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Faaaaaaala viajantes e mochileiros, to aqui pra mais um relato com valores¬† (do jeito que a gente gosta!)¬†ūü§©

Desta vez o destino escolhido foi BOM JARDIM/MT.

 

Local ainda desconhecido por muitos e que só foi mais explorado depois que apareceu em uma reportagem na Ana Maria Braga em 2010.

Devido a sua recente "descoberta" ainda existe alguns "impasses" para sua exploração.    

 

Um de seus empecilho para exploração é a maneira de se locomover...

Existe um √īnibus que sai de Cuiab√°/V√°rzia Grande as 06:00 todos os dias com destino Nobres,¬†de Nobres para Bom Jardim apenas 3x na semana.

Por este motivo optamos pela loca√ß√£o de um carro j√° que para acesso aos passeios n√£o existe o servi√ßo de transfer (n√£o existe nenhuma ag√™ncia que fa√ßa este servi√ßo no vilarejo, tentamos de todas as formas e localizamos uma pessoa que nos cobrou 1200,00 golpes para nos locomover por 4 dias¬†ūüėÖ)¬†ent√£o locamos um carro da categoria econ√īmica, utilizamos os 4 dias de viagem e gastamos apenas um tanque de combust√≠vel pra todos dias ou seja metade do valor acima.

 

Nos hospedamos na Pousada Cantinho de Casa que fica no vilarejo de Bom Jardim, fica próximo a mercado, restaurante, lanchonete e etc... (vale lembrar que Bom Jardim é um vilarejo beeeem pequeno então tudo é próximo) estávamos em 2  pessoas, então saiu  225,00 para cada (os 4 dias)!

A ag√™ncia escolhida para os passeios¬†foi: GUAR√Ā¬†TUR ([email protected]),¬†fizemos 2 passeios por dia (todos os passeios tem a durabilidade de 2/3 horas).

 

 

Boraaaa  laááááá!!!!

 

02/08¬†SA√ćDA¬†DE CAMPINAS

Sa√≠mos de Campinas com destino a Guarulhos com a Lirabus as 19:30 (por ūüíį 40,66) nosso voou tinha sa√≠da de SP as 23:45 com chegada em MT as 01:10 do dia 03.

¬†03/08 ‚Äď PRIMEIRO DIA DE VIAGEM

Sem perrengue n√£o √© viagem n√©nom? ūü§£ūü§£¬†ent√£o¬†vamos l√°

Desembarcamos em Cuiabá e fomos na Localiza pegar o carro reservado, poréééééém tivemos um imprevistos na liberação... e depois de 1:30 conseguimos pegar o carro 
(depois de ter se desesperado, pensado em pedir carona, ir caminhando... enfim, Deus foi bondoso conosco e nos abençoou haha). 

Saímos de Cuiabá as 03:40 e partimos para Bom Jardim (155 KM) com chegada 05:15.

Chegamos na pousada já corremos descansar para acordar as 08:00 e começar os passeios.

Primeiro passeio:¬†Flutua√ß√£o no Vale das √Āguas ¬†que fica 23km de onde nos hospedamos, pagamos por este passeio ¬†ūüíį¬†80,00.

O passeio dura cerca de 2/3 horas, com guia, vestimentas para a flutua√ß√£o. Eles tbm fazem fotos e filmagem por¬†ūüíį 50,00 (dividimos e ficou 25 cada). Tivemos mta sorte de sermos os √ļnicos no hor√°rio que fomos ent√£o fechamos as fotos e tivemos um book s√≥¬†nosso ūü§£ūü§©¬†LUGAR MARAVILHOSO E ENCANTADOR¬†‚̧ԳŹ

Vale das √Āguas:

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, árvore, atividades ao ar livre, água e natureza

Sa√≠mos de l√° e fomos para o Rancho do Chapolin almo√ßar (fechamos com a agencia por ūüíį 35,00 q¬†fica do lado da nossa pousada).¬†O Chapolin √© pura simpatia e fica vestido a car√°ter o tempo todo kkkk.¬†Lugar super rustico e simples, comida caseira e equipe simp√°tica, ah, n√£o se assuste... voc√™ mesmo quem cobra o valores do seus gastos rs fica uma maleta com dinheiro no balc√£o, ele te fala o valor e vc paga, pega seu troco e vai embora ūüėÖ¬†(consumo no local ūüíį8,00)

Depois voltamos pra pousada para descansar pois iriamos ver o p√īr do sol no mirante no final do dia.

As 16:00 sa√≠mos para fazer a Trilha de Quadriciclo no Mirante Recanto da Natureza pagamos ūüíį 120,00 golpes e foi mtttttttt massssssa, voltamos as 18:00.

Mirante Recanto da Natureza:

A imagem pode conter: 1 pessoa, atividades ao ar livre e natureza

Sa√≠mos do passeio e fomos tomar uma ceva¬†‚ėļÔłŹ e comer algo, local escolhido Lukinhas. (ceva e lanche ūüíį28,00).

 

 

04/08 - SEGUNDO DIA

Sa√≠mos as 08:00 para encontrar nosso guia no vilarejo e seguirmos para a famosinha de Bom Jardim: Cachoeira da Serra Azul¬†ūü•į ela fica dentro do SESC de MT e fica a 22 km no vilarejo, o caminho √© 95% em estrada de terra.

Chegando l√°¬†fizemos uma caminhadinha de 80 metros +- e subimos/descemos cerca de 470 degraus at√© a preciosa ‚ô• (o parque possui tirolesa, ciclismo e arvorismo... n√£o fizemos nenhum) pagamos pelo banho na cachoeira¬†ūüíį 125,00 j√° equipamento para flutua√ß√£o incluso +¬†almo√ßo completo no restaurante do SESC (o melhor almo√ßo que tivemos la, mtt bom).

Sobre a cachoeira? SEM COMENTARIO né. PERFEITA e gelaaaaaaaaaada kkk

Cachoeirada Serra Azul:

A imagem pode conter: atividades ao ar livre, natureza e água

Ap√≥s o almo√ßo sa√≠mos em dire√ß√£o ao Rio Triste para mais uma flutua√ß√£o, pagamos ¬†ūüíį 90,00 com o equipamento incluso. Locamos outra c√Ęmera¬†pra atualizar na flutua√ß√£o (rachamos em 3, paguei 15,00).

Rio Triste:

A imagem pode conter: árvore, planta, atividades ao ar livre, natureza e água

Depois voltamos ao vilarejo e ficamos no balne√°rio que possui na rua principal tomando uma cerveja ate dar o hor√°rio de seguirmos para a lagoa das araras.

Sa√≠mos as 16:00 para a visita√ß√£o na Lagoa das Araras, ūüíį 25,00 a entrada, a lagoa fica no pr√≥prio vilarejo e tr√°s uma paz fant√°stica.

Lagoa das Araras:

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, céu, atividades ao ar livre e água

Sa√≠mos de l√° e fomos pro Espetinho da Marina jantar (espetinho gostoso e acompanhamentos caseiro, recomendo) ūüíį 19,00 total no jantar.

 

05/08 TERCEIRO DIA

Acorda as 09:00 tomamos caf√© e partimos para fazer a¬†¬†Flutua√ß√£o no Reino Encantado¬†que fica a 10 km da pousada onde est√°vamos fechamos o pacote ¬†com Almo√ßo por¬†ūüíį 120,00, chegamos la nos preparamos com os equipamentos, alugamos uma c√Ęmera (50,00 dividimos em 2) e fomos ao passeio. Retornamos e almo√ßamos la mesmo¬†(gastos 13,00).

Reino Encantado:

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, nadando, atividades ao ar livre e água

Logo apos o almo√ßo andamos mais 21 km ate o¬†B√≥ia Cross Duto do Queb√≥ o passeio durou cerca de 1:30 e pagamos¬†ūüíį 85,00.¬†
O rio é bem calmo, beeeeeeeeem calmo mesmo, a emoção fica por conta da gruta que passamos por dentro, ele é completamente escura, sem iluminação e cheia de morcegos kkkkkk essa parte foi massa, do resto, eu esperava mais (fomos em baixa temporada então o rio não estava mtt cheio para ter mais adrenalina).

Duto do Quebó:

A imagem pode conter: Damarens Santos, sorrindo, atividades ao ar livre e água

 

Ao retornarmos para a Vila paramos no Lukinhas para beber¬†ūüėÖ e jantar¬† (comemos uma pizza, tomei a√ßa√≠)¬† gastei 40,00.

 

06/08 Quarto Dia

 

¬†Acordamos as 08:00 ja deixamos nossas malas arrumadas pois serio o √ļltimo dia de viagem, tomamos caf√© e fomos para a¬†¬†Flutua√ß√£o no Aqu√°rio Encantado e no Rio Salobra¬† que fica no mesmo lugar do dia anterior (11 km da pousada), mas √© mtttttt¬† diferente o local¬†ūüė欆fechamos o pacote com Almo√ßo por¬†ūüíį 125,00¬† (gastei 8,00 com¬†bebidas e 50/2¬†da c√Ęmera).

Aquário Encantado:

 A imagem pode conter: Damarens Santos, sorrindo, árvore, atividades ao ar livre e natureza

 

Depois do almo√ßo andamos mais 5 km at√© o Balne√°rio Ref√ļgio da √Āgua Azul¬†para passarmos a tarde, pagamos¬†ūüíį 30,00.¬†

√Č um balne√°rio simples apenas para banho mesmo, n√£o curti mtt rs mas √© bonito o local.

A imagem pode conter: 1 pessoa, árvore, atividades ao ar livre, natureza e água

 

 

Retornamos para a pousada as 15:00 pois iriamos para o aeroporto as 16:00 demos carona para os gringos que estava na nossa pousada, gastamos¬†120,00 para encher o tanque novamente e devolvermos a locadora. E¬†partimos para SP, chegamos em¬† Guarulhos as 23:30 pegamos um bus para Campinas 00:30 e chegamos por volta as 2:00 em caaaaaaaaasa¬†ūüôŹ

Bom Jardim é um lugar incrível com pessoas encantadoras, ainda falta um pouco na infra estrutura porém quanto mais rustico mais eu gosto. EU AMEI tudo, os guias, a recepção, os lugares e os preços hahaha.

 

Total da viagem: 2.106,00

  • Passagens A√©reas: 480,00
  • Transporte (bus + carro + combust√≠vel): 323,00
  • Hospedagem: 225,00
  • Passeios: 855,00
  • Alimenta√ß√£o e cevaaaaa: 135,00
  • Fotos e filmagens: 88,00

 

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    • Por fernandobalm
      Resumo:
      Itiner√°rio: Salvador a Recife
      Dist√Ęncia Aproximada Entre Origem e Destino (Google Maps): 784 km
      Dist√Ęncia Aproximada Percorrida Incluindo Passeios: 1.100 km
      Período: 24/07/2019 a 01/09/2019 (39 dias)
      Gasto Total: R$ 2.293,33
      Gasto sem Transporte de Ida e Volta: R$ 1.779,43 - Média Diária: R$ 45,63
      Ida: Voo de S√£o Paulo (Congonhas) a Salvador pela Latam por R$ 212,95, sendo R$ 180,00 de passagem e R$ 32,95 de taxa de embarque.
      Volta: Voo de Recife a S√£o Paulo (Guarulhos) pela Latam por R$ 300,95, sendo R$ 268,00 de passagem e R$ 32,95 de taxa de embarque.
      Paradas:
      1- Salvador (Santo Ant√īnio, pr√≥ximo do Pelourinho): 1 dia
      2- Salvador (Itapu√£): 2 dias
      3- Arembepe: 1 dia
      4- Praia do Forte: 2 dias
      5- Imbassaí: 1 dia
      6- Suba√ļma: 1 dia
      7- Baixio: 1 dia
      8: Sítio do Conde: 1 dia
      9: Costa Azul: 1 dia
      10: Coqueiro - BA: 1 dia
      11: Est√Ęncia - SE: 1 dia
      12: Aracaju: 3 dias
      13: Pirambu: 1 dia
      14: Ponta dos Mangues: 1 dia
      15: Saramém - SE: 1 dia
      16: Pontal do Peba - AL: 1 dia
      17: Coruripe: 1 dia
      18: Jequi√° da Praia: 1 dia
      19: Barra de S√£o Miguel: 1 dia
      20: Maceió: 3 dias
      21: Paripueira: 1 dia
      22: Barra do Camaragibe: 1 dia
      23: Porto de Pedra: 1 dia
      24: Maragogi - AL: 2 dias
      25: Tamandaré - PE: 1 dia
      26 Porto de Galinhas: 3 dias
      27: Cabo de Santo Agostinho: 2 dias
      28: Recife: 1 dia
      Considera√ß√Ķes Gerais
      N√£o pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informa√ß√Ķes que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, pre√ßos, acomoda√ß√Ķes, rios a atravessar, meios de transporte e informa√ß√Ķes adicionais que eu achar importantes.
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informa√ß√Ķes Gerais:
      Em boa parte da viagem houve bastante sol e pancadas de chuva breves, geralmente fraca ou só garoa. Dias com chuva prolongada foram poucos (acho que só uns 3). Não houve raios. A chuva, quando me pegava nas praias, apesar de não ser tão forte, tornava-se mais sensível devido ao vento forte. As temperaturas estiveram bem razoáveis (para um paulistano), variando de 20 C a 30 C. A sensação térmica às vezes era mais baixa por causa da chuva ou mais alta por causa do asfalto ou da areia.
      As praias, o mar, as lagoas, a vegeta√ß√£o, as paisagens rurais, os mirantes, as constru√ß√Ķes hist√≥ricas e t√≠picas e as igrejas agradaram-me muito .
      Em alguns trechos de mar aberto, o mar estava muito bravo, com ondas fortes e enormes, com muita correnteza, algumas vezes com dire√ß√Ķes conflitantes. Derrubou-me v√°rias vezes. Em Sergipe o mar tinha cor escura, barrenta. Dava apar√™ncia de polui√ß√£o ou sujeira para um leigo como eu, mas provavelmente eram sedimentos vindos de rios (talvez o S√£o Francisco e o Real principalmente) e da chuva. Nos outros locais, principalmente em Alagoas, o mar tinha uma cor verde linda .
      Peguei 4 cocos na praia e 1 banana no ch√£o em um caminho.
      Encontrei muito lixo nas praias, principalmente plástico. Encontrei também algumas tartarugas e peixes mortos.
      A população de uma maneira geral foi cordial e gentil. Em Baixio a Pousada Espaço Litoral aparentemente não quis me hospedar devido à minha aparência (de mochileiro andarilho), mas foi um episódio isolado.
      Foi impressionante a generosidade dos donos de acomoda√ß√Ķes e comerciantes, sendo que v√°rios ofereciam caf√©s da manh√£ que eu n√£o havia contratado ou produtos adicionais nas minhas compras . Procurei ser o mais educado poss√≠vel e recusei quase todos para n√£o abusar da hospitalidade.
      Em áreas remotas de Sergipe houve alguns trechos em que foi difícil conseguir acomodação para pernoitar. Em muitas localidades pequenas o comércio e a recepção das pousadas fechava cedo, o primeiro entre 17h e 19h e a segunda perto de 20h.
      A caminhada no geral foi tranquila. Os maiores problemas foram os rios a atravessar. Mas acabei conseguindo as travessias em quase todos.
      Não tive nenhum problema de segurança (nenhuma abordagem indesejada) nas praias nem nas estradas nem nas cidades. Precisei desviar de um trecho em Barreiras (Alagoas), em que havia um rio a atravessar para chegar no Pontal de Coruripe, devido ao domínio da área por traficantes (Boca de Fumo). Vários disseram-me para não passar ali e eu resolvi atendê-los e ir este trecho pela estrada.
      Muitos aceitaram cart√£o de cr√©dito, mas v√°rios com acr√©scimo. Um n√ļmero maior aceitava cart√£o de d√©bito, poucos com acr√©scimo.
      Meus gastos foram R$ 299,73 com alimenta√ß√£o, R$ 1.378,00 com hospedagem, R$ 101,70 com transporte durante a viagem, R$ 65,90 com taxas de embarque de ida e volta e R$ 448,00 com as passagens a√©reas de ida e volta. Mas considere que eu sou bem econ√īmico.
      A Viagem:
      Minha viagem foi de SP (Aeroporto de Congonhas) a Salvador na 4.a feira 24/07/2019 pela Latam (https://www.latam.com). O voo sa√≠a √†s 10h30 e estava previsto para chegar √†s 12h55. Paguei em 4 parcelas com cart√£o de cr√©dito. N√£o pude escolher o lugar gratuitamente e n√£o fiquei na janela. Durante o voo conversei com uma analista ambiental sobre a situa√ß√£o do meio ambiente em SP e no Brasil. Ganhei um cappuccino 3 Cora√ß√Ķes de chocolate de cortesia da Latam e da 3 Cora√ß√Ķes. Ao chegar, saquei dinheiro e peguei o √īnibus do aeroporto at√© o metr√ī e depois o trem at√© a esta√ß√£o Campo de P√≥lvora, perto do Pelourinho, por R$ 3,70 pagos em dinheiro. Fiquei na Casa 37 Guesthouse (https://www.facebook.com/Casa37Guesthouse), que havia reservado pelo Booking (https://www.booking.com). No caminho da esta√ß√£o at√© l√°, passei por parte do centro e fui apreciando a cidade. Paguei R$ 18,00 a di√°ria, em dinheiro, sem direito a caf√© da manh√£. A propriet√°ria Gis√©lia estava com o p√© machucado, tinha desabilitado novas reservas e s√≥ esperava a mim naquele dia. Fiquei s√≥ numa cama num quarto compartilhado, com banheiro dentro. Depois de me acomodar aproveitei a tarde para ir visitar as obras da Irm√£ Dulce (https://www.irmadulce.org.br). Fui bem atendido e o recepcionista abriu uma exce√ß√£o para eu conhecer o santu√°rio, que estava em reforma, acompanhando-me. Gostei bastante dos v√°rios itens, incluindo memorial, capela e santu√°rio, tudo mostrando a vida simples e dedicada dela. Na volta passei pelo mirante em Santo Ant√īnio com vista para a Ba√≠a de Todos os Santos. Visitei tamb√©m algumas igrejas no centro, perto do hostel e no caminho para as obras de Irm√£ Dulce. No fim da tarde e come√ßo da noite fui visitar o Terreiro de Jesus, que havia sido revitalizado, com sua bela fonte e passei pela escadaria em que foi filmada a primeira vers√£o de ‚ÄúO Pagador de Promessas‚ÄĚ. N√£o encontrei espet√°culos no Pelourinho. Jantei sandu√≠ches e banana que tinha trazido de casa. Conversei com mo√ßas de Fortaleza que estavam no hostel e haviam vindo de √īnibus e estavam trabalhando em casas de confec√ß√£o. Elas falavam do frio e chuva de Salvador, diferente de Fortaleza naquela √©poca do ano.
      Para as atra√ß√Ķes de Salvador veja http://salvador-turismo.com, http://www.salvadorbahiabrasil.com/atracoes-salvador.htm¬†e https://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/salvador-7. Gosto bastante da cidade, mas j√° tinha estado nela antes. Meu objetivo nesta viagem n√£o era conhecer muitos de seus atrativos, somente alguns que eu n√£o conhecia e estavam perto dos meus pontos de parada.
      Na 5.a feira 25/07 tomei caf√© da manh√£ com sandu√≠ches que havia levado de casa, conversei com portuguesa hospedada no hostel e fui pegar o ferry boat para Bom Despacho por R$ 10,00 no cart√£o de cr√©dito (ida e volta). Eu tinha levado parte das cinzas do meu pai para jogar na Ba√≠a de Todos os Santos e achei que a melhor op√ß√£o era aquela. Peguei o barco das 8 horas. Falei com o Imediato Caetano e ele disse que eu poderia jogar sem problemas. Ap√≥s o barco afastar-se razoavelmente do porto, joguei-as, de punhado em punhado. Pouco depois ele me encontrou na parte superior e perguntou se j√° tinha jogado. Disse-me que havia comunicado ao capit√£o e este perguntou se eu queria que ele parasse o barco um pouco para que eu jogasse (o barco tinha provavelmente mais de 100 passageiros). Dei um r√°pido passeio em Bom Despacho e voltei no barco das 10 horas. Cheguei de volta ao hostel pouco antes de meio dia e perguntei a Gis√©lia, que j√° estava melhor do p√©, se poderia ficar um pouco a mais, para poder visitar o Centro de Conviv√™ncia Irm√£ Dulce, que era ao lado. Ela disse que isso poderia abrir um precedente. Para guardar a mochila ela cobrava R$ 10,00, com direito a uso do banheiro e demais instala√ß√Ķes at√© a noite. Preferi sair na hora ent√£o e fui visitar o Centro de Conviv√™ncia carregando a mochila. Muito interessante o trabalho que eles faziam com atividades gratuitas para toda a comunidade. Depois de l√° rumei a p√© para Itapu√£. Foram cerca de 18 km. N√£o tive nenhum problema de seguran√ßa e acertei o caminho, com nomes de ruas e indica√ß√Ķes no papel e pedindo muitas informa√ß√Ķes. Muitos deram-me sugest√Ķes, √†s vezes querendo mudar o caminho base que eu tinha tra√ßado, o que eu n√£o fiz. No trecho final fui pela orla, admirando a praia e o mar a partir do cal√ßad√£o. No caminho comprei p√£es normais por R$ 1,00 e um p√£o de queijo por R$ 1,00 pagos em dinheiro. Fiquei no Hostel Sal Bahia (https://www.facebook.com/hostelsalbahia), da propriet√°ria Dil, que era paulista, por R$ 28,50 em dinheiro a di√°ria, com direito a caf√© da manh√£. L√° estava uma fam√≠lia de Niter√≥i, 1 rapaz de Sergipe sendo treinado em telefonia por outro de Recife (um deles se chamava Carlos) e uma dupla de profissionais de escolta armada, sendo que um era de Recife e torcia para o N√°utico. √Ä noite comprei p√£es por R$ 3,00 e vegetais (pepino, chuchu, batata, mandioca, tomate e laranja) por R$ 4,40 e fiz sandu√≠ches para o jantar. Antes fui dar uma volta na orla e comi abar√° e tapioca com a√ß√ļcar e canela por R$ 8,00. Todos os alimentos foram pagos em dinheiro.
      Na 6.a feira 26/07 tomei o caf√© oferecido pelo hostel (2 p√£es, margarina, caf√©, leite e abacaxi). Depois fui √† Lagoa do Abaet√©. Havia muitos seguran√ßas. Haviam dito que poderia ser perigoso o local, em termos de assaltos, mas achei tranquilo. Por√©m n√£o entrei nas trilhas no meio do mato. Achei as vistas da lagoa e da vegeta√ß√£o no entorno muito bonitas. Fiz 3 travessias pequenas e achei a √°gua deliciosa. Voltei, almocei sandu√≠ches e fui caminhar na praia. Comecei indo conhecer os monumentos √†s Sereias de Itapu√£ e a Vinicius de Moraes. Pela manh√£, quando havia passado rapidamente para ver as Sereias, um morador local veio cumprimentar-me e falar comigo, imagino que para conhecer um viajante de fora dali. Depois fui at√© o Farol de Itapu√£ e depois parti rumo ao Sul, indo at√© o Jardim dos Namorados, j√° perto de Pituba. Depois, quando retornando ao hostel ainda tive tempo de visitar o Parque de Pitua√ßu, com seus lindos lagos, √°rea verde e vistas. Um homem que estava sentado num banco com roupa social, a quem eu havia pedido informa√ß√Ķes sobre o parque, pediu para falar comigo sobre Jesus. Ficamos conversando alguns minutos. Voltei pela praia, admirando as lindas vistas do mar e da orla, de dia e ap√≥s escurecer. Jantei um mini acaraj√© por R$ 1,00, um acaraj√© por R$ 5,00 (ambos em dinheiro) e salada (batata, mandioca, chuchu, pepino, tomate e cenoura ‚Äď esta √ļltima tinha trazido de SP), com laranja de sobremesa comprados no dia anterior. Durante o jantar conversei com Bruno, sobrinho da Dil, e pessoal da escolta armada. Levei um acaraj√© da Dry (dona do ponto) para a Dil numa vasilha pl√°stica, conforme ela havia pedido.
      No sábado 27/07 tomei o café da manhã oferecido pelo hostel (2 pães, margarina, café, leite, 2 pedaços de melão), despedi-me de todos (Dil levou-me ao portão) e parti rumo a Arembepe. Antes de entrar na areia da praia comprei 5 pães por R$ 1,00 em dinheiro. Entrei na praia na altura do Monumento às Sereias de Itapuã. O tempo estava bom pela manhã e a praia estava cheia. As paisagens pareceram-me lindas, embora as praias fossem bem urbanizadas, com muitos condomínios. Atravessei o Rio Joanes andando, orientado por salva-vidas e por praticantes e instrutores de kitesurf, que estavam dentro dele. Segui bancos de areia, mas no trecho final havia um canal que por um instante não deu pé, o que molhou levemente o fundo da mochila, mas a água não entrou. Havia várias pessoas praticando kitesurf na barra, conforme foto abaixo.

