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Esse roteiro descreve 14 dias viajando entre Colômbia e Equador em Abril de 2016. 

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Colômbia

11-Fev (Quinta): Saída de Porto Alegre pela LAN às 10:30 com conexões em Guarulhos e Bogotá pela LAN para assim chegar ao destino (Cartagena) às 23:30 onde passei a noite no El Viajero hostel.

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12-Fev (Sexta): O dia iniciou com uma calorosa recepção na área de café do hostel que em pouco tempo pude trocar experiências com pessoas de diferentes lugares. Durante a manhã foi aproveitado o tempo de espera do check-in no próximo hostel e conhecer a Cidade amuralladaCasa Gabriel García Marques e o Café del mar (recomendado no final da tarde), onde teve o primeiro negócio (eles adoram) para comprar uma pulseira com Andrés, simpático vendedor que mais adiante me pareceu como sendo uma das características desse povo. No início da tarde um City tour de Chiva (ônibus sem porta) passando por Boca Grande, Castillo San FelipeConvento Santa Cruz de la Popa, Torre del Reloj, Catedral Metropolitana, Monumento Zapatos Viejos, Conventos e Plaza Santo Domingo. A noite buffet de cerveja (Club Colombia, Aguila, Pilsen) en Donde Fidel (lugar muito boemio) e final da noite regrada a salsa no Cafe Havana.

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13-Fev (Sábado): Saída para Isla Grande (50.000 COB) às 8h. Espera para saída em torno das 9:30 com a mare baixa, assim foi uma tranquila viagem de 1h. Hospedagem em barraca com café,  almoço (arroz com coco e Patacon que parece uma banana frita) e janta por 140.000 COB. Após comer um delicioso peixe, o dia foi para aproveitar a natureza da ilha e relaxar.  A noite começou com umas cervejas e Rum junto com outros hóspedes e logog mais em um povoado próximo (15 minutos caminhando) com os nativos.

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14-Fev (Domingo): Aproveitado a manhã no paraíso, seguido de mais um negócio, agora com Andi, outro vendedor simpático determinado em fazer a compra baixou o preço de um colar de 60.000 COB por 22.000. A tarde barco até Playa Blanca no arquipélago del Rosario (15.000 COB), com adrenalina por 25 min. Busca por dormitórios barato, sendo a melhor oferta um quarto por 60.000 COB, havia opções mais baratas, mas com a taxa de conversão do dólar não valia a pena (Dica, lembrar de levar peso pois não aceitam cartão), outras opções ainda mais em conta era dormir em rede.

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15-Fev (Segunda): Um pouco mais de praia em águas caribeñas e saída a tarde de carro (60.000 COB) de volta a Cartagena para assim partir de ônibus para Medellín às 18h. Antes da saída foi provado o refrigerante Pony Malta, que entendo como alguém deve pode gostar.

16-Fev (Terça ): Após 15 horas de viagem, chegada a terra de Pablo Escobar hospedagem no Hotel Nuevo Samaritano (34.000 COB) Internacional (23.000 COB) na "La Candelaria" . Passeio pela cidade, primeira volta no metro que impressiona na organização e visita ao parque Pies Descalzos e centro de convenciones y exposiciones Plaza Mayor onde foi provado o michelado (cerveja com limão e sal), o Museo del Agua estava fechado devido efeito El niño. A noite foi provado o Refaro (bebida com refrigerante colombiano e cerveja Pilsen).

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17-Fev (Quarta): TurBus de Chiva (23.000 COB) ônibus sem porta) saindo pela Plaza Botero com primeira parada no Parque dos Deseos e visita ao Parque Explora que é realmente incrível devido o volume de informação, disposição das pessoas para explicar, cada um dos atrativos e atividades interativas. Passeio no Metro Cable qué sai de Niquía (fantástico) e Pueblito Paisa

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18-Fev (Quinta): Visita ao Museo Antioquia (10.000 COB) e conhecer a história de Botero, artista famoso por suas obras em que aplica técnicas de volume, o museu é muito grande, com amostras de outros artistas desde arte abstrata a trabalhos audiovisuais com objetivo de trazer a tona problemas sociais. Saída de ônibus para Bogotá (60.000 COB).

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19-Fev (Sexta ): Hospedagem no hostel Internacional (23.000 COB) seguido de caminhada pelo centro da candelária, senso durante a caminhada possível ver a troca de guarda da polícia colombiana.  Passeio pela plaza Bolívar cercada pelos edifícios capitólio, palácio da justicia, la Alcaldía e claro a catedral. As pombas na praça e os protestos dos vendedores ambulantes por melhores condições fez parte das atrações.

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20-Fev (Sábado): Caminhada pelos pontos não percorridos, visita pelo museu da polícia onde se pode perceber uma excelente organização nacional para melhor segurança do país em diversas áreas. A noite, a saída estava programada para um bar chamado "Quiebra Canto", mas foi abordada devido o vazio das ruas.

