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Ola a todos...

Antes de começar a postar, eu quis adiantar um pouco, para não ficar com aquelas paradas grandes nos posts e assim, acabei achando uma postagem muito legal do Davi Leichsenring feito há poucos dias. Ele colocou várias informações úteis sobre transporte, custo, etc... então vou tentar falar somente da parte turística em mais detalhes.

 

Link do post dele : https://www.mochileiros.com/topic/89290-cáucaso-geórgia-armênia-e-azerbaijão/?tab=comments#comment-799525

Agora sim, vou contar um pouco da minha...

Os fóruns daqui do site já me ajudaram muito, tiraram dúvidas, me fizeram ter vontade de conhecer lugares que não tinha ido, voltar para outros que já conhecia mas na minha ultima viagem percebi que pouco se conhece e se fala sobre a Armênia ( fica no Cáucaso) Senti que minha contribuição poderia ser focada nesse destino...enfim...hora de tentar retribuir !

Sou descendente de armênios e estive lá há muitos anos atrás com minha irmã e  um grupo de amigos. Éramos jovens e o país ainda era uma República Socialista. Só conseguimos entrar com autorização expressa e uma espécie de “ carta convite” do governo armênio e soviético.

O tempo passou e eu tinha muita vontade de voltar para a Armênia , agora um país livre e muito novo, menos de 30 anos , mas dessa vez queria ir com a minha filha e meu pai. Um primo e sua esposa acabaram se juntando ao grupo e lá fomos nós... Uma família descendentes de armênios, voando direto do Brasil !!!

Vou contextualizar um pouco abaixo, falando da história , geografia e curiosidades desse país tão desconhecido por todos...

Um pouco da História e o Genocídio

Na Armênia hoje vivem cerca de 3 milhões de habitantes, mas estima-se que há 8 milhões de armênios espalhados pelo mundo. O país fica no Cáucaso, entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, uma região que a gente chama de fronteira da Europa com a Ásia (e também da Europa com o Oriente Médio). Com uma localização tão privilegiada, não é de se estranhar que ao longo dos séculos ela tenha sido invadida por diferentes povos. Pela Armênia passaram os romanos, os persas, os mongóis, os otomanos e mais recentemente os russos, dentre outros povos dominadores. Mas foi no início do século passado, há quase 104 anos, que a diáspora armênia ganhou mais força. Foi quando ocorreu o Genocídio Armênio.

 Conta a história  que durante um discurso aos comandantes do Exército Alemão dias antes de invadir a Polônia, Hitler teria dito o seguinte: “Afinal, quem fala hoje do extermínio dos armênios?” Verdade ou não, e apesar de o holocausto judeu não ter passado despercebido como ele esperava, a frase continua fazendo sentido. No dia 24 de abril de 2015 o início de um dos maiores genocídios do século passado completou 100 anos. O Genocídio Armênio é um tema praticamente ignorado pelos livros de História. E não só ignorado, mas também negado. A maioria dos países ainda hoje não reconhece o massacre de 1,5 milhão de armênios no que se acredita que tenha sido uma tentativa de exterminação do povo armênio pelos turcos.

A Turquia nega que o genocídio existiu, diz que os números são exagerados e que a morte dos armênios aconteceu em consequência da Primeira Guerra Mundial. Cerca de 20 países, como França, Chile, Uruguai e Suécia, além de diversas organizações internacionais, reconhecem o genocídio. O Brasil não. Nem os Estados Unidos. E os descendentes da diáspora armênia espalhados pelo mundo continuam lutando até hoje pelo reconhecimento do crime praticado contra seu povo.

A situação da Armênia não era fácil, já que ela estava espremida entre dois gigantes: os Impérios Otomano e Russo. Mas foi em 24 de abril de 1915, durante o governo do partido dos Jovens Turcos, que o maior massacre começou. Nessa data, cerca de 600 líderes armênios foram presos em Istambul e em seguida assassinados. A partir daí a perseguição ficou mais evidente. Vilarejos foram dizimados, pessoas foram torturadas, outras vendidas como escravas.

Mas a maior taxa de mortalidade aconteceu durante as deportações. Os armênios foram obrigados a abandonar suas cidades, com a desculpa do avanço das tropas inimigas, e muitos morreram durante a marcha, seja de fome, sede ou pelas violências a que eram submetidos.”

Para quem tiver curiosidade o filme “ A promessa”   mostra um pouco o que foi isso e pode ser visto na Netflix

 

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Continuando.....

Algumas Curiosidades

 A Igreja Armênia Ortodoxa  :   A Armênia foi a primeira nação do mundo a adotar o cristianismo como religião oficial, em 301. Mais de 90% da população segue a Igreja Apostólica Armênia. Ela tem rituais exclusivos e vestimentas que homenageiam a história do país; o chapéu em formato de cone, por exemplo, é para lembrar a importância do Monte Ararat - que antigamente, ficava no território do Império Armênio. Foi ali que, segundo a tradição, a Arca de Noé encalhou depois do dilúvio 

 1781166379_chapeupadre.jpg.26f821299537e71f43b009ddeab406f4.jpgararat.jpg.25c10d1113a185458a47cfebd9d7f659.jpg

 Foto Google - Não encontrei a autoria das fotos

  Monte Ararat : é o símbolo nacional da Armênia, mas desde a Guerra Turco Armênia ele faz parte do território turco. É possível avistar o Monte Ararat de diversos pontos do país. De acordo com a Bíblia, foi no Monte Ararat que a Arca de Noé encalhou: “E a arca repousou no sétimo mês, no dia dezessete do mês, sobre os montes de Ararat.” (Gênesis, capitulo VIII). Em torno de apenas 40 dias por ano  ele fica totalmente descoberto e fica possível ver seu cume. Nós tivemos a sorte de conseguir isso 2 dias !!!

 Língua : Armênia tem sua língua própria, o armênio, que por sua vez tem seu alfabeto próprio, com 38 letras. Como herança do domínio soviético e da proximidade com a Rússia, muitos armênios falam russo.

 alfabeto.thumb.jpg.328a260c081f0d1f5c82a0f219a3a187.jpg

Arquivo Pessoal

 Hospitalidade : De acordo com o Instituto Viaggiando de Viagens e Pesquisas, os armênios são um dos povos mais simpáticos e hospitaleiros do mundo, disputando o segundo lugar com a Albânia (o primeiro lugar é do Camboja).

 Lavash :  o pão típico da Armênia é  bastante consumido em todo o Cáucaso e também na Turquia, Irã, Quirguistão e Casaquistão, embora seja a Armênia que detenha o título de patrimônio intangível da humanidade conferido pela UNESCO. Obviamente que os demais países protestaram… O lavash é um pão chato feito no tandoor. Ele é vendido em todo lugar e dura um tempão

 Sobrenomes – Se encontrar por aí alguém com um sobrenome terminado em “ IAN” , com certeza é armênio. Esse sufixo significa “ filho de...” .  Existe atualmente uma variação que vc encontra na Armênia, “ YAN” ,     isso significa que aquela família está naquela região mesmo antes da guerra/genocídio, diferente de quem fugiu e vive na diáspora.

 Algumas regras que sigo em todas as viagens...

 A experiência de várias viagens e por lugares muito diferentes entre si, tenho algumas regrinhas que sigo, independente do país ser mais ou menos seguro, ou o hotel ser bacanão....

 - Costumo fazer uma espécie de caderno (encadernado) com o dia a dia das cidades, para ter um norte a me guiar. Gosto de começar a viagem antes, pesquisar, olhar fotos, ver distâncias e caminhos. Chega a ser quase uma viagem dentro da outra !  

- Coloco dados econômicos e sociais dos locais, assim como clima, bandeira, contatos importantes ( polícia, saúde e embaixada/consulado, etc...)

- Ando  muito nas viagens e faço o máximo possível a pé e isso foi a única coisa que não consegui muito nessa, pelas limitações de idade do meu pai.

- Apesar de levar tudo dessa maneira, também guardo na “nuvem”, principalmente cópia do passaporte e seguro viagem.

- Aliás, nunca deixo meu passaporte no hotel e nem dinheiro.

- Sempre tenho um cartão de crédito escondido em algum lugar na mala ( sempre trancada) no hotel , para alguma emergência, caso seja furtada ou perca. Na maioria das vezes, dentro de uma caixa de remédio qualquer, na nécessaire de remédios. Deixo também algum dinheiro escondido, o resto levo comigo.

- Minhas malas estão SEMPRE trancadas no hotel, nunca deixo nada espalhado e nem malas abertas.

- Se compro algo, guardo dentro da mala e eu mesma jogo a embalagem fora, na rua.  Ninguém precisa saber o que comprei e sair procurando né ?

- Compro Chip quando terminam os dias que tenho free pelo plano família da empresa de telefonia. Nunca fico incomunicável.  Algumas coisas dão a impressão que sou maluca, mas independente de quão seguros são os países, vc nunca sabe o que vai encontrar...

- Tranco a mala de mão em vôos longos. Não tenho medo de tirarem nada da minha mala, mas sou “ meio paranóica” tenho medo de colocarem, enquanto durmo...

- Levo pouca bagagem, se precisar, é só lavar. Minha medida é “ só leve o que vc consegue carregar sozinha” !!!

- Desembarco pensando na próxima....

 

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Continuando....

 

COMEÇANDO OS PREPARATIVOS

 01 - Chegar na Armênia é muito caro , éramos somente adultos , porém meu pai tem 86 anos e demandava mais atenção. Eu planejei de maneira que pudéssemos fazer algumas paradas, para que ele não se desgastasse muito.

 02 - Como tenho “ rodinhas no pé” , fico de olho nas promoções das cias aéreas e já consegui emitir algumas passagens incríveis.

03 – Nosso foco era a Armênia e acabamos fazendo alguns dias em Istambul, por força do roteiro e das paradas, pois acabei conseguindo passagens muito baratas para entrar na Europa, via Lisboa.

 04 – Conhecer melhor alguns lugares de Portugal, foi uma opção, tão logo compramos a passagem principal.

 05 – Os passeios e roteiros na cidade de Yerevan e arredores, fechamos com uma agência. Não gosto de fazer isso, a não ser em lugares culturalmente muito diferentes, quando temos o bloqueio da língua, transporte ruim,  etc... Depois de muito procurar, achei uma agência que tinha uma guia que falava em português e nós a contratamos para turismo privado. Nós precisávamos disso, pois meu pai fala armênio, mas nós não, eu e minha filha falamos inglês, mas meus primos  não, então...rs...

