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Grécia, Albânia, Kosovo, Macedônia, Bulgária, Sérvia, Hungria, Eslováquia, Áustria - 50 dias entre 10 e 12/2019


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  • Colaboradores

Fala, galera! Esse é o resumo de um mochilão de 50 dias pelos Bálcãs e Império Austro-Húngaro entre outubro e dezembro de 2019. Quem quiser saber mais sobre cada um desses lugares ou sobre os mais de 100 países que já conheci, acessa meu blog de viagem: Rediscovering the World ::otemo::

 

Dia 1

 

Aproveitando mais uma baita promoção do site Melhores Destinos, paguei milão (980 reais, pra ser mais preciso) em uma passagem de ida e volta com a TAP de Guarulhos para Milão, comprando com 9 meses de antecedência.

 

Em 16 de outubro de 2019, peguei minha mochila média e parti de Floripa com a Azul. Consegui aproveitar um pouco a sala VIP da Smiles antes de seguir para o embarque internacional na cia portuguesa.

 

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Dia 2

 

Dormi pouco, pois o assento quase não reclinava. Após brevíssima conexão com imigração em Lisboa, continuei até Milão-Malpensa.

 

Primeiro comprei um rango no Carrefour do terminal 1, pegando em seguida o ônibus gratuito para o terminal 2.

 

Lá, passei um tempo (ao menos o wi-fi é liberado) e tentei dormir num dos bancos, mas não deu muito certo.

 

Dia 3

 

Às 6 da madrugada, pesquei durante todo o voo de EasyJet até a ilha grega de Míconos, por 42 euros.

 

Ao desembarcar, segui a pé até a cidade de Chora, a principal. Passei por diversas locadoras de veículos até chegar ao moinho de vento que fica em um mirante, de onde se vê a bela cidade toda de branco no litoral abaixo.

 

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Caminhei em suas agradáveis vielas decoradas até atingir o albergue MyCocoon. Fiquei hospedado em um quarto modular de 32 camas (!), por 90 reais a diária.

 

Como logo percebi, Míconos é uma ilha bem cara. Sem sucesso em achar um almoço, parei no Sakis, uma lanchonete de "gyros", que é o lanche típico grego (pão pita, carne de porco desfiada, batata-frita, tomate, cebola, molho "tzatziki"). Comi um grande com 4 euros.

 

À tarde, peguei um ônibus do terminal de Old Port até a praia de Elia (2,3 euros) e à vizinha Agrari. Mar bonito, além de serem praias de nudismo.

 

No final da tarde, aguardei o pôr do sol entre a cópia de Veneza (Little Venice) e o conjunto de moinhos em frente ao mar. Jantei o mesmo do almoço e passeei mais um pouco nas ruas movimentadas.

 

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Enquanto relaxava em minha cama, ocorreu uma cena inusitada: um cara vomitou continuamente quase ao meu lado. Passada a nojeira, a ocasião serviu para que eu conhecesse o pessoal do albergue, muitos deles latino-americanos, e até uma brazuca.

 

Dia 4

 

Se não bastasse o episódio do vômito, ainda rolou um show sonoro de sexo no quarto.

 

Peguei o barco das 10h até a ilha de Delos (20 euros ida e volta). Meia hora depois, desembarcamos. A entrada do enorme sítio arqueológico, Patrimônio da Humanidade, custa mais 12 euros, mas vale o investimento. 

 

Passei 3 horas explorando ruínas preservadas de templos religiosos, moradias e prédios públicos, na ilha que atualmente é quase desabitada, embora tenha sido um importante centro comercial e religioso no último milênio antes de Cristo. Também há um museu que guarda as peças aqui encontradas.

 

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Ranguei e depois peguei no terminal de Fabrika um ônibus para a praia de Paragas (1,8 euros). Essa praia também não me chamou a atenção, já que o tempo estava nublado, mas como encontrei a brasileira Carol, fomos caminhando pelo costão até a praia Paradise.

 

O som rolava solto nos dois clubes de praia que estavam abertos, mas não havia tanta gente naquele final de tarde em fim de temporada. Escolhemos o Tropicana para tomarmos uns drinques (2 por 16 euros no happy hour) e curtirmos os sons, em maioria latinos.

 

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Ao deixar a praia à noite, compramos no minimercado uma garrafa de 2 litros de vinho por 10 euros, para tomarmos logo mais. Antes disso, jantamos no restaurante vazio Salt&Sugar, onde fiquei com uma pizza por 10 euros.

 

Nos juntamos ao pessoal do albergue e ficamos até umas 4 da madrugada conversando e bebendo coisas estranhas, como "ouzo", a bebida grega ruim à base de anis.

 

Dia 5

 

Acordei meio zonzo a tempo de fazer o check-out, comi qualquer porcaria e peguei o "ônibus aquático" do porto velho ao porto novo, onde às 13:45 h eu embarquei na gigantesca e confortável balsa da GoldenStar com destino ao porto de Rafina, próximo a Atenas. O translado custou 29 euros.

 

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Cinco horas depois foi a chegada. Imediatamente, peguei um ônibus para a capital grega, por 2,6 euros. Em cerca de meia hora, desci na estação de metrô Nomismatokopio, onde peguei as conduções até a parada Akropoli. Um bilhete custa 1,4 euros, mas se você comprar em maior quantidade, esse valor diminui.

 

Cansado de comer "gyros", pedi uma salada de 4,5 euros na lanchonete Everest. Depois, fui até o albergue da vez: Athens Backpackers. Paguei 19 euros por diária num quarto de 6 camas com banheiro privativo e café, mas a qualidade do conjunto deixou um pouco a desejar.

 

Dia 6

 

Um fato tragicômico aconteceu nessa madrugada. Como havia uma cama livre quando fui dormir, roubei o travesseiro porque um só não era suficiente pra mim. Só que alguém chegou no meio da noite, e ficou sem o travesseiro. Quando acordei, vi que era o Léo, brasileiro que conheci em Míconos. Que coincidência!

 

O café da manhã até que foi decente. Depois me despedi do Léo e segui ao primeiro cemitério da Atenas moderna, onde vi uns mausoléus.

 

Em seguida, entrei num dos muitos sítios arqueológicos de Atenas, que fazem ela rivalizar com Roma. O ingresso múltiplo para várias dessas atrações é de 30 euros.

 

Olympieio é um desses sítios. Apresenta algumas colunas gregas inteiras e banhos romanos, mas não mais que isso.

 

O que visitei em seguida teve um gosto especial para um amante dos esportes como eu. Por 5 euros (incluso audioguia), ingressei no estádio Panatenaico. É um estádio antigo erguido todo em mármore, berço das Olimpíadas modernas. Também conta com as tochas dos jogos em seu pequeno museu.

 

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Comi um salgado e tomei um bagulho numa lanchonete, seguindo por dentro dos jardins nacionais, não muito interessantes, até o Lykeion. Uma pena que aqui seja pobre em artefatos, pois é nada menos que a escola de Aristóteles, um dos maiores pensadores da humanidade.

 

Passei em frente às construções imponentes do palácio presidencial, parlamento e catedral metropolitana. Fiz uma boquinha num supermercado e subi o morrinho até o Areopagus, de onde admirei o pôr do sol, entre a Acrópole, a Ágora e as construções menos antigas de Atenas.

 

Peguei uma salada e segui pro terraço panorâmico do albergue.

 

Dia 7

 

Tomado o café, segui norte aos demais sítios arqueológicos: ágora romana, biblioteca de Adriano, ágora ateniense e Kerameikos. O primeiro é uma área de comércio baseada num fórum romano, a segunda continha os pergaminhos, mas atualmente só restaram paredes e algo a mais. Já a ágora ateniense é uma área maior e com mais detalhes. Destaque para o conservado templo de Hefestos e para a estoa de Átalo. Em Kerameikos fica a entrada principal da Atenas antiga, um cemitério da época e muitos jabutis.

 

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Entre essas visitas, passei por várias lojas em Monastiraki e almocei uma saborosa mussaca (prato típico que é uma lasanha com berinjela, carne e batata) no restaurante Kyklamino, por 6 euros.

 

Cheguei na entrada da Acrópole às 15:45 e lá fiquei até fechar às 18 horas. Em suas encostas há algumas estruturas interessantes, como o Odeão de Herodes, mas o que restou no topo da cidadela religiosa dedicada à deusa Atena me deixou um pouco decepcionado. Há basicamente o grande Parthenon, em obras, e mais duas estruturas em pé - o resto foi destruído nas invasões.

 

A vista lá de cima é excelente; dá para ver praticamente todos os pontos de interesse da capital. Para uma vista da própria Acrópole, subi rapidamente a colina Filopapo, antes que o sol baixasse no horizonte.

 

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Desci e parei para jantar outro "gyros", dessa vez no Ath Souvlaki, por 4,3 euros na versão grande. Aqui a adição de salsinha e páprica deram um gosto a mais.

 

O albergue tava morto nessa noite, então fui dormir relativamente cedo.

 

Dia 8

 

Acordei cansado. Visitei 3 museus nesse dia, começando pelo museu da Acrópole (10 euros). É onde ficam todos os achados arqueológicos do tal lugar; interessante.

 

Na rua que passa em frente à entrada da Acrópole, há diversas barracas que vendem ímãs por um bom preço, a partir de 30 centavos de euro! Garanti o meu.

 

De última hora, mudei de ideia. Entrei no museu Herakleidon (Eureka). Custa 7 euros, e sua temática é a tecnologia desenvolvida pelos gregos.

