para conhecer antes de morrer”? Bom, esse é um deles!
      Estávamos em Zagreb (capital da Croácia) e o planejado era passar o dia no Parque Nacional dos Lagos de Plitvice. Pesquisei bastante antes de ir, uns diziam que o melhor era ficar hospedado lá por uma noite pra conseguir ver tudo, outros defendiam que um bate-volta era suficiente, ficamos com a segunda opção. Suficiente não foi, pois não chegamos a ver tudo (o lugar é enorme!), mas acho que foi realmente a melhor opção. De carro o trajeto dura aproximadamente 1:30.
      Acordamos bem cedo, passamos em um café perto do hotel (onde descobri que “jabuka” é maçã em croata rsrsrs) e partimos pra estrada. No caminho é possível ver marcas de balas em muitas das casas que ainda não foram reformadas, os croatas preferem investir primeiro na parte de dentro das casas (especialmente com sistemas de aquecimento), por isso é normal que muitas delas por fora estejam inacabadas mas por dentro sejam maravilhosas.
      Em uma determinada parte da estrada fica o museu a céu aberto da guerra (independência da Croácia, de 1991 a 1995), uma grande área com casas completamente destruídas, aviões e tanques de guerra. Um lugar tenso, que realmente impressiona, vale a pena parar alguns minutos por lá.
       
      Ao chegar na região do parque, há uma enorme placa onde você pode escolher entre algumas opções de trilhas de acordo com o tempo que pretende ficar e a dificuldade da trilha, escolhemos a nossa e depois de alguns minutos de caminhada já estávamos perdidos! A ideia das trilhas é ótima, mas faltam placas e as que tem são um pouco confusas (essa da foto por exemplo), então acabamos indo aleatoriamente, o que não foi nenhum problema, pois conseguimos ver grande parte das coisas. Ah, apesar do croata ser uma língua incompreensível pra nós, lá quase todos falam inglês, eles estão em uma crescente no turismo então donos de lojas, funcionários de museus, parques, restaurantes etc realmente se esforçam para atender bem os turistas.
       
      Nosso primeiro contato visual foi nada menos que este ai! Ou seja, já nesse momento deu pra entender o motivo do parque ser patrimônio nacional da UNESCO. E vale avisar que as fotos não conseguem captar nem metade das cores e tons perfeitos deste lugar.
       
      Confesso que fiquei meio medrosa andando nas estreitas passarelas, mas ai passavam grupos e mais grupos de velhinhos andando tranquilamente, muito mais rápido que eu… tive que fingir que estava tudo tranquilo né?! Rsrsrs
      É o tipo de lugar que pede calma e contemplação, cada passo dado é uma nova paisagem, entre águas de um azul indescritível, bosques de árvores multicoloridas, calmas piscinas naturais, cavernas, paredões e pequenas cachoeiras, um dos pontos altos do parque é a grande queda, uma enorme cascata onde se concentram muitas das pessoas espalhadas pelas diferentes trilhas.
       
       
      Tudo estava realmente maravilhoso, mas o tempo começou a virar (fomos em abril, estava um sol delicioso mas, bem frio!), decidimos pegar um dos barquinhos de travessia para conhecer o outro lado, ali as coisas já eram mais “selvagens”, estava muito mais vazio, começava a chover e ficar escuro, estávamos perdidos de novo e começava a bater um leve desespero. Nesse momento eu só pensava no que um croata havia nos dito no dia anterior; se vocês virem um urso, corram para baixo pois eles tem as patas da frente mais curtas e vão rolar caso tentem ir nesta direção. =0 Sim, porque havia a real possibilidade de existirem ursos soltos no local! (Rara, mas havia) Tem um ponto no parque onde se pode observar-los (de longe), mas acabamos não tendo tempo de ir lá. Ah, ainda uma última coisa sobre eles, em croata, a tradução para “Urso” é “Medo”… propício não?
       