Mas aconselho fortemente fazer isso !!!! Afinal gastar uma fortuna em toda viagem e não saber direito o que está vendo, é bobagem , não é ?

 Vou falar disso quando postar o roteiro de lá...

 A - PASSAGENS ( com bagagem )

 01 – SP / LISBOA / SP

- Pegamos uma super promoção da TAP e Livelo. Transferimos pontos do cartão para Livelo e por sua vez, da Livelo para a TAP, com 110% de Bônus. Com isso, meu marido resolveu nos encontrar em Lisboa na volta, quando estivéssemos voltando ...

- Quem era sócio Livelo podia comprar os pontos restantes com 40% de desconto.

- Emitimos o trecho GRU/Lisboa/GRU em Executiva, graças a promoção. No final vou colocar os valores de passagens por pessoa.

 02 – LISBOA / ISTAMBUL / LISBOA

 De Lisboa, fizemos mais uma escala, desta vez em Istambul, passagens emitidas pela Turkish

 03 – ISTAMBUL / YEREVAN / ISTAMBUL

Istambul / Yerevan / Istambul : Atlas Global. Uma LowCost turca muito boa !

 Conclusão : Somando todos os gastos , ( compra de milhas faltantes e txs de embarque) de TODOS os trechos das  passagens e fazendo a média,  gastamos R$ 4.749,67, por pessoa ( 5 pessoas ) lembrando que o trecho maior, para Lisboa, fomos de executiva ! Um achado !!!

Meu marido, como foi depois e fez somente SP/Lisboa/SP, gastou apenas a taxa de embarque, R$ 380,12 pois a emissão dele foi totalmente com pontos, bônus + promoção, mas ainda assim na executiva

 B - HOTÉIS

Quando viajamos somente eu e meu marido, não temos problema nenhum em ficar em hostel ou outros lugares mais econômicos, inclusive Israel tem o melhor Hostel que já fiquei, mas essa é outra estória...rs...

Mas dessa vez, em função do “ meu velhinho”  optamos quando era possível, ficar no bom e velho IBIS e quando não era, tentamos ficar em hotéis  simples, porém limpos e com um grau de conforto parecido com o “ jeito IBIS de ser” , que não surpreende e vc sabe o que vai encontrar. Faço aqui uma ressalva, o IBIS YEREVAN, tem uma localização fantástica, e muito mais conforto que os outros...

 LISBOA – IBIS José  Malhoa

- Como falei, o estilo é sempre o mesmo. Tinha um bom café da manhã e com um bônus, ia até as 12:00 hs.  A localização não é fantástica, até por isso , ele é muito mais barato que os outros da rede, mas tem um metro bem perto ( uns 300/350 mt) que serve bem a cidade.

 ISTAMBUL parte 1 – Spectra Hotel

- Nós tínhamos feito a reserva nas duas paradas, mas cancelamos na volta e mudamos. Não se deixe enganar pelas notas dos sites. O hotel é sujo, vc entra por dentro de um restaurante de aparência duvidosa e não tem mais nada, além de um balcão. O café da manhã é muito fraco e com aparência de “ vencido”, mas a vista maravilhosa, pois fica na cobertura. Apenas a localização merece nota 10 !!!

 YEREVAN – Ibis Yerevan Center

- Localização nota 1000 !!! A parte de segurança é muito boa, só aciona os elevadores e portas externas ( de noite e madrugada) com seu cartão do quarto. Café da manhã MUITO diferente do padrão IBIS, parece um hotel de 4..5.. estrelas ! Também serve até as 12:00 hs

 ISTAMBUL parte 2 – Miss Hotel

- Assim como o Spectra, não se fie nas notas dos sites, pois a nota nem é tão alta, mas ele é muito bom ! Não fica tão perto do centro de Sultanamet  , mas era possível ir a pé, uns 15 min de caminhada, ou pegar o Tram que passava a 100 mt do hotel.

É limpo, tem uma boa recepção e o café da manhã é um “ brunch”.

Pessoal muito legal... no checkout, nosso vôo era muito cedo e saímos do hotel antes de começar o café da manhã. Eles tinham deixado pronto para nós, um lanche e suco embalados para viagem !

 LISBOA parte 2 – IBIS José Malhoa

 OBSERVAÇÃO : A partir dessa parte do roteiro, meu marido chegou. Meu pai e minha filha, voltaram para o Brasil, então seguimos viagem apenas os 2 casais.

 FÁTIMA – Hotel S. José

- Hotel simples, com um café da manhã razoável. Quarto grande e limpo, do lado do santuário. Dormimos em Fátima, por causa do roteiro, pois estávamos de carro e fazia sentido dormir e sair cedo no dia seguinte.

 NAZARÉ – Magic Hotel

- Hotel pequeno e clean. É novo, muito bem localizado , limpo e bom café também.

 SINTRA – IBIS Sintra

- A localização só é boa para quem está de carro, senão não vale a pena.  É o IBIS mais padrão Ibis que ficamos. Muito pequeno, inclusive os quartos, mas era limpo. Café da manhã fraco e não sei o horário, se ia até as 12:00hs como os outros

 LISBOA  parte 3 – IBIS José Malhoa

 

Conclusão : Os gastos com hotel, dividindo nas 2 partes da viagem ficou assim :

 1º parte – 04 pessoas – Eu, filha , primo e prima  - Valor : R$ 95,26 por pessoa/dia

1º parte – 01 Pessoa – Meu pai, pois ficava em quarto sozinho e saiu mais caro – R$ 152,42 por dia

 2º parte – 04 pessoas – Eu, meu marido, prima e primo – Valor R$ 113,28 por pessoa/dia

 

Como podem ver, não foi uma viagem cara, se levar em consideração que ficamos em hotéis entre 2 e 3 estrelas. Para frente falo de passeios e custo/dia

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Continuando... 

C - ROTEIRO FINAL

 

DATA

ORIGEM

DESTINO

CIA AÉREA

HOSPEDAGEM

OBSERVAÇÕES

 

 

 

 

 

 

03/05

SP

Lisboa

TAP

Ibis Jose Malhoa

 

04/05

Lisboa

 

 

 

 

05/05

Lisboa

Istambul

Turkish

Spectra Hotel

 

06/05

Istambul

Yerevan

Atlas

Ibis Yerevan Center

 

07/05

Yerevan

 

 

 

 

08/05

Yerevan

 

 

 

 

09/05

Yerevan

 

 

 

 

10/05

Yerevan

 

 

 

 

11/05

Yerevan

 

 

 

 

12/05

Yerevan

 

 

 

 

13/05

Yerevan

 

 

 

 

14/05

Yerevan

 

 

 

 

15/05

Yerevan

 

 

 

 

16/05

Yerevan

Istambul

Atlas

Miss Hotel

 

17/05

Istambul

 

 

 

 

18/05

Istambul

 

 

 

 

19/05

Istambul

Lisboa

Turkish

Ibis Jose Malhoa

 

20/05

Lisboa

 

 

 

 

21/05

Lisboa

Fatima

 

Hotel S.Jose

Tomar

22/05

Fatima

Nazare

 

Magic Hotel

Batalha / Acobaça

23/05

Nazare

Sintra

 

Ibis Sintra

Óbidos

24/05

Sintra

Lisboa

 

Ibis Jose Malhoa

 

25/05

Lisboa

 

 

 

 

26/05

Lisboa

 

 

 

 

27/05

Lisboa

 

 

 

 

28/05

Lisboa

SP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

AGÊNCIA TURISMO - ARMÊNIA

 Vou detalhar o roteiro na Armênia , pois acho que os outros lugares tem bastante informação e material, tanto aqui, quanto na internet de maneira geral. Mas se alguém quiser perguntar algo, ou quiser detalhes, é só perguntar !!

 Como falei acima, optamos por contratar uma agência de turismo ,( Hyar Service)  com passeios privativos e guia que falava português. Foi uma ótima decisão e boa escolha.

Desde o primeiro contato foram gentis e prestativos.

No site deles, tem as opções de passeios e uma espécie de  simulador, vc coloca quantos dias tem e eles vão te dando opções. Baseado nas sugestões, eu montei  nosso roteiro, incluindo ou excluindo passeios, ou paradas. Mudamos  horários de saída do hotel em cima da hora, pois em alguns dias, optamos por sair mais tarde e descansar. Os veículos, Mini-vans e até micro-ônibus, são novos e limpos.

A guia, Shushanna é uma querida !!! Uma jovem de 24 anos, sorridente competente , gentil, educada e sempre a postos. Fez a diferença !!! 

hyur.jpg.1a9d55595a8b1891da91a75a413d3929.jpg

Foto : Arquivo Pessoal

 

Conclusão : O que estava incluído :

- Transfer chegada

- Transfer saída

- Todos os passeios ( dia inteiro )

- Todas as entradas e tickets dos lugares

- Seguro de vida para  todos os ocupantes

- “ Lavash Baking Class” – Aula de como fazer o “ pão folha” , típico da Armênia

-  Água incluída o dia inteiro

- Veículos com ar condicionado e com no máximo 2 anos de uso.

- Possibilidade de fazer a mudança a qualquer momento ( como de fato fizemos)

 Pagamos o equivalente a € 130 por pessoa TUDO. Se dividir entre os dias de passeio, sem nem mesmo contar os transfers que estava incluído tbem, acho que o valor não pagaria transporte e tickets para todos..... Achamos bem razoável, na verdade até barato, visto que não entendemos a língua, fizemos nosso roteiro e horários.

Como falei, já estive lá em 1985 , ficamos 30 dias e ainda assim, aprendi/vi muita coisa, só de ter alguém falando minha língua nativa e dando detalhes...

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Continuando 

 

DIA A DIA

 Levei comigo várias fotos de 1985 e tentei reproduzir os locais, então algumas fotos estarão com as 2 datas. Outras Locais eu filmei e acabei não tendo nenhuma foto bem legal, ou que mostrasse o ângulo que eu queria, então peguei no google. , mas na medida do possível , as que encontrei, o crédito está embaixo.

 Saída Istambul / Chegada em Yerevan -  2º feira - 06/05

Embarcamos as 23:30hs e chegamos  na madrugada do dia 07 .

