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A cidade andaluz celebra em 2019 o V Centenário da 1ª Volta ao Mundo. A 10 de agosto desse ano 329 marinheiros da cidade saíram para Sanlúcar de Barrameda, de onde a expedição partiria a 20 de setembro do mesmo ano. Tinham o objetivo de encontrar uma nova rota para a India que respeitasse o Tratado de Tordesilhas com Portugal. Não é por isso que visitámos Sevilha. Escolhemos a cidade porque fica a caminho do Caminito del Rey e, apesar de ser um destino repetido para ambos, já nenhum se recordava bem da cidade.

Outrora foi uma cidade algo perigosa, suja, mas soube lavar-se da má fama e tornar-se uma atração para além da Feria de Abril, onde mulheres vestidas a rigor não faltam. A Raquel lembra-se do espaço abandonado onde foi a Expo’92 e do calor abrasador de julho. O Tiago lembra-se da vista do topo da Giralda e do parque de diversões Isla Mágica.

A influência árabe é evidente, principalmente na arquitetura. Fernando III pode ter conquistado a cidade, mas felizmente não lhe conseguiu retirar o que os árabes construíram. Dessa época encontra-se a Giralda, o Alcazar e a igreja de são Marcos. Tem grandes influências na cidade de outros impérios e culturas, como a romana, visigoda, moura e judia.

Torna-se uma grande cidade quando Colombo chega à américa, passando a ser o centro do comércio do império. Era aqui que se controlava o que vinha do novo continente e que se dirigiam as viagens. Mais tarde, quando os barcos deixam de navegar no rio Guadalquivir, começa a queda de Sevilha, perdendo estatuto para Cadiz.

A cidade cheira a laranjas e flores de laranjeiras, cheira a sol e a bom tempo. Mas não vamos mentir, também cheira a cavalo, já que uma das atrações turísticas principais é o passeio de charrete. No entanto, todas as madrugadas entram em ação equipas que lavam as ruas da cidade para que Sevilha amanheça limpa e agradável.

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O que visitar:

Bairro de Santa Cruz: os pátios e as ruas estreitas atraem turistas. Também é chamado de Judiaria, de onde noutros tempos os judeus foram expulsos e o bairro abandonado. Está cheio de casas com pátios interiores.

Catedral de santa Maria da Sede: de influência árabe, é “só” a maior igreja gótica do mundo. Muitos vão-vos dizer que é a terceira maior catedral do mundo, pondo como 1º São Pedro de Roma e 2° São Paulo de Londres. Se todas as igrejas fossem reconhecidas pelo Vaticano como catedrais, a maior seria na Costa do Marfim e a basílica do Rio de Janeiro também entraria na lista, confundindo este podium. Fica aqui a Torre Giralda, a segunda torre mais alta da cidade, atrás da Torre de Sevilha, construída em 2015.

Dica: visitar de manhã, assim que abre, e subir logo à Giralda para conseguir uns 10 minutos (mais) sozinhos no miradouro.

Preço: 9€ e funciona das 11h às 17h de segunda-feira a sábado e das 14:30h às 18h aos domingos. Há visitas guiadas pela cobertura a 15€.

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La Giralda, antigo minarete da mesquita que deu origem à catedral. Vejam o Giraldillo (deusa Nike), no topo da torre, ou, mais próximo, a réplica que está na entrada da catedral. Tem 24 sinos e 110m de altura, percorridos numa subida em rampa com 17% de inclinação equivalente a 35 andares (mais 17 degraus) para chegar a uma das melhores vistas da cidade.

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Túmulo de Cristovão Colombo: veio de Cuba quando esta se tornou independente e é um dos pontos altos da visita à catedral. Temos pena de não se poder ver também de cima (fica a sugestão de umas escadinhas).

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Pátio de los Naranjos: não dissemos que a cidade cheirava a flor de laranjeira?

Puerta del Perdon: a vistosa porta permite sair da catedral pelo pátio das laranjeiras.

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Real Alcázar: de estética mourisca, está construído sobre ruínas romanas. Os seus jardins foram cenário para Dorne na Guerra dos Tronos. A família real espanhola ainda fica aqui quando visita a cidade, sendo por isso o palácio mais antigo do mundo ainda em utilização. Para celebrar o V Centenário estão disponíveis visitas noturnas teatralizadas. Estas decorrem até 31 de outubro, às quintas e sextas, e também aos sábados, em julho e agosto. Os quartos da família real fazem parte de um bilhete à parte. Comprámos os bilhetes antes, por planearmos visitar num feriado (custaram mais 2€ por serem comprados online, o que achamos injusto).

Dica: visitar à tarde (a partir das 16h tem menos fila).

Preço: 11,50€ / visitas noturnas – 14€ / Quartos reais – 4,5€

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Archivo General de Indias: se gostam de história e principalmente da época dos descobrimentos, guardam-se ali alguns documentos originais, como o Tratado de Tordesillas, assinado a 7 de junho de 1494. Comemoram-se os 525 anos da sua assinatura e esteve também exposto em Tordesillas, temporariamente.

Entrada grátis, fecha às segundas-feiras.

Real Fábrica de Tabacos: Sevilha caiu perante Cádis, mas manteve o comércio do tabaco durante muitos anos. Foi a primeira fábrica de tabaco da Europa, o aumento da procura fez com que se introduzisse a mulher na produção. Descobriu-se que eram menos exigentes no salário, e mais produtivas. As mãos mais pequenas enrolavam o tabaco mais rápido. A figura da cigarreira nasce assim, imortalizada na ópera Carmen. Na fachada a escultura de topo representa Fama. Existem alguns mitos urbanos associados à escultura. Hoje a antiga fábrica é a reitoria da universidade.

Entrada grátis. Abre à sexta e sábado, para visitas guiadas, marcadas.

Palacio San Telmo: vistoso, distingue-se bem ao chegar à Praça de Espanha. Começou por ser o Seminário e foi residência oficial dos Duques Montpensier. Tinha embarcadouro direto para o rio e chegava até ao que é hoje o Parque de María Luisa. Desde 1992 é a sede da Presidencia de la Junta de Andalucía.

Entrada grátis. Abre às quintas, sábados e domingos, com reserva prévia.