      Bom, depois de pouco mais de 3 horas chegamos ao fim do passeio, pegamos o barquinho de volta para o local do estacionamento e saímos de lá com a certeza de termos conhecido um dos lugares mais incríveis do planeta Terra!
      Ainda na Cróacia, estivemos também em Zagreb, Split, Baska Voda e Dubrovnik, é tanta coisa maravilhosa que não dá pra falar tudo de uma vez só, mas quero já neste primeiro relato agradecer a Marília, do blog Uma brasileira na Croácia, nos encontramos com ela e seu marido em Zagreb e posso dizer que sem eles a viagem não teria sido a mesma coisa!
       
       
      Algumas informações úteis:
       
      Site do parque: http://www.np-plitvicka-jezera.hr
      Moeda: Kuna | 1,00 BRL = 2,43 HRK
      Preços: Variam muito de acordo com a idade e época do ano, mas no site tem tudo detalhado.
      Horários: O parque abre diariamente das 07:00 às 20:00 (mas os estacionamentos e os transfers de barcos tem outros horários)
       
      Leve um lanche e água pois não há muitos pontos de venda por lá, e sinceramente, acho que nem vale a pena perder tempo com isso, levamos um sanduíche que comemos contemplando as águas azuis. 😃
       
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
    • Por Cyndell Floresta
      Queridos mochileiros, 
      Esse relato é da minha primeira travessia, já havia feito trilhas difíceis e longas, mas uma trilha de dias de duração, foi a primeira. No ano novo de 2012/2013 fui de Trindade até Ponta Negra, acampando na Praia do Sono. Foi então que, encantada com a paisagem selvagem da região inserida em uma Unidade de Conservação, em 2015 eu e mais duas amigas resolvemos ir de Trindade até Pouso da Cajaíba. Gostaria de aproveitar e agradecer os relatos que li aqui no fórum, nos ajudaram muito nessa travessia, posso garantir que não nos perdemos nenhuma vez. Obrigada a todos que colaboram nessa rede. 
      Saímos de São Paulo bem cedo no dia 26/12/2015  de ônibus, rumo a Paraty-RJ. Pedimos ao motorista para nos deixar na entrada da Vila de Trindade, lá esperamos o ônibus Municipal de Paraty para descer até a vila. 
       

      Ponto de ônibus na beira da Rio-Santos, entrada da Vila de Trindade.
      Na foto da esquerda para a direita: Eu, ainda estudante na graduação de Engenharia Florestal, Angela, chilena, na de medicina e a Nara também na florestal.  
      Pegamos o ônibus e descemos no último ponto, a Vila do Oratório. É lá que inicia-se a trilha para a Praia do Sono. Um sol forte, mesmo já tendo passado das 14:00, nos deixou bastante ofegantes, mas a trilha é bem demarcada e fácil. Chegando lá, nos aconchegamos num camping mais ao fim da praia, a fim de ficarmos próximas da trilha para a Praia dos Antigos, seguiríamos bem cedo no dia seguinte
      .  
      Nem começou e já deu uma canseira kkkk.

      Na praia do Sono, depois de desarmar nosso camping.
      De manhã, como combinado, fomos rumo a Praia da Ponta Negra. A primeira parada foi na Praia dos Antigos, lá tem uma pequena queda d'água que desemboca na praia, ficamos lá um bom tempo, estava extremamente quente e o mar era um convite irrecusável nesse paraíso.

      Subida íngrime entre a Praia do Sono e a Praia de Antigos, já de manhã o sol castigava nossas cabeças!
       

      Como podem ver, a Angela resolveu levar seu violão para a viagem!
        
      No cantinho com sombra na praia, passamos um bom tempo curtindo a Praia dos Antigos.

      Paraíso, sem mais.
      Chegando a Praia de Ponta Negra, acampamos no Camping da Branca, resolvemos dormir cedo, pois no dia seguinte faríamos a trilha para a Cachoeira do Saco Bravo, a ideia era passar o dia lá e dormir novamente em Ponta Negra, para só então no outro dia seguir em frente na travessia para a Praia de Cairuçu das Pedras.

      A caminho da Cachoeira do Saco Bravo

      Ponta Negra vista de cima.

      Vista linda da trilha.