 

Peguei o metrô até uma região mais ao norte, onde já foi possível ver o contraste com a área mais turística. Pelo avançar da hora, peguei uns salgados e um suco no caminho e caminhei até o museu nacional arqueológico (10 euros no verão e 5 no inverno). Ali fiquei até a noite, vendo seus inúmeros e variados artefatos, com ricas descrições históricas.

 

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Comprei mais um rango num supermercado e voltei ao Athens Backpackers.

 

Dia 9

 

Na praça Syntagma, peguei o ônibus direto ao aeroporto (6 euros). Cinquenta minutos depois, entrei nele e fui para o embarque no rápido voo de 39 euros com a Volotea até Heraclião, capital da enorme ilha de Creta.

 

Ao desembarcar, retirei o Punto reservado na AbbyCar. Foram 214 reais para 4 diárias.

 

Guiei até o palácio de Knossos. Custa 15 euros o acesso a só esse sítio arqueológico, ou com 1 euro a mais, ao museu que fica em Heraclião. Aqui funcionava o maior palácio da civilização minoica, anterior à grega. Também é onde se acredita que fique o mítico labirinto do Minotauro. 

 

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Esse sítio turístico é mais interessante por causa da restauração exagerada feita quando foi escavado, há quase um século. Assim, há bastante cor.

 

Parei num supermercado pra comprar uns mantimentos, antes de pegar a rodovia até Malia, onde há outro sítio arqueológico. Esse, sem turistas, custa 6 euros e tem atributos diferentes do anterior.

 

Com o céu já escurecendo, cheguei a Agios Nikolaos. Dei uma olhada ao redor da cênica Laguna e depois comi um "gyros" de falafel no Pizza Uno Gyros, por 4 euros.

 

Fiquei hospedado no decente apart hotel Ammoudara Beach Hotel, na mesma cidade, por 26,5 euros.

 

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Dia 10

 

Dia longo, tanto que eu não fiz refeição alguma, só comi no caminho o que eu já tinha comprado.

 

Tirei uma foto na praia Voulisma, conhecida como praia dourada. Tem um mar bonito, mas estava quase sem faixa de areia.

 

Logo mais, embora não pretendesse adentrar outro sítio minoico, acabei visitando Gournia (2 euros), pois a "arquitetura" era diferente.

 

Prossegui entre o litoral e a serra, parando algumas vezes rapidamente. Só nesse caminho que descobri que toda porção leste de Creta faz parte de um geoparque, então há uma infinidade de atrações geológicas.

 

Já era quase meio-dia quando cheguei ao vilarejo da garganta Richtis. Como decidi percorrer a trilha pela parte de baixo, tive que descer uma via estreita e sem proteção que serpenteia o desfiladeiro. A trilha em si é agradável, sempre ao redor de um curso d'água, vegetado até mesmo com plátanos. Parei na fascinante cachoeira de 20 metros.

 

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Regressei, dei carona pra uns alemães morro acima, e continuei pro leste. Passei pela cidade de Sitia, por uma ou outra praia, até chegar ao monastério de Toplou. É gratuita a visita da construção de pedra, que conta com um acervo de obras.

 

O sol já estava quase se pondo quando cheguei ao fim da terra a leste, na praia Vai, famosa pela floresta de palmeiras. Não havia uma alma viva lá.

 

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Assim que o dia terminou, eu ainda precisei dirigir por 3 horas e meia até chegar ao hotel que eu havia pago, no lado sul da ilha! E olha que estava cheio de radares no trajeto.

 

O hotel foi o também completo Dimitris Villa, no qual paguei 26 euros pela suíte com café da manhã incluído. Ao chegar, devorei o resto de um pote de Nutella que deixaram numa mesa exterior, tomei um banho e capotei.

 

Dia 11

 

Café da manhã agradável na beira da piscina. Fiz o check-out e fui à praia da Matala. Do lado direito ficam tocas escavadas no morro de calcário - antigas tumbas romanas. Já do esquerdo, sobe-se um caminho que leva à Red Beach. Não é fácil chegar, mas a cor da areia dourada e do mar azul-esverdeado compensam demais. O visual de cima é irado. Até encontrei um sítio fossilífero aqui.

 

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Peguei a estrada, em seguida, até Agios Pavlos. Em frente à praia Finikidia, paguei 5 euros pra comer um tal de "dakos", um tipo de brusqueta grega. Subi a escadaria até a divisão entre essa e a praia de Cape Melissa. Além de dunas cinzentas, há formações rochosas impressionantes ali. Passei um bom tempo as fotografando.

 

De volta à estrada, tive que abastecer o carro num dos caros postos que cobram acima de 1,6 euros por litro.

 

Passei por uma ou outra igreja velha e atravessei a ravina de Kourtaliotiko, onde uma ventania sem fim começou. Como a praia de Preveli, onde há palmeiras e um rio, já estava na sombra, prossegui até Plakias, para admirar o sol se pôr no mar.

 

Jantei um prato de sardinhas grelhadas e acompanhamentos por 8,5 euros + uma cerveja Mythos 0,5 l por 3 euros, isso no restaurante Το Ξεχωριοτό, em frente ao mar.

 

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Ainda parei num supermercado, antes de me retirar na hospedagem do dia, o Elena Rooms (25 euros). Assim como os anteriores, também é um quarto completo. A outra coisa em comum é o sinal de wi-fi: sempre fraco onde estou.

 

Dia 12

 

Se eu morasse aqui botaria uma turbina eólica na casa - o vento não deu trégua a noite toda. Ao menos dormi bem, e ganhei uma hora a mais por causa do fim do horário de verão.

 

Esse dia teve as estradas mais cênicas, pelo alto dos morros contornando o litoral, bem como pela garganta de Imbros.

 

Visitei ainda o forte do século 14 de Frangokastello, da época em que os venezianos dominavam Creta. Paga-se 2 euros para acessar seu interior quase vazio.

 

No começo da tarde, passei um tempo na bela praia de Falassarna. Já o final da tarde, foi na Elafonisi, famosa por ter areia rosada (quase não dá pra perceber). Fica em uma península calma que contém uma restinga preservada com espécies endêmicas.

 

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Antes de ver o pôr nessa última praia, adentrei o monastério de Chrysoskalitissa. A construção é interessante e há um museu dentro, mas é cobrado uma entrada de 2 euros.

 

Já escuro, retornei o caminho até o vilarejo de Kefali, onde fiquei com um flat reservado pelo AirBnb. Jantei na única taverna disponível, pagando 6 contos num prato de comida e 3 na cerva. O difícil é apreciar a refeição, já que os gregos não vêem problema algum em fumar em ambientes fechados - fato que se repetiria nos países seguintes - onde inclusive os funcionários fumam enquanto preparam a comida ou atendem os clientes.

 

Dia 13

 

Peguei o caminho de volta ao aeroporto de Heraclião, parando em alguns pontos interessantes ao longo do trajeto. Subi a sagrada caverna de Agia Sophia. Felizmente, não se cobra entrada e você pode caminhar à vontade dentro dela, sem guia. Há um monte de pombos e espeleotemas.

 

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Almocei com vista pro bonito Lago Kournas, o único de Creta. Uma mussaca saiu por 6,5 euros.

 

Muitos quilômetros adiante, entrei na capital Heraclião, apenas para visitar seu museu arqueológico. Graças ao feriado do Dia do Não (quando a Grécia recusou ajudar a Itália na Segunda Guerra Mundial; por consequência, esta entrou em guerra com a outra), a entrada estava liberada. É um baita museu, repleto de antiguidades de Creta, com destaque para o período minoico.

 

Devolvi o carro no aeroporto, em seguida. Em frente, peguei um ônibus até a capital (1,2 euros). Lá, comprei o bilhete para a viagem de 2 horas e 45 minutos até Chania (15,1 euros).

 

Pena que não deu tempo de conhecer o litoral de Heraclião, cheio de fortificações venezianas, pois o ônibus só sai uma vez por hora, e o sol já estava se pondo.

 

Ao chegar em Chania, fui caminhando até o Cocoon City Hostel. Me hospedei lá por 16 euros num quarto coletivo de 3 beliches.

 

Dia 14

 

No café da manhã (5 euros), conheci uma brasileira e um brasileiro. Fiquei conversando um pouco com eles, antes de sair a explorar Chania a pé.

 

A agradável orla fortificada foi erguida pelos venezianos no século 16, quando ocupavam Creta. Nota-se a arquitetura típica das casas.

 

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Além de ser fotogênico, há um monte de restaurantes caros, lojas de lembranças e alguns museus. Entrei no marítimo (3 euros). É bem interessante, pois conta através de maquetes de barcos e outros artefatos, toda a história militar naval de Creta.

 

Passei pelo mercado da ágora, e comi um crepe de queijo feta e cogumelos (3,3 euros). Ainda passei no supermercado, antes de pegar o ônibus do terminal central para o aeroporto (2,5 euros) - tão pequeno que em 5 minutos fui do ponto de ônibus até o portão de embarque.

 

Pouco depois, o avião da OlympicAir decolou rumo a Tessalônica, a segunda maior cidade grega, situada na região da Macedônia. Ao chegar, tomei o ônibus X1 (2 euros) até próximo do albergue Stay Hybrid Hostel, onde passaria duas noites por 10 euros cada.

 

Antes disso, dei uma volta nos arredores e jantei num tal de Boom um prato de falafel com arroz (depois de 2 semanas comendo batata, finalmente achei arroz) e salada por 5,8 euros.

