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Introdução

Fala galera!
No fim de 2018 fiz uma viagem incrível pela África do Sul que contou inclusive com a companhia do grande parceiro Fabiano que conheci aqui no Mochileiros!
Se alguém tiver alguma dúvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail já que a sua dúvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no fórum!

Roteiro Resumido

1 dia na Rota Panorâmica
3 dias de Safári no Kruger
9 dias na Garden Route
5 dias na Cidade do Cabo

Roteiro Detalhado

15/11/2018 - Voo São Paulo > Joanesburgo
16/11/2018 - Joanesburgo > Sabie
17/11/2018 - Sabie > Graskop
18/11/2018 - Graskop > Lower Sabie Rest Camp 
19/11/2018 - Lower Sabie Rest Camp > Crocodile Bridge Rest Camp
20/11/2018 - Crocodile Bridge Rest Camp > Marloth Park

21/11/2018 - Marloth Park > Joanesburgo > Port Elizabeth > Jeffrey's Bay
22/11/2018 - Jeffrey's Bay
23/11/2018 - Jeffrey's Bay > Stormsrivier
24/11/2018 - Stormsrivier > Plettenberg
25/11/2018 - Plettenberg
26/11/2018 - Plettenberg > Mossel Bay
27/11/2018 - Mossel Bay
28/11/2018 - Mossel Bay > Hermanus
29/11/2018 - Hermanus
30/11/2018 - Hermanus > Cidade do Cabo

01/12/2018 - Cidade do Cabo
02/12/2018 - Cidade do Cabo
03/12/2018 - Cidade do Cabo
04/12/2018 - Cidade do Cabo
05/12/2018 - Cidade do Cabo > Joanesburgo

06/12/2018 - Joanesburgo > São Paulo

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Rota Panorâmica + Safári no Kruger

16/11/2018 - Joanesburgo > Sabie (350 km 🚗) 

Nosso voo da LATAM saiu no dia 15/11 por volta das 18h e chegamos no aeroporto de Joanesburgo pouco depois das 8h da manhã.

No aeroporto mesmo fizemos o câmbio dos dólares para rand já que a ideia era sair do aeroporto direto para a região do Kruger sem passar pela cidade de Joanesburgo.

Antes de sair também passamos numa loja da vodacom para comprar um chip com plano de dados de internet para o celular. Isso foi super importante visto que alugamos carro durante toda a viagem.

Finalmente fomos até a área de locação de carro para pegar nosso carro na AVIS e já havia passado das 10h quando partimos finalmente em direção a Sabie.

Antes de chegar em Sabie, apenas fizemos uma parada no Posto ALZU que fica no meio do caminho para comer algo e dar uma descansada. Aliás, esse posto tem uma estrutura bem legal e um espaço com alguns animais que já servem de aperitivo do Kruger.

Chegamos em Sabie depois das 15h e apenas tomamos banho, descansamos, jantamos e fomos dormir pois o dia tinha sido longo e precisávamos descansar depois de voo + carro + fuso.


Aluguel de carro AVIS (6 diárias em carro categoria A e câmbio manual): US$75 (US$ 37,50 por pessoa)
Pousada Kusha Two (Quarto privativo com 2 camas): 600 rand (300 rand por pessoa)

17/11/2018 - Sabie > Graskop (Rota Panorâmica) (150 km 🚗) 

Na região de Sabie existem várias cachoeiras, mas infelizmente acabamos não tendo tempo para visitá-las. Até tínhamos a intenção de conhecer algumas na tarde do dia anterior, mas acabamos chegando em Sabie mais tarde do que o previsto.

Dessa forma, nesse dia saímos cedo para de fato começar a viagem com um dia totalmente dedicado para as atrações da Rota Panorâmica.

Saindo de Sabie, nossa primeira parada foi na Mac Mac Falls. No entanto, acabamos pulando esse lugar pois chegamos umas 8h30 e o início do horário de visitação seria apenas às 9h00.

Seguimos caminho e paramos em diversos pontos ao longo do dia seguindo a ordem abaixo:

  • The Pinnacle
  • God's Window
  • Wonder View
  • Lisbon Falls
  • Berlin Falls
  • Bourke’s Luck Potholes
  • Lowveld View
  • 3 Rondavels

Várias dessas paradas cobram um valor para visitação. Os locais onde ficamos mais tempo foram as cachoeiras Lisboa e Berlim, o Bourke’s Luck Potholes (onde também paramos pra comer) e o 3 Rondavels (onde ficamos para o pôr do sol).

Depois da última parada, voltamos de carro até a cidade de Graskop onde ficamos num hostel apenas para passar a noite antes de ir para o Kruger.


Hostel Sheri's Lodge & Backpackers (quarto compartilhado com 12 camas): 128 rand por pessoa

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Berlin Falls

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Bourke’s Luck Potholes

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Blyde River Canyon

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Three Rondavels
 

18/11/2018 - Graskop > Lower Sabie Rest Camp (170 km 🚗) 

Esse dia acordamos bem cedo já que o portão do Kruger abriria às 5h30 e queríamos aproveitar ao máximo nosso primeiro dia de safári.

De Graskop até a entrada Phabeni Gate seria uns 50 km de estrada que levamos quase 1 hora para percorrer. Chegamos na portaria pouco depois das 6h da manhã e já havia uma fila de carros para fazer o check-in no local. Mostramos nossas reservas e fizemos o pagamento da entrada do Kruger e assim iniciamos nosso sáfari oficialmente!

Logo no começo já vimos vários impalas e é aquela euforia inicial. Mal sabíamos que mais pra frente nossa reação ao ver um impala seria a mesma que a de ver um cachorro vira-lata nas ruas das cidades brasileiras. 😂

Estávamos na estrada S1 e decidimos pegar uma bifurcação à esquerda e pegar a Sabie River Road. Mal começamos o caminho e já vimos algumas girafas distante. Pouco tempo depois tivemos a incrível sorte de ver um rinoceronte bem ao longe caminhando em nossa direção, assim decidimos parar o carro e o rinocerante praticamente veio dar um oi pra gente! Grande início de safári!

Seguimos dirigindo em direção ao acampamento mais famoso do Kruger: o Skukuza. Paramos lá para dar uma esticada nas pernas, ir ao banheiro e comer algo e depois seguimos na estrada com maior concentração de animais do Kruger: Skukuza - Lower Sabie Road. Nessa estrada vimos diversos animais como girafas, elefantes, búfalos, hipopótamos num lago e etc.

Chegamos no acampamento Lower Sabie ainda cedo e decidimos almoçar já que o dia havia começado ao som das galinhas para gente. Depois do almoço fizemos o check-in e fomos para nosso quarto descansar um pouco antes de partir para uma segunda volta no Kruger.

Por volta das 16h saímos novamente e decidimos pegar uma estrada nas proximidades do Lower Sabie onde vimos principalmente girafas e zebras. Chegamos a Lower Sabie por volta das 18h e como tínhamos ainda mais 30 minutos antes de fechar os portões, decidimos pegar a estrada em direção a Skukuza e tivemos a incrível sorte de ver vários leões em plena estrada! Ficamos ali uns 10 minutos pelo menos admirando esses bichões e agradecendo a sorte que tivemos antes de voltar ao acampamento. Chegamos ainda uns 10 minutos depois do horário permitido, mas não houve problemas (talvez pelo fato de termos chegado junto com outros vários carros que ficaram vendo os leões na estrada)

Entrada no Kruger: 372 rand por pessoa
Lower Sabie Rest Camp (EH2 Hut com 2 camas): 664 rand (332 rand por pessoa)

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Os onipresentes impalas

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Primeiro dos Big Five no Kruger: Rinoceronte

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Girafa! Não é Big Five mas quem não curte vê-las né?

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E aos 48 do segundo do tempo, uns leões aparecem em plena estrada do Kruger!

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O rei da selva separado de mim apenas por uma porta/janela do carro!
 

19/11/2018 - Lower Sabie Rest Camp > Crocodile Bridge Rest Camp (170 km 🚗) 

Nesse dia acordamos bem cedo novamente pois havíamos reservado um safári ao amanhecer num carro com guia diretamente no Kruger (conhecido como sunrise game drive). Fizemos isso pois queríamos ter pelo menos uma experiência de safári com um carro mais alto e com guia.

No geral, o game drive foi bem sem graça pois não vimos muitos animais e nada muito diferente do que já tínhamos visto fazendo o self drive com nosso carro alugado. No entanto, quase no fim do game drive tivemos mais um momento de sorte: avistamos um guepardo (cheetah) e começamos a observá-lo. De repente, notamos que na verdade havia vários guepardos caçando um animal que parecia uma lebre ou um bebê impala! Momento Animal Planet ao vivo e a cores! A sensação que tivemos foi que era um treinamento de caça de jovens guepardos com a orientação do pai/mãe!

Depois voltamos para o nosso quarto no acampamento e descansamos mais um pouco antes de sair novamente para mais um self drive. Dessa vez pegamos a estrada S82 e nos embrenhamos dentro de várias estradas menos famosas no interior do Kruger na direção oeste. Nesse dia vimos muitos elefantes e girafas e em determinado momento vimos uma aglomeração de carros (o que é sempre um bom sinal!) e então descobrimos o motivo: um leopardo estava no meio da mata! Ficamos um tempo por lá torcendo para o leopardo se aproximar mas ele tava bem de boa no lugar dele e então seguimos caminho.

Pegamos diversas estradas e fomos até o acampamento Berg en Dal. Depois voltamos pela Crocodile River Road em direção ao nosso acampamento e avistamos mais um leopardo com seu filhote bem ao longe, também vimos búfalos, girafas, elefantes e rinocerontes entre muitos outros animais.

Chegamos no acampamento Crocodile River e fizemos o check-in após mais um longo dia de safári dentro do Kruger. Ainda tivemos a força de vontade de sair com o carro da área do Kruger até Komatipoort (cidade nas proximidades do Crocodile River mas fora da área do Kruger) para jantar e abastecer o carro e então voltamos para nossa cabana as margens do rio.


Entrada no Kruger: 372 rand por pessoa
Crocodile River Rest Camp (CTT2 Safari Tent com 2 camas): 664 rand (332 rand por pessoa)

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Guepardos em ação

Vídeo do treinamento de caça dos guepardos

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Elefanta com seu bebê elefantinho 😃

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Elefantes por toda parte no Kruger

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Onde está Wally? Foi de longe, mas consegui ver o mais difícil dos Big Five: Leopardo!
 

20/11/2018 - Crocodile Bridge Rest Camp > Marloth Park (220 km 🚗) 

Esse dia foi o que menos vimos animais, mas mesmo assim vimos vários elefantes, girafas e zebras! Também vimos alguns leões bem distantes entre outros animais.

Saímos do acampamento Crocodile River e pegamos a estrada S28 até as proximidades do acampamento Lower Sabie e então pegamos a estrada H10. Depois ainda seguimos mais um pouco ao norte, passando pelo Tshokwane Picnic Site e então pegamos um desvio à esquerda para pegar a S33 e depois a S36. Voltando em direção sul, pegamos a H1-2 e por fim a H4-1 de caminho de volta ao acampamento Lower Sabie onde decidimos parar para almoçar.

Depois do almoço, seguimos em direção a saída do Kruger pelo portão do acampamento Crocodile River e fomos em direção a Marloth Park onde passaríamos nossa última noite na região do Parque Nacional Kruger.

Em Marloth Park depois ainda saímos para jantar em um restaurante na região e depois logo voltamos ao hostel para descansar já que no próximo dia teríamos que acordar cedo para pegar estrada em direção a Joanesburgo.


Hostel HomeBase Kruger (quarto compartilhado de 8 camas): 200 rand por pessoa

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Zebras dando um passeio no parque...

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Várias zebras no laguinho...

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Cuidado! Girafa na pista!

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Girafas dando um rolêzinho...

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Mirante Nkumbe: nesse lugar pode sair do carro (mas quem disse que os animais respeitam as placas 🤨)
 

21/11/2018 - Marloth Park > Joanesburgo (420 km 🚗) 

Esse dia seria apenas para deslocamento.

Acordamos cedo, tomamos um café da manhã oferecido pelo hostel e pegamos nosso carro em direção ao aeroporto de Joanesburgo. Foram quase 6h de carro para ir de Marloth Park até o aeroporto!

No caminho, paramos novamente no posto ALZU e depois seguimos viagem. Chegamos no aeroporto pouco depois das 13h e então devolvemos o carro sem quaisquer dificuldades e fomos comer algo no aeroporto enquanto esperávamos nosso voo para Port Elizabeth que saiu às 16h45.
 

Voo FlySafair de Joanesburgo para Port Elizabeth: 850 rand por pessoa (incluindo 1 bagagem despachada)

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Garden Route

21/11/2018 - Joanesburgo > Port Elizabeth (1000 km ✈️) + Port Elizabeth > Jeffrey's Bay (90 km 🚗)

O voo de Joanesburgo para Port Elizabeth foi tranquilo e em torno de 1h já pousamos no aeroporto. Saímos do desembarque e já fomos na locadora pegar nosso carro na First Car Rental e já pegamos a estrada com destino a Jeffrey's Bay onde chegamos pouco antes das 20h.

Aluguel de carro First Car Rental (14 diárias em carro categoria A e câmbio manual): US$163 + 1140 rand de taxa de devolução (já que entregamos o carro na Cidade do Cabo)
Hostel African Ubuntu Backpackers (quarto privativo com 2 camas): 190 rand por pessoa
 

22/11/2018 - Jeffrey's Bay > Cape St Francis > Jeffrey's Bay (70 km 🚗)

O dia começou frio e bastante nublado. Dessa forma, resolvemos começar o dia visitando os outlets das famosas lojas de roupa de surfe como Billabong, Rip Curl, Element, Quiksilver etc. Eu não sou muito fã de surfe e nem desse estilo de roupa, então não comprei nada. Mas confesso que também não achei os preços tão bons a ponto de querer comprar algo.

Depois demos uma passada na praia da cidade de J'Bay e também não vi nada de interessante para um turista comum. Em resumo, só recomendo Jeffrey's Bay se você curte surfar, porque a cidade em si não tem nada de interessante ao meu ver.

Dessa forma, depois do almoço resolvemos dar uma esticada até a região de Cape St. Francis que fica há uns 35 km de J'Bay. 

Cape St. Francis já é um lugar bem mais interessante. Lá tem um farol bem legal e tem uns caminhos por perto que vale a pena dar uma andada. Ficamos por ali em torno de 1h e depois voltamos e paramos num local onde tinha umas dunas de frente ao mar que também rendeu umas fotos!

