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Leste Europeu III – Kosovo, Macedônia, Bulgária

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Estivemos outras duas vezes pelo Leste Europeu. Os relatos podem ser vistos nos links abaixo:

De Helsinque a Lubljana
Leste Europeu II - Romênia, Sérvia e Bósnia

A escolha dos três países foi circunstancial. Eram países que ainda não conhecíamos. Nos arredores da região também estavam na lista Montenegro, Albânia e a costa croata, que acabaram excluídos por questões logísticas. Encontramos passagens promocionais pela Norwegian para Londres, e aqueles saudáveis preços baixos com as low cost locais para o Leste. Ideia inicial era começar em Dubrovnik, mas acabei gostando mais da logística que prevaleceu.

Foram duas semanas de férias, partindo num sábado e voltando num domingo. 

Cidades e países
Pristina, Prziren (Kosovo)
Ohrid, Skopje (Macedônia)
Sofia, Veliko Tarnovo, Plovdiv (Bulgária)
Além disso, passamos um dia inteiro em Londres na volta. 

Gastos
Menos de 50 euros/dia por pessoa no Leste. Exclusive passagens aéreas somente. Incluindo algumas esbanjadas nas jantas (nos permitimos, sobretudo pq não almoçamos).
Em Londres, mais de 100 euros/dia por pessoa. Londres é cara demais.

Hospedagens
Nome – Onde - $$ dia    
Ibis budget Luton - Londres – 35 GBP
Sleep Inn Prishtina   - Pristina - 21,25 EUR
Guesthouse Hotel My Home - Prziren – 23 EUR
Ivanoski Studios and Guest Rooms - Ohrid – 23 EUR
Hotel Old Konak - Skopje – 28 EUR
Rooms43 - Sofia – 51 BGN
Hostel Pashov - Veliko Tarnovo - 35,7 BGN
Gramophone Hostel - Plovdiv – 50 BGN
ibis budget London Whitechapel - Londres - 80,75 GBP

Passagens
Rio – Londres – Rio (Norwegian) = 2,8 KBRL cada
Londres – Pristina (Wizz) = 51 USD cada
Plovdiv – Londres (Ryanair) = 78 EUR cada

Em todos os voos apenas compramos o assento, além da passagem. Dispensamos refeições e não despachamos bagagem, viajamos com mochila de mão.

Os ônibus internos custavam em média 10 euros por cabeça, salvo engano. Não anotei cada um. Exceto de Skopje para Sofia que, salvo engano, custaram quase o dobro. 


Relato
Chapei de sono durante quase todo o voo da Norwegian. Galera reclama de ser tudo cobrado e de ter poucas opções de entretenimento. Na boa, eles avisam que é *tudo* cobrado. Inclusive água. Não tem travesseiro, cobertor, essas coisas. E nem me fez falta. Compramos água no aeroporto e foi tudo numa boa. Viva a Norwegian (enquanto mantiver esses bons preços)!

 

Dia 1 - Londres
Nosso dia 1 resumiu-se a chegar em Londres no Gatwick e pegar um trem até Luton, onde dormiríamos perto do aeroporto para no dia seguinte seguir viagem para Pristina, Kosovo. Houve algum contratempo com o trem, parece que houve um acidente na linha que pegaríamos. Sem galho, fomos redirecionados a outra e seguimos viagem. Como o vôo chega às 16hs em Londres, chegamos a Luton já de noite. Sob chuva. Ainda me meti a tentar ir andando da estação até o Ibis Budget, mas isso revelou-se um erro. Não é área afeita a pedestres. Logo voltamos e identificamos que o ônibus que conecta a estação com o aeroporto para perto dos hotéis, e a ida está inclusa no bilhete de trem. Simples assim. Enfim, ibis budget, janta e dormir. 

 

Dia 2 – Pristina, Kosovo
Acordamos de madrugada 3am e fomos andando para o aeroporto (sempre acho um luxo ir andando para o aeroporto!). Coisa de 15 minutos. Novamente chuvinha, que não deve ter parado desde nossa chegada. Nosso voo partiu às 6 e levou umas 3,5 horas até Pristina.

O Kosovo é o país mais recente da Europa e um dos mais recentes do mundo. Tornou-se independente em 2008, com grande apoio dos EUA. Mas diversos países (Brasil entre eles) ainda não reconhecem a independência. Sobretudo o país de quem o Kosovo se libertou, a Sérvia.  As reverências aos EUA aparecem em algumas homenagens: estátua do Bill Clinton, rua George Bush, estátua da Madeleine Albright. Foi o que vimos. O Kosovo tem forte influência albanesa (é a língua do país), e viveu história semelhante à da Bósnia em relação aos sérvios (isso para simplificar MUITO a coisa). É um país com forte cultura islâmica, com diversas mesquitas. Desde minha ida à Turquia em 2012 que passei a adorar o azham, a chamada para a oração. Adoro toda vez que ouço a chamada pelos minaretes das mesquitas. No Kosovo ouvimos muito.

 

Tempo completamente diferente no Kosovo. Céu azul, aberto. Chegamos, perguntei nas informações sobre preço de taxi para o centro (15 euros fixos), e partimos.  Tinha lido sobre motoristas que tentavam cobrar 20 ou 30. Taxi nos deixou na avenida principal de pedestres, nossa pousada era em algum canto paralelo a ela. Encontramos rapidamente. Não havia comunicação em inglês, mas nos entendíamos. Foi a melhor hospedagem da viagem, tudo novo e ótima localização. Largamos mochilas e saímos para explorar a cidade.

 

 

 

 

Em poucas horas já havíamos percorrido os principais pontos turísticos da pequena capital kosovar. Eu sabia que, para nosso ritmo, um dia seria suficiente. Mas queria evitar de já começar viagem saltando de lugar em lugar, então optamos por esticar nossa estadia em Pristina.

 

 

 

 

Nesse dia demos longos rolês, chegamos até a repetir algumas áreas. Foi bem bacana. Curtimos um ótimo pôr do sol do alto da torre (campanário) ao lado da igreja moderna.

 

 

 

E jantamos no badalado (e muito bom!) Liburnia, com direito a uma taça de vinho muito guerreiro local. Meu prato foi um lamb tradicional, que estava ótimo. Dormimos mais cedo nesse dia.


Dia 3 – Pristina, Kosovo
Dormimos muito, mas merecidamente. No dia anterior estávamos acordados direto desde às 3am de Londres. Dentro do conceito de slow travel desses primeiros dias, fomos tomar café na rua principal e rodar mais pela área. 

Em Pristina vi que os carros estacionam em qualquer canto disponível, tal qual vi na Rússia em 2012. Mas em geral param na faixa para os pedestres. Outra coisa que reparamos foi o cumprimento entre pessoas: são 3 beijos no rosto.

Às 11am fomos fazer o free walking tour, que foi bacana. Bem informativo. Passou pelos lugares que já havíamos visitado antes, ahahaha, mas agora com mais contexto. Era uma 2ª feira, dia de museus fechados. No domingo estivéramos num museu nacional, que achei meio decepcionante. Belo externamente (vale passar para vê-lo de noite também), mas sem muito interessante o que ver dentro.

 

Depois do tour, pegamos um taxi para Gracanica (7eur). Patrimônio Unesco, lugar lindo. Afrescos sensacionais, que não podem ser fotografados. Admiramos muito o lugar. Voltamos de busum. Havia alguma troca no meio do caminho, e não conseguimos nos comunicar em inglês, mas a galera simpática nos ajudou com mímica. Entendemos que era para esperar com eles e seguirmos o mesmo caminho. De busum era beeeem mais em conta, 0,5 eur.

Nesse dia rolaria um jogo importante para o Kosovo contra Montenegro, uma qualificatória para a Eurocopa. Era no estádio local, bem perto de onde estávamos. Mas o guia do walking tour avisou que já estava esgotado (alguém do grupo confirmou que não conseguiu encontrar ingressos), e sugeriu de irmos um local perto do estádio cheio de bares e alguns com telões para a galera assistir. Fomos num de cervas artesanais e curtimos o Kosovo vencer por 2 x 0, com a galera local (ao que me pareceu) celebrando. Bem bacana. No bar vimos diversos vendedores ambulantes entrando para vender coisas (amendoim, cigarros). E vimos pedintes entrando também. Coisas a que não estamos acostumados no Rio.

Jogo acabou tarde, e havia poucos restaurantes ainda abertos. Felizmente caímos num que foi muito bom.

 

 


Dia 4 – Prizren, Kosovo
Acordamos e saímos cedo, fomos andando até a rodoviária. Prizren. Galera orientou a esperar no box 5, que é de onde partem os ônibus para Prizren. Não precisava comprar antes, paga no próprio ônibus. O nosso saiu às 8:20. Nada de cinto de segurança. Nem mesmo p motorista usava, ou tinha. Viagem saiu por 4 euros cada. 

Chegamos em Prizern, e optei por garantir logo nosso busum que sairia às 5 da matina no dia seguinte para Skopje. 10 Euros. Depois fomos andando até o centro histórico para nossa pousada. O cara da pousada falava português, muito simpático. Ele tinha morado em Moçambique. 

 

 

 

 

Prizren é muito charmosa no centrinho histórico. A ponte lembra Mostar, mas beeem menor. Era outro lindo dia. Eu tinha um roteiro de caminhada que percorria os pontos turísticos da cidade, e que esticava por uma trilha mais longa até a fortaleza, que foi o que fizemos. Passamos por igrejas sérvias destruídas pelos albaneses em 2004, e que até hoje estão fechadas para a visitação. Cercadas com arame farpado. Em frente a uma delas, que é patrimônio Unesco, um simpático menino veio falar conosco. Aquela coisa, Brasil, futebol, etc. Ainda o nosso melhor embaixador, o futebol.

 

 

 

A longa trilha é bem bacana, passando por bonitos lugares no caminho. Até o belo visual da Fortaleza. Curtimos bastante. Depois ficamos de relax pela cidade, fazendo café crawl, e depois cerva crawl. Ainda subi novamente a Fortaleza, pela trilha mais rápida, para o pôr do sol. Jantamos, demos nosso rolê noturno, e fomos dormir um pouco mais cedo. Madrugaríamos novamente.

 

Uma coisa que me recordo do Kosovo é que raramente via bebidas (e respectivos preços!) no cardápio. Era meio que na base da confiança, e os preços eram meio que uniformes mesmo.
 

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Dia 5 - Ohrid
Acordei 4:40 e fomos andando para a rodoviária. Ninguém nas ruas. Nem carros. OU melhor, passamos por uma alma viva pelo caminho. Nosso busum das 5:30 partiu certinho. Na rodoviária, pessoas simpáticas nos ajudando com informações sobre qual ônibus pegar. 

As janelas dos ônibus (salvo engano, de todos que pegamos) não abrem. E nessa viagem o motorista fumava! Dentro do ônibus! Relação com cigarro no Leste Europeu nos remonta aos anos 80 ou 90 no Brasil.

Enquanto sol nascia e o ônibus pegava galera pelo caminho eu assistia novamente a “Cinema, Aspirinas e Urubus” no celular. Que filme bacana! Foram quase 3,5 horas até Skopje, de modo que chegamos a tempo de emendar com o busum das 9hs para Ohrid. Depois vimos que outras pessoas que vierem de Prizren no ônibus conosco fizeram a mesma rota. 

A Macedônia do Norte fazia parte da antiga Iugoslávia. Predomina o cirílico. Ganhou independência em meio à debacle iugoslava, nos anos 90. Teve briga com a Grécia pelo nome (por isso ficou “do Norte”). Muito pouco conhecida pelo Brasil no geral.

Outras 3hs depois, chegávamos a Ohrid. Fomos a pé para o centro. Achamos endereço da nossa pousada, que na verdade eram aptos alugados. Tocávamos e nada de atenderem. Já estávamos desistindo quando alguém abriu a porta para deixar o lixo na rua. Era o pai do cara que alugava os aptos. Salvos na hora h. Largamos nossas coisas e partimos para o rolê geral. 

 

 

 

 

Nesse dia não entramos em lugares pagos, só queríamos conhecer e explorar a pé o centro histórico. Assim fizemos. Ohrid é muito bonita, com um lago lindo, e um visual extraordinário da igrejinha sobre o lado – a igreja de São João Teologista (!). É a foto mais famosa de Ohrid, e com muita razão de ser.

 

 

 

Andamos muito, relaxamos muito (pausas aqui e ali, sempre com visual), curtimos muito esse dia. 

 

 

Dia 6 - Ohrid. 
Saímos bem cedo, ainda fazia frio. Fomos conhecer a igrejinha agora com o sol pelas costas, diferente do fim de tarde de ontem, com o sol pela frente. Meus caros, que visual. Que visual! E sem ninguém.

Descolamos um barco para conhecer outra das principais atrações locais: o monastério de São Naum. Havia 2 opções: barco de 10 euros com maior galera, e barco de 20 euros com umas dez cabeças. Fomos no mais patrão (20), também pq ele ainda faria uma parada adicional pelo caminho. 

A trilha sonora do barco, como de toda a Macedônia (turística?) era de músicas lentas dos anos 80. Ouvimos no barco, nos restaurantes, nas ruas. Não sei se era moda, ou se era para turistas. Notamos. E curtimos.

 

 

O barco vai margeando o lago e para primeiro no Museu Bay of Bones. Bem bacana. Em seguida para também na igreja de Zhamusca (se é que anotei o nome corretamente!). Bacana tbm. Entradas sempre 100 dinares. 60 = 1 eur.  

 

E chega no S. Naum, onde fica por 2,5 horas. É a pausa do almoço, da qual não conseguimos escapar quando estamos em grupo. É aquela coisa de restaurantes grandes, mesa reservada para grupos, etc. Dispensamos e ficamos rodando a área. As 2,5 horas são mais que suficientes.