      Ocorreu uma r√°pida pancada de chuva no meio da tarde e eu me abriguei atr√°s de um coqueiro, posto que a chuva era lateral, devido ao vento. O mar estava bravo e o vento forte. Havia algumas bonitas paisagens com √°reas de remanso criadas por barreiras de pedra um pouco distantes da praia nas quais o mar batia forte. Quando veio outra pancada de chuva, entrei embaixo de um quiosque e um seguran√ßa falou-me que eu n√£o poderia abrigar-me naquela √°rea privada, mas passou via r√°dio informa√ß√£o aos da frente para que me dessem abrigo. Pouco √† frente fiquei debaixo de um coberto de madeira, atr√°s de uma tora. Quando a chuva amainou outro seguran√ßa veio conferir as informa√ß√Ķes, perguntar-me se eu ainda precisava de abrigo e me dar informa√ß√Ķes sobre como achar hostels ou hospedagem barata em Arembepe. Logo em seguida cheguei a Arembepe e fiquei no Hostel da F√° (https://www.facebook.com/hosteldafa), em cama de quarto compartilhado por R$ 25,00 em dinheiro, sem caf√© da manh√£, onde fui atendido originalmente por Benedita, m√£e da F√°. O quarto estava vazio, ent√£o fiquei s√≥. Uma pessoa havia dado uma refer√™ncia negativa do hostel, mas eu fui muito bem atendido e fiquei satisfeito. Era simples, mas supriu tudo de que eu precisava. Comprei p√£es por R$ 3,00, chuchu e pepino por R$ 1,00 e abobrinha e laranja por R$ 1,22, tudo pago com cart√£o de cr√©dito. Jantei sandu√≠ches, com laranja e p√£o com goiabada de sobremesa. Houve v√°rias pancadas de chuva depois que cheguei ao hostel, principalmente depois de escurecer. F√° ofereceu-me caf√© e suco de jenipapo de cortesia, que eu educadamente recusei. Seu filho interessou-se pelo meu celular velho. Havia entrado um pequeno espinho ou objeto estranho no meu p√© direito e eu o cavoquei para tir√°-lo, deixando uma pequena parte do p√© em carne viva¬†, o que se mostrou desastroso alguns dias √†¬†frente. No meio da noite chegou um casal e ficou na √°rea anexa ao quarto. Eu acordei com o barulho da chegada deles e fui tirar a mesa que havia colocado para escorar a porta do corredor que abria com o vento.
      No domingo 28/07 inicialmente dei um passeio pelo povoado, saquei dinheiro, comprei pães por R$ 3,00 com cartão de crédito e tomei café da manhã com sanduíches. Começou a chover com moderada intensidade e eu esperei passar para sair. Saí perto de 8h10, passei por uma área à beira-mar destruída pelas tempestades recentes e fui conhecer a Aldeia Hippie. Gostei bastante, principalmente do Centro de Artesanato, da lagoa e do rio. O morador Oz pediu-me uma força de R$ 5,00 em troca de um artesanato em clave de sol. Ao invés disso, ofereci a eles pães de milho, que não quiseram. Achei bela a vista do alto das dunas em que ficava parte da aldeia, estando de um lago a lagoa, o rio e a vegetação e de outro o mar. Havia uma pequena base do Projeto Tamar, cuja visita era paga. Não a visitei, pois pretendia ir para a Praia do Forte. Uma foto de uma praia em Arembepe está a seguir.

      Ao longo do caminho achei as praias belas. Tomei um banho de mar, que estava tão bravo e com correntes erráticas, que me levou para um buraco. Chegando à Barra do Jacuípe, um barqueiro atravessou-me por R$ 2,00 em dinheiro. Uma foto de lá segue abaixo.

      Caminhei de l√° at√© a Barra do Pojuca, passando por praias que achei bonitas. N√£o consegui atravessar andando a Barra do Pojuca. Tentei sem a mochila, mas a forte correnteza me fez crer que com a mochila n√£o conseguiria. N√£o havia mais barqueiros, pois era perto de 17h. Peguei a estrada ent√£o e fui at√© a cidade, mas n√£o encontrei pousadas baratas. Resolvi pegar o √īnibus para a Praia do Forte, onde sabia que tinha um hostel. Paguei R$ 3,00 em dinheiro pelo √īnibus. No √īnibus come√ßou uma conversa exacerbada entre amigos sobre pol√≠tica, com um dizendo que o Brasil era socialista e por isso estava nesta situa√ß√£o e outro falando contra o presidente, o que confirmou a polariza√ß√£o existente atualmente. Fiquei no Praia do Forte Hostel (https://www.albergue.com.br), pagando R$ 70,00 em dinheiro por uma cama em quarto compartilhado, com direito a buf√™ de caf√© da manh√£. Comprei espaguete por R$ 2,40, legumes (chuchu, pepino) e laranja por R$ 1,91, tudo com cart√£o de cr√©dito, cozinhei o espaguete e os jantei. De sobremesa comi biscoitos de maisena cortesia do hostel. Fiquei sabendo que meu primo havia sofrido um ataque card√≠aco e partido inesperadamente deste mundo por volta de 11h da manh√£.
      Na 2.a feira 29/07 comecei o dia tomando o excelente caf√© da manh√£ ¬†oferecido em forma de buf√™, com p√£es, ovo, banana assada, frutas, bolos, sucos (umbu, laranja), etc. Choveu bem cedo e depois a chuva retornou ap√≥s as 13h30, parou perto de 15h e voltou no fim da tarde. Fui visitar o Projeto Tamar (https://www.tamar.org.br). Achei espetacular . Havia tartarugas de 4 esp√©cies, tartarugas albinas, tubar√Ķes, arraias, v√°rios tipos de peixes, tartarugas pequeninas rec√©m-nascidas, esqueleto pr√©-hist√≥rico, carapa√ßas, cinema referente ao projeto, exposi√ß√Ķes etc. Havia tamb√©m momentos em que os tratadores iam alimentar os animais com a presen√ßa do p√ļblico. Havia muita gente visitando, incluindo muitos estrangeiros e muitas crian√ßas. O ingresso custava R$ 26,00, mas h√≥spedes do hostel tinham entrada gratuita a qualquer hora e dia em que estivesse aberto. Era permitido passar a m√£o nas arraias. Ap√≥s conhecer boa parte e fazer a visita guiada pela manh√£, fui √† foz do Rio Pojuca, que n√£o tinha conseguido atravessar. Pela praia era bem mais perto. Tomei um banho no mar bravo. Voltei para completar a visita ao Tamar e ver as alimenta√ß√Ķes da tarde, incluindo a dos tubar√Ķes. A vista do mar a partir dos fundos do Projeto Tamar tamb√©m me pareceu muito boa. Havia tamb√©m um farol para navega√ß√£o e uma igreja antiga nas imedia√ß√Ķes. No hostel conheci franceses e brasilienses. Jantei espaguete com um pouquinho de arroz (peguei das comidas compartilhadas), pepino, chuchu, laranja e biscoitos de maisena.
      Na 3.a feira 30/07 depois do buf√™ no caf√© da manh√£, fui explorar outros pontos da regi√£o. Peguei a trilha do Parque Klaus Peters, com vegeta√ß√£o da restinga, com v√°rias informa√ß√Ķes, de que muito gostei. Voltei pela avenida e fui visitar o Projeto Baleia Jubarte (http://baleiajubarte.org.br). A entrada custava R$ 10,00, mas tamb√©m era gratuita para h√≥spedes do hostel. Gostei do projeto, embora n√£o o tenha achado t√£o espetacular quanto o Tamar, pela falta de animais vivos. Mas havia muitas informa√ß√Ķes, exposi√ß√Ķes, cinema e um esqueleto de baleia. Depois de l√° peguei a trilha para o castelo. Achei bonita a vista da lagoa urbana. N√£o entrei no castelo, que era pago (R$ 15,00, com 50% de desconto para h√≥spedes do hostel). Na volta, depois de fazer a sa√≠da do hostel, ainda passei no Projeto Tamar para rever alguns itens de que tinha gostado e tirei fotos das tartarugas albinas

      e de um dos tubar√Ķes lixa

      Ap√≥s isso rumei para Imbassa√≠, que n√£o era muito longe e onde havia outro hostel mais barato, at√© onde eu sabia. Comecei a caminhar perto de 15h e cheguei l√° perto de 17h. Achei muito bonitas as praias do caminho. Tomei 2 banhos de mar. Elas pareciam ter pedras ou corais no fundo. O mar novamente era bravo e uma onda me pegou no raso e me fez dar um giro involunt√°rio de 360 graus. Fiquei hospedado no Eco Hostel Lujimba (https://www.imbassaihostel.com.br/?lang=pt), por R$ 35,00 em dinheiro a cama em quarto compartilhado, sem caf√© da manh√£. O dono era o argentino Roberto, mas j√° bastante aclimatado ao Brasil. L√° fiquei no quarto com um casal que morava na Esc√≥cia, em Edimburgo, um deles brasileiro e o outro escoc√™s, que estava ali fazendo trabalho volunt√°rio no hostel. Havia tamb√©m um h√ļngaro que falava fluentemente portugu√™s. O hostel era numa estrada de terra e tinha um bosque dentro de suas depend√™ncias. Tinha um espa√ßo num andar superior com s√≠mbolos de v√°rias religi√Ķes, principalmente orientais, e ambiente para ioga, medita√ß√£o e descanso. Comprei espaguete por R$ 1,85 e vegetais (abobrinha, mandioca, lim√£o e laranja) por R$ 2,73, ambos com cart√£o de cr√©dito, cozinhei o espaguete e comi no jantar com os vegetais.
      Na 4.a feira 31/07 comi a laranja no caf√© da manh√£. Roberto contou 2 hist√≥rias. Disse que um rapaz estava caminhando por uma estrada, um carro passou por ele e percebeu que nos pr√≥ximos 100 km n√£o havia vest√≠gios de civiliza√ß√£o. O caminhante tinha barba e cabelo parecidos com os de Jesus. O homem do carro voltou os 100 km e deu carona para o caminhante at√© passar por aquele trecho deserto. Com isso ele andou 200 km a mais do que precisaria. A outra hist√≥ria foi de uma mulher negra de cerca de 60 anos que ele viu andando nua na estrada, equilibrando uma bandeja na cabe√ßa. Ele falou que ela tinha a postura de uma rainha. Parecia um orix√°. Depois do caf√© fui conhecer o bosque interno e a √°rea de medita√ß√£o e ioga. Despedi-me deles e parti. Depois que sa√≠ comprei p√£es, comi 4 para complementar o caf√© e guardei 5 para o decorrer do dia. Paguei R$ 3,00 com cart√£o de cr√©dito por eles. O dia inteiro foi de sol e achei as praias muito bonitas. Passei pela Costa do Sau√≠pe, com suas acomoda√ß√Ķes luxuosas. Sua praia estava cheia de pessoas. Quando cheguei ao canal para atravessar para Porto Sau√≠pe, percebi que n√£o dava para atravessar andando. Vi um homem do outro lado e gritei para ele, mas ele ou eu n√£o conseguimos nos ouvir. Resolvi ent√£o atravessar a nado para poder conversar com ele. Ele era Jorge, dono de barraca da praia e de um barco. Perguntei se ele poderia me atravessar com o barco, mas ele me disse que o barco estava fundeado e que devido √†s chuvas, seria problem√°tico liber√°-lo e depois ancor√°-lo novamente. Perguntei se tinha uma t√°bua ou algo parecido e ele me disse que cuidava das pranchas dos salva-vidas e que eu poderia usar uma. Achei a solu√ß√£o perfeita. Mas fazia muito tempo que eu n√£o usava uma prancha e estava completamente sem experi√™ncia. De qualquer modo, peguei a prancha e atravessei em cima dela, com facilidade. Ele me alertou que ela estava de ponta cabe√ßa, pois o leme estava aparente. Coloquei a mochila nas costas, virei a prancha e fui bem para a ponta perto do mar, onde ele recomendou, para aproveitar a corrente. Mas eu n√£o parei para analisar direito a situa√ß√£o e segui o que ele falou sem pensar mais profundamente. A travessia ia indo bem, at√© que quase no fim eu vi o barco ancorado e vi que tinha que desviar dele e de suas cordas. Rapidamente tentei fazer isso antes de bater, mas as cordas pegaram no leme da prancha e ela quase virou. Eu, com minha falta de experi√™ncia com pranchas, estava muito √† frente, o que dificultou ainda mais o equil√≠brio. Depois de bater nas cordas e a prancha quase virar, consegui me reequilibrar e remei com as m√£os para desviar das outras cordas e consegui chegar √† margem. Jorge havia pulado na √°gua, achando que eu n√£o iria conseguir. Gritei para ele n√£o fazer aquilo, mas acho que ele ficou preocupado. Depois de sair da √°gua, agradeci, pedi desculpas pelo inc√īmodo dele ter-se molhado e guardei a prancha onde a tinha pego. Quando a prancha quase virou, a mochila for√ßou minhas costelas e elas ficaram doloridas. Essa dor arrastou-se por v√°rios dias. Segui pelas praias, que continuei achando muito bonitas. Peguei 3 cocos que estavam no ch√£o, 2 com muita √°gua e massa e o 3.o eu levei na mochila, ap√≥s desbastar a parte externa. Passei por uma praia de nudismo, mas como estava deserta, pude ficar vestido. No entardecer tirei esta foto, j√° perto da chegada √† cidade de Suba√ļma.