A imigração foi tranquila, apesar das perguntas de praxe : Quantos dias? Porque veio ? Aonde vai ficar ? Etc... Não sei dizer se por sermos descendentes de armênios, foi assim tão tranquilo.

Na saída do aeroporto TODOS tem que passar a bagagem em no raio-x , não é escolha aleatória , mas um protocolo deles.

O motorista da Hyur já estava na porta nos esperando e nos ajudou com a bagagem.

 1º Dia – 3º Feira – 07/05

 Como chegamos de madrugada, deixamos esse dia livre, sem a agência

Fomos passear pelas redondezas, fazer “ reconhecimento” de área.

 Quando estive lá ainda era uma república soviética ( 1985) e agora, vendo tudo tão diferente , confesso que  fiquei encantada com as mudanças e a resiliência desse povo, depois de tudo que já passaram. Inclusive a guerra com o Azerbaijão, por causa da Nagorno-Karabach, eles reconstruíram o país em menos de 30 anos. Shushanna nos contou que a Armênia ficou sem energia por quase 3 anos , pois a mesma era fornecida pelo Azerbaijão e foi cortada, logicamente. Para se aquecerem no inverno, com temperaturas negativas, cortaram muitas árvores, que faziam uma espécie de “ cinturão verde” na cidade de Yerevan.

Na era soviética, cada uma das republicas fornecia algo para as outras, fazendo com que todas fossem interdependentes. Com a independência, faltava de tudo no país.

 A maioria dos edifícios de Yerevan  tem um revestimento de pedra rosa pálido. Esta pedra rosa é chamada de "tufo" e é um tipo único de rocha vulcânica encontrada apenas nesta parte do mundo. Semelhante a Jaipur da Índia, Yerevan também ganhou, portanto, o apelido de "Cidade Rosa".  A cidade possui quarteirões grandes e avenidas largas, sendo que seu centro é cercado por uma espécie de anel de parques. Hoje só existe quase metade dele, devido os cortes de árvores para aquecimento da população

Sua  arquitetura e planejamento urbano é fascinante.

 

yerevan.thumb.jpg.ed46863453f6d90fbc0ab3335333dbd2.jpg

Foto :  Google -  Não consegui o autor

Nosso hotel ficava a 20 metros da Northern Avenue, um boulevard ( calçadão) cheio de vida, com vários restaurantes, bares , com seus ombrelones e com uma rua subterrânea, para circulação no inverno. Para quem conhece Toronto, é similar, não tão bonito nem grande, claro, mas é a mesma proposta... Esse calçadão, acaba em um parque, aonde tem a Ópera e mais acima Cascade Complex.  No lado oposto, acaba em uma das principais avenidas, que dá na Praça da Republica, aonde fica o prédio do governo, Museu de Historia e outros

Os dois lados da Cascade é repleto de restaurantes e bares também.

 Nosso roteiro do dia :

·         Praça Charles Aznavour – Homenagem ao cantor que era descendente de armênios

·         Cinema Moscow – Era originalmente uma igreja  apostólica armênia: a  Igreja de Saint Paul e Peter  ,construída durante os séculos V e VI.  Foi demolida em novembro de 1930 para dar lugar ao Cinema de Moscou

·         Opera - O edifício semicircular, lembrando o Coliseu romano, foi construído no estilo de arquitetura medieval armênio. Desde que foi inaugurado, o local já realizou mais de 200 óperas e ballets diferentes por compositores armênios, russos e europeus ocidentais.

·         Estátua Alexander Tamanyan - O grande responsável pela  arquitetura e urbanismo da cidade que inclusive, dá nome a uma das avenidas mais importantes.

·         Complexo da Cascata - Foi originalmente concebido pelo arquiteto Alexander Tamanyan que desejava conectar as partes central e norte da cidade com uma vasta área verde de cascatas e jardins. A obra, ainda incompleta,  é uma suntuosa escadaria de 500 metros de extensão com uma largura de 50 metros, com terraços de jardins, mirantes e fontes, que conecta duas partes da capital. A construção das escadas começou durante a era soviética e continua até hoje. Atualmente, o local se tornou um centro de arte contemporânea, que muitas vezes recebe exposições e shows de música ao vivo.

·         Cafesjian Center for the Arts - Dentro dele há um café, uma loja e  5 galerias distintas, como a Gafesjian, um museu de arte. Você pode ir ao Complexo em qualquer dia da semana, andar pelos corredores, subir e descer as escadas rolantes e apreciar as diversas obras de arte espalhadas por seus pavimentos, inclusive esculturas de artistas famosos, como Fernando Botero.

                                                                   

    Cascade Complex – Estátua Alexander Tamanyan

alexander.jpg.a4bbbafbc9bf3ecdc815965f48765a05.jpg      

 Mai/2019       Fotos : Arquivo pessoal     Jul/1985

 

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                           Fotos : Arquivo pessoal 

Ópera

opera.jpg.png.47d44e42aa75f693c77c4a8e358ebbb4.png

      Fotos : Arquivo pessoal 

 

Fomos depois comer , uma “ almojanta”  meio de caminho entre o almoço e jantar, no Restaurante Lavash.  Comida típica deliciosa, farta e ambiente lindo. É possível ver as senhoras fazendo o pão. Infelizmente só filmei, então vou postar fotos que tirei do site mesmo, para terem uma ideia do local.

2121756521_restlavash.jpg.5bb4f0a073954dd0b04e10fb4dcff0e4.jpgLavash.jpg.c7524112e9bc00ff86a766735eb03379.jpg

Fotos : Site do restaurante

 

Voltamos para o hotel , um bom banho e cama !

 

 

botero.jpg

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    • Por Schumacher
      Essa viagem foi possível graças a uma promoção anunciada pelo Melhores Destinos, onde as passagens de ida e volta de Guarulhos a Tel Aviv custaram a bagatela de 1040 reais por pessoa! Na verdade, não foi um mochilão propriamente dito, pois levei minha mãe que quis ficar em hotéis e com carro alugado, mas pela escassez de informação sobre os países do Cáucaso, achei que seria interessante deixar meu relato. Esse é um resumo do que constará em breve em meu blog de viagem Rediscovering the World.
       
      Dia 1
       
      Ao chegarmos no aeroporto de Guarulhos vindo de Floripa, eu e minha mãe pudemos aproveitar meu cartão de crédito MasterCard Smiles Platinum para termos acesso à sala VIP. Lá comemos e bebemos à vontade, até o embarque no avião grande da Ethiopian Airlines, rumo à conexão em Adis Abeba.
       

       
      O voo de 11,5 horas contou com refeições e entretenimento decentes. Como nosso voo seguinte seria apenas na tarde do dia seguinte, ao pousar, tivemos que encarar mais duas horas na fila da imigração temporária para recebermos os vouchers; estes, dão direito a hospedagem, transporte e refeições gratuitas.
       
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      Dia 2
       
      Dormi bem pouco, graças ao jet lag. Antes das 8, já tomamos o café da manhã. Depois, trocamos euros por birr (32 pra cada) na recepção do hotel. 
       
      Sob leve chuva, paramos um táxi na rua para nos levar por 100 birr até a estação de trem. É um sistema elétrico moderno e inovador na África, tendo sigo erguido pelos chineses há alguns anos. Custa apenas de 2 a 6 birr, então fica cheio.
       

       
      Descemos na praça Meskel, onde há dois anos estive na comemoração do ano etíope. Seguimos em direção norte, na companhia de um nativo que foi conversando em inglês com a gente.
       
      Passamos por uns prédios governamentais e áreas verdes. Em seguida, compramos um souvenir.
       
      Retornamos sozinhos pelo centro, que deixou minha mãe, novata na África, bem ressabiada. Caminhar com tantos olhos desconfiados não foi agradável, então logo pegamos o trem de volta.
       
      Aproveitamos o almoço gratuito no hotel. Logo depois, foi a hora de enfrentarmos as checagens de segurança infinitas do aeroporto de Adis Abeba.
       
      Voamos a Israel de Ethiopian. Só que dessa vez, sem telas de vídeo individuais. Mas não fez diferença, pois eu capotei no voo de tanto sono.
       
      Mais além, descemos no aeroporto moderno de Tel Aviv. Ao procurar o transporte público, percebi que cometi um engano feio: não lembrei que sexta à noite já era "shabbat", o dia sagrado dos judeus, onde quase tudo fecha. Se fôssemos ficar em Tel Aviv ainda conseguiríamos pegar um "sherut" (van) até lá, mas acabei optando por uma hospedagem caseira bem cara, mas próxima do aeroporto, já que retornaríamos no dia seguinte. Sabe quanto custaria um táxi só de ida até Or Yehuda, 16 km distante? Uns 150 shekel (cerca de 170 reais)! E para alugar um carro na hora sairia ainda mais caro.
       
      Enquanto trocamos dinheiro num câmbio desfavorável e comíamos alguma coisa, tive a sorte de ver que existem táxis com tarifa reduzida pré-fixada no segundo andar. No final, saiu pela metade do preço.
       
      Passamos a noite no House on the Road, uma casa só pra gente. Qualidade decente, mas pelo preço abusivo, poderia ter sido melhor.
       
      Dia 3
       
      Dormimos bem. No resto da manhã, caminhamos nas quadras ao redor para conhecer o bairro. É limpo, tranquilo e florido, mas os israelenses não são simpáticos.
       

       
      O sol de 30 graus impediu que continuássemos explorando, então pegamos um táxi e voltamos ao aeroporto, passando por uma infinidade de controles de segurança.
       
      Voamos com a Alitalia para Moscou, com uma escala de algumas horas em Roma. Peguei esses trechos com 20 mil milhas Smiles por pessoa.
       
      No caro aeroporto, só comi uma pizza (10 euros). No resto do tempo, usei o wi-fi liberado.
       
      Dia 4
       
      Desembarcamos no aeroporto Sheremetievo pelas 4 h, com o dia quase nascendo. Passamos a imigração rapidamente e pegamos o ônibus noturno até a estação de Kitay-Gorod (55 rublos ~ 3,3 reais). No caminho, fiquei surpreso com o tamanho dos prédios, principalmente residenciais.
       
      Na chegada, caminhamos ao hotel CityComfort Kitay-Gorod. A suíte pra 2 pessoas com 3 diárias custou 11250 rublos. Quarto bom, mas internet ruim.
       
