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Berlim, Praga e Budapeste em 16 dias - Gastos e Fotos

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DIA 1  

Meu voo foi via British Airways, com uma escala bem curta em Londres. Quase que não dá tempo porque o raio-x ali demorou horrores. Chegamos em Berlim, imigração TRANQUILISSIMA. Fui comprar bihete para uso no transporte público nas máquinas disponíveis em frente ao ponto onde os ônibus param. Eu já tinha pesquisado a respeito disso e decidi comprar para 7 dias entre as zonas A, B e C porque alguns lugares que eu queria ir ficavam na C. Foi uma boa escolha porque ficamos bem à vontade para ir pra qualquer lugar. Muito embora não há catracas no metrô de Berlim, fiquei me perguntando se muitas pessoas decidem não pagar o transporte já que não tem nenhum tipo de fiscalização, mas concluí que todo mundo é honesto, se não, o sistema já tinha quebrado.  

Ficamos em um AirBnb próximo ao Tempelhofer Feld, meio distante no centro da cidade, mas com o metrô tudo fica incrivelmente próximo. Ainda nesse dia, após dar uma cochilada por não ter pregado o olho durante o voo, resolvemos já ir nos cartões postais da cidade: o portão de Portão de Brandeburgo e Memorial do Judeus mortos na Segunda Guerra. Foi só pra tirar foto mesmo. Ali já aproveitei e fui pegar ingressos para entrar no Palácio de Reichstag. Isso nem tava no meu roteiro, mas como era gratuito, pegamos o ingresso para o dia seguinte.  

 

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Portão de Brandeburgo

 

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Memorial dos Judeus

 

DIA 2 

Dia amanheceu chuvoso, mas isso não nos desanimou, partimos para o Checkpoint Charlie. Dali partimos para o Topografia do Terror, museu gratuito sobre a Segunda Guerra e, na minha opinião, o mais honesto sobre esse assunto que vi nessa viagem. Além de wi-fi e banheiro gratuito! Aliás, banheiro gratuito é um desafio de ser encontrado na Europa, pelo menos nessas 3 cidades. Saindo de lá, por acaso caímos no Mall of Berlim, onde comemos na praça de alimentação e brincamos num tobogã que descia do segundo andar até o térreo, de graça HAHA.  

Seguimos para o Palácio do Reichstag, o qual pegamos ingressos no dia anterior. Na verdade, não se visita em si o palácio, você sobe até o terraço dele, tira umas fotos e volta. Daí entendi o porque ser de graça. Depois resolvemos ir andando até o Siegessäule, “Obelisco da Vitória”. Pra chegar até lá, andaríamos por dentro do Tiergarten, o parque deles, só que tava rolando uma manifestação, algo a ver com a mudança do clima e por isso toda aquela avenida principal, a 17 de Junho tava inteditada, então dava pra ir andando pelo meio da rua mesmo. Foi bem legal na verdade.  

Saindo de lá, fomos rumo a Alexanderplatz, já estava anoitecendo mas não há muito que se ver além das lojas e shoppings do local. 

 

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Checkpoint Cherlie

 

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Topografia do Terror

 

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Tobogã no shopping

 

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Terraço do Palácio

 

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Avenida interditada por causa da manifestação

 

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A manifestação

 

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Alexanderplatz

 

DIA 3 

Rumo a Ilha dos Museus, compramos o ingresso que dá direito a entrada em todos os museus ali do lado ‘leste’ da ilha, por 18 euros. Escolhemos ir em 3: o Pergamon, o Neues, e a National Galerie. No Pergamon, infelizmente, a sala do Altar de Pérgamo estava em manutenção e não pudemos ver o ‘ponto alto’ do museu. Mas fiquei bem feliz com a Porta de Ishtar, incrível. O Neues a gente foi só pra ver o busto da Nefertiti mas não sei se valeu tanto assim e por fim, a National Gallerie porque já estávamos lá e o ingresso incluía a entrada dela. Ainda na Ilha dos Museus, caminhamos a até a Berlim Dom mas não entramos.   

Fomos então conhecer a West Side Galery e depois emendamos com o Memorial do Muro do Berlim que é quase que ‘do outro lado da cidade’. Tem algumas informações interessantes nesse memorial, caso você tenha tempo extra na cidade e se interesse pelo assunto, acho que vale a visita.  

 

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Porta de Ishtar

 

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Busto da Nefertiti (não pode tirar foto dentro da sala mas pode depois da 'faixa amarela')

 

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Berlim Dom

 

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Só zoeira

 

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West Side Galery ou Muro de Berlim

 

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Memorial do Muro de Berlim

 

DIA 4 

Dia inteiramente dedicado ao Campo de Concentração de Sachsenhausen. Fomos de trem até a estação de Oranienburg e de lá você pode escolher fazer uma caminhada de uns 20 minutos ou pegar um ônibus. Como estávamos com o bilhete ilimitado, fomos de ônibus. A grata surpresa dessa visita é que não se paga para entrar no Campo e existe um audio guide em PORTUGUÊS DO BRASIL. Pagamos 3 euros por ele mais o mapa e entramos sem guia. Ficamos ali facilmente umas 5 horas, sem pressa. É uma visita muito intensa e pesada, mas que com certeza indico para todos.  

 

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"O trabalho de fará livre" - Portão do campo de concentração

 

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Campo de Concentração

 

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Campo de Concentração

 

DIA 5 

Bom, vocês conhecem Dark, a série alemã da Netflix? Bom, eu sou fã. Esse dia eu reservei para ir conhecer alguns lugares em que Dark foi gravada. Como é algo muito específico não vou entrar em detalhes, mas vou abrir um novo tópico CAAAAASO alguém vá procurar porque eu não achei nenhuma informação em português e deu muito trabalho encontrar, além de serem bem longes do centro da cidade.  

 

DIA 6 

Último dia útil em Berlim, fomos rumo a estação abandonada da Nasa, Teufelsberg. Também é meio longe da cidade, mas de novo, de metrô tudo fica muito rápido. Ela fica dentro de um parque no alto de um morro, você faz uma trilha em meio as árvores, é bem agradável. Chegando lá, descobri que tinha que pagar 5 euros pra entrar e que não é mais permitido subir nos telhados onde tem aquelas cúpulas enormes. Uma pena.  

Achamos que por ter sido cobrada uma entrada, o lugar seria mais bem cuidado, mas na verdade é tudo muito sujo, garrafas, latas, papéis e camisinhas usadas pra todos lado. Embora os grafites sejam bem legais e renderem boas fotos, não achei que valeu a pena no geral.  

Andamos mais um pouco pela cidade e terminamos o dia no Tempelhofer Feld, que é um aeroporto que foi desativado e agora virou uma área de lazer. Embora estivéssemos hospedados ali próximo, ainda não tínhamos feito uma visita, mas foi legal ir lá e tirar fotos nas pistas de pouso. 

 

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Teufelsberg

 

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Teufelsberg

 

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O aeroporto desativado

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DIA 7 

Dia de pegar o ônibus rumo a Praga. Fomos com a empresa Arda Tur. Deu tudo certo, mas o ônibus não tinha banheiro e na única parada no meio do caminho só tinha banheiros e nada de uma lojinha de conveniência. Resultado foi que chegamos em Praga varados de fome porque eu não tinha levado nada pra comer. Mal saí do ônibus fui correndo pro Burguer King, que foi o primeiro lugar de comida que eu vi HAHAHA. Nessa hora eu comecei a perceber algo que tinha suspeitado antes mas agora tinha a confirmação: nos fasts food dessas 3 cidades, o pessoal não dá katchup e mostarda a vontade que nem aqui no Brasil, você precisa pagar a parte. Triste. Na rodoviárias troquei um pouco de Euro já por Coroas mas fui trocando aos poucos durante os dias seguintes. No geral 1 Euro = 22 Coroas. 