 

Dia 15

 

Esse dia foi cansativo, pois tive que ver o centro histórico inteiro de uma das principais cidades antigas de uma vez só. Tomei meu café da manhã, quase sempre com iogurte grego e frutas, e parti.

 

Na primeira das atrações, comprei o ingresso combinado, que permite ver uns quantos lugares por 15 euros. Um deles é a ágora romana. O quarteirão de ruínas, com banhos e teatro, é completo por um museu subterrâneo. O problema é que uma infinidade de turmas escolares resolveram visitar ao mesmo tempo que eu.

 

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Tessalônica foi a segunda cidade mais importante do império bizantino. Com isso, o número de igrejas medievais é enorme. O ruído infinito dos sinos me levou à primeira delas, a Agios Dimitrios. Posteriormente, ainda veria outras, como Panteleimon, Acheiropoietos e Agia Sophia; todas essas bem preservadas e gratuitas.

 

Subindo o morro, cheguei ao mosteiro Vlatadon. É o mais antigo ainda em funcionamento.

 

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Através das muralhas bizantinas, ainda parcialmente erguidas, cheguei à torre Trigonou. Também não se paga para entrar nesse mirante.

 

No topo de tudo, jaz o Eptapyrgio, forte bizantino/otomano, que depois virou prisão. Grátis.

 

O único instante em que sentei foi para o almoço. Escolhi o restaurante Fat Mamma's Brunch 'n Lunch, cheio de estudantes, já que se situa junto a uma universidade. Optei por um espaguete à carbonara (5 euros) que me deixou satisfeito até a janta.

 

Em seguida, paguei 2 euros pelo ingresso da Rotunda. É um monumento arredondado que apresenta afrescos e mosaicos originais.

 

Uma via leva ao arco de Galério e ao sítio arqueológico desse mesmo imperador. Está incluído no ingresso combinado.

 

A torre Branca também. Fica em frente ao mar, e seu interior é um museu sobre a cidade, além do mirante no topo da torre.

 

Pelo agradável calçadão à beira-mar, fui até o museu da cultura bizantina, outro do combo. Com salas amplas, apresenta artefatos sobre a religião e a vida no período bizantino.

 

Correndo, consegui ainda visitar o último museu, o arqueológico, antes que fechasse às 8 horas. Esse é mais completo que o anterior, mas como eu já tinha visto bastante arqueologia grega nessa viagem, ficou um pouquinho repetitivo.

 

No caminho de volta, comprei uma salada por 3,2 euros. Doze horas depois de deixar o albergue, finalmente descansei.

 

Dia 16

 

Cedo, peguei um ônibus até o terminal internacional, por 1 euro. Lá, às 9 horas embarquei no busão da AlbaTrans até Korçë (20 euros), já em território albanês. A viagem teve duração de 5 horas e meia, por causa da longa imigração. Eu era o único turista entre um bando de albaneses de meia idade que não falavam inglês.

 

Conforme ascendia em altitude e latitude, às florestas temperadas com coloração outonal surgiam, embelezando a paisagem.

 

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Ao chegar, fui recebido por uma macarronada na casa/hospedagem Xharshe. Ninguém mais estava hospedado. Os donos são bem simpáticos, as instalações são decentes, mas fica afastado do centro.

 

Paguei 18 euros por 2 noites, troquei dinheiro na cotação de 121,9 lek por euro e subi na bicicleta emprestada para explorar o centro da pequena cidade, que tem até ciclovia.

 

Acontece que eu acabei perdendo a chave do cadeado, então passei um tempão indo e vindo pela mesma rota, só que não a achei. E enquanto isso caiu um toró que encharcou minhas meias.

 

Visitei dois museus, que funcionam em horários estranhos. Um foi o arqueológico (200 lek) e o outro de arte (cristã) medieval (700 lek). Achei ambos simples demais, principalmente o primeiro.

 

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Ainda conheci a bonita catedral ortodoxa de Korçë - a proporção de cristãos é quase a mesma de muçulmanos na Albânia.

 

Ao escurecer às 4 e meia da tarde, me dirigi ao centro histórico, mais precisamente ao bazar da era otomana. Há diversos bares e restaurantes ao redor de uma praça. No Shënd e Verë, comi pimentões recheados com queijo (300 lek), espaguete à bolonhesa (400 lek) e tomei a cerveja local, que foi a primeira do país (200 lek por 500 ml). Foi a única vez em que consegui pagar algo com cartão de crédito na Albânia.

 

Voltei com frio pra hospedaria.

 

Dia 17

 

Acordei com o quarto balançando. Pela primeira vez na vida, encarei um terremoto. Ainda bem que foi fraco. Infelizmente, poucas semanas depois de eu deixar a Albânia, houve outro terremoto, só que dessa vez com resultado catastrófico...

 

Café da manhã meio fora do padrão saudável, mas deu pro gasto. Suplementado com "rakia", a bebida típica dos Bálcãs que chega a ter 50% de álcool. Um gole pra mim e outro pro dono, muçulmano (na Albânia eles são liberais).

 

Comecei então o dia de caminhada e trilha. Desde o começo na estrada que leva à trilha, a subida já foi intensa, então fiquei meio suado, pois levava roupa pro frio. 

 

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Ao entrar no Parque Nacional dos Abetos de Drenovë, atravessei um vale, já com vista pra esses pinheiros sempre-verdes que dão nome ao parque. À continuação, subi uma encosta com rochas expostas, para chegar na floresta temperada. A coloração de outono é fantástica.

 

Continuei a elevação, em terreno úmido, com o tempo todo nublado. Eis que do nada eu cruzo com uma salamandra, pela primeira vez na vida. Fiquei encantado em encontrar esse anfíbio rabudo e lento, logo ali. Ainda vi mais 3 ao descer a montanha úmida.

 

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No topo, a 1800 m, fazia frio e a névoa estava intensa. Sentei uns minutos pra tomar meu lanche, antes de prosseguir. 

 

Como eu estava avançando mais lentamente que o previsto, precisei acelerar na descida cênica para não estar no meio da trilha ao escurecer. Passei por uma mina abandonada, onde vi o único humano no trajeto dentro da unidade de conservação.

 

Com o sol se pondo, atingi a saída através do vilarejo de Drenova. Finalmente, cheguei no centro de Korçë, num total de 31 km de caminhada! Meu par de tênis velho praticamente se desintegrou depois dessa aventura, então foi o primeiro de alguns trajes que descartei nessa viagem.

 

Na Taverna Pazari i Vjeter, tomei uma cerveja (150 lek) e comi filé de frango (600 lek).

 

Retornei cansadão à hospedaria, mas ainda conversei com o proprietário, que me deu mais "rakia" (mesmo contra a vontade), e com um recém-chegado senhor motoqueiro espanhol.

 

Dia 18

 

Café mais saudável nesta manhã. Me despedi e fui até a estação de vans. Assim que cheguei, estava saindo uma para Tirana, então pulei nela. A viagem levou 3 horas, ao custo de 500 lek.

 

Ao saltar na capital albanesa, o único lugar onde não pude tomar água da pia, entrei no restaurante Coco para comer um rango. Devorei um sanduíche grande com tudo no recheio (200 lek), além de um milk-shake (200 lek) que não estava grandes coisa. Por isso, peguei ainda um sorvete na doceria ao lado (80 lek).

 

Fiz o check-in no English Hostel (14 euros para 2 noites com café). Apesar do preço barato, é um lugar bacana e amigável.

 

Antes que escurecesse, dei uma volta no centro. Fiquei impressionado com a beleza arquitetônica mista da época comunista com a contemporânea, além do monte de intervenções artísticas.

 

Entrei no museu BunkArt (500 lek), que fica em um bunker construído pelos comunistas para aguentar um ataque químico ou nuclear. Suas salas contam a história das forças de segurança do passado, especialmente a trágica ocupação comunista.

 

Comi um "burek", salgado folhado recheado típico (80 lek). Depois passei num mercado para comprar líquido; por sorte, encontrei chocolate Milka com o preço mais barato que já vi na vida: 160 lek pela barra de 270 gramas (quase vencida)!

 

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Voltei ao albergue, onde fui convidado por um tcheco e dois franceses para sair. Primeiro fomos no bar Kaon, que tem como característica uma árvore no seu interior, além de ser barato: cerveja (150 lek), espetinho de carne (120 lek).

 

Em seguida, ficamos na praça principal (Skanderbeg), onde rolava um festival retrô bacana, com exposição de veículos antigos e show de rock, tudo gratuito.

 

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Dia 19

 

O café da manhã tava joia. Ao terminar, fui ao museu nacional de história (200 lek). Mesmo sendo barato, é um baita museu. Conta a história desde os povos ilírios, passando pelas ocupações romanas, bizantinas, otomanas e comunistas. Pena que uma parte expressiva não estava traduzida.

 

Almocei um crepe salgado (260 lek) e um doce (120 lek) na Happy, uma das muitas creperias da cidade. Sorveterias também há de monte. Enquanto perambulava pelo Blloku, ex-quarteirão exclusivo da elite comunista, tomei um por 50 lek. Cheguei a encontrar um lugar onde cada bola custava apenas 40 lek!

 

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Também atravessei o grande parque de Tirana, onde fica um lago, pistas e instalações esportivas.

 

Ao contrário de todas as outras capitais, achar lojas de souvenir foi difícil. Caminhei o centro inteiro e vi apenas 3 delas. Comprei apenas um prato por 500 lek.

 

No Segafredo, jantei um prato de risoto, por 300 lek. Até que estava bom, mas a porção era pequena.