      Ao chegar, encontrei J Jr na praia e ele me recomendou ir à Pousada da Didi (http://pousadadadidi.com), que achava ser a mais barata da cidade. Fui até lá e apesar do preço regular ser R$ 60,00, ela me cobrou R$ 30,00 em dinheiro por quarto privativo, com banheiro interno e com café da manhã. Ainda me ofereceu o jantar, mas eu achei que era demais e somente comi um pouco do cozido que ela havia feito para não a deixar chateada. Douglas e Valdo foram os funcionários (afilhados) que me atenderam. Valdo abriu o coco para mim. Fui comprar banana e chuchu por R$ 0,85 em dinheiro para juntar com o resto do espaguete que eu tinha. Cozinhei o espaguete no fogão dela, misturei com o chuchu, banana e coco, e peguei um pouquinho do cozido de legumes que ela tinha feito. Ao ir fazer compras conheci um artista de Salvador que morava lá e pretendia pintar a partir de uma foto aérea da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim de Salvador. Douglas assistiu comigo o jogo do Flamengo com o Emelec pela Libertadores à noite. Ele era flamenguista e ficou feliz com a vitória nos pênaltis, apesar de ter sofrido um pouco, embora parecesse bastante confiante.
      Na 5.a feira 01/08 senti a dor nas costelas bem maior ao acordar. Tomei o caf√© da manh√£ ofertado por Didi (5 p√£es com margarina e queijo tostados, cuscuz, caf√© e leite em p√≥). Ela me contou que o m√©dico disse que ela tinha 2 anos de vida, estava com cirrose hep√°tica e anemia e n√£o podia fazer transplante por ter 80 anos. Ela era diab√©tica e tomava insulina. A situa√ß√£o me comoveu, mas faz parte da vida. Talvez a visita de um ‚Äúnem t√£o jovem‚ÄĚ estranho tenha alegrado um pouco aqueles momentos e a feito lembrar de seus filhos. At√© por isso talvez ela tenha querido ser t√£o gentil e generosa. Sa√≠ perto de 8h30. Antes de come√ßar a caminhada visitei a Igreja do Bonfim, simples, antiga e bonita. Encontrei o rio pr√≥ximo na mar√© vazante, mas ainda bem cheio. Fiz um teste de travessia sem a mochila e consegui passar com √°gua quase no pesco√ßo. Fui ent√£o com a mochila na cabe√ßa, tateando o ch√£o com os p√©s e consegui passar sem molhar a mochila. Achei as praias do percurso muito extensas e bonitas. A foto de uma delas est√° a seguir.

      Come√ßou a aparecer uma bolha no local do p√© que eu havia cavocado e que tinha ficado com a carne exposta. Cheguei perto de 13h, pois a pr√≥xima parada era distante e achei que n√£o valia a pena continuar. A Pousada Litoral, da propriet√°ria Nete, aparentemente n√£o quis me hospedar, provavelmente pela minha apar√™ncia de andarilho. Sua conhecida da Associa√ß√£o de Artes√£os havia ligado para ela e ela disse que havia vaga a R$ 50,00 a di√°ria. Mas quando cheguei l√°, notei a cara de espanto da funcion√°ria ao me ver, que disse que ela n√£o estava, depois disse que n√£o estava conseguindo falar com ela e por fim, o homem que estava na √°rea da entrada subiu at√© onde ela estava e voltou dizendo que n√£o estavam hospedando ningu√©m porque estavam em reforma. Propus-me a mostrar meus documentos, mas eles repetiram que estavam em reforma e eu me fui. Fiquei na Pousada Destaque (https://www.facebook.com/pousadadestaquebaixio) de Paulo, pagando R$ 60,00 com cart√£o de d√©bito em quarto privado, sem direito a caf√© da manh√£. Depois de me acomodar sa√≠ para dar um passeio nas imedia√ß√Ķes, conheci a Associa√ß√£o dos Artes√£os e fui andar na praia. Entrei levemente no mar, que estava muito bravo e depois nadei numa lagoa pr√≥xima. Vi o p√īr do sol a partir da barra do rio que ficava ap√≥s a cidade. Comprei chuchu e pepino por R$ 1,41 com cart√£o de cr√©dito. Paulo deixou-me usar a cozinha e eu cozinhei espaguete e jantei com os legumes comprados. Conversei com ele sobre seu antigo trabalho de motorista de carreta, suas atividades atuais como mec√Ęnico e outras. Ele tinha 70 anos e estava aposentado h√° 22, mas achei que aparentava bem menos, com sua enorme vitalidade.
      Na 6.a feira 02/08 Paulo ofereceu-me café da manhã sem estar na diária. Perguntei-lhe se não iria dar prejuízo, mas ele fez questão. Comi ovo frito e cuscuz. Ele me ofereceu também pães e leite, mas eu procurei não abusar e fiquei só nos dois primeiros. Conversamos sobre minha viagem e ele falou das dificuldades com os rios e as travessias que eu iria encontrar à frente. Comprei pães por R$ 2,80 em dinheiro para complementar o café e usar ao longo do dia. Comecei a caminhada e logo de saída era necessário atravessar a barra do rio. Um morador local e pescadores orientaram-me sobre por onde ir. Fiz o teste sem a mochila, mas achei que não conseguiria, pois a água parecia que iria me encobrir, além da correnteza que poderia me desequilibrar. Voltei para margem no momento em que por coincidência chegavam pescadores que iriam atravessar o rio. Eles me deram carona em seu barco e me deixaram do outro lado, onde ficariam. Conversei com o filho de um deles de 13 anos, que parecia meio desmotivado com a escola, mas gostava de pescar. O pai desejava que ele estudasse. As praias do caminho eram longas e desertas e me pareceram belas. Quando cheguei na Barra do Itariri gritei para pessoas do outro lado para perguntar como atravessaria. Elas foram chamar o dono de um estabelecimento que me orientou onde eram os melhores pontos. Fiz teste sem a mochila por onde ele indicou, peguei bancos de areia e consegui, mas machuquei levemente minha perna numa pedra. Depois, com a mochila, consegui pegar um caminho um pouco melhor, sem pedras, e a travessia foi mais fácil. Parecia haver areia movediça no fundo em alguns trechos. Ao longo do dia tomei 2 banhos de mar, que continuava bravo. No segundo banho, com a maré subindo, o mar derrubou-me novamente, com a força das ondas e as correntezas sem direção definida. Peguei um coco na praia, que tinha água e um pouco de massa. Cheguei a Sítio do Conde perto de 16h. Fiquei na Pousada Santa Maria (https://www.cylex.com.br/conde/pousada-santa-maria-11111375.html) por R$ 30,00 em dinheiro, da proprietária Dulce e sua filha Márcia. O filho de Dulce tinha algum problema de deficiência mental e me perguntou repetidamente se eu era da Polícia Federal ou da Receita Federal ou da CIA. Tentei ainda sacar dinheiro num correspondente bancário do Bradesco indicado por Márcia, mas já havia fechado. Dei um passeio pela pracinha para conhecê-la. Jantei acarajé na mão por R$ 4,00 com cartão de crédito e 3 pães doces por R$ 1,00 em dinheiro. Quando fui entrar a porta estava trancada com um trinco por dentro e minha chave de nada adiantava. A atendente do restaurante foi chamar Dulce batendo em sua janela. Ela veio abrir a porta para mim e disse que pensou que eu já estava no quarto e por isso fechou o trinco.
      No s√°bado 03/08 logo cedo comprei p√£es para servir de caf√© da manh√£ e peguei um t√°xi lota√ß√£o para Conde para sacar dinheiro. Encontrei M√°rcia e possivelmente a atendente do restaurante anexo √† pousada onde eu havia comido os p√£es na noite anterior, que estavam no ponto de ida tamb√©m. Aproveitei que l√° estava e fui √† feira, comprei cerca de 2 kg de tomates por R$ 2,00 em dinheiro. Passeei pela pra√ßa e vi a igreja por fora. Peguei t√°xi lota√ß√£o de volta, pagando R$ 8,00 em dinheiro por ida e volta. Comprei mais p√£es para levar para a viagem, somando R$ 5,00 em dinheiro com os comprados logo pela manh√£. Deixei chave e papel higi√™nico com atendente do restaurante, pois Dulce n√£o estava. Sa√≠ perto de 9h, mas parei logo a seguir para esperar uma pancada de chuva parar, abrigado numa barraca de praia que estava sem atendimento. Achei as praias bonitas e longas. Tomei v√°rios banhos de mar e 1 banho de rio. Quando cheguei √† Barra do Siribinha, um¬†turista carioca, que havia contratado um barqueiro, estava saindo para uma sess√£o de fotos e depois ir pegar seu carro. Ele concordou em me atravessar e n√£o quis que eu pagasse. O banho de rio foi depois da travessia e a √°gua estava deliciosa e calma para nadar, mas o fundo parecia movedi√ßo. Cheguei na Costa Azul perto de 15h30. Era um local isolado, com casas de veranistas, em que as pessoas locais pareciam n√£o estar acostumadas nem confort√°veis com pessoas de fora. Geraldo, dono da √ļnica pousada aberta, tinha sa√≠do para o Conde e eu precisava falar com ele para negociar o pre√ßo, que era de R$ 120,00 a di√°ria com caf√© da manh√£. Um cachorro seguiu-me at√© l√°. Falei com Reginaldo da barraca, que se disp√īs a me ajudar, mas achou problem√°tico eu dormir no banheiro da barraca, pois os clientes poderiam se assustar. Conheci G√≠lson na praia, que me deu informa√ß√Ķes sobre a √°rea e outras poss√≠veis pousadas. Ele cuidou da minha mochila enquanto eu nadava e depois me falou que ficou surpreso em como fui longe naquele mar bravo, que novamente me derrubou na sa√≠da . Procurei pelas pousadas de que ele falou, mas nenhuma estava funcionando al√©m da que eu j√° conhecia. Quando sa√≠ da Pousada Costa Azul e Geraldo ainda n√£o havia chegado, G√≠lson convidou-me para ficar em um quarto de h√≥spedes na sua casa, sem pagar. N√£o queria abusar da hospitalidade e lhe disse que iria esperar Geraldo mais um pouco. Como ele n√£o chegou e j√° estava come√ßando a escurecer, resolvi aceitar o convite de G√≠lson. Informei Reginaldo e o h√≥spede soteropolitano da Pousada Costa Azul que tinha tentado me ajudar. Fiquei bem hospedado, num quarto nos fundos no 1.o andar com cama, colch√£o e banheiro anexo no t√©rreo ūüôŹ. Ele ainda me deu √°gua pot√°vel. Ofereceu-me suco de goiaba, que experimentei e me emprestou um prato e uma faca para eu jantar sandu√≠ches. Eu comprei p√£es por R$ 3,00 em dinheiro e juntei com os tomates. Assistimos televis√£o juntos e conversamos sobre a vida. Ele estava cuidando de alguns problemas de sa√ļde. Sua mulher e parte da sua fam√≠lia moravam em Rio Real. Mostrou-me v√°rias camisas de eventos de que tinha participado. Falou-me de uma baleia jubarte que havia encalhado e de como procederam. O c√©u noturno estrelado, com a pouca luminosidade do local, pareceu-me lindo.
      No domingo 04/08 apreciei a paisagem pouco ap√≥s o nascer do sol, que me pareceu muito bonita vista do 1.o andar. Tomei caf√© da manh√£ junto com G√≠lson com sandu√≠ches de p√£es e tomates. Continuamos conversando sobre v√°rios assuntos. Ao despedir-me ofereci pagar o que estava pagando nas pousadas mais baratas anteriores, mas G√≠lson n√£o aceitou. Agradeci e parti. N√£o havia p√£es para vender, ent√£o n√£o pude lev√°-los para comer ao longo do dia. As praias eram bem longas e retas, e as achei bonitas. Tomei 2 banhos de mar e achei o mar mais calmo em alguns trechos com mar√© baixa. Uma caminhonete passou correndo do meu lado e me assustou, pois eu s√≥ percebi quando ela estava quase a meu lado. Parei no Povoado do Coqueiro, pois sabia que Mangue Seco, logo √† frente, provavelmente n√£o teria op√ß√Ķes baratas de hospedagem. Pareceu-me que as pessoas dali estavam bem mais acostumadas a viajantes e estranhos. O andarilho Fernando, meu xar√°, perguntou-me se eu era homem ou mulher. Respondi que era homem, mas tinha virado monge, por√©m n√£o tinha qualquer tipo de discrimina√ß√£o contra homossexuais. Ele disse que tamb√©m fazia caminhadas como andarilho e me ofereceu uma blusa de frio, que agradeci mas recusei, pois j√° tinha uma. Aurora, dona de restaurante e pousada, disse que estava com acomoda√ß√Ķes ocupadas, mas me ofereceu rede, galp√£o e banheiro para passar a noite. Ela recordou que seu filho havia ido ao Rio de Janeiro e tinha sido ajudado quando precisou. Eu agradeci, mas fui tentar achar uma pousada. E encontrei. Fiquei na Pousada do M√°ssimo, o gringo, um italiano de Mil√£o que estava no Brasil h√° mais de 30 anos. Ap√≥s ouvir a hist√≥ria da minha caminhada, ele me perguntou quanto eu estava disposto a pagar e eu n√£o respondi, s√≥ mencionei quanto tinha pago nas paradas anteriores. Ent√£o ele me prop√īs R$ 30,00 em dinheiro a di√°ria sem caf√© da manh√£ e eu aceitei. Paguei em dinheiro. Ele me atendeu muito bem. Fui passear na praia e tomei mais um banho de mar. Achei belo o ambiente rural com gado, galinhas, √°rvores, vegeta√ß√£o, cabras, o caminho etc existente no povoado. Depois fui ao Rio Real, que era divisa entre Bahia e Sergipe. Achei muito bonito o mangue exposto (seco) com mar√© baixa visto a partir do trapiche sobre o mangue que ia at√© o rio. A vista a partir do cal√ßad√£o e do local de embarque tamb√©m agradou-me, principalmente do rio. Vi o p√īr do sol a partir do rio. Come√ßou a chover e eu me abriguei embaixo de uma √°rvore. Comprei p√£es por R$ 3,00 em dinheiro. Jantei sandu√≠ches de tomate e p√£es doces, sendo que achei o p√£o de coco delicioso . Apareceram mais bolhas no p√© direito. Ainda assisti o fim do jogo do campeonato brasileiro. M√°ssimo foi dormir cedo porque no dia seguinte iria pegar o barco √†s 4h ou 5h para ir √† cidade buscar seu tablet. Dormi mal por causa dos pernilongos, sendo que esqueci de pedir um ventilador para espant√°-los.
      Na segunda-feira 05/08 tomei café da manhã com 8 pães que comprei por R$ 2,00 em dinheiro. Como Mássimo havia saído cedo, deixei tudo como ele tinha pedido e fui embora. Houve chuva rápida na trilha para a praia e eu me escondi embaixo de um coqueiro. O percurso até Mangue Seco era curto. Achei a praia bonita, principalmente as dunas. Passei por pequenas áreas com água rasa e no final atravessei um canal com água pela cintura. Peguei um pouco de chuva quando dava volta no mangue e me abriguei nos arbustos. Achei bonitas as vistas de Sergipe e da foz do Rio Real a partir da curva de Mangue Seco e de cima das dunas. Também gostei da vista dos canais internos do rio e das praias a partir do alto das dunas. Uma foto destas áreas pode ser vista a seguir.