      Para não perder o dia, botei o despertador para tocar às 12 h. Como minha mãe não estava se sentindo bem, saí sozinho. 
       
      Peguei o metrô (55 rublos por vez) até o Centro Pan-Russo de Exposições. Estava cheio de gente bonita nesse domingo lindo de sol e temperaturas agradáveis. É uma área enorme, cheia de construções suntuosas, até mesmo com ouro, além de muitos museus, aquário e áreas verdes.
       
      Caminhei bastante ao redor, mas visitei por dentro só o Centro de Cosmonáutica e Aviação (500 rublos). Há bastante informação (parcialmente em inglês), além de representações e até mesmo equipamentos e naves originais do programa espacial russo. Bem interessante.
       

       
      Almocei e jantei na praça de alimentação de um centro comercial. Pedi um prato com salada, purê de batata e uma carne que parecia hambúrguer por 230 rublos na primeira refeição e um "kebab" russo por 190 rublos na segunda.
       
      Entender o russo está sendo um desafio. Ler algumas coisas em alfabeto cirílico até que consigo, graças ao Duolingo, mas ouvir e falar tá bem complicado. E pela minha aparência eles assumem que sou russo e já vem falando comigo nesse idioma diferente.
       
      À noite, quando seguia pra praça Vermelha, duas coisas ruins aconteceram. Minha câmera emperrou o obturador e parou de funcionar, e a tal praça estava fechada para uma parada militar que ocorreria na semana seguinte.
       
      Assim, só pude admirar à distância a parte mais turística de Moscou, que conta com a fortificação do Kremlin, a catedral de São Basílio, de arquitetura única no mundo, bem como diversas outras edificações.
       

       
      Dia 5
       
      Para resolver a questão da câmera, localizei a Pixel24, uma loja de câmeras com preço bom. Fui até lá de metrô, conhecendo algumas das belas estações decoradas.
       
      Em seguida, eu e minha mãe visitamos o centro cultural de Izmaylovo. É uma área turística entre construções de arquitetura diferente, contando com souvenires, lanchonetes e museus, como o da vodka. Almoçamos espetos de frango e vegetais por uma graninha (1500 rublos), tomando "kvass" (100 rublos), que é uma bebida alcoólica fraca fermentada de pão, e cerveja (200 rublos).
       

       
      Posteriormente, sempre de metrô, atravessamos ao outro lado para conhecer o convento de Novodevichy, patrimônio da UNESCO. Normalmente custa 300 rublos, mas como estava todo em reforma, entramos de graça.
       
      Ao lado, fica um cemitério de pessoas importantes, que também custa 300 rublos. Só depois de entrarmos, descobrimos que ali ficava um cemitério e não o tal convento. Entre diversas lápides e árvores, vimos as tumbas de Gorbachev, Yeltsin, Trotski, Kruschev, entre outros.
       
      Ponto seguinte: rua Arbat. Antes, porém, entramos num supermercado para comprar uns mantimentos. Mais caro do que eu esperava.
       
      Essa rua pedestre é cheia de gente, lembrancinhas e artistas de rua. O longo caminho nos levou até a enorme catedral do Cristo Salvador, às margens do rio Moscou.
       

       
      Caminhamos mais um tanto até a praça Vermelha novamente, e de lá pro hotel.
       
      Dia 6
       
      Metrô até a estação Paveletskaya, e de lá, o trem Aeroexpress (500 rublos pra 1 pessoa ou 850 pra 2). Desembarcamos no aeroporto Domodedovo 45 minutos depois. Minha passagem aérea, sem bagagem, custou 5350 rublos.
       
      Lá, gastamos os últimos 560 rublos num combo do Burger King. Enfim, partimos de S7, sem entretenimento, mas com um lanche.
       
      A entrada sem visto fluiu sem problemas. Trocamos euros por dram na cotação de 1 pra 529, só que depois tivemos que esperar um tempão pro atendente da Alamo trazer ao aeroporto o Kia Rio que alugamos. Como o veículo era automático, teríamos que cruzar uma fronteira e ainda devolver o carro em outro país, o aluguel para 14 diárias custou 723 dólares.
       
      Se você acha o alfabeto cirílico complicado, precisa ver o armênio. Nem tentei decorar. Melhor saber um pouco de russo quando vier pra cá, pois o inglês dos locais não é tão bom.
       
      Estava um calor danado quando deixamos o terminal em direção às igrejas de Vagharshapat. Visitamos 3 das que, em conjunto, são patrimônios da humanidade. De pedra, são todas bem antigas, sendo que a principal da Armênia, chamada Etchmiadzin, é a catedral mais antiga do mundo (ano 301). Ao redor dela fica um complexo eclesiástico. Não se paga pra entrar em nenhuma.
       

       
      Com o sol se pondo, pegamos a estrada remendada e cheia de radares até Erevan, a capital armena de 1 milhão de habitantes. Deixamos o carro numa viela e fizemos check-in no Holiday Hotel & Hostel (34200 dram pra 2 diárias numa suíte de 2 pessoas com café), que deixou um pouco a desejar.
       
      A pé, demos uma bela volta no centro, movimentado até tarde. Tomamos milk-shakes de frutas silvestres (900 dram cada), enquanto passeávamos pelo chique calçadão de Northern Avenue.
       
      Mais além, vimos um espetáculo gratuito digno de rivalizar com o de Dubai, e bem mais longo: o show das águas da raça da República de Erevan. São várias cores, amplitudes e formatos, embalados por músicas famosas e nacionais, durante 2 horas! Pena que não sabíamos que durava tanto.
       

       
      Com o fim às 23 h, comi o salgado "khachapuri" (450 dram) e tomei uma cerveja local (600 dram) no restaurante típico Karas.
       
      Dia 7
       
      O café da manhã até que é incorpado. Depois dele, pegamos o carro para visitar o museu do Genocídio Armênio. Gratuito, conta a terrível história do massacre de cerca de 1,5 milhões dessa etnia por meio dos turcos, sobretudo em razão da diferença religiosa (cristão x muçulmano). Não tem como não deixar uma lágrima escorrer pelo lado do olho.
       
      Posteriormente, entramos no museu do sítio arqueológico de Erebuni, a antiga capital da Armênia, que deu origem a Erevan. O museu mostra alguns artefatos do reino antigo que ocupava essas terras há alguns milênios. Já o sítio, no alto de uma colina, não é tão interessante, mas a vista 360º de cima sim. A entrada para ambos custa mil dram.
       

       
      Almocei quase ao lado, optando por 2 "kebabs" de frango e salada por 2600 dram.
       
      De barriga cheia e com o sol fritando a 37 graus, dirigi algumas dezenas de km morro acima até Garni. Um templo a Mitra ergue-se na beira de uma garganta, famosa por suas colunas basálticas poligonais. Entrada de 1500 dram.
       
      Um pouco adiante e acima, jaz o monastério de Geghard. Cravado no topo do morro, ali fica uma igreja e no passado já moraram religiosos em cavernas nas rochas, ainda visíveis. Grátis.
       

       
      Sobrevivendo aos motoristas barbeiros e já de volta a Erevan, demos uma volta no jardim botânico, que não é grandes coisas. Custa 300 dram.
       
      À noite, passeei pelo complexo artístico da cascata e assisti novamente às fontes, admirando um pouco mais enquanto tomava um milk-shake de banana com Nutella (1200 dram = AMD).
       
      Dia 8
       
      Antes de deixar Erevan rumo ao sul, demos uma olhadela e uma compradinha no grande mercado aberto de artesanatos Vernissage.
       

       
      Em seguida, centenas de quilômetros em estradas asfaltadas, mas não tão boas, subindo em altitude pela estepe árida.
       
      Primeira parada em Khor Virap, um monastério que fica bem em frente ao lendário monte Ararat, que dizem ser onde a arca de Noé encalhou. Agora é parte do território turco.
       
      Deixando para trás a região mais seca, almoçamos no vilarejo de Areni. No bom restaurante Arpeni Tavern, pedimos salada grega (1800 AMD), vinho de romã (400 AMD), "kebab" bovino (1000 AMD) e "hachar" (parente do trigo) com cogumelos (1300 AMD). Esperamos um bocado, mas valeu a pena.
       
      Mais à frente fica a caverna Areni-1, onde foram encontrados o cérebro, o sapato e a adega mais antiga do mundo, essa última de cerca de 6100 anos! Paga-se mil dram pra entrar, mas só se consegue ver os recipientes de vinho e as escavações.
       
      Desviando um pouco da rota, entramos no cânion Noravank. Vegetado e cênico, leva ao monastério de mesmo nome.
       

       
      Muito além, quase no pôr do sol, e já descendo numa estrada melhor, paramos em Zorats Karer, a Stonehenge da Armênia. É basicamente um circuito de pedras pontudas.
       
      Logo mais, ingressamos em Goris, uma pequena cidade entre montanhas. Nos hospedamos no hotel Christy. Por 18 mil, ficamos com uma suíte grande e café da manhã. Jantamos lá mesmo, um banquete típico digno, mas bem caro: 9 mil!
       

       
      Dia 9
       
      O café, incluso, foi bem mais ou menos.
       
      Pegamos o carro para chegar nas rochas de Goris, cujas cavernas eram habitadas até os anos 60!
       

       
      Sem mais combustível no carro, e devido à impossibilidade de pagar com cartão de crédito, precisamos sacar dinheiro num caixa eletrônico.
       
      Depois de resolvida a questão, começamos a voltar o caminho. Paramos na bonita cachoeira Shaki. 
       

       
      Um pouco além, entramos numa outra estrada rumo ao norte. Subimos a passagem de montanha Selim em ziguezague. Em seu topo, funcionava um caravançarai, tipo de hospedagem antiga para mercadores viajantes e seus animais de transporte.
       
      Ao descer o lado oposto, avistamos o enorme e cênico lago Sevan. Antes de chegar ao mesmo, todavia, estacionamos no restaurante Khrchit. Comemos dois deliciosos peixes (2 mil drama cada) e salada (mil dram).
       
      Adiante, ainda vi o famoso cemitério Noratus, que comporta um monte de "khachkars", lápides com cruz esculpidas desde o século 9, um símbolo da Armênia.
       

       
      Seguimos pelo litoral, parando com certa frequência para fotografar a paisagem interessante, bem como seus mosteiros Haynavank e Sevanavank. Esse último fica num balneário turístico, mas a praia de rio não é legal.
       
