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http://jorgebeer.multiply.com/photos/album/142/Travessia_do_Quilombo

 

TRAVESSIA DO VALE DO QUILOMBO

O Vale do Quilombo é um dos vários rincões selvagens nada visitados q se traduzem em fundos vales cavados por rios de águas cristalinas. Situado em Paranapiacaba e paralelo ao Vale do Rio Mogi, o Quilombo despeja suas águas através dos ingremes e escarpados contrafortes serranos rumo Santos formando inúmeros remansos, cânions, poços gigantescos e cachus. Como descer o rio era pura questão de tempo, resolvemos matar essa desfeita neste ultimo fds apenas pra indicar mais este programa radical de 2 dias q rasga o vale serra abaixo até o tradicional Poço das Moças, vencendo árduos 1180m de desnível, pra depois subi-los novamente até a vila inglesa. Aventura, adrenalina e perrengue garantidos q comprovam q fora dos limites formais de Paranapiacaba existe mta coisa ainda pra explorar.

 

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Um dos meus filmes preferidos é “King Kong” onde a parte q mais gosto é a minuciosa e emocionante exploração da misteriosa “Ilha da Caveira”, habitat do personagem-titulo. O clima de aventura e tensão q se instaura até metade da produção é fantástico no q se refere tanto a diversão escapista como a interrogação qq da busca rumo o desconhecido. O resto é encheção de lingüiça melodramática. E era essa mesma ansiedade q tomava conta de mim na véspera da trip proposta, já q desde meu primeiro contato com o Rio Quilombo (algo de uns 3 anos), sempre cogitei ávidamente a possibilidade de um dia descê-lo por completo, percorrendo seus misteriosos meandros atraves de td sua extensão, serra abaixo. Já estivera em seus limites extremos, mas sempre me indaguei: o q haveria bem no meio? Contudo, a falta de cia apropriada, disponibilidade de tempo ou qq outro porém sempre terminei adiando este programa de fds. Ate agora. E pra entrar previamente no clima revi o filme do enorme simio á noite anterior a empreitada.

A previsão de tempo era bastante incerta mas ainda assim, teimosos feito mulas, fomos resolver essa antiga pendega com a Serra do Mar nos arredores de Paranapiacaba q era descer o Rio Quilombo. Dessa forma eu, Fernando e Abade (ambos da“T2 Aventura”) chegamos numa vila inglesa envolta em seu tradicional e indefectível nevoeiro as 8:30. A passos ligeiros tomamos rumo o Taquarussu de modo a ganhar o maior de tempo possível na pernada, e meia hora depois mergulhávamos finalmente na mata fria e úmida da picada principal q leva tanto pra “Comunidade”, pro Quilombo e o Anhangabaú, q por sua vez era um brejo só em virtude das ultimas chuvas. O ritmo imposto à caminhada e o calor abafado imediatamente fizeram nossos corpos se encharcarem de suor, mesmo com rápidas paradas pra clicar este ou aquele outro detalhe dos habitantes da floresta.

Com a mata filtrando através de suas folhas um tímido sol ameaçando sair, o canto metálico de uma araponga avisava-nos da chegada à famosa “bifurcação das bananeiras”, as 10:30. Tomando o ramo da esquerda e sempre no mesmo compasso, ignoramos as bifurcações sgtes sempre buscando nos manter na vereda principal, embora no coração da floresta reconhecer isto seja algo bem subjetivo eonde há certa necessidade de alguma vivência na mesma pra discernimento das poucas ocasiões necessárias de farejo da mesma, principalmente qdo o caminho se encontra repleto de obstáculos, como mta mata tombada por exemplo. O trecho final, marcado por uma interminável descida de crista de declividade considerável, foi feito na base da corrida de forma ate meio irresponsável; com o chão besuntado de lama escorregadia e da inércia inerente de nossa velocidade imposta o risco do nosso freio falhar e meter a cara no chão ou na arvore sgte era constante.