Caminhamos até o hotel que era relativamente próximo da rodoviária, mas um pouco longe do centro. O hotel vendia passes de bonde, o que foi extremamente útil para nós. Embora estivesse de noite, resolvemos ir até o Orloj pra já conhecer o cartão postal. Sim, fizemos parte do grupo de turistas que fica que nem otário esperando dar a hora completa e descobrir que acontece absolutamente nada demais. Depois até achávamos engraçado ver o pessoal parado em frente o relógio olhando pra cima com cara de tonto porque tínhamos sido um deles dias antes HAHAHA. 

Ainda nesse dia caminhamos até a Ponte Carlos. A primeira impressão de Praga que tive e que foi a que ficou é que é uma cidade muito bonitinha, altamente Instagramável mas absurdamente cheia. Acho que foi a cidade com mais turista que vi na minha vida. Acho que por não ser uma cidade grande, parece que a quantidade de turista multiplica, não sei. Além disso, tinha ido achando que seria uma cidade mais ‘barata’ mas se paga quase até pra respirar. Então sei lá, acho que o pessoal que vai pela noitada deve curtir mais do que nós, velhos rabugentos HAHAHA. 

 

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Orloj

 

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Praça da cidade velha

 

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Ponte Carlos em noite de lua cheia

 

DIA 8 

Visitamos o Castelo de Praga. O castelo não é exatamente o que se imagina com a palavra ‘castelo’, é uma cidade murada basicamente. Pagamos 700 coroas para visitar a maioria das exposições, muitas delas ‘fotos proibidas’ e um sinceramente não vi GRAÇA NENHUMA nesse lugar. Ok, fomos para a Ilha Kampa. O muro do John Lennon tava passando por reformas e também não deu pra tirar foto. Dei uma olhada no famoso Museu de Kampa mas não nos interessamos em pagar pra entrar.  

Daí escolhemos subir até a Torre Petrin. É uma subida bem cansativa, mas o parque é bem bonito e a vista é show. Não subimos na Torre, achei caríssimo para se ter uma vista que basicamente tínhamos tido ali do morro mesmo, mas, só pela diversão, fomos no labirinto de espelhos que tinha ali do lado. Ele era minúsculo, mas como nunca tinha ido em um, achei divertido. Quando já estávamos descendo, passamos por mais muitos lugares com vistas privilegiadas da cidade. Valeu muito a pena ter subido lá em cima, com certeza.  

 

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Por dentro do Castelo de Praga

 

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Catedral dentro do Castelo de Praga

 

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Museu Kampa

 

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Labirinto de Espelhos

 

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Vista de cima do morro

 

DIA 9 

Fomos para Kutna Hora de trem. Comprei os bilhetes no dia anterior na estação de trem e não foi muito fácil descobrir de qual plataforma deveríamos embarcar, não tem muita gente que fala inglês e eu não achei o povo tcheco muito prestativo nesse sentido. No fim deu tudo certo. Da estação de Kutna Hora até Sedlec é uma caminhada de 15 ou 20 minutos. Eu francamente esperava por mais desse Ossuário, imaginava a igreja forrada de ossos por toda a parte HAHAHA mas ela é bem pequena até e as esculturas se concentram no meio da igreja. Não me interessei em ver as outras várias igrejas em Kutna Hora então depois da visita a Sedlec logo voltamos para Praga.  

De volta cidade, fomos para a região da Dancing House, tirar algumas fotos e passear por ali.  

 

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Ossuário de Sedlec

 

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Ossuário de Sedlec

 

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Dancing House

 

DIA 10 

Visitamos o Museu do Comunismo HAHAHAHAHA vou parar por aqui. Daí seguimos para o bairro Judeu. Demorei pra enteder como funciona a visitação ali, tem vários tipos de ingresso que dá direito a entrada para as diversas Sinagogas. Optamos apenas por conhecer a Velha Sinagoga por dentro. Depois fomos ver a cabeça giratória do Kafka, na saída do shopping.  

 

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Quadrinho no Museu do Comunismo

 

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Por dentro da Sinagoga Velha

 

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Cabeça giratória do Kafka

 

DIA 11 

Neste ponto claramente já tinha percebido que talvez tenhamos ficado muitos dias em Praga e aí comecei a procurar coisas fora do convencional. Acabou que deve ter sido o melhor dia em Praga. Fomo até Vysehrad, que é mais um daqueles ‘castelos’ que não tem castelo, e eu achei um lugar muito encantador, demos a volta por toda a muralha tirando fotos da cidade. Como era outono, as árvores estavam naquele laranja bonito, foi bem legal. Depois fomos até a Ilha Strelecky pra relaxar e comer o lanche que tínhamos preparado. Daí começamos a jogar pedacinhos de pão para as aves (programa de ). Os cisnes são os que mais impressionam pela beleza e pelo tamanho. E dá pra chegar bem perto deles porque são bem ousados, vão pra cima de você se estiver com pão na mão, dá um pouco de medo, mas a gente acabou se divertindo DEMAIS DA CONTA. É bem legal se surpreender com coisas inesperadas. 

Depois disso finalmente fomos experimentar o famoso doce trdelnik. 

 

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Dentro dos muros de Vysehrad

 

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Vista de Vysehrad

 

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Aves na Ilha Strelecky

 

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Ilha Strelecky

 

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O famoso doce

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DIA 12 

Fomos de ônibus rumo a Budapeste. Compramos pela Flix Bus e, diferente dos demais, ele não para na rodoviária e sim em frente a estação de trem. É meio complicadinho de achar e inacreditavelmente caí no golpe do fulano que vai te ajudar, se mostra prestativo pra depois pedir dinheiro. Pensei que esse tipo de coisa não acontecia na Europa mas vejam só como são as coisas. Infelizmente, como a gente tava indo embora, tínhamos gastados todas as nossas coroas e não demos nada pra ele por ter simplesmente atravessado a rua (sendo que podia ter só apontado) mas enfim, é a vida.  

O ônibus da Flix Bus graças a Deus tinha banheiro e dessa vez nos preparamos para levar comida. Ele faz apenas uma parada no caminho, em Viena, de 15 minutos. Pegamos um trânsito na estrada por causa de acidente e a viagem acabou demorando um pouco mais do que o esperado. 

Chegando em Budapeste, o primeiro assalto foi ter que cambiar um pouco de Euro na rodoviária para comprar os tickets de ônibus. A cotação ali tava 1 Euro para 280 Florins, mas na cidade o comum era encontrar 1 Euro para 330 Florins.

Enfim, demorei um pouco para entender como funcionava o transporte público ali. Já traumatizada com o cara que pediu dinheiro lá em Praga, chegou umas duas pessoas oferendo ajuda eu já fui perguntando se ela ia ajudar ou ia pedir dinheiro. A primeira pessoa de fato ia pedir e já foi embora, a outra fez uma cara azeda, mas acabou dando uma informação que quase não ajudou em nada. Depois de muito tempo, finalmente encontramos o ônibus que levava ao metrô e do metrô chegamos bem fácil no nosso AirBnb na região de Blaha Lujza 

Pra pegar metrô em Budapeste você compra bilhete também em máquina e tem que validar nuns postes que tem na entrada da estação. As vezes tem fiscalização, as vezes não. As vezes a fiscalização fica na troca de linhas. Eu peguei a ‘mania’ de usar o bilhete e jogar fora e quase me danei numa dessas porque a fiscalização tava na saída da estação, mas tinha outros bilhetes do mesmo dia na bolsa e não deu problema. Mas fica  o aviso.  