Parque de María Luisa: o verão é tórrido na cidade, então 34 hectares de parque verde ajudam a refrescar e a descansar à sombra. O parque, até ser doado, pertencia ao palácio San Telmo.

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Plaza de España: quando, em 1929, acontece a Exposição Ibero-americana, constrói-se esta praça emblemática. Gonzalez queria representar a metrópole a abraçar as ex-colónias. As quatro pontes sobre os canais onde é possível navegar de barco representam o reino. As bancadas em painéis de azulejo simbolizam as províncias espanholas e dão cor à praça. Todas as 46 províncias estão representadas (excepto Sevilha). Para os amantes de Star Wars, já foi cenário de um dos filmes. Formando uma praça em formato semi-circular, o edifício central une-se aos laterais, terminando em duas torres. Podem subir até ao primeiro andar de alguns dos edifícios e apreciar a vista das janelas. É imponente e um dos mais visitados pontos da cidade. Foi construído para ser o pavilhão de Espanha e hoje alberga os serviços de migração e mais alguns serviços públicos. Pertinho temos o Consulado Português, assustadoramente vazio quando ousámos entrar pelos portões. Passeios de barco: 6€ de barco a remo / 12€ a motor – 35 minutos

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Bairro Encarnácion

Metropol Parasol: é a maior estrutura de madeira do mundo e forma algo que apenas conseguimos descrever como uma espécie de mega-cogumelo. Jürgen Mayer renovou a Plaza de la Encarnación com este projeto em 2011. O miradouro é visitável das 9:30 às 23h e custa 3€.  Comprámos com antecedência, com direito a uma bebida, e escolhemos a horas da visita pelo pôr do sol. No bar de cima o vale de bebida só direito a 1€ de desconto, enquanto no bar do piso 0 passa a oferta. Fecha às 23h, por isso aconselhamos visitar durante a golden hour (subam perto das 20:30h no verão). Mas cuidado, pode ter fila. Também têm em baixo o Antiquarium, umas ruínas visitáveis até as 20:30h, por 2,10€ .

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Bairro Museo

Museo de Bellas Artes de Sevilla: dos maiores do país, a seguir ao Prado, de Madrid. Fica num antigo convento, o Convento de la Merced Calzada.

Custa 1,5€, mas é grátis para cidadãos da UE.

Bairro Arenal

Plaza del Cabildo: uma praça interior pouco conhecida, em formato semi-circular. Ao domingo de manhã forma-se o mercado dos selos, onde vagueiam e conversam os amantes da filatelia e da numismática. O edifício que dá forma à praça foi construído sobre as ruínas do Colégio de S. Miguel.

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Postigo del Aceite ou Arco del Postigo: acesso à cidade através das antigas muralhas da cidade.

Rio Guadalquivir e Torre del Oro: a Torre del Oro foi construída em 1220 para proteger a cidade. Atualmente Museo da Armada, as visitas têm a duração de 20 minutos e custam 3€.

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Plaza Nueva: na praça localizava-se o antigo convento franciscano que estava em ruínas. Foi destruído em 1811 na época da ocupação francesa. Apesar de ter sido reconstruído acabou por ser desmantelado anos mais tarde.

Ayuntamento: começa a ser habitual estarmos em Espanha nos feriados religiosos, desta vez foi o Corpus Christy, uma tradição belga importada que tivemos oportunidade de assistir no feriado. O edifício é renascentista, dos primeiros em Espanha, onde, tal como em Portugal, tudo chegava tarde. Com a chegada de D. Carlos I ao trono, educado em Flandres, atual Bélgica e Países Baixos, veio o estilo da época na europa. Depois, D. Carlos I, primeiro rei de espanha, casa-se em Sevilha com Isabel de Portugal, filha de D. Manuel. Então, temos um edifício neoclássico do lado da Plaza Nueva, renascentista na Plaza San Francisco e, para terminar, também moderno, como símbolo de que ficou por acabar devido à crise económica. Este rei D. Carlos é o mesmo do Mosteiro de Yuste, de que falámos aqui.

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Teatro Coliseu: construído em 1928 para a exposição Ibero-americana, serviu como teatro até 1955, passou a cinema, e agora é o Ministério da Economia. Tanto este edifício como o hotel Alfonso XIII recriam a arquitetura típica sevilhana antiga.

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Bairro de Triana e Puente de Triana: a casa mãe do flamenco. É um bairro na outra margem da cidade, a zona ideal para jantar, comer tapas ou beber um copo. Grandes casas de flamenco, menos turísticas, são aqui. Falamos de um bairro tipo Lapa no Brasil ou Alfama em Portugal. Saímos às 2h do bairro para regressarmos ao Airbnb, com máquina fotográfica em punho, e foi seguro (escondemos só o cartão de memória por precaução).

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Corral Herrera: Não sabemos se é visitável, ou seja, se as visitas são bem-vindas, porque continuam a ser casas privadas, mas em Triana há uns pátios de vizinhos. O edifício de vários apartamentos dava para um pátio central. Ali, vizinhos ficavam na palheta (jogar conversa fora) pela noite dentro, eram ajudados e celebravam juntos. Vive-se aqui um ambiente muito familiar, com festas, batismos e casamentos celebrados em comunidade. Este corral tem mais de 100 anos e foi todo renovado em 1994. Não haverá mais de 30 em Sevilha. Dizem que fazem grandes festas durante a Feria de Abril. Faz lembrar o que se conta dos bairros típicos de Lisboa e do Porto, e também aqui a população jovem quis recuperar o espírito e quer morar nestes locais, fazendo disparar os preços dos arrendamentos. Mais uma vez, uma coisa criada por vizinhos que viviam com dificuldades, agora tornou-se a moda, e a moda encarece as coisas.

Bairro La Cartuja

Isla Mágica: Para quem adora um bom  parque de diversões, tem de ir aqui. A temática do parque é a história da cidade, dos descobrimentos espanhóis, o Novo Mundo e as lendas do El Dorado e da Fonte da Juventude. Tem graça, porque as atrações têm nome de locais que conhecemos na américa.

Preço: Custa entre 14 e 32€ por adulto, dependendo do dia.