 

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Após um curto trecho desescalaminhando pedras numa vala erodida, alcançamos enfim o Rio Quilombo nos arredores do “Rancho 71”, um antigo reduto de palmiteiros, as 11:10. Empolados no alto de uma gde pedra as margens do rio nos brindamos com uma pausa de descanso e de lanche merecido antes de efetivametne começar a descida do mesmo. O local é emblemático do q estava por vir: enormes pedras desmoronadas formando gdes cachus e belos poços represados entre os rochedos cercados da mais espessa mata!

Dez minutos depois dávamos inicio oficialmente à trip, descendo com cautela a larga lajota de pedra em q estávamos pra acompanhar o rio pela margem direita. Mas isso durou pouco pq poços, abismos, pedras e pirambas rochosas maiores surgiram nos obrigando a cruzar à outra margem, e assim sucessivamente fomos “costurando” o rio conforme a segurança ditava. Este trecho é bem íngreme e perde-se altitude com rapidez em meio a um rio furioso. Andar pelas pedras requer extremo cuidado pois estão besuntadas de um limo visguento desgraçado, e derrapar nelas era um risco quase q constante de acidente serio. Por esta razão td travessia foi feita com calma, sem pressa, mas ainda assim isso não nos livrou de belos capotes, carimbadas de bunda e pancadas na canela.

 

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Por volta das 13:30 a declividade suavizou e fomos pela margem esquerda, q era dominada por pequenas pedras roladas. Mas não tardou a monólitos rochosos maiores barrarem nossa avanço nos obrigando a contorná-los, seja na escalaminhada de pedras seja no vara-mato de encosta puro e simples. Felizmente sem maiores dificuldades, pra espanto das varias pererequinhas q saltavam assim q surgiamos. Ate outra vez a declividade aumentar e a paisagem se assemelhar com a de inicio. Apesar de relativamente lento em virtude da cautela com pedras escorregadias, nosso ritmo era constante sem nada q o alterasse. Ainda assim estavamos preparados pra qq surpresa q surgisse na próxima curva do rio.

E assim nos reverzavamos na dianteira na tarefa de decidir q caminho era o mais segura pra atingir o patamar sgte, rio abaixo. O esforço conjunto tanto dos braços como das pernas q o tempo td nos mantinha transpirando, mas por sorte estavamos bem do lado do rio, cujo liquido universal translucido em mais de uma ocasião refrescou tanto nossos rostos qto nossa goela seca, embora mtas vezes tivessemos q andar através dele com agua quase ate a cintura. Enqto isso, o tempo mantinha-se apenas naquela nebulosidade clara, não se decidindo se chovia ou abria. O destaque neste trecho foram os incontáveis remansos repletos de monumentos rochosos, poços, gdes cachus e piscinoes naturebas. Parar, no meu caso, era impossível em virtude das trocentas moscas-varejeiras q não perdiam um descuido nosso pra sugar sangue fácil numa irritante e dolorida mordida! Dessa forma seguimos em frente firme e forte, engolindo td sorte de teia de aranha q surgia inadvertidamente na minha frente! De suas margens, observamos como os cipós, espinheiros, os galhos das árvores e as folhas secas enroscam-se, a ponto de impedir a penetração do sol.

 

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Seguindo sempre nesse compasso árduo, porem constante, atingimos o inicio de um aparente canionzao, com enormes paredões inclinados emparevam com media declividade o rio q serpenteava sinuosamente através dele. Aqui houve necessidade e subir a encosta direita diversas ocasioes e avançar em meio à vegetação até retornar outra vez á margem do rio, bem mais adiante. E assim sucessivamente ate q chegamos num local onde o rio cavava um cânion ate desaguar no pai de tds os poços daqui, as 15:30, um mega-maxi poço do tamanho de um campo de futebol oficial, envolto em gdes muralhas de pedra inclinadas num ângulo de 45 graus!!! O enorme espelho dágua refletia maravilhosamente a nebulosidade clara daquele horário de forma impar. Ao contorna-lo, na encosta encontramos vestígios de uma trilha e uma clareira de acampamento. Sera q essa trilha era a q vem da “Cruz do Firmino”? Fica lançada a duvida e mais um motivo pra retornar pra mais explorações.