 

 

 

St Naum é linda! Tem afrescos dentro, mas que também não podem ser fotografados. Belíssimo visual, espetáculo mesmo! Depois de muito rolê, e uma breve pausa para cervas (viva um mercadinho local!), regressamos às 15:30. 1h depois estávamos de volta a Ohrid. Partimos para um bar de praia, onde ficamos curtindo o pôr do sol, mais um espetáculo. 

Jantamos de frente para o lago (esbanjada), aproveitei para experimentar a famosa truta de Ohrid. Achei nada demais não. Mas o momento foi sublime. E ainda demos um longo rolê noturno para curtir as atrações iluminadas. Que lugar bonito, Ohrid.

 

 

 

Dia 7 – Ohrid
Acordar cedo para outro rolê matinal. Era dia de entrar nas atrações, e a primeira que fomos foi a Fortaleza. A placa dizia que abre às 9hs, mas não estava aberta às 9. Então partimos para fazer trilhas, conhecer outras igrejas, rever (sempre!) aquele espetáculo da igreja do São João (Kaneo, o Teólogo?). Mais tarde voltamos e a Fortaleza estava aberta. Bacaninha, belos visuais. 

 

 

 

 

Entramos em casas-museus e igrejas pagas, curtimos a cidade. Em geral custavam 50-100 pra entrar. Revimos lugares. Em Ohrid uma das coisas mais bacanas a se fazer é flanar pelas ruas do centro histórico, em diversas horas do dia, perder-se por elas, e reencontrar-se. Preferencialmente, se puder, tentando olhar ao redor, 360 graus. Eventualmente vc tem uma vista espetacular atrás de vc.

 

 

 

 

Nesse dia tentamos outra esbanjada na janta, e novamente achei que não foi nada demais. Ao menos o vinho da casa era bem saboroso.

 

 

 

 

 

Dia 8 – Skopje
Dormi mal nessa noite, não me lembro o pq. Fiquei achando que bebi pouca água no dia anterior. Enfim, saímos às 6:15 da matina para a rodoviária. É tranquilo ir andando, quase ninguém nas ruas. Pegamos o busum das 7:15 para a capital. 3hs depois estávamos em Skopje. Aproveitamos para comprar o bilhete de outro busum, agora para Sofia para o dia seguinte. Custou o dobro do que estávamos pagando. 

Como de hábito, fomos andando para o hotel. Os taxistas até falavam que custava apenas 2 euros para o centro. Tinha lido sobre taxistas malandragem na rodoviária, de modo que já estava no radar ir andando mesmo. 

Nosso hotel na região do bazar ainda não estava pronto, chegamos antes da hora de checkin. Deixamos as coisas lá e fomos explorar a cidade. Só teríamos aquele dia.

 

Comemos comida de rua no bazar, percorremos partes nova e velha, ambas mais de uma vez, curtimos cervas artesanais no bazar, curtimos sobretudo as enormes estátuas que hoje caracterizam a cidade reformada. E as pontes, com sucessivas estátuas de personalidades históricas locais. Tem um memorial interessante dedicado à Madre Tereza, que nasceu no que hoje é Macedônia quando a região fazia parte da Albânia. 

 

 

E curtimos o entardecer na Fortaleza da cidade, que nos pareceu bem largada. No Lonely Planet havia informação de que (na época do texto) dois museus estavam em construção lá dentro. Do que identificamos, um estava construído e fechado, sem nada dentro. O outro pareceu ser uma construção largada no meio. 

 

Nesse dia jantamos muito bem pelo bazar, num lugar tradicional, e a ótimos preços. Ainda demos um rolê noturno para ver os monumentos iluminados, sobretudo as pontes. E fomos dormir, dia seguinte era pra madrugar novamente.

 

 

Skopje foi um dos lugares eleitos para ficarmos apenas 1 dia nessa viagem. Prizren foi outro. Mas eu teria ficado mais um em Skopje, sinceramente.

Uma das coisas que vimos com alguma frequência nos lugares em que estivemos na Macedônia, e que já havíamos lido sobre isso antes, é a questão de lixo. Estava na parte de ‘Dangers & Annoyances’ do Lonely Planet, o ‘littering’. De fato, detectamos isso em alguns lugares por lá. Mas não nas ruas bacanas do centro histórico de Ohrid ou mesmo do centro de Skopje. Mas vimos nos parques, fortalezas e etc. Nada diferente do que vemos no Brasil, diga-se. É como se as pessoas desconhecessem a existência de lixeiras (e, de fato, elas nem sempre são lá muito presentes), então vão largando o lixo pelo caminho. No nosso dia em Skopje, estavam distribuindo latinhas de uma fanta nova, amarela. Vimos várias latas largadas em plena mureta da ponte de pedestres. Surreal. A Fortaleza também carecia havia tempos de uma boa limpeza.

 

 

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Dia 9 – Sofia
Madrugamos e fomos andando ao amanhecer para a rodoviária. Como sempre. Pegamos o busum das 7.   Foram mais de 5hs de viagem, com um tempo razoável na fronteira. E uma hora a mais de fuso. Fazia sol em Sofia, viva! Como fez em todos os nossos dias de viagem pelo Leste.

Fomos andando para nossa pousada (no caminho passamos por um mercado local bacana, e tbm pelo Ladies Market), que na verdade eram uns quartos alugados em cima de um bar. Bem simpático, ainda ganhamos cervejas de welcome drink. 

 

 

E saímos a explorar a cidade. Andamos bastante, fizemos o free walking tour no fim do dia. Bem divertido o de Sofia, com 4 horários ao longo do dia. No grupo havia uma menina americana que fez intercâmbio e viveu em Floripa uns tempos, e falava português muito bem. Tivemos uma ótima impressão inicial de Sofia, ao contrário do que li algumas vezes.

 

 

 

O destaque maior da cidade talvez seja a impressionante a catedral de Alexander Nevsky. E pensar que foi erguida para homenagear soldados russos no fim do século XIX! Rolava algum ritual (reza?) qdo entramos, de modo que me sentei para curtir aquele momento. Ficamos um bom tempo nessa curtição. 

 

 

 

A rigor, novamente andamos os principais pontos turísticos da cidade antes do walking tour, eheheheh. Mas foi muito legal caminhar novamente, e com contexto. De noite, já tarde, jantamos pela rua de pedestres.

 

 

 

 

Dia 10 – Sofia (Rila) 
Com uma hora à frente, amanhece mais tarde em Sofia. Nem adianta acordar cedão, está escuro. Nossa meta era ir para onde saem as vans para o Monastério de Rila (atrás da catedral de Alexander Nevsky) e tentar um lugar, visto que não fizemos reserva. Deu tudo certo, havia vaga. Pagamos na hora e partimos. Elas saem 9hs, chegamos lá uns 15 minutos antes. Fomos de esquema patrão, 30 euros por cabeça.

É um passeio que inclui dois patrimônios Unesco: Boyana e Rila. Inclui transporte e guia. Por conta própria sai bem mais em conta, claro, mas optamos dessa vez pelo conforto da melhor logística.

Chegamos na Boyana pouco antes de abrir. Nossa recém amiga americana que fala português estava lá (ela foi por conta própria, mas só na Boyana). São grupos pequenos e limitados que entram na igreja, e permanecem lá dentro tempo contado de 10 minutos. Fomos com a guia, que tentou falar tudo rápido no espaço de tempo. É um espetáculo mesmo, bem pequena. Tudo impressionantemente preservado, sem se tratando de algo de dez séculos atrás. Na Boyana não vi os tradicionais olhos mutilados característicos da era otomana (salvo engano de minha parte). 

De lá nós partimos para Rila. Fizemos um caminho um pouco diferente na ida, acho que para passar por uns vinhedos. Lindo visual.

No Monastério, primeiro fizemos uma visita guiada e depois ficamos um bom tempo livre. Teoricamente era para almoçar, mas dispensamos. Ficamos rodando o monastério, vendo e revendo os desenhos e a igreja. Para quem tem fome, vale a pena levar um lanche: não vi galera vendendo comida. E vale levar um casaquinho: mesmo naquele (mais um!) dia espetacular de céu azul de outubro, fazia um ventinho frio. 

Ah, o Monastério é um espetáculo. Pode-se ficar horas observando (eventualmente tentando decifrar) os desenhos espalhados por todas as paredes (o que me pareceu ser uma característica de igrejas ortodoxas daquela região). Vários deles foram ‘desvendados’ para nós pela guia. Outros tantos ficamos apenas admirando.

 

 

 

 

Retornamos e aproveitamos para dar um rolê em outras áreas de Sofia. Confirmamos que achamos a cidade bem agradável. Era nossa última janta, então demos uma boa esbanjada, a maior da viagem. E valeu a pena, comida excelente. E garçom flamenguista! Sabia cantar um pouco do hino, contou que tempos atrás um dirigente do Flamengo esteve lá e prometeu mandar pra ele material (camisa e etc) do Flamengo. Cumpriu a promessa. Apenas dois dias depois rolaria o jogo 2 da semifinal contra o Grêmio.

 

 

 

 

 

Dia 11 - Sofia
Acordamos mais tarde. Optamos por ficar mais tempo em Sofia e partir para Veliko Tarnovo de tarde. Tentamos novamente entrar na Sinagoga, mas pelo visto ela não abre pra visitas. Curtimos o mercado, comemos mais banitsa, conhecemos melhor as ruínas que foram descobertas com as escavações para o metrô, voltamos à Alexander, conhecemos outros pontos menos badalados, e pegamos o metrô para uma atração mais afastada da cidade.

 

 

Era o Museu de arte socialista. Já vimos coisa parecida em Budapeste e Moscou, é um lugar onde largaram as estátuas de líderes do comunismo após a queda do regime. No caso desse de Sofia, ainda havia uma parte com cartazes da época (vimos coisa semelhante em Xangai este ano), bem interessante.

 

 

 

Voltamos, ainda fomos no Ladies Market para Katia comprar artesanato de que ela tinha gostado. Depois pegamos as mochilas e partimos para a rodoviária. Pegamos o busum das 15hs. Demos relativa sorte, pq chegamos na rodoviária sul, que fica a uma distância caminhável do centro histórico. Então andamos! Já era noite, mas já foi bacana percorrer algumas partes da cidade e imaginar como seria no dia seguinte.

Nossa pousada ficava bem numa rua histórica, foi um dos fatores que me fizeram reservar ali (foco sempre em localização x preço!). Em alguns momentos a região me lembrou Valparaíso (Chile) ou mesmo Las Peñas em Guayaquil, Equador. Mas não tem nada a ver, eram pontos específicos que me remetiam

Jantamos num badalado local, a preços MUITO mais baixos que os splurges que temos em Sofia. E muito boa janta, tanto que repetimos no dia seguinte.

Outra coisa que reparei na Bulgária era que todos os cardápios tinham lista de lista de alergênicos (?) que cada prato contém. E que os pratos não chegam à sua mesa ao mesmo tempo, em geral.

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Dia 12 – Veliko Tarnovo
Só teríamos esse dia cheio na cidade, então tratamos de acordar bem cedo e desbravar o máximo possível. 

De manhã demos um rolê matinal em direção ao centro moderno da cidade. Passamos em diversas áreas muito bacanas, mas que ainda estavam para ‘amanhecer’. Voltaríamos a elas. Conhecemos um cara divertido e falante num café em que paramos (pausa para o café era hábito no Kosovo, adotamos para a viagem toda – eventualmente nem era pausa, era para tomar andando mesmo), numa parte histórica bem bacana da cidade. Ali perto fica a área do antigo bazar, que é bem bacana, pitoresca.

 

 

Tentamos o free walking tour que começava às 11hs, mas não vimos ninguém. Como fica em frente ao centro de informações turísticas, fomos perguntar: tinha encerrado a temporada no dia anterior. Então lá fomos nós desbravar por conta mesmo.

 

 

 

 

Fomos para Tserevets e curtimos um bom tempo por lá. Visuais belíssimos (fazia mais um lindo dia!), castelo/fortaleza, ruínas, aquela coisa toda bacana de cada viagem. Depois fomos explorar algumas igrejas mais adiante (que ficam depois de Tseverets). Entramos numa (e paga!), na outra precisava ligar para um número tal para abrirem, e numa outra a moça disse que não valia a pena pq iria fechar em 10 minutos. Eram 16:20 e havia um cartaz dizendo que fecha às 16:30 para entrar e 17:00 para visitar. Apontei, mas não houve desenrolar, demos meia volta. Terminamos nossa visita antes do fim de tarde, de modo que então fomos curtir um entardecer num bar com visual panorâmico.

 

Depois fomos provar uns vinhos búlgaros numa lojinha na região do Bazar. Foi bacana tbm pela conversa que desenrolamos com o dono do local. Qdo saímos já estava tudo fechado na região. Jantamos no mesmo lugar de antes, e depois aproveitei para dar um rolê noturno pela cidade. Muito bacana, muito bonita.


Dia 13 – Plovdiv
Acordei de madrugada para ver o placar do Flamengo x Grêmio. 0x0. Acordei de novo. Tava 5x0! Putz, “foi pra pênaltis”?!, pensei. Nada, foi goleada homérica mesmo. Voltei a dormir feliz. Saímos 6am na esperança de descolar algum taxi na rua para a rodoviária, que era longe. Ainda tudo escuro. Havíamos pego os horários dos ônibus para Plovdiv no centro de informações. Tinha um às 6:50 e outro às 8:00. Felizmente conseguimos um taxi na rua mesmo. E no taxímetro! Mas motorista fumando, ahahahaha. Aliás, na Bulgária não vimos o problema do lixo (littering), como na Macedônia. Mas fuma-se em ambientes fechados.

Conseguimos o busum das 6:50, que na verdade era uma van. Não muito confortável, diga-se. Mas dormi uma parte da viagem. Fui acompanhando pelo GPS e comparando com um roteiro que eu havia pego na inet no dia anterior, e achei que a van foi bem mais rápida. Ou as infos da inet sobre transportes na área não são confiáveis, como li em diversos fóruns. Acabamos chegando mais cedo que o previsto, umas 10:30.