      Com o sol baixo, atravessamos um túnel. Na saída, presenciamos a primeira floresta no país. Essa área é a do parque nacional Dilijan. Como já estava escuro, só deu tempo de chegar à requintada hospedagem no meio de um morro, a Casanova Inn. Pagamos 20,5 mil dram por uma suíte e café.
       
      Antes de dormir, desci à estrada principal da cidade para arranjar algo barato pra comer. Achei um "kebab" por 800 dram.
       
      Dia 10
       
      Melhor café da manhã até então. Deu pra sair de barriga cheia com todos os salgados e doces.
       

       
      Visitamos 3 conjuntos religiosos nesse dia. O primeiro foi o mosteiro de Haghartsin. Fica situado em meio às florestas do parque nacional, então a paisagem é bacana. Há algumas ruínas a mais que os outros.
       
      Em sequência, pegamos a estrada que leva até a fronteira com a Geórgia. A segunda foi a igreja Odzun. Ela fica acima de uma chapada bem alta, e começou a ser erguida no século 5.
       

       
      O terceiro, Sanahin, é um patrimônio da UNESCO. Por um acaso, encontramos uma brasileira filha de armênio lá. Já do outro lado do morro, uma de suas características é a quantidade de túmulos usados como piso.
       
      Continuamos à beira de um rio, numa estrada esburacada por vilarejos velhos, até achar uma lanchonete para almoçar "kebab" (700 cada).
       
      Chegamos à fronteira no meio da tarde, levando cerca de uma hora para encarar todos procedimentos, incluindo o seguro obrigatório de carro de 30 lari pra 2 semanas. Na pista contrária, no entanto, a fila se arrastava por dezenas de quilômetros! Deu até pena.
       
      Na fronteira o câmbio estava bem desfavorável, mas um pouco adiante conseguimos trocar 1 euro por 3,23 lari, praticamente a cotação oficial. Enchemos o tanque e partimos para Tbilisi, achando que tínhamos nos livrado dos motoristas imprudentes da Armênia, que estão entre os piores que já vi. Ledo engano, na Geórgia são iguais - só não há tantos Lada.
       
      Ficamos na hospedagem Heyvany, fora do centro. Por 56 lari (=GEL) a noite, já fomos recebidos com um ótimo vinho georgiano tipo Saperavi - uma das 525 variedades do país!
       
      Dia 11
       
      Café da manhã aceitável. Depois disso, guiei até o morro onde fica a igreja Jvari, que pertence ao conjunto de Mtskheta, antiga capital da Geórgia, agora patrimônio da humanidade. Muitos turistas estavam no local, que tem uma vista bacana.
       

       
      Hora de pegar a autoestrada. Ficamos impressionados com a diferença no desenvolvimento do país em relação às Armênia, nem parece que são vizinhos.
       
      Tarde, paramos para almoçar num restaurante movimentado na beira da estrada, o Antre Batono. Apesar de cheio, fomos servidos bem rápido. Pedimos um "pkhali" (10 GEL), que é uma salada triturada de espinafre, berinjela, repolho, feijão e beterraba, temperada com um molho de nozes, vinagre, cebola, alho e ervas. Não apreciei muito. Acompanhando, truta (6 GEL), porco (10 GEL), e salada normal (7 GEL).
       
      A estrada piorou em seguida, pois adentrou as cidades. No final da tarde, uma chuva surgiu e deixou a visibilidade bem ruim, pois o limpador de parabrisa não funcionava direito. Quatrocentos quilômetros depois, já escurecendo, chegamos no trânsito intenso de Batumi, no mar Negro.
       
      Estacionei o carro na rua, fiz o check-in no hotel Argo (105 lari) e saí para explorar a pé. Tirando alguns prédios históricos, visitei a Piazza, onde tomei um milk-shake por 7 lari GEL.
       
      Continuei caminhando aleatoriamente, até que ouvi um som distante no parque que fica em frente ao mar. Acabei descobrindo um festival de música e bebida (Batumi Beer Fest). Lá conversei com uns locais, provei o salgado recheado "khinkali" (6 GEL), o destilado de uva "chacha" (5 GEL) e uma cerveja (4 GEL), enquanto curtia o rock georgiano.
       

       
      Passado o tempo, voltei pelo parque costeiro cheio de atrações, onde muita gente ainda se encontrava naquele domingo à noite, e regressei ao hotel.
       
      Dia 12
       
      Passeamos novamente pelas ruas de dia. Estavam mais vazias que à noite. Mas com a luz pudemos apreciar a arquitetura urbana mista de Batumi.
       

       
      Entramos no museu de arqueologia (3 GEL). Apresenta diversos artefatos da região de Adjara.
       
      Compramos uns salgados para almoçar e tocamos pro sítio arqueológico da fortaleza de Gonio-Apsaras (10 GEL), que passou de mão entre romanos, bizantinos e otomanos. A muralha externa está quase intacta, enquanto que seu interior apresenta as escavações e o resultado delas em uma sala no interior. Outra coisa legal é que há alguns equipamentos a mostra e você pode vesti-los. No dia seguinte haveria uma feira medieval ali.
       

       
      O jardim botânico foi o passo final. Já fora de Batumi, custa 15 GEL para entrar em sua área grande. Um porém é que ele fica em uma encosta, então é necessário força nas pernas pra conhecer tudo. Há jardins temáticos de várias partes do mundo. Foi o melhor que vi nessa viagem.
       
      Antes de escurecer, conduzi o carro em direção norte até Zugdidi. O caminho rural incluiu tudo quanto é animal doméstico cruzando a pista. As vacas ficam paradas e soltas até mesmo em estradas movimentadas nesse país.
       
      Com o fim do dia, chegamos ao suposto hotel 5 estrelas Zugdidi Bookhouse (140 GEL). Dentro do que parecia ser uma escola, recepcionistas que não falavam nada de inglês (ao contrário da maioria em outras cidades) nos receberam. Depois de muita enrolação, ficamos num quarto nos fundos do prédio, onde não havia nenhum outro hóspede, aparentemente. De 5 estrelas não tinha nada.
       

       
      Dia 13
       
      Depois do café, subimos a serra em direção à região da Suanécia. Logo de cara, a estrada ondulosa passa pelo reservatório do rio Enguri, num tom de azul lindo. Assim que o deixa, no entanto, a cor fica cinzenta e o rio agitado.
       

       
      Vimos muitos cicloviajantes nos dias anteriores da Geórgia, e na serra não foi diferente.
       
      Foram algumas horas lentas de sobe e desce, até ver alguns picos com neve ao chegar perto de Mestia. Outra coisa notável dessa cidadezinha montanhosa é a quantidade de torres defensivas erguidas e ainda de pé, uma mostra de quão violenta era a região no passado.
       

       
      Nos hospedamos no hotel Riverside (80 GEL), que como o nome sugere, fica ao lado do turbulento rio. Até que é confortável a hospedagem, mas o chuveiro é o pior que usamos nessa viagem.
       
      Seguindo uma dica, almoçamos no restaurante Nikala: cerveja (5 GEL), "ostri" de gado (7 GEL), "odjakhuri" de frango (10 GEL), salada (7 GEL). Pedir salada está sendo essencial, pois as carnes vêm meio secas.
       
      Depois da digestão, parti pra trilha que leva à geleira de Chalaadi. O caminho até a ponte do início é de estrada de chão, toda empoeirada com os caminhões que estão operando na obra de uma hidrelétrica.
       
      Já na trilha em si, eu e mais uns quantos atravessamos uma pequena floresta de pinheiros até a beira do rio, subindo. Depois, o caminho passa por cima das pedras da morena da geleira.
       
      Uma hora depois, enquanto os demais turistas ficaram no nível inferior da geleira, onde pouco gelo está exposto, eu subi pelas pedras soltas até mais próximo dela, num local arriscado. Dei uma conferida numa abertura de caverna de gelo e desci, pois o gelo em constante derretimento movia as pedras para baixo.
       

       
      À distância, vi uma pedra enorme desabando sobre um local onde eu passei anteriormente. Dito e feito.
       
      Ao anoitecer, visitamos o centro, onde as construções são de pedra e madeira. Como minha mãe estava com vontade, jantamos pizza no restaurante Sunseti. Com bebidas e mais uma salada, nos custou 30 GEL.
       
      Dia 14
       
      Desde que entrei na Geórgia, meu estômago não vai bem. E não foi nesse dia que melhorei. Ainda assim, tomei um café da manhã substancial no hotel.
       
      Depois, passamos em frente a uma igreja antiga (Laghami) para uma foto, e nos dirigimos ao principal museu de Mestia. É o histórico e etnográfico Svaneti Museum, que possui muitas peças sobre a região.
       
      Descemos a serra em seguida. Brava parada para um hambúrguer no McDonald's de Zugdidi, antes de continuar até próximo a Kutaisi.
       
      Com um desvio forçado na estrada, chegamos apenas quase no final da tarde numa atração turística lotada, a caverna Prometheus.
       

       
      São 23 GEL para visitar a pé 1,4 km, apenas uma parte da longa caverna. A cavidade é iluminada e cheia de espeleotemas, mas em compensação a guia não explica nada e a multidão de pessoas de cada grupo (o nosso tinha umas 50) faz com que fique difícil sacar boas fotos.
       
      No caminho a Kutaisi na saída, entrei no sanatório abandonado de Tskaltubo. É horripilante a destruição lá dentro. Fico imaginando como seria à noite.
       

       
      Para jantar, estacionamos na praça central, onde há um belo chafariz. O restaurante, Baraqa, nos serviu rápido um prato de carne e também "khinkali" de queijo, a 80 centavos de lari cada.
       
      O limpo hotel onde passamos a noite, o Green Town (108 GEL), fica ao lado de uma baita igreja. A catedral de Bagrati, iluminada à noite, foi construída no século 11.
       
      Dia 15
       
      Café da manhã reforçado. A pé, regressamos à igreja próxima. Dessa vez, estava aberta, mas por dentro não tinha nada de mais.
       
      Do contrário, o mosteiro de Gelati, onde fomos em seguida, era tão interessante por fora quanto em seu interior, cheio de afrescos originais. É um patrimônio da UNESCO.
       

       
      No centro de Kutaisi, a terceira maior cidade georgiana, entramos no mercado de alimentos, mas não compramos nada.
       