Dando as costas ao mega poço damos continuidade à pernada inabalável rio abaixo, alternando trechos íngremes com outros mais suaves. A paisagem alternava-se com freqüência de gigantescas pedras desmoronadas e pequenos cânions q culminavam sempre em majestuosos e convidativos poços ideais pra banho, embora a esta altura uma fina garoa comecava a fustigar nosso rosto suado. Foi a partir das 16hrs q começamos a ficar preocupados da demora em chegar no Poço das Moças, apesar do nosso ritmo ágil. “Meu, essa porra não acaba! Kd o Poço?”, reclamava Abade. Mas sua preocupação era justificada, já q ele era o único q não trazia nada prum eventual pernoite, apesar de ter sido previamente avisado do risco da pernada não ser concluída naquele dia. Eu e o Fernando estavamos bem precavidos e não tínhamos pressa alguma, mas éramos apressados justamente pelo descuidado Abade, q não queria de forma alguma ficar ao relento caso houvesse necessidade. E a tarde já quase no fim..

A pernada prosseguiu árdua ate q chegamos noutro canionzao q acompanhamos outra vez pela mata, na margem direita, e la encontramos uma picada bem evidente q ia na direção desejada. Como ir pela picada vereda bem mais q pelo rio não tivemos duvida e fomos por ela, ganhando tempo. Mas as 17:30 esbarramos com 3 jovens (um deles segurando uma galinha desesperada pra não ir pra panela!) numa barraca q nos informou já estarmos no Poço das Moças!!! Dito e feito, olhei com atenção em volta e realmente aquele lugar me era conhecido, havíamos concluído a travessia!! Uhuuu! Se prosseguissemos 500m abaixo desembocariamos numa represa e depois o Quilombo corria manso, quase na horizontal, em meio ao bairro do mesmo nome ate desaguar próximo da Rodovia Piacangüera. Uma fina garoa voltava a cair e nos presenteamos um momento de descanso e de lanche naquele bucólico lugar enqto conversávamos com o trio, q fazia parte dos “Funiculeiros”, grupo q costuma andar pelo antigo sistema funicular de Paranapiacaba serra a abaixo, e vice-versa.

 

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O papo tava bom mas tínhamos q ser ligeiros e rápidos. Eu estava preocupado com o q ainda tínhamos pela frente, afinal a travessia havia sido concluída mas não a trip! Havia ainda q vencer os 1180m q nos separavam da vila de Paranapiacaba através de uma trilha q eu conhecia razoavelmente, porem isso com luz natural. Como o ultimo q desejava era andar a noite apressei meus colegas pq afinal á noite tds os gatos são pardos e qq coisa pode ser uma trilha, podendo haver alguma confusão no caminho.

Nos despedimos do trio funiculeiro e as 18:45 inciamos o longo e íngreme caminho q tínhamos pela frente ainda. E tome uma forte e interminável piramba quase na vertical - similar à do Corcovado de Ubatuba - q num piscar de olhos ensopou nosso rosto e nos separou uns dos outros! Mas a declividade era apenas um dos obstáculos, pois umedecida pela chuva fazia com q déssemos um passo e retrocedêssemos dois, escorregando! E assim fomos ganhando lentamente altitude ate o som do rio ficar lá atrás. A subida tb exigiu bastante do Fernando, q teve q parar em mais de uma ocasião acometido de fortes cãibras nas pernas e uma dor-de-cabeça dos infernos.

Após um tempão q pareceu interminável começaram a surgir as bifurcações q geraram duvida da minha parte, mas esta preocupação se diluiu assim q a picada nivelou e subiu em ziguezagues a encosta, dando na Pedra Lisa e onde nunca tomamos agua com tanto gosto, já quase escurecendo. Daí começou outra vez uma íngreme subida vertical onde os atalhos apenas mais confundem q ajudam qdo se tem pouca visibilidade, o q nos obrigou a usar as headlamps. Mas ainda assim isso foi insuficiente, principalmente qdo o único q conhecia o caminho (mais ou menos) era eu, e olha q à noite sou cegueta total em virtude da minha maledita miopia, mesmo com lanterna. Por isso q evito andar a noite pois não confio em meus instintos.