      Depois de chegar no povoado, apreciar a vista das dunas e a partir delas, tentei conseguir transporte para a Praia do Saco, do outro lado do rio em Sergipe, com frete de retorno de algum barco. Um grupo concordou, mas acabei indo com outro que voltaria antes, com o barqueiro Merreco e 2 paulistanas. Paguei R$ 20,00 em dinheiro pela travessia. Quando falava com o barqueiro do primeiro grupo, vimos botos ūüź¨¬†nadando perto da praia. O cruzamento foi com a mar√© subindo e o mar um pouco agitado, com a lancha batendo nas ondas. Foi desconfort√°vel para mim, que estava no primeiro banco, bati v√°rias vezes a costela e a dor, que estava quase desaparecendo, voltou . Depois de chegar na Praia do Saco, tentei achar uma hospedagem barata, mas n√£o consegui. Peguei ent√£o a estrada pelo meio da vegeta√ß√£o de restinga, pois havia um trecho sem praia. Achei muito bela a vegeta√ß√£o e espetaculares as dunas. Num dado momento, sa√≠ da estrada e subi em algumas dunas altas para ter uma vista global. Gostei bastante da vista da costa e do rio. Mais para frente consegui voltar para a praia e segui em frente. Tomei um banho de mar, que parecia muito calmo, por√©m com uma colora√ß√£o escura, que pensei que poderia ser polui√ß√£o, mas que provavelmente era devido aos sedimentos, aumentados por causa das chuvas. Ocorreu nova chuva e fiquei abrigado atr√°s de um coqueiro. Cheguei at√© a Praia do Aba√≠s, mas n√£o consegui hospedagem barata l√°. Comprei p√£es por R$ 2,00 em dinheiro e comi como lanche. Resolvi ent√£o pegar o √ļltimo √īnibus (18h) at√© Est√Ęncia por R$ 7,00 em dinheiro e me hospedar l√°. O motorista tinha morado em SP e trabalhado como carreteiro em v√°rios estados e pa√≠ses al√©m de ter sido motorista da Via√ß√£o Cometa em SP, Rio e Curitiba. Deu-me orienta√ß√Ķes de em que pousada ficar e como chegar l√°. Fiquei na Pousada XPTO (https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g2344226-d8171017-Reviews-Restaurante_E_Hotel_Xpto-Estancia_State_of_Sergipe.html) por R$ 40,00 com cart√£o de cr√©dito. Eles tamb√©m trabalhavam com mec√Ęnica de bugues e pude ver algumas carca√ßas. Comprei p√£es e vegetais (lim√£o, pepino, banana) por R$ 3,68 com cart√£o de cr√©dito, juntei com tomates que ainda tinha e jantei sandu√≠ches. As bolhas no p√© direito tinham aumentado.
      Na 3.a feira 06/08 ap√≥s pagar a di√°ria fui comprar o caf√© da manh√£ na Padaria Esquina do P√£o com p√£es e queijadas por R$ 4,50 em dinheiro. Adorei a queijada, que era de coco e me lembrou as queijadinhas que comia na inf√Ęncia na Praia Grande em SP. Acrescido de pepino e banana comi os p√£es como sandu√≠ches na mini rodovi√°ria. Peguei o √īnibus para a Praia do Aba√≠s por R$ 7,00 em dinheiro, para continuar do ponto de onde havia parado. Comecei a caminhar cerca de 10h20. Achei as praias extensas e bonitas, em grande parte desertas. A √°gua era escura, cor de terra, e me deixou confuso, pois quando a √°gua √© escura em SP eu sempre desconfio de polui√ß√£o. Mas me explicaram que n√£o era o caso e que eram sedimentos, acentuados pelas chuvas. O mar parecia mais calmo do que no norte na Bahia, mas eu n√£o tomei banho de mar. Alguns bodes come√ßaram a me seguir, mas eu procurei me esquivar, pois se eles se perdessem ou fossem para √°reas urbanas achei que poderiam ser mortos ou sofrer algum problema. Cheguei √† Praia de Caueira perto de 13h30. A√≠ era necess√°rio pegar a estrada e passar pela ponte, pois havia o Rio Vaza-Barris, que era enorme e n√£o havia como atravessar pela praia. Achei bonitas as paisagens rurais e a vegeta√ß√£o. Segue uma foto do caminho.

      Houve chuva em algumas ocasi√Ķes e eu me abriguei sob arbustos em duas delas. Encontrei homem com uma bicicleta e v√°rios itens de uma casa, parado no acostamento e abrigado da chuva sob uma lona. Logo √† frente, ap√≥s a chuva parar, ele me passou. Vi araras e 2 arco-√≠ris ūüĆą¬†no caminho. A bolha do p√© em que havia entrado o estrepe, que eu havia desbastado, incomodou-me bastante , tanto que reduzi minha velocidade, principalmente ap√≥s pegar a estrada. Achei espetacular a vista a partir da ponte, que cruzei j√° perto de 17 horas. Decidi ent√£o tomar um √īnibus para a Praia do Atalaia. Um homem e um policial indicaram-me onde deveria peg√°-lo. Para minha sorte vinha vindo um √īnibus e mais alguns aparentes trabalhadores rurais ou de constru√ß√£o iriam pegar. Eles deram sinal mesmo fora do ponto e o motorista parou. Paguei R$ 4,00 em dinheiro pela passagem. A cobradora ajudou-me a saber onde descer. Ap√≥s pesquisar alguns hostels, que me deram informa√ß√Ķes sobre localiza√ß√£o de concorrentes, fiquei no Aracaju Hostel (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g303638-d15584411-Reviews-Aracaju_Hostel-Aracaju_State_of_Sergipe.html), por R$ 35,00 a di√°ria paga com cart√£o de cr√©dito, sem caf√© da manh√£. Comprei legumes e frutas por R$ 4,62 e p√£es por R$ 4,22 com cart√£o de cr√©dito e jantei sandu√≠ches. Houve bastante chuva √† noite quando eu j√° estava abrigado. Decidi estourar as bolhas do p√© √† noite, o que acho que deveria ter feito antes.
      Para as atra√ß√Ķes de Aracaju veja http://visitearacaju.com.br/leitura/20, http://www.conhecasergipe.com.br/aracaju_pontos_turisticos.asp e https://www.feriasbrasil.com.br/se/aracaju/oqueverefazer.cfm. Os pontos de que mais gostei foram as constru√ß√Ķes e monumentos hist√≥ricos e folcl√≥ricos, o est√°dio, os far√≥is, os parques, as praias, os rios e as hist√≥rias do Z√© do Peixe e de Marcelo Deda.
      Na 4.a feira 07/08 tomei caf√© da manh√£ com sandu√≠ches. Choveu bastante de manh√£. Fui conhecer a cidade. Peguei mapa gratuito em ag√™ncia de turismo. Comecei caminhando pela orla e conhecendo suas atra√ß√Ķes. Encontrei uma capivara numa pequena vegeta√ß√£o perto da praia. Visitei monumentos, √°reas naturais, igrejas, museus, casas de cultura e arte, centros de artesanato, mercados regionais, Est√°dio Batist√£o, memoriais, mirante, far√≥is, Passarela do Caranguejo, Museu da Gente Sergipana (estava fechado e s√≥ vi os pain√©is de fora), Largo da Gente Sergipana e Espa√ßo Z√© do Peixe (j√° estava fechado, mas a atendente deixou-me visitar ao ver meu interesse). Gostei muito de conhecer a hist√≥ria de Z√© do Peixe (https://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9_Peixe) ūüíô, que me pareceu um exemplo t√≠pico de brasileiro simples e generoso, que tinha habilidades destacadas e especiais. Participei de visita monitorada no Pal√°cio Museu Ol√≠mpio Campos, antigo pal√°cio do governo. Seguem fotos do Largo da Gente Sergipana.



      Almocei acaraj√© por R$ 5,00 em dinheiro. Passei pelo Projeto TAMAR mas n√£o fiz a visita, pois era semelhante ao da Praia do Forte e eu j√° estava satisfeito com ele. Choveu levemente no fim da tarde. Voltei a p√© pela avenida lateral ao mangue. Comprei leite e laranja por R$ 3,83 num supermercado no caminho de volta e p√£o, queijo coalho e tomate no mercado pr√≥ximo do hostel por R$ 10,00, ambos com cart√£o de cr√©dito. Jantei sandu√≠ches de p√£o, queijo coalho, tomate e mam√£o, com laranja de sobremesa. Chegou ao hostel um grupo de pessoas de uma empresa terceirizada da Petrobras para monitoramento ambiental de encalhe de animais nas praias do norte da Bahia ao sul de Alagoas. Eles me deram bastante informa√ß√Ķes sobre as pr√≥ximas etapas, a maior parte delas bastante precisas e √ļteis, que me ajudaram bastante. Carlinhos, que havia sido da equipe de opera√ß√Ķes especiais das For√ßas Armadas e era respons√°vel pela √°rea do sul de Alagoas, disse-me que em Alagoas minha caminhada iria ficar mais dif√≠cil e perigosa.
      Na 5.a feira 08/08 tomei caf√© da manh√£ com sandu√≠ches de p√£o, queijo coalho, tomate, mam√£o e laranja. Conversei com mulher de 70 anos que saiu do Rio por causa da viol√™ncia, mudou para Cabo Frio e agora, pela mesma raz√£o, estava mudando para Aracaju. Ela ca√ßoou de mim que estava preocupada, pois todas as vezes que me via eu estava comendo (o caf√© da manh√£ ou jantar). Fui inicialmente visitar o Farol Cotinguiba e os Parques do Cajueiro e Sementeira. O farol era grande, mas estava pichado. Por√©m mesmo assim achei-o interessante. O Parque do Cajueiro era pequeno, mas gostei de sua √°rea verde e da vista do rio¬†que o margeava. Um guarda da pol√≠cia ambiental veio falar comigo sobre eu estar com cal√ß√£o de banho no parque, que algum pai com crian√ßa poderia reclamar e que n√£o era adequado naquele ambiente. Disse-me tamb√©m para tomar cuidado √† noite naquele local. Eu estava de cal√ß√£o de banho porque pretendia ir √† praia depois. Gostei do Parque da Sementeira, com sua ampla √°rea, trilhas, lago e seus v√°rios ambientes. Achei interessante o plantio das v√°rias sementes para o futuro por v√°rias pessoas de v√°rios perfis diferentes. Gostei tamb√©m das homenagens a Marcelo Deda ‚ėĚÔłŹ, cuja hist√≥ria n√£o conhecia bem. Quando sa√≠ de l√°, dei sinal para 3 √īnibus e nenhum parou para mim (tentei mudar a apar√™ncia com a camisa dentro e fora do cal√ß√£o, encobrindo-o). At√© perguntei para a recepcionista de uma empresa pr√≥xima se era por causa da minha apar√™ncia com cal√ß√£o de banho, mas ela respondeu que n√£o, que deveria ser alguma coincid√™ncia. Decidi ir andando ent√£o at√© o terminal para pegar um √īnibus at√© a praia mais distante, perto do rio, onde 2 dias antes eu havia pego o √īnibus para chegar na Praia do Atalaia. No caminho, num ponto mais movimentado havia uma mo√ßa esperando o mesmo √īnibus que eu pretendia pegar para chegar ao terminal. A√≠ decidi esperar com ela e o √īnibus parou para o sinal dela. Ela ofereceu-se para pagar a minha passagem e antes que eu agradecesse e recusasse, passou o cart√£o para mim. Fiz baldea√ß√£o no terminal e pedi para o motorista me deixar no ponto mais distante da praia pelo qual ele iria passar. Deixou-me na Praia do Mosqueiro. De l√° fui at√© a Foz do Rio Vaza-Barris e vi a ponte que eu havia atravessado, numa bela imagem. Havia um farol perto da foz e foi poss√≠vel ver caranguejos e peixes. Tomei um banho na jun√ß√£o do rio com o mar, num local bem manso, e comecei a caminhar de volta pela praia. Demorei cerca de 3h30 da foz at√© a Praia do Atalaia. A praia era bem comprida e a √°gua continuava escura, mas mesmo assim tomei banho de mar. Cheguei perto do p√īr do sol e um manauara que l√° morava, indicou-me o ponto de sa√≠da para chegar na rua que levava ao hostel. Comi acaraj√© num ponto que o vendia l√° perto por R$ 5,00 em dinheiro e depois comprei p√£o, queijo coalho e banana por R$ 8,44 com cart√£o de cr√©dito. Jantei sandu√≠ches de p√£o, queijo, tomate, banana e mam√£o. Havia chegado um pernambucano chamado Jo√£o, que iria embora de madrugada. Boa parte do pessoal do monitoramento ambiental j√° havia ido embora, s√≥ tendo ficado Carlinhos e outro rapaz da Bahia, que eram dos pontos mais distantes. Com isso alguns detalhes dos trechos futuros eu acabei perdendo. N√£o houve chuva neste dia.
      Na 6.a feira 09/08 tomei café com sanduíches, leite, mamão e bananas. Levei 3 sanduíches e 1 banana para almoçar no caminho. Saí pouco antes das 8h. Fui beirando a costa. Passei em trechos com barro, que sujou os pés, grudou no chinelo e dificultou a caminhada. Mas logo consegui limpá-lo em poças de água de chuva. Vi trechos da cidade que não havia visto antes, como parte da orla após a área turística. Vi chuva forte à minha frente e moderada atrás, mas não houve chuva em cima de mim ao longo do dia. Levei um susto  quando repentinamente um homem saiu de dentro do mangue no momento em que eu iria tirar uma foto da ponte sobre o Rio Sergipe, mas aparentemente foi indevido, pois não houve nenhuma abordagem. Passei pela mini orla do Bairro Industrial e peguei a ponte. Uma foto da ponte segue.

      Achei muito boa a vista a partir da ponte. Uma parte dela, referente à parte da cidade de Aracaju está a seguir.

      Após cruzar a ponte e caminhar pela estrada, cheguei na Praia da Costa em Barra dos Coqueiros cerca de 12h30. Havia uma estátua de um caranguejo próximo à entrada da praia, parecida com a da Passarela do Caranguejo em Aracaju. Achei a praia longa e bonita. A água do mar continuava escura, parecendo barrenta. Tomei um banho de mar. Havia várias plataformas de petróleo ao longo do caminho. Vi também uma revoada de garças. Passei pelo Porto de Sergipe e por geradores de energia eólica. Pretendia ir até Pirambu, mas como atrasei muito em Aracaju, no barro e observando pontos que não havia visto, decidi parar em Jatobá, pois já estava indo para o fim da tarde. Enquanto procurava local para ficar, o zíper principal da mochila quebrou. Fiquei na Pousada das Mangabeiras (http://www.findglocal.com/BR/Barra-dos-Coqueiros/768962416519459/Recanto-das-Mangabeiras) pagando R$ 50,00 em dinheiro por quarto com banheiro sem café da manhã. Choveu um pouco à noite. Comprei pães por R$ 3,00 com cartão de débito e bananas por R$ 2,50 em dinheiro e fiz sanduíches com eles para o jantar.
      No s√°bado 10/08 houve chuva pela manh√£. A dona da pousada ofereceu-me uma x√≠cara de caf√© com leite e um p√£o com margarina como cortesia, que aceitei. Sa√≠ ent√£o para comprar p√£es e vegetais para refor√ßo do caf√© da manh√£ e para o almo√ßo. Paguei R$ 2,00 pelos p√£es com cart√£o de d√©bito e R$ 1,70 por tomates e lim√Ķes em dinheiro. Ao inv√©s de fazer todo o caminho de volta pela rodovia para a praia, peguei uma estrada de terra que passava por dentro de um s√≠tio. O dono, que estava trabalhando na beira da rodovia com uma foice, permitiu-me, dizendo que era local de passagem usado pelos moradores locais. Achei a estrada bonita, com lagos, vegeta√ß√£o e p√°ssaros. No caminho encontrei um pai com seus 2 filhos a cavalo ūüźé. Ap√≥s chegar na praia rumei para Pirambu. Foi interessante ver vacas ūüźĄ¬†pastando com o porto √† frente e os geradores e√≥licos ao fundo. Pareceu-me um retrato da enorme diversidade do Brasil, nos mais variados sentidos. Achei a praia bonita, longa e reta. O mar pareceu-me bravo, mas n√£o tanto quanto no norte da Bahia. Tamb√©m j√° n√£o era t√£o escuro. Comecei a caminhar perto de 9h30, cheguei na ponte do porto, por onde havia passado no dia anterior perto de 10h30 e em Pirambu perto de 13h30. Achei bonita a foz do rio que margeava a cidade e bonita a vista da cidade a partir da ponte. Antes de pegar a ponte passei na Comunidade Quilombola Porto da Barra. Depois de chegar na cidade de Pirambu visitei a Igreja Nossa Senhora de Lourdes, que tamb√©m achei bela, incluindo uma est√°tua na pra√ßa. A cidade era t√≠pica do interior, com bode na rua. Agora, do outro lado do rio, a vista da foz pareceu-me muito bonita, com lagos, conforme fotos a seguir.


      Fiquei na Pousada Praia Bela (https://www.facebook.com/pages/Pousada-Praia-Bela/183709241981804) pagando R$ 50,00 em dinheiro por quarto com banheiro. Comprei p√£es por R$ 4,00 com cart√£o de d√©bito, e tomate e pepino por R$ 4,00 em dinheiro. Na padaria a m√°quina de cart√Ķes disse que a senha do meu cart√£o de cr√©dito estava bloqueada, o que me deu um susto, mas se revelou falso na compra seguinte. Comprei tamb√©m lim√Ķes por R$ 1,02 pagos com cart√£o de cr√©dito. Depois fui dar um passeio na praia e na foz do rio. Como o tempo estava com amea√ßa de chuva, que mais tarde veio, apareceram 2 arco-√≠ris ūüĆą¬†muito bonitos sobre o mar. Achei o p√īr do sol muito bonito com todo este cen√°rio ao redor. Tomei 2 banhos de mar ao longo do dia. Dois jogos de futebol de praia pararam para eu passar andando. Quando percebi, fiquei um pouco constrangido, fui em dire√ß√£o ao mar e disse que podiam continuar. A sede do projeto TAMAR para visitantes estava fechada, pois havia sido transferida para Aracaju. Consertei a mochila com corda de pesca pega na praia e linha que o dono da pousada me deu. Jantei sandu√≠ches com o que havia comprado.
      No domingo 11/08 tomei caf√© da manh√£ com sandu√≠ches e preparei sandu√≠ches para o almo√ßo. Houve muita chuva de manh√£. Sa√≠ por volta de 8h30 da manh√£. Passei pela sede do Projeto TAMAR e confirmei que estava fechada. Vi uma poss√≠vel plataforma de petr√≥leo no mar. Pouco depois de iniciar a caminhada come√ßou uma chuva de moderada intensidade ūüĆßÔłŹ. Usei a capa de chuva pela 1.a vez na viagem para proteger a mochila e a mim. Depois de algum tempo a chuva passou e eu e a mochila est√°vamos razoavelmente secos. A maior parte do caminho foi pela praia da Reserva Biol√≥gica Santa Isabel. Achei muito bonita a paisagem da praia e da vegeta√ß√£o. Passei pela Lagoa Redonda, que achei muito bela. Seguem fotos dela.