Visto que já estava de noite, saímos para comer algo e tentei encontrar algum dos famosos ‘ruin pubs’. Fomos no tal do Instant Club mas eu não me senti muito a vontade ali dentro. Na verdade, não tava entendendo como que funcionava o negócio, parece que são vários bares num lugar  mas não é todos que dá pra ir, não se sabe onde se cobra entrada onde é de graça... Enfim, embora parecesse um lugar descolado, achei muito confuso, não tava a vontade e por isso não ficamos muito tempo. Tomei um drink e caí fora.  

 

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O Ruin Pub por dentro

 

DIA 13 

A primeira impressão que tive de Budapeste é que não é tão limpa como Berlim e Praga e as pessoas são menos prestativas ainda na hora de ajudar, não tem muita paciência, ainda mais em inglês. No entanto, ainda assim, gostei bastante. Nesse primeiro dia fomos andando até a Chain Bridge, atravessamos a pé e fomos até o Castelo de Buda, do outro lado do rio. Assim como o Castelo de Praga, o Castelo de Buda não é ‘castelo’, é uma ‘cidadezinha’ por assim dizer. Mas neste caso, funciona mais como um bairro da cidade e não se paga para ‘entrar’. 

Existe a opção de subir o morro pelo funicular mas também dá pra ir pé que foi o nosso caso. Damos de cara com o impressionante prédio do Museu de História de Budapeste mas não entramos. Fomos caminhando até o Bastião dos Pescadores, um local muito bonito para fotos e uma vista incrível da cidade.  

Satisfeitos de conhecer essa parte, fomos para a Cidadela a pé também (a gente curte subir morros, deu pra perceber ?) É bem íngreme a subida até lá e, na verdade, a Cidadela estava fechada. Aproveitamos apenas o parque e as árvores em sua volta e a vista que não desaponta nunca. Lá em cima também fica a ‘estátua de liberdade’ deles. 

Eram umas 16h depois que fizemos todo esse rolê e depois dedicamos o resto do dia para atividades não-turísticas então vou para o dia seguinte. 

 

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Atravessando a Chain Bridge

 

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Museu e a filinha singela

 

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A vista subindo para o Castelo de Buda

 

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Catedral no Castelo de Buda

 

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Bastião dos Pescadores

 

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Vista subindo para a Cidadela

 

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Estátua da Liberdade da Hungria

 

DIA 14 

Começamos o dia caminhando até a Casa do Terror. A Casa do Terror é um museu sobre a Hungria sob domínio primeiro nazista e depois soviético. Muitos historiadores acham o conteúdo do museu muito tendencioso. Eu não sei julgar isso, não é minha área, minha opinião é que embora seja um museu muito organizado e diferenciado, o pessoal que trabalha lá é muito ranzinza e me senti tratada como um cachorro. Não se pode tirar fotos. Cada sala tem um folha tamanho A4 explicando do que se tratava cada parte, mas é muito texto, dá um pouco de preguiça. No geral, não indico.  

Seguimos para as margens do Danúbio, conferimos ali o monumento Sapatos no Danúbio e depois seguimos para o Parlamento. O Parlamento sem dúvidas é possivelmente um dos prédios mais lindos que já vi. A arquitetura é magnifica de todos os ângulos. Como mencionei lá no começo, o ingresso para entrar no Parlamento Húngaro foi o único que comprei com antecedência na internet, mais ou menos um mês antes e indico que façam o mesmo. Por dentro o Parlamento é tão lindo quanto pelo lado de fora e se pode tirar fotos. Valeu muito a pena.  

Para finalizar o dia, eu já tinha em mente fazer algum passeio de barco pelo rio. Tínhamos passado por 3 cidades que ofereciam esse tipo de passeio, mas decidi que Budapeste seria a melhor escolha. Comprei ali mesmo na margem do rio o passeio mais simples, sem jantar ou bebidas, apenas para apreciação. A cidade fica muito linda de noite com as luzes acesas, também achei que foi um passeio que valeu muito a pena. Não lembro quanto paguei, mas foi a opção mais barata. Um ótimo jeito de encerrar o dia.

 

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Casa do Terror

 

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Sapatos no Danúbio

 

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Parlamento Hungaro

 

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Parlamento Hungaro por dentro

 

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Parlamento Hungaro por dentro

 

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Parlamento a noite, durante passeio 'mini-cruzeiro' no Rio Danúbio

 

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Mais uma do passeio no Danúbio

 

DIA 15 

Fomos até a Praça dos Heróis e depois seguimos para as Termas de Széchenyi. Queria ir numa Terma e escolhi a mais turística mesmo porque achei que seria a que me sentiria mais a vontade. Achei que foi uma escolha acertada, me senti muti bem e passamos mais ou menos umas 4 horas dentro das piscinas de águas mornas, relaxando. Foi um passeio que também valeu a pena.  

 

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Praça do Heróis

 

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Termas de Széchenyi

 

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Termas de Széchenyi

 

DIA 16 

Último dia em Budapeste e o último de viagem. Resolvi voltar no Bastião dos Pescadores para tentar tirar fotos com o lugar mais vazio, mas também porque é um dos lugares mais bonitos. Depois seguimos para o Mercado Municipal onde fizemos algumas compras com o dinheiro que havia sobrado. Lá foi onde encontramos os souvenirs mais baratos de Budapeste, fica a dica.  

Eu havia reservado uma noite extra no AirBnb para não ter problema de fazer o check out mais tarde. Voltamos lá, arrumamos nossas coisas e seguimos para pegar o ônibus para o aeroporto. O ônibus custou 900 florins por pessoa, demos sorte porque eu pensei que seria o mesmo valor dos demais na cidade (330 florins), mas não não tinha gastado todos o dinheiro, foi por pouco!  

 

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Mercado Municipal

 

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Mercado Municipal

 

CONCLUSÃO 

Bom, esse foi meu relato, espero que tenha sido útil, eu gostei muito, me surpreendi positivamente com essas cidades (na maioria das vezes) e achei que foi uma trip bem barata! Peço perdão que eu tinha dito que ia ser breve e talvez tenha fracassado na missão. Mas enfim... Qualquer dúvida fico a disposição. Até a próxima! 

 

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Show! Parabéns pelo relato!

Roteiro enxuto, lógico e objetivo!

18 horas atrás, rafa_con disse:

Além de wi-fi e banheiro gratuito! Aliás, banheiro gratuito é um desafio de ser encontrado na Europa, pelo menos nessas 3 cidades.

Com certeza, WC é uma guerra! hahahaha

18 horas atrás, rafa_con disse:

Tobogã no shopping

Vi quando eu fui. mas fiquei na dúvida se era grátis ou pago. hahaha 

Aliás, dentro deste shopping tem WC, pago tbm! hahah

Em Praga realmente, a cidade é muito cheia! 

Budapest, quero conhecer no próximo ano.