Chegamos, pegamos um taxi e partimos. Motorista não usava GPS, ficou ligando para outro para saber onde era nosso hostel. Que ficava bem na rua de pedestres. Foi no taxímetro também, tudo certinho.

Largamos as mochilas e partimos para o reconhecimento inicial. Percorremos toda a longa avenida de pedestres para um dos lados, fomos na charmosa parte histórica, curtimos o free walking tour (e com ele fomos novamente na parte histórica!), adaptamo-nos ao aylyak local, curtimos o pôr do sol do alto de uma das colinas da cidade, provamos vinhos locais, passeamos mais um pouco, curtimos até tarde e fomos dormir.

 

 

 

 

 

 

 

Dia 14 – Plovdiv
Nosso último dia no Leste Europeu, nessa viagem! Saímos cedo para curtir um parque num dos extremos da longa avenida para pedestres e subir um morro um pouco mais distante, onde fica uma enorme estátua de um soldado soviético. 

Depois do check-out, optamos por entrar em algumas atrações: rolava um pacote de 5 lugares ao preço de 3 Entramos sobretudo em casas antigas na parte histórica, que foi bem bacana. Além do teatro, que já havíamos entrar no dia anterior. Demos rolês por áreas onde não estivemos no dia anterior, exploramos mais a parte histórica, demos até mesmo uma pausa relax para um vinho no meio da tarde no mesmo lugar de ontem. No fim da tarde voltamos para o albergue, pegamos mochilas, catamos um taxi e embicamos para o aeroporto. Fim de viagem pelo Leste!

 

 

 

Chegamos em Londres pelo Stansted umas 23hs. Havia pouca fila, e o melhor: a fila para passaportes do 3º mundo era bem menor que para os desenvolvidos, ahahaha. Alegria de pobre! Pegamos o busum para cidade (demora um pouco mais – mas era tarde da noite, não faria muita diferença – e custa menos), para a Liverpool St. De lá fomos andando para nosso hotel. Tarde da noite, chuvinha. Depois de 2 semanas de sol e céu aberto, a chuvinha londrina. Ainda deu tempo de ir a um pub nos arredores para fechar a noite! Dormimos bem tarde.


Dia 15 - Londres
Nubladaço (ô, contraste!). Foi um dia de caminhada pela cidade, não entramos em lugar algum (somente pubs!). Saímos cedo, os mercados dos arredores ainda estavam abrindo. De resto passamos o dia passeando pela cidade ao ar livre com uma amiga que foi nos reencontrar. Eventualmente, qdo a chuva apertava, apelávamos para o pub mais próximo. Fora isso, flanamos o dia todo. Até verificamos algumas atrações, mas as filas (e os preços – para entrar na St. Paul custava 20 libras!) nos afastaram.


Dia 16 – Metrô, trem, aeroporto e longa viagem diurna de volta.

Dia seguinte já era dia de trabalho novamente. 
 

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           Partimos do Aeroporto de Guarulhos - GRU em São Paulo por volta das 19:30 do dia 04 de Novembro de 2018, fizemos um check-in tranquilo com a empresa AirChina e embarcamos para nossas primeiras 9 horas de vôo até Madrid na Espanha onde fizemos conexão. O vôo foi bem tranquilo, até conseguimos dormir, porém a comida do avião não é das melhores mas acabei comendo assim mesmo e já começava ali a sentir o cheiro e o gosto da Ásia hahahahah. Chegamos em Madrid na Espanha por volta das 5:00am e fizemos uma conexão de 3 horas, deu tempo de dar uma volta no Free Shop, banheiro, comer alguma coisa (caríssima), fazer os procedimentos burocráticos e embarcar novamente pois teríamos a China ainda pela frente.
       
       
      2º Dia: Partida - 04/11/18 - 8h15min - Madrid x Pequim - Empresa AirChina
           Chegamos em Pequim ainda de madrugada com uma temperatura de 7º, quem se deu bem foi quem ficou com as cobertinhas que a empresa AirChina empresta para as pessoas no avião, pois não esperávamos passar tanto frio no aeroporto da China como passamos naquela conexão rss. Assim que descemos do avião caminhamos um longo caminho até os terminais eletrônicos onde se inicia os procedimentos burocráticos de conexão da China. Finalizamos depois de alguns minutos os procedimentos e dormimos um pouco em bancos do aeroporto sendo acordados e presenteados por um lindo nascer do sol no Aeroporto de Beijing. Procedimentos concluídos no Aeroporto de Beijing partimos para o nosso tão desejado e esperado destino final daquela cansativa viagem de aproximadamente 23 horas, a capital da Tailândia, a grandiosa Banguecoque.  
       
      3º Dia: Chegada - 06/11/18 - 15h15min - Pequim x Banguecoque - Tailândia (Taxi ฿1.000 Baht, Chip ฿600,00 Baht, Hostel ฿340,00 Baht)
           Chegamos por volta das 15:00 pelo horário local, fizemos os procedimentos de imigração, primeiro o health control depois na fila de imigração, carimbamos nossos passaportes, pegamos nossas mochilas e pronto, lá estávamos livres para explorar Banguecoque. Trocamos $100,00 dólares  no aeroporto com um câmbio de $1,00 dólar = ฿31,60 baht, depois compramos um chip para o telefone por ฿600,00 baht com 6 Gigas por um período de 30 dias e chamamos um Graab, como se fosse o Uber no Brasil, onde pegamos na parte superior do Aeroporto Internacional Suvarnabhumi por ฿400,00 baht em torno de R$40,00 reais que nos levou em 30 minutos até o nosso hostel, o The Mixx Hostel. Ficamos hospedados na rua Ram Buttri que fica do lado da rua mais famosa de Banguecoque, a Kaoh San Road onde rola a grande noite da cidade, uma ótima opção para mochileiros. Muita comida típica e exótica boa e barata, cervejas baratas, diversos bares, baladas, artistas de rua, drogas, sexo e tudo que uma bela noite de Banguecoque pode te oferecer pra se divertir. Vale a pena conferir! Na hospedagem pagamos por dois dias ฿340,00 baht, ficamos em um quarto com quatro camas/beliche, ar condicionado, banheiro compartilhado e café da manhã incluso, o hostel é simples mas atende as necessidades com uma ótima localização.
       

           Conhecemos alguns templos na capital, alguns fomos a pé mesmo pois são muito próximos um do outro. Wat Pho (Buda reclinado), Wat Saket (Monte dourado) e Wat Arun (Templo do amanhecer). A cidade é bem frenética mas andar a pé pelas suas ruas foi uma bela escolha. caminhamos muito por essas ruas, muito das vezes sem um rumo certo, mas logo nos achávamos pelo google maps. A cada esquina que se vira na Tailândia você vê uma foto do rei. Embora o já tenha falecido, o povo Thai tem muito respeito pelo rei Bhumibol Adulyadej que morreu em Outubro de 2016 com 88 anos de idade após 70 anos no poder que hoje tem como rei o seu filho Maha Vajiralongkorn.       
            
           
           
        
       


       

           A culinária asiática é muito exótica, a cada comida que você experimenta é uma surpresa de sabores. Experimentei o famoso prato típico de rua tailandesa Pad Thai, uma espécie de macarrão de arroz frito com frutos do mar ou carne de porco ou de frango, acompanhado de castanhas com pimenta que custa em média ฿100,00 Baths e se encontra em todo lugar da Tailândia, experimentei também o Thai Mango Sticky Rice, uma sobremesa tradicional tailandesa feita de arroz glutinoso, manga fresca e leite de coco, ambos baratos e deliciosos, mas existem uma infinidades de comidas para serem saboreadas na Tailândia.   
       
        
           Ficamos 3 dias na capital Banguecoque e além de conhecer templos tentamos entrar na rotina das pessoas locais. No terceiro dia para chegar em um templo tivemos que pegar um transporte público BTS Skytrain no rio Chao Phraya. Passamos por alguns pontos e depois retornamos até chegar no templo Wat Arun. As passagens são muito baratas, pagamos por volta de ฿80,00 baths tanto ida quanto volta, então vale muito mais a pena o tour por conta e ainda tivemos uma vista maravilhosa totalmente diferente da cidade vista pelo rio.  

       
                Ficamos no templo Wat Arun até fechar por volta das 19:00pm, depois fomos de barco pelo rio Chao Phraya até o porto que da acesso ao grande mercado Asiatique, um maravilhoso complexo de lojas e restaurantes, um verdadeiro shopping ao céu aberto localizado às margens do rio Chao Phraya situado nas antigas docas de uma empresa que realizava comércio na região portuária no século passado. Em função da sua localização e história, seu layout é temático e apresenta uma decoração especial com tema inspirado no reinado do Rei Chulalongkorn (1868-1910) e na atividade marítima. Ficamos umas boas horas comendo, bebendo e curtindo o local, depois pegamos um táxi por ฿200,00 baht para o hostel pois no outro dia logo de manhã tínhamos o nosso vôo para as belas praias da Tailândia. 
       

            Assim que chegamos no hostel deixamos reservado nosso táxi para o aeroporto Don Mueang - DMK por ฿400,00 baht pois sairíamos bem cedo para o aeroporto. Acordamos por volta das 5:00am da manhã e o táxi já estava nos esperando na porta do hostel no horário combinado, após 30 minutos chegamos no aeroporto. Partiu praias... 

       
      6º Dia: Praia - 09/11/18 - 7h25min - Banguecoque x Krabi x Ao Nang - Empresa Air Asia - R$148,00 Reais
       
      (((((Continua no próximo post)))))
       
       
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    • Por Anderson Paz
      O Parque Estadual de Monte Alegre - PEMA pode ser facilmente incluído em uma viagem por Santarém e Alter do Chão. Para chegar no município de Monte Alegre, é necessário pegar uma balsa no porto do DER em Santarém, com saídas diárias conforme a escala abaixo (desconsiderem a frase e a seta indicativa hehehe) e duração de aproximadamente 2h de viagem até Santana do Tapará, de onde saem carros (transporte alternativo) ou ônibus regulares com destino a Monte Alegre (R$30, 1h15 de viagem).


      O parque se situa a cerca de 35km do centro de Monte Alegre. Criado em 2001, abrange uma área de 3.678 ha com vegetação de Cerrado, formações geológicas super interessantes, grutas e ainda pinturas rupestres com cerca de 12 mil anos de idade. Vale a pena reparar na paisagem ao longo do caminho entre a cidade e o parque, na qual se verá os campos de Monte Alegre: formações de campo sujo em que o capim natural parece que foi roçado por alguém.

      Para conhecer o parque é recomendável ir com carro traçado, pois há alguns trechos com areia fofa e alta. O guia atualmente é obrigatório. Fomos com o agente de turismo Natio (NW Transfer - 92-991810506) e com o guia Ilivaldo, ambos super atenciosos e com muito conhecimento sobre a região.

      As paisagens de Cerrado imersas na Amazônia são maravilhosas! E digo isso como um "calango do Cerrado do Planalto Central". 😂

      O PEMA é um campo cheio para quem curte pinturas rupestres e de viajar na imaginação sobre os povos originários. Logo na entrada do Parque, nos deparamos com a Serra da Lua, um paredão com pinturas de 11.200 - 12.000 anos que se estendem por mais de 200 m. Entre as figuras, alusões ao sol e lua, figuras zoomórficas, outras antropológicas, outras que cada um pode interpretar da maneira mais conveniente para si, deixando a imaginação fluir. Interessante ver como algumas pinturas foram feitas em locais mais altos. Será que usavam escadas, andaimes ou em alguns locais subiam uns nos outros, como os pichadores dos nossos dias? Ainda não se sabe a resposta e provavelmente nunca saberemos exatamente.
       
       
       
       
      Do alto da Serra, é possível ver melhor o design do centro de visitantes/complexo de musealização, que foi construído inspirado nas pinturas rupestres e tem banheiro e espaço para loja, lanchonete, museu e biblioteca, mas que por enquanto ainda não está em pleno funcionamento. Ô, Governo do Pará, vamos dar mais atenção para este lugar incrível!

      Seguindo pela estrada, chegamos à Pedra do Mirante. O nome por si só já define o local. Um dos melhores pontos para se ter uma vista em 360° da paisagem e se deslumbrar com o rio Tapajós ao longe, encontrando uma faixa de floresta amazônica que depois se entremeia na vegetação de Cerrado.
       

      VID_20191208_101547.mp4 Mais adiante na estrada, chegamos à Gruta de Itatupaoca, com 56m de comprimento e uma bela entrada de cerca de 9,5m de altura. Dentro da gruta, infelizmente há traços de vandalismo de um pastor doido (segundo o guia) que pendurou uma garrafa de plástico no teto e escreveu uma frase em referência a Deus no teto da entrada. 
       
      Seguindo o caminho, chegamos à Pedra do Cogumelo, uma formação bem interessante, que fica isolada, bem no meio do Cerrado. E um pouco mais adiante, avistamos a Pedra da Tartaruga, que fica na parte alta da serra. De longe parece mais um pato pra mim (hahaha!), mas olhando melhor se vê a tartaruga em cima da base de rocha. 
       
      Mais adiante no parque, encontramos o Painel do Calendário, com mais figuras de animais, outras geométricas abstratas e as que motivam o seu nome que consistem quadradinhos marcados, como se indicassem a contagem de dias. Ou seria de pessoas, de animais ou de qualquer outra coisa?!
        




      A partir do Painel iniciamos uma caminhada um pouquinho cansativa de cerca de 20 min até a Pedra do Pilão. Com cerca de 8m de altura e uma bela visão da paisagem,  é um dos atrativos de maior destaque no parque.