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21-Fev (Domingo): Visita ao Cierro Monserrate usando o funicular para chegar ao topo (5.000 COB) , apesar do dia fechado a visita é indispensável seja pela vista ou sensação de tranquilidade. Saída para quito através de Viva Colombia (US$ 118,00), chegada no final do dia com transporte até parte histórica (US$ 27,00) e hospedagem em B&B (US$ 10,00).

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Outros destinos: Gostaria de ter feito o caminho sugerido em outros post de ônibus para conhecer Cali (Bogotá -» Cali -» Ipiales -» Otavalo -» Quito) mas necessitava mais tempo.

Equador

22-Fev (Segunda): Caminhada pela cidade e passeio por alguns dos pontos turísticos (Iglesia La Companhia e La Basílica, Calle das siete cruzes,  Plaza Grande, Plaza García Moreno, Mirador El Panecillos. Durante a noite visita dos bares na zona La Mariscal (Dirty Sánchez, El poblé diablo,...)

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23-Fev (Terça): Visita a Ciudad Mitad del Mundo e museo Intiñan.

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24-Fev (Quarta): Saída de Quito com trolebús até estação de Quitumbe (US$ 0,25) e ônibus até Baños 1.800m (US$ 4,45). Chegada no final da tarde e hospedagem (US$ 10,00).

25-Fev (Quinta): Início do dia com rafting (US$ 25,00) nível III seguido de almoço pela agência Wonderful Ecuador. Durante as atividades amizade com pessoal incrível de Guayaquil, logo seguimos com Canopy de 1000m sobre o rio (US$ 15,00), visita a cascata Pailón del diablo (US$ 1,50) e "el Casa del árbol" que fica atrás do Volcan Tungurahua a 5.016m (US$ 1,00).

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26-Fev (Sexta): Saída às 11h para Guayaquil com carona.  Chegada no final do dia porque havia rompido uma ponte, logo tivemos que tomar rotas alternativas. Parada durante a viagem para provar fritada (Prato com pedaços de porco com batata frita preparada com cebola em formato de hambúrguer). No final do dia vista a praça das iguanas (incrível para quem nunca viu) seguido de um passado pelo Malecón. Van até Montañita porque o último ônibus das 18:30 já havia partido (US$ 10,00). Chegada àspacer.pngs 23h e busca por hostel, existem vários mas fiquei no mas conveniente Borbor que pertence a surfista (Hamilton) por US$ 5,00.

27-Fev (Sábado): Passeio pela praia durante o dia e reencontro de vários amigos feitos durante o percurso até o hostel (incrível a simpatia de todos). Saída de Montañita para Guayaquil às 18:30 (US$ 6,00) chegando às 9:30.

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28-Fev (Domingo): Retorno Brasil as 5:30 da manhã pela Lan até Lima, TAM até Guarulhos e TAM até Porto Alegre.

Outros destinos: Entros lugares muito bem recomendados que não pude conhecer nesta viagem foram Cuenca, Otavalo, Rota do Sol e Galápagos.

 

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    • Por Marcos A
      Fala galera, estou colocando aqui a nossa experiência fazendo trilhando o vulcão Illiniza Norte, em Quito no Equador. Se quiser dar uma força nosso trabalho, passa lá no nosso site que tem mais posts sobre o Equador e também se cadastrando na nossa newsletter, a gente oferece o livreto "Rumo ao Cume do Illiniza Norte - O Guia Completo", onde a gente responde todas as perguntas sobre como chegar ao cume do vulcão à 5126 metros (custo, como chegar, o que levar, melhor época pra fazer, etc.)
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      O dia começou bem cedo para nós. O motorista nos buscou às 8h da manhã e o nosso primeiro destino seria Machachi, uma cidadezinha a alguns quilômetros de Quito. Lá, nos encontraríamos com o nosso guia e acertaríamos os últimos detalhes para o Illiniza Norte. Não esperava nenhum grande esforço no primeiro dia. Seria um hiking de umas 4h até o refúgio Nuevos Horizontes (4700 metros de altura). Seria muito parecido ao do Rucu Pichincha que havíamos feito no dia anterior. De lá, no dia seguinte, faríamos o ataque ao cume do Illiniza Norte, com seus 5126 metros de altitude.
      Chegamos na entrada da reserva ecológica por volta das 10h30 e lá pelas 11h, começamos a subida até o refúgio. Estávamos um pouco cansados do dia anterior. Deu pra sentir o desgaste. Pra piorar, tivemos que levar muito mais peso do que o esperado, o que dificultou ainda mais a subida.

      O começo lembrava muito a trilha do Rucu Pichincha. Era praticamente a mesma paisagem. Vegetação rasteira, cor verde musgo e muita poeira. Alguns quilômetros depois, a neblina veio com força e a inclinação da trilha aumentou consideravelmente. Tínhamos que fazer zigue-zagues constantes. Não via a hora de chegar, mas parecia que era interminável.

