Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Posts Recomendados


Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conteúdo Similar

    • Por guilhermenavarro
      Um relato de Guilherme e Thais, com nossos amigos de viagens e do interiorrrr de SP, Daniel e Dayane. Realizamos uma viagem de 03 dias completos para Chapada dos Veadeiros entre 19/06 e 23/06, durante feriado prolongado. 
      Origem: São Paulo. Avião com destino Brasília e aluguel de veículo (Duster) no próprio aeroporto. Optamos pela Duster pra evitar problemas com buracos, maior espaço interno e em eventuais travessias de rios, apesar de que em época seca (junho) o nível é baixo.
      Hospedagem e Clima: Camping Pachamama. Durante a noite faz frio (+/- 13ºC), utilizamos sacos de dormir (10ºC) + Isolante Térmico, foi o suficiente.
      Objetivo do Relato: Apresentar um conteúdo que facilite uma viagem ao local, com as nossas impressões, planejamento, custos e dicas.
      Aplicativo para Trilhas e Locomoção: aplicativo Avenza Maps. Mesmo na ausência de sinal ou internet, com mapas georreferenciados, é possível se guiar em trilhas e rodovias, com a sua posição aparecendo no mapa. Os mapas georreferenciados estão disponíveis para download ao final do relato. Nem todos os mapas foram utilizados na viagem, creio que o mais útil seja referente à trilha para Cachoeira do Segredo, nas proximidades da vila de São Jorge.
      Contextualização: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros contém parte dos atrativos da região, e é localizado cerca de 3 horas distantes de Brasília (244 km). A entrada para visitantes é localizada na vila de São Jorge, pertencente ao município de Alto Paraíso de Goiás. Outra cidade integrada à região é Cavalcante, onde é situado o quilombo Kalunga, que contempla boa parte de outras cachoeiras de interesse.
      Dessa forma, a vila de São Jorge, Alto Paraíso e Cavalcante constituem-se nos principais destinos turísticos da região, e opções de hospedagens. Uma vez que o nosso grupo (de dois casais) prefere a hospedagem em camping, distante de cidades, optamos por nos hospedarmos no Camping Pachamama, localizado entre a vila de São Jorge e Alto Paraíso.
      Roteiro: O roteiro foi baseado na distância entre os locais, sendo que os agrupamos conforme a distância entre eles e o Camping.
      Consideramos o período de 03 dias para realização dos mesmos. Sendo assim, nos baseamos em mapas com a localização dos atrativos (disponíveis na internet e outros, que criamos para um melhor planejamento) e informações sobre acesso e interesse. O resumo do roteiro está abaixo:
      Quinta-Feira: Cachoeira Candaru e Cachoeira Santa Bárbara (Quilombo Kalunga, município de Cavalcante)
      Sexta-Feira: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Trilha dos Cânions e Cachoeira Cariocas (vila de São Jorge)
      Sábado: Vale da Lua, Fazenda Volta da Serra e Jardim da Maytrea (Entre Alto Paraíso e vila de São Jorge)
      Quarta-Feira (19/06): Brasília - Chapada dos Veadeiros (Camping Pachamama)
      Chegada à Brasília (18:00) e trajeto (244 km) para o Camping Pachamama. Trata-se de uma estrada de boa qualidade e boa sinalização, realizamos o trecho em menos de 3 horas.  Estradas: GO-030, GO-010, GO-239. A rodovia GO-10 é seguida até a cidade de Alto Paraíso, posteriormente é tomada à esquerda a GO-239, que liga Alto Paraíso à vila de São Jorge. O Camping Pachamama é localizado à beira da rodovia em questão. Caso o destino seja a cidade de Cavalcante, basta permanecer na GO-010.
      O Check in no Camping Pachamama ocorre até as 22:00, onde a recepção, assim como durante comunicação prévia via e-mail, fornece uma série de informações sobre as acomodações do Camping, orientações de convivência e dicas sobre as atrações da região. O Camping fornece espaços de convivência, como a fogueira, oferece churrasqueira, armários para acondicionamento de alimentos, cozinha, banheiros com chuveiro quente. As acomodações são todas bem equipadas, limpas e bonitas.
      No Camping, o silêncio é preservado e são realizadas atividades como observação dos astros, através de telescópios. A área de Camping é gramada e com ótima vista para os planaltos (Figura 1 e Figura 2), que representam principalmente a porção central do Parque Nacional, ilustrado, no caso do Camping, pelo Morro da Baleia.

      Figura 1: Área de Camping (Camping Pachamama, GO-239, Alto Paraíso-GO) 

      Figura 2: Nós e o friozin de manhã cedo (Camping Pachamama, GO-239, Alto Paraíso-GO) 
      Quinta-Feira (20/06): Cavalcante (Quilombo Kalunga) -> Cachoeira Santa Bárbara e Cachoeira Candaru
      Uma vez que se tratava de feriado prolongado, a estratégia para visitar a Cachoeira Santa Bárbara (a mais disputada da região), localizada no quilombo Kalunga, Município de Cavalcante, foi realizar esse passeio no primeiro dia, uma vez que parte dos visitantes ainda não estariam instalados na região.
      A estratégia deu certo, saímos às 06:30 do Camping em direção a Cavalcante. Por volta das 08:00 chegamos no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) de Cavalcante, onde acompanhados da Guia Ivana nos dirigimos ao Quilombo Kalunga. Quando a procura é grande, no Quilombo Kalunga são distribuídas senhas para acesso à Cach. Santa Bárbara (Figura 3), sendo que o local comporta 300 visitantes por dia (fomos a senha 257). Enquanto nossa vez não chegava, visitamos a Cachoeira Candaru (Figura 4).
      Para contextualizar o local, o Quilombo Kalunga contém 03 principais cachoeiras: Cachoeira Santa Bárbara, Cachoeira Candaru e Cachoeira Capivara. Ao menos em relação às duas primeiras, o acesso é feito através de uma carona em pau de arara, e que com certeza agrega ao passeio. Uma vez que o acesso é feito através dessa carona, o trecho de caminhada é curto.
      Alimentação: Tanto no CAT, na cidade de Cavalcante, quanto no Quilombo Kalunga é possível comprar lanches para um café da manhã. No Quilombo ainda é possível almoçar, por 30,00 R$, coma a vontade.
      Valores: Diária da Guia é cerca de 150,00 R$ por grupo. Carona sede do Quilombo - Cach. Candaru é 20,00 R$ ida e volta por pessoa. Carona sede do Quilombo - Cach. Santa Bárbara é 10,00 R$ ida e volta por pessoa.
      Janta: Ao retornar para região de Alto Paraíso, resolvemos fazer um churrasco no Camping. A estrutura do Camping é ótima, compramos gelo para a cerveja e nos foi gentilmente fornecido um isopor pela responsável do Camping. Utilizamos as mesas do Camping para jantar.