Áquela altura estavamos ensopados por completo pela chuva q novamente caia e após duas bifurcações em “T” numa piramba vertical começamos a bordejar a encosta direita da montanha durante um tempão. Já eram quase 20:30 e na demora obvia em alcançar o “Mirante” q a ficha caiu: nalgum lugar havíamos tomado a picada errada!!! Bosta!!! Particularmente estava muito cansado e já não raciocinava nem enxergava direito, so vendo a hora de encostar nalgum canto e desfalecer. O pessoal insistiu em prosseguir mas foi voto vencido qdo percebeu q isso so nos levaria mais longe ainda, q já estávamos no rumo errado. E andar noite adentro às cegas tava fora de cogitação! Conclusão: não terminaríamos infelizmente naquele dia, daríamos um jeito de passar a noite ali e terminaríamos somente na manha sgte!

 

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E assim cada um aninhou-se do lado da picada como pôde. Eu trazia minha rede á tiracolo e não tive problemas em arrumar duas arvores pra acomodá-la me cobrindo com um plástico pra proteger da chuva; já o Fernando e o Abade dividiram um plástico e isolante no chão e se cobriram com uma pequena lona enqto tentavam se acomodar ora sentados ora deitados. O fato era q estavamos tão cansados q nem sequer comemos, mal improvisamos nosso pernoite trocamos nossa roupa encharcada por outra mais seca e quente q apagamos, ou pelo menos tentamos dormir. Meu sono foi de certa forma através de capítulos, pois dormia um tanto e acordava outro, mas não pelo desconforto e sim pela fria umidade q a rede depositara na região dos meus quadris. Mas bastou vedá-lo com varias sacolas plástica de supermercado q tornei a dormir feito anjinho. Já o Fernando e Abade tentavam dormir ora sentados, ora virando de um lado pro outro naquele chão folhado irregular naquela noite q pra eles pareceu não ter fim. Por sua vez a idéia do tempo era ditada pelo apito do trem nalgum lugar ou pelo intermitente “toc, toc, toc!” de um picapau martelando nalgum lugar. Felizmente a chuva cessara na calada da noite, mas já havia deixado seu estrago.

O domingo amanheceu radiante e sem vestigo algum de nuvem, e assim q clareou levantamos doloridamente dos nossos respectivos cafofos. Enqto arrumávamos as coisas, as 6:30, eis surge um senhor no meio da mata acompanhado do seu cachorro, q ate imaginamos em se tratar ou de um guarda municipal ou caçador, pois trajava roupa camuflada. Q nada, seu nome era Felix e apresentou-se como morador da regiao q apenas costumava passear ali aos domingos. Claro q não pensamos duas vezes em indagar-lhe da trilha pro Mirante, o q apenas confirmou nossas suspeitas de q havíamos deixado passar a picada certa bem atrás alem de nos indicar um oportuno atalho pra direção correta.

Nos despedimos do prestativo senhor e após subir durante pouco tempo outra piramba serra acima não é q emergimos no maledito Mirante, as 6:44, agora sim na cota dos 1185m de altitude?? Pois é, havíamos pernoitado próximo de onde desejávamos chegar e q isso sirva de lição de saber como a luz natural é diferencial pra reconhecer ou não uma picada certa no mato. E de não ir alem dos próprios limites qdo as forcas já não permitem, pois ai dá-se margem pra desatenção e descuidos. E pros perdidos, naturalmente.