      A parte final seria uma grande montanha de areia cinza e pedras soltas. 1h de subida desgastante. Após vencer o último obstáculo, vimos uma casinha amarela bem distante. Era o refúgio Nuevos Horizontes, o primeiro refúgio construído no Equador. Estava envolto em neblina. Também deu pra sentir que a temperatura havia caído drasticamente naquele ponto.
      O REFÚGIO NUEVOS HORIZONTES
      Enfim estávamos no refúgio. Fomos os primeiros a chegar por incrível que pareça. O refúgio era bem pequeno. Tinha uma pequena mesa e dois banquinhos de madeira bem na entrada. Vários beliches encostados uns nos outros, bem apertado e uma pequena cozinha, onde o administrador do lugar, “Gato”, fazia a coisa funcionar. Não deu tempo nem de colocar as mochilas na cama e já tinha uma sopinha e um chá quentinho nos esperando. O guia aproveitou o momento e disse que o refúgio aceitaria mais pessoas do que o normal e teríamos que dormir nós 3 juntos em uma cama para 2. “Sem problemas”, pensei sem refletir muito.


      Terminamos a sopa e logo fomos tirar uma soneca. Isso era por volta das 14h da tarde. O silêncio estava maravilhoso. Dava pra ouvir o coração batendo tentando levar oxigênio pra todo o corpo a mais de 4700 metros de altitude. Isso tem seu preço. O corpo usa muito mais rápido o líquido que entra e por conta disso, a vontade de fazer xixi é quase instantânea. E não é qualquer xixi, é muitoooooo xixi.

      Bom, uma hora depois, outros grupos foram chegando. O silêncio deu espaço ao barulho. Conversa pra lá e pra cá, e nós ali deitados, tentando descansar ao máximo para o dia seguinte. Foi então que a vontade de ir ao banheiro veio. O banheiro ficava no lado de fora. Eram duas cabines bem rústicas, sem luz e bem sujas. O que esperar, além disso? Vamo que vamo. A aventura de usar o banheiro nessas condições poderia render um post separado, mas vou deixar a sua imaginação fazer o resto.
      Voltando ao refúgio, era hora do jantar. Nos sentamos na mesa com um grupo de mexicanos e começamos a comilança. Uma das meninas virou pra mim e disse “ça va?”. Fiquei meio confuso. Sei falar francês, mas esperava um “¿Como estás?”. Olhei com cara de bunda pra ela e logo veio a pergunta “De onde vocês são?”. Prontamente disse que era brasileiro e todos os mexicanos falaram “HA! Eu disse, ou eram brasileiros, ou franceses!”. Foi a deixa para muita conversa e troca de experiências.
      Voltando ao jantar, uma sopa veio como entrada. Era uma sopa de legumes neutra. Tinha pedido um cardápio sem lactose. Gato virou para mim e perguntou, pode ter um pouquinho de leite? Ou aceitava, ou não comeria nada naquela noite, então disse que não tinha problema. O prato principal foi frango cozido, arroz quentinho e abacate maduro. Uma delícia! Pra finalizar, pêssegos em calda. Tudo acompanhado com chazinho quentinho. O jantar elevou a nossa moral em todos os sentidos.
      Voltamos para a cama e tentamos descansar até as 4h do dia seguinte. Não deu nem 1h depois do jantar e já estava com vontade de ir ao banheiro de novo. E lá vamos nós novamente. Sair do saco de dormir, calçar e encarar o frio do lado de fora pela vontade de fazer xixi que era interminável. Era quase 1 minuto de xixi, coisa que nunca tinha visto na vida. O corpo parecia está em seu modo de sobrevivência, produzindo xixi em uma taxa acelerada para se manter em funcionamento.
      Essa teria sido a última ida ao banheiro antes do ataque ao cume. De volta a cama, coloquei novamente o saco de dormir e dessa vez o guia se juntou a nós. Lembra que dormiríamos 3 em um lugar de 2? Pois, tive que ficar no meio, entre o guia e a Gabriela, por motivos óbvios. Só não contava que seria espremido durante horas, noite adentro. Resolvi dormir do lado contrário e foi assim que consegui recarregar minhas energias até as 4 horas da manhã, quando acordamos para atacar o cume do Illiniza Norte.
      ATAQUE AO CUME DO ILLINIZA NORTE
      Era hora do ataque ao cume do Illiniza Norte. 4h da manhã e começamos os preparativos. Colocamos as roupas, camada por camada, capacetes, lanternas e tudo que era necessário e nos sentamos na mesa para tomar café da manhã. O café foi básico, mas bem potente. Aveia com iogurte, pão e café bem forte. Saímos bem alimentados e prontos para as próximas 6 horas de subida até o cume, à 5126 metros de altitude!

      Saímos e ainda era noite. Fazia menos frio do que o dia anterior, mas ainda sim, incomodava. Ligamos a lanternas pregadas aos capacetes e iniciamos a trilha. Começamos a subida por uma parte arenosa na lateral da montanha, repleta de rochas soltas. Passamos o grupo que saiu minutos antes da gente e continuamos em frente.