      Figura 3: Nós e a Cachoeira Santa Bárbara (Quilombo Kalunga/Cavalcante-GO)

      Figura 4: Dani e a Cachoeira Candaru (Quilombo Kalunga/Cavalcante-GO)
      Sexta-Feira (21/06): Vila de São Jorge -> Parque Nacional - Trilha dos Cânions e Cachoeira Cariocas
      Contextualização: O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros possui entrada de visitantes na Vila de São Jorge. São 04 opções de trilhas (http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/guia-do-visitante.html), e os caminhos são devidamente sinalizados durante todo o trajeto. A dificuldade é variável, sendo que é possível (com agendamento prévio) realizar a travessia do parque, com acampamento durante o percurso, ou mesmo trilhas simples, de poucos metros.
      Por conciliar cachoeiras favoráveis ao banho e paisagens bonitas, optamos pela Trilha dos Cânions (Figura 5) e Cachoeira Cariocas (Figura 6). Trata-se de 06 km de ida, e 06 km de volta, o desnível é baixo se comparado à Trilha dos Saltos, Carrossel e Corredeiras. A Geologia do PARNA Chapada dos Veadeiros se refere ao Grupo Araí (Mesoproterozoico, 1770 Ma.), formado em ambiente de rift (semelhante ao que se passa atualmente próximo à Etiópia, através da separação de duas porções da África) caracterizado por marés e ações de ondas (Figura 7), e predominam na trilha visitadas quartzitos com estratificações cruzadas que... traduzindo, indicam o sentido e direção do transporte de sedimentos à época.
      Alimentação: Na recepção do Parque é possível tomar café da manhã e lanches.
      Valores: A entrada do Parque é gratuita (junho/2019). Foram gastos 15,00 R$ de estacionamento, à frente do Parque.
      Janta: Ao sair do Parque fomos ao restaurante Rústico, ainda na Vila de São Jorge. O local apresenta cardápio variado (carnes, massa, hamburgeres), o hamburger realmente muito bom. Também tomamos uma Cerveja Local da Chapada dos Veadeiros (32,00 R$). O preço do local é salgado.

      Figura 5: Nós e o Canyon ❤️

      Figura 6: Cachoeira Cariocas

      Figura 7: Marcas de Ondas nos quartzitos do Grupo Araí...
      Sábado (22/06): GO-239 (ligação Alto Paraíso - Vila de São Jorge) -> Vale da Lua, Fazenda Volta da Serra (Cachoeira do Cordovil e Poço das Esmeraldas) e Mirante do Jardim de Maytrea
      Contextualização: O Vale da Lua e a Fazenda Volta da Serra são próximos entre si, e do Camping Pachamama.
      O Vale da Lua (Figura 8) apresenta grande beleza cênica e ao final do percurso há a possibilidade de nadar, inclusive entre as fendas na rocha. A caminhada é curta, poucos metros.Tem como atração as rochas conglomeráticas (Figura 9) de matriz carbonática (Conglomerado São Miguel, base do Grupo Paranoá, de idade Mesoproterozoica... traduzindo, de 1 a 1,6 bilhões de anos). A matriz carbonática é solúvel, assim como ocorre em cavernas de rochas carbonáticas, e apresenta feições cársticas. A alta solubilidade desse conglomerado faz com que o Ribeirão São Miguel escave a superfície rochosa, crie marcas que demonstrem o fluxo de água, e as chamadas "Panelas". Mais informações sobre a história geológica do Vale da Lua: http://sigep.cprm.gov.br/sitio077/sitio077.pdf
      Alimentação: É possível comprar lanches na recepção do local.
      Valores: A entrada no Vale da Lua é 20,00 R$ por pessoa.
      A Fazenda Volta da Serra tem como principais atrações a Cachoeira Cordovil (Figura 11) e Poço das Esmeraldas, optamos por iniciar o passeio pela Cachoeira Cordovil, e ao retornarmos fizemos pequeno desvio que nos levou ao Poço das Esmeraldas. O percurso é 4 km ida, 4 km volta até a Cach. do Cordovil, sendo que o caminho é por si só uma atração (Figura 10), onde a paisagem do das serras, de campos limpos e do cerrado com árvores retorcidas toma conta. A dificuldade de uma trilha varia conforme o relato, sendo que ouvi amigos que fizeram o passeio anteriormente afirmarem que o trecho final é extremamente difícil, com pedras escorregadias; realizamos a trilha com bota, em época seca, e a dificuldade da trilha foi baixa. 
      O Poço das Esmeraldas possui águas cristalinas, esverdeadas. As camadas pelíticas (sedimentos finos) da Formação São Miguel parecem aflorar (no linguajar geológico... quando uma rocha aparece por aí), onde são claras as gretas de contração... traduzindo:  sabem aquelas  imagens famosas do nordeste, onde o fundo de lagos, rios secos ficam todos craquelados? isso é uma greta de contração! e no registro geológico, isso também permanece. Vemos, portanto, gretas de contração bem antigas (Figura 12).
      Alimentação: É possível comprar lanches e brindes na recepção do local. O Café da Fazenda Volta da Serra e o Mel, também produzido no local, são bem gostosos.
      Valores: 25,00 R$ por pessoa.
      Após sairmos da Fazenda Volta da Serra, e antes de ir a vila de São Jorge, nos dirigimos ao mirante do Jardim de Maytrea (Figura 13). Localizada na própria GO-239, que liga Alto Paraíso a vila de São Jorge. Trata-se de uma vista super famosa da Chapada dos Veadeiros, é um passeio rápido mas que vale a pena, ainda mais ao final da tarde.
      Janta: Provavelmente no melhor restaurante da Vila de São Jorge, o Restaurante Buritis. Há a opção de comer massas, ao estilo Spoleto, com diversos ingredientes e podendo repetir o prato. Ou pedir pratos individuais, fartos, com arroz, feijão, e carnes. O preço é camarada, a comida é muito boa. Nota 10.