      Encontrei uma fam√≠lia logo depois olhando uma poss√≠vel √°gua-viva ou similar, diferente das a que eu estava acostumado. O filho estava perguntando se dava choque. O pai logo a seguir pegou um siri ūü¶Ä¬†do ch√£o para lhe mostrar e depois jogou no mar. Depois da Lagoa Redonda n√£o encontrei quase mais ningu√©m. Ao longo do caminho foi poss√≠vel ver aves, peixes, siris, v√°rias lagoas e uma ampla √°rea preservada com dunas e vegeta√ß√£o. Tomei 3 banhos de mar. O mar era bravo, verde em v√°rios tons. Quando cheguei ao fim da praia, havia uma √°rea elevada que permitia a vista da praia e da barra do rio, de que gostei muito. Uma foto do local segue.

      Havia √°rvores com gar√ßas l√°. N√£o achei local para pernoitar na Boca da Barra. Fui perguntando e ningu√©m alugava quarto nem conhecia pousadas pr√≥ximas abertas. Fui andando at√© Ponta dos Mangues e me indicaram o Tinha, que alugava quartos. Ele n√£o estava e fui tentar outras op√ß√Ķes enquanto esperava que ele voltasse. N√£o consegui nenhuma, voltei at√© a casa dele onde ele j√° havia chegado e l√° fiquei por R$ 30,00 em dinheiro, num quarto privativo da casa dele com banheiro dentro. Ele me permitiu usar a cozinha e eu comprei espaguete por R$ 2,50 em dinheiro e cozinhei para o jantar com o resto dos legumes que possu√≠a. Conversei com o Tinha sobre o povoado, a vida l√° no presente e passado, e informa√ß√Ķes sobre a pr√≥xima etapa da viagem. Ele contou que o asfalto havia chegado em 1996 e logo depois chegou a √°gua encanada e a energia el√©trica, o que mudou muito a vida deles. Contou que os partos antes eram feitos por parteiras que iam √†s casas e quando era √† noite usavam lampi√Ķes durante o procedimento. Houve muita chuva √† noite.
      Na 2.a feira 12/08 comprei p√£es por R$ 3,00 em dinheiro e tomei o caf√© da manh√£ com sandu√≠ches. Houve muita chuva ao amanhecer. Tinha falou-me que n√£o dava para ir pela praia porque havia estourado uma barra no mangue (costinha), segundo seu irm√£o. Pouco depois seu irm√£o estava passando pela rua a cavalo e ele o indicou para mim. Fui at√© ele e ele confirmou. Despedi-me do Tinha e fui ao porto para confirmar uma √ļltima vez a informa√ß√£o e decidir se iria pela estrada ou arriscaria ir pela praia. No porto os barqueiros confirmaram e ent√£o decidi ir pela estrada rural, que passava pelo pantanal de Sergipe, que achei muito belo, onde havia p√°ssaros (acho que at√© alguns tuiui√ļs), √°rea de mata, pequenos povoados e propriedades rurais simples. Uma foto pode ser vista a seguir.

      Na estrada senti cheiro de flores, havia muitas po√ßas de √°gua por causa da chuva e gado em √°reas alagadas das propriedades rurais. Sa√≠ perto de 8h e cheguei perto de 13h em Saram√©m. Edileusa, professora ou diretora da escola, permitiu-me ficar numa casa que ela alugava, mas que estava sem m√≥veis dentro, nem cama tinha, e n√£o quis cobrar nada ūüôŹ. Ela me emprestou uma esteira para eu poder dormir em cima. Comprei legumes (chuchu, pepino, tomate, cebola, cenoura e lim√£o) por R$ 4,25 e encomendei p√£es para a noite por R$ 5,00 na Mercearia da Jane, ambos pagos em dinheiro. Fui conhecer o porto e parte da orla do Rio S√£o Francisco. Achei linda a vista da foz. Os habitantes locais orientaram-me sobre o caminho a seguir. Encontrei homem que criava camar√Ķes perto do fim da estrada p√ļblica e conversamos sobre a vida ali e o trabalho deles. Tomei banho no rio e achei a correnteza forte. √Ä noite dormi na esteira no ch√£o, em que tive dificuldade de achar uma posi√ß√£o confort√°vel. Houve muitos mosquitos, posto que n√£o havia ventilador. Provavelmente um cachorro arranhou fortemente a porta da casa durante a noite. O barulho e as m√ļsicas cessaram √†s 22h.
      Na 3.a feira 13/08 comprei pães por R$ 2,00 em dinheiro e tomei café da manhã com sanduíches. Arrumei a casa e devolvi a esteira e tudo mais para Edileusa que não quis aceitar pagamento nenhum. Ela me ofereceu lanche com batatas-doces cozidas, mas eu educadamente recusei. Fui então procurar uma forma de atravessar o Rio São Francisco. No dia anterior tinham-me dito que as vendedoras de cocada atravessavam o rio todas as manhãs e que eu poderia ir com elas. Mas antes apareceram algumas mulheres que iriam vender artesanato do outro lado e eu fui com uma delas e seu marido. Achei linda a foz do Rio São Francisco, vista do meio do rio. Dava também para ver o farol e o Povoado Cabeço, que o mar e o rio engoliram. O farol já estava bem rio adentro. O povoado tinha sido abandonado. Ainda bem que eu não fiz a caminhada pela praia no dia anterior, porque além da barra de mangue que havia estourado, eu não teria conseguido passar por ali. Paguei R$ 8,00 em dinheiro pela travessia, que era pouco mais da metade do que as vendedoras pagavam por ida e volta (R$ 15,00). Do outro lado da margem, já em Alagoas, achei a área linda, com coqueiros e lagoas. Seguem fotos de lá.



      Algumas pessoas esperavam turistas que viriam de barco para uma feira de artesanato. Houve uma chuva r√°pida e eu me abriguei num coqueiro. Depois caminhei em dire√ß√£o a Pontal do Peba. Achei lindo o trajeto pela praia, com dunas enormes em sequ√™ncia, algumas somente de areia e outras com um pouco de vegeta√ß√£o. Encontrei uma tartaruga morta ūüźĘ. Tomei banhos de mar. A √°gua estava com aspecto verde-claro. Fiquei na Pousada O Sambur√°, de Dona Francisca, pagando R$ 60,00 em dinheiro por um quarto com banheiro interno e sem caf√© da manh√£. Assim que cheguei avisei Carlinhos, do monitoramento de animais, sobre a tartaruga morta, enviando-lhe a foto. Ele me falou para ir at√© a 1.a barraca da praia (Barraca P√īr do Sol) e encontrar Wellington quando estivesse chegando, mas eu respondi que j√° havia passado por l√° e j√° estava instalado. De qualquer modo, perto do fim do dia passei por l√°, n√£o encontrei Wellington, mas deixei o recado com a barraca vizinha. Aproveitando que ainda era cedo, fui dar um passeio pelas dunas. Achei-o magn√≠fico. Atravessei uma √°rea na praia onde havia¬†animais de cria√ß√£o e subi em uma delas. Depois andei por v√°rias outras apreciando a paisagem do mar, da praia, de lagoas, das outras dunas, dos rebanhos bovino e caprino e do outro lado, em que havia uma planta√ß√£o de coqueiros ūüĆī, al√©m da vista que ia longe, mostrando bastante daquela regi√£o de Alagoas. A areia das dunas pareceu-me dura em v√°rios pontos. Encontrei mais uma tartaruga morta e uma cobra do mar (ou peixe com formato de cobra) morta. Carlinhos disse-me que ali era uma √°rea recordista em mortes de tartarugas marinhas. Comprei p√£es, queijada e legumes (tomate, cebola e banana) por R$ 9,66 com cart√£o de cr√©dito para o jantar. Aproveitei e visitei a igreja. Interessante como a faixa de areia na mar√© baixa transformava-se em uma pista para motos, carros e at√© √īnibus. Ao voltar para a pousada, conversei com o marido da Francisca, que estava insatisfeito com o Ibama e responsabilizava o povo pelas mudan√ßas naturais que vinham ocorrendo. Jantei sandu√≠ches.
      Na 4.a feira 14/08 tomei um banho de mar loga ap√≥s acordar, pois a entrada da pousada era pela areia da praia. Tomei caf√© da manh√£ com sandu√≠ches. Comprei p√£es por R$ 2,00 com cart√£o de cr√©dito. Parti rumo a Coruripe. Achei as praias muito bonitas, com muitos coqueiros. Tomei banho de mar. Havia v√°rias pessoas pegando massunins (mariscos, moluscos) na beira do mar para comer. Houve chuva breve em alguns per√≠odos pela manh√£. A partir das 13h30 houve chuva cont√≠nua ūüĆßÔłŹ, que engrossou em alguns momentos, o que se acentuou pelo vento. Num primeiro momento abriguei-me numa cabana de palha por algum tempo. Depois fui pela estrada a partir de Miai de Cima, porque v√°rias pessoas locais, pescadores e moradores, disseram-me para n√£o passar no mangue em Barreiras, pois havia um n√ļcleo de tr√°fico de drogas e iriam incomodar-se com um estranho ou me assaltar. Ali havia um rio e eu precisaria cruzar o mangue para chegar √† estrada. Achei bela a paisagem rural, tanto no pequeno caminho de terra como na rodovia principal. Havia canaviais e coqueirais intercalados. O mar tinha uma cor verde que achei linda. Achei bonitas as √°reas verdes na periferia de Coruripe. A chuva persistiu no come√ßo da noite. Fiquei na Pousada e Motel S√£o Jo√£o por R$ 30,00 com cart√£o de cr√©dito, num quarto com banheiro privativo e TV. Comprei p√£es por R$ 2,00 em dinheiro, laranja, tomate e batata-doce por R$ 1,21 com cart√£o de cr√©dito e chuchu por R$ 1,00 em dinheiro para o jantar e caf√© da manh√£. N√£o pude cozinhar espaguete nem batata-doce porque a cozinha estava com roupas estendidas para secar e a respons√°vel me disse que iria passar o cheiro para elas se eu cozinhasse. O atendente da tarde havia mostrado a cozinha para mim, que estava sem as roupas, e dito que eu poderia us√°-la sem problemas. Nesta situa√ß√£o acabei jantando sandu√≠ches.
      Na 5.a feira 15/08 comprei pães regulares e 2 pães de queijo por R$ 3,00 em dinheiro e comi sanduíches no café da manhã acrescidos dos pães de queijo, que achei deliciosos . Saí para ir até o outro lado da barra do rio por onde não havia passado devido ao problema da criminalidade. No caminho visitei Mirante da Imaculada Conceição e sua igreja. Fui até a praia do pontal e caminhei até a barra do rio. Achei a vista muito bela. Pena que não pude andar o trecho completo do outro lado por causa da criminalidade. Havia várias pessoas coletando massunins (mariscos, moluscos) na praia e, quando perguntei, disseram que poderia ir sem problemas até a margem do rio, mas que não era para atravessar devido à criminalidade. Comecei minha caminhada rumo às Dunas de Marapé perto de 10h. Achei as praias muito bonitas, curvas, com mar verde e coqueiros. Segue a foto da Praia de Minha Deusa em Coruripe.

      Disseram-me que havia possibilidade de cachorros ūüźļ¬†bravos soltos em uma casa na praia, mas aparentemente o dono os havia prendido naquele dia. Havia muitas rochas em v√°rios trechos do mar, algumas cobertas com algas. Tomei banho de mar na barra de um rio (acho que era o Rio Poxinzinho). Verifiquei a possibilidade de travessia com a mochila e achei que n√£o dava. A√≠ vi um casal pegando siris e gritei para eles. Achei que eles n√£o me haviam ouvido e atravessei o rio a nado para conversar com eles. Mas eles me haviam ouvido e o homem j√° estava vindo em dire√ß√£o √† canoa para me atravessar. Atravessei de volta a nado e o homem veio com a canoa atr√°s. Ent√£o atravessei com ele de canoa. Ofereci-lhe pagamento, mas ele n√£o quis. Prossegui a caminhada e cheguei na margem do Rio Jequi√°. Continuei achando as paisagens lindas, especialmente a do encontro do rio com o mar. Nadei novamente na foz do rio, que estava muito calmo e delicioso. Um barraqueiro e uma operadora de travessia do rio deram-me informa√ß√Ķes sobre a √°rea. Pretendia hospedar-me ali, mas os valores eram altos, ent√£o resolvi ir at√© a cidade de Jequi√° da Praia, a cerca de 4 km. Fui pela estrada, em que achei belas as paisagens rurais tamb√©m. L√° fiquei na Pousada Thieta (https://www.facebook.com/pousada.thietadoagreste/timeline?lst=100005659626174%3A100004063516724%3A1570293269), da Ros√Ęngela, por R$ 40,00 em dinheiro, num quarto com banheiro e TV. Comprei p√£es por R$ 3,00, vegetais (tomate, laranja e pepino) por R$ 2,50, mais p√£es e uma brasileirinha por R$ 2,00, tudo pago em dinheiro. Jantei sandu√≠ches.
      Na 6.a feira 16/08 comprei pão por R$ 2,00 em dinheiro e comi sanduíches no café da manhã. Saí perto de 8h e comecei minha caminhada. Fui por uma estrada de terra enlameada, devido às chuvas recentes, até a praia. Achei bonitas as paisagens rurais, com pequenas propriedades nas laterais. Lembrou-me o livro e o filme São Bernardo, de Graciliano Ramos. Chegando na praia resolvi voltar até a barra do Rio Jequiá e as Dunas de Marapé, pois não havia passado por este trecho. O responsável pelo receptivo turístico existente no local deixou-me subir no mirante para apreciar a vista. Segue uma foto de lá.

      Saí rumo à Barra de São Miguel perto de 9h30. Ao longo do dia houve chuva intermitente, com períodos de média intensidade, que parecia mais forte devido ao vento vindo do mar. Achei as paisagens bonitas até a Lagoa Azeda, com vegetação e mar verde. Daí em diante começaram falésias que achei espetaculares. Talvez tenham sido as paisagens de que mais gostei na viagem. Seguem algumas fotos de falésias deste trecho.

       



       

       

      Fiquei encantando com a diversidade de formas, muitas que a mente podia livremente associar ao que desejasse, com as cores m√ļltiplas nas v√°rias camadas, o tamanho e a extens√£o das fal√©sias, que se estendiam por quil√īmetros. Com a chuva, a paisagem ficava ainda mais bela, pois em alguns pontos escorriam sedimentos, tornando a colora√ß√£o din√Ęmica e misturada. √Č como se em alguns trechos fosse um bolo seco e em outros um bolo com calda multicolorida escorrendo. Em alguns pontos havia corredores de entrada e se podia ir ver mais de perto as estruturas das fal√©sias, como se fossem clareiras. Em alguns pontos havia lagoas combinadas com as fal√©sias, o que tornava a paisagem mais bela. Num determinado ponto, a chuva apertou ūüĆßÔłŹ¬†e eu me abriguei num barrac√£o de uma fazenda, na beira da praia, uma aparente constru√ß√£o sendo feita, que ficava num trecho entre duas cadeias de fal√©sias. Abriguei-me por mais de meia hora, admirando a lagoa que ficava a seu lado. Ap√≥s a chuva amainar, continuei e passei por um trecho em que havia um local elevado nas fal√©sias, em que era poss√≠vel subir para admirar a vista. Segue a foto de l√°.