 

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@RodrigoDigão HAHAHA então, quando vi o tobogã pensei que fosse pago também, mas ai fomos lá em cima para conferir e não tinha nada impedindo de descer, e tinham várias pessoas, cranças e adultos descendo daí a gente foi tbm :D 

E sim, o banheiro dentro do shopping era pago! Achei isso O CÚMULO, dentro do shopping gente? Como que pode, mas nem no Brasil HAHAHA Mas fazer o que né =/

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    • Por Carola_RJ
      Eu adoro escrever e contar um pouco sobre a minha impressão dos lugares. Não gosto de me ater às informações, história dos pontos turísticos, pois isso é fácil de encontrar. Venho aqui escrever minha humilde opinião e percepção dos lugares.
      Quem deseja viajar no verão para o leste europeu, leia essas dicas
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      Ir no verão no leste europeu: tem o lado super positivo dos dias serem beeeem longos. Só fica escuro depois das 21h, então dá para aproveitar mais a cidade. Entretanto, é altíssima temporada, férias escolares no hemisfério norte todo (o que inclui a China, rs). Inclusive, os próprios europeus da parte Central, curtem muito passar férias no Leste por ser mais barato, indo para países fora da zona do Euro. Então, amores: vai estar cheio! Não espere ter uma cidade todinha para você, tirar fotos sem nenhum papagaio de pirata atrás. Mas o pior são as filas para as atrações, preço de hotéis mais salgado e passagens aéreas mais caras, sobretudo se você for viajar no recesso escolar do Brasil (duas últimas semanas de julho).
      Temperatura: eu dei o azar de pegar um calor insuportável. Sério, muito quente mesmo e olha que eu sou acostumada ao verão carioca. Mas isso é realmente aleatório, têm períodos do verão que fica mais frio. Eu fiquei acompanhando a temperatura antes de viajar para pensar na mala e uma semana antes da viagem estava relativamente frio, com temperatura mínima de uns 9° e máxima de uns 25°. Comparei com a temperatura do Rio de Janeiro que estava parecida (não com essa mínima tão baixa) e julguei que estava frio. Aí, enfiei vários casacos na mala. Mas o tempo virou total e não teve nenhum sinal de frio. Ah! A maior parte dos países do Leste estão sob efeito da continentalidade (olha a professora de Geografia :), ou seja, tem grande amplitude térmica, grande variação de temperatura entre os dias e as noites ( isso também se aplicando anualmente, no binômio verão X inverno extremos). Tipo assim, de dia, era tão quente quanto o Rio, mas a noite a temperatura cai drasticamente, quase 20° de queda. Então, as noites são gostosinhas.
      Por que decidimos viajar para o Leste Europeu: Visitar países que foram ex união soviética é muito interessante, né? . Mas esses países não se resumem a isso, eles possuem uma história riquíssima. Ia dizer que possuem "histórias únicas" mas não é bem isso, devido aos fortes laços históricos. Até 1993, existia a Tchecoslováquia, composta pela República Tcheca e Eslováquia, e que se tornaram independentes após a Revolução de Veludo. A Hungria fazia parte do Império Austro Húngaro de até 1918. Cada país, Hungria, Eslováquia e República Tcheca tem a sua própria língua mas que são parecidíssimas, eles nos disseram que mesmo sem estudar outra língua, eles conseguem se entender muito bem, acho que é até bem mais parecido que o português e espanhol. Mas, apesar de toda essa relação territorial, política, linguística, cada país tem fortes singularidades. Não é a toa que conquistaram suas independências. Explorar essas nuances foi muito interessante.
      Voos para o Leste Europeu: Eu acho que não tem voo direto do Brasil para nenhum país do Leste Europeu. Por isso, comecei a fazer pesquisas de voos para qualquer país da Europa e partir desse país, eu pegaria um voo de uma empresa low cost. Mas, como sou professora, tenho uma restrição fortíssima de datas para viajar e estava tudo MUITO caro. Muito mesmo! Um belo dia, surgiu um voo bem barato para Praga, não era direto, ok. Mas quando eu vi o tempo total de viagem eram de umas 25h para ir e 28h para voltar. Já fui descartando. Mas, pera, era um voo da Emirates com escala em Dubai. Lembrei que a Emirates permite parada gratuita em Dubai. Opa!!! Nunca visitei Dubai, por que não visitar agora? Dei uma olhada em hotéis, porque achei que aí que fosse pesar, e achei hotel 5 estrelas por 350 reais a diária e hotéis 3 estrelas por 150 reais. Hotéis bem localizados e tal... (sim, isso era tudo verdade, hotéis super bem localizados e maravilhosos). Fiquei toda feliz e comprei a passagem Rio X Dubai X Praga X Rio com uma parada na ida de 5 noites em Dubai. Estou escrevendo outro post sob a "furada" de ir para Dubai no verão com sensação térmica de 60°C (INSUPORTÁVEL, por isso estava tudo barato) mas isso é outra história…
      A duração dos voos foram:
      Rio X Dubai - 14 horas Dubai X Praga - 6 horas Bom, a Emirates foi eleita melhor companhia aérea por diversos anos e não foi a toa. O serviço é maravilhoso mesmo.
      Como se deslocar dentro desses países
      Você tem três opções: avião, trem, ônibus e alugando um carro. Vou falar de cada uma.
      Avião - As companhias low cost da Europa são uma mão na roda. As maiores são a Easy Jet e a Ryan Air. Vira e mexe tem promoção de passagem por 1, 5 ou 10 euros. Muito barato mesmo. Mas tem que ficar de olho e tentar comprar com antecedência. Mas fique atento porque você paga absolutamente tudo por fora, despachar bagagem, levar bagagem de mão, marcar assento, comida. Eu acho que se o ônibus ou trem demorar mais que 4 horas, vá de avião. Você vai economizar seu tempo, e lembre-se que na Europa o tempo é em Euro.
      Trem - a opção mais glamourosa, né? Os trens são lindos, chiques, paisagens maravilhosas e conta com o conveniente das estações estarem pertinho do Centro da cidade. Mas os trens andam muito caros! Nossa, um absurdo! Não viajamos nenhuma vezinha de trem. Os trens estavam mais caros que o avião também, sem chances… mas, assim, olhando com antecedência, às vezes surgem umas promoções bem boas de trem também.
      Ônibus - menos glamouroso, mas muito mais barato que o trem. Quando eu digo mais barato, eu não tô exagerando em nada. Um trecho que era 80 euros no trem, eu paguei 20 no ônibus. E é muito fácil comprar a passagem, acompanhar tudo. Os ônibus são muito confortáveis também. A empresa mais conhecida, na verdade, era a única que eu conhecia, é a Flix Bus. Ela tem um aplicativo em português, bonitinho e super prático. Alguns trechos você precisa pagar para reservar assento (1,50 euro) e se tiver mais de uma mala de porão (4 euros). No meio da viagem conhecemos a Regio Jet. Conhecemos quando fomos passar o dia em Bratislava. Compramos a passagem só de ida porque não fazíamos ideia de quanto tempo gastaríamos na cidade. Quando fomos tentar comprar a passagem de volta na Flixbus estava tudo esgotado. Daí, vimos essa empresa. Cara, a Regio Jet é bem melhor que a Flix Bus. O ônibus tem televisões interativas (iguais as de avião) individuais, café, snacks. Olha, maravilhosa a empresa, e pasmem, mais barata que a flix bus. Super recomendo baixar o aplicativo dela.
      Carro -  Uma opção bacana mas muito cara, né? Fora que ficar de carro dentro das cidades é loucura. Principalmente em cidade grande que o estacionamento é caríssimo e que o legal é conhecer tudo a pé, entre um drink e outro. Mas carro é maneiro para quem tem tempo de parar e conhecer vilas pelo caminho.
       