      Figura 8: Nós <3, Aia, do Conto de Aia, e o Vale da Lua

      Figura 9: Clastos em Paraconglomerado São Miguel, pronto a ser retrabalhado (novamente solto e carregado) pelo rio atual

      Figura 10: Trilha na Faz. Volta da Serra, sede da fazenda - Cachoeira do Cordovil

      Figura 11: Cachoeira do Cordovil, Fazenda Volta da Serra

      Figura 12: À esquerda gretas de contração em rochas do Grupo Paranoá, de idade Mesoproterozoica (1 a 1,6 bilhões de anos) que margeiam o Poço das Esmeraldas na Faz. Volta da Serra. À direita, apenas para exemplificação, gretas de contração atuais, em algum outro lugar do Brasil rsrsrs

      Figura 13: Jardim da Maytrea... não me pergunte o porquê do nome
      Informações Geológicas:
      Mapa Geológico (Folha Cavalcante), ao norte do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros: http://www.cprm.gov.br/publique/media/geologia_basica/pgb/mapa_cavalcante.pdf
      Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Sítio SIGEP 096): http://sigep.cprm.gov.br/sitio096/sitio096.htm (clique em ver Capítulo Impresso)
      Vale da Lua (Sítio SIGEP 077), informações geológicas: http://sigep.cprm.gov.br/sitio077/sitio077.pdf
      Mapas Georreferenciados (Abrir no app Avenza Maps):
      -São Jorge-Alto Paraíso - Trilha Cach. Segredo - Avenza Maps
      -Alto Paraíso - Trilha Couros e Muralha - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1x2q2qU7a2QSbn_5dj8L-4UswVcQZDuGN/view?usp=sharing
      -São Jorge - Trilhas Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros  - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1coEOgUTiXCTxjkwilzZcSzdEXHyKu16w/view?usp=sharing
      -São Jorge-Alto Paraíso (Trilhas na região de vila de São Jorge e Alto Paraíso) - Fotos Aéreas - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1dJ_KsofUVhLlGA0AQmvnkNz_-6Lvag2M/view?usp=sharing
      -São Jorge-Alto Paraíso - Topografico - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1kGxgt1PY9Xf1aP-RA2udc1kAAgfTfIPR/view?usp=sharing
      -São Jorge-Alto Paraíso - Ruas  - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/19LslnGKD5ncxiFxWQJkCLAlcA9lcbiMp/view?usp=sharing
      -Cavalcante (Trilhas na região de Cavalcante) - Ruas  - Avenza Maps
      https://drive.google.com/a/usp.br/file/d/1yZYagn1-lUD4Yuu3-Gjh8WtdwZtMKfhW/view?usp=sharing

       
    • Por Carlosfuca
      1. Chapada dos Veadeiros: Cachoeira dos Cristais + chegada em Goiás

      (Foto: Cachoeira Véu de Noiva - Fazenda dos Cristais)
      Mapa: https://goo.gl/maps/B6fUo5G4PnNs5Snh6
      Acordei um pouco antes das 6h da manhã, dormi bem, estava cansado da viagem de ônibus de São Paulo até Alto Paraíso- Goias. Hoje é dia 06 de dezembro de 2019, o dia amanheceu nublado e o sol aparecia vez em quando bem tímido. Assim, apenas preparei o que eu iria levar, pois o destino do dia prometia: Cachoeiras dos Cristais. Dar inicio de vez às visitas pras cachoeiras da Chapada dos Veadeiros.
      Com a carteira, câmera fotográfica, celular e chave numa sacolinha, eis que as 06h40 comecei minha caminhada rumo a GO-110. Saí a rua do Camping Girassóis, dobrei à esquerda na Av Ary Valadão Filho pra, já no portal da cidade, tomar à direita na rodovia GO-110. A partir de então me pus a fazer uma corrida de leve num trajeto de 5km por essa rodovia, na maioria do trecho a estrada permanece reta, mas não plana. Também nada de aclives e declives acentuados.
      Com uma paisagem bem bonita do cerrado brasileiro, as 07h30 me deparo com a placa indicando Fazenda Cachoeira dos Cristais, só seguir mais 3km à direita, numa estrada de terra, daí então volto a caminhar, bem suave e reparando cada detalhe que posso pelos meus sentidos. Devagar também porque o local abre as 08h00 ainda.
      Observando os besouros, as abelhas, os lagartinhos, as folhas, as flores, as árvores, os pássaros, as formigas, a terra, os morros, eis que as 08h10 apresentei na portaria, um senhor me atendeu, seu Chiquinho, e como a lanchonete ainda não estava aberta fui direto pras cachoeiras.
      São varias, muitas de verdade, porém segui direto até a última que é a Véu de Noiva e na volta fui parando nas outras. A trilha até a Véu de Noiva é de 400 metros e essa queda é simplesmente encantadora, o sol ainda meio tímido ajudava a reluzir a beleza contida nessa parte do paraíso. Após muito descansar e curtir numa boa, comecei a subir para as outras quedas, são lindas também, uma perto da outra. Realmente aqui tem muitas opções para todos os gostos e disposições.
      As 10h30 a chuva veio nos acompanhar e então foi a deixa pra eu comer os deliciosos pasteis da lanchonete (pedi Frango com pequi e de Marguerita) e tomar uma saudável jarra de suco de laranja. 
      Agora estou escrevendo num papel, os pingos caem leve na grama e na terra, minha cobertura é um quiosque de palha, o apoio para o papel é uma mesa de madeira envernizada, do meu lado um redeiro. Alguns trovões anunciam chuvas para as próximas horas.
      Como cheguei em Alto Paraíso - Goiás (Chapada dos Veadeiros)
      No terminal Rodoviário Tietê em São Paulo, embarquei  (as 18h - 04/12) num busão pra Brasilia pela viação Real Expresso, preço R$159,00. Cheguei na Rodoviaria Interestadual de Brasilia as 10h30 (05/12), portanto perdi o ônibus das 10h que opera de Brasilia até Alto Paraíso, o próximo só viria as 19h (R$45,00). Bom, pensei em procurar carona e também pensei em pegar metrô e conhecer a cidade, mas no caminho do metro, que é logo do lado a rodoviária, uma quentinha me chamou por R$09,00, então almocei ali mesmo e depois voltei pra esperar no espaço VIP da Real Expresso, daí já aproveitei pra entrar em contato com familiares e amigos, além de avisar a dona do Camping que eu estava a caminho e iria chegar umas 23h00. 
      Fui recebido na rodoviária de Alto Paraíso que está bem próxima do Camping dos Girassóis, armei a barraca e fui dormir...
      Estou em paz, depois eu volto por aqui. E com fotos.
      Pédenatureza!!!
      Página facebook: https://m.facebook.com/campingecachoeiradoscristais/?locale2=pt_BR
       
        
        
        
    • Por Anderson Paz
      Período: 15 a 19/11/2017 (período chuvoso)
      Cidade-Base: Caiapônia/GO, a 550 km de Brasília e 335 km de Goiânia.
       
      Relato escrito pela companheira de viagem Maria Fernanda. Fiz só algumas pequenas adaptações. Dessa forma muitas vezes vai estar se referindo a mim na 3ª pessoa...hehehe

      Além dela o Raphael também integrou o grupo, na verdade foi ele o mentor da viagem em seu Uninho Mille.