      Parada seguinte a algumas dezenas de km, no pilar de Katskhi. É uma igrejinha isolada no alto de uma torre calcária de cerca de 30 metros, impressionante.
       

       
      Mais um caminho à frente, Chiatura, um resquício dos tempos soviéticos. A principal atração são as jaulas metálicas enferrujadas, digo, teleféricos, construídos em 1954, que até ano passado ainda estavam em operação entre os diversos morros da pequena cidade.
       
      Almoçamos do lado da estação principal, no restaurante meio escondido Newland. A decoração é refinada, mas demoraram tanto pra servir que até tirei um cochilo. Pedimos uma mistura de cogumelo (6 GEL), salada grega (6 GEL) e "odjakhuri" de porco (6 GEL).
       
      Na saída da cidade para a autoestrada, o GPS acabou nos levando a uma estrada rural precária, onde quase atolei o carro e rachei ele por baixo.
       
      Ao final da tarde, chegamos a Gori, a cidade natal de Stalin. Só deu tempo de eu subir na fortaleza, que é um mirante gratuito, e caminhar num parque de diversões local, que tem um infeliz urso numa jaula.
       

       
      Aproveitei um pouco da piscina do hotel Royal "4 estrelas", antes de me enclausurar em nosso quarto privado com nada menos que 5 camas (117 GEL).
       
      Dia 16
       
      Já com o estômago renovado, tomei o café da manhã à vontade.
       
      Como as atrações só abriam às 10 h, subimos antes de carro no mirante da igreja Goridjvari.
       
      Ao abrir dos portões de Uplistsikhe (7 GEL), entramos antes dos bandos de turistas. Essas são as ruínas de uma cidade moldada no interior de um morro da Idade do Bronze à Idade Média, quando os mongóis a destruíram.
       

       
      Novamente no centro de Gori, por 15 GEL cada, adentramos o museu dedicado a Joseph Stalin, o segundo líder mais sanguinário do mundo - só que o espaço não faz qualquer menção às suas atrocidades… Há apenas um bando de fotos, textos, artigos pessoais, além de um vagão de trem e de sua primeira casa.
       
      Almoçamos já na rodovia em direção ao norte. Natakhtris Vely foi a escolha refrigerada.
       
      Rapidamente paramos para uma foto na represa Zhinvali e na fortaleza Ananuri.
       
      Morro acima, atravessamos de Gudauri a Stepantsminda, uma área de incrível beleza cênica, graças a suas montanhas preservadas. Dois destaques são o monumento à amizade entre Rússia e Geórgia, além do passo de Djvari, com suas águas sulfurosas e depósitos de calcário.
       

       
      Antes de chegarmos à fronteira russa, regressamos a Gudauri com o tanque de combustível vazio.
       
      Com 10 GEL, pedi um "khachapuri imeruli" (massa com queijo típico) para jantar, no estiloso hotel onde nos hospedamos por 110 GEL (Good Inn). Veio mais do que pude comer.
       
      Dia 17
       
      A noite estava fresca. Comemos uns doces no café da manhã.
       
      Às 10 horas eu já estava na fila do teleférico da estação de Gudauri. Mas ela levou quase outra hora para abrir. Paguei 30 GEL para a ida e volta. Durante o verão, apenas 4 gôndolas estão em operação, sendo que cada segmento leva 15 minutos.
       
      Foi bem bacana o passeio, pois vi paisagens lindas de dentro das cabines ou nas estações, como picos nevados, montanhas coloridas e cachoeiras. O vento lá em cima era forte.
       

       
      Ao descer, fomos almoçar a caminho de volta. Paramos no restaurante Mleta, pedindo um prato de cogumelos com batatas + 5 "khinkalis" de carne + salada por apenas 19 GEL.
       
      Pouco mais de uma hora depois, chegamos à capital. Como fazia tenebrosos 37 °C, fomos para um ambiente refrigerado, no shopping Tbilisi. Cheio de lojas de roupas e de brinquedos, além de um Carrefour completíssimo.
       
      Ao anoitecer, voltamos ao hotel Heyvany, onde passamos a primeira noite na Geórgia - só que sem vinho grátis e num beliche dessa vez, já que mudamos de itinerário na última hora.
       
      Dia 18
       
      Como usual, às 10 horas já estávamos na porta de uma atração, que demorou um pouco pra abrir. Foi o museu etnológico a céu aberto, onde várias casas de regiões distintas do país foram trazidas para representar como o povo vivia. A entrada custa somente 5 lari e inclui a explicação em inglês de cada casa.
       

       
      Deixamos a mala no hotel seguinte e partimos pro museu nacional da Geórgia. Esse custa 15 GEL e inclui exposições sobre a biodiversidade, arqueologia, antropologia e uma sessão sobre a temida ocupação soviética.
       
      Comi um salgado de almoço e segui a caminhar por horas a fio no centro histórico de Tbilisi. A arquitetura é o que mais chama a atenção. Há bastante coisa pra ver. À minha mãe também interessou as lojas de souvenir.
       

       
      Ao retirar o carro, descobri que pra estacionar nas maiores cidades é necessário comprar um passe - levei uma multa, mas ainda bem que era de apenas 10 GEL. O problema foi entender o que estava escrito e onde pagar, já que ninguém sabia direito.
       
      Só retornamos ao hotel Lowell (190 GEL pra 2 noites) à noite.
       
      Dia 19
       
      Café sequencial interessante, incluiu até o "matsoni", iogurte azedo georgiano, que fica delicioso misturado com geléia de fruta.
       
      Tentamos chegar de carro no jardim botânico, mas como não tivemos sucesso, pegamos o teleférico até lá. O cartão custa 2 GEL e pode ser devolvido; já a passagem, 2,5 GEL cada trecho. Enquanto minha mãe caminhava pela área turística da fortaleza de Narikala, eu entrei no jardim. Esse também fica numa encosta, e conta com um tanto de floresta.
       

       
      Depois de apreciar a vista, retomamos a direção. Fomos até o shopping aberto East Point, onde almoçamos pizza. De sobremesa num quiosque, um dos sorvetes mais baratos que já provei: 3 bolas na casquinha por apenas 3,5 GEL.
       
      Contornamos o grande reservatório chamado de mar de Tbilisi. No lado norte, pessoas se banhavam na praia, enquanto nós subimos ao monumento gigantesco "Crônicas da Geórgia".
       
      De volta ao centro, deixamos o carro no estacionamento e passeamos pelo mercado de pulgas em Dry Bridge. Há souvenires interessantes, junto com várias velharias.
       
      Posteriormente, andamos pelo cânion onde ficam os banhos sulfurosos e as ruínas. Lá perto, lanchamos com uma vista do movimento das ruas, no restaurante Machakhela-Samikitno. Uma cerveja de meio litro saiu por 4 GEL e cada "acharuli" de cogumelo 6,5.
       

       
      Dia 20
       
      Acordamos mais cedo para devolver o carro no aeroporto, onde a locadora quase nos deixou na mão. Mais além, passamos pela imigração rapidamente e embarcamos rumo a Baku, capital do Azerbaijão. O voo foi pela companhia Azerbaijan Airlines, ao custo de 70 euros para cada um. Apesar de curto, contou com um sanduíche.
       
      No desembarque, apresentamos o visto eletrônico emitido por 23 dólares. Em seguida, retiramos um Hyundai Accent automático alugado na Avis (5 diárias por 140 dólares) e caímos nas terras azeris, cercadas por cavalos de pau em terra e plataformas marítimas, numa busca incessante por petróleo.
       

       
      Sob sol forte, primeira visita dedicada ao templo do fogo, que serviu a hindus e zoroastrianistas no passado. Ingresso de 4 manat (1 = 2,4 reais).
       
      O segundo ponto de parada também é ligado ao fogo. Yanardag é uma falha no solo desértico onde escapa gás natural. Há mais de 70 anos, desde que alguém acendeu sem querer, queima sem interrupção. Aqui a entrada custa 9 manat, mas pode ser combinada com a da outra atração por 11.
       

       
      Fizemos compras num supermercado normal e passamos pelo lago salgado Masazir, antes de parar na Heydar, uma mesquita enorme, nova e monocromática. Pena que não pudemos ver seu interior de mármore.
       
      Com o céu ficando roxo ao se pôr, chegamos ao hotel 4 estrelas Mavi Dalga. Ficamos com dois quartos por 90 manat no total. Antes de nos retirarmos, lavamos os pés na praia própria do hotel, de frente pro mar Cáspio. Ainda pedi um "kebab" pra janta (7 manat), onde fui devorado pelos mosquitos.
       
      Já deu pra perceber que aqui o russo, junto com o próximo turco, é mais falado que o idioma inglês.
       
      Dia 21
       
      Café básico, mas moscas por todos os lados. 
       
      Deixamos o hotel rumo ao Gobustão. Nessa área ficam vulcões de lama e uma área protegida de arte rupestre. 
       
      Para chegar à primeira parte, pagamos 20 manat para um taxista clandestino de Lada, que ficou sem gasolina no meio do caminho. Passado o aperto pela estrada de barro, subimos no pico com algumas poças borbulhando lama fria na paisagem desoladora.
       

       
      Para visitar o museu moderno e os petroglifos de verdade, é preciso pagar 10 manat por pessoa. Esse é um patrimônio da humanidade.
       
      Almoçamos alguns km adiante na autoestrada. O restaurante, nomeado Qedir Kum, estava cheio. Pedimos um gorduroso e saboroso prato de carneiro com vegetais no "saj" por 20 manat, mais complementos.
       

       
      O caminho a seguir foi bastante monótono: duzentos e quarenta quilômetros de linha reta por um semi-deserto quente.
       
      No final da tarde, descemos no centro de Ganja. Sem relação com o apelido da maconha, é a segunda maior cidade do Azerbaijão. Caminhamos ao redor das praças com prédios antigos bonitos, além de virmos a casa feita com garrafas.
       
      Jantamos "kebab" no Ganja Mall e, já à noite, entramos no hotel Deluxe, um 4 estrelas de verdade. Por 80 manat, ficamos com um quarto bem grande.
       
      Dia 22
       
      O café da manhã foi um buffet variado.
       
      Com muitas das ruas bloqueadas, deu certo trabalho rumar de Ganja ao parque nacional Göygöl, mas um tempo depois de subir uns morros, lá chegamos. São basicamente lagos cercados por floresta temperada. Custa 2,5 manat de entrada + 2 pra ir e vir de van até o pitoresco lago Maragöl, onde se pode caminhar ao redor, o que fez valer a visita.
       