      Como fizemos nosso roteiro.
      Antes de marcar as datas de ida e volta, hotéis, é importante dar uma estudada sobre cada cidade para avaliar o quão interessante ela é, fazer uma lista dos pontos turísticos que quer visitar, colocar tudo no mapa para verificar se estão situados próximos uns dos outros e etc. Feito isso, decidimos o número de dias. Decidimos também começar a jornada por Budapeste e ir subindo de ônibus para as outras cidades. Como chegaríamos em Praga pelo aeroporto, seria muito mais prático pegar um voo logo para Budapeste. Foi mais barato e rápido. Imagina ter que sair do aeroporto com mala e ir até a rodoviária ou terminal de trem? 
      Nosso roteiro ficou assim:
      11
      Voo de ida
      12
      Dubai
      13
      Dubai
      14
      Dubai
      15
      Abu Dhabi / Dubai
      16
      VOO / Praga / Voo / Bud
      17
      Budapeste
      18
      Budapeste
      19
      Budapeste
      20
      Budapeste / ônibus / Viena
      21
      Vienna
      22
      Bratislava
      23
      Vienna / ônibus/ Praga
      24
      Praga
      25
      Praga
      26
      Praga
      27
      Praga / Voo de volta
       
      BUDAPESTE
      Chegada em Budapeste: chegamos em Budapeste vindo de um voo Dubai X Praga (pela Emirates) e outro voo Praga X Budapeste (pela Ryan Air).
      Golpe do cartão de crédito: Nessa parada em Praga levamos um susto imenso. Vou contar aqui porque pode acontecer com outras pessoas. Quando estávamos em Dubai, não conseguimos comprar nada com o travel money. Mas como eles falam árabes, nem sempre a gente se entendia, logo achamos que poderia ser um erro nas opções digitadas por eles na maquininha. Assim que chegamos em Praga, fomos tentar o usar o travel money e ele continuou não funcionando. Ligamos para o cartão e informaram que o saldo era de 7 dólares e que haviam sido feitos diversos saques nos dias anteriores. Ficamos apavorados! Pensamos mil coisas! Clonaram o cartão em Dubai? Agora, vocês imaginem a gente dentro do aeroporto prestes a pegar um novo voo e acabando de saber que tinham roubado todo nosso dinheiro? Vou resumir a história. Mas soubemos que os saques foram feitos nos Estados Unidos. Em muitos países, para sacar dinheiro não precisa colocar senha, é só inserir o cartão na máquina. A gerente do banco disse que foram saques sem uso de senha mesmo. Um dia antes de viajar, no Rio de Janeiro, o Fabio foi em uma agência do Banco do Brasil, no caixa eletrônico consultar o saldo do travel money. Eu acho que foi nesse momento que algum golpista copiou as informações do cartão e vendeu para alguém dos Estados Unidos. O dinheiro foi devolvido pelo banco. Mas o susto foi imenso.
      Viajando pela Ryan Air - gente, é um ônibus que voa. Ônibus urbano, porque ônibus de viagem é bem melhor, é claro. Mas, fora isso, foi tudo bem. Viagem de 50 minutos de Praga até Budapeste. Eu e o Fabio viajamos separados porque nos negamos a pagar reserva de assento. Mas estávamos pertos um do outro no avião.
      Aeroporto de Budapeste - na moral, podiam fazer uma obrinha, né? Que aeroporto feio, gente! Uma cidade tão turística poderia investir nisso. Fora que é muito pequeno, deve ter uma restrição imensa para receber novos voos por falta de espaço mesmo.
      Traslado Aeroporto X Centro - tem várias opções: taxi, Uber, shuttle de Van e ônibus. Não tem metrô, infelizmente. O ônibus é a opção mais barata. Tem um ônibus expresso o 100E que vai direto para o Centro, ele não faz nenhuma parada pelo caminho, só no Centro. Ou seja, demora o mesmo tempo que o Shuttle ou táxi ou qualquer transporte rodoviário. O inconveniente é que ele não vai te deixar na porta do hotel. Mas, a maioria dos hotéis estão num centrinho e ele vai te deixar pertinho. Ah! Lembrei de outro probleminha. Ele é um ônibus normal, então não tem lugar para colocar mala. A gente pagou um mico absurdo. A gente sentou, mas o espacinho entre os bancos mal cabia a nossa perna. Tivemos a ideia brilhante de apoiar a mala na porta do ônibus. Estava tudo lindo. Pensamos: só vai parar no Centro e quando chegar lá, se levantar alguém para descer, a gente levanta junto e segura a mala. Só que a porta abre tendo ou não gente para descer ou subir. Resultado: a mala voou na rua. A gente saiu gritando para pegar a mala da rua… que vergonha, gente!
      Custo do ônibus: 900 HUF
      Site da empresa de ônibus: https://bkk.hu/en/airport-shuttle/
      Estações que ele para (é só verificar no mapa se está perto do seu hotel): Kálvin tér / Astoria M / Deak Ferenk ter
      O que achei - eu amei Budapeste! Que cidade linda! Qualquer lugar, qualquer rua, tem um prédio encantador. Mas, mais do que a estética da cidade, eu gostei da vibração. Achei o lugar acolhedor, gostoso de fazer coisas simples: sentar e ver o movimento da rua, andar por ruas aleatórias, tomar uma cerveja, ver o pôr do sol. É uma cidade com menos turistas que outras europeias. E também com menos imigrantes. Calma, eu sou a favor da migração, abertura de fronteiras, um mundo sem muros, miscigenação e tudo mais. Mas, é interessante ver uma capital de um país europeu tão "raiz", menos "explorada" ainda. É claro que, sei lá, pode ser que seja assim por serem  xenófobos, não quererem estrangeiros. O porquê não sei, mas é legal ver essas nuances. De qualquer forma, eu achei o povo bem educado, muitos até bem simpáticos. Não é um povo expansivo, que te dê abertura para muita intimidade, mas são cordiais. Senti-me bem tratada o tempo todo. Depois eu li que só 2% da população é de imigrantes, número bem menor comparado com outros países europeus.
      Quanto tempo ficar - É possível fazer uma boa visita na cidade com 3 dias inteiros. Eu não fui a nenhum museu, então, se você tiver alguns museus para visitar, acho que pode acrescentar um tempo a mais.
      Preço da passagens - metrô, ônibus e bonde têm o mesmo preço: 350 HUF. Precisa comprar o bilhete na maquininha antes de entrar no transporte e validar assim que entrar. Só usamos o metrô uma única vez, quando voltamos da termas. A cidade é compacta, com disposição, dá para fazer tudo a pé.
      Mapa dos pontos turísticos: https://drive.google.com/open?id=1vA0plIHXYXs1bfszm8xQN5fmpMX0TJZC&usp=sharing
      Eu separei por cor. É uma sugestão de como dividir as atividades.
      No mapa acima estão todas as atividades turísticas. Vou colocar aqui abaixo o meu TOP 10, e alguns comentários sobre a minha experiência. Obs: Não está em ordem de preferência.
      Ruin Pubs - Nada mais é do que bares instalados em prédios em ruínas. A ideia deu muito certo. É tudo muito criativo, muito original. Adorei o ambiente, para cada cantinho que você olha tem alguma coisa interessante. O Szimpla foi o primeiro ruin bar e é o mais famoso. Pelo o que eu entendi, dentro do Szimpla são vários bares independentes (eu não entendi se todos pertencem ao mesmo dono ou coisa do tipo). O lugar LOTA! A gente foi lá diversas vezes, em horários diferentes, e sempre bem cheio. O único bar com cadeira disponível era em um que apenas servia vinho. Logo, bebemos vinho! Muita gente pega a sua cerveja e bebe em pé, mas no cansaço da viagem, eu queria degustar minha bebida confortavelmente. Foi ótimo!
      Praça Elizabeth a noite - Durante o dia, você não dá nada por ela. Parece só mais uma praça. A noite, a coisa muda. A praça fica lotada! Ela tem um espelho d’água, uma piscina grande, que fica bonita de noite e também tem uma roda gigante (que eu não andei). Geral  fica sentado na grama bebendo, conversando, rindo. Um dia, tinha um grupo de brasileiro tocando pagode. Isso mesmo, um grupo de jovens com repique, tantan e cavaquinho. Foi bem engraçado porque eles tocavam e cantavam bem mal, e eles mesmos sabiam disso, mas era tudo na zoeira. Achei esse lugar bem democrático, só comprar suas bebidas no supermercado e se divertir. E eu gosto dessa coisa de atividades ao ar livre.
      Ponte das correntes à noite - Ah! Que ponte linda! Ela é linda qualquer hora do dia. Mas no entardecer, de noite, ela fica maravilhosa.
      Parlamento a noite - De noite, depois de ver a ponte das correntes, vá até o parlamento. Nossa, é impressionante. Ele fica muito lindo iluminado. Não deixe de ir de dia também, mas de noite é um show. Tem a opção de fazer um passeio de barco noturno pelo Rio Danúbio, de onde você terá uma bela vista do parlamento. Não fiz o passeio de barco, me dá muito sono : -P.
      Troca da guarda no parlamento - Quando você for ao parlamento de dia, tente ir na hora da troca de guardas que acontece de hora em hora. Exceto domingo, que eu acho que é às 10h e é mais elaborada. Eu achei legal poder tirar foto com os guardas, eles dão até um sorrisinho.
      Termas - falar em termas no Brasil pode remeter a coisas não muito familiares, rs. Mas tem uma cultura forte na Hungria com os banhos termais. Na verdade, isso é comum em muitos países frios. Então, eu acho que ir em uma casa de banhos termais é parada obrigatória em Budapeste. A mais famosa é a Széchenyi, inaugurada em 1913, que mesmo se não for para tomar banho, vale a pena visitar. Pelo o que entendi, rola uns tours guiados. O lugar é lindo, lindo, lindo. Impressionante como um banho de piscina pode ser tão glamouroso. Mas, além da beleza arquitetônica do lugar, o tomar banho de piscina em si é super divertido. E é uma atração tão boa no verão quanto no inverno, já que possui piscinas com águas bem quentinhas tanto na parte externa quanto interna. Na parte interna, eu percebi que possuem vários aquecedores, então ninguém morre de frio na hora que sai da piscina. Existem dezenas de piscinas, cada uma com uma temperatura diferente. As piscinas mais quentes, com 35°, eles sugerem ficar no máximo 20 minutos. Eu fiquei mais de 2 horas, rs! Essa água quentinha desidrata, então tem que beber água toda a hora. Existem piscinas para nadar mesmo, com temperaturas mais frias. E também tem uma parte da cerveja. Eu esqueci de ir na parte do bar, então nem sei explicar bem como funciona.
      Custa 5500 por pessoa, e 500 pela cabine. É assim, você ganha uma pulseira de plástico que serve para entrar e também para abrir a cabine. Cuidado para não perder a pulseira, pois a multa é altíssima. As cabines podem ser compartilhadas. Tipo, você e seu marido pode se trocar e tal na mesma cabine, que tem um espaço bem ok para guardar as coisas e se vestir. O local também tem secador de cabelo. É importante levar toalha!!!! Eu peguei a toalha do hotel e levei. Alugar uma toalha lá é bem cara.
      Mais uma dica. Se você quiser ferver na night, lá rola umas pool parties direto. Só checar nesse site a programação: http://szechenyispabaths.com/sparties/ Para chegar e sair, tem uma estação de metrô bem na porta. Na ida, fomos andando, e na volta pegamos o metrô.
      Pimentão recheado - Você já deve estar sabendo que a Hungria tem uma forte relação com pimentões. Os pimentões não são apenas um tempero, é o prato principal. Eles possuem uma grande variedade de pimentões e eles são bem diferentes e gostosos. Experimente pratos com pimentões! Eu adorei um pimentão recheado com queijo e azeite, uma delícia!
      Sinagoga - Nunca tinha ido em uma Sinagoga.  A “Grande Sinagoga” (Dohány utcai zsinagóga) é a maior da Europa, com tours guiados excelentes. Vá com roupa apropriada, se for de roupa curta, tem que comprar um "roupão" gigante e colocar. Todos os homens são obrigados a usar um quipá. Existem outras sinagogas, mas só fomos nessa. Achei muito bacana, valeu muito a visita. Preço: 3000 HUF
      Igreja na Pedra (Sziklatemplom) - É uma igreja muito pitoresca construída na pedra. Ela fica no Monte Gellert, mas não precisa subir no monte para vê-la, ela fica na parte baixa. A entrada é paga.
      Basílica de Santo Estêvão (Szent István Bazilika ou St. Stephen's Basilica) - É a principal igreja católica da Hungria. Eu fiquei apaixonada por essa igreja, linda demais. Preste atenção nos detalhes, olhe para o alto, olhe o teto, olhe a cúpula, é tudo sensacional. Não deixe de fazer a visita da cúpula, você sobe de elevador. Depois que sair da igreja, tome um sorvete em forma de flor na Gelarto Rosa enquanto admira a fachada da igreja.
       