      Dia 15/11, quarta:
       - Saída DF: 05h30
      - Chegada Caiapônia: 13h30
      - Estrada via Iporá em ótimo estado de conservação ao longo de todo o trajeto
       
      - Fomos direto às Cachoeiras Jalapa e Tobogã.
      No caminho de terra à direita avista-se ao longe o "Morro do Gigante Adormecido". Lindão!
      Nível dificuldade das cachús: Zero!
      Segundo nossa avaliação, são as mais "simples", de menor beleza cênica e sujeitas a estarem lotadas nos feriados e finais de semana. Entretanto, quando lá chegamos só havia mais 3 pessoas.

      Depois de ficarmos ali um tempinho, seguimos rumo a Cachoeira Três Tombos
       
      Como chegar: 5 km antes de Caiapônia na GO-221 no sentido Iporá-Caiapônia

      Cachoeira Três Tombos
      Chega-se por cima, onde o Rio São Domingos encontrava-se raso, (na altura de minhas canelas, se tanto!). Do alto, aprecia-se um lindo desfiladeiro e a bela Três Tombos (nome autodescritivo). Próximo ao local do estacionamento à direita há uma trilha para a descida com mais segurança, com cordas para apoio. Não é preciso fazer como nosso audaz e intrépido Anderson Paz que - não encontrando a "descida oficial" - bancou o "Indiana Jones" numa descida arriscada pirambeira abaixo, ok?! O poço dessa cachú é DE-LI-CI-O-SO!! Todos concordamos que suas águas são as mais deliciosas em que tivemos a experiência de nadar / mergulhar. NÃO DEIXEM DE VIVENCIAR ISSO, certo?!
       
      Como chegar: BR 158, 46km em direção a Piranhas a partir do trevo que sai de Caiapônia + 16km de estrada de chão. Tem algumas placas. Confie nelas. (Digitar “Cachoeira 3 Tombos” no Google Maps)
       
      À noite: Restaurante do Ernesto, frente do Hospital Municipal. Fernanda e Rapha foram de "jantinha" (PF reforçado!) e Anderson foi de sanduba sem carne (com ovo, tomate, milho, alface e maionese).
       
      Dia 16/11, quinta feira.

      Cachoeiras Samambaia e Abóbora
      Chega-se por cima da Samambaia, literalmente! Inclusive, cruzamos o riacho q a origina sem que déssemos fé disso. Um pouco mais a frente percebemos que havíamos passado do ponto - ela estava logo à direita do riacho. Ao fazermos o retorno, tivemos a sorte de avistarmos 2-3 catetos ariscos.

      A de scida da Samambaia é tranquila e sinalizada. Queda d'água bonita. Há um poço pequeno .

      Para chegarmos a Abóbora, voltamos ao ponto de início da descida à Samambaia e pegamos uma trilha em frente, curta (talvez 250 m) e discretíssima! É provável q exista outra trilha por baixo, mas não vimos! A queda e o poço da Abóbora são maiores do que a Samambaia. No entanto, ao chegarmos, deparamo-nos com um fedor forte e nauseante de algum bicho morto nas proximidades.  Não permanecemos mais do que alguns poucos minutos por ali. Peninha...
       


      Nota Importante: das que visitamos, estas duas cachoeiras ficam muuuito próximas de pastagens e plantações imensas.
       
      Como chegar: BR 158, 10km em direção a Piranhas a partir do trevo que sai de Caiapônia + 30km de estrada de chão. Na BR entrar na placa escrita "Vivas Samambaia". O carro para em um estacionamento ao lado do córrego que desemboca na Samambaia. A primeira cachoeira é a Samambaia. Uns 300m de trilha a direita fica a Abóbora (digitar “Cachoeira Abobora” no Google Maps)
       
      Após, retornamos ao carro e seguimos nossa aventura em busca à Cachoeira São Domingos...

      Nessa tarde, fomos agraciados com um original e generoso "Safari no Cerrado".

      Além dos catetos que avistamos mais cedo conseguimos ver: 10 ou 12 emas, vários tucanos, dezenas de periquitos, muuuuitas corujas, alguns carcarás, seriemas aos montes, curicacas às dezenas, muuuuuitas Araras. Em especial, passamos por um grande pequizeiro e, logo atrás dele, uma fascinante "Árvore de Araras" com 12 exemplares delas, algumas com pequis nos respectivos bicos!

      Muitos bichos depois, chegamos ao mirante natural da cachú São Domingos...
       
      Cachoeira São Domingos
      Respirações suspensas, expressões estupefatas... Até agora, não encontramos a palavra exata para descrevê-la... BELÍSSIMA! EXUBERANTE! ENCANTADORA!*
      Para quem conheceu o *"Buraco das Araras" em Formosa... 3 ou 4x o diâmetro dela x 96 m de altura. Para quem conheceu o "Véu de Noiva da Chapada dos Gimarães...mais bela na nossa opião!

       

      Após muitas fotos e contemplações, ficamos por uns 40 min procurando a trilha para descer até seu poço.
      Já estávamos desistindo da descida, quando um som de esperança inundou o ar... uma moto estacionou: era uma das moradoras da casa logo na entrada do terreno de acesso à cachoeira. Apontou-nos o início da trilha ao lado da cerca da propriedade. Após uns 15 min de percurso no sentido contrário à cachoeira, em um caminho plano, a trilha inicia uma descida relativamente inclinada rumo ao vale; por baixo, retorna-se por cerca de 1 km em direção à cachoeira e VOILÁ: a queda belíssima e o poço magnífico!! Dá pra chegar bem embaixo da cachoeira, como é possível ver na foto abaixo.


      Após uns 40 min, vimo-nos obrigados a abandonar o paraíso recém-encontrado e retornar: já eram 17h40h. Não queríamos correr o risco de retomar a trilha, em geral bem marcada, mas com alguns trechos que requeriam um pouco mais de atenção, e realizar a subida no escuro.

      Ao chegarmos no topo, não pudemos apreciar o pôr do sol... dia nublado. Mas, fomos premiados com um belo passarinho azul da cara preta e mais 2 casais de curicacas.
       
      Como chegar: a partir da Abóbora, há uma estrada de chão de aproximadamente 40 km (digitar Cachoeira de São no Google Maps)
       
      Início da noite. Já na estradinha deserta em direção à Caiapônia avistamos 3 belíssimos veados (um deles galhado), pastando serenos até que o Anderson tentou tirar uma foto deles e... saíram em disparada!
       
      Chegamos famintos na cidade e fomos jantar no Varandas: restaurante e lanchonete do Daniel, próximo à Universidade Rio Verde. Recomendamos o delicioso macarrão ao molho branco.
       
       Dia 17/11, sexta feira

      Cachoeira e Corredeiras Santa Helena
      Local de acesso facílimo, extenso, prazeroso, com variados poços e cascatas. À direita da estrada, sobe-se para um dos seus melhores e maiores poços. Contaram-nos depois que em algum ponto mais acima há um encontro de águas quentes e frias, com uns ótimos poços de banho seguindo pela esquerda.
       