       
      No nosso percurso acabamos não visitando a Gruta do Pilão (caverna da Pedra Pintada), a qual tem mais mais algumas pinturas rupestres, pois estava fechada por conta de infestação de marimbondos (ou "cabás" em bom paraense hehehe).

       Realmente valeu muito a pena incluir Monte Alegre na viagem pela região de Santarém e Alter do Chão. Se quiser ver algumas dicas de Alter do Chão, acesse o meu Instagram de viagem: https://www.instagram.com/viajadon_/


      Outras informações:
      - O nosso condutor Natio levou frutas, água, suco e biscoitos no passeio, então não tivemos que nos preocupar com comida e água previamente.
      - O passeio tem uma duração total de 5h30, 6h com saída às 7h30 da sua hospedagem.
      - Ficamos no Hostel Itatupaoca. O local é uma grande casa com posição e vista privilegiadas. O preço era bom, o café da manhã simples, mas bastante satisfatório, porém ficamos decepcionados com a limpeza do local e com o conforto das camas. Para reservar hospedagens, acesse o link https://join.booking.com/r/d/8065942d?lang=pt-pt&p=4
       
       
    • Por Igor Nascimento
      Boas Viajantes!
      Segue minha ultima atualização de roteiro para o Leste Europeu entre Maio e Junho de 2020. 
      Diante de infinitas possibilidades, este roteiro me agradou, tanto pela economia quanto pelos lugares.
      Prefiro mil vezes passar a noite dormindo (durmo muito bem aliás) em um ônibus do que perder meio dia indo e voltando de aeroportos, optei por viajar principalmente à noite e por via terrestre. 
      Alguém já fez essas rotas, poderia acrescentar alguma observação?
       
      06.05.2020 - São Paulo - Roma - Varsóvia.
      07 a 09.05 - Varsóvia - Polônia - 2,5 DIAS
      09.05 - Noite - Ônibus (Lux Express) para Vilnius
      10.05 - Vilnius - Lituania - 1 DIA
      11.05 - Manhã - ônibus (Lux Express) para Riga
      11 e 12.05 - Riga - Letônia 1 DIA
      12.05 - Tarde - ônibus (Lux Express) para Tallinn
      12 a 14.05 - Tallinn - Estônia - 2 DIAS
      14.05 - Noite - ônibus (Lux Express) para São Petersburgo
      15 a 18.05 - São Petersburgo - Russia - 4 DIAS
      18.05 - noite - Trem para Moscow
      19 a 23.05 - Moscow - 5 DIAS
      23.05 - noite - Onibus para Kiev (Ainda a definir empresa) 
      24 a 26.05 - Kiev  - 3 DIAS
      26.05 - noite - Onibus para Krakow ( Ainda a definir a empresa)
      27 a 30.05 - Krakow - Polônia - 4 DIAS
      30.05 - noite - Onibus (Flixbus) para Budapeste
      31.05 a 02.06 - Budapeste - 3 DIAS
      02.06 - noite - Onibus (ainda a definir empresa) para Praga
      03 a 05.06 - Praga - 3 DIAS
      05.06 - Noite - Onibus (FlixBus) para Verona 
      06 e 07.06 - Verona - 2 DIAS
      07.06 - Noite - Trem para Mestre (Veneza) 
      08 a 10.06 - Veneza - 2 DIAS E MEIO 
      10.06 - 18h00 - Aeroporto Marcopolo Veneza - Roma - São Paulo

      Valew a todos!
       
       
       
       
    • Por Schumacher
      Fala, galera! Esse é o resumo de um mochilão de 50 dias pelos Bálcãs e Império Austro-Húngaro entre outubro e dezembro de 2019. Quem quiser saber mais sobre cada um desses lugares ou sobre os mais de 100 países que já conheci, acessa meu blog de viagem: Rediscovering the World 
       
      Dia 1
       
      Aproveitando mais uma baita promoção do site Melhores Destinos, paguei milão (980 reais, pra ser mais preciso) em uma passagem de ida e volta com a TAP de Guarulhos para Milão, comprando com 9 meses de antecedência.
       
      Em 16 de outubro de 2019, peguei minha mochila média e parti de Floripa com a Azul. Consegui aproveitar um pouco a sala VIP da Smiles antes de seguir para o embarque internacional na cia portuguesa.
       

       
      Dia 2
       
      Dormi pouco, pois o assento quase não reclinava. Após brevíssima conexão com imigração em Lisboa, continuei até Milão-Malpensa.
       
      Primeiro comprei um rango no Carrefour do terminal 1, pegando em seguida o ônibus gratuito para o terminal 2.
       
      Lá, passei um tempo (ao menos o wi-fi é liberado) e tentei dormir num dos bancos, mas não deu muito certo.
       
      Dia 3
       
      Às 6 da madrugada, pesquei durante todo o voo de EasyJet até a ilha grega de Míconos, por 42 euros.
       
      Ao desembarcar, segui a pé até a cidade de Chora, a principal. Passei por diversas locadoras de veículos até chegar ao moinho de vento que fica em um mirante, de onde se vê a bela cidade toda de branco no litoral abaixo.
       

       
      Caminhei em suas agradáveis vielas decoradas até atingir o albergue MyCocoon. Fiquei hospedado em um quarto modular de 32 camas (!), por 90 reais a diária.
       
      Como logo percebi, Míconos é uma ilha bem cara. Sem sucesso em achar um almoço, parei no Sakis, uma lanchonete de "gyros", que é o lanche típico grego (pão pita, carne de porco desfiada, batata-frita, tomate, cebola, molho "tzatziki"). Comi um grande com 4 euros.
       
      À tarde, peguei um ônibus do terminal de Old Port até a praia de Elia (2,3 euros) e à vizinha Agrari. Mar bonito, além de serem praias de nudismo.
       
      No final da tarde, aguardei o pôr do sol entre a cópia de Veneza (Little Venice) e o conjunto de moinhos em frente ao mar. Jantei o mesmo do almoço e passeei mais um pouco nas ruas movimentadas.
       

       
      Enquanto relaxava em minha cama, ocorreu uma cena inusitada: um cara vomitou continuamente quase ao meu lado. Passada a nojeira, a ocasião serviu para que eu conhecesse o pessoal do albergue, muitos deles latino-americanos, e até uma brazuca.
       
      Dia 4
       
      Se não bastasse o episódio do vômito, ainda rolou um show sonoro de sexo no quarto.
       
      Peguei o barco das 10h até a ilha de Delos (20 euros ida e volta). Meia hora depois, desembarcamos. A entrada do enorme sítio arqueológico, Patrimônio da Humanidade, custa mais 12 euros, mas vale o investimento. 
       
      Passei 3 horas explorando ruínas preservadas de templos religiosos, moradias e prédios públicos, na ilha que atualmente é quase desabitada, embora tenha sido um importante centro comercial e religioso no último milênio antes de Cristo. Também há um museu que guarda as peças aqui encontradas.
       

       
      Ranguei e depois peguei no terminal de Fabrika um ônibus para a praia de Paragas (1,8 euros). Essa praia também não me chamou a atenção, já que o tempo estava nublado, mas como encontrei a brasileira Carol, fomos caminhando pelo costão até a praia Paradise.
       
      O som rolava solto nos dois clubes de praia que estavam abertos, mas não havia tanta gente naquele final de tarde em fim de temporada. Escolhemos o Tropicana para tomarmos uns drinques (2 por 16 euros no happy hour) e curtirmos os sons, em maioria latinos.
       

       
      Ao deixar a praia à noite, compramos no minimercado uma garrafa de 2 litros de vinho por 10 euros, para tomarmos logo mais. Antes disso, jantamos no restaurante vazio Salt&Sugar, onde fiquei com uma pizza por 10 euros.
       
      Nos juntamos ao pessoal do albergue e ficamos até umas 4 da madrugada conversando e bebendo coisas estranhas, como "ouzo", a bebida grega ruim à base de anis.
       
      Dia 5
       
      Acordei meio zonzo a tempo de fazer o check-out, comi qualquer porcaria e peguei o "ônibus aquático" do porto velho ao porto novo, onde às 13:45 h eu embarquei na gigantesca e confortável balsa da GoldenStar com destino ao porto de Rafina, próximo a Atenas. O translado custou 29 euros.
       

       
      Cinco horas depois foi a chegada. Imediatamente, peguei um ônibus para a capital grega, por 2,6 euros. Em cerca de meia hora, desci na estação de metrô Nomismatokopio, onde peguei as conduções até a parada Akropoli. Um bilhete custa 1,4 euros, mas se você comprar em maior quantidade, esse valor diminui.
       
      Cansado de comer "gyros", pedi uma salada de 4,5 euros na lanchonete Everest. Depois, fui até o albergue da vez: Athens Backpackers. Paguei 19 euros por diária num quarto de 6 camas com banheiro privativo e café, mas a qualidade do conjunto deixou um pouco a desejar.
       
      Dia 6
       
      Um fato tragicômico aconteceu nessa madrugada. Como havia uma cama livre quando fui dormir, roubei o travesseiro porque um só não era suficiente pra mim. Só que alguém chegou no meio da noite, e ficou sem o travesseiro. Quando acordei, vi que era o Léo, brasileiro que conheci em Míconos. Que coincidência!
       
      O café da manhã até que foi decente. Depois me despedi do Léo e segui ao primeiro cemitério da Atenas moderna, onde vi uns mausoléus.
       
      Em seguida, entrei num dos muitos sítios arqueológicos de Atenas, que fazem ela rivalizar com Roma. O ingresso múltiplo para várias dessas atrações é de 30 euros.
       
      Olympieio é um desses sítios. Apresenta algumas colunas gregas inteiras e banhos romanos, mas não mais que isso.
       
      O que visitei em seguida teve um gosto especial para um amante dos esportes como eu. Por 5 euros (incluso audioguia), ingressei no estádio Panatenaico. É um estádio antigo erguido todo em mármore, berço das Olimpíadas modernas. Também conta com as tochas dos jogos em seu pequeno museu.
       

       
      Comi um salgado e tomei um bagulho numa lanchonete, seguindo por dentro dos jardins nacionais, não muito interessantes, até o Lykeion. Uma pena que aqui seja pobre em artefatos, pois é nada menos que a escola de Aristóteles, um dos maiores pensadores da humanidade.
       
      Passei em frente às construções imponentes do palácio presidencial, parlamento e catedral metropolitana. Fiz uma boquinha num supermercado e subi o morrinho até o Areopagus, de onde admirei o pôr do sol, entre a Acrópole, a Ágora e as construções menos antigas de Atenas.
       
      Peguei uma salada e segui pro terraço panorâmico do albergue.
       
      Dia 7
       
      Tomado o café, segui norte aos demais sítios arqueológicos: ágora romana, biblioteca de Adriano, ágora ateniense e Kerameikos. O primeiro é uma área de comércio baseada num fórum romano, a segunda continha os pergaminhos, mas atualmente só restaram paredes e algo a mais. Já a ágora ateniense é uma área maior e com mais detalhes. Destaque para o conservado templo de Hefestos e para a estoa de Átalo. Em Kerameikos fica a entrada principal da Atenas antiga, um cemitério da época e muitos jabutis.
       

       
      Entre essas visitas, passei por várias lojas em Monastiraki e almocei uma saborosa mussaca (prato típico que é uma lasanha com berinjela, carne e batata) no restaurante Kyklamino, por 6 euros.
       
      Cheguei na entrada da Acrópole às 15:45 e lá fiquei até fechar às 18 horas. Em suas encostas há algumas estruturas interessantes, como o Odeão de Herodes, mas o que restou no topo da cidadela religiosa dedicada à deusa Atena me deixou um pouco decepcionado. Há basicamente o grande Parthenon, em obras, e mais duas estruturas em pé - o resto foi destruído nas invasões.
       
      A vista lá de cima é excelente; dá para ver praticamente todos os pontos de interesse da capital. Para uma vista da própria Acrópole, subi rapidamente a colina Filopapo, antes que o sol baixasse no horizonte.
       

       
      Desci e parei para jantar outro "gyros", dessa vez no Ath Souvlaki, por 4,3 euros na versão grande. Aqui a adição de salsinha e páprica deram um gosto a mais.
       
      O albergue tava morto nessa noite, então fui dormir relativamente cedo.
       
      Dia 8
       
      Acordei cansado. Visitei 3 museus nesse dia, começando pelo museu da Acrópole (10 euros). É onde ficam todos os achados arqueológicos do tal lugar; interessante.
       
      Na rua que passa em frente à entrada da Acrópole, há diversas barracas que vendem ímãs por um bom preço, a partir de 30 centavos de euro! Garanti o meu.
       
      De última hora, mudei de ideia. Entrei no museu Herakleidon (Eureka). Custa 7 euros, e sua temática é a tecnologia desenvolvida pelos gregos.
       
      Peguei o metrô até uma região mais ao norte, onde já foi possível ver o contraste com a área mais turística. Pelo avançar da hora, peguei uns salgados e um suco no caminho e caminhei até o museu nacional arqueológico (10 euros no verão e 5 no inverno). Ali fiquei até a noite, vendo seus inúmeros e variados artefatos, com ricas descrições históricas.
       

       
      Comprei mais um rango num supermercado e voltei ao Athens Backpackers.
       
      Dia 9
       
      Na praça Syntagma, peguei o ônibus direto ao aeroporto (6 euros). Cinquenta minutos depois, entrei nele e fui para o embarque no rápido voo de 39 euros com a Volotea até Heraclião, capital da enorme ilha de Creta.
       
      Ao desembarcar, retirei o Punto reservado na AbbyCar. Foram 214 reais para 4 diárias.
       
      Guiei até o palácio de Knossos. Custa 15 euros o acesso a só esse sítio arqueológico, ou com 1 euro a mais, ao museu que fica em Heraclião. Aqui funcionava o maior palácio da civilização minoica, anterior à grega. Também é onde se acredita que fique o mítico labirinto do Minotauro. 
       