      Pouco mais para a frente, j√° perto da Praia do Gunga, cruzei com muitos quadriciclos com turistas fazendo passeios. Eles vinham pela estrada lateral e eu pela areia da praia, perto do mar. Cheguei √† Praia do Gunga perto de 16h30. Achei-a bonita e tamb√©m bela a vista do outro lado do enorme rio. Tomei um banho de mar em sua foz, pois ao longo do caminho havia muitas pedras no mar e eu n√£o quis entrar. N√£o fui ao Mirante do Gunga, pois teria que pagar R$ 3,00 e eu j√° estava muito mais do que satisfeito com as paisagens espetaculares vistas ao longo do dia. Peguei a estrada para ir √† Barra de S√£o Miguel, pois o rio era enorme e era necess√°rio pegar a ponte. Achei bonita a paisagem rural e pude ver o p√īr do sol a partir da ponte, que me pareceu lindo. Caminhei um pouco no escuro, talvez perto de duas horas. Havia muito movimento na estrada, provavelmente para Macei√≥. A chuva voltou e apertou. J√° bem adiantado, cruzei com algumas mo√ßas e lhes perguntei quanto faltava. Uma delas riu e disse que no meu ‚Äúandandinho‚ÄĚ demoraria 1 hora, mas que se acelerasse chegaria em meia hora. Fiquei no Natu‚Äôs Hostel (https://www.natushostel.com) por R$ 49,00 com cart√£o de d√©bito, sem direito a caf√© da manh√£. Comprei legumes (tomate, beterraba, chuchu) para o jantar e o caf√© da manh√£ e bolacha para o caf√© da manh√£ por R$ 5,59 com cart√£o de cr√©dito. Quando estava indo para o supermercado, numa rua escura, bati o p√© numa estaca ¬†e ca√≠. S√≥ machuquei o dedo, pois me protegi da queda. Um carro que passava nem se importou com o ocorrido ūüėí. Jantei espaguete, batata-doce e legumes, sendo que os 2 primeiros j√° estavam a um bom tempo comigo, esperando a disponibilidade de um fog√£o. Conversei com Brasil, o dono do hostel, sobre minha viagem e locais de Alagoas e do Nordeste. Ele era vegano e fazia passeios personalizados exclusivos, por locais fora dos roteiros comuns. O hostel era voltado para preserva√ß√£o da natureza. Havia um cachorro ūüźē¬†salsicha muito amoroso. Eu notei que perdi o pente, provavelmente o tinha esquecido na Pousada em Coruripe.
      No s√°bado 17/08 nadei na piscina do hostel logo ap√≥s acordar. Depois tomei caf√© da manh√£ com legumes e bolachas. Dei uma volta pelo hostel para conhec√™-lo e sa√≠ perto de 9h. Comecei indo at√© a praia de onde se avistava a Praia do Gunga do outro lado do rio. Depois voltei e fui rumo a Macei√≥. Em v√°rios pontos da caminhada havia trechos em que na mar√© baixa recifes ou rochas represavam o mar e quebravam a for√ßa das ondas, formando piscinas naturais. Achei as praias bonitas, com muita gente em alguns pontos, como na Praia do Franc√™s. Comprei R$ 2,00 em p√£es para o almo√ßo com dinheiro. N√£o consegui atravessar a 1.a lagoa andando. Tentei ir pelo mangue, mas na borda vi que n√£o dava. Fui pela pista e pela ponte, da qual achei a vista muito bela. Tentei circundar a orla entre a 1.a e a 2.a lagoas, mas a mar√© alta impediu a partir de um certo ponto. Ent√£o fui pela avenida da orla e peguei a estrada para Macei√≥. No in√≠cio o acostamento era na parte central da estrada. Achei interessante a paisagem com vegeta√ß√£o e √°reas rurais, apesar do enorme movimento da estrada. Gostei muito da vista a partir da 2.a ponte, j√° na chegada a Macei√≥. Na avenida da orla de Macei√≥ estava havendo uma corrida do ex√©rcito, com muitos participantes e tr√Ęnsito parcialmente interditado. Havia uma enorme instala√ß√£o da Braskem na orla. Achei a orla bastante extensa. Fui em dire√ß√£o √† Praia de Paju√ßara. L√° perto um rapaz localizou pelo celular o hostel em que eu pretendia ficar. Fiquei no Paju Hostel (https://www.facebook.com/pajuhostel-107380930640086) pagando R$ 25,00 em dinheiro por cama em quarto compartilhado, com direito a caf√© da manh√£. No quarto estava um capixaba que fazia curso de cozinheiro embarcado, um paulistano que escrevia sobre pontos tur√≠sticos pouco conhecidos da cidade de S√£o Paulo e mais um outro. Havia tamb√©m uma fam√≠lia em outro quarto. Comprei vegetais (pepino, abobrinha, beterraba, chuchu, mandioca e banana) e macarr√£o por R$ 8,22, e p√£es por R$ 2,00, ambos com cart√£o de cr√©dito. Jantei espaguete com legumes. banana e p√£es doces de sobremesa. Achei o efeito do ar-condicionado do quarto bem forte ¬†e a ventila√ß√£o dele vinha diretamente em cima de mim, que estava na cama alta do beliche. Usei agasalho para dormir.
      Para as atra√ß√Ķes de Macei√≥ veja https://www.tripadvisor.com.br/Attractions-g303216-Activities-Maceio_State_of_Alagoas.html e https://guia.melhoresdestinos.com.br/o-que-fazer-em-maceio-143-1505-p.html. Os pontos de que mais gostei foram as praias, os itens culturais, folcl√≥ricos e hist√≥ricos, os mirantes e a orla.
      No domingo 18/08 tomei o caf√© da manh√£ ofertado pelo hostel, que achei excelente ¬†pelo pre√ßo (macaxeira, cuscuz, tapioca de coco, ovos, p√£o com margarina e queijo, mam√£o, melancia, sucos de manga e abacaxi, e iogurte). Sa√≠ para passear, peguei mapa tur√≠stico gratuitamente no quiosque, visitei Memorial Teot√īnio Vilela, vi as est√°tuas (Paulo Gracindo etc) e passei pelas jangadas com suas velas estilizadas com v√°rios temas. Seguem fotos de algumas delas.

       

      Seguindo, li e apreciei a hist√≥ria e os desenhos no muro sobre a personagem folcl√≥rica Jaragu√°, que era um fantasma com caveira de cavalo, protetor da natureza. Em seguida fui andar pelas praias at√© o extremo sul, onde era o encontro da lagoa com o mar, de onde eu tinha vindo, mas por onde n√£o tinha passado, pois havia pego a estrada. Achei as praias muito boas. Fui tentar visitar a Esta√ß√£o Ecol√≥gica da Braskem que havia visto no dia anterior, mas estava fechada. Depois da ponte as praias estavam quase desertas, com uns poucos banhistas e pescadores. Havia uma enorme √°rea da Marinha abandonada. Achei a lagoa muito bonita, agora vista do outro lado. Pude ver o trecho pelo qual havia passado no dia anterior, o ponto antes da 1.a lagoa em que tinha tentado atravessar pelo mangue e as partes em que n√£o tinha podido andar por causa da mar√© alta. A dist√Ęncia at√© o outro lado pelo mar era pequena, bem menor do que a que eu tinha andado pela estrada. Tomei um banho delicioso na lagoa, por√©m afastando-se da margem a correnteza tornava-se forte. Tomei tamb√©m um banho de mar. Voltei pela praia e j√° perto da √°rea mais central sa√≠ para visitar o Memorial √† Rep√ļblica, o Museu Antropol√≥gico e Folcl√≥rico Th√©o Brand√£o, capela e pra√ßas. O museu tinha muitas imagens e itens e achei bastante interessante ‚ėĚÔłŹ. Ao longo do dia vi as est√°tuas (le√£o, sereia e boi) nos diversos pontos da orla. Visitei tamb√©m a feira e o pavilh√£o de artesanato. O mar ficava com uma cor verde linda ao entardecer¬†. √Ä noite voltei para dar um passeio na orla e v√™-la com ilumina√ß√£o noturna. Jantei espaguete com legumes e banana.
      Na 2.a feira 19/08 tomei o caf√© da manh√£ ofertado pelo hostel (cuscuz, p√£o, margarina, queijo, leite, Nescau, mam√£o, melancia, sucos de goiaba e outro). A cozinheira estava de folga, ent√£o n√£o havia tapioca nem ovo. Fui conhecer o bairro hist√≥rico do Jaragu√° e o centro. Visitei Museu da Imagem e do Som, Museu do Antigo Pal√°cio de Governo, igrejas, mirantes, pra√ßas e monumentos. No bairro do Jaragu√° havia v√°rias casas e constru√ß√Ķes antigas. Na Igreja do Ros√°rio dos Pretos pediram para que eu sa√≠sse por causa do cal√ß√£o (que n√£o era de banho), ap√≥s o atendente da loja ter autorizado a entrada depois de eu pedir v√°rias vezes. Nas outras igrejas deixaram-me entrar sem problemas. Achei interessante a Igreja do Bonfim, com parte de seu formato circular. Achei a vista a partir dos mirantes muito boa, da orla, da costa, da lagoa, da cidade, do est√°dio e da vegeta√ß√£o mais distante. Passei por murais com hist√≥ria de pessoas famosas nascidas em Alagoas, algumas das quais eu n√£o sabia que eram alagoanas. √Ä tarde caminhei na orla runo ao norte, at√© o fim da quilometragem marcada para ciclistas e pedestres em Jacarecica (8,2 km). No caminho passei por um farol que com mar√© alta ficava parcialmente dentro do mar, passei pela Pra√ßa Coqueiro Gog√≥ da Ema, que tinha a foto do antigo coqueiro, passei por uma linda lagoa, onde crian√ßas nadavam e mais adiante desviei um pouco para conhecer o Corredor de Artes, que tinha est√°tuas e esculturas relacionadas a alagoanos, com respectivas explica√ß√Ķes. Achei o mar verde e lindo. No fim do caminho tomei um banho de mar. Na orla havia muitos pr√©dios modernos, sofisticados e altos. Na volta esperei o p√īr do sol para ver a orla √† noite. Gostei da vista das v√°rias partes da orla durante o dia, no p√īr do sol e depois de escurecer. Jantei espaguete com legumes, banana e bolacha oferecida pelo hostel como sobremesa. Conversei com Andr√©, o capixaba que estava fazendo o curso para ser cozinheiro embarcado, sobre as condi√ß√Ķes e dificuldades de trabalho embarcado e a diferen√ßa de ganho em rela√ß√£o aos cozinheiros regulares de restaurantes. Como 2 h√≥spedes do hostel haviam ido embora, mudei de cama e o vento do ar-condicionado n√£o vinha mais diretamente em mim, o que tornou a noite mais agrad√°vel.
      Na 3.a feira 20/08 tomei o caf√© da manh√£ ofertado pelo hostel igual ao do 1.o dia (domingo), substituindo alguns itens por outros. Sa√≠ perto de 8h30 depois de me despedir de todos. Fui caminhando pela areia. Quando fui tirar fotos das jangadas ouvi coment√°rios de alguns que l√° estavam, talvez jangadeiros ou trabalhadores relacionados √† praia, provavelmente invejando a minha vida, achando que era s√≥ fumar maconha. Quando tirei o celular da mochila tamb√©m comentaram e pareceram achar que os andarilhos haviam entrado na era digital ūüėÄ. Achei a vista da praia e da orla muito boas. A cor verde do mar parecia linda. Passei por v√°rios rios, todos com a √°gua abaixo da coxa, a maioria na canela, pois a mar√© estava baixa. Vi v√°rias est√°tuas no caminho, como a da sereia com golfinho, a de Netuno e a da sereia no recife. Segue uma foto da Praia do Mirante da Sereia.

      Uma cobra do mar que estava no caminho me deu um bote quando passei perto dela, mas n√£o me atingiu. Perguntei mais tarde a um habitante local e ele me disse que n√£o era venenosa. Havia v√°rias armadilhas para peixes no mar. Quando cheguei a Paripueira, uma catarinense de Bombinhas, que estava acompanhando familiares em um grupo de mais idade, tomou conta da minha mochila enquanto eu tomava um banho de mar. Agnaldo, que estava recolhendo as cadeiras de praia, indicou-me a Pousada Pantanal como a mais barata do local. A√≠ pesquisei uma outra, mas realmente fiquei l√° (https://www.facebook.com/pages/Pousada-Pantanal/712112815506454), por R$ 30,00 em dinheiro num quarto com banheiro e TV, sem caf√© da manh√£. Comprei p√£es, brasileirinha e bolo de milho por R$ 6,50, legumes (tomate, chuchu, berinjela e cenoura) por R$ 2,80, ambos com cart√£o de cr√©dito, e mam√£o por R$ 1,00 em dinheiro. Fui at√© a praia ap√≥s o entardecer para ver as estrelas e o mar noturno, que achei lindos. Visitei a igreja, que estava em restaura√ß√£o. Perguntei a um homem sobre ida a Barra de Camaragibe e ele me deu instru√ß√Ķes. Pouco depois, quando andava numa rua escura lateral √† praia, ele parou de moto a meu lado e me deu um susto . Perguntou se lembrava dele e a√≠ eu o reconheci. Ofereceu-me R$ 20,00 para comprar comida durante o trajeto, eu agradeci e recusei. Andei um pouco pela orla e pela areia, mas o lugar estava deserto, sem movimento. Voltei para a pousada e jantei sandu√≠ches, mam√£o, p√£es doces e a brasileirinha.
      Na 4.a feira 21/08 tomei caf√© da manh√£ com sandu√≠ches e p√£es doces. Saquei dinheiro do Bradesco e comecei a caminhada perto de 9h15. O dia inteiro foi de sol. Achei as praias belas. A cor da √°gua do mar foi mudando de verde para azul e depois para escura. Encontrei um capoeirista e seu amigo caminhando pela praia. Um cachorro preto latiu para mim e amea√ßou atacar-me, mas uma mulher que estava no mar pescando ou coletando seres marinhos, chamou-o aos gritos e ele obedeceu e foi at√© ela dentro do mar. Cruzei rio raso e depois peguei ponte em Barra de Santo Ant√īnio. Achei a vista a partir da ponte muito bonita. Tomei 2 banhos de mar ao longo do caminho, o primeiro num local quase sem ondas de mar verde. Havia v√°rios trechos com pedras. Havia tamb√©m v√°rios pontos com armadilhas para peixes no mar. V√°rias pessoas estavam na areia separando os peixes pegos. Vi v√°rias vezes barcos sendo movidos com toras cil√≠ndricas de madeira embaixo, o que j√° tinha visto em dias anteriores tamb√©m. Na Praia do Carro Quebrado vi 2 fuscas e uma Kombi em decomposi√ß√£o. Cruzei a Barra do Camaragibe de barco com 2 paulistas, 1 catarinense e 2 alagoanos, pagando R$ 2,00 em dinheiro. Achei a vista durante a travessia muito bonita. Achei tamb√©m a Barra do Camaragibe muito bonita. Mara ofereceu casa do seu filho para eu ficar por R$ 30,00, mas a casa n√£o tinha luz nem descarga. Preferi ent√£o ficar na Tiriri Guest House (http://www.tiririguesthouse.com), pertencente ao Jo√£o pagando R$ 50,00 em dinheiro por um quarto com banheiro privativo e TV a cabo e com direito a caf√© da manh√£. Comprei p√£es na padaria por R$ 4,00 em dinheiro e depois a dona ofereceu-me rocambole e torta de doce de leite, que n√£o consegui recusar, pois quando levantei a cabe√ßa ap√≥s pegar o dinheiro da carteira ela j√° os tinha colocado num saco e me estava oferecendo. At√© falei ‚Äún√£o‚ÄĚ agradecendo, mas ela fez uma cara de decep√ß√£o e perguntou porque eu n√£o aceitava, que resolvi aceitar. Comprei tamb√©m tomate, chuchu e lim√£o por R$ 2,75 com cart√£o de cr√©dito. Jantei sandu√≠ches. Apreciei a vista noturna a partir da sacada da pousada. Esqueci de apagar a luz do restaurante que Jo√£o havia pedido antes de dormir.
      Na 5.a feira 22/08 tomei o café da manhã oferecido pela pousada com frutas (manga, abacaxi, banana, melão e mamão), pães, manteiga, geleia, requeijão e suco. Saí por volta de 8h45. Achei as praias bonitas. A cor do mar voltou a ser verde. Atravessei o Rio Tatuamunha andando. Fiz um teste sem a mochila que foi bem-sucedido e voltei nadando. Achei a água deliciosa. Atravessei pela 2.a vez com a mochila e desta vez estava bem mais raso, o que mostra como pouco tempo de maré baixando pode fazer grande diferença. No encontro do rio com o mar, a cor da água de um lado era verde e de outro era azul. Uma foto desta área pode ser vista a seguir.

      O tempo virou e ocorreu uma pancada de chuva quando eu passava por Porto de Pedras. Devido a isso, como eu queria aproveitar bem o trecho at√© Maragogi, resolvi ficar ali aquele dia. Fiquei na Pousada √Āguas Belas, do Eliel. Paguei R$ 50,00 em dinheiro por um quarto com banheiro privativo sem direito a caf√© da manh√£. Aproveitei a tarde ent√£o para conhecer o Mirante do Farol, a igreja matriz, a fonte masculina, a orla e a capela hist√≥rica. No farol, Dinho deu-me informa√ß√Ķes hist√≥ricas e culturais sobre a √°rea. Tomei um banho de mar no caminho e outro no povoado, achei o mar calmo e boiei. No entardecer a chuva voltou, com picos de maior intensidade, mas na m√©dia ficou leve e prosseguiu assim √† noite. Vi 2 arco-√≠ris no c√©u. Comprei p√£es nas padarias por R$ 4,00 em dinheiro. Jantei sandu√≠ches e p√£es doces. √Ä noite vi um jogo de futebol no campo local ‚öĹ.
      Na 6.a feira 23/08 comprei p√£es por R$ 3,00, tomate e banana por R$ 1,75, todos pagos em dinheiro e tomei o caf√© da manh√£ com sandu√≠ches. Depois peguei a balsa gratuita para Japaratinga. Comecei a caminhada perto de 9h e cheguei em Maragogi perto de 13h. Antes de come√ßar o caminho voltei at√© a margem do rio pela praia e andei um pouco nela, quase dando a volta e chegando onde havia desembarcado da balsa. Achei as praias muito bonitas, com mar verde. Atravessei 2 rios com mar√© baixa e √°gua abaixo do joelho. Uma mo√ßa falou-me que um homem havia sido encontrado morto no mangue e eu decidi atravessar um dos rios para n√£o cruzar o mangue em dire√ß√£o √† ponte nem voltar um trecho para sair na rua que continuava para a ponte. Em Maragogi fiquei no Mandala Hostel (https://www.facebook.com/Mandalahostelmaragogi) pagando R$ 22,00 a di√°ria em dinheiro por uma cama em quarto compartilhado, com direito a caf√© da manh√£. L√° conheci a argentina Jamilia, que estava indo para Porto de Galinhas, o baiano R√īmulo, que viajava de moto, tinha sido da Marinha e morava em Campina Grande, a mineira K√©ssia, que viajava 2 semanas de f√©rias pelo nordeste, a mineira aposentada S√≠lvia e um casal de chilenos, de f√©rias no Brasil. Aproveitei que era cedo e fui visitar o Mirante do Cruzeiro. A melhor vista era a partir de uma pousada e era necess√°rio pagar uma pequena taxa. Eu n√£o tinha levado dinheiro e o atendente me disse que havia uma √°rea atr√°s do muro de onde se podia ter uma boa vista. Fui l√° e concordei com ele, achando a vista muito bela, das v√°rias partes da costa ‚ėĚÔłŹ. No caminho de subida, que fiz dando enorme volta pela estrada, pude ver paisagens de coqueiros, de que muito gostei tamb√©m. Na volta descobri que havia um caminho alternativo descendo por uma rua de terra que era muito mais curto. Quando descia conversei com um homem que trabalhava na constru√ß√£o de sua casa e que havia mudado para l√°. Ele tinha gostado de l√° e me falou da regi√£o. Depois de descer ainda tomei um banho de mar, deixando as roupas com um casal de argentinos, e depois fui conhecer uma √°rea de artesanato e andar pela orla. Apreciei o entardecer √† beira-mar. Comprei espaguete, tomate, chuchu, pepino, ab√≥bora, cenoura e mam√£o por R$ 7,98 com cart√£o de cr√©dito e 1 brasileirinha por R$ 1,00 em dinheiro. Jantei espaguete com legumes, mam√£o e a brasileirinha. √Ä noite eu, R√īmulo e K√©ssia fomos passear na orla. Neste dia comecei a sentir dor em uma das pernas , na regi√£o da canela.
      Para as atra√ß√Ķes de Maragogi veja http://www.maragogi.tur.br/ e https://maragogionline.com.br. Os pontos de que mais gostei foram as praias, o mar verde e a vista a partir do mirante.
      No sábado 24/08 tomei o café da manhã oferecido pelo hostel (cuscuz, ovo, pão, queijo, manteiga, banana assada, melão, mamão, abacaxi e 2 tipos de bolos)  e fui caminhando até as praias do Antunes e do Xaréu. Atravessei o rio logo na saída do centro de Maragogi com água no peito, pois a maré estava alta. Em determinado trecho tive que ir pela rua, pois com maré alta não era possível passar. Mas após andar cerca de 15 minutos a meia hora voltei à praia. Acabei ficando sentado o maior tempo na Praia do Xaréu admirando o panorama. Segue uma foto dela.