      De volta ao carro e a caminho das Três Barras, em dois momentos distintos, avistamos tatus próximos à estrada.
       
      Como chegar: seguir 45 km pela GO-221 em direção a Doverlândia, seguir 13 km na GO-188 e entrar a esquerda onde há placa indicativa da Cachoeira Paraíso (acesso 2 km depois da Cachoeira Lageado), seguir por mais 11 km

      Cachoeira Três Barras
      Outro local que nos deixou estupefatos, boquiabertos e sem palavras...talvez DESLUMBRANTE! seja uma boa palavra para descrevê-lo. Ainda pouquíssimo conhecida pelos próprios nativos. Seguindo uma trilha bastante discreta após a segunda ponte, conseguimos chegar na cabeceira da que fica mais no alto (nível da estrada) e tomamos um banho nela. Pela lateral à sua esquerda, "achamos"(?!) uma trilha (discretíssima, cheia de folhas e plantas) que desembocou numa pirambeira perigosa. Retornamos, não sem antes perder o rumo de onde estava o nosso valente Fiat Uno Mille, embrenhados que estávamos literalmente num mato sem cachorro, porém pleno de carrapatos e micuins.
       


      No que pese a deslumbrante paisagem, não recomendamos esta aventura para turistas incautos ou iniciantes no trekking. Por enquanto e pelo que pudemos avaliar in loco, temos a firme convicção de que apenas pessoas com ampla experiência em trilhas, com os equipamentos necessário, possam fazer esse desfiladeiro magnífico!
       
      Como chegar: seguir 12 km pela GO-118 após o acesso para a Cachoeira Santa Helena e depois entrar a esquerda onde há placa indicativa da cachoeira e andar mais 13 km
       
      À noite, voltamos ao restaurante Varandas. O Rapha comeu e recomenda o Burritos de Frango. Fernanda não gostou do contra-filé com mandioca: estavam duros! E Anderson manteve-se na aposta segura e apetitosa do macarrão com molho branco!
       
      Dia 18/11, sábado chuvoso

      Mais um dia de aventuras, descobertas e encantos na Serra do Caiapó/GO.

      Excepcionalmente, fomos acompanhados do Guia Valdivino "Jacaré".

      Cachoeiras Salomão e Índio
      O estacionamento fica logo acima e à direita da cabeceira da Salomão. A descida foi tranquila, ainda que escorregadia (há cabo de aço para apoio). Queda de 26 m e um poço pequeno.


      Ao subirmos e nos dirigirmos à cachú do Índio, tivemos a enorme felicidade e emoção de ver bem próximo um belíssimo exemplar do Tamanduá Bandeira. Chegando em sua cabeceira, o Guia e o Raphael avistaram um Cangambá.

      A descida era muito inclinada, fechada e, por conta das chuvas, estava um pouco escorregadia. Mas mesmo assim o Anderson quis descer até o poço da cachoeira. Não teve jeito: lá foi o pobre do Jacaré acompanha-lo!  

      Fernanda e o Rapha aguardaram na cabeceira. Minutos depois, eles retornaram da empreitada sãos, salvos e felizes (desconfio que o guia mais ainda que o Anderson! ) Retornamos todos ao Valente Fiat Mille.

      Cachoeiras Rio Verdão e do Coqueiro
      Para chegar nelas, paramos o carro próximo à sede de uma fazenda e atravessamos a pé 1 km d'uma estrada barrenta, escorregadia e mais uns 600m d'um pasto verdejante, sob uma chuva fina.
      A descida foi tranquila. "Rio Verdão" consiste num paredão em formato de meia-lua com uma queda d'água abundante e um grande poço, mas o fundo estava com muitos troncos e (não sei se porque chovia?) a água estava escura. Quando saíamos dela, a chuva engrossou!
       

       
      A "Cachoeira do Coqueiro" é uma "irmã-menor" da Rio Verdão. Foi a nossa quarta e a mais difícil do dia, pois a fizemos varando o mato, SEM TRILHA, meio que às cegas e com chuva forte!
       


      Quando retornávamos absolutamente encharcados e com frio ao carro, o guia Jacaré informou que poucas vezes viera até ali, uma vez q os turistas preferiam ir nas atrações mais conhecidas e badaladas.
       
      Após um reconfortante banho quente no Hotel e deliciosas roupas secas, fomos no "Jantinha Ki Delícia", bem ao lado da Igreja Matriz. Um local simples, mas surpreendeu-nos com UM SHOW de DELÍCIAS e SABORES!!
      Tudo o que comemos estava DE-LI-CI-O-SO: a jantinha, os bolinhos de arroz, o caldo de galinha, o pudim de leite... PUTZ!! Afirmamos: quem ainda não provou as gostosuras feitas pela Dona Elma e sua filha, não sabe o que está perdendo.

      19/11/2017, domingo nublado

      Anderson e Raphael saíram cedo para uma aventura "exploratória" à Cachoeira Pantano. Fernanda que já estava cansadinha, com dores nos joelhos das aventuras dos últimos e intensos 4 dias, descansou até às 10h e depois foi bater pernas pela simpática e limpa Caiapônia. Tentei visitar a Igreja Matriz, mas estava fechada. A imensa Assembléia de Deus (logo em frente) estava em pleno funcionamento. Fui até a feirinha local, onde comprei alguns hortifrutigranjeiros a bom preço. E descobri que há mais hotéis e pousadas no Centro do que supõe nossa vã internet.
       
      *** [Agora é a parte que eu entro na escrita do relato... hehehe]

      Cachoeira Pantano
      A cachoeira é uma das mais próximas da cidade, a apenas 10 km dela. O dono da fazenda não permite o acesso de grupos ou pessoas que não estão acompanhadas por guia. Como não queríamos pagar um apenas para ir nessa cachoeira. Paramos o carro na estrada, pouco depois da ponte que passa sobre o rio da cachoeira, e seguimos andando pela beira da mata de galera/ciliar, acompanhando um tracklog. Há trilhas abertas na mata, tanto de um lado quanto do outro do rio. Atravessamos o rio e seguimos pela sua margem direita, acompanhando o tracklog. Chegamos ao ponto final e não achamos a cachoeira. Voltamos, acreditando que poderíamos ter passado ela, mas não a encontramos. Depois de algumas idas e voltas e de muita perda de tempo, consideramos que o tracklog estava errado e resolvemos seguir a nossa intuição.
      Seguimos então acompanhando a mata da margem direita do rio e depois de uma caminhada de aprox. 30 min a partir da ponte, avistamos a cachoeira deslumbrante do alto. Vista maravilhosa e uma grande satisfação de termos encontrado a cachoeira seguindo a nossa intuição.