      Suando muito, mas tudo muito bem compensado com essa vista verde a perder-se no horizonte. É uma satisfação enorme ver a Mata Atlântica assim S2.

      Minhas queridas!

      Curtindo muito fazer a trilha sem o peso dos mochilões!

      A cachoeira do Saco Bravo é incrível, fiquei realmente impressionada com o lugar. A cachoeira fica no costão rochoso, desaguando portanto no mar. A única forma de acesso é por trilha, não há como ir de barco.

      Reparem na proporção, o tamanho da pessoa lá embaixo.

      Mais uma desse pico incrível. 


      Na volta da trilha, nos deparamos com flores lindas na mata.


      Chegamos no fim da tarde em Ponta Negra, tomamos um banho, jantamos e fomos dar uma volta para se despedir do pico.

      Bateu uma saudade essa foto! Vista linda da Praia da Ponta Negra.
      Partimos pela manhã para Cairuçu das Pedras, a trilha é longa, mas escolhemos ir devagar e parando para curtir a trilha, demoramos cerca de quase 5 horas, com toda certeza dá pra fazer em menos tempo. Porém paramos para comer, curtir algum curso d'água que estivesse pelo caminho e cantar muito com o violão!

      Nessa foto, estamos ainda em Ponta Negra com mochilão e violão!

      Flor extraterrestre.

      Pelo caminho, só as belezas da Mata Atlântica. Reparem nessa bromélia!
      Chegamos em Cairuçu das Pedras ainda de dia. A praia é lindíssima e as águas límpidas. Acampamos no quintal dos caiçaras que nos receberam super bem, o camping fica no alto. De lá, a vista da praia com o céu estrelado é um show e serviu de palco para muitas canções com o violão na única noite que passamos por lá. 

      Uma das fotos mais lindas da viagem!!

      No deck em frente a Cairuçu.

      Mais uma nessa praia maravilhosa.

      Nos munimos de banana para seguir viagem, agora, rumo a Martim de Sá para passar a virada de ano!

      Olhem a vista de Cairuçu!!!
      Bem cedinho, partimos para Martim de Sá, nosso objetivo era passar a virada de ano lá e também ficar alguns dias (mas acabamos estendendo até o dia 12 de janeiro). A trilha foi tranquila,  quando chegamos lá, nos deparamos com o camping bem lotado. Depois de dar várias voltas, conseguimos achar um cantinho legal para armarmos nosso acampamento. Martim de Sá tem uma vibe e energia únicas, é fácil fazer amizades e logo todo mundo vira uma grande família. Nossa estada lá foi i-nes-que-cí-vel, é um verdadeiro paraíso na Terra. 

      Parada para refrescar a caminho de Martim de Sá.

      Impossível não parar a trilha para curtir essa água doce transparente no meio da mata! A trilha também é atração principal, tanto quanto o destino final!
      Martim de Sá tem muita coisa pra fazer, não dá pra ficar entendiado! Tem o Encontro dos Rios, a cachoeiras, além de estar num local estratégico para ir até Cairuçu, Praia da Sumaca e Pouso da Cajaíba num tempo de trilha relativamente curto.
      O ano novo foi demais, foi feita uma fogueira na praia e todo mundo do camping se reuniu para celebrar a passagem do ano, vibe indescritível da galera, o céu "estralando" de estrelas, o clima perfeito!


      Curtindo a praia de Martim de Sá antes da grande virada.

      Um pouco do clima de Martim de Sá!

      Goró na mão pra não passar em branco! kkkk

      Feliz, feliz, feliz.....

      É disso que to falando! S2!

      Fogueira e música.
      Os dias transcorreram com muita alegria e aventura, como disse, acabamos ficando até o dia 12 de janeiro. Nesses dias fomos conhecer a Praia da Sumaca, voltamos a Cairuçu e íamos frequentemente para Pouso da Cajaíba para pegar mais comida e bebidas e dar um alô para nossa família. O camping, assim como em Cairuçu, é bem roots, o que pra mim não é problema algum, lá não tem energia elétrica e nem sinal de celular, é uma experiência única ficar REALMENTE desconectado do mundo moderno, posso afirmar que você curte sua viagem de maneira diferente e com certeza mais intensa. A conexão com a natureza nesse lugar é muito forte e logo começa a transparecer no nosso corpo físico. Eu me sentia extremamente bem lá, sempre disposta e com muita energia! Nosso mental/emocional fica muito ZEN e você se vê sendo gentil, amável e sociável com todas as pessoas. Lugar mágico!