 

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A partir do Mirante já é caminho da roça e não tem mais segredo. Após entrar e sair da mata, descer td estrada de paralelepipedos da Boa Vista e passar pelo portal do Pq Municipal das Nascentes sem alma viva na guarita, damos finalmente no centro da vila de Paranapiacaba as 7:30, q sequer havia amanhecido incluindo o Bar da Zilda, ainda de portas fechadas. Enqto os primeiros turistas começavam a chegar à vila nos íamos zarpando e so tomamos nosso sarado café-da-manha em Rio Grande da Serra, por volta das 8:30, onde comemoramos a perrengosa porem vitoriosa empreitada. Dores musculares pelo corpo td e espinhos nas mãos por retirar era um tributo ate mais baixo cobrado pelo Quilombo pela aventura e tanto q havia nos proporcionado.

Espécies raras na vegetação, arvores frutíferas, animais de vários tipos e tamanhos cortados por um sinuoso rio cristalino serra abaixo. Esse é o Vale do Quilombo, uma área aproximada de 10km de comprimento por 2km de largura q ainda se conserva quase virgem. Sem necessariamente macacos gigantes, ferozes dinossauros ou canibais comedores-de-gente, porem detentora de uma imensidão verde de Mata Atlantica, o Quilombo ainda detém programas selvagens inesgotáveis à direita, a escarpada Serra do Jurubatuba e, à esquerda, as encostas da Serra da Boa Vista. Tem ainda o Morro Cabeça de Negro no fundo do vale. Com uma riqueza de manaciais e espécies exóticas o Quilombo parece pertencer a outro mundo. E como estes atributos vão alem da charmosa vila inglesa e da opulência da mata q forra seu parque municipal homônimo, basta apenas um fds de bom tempo e disposição pra meter as caras pra perceber q nossa vizinha Serra do Mar não deve em nada em aventuras emocionantes à misteriosa “Ilha da Caveira” do filme do Peter Jackson.

 

 

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      (Mirante)

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      (Cachoeira da Fumacinha)
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      (Cachoeira da Tartaruga) 
       




           Bem de frente com a cachoeira existe uma área de camping que cabem aproximadamente umas 4 barracas de porte pequeno. O terreno é um pouco irregular mas te da um vista fantástica da cachoeira vista de frente. Já na parte de cima da Cachoeira da Tartaruga onde se chega fazendo uma trilha ao lado, existem outras áreas maiores para camping para grupos maiores de pessoas. Vi muito lixo neste local, então galera vai um apelo aqui Leve seu lixo de volta com você! 
       
                    

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      (Cachoeira da Fumaça - Vista de cima)




      (Cachoeira da Fumaça - Vista de baixo)
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      Gratidão!!! 


       
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    • Por VoandoAltoFH
      Video - Como ir à Paranapiacaba? Passo a passo
      Como ir à Paranapiacaba? Opção Nutella ou Raiz?
       
      Vou comentar sobre as 2 formas de se visitar Paranapiacaba. 
      A primeira, é a opção mais cara, confortável, mas limitada. Que vou expor daqui a pouco.
      A segunda, é mais barata, um pouco trabalhosa, mas com uma flexibilidade de horários.
      Vamos então para a primeira opção: 
      * Opção 1: Expresso Turístico. 
      A vantagem é que você pega ela na estação Luz e vai direto até Paranapiacaba, assim é bem mais prático e rápido.
      A desvantagem é que funciona só de Domingos. O preço da passagem é caro, atualmente o preço da passagem (ida e volta) está em torno de R$ 50,00. Há desconto se for 2 ou mais acompanhantes, mesmo assim acho que ela está cara.
      A outra desvantagem é que existem horários fixos de ida e de volta. A ida ocorre às 08:30 da manhã, na estação Luz. O retorno ocorre às 16:30. Então você meio que fica preso a esses horários pré-estabelecidos. 