 

Passei a noite no albergue com a galera. Calvin, o proprietário, nos serviu "rakia" de graça, até não ser possível tomar mais dessa bebida forte.

 

Dia 20

 

Com a chuva que fazia, fiquei de bobeira com o pessoal no albergue. Na hora do almoço, me despedi. Comi um prato feito grego por 480 lek no Sufllaqe Pita Gyros. A sobremesa foi sorvete.

 

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Depois, caminhei até a estação internacional de ônibus, que é basicamente um estacionamento de ônibus. Às 15 h, segui rumo a Prizren, em Kosovo, pagando 10 euros na passagem. O ônibus velho da Metropol estava vazio: 54 lugares para 7 passageiros.

 

A duração estava prevista em 3 horas, mas levou mais de meia hora somente pra sair do trânsito da cidade, então o total foi de 4 horas. Só que o motorista não me disse que eu tinha que saltar antes e pegar uma van até o centro. Quando eu percebi, ele já estava a caminho de Pristina, e me deixou no meio do nada. Precisei caminhar 5 km até chegar à cidade...

 

Ao menos fui bem recebido com umas castanhas portuguesas pelo proprietário e por macarrão por uma colega de quarto de Hong Kong. Dei então entrada no albergue M99. Cada noite no estiloso e espaçoso dormitório de 6 camas com café da manhã me custou 10 euros e meio.

 

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Dia 21

 

Comecei o dia com um café da manhã típico com o pão do Kosovo, queijo de cabra, "ajvar" (patê de pimentão vermelho e óleo) e geleia.

 

O museu arqueológico foi a primeira parada. Por apenas 1 euro, você ganha uma explicação e pode ver alguns artefatos antigos achados na construção, que por si só já vale a visita. É uma ex-casa de banho turco, onde foi instalada uma torre de onde se vê a cidade quase toda.

 

O museu da liga albanesa de Prizren é grátis, mas não tem muita informação. Aqui ficava a sede desse movimento pela independência de Kosovo do império otomano.

 

Almocei no restaurante Palermo o que deveria ser um goulash, mas estava aguado demais, então não curti muito a sopa de carne (2,5 euros). De sobremesa, sorvete (0,5 euro cada bola) na doceria Shëndeti.

 

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Vi uma porção de mesquitas e igrejas. Apesar de aqui haver uma proporção maior de muçulmanos, eles também são liberais. Quase não se vê mulheres de véu nas ruas.

 

Como estava quente, troquei para roupas curtas, para subir o calçamento até o castelo de Prizren, acima da cidade. Essa fortaleza em ruínas foi parte do império sérvio na Idade Média. Não se paga nada para entrar. Além do mirante nas muralhas, há uma sala com os objetos arqueológicos.

 

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Enquanto o sol baixava, desci pela trilha Marash, que contorna o morro vegetado pelo lado oposto. No fim, há um plátano gigante de cerca de 5 séculos de vida.

 

Uma pena que o rio que corta a trilha e, posteriormente, a cidade, esteja entupido de lixo, principalmente plástico. Um programa governamental de reciclagem seria muito bem-vindo aqui...

 

Jantei um prato com carne e complementos por 7 euros no restaurante Te Syla. A cerveja (1,5 euros por 0,3 l) que pedi (Peja) é produzida no próprio Kosovo.

 

Meu segundo par de tênis faleceu, então tive que ir atrás de algum substituto no shopping center. Achei um que fosse suficiente pro resto da viagem por 30 euros.

 

Dia 22

 

O café da manhã foi com "burek" e "ayran", iogurte aguado turco. Depois, peguei a condução de 4 euros para Pristina. Precisei apenas esperar na frente do albergue, por um dos muitos ônibus que partem até a capital do Kosovo.

 

Pouco mais de 2 horas depois, cheguei na cidade grande. Almocei a caminho do albergue, no Friends Coffee and Food: risoto (2,5 euros) + salada grega (2 euros) + limonada (0,5 euros).

 

Deixei a mochila na hospedagem, que estava vazia, e fui até o terminal de ônibus próximo, onde peguei o ônibus para Gjilan. Por apenas 50 centavos, desci em Gračanica, para conhecer o monastério que é Patrimônio da Humanidade.

 

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A entrada é grátis, mas além de uma igreja do século 14 bem ornamentada e com afrescos no interior, não há muito mais a ver. Por isso, decidi seguir a pé os 2 km até o sítio arqueológico de Ulpiana.

 

Também gratuito, eu acho, pois não havia ninguém no local. Apesar disso, está muito bem cuidado. São ruínas do período romano e começo do bizantino.

 

Retornei, e de ônibus fui até o shopping Albi, onde peguei um cinema (3,9 euros). Ainda, antes tomei um milk-shake (2,7 euros) e, posteriormente, um macarrão com frango e salada (4,9 euros).

 

Mais 2 km a pé, e ingressei no Bus Station Hostel. Foram 8 euros por noite no dormitório. Nele, conheci o egípcio Reda e a búlgara Ioana, que estavam viajando pelos Bálcãs.

 

Dia 23

 

Acordei resfriado. Sob chuva, saí para conhecer a cidade com eles. Vimos primeiro a homenagem a Bill Clinton, que ajudou Kosovo na guerra de independência. Em seguida, a catedral em referência à Madre Teresa, que era de etnia albanesa.

 

Continuando, uma igreja ortodoxa sérvia que foi interrompida pela guerra. E em frente a ela, uma construção bizarríssima que abriga a biblioteca nacional. Chegamos a conhecer o interior, que também guardava uma exposição de mal gosto sobre a Coreia do Norte.

 

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O brunch foi "iskender", uma baita porção de várias comidas por somente 3,5 euros. Pedimos isso no Ben Tatlises Doner.

 

Após o monumento Newborn, atravessamos o bulevar Madre Teresa e entramos em uma mesquita e dois museus, ambos gratuitos: Kosovo Museum e Ethnographic Museum.

 

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No velho bazar, nos deram algumas frutas que eu nunca havia provado.

 

Me despedi da dupla e fui pro cinema de novo. Jantei no mesmo quiosque da noite anterior, o Green Salad. E depois voltei caminhando também.

 

Dia 24

 

Parti numa van velha pra Escópia, por apenas 5,5 euros. Ainda bem que minha mochila é pequena o suficiente para caber nos pés, pois todas as vans que peguei não tinham bagageiro.

 

A imigração foi rápida, então 2 horas e meia depois, cheguei no terminal da capital da Macedônia do Norte. De volta a um alfabeto não-latino, no caso, o cirílico.

 

Caminhei diretamente à hospedagem, Get Inn Skopje Hostel. Cada noite no dormitório me custou 7 euros, já incluso café da manhã.

 

No shopping GTC, fiz o câmbio: 61,4 dinares da Macedônia por euro. Em seguida, fui diretamente à praça central, onde fica uma estátua gigante de Alexandre (aquele grande). Só que a estátua não pode ser nomeada porque a Grécia detém os direitos autorais do nome. Esse mesmo rolo fez com que o país precisasse incorporar "do Norte" ao seu nome. 

 

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Há outro monumentos e os próprios edifícios simulam o período clássico da Macedônia, mas tudo foi feito há menos de um século, após um grande terremoto.

 

Na mesma praça, almocei no bar e restaurante Kolektiv. Optei por uma tradicional caçarola de carne (390 dinares) + uma cerva IPA 0,5 l (190 dinar). Paguei caro na comida, conforme eu descobriria posteriormente.

 

Enquanto seguia para o antigo bazar turco, tomei um sorvete baratíssimo e cremoso na sorveteria Piccolo Mondo (20 dinares por bola).

 

Passei por alguns caravançarais, antigas hospedagens. Depois, a mesquita principal.

 

Em sequência, ingressei na fortaleza acima da cidade velha. É grátis. Subi em suas muralhas para ver o dia terminar.

 

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Jantei hambúrguer a 150 dinares no restaurante Teteks. Por fim, fiquei pela hospedaria.

 

Enquanto dormia, ocorreu um fato bastante inesperado: do nada, uma moça potencialmente alcoolizada surgiu na minha cama! O desenrolar dessa história é segredo...

 

Dia 25

 

Acordei cedo, tomei o café e fui até o terminal de ônibus, onde às 8:45 peguei o número 60 para Matka - lá fica um cânion. Me venderam um cartão de ida e volta por 150 dinares, mas achei meio suspeito esse preço.

 

Aos trancos e barrancos, o busão velho nos deixou na entrada do cânion, onde fica a represa. Na entrada, você pode optar entre passeio de barco, aluguel de caiaque ou trilha. Escolhi a última opção.

 

O caminho mais básico é ao longo do cânion pelas paredes rochosas, atravessando algumas matas, durante 3,5 km (mais isso pra voltar). A paisagem é sensacional, especialmente nessa época.

 

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Pra escapar dos preços abusivos do único restaurante do cânion, caminhei até fora dele para almoçar no restaurante Macedonian Cave Matka: carne grelhada mista (300 dinares) + salada à Macedônia (130 dinares).

 

O ônibus pouco frequente que deveria vir não apareceu, então depois de um tempão à espera, eu e mais 3 rachamos um táxi de 700 dinares até o centro. Assim que saímos, o ônibus chegou…

 

Passei no bazar pra comprar um souvenir e tomar sorvete, antes de ir ao albergue tomar banho. Depois saí pra jantar no próximo La Tana (cerva Skopsko 0,5 l por 80 dinares e frango com arroz e vegetais por 200 dinares). Tava apetitoso.

 

Por fim, tomei o vinho nacional que estava sendo distribuído gratuitamente no albergue.