Depois ainda paramos num lugar que tinha uma marina em Cape St. Francis antes de voltar para Jeffrey's Bay onde apenas demos uma caminhada na orla da praia antes de escurecer.


Hostel African Ubuntu Backpackers (quarto privativo com 2 camas): 190 rand por pessoa

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Apreciando o mar em Cape St. Francis...

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Farol de Cape St. Francis

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Dunas em Cape St. Francis
 

23/11/2018 - Jeffrey's Bay > Tsitsikamma > Stormsrivier (130 km 🚗)

Saímos cedo de Jeffrey's Bay e fomos direto para uma das principais atrações da Garden Route: o Parque Nacional Tsitsikamma.

Demoramos quase 2h para chegar até lá e nosso plano era fazer as 2 principais trilhas do Parque:

  • Trilha da Ponte Suspensa
  • Trilha da Cachoeira

Nós até gostaríamos de também fazer o passeio de caiaque, mas se a gente fizesse esse passeio, não teríamos tempo para fazer a trilha da cachoeira, então descartamos essa atividade.

O clima estava perfeito, assim iniciamos nossa caminhada em direção a ponte suspensa logo que chegamos. A trilha do ponto de início até a ponte é de aproximadamente 2 km e sem grandes dificuldades no caminho. Atravessamos a ponte e vimos que a trilha ainda tinha continuação, então seguimos caminhando até um mirante e depois voltamos todo o caminho até o ponto inicial.

Depois de um rápido descanso, já seguimos em direção a cachoeira numa trilha mais difícil já que seriam 6 km até chegar a cachoeira num caminho que é o início da famosa Otter Trail. Chegamos na cachoeira e é espetacular o cenário, com uma belíssima queda d'água que vai praticamente de encontro ao mar! Ficamos por lá pelo menos 1h descansando e curtindo o local antes de voltar.

Pegamos o carro e seguimos até o nosso hostel na cidade de Stormsrivier, que é um local perfeito para se hospedar para quem for passar um dia no Tsitsikamma já que fica a poucos quilômetros dali.


Entrada no Parque Nacional Tsitsikamma: 232 rand
Hostel Tube 'n Axe (quarto compartilhado com 14 camas): 210 rand por pessoa

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A famosa ponte suspensa no Tsitsikamma

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Vista no mirante que se encontra depois da ponte suspensa

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Curtindo o visual do Tsitsikamma National Park...

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A espetacular cachoeira do Tsitikamma. Do outro lado já é o mar!

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O visual da trilha não deixa ninguém cansado...
 

24/11/2018 - Stormsrivier > Bloukrans Bridge > Robberg Nature Reserve > Plettenberg Bay (80 km 🚗)

Saímos cedo de nosso hostel em Stormsrivier e partimos direto para a Bloukrans Bridge. Chegamos lá rapidamente já que são pouco mais de 20km de distância até o local.

Eu não sou fã desse tipo de aventura, mas o Fabiano que viajou comigo fazia questão de saltar de bungee jump, então demos uma passada lá! O Fabiano estava tão animado que foi fantasiado de Branca de Neve e claro que foi a atração do lugar! 😂

Como não fizemos reserva, tivemos que esperar bastante até o salto já que saem grupos de 15 pessoas mais ou menos a cada hora e o próximo horário já estava cheio. Portanto, já fica a dica aqui: façam a reserva pelo menos um dia antes de ir! Mais detalhes, acesse o site Face Adrenalin.

Depois seguimos em direção a nossa terceira base na Garden Route: a cidade de Plettenberg Bay. Como acabamos nos atrasando mais do que o imaginado na Bloukrans Bridge, resolvemos ir diretamente para a atração que nos motivou parar em Plett: o Robberg Nature Reserve.

A principal atividade a ser feita na reserva natural Robberg é caminhar por pelo menos 1 das 3 trilhas em loop do lugar:

  • Gap Circuit (trilha curta de 2 km)

  • Witsand Circuit (trilha intermediária de 5,5 km)

  • Point Circuit (trilha difícil de 9 km)

Claro que nós escolhemos a trilha Point Circuit!

Escolhemos fazer a opção no sentido horário e a trilha foi margeando a todo momento o mar! A paisagem é bem bonita durante todo o caminho, conseguimos ver de longe vários leões marinho aproveitando o belo dia de sol que fazia e ainda tivemos a felicidade de terminar a trilha no fim do dia e aproveitar para ver o pôr do sol. 

Como fizemos a trilha num ritmo tranquilo e ainda paramos para esperar o pôr do sol, ficamos em torno de 5h no total em Robberg Nature Reserve antes de irmos para nosso hostel.


Entrada no Robberg Nature Reserve: 50 rand
Hostel Nothando Backpackers (quarto compartilhado com 8 camas): 170 rand por pessoa

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A trilha no Robberg Nature Reserve vai sempre margeando a costa!

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Vários leões marinhos curtindo o dia de sol na praia... o fedor ia longe!

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A luz do fim do dia em Robberg estava sensacional!

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E o que falar desse pôr do sol? Fechando o dia com chave de ouro!
 

25/11/2018 - Plettenberg Bay > Harkerville > Knysna > Plettenberg Bay (70 km 🚗)

Esse dia foi reservado para as trilhas da região de Harkerville.

Nosso objetivo era fazer a Harkerville Coast Hiking Trail, mas chegando ao local fomos informado que essa trilha estava fechada e nos sugeriram fazer outra trilha: a Perdekop Nature Walk.

Ao contrário da maioria das caminhadas que fizemos, a trilha Perdekop não margeia a costa, sendo feita completamente no meio da vegetação. As indicações na trilha também são escassas e inclusive nos perdemos no começo e demoramos até encontrar o caminho certo.

Essa trilha é bastante usada também para quem curte mountain bike e no caminho havia algumas placas com indicações de circuitos diferentes para quem está de bicicleta.

Depois de percorrido os quase 10 km da trilha, pegamos o carro e seguimos para ir num mirante próximo onde fica parte do caminho da Harkerville Coast Trail. Lá ficamos pouco tempo e depois pegamos o carro e fomos até Knysna.

Em Knysna visitamos as famosas Knysna Heads mas o tempo já tinha nublado bastante e a vista já não era tão bonita. Primeiramente fomos a uns mirantes para ver do alto as Kynsna Heads e depois pegamos o carro e fomos a praia próxima onde caminhamos um pouco pela praia com suas várias formações rochosas que parecem brotar da areia e do mar.

Antes de voltar para Plettenberg, ainda jantamos em Knysna com um casal de amigos brasileiros que conhecemos durante a viagem para fechar o dia.
 

Entrada em Harkerville: 70 rand
Hostel Nothando Backpackers (quarto compartilhado com 8 camas): 170 rand por pessoa

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Em algum lugar da trilha Perdekop...

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Vista no Harkerville Viewpoint (também conhecido como Kranshoek Viewpoint)

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Praia selvagem em Knysna...

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Vista no mirante das Kynsna Heads
 

26/11/2018 - Plettenberg Bay > Cango Caves > Mossel Bay (420 km 🚗)

Esse dia tínhamos planejado ser de apenas deslocamento a Mossel Bay e ir parando em alguns pontos no caminho como nas cidades de Sedgefield e ir ao Parque Nacional em Wilderness para fazer alguma trilha.

No entanto, a previsão do tempo para o próximo dia seria de chuva por toda a região, então fizemos uma mudança de planos e tentamos adaptar o roteiro de 2 dias em apenas 1, dando maior foco na visita a Cango Caves e a estrada cênica de Swartberg Pass. Com isso, nosso deslocamento total foi bem maior que o esperado.

Primeiramente voltamos a Knysna para curtir um pouco mais a região e depois seguimos em direção a 2 mirantes na região de Wilderness:

  • Map of Africa
  • Dolphin Point

Depois seguimos caminho em direção ao interior para ir até as Cango Caves. Existem 2 tipos de visitação nessa caverna: a Heritage (tradicional) e a Adventure (nossa opção é claro!).

O passeio Adventure demora em torno de 1h30 e recomendo apenas para quem não tem claustrofobia e curte emoção. O início do passeio é igual ao passeio tradicional, no qual todos visitam as galerias principais da caverna e depois partimos para uma área específica onde é necessário passar por buracos onde mal cabem 1 pessoa, engatinhar e até rastejar por certas passagens etc. Enfim, um passeio bem legal e que recomendo para quem curte um perrengue! 😁

Saímos da caverna já bem tarde e seguimos caminho para a estrada cênica de Swartberg Pass. Essa estrada é bem bonita, apesar de ser de rípio, e o carro vai margeando sempre um abismo e se sobe até uns 1600 metros do nível do mar.

Existem vários mirantes ao longo da estrada no qual paramos para tirar fotos. Uma pena que o tempo já estava fechando e quando terminamos toda a estrada, já estava escurecendo e tivemos que voltar os quase 200 km até Mossel Bay no escuro. Além disso, não conseguimos parar para conhecer nem a cidade de Prince Albert nem a famosa Oudtshoorn.

Chegamos em Mossel Bay já tarde da noite e fomos ao nosso hostel (que na verdade é um trem que foi transformado em hospedagem). Jantamos no próprio restaurante do hostel e então fomos dormir após o dia mais cansativo da viagem.


Entrada para Adventure Tour na Cango Caves: 220 rand
Hostel Santos Express (quarto privativo de 2 camas): 210 rand por pessoa

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Dizem que isso é o mapa da África... 

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Dentro de uma das galerias da Cango Caves...

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Montanhas por todos os lados da estrada Swartberg Pass...

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Vista da Cordilheira de Swartberg desde a estrada...
 

27/11/2018 - Mossel Bay

Como previsto, esse dia acabou sendo um dia forçado de descanso já que choveu sem parar durante todo o dia.

A cidade de Mossel Bay até tem alguns museus mas nenhum deles nos interessou a ponto de querer visitá-los.

Como não tínhamos planos para esse dia, resolvemos dormir até mais tarde, tomar um café da manhã com mais calma e depois, buscando na internet, descobrimos um centro comercial/shopping na cidade e partimos para lá para passar tempo visitando algumas lojas e comendo algo.

Depois apenas voltamos pro nosso hostel trem e ficamos de boa arrumando coisas e descansando, além de torcer para que o tempo melhorasse no restante da viagem.


Hostel Santos Express (quarto privativo de 2 camas): 210 rand por pessoa


28/11/2018 - Mossel Bay > Hermanus (315 km 🚗)

Acordamos esse dia e finalmente conseguimos ver o céu azul de Mossel Bay.

Saímos após o café da manhã em direção ao farol de Cape St. Blaise já que lá seria nosso ponto inicial para os 13 km de caminhada da St. Blaise Trail.

Estacionamos nosso carro perto do farol e então partimos para a caminhada. Logo no início começou a chover e voltamos para o carro para esperar uma melhora no tempo mas depois a chuva passou e o céu limpou totalmente.

Muitas pessoas visitam o lugar para ver apenas o farol e andar um pedacinho da trilha, mas recomendo fazer toda a trilha.

A caminhada é feita quase totalmente beirando o mar e da metade pra frente também se passa por campos de golfe onde se vê gramado verdinho, mansões, carrinhos de golfe e com sorte você achará algumas bolinhas de golfe na trilha para levar de lembrança! rs

Ao terminar a caminhada em Dana Bay, pensávamos que seria fácil pedir um táxi para voltarmos ao ponto de início mas não foi tão simples ver movimento na região. Por sorte encontramos um senhor num carro e pedimos ajuda a ele para pedir um táxi e assim conseguimos retornar para nosso carro. Portanto, ao fazer a trilha, a dica é ir de táxi de Mossel Bay para Dana Bay e fazer a trilha terminando em Mossel Bay.

Quando chegamos ao carro, já pegamos estrada pois teríamos mais de 300 km até chegar no nosso último destino na Garden Route: a cidade de Hermanus.

Para não dizer que não teve emoção na estrada, quando já estávamos há menos de 100 km de nosso destino, já estava escuro e quase atropelamos um impala que resolveu passear no meio da estrada. Portanto, é sério o papo de tomar cuidado ao dirigir à noite pela África do Sul! E isso não se resume apenas na região do Kruger ou dos locais onde há safári/game reserve por lá!
 

Hostel Hermanus Backpackers (quarto privativo de 2 camas): 300 rand por pessoa

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O céu ainda estava carregado mas logo de cara já dava para ver o potencial do lugar!

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Momento de descanso durante a trilha...

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A trilha vai sempre rodeando o mar de um lado e mansões e campos de golfe a beira-mar...

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Na parte final da trilha tem um caminho para visitar essa gruta
 

29/11/2018 - Hermanus > Cabo das Agulhas > Hermanus (250 km 🚗)

Nosso plano inicial era sair de Mossel Bay e passar em Cabo das Agulhas no caminho para Hermanus. No entanto, como acabamos saindo tarde de Mossel Bay, decidimos fazer um bate-volta para o Cabo das Agulhas nesse dia.

Saímos ainda pela manhã de Hermanus e fomos para o Cabo das Agulhas com nosso carro. Levamos quase 2h para percorrer os 110 km até o Parque Nacional da Agulhas já que pegamos os últimos 30 km em estrada de rípio.

O dia estava lindo mas o vento era bem forte por lá. Visitamos o farol e subimos até o alto da torre para ter a visão do alto do lugar e é impressionante como venta forte lá em cima!

Depois fomos andando beirando o mar até o marco da divisa entre os Oceanos Índico e Atlântico para fazer e assistir as clássicas brincadeiras de metade do corpo em cada oceano! Aliás, o mar ali é de um verde esmeralda lindo que daria até vontade de mergulhar se não fosse o frio que faz ali!

Depois voltamos e pegamos nosso carro para voltar para Hermanus onde encontramos 3 amigos do Fabiano que também estavam viajando pela África do Sul e decidimos comer e depois caminhar por um trecho da Hermanus Cliff Path

Hermanus é uma cidade famosa pela possibilidade de se avistar baleias e tivemos a sorte de ver de longe uma baleia com filhote desde a praia. 

Enfim, fizemos uma boa caminhada pela praia até chegar o fim do caminho onde decidimos parar para jantar no restaurante Dutchies e também ver o pôr do sol por lá.


Hostel Hermanus Backpackers (quarto privativo de 5 camas): 240 rand por pessoa

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Farol no extremo sul da África!

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A paisagem no ponto mais ao sul do continente africano: Cabo das Agulhas

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À esquerda o Oceano Índico, á direita o Oceano Atlântico e ao centro eu! 😁

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A paisagem de mar e montanhas ao longo da Hermanus Cliff Path...

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Tem sempre uns corajosos que se jogam no mar em qualquer lugar né? rs

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E o dia terminou com esse pôr do sol em Hermanus...
 