      * Opção 2: Via transporte público (Metrô/Trem/Ônibus).
      A vantagem é que é mais barata, aproximadamente uns R$ 18,00 (ida e volta). Você tem uma flexibilidade maior de horários, bem como pode ir e voltar quando quiser. Inclusive dias de semana, Sábados ou feriados.
      A desvantagem é que demora um pouco mais e é mais trabalhosa. Pois você tem que utilizar o Metrô, alternar para o trem da CPTM e depois pegar um ônibus. 
      Conforme mostrei anteriormente, você deve chegar na estação Sé do metrô. Pegar a linha 3 vermelha, sentido Corinthians-Itaquera e descer na estação Brás.
      Na estação Brás, deve fazer a interligaçao do Metrô com a CPTM para a Linha 10 Turquesa, sentido Rio Grande da Serra, que é a última estação.
      No vídeo aparece que deve ir para a plataforma 2. Se não me engano, o trajeto do trem leva em torno de 1 hora. Então aproveite a viagem.
      Interessante perceber a mudança da paisagem urbana, na medida que se chega ao interior. As estações vão ficando menores e bem simples, você começa a ver mais área verde, de matas e florestas.
      Chegando no ponto final, na estação Rio Grande da Serra, aproveite o banheiro disponível, senão será só em Paranapiacaba.
      Saindo da catraca, vire à esquerda e atravesse a linha férrea.
      Após atravessar, vire à direita e siga a rua, até encontrar o ponto de ônibus, é bem pertinho. 
      O número do ônibus ou da linha é 424 e sai de hora em hora, o trajeto leva em torno de 25 a 30 minutos. 
      O valor da passagem é de R$ 4,55. Eles não aceitam o bilhete único, somente o cartão BOM ou dinheiro. 
      A retorno é só voltar ao mesmo lugar, é bem simples. As informações detalhadas estão na descrição.
      Curtam o vídeo e inscrevam-se no canal! Valeu!

      * Links
      https://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Pages/Tarifas.aspx
      https://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Trajetos/Paginas/Trem-Expresso-Paranapiacaba.aspx
      http://www.emtu.sp.gov.br/sistemas/linha/resultado1.htm?pag=buscadenominacao.htm&numlinha=19080
      http://www.metro.sp.gov.br/pdf/mapa-da-rede-metro.pdf
    • Por VoandoAltoFH
      Video - O que fazer em Paranapiacaba?
       