       
      Esse sítio turístico é mais interessante por causa da restauração exagerada feita quando foi escavado, há quase um século. Assim, há bastante cor.
       
      Parei num supermercado pra comprar uns mantimentos, antes de pegar a rodovia até Malia, onde há outro sítio arqueológico. Esse, sem turistas, custa 6 euros e tem atributos diferentes do anterior.
       
      Com o céu já escurecendo, cheguei a Agios Nikolaos. Dei uma olhada ao redor da cênica Laguna e depois comi um "gyros" de falafel no Pizza Uno Gyros, por 4 euros.
       
      Fiquei hospedado no decente apart hotel Ammoudara Beach Hotel, na mesma cidade, por 26,5 euros.
       

       
      Dia 10
       
      Dia longo, tanto que eu não fiz refeição alguma, só comi no caminho o que eu já tinha comprado.
       
      Tirei uma foto na praia Voulisma, conhecida como praia dourada. Tem um mar bonito, mas estava quase sem faixa de areia.
       
      Logo mais, embora não pretendesse adentrar outro sítio minoico, acabei visitando Gournia (2 euros), pois a "arquitetura" era diferente.
       
      Prossegui entre o litoral e a serra, parando algumas vezes rapidamente. Só nesse caminho que descobri que toda porção leste de Creta faz parte de um geoparque, então há uma infinidade de atrações geológicas.
       
      Já era quase meio-dia quando cheguei ao vilarejo da garganta Richtis. Como decidi percorrer a trilha pela parte de baixo, tive que descer uma via estreita e sem proteção que serpenteia o desfiladeiro. A trilha em si é agradável, sempre ao redor de um curso d'água, vegetado até mesmo com plátanos. Parei na fascinante cachoeira de 20 metros.
       

       
      Regressei, dei carona pra uns alemães morro acima, e continuei pro leste. Passei pela cidade de Sitia, por uma ou outra praia, até chegar ao monastério de Toplou. É gratuita a visita da construção de pedra, que conta com um acervo de obras.
       
      O sol já estava quase se pondo quando cheguei ao fim da terra a leste, na praia Vai, famosa pela floresta de palmeiras. Não havia uma alma viva lá.
       

       
      Assim que o dia terminou, eu ainda precisei dirigir por 3 horas e meia até chegar ao hotel que eu havia pago, no lado sul da ilha! E olha que estava cheio de radares no trajeto.
       
      O hotel foi o também completo Dimitris Villa, no qual paguei 26 euros pela suíte com café da manhã incluído. Ao chegar, devorei o resto de um pote de Nutella que deixaram numa mesa exterior, tomei um banho e capotei.
       
      Dia 11
       
      Café da manhã agradável na beira da piscina. Fiz o check-out e fui à praia da Matala. Do lado direito ficam tocas escavadas no morro de calcário - antigas tumbas romanas. Já do esquerdo, sobe-se um caminho que leva à Red Beach. Não é fácil chegar, mas a cor da areia dourada e do mar azul-esverdeado compensam demais. O visual de cima é irado. Até encontrei um sítio fossilífero aqui.
       

       
      Peguei a estrada, em seguida, até Agios Pavlos. Em frente à praia Finikidia, paguei 5 euros pra comer um tal de "dakos", um tipo de brusqueta grega. Subi a escadaria até a divisão entre essa e a praia de Cape Melissa. Além de dunas cinzentas, há formações rochosas impressionantes ali. Passei um bom tempo as fotografando.
       
      De volta à estrada, tive que abastecer o carro num dos caros postos que cobram acima de 1,6 euros por litro.
       
      Passei por uma ou outra igreja velha e atravessei a ravina de Kourtaliotiko, onde uma ventania sem fim começou. Como a praia de Preveli, onde há palmeiras e um rio, já estava na sombra, prossegui até Plakias, para admirar o sol se pôr no mar.
       
      Jantei um prato de sardinhas grelhadas e acompanhamentos por 8,5 euros + uma cerveja Mythos 0,5 l por 3 euros, isso no restaurante Το Ξεχωριοτό, em frente ao mar.
       

       
      Ainda parei num supermercado, antes de me retirar na hospedagem do dia, o Elena Rooms (25 euros). Assim como os anteriores, também é um quarto completo. A outra coisa em comum é o sinal de wi-fi: sempre fraco onde estou.
       
      Dia 12
       
      Se eu morasse aqui botaria uma turbina eólica na casa - o vento não deu trégua a noite toda. Ao menos dormi bem, e ganhei uma hora a mais por causa do fim do horário de verão.
       
      Esse dia teve as estradas mais cênicas, pelo alto dos morros contornando o litoral, bem como pela garganta de Imbros.
       
      Visitei ainda o forte do século 14 de Frangokastello, da época em que os venezianos dominavam Creta. Paga-se 2 euros para acessar seu interior quase vazio.
       
      No começo da tarde, passei um tempo na bela praia de Falassarna. Já o final da tarde, foi na Elafonisi, famosa por ter areia rosada (quase não dá pra perceber). Fica em uma península calma que contém uma restinga preservada com espécies endêmicas.
       

       
      Antes de ver o pôr nessa última praia, adentrei o monastério de Chrysoskalitissa. A construção é interessante e há um museu dentro, mas é cobrado uma entrada de 2 euros.
       
      Já escuro, retornei o caminho até o vilarejo de Kefali, onde fiquei com um flat reservado pelo AirBnb. Jantei na única taverna disponível, pagando 6 contos num prato de comida e 3 na cerva. O difícil é apreciar a refeição, já que os gregos não vêem problema algum em fumar em ambientes fechados - fato que se repetiria nos países seguintes - onde inclusive os funcionários fumam enquanto preparam a comida ou atendem os clientes.
       
      Dia 13
       
      Peguei o caminho de volta ao aeroporto de Heraclião, parando em alguns pontos interessantes ao longo do trajeto. Subi a sagrada caverna de Agia Sophia. Felizmente, não se cobra entrada e você pode caminhar à vontade dentro dela, sem guia. Há um monte de pombos e espeleotemas.
       

       
      Almocei com vista pro bonito Lago Kournas, o único de Creta. Uma mussaca saiu por 6,5 euros.
       
      Muitos quilômetros adiante, entrei na capital Heraclião, apenas para visitar seu museu arqueológico. Graças ao feriado do Dia do Não (quando a Grécia recusou ajudar a Itália na Segunda Guerra Mundial; por consequência, esta entrou em guerra com a outra), a entrada estava liberada. É um baita museu, repleto de antiguidades de Creta, com destaque para o período minoico.
       
      Devolvi o carro no aeroporto, em seguida. Em frente, peguei um ônibus até a capital (1,2 euros). Lá, comprei o bilhete para a viagem de 2 horas e 45 minutos até Chania (15,1 euros).
       
      Pena que não deu tempo de conhecer o litoral de Heraclião, cheio de fortificações venezianas, pois o ônibus só sai uma vez por hora, e o sol já estava se pondo.
       
      Ao chegar em Chania, fui caminhando até o Cocoon City Hostel. Me hospedei lá por 16 euros num quarto coletivo de 3 beliches.
       
      Dia 14
       
      No café da manhã (5 euros), conheci uma brasileira e um brasileiro. Fiquei conversando um pouco com eles, antes de sair a explorar Chania a pé.
       
      A agradável orla fortificada foi erguida pelos venezianos no século 16, quando ocupavam Creta. Nota-se a arquitetura típica das casas.
       

       
      Além de ser fotogênico, há um monte de restaurantes caros, lojas de lembranças e alguns museus. Entrei no marítimo (3 euros). É bem interessante, pois conta através de maquetes de barcos e outros artefatos, toda a história militar naval de Creta.
       
      Passei pelo mercado da ágora, e comi um crepe de queijo feta e cogumelos (3,3 euros). Ainda passei no supermercado, antes de pegar o ônibus do terminal central para o aeroporto (2,5 euros) - tão pequeno que em 5 minutos fui do ponto de ônibus até o portão de embarque.
       
      Pouco depois, o avião da OlympicAir decolou rumo a Tessalônica, a segunda maior cidade grega, situada na região da Macedônia. Ao chegar, tomei o ônibus X1 (2 euros) até próximo do albergue Stay Hybrid Hostel, onde passaria duas noites por 10 euros cada.
       
      Antes disso, dei uma volta nos arredores e jantei num tal de Boom um prato de falafel com arroz (depois de 2 semanas comendo batata, finalmente achei arroz) e salada por 5,8 euros.
       
      Dia 15
       
      Esse dia foi cansativo, pois tive que ver o centro histórico inteiro de uma das principais cidades antigas de uma vez só. Tomei meu café da manhã, quase sempre com iogurte grego e frutas, e parti.
       
      Na primeira das atrações, comprei o ingresso combinado, que permite ver uns quantos lugares por 15 euros. Um deles é a ágora romana. O quarteirão de ruínas, com banhos e teatro, é completo por um museu subterrâneo. O problema é que uma infinidade de turmas escolares resolveram visitar ao mesmo tempo que eu.
       

       
      Tessalônica foi a segunda cidade mais importante do império bizantino. Com isso, o número de igrejas medievais é enorme. O ruído infinito dos sinos me levou à primeira delas, a Agios Dimitrios. Posteriormente, ainda veria outras, como Panteleimon, Acheiropoietos e Agia Sophia; todas essas bem preservadas e gratuitas.
       
      Subindo o morro, cheguei ao mosteiro Vlatadon. É o mais antigo ainda em funcionamento.
       

       
      Através das muralhas bizantinas, ainda parcialmente erguidas, cheguei à torre Trigonou. Também não se paga para entrar nesse mirante.
       
      No topo de tudo, jaz o Eptapyrgio, forte bizantino/otomano, que depois virou prisão. Grátis.
       
      O único instante em que sentei foi para o almoço. Escolhi o restaurante Fat Mamma's Brunch 'n Lunch, cheio de estudantes, já que se situa junto a uma universidade. Optei por um espaguete à carbonara (5 euros) que me deixou satisfeito até a janta.
       
      Em seguida, paguei 2 euros pelo ingresso da Rotunda. É um monumento arredondado que apresenta afrescos e mosaicos originais.
       
      Uma via leva ao arco de Galério e ao sítio arqueológico desse mesmo imperador. Está incluído no ingresso combinado.
       
      A torre Branca também. Fica em frente ao mar, e seu interior é um museu sobre a cidade, além do mirante no topo da torre.
       
      Pelo agradável calçadão à beira-mar, fui até o museu da cultura bizantina, outro do combo. Com salas amplas, apresenta artefatos sobre a religião e a vida no período bizantino.
       
      Correndo, consegui ainda visitar o último museu, o arqueológico, antes que fechasse às 8 horas. Esse é mais completo que o anterior, mas como eu já tinha visto bastante arqueologia grega nessa viagem, ficou um pouquinho repetitivo.
       
      No caminho de volta, comprei uma salada por 3,2 euros. Doze horas depois de deixar o albergue, finalmente descansei.
       
      Dia 16
       
      Cedo, peguei um ônibus até o terminal internacional, por 1 euro. Lá, às 9 horas embarquei no busão da AlbaTrans até Korçë (20 euros), já em território albanês. A viagem teve duração de 5 horas e meia, por causa da longa imigração. Eu era o único turista entre um bando de albaneses de meia idade que não falavam inglês.
       
      Conforme ascendia em altitude e latitude, às florestas temperadas com coloração outonal surgiam, embelezando a paisagem.
       

       
      Ao chegar, fui recebido por uma macarronada na casa/hospedagem Xharshe. Ninguém mais estava hospedado. Os donos são bem simpáticos, as instalações são decentes, mas fica afastado do centro.
       
      Paguei 18 euros por 2 noites, troquei dinheiro na cotação de 121,9 lek por euro e subi na bicicleta emprestada para explorar o centro da pequena cidade, que tem até ciclovia.
       
      Acontece que eu acabei perdendo a chave do cadeado, então passei um tempão indo e vindo pela mesma rota, só que não a achei. E enquanto isso caiu um toró que encharcou minhas meias.
       
      Visitei dois museus, que funcionam em horários estranhos. Um foi o arqueológico (200 lek) e o outro de arte (cristã) medieval (700 lek). Achei ambos simples demais, principalmente o primeiro.
       

       
      Ainda conheci a bonita catedral ortodoxa de Korçë - a proporção de cristãos é quase a mesma de muçulmanos na Albânia.
       
      Ao escurecer às 4 e meia da tarde, me dirigi ao centro histórico, mais precisamente ao bazar da era otomana. Há diversos bares e restaurantes ao redor de uma praça. No Shënd e Verë, comi pimentões recheados com queijo (300 lek), espaguete à bolonhesa (400 lek) e tomei a cerveja local, que foi a primeira do país (200 lek por 500 ml). Foi a única vez em que consegui pagar algo com cartão de crédito na Albânia.
       
      Voltei com frio pra hospedaria.
       
      Dia 17
       
      Acordei com o quarto balançando. Pela primeira vez na vida, encarei um terremoto. Ainda bem que foi fraco. Infelizmente, poucas semanas depois de eu deixar a Albânia, houve outro terremoto, só que dessa vez com resultado catastrófico...
       
      Café da manhã meio fora do padrão saudável, mas deu pro gasto. Suplementado com "rakia", a bebida típica dos Bálcãs que chega a ter 50% de álcool. Um gole pra mim e outro pro dono, muçulmano (na Albânia eles são liberais).
       
      Comecei então o dia de caminhada e trilha. Desde o começo na estrada que leva à trilha, a subida já foi intensa, então fiquei meio suado, pois levava roupa pro frio. 
       

       
      Ao entrar no Parque Nacional dos Abetos de Drenovë, atravessei um vale, já com vista pra esses pinheiros sempre-verdes que dão nome ao parque. À continuação, subi uma encosta com rochas expostas, para chegar na floresta temperada. A coloração de outono é fantástica.
       