30/11/2018 - Hermanus > Betty's Bay > Cidade do Cabo (140 km 🚗)

O último dia antes de chegar a Cidade do Cabo começou com um céu azul lindo, então decidimos visitar alguns mirantes.

Primeiro fomos no Hoy's Koppie que é um morro onde se tem uma vista 360º da cidade de Hermanus. Depois demos uma última passada na orla da praia para ver novamente de perto o mar de Hermanus e por fim seguimos a dica da dona do hostel e fomos a um mirante onde tem salto de parapente e ficamos lá um tempo vendo um rapaz se preparando e voando pelo céu de Hermanus.

Depois pegamos estrada e andamos por quase 50 km até chegar a Betty's Bay. Lá paramos no Jardim Botânico Harold Porter onde fizemos uma caminhada até uma queda d'água que não dá pra chamar de cachoeira e depois andamos por umas trilhas leves sempre tendo as montanhas de Kogelberg de pano de fundo.

Depois de um tempo no jardim botânico, decidimos ir em Stony Point, um local perto do Jardim Botânico onde é possível ver os pinguins de Magalhães, mas chegamos quando já havia fechado para visitação. Aliás, tomem cuidado com isso pois lá fecha super cedo (acho que era 15h30 o horário de encerramento). Assim, apenas conseguimos ver os pinguins de longe! 😞

Depois pegamos o carro e seguimos viagem rumo a Cidade do Cabo pela belíssima Clarence Drive (R44), uma estrada cênica que vai margeando o mar de um lado e cadeias de montanhas do outro lado! A paisagem pela estrada é tão bonita que existem vários mirantes no caminho e era difícil não parar em cada um deles!

Dessa forma, o percurso de Betty's Bay a Cidade do Cabo que era de menos de 100 km levou quase 3h para ser feito já que paramos muitas vezes pela estrada.

Chegamos na Cidade do Cabo quase ao escurecer e já vimos a diferença no trânsito depois de tantos dias andando por cidades pequenas pela Garden Route. Deixamos nosso carro estacionado na rua e fomos fazer o check-in no hostel e não fizemos nada mais de muito relevante a não ser sair por perto para comer algo antes de dormir.
 

Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Flores dando suas caras na primavera sul-africana em Hermanus

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Hermanus com suas montanhas, lagoa e mar visto do mirante de onde tem salto de parapente

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Deve ser legal saltar de parapente com esse visual!

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Parada para descansar no Jardim Botânico em Betty's Bay...

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Pinguins em Stony Point

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Uma das muitas paisagens de tirar o fôlego ao dirigir pela estrada cênica que liga Betty's Bay a Cidade do Cabo

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Cidade do Cabo

01/12/2018 - Cidade do Cabo (Table Mountain)

O primeiro dia na Cidade do Cabo começou bastante nublado e até pensamos em adiar a subida para a Table Mountain, mas depois resolvemos subir assim mesmo já que parecia que estava melhorando o tempo.

É possível subir a Table Mountain tanto de bondinho como a pé por uma das várias trilhas existentes. Inicialmente pensamos em subir pela trilha mais popular: a Platteklip Gorge. No entanto, recebemos a recomendação de subir usando a trilha Kasteelspoort e não poderíamos ter feito melhor escolha.

A trilha Kasteelspoort se inicia na região de Camps Bay, portanto pegamos nosso carro e fomos em direção ao ponto de início de trilha onde estacionamos o carro e começamos a caminhada de umas 2h até atingir o alto da Table Mountain.

O caminho pela Kasteelspoort é bem legal pois se tem a todo momento a vista do mar, dos 12 Apóstolos, da Lion's Head e é possível até avistar a Robben Island.

Ao chegar no topo que se tem a real percepção do grande que é a Table Mountain e da quantidade de coisas que se pode ver lá em cima! Muitos ficam restritos apenas a região mais turística onde chega o bondinho mas a Table Mountain tem muito mais a oferecer!

Inicialmente chegamos onde era a antiga estação do bondinho, depois fomos andando até onde há um reservatório de água, então pegamos outra trilha para ir até Maclear's Beacon que é o ponto mais alto da Table Mountain e por fim fomos até o local mais turístico onde está a estação atual do bondinho. Falando assim parece fácil mas foi uma caminhada longa que levamos umas 2h pelo menos!

Ficamos um bom tempo lá na parte mais turística descansando e admirando a vista lá do alto e então começamos a voltar todo o caminho. Quando estávamos descendo, tivemos a oportunidade de ver o pôr do sol e terminamos os últimos 30 min de caminhada já no escuro.

Foi um dia bem longo e cansativo mas que sem dúvida valeu muito a pena! Depois tivemos força apenas de sair perto do hostel para jantar antes de dormir!
 

Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Iniciando a subida para a Table Mountain pela trilha Kasteelspoort...

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Olha essa vista da Lion's Head à direita e das praias de Clifton e Camps Bay à esquerda durante a trilha!

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Aqui perto era onde chegava antigamente o bondinho! Será que deu frio na barriga ficar aí? rs

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Aqui é possível ver o bondinho, a Lion's Head, Signal Hill e até o estádio construído para a Copa do Mundo de 2010!
 

02/12/2018 - Cidade do Cabo (Hout Bay + Chapman's Peak + Boulders Beach + Cabo da Boa Esperança) (140 km 🚗)

Mais um dia de céu azul, assim decidimos fazer o passeio até o Cabo da Boa Esperança. No entanto, se engana quem pensa que esse é o único atrativo do passeio. A lista de paradas até chegar ao destino final foi grande nesse dia!

Primeiramente saímos da Cidade do Cabo e fizemos uma parada rápida em Hout Bay, uma praia mais afastada do centro da Cidade do Cabo que é famosa também por um passeio para ver focas. Como acabamos saindo mais tarde do que prevíamos do hostel, acabamos pulando esse passeio.

Depois seguimos com nosso carro para a famosa estrada Chapman's Peak. É necessário pagar um pedágio para entrar nessa estrada cênica mas vale muito a pena pois é um caminho que renderá paisagens espetaculares e ainda possui alguns mirantes no trajeto.

No fim da Chapman's Peak chegamos na praia de Noordhoek onde fizemos uma outra parada rápida em um mirante para vê-la e então seguimos caminho passando ainda pelo bonito centrinho de Simon's Town antes de paramos na nossa próxima atração: Boulders Beach.

Boulders Beach é uma praia linda que a primeira vista até parece que você se transportou para o Caribe. Mas o vento e a temperatura da água te faz lembrar que na verdade você está mesmo no extremo sul do continente africano! É tão bonito e frio que os pinguins decidiram fazer Boulders Beach sua casa.

Lá tivemos que pagar para entrar para acessar a praia e poder ver os pinguins de pertinho! Ficamos lá um bom tempo e depois seguimos caminho até o Cabo da Boa Esperança. Para entrar também é necessário pagar e lá soubemos que tínhamos um horário limite de visitação (que era bem mais cedo do que imaginávamos!) assim tivemos que nos apressar para visitar primeiro a região de Cape Point e depois pegamos o carro e fomos visitar a famosa placa do Cabo da Boa Esperança.

Depois de visitar os principais pontos, pegamos o carro e voltamos para a Cidade do Cabo. Chegamos a cogitar passar na praia de Muizenberg para ver as famosas casinhas coloridas na praia mas acabamos descartando essa parada e fomos direto para o hostel.


Pedágio Chapman's Peak: 50 rand
Entrada em Boulders Beach: 150 rand
Entrada no Cabo da Boa Esperança: 300 rand
Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Primeira parada do dia: Praia de Hout Bay!

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Vista das montanhas e de Hout Bay no caminho para o Cabo da Boa Esperança...

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Visual show pelo caminho na estrada Chapman's Peak...

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Caribe? Não, é Boulders Beach!

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Pinguins invadindo a praia de Boulders igual paulistas em Santos durante feriado! 😂

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Cape Point: como não lembrar das aulas sobre navegação portuguesa às Índias estando aqui?

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A clássica foto na placa do Cabo da Boa Esperança!
 

03/12/2018 - Cidade do Cabo (Waterfront e Lion's Head)

Esse dia ficamos mais tempo na cama e acabamos saindo mais tarde devido ao ritmo intenso dos últimos dias e também porque a manhã iniciou chuvosa.

Saímos do hostel e fomos encontrar nossos amigos no Victoria & Albert Waterfront. O V&A Waterfront é uma espécie de marina da Cidade do Cabo que possui também shopping, comércio de rua, lugares para comer e beber etc. É um ótimo lugar pra relaxar e ficar de boa.

Decidimos ficar lá um tempo no V&A Food Market comendo, bebendo e jogando conversa fora e depois demos uma caminhada pela área e quando era por volta das 15h/16h pegamos o carro e decidimos ir para o ponto onde inicia a caminhada para a Lion's Head.

A subida para a Lion's Head leva em torno de 1 hora e não possui grandes dificuldades com exceção de um ponto quase no final. Nós fomos no fim da tarde para lá porque todos recomendavam ir para ver o pôr do sol, mas eu gostei tanto do lugar que teria até ido antes para ficar mais tempo.

Chegando ao alto da Lion's Head é possível ter uma visão 360º da Cidade do Cabo, com destaque para a vista da cadeia de montanhas da Table Mountain que fica ainda mais linda vista de cima.

Ficamos até o pôr do sol e depois começamos a descida ainda com luz natural, precisando ligar a lanterna do celular quando já estávamos quase chegando no carro. Depois apenas voltamos pro hostel e saímos para jantar pela redondeza antes de dormir.
 

Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Table Mountain vista desde V&A Waterfront

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No meio da subida a Lion's Head é possível ver os 12 Apóstolos e a praia de Camps Bay 

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Table Mountain é destaque na paisagem que se vê no alto da Lion's Head!

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Do alto da Lion's Head se pode ver o bairro de Sea Point à esquerda e a Signal Hill à direita
 

04/12/2018 - Cidade do Cabo (Rota dos Vinhos - Stellenbosch e Franschhoek) (200 km 🚗)

Esse dia combinamos juntos com o casal de amigos irmos para a região dos vinhedos que fica próximo a Cidade do Cabo.

Para quem tem interesse nesse tipo de passeio, existem várias opções:

  • Constantia: um bairro/distrito da Cidade do Cabo que existem algumas vinícolas. É o melhor lugar para quem quer ter um contato com vinhos sem ir para muito longe.
  • Stellenbosch: cidade histórica e universitária, ou seja, tem muito mais a oferecer além dos vinhos.
  • Franschhoek: cidade mais afastada mas compensa a distância pelo fato de ser uma cidade menor e com um cenário mais bonito
  • Paarl: cidade maior e menos atrativa segundo relatos que li.

Como havia várias opções, decidimos ir para a cidade de Stellenbosch e lá decidir o que fazer depois.

Chegando em Stellenbosch, passamos num centro de informação turística e pedimos sugestões de vinícolas para visitar.

Nossa primeira parada foi numa pequena vinícola familiar chamada Remhoogte. Lá fizemos a degustação tradicional que contava com 6 tipos de vinhos (quer dizer, meus 3 amigos fizeram a degustação de vinho e eu fiquei numa degustação de cerveja artesanal já que não curto vinhos).

Nossa segunda parada foi numa vinícola um pouco maior chamada Warwick. Lá também fizemos uma degustação padrão que contava com outros 6 tipos de vinhos.

De lá partimos para nossa terceira vinícola chamada Anura. Como já havíamos bebido bastante, resolvemos mudar nosso roteiro gastronômico e trocamos a degustação de vinhos por um almoço no terraço da vinícola.

Por fim, fomos na maior das vinícolas do nosso roteiro: a Tokara. Além dos vinhos, na Tokara também tem degustação de azeite de oliva, então parti para essa opção enquanto meus amigos seguiam com os vinhos!

De lá pegamos nosso carro e seguimos em direção a cidade de Franschhoek apenas para conhecer o lugar já que chegamos tarde por lá e não tinha mais nenhuma vinícola aberta para visitação após às 17h00. Pelo menos foi legal passar pela região pois a vista com as montanhas ao redor é bem bonita.

De lá seguimos em direção a Cidade do Cabo onde chegamos quando já estava quase se pondo o sol.

A título de curiosidade, vale ressaltar que encontramos a venda no free shop do aeroporto da Cidade do Cabo os vinhos de todas as vinícolas que visitamos.
 

Wine Tasting Remhoogte: 60 rand
Wine Tasting Warwick: 50 rand
Olive Oil Tasting Tokara: 50 rand
Hostel MOY Backpackers (quarto compartilhado com 4 camas): 225 rands por pessoa

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Nada mal fazer uma degustação de vinhos/cerveja na Remhoogte com esse cenário...

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A vínicola Warwick tem até um lago e gramado para relaxar enquanto se degusta...

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A vista que tivemos durante o almoço na Anura...

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A Tokara foi a maior e mais estruturada das vinícolas que visitamos!

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Paisagem em Franschhoek enquanto voltávamos para a Cidade do Cabo...
 

05/12/2018 - Cidade do Cabo (Kirstenbosch + Camp's Bay) > Joanesburgo (1400 km ✈️) 

Nosso último dia começou visitando o jardim botânico de Kirstenbosch. É necessário pagar para entrar nesse lugar mas vale muito a pena pois as paisagens com jardins, flores, montanhas é muito legal. Lá também tem umas passarelas nas quais se pode caminhar e ter uma visão do alto que é bem interessante também!

Depois voltamos para a Cidade do Cabo e fomos no bairro de Sea Point almoçar no MOJO Market. Ficamos um tempo lá comendo e bebendo e depois pegamos o carro e partimos para a praia de Camps Bay onde apenas demos uma caminhada pelo calcadão e pela areia da praia antes de ir embora.

Passamos no hostel onde peguei minhas coisas e o Fabiano me levou até o aeroporto onde devolvemos o carro e nos despedimos já que ele ainda ficaria mais uma noite na Cidade do Cabo enquanto eu tive que pegar o voo para Joanesburgo que saiu às 19h50.

Meu voo foi comprado pela low cost Kulula mas uns dias antes recebi um e-mail informando que eu havia ganhado um upgrade grátis para um voo da British Airways, assim troquei meu voo para o da BA. O voo levou quase 2h até a cidade de Joanesburgo onde peguei o transfer que havia contratado previamente com o hostel.

Cheguei no hostel bem tarde (por volta das 23h) e tive ainda a sorte de receber também um upgrade lá e ficar num quarto privativo com banheiro que foi ótimo já que havia chegado tarde!