      Infelizmente, como estávamos com o tempo um pouco apertado e também como não conseguimos ver facilmente uma trilha para descer até a parte de baixo da cachoeira, tivemos que deixar a vontade de conhecer a cachoeira por baixo para uma próxima viagem.
      Como chegar: GO - 221, 10km em direção a Doverlândia. Deixamos o carro na estrada logo após a ponte.
       
      Depois da cachoeira, voltamos ao hotel, tomamos banho, terminamos de arrumar nossas coisas e pegamos a estrada. Na saída da cidade, paramos para abastecer e percebemos que o restaurante do posto estava aberto. Era o único aberto no domingo. Comemos ali uma boa comida goiana no self-service com precinho camarada.
       
      Depois do almoço,  nos despedimos de Caiapônia, já pensando em um retorno para conhecermos a Pantano por baixo, a maravilhosa Cachoeira Alvorada (que segundo relatos estava com pouca água) e outras cachoeiras como a bela Campo Belo.
       
      Hospedagem: Hotel Palace Avenida. Limpo, organizado e observei que todos os dias a camareira promovia o arejamento e limpeza dos quartos - ainda que desocupados. Ótimo café da manhã. Apreciei, em especial, o capricho da cozinheira Márcia que procurava enfeitar as bandejas, fazendo esculturas com os alimentos. Apreciei também sua higiene e cuidado com os utensílios e ambiente de trabalho. Funcionários simpáticos.
    • Por Anderson Paz
      Viagem feita na segunda-feira de Carnaval, 16 de fevereiro de 2015.
       
      Terra Ronca
      O Parque Estadual da Terra Ronca, situado no nordeste de Goiás, abrange uma área de 57 mil hectares com um rico patrimônio espeleológico e áreas de Cerrado preservado. Anexo ao Parque, há ainda uma Unidade de Conservação federal - a Reserva Extrativista do Recanto das Araras de Terra Ronca - com quase 12 mil hectares de extensão que favorece a conservação do Cerrado na região.
       
      No Parque Estadual estima-se que há cerca de 300 cavernas, mas apenas algumas delas são exploradas turisticamente: Terra Ronca I e II, Angélica, São Mateus, São Bernardo, São Vicente e Bezerra. Essas duas últimas são exploradas por poucos guias, entre eles o Ramiro ([email protected] com ou (62)9666-2767), guia mais antigo e conhecido em Terra Ronca; as outras já são exploradas por todos os outros guias da região, o que não necessariamente quer dizer que sejam muitos guias. Nos períodos de maior movimentação na região, há inclusive o risco de falta de guias para realizar os passeios pelas cavernas. Chegamos na segunda-feira de Carnaval à noite e como muitas pessoas já haviam ido embora, felizmente não enfrentamos esse problema.
       
      Do meu ponto de vista, a melhor base para se conhecer os atrativos do Parque é o povoado de São João, situado a 51,7 km de Guarani de Goiás (odômetro zerado na ponte de Guarani / início da estrada de chão e tomando como referência a primeira pousada de São João: Estalagem). Porém não espere um centro de apoio ao turista no povoado. Lá há apenas uma vendinha/boteco simples, que vende apenas alimentos e itens básicos de higiene pessoal, e a casa da Jane, que serve lanches e deliciosas e refeições com preços bem em conta.
       
      Dicas básicas - o que levar e abastecimento na estradar:
      - Saco estanque para manter os seus equipamentos secos, já que na maior parte das cavernas é necessário andar na água;
      - Boas lanternas e pilhas reservas (faz muita diferença no interior das cavernas);
      - Lanches para as caminhadas (no povoado existem poucas opções de coisas práticas para levar nas caminhadas);
      - Repelente é importante, apesar de não termos sentido necessidade de usar;
      - Tênis de caminhada (levei botas, mas nem as usei por conta da demora para secar e do peso);
      - Calças de rápida secagem são mais apropriadas para andar nas cavernas;
      - Encha o tanque na estrada; bem antes de Posse, há várias opções de postos com gasolina R$0,10 mais barata que em Brasília. Em Guarani, a gasolina é cara, e em Terra Ronca é o olho da cara.
       
      Hospedagem
      No povoado São João há duas pousadas - Estação Lunar (antiga Lua de São Jorge) e Estalagem - e duas áreas de camping anexas a essas pousadas. Além dessas opções de hospedagem, há ainda na estrada que vai de Guarani ao povoado de São João, as seguintes opções de hospedagem: Camping do Ramiro (próximo da caverna Terra Ronca; a 39,5 km de Guarani e 13,7 km de São João), Pousada Alto da Lapa (a 12,1 km de São João), Pousada Terra Ronca (a 11,6 km de São João)e Pousada São Mateus (a 2 km de São João; também tem opção de camping).
       
      Ficamos no camping do Peskero, anexo à pousada Estalagem (Site: http://www.terraronca.com.br/). Na verdade, atualmente o camping e a pousada são uma coisa só. O camping fica logo na entrada do povoado São João, como relatadado acima.
      Foi o que achamos com o melhor preço no período em que fomos, R$15.
      O camping possui dois banheiros (um com chuveiro quente e outro frio) e uma ampla área onde se pode acampar. Como éramos os únicos no lugar, escolhemos um local muito bom, bem sombreado e à beira do rio, para armar a nossa barraca.
       

       
      O pessoal da pousada/camping foi super atencioso com a gente. Estavam sempre solícitos e dispostos a dar dicas.
      No restaurante/bar da pousada é permitido usar a cozinha para cozinhar. Por sinal, lá também servem café da manhã e refeições deliciosas, com opção de omelete para os vegetarianos com ovo caipira e verduras da horta (ovolacto).
       
      Estrada (distâncias e condição)
      De Brasília, pegue a saída norte e siga pela BR-020 até Posse; atravesse a cidade e pegue a estrada que leva a Guarani de Goiás (não há placas; é bom perguntar para os moradores); siga até Guarani de Goiás; entre na cidade, atravesse-a e pegue a estrada de chão, que se inicia após uma ponte; depois é só seguir sempre reto para chegar em Terra Ronca.
      Quando fomos, a estrada de chão não estava na melhor das condições, mas também não estava muito ruim. Fomos em um veículo pequeno Peugeot 207 e conseguimos ir em todas as atrações, enfrentando dificuldades grandes apenas na ida à caverna São Mateus.
       