      Continuei a elevação, em terreno úmido, com o tempo todo nublado. Eis que do nada eu cruzo com uma salamandra, pela primeira vez na vida. Fiquei encantado em encontrar esse anfíbio rabudo e lento, logo ali. Ainda vi mais 3 ao descer a montanha úmida.
       

       
      No topo, a 1800 m, fazia frio e a névoa estava intensa. Sentei uns minutos pra tomar meu lanche, antes de prosseguir. 
       
      Como eu estava avançando mais lentamente que o previsto, precisei acelerar na descida cênica para não estar no meio da trilha ao escurecer. Passei por uma mina abandonada, onde vi o único humano no trajeto dentro da unidade de conservação.
       
      Com o sol se pondo, atingi a saída através do vilarejo de Drenova. Finalmente, cheguei no centro de Korçë, num total de 31 km de caminhada! Meu par de tênis velho praticamente se desintegrou depois dessa aventura, então foi o primeiro de alguns trajes que descartei nessa viagem.
       
      Na Taverna Pazari i Vjeter, tomei uma cerveja (150 lek) e comi filé de frango (600 lek).
       
      Retornei cansadão à hospedaria, mas ainda conversei com o proprietário, que me deu mais "rakia" (mesmo contra a vontade), e com um recém-chegado senhor motoqueiro espanhol.
       
      Dia 18
       
      Café mais saudável nesta manhã. Me despedi e fui até a estação de vans. Assim que cheguei, estava saindo uma para Tirana, então pulei nela. A viagem levou 3 horas, ao custo de 500 lek.
       
      Ao saltar na capital albanesa, o único lugar onde não pude tomar água da pia, entrei no restaurante Coco para comer um rango. Devorei um sanduíche grande com tudo no recheio (200 lek), além de um milk-shake (200 lek) que não estava grandes coisa. Por isso, peguei ainda um sorvete na doceria ao lado (80 lek).
       
      Fiz o check-in no English Hostel (14 euros para 2 noites com café). Apesar do preço barato, é um lugar bacana e amigável.
       
      Antes que escurecesse, dei uma volta no centro. Fiquei impressionado com a beleza arquitetônica mista da época comunista com a contemporânea, além do monte de intervenções artísticas.
       
      Entrei no museu BunkArt (500 lek), que fica em um bunker construído pelos comunistas para aguentar um ataque químico ou nuclear. Suas salas contam a história das forças de segurança do passado, especialmente a trágica ocupação comunista.
       
      Comi um "burek", salgado folhado recheado típico (80 lek). Depois passei num mercado para comprar líquido; por sorte, encontrei chocolate Milka com o preço mais barato que já vi na vida: 160 lek pela barra de 270 gramas (quase vencida)!
       

       
      Voltei ao albergue, onde fui convidado por um tcheco e dois franceses para sair. Primeiro fomos no bar Kaon, que tem como característica uma árvore no seu interior, além de ser barato: cerveja (150 lek), espetinho de carne (120 lek).
       
      Em seguida, ficamos na praça principal (Skanderbeg), onde rolava um festival retrô bacana, com exposição de veículos antigos e show de rock, tudo gratuito.
       

       
      Dia 19
       
      O café da manhã tava joia. Ao terminar, fui ao museu nacional de história (200 lek). Mesmo sendo barato, é um baita museu. Conta a história desde os povos ilírios, passando pelas ocupações romanas, bizantinas, otomanas e comunistas. Pena que uma parte expressiva não estava traduzida.
       
      Almocei um crepe salgado (260 lek) e um doce (120 lek) na Happy, uma das muitas creperias da cidade. Sorveterias também há de monte. Enquanto perambulava pelo Blloku, ex-quarteirão exclusivo da elite comunista, tomei um por 50 lek. Cheguei a encontrar um lugar onde cada bola custava apenas 40 lek!
       

       
      Também atravessei o grande parque de Tirana, onde fica um lago, pistas e instalações esportivas.
       
      Ao contrário de todas as outras capitais, achar lojas de souvenir foi difícil. Caminhei o centro inteiro e vi apenas 3 delas. Comprei apenas um prato por 500 lek.
       
      No Segafredo, jantei um prato de risoto, por 300 lek. Até que estava bom, mas a porção era pequena.
       
      Passei a noite no albergue com a galera. Calvin, o proprietário, nos serviu "rakia" de graça, até não ser possível tomar mais dessa bebida forte.
       
      Dia 20
       
      Com a chuva que fazia, fiquei de bobeira com o pessoal no albergue. Na hora do almoço, me despedi. Comi um prato feito grego por 480 lek no Sufllaqe Pita Gyros. A sobremesa foi sorvete.
       

       
      Depois, caminhei até a estação internacional de ônibus, que é basicamente um estacionamento de ônibus. Às 15 h, segui rumo a Prizren, em Kosovo, pagando 10 euros na passagem. O ônibus velho da Metropol estava vazio: 54 lugares para 7 passageiros.
       
      A duração estava prevista em 3 horas, mas levou mais de meia hora somente pra sair do trânsito da cidade, então o total foi de 4 horas. Só que o motorista não me disse que eu tinha que saltar antes e pegar uma van até o centro. Quando eu percebi, ele já estava a caminho de Pristina, e me deixou no meio do nada. Precisei caminhar 5 km até chegar à cidade...
       
      Ao menos fui bem recebido com umas castanhas portuguesas pelo proprietário e por macarrão por uma colega de quarto de Hong Kong. Dei então entrada no albergue M99. Cada noite no estiloso e espaçoso dormitório de 6 camas com café da manhã me custou 10 euros e meio.
       

       
      Dia 21
       
      Comecei o dia com um café da manhã típico com o pão do Kosovo, queijo de cabra, "ajvar" (patê de pimentão vermelho e óleo) e geleia.
       
      O museu arqueológico foi a primeira parada. Por apenas 1 euro, você ganha uma explicação e pode ver alguns artefatos antigos achados na construção, que por si só já vale a visita. É uma ex-casa de banho turco, onde foi instalada uma torre de onde se vê a cidade quase toda.
       
      O museu da liga albanesa de Prizren é grátis, mas não tem muita informação. Aqui ficava a sede desse movimento pela independência de Kosovo do império otomano.
       
      Almocei no restaurante Palermo o que deveria ser um goulash, mas estava aguado demais, então não curti muito a sopa de carne (2,5 euros). De sobremesa, sorvete (0,5 euro cada bola) na doceria Shëndeti.
       

       
      Vi uma porção de mesquitas e igrejas. Apesar de aqui haver uma proporção maior de muçulmanos, eles também são liberais. Quase não se vê mulheres de véu nas ruas.
       
      Como estava quente, troquei para roupas curtas, para subir o calçamento até o castelo de Prizren, acima da cidade. Essa fortaleza em ruínas foi parte do império sérvio na Idade Média. Não se paga nada para entrar. Além do mirante nas muralhas, há uma sala com os objetos arqueológicos.
       

       
      Enquanto o sol baixava, desci pela trilha Marash, que contorna o morro vegetado pelo lado oposto. No fim, há um plátano gigante de cerca de 5 séculos de vida.
       
      Uma pena que o rio que corta a trilha e, posteriormente, a cidade, esteja entupido de lixo, principalmente plástico. Um programa governamental de reciclagem seria muito bem-vindo aqui...
       
      Jantei um prato com carne e complementos por 7 euros no restaurante Te Syla. A cerveja (1,5 euros por 0,3 l) que pedi (Peja) é produzida no próprio Kosovo.
       
      Meu segundo par de tênis faleceu, então tive que ir atrás de algum substituto no shopping center. Achei um que fosse suficiente pro resto da viagem por 30 euros.
       
      Dia 22
       
      O café da manhã foi com "burek" e "ayran", iogurte aguado turco. Depois, peguei a condução de 4 euros para Pristina. Precisei apenas esperar na frente do albergue, por um dos muitos ônibus que partem até a capital do Kosovo.
       
      Pouco mais de 2 horas depois, cheguei na cidade grande. Almocei a caminho do albergue, no Friends Coffee and Food: risoto (2,5 euros) + salada grega (2 euros) + limonada (0,5 euros).
       
      Deixei a mochila na hospedagem, que estava vazia, e fui até o terminal de ônibus próximo, onde peguei o ônibus para Gjilan. Por apenas 50 centavos, desci em Gračanica, para conhecer o monastério que é Patrimônio da Humanidade.
       

       
      A entrada é grátis, mas além de uma igreja do século 14 bem ornamentada e com afrescos no interior, não há muito mais a ver. Por isso, decidi seguir a pé os 2 km até o sítio arqueológico de Ulpiana.
       
      Também gratuito, eu acho, pois não havia ninguém no local. Apesar disso, está muito bem cuidado. São ruínas do período romano e começo do bizantino.
       
      Retornei, e de ônibus fui até o shopping Albi, onde peguei um cinema (3,9 euros). Ainda, antes tomei um milk-shake (2,7 euros) e, posteriormente, um macarrão com frango e salada (4,9 euros).
       
      Mais 2 km a pé, e ingressei no Bus Station Hostel. Foram 8 euros por noite no dormitório. Nele, conheci o egípcio Reda e a búlgara Ioana, que estavam viajando pelos Bálcãs.
       
      Dia 23
       
      Acordei resfriado. Sob chuva, saí para conhecer a cidade com eles. Vimos primeiro a homenagem a Bill Clinton, que ajudou Kosovo na guerra de independência. Em seguida, a catedral em referência à Madre Teresa, que era de etnia albanesa.
       
      Continuando, uma igreja ortodoxa sérvia que foi interrompida pela guerra. E em frente a ela, uma construção bizarríssima que abriga a biblioteca nacional. Chegamos a conhecer o interior, que também guardava uma exposição de mal gosto sobre a Coreia do Norte.
       

       
      O brunch foi "iskender", uma baita porção de várias comidas por somente 3,5 euros. Pedimos isso no Ben Tatlises Doner.
       
      Após o monumento Newborn, atravessamos o bulevar Madre Teresa e entramos em uma mesquita e dois museus, ambos gratuitos: Kosovo Museum e Ethnographic Museum.
       

       
      No velho bazar, nos deram algumas frutas que eu nunca havia provado.
       
      Me despedi da dupla e fui pro cinema de novo. Jantei no mesmo quiosque da noite anterior, o Green Salad. E depois voltei caminhando também.
       
      Dia 24
       
      Parti numa van velha pra Escópia, por apenas 5,5 euros. Ainda bem que minha mochila é pequena o suficiente para caber nos pés, pois todas as vans que peguei não tinham bagageiro.
       
      A imigração foi rápida, então 2 horas e meia depois, cheguei no terminal da capital da Macedônia do Norte. De volta a um alfabeto não-latino, no caso, o cirílico.
       
      Caminhei diretamente à hospedagem, Get Inn Skopje Hostel. Cada noite no dormitório me custou 7 euros, já incluso café da manhã.
       
      No shopping GTC, fiz o câmbio: 61,4 dinares da Macedônia por euro. Em seguida, fui diretamente à praça central, onde fica uma estátua gigante de Alexandre (aquele grande). Só que a estátua não pode ser nomeada porque a Grécia detém os direitos autorais do nome. Esse mesmo rolo fez com que o país precisasse incorporar "do Norte" ao seu nome. 
       

       
      Há outro monumentos e os próprios edifícios simulam o período clássico da Macedônia, mas tudo foi feito há menos de um século, após um grande terremoto.
       
      Na mesma praça, almocei no bar e restaurante Kolektiv. Optei por uma tradicional caçarola de carne (390 dinares) + uma cerva IPA 0,5 l (190 dinar). Paguei caro na comida, conforme eu descobriria posteriormente.
       
      Enquanto seguia para o antigo bazar turco, tomei um sorvete baratíssimo e cremoso na sorveteria Piccolo Mondo (20 dinares por bola).
       
      Passei por alguns caravançarais, antigas hospedagens. Depois, a mesquita principal.
       
      Em sequência, ingressei na fortaleza acima da cidade velha. É grátis. Subi em suas muralhas para ver o dia terminar.
       

       
      Jantei hambúrguer a 150 dinares no restaurante Teteks. Por fim, fiquei pela hospedaria.
       
      Enquanto dormia, ocorreu um fato bastante inesperado: do nada, uma moça potencialmente alcoolizada surgiu na minha cama! O desenrolar dessa história é segredo...
       
      Dia 25
       
      Acordei cedo, tomei o café e fui até o terminal de ônibus, onde às 8:45 peguei o número 60 para Matka - lá fica um cânion. Me venderam um cartão de ida e volta por 150 dinares, mas achei meio suspeito esse preço.
       
      Aos trancos e barrancos, o busão velho nos deixou na entrada do cânion, onde fica a represa. Na entrada, você pode optar entre passeio de barco, aluguel de caiaque ou trilha. Escolhi a última opção.
       
      O caminho mais básico é ao longo do cânion pelas paredes rochosas, atravessando algumas matas, durante 3,5 km (mais isso pra voltar). A paisagem é sensacional, especialmente nessa época.
       

       
      Pra escapar dos preços abusivos do único restaurante do cânion, caminhei até fora dele para almoçar no restaurante Macedonian Cave Matka: carne grelhada mista (300 dinares) + salada à Macedônia (130 dinares).
       
      O ônibus pouco frequente que deveria vir não apareceu, então depois de um tempão à espera, eu e mais 3 rachamos um táxi de 700 dinares até o centro. Assim que saímos, o ônibus chegou…
       
      Passei no bazar pra comprar um souvenir e tomar sorvete, antes de ir ao albergue tomar banho. Depois saí pra jantar no próximo La Tana (cerva Skopsko 0,5 l por 80 dinares e frango com arroz e vegetais por 200 dinares). Tava apetitoso.
       
      Por fim, tomei o vinho nacional que estava sendo distribuído gratuitamente no albergue.
       