Entrada no Jardim Botânico Kirstenbosch: 75 rand
Voo Kulula (upgrade para British Airways): 790 rand
Transfer do aeroporto ao hostel: 130 rand
Hostel Backpackers Connection (
quarto compartilhado com 6 camas): 180 rand

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Jardim Botânico Kirstenbosch - flores e montanhas por todos os lados!

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Jardim Botânico Kirstenbosch - flores e montanhas por todos os lados!

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O dia tava lindo mas ninguém se arriscou a entrar no mar gelado na praia de Camps Bays...

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Vista da Lion's Head desde a praia de Camps Bay

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Os 12 Apóstolos vistos desde a praia de Camps Bay
 

06/12/2018 - Joanesburgo > São Paulo

Essa noite em Joanesburgo serviu apenas para dormir já que meu voo de volta ao Brasil seria às 11:20. Assim que acordei por volta das 8 horas da manhã e quando fui ver meu celular, notei que a LATAM havia me enviado um e-mail informando que o voo atrasaria 2 horas e que por isso eu teria direito inclusive a alterar sem custo a data do meu retorno ao Brasil! Uma pena que não soube disso uns dias antes pois assim me organizaria melhor para pelo menos passar o fim de semana na África do Sul antes de voltar.

Sendo assim, o pessoal do próprio hostel reservou um transfer para mim e fui junto com mais 2 brasileiras para o aeroporto onde fiquei passando o tempo no free shop antes de pegar o voo de volta ao Brasil.
 

Transfer do hostel ao aeroporto: 100 rand

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Muito maneiro o relato, estarei indo para África do Sul ano que vem com meu irmão, teu roteiro tá muito bom vou querer visitar vários, se não todos esses lugares hehe.

Ansioso pelo relato de Cape Town.

Abçs!

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Cara, as tuas fotos de Cape Town estão do car****!!

 

Certeza que vou subir a Table Mountain e a Lion's Head pelas trilhas, e falando nisso, as trilhas são tranquilas em relação a segurança?

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Fala Marcio,

Não sei se vc perguntou sobre segurança quanto a ser perigoso por causa de assaltos/roubos ou quanto a dificuldades na trilha...

Na Lion's Head, sempre tem gente subindo/descendo a trilha a todo momento, é uma trilha bem conhecida então eu me senti bem seguro lá (sem contar que estava com mais um amigo junto). Quanto a dificuldade técnica, só na parte final que tem um trecho mais difícil que tem que subir uma escadinha na rocha mas que não é nada de outro mundo... todo mundo sobe sem problemas! Apenas recomendo levar lanterna (ou o celular com bastante bateria) para usá-lo quando estiver subindo (se for ver o nascer do sol) ou ao voltar (se for para o pôr do sol)

Na Table Mountain, depende muito da trilha que você for fazer. A Kasteelspoort que foi a trilha que fiz é mais vazia, então poucas pessoas andam por lá. Mas de toda forma, não me senti inseguro em momento algum por lá! Quanto a subida, é uma trilha bem mais exigente fisicamente já que são umas 2h para subir e você ainda vai precisar de pelo menos 1h para chegar ao ponto tradicional da Table Mountain (e lembrar que depois tem que voltar!).

Abraços!

 

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      WhatsApp: 11 967507797
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      O Caminho de Santiago de Compostela é uma das peregrinações mais conhecidas em todo o mundo. A peregrinação tem como destino final a cidade de Santiago de Compostela na região da Galícia na Espanha, onde por volta do ano 830 d.C. foi encontrado o túmulo do apóstolo Tiago. A noticia dessa descoberta foi levada ao rei Afonso II de Astúrias que viajou até o local da descoberta partindo da sede de seu reino. Chegando lá e após confirmar a descoberta mandou construir uma capela e tornou-se o primeiro peregrino oficial. Dessa forma surgiu um dos mais importantes centros de peregrinação cristã.  Ao longo dos séculos, milhares de pessoas têm percorrido os caminhos que levam a Santiago de Compostela em busca de reflexão, autoconhecimento e para professar a sua fé.
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      Cada viajante faz seu próprio caminho. É o que se diz a respeito dos peregrinos. Oficialmente esse caminho inicia em Lisboa. Segundo muitos relatos não há muitos albergues peregrinos municipais entre o trecho Lisboa e Porto, por isso a grande maioria das pessoas opta por iniciar no Porto e foi o que decidi fazer também. Mas com certeza em outra oportunidade com mais tempo disponível gostaria de fazer esse Caminho iniciando em Lisboa.
      Partindo da Catedral da Sé no Porto até alcançar a Catedral de Santiago de Compostela foram 245 km de caminhada em 11 dias.

       Antes de detalhar cada etapa da minha peregrinação quero descrever um pouco os dias de viagem em Portugal que antecederam o seu inicio. Infelizmente não tenho uma planilha de gastos, pois sou péssima com isso. Em todas as viagens anoto os gastos nos primeiros dias e depois acabo deixando isso pra lá quando percebo que o dinheiro vai ser suficiente. (RS) Não vou detalhar muito essa parte da viagem, mas sim eu gostei bastante dessa etapa. Encantei-me com a hospitalidade dos portugueses desde o primeiro momento, a maioria com quem conversei demonstrou gostar dos brasileiros. Em Portugal tem muitos brasileiros também, nos restaurantes, hostel e em toda parte. A maioria bastante solicita com a recém chegada que era eu.
       
       
      Chegada em Portugal
      Não é toda hora que a gente pode fazer uma viagem à Europa em tempos de real tão desvalorizado, então antes de rumar a Santiago de Compostela a idéia era conhecer um pouco de Lisboa e Coimbra a ultima cidade a ser inclusa no roteiro.
      Cheguei a Lisboa no dia 13 de agosto no período da manhã. Vôos noturnos pra mim são bem cansativos, pois raramente consigo dormir, mas o vôo foi bem tranqüilo. Vôo da Cia aérea Azul, que saiu por um preço razoável após muitos dias de pesquisa (R$ 2850,00 aproximadamente ida e volta saindo de Viracopos para Lisboa e a volta do Porto para Lisboa). Ter comprado um vôo multitrip ( quando a ida e a volta são rotas diferentes, como nesse caso) foi ótimo para a logística da viagem, assim pude conhecer duas importantes cidades antes de fazer o caminho e no final não precisei voltar até Lisboa.
      A imigração em Lisboa foi bem tranquila, a funcionaria que me atendeu não perguntou nada sobre dinheiro ou seguro (embora o seguro seja obrigatório) me perguntou quanto tempo eu ficaria por lá e eu expliquei que faria o caminho e a moça me pareceu bem curiosa sobre isso.
      Em Lisboa é muito fácil se locomover com o transporte público, fui de metrô até o Brothers Hostel  que já estava reservado.  O hostel fica a poucos minutos de caminhada do centro e da Avenida Liberdade.  Cheguei ao hostel por volta das 10 horas da manhã, o check-in seria somente às 15 horas, porém o local cobrava um valor por hora para deixar a mochila lá antes do check-in... Achei aquela recepção bem frustrante e claro, não paguei, fui dar uma volta pelas redondezas com meu mochilão nas costas. Fora isso a recepção do hostel nem sempre tinha pessoas que falassem português, apenas inglês, o quarto era um pouco apertado, o café da manhã era muito bom, tinha uma cozinha para esquentar comida e os banheiros estavam sempre limpos. Bom custo benefício.
      Apesar de bastante cansada, já nesse primeiro dia foi possível ver e me encantar com muita coisa. A famosa Praça do Comercio, os Arcos da Rua Augusta, o rio Tejo, que tanto me lembrou dos antigos poetas.  A região central mais antiga é repleta de monumentos históricos e estatuas que homenageiem personagens importantes portugueses.
      Em agosto o verão europeu está no auge, nesses dias que passei por lá fez bastante calor, porém no fim da tarde sempre batia um vento gelado. É a alta temporada de férias dos europeus então havia turistas para todos os lados, pessoas com diferentes idiomas pelas ruas, restaurantes e praças.  Apesar da cidade parecer bem cheia como a minha intenção não era pular de um ponto turístico a outro isso não foi um problema, mas a fila era notável em alguns locais.
      No segundo dia fui conhecer o bairro do Belém. Foi um dos lugares que mais gostei em Lisboa. Novamente usando o transporte público, metro e comboio (trem). Não fui a nenhuma atração paga e foi um dos dias mais proveitosos. Conheci o Padrão dos Descobrimentos, que com sua imponência homenageia os navegadores portugueses que desbravaram os mares ao longo da história. A famosa Torre de Belém que eu queria muito ver, em frente à torre tem um parque cujo nome não me lembro e seguindo em frente fica o museu do combatente.
       Após almoço no Café do Forte bem próximo a Torre de Belém, atravessando a avenida e caminhando um pouco fica o Centro Cultural do Belém e logo depois o Mosteiro dos Jerônimos, onde havia visitação gratuita, uma igreja imensa e muito bonita por dentro e por fora. Depois segui para um lugar bem tradicional onde foi inevitável pegar uma fila grande, Pastéis de Belém, o verdadeiro é feito nessa pastelaria, em todos os outros locais chamam de pastel de nata. Não é um lugar caro, cada pastel custa 1,15 euros. Comprei alguns e fui comer em outro parque bem pertinho dali com bastante sombra para descansar daquele calorão.
      Ainda no fim da tarde mais uma caminhada até o MAAT, Museu de arte, arquitetura e tecnologia, onde na área externa tem-se uma bonita vista do rio Tejo. Passei ainda pela Ponte 25 de Abril que liga a cidade de Lisboa com a cidade de Almada. Na ponte há uma visita guiada que eu queria ter feito, mas devido ao horário não foi possível.
      No dia seguinte fui conhecer outros bairros em Lisboa. Bairro Alto, Alto Chiado e Santa Maria Maior, no Bairro alto você pode chegar usando o elevador de Santa Justa, o tradicional bonde (eléctricos) ou apenas subir a ladeira que foi o que eu fiz.
       O almoço foi na Fabrica da Nata, uma pastelaria tradicional com preços acessíveis, além dos pastéis de nata que custa um euro, há diversas opções de sanduíches quentes ou frios e vinhos.
      Foi mais um dia batendo perna pela cidade. Encantei-me pelas paisagens na freguesia de Santa Maria Maior, onde fica o Castelo de São Jorge, À tarde, novamente na Baixa de Lisboa, resolvi provar o gelato na Amorino´s, na casquinha o gelato é servido em formato de flor.
      Dia seguinte parti para a cidade de Coimbra. Viagem de ônibus de quase duas horas que custou 14,50 euros (comprei a passagem no terminal de ônibus, mas comprando antecipadamente provavelmente sairia mais barato).
      Em Coimbra fiquei hospedada no NX Hostel que eu recomendo muito pela minha experiência lá. Todos os funcionários foram atenciosos e simpáticos. O hostel funciona em um antigo casarão reformado e as instalações não deixam a desejar em nada. O café da manhã tem muitas opções e é servido em uma área externa, local bem agradável para começar o dia. Fiquei em um quarto misto para 4 pessoas. O hostel fica na Praça da Republica e bem perto da Universidade.
      A famosa Universidade de Coimbra é a alma da cidade, uma das universidades mais importantes de Portugal e até do mundo é impensável ir a Coimbra e não visitar a Universidade. A visita é gratuita e pode-se circular por quase todos os complexos. Bem próximo dali fica o Jardim Botânico, um lugar enorme com inúmeras espécies de arvores e plantas.
      Coimbra é uma cidade grande com certo charme de cidade pequena. O centro histórico com suas ruas estreitas, a Catedral da Sé, O Seminário Maior onde se tem uma vista do alto da cidade e com certeza um passeio pela margem do rio Mondego não pode faltar.
      Coimbra foi a ultima cidade a ser incluída em meu roteiro. Não gosto da idéia de ficar pulando de cidade em cidade sem conhecer nada direito. Gosto de ter tempo para apreciar as coisas sem correria, andar e gastar mais tempo onde achar interessante. Por isso não parei em muitas cidades nesses dias antes do caminho e não me arrependo. Coimbra foi inclusa também por ser uma das mais importantes cidades no caminho entre Lisboa e a cidade do Porto, e a idéia era fazer um roteiro seguindo nessa direção.
      Foram dois dias ali e mais uma vez mochila nas costas, hora de partir para o Porto.  A viagem de ônibus durou cerca de uma hora e custou 12,50 euros.  Nessa primeira passagem pela cidade me hospedei no Alma Porto hostel, que fica a poucos minutos de caminhada do terminal de ônibus o que facilitou bastante a minha chegada. Afinal quem viaja de forma independente sempre tem aquela estranha sensação de chegar a um lugar novo e pensar “e agora pra onde vou?”.  Nesse caso foi só caminhar algumas ruas.
      O hostel era também um grande e antigo casarão, com paredes de pedra, quartos grandes e espaçosos. Apenas o café da manhã era fraco, mas no geral um bom custo beneficio.
      E desde a chegada à cidade onde iniciaria minha peregrinação um misto de felicidade e ansiedade ia tomando conta de mim.
       Fiz o check-in no hostel me acomodei e fui em direção a Rua de Santa Catarina almoçar no Fabrica da Nata, além de já conhecer e gostar de lá não queria perder tempo procurando um lugar para comer.  A  Rua de Santa Catarina é uma importante região comercial, tem lojas, restaurantes shoppings e camelôs por toda sua extensão.
      Lembro que quando saí de Lisboa pensei em passar os próximos dias antes do caminho fazendo passeios mais pontuais, mas por mais que eu quisesse passar um tempo desacelerando antes de começar a peregrinar eu não conseguia. Não consegui não andar pra cima e pra baixo em Coimbra e tampouco consegui no Porto. Eu não esperava ver tudo em poucos dias, mas de qualquer forma era a minha primeira vez no velho continente, e em todos esses lugares por onde passei tinha a sensação de ter muita coisa para ser vista, muita coisa que valia a pena ser vista. Sempre gostei muito de história e em Portugal a história se mostra em toda parte, tudo é bastante antigo é um país que valoriza muito a sua história e como brasileira me identificava muito com essa história da qual estava conhecendo um pouco mais nessa viagem. Então tudo bem eu não desacelerei aproveitei o que foi possível desses dias no Porto enquanto tratava dos últimos preparativos para a minha grande jornada rumo a Galícia.
      Antes da viagem me disseram que o Porto tem uma atmosfera um pouco mágica e é verdade. No bairro da Ribeira às margens do Rio Douro, sentindo a brisa gelada do final de tarde eu tive essa mesma sensação sobre a cidade. Caminhei pelas estreitas ruas de paralelepípedo, algumas abarrotadas de turistas, fique impressionada com a estação São Bento, que de fora nem parecia uma estação de trem, visitei a torre dos Clérigos e o mercado Bolhão.
      Um dia antes do inicio do meu caminho era a hora dos últimos preparativos. Passei em um mercado perto do hostel e comprei algumas coisinhas pra comer durante o dia seguinte. Passei também em uma loja de produtos eletrônicos onde pedi pra darem uma olhada no meu celular que não estava carregando direito. Disseram-me que o problema era o cabo, então comprei outro cabo para carregar o celular e achei que o problema estava resolvido. Voltei ao hostel, deixei lá as coisas que havia comprado e parti em direção a Catedral da Sé.
      Tinha algumas dúvidas sobre o inicio do caminho então pretendia ir até o Centro de Acolhimento a Peregrinos do Caminho de Santiago, na Capela Nossa Senhora das Verdades que fica numa rua logo abaixo a Catedral, porém o local estava fechado. Fui então ao centro de informações turísticas onde uma funcionária muito solicita me deu um mapa do percurso do caminho na cidade do Porto e me explicou a diferença entre as setas que indicam o caminho central e as setas que indicam o caminho da Costa. Na verdade não teria como confundir os dois caminhos, mas só percebi depois.
      O caminho de Santiago é todo sinalizado por setas amarelas, então basicamente é só seguir na direção das setas até o próximo ponto de parada. Mas eu ainda não estava muito segura se seria realmente tão simples e se o caminho principalmente nessa região tão urbana seria bem sinalizado então com o mapa na mão resolvi seguir as primeiras setas do caminho para “estudar” esse inicio do percurso e confesso que me atrapalhei um pouco, num certo ponto a seta apontava para uma rua que teria que atravessar e depois eu não achava a outra seta. Claro, eu tinha o mapa, mas queria entender a lógica das setas. Não era mesmo difícil segui-las e fui treinando o percurso até chegar numa rua não muito longe da Catedral e que seguiria numa reta quase interminável e claro vi pelo mapa que dali era muito simples seguir.
       Em lugares que não conheço muito bem eu tenho a grande tendência de me perder e não tenho muito senso de direção, então um dos maiores medos que eu tinha era de me perder e acabar perdendo tempo indo na direção errada, mas verificando essa pequeno trecho do caminho eu me senti mais preparada para não cometer erros desse tipo.
      Faltava apenas comprar uma vieira de Santiago, uma concha com a cruz de Santiago que me disseram que eu encontraria na Torre dos Clérigos. Na verdade encontrei a vieira em uma loja de artigos religiosos quase em frente à torre que custou muito mais caro do que custa em qualquer outro lugar...  Enfim, erros que a gente acaba cometendo em viagem, mas não pague mais do que 1 ou 1,50 euros por uma vieira.  A vieira é um dos mais conhecidos  símbolos do caminho de Santiago e eu queria sim tê-la na minha mochila  no dia seguinte.
      Voltei cedo para o hostel naquela noite, deixei tudo o mais organizado possível para o dia seguinte e separei a roupa que ia usar.  Eu raramente consigo dormir cedo, mas queria ao menos deitar cedo e descansar um pouco o corpo.
      Caminhando
      1° dia. Do Porto até Vilarinho, 26,9km