      Cachu em Martim de Sá.


      Em dia de chuva em Martim, era comer e tocar violão.

      Camping esvaziando após a virada de ano.

      Um pouco mais do camping.

      Sossego em Martim.

      Eu no canto direito de Martim de Sá, por onde parte a trilha até o Encontro dos Rios.


      Bica no meio da praia Martim de Sá.

      Cachoeira do escorrega, mais conhecido como escorreguinha. 10 minutos de trilha.

      A caminho da Sumaca.

      Trilha para a Praia da Sumaca, já estávamos próximas.

      Na descida para finalmente chegar a Praia da Sumaca

      Morrendo de calor, mas estamos aí!
      Praia da Sumaca



      A Praia da Sumaca é ma-ra-vi-lho-sa. Dá para acampar também. Assim como em Martim, mora apenas uma família caiçara no local que dispõe de uma área para camping, também sem energia elétrica e sinal de celular: Roots!

      Eu e a praia da Sumaca S2
      Outra grande atração de Martim de Sá é o Encontro dos rios. Um grande curso d'água que deságua direto no mar, para chegar até lá, basta pegar uma trilha rápida no canto direito da praia.

      Angela no Encontro dos Rios.

      Pescaria.

      Na dúvida de pular ou não!
       
      Vai que vai!

      Vários protelando o momento do salto!
      Com tantos dias em Martim, aproveitamos e retornamos num bate-volta até Cairuçu das Pedras com toda a turma do camping!

      Turma reunida para a foto, que lembrança! 
      Após o bate volta para Cairuçu, começava a chegar a hora de partir de Martim de Sá. Aproveitamos nossos últimos dias no paraíso para então levantar acampamento até Pouso da Cajaíba, onde pegaríamos o barco para Paraty.

      Eu e minha irmãzinha Nara aproveitando os últimos dias em Martim.

      Hang Loose!

      Angela, mandando bem nos malabares.

      Abacaxi!

      Em Pouso da Cajaíba, aguardando a saída do barco até Paraty.

      Depois de muitos dias, tomando um guaraná geladíssimo!

      Pouso é uma delícia também, na próxima, pretendo acampar um dia lá antes de ir para Martim de Sá.
      Chegando em Paraty descobrimos que só tinha passagem para dali 2 dias, então aproveitamos duas noites super agitadas na cidade. O bom é que a despedida foi gradual, seria muito abrupto sair daquele lugar tão isolado, rodeado pela natureza, e já ir direto para São Paulo!
      Espero que tenham gostado do relato dessa odisseia. Recomendo muito esta aventura, estou a disposição para tirar dúvidas! Aliás, foi ótimo relembrar a viagem através desse breve relato, é o meu primeiro, então pode não estar bem estruturado, mas tentei passar um pouco da minha experiência com as fotos e os textos breves!
      No inicio deste ano (2019), fiz uma viagem de uma semana para a Praia do Puruba em Ubatuba, lugar mágico! Em breve farei o relato dessa trip! 
      Abraços, mochileiros! 
       
       
       