      - Brasília - Guarani de Goiás: aprox. 350 km
      - Guarani (início da estrada de chão) - entrada do Parque Estadual Terra Ronca (placa): 28,2km
      - Entrada do Parque - povoado São João: 23,5 km
      Total de Brasília a Terra Ronca (povoado São João): aprox. 402 km
       
      Atrações visitadas
      - Cavernas: Angélica, São Mateus, Terra Ronca 1 e São Bernardo. Cada uma bem diferente da outra e todas maravilhosas. Faltaram: São Vicente, Bezerra e Terra Ronca II (que é melhor visitar entre abril e julho para ver melhor o fenômeno da entrada de luz na claraboia).
      - Cachoeira Palmeiras
      - Outros: rio São Vicente e mirante
       
      Roteiro
      1º dia) Chegada
      Chegada no final da tarde após 6h de viagem. Armamos a barraca no camping, jantamos, tomamos uma cervejinha e depois dormimos para aproveitar bem o dia seguinte.
       
      2º dia) Caverna Angélica, rio São Vincente e mirante
      Saímos às 9h rumo a caverna Angélica. Nos juntamos com um outro grupo grande e assim pagamos R$20,00 por pessoa. Esse é o preço padrão para grupos com 5 ou mais pessoas. O preço da diária guia para grupos menores fica em R$100,00 para qualquer uma dos roteiros que fizemos. Não sabemos se é esse mesmo valor para as cavernas São Vicente e Bezerra, que são mais restritas.
      A caverna Angélica, assim como todas as outras que fomos, é uma caverna com rio corrente. Entretanto é a única em que os guias não costumam entrar na água. A caverna é de fácil acesso após uma caminhada leve de aproximadamente 10 min e é a de mais fácil locomoção interna. Possui uma ampla entrada e belos espeleotemas (formações geológicas em cavernas) com destaque especial para as suas grandes cortinas.
       


       
      Depois de aproximadamente 2h de caminhada pelo interior da caverna, voltamos em direção ao povoado e demos uma paradinha no rio São Vicente para um banho e depois fomos ao mirante - que fica perto de São João, em frente ao campo de futebol - para ter uma bela vista, mesmo com o tempo nublado, da Serra Geral.
       

       
      Depois almoçamos na casa da Jane, que fica em frente a vendinha/boteco de São João. Comida simplesmente deliciosa e com preços em conta, com direito a docinhos de sobremesa e a um cafezinho, além de toda cortesia da Jane!
       
      Direções e distâncias:
      - São João até bifurcação com placa indicando a Angélica: 21 km; da placa até o estacionamento próximo à caverna: 3,5 km
       
      3º dia) Caverna São Mateus e cachoeira Palmeiras
      Saímos cedo para a caverna São Mateus, que já foi considerada a maior do Brasil. Depois de andar pela estrada no sentido de Guarani de Goiás e pegar uma entrada à direita bem escondida, percorremos uma estrada de chão com uns trechos um pouco complicados para um carro pequeno e enfim estacionamos o carro. Daí caminhamos por aprox. 25 min até a entrada da caverna. O acesso à caverna é feito por uma descida bem íngreme e por espaços bem estreitos. Dentro da caverna, os guias costumam passar por dentro da água em um trecho para chegar a um local onde é possível ver um "fervedouro" do rio que corre dentro da caverna. Entretanto, é possível fazer o passeio sem ter que passar por dentro da água.
      A caverna é simplesmente maravilhosa! Várias estalactites e estalagmites lindas e destaque especial para os salões com vários canudinhos. Não é à toa que muitos a consideram a mais bonita do Brasil.
       



       
      Depois de caminhar por umas 3h30 dentro da caverna, saímos dela, voltamos pela trilha e seguimos na estrada de chão no sentido de Guarani de Goiás com destino à cachoeira Palmeiras.
      O acesso á cachoeira é feito por uma propriedade da família, super acolhedora e humilde, que nos ofereceu um cafezinho e proseou bastante com a gente. Adoramos a hospitalidade! Eles cobram uma pequena taxa de R$3 ou 4 pela visita à cachoeira. É possível ir até lá sem guia.
      A cachoeira tem duas quedas de água, sendo que na primeira se forma um poço bom para tomar banho.
       


       
      Direções e distâncias:
      - São João - caverna São Mateus: 14 km
      - Para a cachoeira: saindo de São João no sentido de Guarani - parada de ônibus: 16,7km; pegar a pista a esquerda e seguir por mais 4 km até a propriedade.
       
      4º dia) Cavernas Terra Ronca 1 e São Bernardo e viagem até Mambaí
      Acordamos cedo para desmontar a barraca e guardar tudo no carro, pois depois da última caverna, iríamos seguir na estrada até Mambaí.
      Pagamos um extra de R$30 para o guia poder voltar de moto ao povoado, depois da caverna São Bernardo, e a gente não ter que voltar mais de 20 km para deixá-lo.
      Tínhamos como opção fazer Terra Ronca 1 e 2 ou então fazer Terra Ronca 1 e São Bernardo no dia. Acabamos optando por esta opção, pois o acesso à Terra Ronca 2 poderia estar ruim com as chuvas, o caminho até o principal salão dela é longo e segundo o guia, no mês em que fomos não é muito legal para ver a entrada de luz no salão da Terra Ronca 2, que cria um cenário bem bonito na caverna. Melhor ir entre abril e julho para ver este espetáculo.
      Pegamos a estrada e chegamos a caverna Terra Ronca 1, que é a de mais fácil acesso em toda a região. A caverna é grandiosa! A sua entrada tem mais de 90 metros e há espeleotemas gigantescos dentro da caverna. Dá para se guiar por conta própria na caverna, mas recomendamos um guia para auxiliar e até para evitar qualquer problema com servidores da Secretaria de Meio Ambiente estadual, que eventualmente fiscalizam a entrada na caverna e permitem a entrada apenas com guia.
       

       
      Depois de caminhar por aproximadamente 50 min dentro da caverna, chegamos a sua saída. De lá percorremos uma trilha de uns 30-40 min de caminhada até o alto da caverna, de onde se tem uma bela vista da região. Depois de tirar algumas fotos, descemos por um trilha um pouco íngreme (uns 15 min de caminhada) para chegar até próximo do estacionamento.
       

       
      Pegamos o carro e seguimos até a caverna São Bernardo. Caminhamos por uns 15 min até a entrada da caverna. Na caverna, correm dois rios que se encontram em seu interior. Fizemos um percurso de aproximadamente 2h30 no total, passando várias vezes por esses rios. Em alguns pontos, a correnteza é bem forte - no dia em que fomos estava especialmente forte pois choveu bastante - e a água chega à altura da cintura de uma pessoa com 1,80 m de altura. É preciso ter bastante atenção para não tropeçar em pedras e cair no rio.
      A caverna tem belas formações geológicas com destaque para as pérolas e para as represas de travertinos, especialmente no último salão que visitamos.
       


       
      Depois da caverna, pegamos o carro e seguimos pela estrada até Mambaí, onde chegamos já à noite.
       
      p.s: Anualmente nos dias 5 e 6 de agosto, ocorre a tradicional Festa de Bom Jesus da Lapa na Terra Ronca 1. Deve ser bem interessante!
       