      Acordei por volta das cinco e meia da manhã. Nunca fui fã de acordar cedo então já estava começando a superar um grande desafio. Como tinha deixado tudo organizado me arrumei bem rápido, tentando não fazer barulho e apenas com a luz de uma lanterna para não incomodar as outras pessoas do quarto. Em poucos minutos já estava na rua ainda com céu escuro, caminhando em direção a Catedral da Sé.
      Do hostel até a Catedral teria que caminhar mais ou menos 25 minutos e como queria ir por um caminho mais curto e diferente dos que tinha feito antes, pedi informação a um senhor na rua e o mesmo me disse que para ir a pé a catedral estava muito longe, mas me indicou o caminho de qualquer forma. Já que distancia não era um problema pra mim segui para o ponto zero da minha caminhada já com o dia amanhecendo.

      A imensa Catedral da Sé no Porto parece ainda mais imponente nas primeiras horas da manhã. Sem a multidão de turistas, o céu ainda adquirindo as cores daquele novo dia e naquele grande pátio em frente à catedral apenas algumas pessoas de mochila nas costas que tinham com certeza o mesmo destino que eu. Fiz ali uma oração, pedi a Deus para guiar meus passos no caminho. Sentei em um degrau, comi alguma coisa e tomei um suco. Logo em seguida comecei a seguir as setas amarelas.
      Como havia estudado esse primeiro trecho do caminho, não tive dificuldade. Caminhei firmemente, sem pressa, no meu ritmo.  Quando o caminho chega à Rua de Cedofeita se estende numa reta quase sem fim e foi seguindo por ali que escutei o primeiro “Buen Camino” do meu caminho e aquilo encheu meu coração de alegria. Mais a frente, parei em um mercado para comprar água e me atrapalhei para voltar ao caminho certo...
      Nesse primeiro dia a paisagem é predominantemente urbana. Muitos carros, apenas ruas de asfalto e bairros industriais. Em alguns pontos mal havia acostamento para caminhar e era preciso tomar bastante cuidado com os carros. Ainda estava tudo bem diferente do caminho que imaginei.  Apenas chegando a Moreira da Maia a paisagem urbana vai se distanciando dando lugar ao verde do interior.  O calor era intenso, não havia muita sombra.
      No município de Araújo comecei a caminhar com o Ricardo, que é português e com quem conversei muito sobre muitas coisas. Fomos até a cidade de Vilarinho, onde nos hospedamos no albergue particular Casa de Laura por 12 euros (valor normalmente cobrado nos albergues particulares). O lugar era bem confortável e não havia muitas pessoas hospedadas lá. Após tomar um banho e lavar as roupas saímos para comer perto dali.
      Vilarinho é uma cidade bem pequena, não havia nada para fazer por ali. Como não estávamos cansados Ricardo e eu fomos até a praia de uber a poucos minutos dali.  Um passeio bem inusitado e bem agradável.
      2° dia. De Vilarinho a Barcelos 28,1km


      Acordei bem disposta, me alonguei como café da manhã, comi bolinhos que ainda tinha na mochila e pé na estrada novamente.  A paisagem era completamente diferente do dia anterior e o caminho tomou outra forma. Muito verde, ruas de paralelepípedo, um rio bem tranqüilo que refletia a ponte sobre ele. O cenário ideal para caminhar e se conectar com o caminho e com você mesmo.
      Você pode escolher caminhar sozinho, mas sempre haverá no seu caminho boas companhias. A conversa sempre começa com um “buen camino”, a saudação oficial no caminho de Santiago e logo se tem um novo companheiro de jornada, ainda que seja apenas por algumas horas ou alguns quilômetros. 

      Nessa manhã conheci um grupo de mulheres que estavam caminhando juntas  desde a saída de seu albergue e me convidaram a caminhar junto com elas e claro, eu aceitei.  Eram elas, Maria, de Portugal, Cecilie, uma jovem indonésia que mora na França e Katerine, uma senhora canadense.  Conhecer pessoas tão diferentes de mim é certamente um dos presentes que o caminho nos oferece. Juntas nós quatro caminhamos alguns bons quilômetros naquele dia de baixo de um sol muito forte que parecia só piorar com o passar do dia.

      Cecilie eu na verdade já tinha visto no dia anterior em um café, andava rápido, estava sempre um pouco à frente, Maria foi com quem eu mais conversei, foi uma grande companheira nesse dia. Katerine, uma inspiração pra mim, estava fazendo o caminho aos 65 anos de idade, infelizmente não pode seguir conosco até o final naquele dia, pois estava bem cansada e precisou parar antes.
      Seguimos em frente, passando por plantações de milho, bosques, ruas de terra, ruas de asfalto, muitas igrejas e para minha felicidade vários campos de girassóis. Foram longos trechos sem sombra alguma, poucos lugares com água potável e depois do almoço foi ainda mais cansativo.  Maria e eu paramos varias vezes para descansar. Cecilie sempre na frente até que a perdemos de vista.  Levamos muitas horas até chegar a Barcelos.
      A cidade é bem turística, logo na entrada tem um enorme galo, um dos símbolos de Portugal. Infelizmente estava tão cansada que não consegui ver muita coisa da cidade.
      Chegando ao albergue Cidade de Barcelos, após um penoso dia o lugar estava lotado. A senhora responsável pelo local nos disse que só havia um pequeno quarto onde poderíamos dormir em colchões se não nos importássemos em dividir o lugar com uma garota que já estava lá. Não nos importamos e a garota era Cecilie que havia chegado um pouco antes. Nesse albergue não havia um valor específico para pagar, era só fazer uma doação com valor que pudesse pagar colocando o dinheiro em uma caixinha.
      Foi nesse dia que fiquei sem celular, pois meu aparelho quebrou. Não havia o que fazer sobre isso além de me conformar. Felizmente para tirar fotos tinha levado uma câmera e tinha um tablet então não fiquei completamente incomunicável.
      Maria teve muitas bolhas nos pés, teve que ir ao centro médico e infelizmente não iria seguir no caminho. O quartinho onde estávamos no albergue era bem abafado então para não passar tanto calor à noite pegamos nossos colchões e nossas coisas e aceitamos a sugestão da dona do local e dormimos na recepção do albergue. Simples assim, sem frescura, grata por mais um dia na jornada que eu havia escolhido. Na simplicidade você percebe que tem tudo àquilo que precisa.
      3°dia De Barcelos até Portela de Tamel 10 km

      No caminho de Santiago nenhum dia é igual ao outro. A paisagem muda constantemente, o tipo de solo muda quase que a cada curva. Algumas pessoas você encontra varias vezes ao longo dos dias, outras caras novas vão surgindo. Com o passar dos dias o corpo vai sentindo o esforço prolongado também. Doem os pés, as pernas as costas... Às vezes alguma dor vai incomodar bastante. Tem dias em que é mais fácil se manter em movimento, em outros, você quer parar a todo instante.
      A única rotina consistia em acordar bem cedo, me arrumar, arrumar a mochila e partir. E ao chegar ao próximo local de descanso, tomar um banho, lavar a roupa e comer. Não dava pra fugir disso. 
      Nesse terceiro dia Cecilie e eu seguimos juntas. Devido ao cansaço do dia anterior, fizemos uma das etapas em duas partes, caso contrario seria um percurso de quase 34 km e o calor estava fortíssimo. Não havia muitas opções de albergues antes de chegar a Ponte de Lima, então nesse dia o trajeto foi de apenas 10 km até Portela de Tamel, uma vila minúscula onde além do albergue havia uma igreja, um restaurante e mais nada.
      Por ter feito um trajeto mais curto que os outros dias foi relativamente mais fácil. Cecilie e eu conversamos bastante apesar do meu inglês não ser dos melhores. Nesse dia encontrei um casal de brasileiros, até então não havia encontrado ninguém do Brasil.
      Chegamos ao albergue por volta das 10 horas da manhã e o local só abria às 14 horas. Ficamos esperando abrir no restaurante em frente onde tomamos algumas cervejas. Não havia nada para fazer por ali então foi um dia de descanso.
      4° Dia De Portela de Tamel até Ponte de Lima 23,7 km


      Mais um dia de lindas paisagens. O caminho te leva por bosques, trilhas, videiras. Provavelmente um dos dias mais bonitos em relação ao visual em todo o trajeto. A paisagem jamais te deixa entediado.
      Comecei o dia sozinha novamente. Em paz com meus pensamentos. Apreciando a minha companhia, com um longo caminho ainda pela frente, mas firme em cada passo.
      Ainda nas primeiras horas do dia conheci o Alberto, um italiano que me fez companhia durante todo esse dia. Alberto não falava muito bem inglês e eu também não, mas quando duas pessoas querem se comunicar elas dão um jeito de se entender e assim passamos o dia. Às vezes ele não me entendia e eu tinha que repetir alguma frase ou eu não o entendia e ele se esforçava pra me falar com outras palavras.
      Com o passar dos dias as suas pernas vão se acostumando com o esforço, mesmo assim ainda doem, principalmente quando você para por alguns minutos. Alberto às vezes caminhava junto comigo e às vezes eu acabava ficando para trás.
       Seguindo tranquilamente num percurso bastante agradável, com bastante sombra, cruzando pequenas vilas, trilhas em meio à natureza e nisso um sentimento de gratidão vai se intensificando. Gratidão por estar ali no caminho e tudo dar tão certo. Naquele dia já havia me acostumado bem a acordar tão cedo, pular da cama e em pouco tempo estar no meu caminho. Para muitas pessoas isso é simples, mas eu definitivamente não sou uma pessoa matinal, há anos trabalho no período da tarde, sempre tive o costume de dormir tarde, mas nessa jornada consegui transpor mais essa dificuldade e sim eu estava orgulhosa de cada pequena conquista durante todo o meu caminho.
      Eu que sempre me considerei muito distraída e avoada, aprendi a estar atenta. Por muitas vezes eu me perguntava se estava no caminho certo e quase sempre quando pensava isso logo via outra seta amarela para tirar minhas incertezas. Então logo eu pensava. Ok está tudo certo é só continuar seguindo, você está indo bem.
       Em muitos momentos eu sentia que o caminho é uma metáfora da vida. Na vida a gente às vezes fica confusa sem saber se está no lugar certo, no emprego certo, com as pessoas certas, a gente quase implora por um sinal, mas a falta de um sinal também pode indicar que estamos tomando o rumo errado. No caminho e na vida também.
      Nesse dia cheguei a Ponte de Lima por volta do meio dia. Quase não senti a caminhada, não senti o cansaço que geralmente sentia na chegada. Reencontrei o Alberto na ponte principal da cidade, ele já havia ido até o albergue público e como só abriria às 15 horas, procuramos um lugar para almoçar e tomar cerveja, porque aquele calor pedia uma cerveja gelada.
      Ponte de Lima é uma das cidades mais encantadoras desse caminho. Com certo ar medieval, construções muito antigas em paredes de pedra, banhada pelo rio Lima. Muitos peregrinos iniciam ali o seu caminho e a cidade estava também cheia de turistas.
      O albergue público ficava logo depois da ponte, em um edifício muito antigo como quase todos da cidade. No quarto onde fiquei havia uma varanda com uma linda vista da cidade e principalmente da ponte e do rio. O quarto era enorme com aproximadamente 30 camas, o único que não eram camas beliche e tinha um armário enorme para cada pessoa, um luxo para um albergue público.
      Foi ótimo ter chegado cedo à cidade, acabou sendo um dos dias mais proveitosos. Alberto e eu fomos passear no rio, tentei tomar sol, enquanto ele entrou na água que parecia gelada.
      É engraçado como em tão pouco tempo a gente se aproxima das pessoas que conhecemos em viagens a ponte de ter conversas tão sinceras e reflexivas sobre a vida, os planos, o futuro...  Alberto é muito inteligente, mesmo sem falar inglês tão bem falava pelos cotovelos e naquela vibe boa praticamos um pouco de yóga.
      Saímos dali, novamente para sentar em um bar e tomar uma super bock, uma das cervejas mais tradicionais em Portugal. À noite jantamos junto com outros italianos e Alberto ia traduzindo a conversa toda para mim.
      5° Dia de Ponte de Lima até Rubiães 17,9 km