    • Por raquelmorgado
      A maior atração do local é o Desfiladero los Gaitanes, com 300m de profundidade e menos de 10m de largura. O rio Guadalhorce cruza o desfiladeiro e as pombas aproveitam-se da zona mais estreita para, sozinhas e a salvo de predadores, o povoarem. Já na zona mais larga habitam aves de rapina e outros animais.
      O turismo não surge no Caminito para contemplar o leito do rio, mas com um propósito profissional de manutenção. Este percurso, ao ser desativado mais tarde, foi-se deteriorando, e passou a ser procurado por aventureiros em busca de adrenalina.
      Rafael Benjumea Burín, nomeado conde de Guadalhorce pelo rei, criou o Salto Hidroelétrico del Chorro em 1903, aproveitando-se do percurso natural do rio em declive para produzir energia, como já se fazia no norte do país. O Salto del Gaitanejo e o Salto del Chorro pertenciam à Sociedade Hidroelétrica da região e era preciso um percurso que as unisse. O caminho foi construído de 1901 a 1905, a 100 metros sobre o rio, com 3km de comprimento de Ardales a El Chorro. Chamava-se Balconillos de los Gaitanes, pelas “varandas” presas às rochas, ainda hoje visíveis. Famílias inteiras utilizavam o caminho no seu dia a dia, este que já foi considerado o mais perigoso do mundo. O percurso atravessava o desfiladeiro próximo da linha de caminhos de ferro que une Málaga a Córdoba, bastante mais antiga.

      Mais tarde, em 1921, o rei Afonso XIII visitou o Pantano del Chorro (hoje Embalse Conde del Guadalhorce). Hoje ainda é possível ver o local onde o rei assinou a acta que declara o terminar da obra a 21 de maio de 1921, o Sillón del Rey. Apenas nos anos 50 o nome foi mudado para Caminito del Rey. O rei acabou por não fazer grande percurso (dizem), pedindo para regressar de comboio numa ponte que ainda hoje existe. Por isso o título deste artigo, que também se poderia chamar de Caminito que El Rey não percorreu.
      O percurso divide-se em vários momentos. São 2,9km em passadiços e 4,8km em trilha.
      A primeira parte é chegar até ao check-in onde encontram a entrada controlada por leitura de código de barras. Nesta fase, é só seguir a trilha e desfrutar. São 30 a 40 minutos a caminhar. A distância depende da entrada que utilizarem, podem ser 2,7km ou 1,5km, num percurso em floresta.

      Terminado o percurso inicial, chega-se à zona de check-in. Convém levar os bilhetes impressos, como dizemos no artigo de dicas. A cor dos capacetes indica se os visitantes estão em tour, em visita livre, se são guias ou funcionários do Caminito. Após o controle de entradas, o primeiro percurso é a chegada até aos passadiços. É preciso passar uns torniquetes e estamos no ponto 0. Vê-se a estação hidroelétrica desativada e o início do desfiladeiro, muito estreito. Pode-se ver-se pequenas zonas de erosão da rocha que formam cavidades (cambutas).


      Estamos nos primeiros passadiços construídos sobre os antigos. Passam-se dois canhões, a ponte do rei (para ele chegar ao comboio), que também era usada para descarregar material que chegava pela linha férrea, e chega-se ao miradouro das pedras planas.


      Para já, os passadiços terminam e aproveita-se para descansar e aprender sobre a fauna. A segunda parte é em terra firme.

      Estamos no Valle del Hoyo. O rio do silêncio corre brilhante e azul turquesa, cor conferida pelos minerais que o compõem. Há uma zona de descanso com sombra e bancos. Vêem a alfarrobeira e aprendem com o guia que a palavra quilate surge por pesar as pedras e metais preciosos com número equivalente de sementes da alfarroba, por estas serem muito constantes em “peso” (exemplo: um diamante de 24 quilates pesa o equivalente a 24 sementes). À esquerda estão as ruínas da Casa del Hoyo, abandonada nos anos 70. Aqui viveu uma família vários anos, de forma independente, pois o único acesso era o percurso. Nesta zona existe hoje um heliporto para evacuações de emergência. Vê-se o canal onde circulava a água, à direita, hoje vazio. Circulavam 10.000l/s (1/50 do caudal do rio tejo) num desnível de 100m, produzindo energia. Chega-se à comporta do canal e ao refúgio dos morcegos, que adoram o Caminito.

      Voltamos aos passadiços. Já se percorreram 2500m e, agora sim, estamos na parte mais interessante, o desfiladeiro está mais largo e a parede que tantos usaram para escalada está à nossa frente. Aqui encontra-se um memorial para o alpinista suíço que morreu em 2010, vê-se a linha de comboio, o caminho antigo, e abusa-se nas fotografias.