      Em determinado momento, o sol começou a aparecer. Minha expectativa era que pudéssemos ver o nascer do sol lá de cima, com vista privilegiada aos vulcões acima das nuvens, principalmente o Cotopaxi. Tinha visto vários vídeos incríveis e mentalizei aquele momento. Entretanto, a neblina tinha estragado meus planos. Não dava pra ver quase nada, somente um pequeno pedaço do caminho que devíamos percorrer. O vento e o frio foram aumentando e as pedras que antes estavam negras e um pouco úmidas, agora estavam cobertas por gelo e neve.
      Isso tornaria a subida mais cuidadosa e consequentemente mais perigosa. Pra completar, ventava forte, muito forte, cada vez mais forte. O nosso guia estava focado e tudo que mandava fazer, executávamos sem hesitar.
      Horas de subida e de pequenas escaladas, havíamos chegado ao famoso Paso de la Muerte, o ponto mais perigoso antes do cume do Illiniza Norte. Era um paredão de rochas que para ser transposto, deveríamos descer um pouco e passar por um desfiladeiro e depois subir novamente. O cume ficava algumas centenas de metros dali. Hesitamos um pouco, mas o guia manteve o foco e nos encorajou. Fui o primeiro a descer. O guia se posicionou mais acima, segurando a corda, me ajudando a descer lentamente, pedra por pedra. Em alguns momentos eu não tinha nada além do meu corpo pra usar como apoio. Tinha que usar as mãos, descer o máximo possível e confiar que haveria outra pedra ali embaixo pra me acudir. Funcionou…


      Passamos a parte mais complicada e depois de alguns minutos, em uma última escalada, chegamos ao cume. Diferente do Rucu Pichincha, a emoção não veio como esperado. Nenhuma lágrima, nenhum grito, nada. Um sorriso foi a única coisa que veio. De alívio acho. Tinha sido uma subida complicada. O vento batia forte e não perdoava. Minhas mãos já estavam quase sem movimento devido ao frio. Dava pra ver a cruz congelada atrás do guia, mas devido às condições climáticas, ele não deixou ir mais adiante para tocá-la. O terreno estava instável e o vento estava forte. Tiramos fotos com o celular, já que a maquina congelou de tanto frio. Essas são as únicas fotos que temos. Depois de alguns rápidos minutos, começamos a descida.
      A rota de descida seria outra. Não voltamos pelo refúgio, mas sim por uma rota alternativa, mais rápida pela lateral da montanha. Era um desfiladeiro de rochas e terra. Tínhamos somente que descer, descer e descer. A inclinação era tanta que mal dava pra estabilizar o corpo e a velocidade de descida. Caímos várias vezes pra resumir. Durante uma boa parte decidimos somente descer como um tobogã. Ajudou um pouco, mas não por muito tempo. Tínhamos que sair rápido dali, pois, o grupo que vinha logo atrás poderia jogar pedras sobre nós.
      Passado o sufoco, a trilha foi se nivelado novamente e alguns minutos depois já estávamos novamente na trilha principal, indo em direção ao estacionamento. Estava com a garganta bem ruim e ficando cada vez mais resfriado. Não pensava muito sobre isso. A cabeça só pensava em chegar logo pra descansar. Teria que me cuidar e descansar bastante se quisesse ter chance de subir o Cotopaxi. Esse sim seria difícil, exigiria de nós muito mais esforço e preparo. Tiramos os próximos dias para descansar e torcer para que o corpo suportasse o último grande desafio.
    • Por Marcos A
      Fala galera, estou colocando aqui a nossa experiência fazendo trilhando o vulcão Rucu Pichincha, em Quito no Equador. Se quiser dar uma força nosso trabalho, passa lá no nosso site que tem mais posts sobre o Equador e também se cadastrando na nossa newsletter, a gente oferece o livreto "Trilhando o Rucu Pichincha - O Guia Completo", onde a gente responde todas as perguntas sobre como chegar ao cume do vulcão (custo, como chegar, o que levar, melhor época pra fazer, etc.)
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      Acordamos bem cedinho, preparamos o café e pedimos o táxi até o teleférico de Quito na recepção do hostel. Tentaríamos subir ao cume do vulcão Rucu Pichincha. Deixamos tudo preparado no dia anterior para não perder tempo. Queríamos chegar no máximo às 9h da manhã, hora que o teleférico de Quito (chamado TelefériQo) abriria naquela terça-feira, 1 de janeiro.

      Saímos do teleférico rapidamente e logo começamos a trilha. Ela começa indo para a esquerda, subindo umas escadarias por trás de um prédio. Dali pra frente, não tem muito erro. Foram quilômetros e quilômetros de subidas intermináveis, mas como estávamos dosando os passos, não foi nada complicado.

      Eu diria que a trilha ao cume do vulcão Rucu Pichincha é dividida em três partes. A primeira parte, a mais longa, é composta de um hiking moderado em uma trilha bem sinalizada. É a parte mais tranquila de toda a trilha. A vista que tínhamos de Quito e das montanhas ao redor era incrível. Dava pra ver todos os principais vulcões do Equador no horizonte, principalmente o Cotopaxi, imponente, majestoso, surgindo ao fundo da cidade. Além disso, a vegetação era muito característica. Era praticamente rasteira com algumas árvores e flores que nunca tínhamos visto. Parecia um cenário do Senhor dos Anéis.