      Vou comentar sobre "O que fazer em Paranapiacaba". Os pontos que visitei nesse passeio.
      Como vocês sabem essa vila inglesa, nasceu como acampamento e chegou a abrigar 5.000 operários envolvidos na construção da estrada de ferro Santos-Jundiaí.
      Teve o nome alterado de estação Alto da Serra para Paranapiacaba, em 15 de julho de 1945. 
      Paranapiacaba, segundo a língua Tupi, significa lugar da visão do mar ou lugar de se ver o mar.
      Digamos que o local foi moradia dos engenheiros e trabalhadores que enfrentaram o desafio de vencer as quase intransponíveis escarpas da Serra do Mar, para instalar sistema de transporte capaz de levar ao Porto de Santos o café produzido no interior de São Paulo.
      No vídeo anterior, mencionei as formas de se visitar esta cidade. Se você optou pela segunda opção, após descer do ônibus, deverá seguir por esta rua. Ao caminhar um pouco mais, terá a visão da passarela que dá acesso à Paranapiacaba.
      Aproveite para tirar boas fotos. 
      Logo que chegar na cidade, verá muitos restaurantes, mas conforme você for entrar um pouco mais para o interior, os preços ficarão um pouco mais barato. Em média a refeição por pessoa está em torno de R$ 15,00 a 25,00, sendo comida à vontade, com bebida. É lógico que existem opções mais caras, que seriam os estabelecimentos próximos à passarela.
      Vale a pena passar no Antigo Mercado para comprar iguarias feitas com o Cambuci, um fruto típico da vila, que também está fortemente presente na culinária dos restaurantes locais. 
      No local vendem cachaça, licor, geleia, bolo, doces e sorvetes derivados do Cambuci. que possui um sabor ácido e, ao mesmo tempo, refrescante.
      Ótimo para comer uma boa sobremesa. Experimente principalmente o sorvete de Cambuci.
      Aprecie a paisagem local, as antigas construções e a arquitura local.
      No topo, que está escondido pelas árvores está o Museu Castelo, em que a entrada está custando R$ 3,00. Mas quando eu fui, ele estava em reforma, sem previsão de quando vai abrir novamente.
      Visite o Clube União Lyra Serrano, a entrada foi gratuita. O local doi a sede de dois clubes da época, a Sociedade Recreativa da Lyra e o Serrano Football Club, unificados em 1936. Aqui temos o hall com a sala de troféus.
      Na Casa Fox, cobra-se a entrada de R$ 3,00 podendo observar os traços da arquitetura do século 19.
      A estação Trem Turística seria o local onde vão desembarcar, aqueles que escolheram a opção 1, via Expresso Turístico. Vale a pena visitar o local.
      Uma breve explicaçao do Locobreque, e ao fundo um trem antigo todo enferrujado, como o qual valeu a pena ter tirado as fotos. Foi muito legal.
      Esqueci de mencionar que existem opções de trilhas, com 6 passeios, variando em 
      diferentes dificuldades entre fácil, médio e difícil. O tempo pode ser de 1 a até 5 horas, dependendo da trilha.
      Importante destacar que os trajetos só podem ser feitos com acompanhamento de monitores credenciados e custa a partir de R$ 25,00 por pessoa. Altamente recomendado para não se perder na trilha, é uma questão de segurança.
      Em frente temos o acesso ao Museo Funicular, a entrada custa R$ 5,00. Lá retrata a história da ferrovia, interessante visitar.
      Na hora de voltar, ao sair da passarela, vire a direita e vá para um outro caminho. É possível ver a torre do relógio de perto, que é uma réplica do Big Ben de Londres. Tem 20 metros de altura.
      Assim termina o passeio. 
      Espero gostem as informações, curta o vídeo e inscreva-se no canal.
      Valeu!!
    • Por Tadeu Pereira
      Salve salve mochileiros!
      Segue o relato com algumas dicas para fazer uma bela trilha onde irão encontrar algumas maravilhosas cachoeiras, belas paisagens e uma natureza fantástica bem perto da cidade de São Paulo e de baixíssimo custo. 
       
       Ida - 10/09/18 - 05h00min - São Paulo x Rio Grande da Serra x Paranapiacaba - Metrô e Trem R$4,00 - Ônibus R$6,90 
         Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Verde x Azul) para baldear para a linha vermelha seguindo até a estação Sé (linha Azul x Vermelha) onde peguei para a estação Brás (linha Vermelha), para finalmente pegar o Trem da CPTM sentido Rio Grande da Serra que foi nossa primeira parada. O trajeto todo até a primeira parada teve uma duração de aproximadamente 1h30min . Chegando na estação de Rio Grande da Serra, após sair pelas catracas atravessamos a linha do trem e viramos para a direita na rua e depois viramos na primeira rua a esquerda onde tem um ponto de ônibus que leva tanto para a vila de Paranapiacaba quanto para a entrada da trilha que fica a poucos quilômetros de Rio Grande da Serra. O ônibus é do transporte público então é só esperar alguns minutos que logo encosta um. Mas antes de pegar o busão nós aproveitamos e fizemos umas comprinhas nos mercados e padarias que encontramos por ali ao lado do ponto de ônibus, nada de mais, somente alguns pães, água, presunto, queijo e chocolates, pois nossas mochilas não poderiam ficar pesadas para fazer a trilha. Comprados nossos alimentos seguimos para o ponto e em alguns minutos o ônibus chegou. Conversei com motorista antes e pedi para o que nos deixasse na entrada da trilha da Cachoeira da Fumaça e minutos depois la estávamos na entrada da trilha. 
       