      O caminho vai nos surpreendendo todo o tempo. No caminho português central não há muita dificuldade técnica, no geral basta ter disposição para caminhar bastante. Porém essa etapa foge bastante à regra.
      Nessa etapa temos muitas subidas por trilhas em meio à mata e muitas pedras nessas subidas. Foi de grande ajuda nesse trecho ter um bastão de caminhada. Mesmo onde só havia trilhas de pedras as setas amarelas estavam lá, mas é preciso ter mais atenção. Houve um momento em que quase segui errado e fui chamada de volta ao rumo certo pela Carie, australiana que conheci no primeiro dia e vira e mexe reencontrava.
      E esse foi o primeiro dia caminhando sozinha. No caminho nunca se está completamente só e nessa altura já havia muitas caras conhecidas com quem reencontrava frequentemente. Eu também já me tornara um rosto conhecido para muitos deles. Ainda que não pudesse me comunicar tão bem com todos devido principalmente as diferenças de idiomas, era como fazer parte de um grupo, andávamos quase no mesmo ritmo, parávamos nas mesmas cidades, dormíamos nos mesmos albergues e até no mesmo quarto que era sempre coletivo.
      Como mulher que frequentemente viaja sozinha, a minha principal preocupação é a segurança. Em nenhum momento em todo o caminho me senti insegura ou com medo. Obviamente estava sempre atenta, como brasileira, infelizmente a gente se acostuma com a sensação de que pode estar em risco em certos lugares ou situações, mas em todo meu percurso não houve nenhum momento que tivesse sentido algo assim, mesmo caminhando sozinha por muitos quilômetros. Havia muitas mulheres de todas as idades, também fazendo o caminho sozinhas.
      No Brasil ainda existe um grande tabu com relação a mulheres que viajam sozinhas. Entre europeus e em muitos países do mundo isso é completamente normal.  Muita gente reage com estranheza quando digo que faço esse tipo de viagem sozinha, mas para mim isso já se tornou algo normal.
      Para mim é inconcebível não apreciar a minha própria companhia. Então estar ali caminhando sozinha, em paz, me parecia tão natural quanto respirar.
      Uma manhã de caminhada bem intensa, mesmo com calor e as subidas pesadas, o percurso praticamente todo teve a sombra dos bosques, o que no verão europeu é uma verdadeira benção.
      Chegando ao albergue de Rubiães faltava quase uma hora para o local abrir.  Era um lugar no meio do nada. Bem em frente ao albergue havia um restaurante fechado. Cheguei a pensar que não haveria onde comer ali. Felizmente seguindo pela rodovia havia um restaurante e um pouco mais adiante um pequeno mercado.
      O albergue era bem agradável, com salas bem arejadas e até uma área externa com espreguiçadeiras e vista para as montanhas. Foi uma tarde tranquila com tempo de sobra para descansar.
      6° Dia De Rubiães a Tuí 20 km



      Mais um dia cheio de grandes novidades nessa longa jornada. Deixando Rubiães para trás, caminhando entre bosques e trilhas, antes de encontrar um lugar para tomar o café da manhã encontrei com um peregrino alemão muito disposto a conversar e que me fez um milhão de perguntas. Felizmente ele parecia não se importar muito com meu inglês ainda mais travado devido à fome e o sono.
      A pergunta que um peregrino mais ouve é “Por que está fazendo o caminho?” E claro, o alemão me fez essa pergunta. Não há uma resposta única e exata para essa pergunta. Geralmente eu tentava simplificar a conversa dizendo que eu sempre quis fazê-lo. Mas havia muito mais do que isso.
       Aquele era o momento perfeito para fazer o caminho. Havia passado por algumas mudanças na vida, saí de um trabalho que já não me deixava feliz, me decepcionei com algumas pessoas. Não estava triste, deprimida, nem nada disso. Muito pelo contrario, eu me sentia leve, sentia que tinha tirado um peso das costas. Sentia-me rompendo com o que já não fazia sentido e fazer o caminho iria celebrar tudo isso. Era um momento para mim. Um momento de reflexão, e autoconhecimento. Uma forma de me afastar de tantas coisas e me aproximar de mim mesma.
      Desde o momento em que comprei as passagens uma semana depois de ser demitida eu me senti em paz. Não queria provar nada pra ninguém, era apenas eu sendo eu mesma, aquela que vai até o fim quando quer realizar algo. Eu queria apenas me re-conectar comigo mesma, restaurar a fé que eu sempre tive em mim, a minha coragem e a minha força pra continuar seguindo em frente. Quando contei que a viagem estava confirmada uma amiga me disse “essa viagem vai te re-equilibrar”.  Não poderia estar mais certa.
      Não falei nada disso com o alemão, mas falei sobre planos para o futuro e desejos de mudança até chegarmos num local chamado São Bento da Porta Aberta, onde paramos para o café da manhã.
      Segui caminho envolta em meus pensamentos e me dei conta que naquele dia eu chegaria a Espanha e aquilo me deu um novo gás para caminhar. O clima estava mais ameno e isso sempre ajuda no caminhar.
        Estava tão animada que parecia que eu estava flutuando, principalmente depois que comecei a ouvir música. Mas não qualquer música, só as que me trouxessem energias positivas. Não era nada prático ouvir música com um tablet, mas era o que eu tinha depois que fiquei sem celular.
      Em algum ponto antes de chegar a Valença, um casal que estava passando de carro parou ao meu lado e me fez muitas perguntas sobre o caminho, quantos dias eu já havia caminhado, quantos quilômetros e coisas do tipo. Pareciam bastante interessados e curiosos. Me ofereceram uma garrafa de água e me desejaram felicidades no caminho.
      Já em Valença do Minho, ultima cidade portuguesa no caminho português, encontrei dois dos mais simpáticos amigos desta jornada, Paolo e seu pai Roberto ambos da Guatemala. Foi uma companhia muito agradável, sobretudo em um trecho tão emblemático no caminho, afinal adentraríamos em pouco tempo na sonhada região da Galícia na Espanha. Caminhamos sem pressa por Valença cuja parte histórica estava bem movimentada, havia muito comércio voltado ao turismo e um forte de onde se via o Rio Minho e a Ponte Internacional Tuí-Valença  que separam os dois países. Vale à pena desviar-se um pouco do caminho para conhecer essa região de Valença. Paramos para uma cerveja no Fronteira, “ultimo bar português do Caminho de Santiago”. 
      Atravessamos a Ponte Internacional Tuí-Valença e iniciamos uma nova etapa do caminho. Não mudava apenas a cidade dessa vez, agora seria outro idioma, já no país de destino, o fuso horário com uma hora a mais com relação ao horário de Portugal.
      Tuí é a ultima cidade para se iniciar o Caminho de Santiago nessa rota, já que para obter a compostela, o documento emitido na oficina de peregrinos que comprova que a pessoa percorreu o Caminho de Santiago, é preciso caminhar pelo menos 100 km (para quem faz o caminho de bicicleta é necessário ao menos 200 km).

      Em Tuí me senti na idade média. Com uma catedral românica, construções de muitos séculos atrás, ruas estreitas de pedra e suas ladeiras que desembocavam perto das margens do rio. Me senti privilegiada mais uma vez por estar no caminho e assim ter a chance de conhecer lugares tão peculiares que dificilmente eu visitaria se não o estivesse percorrendo.
      Era um domingo. Os dias de verão na Europa são longos, pois o sol se põe por volta das 21 horas. Então para quem está disposto a enfrentar as altas temperaturas é uma ótima época para fazer o caminho. Dá tempo de fazer o percurso do dia, descansar e conhecer as cidades antes de cair à noite.
      Após o almoço descansei em um parque na margem do rio, perambulei pelas ruazinhas da cidade, mandei mensagem para a família informando que já estava na Espanha. Sentei numa praça para tomar sorvete e pensar no quanto já havia percorrido do caminho e o quanto ainda faltava percorrer.
      7° Dia De Tuí a O Porriño 15,6 km

      Acordei às 6 horas, dormi de novo e acordei uma hora depois, ainda confusa com o fuso horário diferente. Olhei em volta e vi que era a única pessoa ainda na cama. Tratei de pular de lá e me arrumar. Roberto quando me viu pronta para sair ficou impressionado com a minha rapidez. Encontrei um lugar para tomar café da manhã ainda antes de sair da região central da cidade. Logo depois encontrei com Franziska, uma jovem alemã que estava fazendo o caminho com a mãe e a tia e quase sempre nos encontrávamos-nos mesmos albergues. Nessa ultima etapa elas haviam pernoitado em Valença ao invés de Tuí.
      Nessa etapa já se observa um número muito maior de peregrinos, principalmente nos primeiros quilômetros, aos poucos com cada um no seu ritmo a pequena multidão vai se dispersando.
      Em Portugal o caminho sempre adentra em bosques, trilhas em meio à mata, estradas de terra ou de pedra. Quando havia alguma avenida ou rodovia, quase sempre você devia cruzá-la ou andar apenas alguns metros e já estaria novamente em meio à natureza. Mas essa primeira etapa já em solo espanhol se diferenciava bastante nesse sentido. Havia muitos trechos para percorrer em ruas de asfalto, ao lado de grandes veículos e nesses trechos em específico o caminho se torna um pouco maçante.
      Foi um percurso bem cansativo para mim. Além de caminhar em uma paisagem não tão convidativa em boa parte do trajeto, o calor estava cada vez mais intenso e eu senti nesse dia muita dor nas costas, provavelmente não havia arrumado as coisas muito bem na mochila. Sentia vontade de parar o tempo todo. Sentia certa inveja de algumas pessoas que carregavam mochilas minúsculas e pareciam estar passeando no bosque. Mas estas pessoas certamente haviam contratado o serviço que transporta bagagens até o próximo destino.
      O roteiro que eu estava seguindo no aplicativo Buen Camino indicava como próximo local de parada uma cidade chamada Mos, porém vi que seria outro lugar sem muita coisa para se ver ou fazer. Resolvi então adaptar essa parte do roteiro e decidi encerrar essa etapa um pouco antes de chegar a Mos, na cidade de O Porriño, além de aliviar um pouco o cansaço que foi grande nesse dia, simpatizei com a cidade assim que cheguei por lá.
      À tarde acabei encontrando novamente com Franziska, na avenida principal da cidade. Junto com sua mãe e sua tia tomamos uma cerveja ao estilo alemão. 
       
      8° Dia De O Porriño a Pontevedra 34,9 km

      A maior etapa desse meu caminho. E ficou ainda mais longa devido a ter encurtado a etapa do dia anterior. Poderia ter dividido essa etapa em duas parando em Redondela, mas isso renderia um dia a mais para chegar a Santiago.  Além disso, o clima no período da manhã estava bem diferente dos dias anteriores, o céu muito cinza, temperatura ligeiramente mais baixa amenizando o calor. Não imaginei que seria tão difícil chegar a Pontevedra.
      Acordei às 7 horas, o que é bem tarde para quem teria tantos quilômetros pela frente. Me arrumei voltei ao caminho, parei num café na avenida principal da cidade e quando me pus novamente em marcha já eram 8 horas. Acabei perdendo muito tempo nessas primeiras horas da manhã. Claro, não poderia deixar de tomar café da manhã. Na maior parte do caminho se você não aproveitar e parar no primeiro café aberto para tomar café da manhã ou matar a fome durante o dia pode levar muito tempo e muitos quilômetros até encontrar outro lugar para comer ou comprar algo.
      Até chegar a Redondela foi razoavelmente tranqüilo, apesar das muitas descidas para testar os joelhos. No período da tarde ainda com muito chão pela frente viriam muitas subidas. Mas o caminho é bem interessante nesse trajeto, bosques, cidades, pontes, rios, trilhas de pedras, mata mais fechada, outro bosque, outra cidade, rodovias. Um caminho longo, mas, nada maçante como no dia anterior.
      Parei para almoçar em um local simples, porem com uma vista linda e um pouco escondida ao fundo e ao sair de lá o calor já era intenso. Estava aliviada, pois tinha andado um tempão com outro peregrino que parecia não desgrudar de mim, como demorei no almoço ele resolveu seguir na frente sozinho. Mais a frente, parei um pouco conversando com algumas garotas muito animadas, uma portuguesa e outra espanhola, essa ultima contou que havia caminhado 5 km a mais porque se perdeu...
       Como elas iriam ainda demorar por ali segui meu rumo novamente. Passei por uma auto-estrada onde tive que andar ao lado de enormes caminhões. Logo depois passei pela linda cidade de Pontesampaio, que parecia ter congelado no tempo. Ali, uma senhora estava em seu quintal enquanto eu passava em frente a sua casa, com muita vontade de conversar me falou sobre ter percorrido o caminho muitas vezes e contou da sua vida, perguntou se podia ajudar em algo.