      A segunda parte da trilha começou lá pelo 3,5 quilômetro. Estávamos mais perto do cume do vulcão Rucu Pichincha, e lá, as coisas começaram a ficar mais complicadas. A trilha foi deixando de ser fácil para ser tornar somente um filetinho de terra na encosta do vulcão, composto principalmente de pedras soltas, alguns pequenos rochedos (que tivemos que escalar) e areia escorregadia. Um paredão de pedras negras surgiu mais a frente e o vento aumentou consideravelmente, assim como a temperatura ficou um pouco mais baixa. Até esse ponto, nada que nos assustou o bastante para nos desmotivar de continuar e alcançar o cume.

      E finalmente, a terceira parte e mais complicada de todas. Até ali, não sentimos em nenhum momento o efeito da altitude (estávamos a mais de 4000 metros de altura) e o corpo respondia a todos os comandos. Foi na terceira parte que tivemos a ideia de esforço. Depois de contornar o paredão de rochas negras, um enorme desfiladeiro de areia e pedras apareceu. Muito grande. Começava justamente bem perto ao cume e descia praticamente por todo o vulcão. A trilha ali já não tinha mais sinalizações que faziam sentido e cada um tentava subir da maneira que dava. Isso incluiu a gente.
      Começamos a subir e vimos que ninguém tinha ido atrás de nós. A pergunta ficou no ar: “Só a gente está certo?”. Demos meia volta, descendo quase que esquiando sobre a areia para acompanhar o grupo de pessoas que subiam com a gente. Depois de alguns minutos de trilha incompreensível, chegamos de fato ao paredão de rochas negras. Não tínhamos escolha, era subir ou subir. A inclinação passava dos 50 graus na maioria dos trechos.

      Começamos a subida, pedra por pedra, com o maior cuidado possível, pois qualquer deslize poderia ser fatal. Em um dado momento, não sabíamos mais como subir. Lá do alto, um equatoriano gritou, desceu alguns metros e nos ajudou a encontrar o melhor lugar para escalar. Foi muito gentil e nos ajudou bastante! Antes disso, estávamos quase pensando em desistir, com medo da inclinação e da dificuldade da subida. Além disso, algumas pedras que se desprenderam quase nos acertaram. Mas essa ajuda nos trouxe mais ânimo e alguns minutos depois, chegamos ao cume, a incríveis 4698 metros de altitude, nosso recorde até então.
      A emoção era tanta, eu e Gabriela nos abraçamos e começamos a lacrimejar. O abraço foi demorado, quase de alívio por ter chegado vivo ali em cima. Não conseguíamos acreditar que tínhamos chegado ao cume do Rucu Pichincha. A sensação foi intensa, uma alegria imensa de mais um passo cumprido rumo ao objetivo final.


      Nos sentamos, comemos e descansamos um pouco. Percorremos toda a extensão do cume e tiramos várias fotos. Lá no alto, encontramos um guia que levava um grupo de americanos ao cume. Era do Equador (se chamava Alejo) e parecia super doido.
      Conversando com a gente, ele disse que já percorreu todo o Rio Amazonas saindo do Equador de barco e em suas próprias palavras: “foi uma coisa de louco!”. Só ouvindo pra acreditar. Ele também nos ajudou nos informando a melhor rota pra descer o vulcão.
      Ficamos por mais alguns minutos no cume e resolvemos descer. A descida foi mais tranquila do que a subida, mas devido ao cansaço um pouco mais perigosa. Em um determinado momento, quase despenquei de um rochedo por não ter ponto de apoio para os pés. Mas não passou de um susto, se não estaria aqui para contar a história.

      A trilha de volta dava uma visão limpa e direta do Cotopaxi. Foi praticamente nosso companheiro durante toda a descida. Algumas horas depois, estávamos novamente no teleférico, prontos para descer e descansar. Teríamos mais um grande desafio no outro dia: o Illiniza Norte.
    • Por Marcos A
      Fala galera, estou colocando aqui a nossa experiência fazendo trilhando o Sandero de las Orquídeas, na Laguna Cuicocha no Equador. Se quiser dar uma força nosso trabalho, passa lá no nosso site que tem mais posts sobre o Equador e também se cadastrando na nossa newsletter, a gente oferece o livreto "Trilhando a Laguna Cuicocha - O Guia Completo", onde a gente responde todas as perguntas sobre a trilha na Laguna Cuicocha (custo, como chegar, o que levar, melhor época pra fazer, etc.)
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      Primeira atividade de aclimatação à altitude. Nesse dia, faríamos o hiking em volta da Laguna Cuicocha, localizada a alguns quilômetros de Otavalo. O Sandero de las Orquídeas, como é chamada a trilha que circunda a lagoa, possui 14 km de extensão e é feito normalmente em 4-5 horas. É uma bela experiência pra quem quer conhecer mais a região ao redor da cidade de Otavalo, além do seu famoso mercado artesanal.
      Chegamos ao terminal de Otavalo bem cedo. Mal tínhamos tomado café e já estávamos procurando o ônibus rumo à Cotacachi (USD 0.35). Esse ônibus faz uma parada em Quiroga, um pequeno povoado de onde saem os táxis rumo à Laguna Cuicocha. Não deu erro. Chegamos a Quiroga e na praça principal, várias caminhonetes brancas já acenavam a espera dos próximos turistas. A viagem de Quiroga até a lagoa durou 15 minutos e custou 5 dólares.