Centro Andaluz de Arte Contemporáneo: fica no edifício do Monasteiro de la Cartuja de Santa Maria de las Cuevas. Aqui encontrou-se a imagem de uma virgem de 1248 e nasce o mosteiro. Cristovão Colombo esteve aqui “sepultado” durante 30 anos, depois do corpo ser trazido de Cuba, porque era assíduo frequentador do mosteiro. D. Filipe II também usou as instalações para retiro espiritual. Napoleão quando chega invade o mosteiro e utiliza-o como quartel. Os monges fogem para Portugal. De 1841 a 1982 foi uma fábrica de porcelana chinesa. Fecha às segundas. Não fomos por falta de tempo.

Preço: Custa 1,8€ para ver o monumento e 3€ a visita total. Sábados das 11-21h e terças a sextas é grátis das 19 às 21h.

Torre Sevilha: a torre de 180,5m destronou Giralda e é a torre mais alta de Sevilha, mas também da Andalucia. Vê-se bem junto às margens do rio ou de qualquer ponto mais alto, como Giralda ou Metropol. É um shopping e um hotel.

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Enclave Monumental San Isidoro del Campo: fica mais afastado da cidade. O mosteiro foi construído onde se pensa que foi sepultado o santo.

Entrada grátis. Fecha à segunda-feira.

 

Onde dormir:

Hotel EME Catedral Hotel: se querem uma estadia central e especial é aqui. Tem piscina, rooftop, vista para a catedral e é vistoso por dentro.

Preços variam entre 240 e 664€ nas datas em que procurámos.

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Vista de Giralda sobre o Hotel Eme

Hotel Alfonso XIII: o hotel é provavelmente o mais bonito da cidade, é luxuoso e foi construído para a Exposição Ibero-americana. Agora pertence à cadeira Marriott. Foi neste hotel que se hospedaram embaixadores e os atores para as filmagens dos diversos filmes.

Preços variam entre os 360 e os 1017€ nas mesmas datas que acima.

Eurostars Torre Sevilla: ocupa os últimos 19 andares da torre, por isso tem uma vista previlegiada sobre a cidade.

Preços variam entre os 268 e os 2298€ nas mesmas datas.

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Nós escolhemos um airbnb. Uma casa típica andaluza, com portões antigos de madeira. Um pátio interior. O pequeno-almoço apesar de ser industrializado é servido em loiça inglesa e talheres de prata. Marieta, descobrimos mais tarde, é uma estilista conhecida de trajes sevilhanos e já nos prometeu que nos prepara a rigor se quisermos voltar na altura da Feria de Abril. O problema destas casas é que não há suites e ouve-se quando alguém conversa perto dos quartos.

 

Onde comer:

Gelados: Bolas, há várias. Nós comprámos no mais perto da catedral. Aconselhamos la Medina (laranja, gengibre e canela) e o kitkat, que tem pedaços. Uma taça com dois sabores são 3,80€. Viemos comer o gelado na Plaza del Salvador, na escadaria da igreja, a apreciar o ambiente de rua.

No centro histórico encontram várias opções:

  • Mercado Lonja del Barranco: procurem por tapas e sangria.
  • Senza: pareceu-nos o sítio da moda. O espaço é giríssimo, estava quase todo reservado, os funcionários são eficientes e dão-vos um shot no fim. Gastámos, com sobremesa partilhada, 40€. A sala interior é mais interessante.

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  • Taberna Manolo Cateca. Passámos à porta e pareceu-nos muito apelativo.
  • António Romero Bodeguitas. Peçam nos montaditos piripi, peçam bochecha de porco, a mini hambúrguesa. Gastámos 20€.

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Atravessando a ponte de Triana, para irem atrás do flamenco encontram vários espaços como:

  • Las Golondrinas. Aqui bebemos uma cerveja enquanto fazíamos tempo antes da abertura da Casa Anselma, as tapas têm bom ar.
  • Cerveceria La Grande. Fica na rua principal de Triana (Calle San Jacinto), seguindo a ponte. Não tem um ar fancy ou fotografável, mas só tinha espanhóis na esplanada. A montra de marisco também nos pareceu bem.

Devem comer tapas, nós não somos um bom exemplo porque nem sempre vamos para a comida típica. Cuidado com a rua junto à universidade. Come-se relativamente barato, mas vão ter sempre gente a tentar pedir-vos gorjeta em troca de performances. Não são obrigados a dar, mas a pressão é enorme e incomoda o almoço.

 

Onde ver flamenco

Várias sugestões surgem na internet, ir ao Museo del Baile Flamenco com os seus espetáculos pagos a 25€. Também surgem opções mais naturais, como La CarboneriaAcademia de Baile Tronío e a Casa Anselma, em que só pagam o consumo.

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Sair à noite

Junto à margem do rio encontram vários bares onde não faltam despedidas de solteiro e gente a desfrutar da noite amena sevilhana. O que estava mais cheio era o Pinzon. Atenção que a sexta feira é uma noite animada. Os espanhóis gostam de beber cerveja, tinto de verano ou sangria a porta dos bares, cervejarias mesmo em pé. Às vezes picam umas tapas, mas nem sempre. As espanholas levam o sair à noite como uma oportunidade para saírem produzidas. Saírem vestidos como backpackers vai-vos fazer destoar.

 

sevilha o que fazer

https://365diasnomundo.com/2019/07/24/sevilha-espanha/

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    • Por raquelmorgado
      A maior atração do local é o Desfiladero los Gaitanes, com 300m de profundidade e menos de 10m de largura. O rio Guadalhorce cruza o desfiladeiro e as pombas aproveitam-se da zona mais estreita para, sozinhas e a salvo de predadores, o povoarem. Já na zona mais larga habitam aves de rapina e outros animais.
      O turismo não surge no Caminito para contemplar o leito do rio, mas com um propósito profissional de manutenção. Este percurso, ao ser desativado mais tarde, foi-se deteriorando, e passou a ser procurado por aventureiros em busca de adrenalina.
      Rafael Benjumea Burín, nomeado conde de Guadalhorce pelo rei, criou o Salto Hidroelétrico del Chorro em 1903, aproveitando-se do percurso natural do rio em declive para produzir energia, como já se fazia no norte do país. O Salto del Gaitanejo e o Salto del Chorro pertenciam à Sociedade Hidroelétrica da região e era preciso um percurso que as unisse. O caminho foi construído de 1901 a 1905, a 100 metros sobre o rio, com 3km de comprimento de Ardales a El Chorro. Chamava-se Balconillos de los Gaitanes, pelas “varandas” presas às rochas, ainda hoje visíveis. Famílias inteiras utilizavam o caminho no seu dia a dia, este que já foi considerado o mais perigoso do mundo. O percurso atravessava o desfiladeiro próximo da linha de caminhos de ferro que une Málaga a Córdoba, bastante mais antiga.