      Alguns destes barcos na foto ficavam tocando m√ļsicas com som alto e provavelmente forneciam algum tipo de servi√ßo, pois v√°rias pessoas iam caminhando at√© eles. Ficavam um pouco distantes da praia, mas isso n√£o intimidava os interessados. Tomei 2 banhos de mar e achei a √°gua deliciosa. O mar continuava com a cor verde que eu achava linda. Voltei no entardecer e com a mar√© baixa foi poss√≠vel fazer quase todo o caminho pela areia √† beira-mar. O rio perto do centro atravessei com √°gua perto da canela. Apreciei o entardecer a partir da praia. Jantei espaguete com legumes acrescido de arroz, que Jamilia havia deixado antes de ir embora, cravo e queijo ralado, que me deram no hostel. Para sobremesa comi mam√£o. Durante o jantar o chileno sofreu muito para abrir um coco com uma faca comum e concluiu que era melhor pagar R$ 5,00 do que fazer aquele esfor√ßo. Conversamos sobre a viagem deles, o Chile, o Brasil e v√°rias coisas. √Ä noite dei novamente um passeio na orla. Chegou Evelin de SP e um baiano. R√īmulo e K√©ssia foram embora. Despedi-me da gerente Gerline, que n√£o trabalharia no domingo, quando ela foi embora √† noite.
      No domingo 25/08 tomei o café oferecido pelo hostel igual ao do dia anterior, sem a banana e sem um dos bolos, conversei com casal de Jundiaí (Mairon e mulher) sobre dicas de viagem e com Marcelo sobre Caminho de Santiago. Eles também haviam chegado para ficarem no hostel. Saí perto de 9h15. Atravessei o rio perto do centro com água na cintura. Reencontrei Mairon, mulher e Evelin na Praia do Antunes, onde ele disse que talvez fossem. Achei lindo o mar verde até o fim de Alagoas . Atravessei rio com água abaixo da cintura na divisa entre Alagoas e Pernambuco. Atravessei outro rio com água na cintura depois de São José da Coroa Grande. O mar continuava verde e eu continuava achando o mar e as praias lindos. Na barra do Rio Una fui até o Povoado do Abreu. No caminho havia uma ponte de tábuas de madeira com um buraco no meio, o que fazia que algumas meninas que provavelmente queriam ir para a praia estivessem com medo. Passei, disse-lhes que dava para passar com cuidado e elas foram. No povoado encontrei barqueiros que me poderiam levar para o outro lado do rio. Alecsandro levou-me até a 2.a barra do rio, pois disse que havia estourado uma barra, com a ajuda da própria população, devido às enchentes, e que se apenas atravessasse a 1.a barra eu ficaria preso entre as duas. A viagem de barco foi bela, com bonitas paisagens do mangue, da vegetação, do rio e das praias. Seguem fotos do trajeto.



      O barco encalhou 2 vezes em bancos de areia. Choveu um pouco durante o trajeto. Ele trabalhava com construção durante a semana e fazia passeios nos fins de semana. Quando chegamos vimos que a 2.a barra não estava tão grande e teria dado para eu atravessar. Mesmo assim foi prudente a decisão dele de me levar até lá. Paguei R$ 10,00 em dinheiro pela travessia. Prosseguindo caminhei pelas praias até Tamandaré, sendo que algumas tinham trechos com pedras, mas só uma vez tive que sair da areia para dar a volta por trás delas. Segue uma foto da Praia do Porto no caminho.

      Na ponta desta praia havia pedras enormes, onde alguns pescavam. Achei o mar bravo neste trecho. Já chegando em Tamandaré atravessei o Rio Mamucabinhas com água abaixo dos joelhos. Cheguei no entardecer (no litoral de Pernambuco escurece cedo) e fiquei na Pousada São João, do proprietário João, pagando R$ 40,00 em dinheiro por um quarto com banheiro privativo. Comprei pães, tomate, pepino e laranja por R$ 5,02 com cartão de crédito e os jantei. Encontrei um condicionador de cabelos provavelmente deixado por algum hóspede no banheiro e o utilizei, pois meu cabelo estava totalmente desalinhado devido à falta de pente. Entrou água da chuva no quarto à noite e molhou o travesseiro.
      Na 2.a feira 26/08 comprei p√£o por R$ 3,00 e tomate e banana por R$ 2,00, tudo pago em dinheiro. Tomei o caf√© da manh√£ com isso. Sa√≠ perto de 8h. Houve algumas pancadas de chuva ao longo de todo o dia. Achei as praias muito bonitas ao longo de todo o caminho. Na Praia de Carneiros havia peixes coloridos e escuros ūüźü. Uma foto desta praia segue.

      Visitei a igreja hist√≥rica e depois √Čdson atravessou-me de lancha, cobrando R$ 15,00 em dinheiro. Contou-me que antigos donos da fazenda onde atualmente √© Carneiros est√£o enterrados na igreja hist√≥rica, que √© do s√©culo 18. Achei muito bela a vista durante a travessia. Ap√≥s a travessia encontrei trechos com pedras em que n√£o consegui passar com mar√© alta. Subi pela encosta e peguei a estrada. Achei bonita a paisagem rural. Mais √† frente voltei √† praia e fui pela areia at√© a Barra do Sirinha√©m. Continuei achando as praias lindas. Quando cheguei na barra peguei um barco de linha por R$ 2,00 em dinheiro para fazer a travessia. Na sa√≠da houve uma revoada de gar√ßas ūüēäÔłŹ¬†e gostei bastante da paisagem vista durante a travessia. Do outro lado o seguran√ßa disse-me para ir pela praia at√© onde conseguisse e depois pegar a rua dentro do condom√≠nio √† beira-mar. Quando sa√≠ da praia o seguran√ßa Andr√© acompanhou-me gentilmente pela rua do condom√≠nio at√© a portaria e me disse que eu conseguiria voltar para a praia mais √† frente, pedindo autoriza√ß√£o para algum propriet√°rio de s√≠tio. A estrada pareceu-me ter uma bela paisagem rural. Pedi autoriza√ß√£o a um caseiro, ele concedeu e passei por dentro de seu s√≠tio para voltar √† praia. Continuei achando as praias lindas. Passei por extensa √°rea com √°gua rasa. Cheguei √† Barra do Maraca√≠pe pouco antes do entardecer e ainda havia barcos fazendo a travessia. Mas perguntando a pescadores antes, disseram que poderia atravessar andando. Vi uma mulher num banco de areia no meio do mar e resolvi ir at√© onde ela estava. Ela n√£o sabia se era poss√≠vel atravessar para o outro lado, pois n√£o era dali. Havia 2 pescadores por ali e perguntei para eles, que tamb√©m n√£o sabiam, pois tamb√©m n√£o eram dali. Mas eles disseram que iriam verificar, entraram no trecho e me disseram que dava para ir. Eu fui por onde eles indicaram e a √°gua n√£o passou do peito. Segue uma foto desta √°rea.

      Quando já estava na estava Praia de Maracaípe, um cachorro invocou com um homem, mas acabou ficando só na ameaça e ele não atacou. Fiquei no Palawan Hostel (https://www.facebook.com/palawanhostel), de Hugo e Ayanna, com sua filhinha recém nascida e seu cachorro Chico. Paguei R$ 30,00 em dinheiro por cama em quarto compartilhado, com direito a café da manhã. Lá conheci o belga Joseph, que viajava pelo Brasil e iria para SP. Comprei pães por R$ 2,00 em dinheiro e espaguete, batata-doce, chuchu, pepino e banana por R$ 5,36 com cartão de crédito. Jantei espaguete com legumes, banana e pão doce. Esta praia era extensão de Porto de Galinhas.
      Na 3.a feira 27/08 tomei o caf√© da manh√£ oferecido pelo hostel (cuscuz, ovo, mel√£o, mam√£o, p√£o, margarina, leite com Nescau e bolachas). Sa√≠ √†s 8h30 para tentar ainda pegar mar√© baixa e ver peixes nas piscinas perto do centro de Porto de Galinhas. Havia muitos peixes (coloridos e escuros, pequenos e maiores) perto da praia, nas rochas ou recifes. Fui nadando at√© as piscinas ūüŹä‚Äć‚ôāÔłŹ, pois a mar√© j√° havia subido um pouco, mas voltei porque estava sem chinelo, depois de perguntar a um barqueiro se era permitido e ele me responder que sim, mas me alertar quanto a usar chinelo naquela √°rea devido aos ouri√ßos. Resolvi ent√£o caminhar pelas praias no sentido norte. Andei por todas at√© o fim, incluindo um bom trecho da margem do rio que fazia a divisa com o Porto de Suape. Achei-as muito bonitas, cada qual a seu modo. A Praia de Muro Alto, a √ļltima antes do rio, represava a √°gua do mar. J√° a Praia de Cupe tinha mar bravo. Atravessei um trecho com √°gua um pouco abaixo da cintura e me surpreendi com um sorveteiro que atravessava o mesmo trecho com seu carrinho. E ele teve sucesso. Achei bem interessante a vista do Porto de Suape e do rio que o separava das praias de Porto de Galinhas. Tomei banho de mar. Na volta havia uma √°gua-viva na areia e algumas argentinas tentaram jog√°-la no mar, para ver se sobrevivia. Elas n√£o conheciam √°guas-vivas. Aproveitei para dar um passeio pelo centro de Porto de Galinhas e conhecer as pra√ßas, artesanato, obras de arte a c√©u aberto, capela e Projeto Eco das Tartarugas Marinhas por fora. Ocorreram pancadas de chuva no fim da tarde. Abriguei-me numa barraca numa das pra√ßas √† beira-mar. Com isso acabei voltando no escuro pela praia para o hostel, um trajeto que durava cerca de meia hora. Comprei p√£es por R$ 2,00 em dinheiro. Jantei espaguete com legumes, banana e p√£o doce. Josepth foi embora de manh√£. Casal de donos do hostel tinha passado a noite anterior em claro (at√© as 3h da manh√£) porque filha de 2 meses precisou ir √† Emerg√™ncia por estar com c√≥licas. Pedi-lhes para que o caf√© da manh√£ do dia seguinte fosse perto de 11h, pois pretendia acordar cedo para ir ver os peixes nas piscinas naturais do centro e queria estar de est√īmago quase vazio para nadar se fosse necess√°rio. Eles agradeceram, pois poderiam dormir mais ūüėÄ.
      Na 4.a feira 28/08 comi 2 p√£es comprados no dia anterior e sa√≠ perto de 6h50 para ver as piscinas naturais na mar√© baixa. Chegando l√° no centro, peguei uma pulseira com a equipe municipal de meio ambiente. Com a mar√© baixa era poss√≠vel ir andando, com a √°gua chegando ao peito. Na borda das piscinas subia-se numa eleva√ß√£o rochosa ou de recifes e a√≠ havia uma √°rea com rochas ao lado de piscinas de √°gua do mar. Vi muitos peixes ūüź†, dos mais diversos tipos e tamanhos, coloridos, azuis, listrados, vermelhos, escuros, min√ļsculos, pequenos e maiores, vi tamb√©m ouri√ßos e uma esp√©cie de centopeia laranja. Havia uma piscina que tinha formato semelhante ao mapa do Brasil e uma outra em que era poss√≠vel nadar junto com os peixes. A √°gua estava um pouco fria, pois o dia estava nublado. Houve uma pancada de chuva ap√≥s voltar das piscinas para a praia. Depois de ficar l√° e nas imedia√ß√Ķes por mais de 2 horas voltei para o hostel para tomar caf√© da manh√£. O casal j√° estava acordado e parecia bem disposto. Sua filhinha estava melhor. O caf√© oferecido foi ovo frito com tomate, mandioca, p√£es, margarina, manteiga, bolacha e leite com Nescau. Passei pelo Projeto Hipocampus, mas n√£o entrei, s√≥ apreciei de fora. Fui visitar o Atelier do Carcar√° ūüĎ®‚Äćūü鮬†e conversei com Gilberto Carcar√° sobre sua filosofia de trabalho, hist√≥ria e obras. Achei bonitas suas esculturas e interessante sua ideia de arte com sustentabilidade. Ele me falou que havia uma exposi√ß√£o de suas obras ‚Äúgalinhas‚ÄĚ na Alameda das Sombrinhas, no centro, e mais tarde fui ver. Falou-me tamb√©m de um farol sendo constru√≠do por um dono de restaurante que seria um ponto tur√≠stico servindo como mirante e tamb√©m fui ver a constru√ß√£o. Achei bonito o caminho ao lado do lago para chegar no seu atelier. Ap√≥s voltar ao centro, visitei e gostei tamb√©m da capela, em que esperei para poder entrar devido ao hor√°rio. Pareceu-me linda, recente e simples ‚õ™. Havia uma pequena plataforma na areia da praia, talvez de uso de salva-vidas, e aproveitei para subir e apreciar a vista a partir dela, que me pareceu muito boa. Ent√£o fui at√© o Pontal do Maraca√≠pe para ver o p√īr do sol. Antes caminhei um pouco na margem do rio at√© onde o mangue me permitiu para apreciar sua paisagem. Achei bela a vista do rio, principalmente no entardecer, e bonito o p√īr do sol, apesar da nebulosidade. Comprei batata-doce e pepino por R$ 1,40 e p√£es por R$ 1,00, tudo em dinheiro. Jantei batata-doce, pepino, chuchu e p√£es doces.
      Na 5.a feira 29/08 tomei o caf√© oferecido pelo hostel com p√£o, queijo branco, batata-doce, mel√£o, mam√£o, bolacha e leite com Nescau. Sa√≠ perto de 8h30, saquei dinheiro e fui rumo a Cabo de Santo Agostinho. Fui pela praia at√© o Atelier do Carcar√°. Antes de sair da praia tomei um banho de mar. Depois peguei a estrada, com o lago e o mangue de um lado e propriedades rurais e vegeta√ß√£o do outro, cuja vista continuei achando bela. Passei por um acidente em que havia uma mulher deitada no ch√£o e uma moto ca√≠da e a mulher falava que estava doendo muito. Esta cena me fez chorar ūüėĘ. A pol√≠cia j√° estava l√° isolando a √°rea. S√≥ fui cruzar com a viatura do SAMU, que imagino iria socorr√™-la, mais de meia hora depois ūüėí. Passei por Ipojuca e aproveitei para visitar a Pra√ßa do Baob√°, onde havia uma enorme √°rvore deste tipo, e tamb√©m a Igreja Nossa Senhora do √ď. Depois de cruzar a cidade peguei a estrada normal e depois a pedagiada. Achei uma banana verde no ch√£o da estrada e comi. Errei o caminho. O mapa que eu havia visto me indicava para virar √† direita num trevo, mas provavelmente eu n√£o poderia caminhar muito naquela dire√ß√£o se tivesse virado, pois v√°rios me disseram que era a entrada do porto e n√£o poderia prosseguir. Segui em frente ent√£o e mais √† frente perguntei a um rapaz que vendia lanches. Ele viu no GPS o novo trajeto, deu-me 2 op√ß√Ķes e eu segui a que achei em que n√£o iria me perder. Virei √† direita onde haviam indicado e numa bifurca√ß√£o logo ap√≥s perguntei a um homem que vinha caminhando. Ele me indicou o caminho contr√°rio ao que eu acreditava ser correto e vendo minha d√ļvida perguntamos a Fia e seu amigo que vinham voltando do trabalho. Eles me disseram que iriam para muito perto de onde eu estava indo e se dispuseram a ir comigo. Eu os atrasei, pois estavam de bicicleta e eu n√£o conseguia ir muito r√°pido devido √† dor na perna, que ainda continuava. Em alguns trechos Fia levou minha mochila e seu amigo me levou sentado na bicicleta ūüö≤. Ele sofreu em algumas subidas. A paisagem me pareceu bonita. Pegamos uma trilha muito bela no meio da mata e Fia me deixou no povoado de Suape. Dali para Nazar√©, onde eu pretendia ficar, era bem pr√≥ximo. Fui at√© l√° e fiquei no Hostel Mujeres com Alas (https://www.facebook.com/mujeresconalasnazare) da Mary (ou Mere), pagando R$ 45,00 com cart√£o de cr√©dito por uma cama em quarto compartilhado, sem caf√© da manh√£. Mas s√≥ havia eu no hostel como h√≥spede. Ela disse que aceitava homens ap√≥s eu perguntar. Depois de me instalar ainda fui at√© o mirante atr√°s do farol apreciar a vista noturna. Apesar de um pouco escuro, ainda me pareceu bela, com destaque para as luzes dos povoados e navios ūüöĘ. Ent√£o fui comprar mantimentos. Achei muito boa tamb√©m a vista da descida de Nazar√© para Suape, que acho que era do porto e de empresas vinculadas. Comprei espaguete, p√£es e leite por R$ 7,70 com cart√£o de cr√©dito, tomate, cenoura, chuchu, pepino e mam√£o por R$ 9,50 em dinheiro e p√£es por R$ 3,00 em dinheiro. Jantei espaguete com legumes, mam√£o e p√£es doces. Conversei com Mary sobre sua origem boliviana, sua fam√≠lia, sua vida no Chile, Niter√≥i e agora ali e suas experi√™ncias com h√≥spedes passados.
      Na 6.a feira 30/08 tomei caf√© da manh√£ com sandu√≠ches, mam√£o, p√£es doces e leite. Antes de eu sair pela manh√£ houve uma pancada de chuva e depois abriu o tempo. Aproveitei para passear por dentro do hostel e apreciar sua decora√ß√£o interior, com fotos e itens de arte. Mary explicou-me sobre as trilhas e esbo√ßou um mapa. Ela me levou pessoalmente para ver a entrada de 3 trilhas. Comecei conhecendo a igreja hist√≥rica, o convento e cemit√©rio, vendo-os da porta. Fui ao farol atual e respectivo mirante. Achei a vista muito boa tamb√©m durante o dia. Depois desci at√© o farol antigo e a Casa do Faroleiro. Gostei da vista tamb√©m. L√° raspei a perna de leve. Depois vi ru√≠nas da capela, Forte, Bica da Ferrugem e ru√≠nas do quartel. Dois rapazes que estavam caminhando pelo forte explicaram-me o caminho para a Bica da Ferrugem e as ru√≠nas do quartel. Dali fui √† Praia do Para√≠so, em que havia muitas pedras, quase sem faixa de areia. Subi a escada, passei pela ponte e fui √† Praia do Suape, que achei boa, com mar bravo. Segui por ela at√© o rio ou canal que a separava do porto. Achei bonito o encontro do mar com o rio ou canal. Andei um pouco pela margem do rio ou canal e depois voltei, passei de novo pela praia e peguei a trilha para Nazar√© de que a Mary tinha falado. No caminho havia outro mirante, com vista de que gostei, abrangendo a praia, o mar, o povoado e o porto. Chegando l√° em cima peguei a trilha para a Praia de Calhetas que a Mary tinha mostrado. Achei bonita a trilha, com come√ßo no meio da mata. No caminho encontrei Magda, que alugava kitnets no Vale da Lua. Ela deu-me explica√ß√Ķes sobre a trilha e disse que era amiga da Mary. Achei linda a vista a partir da trilha, da orla, das praias, do mar e do povoado de Gaibu. Achei delicioso o mar em Calhetas . O mar era de tombo, mas sem correnteza, o que permitia um nado tranquilo em √°guas mais profundas, conforme o salva-vidas do local explicou-me. Depois de andar pela pequena orla e do banho de mar, fui para a Praia de Gaibu. A vista das paisagens durante o caminho continuaram belas. L√°, com a mar√© subindo, achei o mar bravo. Andei cerca de meia hora na areia da praia e depois acabei voltando pela pista. Passei pelo hostel, conheci a parte inicial do s√≠tio que ficava nos fundos do hostel e suas √°rvores altas e largas, como a fruta-p√£o. Ainda deu tempo de ir ver o p√īr do sol a partir do mirante que ia para a Praia do Para√≠so. Seguem as fotos deste momento.