 

Dia 26

 

Como os museus estavam fechados antes das 10, acabei entrando no memorial judeu para a Macedônia (100 dinares). Triste, mas bem interessante.

 

Em seguida, fui a mais um museu arqueológico (150 dinares). Quem vê o edifício suntuoso neoclássico pensa que esse museu é enorme, mas não é bem isso por dentro.

 

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Almocei no terraço de um restaurante estiloso chamado Austrian Palace. Comi uma barca de vitela por 180 dinares. Só que tentaram me passar a perna na hora de pagar a conta. 

 

De sobremesa, o sorvete de sempre. Peguei minha mochila e segui à estação de ônibus, rumo a Ócrida, Patrimônio da Humanidade. Alguns minutos antes da partida, por 750 dinares eu comprei ida e volta pela empresa Galeb.

 

Três horas depois, já noite, desembarquei. Me hospedei na Villa Ohrid Anastasia. Dezesseis euros para 2 noites no dormitório coletivo.

 

Saí a caminhar em direção ao centro da cidade. Achei ela meio escura e vazia, embora ainda fosse 6 horas. Na praça em frente ao porto, parei onde tinha um agito, no Instinct Bar. Tomei meio litro de cerva por 140, e uma pizza com frutos do mar por 290.

 

Assisti uma celebração que ocorria na beira do lago, mas com o frio tive que retornar. Passei ainda num supermercado pra comprar o café da manhã.

 

No albergue, fiquei conversando com um companheiro de quarto americano.

 

Dia 27

 

Estava caminhando pela cidade velha, quando decidi de última hora pegar o passeio de barco das 10 h até o mosteiro do religioso mais negativo de todos, o Santo Naum (piada boa). O custo do transporte foi de 600 dinares.

 

Caminho cênico, rendeu boas fotos. Uma das cenas foi a baía dos Ossos, onde ficava um assentamento em palafitas bastante antigo, hoje um museu.

 

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Ao desembarcar, visitei brevemente o monastério. Depois, segui pela trilha que cerca as nascentes que deixam a água numa cor e transparência ótimas, parecendo com a da região de Bonito.

 

O barco chegou pelas 3 h em Ócrida, então foi possível ainda passar pelo promontório onde ficam diversas igrejas medievais, a fortaleza do czar Samuel, o sítio arqueológico de Plaoshnic, o teatro romano. Vi o sol se pôr acima da igreja de São João Teólogo.

 

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Vnuska foi o restaurante onde jantei. Como não havia almoçado, resolvi esbanjar um pouco escolhendo o gostoso prato de peixe (500 dinares).

 

Dia 28

 

Voltei ao centro de manhã. Fiquei perambulando aleatoriamente para passar o tempo, mas o vendaval não ajudou.

 

Bati um rango em frente ao terminal de ônibus, antes de começar a jornada até Sófia, na Bulgária, onde cheguei apenas à noite, após conexão em Escópia. Tive que pagar uma taxa em cada terminal que eu não estava ciente (30 em Ócrida e 50 em Escópia). O segundo trecho custou 17,5 euros, comprando pela internet.

 

Assim que o busão chegou, troquei rapidamente um pouco de dinheiro na própria estação (cotação desfavorável) e corri pro metrô, pois estava quase fechando à meia noite. Paga-se 1,6 lev no bilhete único, não importando a distância.

 

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Logo mais, cheguei no 10 Coins Bed+Tours, a hospedagem da vez. Fica afastado do centro, mas me custou 12 lev por noite, ou seja, 6,1 euros. Só que a qualidade deixou bastante a desejar.

 

Dia 29

 

Dia de conhecer o centro histórico. E haja história, pois há uma infinidade de construções de arquitetura de séculos anteriores, além do sítio arqueológico da cidade romana de Serdica. Outro destaque são os diversos templos religiosos, principalmente cristãos ortodoxos, imponentes.

 

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Depois de perambular um bocado, achei algumas casas de câmbio com a cotação bem melhor (1,95 lev por euro). Com a grana em mãos, fui atrás de um restaurante para almoçar. Foi difícil achar, pois a maioria dos lugares de comer são de fast food. Enfim, achei um tal de Brunch, onde escolhi alguns pratos na bancada, totalizando 8,80 lev para uma refeição bem substancial.

 

Caminhei um pouco pelos vários parques, em seguida. Num deles, tomei um milk-shake (3,2 lev). Uma coisa que tenho percebido é que a população desses países dos Bálcãs não pratica exercícios físicos.

 

Ainda consegui visitar o museu mineralógico (Earth and Man National Museum). Entrada de 6 lev. Tem uma rica coleção que abrange cerca de 40% de todos minerais da Terra, além de cristais gigantes subtraídos do Brasil!

 

Jantar no restaurante Bkуснaта Kухня. Acabei me dando mal nessa de apontar pratos sem saber o que são, pois um deles continha fígado. Total de 6,10 lev.

 

Por fim, adentrei o grande Palácio Nacional de Cultura, para assistir o show do pianista húngaro Peter Bence (40 lev). O cara é tão bom que nem usa partitura.

 

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Dia 30

 

Tinha planos de caminhar nas montanhas ao redor, mas o tempo chuvoso e a diminuição de transportes com o fim da temporada fez com que eu tivesse que ir para um plano alternativo. Peguei o metrô até a estação final Vitosha, e lá o ônibus #64 até a igreja Boyana, patrimônio UNESCO.

 

Me decepcionei. A igreja é bem pequena, não se pode tirar fotos e custa 10 lev para entrar.

 

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Ao deixar o lugar, fui caminhando até o museu nacional de história. Só ao chegar, descobri que existe um ingresso combinado com a igreja anterior, num total de 12 lev. Como eu não tinha o comprado, acabei tendo que pagar mais 10 lev no museu… 

 

Pelo menos este é suficientemente grande e interessante. Conta desde os povos antigos da Trácia, até a liberação otomana pelos russos.

 

Até que enfim uma coisa boa aconteceu; quando eu estava prestes a pagar pelo ônibus seguinte, uma boa alma me deu um bilhete grátis. Assim, cheguei no jardim botânico.

 

Há uma estufa cheia de espécies, para a qual se paga 4 lev. Já a parte externa, gratuita, estava abandonada.

 

Peguei mais uma condução com wi-fi, até a estação de metrô Vitosha. Como ainda chovia e eu estava verde de fome, entrei no shopping Paradise para o almoço/janta. Paguei 7 lev num prato feito búlgaro.

 

Aproveitei pra dar uma olhada, já que o shopping é grandão. Depois, comprei minha janta e café da manhã no supermercado Villa, por 11 e pouco. Ainda bem que meu cartão de crédito reserva funcionou, pois o principal já não estava mais operando (foi clonado).

 

De volta ao albergue. Se não bastasse o clima estranho nele, instalações precárias; tanto que precisaram dedetizar o quarto em que eu estava sozinho. Talvez esse seja o motivo de umas perebas que apareceram nos meus tornozelos... 

 

Dia 31

 

Saltei do metrô na estação do Palácio Nacional da Cultura, pois queria vir caminhando pela principal rua pedestre de Sófia, a Vitosha Boulevard. Só que de manhã, não havia muito movimento.

 

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Continuei a passeada até o terminal de ônibus, onde tomei um ônibus da Eurolines/Karat-S até Plovdiv (9,5 lev). Duas horas e pouco depois, chegada na eleita capital europeia da cultura em 2019.

 

Almocei num shopping no meio do caminho até o albergue, que fica dentro da cidade velha. A própria casa onde fica o Hostel Old Plovdiv é do século 19. Quarenta e três lev para 2 diárias com café.

 

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Saí a caminhar pelas ruas de pedra. Só parei ao chegar ao topo do monte Bunardzhik, onde fica uma estátua. Lá eu admirei o pôr do sol, bem como a vista de toda a cidade ao redor. Só que na pressa, acabei perdendo meu óculos de sol. Ele estava todo riscado, mas eu ainda iria usá-lo até o fim dessa viagem…

 

Passei a noite conversando com as pessoas na hospedagem, incluso um brasileiro.

 

Dia 32

 

A fim de conhecer um pouco mais sobre os 8 mil anos de Plovdiv, chamada Filipópolis no período romano, comprei um ingresso combinado de 5 atrações por 15 lev. A primeira atração foi a basílica em ruínas, cujo destaque são os mosaicos. A segunda parada foi o antigo teatro, bem preservado e usado ainda hoje. As outras 3 eu só conheceria na manhã seguinte.

 

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Comprei um salgado por 1,6 lev no Marti's Fast Food, para abocanhar enquanto andava ao redor das ruínas do fórum romano e do parque dos chafarizes dançantes.

 

Na principal via pedestre, comi dois crepes de chocolate de sobremesa, a apenas 1 lev cada.

 

Um pouco depois, encontrei meus colegas de quarto. Fomos aproveitar o festival de vinhos que ocorria nesse final de semana, para degustarmos vários tipos de diversas vinícolas da região. Paguei 4,5 lev para ter acesso a 6 estandes. Ficamos lá até à noite.

 

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Depois, peguei um "kebab" (4,5 lev) e retornei ao hostel, onde continuamos o papo.

 

Dia 33

 

Tomei o café da manhã e me despedi. Ainda visitei 3 casarões do século 19 (Balabanov, Hindliyan e Boyadzhyev). Seus interiores são repletos de móveis antigos e obras de arte.

 

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Quando passava em frente à praça principal, em direção ao terminal de ônibus central, vi que ocorria uma apresentação de música e dança japonesa. Fiquei apreciando até a hora em que o ônibus estava prestes a partir.