      Mais tarde, em 1921, o rei Afonso XIII visitou o Pantano del Chorro (hoje Embalse Conde del Guadalhorce). Hoje ainda é possível ver o local onde o rei assinou a acta que declara o terminar da obra a 21 de maio de 1921, o Sillón del Rey. Apenas nos anos 50 o nome foi mudado para Caminito del Rey. O rei acabou por não fazer grande percurso (dizem), pedindo para regressar de comboio numa ponte que ainda hoje existe. Por isso o título deste artigo, que também se poderia chamar de Caminito que El Rey não percorreu.
      O percurso divide-se em vários momentos. São 2,9km em passadiços e 4,8km em trilha.
      A primeira parte é chegar até ao check-in onde encontram a entrada controlada por leitura de código de barras. Nesta fase, é só seguir a trilha e desfrutar. São 30 a 40 minutos a caminhar. A distância depende da entrada que utilizarem, podem ser 2,7km ou 1,5km, num percurso em floresta.

      Terminado o percurso inicial, chega-se à zona de check-in. Convém levar os bilhetes impressos, como dizemos no artigo de dicas. A cor dos capacetes indica se os visitantes estão em tour, em visita livre, se são guias ou funcionários do Caminito. Após o controle de entradas, o primeiro percurso é a chegada até aos passadiços. É preciso passar uns torniquetes e estamos no ponto 0. Vê-se a estação hidroelétrica desativada e o início do desfiladeiro, muito estreito. Pode-se ver-se pequenas zonas de erosão da rocha que formam cavidades (cambutas).


      Estamos nos primeiros passadiços construídos sobre os antigos. Passam-se dois canhões, a ponte do rei (para ele chegar ao comboio), que também era usada para descarregar material que chegava pela linha férrea, e chega-se ao miradouro das pedras planas.


      Para já, os passadiços terminam e aproveita-se para descansar e aprender sobre a fauna. A segunda parte é em terra firme.

      Estamos no Valle del Hoyo. O rio do silêncio corre brilhante e azul turquesa, cor conferida pelos minerais que o compõem. Há uma zona de descanso com sombra e bancos. Vêem a alfarrobeira e aprendem com o guia que a palavra quilate surge por pesar as pedras e metais preciosos com número equivalente de sementes da alfarroba, por estas serem muito constantes em “peso” (exemplo: um diamante de 24 quilates pesa o equivalente a 24 sementes). À esquerda estão as ruínas da Casa del Hoyo, abandonada nos anos 70. Aqui viveu uma família vários anos, de forma independente, pois o único acesso era o percurso. Nesta zona existe hoje um heliporto para evacuações de emergência. Vê-se o canal onde circulava a água, à direita, hoje vazio. Circulavam 10.000l/s (1/50 do caudal do rio tejo) num desnível de 100m, produzindo energia. Chega-se à comporta do canal e ao refúgio dos morcegos, que adoram o Caminito.

      Voltamos aos passadiços. Já se percorreram 2500m e, agora sim, estamos na parte mais interessante, o desfiladeiro está mais largo e a parede que tantos usaram para escalada está à nossa frente. Aqui encontra-se um memorial para o alpinista suíço que morreu em 2010, vê-se a linha de comboio, o caminho antigo, e abusa-se nas fotografias.

      Chega-se à varanda de vidro. É sempre importante seguir as regras. No máximo 3 pessoas, com o segurança 4. A vantagem da presença do segurança é ele tirar a fotografia. Não façam como vimos fazer, alguém achou que era giro pular em cima do vidro, para testar a resistência. É possível ver abutres no ar. Ouvir a natureza, ver a gama de cores que surgem à nossa frente. Na grande curva após a varanda de cristal encontram-se fósseis de amonite na rocha. Chegou a altura de trocar de lado.


      A última parte, com mais adrenalina, é a passagem na ponte suspensa de metal de 35m. Ao lado vêem a ponte antiga, onde agora corre água. Formam-se borboletas de água, ou gotas que caem e brilham com a luz. Há placas em memória dos que faleceram antes da reabilitação do percurso, a pedido dos familiares.

      Depois da ponte está a saída, ou entrada sul, também com torniquetes. Finalmente estamos do outro lado do desfiladeiro. Daqui vê-se a linha do comboio, o vale, o rio e a nova central hidroelétrica.

      Faltam 2100 metros em terra até chegar ao parque de estacionamento (estes já custam às articulações). À esquerda vê-se uma casa de três andares que era a residência de Rafael. Também se vê a Puente de la Josefona. Ao chegar ao ponto de saída devolvem-se os capacetes e já encontram casas de banho e cafés. Existe também a possibilidade de parar aqui o carro e seguir até Ardales de autocarro para começar o percurso (o inverso do que nós fizemos, que utilizámos o autocarro no fim do percurso). A paragem de autocarro é um pouco mais à frente.
      A trilha foi-se danificando com o tempo ao ponto de ficar perigosa, a parede de escalada atrai curiosos e morreram cinco pessoas entre 1993 e 2000. Em 1993, numa atividade do campo de férias, um aventureiro em 1999, caindo. Já em 2000, 3 jovens morreram ao utilizar um cabo de aço velho que rompeu e os entregou ao desfiladeiro. Nesse ano o acesso foi vedado. Continuou a ser utilizada à revelia e morreu um sexto jovem em 2010. Reabriu em 2015 com um percurso quase todo por cima do original, com guardas laterais e totalmente seguro.  Há funcionários pelo percurso e um permanente no miradouro de vidro.

      No fim do caminho, ao regressar de autocarro, podem mergulhar no rio, refrescar a alma depois daquela vista estonteante. A casa que se vê na fotografia é a do Conde de Guadalhorce.