      Chega-se à varanda de vidro. É sempre importante seguir as regras. No máximo 3 pessoas, com o segurança 4. A vantagem da presença do segurança é ele tirar a fotografia. Não façam como vimos fazer, alguém achou que era giro pular em cima do vidro, para testar a resistência. É possível ver abutres no ar. Ouvir a natureza, ver a gama de cores que surgem à nossa frente. Na grande curva após a varanda de cristal encontram-se fósseis de amonite na rocha. Chegou a altura de trocar de lado.


      A última parte, com mais adrenalina, é a passagem na ponte suspensa de metal de 35m. Ao lado vêem a ponte antiga, onde agora corre água. Formam-se borboletas de água, ou gotas que caem e brilham com a luz. Há placas em memória dos que faleceram antes da reabilitação do percurso, a pedido dos familiares.

      Depois da ponte está a saída, ou entrada sul, também com torniquetes. Finalmente estamos do outro lado do desfiladeiro. Daqui vê-se a linha do comboio, o vale, o rio e a nova central hidroelétrica.

      Faltam 2100 metros em terra até chegar ao parque de estacionamento (estes já custam às articulações). À esquerda vê-se uma casa de três andares que era a residência de Rafael. Também se vê a Puente de la Josefona. Ao chegar ao ponto de saída devolvem-se os capacetes e já encontram casas de banho e cafés. Existe também a possibilidade de parar aqui o carro e seguir até Ardales de autocarro para começar o percurso (o inverso do que nós fizemos, que utilizámos o autocarro no fim do percurso). A paragem de autocarro é um pouco mais à frente.
      A trilha foi-se danificando com o tempo ao ponto de ficar perigosa, a parede de escalada atrai curiosos e morreram cinco pessoas entre 1993 e 2000. Em 1993, numa atividade do campo de férias, um aventureiro em 1999, caindo. Já em 2000, 3 jovens morreram ao utilizar um cabo de aço velho que rompeu e os entregou ao desfiladeiro. Nesse ano o acesso foi vedado. Continuou a ser utilizada à revelia e morreu um sexto jovem em 2010. Reabriu em 2015 com um percurso quase todo por cima do original, com guardas laterais e totalmente seguro.  Há funcionários pelo percurso e um permanente no miradouro de vidro.

      No fim do caminho, ao regressar de autocarro, podem mergulhar no rio, refrescar a alma depois daquela vista estonteante. A casa que se vê na fotografia é a do Conde de Guadalhorce.