      Dia 26
       
      Como os museus estavam fechados antes das 10, acabei entrando no memorial judeu para a Macedônia (100 dinares). Triste, mas bem interessante.
       
      Em seguida, fui a mais um museu arqueológico (150 dinares). Quem vê o edifício suntuoso neoclássico pensa que esse museu é enorme, mas não é bem isso por dentro.
       

       
      Almocei no terraço de um restaurante estiloso chamado Austrian Palace. Comi uma barca de vitela por 180 dinares. Só que tentaram me passar a perna na hora de pagar a conta. 
       
      De sobremesa, o sorvete de sempre. Peguei minha mochila e segui à estação de ônibus, rumo a Ócrida, Patrimônio da Humanidade. Alguns minutos antes da partida, por 750 dinares eu comprei ida e volta pela empresa Galeb.
       
      Três horas depois, já noite, desembarquei. Me hospedei na Villa Ohrid Anastasia. Dezesseis euros para 2 noites no dormitório coletivo.
       
      Saí a caminhar em direção ao centro da cidade. Achei ela meio escura e vazia, embora ainda fosse 6 horas. Na praça em frente ao porto, parei onde tinha um agito, no Instinct Bar. Tomei meio litro de cerva por 140, e uma pizza com frutos do mar por 290.
       
      Assisti uma celebração que ocorria na beira do lago, mas com o frio tive que retornar. Passei ainda num supermercado pra comprar o café da manhã.
       
      No albergue, fiquei conversando com um companheiro de quarto americano.
       
      Dia 27
       
      Estava caminhando pela cidade velha, quando decidi de última hora pegar o passeio de barco das 10 h até o mosteiro do religioso mais negativo de todos, o Santo Naum (piada boa). O custo do transporte foi de 600 dinares.
       
      Caminho cênico, rendeu boas fotos. Uma das cenas foi a baía dos Ossos, onde ficava um assentamento em palafitas bastante antigo, hoje um museu.
       

       
      Ao desembarcar, visitei brevemente o monastério. Depois, segui pela trilha que cerca as nascentes que deixam a água numa cor e transparência ótimas, parecendo com a da região de Bonito.
       
      O barco chegou pelas 3 h em Ócrida, então foi possível ainda passar pelo promontório onde ficam diversas igrejas medievais, a fortaleza do czar Samuel, o sítio arqueológico de Plaoshnic, o teatro romano. Vi o sol se pôr acima da igreja de São João Teólogo.
       

       
      Vnuska foi o restaurante onde jantei. Como não havia almoçado, resolvi esbanjar um pouco escolhendo o gostoso prato de peixe (500 dinares).
       
      Dia 28
       
      Voltei ao centro de manhã. Fiquei perambulando aleatoriamente para passar o tempo, mas o vendaval não ajudou.
       
      Bati um rango em frente ao terminal de ônibus, antes de começar a jornada até Sófia, na Bulgária, onde cheguei apenas à noite, após conexão em Escópia. Tive que pagar uma taxa em cada terminal que eu não estava ciente (30 em Ócrida e 50 em Escópia). O segundo trecho custou 17,5 euros, comprando pela internet.
       
      Assim que o busão chegou, troquei rapidamente um pouco de dinheiro na própria estação (cotação desfavorável) e corri pro metrô, pois estava quase fechando à meia noite. Paga-se 1,6 lev no bilhete único, não importando a distância.
       

       
      Logo mais, cheguei no 10 Coins Bed+Tours, a hospedagem da vez. Fica afastado do centro, mas me custou 12 lev por noite, ou seja, 6,1 euros. Só que a qualidade deixou bastante a desejar.
       
      Dia 29
       
      Dia de conhecer o centro histórico. E haja história, pois há uma infinidade de construções de arquitetura de séculos anteriores, além do sítio arqueológico da cidade romana de Serdica. Outro destaque são os diversos templos religiosos, principalmente cristãos ortodoxos, imponentes.
       

       
      Depois de perambular um bocado, achei algumas casas de câmbio com a cotação bem melhor (1,95 lev por euro). Com a grana em mãos, fui atrás de um restaurante para almoçar. Foi difícil achar, pois a maioria dos lugares de comer são de fast food. Enfim, achei um tal de Brunch, onde escolhi alguns pratos na bancada, totalizando 8,80 lev para uma refeição bem substancial.
       
      Caminhei um pouco pelos vários parques, em seguida. Num deles, tomei um milk-shake (3,2 lev). Uma coisa que tenho percebido é que a população desses países dos Bálcãs não pratica exercícios físicos.
       
      Ainda consegui visitar o museu mineralógico (Earth and Man National Museum). Entrada de 6 lev. Tem uma rica coleção que abrange cerca de 40% de todos minerais da Terra, além de cristais gigantes subtraídos do Brasil!
       
      Jantar no restaurante Bkуснaта Kухня. Acabei me dando mal nessa de apontar pratos sem saber o que são, pois um deles continha fígado. Total de 6,10 lev.
       
      Por fim, adentrei o grande Palácio Nacional de Cultura, para assistir o show do pianista húngaro Peter Bence (40 lev). O cara é tão bom que nem usa partitura.
       

       
      Dia 30
       
      Tinha planos de caminhar nas montanhas ao redor, mas o tempo chuvoso e a diminuição de transportes com o fim da temporada fez com que eu tivesse que ir para um plano alternativo. Peguei o metrô até a estação final Vitosha, e lá o ônibus #64 até a igreja Boyana, patrimônio UNESCO.
       
      Me decepcionei. A igreja é bem pequena, não se pode tirar fotos e custa 10 lev para entrar.
       

       
      Ao deixar o lugar, fui caminhando até o museu nacional de história. Só ao chegar, descobri que existe um ingresso combinado com a igreja anterior, num total de 12 lev. Como eu não tinha o comprado, acabei tendo que pagar mais 10 lev no museu… 
       
      Pelo menos este é suficientemente grande e interessante. Conta desde os povos antigos da Trácia, até a liberação otomana pelos russos.
       
      Até que enfim uma coisa boa aconteceu; quando eu estava prestes a pagar pelo ônibus seguinte, uma boa alma me deu um bilhete grátis. Assim, cheguei no jardim botânico.
       
      Há uma estufa cheia de espécies, para a qual se paga 4 lev. Já a parte externa, gratuita, estava abandonada.
       
      Peguei mais uma condução com wi-fi, até a estação de metrô Vitosha. Como ainda chovia e eu estava verde de fome, entrei no shopping Paradise para o almoço/janta. Paguei 7 lev num prato feito búlgaro.
       
      Aproveitei pra dar uma olhada, já que o shopping é grandão. Depois, comprei minha janta e café da manhã no supermercado Villa, por 11 e pouco. Ainda bem que meu cartão de crédito reserva funcionou, pois o principal já não estava mais operando (foi clonado).
       
      De volta ao albergue. Se não bastasse o clima estranho nele, instalações precárias; tanto que precisaram dedetizar o quarto em que eu estava sozinho. Talvez esse seja o motivo de umas perebas que apareceram nos meus tornozelos... 
       
      Dia 31
       
      Saltei do metrô na estação do Palácio Nacional da Cultura, pois queria vir caminhando pela principal rua pedestre de Sófia, a Vitosha Boulevard. Só que de manhã, não havia muito movimento.
       

       
      Continuei a passeada até o terminal de ônibus, onde tomei um ônibus da Eurolines/Karat-S até Plovdiv (9,5 lev). Duas horas e pouco depois, chegada na eleita capital europeia da cultura em 2019.
       
      Almocei num shopping no meio do caminho até o albergue, que fica dentro da cidade velha. A própria casa onde fica o Hostel Old Plovdiv é do século 19. Quarenta e três lev para 2 diárias com café.
       

       
      Saí a caminhar pelas ruas de pedra. Só parei ao chegar ao topo do monte Bunardzhik, onde fica uma estátua. Lá eu admirei o pôr do sol, bem como a vista de toda a cidade ao redor. Só que na pressa, acabei perdendo meu óculos de sol. Ele estava todo riscado, mas eu ainda iria usá-lo até o fim dessa viagem…
       
      Passei a noite conversando com as pessoas na hospedagem, incluso um brasileiro.
       
      Dia 32
       
      A fim de conhecer um pouco mais sobre os 8 mil anos de Plovdiv, chamada Filipópolis no período romano, comprei um ingresso combinado de 5 atrações por 15 lev. A primeira atração foi a basílica em ruínas, cujo destaque são os mosaicos. A segunda parada foi o antigo teatro, bem preservado e usado ainda hoje. As outras 3 eu só conheceria na manhã seguinte.
       

       
      Comprei um salgado por 1,6 lev no Marti's Fast Food, para abocanhar enquanto andava ao redor das ruínas do fórum romano e do parque dos chafarizes dançantes.
       
      Na principal via pedestre, comi dois crepes de chocolate de sobremesa, a apenas 1 lev cada.
       
      Um pouco depois, encontrei meus colegas de quarto. Fomos aproveitar o festival de vinhos que ocorria nesse final de semana, para degustarmos vários tipos de diversas vinícolas da região. Paguei 4,5 lev para ter acesso a 6 estandes. Ficamos lá até à noite.
       

       
      Depois, peguei um "kebab" (4,5 lev) e retornei ao hostel, onde continuamos o papo.
       
      Dia 33
       
      Tomei o café da manhã e me despedi. Ainda visitei 3 casarões do século 19 (Balabanov, Hindliyan e Boyadzhyev). Seus interiores são repletos de móveis antigos e obras de arte.
       

       
      Quando passava em frente à praça principal, em direção ao terminal de ônibus central, vi que ocorria uma apresentação de música e dança japonesa. Fiquei apreciando até a hora em que o ônibus estava prestes a partir.
       
      Retornei a Sófia, só para tomar o ônibus das 16 h rumo a Niš, na Sérvia, terra natal do imperador Constantino. Paguei 24 lev na Niš Ekspres.
       
      Quase 3 horas e meia depois, chegada. Se o cirílico russo já é meio complicado, na Sérvia eles adicionaram mais algumas letras ao alfabeto pra deixar pior. Ao menos, tanto o búlgaro quanto o sérvio ainda tem alguma similaridade com o idioma russo, o qual eu consigo ler alguma coisa.
       
      Na frente da rodoviária, troquei euros na cotação de 117 dinares pra cada. Depois, fui caminhando até o Sweet Apartments, onde peguei um quarto privado com banheiro compartilhado por mil dinares.
       
      Saí para jantar. No calçadão, encontrei um tal de Night & Day Caffe Pizzeria. Por 310 dinares, pedi uma boa macarronada de frutos do mar de meio quilo.
       

       
      Continuei perambulando ao redor do centro, vendo algumas igrejas e monumentos. Por fim, comprei meu café da manhã no supermercado e me retirei.
       
      Dia 34
       
      Comecei conhecendo a fortaleza otomana. Aberta sem precisar pagar, atualmente é um parque com alguns comércios e poucas edificações antigas, de períodos romano, bizantino e otomano.
       

       
      Como era segunda, infelizmente todas as demais atrações da cidade estavam fechadas, então só me restou tocar para Belgrado mais cedo que o previsto. Já que a viagem levaria 3 horas, parei pra almoçar no mesmo local onde jantei.
       
      Assim que cheguei na estação, um ônibus estava para partir. Comprei o bilhete rapidamente por 1310 dinares e embarquei na Niš Ekspres. O ônibus tinha wi-fi.
       
      Na chegada à metrópole, a temperatura estava agradável a ponto de eu quase colocar uma manga curta - e pensar que há exato um ano, nevava em Belgrado!
       
      Caminhei até o albergue Che. Passaria ali 3 noites com café por 33 euros.
       
      Saí logo para apreciar o crepúsculo na grande fortaleza otomana. Depois, andei pelas ruas movimentadas da região central, já com decoração natalina.
       

       
      Comi uma fatia grande de pizza (120 dinares) num dos locais que me indicaram, o Kod Mašinca. Boa, mas não tem onde se sentar.
       
      Admirei alguns dos edifícios monumentais, como o da assembleia, mas o vento frio me fez parar a certo momento e retornar.
       
      Passei num supermercado pra pegar mais um rango e me desloquei pro albergue.
       
      Dia 35
       

       
      Fui em direção ao museu do Nikola Tesla, mas como o tour só começaria em meia hora, dei uma passadela no mercado de rua próximo, principalmente de alimentos e sem souvenires. O museu conta a história de vida e os inventos desse gênio "sérvio", que revolucionou a eletricidade. Custa 500 dinares.
       
      Após isso, segui até a enorme igreja ortodoxa de São Sava, uma das maiores do mundo. Não deu pra ver seu interior, pois estavam instalando o mosaico da cúpula, mas ao menos a cripta luxuosa estava disponível para visita gratuita.
       

       
      Almocei em outra recomendação de um amigo, o restaurante Zavičaj. Comida caseira e decoração bacana. Provei um goulash (690 dinares) e um chope Lav (260 por 500 ml).
       
      Em seguida, retornei à fortaleza, para ver com mais detalhes. Esperei o sol se pôr por lá também, mas o tempo tava nublado.
       
      Botei uma jaqueta e saí pra uma volta aleatória. Parei numa livraria. Depois comi um "gyros" (340 dinares) no Chicken Box e voltei pra hospedagem.
       
      Dia 36
       
      Acordei com o sino da igreja ao lado, que toca o tempo todo. Passei o dia útil inteiro em dois museus. O primeiro foi o nacional (300 dinares). Com um rico material, conta a história da ocupação do território sérvio, resumidamente por romanos, eslavos, otomanos, até a Iugoslávia. Há uma seção de arte também.
       
      Almocei em mais uma indicação, o restaurante Ognjiste. Serve comida caseira a quilo. Meu prato gostoso e substancial saiu por 700 dinares.
       