       
      É importante dizer que não é um trilho livre. O percurso só se pode fazer num sentido, de Ardales para El Chorro. São 7,7km e cerca de 2,5 horas para o completar.
      Como reservar os bilhetes:
      Reserva-se no site, muito intuitivo e funcional, tendo de escolher a data, hora e tipo de visita. Definem o número de visitantes e decidem se querem com ou sem bilhete de autocarro (1,55€). Preenchem os dados e tudo é enviado por e-mail.
      Visita guiada ou livre?
      Confessamos, escolhemos visita guiada porque era a única opção disponível para a data selecionada. Então, se fosse hoje, o que faríamos?
      Visita guiada
      Desvantagens:
      têm de andar ao ritmo do guia, mas acima de tudo, do grupo, que pode ir até às 40 pessoas. No site diz 25, não confere; apesar de terem auriculares e rádio para ouvirem as explicações do guia, muitas vezes, quando se aproximarem de outro grupo, vão passar a ouvir com interferência do grupo próximo (pode ser que tenha uma explicação mais interessante); vão-se sentir pressionados a avançar e terão mais dificuldades em tirar fotografias sem gente ao lado.
      Vantagens:
      ficam a saber a história, curiosidades e fauna e flora da trilha; há alguém que zela pela vossa segurança e que vos pode tirar fotografias; Preço – 18€
      Visita livre
      Desvantagens:
      ninguém vos conta a história nem curiosidades; não recebem informações sobre a fauna e flora, a não ser que percebam do assunto não sabem o que estão a ver; vão perder pontos importantes que estão algo escondidos. Vantagens:
      o vosso ritmo, as vossas paragens; se sentirem que a trilha está demasiado concorrida é só acelerar ou abrandar o passo até ficarem afastados dos grupos. Preço – 10€
      Como chegar até à entrada:
      Podem chegar de carro (aconselhamos), autocarro ou comboio. O comboio pára em El Chorro (acesso sul), mas podem ir de autocarro até Ardales. De Sevilha, a viagem demora quase 3 horas de comboio e custa 16€ (i/v). De Málaga, o percurso tem a duração de 1 hora e custa 5€ (i/v). De autocarro, é possível sair da Gare do Oriente em Lisboa e chegar a El Chorro trocando de rota (pelo menos) uma vez. A viagem fica cara (cerca de 100€). De carro será sempre mais confortável. Não sabemos se compensa, mas outra solução é voar até Sevilha ou Málaga e depois seguir de comboio.
      A entrada no percurso é feita pela zona norte, Ardales. É o habitual ponto de partida e/ou de chegada para o Caminito, onde os viajantes costumam ficar uma noite. Foi o sítio onde gastámos menos dinheiro em refeições (desde a viagem à américa latina). De Ardales até à entrada do Caminito são 15 minutos de carro. Há dois acessos à entrada, os dois identificados como Caminito del Rey. O primeiro fica junto ao parque de estacionamento (a 100-150m) e o Google Maps identifica como Túnel Largo (1,5km). O segundo fica junto ao Kiosko e está identificado como Túnel Pequeño (2,7km), apesar de o acesso ser bastante mais largo que o outro túnel.  O caminho mais longo vai-vos dar a sensação que estão perdidos, mas não, é o percurso mais longo, mas também chega ao mesmo sítio. Tanto num como no outro é só seguir a identificação/sinalética.
      Túnel largo
      Vão identificar a entrada pelas placas, barreiras, casas de banho (banheiro) e máquinas de venda automática. Ninguém entra antes da hora do bilhete e sem receber um capacete. Quem tem visita guiada tem que esperar pelo guia e  receber o rádio.

      O percurso:
      São duas horas e meia de percurso. Fácil, seguro, e com uma vista estonteante sobre o desfiladeiro Los Gaitanes.
      É constituído por passadiços, pontes e percurso em floresta. Os passadiços e as pontes são todos novos, construídos sobre ou próximos dos percursos originais, estes já muito danificados. Em El Chorro há casas de banho, cafés e a paragem de autocarro para regressar a Ardales. Há quem prefira deixar o carro aqui, ir de autocarro até Ardales e regressar de carro no fim do percurso. Nós gostamos da viagem de autocarro no fim, para descansar um bocadinho.
       
      Dicas:
      no verão a trilha é mais fresca de tarde, porque está à sombra. Nós fomos às 16h e estava ótimo; levar boas botas de caminhada, roupa confortável e água; não há casas de banho nem cafés durante o percurso; esqueçam os chapéus volumosos, a trilha é feita de capacete, optem por lenços ou golas; estacionem no parque, o autocarro de regresso deixa-vos lá; levem fato de banho no verão (há praias fluviais perto para antes ou após o percurso); crianças menores de 8 anos não entram, não tentem contornar o sistema, é pedida identificação com data de nascimento; nada de bastões de caminhada; atenção ao e-mail que vão receber com as regras, leiam-nas; os bilhetes devem ir impressos,  no autocarro o motorista rasga a parte dele. Onde dormir em Ardales:
      Nós ficámos no apartamento Virgen de Villa Verde. Recomendamos, fomos recebidos com toda a simpatia e dicas. Nenhuma das dicas que a senhora nos deu sobre os restaurantes falhou.
      Onde comer em Ardales:
      No topo da Calle Fray Juán temos o bar Millan e o bar Paco, os dois super baratos. Millan é mais barato, vende cada tapa a 1€. Paco está aberto com um horário mais alargado. Nos dois locais são muito simpáticos e dão-vos boas dicas para as escolhas.
      https://365diasnomundo.com/2019/08/17/caminito-del-rey-dicas/
    • Por [email protected]
      Olá, pessoal! Tudo bem? 
      Estou com uma dúvida e vim aqui tentar a sorte. Viajei para a Espanha em dezembro para ficar 15 dias, mas conheci um boy e acabei ficando sete meses. Estávamos entrando com os papéis para fazermos uma pareja de hecho, mas por motivos pessoais precisei retornar ao Brasil. Na saída por Lisboa, o policial na imigração foi super simpático e apenas me perguntou se eu sabia que tinha passado do tempo permitido. Expliquei tudo e ele apenas carimbou o meu passaporte e me disse que eu teria dificuldade para retornar. Não recebi nenhuma multa, pelo menos ali naquela hora e até agora nada. Ele apenas carimbou com a data de saída.  Fiz um Novo passaporte, pois o meu já estava com 4 meses para vencer. Já fazem mais de 3 meses que estou no Brasil e quero retornar. Mas estou com receio de ficar barrada. Alguém saberia me dizer se o consulado fornece informações sobre restrições, caso exista alguma no sistema? Pq me disseram que mesmo com um novo passaporte eles têm como verificar se estive legal na UE. Desde já agradeço a ajuda. Abs
    • Por ricardo.barros
      Pessoal, segue breve relato de uma viagem que fiz mês passado para Madri, tudo surgiu muito de repente, estava sem ideia de onde iria passar as férias até que vi uma passagem "barata" da Air China, e comprei, com antecedência de somente uma semana. Tinha a missão de fazer a viagem mais econômica possível, por este motivo optei por deixar a gastronomia espanhola um pouco de lado, e também por estar indo sozinho não via muito sentido em ir jantar em um restaurante, qualquer fast food já me satisfazia. A meta era tudo por menos de 5 mil reais, mas extrapolei um pouco, os detalhes estão na planilha em anexo.
      Outro ponto é que como estava com cartão de crédito estourado era uma viagem quase que toda em dinheiro vivo, então levei um pouco acima do mínimo exigido para entrar na Espanha de acordo com meu período de viagem (810 euros), mas voltei com uma boa parte sem gastar.
       