      O táxi nos deixou no centro de informações do parque. Quando chegamos, estava praticamente vazio. Vimos somente alguns grupos que iriam fazer a mesma trilha com a gente, e nada mais. Por recomendação na entrada do parque Cotacachi-Cayapas (entrada gratuita), começamos a trilha pelo sentido anti-horário. Li em vários blogs que começar pelo sentido horário não é permitido e pude constatar com o aviso acima. Além disso, o sentido anti-horário é bem mais cômodo. A dificuldade maior está no começo. A subida até a altitude máxima da trilha acontece primeiro e depois fica muito tranquilo.


      A sinalização da trilha é algo a se destacar. Placas e avisos estavam espalhados por todos os lados, sendo quase impossível de se perder. Inúmeros mirantes também estavam dispostos em pontos estratégicos com vista privilegiada para a lagoa. Em questão de organização, esse foi um dos hikings mais bem estruturados que fizemos, melhor até do que os que temos aqui no Canadá.


      Bom, voltando à trilha, o objetivo seria fazer todo o circuito em pelo menos 4 horas. Mantivemos um ritmo bem tranquilo, mesmo na subida, e paramos constantemente para descansar e tirar fotos. A vegetação era bem característica. Era de cor verde musgo, com inúmeras orquídeas de cores e formatos diferentes. Daí o nome da trilha.


      Em alguns momentos me pegava pensando: “pera aí, esse lugar parece muito as trilhas pelo cerrado que fazíamos em Brasília”. Parecia de mais! Eu só acreditava que estava em um lugar diferente quando olhava para o lado e via a imensa lagoa, com duas ilhas no meio. Era difícil de explicar. O encanto aumentava quando olhava para os arredores da lagoa e via os vulcões Cotacachi e Imbabura. Em alguns pontos da trilha, dava pra ver os maiores vulcões, como o Cayambe e o Cotopaxi, bem de longe. Era por pouco tempo, já que as nuvens passavam os cobrindo constantemente.

      Depois de um pouco mais de 4 horas de trilha, 14 km percorridos e muitas paisagens extraordinárias, chegamos novamente ao Centro de Informações, onde comemos e esperamos o táxi de volta à Quiroga com vista privilegiada para toda a lagoa e para o vulcão Cotacachi (foto acima). Na hora exata, o taxista chegou e embarcamos em direção à Quito. A viagem de volta demorou praticamente a mesma coisa que a ida e umas 3h depois já estávamos no hostel em Quito, felizes por ter completado com sucesso o primeiro passo de aclimatação.
    • Por Roberto Bessa
      Olá pessoal, estou planejando fazer uma viagem com meu Chevette 1981 saindo de Petrópolis RJ indo até a cidade de Quevedo no Equador em Abril de 2020, alguém já fez esse trajeto sabe informar quais documentações preciso para o carro circular nos países que vou passar? (Argentina, Chile, Peru, Equador e talvez Bolívia)
      Obrigado!
       

    • Por thiago.martini
      Amigos Mochileiros,
      Como o único relato que tem sobre o trekking a Ciudad Perdida é de 2010 (muito bom por sinal e me ajudou bastante) resolvi escrever sobre a experiência que eu e minha esposa tivemos em outubro deste ano neste trekking incrível.
      No meu instagram (@thiagomrp) tem uma postagem para cada dia da trilha, com várias fotos do percurso. Quem quiser, é só dar uma conferida.
       
      PREPARAÇÃO
      Foi bem difícil achar boas informações sobre o trekking em sites brasileiros. Só um relato aqui no Mochileiros.com e poucas informações recentes. Acabei assistindo alguns vídeos feitos por viajantes gringos, buscando informações em sites colombianos e conversando com o hostel que iria nos hospedar em Santa Marta.
      Pelo que tinha pesquisado, sabia que a caminhada seria um pouco difícil, então resolvemos intensificar um pouco os treinos (fazemos treino funcional pelo menos 3 vezes por semana).
      Fiquei em dúvida sobre comprar antecipadamente ou fechar na hora. Conversei com o pessoal do hostel por e-mail (Masaya Santa Marta – recomendo muito a estadia lá) e me orientaram que sempre tinham saídas e que a diferença seria o pagamento com ou sem taxas do cartão. Em resumo, pagando lá haveria uma taxa de 3% do cartão de crédito (que de fato não ocorreu, mais adiante explico).
      Então como preparação apenas reservei o hostel em Santa Marta (Masaya) para dois dias antes do trekking e um dia depois. Assim poderíamos deixar nossos mochilões lá mesmo.
       