      Andei depois por um bom tempo sem avistar mais ninguém e a animação foi se esvaindo. Ao menos tinha certeza do caminho, pois era bem demarcado e cheio de sobe e desce. Quando achei que já estava bem perto o mapa mostrava uma bifurcação onde entraria em um bosque ou iria pela auto-estrada. Fui pelo bosque, que mais parecia um labirinto sem fim. Embora o aplicativo indicasse que estava indo na direção certa a impressão que eu tinha era de andar em círculos. Ia margeando um pequeno fluxo de água quando encontrei um morador local que me disse que até o final daquele bosque seriam 2 km e pela auto-estrada seria mais rápido porem não havia acostamento. Eu não queria acreditar que ainda andaria tanto para sair daquele bosque infinito, mas não tinha o que fazer.
      No albergue publico em Pontevedra não havia mais vagas. Fui até outro albergue, o Aloxa Hostel que também não tinha mais vagas e o senhor na recepção me ajudou entrando em contato com outros dois albergues na cidade que também já estavam cheios. Ele me pediu para esperar e depois de atender outras pessoas que tinham feito reserva me disse que tinha uma cama, e perguntou se eu não me importaria de ficar no quarto junto com um grupo grande. Eu estava desde o inicio dormindo em albergues públicos então porque me importaria?  Fiquei sim muito aliviada por ter um lugar para descansar, depois de tantas horas “na estrada”.
        Com certeza o senhor Pedro que me atendeu na recepção não tem idéia do quanto me ajudou naquele dia. Aquele foi o único momento em todo o caminho em que fiquei realmente preocupada. Se não tivesse conseguido ajuda lá talvez tivesse que ir a muitos outros lugares até conseguir um local para passar a noite ou gastar muito ficando em algum hotel. Ele me recomendou que eu fizesse reserva no meu próximo destino para não correr o risco de ter dificuldades com a hospedagem novamente, verifiquei as opções e ele ligou para mim e reservou.
       Me senti abençoada por ter encontrado tamanha ajuda no momento em que mais precisei. Senti naquilo tudo a magia do caminho. Eu não estaria abandonada no fim daquela jornada, eu teria um lugar para descansar, tomar um banho, lavar minhas roupas, enfim, cumprir meu ritual diário sempre que finalizava outra etapa. Eu senti o meu coração cheio de gratidão e a certeza de estar onde devia estar.
      Essa magia do caminho se manifesta das mais diferentes maneiras. Como nesse mesmo dia, quando eu caminhei quase 35 km e achei que não teria energia para mais nada além de dormir. Mas depois de tomar um banho e me alimentar eu me sentia renovada, eu me sentia leve novamente. E ainda fui presenteada naquele longo dia com outra cidade das mais encantadoras do caminho. Era como se todo o meu esforço fosse recompensado. Era mais uma vez o caminho como uma metáfora da vida. Naquele dia eu senti o caminho me ensinado que eu sempre tinha força para seguir em frente, por maiores que fossem as dificuldades. E os problemas que surgissem eu poderia contornar e eu precisava ter fé.
      Foi uma pena não ter tido muito tempo de conhecer direito a cidade de Pontevedra, pois a cidade é realmente encantadora. Com ruas de pedra, edifícios medievais, monumentos, praças e estreitas vielas, além da lindíssima Igreja da Virgem Peregrina À noite a cidade se torna ainda mais agradável. Muitos restaurantes, bares com mesas ao ar livre, uma combinação interessante entre a história tão viva em cada detalhe do centro histórico e a modernidade de uma pequena cidade turística.

      Andando por aquelas ruazinhas, já nem parecia que tinha caminhado mais do que nunca na minha vida. Me sentia relaxada, absorta por aquela cidade. Antes de voltar ao hostel, comprei um pedaço de pizza e um chá gelado, sentei na escada de uma igreja para comer e apreciar um pouco mais daquela noite.
      9° Dia De Pontevedra a Caldas de Reis 21 km


      Saindo de Pontevedra, passando pela ultima vez por seu centro histórico, ainda dominada pelo sentimento de encantamento e gratidão por aquela cidade. Nos primeiros quilômetros o caminho me lembrava uma procissão, tamanha a quantidade de pessoas.
      Não foi uma etapa tão longa, mas para mim foi com certeza a mais sofrida. Talvez pelo esforço do dia anterior, meus pés doeram muito durante quase todo o trajeto. Cheguei a pensar que acabaria com bolhas, tão temidas por todos os peregrinos. Nunca senti tanto a sola dos meus pés. Para piorar a minha situação durante esse trajeto o caminho era em sua maior parte em estradas de terra com muitas pedras, grandes, pequenas, de todos os tipos, mas muitas pedras sob meus pés já cansados.
      Usei no caminho botas de trilha intensiva, que eram um tamanho maior que o meu e também meias específicas para trilhas e até aquele dia não tive problema algum com os pés. Por iisso acho que o problema não foi o calçado e sim o cansaço acumulado que não combinou com as pedras do meu caminho. Pela primeira vez eu tive que parar, sentar em um lugar qualquer, descalçar as botas e as meias e examinar a situação dos meus doloridos pés. Felizmente nenhum sinal de bolha e não houve bolha até o fim, mas aquela dor seguiu comigo.
      Em meio a esse sofrimento, me consolava o fato de ter feito uma reserva em um albergue particular, afinal seria uma preocupação a menos. Nas cidades mais próximas a Santiago era de se esperar que os albergues públicos ficassem logo sem vagas. Geralmente custam entre cinco e seis euros e os particulares custam normalmente o dobro disso, mas às vezes vale a pena gastar um pouco mais.
      Em Caldas de Reis fiquei no Albergue Timonel, que custou 10 euros. Fica logo na entrada da cidade próximo a ponte. Um lugar simples, porem do qual não tive do que reclamar. Dividi o quarto com apenas duas pessoas, uma jovem garota com sua mãe, que também eram peregrinas. Uma companhia bem tranquila.
      A cidade de Caldas de Reis é bem pequena e tranquila. Provavelmente se não fosse o fluxo constante de peregrinos, seria uma cidade muito pacata. Com uma ponte logo na entrada da cidade, como em quase todas as cidades da região, a cidade tem uma Fonte de água termal. Uma senhora que atendia em um restaurante em frente ao albergue me deu uma maçã e me recomendou que eu fosse até a fonte e ficasse com os pés na água por uns 30 minutos, disse que ajudaria a diminuir as dores das quais eu havia lhe falado. E lá fui eu meter os pés na água quente.
      Apesar de não haver muito a se fazer ou ver na cidade, dei umas voltas à tarde. O clima estava agradável. Voltei cedo para o albergue. Aproveitei que dessa vez teria um pouco mais de privacidade para descansar.  
       
      10° Dia De Caldas de Reis a Padrón 19,2 km


      Com os pés praticamente recuperados do dia anterior segui meu rumo. Sempre no meu ritmo, sem pressão, firme e forte. Após 10 dias a mochila nas costas já fazia parte de mim. Me acostumei a acordar bem cedo dia após dia e continuar em frente. Cada dia era único, cheio de surpresas. Cada dia trazia uma infinidade de paisagens que mudavam a cada curva. Queria ter fotografado tudo, cada vez que me deparava com algo novo, cada vez que a natureza me brindava com sua beleza de maneira diferente. Mas era importante manter-me caminhando. E foi o que eu fiz. E tentei guardar tudo aquilo em fotografias mentais, aquelas imagens que vem a cabeça e te trazem um sorriso ao rosto. Aquelas memórias que vem junto com a sensação de liberdade, sonho realizado e fé.
      Em determinado ponto daquela etapa parei em uma igreja, onde havia na parte de trás um cemitério vertical. Ali conheci uma simpática família de portugueses, mais adiante conheci alguns peregrinos que viviam nas Ilhas Tenerife. Eram pessoas de muitos lugares diferentes, historias e motivações diferentes e todos com um objetivo comum ali.
      Em Padrón parecia ser o meu dia de sorte. Não fiz reserva em albergue então fui direto ao albergue municipal. Chegando lá já havia uma fila grande, inclusive havia alguns brasileiros que eu tinha conhecido vários dias antes. Fiquei com a penúltima vaga do albergue para aquele dia, e como fui uma das ultimas a conseguir vaga, fiquei em um quarto menor, com apenas quatro camas e um banheiro exclusivo. Não parecia nada com um quarto de albergue publico, onde normalmente são dezenas de pessoas no mesmo ambiente. Mais uma vez tive sorte também com as companheiras de quarto, que nesse caso eram duas garotas portuguesas peregrinando juntas e no fim da tarde para minha surpresa depois de muitos dias Cecilie chegou para ficar com a ultima vaga no albergue.


      Quando saí para conhecer a cidade a mesma já estava em plena siesta ( horário no período da tarde em que os espanhóis tiram para descansar). Havia poucas pessoas na rua, alguns turistas ou peregrinos perdidos como eu.
      Padrón foi uma interessante surpresa após a tediosa Caldas de Reis. Com quase tudo fechado relaxei por um tempo no jardim botânico da cidade, visitei a igreja de Santiago de Padrón e descansei um pouco mais sob a sombra das arvores na margem do rio em mais um longuíssimo dia de verão espanhol. No fim da tarde a cidade pareceu se encher de vida novamente. Diversas ruas exclusivas para pedestres com mesas ao ar livre, muitos bares e restaurantes onde era servido o prato típico da cidade, Pimentos de padrón.  A impressão que eu tive é que a cidade inspira certo entusiasmo ao peregrino, afinal chegar até ali significa ter superado muitos quilômetros, dificuldades, dores no corpo e todo tipo de imprevisto que possa ter surgido.
      Esse clima de ansiedade e animação era bem perceptível no albergue. Bastante gente reunida na cozinha até tarde, diferente do que costuma acontecer nos albergues, onde a ordem é o silencio e o respeito ao descanso de todos.  Mas naquela noite observei uma agitação alegre e contagiante compartilhada por todos. Não poderia ser diferente afinal, estávamos muito perto do sonhado destino.
      11° Dia de Padrón a Santiago de Compostela 24,5 km

      Acordei às 5 da manhã para iniciar a minha ultima etapa deste cainho. Acho que ninguém consegue dormir muito no ultimo dia. Tomei café da manhã bem perto do albergue, no café de D. Pepe que se despedia com abraços calorosos de cada peregrino que passava por lá.
      Saindo dali, caminhando pela primeira vez antes do sol nascer, conheci a Marta, uma portuguesa, muito querida que me fez companhia nesse dia. Eu estava há muitos dias sem falar muito português e quando comecei a conversar com a Marta parecia que estava falando sem parar. Falamos sobre viagens, sobre a vida e sobre o caminho.
      Ter a certeza da chegada mudou bastante o meu caminhar naquela manhã. Não sentia dores nas pernas ou nos pés. Não sentia o peso da mochila e não me incomodava com o calor. O dia foi amanhecendo calmamente enquanto seguia sem ver a hora passar. Mas ainda que anestesiada pela certeza da chegada, foi uma longa etapa.
      Eu me perguntava durante aqueles dias como seria a minha chegada e tive a sorte de ter nesse dia pessoas do bem e com boas energias dividindo comigo aquele momento.  Em certo ponto da caminhada reencontrei a Márcia que fazia a peregrinação junto com seus pais e mora em Viana do Castelo, cidade próxima ao Porto.  Estavam no mesmo albergue que eu no dia anterior. Contei a eles um pouco da minha história, de sair sozinha do Brasil e ir a Europa fazer o caminho de Santiago, que era um desejo antigo. Lembro que me disseram o quanto eu era corajosa por ter feito isso.
      Acho que realmente é preciso muita coragem para realizar um sonho. Não é fácil estar em um país estranho, percorrendo um caminho solitário durante tantos dias. Não é fácil tomar a decisão de fazer algo audacioso quando você está num momento de incertezas na vida. Então acho que fui bem corajosa.  Foi pensando em tudo isso que as lágrimas vieram aos meus olhos quando já na cidade de Santiago de Compostela nos aproximávamos da catedral.
      A Praça do Obradoiro onde está situada a Catedral de Santiago de Compostela é certamente um lugar que reúne muitas emoções. Finalmente eu estava lá entre risos e lagrimas. Transbordando de alegria, fé e gratidão.
      É difícil descrever a sensação que tive naquela chegada, sem dizer muitas frases que seriam puro clichê ou que até parecessem obvias demais. Eu posso dizer que foi uma felicidade e uma realização imensa estar em Santiago de Compostela após um longo caminho. Estar ali era a recompensa pela minha coragem, pela minha determinação, por cada passo dado, cada dor que eu senti no meu corpo. Era a certeza de que Deus e o apóstolo Tiago me guiaram durante todo o meu caminho. A certeza de que a minha fé nos meus passos me levou até ali.
      Depois de curtir a chegada fomos até a oficina de atenção ao peregrino onde a espera era de pelo menos duas horas para apresentar a credencial com os devidos carimbos e receber a Compostela, atestando que a peregrinação foi concluída. São emitidos dois documentos, um deles com as informações de onde foi o inicio da peregrinação, qual rota foi feita e a quantidade de quilômetros e o outro documento que é opcional e de caráter religioso e todo escrito em latim.  A Compostela custa 1,50 euros e ali também se pode comprar a vieira de Santiago e outras recordações da chegada.
      Em Santiago de Compostela
      No dia anterior havia feito reserva no albergue Sixtos no Caminho que para minha surpresa era de uma família de brasileiros. O albergue era excelente. Ambiente acolhedor, muito limpo e arejado. Cama bem confortável, tomada e lâmpada individual, além de uma cortininha para que cada um tenha um pouco de privacidade. A poucos minutos de caminhada da região central e também muito perto do terminal de ônibus, foi uma ótima escolha.
      Resolvi ficar dois dias na cidade. Depois de tantos dias eu merecia uma pequena pausa para conhecer um pouco da capital da Galícia. Uma das coisas interessantes nesses dois dias é que enquanto passeava pela cidade ia encontrando o tempo todo algum velho conhecido do caminho.
      Para todos os peregrinos, em especial aos católicos, um evento bem especial é assistir a missa do peregrino. O caminho todo é um até de fé e aquele era para mim um momento de agradecer por tantas bênçãos no meu caminho e na minha vida.  A missa na época da minha peregrinação estava ocorrendo na igreja de São Francisco, que fica bem próxima a Praça de Obradoiro, devido às obras na catedral. Outro importante ritual é o abraço ao Apóstolo, a estátua românica que recebe os peregrinos está sobre a cripta que contém a urna com as relíquias do Apóstolo, este ritual simboliza o amável acolhimento do apóstolo após o esforço da peregrinação.
      Um lugar imperdível em minha opinião é o Museu das peregrinações e de Santiago, que conta com riqueza de detalhes a historia do caminho de Santiago através dos séculos, sua origem e as mudanças e transformações nos costumes dos peregrinos ao longo do tempo. É possível conhecer também a origem e o significado de cada um dos muitos símbolos do caminho. O museu apresenta também outras importantes rotas de peregrinação pelo mundo, Roma e Jerusalém, que junto com Santiago de Compostela formam as três grandes peregrinações Cristãs mais conhecidas. O museu é gratuito aos sábados à tarde, para minha sorte justamente quando eu estava lá e também aos domingos durante todo o dia.
      Outro ponto interessante na cidade, recomendado por uma moradora local, é o mercado de abastos, a segunda atração mais visitada na cidade, onde é possível comprar diversas iguarias da região e também se deliciar com a culinária local.
      A cidade é repleta de atrações para todos os gostos, igrejas, mosteiros, parques e museus. Acho que mais interessante do que ir de um ponto turístico a outro é se permitir explorar livremente a cidade, bater perna pelo centro histórico, relaxar sem compromisso. Sentar em um café ou em uma praça e observar o movimento da cidade.
      Escolhi fazer isso na tão emblemática Praça de Obradoiro, observar os grupos animados, tirando as mais criativas fotos, muitos peregrinos cansados tirando as mochilas das costas e descalçando as botas, algumas pessoas cantando e outras fazendo suas orações. A praça estava sempre cheia de gente durante todo o dia, formando uma egrégora de paz.
      Ao menos para mim o compromisso era cumprir a minha jornada. Feito isso, a idéia era apenas curtir os próximos dias, tanto em Santiago, quanto nas cidades que viriam depois. Inicialmente  havia pensado em fazer a prolongação do caminho caminhando mais três dias até chegar a Finisterre e depois caminhar até Muxia, outra prolongação do caminho. Devido principalmente ao fato de ter poucos dias até a data da minha volta ao Brasil, resolvi manter os dois locais no roteiro, porém a prolongação do caminho ficaria para uma próxima ocasião.
      Finisterre