      Mais uma vez, retornei à fortaleza, para visitar o museu militar. Em seu exterior gratuito, há algumas dezenas de armas de artilharia. Já o interior (200 dinares), é um corredor infinito que demonstra armas e outros artefatos de todas as épocas da Sérvia. Só falta ter mais explicações em inglês.
       

       
      Sem ter com quem conversar, peguei uma pizza no mesmo lugar do outro dia e fiquei coçando o saco na hospedagem.
       
      Dia 37
       
      Bem quando chegou uma companhia, já estava na hora de partir. Segui ao terminal e comprei um bilhete pra Novi Sad por 760 dinares. Os ônibus são bem frequentes, então não precisei esperar nada.
       
      Uma hora e meia depois, já estava caminhando em direção ao albergue em posição central. Paguei 1330 dinares por uma noite no Nomad Hostel, um estabelecimento decente mas vazio.
       
      Na lanchonete Crna Maca, almocei uma "pljeskavica" grande, um tipo de hambúrguer deles. Custou 290 dinares.
       

       
      Continuando, atravessei a ponte em direção à fortaleza austríaca de Petrovaradin, passando pelo bairro antigo com casarios no caminho. Lá de cima da fortificação eu vi a cidade abaixo através do rio Danúbio.
       
      Tirei umas fotos noturnas, em seguida. Quando passava pela praça central, notei que algo ocorria. Bem nesse dia estava começando a Winterfest, um festival de inverno. Aproveitei para comer uma guloseima, tomar quentão (150 dinares) e ouvir as crianças da árvore de Natal cantante e uma banda de rock de Belgrado. Bem bacana.
       

       
      Dia 38
       
      Deixei meu quarto "particular" de 6 camas para conhecer a cidade. Caminhei entre parques, não muito interessantes, e a praia Štrand. Lotada no verão, deserta nessa época.
       
      Voltei ao centro, composto de várias casas antigas coloridas, museus e alguns palácios e igrejas.
       

       
      Gastei meus últimos dinares numa lembrança, num sanduíche de almoço (150 dinares) e na taxa de embarque do terminal (130 dinares), para onde fui em seguida.
       
      Embarquei no bom ônibus da FlixBus e aguardei o trajeto até Budapeste. O controle de fronteira na Hungria foi excessivamente longo, apesar de não haver fila, então a duração total do trajeto foi de umas 6 horas e meia.
       
      Fora da estação de ônibus de Népliget, peguei o metrô. Comprei na máquina com cartão de crédito por 350 forint (pouco mais de um euro). Acreditam que não há catraca na entrada?
       
      Desci ao lado do albergue Avenue Hostel. Pagamento de 9 euros por diária no dormitório com café da manhã. O lugar é bem movimentado, e a limpeza poderia ser melhor.
       
      Ao redor do albergue, há diversas opções para refeições. Fui no chinês Wok n' Go Noodle House e pedi uma sopa de bolinhos de porco apimentados por 1880 forint. Tava boa.
       
      Depois, tomei uma cerveja no bar do albergue (330 forint por 300 ml).
       
      Dia 39
       
      Levei um susto na hora do café da manhã, pois tinha umas 50 pessoas lá.
       
      Fiz o câmbio, na cotação de 330 forint por euro. Depois, caminhei até o parque Városliget. Repleto de turistas, é cheio de atrações, como museus, um castelo e ringue de patinação. O problema é que os banheiros da cidade são pagos, e não saem por menos de 250 forint.
       

       
      Peguei um metrô até o museu nacional, mas antes de entrar nele eu almocei um prato de comida de verdade no Kálvin Fast Food (1450 forint).
       
      A entrada do imponente museu custou 2600 forint. Fiquei quase 4 horas nele, aprendendo sobre a história dos diversos povos que já ocuparam a Hungria.
       
      Já noite, cheguei às margens do rio Danúbio. Das pontes, é bacana a vista dos prédios e monumentos iluminados, principalmente o castelo de Buda.
       
      Fui da rua Váci, cheia de lojas de souvenires, à praça Vörösmarty, onde rolava uma feira de Natal com palco pra shows.
       
      Tive que voltar ao albergue para aproveitar o jantar gratuito. Tomei uma cerveja artesanal (600 forint) no bar do hostel, enquanto passava a final da Libertadores da América na TV.
       
      Nessa hora, conheci um bando de latino-americanos. Fomos parar numa balada chamada Instant. Não se paga pra entrar e o lugar tem várias pistas com ritmos diferentes. Estava cheio! Uma cerva de 0,4 l custou 600 forint lá.
       

       
      Dia 40
       
      Voltamos com o dia quase amanhecendo, então nem deu pra dormir o suficiente. Levantei meio-dia pra almoçar, sem voz. Escolhi o turco Török Étterem, onde um prato cheio no buffet saiu por 1250 forint.
       
      Depois, fui em direção ao Danúbio, na região do castelo de Buda. Vi por fora a basílica de Santo Estevão e o parlamento gótico, antes de cruzar a ponte metálica e subir o morro já com o sol baixo.
       

       
      Lá em cima, além dos mirantes para ambos os lados do morro, há outras coisas a se ver, como a igreja gótica de Matias (paga como os demais templos religiosos famosos da cidade). Passeei um pouco a esmo, em meio aos tantos turistas que ainda se encontravam na cidade.
       
      Ao descer e parar na feira de Natal, reencontrei (Romi e Julieta) duas argentinas do bando que saiu comigo na noite anterior. Ficamos tomando quentão por lá.
       
      Saímos em bando novamente mais tarde. O lugar foi o Morrison's. Bem menor e menos cheio que o anterior. O "mojito" tava 1600 forint.
       
      Dia 41
       

       
      Saí em mais um dia ensolarado. Passei pela sinagoga luxuosa (e cara: 4500 forint), no caminho até o mercado central. Numa estrutura fechada, há um andar de alimentos e outro de souvenires. Preços pra turista.
       
      Almocei ali e subi o morro Géllert, o mais alto da cidade. Lá apreciei o sol se pôr, vendo uma ampla faixa do Danúbio ir mudando de coloração.
       

       
      Quando voltei, ainda dei uma passada na loja Decathlon. Ao chegar ao albergue, esqueci que havia janta grátis naquela noite e acabei pegando 2 sandubas no McDonald's. Azar, depois de um bom banho eu comi um pouco mais.
       
      Pra variar, com alguns integrantes a mais e outros a menos, fomos pra mais uma noite de festa. Acabamos parando na mesma balada de 2 noites atrás.
       
      Dia 42
       
      Dormi pouco novamente, pois tive que fazer o check-out e me despedir da rapaziada. Peguei um rango pro caminho e fui de metrô até a estação de ônibus e trem de Kelenföld. Lá, embarquei na RegioJet até a Eslováquia. Até que enfim uma condução de qualidade; além de internet e tela de vídeo, até serviço de bordo tinha.
       
      Sem ter que passar pela imigração, a viagem durou 2 horas e meia. Eis meu país de número 100!
       
      Dei uma volta para ver o centro histórico iluminado. Nas duas principais praças ocorria uma feira de Natal. Provei um dos alimentos que lá vendiam, a "placka". É literalmente uma placa vegetal fritada até não poder mais.
       

       
      Comprei o café da manhã num supermercado e me assentei no albergue Patio Hostel. Nove euros por noite.
       
      Dia 43
       
      Dormi bem, finalmente. Ao amanhecer, saí de ônibus em direção à floresta da cidade, mas me confundi um pouco com o sistema de transporte que cobra por tempo e não distância, e que não pode ser pago dentro da condução.
       
      No parque, há diversas trilhas e facilidades pra população, mas como as árvores já estavam desfolhadas, não achei muito interessante. Vi um pica-pau, ao menos.
       

       
      Almocei na base do morro, longe do centro, numa tal de City Cantina. Meu prato saiu por 6,5 euros.
       
      Já no centro histórico, conheci rapidamente todas as construções relevantes, como igrejas e palácios. Com a noite no ar, dei uma passada no shopping Eurovea.
       
      Por fim, parei no albergue e fui tomar a cerveja grátis inclusa no check-in. Acabaram me embebedando com doses patrocinadas de "spiš" de ameixa (40% de álcool) e Tatratea, uma bebida com 72% de álcool!
       

       
      Dia 44
       
      Com uma leve ressaca, tomei um ônibus na manhã até Devín. É onde ficam interessantes ruínas de um castelo medieval, destruído por Napoleão em 1809. Bem na confluência dos rios Morávia e Danúbio, a vista de cima é bela. Pra entrar, paga-se 2 euros.
       

       
      O almoço foi a algumas quadras dali, na pizzaria Valentian. Tomei uma sopa e comi uma pizza pelo total de 5,5 euros.
       
      Depois, outro busão me deixou em Sandberg. É uma maciço de arenito que se destaca na paisagem que já foi um mar, e hoje guarda centenas de espécies de fósseis.
       
      Caminhei um pouco pela trilha do geoparque, até que o dia se foi e eu retornei a Bratislava.
       
      Jantei no Subway próximo ao albergue (7,2 euros pelo sanduíche de 30 cm com bebida). Depois disso, rolou uma sessão de filmes na hospedagem.
       
      Dia 45
       
      Conheci o castelo de Bratislava pela manhã. Há uma boa vista de lá, como da torre que parece um disco voador, mas não acho que tenha valido pagar 10 euros pra ingressar no confuso museu de história.
       

       
      Na saída, almocei no buffet livre chinês Panda por 5,5 euros. Satisfeito, fui até a estação central de ônibus, onde peguei um FlixBus até Viena. Como comprei de última hora, saiu por 6 euros a passagem.
       
      Uma hora e pouco depois, cheguei na estação central de trem e ônibus, bem ao lado do albergue onde eu passaria 4 noites por 70 euros (sim, Viena é caro), o Do Step Inn Central Hostel. Todo automatizado, nem cheguei a ver recepcionista.
       
      Já escurecendo, passei por diversas feiras de Natal nas praças ao redor de igrejas enormes. Tudo bem cheio de gente.
       

       
      Mas os preços exagerados fizeram com que eu jantasse no McDonald's. Depois disso, passei num supermercado e voltei pro albergue.
       
      Dia 46
       
      Temperatura despencou; as mínimas de outrora seriam as máximas de agora, então tive que tirar da mochila a camada térmica de fleece pela primeira vez.
       
      Conheci um bocado da cidade, começando pela bizarra Hundertwasserhaus. É um edifício residencial expressionista dos anos 80.
       

       
      Atravessei o rio pra conhecer o Prater. Esse é o primeiro parque de diversões do mundo, de 1766!
       
      Na praça mexicana onde fica uma baita igreja, encontrei um "kebab" de 2 somente euros; esse foi meu almoço.
       
      Saltei de metrô até a parte mais movimentada no centro. Na igreja de São Pedro, tive a sorte de presenciar uma apresentação musical japonesa.
       

       
      Posteriormente, enquanto o céu escurecia, passei pelo palácio presidencial de Hofburg, saindo em frente a Rathaus, a prefeitura, onde rolava mais uma de tantas feiras natalinas.
       
      Adquiri minha janta e muitos chocolates baratos em uma das unidades do supermercado Penny. O barrão de Milka, por exemplo, estava custando 1,69 euros. Insano!
       
      Passei o resto da noite na hospedagem.
       
      Dia 47
       
      Comecei indo de metrô até a principal atração de Viena: o palácio Schönbrunn. Antiga residência de verão da dinastia Habsburgo, contém nada menos que 1441 quartos. Que desperdício!
       

       
      Para o almoço, reencontrei Gael, um francês que eu havia conhecido a 3 anos na Moldávia, além de sua cônjuge. Comemos no Subway mesmo.
       
      Em seguida, caminhei com eles até o museu de história militar. Como era o primeiro domingo do mês, visita gratuita. Além de todos os artefatos e história (a maioria só em alemão), havia uma feira medieval ocorrendo por lá.
       

       
      Enquanto víamos a iluminação natalina, jantamos um salgado frito de batata numa das feiras. Depois me despedi deles e segui para o Blue Bar, onde reencontrei Romi, uma das argentinas de Budapeste. O bar é pequeno, mas aconchegante e com drinques baratos, a partir de 3,9 euros.
       
      Dia 48
       
      Noite levemente abaixo de zero. Mais uma caminhada matinal no frio. Objetivo do dia: Museu Nacional de História Natural (12 euros). Achei demais esse museu, tanto que só deixei ele 5 horas depois, por motivo de fome maior.
       

       
      Almocei já à noite no havaiano 'O Io Poké, uma tigela de "poke" por 9,8 euros. Em seguida, passeei pela Mariahilferstrasse e peguei um "yakisoba" na Lucky Noodles para mais tarde, por 4,2 euros.
       
      Missão cumprida, retornei ao albergue para me preparar para partir de vez.
       
      Dia 49
       
      Peguei um trem (4,2 euros) que rapidamente chegou no aeroporto, onde voei de Wizz Air sobre os Alpes até Milão, por ridículos 15 euros. Lá, poucas horas depois, segui de TAP até Lisboa, onde precisei passar a noite para continuar ao Brasil.
       

       
      No aeroporto, peguei o metrô (50 centavos pelo cartão + 1,5 euros por viagem) até a brasileira MaHouse Guest House, onde dormi por 25 euros, pois as outras hospedagens mais baratas já não atendiam mais na hora em que eu chegaria.
       
      Dia 50
       
      De manhã, tomei o bom café da manhã incluído e o voo da TAP para Guarulhos.
       
      Ao final da tarde, finalmente a chegada em Floripa com a Gol (125 reais). Fim de viagem!
       
      Se você chegou até aqui, que tal conferir meu site agora? Rediscovering the World 
    • Por vaicombruno
      Fala viajantes,
      Fiz um roteiro completo sobre Viena na Áustria, ficou show !! bom eu acho rs
      Quem quiser ler e pegar várias dicas da uma olhada lá.
      https://vaicombruno.com.br/viena-austria
       
       



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