      COMPRA DO TOUR (dia 07/10/2019)
      Compramos o tour no próprio hostel, pelo mesmo preço que costuma ser o padrão das empresas de Santa Marta, COP 1.100.000,00. Na época que estivemos lá a melhor cotação que achamos foi 1 real para 780 COP’s. Com essa cotação nosso trekking ficou por +- R$ 1.400,00 cada um. Não tivemos a tal taxa extra, porque o atendente nos enviou um link (tipo paypal) e pagamos diretamente no site.
      Aproveitamos para pegar informações com o atendente, Francisco, que tinha sido tradutor nessa trilha por diversas vezes. Segundo ele não seria TÃO difícil. Ledo engano nosso kkkkk.
       
      DIA 1 (09/10/2019)
      Entre 8h30 e 9h00 passariam nos recolher para o tour. Às 8h30 já estávamos na recepção. Vi um rapaz com roupa de agência e perguntei se estava nos esperando. Ele disse que não. Apenas outras duas pessoas. Até aí, ok então.
      Esperei mais uns 15 minutos e nada da nossa agência. Fui falar com o rapaz sentado e perguntei se o nosso tour não era com ele também. Me perguntou qual era a nossa agência. Aqui descuido meu, não tinha perguntado ao Francisco qual era a agência. Mostrei para ela o comprovante de pagamento, ele fez uma ligação e confirmou que a gente também tinha que ir com ele. Uffaaaa, que sorte que fui abordá-lo.
      Entramos num 4x4 e recolhemos algumas pessoas pelo trajeto. Fomos até a agência antes de sair. Depois de um rápido briefing pegamos a estrada.
      Nosso grupo tinha 9 pessoas (5 colombianos, 2 ingleses, 1 alemão, 1 norte-americana e nós 2 de brasileiros). 
      Foram cerca de 1h30 de estrada de asfalto, com um motorista dirigindo loucamente kkkk.
      Por volta das 11h00 estávamos na entrada do Parque Nacional de Sierra Nevada. Lá pausa rápida para banheiro, colocar nossas pulseira de autorização para entrar no parque e mais 45 minutos de estrada de chão, com várias subidas e descidas irregulares e travessias de rio. Foi bem emocionante kkkk.
      Perto das 12h00 chegamos ao restaurante onde almoçamos e depois iniciamos nossa caminhada. Prato feito com arroz, feijão, salada, coxa com sobrecoxa e, é claro, patacones (que delícia kkk). Os pratos de comida são muito grandes. Eu não consegui comer tudo.
      Por volta das 13h15 saímos para iniciar nossa caminhada.
      O primeiro dia é basicamente uma longa caminhada estrada acima, com algumas barraquinhas no meio do caminho vendendo água, refri, cerveja, cacau, suco de laranja etc.
      Esse dia totalizou 12,2 kms com solzão na cabeça.
      Chamou atenção nesse dia a quantidade de aranhas e suas teias nas árvores.
      Chegamos no acampamento por volta da 16h45. Todos os acampamentos são ao lado de rio. Nesse primeiro tinha uma piscina natural que o povo pulava do alto de uma pedra. Eu sou meio cagão para água, mas tomei coragem e pulei, minha esposa também. Foi uma baita adrenalina. Tem o vídeo no meu instagram (@thiagomrp).
      Depois de um mergulho revigorante nas águas frias do rio, fomos tomar banho para jantar e dormir.
      Dica: muita atenção nos acampamentos com aranhas, escorpiões e cobras. O nosso guia nos alertou. Nós optamos por pendurar as botas no alto (o que depois foi seguido pelos colegas) e SEMPRE deixar as mochilas fechadas, para evitar entrada de bichos. Também revisamos as camas antes de deitar.
      Jantar estava muito farto e gostoso. Depois um brefing sobre o próximo dia e conversas sobre a história da trilha, da região, do povo Tayrona etc. Tudo muito interessante.
      Às 20h00 já estamos deitados e às 21h00 apagaram as luzes.
       
      DIA 2 (10/10/2019)
      Despertadores tocaram as 5h00 para nos arrumarmos, tomarmos café e saímos às 6h00. Acontece que no grupo tinha uma criança (11 anos) que só levantou às 6h00 e daí que foi tomar café. Ficamos bem impacientes, inclusive o guia. Aqui falha dos pais que não acordaram a criança antes e apressaram ela. Acabamos saindo 6h30.
      O segundo dia já era sabido com sendo o pior, e realmente foi. Foram 21,2 kms com muitas subidas e muita lama pelo caminho. Lugares bem escorregadios para caminhar. Nos levamos nossos próprios bastões, quem não tinha estava improvisando com tronco de árvore.
      Às 9h00 chegamos no lugar onde almoçamos. Fizemos uma parada mais longa com direito a visitar uma cachoeira próxima. Valeu muito a pena.
      Às 10h30 já estávamos almoçando e 11h00 voltamos a caminhar.
      A segunda parte do dia foi beeeeemmm difícil. Muita subida e lama.
      Por volta das 14h00 começou a chover, então complicou um pouco mais. Era subida sem fim, com chuva e fome. Por sorte chegamos numa vendinha e lá tinha frutas para nós. Foi revigorante.
      Aliás, em várias vendinhas as agências providenciam frutas para o pessoal, normalmente melancia, laranja ou abacaxi (muito doce por sinal).
      Chegamos no acampamento às 16h10, bem cansados. É o último acampamento antes da Ciudad Perdida, então todas as agências ficam no mesmo lugar. É o que tem a estrutura mais precária, mas mesmo assim foi ok.
      Jantamos, conversamos e antes das 20h00 já estávamos deitados. Às 21h00 apagaram as luzes.
       