      VIENA
      O que achei da cidade: Linda e chata! rs  A cidade é linda! Tudo muito bem preservado, um prédio mais lindo que o outro, arquitetura maravilhosa. Os palácios são encantadores (entretanto, depois de conhecer Versalhes, é involuntária a comparação, daí, você fica pensando “Mas, Versalhes é melhor…” rs). Tudo na cidade funciona bem: transporte público, limpeza, segurança. Possui uma história riquíssima. E por que achei chata? Achei tudo muito parado, sem vibração. E olha que fui em pleno verão, um calor muito forte, ótima oportunidade para as pessoas saírem de casa, se movimentar, mas não. Havia um festival de verão, estava até movimentadinho, fomos lá duas noites seguidas porque foi a única coisa mais legalzinha que achamos. Foi bom para beber e petiscar, mas muito sem graça. Achei Viena um destino muito sexagenário.
      Onde ficar: O centro, ali perto da Stephansplatz, é a melhor localização, na minha opinião. Mas, prepare o bolso, é muito caro. Ficamos em um Airbnb, e foi mais caro que todos os hotéis da viagem. O Airbnb ficava na Rua Bauernmarkt, localização boa. Mas não recomendo esse apartamento porque passamos muito calor,  não tinha ar condicionado e era muuuuito quente. O prédio é muito feio e acho que só tinha a gente lá, porque parecia um prédio comercial meio abandonado.
      Trocar euros - se possível, troque em Bratislava, o valor era absurdamente mais barato que em Viena.
      Passagem do metrô: você compra na maquininha, tudo bem intuitivo, e tem essas opções de 24h, 48h e 72h. Pode valer a pena se você for utilizar o metrô muitas vezes. Como é possível fazer muita coisa a pé, quase não usamos o metrô.
      Bilhete único - 2,50€ 24h - 8€ 48h - 14€ 72h - 18€ Não pode deixar de fazer:
      Café Central: Ir no Café Central para almoçar ou tomar café. Os doces são maravilhosos. O café existe desde 1876 e é lindo!!! Não achei tão caro comparado ao custo da comida em geral na cidade. Nesse site vocês podem ver mais informações, assim como olhar o cardápio e os preços.
      https://www.cafecentral.wien/en/
      Schnitzel - experimentar o Wiener Schnitzel, que é um prato super típico, que consiste em um empanado de porco. Isso tem em tooooodos os lugares! Vai ser difícil não comer algumas vezes.
      “Gespritzt” - Tomar algum “Gespritzt”, eu digo algum porque há várias combinações, mas a maioria é com vinho tinto (Rotwein Gespritzter) ou branco (Weisswein Gespritzter). Eles misturam uma água com gás, ou tipo um refrigerante, com uma bebida alcoólica. Não sei em outras épocas do ano, mas no verão é a sensação.
      Kasekrainer - Comer um pão com linguiça e queijo nas barraquinhas de rua. Nós comemos em frente ao museu Albertina, na Augustinerstrasse, e foi ótimo.
      Der Wiener Deewan - Esse é o nome de um restaurante paquistanês onde você paga o quanto quiser! Mas, além disso, a comida é uma delícia! E a sobremesa também é muito boa. Eu fiquei com vergonha de repetir, porque já tinha feito um prato de peão, mas pode repetir sim. Pagamos 10 euros por pessoa, mas o garoto da minha frente pagou apenas 5. A gente realmente achou a comida gostosa e achamos que valia a pena, e quisemos dar uma moral para eles. Esse é o site: http://deewan.at/
      Film Festival on Rathausplatz: é um festival de filmes e gastronomia. Ficam dezenas de barraquinhas em uma área bem grande. Como eu já contei, foi o lugar mais animadinho da cidade. Esse festival ocorre sempre no verão. Eles montam uma tela gigante e uma arquibancada em frente a Prefeitura. Mais informações: https://www.wien.gv.at/english/culture-history/film-festival-rathausplatz.html
      (OBS1: só falei de comida até aqui)
      Palácios: Não tem como ir à Viena e não visitar os palácios. Dedique um tempo para se perder nos jardins dos palácios também. Os palácios são: Palácio de Schönbrunn, Hofburg e Belvedere.
      Naschmarkt: É a maior e mais antiga feira da cidade, e tem muita opção para comer. Não sei se escolhemos mal, mas não curtimos o restaurante. A comida foi cara e bem mais ou menos. Ainda assim, é um lugar legal para conhecer.
      Graben Street: É uma rua de pedestre que gostei muito , sobretudo pelos vários monumentos famosos, como o Leopoldsbrunnen e a Wiener Pestsäule. Provavelmente, você vai andar por toda essa região a pé, mas dê uma atenção especial à essa rua. Tente conhecer de dia e de noite, a iluminação noturna é linda também. 
      Fazer um Bate e Volta em Bratislava: Bratislava fica pertinho, só 1h de ônibus ou trem. Vale a pena, se tiver tempo.
      (Obs2: tem outros pontos turísticos, museus, mas estou contando das coisas que mais gostei apenas)
      BRATISLAVA
      Como chegar: Optamos pelo ônibus porque custava 5 euros enquanto o trem custava 20 euros. Uma semana antes, o ônibus estava na promoção por 1 euro!! A gente não sabia bem o dia e hora que íamos e acabamos perdendo. O ônibus é o mesmo que vai para o aeroporto. O aeroporto fica entre Viena e Bratislava, ele dá uma paradinha rápida no aeroporto tanto na ida quanto na volta. Já contei logo no início, mas quando voltávamos de Bratislava, não tinha mais ônibus da FlixBus. Foi aí que conhecemos a RegioJet, uma empresa de ônibus melhor que a FlixBus e com preços bons também.
      O que achei: A cidade é um ovo, ou pelo menos a parte turística é bem pequena. Tem uma coisa ou outra bacana, mas nada de muito extraordinário, indispensável. Nós chegamos beeem cedo para aproveitar o dia todinho lá. Tinha poucos lugares para tomar café da manhã. Logo na entrada, tinha uns restaurantes bem pega-turista, com preços absurdos. Na hora do almoço tivemos uma feliz surpresa, comemos um inhoque com queijo de cabra divino! Eu nunca vi inhoque desse jeito, ele é menorzinho e mais seco. Só de lembrar me dá água na boca. Foi realmente algo muito diferente e delicioso, super recomendo. Olha a foto:

      O que vale a pena: a parte boa de Bratislava são os preços! Achamos muitas coisas com preços ótimos. Depois que saímos da Igreja Azul, andamos, andamos e por acaso saímos em um shopping chamado Eurovea. Lá, achamos uma casa de câmbio com preços maravilhosos e um monte de loja com coisas bem em conta. Lembro que compramos óculos da Quechua na Decathlon por uns 4 euros. Outra alegria foi a Pandora. A Pandora de Viena era mais que o dobro do preço da de Bratislava. Mesmo as peças em promoção (que é sempre o meu foco), em Viena era muito caro. Comprei anel, brinco por uns 15 euros cada. Também passamos no mercado e compramos bebidas, chocolates, porque era mais barato que Viena.
       
      PRAGA
      O que achei: Praga é uma cidade absurdamente linda! Muita história, tudo muito bem preservado. Entretanto, é tudo tão perfeitinho, que parece que é de mentira. Acho que essa minha visão foi baseado na multidão de turistas na cidade. Deixa eu explicar melhor. A cidade estava muuuuuuuito cheia! Esse foi um ponto bem negativo, tudo tinha fila e empurra empurra. Sabe quando você não vê os nativos, o povo mesmo da cidade? Eu só via turistas por todos os lados, senti falta de conhecer o povo deste país. Mesmo quando não era turista, tinha muito imigrante trabalhando por lá. Aliado à isso, eu me senti em um parque da Disney. Cada dia acordava e tinha os brinquedos, as atrações, para conhecer. Todas as atrações são feitas para turista. Assim, é claro que isso é bom, significa que a cidade é bem cuidada, e está se esforçando para oferecer os melhores serviços, mas meio que perde um pouco a alma do lugar. Eu tive um pouco essa sensação quando fui à Bruges (Bélgica), que é outra cidade que parece que deram uma mão de tinta, reconstruíram, mas ficou um pouco artificial (Praga não é tão artificial quanto Bruges). Eu criei uma outra Praga na minha cabeça. Achei que ia beber uma cerveja em um botequim, ia fazer coisas corriqueiras, mas não foi assim. Mas isso não significa que não tenha gostado. Eu gostei bastante. Só não recomendo ir no verão: muuuuuito calor, muuuuuito cheio e mais caro. 
      E os tchecos? Como já disse acima, era raro ver um nativo. Mas a maioria dos que conheci foram bem arrogantes. Não dei sorte mesmo! A pior experiência foi no aeroporto, onde queríamos uma informação do tax free, e levamos sucessivos foras. Mas pode ter sido mero azar nosso.
      Como se locomover pela cidade: a gente fez tudo a pé. Só pegamos o bonde uma única vez para ir até Saint Peter. Mesmo assim, voltamos de lá a pé.
      City Pass - esse cartão dá direito à diversas atividades com descontos. A gente não comprou porque tinha muita coisa que não nos interessava, mas acho que vale a pena fazer uma lista das atrações que estão inclusas no city pass e avaliar se vale a pena comprá-lo: https://app.box.com/s/gmwmgis06twyc1s3al3x4v0azo49wwts
      Recomendações:
      comer um trdelnik na the good food, ou em qualquer lugar, esse doce é muito bom Letná Park:  ir no entardecer, beber cerveja Ir no Cafe louvre, achei os preços normais e o lugar é bem bonito Ir na Absintherie, achei meio caro, mas o lugar é interessante de conhecer Tomar cerveja de cereja, para quem gosta de cerveja meio doce Ver o pôr do sol na Ponte São Carlos e em outra ponte chamada Štefanik Bridge, foi onde eu tirei a foto mais linda de pôr do sol em Praga. Foi por essa ponte que eu cheguei no Letna Park, para tomar uma cerveja. Mas há outros caminhos.
      Esse foi o pôr do sol:

       
      Mapa dos lugares que visitei. Está separado por cor. Cada cor eu visitei em um dia: https://drive.google.com/open?id=1HVn3sYd1gsW1jLqK7qPgBpTep3xvzBQ8&usp=sharing
       
    • Por Igor Nascimento
      Boas Viajantes!
      Segue minha ultima atualização de roteiro para o Leste Europeu entre Maio e Junho de 2020. 
      Diante de infinitas possibilidades, este roteiro me agradou, tanto pela economia quanto pelos lugares.
      Prefiro mil vezes passar a noite dormindo (durmo muito bem aliás) em um ônibus do que perder meio dia indo e voltando de aeroportos, optei por viajar principalmente à noite e por via terrestre. 
      Alguém já fez essas rotas, poderia acrescentar alguma observação?
       