 

Retornei a Sófia, só para tomar o ônibus das 16 h rumo a Niš, na Sérvia, terra natal do imperador Constantino. Paguei 24 lev na Niš Ekspres.

 

Quase 3 horas e meia depois, chegada. Se o cirílico russo já é meio complicado, na Sérvia eles adicionaram mais algumas letras ao alfabeto pra deixar pior. Ao menos, tanto o búlgaro quanto o sérvio ainda tem alguma similaridade com o idioma russo, o qual eu consigo ler alguma coisa.

 

Na frente da rodoviária, troquei euros na cotação de 117 dinares pra cada. Depois, fui caminhando até o Sweet Apartments, onde peguei um quarto privado com banheiro compartilhado por mil dinares.

 

Saí para jantar. No calçadão, encontrei um tal de Night & Day Caffe Pizzeria. Por 310 dinares, pedi uma boa macarronada de frutos do mar de meio quilo.

 

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Continuei perambulando ao redor do centro, vendo algumas igrejas e monumentos. Por fim, comprei meu café da manhã no supermercado e me retirei.

 

Dia 34

 

Comecei conhecendo a fortaleza otomana. Aberta sem precisar pagar, atualmente é um parque com alguns comércios e poucas edificações antigas, de períodos romano, bizantino e otomano.

 

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Como era segunda, infelizmente todas as demais atrações da cidade estavam fechadas, então só me restou tocar para Belgrado mais cedo que o previsto. Já que a viagem levaria 3 horas, parei pra almoçar no mesmo local onde jantei.

 

Assim que cheguei na estação, um ônibus estava para partir. Comprei o bilhete rapidamente por 1310 dinares e embarquei na Niš Ekspres. O ônibus tinha wi-fi.

 

Na chegada à metrópole, a temperatura estava agradável a ponto de eu quase colocar uma manga curta - e pensar que há exato um ano, nevava em Belgrado!

 

Caminhei até o albergue Che. Passaria ali 3 noites com café por 33 euros.

 

Saí logo para apreciar o crepúsculo na grande fortaleza otomana. Depois, andei pelas ruas movimentadas da região central, já com decoração natalina.

 

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Comi uma fatia grande de pizza (120 dinares) num dos locais que me indicaram, o Kod Mašinca. Boa, mas não tem onde se sentar.

 

Admirei alguns dos edifícios monumentais, como o da assembleia, mas o vento frio me fez parar a certo momento e retornar.

 

Passei num supermercado pra pegar mais um rango e me desloquei pro albergue.

 

Dia 35

 

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Fui em direção ao museu do Nikola Tesla, mas como o tour só começaria em meia hora, dei uma passadela no mercado de rua próximo, principalmente de alimentos e sem souvenires. O museu conta a história de vida e os inventos desse gênio "sérvio", que revolucionou a eletricidade. Custa 500 dinares.

 

Após isso, segui até a enorme igreja ortodoxa de São Sava, uma das maiores do mundo. Não deu pra ver seu interior, pois estavam instalando o mosaico da cúpula, mas ao menos a cripta luxuosa estava disponível para visita gratuita.

 

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Almocei em outra recomendação de um amigo, o restaurante Zavičaj. Comida caseira e decoração bacana. Provei um goulash (690 dinares) e um chope Lav (260 por 500 ml).

 

Em seguida, retornei à fortaleza, para ver com mais detalhes. Esperei o sol se pôr por lá também, mas o tempo tava nublado.

 

Botei uma jaqueta e saí pra uma volta aleatória. Parei numa livraria. Depois comi um "gyros" (340 dinares) no Chicken Box e voltei pra hospedagem.

 

Dia 36

 

Acordei com o sino da igreja ao lado, que toca o tempo todo. Passei o dia útil inteiro em dois museus. O primeiro foi o nacional (300 dinares). Com um rico material, conta a história da ocupação do território sérvio, resumidamente por romanos, eslavos, otomanos, até a Iugoslávia. Há uma seção de arte também.

 

Almocei em mais uma indicação, o restaurante Ognjiste. Serve comida caseira a quilo. Meu prato gostoso e substancial saiu por 700 dinares.

 

Mais uma vez, retornei à fortaleza, para visitar o museu militar. Em seu exterior gratuito, há algumas dezenas de armas de artilharia. Já o interior (200 dinares), é um corredor infinito que demonstra armas e outros artefatos de todas as épocas da Sérvia. Só falta ter mais explicações em inglês.

 

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Sem ter com quem conversar, peguei uma pizza no mesmo lugar do outro dia e fiquei coçando o saco na hospedagem.

 

Dia 37

 

Bem quando chegou uma companhia, já estava na hora de partir. Segui ao terminal e comprei um bilhete pra Novi Sad por 760 dinares. Os ônibus são bem frequentes, então não precisei esperar nada.

 

Uma hora e meia depois, já estava caminhando em direção ao albergue em posição central. Paguei 1330 dinares por uma noite no Nomad Hostel, um estabelecimento decente mas vazio.

 

Na lanchonete Crna Maca, almocei uma "pljeskavica" grande, um tipo de hambúrguer deles. Custou 290 dinares.

 

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Continuando, atravessei a ponte em direção à fortaleza austríaca de Petrovaradin, passando pelo bairro antigo com casarios no caminho. Lá de cima da fortificação eu vi a cidade abaixo através do rio Danúbio.

 

Tirei umas fotos noturnas, em seguida. Quando passava pela praça central, notei que algo ocorria. Bem nesse dia estava começando a Winterfest, um festival de inverno. Aproveitei para comer uma guloseima, tomar quentão (150 dinares) e ouvir as crianças da árvore de Natal cantante e uma banda de rock de Belgrado. Bem bacana.

 

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Dia 38

 

Deixei meu quarto "particular" de 6 camas para conhecer a cidade. Caminhei entre parques, não muito interessantes, e a praia Štrand. Lotada no verão, deserta nessa época.

 

Voltei ao centro, composto de várias casas antigas coloridas, museus e alguns palácios e igrejas.

 

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Gastei meus últimos dinares numa lembrança, num sanduíche de almoço (150 dinares) e na taxa de embarque do terminal (130 dinares), para onde fui em seguida.

 

Embarquei no bom ônibus da FlixBus e aguardei o trajeto até Budapeste. O controle de fronteira na Hungria foi excessivamente longo, apesar de não haver fila, então a duração total do trajeto foi de umas 6 horas e meia.

 

Fora da estação de ônibus de Népliget, peguei o metrô. Comprei na máquina com cartão de crédito por 350 forint (pouco mais de um euro). Acreditam que não há catraca na entrada?

 

Desci ao lado do albergue Avenue Hostel. Pagamento de 9 euros por diária no dormitório com café da manhã. O lugar é bem movimentado, e a limpeza poderia ser melhor.

 

Ao redor do albergue, há diversas opções para refeições. Fui no chinês Wok n' Go Noodle House e pedi uma sopa de bolinhos de porco apimentados por 1880 forint. Tava boa.

 

Depois, tomei uma cerveja no bar do albergue (330 forint por 300 ml).

 

Dia 39

 

Levei um susto na hora do café da manhã, pois tinha umas 50 pessoas lá.

 

Fiz o câmbio, na cotação de 330 forint por euro. Depois, caminhei até o parque Városliget. Repleto de turistas, é cheio de atrações, como museus, um castelo e ringue de patinação. O problema é que os banheiros da cidade são pagos, e não saem por menos de 250 forint.

 

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Peguei um metrô até o museu nacional, mas antes de entrar nele eu almocei um prato de comida de verdade no Kálvin Fast Food (1450 forint).

 

A entrada do imponente museu custou 2600 forint. Fiquei quase 4 horas nele, aprendendo sobre a história dos diversos povos que já ocuparam a Hungria.

 

Já noite, cheguei às margens do rio Danúbio. Das pontes, é bacana a vista dos prédios e monumentos iluminados, principalmente o castelo de Buda.

 

Fui da rua Váci, cheia de lojas de souvenires, à praça Vörösmarty, onde rolava uma feira de Natal com palco pra shows.

 

Tive que voltar ao albergue para aproveitar o jantar gratuito. Tomei uma cerveja artesanal (600 forint) no bar do hostel, enquanto passava a final da Libertadores da América na TV.

 

Nessa hora, conheci um bando de latino-americanos. Fomos parar numa balada chamada Instant. Não se paga pra entrar e o lugar tem várias pistas com ritmos diferentes. Estava cheio! Uma cerva de 0,4 l custou 600 forint lá.

 

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Dia 40

 

Voltamos com o dia quase amanhecendo, então nem deu pra dormir o suficiente. Levantei meio-dia pra almoçar, sem voz. Escolhi o turco Török Étterem, onde um prato cheio no buffet saiu por 1250 forint.

 

Depois, fui em direção ao Danúbio, na região do castelo de Buda. Vi por fora a basílica de Santo Estevão e o parlamento gótico, antes de cruzar a ponte metálica e subir o morro já com o sol baixo.

 

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Lá em cima, além dos mirantes para ambos os lados do morro, há outras coisas a se ver, como a igreja gótica de Matias (paga como os demais templos religiosos famosos da cidade). Passeei um pouco a esmo, em meio aos tantos turistas que ainda se encontravam na cidade.

 

Ao descer e parar na feira de Natal, reencontrei (Romi e Julieta) duas argentinas do bando que saiu comigo na noite anterior. Ficamos tomando quentão por lá.