        
         
       
       
        Na entrada existe uma porteira de madeira, é só dar a volta e atravessar e seguir reto por esta estrada passando por baixo dos fios das torres de energia elétrica onde existe um barulho da energia correndo pelos fios bem sinistro mas sem perigo nenhum. Passando esses fios ai sim inicia a trilha com muita lama em alguns trechos então o cuidado tem que ser maior para não acontecer possíveis quedas. O inicio da trilha é de nível fácil, a única dificuldade mesmo é a lama intensa, mas aconselho a retirarem os sapatos e irem descalços, assim você não os suja para a volta e ainda sente a incrível energia que a natureza irá colocar nos seu corpo entrando pelos seus pés. É fantástico!
        A primeira parada na trilha foi em uma prainha de água cristalina com uma pequena queda de água, um ótimo lugar para se refrescar e tomar um pouco de sol, ficamos por alguns minutos ali vendo vários girinos e peixinhos nadando naquela água cristalina. Depois de contemplar aquele primeiro paraíso seguimos a diante. A trilha começa a ficar bem fechada mata a dentro, em alguns trechos ela irá cruzar o rio tendo que continuar a trilha do outro lado.

                
       
        Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos em um ponto muito legal, a segunda parada da trilha foi em um ponto onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e a cidade, ótimo lugar para tirar belas fotos.
       
                
       
        Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda, com um grande volume de água caindo. Ficamos algumas horas nesse local perplexos com a grandeza de detalhes que a natureza estava nos proporcionando. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma! Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali naquele paraíso. 
       
                

       
        Seguindo o curso do rio encontramos a trilha novamente, andamos mais alguns minutos pela mata, mas sempre do lado do rio, foi quando um clareira se abriu na nossa frente nos mostrando aquela imensidão grandiosa da natureza novamente e o rio que estávamos seguindo se transformando em uma queda fantástica, a Cachoeira da Fumaça. Estava ali o nosso destino, uma cachoeira majestosa com uma delicada e ao mesmo tempo brusca queda de água que deixava o lugar com uma sonoridade única. Ficamos horas nesse lugar e ainda demos a sorte de não encontrar muitas pessoas, pois fomos logo depois do feriado de 7 de Setembro numa segundona braba hehehehe. Vantagens de quem tem folga na segunda rs.  
       
                
       
        Foi um momento muito lindo ver aquela enorme cachoeira, aquelas montanhas rodeadas de matas verdes por todo canto e ainda contrastando com o mar ao fundo, sinceramente não estava nos nossos humildes planos toda aquela beleza de uma vez só! Mas a natureza ainda nos proporcionou uma ótima visão desta mesma cachoeira só que de frente. Encontramos alguns caras que estavam acampando por ali perto que nos indicou o caminho. Descemos pelo lado esquerdo da cachoeira por uma trilha bem escorregadia e medonha que levava de frente da cachoeira. Levamos alguns bons minutos descendo essa trilha pois foi de nível médio para difícil. A trilha estava muito escorregadia e de altura considerável então foi meio tenso a descida com as mochilas, mas conseguimos descer depois de alguns minutos e todo o esforço valeu muito a pena. A vista da Cachoeira da Fumaça de frente é de uma beleza ímpar. 
       
       




        
        Algumas horas se passaram com a gente ali paralisados com tanta beleza, contemplamos aquela maravilha até o último momento, foi quando uma névoa cobriu todo lugar deixando a visibilidade muito ruim. Decidimos ir em embora pois estava ficando sem visibilidade por causa da neblina e não gostaríamos de pegar a trilha escura. Por volta das 16:30 arrumamos nossas mochilas e partimos para o retorno. Fizemos exatamente a trilha que viemos e foi bem rápido e tranquila. 
       
      Volta - 10/09/18 - 16h30min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Ônibus R$6,90  - Metrô e Trem R$4,00 
        Chegando na rodovia do lado direito tem um ponto de ônibus, então é só caminhar até ele e aguardar pelo ônibus que em alguns minutos irá passar, e foi o que aconteceu, em menos de 20 minutos pegamos o ônibus de volta pra Rio Grande da Serra e finalizamos mais uma fantástica trilha bate e volta com cachoeiras e paisagens maravilhosas bem pertinho de São Paulo. Gratidão! 
        Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw
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