      DIA 3 (11/10/2019)
      Novamente levantamos às 5h00, café da manhã e as 6h30 saímos. Aqui o atraso foi proposital. Como 10 minutos após o acampamento tem a travessia de um rio, o guia preferiu atrasarmos um pouco para não ter que ficar esperando na margem do rio os demais grupos atravessarem.
      Que travessia hein!
      Deve ser uns 20 metros de uma margem a outra, com pedras e correnteza forte. Duas cordas ajudam, aliás, todo mundo se ajuda porque a correnteza é muito forte mesmo.
      Depois de recolocar as botas, mais uns 10 minutos caminhando e chegamos no início das escadas que levam a Ciudad Perdida. Mais de 1200 degraus pela frente. Muita atenção, pois os degraus são curtos e bem úmidos.
      Às 7h10 já estávamos na entrada da Ciudad Perdida. Passaportes (dados pelo próprio parque com a história do lugar) foram distribuídos e carimbados.
      Nos acomodamos num lugar para ouvir o guia contar sobre a história da Ciudad Perdida e seu povo. Depois de um tempo saímos para desbravar o lugar.
      Você vai encontrar vários militares do exercício pelos caminhos da Ciudad Perdida. Eles estão ali para marcar a presença do Estado e oferecer segurança. Foram todos amigáveis e até tiraram fotos com a bandeira do Brasil (eu sempre viajo com uma).
      Na saída da Ciudad Perdida nosso guia passou na oca do líder espiritual, Mamo, porém ele não estava. Apenas sua esposa que vendeu algumas pulseirinhas feitas por ela para o grupo.
      Por volta das 10h00 já estávamos descendo de volta ao acampamento em que passamos a noite. Almoçamos por lá e depois voltamos até o acampamento em que almoçamos no segundo dia.
      Nesse dia foram quase 22km caminhados. Foi puxado, mas nem tanto.
      A noite jantamos e antes de dormir tivemos a oportunidade de ouvir histórias de um índio de uma tribo descendente dos Tayronas. Ele mostrou instrumentos de trabalho, o poporo (instrumento usado apenas pelos homens para consumir a folha de coca) e outros utensílios. Foi uma conversa legal. Ele falava mais ou menos o espanhol e era auxiliado pelo nosso guia. Uma experiência bem bacana.
       
      DIA 4 (12/10/2019)
      Novamente acordamos as 5h00 e 6h30 já estávamos caminhando para terminar o nosso trekking. O objetivo era chegar para o almoço no local onde iniciamos nossa aventura. Lá onde o 4x4 nos deixou e voltaria nos pegar.
      Umas subidas bem fortes, com quase 1 hora de subida initerrupta. Foi bem puxado.
      Confesso que tenho dúvidas se foi o segundo ou último dia o mais difícil. Ambos foram muito puxados.
      Por volta das 10h00 paramos tomar um suco e comer um bolo no mesmo local do primeiro acampamento. Descansamos um pouco e logo partimos.
      Eu e minha esposa aceleramos o passo porque queríamos terminar antes do meio dia. Não porque tivéssemos pressa, mas só para ter um objetivo.
      Uma parte do grupo foi mais rápido conosco e o resto seguiu mais lento com o guia.
      Esse trecho final foi aquele na estrada com o sol na cabeça do primeiro dia. Dessa vez o sol estava até mais forte, por isso cada vez mais queríamos chegar antes.
      Exatamente 11h50 chegamos no restaurante. Fui um trecho bem cansativo, quase 22,5 km. Todos que chegavam já foram arrancado as botas e deitando pelo chão gelado, era a melhor coisa naquele calor kkkk.
      Cerca de 1 hora depois chegou o resto do grupo.
      Almoçamos e por volta da 14h00 já estávamos no 4x4 para retornarmos até Santa Marta.
       
      SALDO FINAL
      Talvez tenha sido o trekking mais difícil que já fiz na vida (já fiz Salkantay no Peru e vários outros no sul do Brasil).
      Foi puxado, subidas e sol fortes e uma umidade muito grande, suávamos muito.
      Faria tudo de volta? Sem sombra de dúvidas, SIM.
      Foi uma experiência muito legal, uma caminhada difícil e desafiadora, com um grupo nota 10, guia e tradutor muito gente boa e estrutura de acampamentos legal. Várias vezes nos pegávamos falando: “estamos no meio da selva colombiana!!!”. E realmente é isso. É uma selva bem fechada, úmida, com rios, cachoeiras, pedras e lama.
      Trekking a Ciudad Perdida marcado como FEITO e RECOMENDADO a todos mochileiros e trilheiros!
       
      Obs.: tentarei colocar algumas fotos nos próximos comentários. Quem quiser pode ver algumas no meu instagram @thiagomrp. 
       


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