      De volta ao hostel, conheci a seu lado o Centro Cultural Esperantino, explicado pelo filho do homem que deu nome ao centro. Gostei e achei bonitas as v√°rias trilhas feitas na mata ao longo do dia, a vegeta√ß√£o e relevo existentes ‚ėĚÔłŹ. Comprei p√£es para caf√© da manh√£ e sobremesa por R$ 3,00 em dinheiro e R$ 1,50 com cart√£o de cr√©dito. Jantei espaguete com legumes, mam√£o e p√£es doces.
      No sábado 31/08 tomei café com sanduíches, mamão, pães doces e leite. Conversei com Mary sobre suas próximas hóspedes, que chegariam naquele dia, suas experiências de viagem, sua vida passada e minha viagem. Antes de sair ela pediu para tirar uma foto minha, que coloco a seguir.

      Sa√≠ perto de 9h30. Fui pela estrada at√© Gaibu e depois peguei a areia da praia. Achei as praias muito bonitas, por√©m a maioria bem mais urbanizada do que a m√©dia da viagem, posto que estava chegando a Recife. Havia muitas pedras em v√°rios trechos. Ap√≥s perguntar para v√°rias pessoas sobre risco de ataque de tubar√Ķes ūü¶ą¬†e todos dizerem que n√£o havia, tomei um banho de mar. Depois de cerca de 500 m do local do banho vi a primeira placa de risco de ataque de tubar√Ķes. Se tivesse visto a placa antes n√£o teria nadado. Desviei um pouco no caminho para conhecer a Ilha do Amor, fui at√© a curva e depois voltei para pegar a ponte, de onde a vista me pareceu muito bonita. Ap√≥s a ponte houve um grande trecho com mato nas laterais da rua, que at√© me preocupou um pouco, apesar do movimento de carros, mas nada aconteceu. Voltei para a praia. Havia bastante gente, pois era s√°bado. No fim do dia come√ßou a amea√ßar chuva e j√° bem perto da chegada houve pancadas de chuva. Em Boa Viagem o mar estava bravo, chegando a espirrar √°gua na cal√ßada, ap√≥s bater nos muros de conten√ß√£o da praia. Fiquei no Hostel Esta√ß√£o do Mangue (https://www.estacaodomangue.com.br) por R$ 30,00 com cart√£o de cr√©dito por uma cama em quarto compartilhado sem direito a caf√© da manh√£. L√° conheci m√£e e filho que estavam a passeio e 2 transsexuais que tinham vindo trabalhar. Comprei p√£es por R$ 9,80 e bananas, ab√≥bora, lim√£o e chuchu por R$ 6,60, tudo com cart√£o de cr√©dito. Jantei sandu√≠ches, bananas e p√£es doces.
      No domingo 01/09 fui √† praia antes de tomar caf√© da manh√£. Estava uma pequena garoa, mas nada que incomodasse. No caminho passei pela igreja ao lado do hostel e uma mulher disse que provavelmente n√£o era permitido entrar naqueles trajes (camiseta regata e cal√ß√£o). Parecia tensa quando eu fui at√© a porta olhar. J√° perto da praia, passei pela Igreja de Nossa Senhora de Boa Viagem, na Pracinha de Boa Viagem, e um homem disse que eu poderia entrar para visitar (‚ÄúClaro que pode, √© a casa de Deus‚ÄĚ). A igreja j√° estava cheia para a missa e eu preferi ir s√≥ at√© a porta. Segui e fui dar um passeio pela orla. Um homem entrou no mar bravo, onde havia¬†placas de risco de ataque de tubar√£o e eu at√© pensei que estivesse se suicidando. Mas depois perguntei e me disseram que era seu costume e ele j√° fazia parte do mar. Em seguida eu o vi nadando alguns metros depois da arrebenta√ß√£o. Entrei no mar uns 10 metros ūüĆä, somente para me despedir. Tomei caf√© com sandu√≠ches e fui andando at√© o aeroporto. Demorei 16 minutos do hostel at√© l√°. Troquei de lugar no avi√£o com um homem que preferia corredor para poder ficar na janela. Quando cheguei em Congonhas com o √īnibus vindo de Guarulhos estava chovendo ūüĆßÔłŹ¬†e tomei bastante chuva no caminho a p√© para casa. Ainda bem que estava com a capa.
    • Por JonathanLuKas
      Gente penso em viajar por esse Brasils√£o de meu deus todo!!
      Queria saber se mochileiros experientes poderiam me dizer alguns riscos e precau√ß√Ķes √° tomar
      Agradeço á todos que me responderem 
    • Por Laiane Rodrigues
      Meu primeiro relato de viagem é sobre Nobres, ou melhor, sobre Bom Jardim, distrito de Nobres onde estão os Balneários e Cachoeiras. Fui em Junho de 2015 e passamos 4 dias. 
      1¬ļ dia (quinta-feira) : Chegamos em Cuiab√° as 17h (e para nossa surpresa estava frio), alugamos um carro e partimos para Bom Jardim, o trajeto durou em torno de 1h30mim. Escolhemos a Pousada Lagoa Azul/Anaconda turismo, que al√©m de pousada tem um restaurante e tamb√©m funciona como uma ag√™ncia de turismo. Bom...¬†fizemos chekin, jantamos no restaurante da pousada e fomos dormir (n√£o h√°¬†muito para se fazer a noite em Bom Jardim).
      2¬ļ dia (sexta-feira): O dia amanheceu super nublado, mas est√°vamos animados. Tomamos caf√© e l√° pelas 10h fomos para o nosso primeiro passeio, a Cachoeira Serra Azul. A cachoeira fica localizada dentro de uma propriedade do SESC, o nosso guia nos levou para fazermos chekin e logo em seguida fomos para a cachoeira. Para chegarmos no local tivermos que subir v√°rios degraus (mais de 200), foi bastante cansativo, por√©m como estava um pouco frio deu pra¬†esquentar o corpo rsrsrs. Quando avistamos a cachoeira, percebemos que valeu a pena o esfor√ßo, ela √© linda e quando bate o sol fica um azul piscina. Ficamos em torno de 1h:30min, e sim √© cronometrado. No trajeto da cachoeira tamb√©m tem uma tirolesa, por√©m, n√£o estava funcionando quando fomos.
      Almo√ßamos e fomos para o nosso pr√≥ximo passeio, Balne√°rio Estivado. √Č um c√≥rrego de √°guas super l√≠mpidas com v√°rios peixinhos. O local √© bem r√ļstico, mas valeu a pena.
      Nosso terceiro passeio foi no Boia Cross Duto do Quebó, é um córrego cheio de corredeiras (razoavelmente raso), mas o que mais nos chamou a atenção é a caverna de uns 200m  em que o córrego passa, dá um certo "medinho", pois tem morcegos e é super escuro rsrsrs mas é bem tranquilo.
      Voltamos para a pousada, jantamos e nos recolhemos, pois como disse anteriormente, não há muito o que se fazer a noite em Bom Jardim.
      3¬ļ dia (s√°bado): Tomamos caf√© e fomos para mais um passeio, dessa vez uma tirolesa (n√£o me lembro o nome), foi bem tranquilo e r√°pido.
      Almo√ßamos e fomos para o passeio¬†mais aguardado, Aqu√°rio encantado. Chegamos na fazenda, fizemos chekin, alugamos uma c√Ęmera de a√ß√£o e fomos para local. √Č surpreendente a cor da √°gua, ficamos encantados, por√©m √© como se fosse um po√ßo pequeno, por isso tamb√©m o tempo √© cronometrado, pois h√°¬†muitos turistas. Depois fomos fazer flutua√ß√£o no Rio Triste, achamos at√© uma pequena arraia no local e a √°gua √© muito l√≠mpida.
      Voltamos para Bom Jardim e no entardecer fomos para Lagoa das Araras , nesse horário elas saem do ninho e ficam voando e gritando rsrsr bem legal de ver.
      Jantamos numa pizzaria perto da pousada e nos recolhemos.
      4¬ļ dia (domingo): Tomamos caf√© da manh√£, fizemos chekout¬† na pousada e retornamos para Cuiab√° para pegarmos o nosso voo.
       
      Bom Jardim √© um lugar super r√ļstico, ruas sem alfalto, muita poeira, e pouca infraestrutura, √© um lugar ideal para¬†desestressar¬†e apreciar a natureza.¬† N√£o coloquei valores, pois fui h√° tr√™s anos. Todos os passeios que fizemos teve acompanhamento de guia. A maioria dos passeios s√£o distante do distrito (Cachoeira Serra Azul -¬† 25 km,¬†Balneario Estivado - Bom Jardim,¬†¬†Aquario Encantado -¬†8km,¬†Duto do quebo - 30 km, Lagoa das Araras - Bom Jardim). Bom...fica o relato e garanto que vale a pena conhecer.
       
       
       










    • Por Mari D'Angelo
      Muita gente me pergunta ‚Äúnossa, por que Bras√≠lia?‚ÄĚ, e confesso que at√© conhec√™-la tamb√©m n√£o tinha muitas expectativas. Mas, o namor(i)do sempre quis conhecer a cidade, ent√£o resolvi dar um presente diferente no natal, comprei nossas passagens!
       
      Fomos em um fim de semana e achei suficiente para conhecer o b√°sico da nossa √°rida capital. Prepare-se, voc√™ vai depender muito de um GPS pois √© extremamente dif√≠cil se localizar em ruas com nomes como W3, QL-10, L2, e ainda dividir tudo isso em asa norte e asa sul‚Ķ √© verdade que 90% da parte tur√≠stica fica em uma √ļnica avenida, mas fora isso, o resto √© bem confuso.
       
      Chegamos na sexta já de noite e pegamos a referência de uma rua com bares e restaurantes, mas nos perdemos tanto que no fim nem sei se caímos na rua certa rs, o fato é que encontramos um lugar incrível chamado Respeitável Burger, o ambiente é todo inspirado em elementos circenses e a comida é uma delícia, recomendo muito!
       
      Depois fomos dar uma olhada na cidade a noite, além de linda, com todos os prédios e monumentos iluminados, é uma ótima hora para fotos pois tudo fica quase vazio.
       

       
      No dia seguinte, procurando uma padaria qualquer, ca√≠mos sem querer na Daniel Briand P√Ętissier. Meu lado econ√īmico quis procurar outro lugar mas n√£o resisti ao aconchego das mesinhas no jardim e principalmente, ao croissant! Acho que vale a pena para um caf√© da manh√£ especial, uma vez na vida‚Ķ
       
      Come√ßamos nosso roteiro no Santu√°rio Don Bosco. por fora √© apenas um caixote de concreto sem grandes atrativos, mas ao entrar, √© fascinante! Forrado do ch√£o ao teto por vitrais em tons de azul e roxo dando uma impress√£o de estar dentro de um c√©u estrelado, e pra completar, um enorme lustre de vidro (que voc√™ pode pagar para ver aceso ou voltar ap√≥s as 18h). N√£o consigo entender como este lugar n√£o est√° entre as principais atra√ß√Ķes de Bras√≠lia!
       

       
      Saindo de l√°, seguimos para a Catedral Metropolitana. A catedral, desenhada por Niemeyer, √© incr√≠vel por fora, rodeada por um espelho d‚Äô√°gua, pelos sinos espanh√≥is e pelo conjunto de esculturas ‚ÄúOs quatro evangelistas‚ÄĚ, e por dentro, com os vitrais azuis e verdes de Marianne Peretti dando a sensa√ß√£o de ondas d‚Äô√°gua refletindo no interior todo branco. Anjos pendurados no centro, quadros e esculturas (inclusive uma r√©plica de Piet√° micromilimetricamente igual a original, aben√ßoada pelo papa Jo√£o Paulo II) completam o conjunto.
       

       

       
      Demos uma r√°pida olhada por fora no Museu Nacional e na Biblioteca Nacional e seguimos pela Esplanada dos Minist√©rios at√© chegar a Pra√ßa dos Tr√™s Poderes √© l√° que se concentram, entre outras coisas, o Supremo Tribunal Federal, o Pal√°cio do Planalto e claro, o Congresso Nacional. Al√©m disso v√°rias esculturas como a simp√°tica ‚ÄúOs Candangos‚ÄĚ e por fim, o Pante√£o da P√°tria, visitamos este √ļltimo que √© bastante rico ao contar a hist√≥ria pol√≠tica do nosso pa√≠s.
       

       
      Seguimos para uma visita guiada no Congresso Nacional, achei que seria um pouco cansativo mas foi bem interessante, at√© pra entender melhor como as coisas funcionam por l√°. O pr√©dio √© todo decorado com obras de Athos Bulc√£o e Marianne Peretti (ali√°s, esses dois + Niermeyer e L√ļcio Costa s√£o respons√°veis por quase tudo que h√° em Bras√≠lia) e passa por alguns lugares bem interessantes como os plen√°rio da c√Ęmara e do senado, onde adorei saber da curiosidade que os desenhos sob o carpete s√£o feitos pelo faxineiro com o aspirador de p√≥!
       

       
      Fomos at√© a Torre de TV, de onde se tem a vista panor√Ęmica da cidade, mas estava em reforma, de qualquer forma tem uma simp√°tica feirinha ao seu redor, bom lugar pra comer alguma coisa r√°pida e barata.
       
      Pra terminar o dia, fomos curtir o visual do lago Paranoá no Bar do Alemão, uma delícia!
       
      No dia seguinte, depois de muito rodar atrás de uma padaria (todas fechadas aos domingos!), seguimos pelo Eixo Monumental em direção ao Memorial Juscelino Kubitschek, o plano era entrar mas achamos que por R$10,00 não compensaria (Já que a maioria das coisas é de graça).
       

       
      Em seguida fomos para um ponto quase nada turístico, o Parque Burle Marx com sua Praça dos Cristais, é interessante, mas dispensável se o tempo estiver curto. O próximo ponto foi o Parque da Cidade, e esse vou ser bem direta, nem perca seu tempo!
       

       
      Terminamos a viagem no lugar mais agradável de Brasília, o Pontão do Lago Sul é como um clube, com alguns restaurantes, bares e um agradável caminho verde pra ficar admirando a Ponte JK e uma incrível lua cheia ao anoitecer (com um chopp IPA da cervejaria Devassa fica ainda melhor!).
       

       
      Algumas informa√ß√Ķes √ļteis:
       
      Santu√°rio Don Bosco: SEPS 702 Bl. B s/n¬į ‚Äď Asa Sul | Gr√°tis
       
      Catedral Metropolitana de Bras√≠lia: Esplanada dos Minist√©rios ‚Äď Lote 12 | Gr√°tis
       
      Visita ao Congresso Nacional: Diariamente, das 9:30 às 17:00 com saídas guiadas a cada 30 minutos | Grátis
       
      Panteão da Pátria: Praça dos Três Poderes | De terça à domingo, das 09:00 às 18:00 | Grátis
       
      Memorial Juscelino Kubitschek: Eixo Monumental ‚Äď Lado Oeste, Pra√ßa do Cruzeiro | De ter√ßa √† domingo, das 09:00 √†s 18:00 | R$10,00
       
      Texto original e mais fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/brasilia-nossa-capital-e-muito-mais-interessante-do-que-parece/


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