      AÉREO: Air China (Passagem aérea ida e volta GRU/MAD = 509,98 USD = R$ 2.116,41)
      Não havia voado com ela antes, o avião é o moderno Boeing 787-9 (Dreamliner) aperto tradicional no assento de uma econômica, atendimento cordial, sem novidades. A única coisa que me chateou foi que não consegui fazer o check-in online em nenhuma ocasião, o que fez com que na ida tivesse que ir no corredor (amo janela).
       
      IMIGRAÇÃO: Aeroporto Barajas T1
      ENTRADA: Desembarcamos na parte velha do aeroporto, onde ficam as low-cost. Pouquíssima fila. Na imigração foi bem tranquilo, me perguntaram apenas o motivo da viagem, o que fazia no Brasil, se conhecia alguém por lá, e pediu para ver o comprovante de hospedagem. Menos de 2 minutos e já estava indo buscar minha mala, que num golpe de sorte chegou a esteira no mesmo instante. O aeroporto é bem sinalizado, basta procurar pelas placas indicando o metrô (losango vermelho, esqueci de tirar foto) e prepare-se pra caminhar por uns 20 minutos, pq a estação fica perto do T2. Podia ter pegado o Shuttle entre terminais mas preferi caminhar pra conhecer o aeroporto, e também esticar as pernas depois de 9h35 de voo.
      SAÍDA: Logo após o controle de passagens já chega a fila para o raio X, e além do processo normal de aeroporto eles também verificam se sua mão não contém vestígios de drogas e explosivos, passando um pano úmido na palma e parte superior dela e colocando num detector de íons que rapidamente analisa (menos de 10 segundos) e dá o resultado. Depois carimbam a saída do país e você entra na área internacional (air-side). O duty free tem preços bem melhores que os daqui, aproveitei para comprar uns chocolates para a família.
       
      METRÔ [Do aeroporto para qualquer lugar no centro da cidade, Zona A = EUR 7,50 / Viagem única (sencillo) entre estações no centro = EUR 1,60]
      Usei muito pouco na viagem, fiz mais de 90% dos deslocamentos a pé. Os trechos que fiz de metrô foi apenas para sair do aeroporto até o Hostel, e depois de ficar gripado em 3 ocasiões (da estação Atocha para o Hostel, e ida e volta até o Santiago Bernabeu).
      Ao chegar na estação do metrô do T2 do aeroporto, vai enxergar várias máquinas onde é possível comprar bilhetes pagando com cartão de crédito (Tarjeta) ou dinheiro. Dá pra mudar para o idioma inglês e francês salvo engano, mas eu que não entendo nada de espanhol consegui me virar nesse idioma mesmo). Você basicamente insere o nome da estação de destino e já te aparece o preço na tela, só pagar com cartão ou colocar as notas/moedas na máquina.
      DICA: Quem for comprar em dinheiro igual eu, leve uma nota de 10 euros, pois o troco máximo das máquinas não é maior que 20 euros.
      O bilhete do metrô é um cartão (não precisa de fazer nenhum cadastro na máquina), importante que você guarde ele pra recarregar depois, caso queira fazer outras viagens.O metrô é bem interligado, mas prepare-se para fazer no mínimo 2 baldeações se quiser ir para a zona central). A viagem leva cerca de 40 minutos.
       
      UBER: HOSTEL > AEROPORTO (EUR 23,14 = BRL 109,14)
      Só usei Uber para sair do Hostel até o aeroporto devido o horário do voo ser muito cedo. A corrida foi lá pelas 4:30 da manhã. O trajeto durou uns 25 minutos.
       
      TREM
      Utilizei duas vezes os trens da Renfe, nos bate-e-volta a Toledo (30 minutos) e Córdoba (1h40). Ambos saem da Estação Atocha. Comprei as passagens em dinheiro no balcão de atendimento da empresa, já que infelizmente as máquinas de venda só aceitavam cartão de crédito.
      Dica: Quem for comprar a passagem para Toledo na hora vá bem cedo pois esgota rápido devido à quantidade de gente. Eu cheguei na estação era perto de 11h e peguei uma baita-fila, fui o último a conseguir ida e volta para o período da tarde daquele dia.
      Há controle de raio-X devido aos atentados de 2011, e os trens não são tão pontuais assim, porém a viagem é sempre rápida e confortável. Os assentos reclinam consideravelmente.
       