       
      Breves horas depois, partimos para o norte. Passando pela hidrelétrica de Mingachevir, chegamos à estrada em obras que nos levou pelas montanhas até a pequena Shaki.
       
      Antes de conhecer a dita cuja, fomos um pouco adiante na vila Kish, onde adentramos um templo cristão (4 manat). Ali ficam os achados arqueológicos da região que era chamada de Albânia do Cáucaso.
       
      Com um "kebab" na mão, saí a explorar as ruas e construções de pedra de Shaki. Uma das edificações antigas era um caravançarai, atualmente um hotel, mas que mantém a estrutura e é aberto aos turistas.
       
      Outro que conheci foi o palácio de inverno (5 manat), uma das residências dos "khans", soberanos persas dos séculos passados. A mobília interna é quase ausente, mas os detalhes arquitetônicos são impressionantes.
       

       
      Mais impressionante é o complexo onde fica o palácio principal Shaki Khan (5 manat). Tanto que foi nomeado patrimônio da humanidade, junto com o centro da cidade. Chegamos lá com o sol se pondo, mas o guarda abriu clandestinamente para nós vermos. Pena que fotos no interior não são permitidas.
       
      Depois da visita, fizemos check-in no hotel 4 estrelas MinAli. A construção de pedra é do século 19, mas bem que o quarto de 95 manat poderia ter um frigobar. Fomos dormir ao som da MTV do Azerbaijão.
       
      Dia 23
       
      Outro buffet bem bom de café da manhã.
       
      Pegamos a estrada, mais cênica dessa vez. Por pouco tempo, paramos em Gabala, a cidade mais antiga do país. Antigos mesmos eram os carros dos moradores.
       
      Depois, deixamos a rodovia em direção ao vilarejo elevado de Lahic. A estrada que cerca essa vila, com formações geológicas, é bela e traiçoeira.
       

       
      Já o povoado, é de pedra e famoso pelos artesanatos com materiais como o cobre. Pena que os artigos com o metal sejam tão caros.
       
      Passado um nevoeiro, almoçamos no friozinho em outro povoado, no restaurante Malham. Pedimos o mesmo carneiro no recipiente "saj" de 2 dias atrás, mas aqui custava 18 manat. É bem bom, mas problema é que esse prato demora até meia hora para ser feito.
       
      Estrada novamente, chegando no final da tarde no trânsito caótico de Baku. Desembarcamos no jardim botânico (1 manat), que nos desapontou.
       
      Depois foi a encrenca pra encontrar um lugar pra estacionar na rua, no meio do centro. Daqui em diante, seguimos a pé. Primeiro, entramos numa sorveteria para provar os "gelatos" italianos da Ca' D' Oro. Estavam muito bons, mas acabamos comendo demais. Eu fiquei com 4 bolas por 7 manat e uns centavos.
       
      Antes de dormir, caminhamos na rua pedestre Nizami, movimentada e iluminada à noite.
       

       
      Por fim, demos entrada no hotel La Casa, onde tivemos que nos contentar com um quarto sem janela por 2 diárias (145 manat).
       
      Dia 24
       
      O café no restaurante indiano foi simples.
       
      Depois dele, caminhamos várias horas ao redor de boa parte da cidade.
       

       
      Primeiro, passamos pelo parque central, que vai desde o palácio Heydar Aliyev até a maravilha arquitetônica moderna Flame Towers. Nesse caminho, há bastante coisa pra ver, como a mesquita Tazapir.
       
      Do lado das torres, há um parque com um mirante de onde se vê toda beira-mar e a cidade velha. Quando descíamos as escadarias, entramos no museu de arte (10 manat). Só que havia poucas obras do Azerbaijão dentro.
       
      Na cidade velha, entre muralhas, almoçamos no restaurante Rast. Pedimos "dolma" e "choban qovurma", por 6 manat cada. Também aproveitei que não estava mais dirigindo para tomar um chope.
       
      A sobremesa foi num lugar próximo, provando "baklava", que são aqueles doces turcos folhados. Só que além de não serem nada baratos (1 a 2 manat cada), não achei saborosos.
       
      Depois de conferirmos os souvenires, visitamos o palácio dos Shirvanshahs, agora um museu. São 15 manat pra entrada.
       

       
      Voltamos ao hotel e nos separamos. Enquanto minha mãe foi atrás de mais lojas, eu peguei a bicicleta grátis da hospedagem e percorri o calçadão-parque que fica ao longo do mar Cáspio. É bem bacana, cheio de gente e atrações. Inclusive, é onde passa o circuito de rua de Fórmula 1 de Baku.
       
      Ao escurecer, voltei para jantar com minha mãe. Como eu estava com vontade de comer arroz, fomos num restaurante indiano, onde comemos "biryani". Meu prato estava bom, mas foi um tanto salgado: 18 manat.
       
      Dia 25
       
      Devolvemos o carro e pegamos o voo (140 manat para ida e volta) até a República Autônoma do Naquichevão, exclave do Azerbaijão que fica entre a Armênia e o Irã. Do avião já deu pra perceber a aridez desse território.
       

       
      Do aeroporto internacional minúsculo, fomos num táxi clandestino (5 manat) até o Qrand Nakhchivan Hotel, que fica na entrada da cidade. Como a capital tem menos de 100 mil habitantes e praticamente não recebe turistas de fora (éramos os únicos no voo), esse 3 estrelas é um dos raríssimos hotéis disponíveis pela internet para reservar. Pagamos 161 manat por 2 diárias num quarto grandão, mas com ar condicionado sem funcionar e internet deficitária. Almoçamos ali mesmo por apenas 3 manat.
       
      Com o clima quente, saímos a explorar Naquichevão a pé. De cara, já é notável a esplêndida arquitetura dos prédios da região central, com materiais nobres, detalhes e cores. As ruas, largas e vazias, pois os atuais 90 e poucos mil habitantes não preenchem tudo.
       
      Ao passar em frente a um dos edifícios, nos convidaram a entrar. Era um teatro requintado, mas o que vimos foi uma exposição de quadros e de livros em miniatura. A guia, que fala um pouco de inglês, nos conduziu sem cobrar nada.
       
      Em seguida, visitamos o mausoléu de Möminə Xatun. Tumbas altas estilizadas como essa, também são um diferencial do território.
       

       
      Depois, adentramos a mesquita Jame, do século 18. De uma das praças, ainda vimos uma segunda mesquita, iraniana.
       
      Seguimos caminhando pelo minúsculo centro em direção norte. Se na outra parte do Azerbaijão, as menções ao falecido ex-presidente eram muitas, aqui elas são onipresentes, já que essa era sua terra natal.
       
      Com dificuldade, encontramos um lugar para comer um sanduíche de 1,5 manat. Esse lugar foi o Kitab Kafe (Book Café), que entre seus diversos livros incluía uma versão em azerbaijano de uma obra do Paulo Coelho.
       
      Após apreciar o pôr do sol sobre o rio que faz fronteira com o Irã, vimos os edifícios iluminados e retornamos. 
       

       
      Um som alto ao lado do hotel chamou a atenção, então fui atrás. Descobri que havia um praça interna com lugares para comer, e também um show.
       
      Dia 26
       
      O buffet de café da manhã do hotel foi razoável. A coisa boa dele foi o creme de avelã com cacau.
       
      Pegamos um táxi até a rodoviária (2 manat). Lá estão os ônibus de longa distância para outros países e as vans e micro-ônibus para os vilarejos próximos e outras cidades do Naquichevão. Escolhemos o que levaria a Ordubad, por apenas 2 manat cada. Só foi preciso esperar alguns minutos, que logo o veículo encheu e partiu às 9 da manhã.
       
      O caminho até lá, que leva cerca de 1 hora e 20, é atrativo do ponto de vista cênico. Formações montanhosas áridas de um lado da rodovia e plantações na margem do rio que faz fronteira com o Irã do outro lado.
       
      Ficamos cerca de uma hora e meia na pequena segunda maior cidade do território. Só vimos algumas ruínas, mesquitas e um museu regional, tudo gratuito.
       

       
      Ao meio-dia, regressamos. Ao desembarcarmos, tivemos a maior sorte quando fomos abordados por um estudante de idiomas, que queria praticar inglês e espanhol e nos ofereceu uma carona guiada até dois dos locais que eu gostaria de conhecer.
       
      O primeiro, chamado Əlincə Qalası, foi apelidado de Machu Picchu do Naquichevão. Só que diferentemente do similar peruano, aqui não se paga nada para acessar e nem há turistas para atrapalhar as fotos.
       

       
      Essa é uma fortaleza dos primeiros séculos, que resistiu a invasões e foi restaurada recentemente. Dizem que são 1600 degraus até o topo - não cheguei a contar, mas levei quase meia hora para subir. A vista lá de cima é sensacional; fiquei impressionado com a obra e o panorama.
       
      O camarada, que nos ensinou bastante sobre o Naquichevão, ainda nos levou ao hospital para problemas respiratórios que fica dentro de uma mina de sal. Surreal lá dentro, e também não se paga nada para conhecer.
       

       
      Com o fim da tarde, nos despedimos dele e nos ajeitamos para mais tarde jantar ao lado do hotel. Escolhemos um restaurante turco, desembolsando 18 manat pra comida e bebida suficiente pros dois.
       
      Dia 27
       
      Pela manhã, conhecemos o interior de uma fortaleza do século 7, que conta com um museu e muralhas intactas. Subimos nelas, tendo uma boa vista da cidade abaixo.
       
      Também vimos por fora o mausoléu de Noé, do século 6 em diante. Ainda, ao lado está em construção a maior mesquita do Cáucaso.
       

       
      Dei uma volta final pelo centro, passando por alguns dos museus, entrando no que trata do ex-presidente e o do palácio dos Khans. Definitivamente, todas atrações do Naquichevão são gratuitas.
       
      Pagamos o hotel, almoçamos e nos direcionamos ao aeroporto. Horas depois, deixamos Naquichevão, uma terra única e ainda desconhecida. Durante esses mais de 2 dias, vimos apenas 4 turistas de fora da região.
       
      No aeroporto de Baku, pegamos um ônibus até a estação ferroviária. Esse sai a cada meia hora de ambos os terminais e custa 1,5 manat, fora o cartão que deve ser comprado numa máquina e custa 2, mas pode ser usado por mais de uma pessoa.
       