 

Saímos em bando novamente mais tarde. O lugar foi o Morrison's. Bem menor e menos cheio que o anterior. O "mojito" tava 1600 forint.

 

Dia 41

 

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Saí em mais um dia ensolarado. Passei pela sinagoga luxuosa (e cara: 4500 forint), no caminho até o mercado central. Numa estrutura fechada, há um andar de alimentos e outro de souvenires. Preços pra turista.

 

Almocei ali e subi o morro Géllert, o mais alto da cidade. Lá apreciei o sol se pôr, vendo uma ampla faixa do Danúbio ir mudando de coloração.

 

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Quando voltei, ainda dei uma passada na loja Decathlon. Ao chegar ao albergue, esqueci que havia janta grátis naquela noite e acabei pegando 2 sandubas no McDonald's. Azar, depois de um bom banho eu comi um pouco mais.

 

Pra variar, com alguns integrantes a mais e outros a menos, fomos pra mais uma noite de festa. Acabamos parando na mesma balada de 2 noites atrás.

 

Dia 42

 

Dormi pouco novamente, pois tive que fazer o check-out e me despedir da rapaziada. Peguei um rango pro caminho e fui de metrô até a estação de ônibus e trem de Kelenföld. Lá, embarquei na RegioJet até a Eslováquia. Até que enfim uma condução de qualidade; além de internet e tela de vídeo, até serviço de bordo tinha.

 

Sem ter que passar pela imigração, a viagem durou 2 horas e meia. Eis meu país de número 100!

 

Dei uma volta para ver o centro histórico iluminado. Nas duas principais praças ocorria uma feira de Natal. Provei um dos alimentos que lá vendiam, a "placka". É literalmente uma placa vegetal fritada até não poder mais.

 

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Comprei o café da manhã num supermercado e me assentei no albergue Patio Hostel. Nove euros por noite.

 

Dia 43

 

Dormi bem, finalmente. Ao amanhecer, saí de ônibus em direção à floresta da cidade, mas me confundi um pouco com o sistema de transporte que cobra por tempo e não distância, e que não pode ser pago dentro da condução.

 

No parque, há diversas trilhas e facilidades pra população, mas como as árvores já estavam desfolhadas, não achei muito interessante. Vi um pica-pau, ao menos.

 

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Almocei na base do morro, longe do centro, numa tal de City Cantina. Meu prato saiu por 6,5 euros.

 

Já no centro histórico, conheci rapidamente todas as construções relevantes, como igrejas e palácios. Com a noite no ar, dei uma passada no shopping Eurovea.

 

Por fim, parei no albergue e fui tomar a cerveja grátis inclusa no check-in. Acabaram me embebedando com doses patrocinadas de "spiš" de ameixa (40% de álcool) e Tatratea, uma bebida com 72% de álcool!

 

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Dia 44

 

Com uma leve ressaca, tomei um ônibus na manhã até Devín. É onde ficam interessantes ruínas de um castelo medieval, destruído por Napoleão em 1809. Bem na confluência dos rios Morávia e Danúbio, a vista de cima é bela. Pra entrar, paga-se 2 euros.

 

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O almoço foi a algumas quadras dali, na pizzaria Valentian. Tomei uma sopa e comi uma pizza pelo total de 5,5 euros.

 

Depois, outro busão me deixou em Sandberg. É uma maciço de arenito que se destaca na paisagem que já foi um mar, e hoje guarda centenas de espécies de fósseis.

 

Caminhei um pouco pela trilha do geoparque, até que o dia se foi e eu retornei a Bratislava.

 

Jantei no Subway próximo ao albergue (7,2 euros pelo sanduíche de 30 cm com bebida). Depois disso, rolou uma sessão de filmes na hospedagem.

 

Dia 45

 

Conheci o castelo de Bratislava pela manhã. Há uma boa vista de lá, como da torre que parece um disco voador, mas não acho que tenha valido pagar 10 euros pra ingressar no confuso museu de história.

 

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Na saída, almocei no buffet livre chinês Panda por 5,5 euros. Satisfeito, fui até a estação central de ônibus, onde peguei um FlixBus até Viena. Como comprei de última hora, saiu por 6 euros a passagem.

 

Uma hora e pouco depois, cheguei na estação central de trem e ônibus, bem ao lado do albergue onde eu passaria 4 noites por 70 euros (sim, Viena é caro), o Do Step Inn Central Hostel. Todo automatizado, nem cheguei a ver recepcionista.

 

Já escurecendo, passei por diversas feiras de Natal nas praças ao redor de igrejas enormes. Tudo bem cheio de gente.

 

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Mas os preços exagerados fizeram com que eu jantasse no McDonald's. Depois disso, passei num supermercado e voltei pro albergue.

 

Dia 46

 

Temperatura despencou; as mínimas de outrora seriam as máximas de agora, então tive que tirar da mochila a camada térmica de fleece pela primeira vez.

 

Conheci um bocado da cidade, começando pela bizarra Hundertwasserhaus. É um edifício residencial expressionista dos anos 80.

 

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Atravessei o rio pra conhecer o Prater. Esse é o primeiro parque de diversões do mundo, de 1766!

 

Na praça mexicana onde fica uma baita igreja, encontrei um "kebab" de 2 somente euros; esse foi meu almoço.

 

Saltei de metrô até a parte mais movimentada no centro. Na igreja de São Pedro, tive a sorte de presenciar uma apresentação musical japonesa.

 

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Posteriormente, enquanto o céu escurecia, passei pelo palácio presidencial de Hofburg, saindo em frente a Rathaus, a prefeitura, onde rolava mais uma de tantas feiras natalinas.

 

Adquiri minha janta e muitos chocolates baratos em uma das unidades do supermercado Penny. O barrão de Milka, por exemplo, estava custando 1,69 euros. Insano!

 

Passei o resto da noite na hospedagem.

 

Dia 47

 

Comecei indo de metrô até a principal atração de Viena: o palácio Schönbrunn. Antiga residência de verão da dinastia Habsburgo, contém nada menos que 1441 quartos. Que desperdício!

 

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Para o almoço, reencontrei Gael, um francês que eu havia conhecido a 3 anos na Moldávia, além de sua cônjuge. Comemos no Subway mesmo.

 

Em seguida, caminhei com eles até o museu de história militar. Como era o primeiro domingo do mês, visita gratuita. Além de todos os artefatos e história (a maioria só em alemão), havia uma feira medieval ocorrendo por lá.

 

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Enquanto víamos a iluminação natalina, jantamos um salgado frito de batata numa das feiras. Depois me despedi deles e segui para o Blue Bar, onde reencontrei Romi, uma das argentinas de Budapeste. O bar é pequeno, mas aconchegante e com drinques baratos, a partir de 3,9 euros.

 

Dia 48

 

Noite levemente abaixo de zero. Mais uma caminhada matinal no frio. Objetivo do dia: Museu Nacional de História Natural (12 euros). Achei demais esse museu, tanto que só deixei ele 5 horas depois, por motivo de fome maior.

 

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Almocei já à noite no havaiano 'O Io Poké, uma tigela de "poke" por 9,8 euros. Em seguida, passeei pela Mariahilferstrasse e peguei um "yakisoba" na Lucky Noodles para mais tarde, por 4,2 euros.

 

Missão cumprida, retornei ao albergue para me preparar para partir de vez.

 

Dia 49

 

Peguei um trem (4,2 euros) que rapidamente chegou no aeroporto, onde voei de Wizz Air sobre os Alpes até Milão, por ridículos 15 euros. Lá, poucas horas depois, segui de TAP até Lisboa, onde precisei passar a noite para continuar ao Brasil.

 

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No aeroporto, peguei o metrô (50 centavos pelo cartão + 1,5 euros por viagem) até a brasileira MaHouse Guest House, onde dormi por 25 euros, pois as outras hospedagens mais baratas já não atendiam mais na hora em que eu chegaria.

 

Dia 50

 

De manhã, tomei o bom café da manhã incluído e o voo da TAP para Guarulhos.

 

Ao final da tarde, finalmente a chegada em Floripa com a Gol (125 reais). Fim de viagem!

 

Se você chegou até aqui, que tal conferir meu site agora? Rediscovering the World ;)

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@Schumacher Parabéns por mais essa viagem!

Vontade de imitar não falta,mas o medo de países totalmente desconhecidos,com língua e escrita diferente fala mais alto.

Como você fez para se comunicar aonde o alfabeto é diferente e eles não falam língua compreensível a nos,ocidentais?

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  • Colaboradores
12 minutos atrás, D FABIANO disse:

@Schumacher Parabéns por mais essa viagem!

Vontade de imitar não falta,mas o medo de países totalmente desconhecidos,com língua e escrita diferente fala mais alto.

Como você fez para se comunicar aonde o alfabeto é diferente e eles não falam língua compreensível a nos,ocidentais?

Valeu! Não precisa ter medo não. Estudei os alfabetos, nos lugares mais turísticos sempre tinha quem falasse inglês, enquanto que nos outros usei o tradutor do Google ou sinais mesmo.