      ACOMODAÇÃO: Hostel Generator Madri (BRL 640,51 - 7 diárias)
      LOCALIZAÇÃO: Numa travessa da Gran Vía, MUITO perto de locais como Porta do Sol (10 minutos a pé) e Plaza Mayor (15 minutos a pé)
      INSTALAÇÕES: Muito boas, no térreo tem bar com uma tela enorme (sempre ligada em alguma partida), uma área com mesas onde são servidas algumas refeições e mais uma tela enorme, área de convívio com puffs, cadeiras, sala de jogos e máquinas automáticas de venda de água e doces. O que falta para ser nota 10 é somente uma Lavanderia. Possui 3 elevadores, e tem um rooftop, que me esqueci de ir.
      QUARTO: Fiquei em um quarto misto com 8 camas divididas em 4 beliches, cada uma conta com um gaveteiro próprio e numerado, bem grande até, mas que não dá pra colocar uma mala inteira dentro. Eu levei uma mala pequena (10kg) e deixava fora com um cadeado com segredo. Com um outro cadeado simples eu trancava meu gaveteiro, não tive nenhum problema com isso.
      As únicas coisas que me incomodaram eram o banheiro bem em frente às camas, (vejam nas fotos abaixo como é próximo, em uma porta fica o vaso e na outra o chuveiro) e ainda com a pia do lado externo, ou seja, escovar os dentes por exemplo se faz na frente de todo mundo!. Eu acabei tomando banho todos os dias em um banheiro que fica no corredor, assim não atrapalhava quem já estava dormindo.O outro ponto negativo é que a beliche não é indicada para quem tiver mais de 1,80m por conta de ser fechada, eu (1,84m) tive dificuldade em esticar toda a perna, tinha que subir o travesseiro.
      A beliche é bem firme, ou seja, não é qualquer movimento que faz que mexe ela, atrapalhando menos o colega de cima/baixo. Na cabeceira de cada tem uma tomada normal e outra USB, luz de leitura, cesto para guardar coisas e um espaço que também dá pra guardar uma garrafa de água por exemplo



      Dica: Na Espanha o padrão de tomada atende o Brasileiro, veja na foto acima como consegui plugar o carregador do meu celular sem nenhum adaptador
       
      PASSEIOS (VISÃO GERAL)
      Meu roteiro segue na planilha que anexei aqui, mas resumia-se basicamente a conhecer os principais pontos da cidade, e ir a alguns museus, coisa que gosto muito. Tive a sorte de durante a minha viagem ter o Dia Nacional dos Monumentos e Sítios (18/04) onde quase todos os museus estavam aberto de graça. Nesse dia entrei no Reina Sofia e no Museu Arqueológico Nacional sem pagar nada.
      Outra coisa importante é que andei muito a pé, a média por dia era de uns 6km, em Toledo foi mais de 10. Fui com tênis de corrida para não ganhar muitas bolhas. Infelizmente fiquei gripado na metade da viagem, isso atrapalhou um pouco o ânimo de andar, comprei pastilha pra garganta (EUR 9,20) e comprimido (acho que era uns 10 euros) mas não adiantou muita coisa.
      Vou descrever minhas impressões de alguns dos lugares pelos quais passei:
       
      Porta do Sol: Uma praça que não achei nada demais, mas que tem bastante gente.
      Plaza Mayor: Linda, viva e cheia de energia. Tem muitos bares em volta dela.

       
      Mercado de San Miguel: Muito pequeno, muito charmoso, e muito cheio, qualquer horário que vá. Você compra o que quer comer e depois tenta a sorte de achar um lugar nos balcões que ficam lá dentro. Eu levei bem uns 10 minutos até achar um banquinho pra sentar, mas depois de pouco tempo cedi para uma senhora e terminei de comer em pé mesmo.
      Os preços variam bastante, dependendo do que estiver a fim de comer, eu peguei duas empanadas (EUR 7,00) e um copo de cerveja (EUR 5,00). Achei caro.


       
      Palácio Real: Imponente, mas não me convenceu a entrar nele. Fiquei só olhando de fora mesmo, numa próxima talvez...

      Templo de Debod: Esse eu gostei mesmo, qualquer coisa relacionado ao Egito me capta instantaneamente. Fica no meio de um parque aberto, várias pessoas correndo, sentadas no gramado curtindo a tarde, um dos melhores lugares que conheci lá. A mancada foi ter esquecido de voltar lá para ver como é dentro dele (no dia dessa foto já tinha fechado)

      Plaza de España: Outro lugar legal, tem muita mulecada que fica por lá tbm...vale a foto da Estátua de Cervantes e suas criações (Don Quixote e Sancho Pança)
      Parque Retiro: Fui já era bem tarde mesmo, é gigantesco, chuto ser umas 2,5x maior que o Ibirapuera. Minha segunda mancada foi não ter voltado lá quando tinha mais luz do sol, vale a pena gastar metade de um dia inteiro só passeando entre os bosques, talvez arriscar andar de barco no Estanque.

      BALADA (Pubcrawl oferecido no Hostel todos os dias = EUR 15,00)
      Fui só uma vez, e meio de surpresa (já que não estava programando algo do tipo), tava conversando com um Inglês no bar do Hostel e chegou um cara que trabalhava lá e perguntou se queríamos ir. Topamos, embora fosse uma segunda feira. Juntou galera de dois Hostels e fomos em 2 bares (um se chamava Nomad, o outro não lembro) e um clube (F***ing Monday), esse tava lotado, os outros dois estavam bem fracos. O ritmo que toca é Reggaeton, como curto Metal nem precisa dizer o que achei da música, mas a experiência como um todo vale a pena, deu pra conversar com bastante gente (marroquino, americano, italiano, e brasileiro tbm).
      O esquema é bem simples, vai andando de um local até o outro, é tudo bem perto, e vc tem direito a um shot (chupito) de Tequilla em cada lugar e descontos em cerveja (acho que era 10 euros e cerveja a vontade). Nos dois bares a Tequilla era bem vagabunda, fazia efeito nenhum, só no clube que deu pra ver que era melhor (José Cuervo).
      Saí 5h30 da manhã, e não repeti mais porque cansa passar o dia inteiro andando e ainda ficar a noite toda em pé. O resultado foi que só acordei depois as 14h30 e perdi metade de um dia na cidade.