      Direções e distâncias
      - São João - caverna Terra Ronca 1: 13 km
      - Caverna Terra Ronca 1 - São bernardo: 10,2 km
      - São Bernardo - Mambaí: 175 km
      Total percorrido no dia: aprox. 198 km
       
      Mambaí
      A pouco mais de 300 km de Brasília, a cidade de Mambaí abriga belas cachoeiras e cavernas ainda pouco conhecidas, além de opções de esportes radicais como tirolesa e rapel. A maior parte dos passeios só pode ser feita com acompanhamento de guia através de agência de turismo local.
      A cidade é de pequeno porte, porém nos últimos anos vem passando por um vertiginoso crescimento. Possui algumas opções de restaurantes econômicos e lanchonetes simples.
       
      Hospedagem
      Na cidade há duas opções de pousadas - Maredu e Cerrado - e três hotéis - Maris, APM e Savana. Os hotéis estavam custando de R$85 a R$100 no período
       
      Ficamos na pousada Maredu por R$70 a diária pro casal. A pousada fica perto do ginásio e é bem simples, com TV, wi-fi fraca e um café da manhã com uma ou duas opções de frutas, suco, café, pão e biscoito de queijo e bolo.
       
      Estrada (distâncias e condição)
      De Brasília, pegue a saída norte e siga pela BR-020 até o trevo com indicação de Mambaí a aproximadamente 260 km de Brasília. Do trevo até Mambaí são pouco mais de 50 km. A estrada quase toda está muito boa. Há apenas alguns pequenos trechos com buracos.
       
      Atrações visitadas
      - Caverna: Lapa do Penhasco
      - Cachoeiras: Paraíso do Cerrado, do Alemão e do Funil; faltou conhecer a cachoeira Poço Azul
      - Outras: tirolesa
       
      Roteiro
      5º dia) Cachoeira Paraíso do Cerrado (ou Véu de Noiva) e cachoeira do Alemão
      Primeira coisa a se saber: para chegar à cachoeira Paraíso do Cerrado não é necessário estar acompanhado por guia. Não se leve pelo o que o operador da agência de turismo falar! Saia de Mambaí e siga no sentido de Damianópolis, corte a cidade e depois pegue uma estrada de chão à esquerda até a chácara. No caminho há várias placas que indicam o local, sendo assim não é necessário pagar guia.
      A cachoeira é bem bonita, com águas de um verde meio esmeralda, porém infelizmente fomos em um dia que estava chovendo muito e a água estava bem turva. Além disso, o caminho até a cachoeira, que costuma ser tranquilo (uns 20 min de caminhada), estava bem lamacento.
       


       
      Voltamos à casa dentro da chácara onde se situa a cachoeira para almoçarmos. O almoço estava simplesmente maravilhoso! Simples e delicioso! Além disso, depois do almoço tivemos de cortesia um cafezinho moído e torrado ali na chácara, adoçado com rapadura mesmo e ainda uma aula de fabricação e enovelamento de fio de algodão com os super simpáticos e hospitaleiros donos da chácara, seu Silvano e sua esposa. Deu vontade de ficar ali a tarde toda para continuar conversando e aprendendo com eles!
       

       
      Depois seguimos para a cachoeira do Alemão, que fica dentro de uma propriedade privada com uma casa que pode ser alugada. O acesso para a cachoeira é feita por uma estrada de chão perpendicular à estrada que vai de Mambaí à Bahia. A cachoeira é cercada por mata e é bem bonita! Não estava turva como a Paraíso do Cerrado, pois a sua nascente fica próximo à sua queda d'água.
       

       
      Direções e distâncias
      - Mambaí - Damianópolis: aprox 15 km; Damianópolis - Paraíso do Cerrado: aprox. 15 km em estrada de chão em estrada razoável
      - Mambaí - cachoeira do Alemão: 13,7 km
       
      6º dia)Caverna Lapa do Penhasco, tirolesa, cachoeira do Funil e retorno a Brasília
      Colocamos todas as nossas coisas no carro e saímos para encontrar com o restante do grupo e os guias que iriam fazer os passeios com a gente nesse dia.
      Primeiramente fomos à caverna Lapa do Penhasco. A caverna fica na mesma propriedade onde é feita a tirolesa. Caminhamos por uns 15 min em uma trilha tranquila, mas um pouco íngreme, até chegar próximo à sua entrada. Neste ponto é necessário passar pelo rio que chega quase à altura do peito. A caverna, apesar de não se comparar com as de Terra Ronca, também é bem interessante principalmente devido a sua dimensão. O caminho dentro dela também é tranquilo, sem grandes dificuldades. Ficamos em seu interior por mais ou menos uma hora e meia.
       

       
      Depois de conhecer a caverna, fomos fazer a tirolesa sobre o cânion. Vale muito a pena! A vista que se tem do cânion, por onde ela passa, é muito bonita!
      Após a tirolesa, tínhamos a opção de ir fazer um rapel que desce pelo alto de uma caverna em uma claraboia (valor: R$30), mas tivemos que ir direto à cachoeira do Funil porque não queríamos pegar a estrada de volta para casa muito tarde.
       
      A cachoeira do Funil fica dentro de uma propriedade privada e deve ser visitada com guia.
      A trilha até a cachoeira é uma atração à parte. Nela vemos várias rochas exumadas sobrepostas, formando em alguns locais labirintos e formações bem interessantes. Parte do caminho é feito dentro de uma caverna, que depois chega até a cachoeira. Por sinal, que espetáculo da natureza! Uma cachoeira que cai em uma dolina e depois desaparece em uma caverna inferior...tudo isso podendo ser visto da caverna. Espetacular!
       

       
      Depois de conhecer a cachoeira, fomos almoçar no Rancho do Zé. A comida não estava boa e o lugar é completamente dispensável. Após o almoço, infelizmente tivemos que voltar em Mambaí apenas para fazer o pagamento pelos passeios na agência.
      Custo dos passeios nos dois dias por pessoa: R$100,00 + R$30,00 da tirolesa
       
      Pegamos a estrada já com vontade de voltar a Terra Ronca e a Mambaí!
       
      Direções e distâncias
      - Mambaí - Lapa do Penhasco/tirolesa: aprox. 17 km no sentido da BR-020
      - Lapa do Penhasco - cachoeira do Funil: 12 km, voltando a Mambaí
      - Mambaí - Brasília: aprox. 310 km
    • Por Doispretinhosnomundo
      Passamos 5 dias na chapada dos veadeiros em Goiás e foi incrível, vimos muitos lugares mas uma pequena parte de todas as atrações! 


×
×
  • Criar Novo...