      A viagem de ônibus de Santiago até Finisterre dura pouco mais de uma hora. A cidade fica na região conhecida como Costa da Morte, na região costeira da Galícia. A região recebeu esse nome por causa dos muitos naufrágios ocorridos ao longo da costa rochosa e traiçoeira.
      Em Finisterre me hospedei no albergue Arasolis, que fica na rua com o mesmo nome. A cidade não tem terminal de ônibus, os mesmos param na rua principal onde fica também o guichê de venda de passagens. Após sair do ônibus é só entrar à direita e em poucos minutos encontrará o albergue.  O proprietário do local recebe a todos de maneira muito amável e alegre, contando suas historias de vida e presenteando a todos com uma concha e um cartão postal da cidade e as meninas ganham também uma pulseira. Além disso, me deu ótimas dicas sobre o que fazer na cidade. O lugar tem uma cozinha de uso coletivo. Fica bem próximo á praia também.
      Fiquei dois dias na cidade, queria aproveitar a proximidade com o mar e relaxar.  A principal atração da cidade é o Faro de Finisterre, o farol, onde termina o caminho para quem faz a prolongação do mesmo até a cidade de Finisterre.  Ali fica o totem indicando o quilometro 0,0 para os peregrinos. O farol fica a três quilômetros do centro da cidade e para chegar é só seguir as indicações na cidade e depois seguir a estrada. Uma subida bem peculiar e bonita em minha opinião, do lado esquerdo avista-se o mar e em certo ponto do caminho tem uma estátua de um peregrino. Lá em cima tem também uma loja de suvenires e um restaurante que parecia ser bem caro. 
      O farol do Cabo Finisterra, ainda ativo nos dias de hoje, é o farol localizado mais no oeste da Europa e tem grande importância para a navegação na região da Costa da Morte.  Há uma tradição entre os peregrinos de prolongar o caminho até ali e queimar peças de roupa antes de regressarem as suas casas. Conforme me recomendou El gato, no albergue deixei para ir até lá ao anoitecer para poder ver o por do sol na encosta do Cabo e valeu muito à pena. Daquele ponto ver o  sol se pondo no mar foi um espetáculo lindíssimo e até mesmo um privilégio para quem tem a chance de conhecer a cidade. É bom levar uma lanterna, pois na volta para a cidade, descendo a estrada a única luz vem dos poucos carros que passam por ali.

       
      No dia seguinte pela manhã caminhei até a praia de Langosteira, no outro extremo da cidade. Naquela manhã o vento era tão forte como eu só havia visto na Patagônia. Mesmo com a ventania a praia era muito bonita, as areias cheias de conchinhas e quase deserta a não ser pelos peregrinos que ali chegavam.
      À tarde, para minha surpresa, o tempo esquentou bastante, não havia nenhum sinal da ventania de algumas horas antes. Então aproveitei o clima favorável para tomar sol na pequena praia da Riveira.  Conheci também o Museu da Pesca, bem próximo da praia, um museu pequeno, mas bem interessante que conta a história da pesca e da navegação na Costa da Morte.
      A cidade tem alguns cafés e restaurantes, e alguns destes especializados em peixes e frutos do mar. Um restaurante que eu gostei muito foi o Baleas, fui lá duas vezes, a especialidade são as massas, muito saborosas e os preços eram razoáveis. Outro restaurante muito bom e com atendimento acolhedor, o Frontera, em frente à parada de onibus, os dois locais tinham muitas opções vegetarianas, o que não era muito comum em algumas cidades por onde passei.

      Outro lugar com um visual incrível para apreciar o por do sol é a praia Mar de Fora. Cerca de quarenta minutos de caminhada do centro da cidade até lá, mas vale muito à pena.
      Muxia

      Outra cidade na Costa da Morte onde a fé e as tradições religiosas  se ligam aos caminhos de Santiago é Muxia. Há cerca de 30 minutos de onibus saindo de Finistere, num caminho que deixou meu estomago embrulhado. Uma cidade pequena, porém muito simpática. O ultimo destino dessa empreitada pela Europa.
      Em Muxia me hospedei no albergue/hostel Bela Muxia. Mais uma vez a recepção foi excelente. Quando cheguei ao local ainda faltava uma hora para o horário de check-in, poderia esperar claro, mas comentei com o senhor na recepção que tinha ficado um pouco enjoada pela viagem de ônibus e o mesmo foi muito solicito comigo e me deixou ir para o quarto naquele mesmo instante. Além da ótima recepção o lugar era muito agradável, tinha uma cozinha bem grande e um lindo terraço com vista da cidade onde era possível avistar também o mar. Uma pena que fiquei somente um dia na cidade.
      A praia de A Cruz, indicação de um morador da cidade tem águas claras, mar calmo e um visual muito bonito. Passei horas ali aproveitando um dia lindo de muito sol.
      O principal ponto de interesse na cidade é o Santuário Virxe de La barca (Virgem da Barca) Segundo a lenda o apóstolo Tiago foi até Muxia, implorar a Deus que seus sermões tocassem as pessoas. Nesse momento então, a virgem teria aparecido a ele num barco de pedra puxado por anjos e lhe disse que voltasse a Jerusalém, pois a sua missão naquela terra havia terminado, Tiago retornou conforme a virgem lhe havia dito, porem havia plantado ali a semente da fé cristã que viria a florescer futuramente.
      Há também lendas sobre as pedras localizadas no rochedo de Muxia. As pedras teriam relação com o barco da virgem em sua aparição e também lendas sobre propriedades curativas.
      Ainda ali no rochedo, complementando de forma peculiar a paisagem o monumento “A Ferida”, dedicado aos voluntários que durante meses limparam as praias da Costa da Morte após um desastre que provocou o derramamento de óleo combustível naquela região. È uma das maiores esculturas de toda a Espanha, com mais de 11 metros de altura, é dividido em duas partes e simboliza a ruptura e o impacto que esse desastre causou a costa Galega. A obra pode ser vista de muito longe pelos bascos que se aproximam da costa.
      Ali no rochedo a vista do por do sol é belíssima. Infelizmente não fiquei para ver. Ainda faltava pelo menos duas horas para o sol se por quando voltei ao centro da cidade para meu ultimo jantar no meu restaurante favorito por ali.
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por Damarens Santos
      Olá galera viajanteeeee. 🤩 Vim fazer falar um pouco sobre minha viagem em 02/2020 em Fortaleza e Jeri   Comprei minhas passagens para Fortaleza pela decolar em uma promoção 657,00 saindo de GRU (uma semana depois baixou para 400,00 kkkkkkkk DIFICIL ). Fizemos as reservas pelo site Airbnb com cupom de desconto  (vou deixar o cupom no final do post) fechamos 4 dias em Jeri na Pousada Casa Flor do Mar e 4 dias em um Flat no hotel Tulip. Como boa viajante, fiz a reserva do flat no meu nome e da pousada no nome do meu namorado, ambos tinham descontos então saiu bem em conta pra nos (400,00 em cada lugar).   06/02 a 12/02 - SP x FOR   1º dia: Nosso voou saiu as 23:30 de SP com chegada as 03:00 em FOR. Decidimos ir pra Jeri primeiro para curtir o fds lá e fortaleza depois, então fechamos com a agência Enseada Turismo  o transfer até Jeri. Do aeroporto até o ponto de partida para Jeri no centro, pegamos um Uber, que deu R$ 19,50 e fomos direto ao ponto de encontro para saída a Jeri, que seria as 04:00. Fechamos o transfer até Jeri com passeios do lado Leste incluso por R$150,00 cada (OBS: existe a empresa Fretcar que faz esse serviço de transfer, porém ele sai em horas fixas... se não me engano o primeiro sai as 07:00 e custa em torno de R$30/40 reais, mas pra otimizar tempo optamos pelo transfer, estava incluso ida e volta + alguns passeios do lado leste). Depois de horas de ônibus (aproximadamente 5:00 com parada pra café da manhã) chegamos até um ponto de apoio onde pegamos as Jardineiras (4x4) pra começar os passeios. O nosso estava incluso o Passeio pela Lagoa do Paraíso, Árvore da Preguiça, entrada free na famosa Alchimist Beach Club e Pedra Furada, como passeio adicional havia a Lagoa do Amâncio por R$30,00 (durante os passeios as malas ficam na própria jardineira). Fechamos na nossa pousada por volta das 17:15 da tarde e saímos pra jantar.   OBS E DICAS: *No café da manhã eles pararam em um local que o café é por peso (pão com frios + copo de leite com café saiu uns R$9,00/11,00) Na hora do almoço estávamos no Alchimist Beach Club, não comemos lá pq achamos as coisas mtt caras (uma cerveja long neck lá custou R$17,00 KKKK). Tomamos um café mais reforçado justamente para não consumir nada neste local por conta dos preços. *A ida até a Pedra furada se resume em caminhada rs. Lá eles falam que o caminho é pesado, 40 minutos de caminhada com uma decida ruim... tudo isso pra vc fechar com os “juber” ou seja charretes, mas a caminhada é tranquila... fizemos em 30 minutos até a pedra. *Na rua SAN FRANCISCO, na vila de Jeri vc encontra refeições a partir de 10,00. ISSO MESMO, nem em Campinas eu encontro estes preços kkkkk (eu não como frutos do mar então os PF’s da vida me fazem mtt feliz, ainda mais quando pago barato. Comi barato e MTT bem, obg). *O que mais me incomodou na vila foi as moscas, puts isso me estressou pq toda vez que vc senta pra comer vem umas 20 em cima da mesa, da comida e tal. Então procure por restaurantes climatizados caso queira paz. A noite tem varias barraquinhas pela rua que vende comida... porém este valor que paguei foi sempre em restaurantezinhos. Aproveitamos que estávamos pelo centrinho anoite para andar e procurar pelo passeio do Lado Oeste, já havíamos cotado com várias empresas antes da viajem (a média de valor era R$350,00 no buggy privativo, R$175,00 buggy compartilhado, R$400,00 quadriciclo e R$75,00 a jardineira), mas optamos por fechar lá em busca de encontrar algo em conta e BINGOOOOO. Encontramos o passeio de quadriciclo por 350,00 e o buggy 300,00.   2º dia: Acordamos e vimos o dia lindo, corremos e ligamos para agência de quadriciclo que iriamos fazer o passeio para fechar para aquele dia. Saímos para o passeio as 9:30, pegamos um guia tão legal que nos deixou super a vontade, passamos pelo mesmo local mais de uma vez para aproveitar quando estava vazio *-* o passeio durou cerca de 5/6 horas. (o guia vai na moro e vc vai pilotando o quadriciclo)   3º dia: tiramos o dia pra descansar. Fomos até a praia de manhã (praia da vila) e a tarde ver o por do sol nas dunas   4º dia: Fomos até a praia da malhada que é mtt linda e aproveitamos pra ir no comercio a tarde, voltamos pra fortaleza as 16:00. Da Vila de Jeri até o ponto de encontro fomos de 4x4 e levou cerca de 1:00. O ponto de encontro é a única parada que se faz até fortaleza, la ficamos 2:00 esperando todas as 4x4 chegarem para lotar o ônibus e irmos embora. Chegamos em nosso flat em fortaleza as 24:00   5º dia: Já havíamos fechado com o Felipe (fechei via whats na volta de jeri para o dia seguinte) o passeio pelas 3 praias (Morro Branco, Praia das Fontes e Canoa Quebrada) de buggy por R$ 110,00 cada (canoa quebrada fica 250 km de Meireles então o passeio foi mtt cansativo rs não achei que compensou mtt, a praia das fonte na minha opinião é uma enganação tremenda kkkkkkk pq são 3 bicas de água escrito que é fonte, fora que se vc não fechar o buggy vc tem que ir caminhando até as falésias e morro branco (que é bem longuinho) então praticamente eles te forçam a fechar o buggy pra conhecer).   6º dia: Compramos o passeio pelo peixe urbano por R$60,00 o casal com a Girafa tur. O passeio saiu as 7:00 com chegada as 19:00. Chegando la eles vão te deixar em um restaurante carinho tbm, porém, na mesma rua do restaurante na frente dos buggeiros tem um restaurante, comida caseira mtt gostosa, prato para 2 pessoas por 35,00. Descendo o restaurante já na praia, tem um quiosque a direita com preços excelentes! (Cerveja por 9,00 600ml). A noite fomos jantar na Barraca da Boa na orla de Meireles, ceva por R$ 9,00 prato de picanha pra 2 por 60,00 (achamos o preço ótimo).   7º dia: Fomos para a Praia do futuro, pois queríamos conhecer o famoso Croco Beach, achei o local mtt cheio e os preços mtt salgados, então fomos pra barraca ao lado esquerdo Barraca Marulhos e fechamos um bangalô na areia com R$100,00 de consumação. Os preços de lá são excelentes e o serviço de primeira. Eles deixam um cooler do seu lado com cerveja já pra vc ficar à vontade. RECOMENDO. A tarde resolvemos andar pelo mercado central e depois ja fomos pro aeroporto.
      CUPOM DE DESCONTO Cadastre-se com meu link e você vai ganhar até R$179 de desconto em sua primeira viagem. https://abnb.me/e/H1L0MFhG83?suuid=9cccd5d0-3bc8-4949-b7ad-25927809bf1e&slevel=0

      Tel do Pedro (agente de fortaleza): 85 9665-9503 Tel do Quadriciclo de Jeri: Kart Cross Roades 88 9849-4619 Edvaldo
      Tel da agencia  Enseada Turismo: 85 9608-1222





    • Por Birovisky
      Confiram o vídeo ou o relato completo em texto e fotos abaixo do vídeo:
      Camping na cachoeira Saltão: https://rezenhando.wordpress.com/2016/05/06/camping-na-cachoeira-saltao/
      Um BIS no Camping da cachoeira Saltão: https://rezenhando.wordpress.com/2017/03/08/um-bis-no-camping-da-cachoeira-saltao/
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