      06.05.2020 - São Paulo - Roma - Varsóvia.
      07 a 09.05 - Varsóvia - Polônia - 2,5 DIAS
      09.05 - Noite - Ônibus (Lux Express) para Vilnius
      10.05 - Vilnius - Lituania - 1 DIA
      11.05 - Manhã - ônibus (Lux Express) para Riga
      11 e 12.05 - Riga - Letônia 1 DIA
      12.05 - Tarde - ônibus (Lux Express) para Tallinn
      12 a 14.05 - Tallinn - Estônia - 2 DIAS
      14.05 - Noite - ônibus (Lux Express) para São Petersburgo
      15 a 18.05 - São Petersburgo - Russia - 4 DIAS
      18.05 - noite - Trem para Moscow
      19 a 23.05 - Moscow - 5 DIAS
      23.05 - noite - Onibus para Kiev (Ainda a definir empresa) 
      24 a 26.05 - Kiev  - 3 DIAS
      26.05 - noite - Onibus para Krakow ( Ainda a definir a empresa)
      27 a 30.05 - Krakow - Polônia - 4 DIAS
      30.05 - noite - Onibus (Flixbus) para Budapeste
      31.05 a 02.06 - Budapeste - 3 DIAS
      02.06 - noite - Onibus (ainda a definir empresa) para Praga
      03 a 05.06 - Praga - 3 DIAS
      05.06 - Noite - Onibus (FlixBus) para Verona 
      06 e 07.06 - Verona - 2 DIAS
      07.06 - Noite - Trem para Mestre (Veneza) 
      08 a 10.06 - Veneza - 2 DIAS E MEIO 
      10.06 - 18h00 - Aeroporto Marcopolo Veneza - Roma - São Paulo

      Valew a todos!
       
       
       
       
    • Por panda
      Meu primeiro mochilão pela Europa foi no longínquo ano de 2004 (mesma época em que entrei aqui no fórum).
      Acredito que a frase acima já lhe permita imaginar como minha viagem foi bastante diferente, levando em conta o quanto o mundo evoluiu em 15 anos.
      Sem mais delongas, vou citar abaixo 10 itens/coisas que levei em meu primeiro mochilão e que hoje poderia dispensar.
      As imagens são meramente ilustrativas.
       
      1. Câmera Fotográfica
       

      Eu sei exatamente o que você está pensando: em 2004 câmeras digitais já eram (quase) populares.
      Sim, já eram. Inclusive levei uma delas comigo (daquelas fininhas point and shoot).
      O problema é que minha câmera digital usava pilhas palitos que se desgastavam rapidamente.
      Além disso, meu irmão tinha uma câmera analógica semiprofissional da Canon e eu a levei acreditando que as fotos ficariam muito melhores do que na outra.
      A Canon era pesada, com uma lente grande...e não era fácil de guardar em uma mochila.
       
      2. Carregador de pilhas

      Mais barato do que comprar pilhas todos os dias para a minha câmera, eu comprei um carregador com 4 pilhas recarregáveis.
       
      3. MP3 Player

      Nada como ouvir uma boa música enquanto você espera o trem chegar...ou antes de dormir, depois de andar quase uma maratona para conhecer o maior número de pontos turísticos na cidade que se visita.
      Aliás, cabe salientar que meu mp3 player também usava pilhas palito.
       
      4. Despertador/relógio

      Levei dois relógios de pulso (um com o fuso do Brasil e o outro com o fuso local), mas descobri alguns dias antes da viagem que ambos tinham o som do alarme muito baixo (e eu o sono muito pesado).
      Diante deste problema, corri para uma loja de 1,99 e comprei um despertador (só pra garantir...sabe como é...).
       
      5. Lanterna

      Quando você dorme em um quarto com 8 ou 10 pessoas que você não conhece, é sempre bom ter uma lanterna pra encontrar o caminho do banheiro ou algum item perdido na sua mochila bagunçada.
       
      6. Dicionário

      Como já tinha certo conhecimento da língua inglesa, levei comigo um dicionário português/francês, pois passaria por 3 países francófonos.
       
      7. Diário de viagem

      Para guardar boas lembranças, além de registrar informações importantes (que depois compartilhei aqui no fórum), levei um caderno ou diário de viagem. Tenho ele guardado até hoje.
       
      8. Guia de viagem / mapas em papel /outros tantos papéis

      Levei um livro/guia de Amsterdã que emprestei de um amigo, além de várias páginas impressas com dicas que encontrei na rede (como ir da estação de trem/aeroporto até o hostel, principais pontos turísticos, onde comer gastando pouco, etc).
      Lembrando que o mochileiros.com tinha apenas 2 anos na época e a internet ainda não dipunha de tantas informações compartilhadas entre viajantes.
      Além disso, me utilizei de vários mapas em papel que ganhei ou comprei pelo caminho.
      Sem falar, é claro, nos tickets de trem/ônibus/avião que eu precisava guardar em minha mochila.
      Enfim...muitos papéis.
       
      9. Roupas em excesso / Peso em excesso

      Ainda que o mochilão tenha ocorrido no inverno, calculo que levei quase o dobro de roupas que eu efetivamente usei. Lavei algumas peças nos hostels e outras nem cheguei a usar.
      Isso impactou principalmente no peso de minha mochila (e em dores nas costas).
       
      10. Kit de costura

      Pensei muito se incluía ou não este item na lista, pois ele efetivamente salvou a minha vida (metaforicamente, é claro).
      Em razão do citado excesso de peso em minha mochila, somado ao fato desta não ser de uma qualidade muito boa, sofri um acidente quando aguardava meu trem na estação de Bonn, na Alemanha.
      Minha mochila simplesmente rasgou o fundo, despejando minhas coisas diante de uma plateia de alemães incrédulos com a cena.
      Embora inicialmente desesperado, vi o kit de costura no chão e o usei para costurar minha mochila.
      Entretanto, não foi tão fácil assim.
      As linhas do meu kit eram de má qualidade e quebravam quando eu tentava costurar um material tão duro quanto a mochila. Diante de tal infortúnio, não tive dúvidas: costurei com algo muito mais resistente, fio dental.
      A mochila ficou feia, mas aguentou o resto da viagem sem problemas.
      Pensando melhor...talvez seja bom manter o kit de costuras...
       
      Enfim, esta é a minha lista.
      É fácil perceber que o smartphone substituiu a maioria destes itens que citei, dentre outros que acabei não citando aqui (talvez em uma parte 2).
      E você? O que não levaria no seu próximo mochilão?
       


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