      Compramos uns mantimentos, jantamos na estação e retiramos as passagens do vagão de "primeira" classe (cabine privada), compradas dias antes pela internet. Até Tbilisi, custaram 57 manat cada. Às 20 e 40, começou a longa viagem num trem meio velho.
       
      Dia 28
       
      Dormi mais ou menos e minha mãe nada, devido às chacoalhadas e ao barulho. Às 5 e meia da manhã fomos acordados para os procedimentos de imigração, que duraram 3 horas e meia! Ao menos, não precisamos sair do trem, pois os oficiais é que foram até nós.
       

       
      De metrô (2 lari pelo cartão e 50 centavos por cada passagem) chegamos a uma das estações centrais de Tbilisi, onde fica o shopping Galleria Tbilisi. Enquanto o check-in pro nosso hotel não começava, matamos um tempo ali, almoçando comida chinesa.
       
      Ficamos hospedados no Hotello, próximo da região central. Suíte com café = 105 lari.
       

       
      Enquanto minha mãe retornou ao centro histórico, voltei ao shopping para ver um filme no cinema.
       
      Passamos a noite no hotel.
       
      Dia 29
       
      Tomamos o café e fomos de Bolt (Uber local) até o aeroporto, por 18 lari. Quem quiser economizar mais, pode ir de ônibus ou trem.
       
      Voamos com a MyWay Airlines para Tel Aviv, por 125 lari cada bilhete. O voo teve serviço de bordo.
       
      Já no desembarque, pegamos o trem que sai a cada meia hora para Jerusalém (23,5 shekel). Da estação final, seguimos de bonde (6 shekel) até Damascus Gate. Nosso hotel (Rivoli) estava um pouco adiante. Tivemos que pagar 235 shekel por uma hospedagem não tão boa assim.
       
      Logo saímos para explorar a cidade velha entre as muralhas.
       

       
      Começamos pelo portão de Herodes, caminhando pelos becos residenciais do quarteirão muçulmano. Quando chegamos à parte cristã, nos encontramos com uma multidão. Minha mãe ficou de olho nas lojas de souvenires. Entramos ainda na igreja do Santo Sepulcro.
       
      Deixamos a muralha pelo portão Jaffa, nos direcionando para a parte menos velha da cidade, caminhando pela avenida ao longo dos trilhos do bonde. Entramos no grande mercado de comidas Machane Yehuda, mas só pudemos olhar, de tão caro que é Israel.
       

       
      Com o sol se pondo, jantamos numa das poucas lanchonetes que aceitou cartão de crédito. Foram nada menos que 76 shekel para somente 2 cervejas e 2 sanduíches típicos! A refeição mais cara da viagem não foi nem o suficiente.
       
      Dia 30
       
      Não dormi bem, devido ao ambiente luminoso e barulhento onde se encontra o hotel. Quanto ao café, esse foi razoável.
       
      Saímos a caminhar infinitamente pela cidade antiga. Em primeiro lugar, quase infartei minha mãe para subirmos ao mirante do monte das Oliveiras, de onde se tem uma vista bem privilegiada. Também fora das muralhas, ela entrou no jardim do Getsêmani e passamos por uma igreja ortodoxa russa.
       

       
      Atravessamos a infinidade de sepulturas judaicas, de um lado, e islâmicas, do outro.
       
      Depois das tumbas de profetas, entramos em um dos portões, dando no Muro da Lamentações. É preciso passar pela segurança para chegar no paredão que é o que restou do segundo templo de Herodes.
       

       
      Vagamos por muitas vielas comerciais, passando pela grande sinagoga Hurva, além de um local com um vídeo memorial da guerra da independência israelense.
       
      Atravessamos o quarteirão da Armênia, para enfim procurarmos um lugar para almoçar. Como é tudo caro e poucos estabelecimentos aceitam cartão, paramos num onde comemos somente um sanduíche "pita" de falafel e outro de "kebab" + uma cerveja por 69 shekel. Não foi suficiente para aplacar nossa fome, então pouco depois nós tivemos que complementar num mercadinho, também meio caro.
       
      Depois disso, só nos restou caminhar mais até a Via Dolorosa e aguardar no hotel o transporte de van que havíamos reservado. Como esse dia era "shabbat", o transporte estava bem prejudicado, então só nos restou pagar 75 shekel cada para chegar no aeroporto.
       
      À noite, aguardamos mais um pouco no terminal, até o voo da Ethiopian Airlines da madrugada seguinte, com conexão em Adis Abeba e final em São Paulo. Fim de jogo!
       
      Curtiu? Então não deixe de conferir meu blog de viagem Rediscovering the World, lá há muitos outros locais poucos visitados nesse belo mundo 

    • Por Eduardo Brancalion
      WORLD NOMAD GAMES - QUIRGUISTÃO 
        Nossa experiencia no pequeno país do Quirguistão, que fica na fronteira dos gigantes Cazaquistão e China fica para um próximo post, esse relato é sobre os Jogos Nômades, uma das experiencias mais increíveis que tivemos a oportunidade de participar em nossas vidas: Imagine jogos brutais, tribais realizados a seculos,  em todos os países que tem o sangue nômade nas veias, todos reunidos em  Cholpon-Ata,  no lago  Issyk- Kul, maior lago do país.    Desde que ficamos sabendo da existência do World Nomad Games, que ocorrem a cada 2 anos desde 2014 no Quirguistão, a ideia de participar de um evento tão único e representativo da cultura nômade não saiu mais da nossa cabeça. Mas ainda estávamos no Cazaquistão e não queríamos passar correndo pelos lugares de natureza, então optamos por chegar apenas para os 2 últimos dias dos jogos. As competições esportivas são a atração central do evento, mas em paralelo, ocorrem diversas apresentações de teatro, música, dança e artes. Representantes de mais de 60 países se enfrentam em dezenas de modalidades, que giram em torno das provas sob o cavalo e de luta livre principalmente.  Chegamos à tardinha e fomos direto para o Hipódromo, onde alguma coisa bem emocionante devia estar ocorrendo, considerando os gritos da plateia. Caímos no meio do jogo de Kok Boru, esporte nacional do país e, de longe, aquele que mais encanta as multidões. Imaginem a nossa expressão ao entender o que acontecia em campo: os jogadores, de cima de seus cavalos, perseguiam uma cabra morta, sem cabeça, e deviam arremeçá-lá nos respectivos buracos no fim de cada lado do campo. Na maioria dos arremessos, eles caiam com a cabra (ex-cabra) e tudo pra dentro do buraco, já que imagino a dificuldade de jogar um corpo de 45 quilos montado em um cavalo a galope e em plena velocidade. No meio do caminho, eles se batem e se espancam, visando dificultar o “gol” do adversário. Ficamos bastante impressionados com a brutalidade do esporte, desde o uso de um animal morto até a violência livre entre os jogadores. Mas quando se trata de tradição e cultura, aprendemos apenas a observar. O Kok Boru é jogado há centenas de anos pelos povos nômades, sendo ainda hoje para o Quirguistão e o Afeganistão o que o futebol é para nós.  Ficamos desolados ao saber que as competições de caça com águia já haviam terminado. Outra tradição milenar dessas bandas, as águias caçadoras eram extremante importantes para o sustento das tribos nômades ao prover alimento e pele no rigoroso inverno da Ásia Central. Nos dias de hoje, existem pouquíssimos Berkutchi, os homens que ainda mantêm viva a tradição e fazem algumas exibições com suas águias douradas (nome dado devido à cor das penas em sua cabeça). O treinamento das águias caçadoras pode levar até 4 anos e requer práticas um tanto cruéis, como deixar a ave vendada durante a maior parte do tempo, pra que ela dependa inteiramente do seu treinador, e assim esqueça seus instintos selvagens. Durante os Nomad Games pudemos vivenciar de perto alguns esportes totalmente diferentes do que estamos acostumados no Ocidente, em que ficaram evidentes a brutalidade e a raiz primitiva ainda presentes nos povos dessa região da Ásia. Foram imagens pra não esquecer tão cedo.
       
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    • Por Eduardo Brancalion
      Percebo que a nacionalidade é um mero acaso e minha idade é só um número. Desapego daquilo que não faz mais sentido. Experiências em vez de subserviência. O desconhecido como força motriz. Os prazos e obrigações dão lugar ao compromisso com a estrada que leva cada dia a um novo destino. Coração que pulsa com a verdadeira emoção de viver, e não sobreviver aos dias que se acumulam na redoma cinza da rotina. Aprendi a ressignificar o conceito de casa, que perdeu as paredes e os tijolos, para virar o lugar onde eu estiver. Liberdade em sua plena existência assusta, porque ainda preciso aprender a me comportar sem relógio, roupas sociais e intervalos de 45 minutos. A essência mais pura da curiosidade e do espírito desbravador vem à tona,  antes aprisionada na gaiola da tríplice carreira-status-dinheiro. Ah sim, ainda preciso de dinheiro, mas como meio e não como fim. A barriga passa a doer pela adrenalina e não porque o chefe exigiu o relatório pra amanhã. O padrão, a produção em série e o sentimento de mais um na boiada estendem o tapete pra passar o novo, o inesperado e uma existência com mais significado. E não é pra provar nada pra ninguém, não, é pela urgência em viver essa minha única vida da maneira mais avassaladora e intensa que eu conseguir. Agora vocês me dão licença, porque o mundo está a minha espera. .
      Texto Rafaela Velhinho
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      Viagem ao mundo a bordo de uma Land rover Defender adaptada. ´´ Pandora on the road´´

    • Por Café & Cerveja
      Olá pessoal!!!
      Fiz uma viagem maravilhosa para os alpes suiços e compartilhei algumas informaçoes sobre preços e tudo mais.
       
      veja no link abaixo:
       
       
      qualquer duvida estarei a disposiçao pra ajudar sobre valores etc!!!
       
      forte abrço
    • Por Gabriella Tzung
      Pessoal, boa tarde!
      Pergunta.. começarei meu mochilao pela europa, portugal. Comprei passagem de ida mas não comprei de volta pois da europa vou para outro continente. Preciso comprar a saída da europa, tipo grécia que será o ultimo país da europa ou preciso comprar saída de portugal, e depois saída da espanha e assim vai...???
       
      Obg!!!


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