       
      Toledo: Lugar incrível, lembra muito as cidades medievais da Toscana, o esquema de explorar é inclusive o mesmo: se perder nas vielas da cidade entre uma atração e outra.
      CURTI: A Catedral Primada de Toledo, tem uma torre em estilo meio gótico, e uns trabalhos em gesso muito bacanas; as Termas Romanas, que é outro tema que curto, e que basicamente são restos de um sistema de água e banhos de uns 2.000 anos atrás, e as Cuevas de Hercules, tudo gratuito (na igreja não entrei em nenhum passeio, só dei uma breve olhada interna no lado gratuito de quem vai pra missa); as vistas da parte alta da cidade; o Alcazar de Toledo, que só vi de fora e a Ponte San Martín.
      NÃO CURTI: A Igreja Cristo Luz (EUR 3,00), muito pequena, tem sua história por ter influência arquitetônica da época que ficou sob domínio árabe, mas dá pra ver bastante de fora, inclusive o que achei mais legal, um trecho de uma estrada da Era Romana.


      Córdoba: Definitivamente foi o ponto alto da viagem para mim. E não era esperado, pois tinha planejado ir para Segóvia, pois estava relativamente caro a passagem de trem para lá, porém como já estava perto do final da viagem e vi que tinha economizado bastante, decidi ir. E definitivamente não me arrependo, pois me deu uma ideia de como é a Andaluzia.
      Muito fácil sair da estação de trem e entrar no centro histórico, dá uns 15 minutos a pé, por umas praças (Jardines de La Victoria) cheias de Tangerina nas árvores, muito bonito. Logo depois se avistam as muralhas da cidade e o interior te dá a sensação de estar em uma mistura de Portugal com Grécia, devido a coloração branca das casas, ao estilo arquitetônico que remete ao colonial e à decoração das varandas com flores.
      As ruas são bem apertadas, e estava tudo muito mais cheio por lá devido a ser Sexta-Feira santa, estava tendo uma procissão que passava por alguns pontos turísticos inclusive, e acabou atrapalhando um pouco pois terminava na Mezquita-Catedral e por isso o horário de visita estava reduzido. Como ia comprar o ingresso ali na hora e eu tinha chegado bem quando havia encerrado o primeiro período de visitação (até 11h) eu decidi ver todos os outros pontos da cidade e voltar pra lá às 13h30 (meia hora antes de iniciar o segundo período de visitação, das 14h às 16h). Deu certo e não peguei uma fila muito grande quando voltei.
      Impressionante ver a mistura de culturas que há nesse lugar, encontra-se vestígios da ocupação Romana, Visigoda, Árabe, tudo num lugar só. A ponte Romana é muito bonita, embora estivesse apinhada de gente, mas a cereja do bolo é a Mezquita (EUR 10,00), vale cada centavo e muito mais, é um lugar único, aquele cheiro de incenso típico de igrejas católicas mesclado com um mihrab (nicho de oração árabe). Indescritível. Depois que saí ia passar nos Jardins de Los Reyes mas tinha fechado mais cedo por causa do feriado.
      Sem dúvidas vale dedicar uns dois dias a essa cidade, numa viagem com foco na Andaluzia.



      Santiago Bernabéu (EUR 25,00): Imperdível para quem gosta de futebol, mesmo que pouco. O Tour te leva as arquibancadas superiores, a sala de troféus que é quase um museu, aos vestiários e ao nível do campo (mas você não entra no gramado, fica só na área técnica) e no banco de reservas. Um detalhe que me chamou a atenção é o Wi-fi gratuito do lugar que tem um alcance gigantesco, já da rua da pra acessar, com uma velocidade ótima.

      Museo do Prado (EUR 0,00): ENORME, muito interessante para quem gosta de pinturas das eras medieval e renascentista, mas se prepare para pegar uma fila gigantesca caso não tenha comprado o ingresso com antecedência, ou se quiser aproveitar o horário de visitação gratuita (das 18h até as 20h, todos os dias). Cheguei 17h30 e a fila já dobrava um quarteirão do museu, que é imenso, chuto que tinha umas 300-400 pessoas. Gostei bastante das Pinturas Negras de Goya. Tem guarda-volume gratuito.
      Museu Reina Sofia (EUR 0,00): ENORME, mas a menos que você curte arte moderna (não é meu caso) vai se entediar rapidamente. De novo fila, como era dia dos Monumentos a entrada era livre, e a fila grande. Lá dentro tem guarda volumes, você deposita uma moeda de 1 euro e pega ela de volta quando sair. Fiquei umas 3h30 lá dentro, tentando fazer a pena o ingresso gratuito, mas não achei nada que me interessasse além do quadro de Guernica (Pablo Picasso), um painel gigante que te faz pensar bastante sobre a temática da pintura.
      Museu Naval (EUR 3,00): Foi o único museu que paguei, pois eles "sugerem" uma doação de 3 euros para a manutenção das instalações, e como a abordagem é bem incisiva e feita pessoalmente (diferente dos museus americanos onde apenas fica uma caixa para depositar a doação) fica difícil não pagar. Tem uma coleção interessante de material que remete ao poderio da Marinha Espanhola, vale a visita.
      Museu Arqueológico Nacional (EUR 0,00): O que mais gostei, tem muita coisa para ver, conta toda a História da península, e tem um acervo muito grande de cada era, desde a pré-História, passando pela época de dominação Grega, Romana, Visigoda, Árabe até a Reconquista e Idade Contemporânea. Também não paguei nada por entrar no dia dos Monumentos, e não tinha tanta gente assim igual aos outros museus.

       
      Enfim, isso é só um pouco de tudo o que vi por lá. Definitivamente valeu a visita.
      ORÇAMENTO FÉRIAS.xlsx
    • Por brunozech
      Boa tarde,
      Vou para a Europa em Agosto ( saindo de SP dia 16/08) e gostaria de dicas sobre alguns lugares pra visitar e a quantidade de dias para cada local. A viagem será de 22 dias no total, e as cidades que pretendo visitar são: Dubrovnik, Hvar, Zagreb, Budapeste, Praga, Munique, Ibiza, Barcelona. 
      O que recomendam na Áustria? 
      Quais sugestões?
      Valeu galera!
    • Por Maria Eduarda Machado
      Farei um mês de intercâmbio em Barcelona e pretendo mochilar nas duas semanas seguintes (meu vôo de volta parte de lá também). Devo me aventurar pela Catalunha e sul da França ou Portugal e sul da Espanha?


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