       
      É importante dizer que não é um trilho livre. O percurso só se pode fazer num sentido, de Ardales para El Chorro. São 7,7km e cerca de 2,5 horas para o completar.
      Como reservar os bilhetes:
      Reserva-se no site, muito intuitivo e funcional, tendo de escolher a data, hora e tipo de visita. Definem o número de visitantes e decidem se querem com ou sem bilhete de autocarro (1,55€). Preenchem os dados e tudo é enviado por e-mail.
      Visita guiada ou livre?
      Confessamos, escolhemos visita guiada porque era a única opção disponível para a data selecionada. Então, se fosse hoje, o que faríamos?
      Visita guiada
      Desvantagens:
      têm de andar ao ritmo do guia, mas acima de tudo, do grupo, que pode ir até às 40 pessoas. No site diz 25, não confere; apesar de terem auriculares e rádio para ouvirem as explicações do guia, muitas vezes, quando se aproximarem de outro grupo, vão passar a ouvir com interferência do grupo próximo (pode ser que tenha uma explicação mais interessante); vão-se sentir pressionados a avançar e terão mais dificuldades em tirar fotografias sem gente ao lado.
      Vantagens:
      ficam a saber a história, curiosidades e fauna e flora da trilha; há alguém que zela pela vossa segurança e que vos pode tirar fotografias; Preço – 18€
      Visita livre
      Desvantagens:
      ninguém vos conta a história nem curiosidades; não recebem informações sobre a fauna e flora, a não ser que percebam do assunto não sabem o que estão a ver; vão perder pontos importantes que estão algo escondidos. Vantagens:
      o vosso ritmo, as vossas paragens; se sentirem que a trilha está demasiado concorrida é só acelerar ou abrandar o passo até ficarem afastados dos grupos. Preço – 10€
      Como chegar até à entrada:
      Podem chegar de carro (aconselhamos), autocarro ou comboio. O comboio pára em El Chorro (acesso sul), mas podem ir de autocarro até Ardales. De Sevilha, a viagem demora quase 3 horas de comboio e custa 16€ (i/v). De Málaga, o percurso tem a duração de 1 hora e custa 5€ (i/v). De autocarro, é possível sair da Gare do Oriente em Lisboa e chegar a El Chorro trocando de rota (pelo menos) uma vez. A viagem fica cara (cerca de 100€). De carro será sempre mais confortável. Não sabemos se compensa, mas outra solução é voar até Sevilha ou Málaga e depois seguir de comboio.
      A entrada no percurso é feita pela zona norte, Ardales. É o habitual ponto de partida e/ou de chegada para o Caminito, onde os viajantes costumam ficar uma noite. Foi o sítio onde gastámos menos dinheiro em refeições (desde a viagem à américa latina). De Ardales até à entrada do Caminito são 15 minutos de carro. Há dois acessos à entrada, os dois identificados como Caminito del Rey. O primeiro fica junto ao parque de estacionamento (a 100-150m) e o Google Maps identifica como Túnel Largo (1,5km). O segundo fica junto ao Kiosko e está identificado como Túnel Pequeño (2,7km), apesar de o acesso ser bastante mais largo que o outro túnel.  O caminho mais longo vai-vos dar a sensação que estão perdidos, mas não, é o percurso mais longo, mas também chega ao mesmo sítio. Tanto num como no outro é só seguir a identificação/sinalética.
      Túnel largo
      Vão identificar a entrada pelas placas, barreiras, casas de banho (banheiro) e máquinas de venda automática. Ninguém entra antes da hora do bilhete e sem receber um capacete. Quem tem visita guiada tem que esperar pelo guia e  receber o rádio.

      O percurso:
      São duas horas e meia de percurso. Fácil, seguro, e com uma vista estonteante sobre o desfiladeiro Los Gaitanes.
      É constituído por passadiços, pontes e percurso em floresta. Os passadiços e as pontes são todos novos, construídos sobre ou próximos dos percursos originais, estes já muito danificados. Em El Chorro há casas de banho, cafés e a paragem de autocarro para regressar a Ardales. Há quem prefira deixar o carro aqui, ir de autocarro até Ardales e regressar de carro no fim do percurso. Nós gostamos da viagem de autocarro no fim, para descansar um bocadinho.
       
      Dicas:
      no verão a trilha é mais fresca de tarde, porque está à sombra. Nós fomos às 16h e estava ótimo; levar boas botas de caminhada, roupa confortável e água; não há casas de banho nem cafés durante o percurso; esqueçam os chapéus volumosos, a trilha é feita de capacete, optem por lenços ou golas; estacionem no parque, o autocarro de regresso deixa-vos lá; levem fato de banho no verão (há praias fluviais perto para antes ou após o percurso); crianças menores de 8 anos não entram, não tentem contornar o sistema, é pedida identificação com data de nascimento; nada de bastões de caminhada; atenção ao e-mail que vão receber com as regras, leiam-nas; os bilhetes devem ir impressos,  no autocarro o motorista rasga a parte dele. Onde dormir em Ardales:
      Nós ficámos no apartamento Virgen de Villa Verde. Recomendamos, fomos recebidos com toda a simpatia e dicas. Nenhuma das dicas que a senhora nos deu sobre os restaurantes falhou.
      Onde comer em Ardales:
      No topo da Calle Fray Juán temos o bar Millan e o bar Paco, os dois super baratos. Millan é mais barato, vende cada tapa a 1€. Paco está aberto com um horário mais alargado. Nos dois locais são muito simpáticos e dão-vos boas dicas para as escolhas.
      https://365diasnomundo.com/2019/08/17/caminito-del-rey-dicas/


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