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      MAPA GERAL COM PONTOS DE REFERÊNCIA:
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      https://drive.google.com/open?id=1XZ6l1GJdttfU1UDeC8xXpW1izBhMntlK&usp=sharing
      https://drive.google.com/open?id=18fij8kYrSgXfXdRvMRBA5e3Jdq3ADbYQ&usp=sharing
       
      Arquivos Kmz:
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      México - Estado do México, Veracruz, Puebla e Oaxaca.kmz
      México - Estados de Chiapas, Yucatan e Quintana Roo (sulleste).kmz
       
      ITINERÁRIO RESUMIDO: 
      Planilha editável: Tabela de deslocamentos - realizado (espaçado).docx

       
      INFORMAÇÕES BÁSICAS
      POVO
      - Os mexicanos são muito acolhedores, honestos e simpáticos com o turista brasileiro de forma geral. 
      - No país encontrará pessoas falando outras línguas, além do espanhol, como nahuatle (em El Tajín e em pueblos do estado de Puebla) e tsotsil (San Cristóbal de las Casas) e outras línguas da família maia.
       

       
       
      CÂMBIO
      - Não leve reais e muito menos leve pesos mexicanos comprados aqui no Brasil! 
      - Apesar de ter lido em um relato que o euro era mais vantajoso do que o dólar na conversão para pesos mexicanos, não verifiquei isso em nenhuma casa de câmbio. Sendo assim, o conselho é levar dólares.
      - Melhores cotações ao longo de toda a viagem nas casas de câmbio do Terminal 1 do Aeroporto. Atenção que o seu voo chegará no Terminal 2, onde as casa de câmbio oferecem cotações menos favoráveis. Para ir ao 1 procure pelo Aerotrem (trem de conexão entre os terminais). Ao chegar no túnel de acesso ao Aerotrem, te pedirão a sua passagem. Informe que você acabou de chegar de viagem e que quer ir às casas de câmbio (deu certo comigo e acho que geralmente dá com qualquer um). 
      - Nos mercados da rede Soriana (há em várias cidades do México) é possível pagar em dólar e receber troco em pesos por uma excelente taxa de conversão (troco a $18,80 enquanto em casa de câmbio estava a $18,25). 
       

       
      PREÇOS
      - O México em geral é mais barato do que o Brasil. O preço de artesanato é absurdamente barato e os de transporte, hospedagem, alimentação e transporte serão discutidos nos tópicos a seguir. 
       
      TRANSPORTE
      - O México é muito bem atendido por linhas de transporte. Mesmo entre cidades pequenas no interior costuma haver transporte regular (geralmente kombis) e entre várias cidades, há opções de ônibus executivos confortáveis do grupo de empresas da ADO, da Futura ou do grupo da Estrella Blanca, com preços mais ou menos correspondentes aos praticados no Brasil.  
      - Para se locomover entre cidades do circuito turístico nos estados ao norte da Cidade do México (até San Luis de Potosí) ou entre a Cidade do México e Puebla ou Oaxaca, encontrará opções mais econômicas no Bla Bla Car (app de compartilhamento de carona). No app, muitas vezes a viagem sai por um terço do preço dos ônibus regulares e além disso, vc ainda pode conhecer pessoas massa, como aconteceu na viagem até Querétaro, em que conheci dois mexicanos e um belga super "chidos", que depois ainda tomaram uma cerveja comigo.
      - Para viajar para alguns pueblos, muitas vezes haverá apenas opção de colectivo (kombi ou van) ou em caso extremos haverá apenas opção de caminhão (pau de arara), como entre Laguna Miramar e Ocosingo. Às vezes a única opção de transporte regular (nos dois sentidos da palavra) pode ser também a carroceria de uma camionete, como para visitar Toniná partindo de Ocosingo.
      - Uma forma bastante popular de se viajar, especialmente em ou entre cidades pequenas é o táxi coletivo. São basicamente táxis que circulam meio que como vans ou ônibus pegando mais de um passageiro. Em algumas situações colocam até 5 passageiros, sendo dois na frente (sim, há um banco adaptado em cima do freio de mão 😂).
      - O transporte dentro das cidades costuma ser muito barato (ex. metrô a $5 na Cidade do México).
      Dicas para economizar: 
      a) cheque o Bla Bla Car antes de comprar passagens de ônibus; 
      b) nos estados de Chiapas, Campeche, Quintana Roo e Yucatán, verifique sempre se há opção de colectivo, além do ônibus (é mais desconfortável, mas às vezes muito mais em conta e com saídas mais frequentes); 
      c) sempre quando for comprar passagem de alguma empresa do grupo ADO (OCC, AU e a própria ADO), cheque o site com 2-3 dias de antecedência, pois geralmente há cotas promocionais que reduzem o preço em até 40-50%; e
      c) ao comprar passagem em terminal rodoviário, cheque sempre se não outra empresa que faz o percurso, pois geralmente o atendente te informará apenas a com horário de saída mais próximo. Geralmente há outra empresas com ônibus simples, sem banheiros, porém com poltrona confortável, que fazem o mesmo trajeto das empresas mais caras.
       

       
       
      HOSPEDAGENS
      - O México é um país barato para se viajar. Peguei alguns hostels de boa qualidade com preços absurdamente baratos, como $85 com café da manhã no Torantelo em San Cristóbal de las Casas ou $30 no Lucky Traveller em Tulum. 🎉 De forma geral, encontrará bons hostels entre $120 e $240 na maior parte das cidades. 
      - Em alguns pueblos e cidades menos turísticas pode ser que não encontre hostels. Neste caso, confira o Airbnb se quiser reservar com antecedência.
                 ***Para fazer a sua primeira reserva pelo Airbnb, use o link abaixo, que vc ganhará desconto (e eu tbm e nós dois ficaremos felizes 😄)
      https://abnb.me/e/lJ7ccVuYnZ
       
      - Dica importante: caso esteja viajando em baixa temporada, sem muita preocupação com disponibilidade de hospedagens, deixe para pagar a diária do hostel a cada novo dia, sempre conferindo o preço no Booking. Direto aparecem promoções de diária para o local onde vc já está hospedado. Essa é a regra, porém quando o valor já está absurdamente barato ao se reservar inicialmente, pode ser melhor reservar logo por vários dias, com atenção a alterações nos valores das diárias por este maior período.
                 ***Para fazer a sua reserva pelo Booking, use o link abaixo, que vc ganhará desconto (e eu tbm e nós dois ficaremos felizes 😄)
      https://booking.com/s/67_6/andes019
      p.s.: Ao final do relato, encontrará a lista de todas as minhas hospedagens.
       
      COMIDAS E BEBIDAS
      - É bom ter um glossário de comidas mexicanas! Muitas coisas são bem parecidas. Às vezes só de acrescentar um item em alguma coisa, esta já recebe outro nome.
      - Ser vegetariano no México às vezes é um pouquinho complicado se você não está na pilha de fazer sua própria comida.
      - Comidas de rua e refeições em mercados (tipo os nossos mercados municipais) são bem econômicas e em geral os restaurantes chiques custam menos do que muitos restaurantes razoáveis do Brasil.
      -  Um outro atrativo do México para mim são suas simpáticas padarias. Muitas delas vendem apenas opções de pães doces com preços geralmente super em conta! Em Orizaba, por exemplo, paguei $5 (!) por três tipos diferentes de pães doces.
      - Pimenta! 🌶️ Sim, os mexicanos realmente amam pimenta. Tudo o que você pede pode levar pimenta no seu preparo, até mesmo uma raspadinha de gelo ou frutas no copo. É comum também ter à disposição molhos de pimenta verde ou vermelho de preparo próprio. Caso vc não curta pimenta, relaxa que geralmente as comidas não vêm apimentadas da cozinha (exceto o "mole" ou alguns pratos típicos que são feitos à base de pimenta), mas é sempre bom perguntar.
       

       
      - Outra coisa interessante é que nos menus (combos de comidas), o arroz às vezes pode vir como opção de segundo prato, após a entrada (geralmente uma sopa ou caldo) e antes do prato principal.
      - Ah, e esqueça o tradicional arroz nos pratos. Os mexicanos muitas vezes usam as tortillas como base dos seus pratos. Às vezes quando o prato vem com arroz, eles inclusive misturam o arroz com o acompanhamento e colocam na tortilla. hahaha
      - Há diversos tipos de antojitos (classe do comidas dos tacos e quesadillas). Tive dificuldade para diferenciar um de outro algumas vezes, mas tranquilo, já que os próprios mexicanos quando questionados sobre as diferenças fazem confusão. hahahaha
       

       
      - Em relação à bebida, o preço da cerveja é mais ou menos o mesmo do Brasil (aqui é um pouco mais barato). Uma garrafa de 1,5 L de água custa geralmente entre $9 e $14. Refrigerante eu não lembro, mas dado o alto consumo mexicano (mais do que 6x a média mundial), acho que é bem barato.
      - Os mexicanos também são doidos por suco! Nas ruas geralmente há várias banquinhas de suco. Na  verdade, o suco lá geralmente é feito com fruta em infusão durante um bom tempo e se chama "agua (de sabor)". Já os sucos de pura fruta, sem adição de água, que são chamados de "jugo".
      - Outra coisa que os mexicanos amam é tamarindo. Há inclusive um preparo tipo uma calda muito popular à base de tamarindo e pimenta, chamado "chamoy", que eles usam em diversos alimentos. Os doces feitos com a fruta, especialmente os picantes, são deliciosos! 🤤
      - Paleta! Sim, o termo "paleta" não é invenção de empreendedor brasileiro. Os picolés mexicanos realmente se chamam "paletas". Os de fruta são deliciosos! Mesmo aqueles baratinhos de carrinhos de rua são super saborosos. Eu costumava curtir mais as paletas de fruta (especialmente as com pimenta) do que os sorvetes ("helado" se for à base de leite ou "nieve" se for à base de água). 
       

       
      Bem acho que é isso... segue aí uma listinha de coisas que comi ou bebi com um breve comentário:
      - Camote - doce de batata doce vendido em Puebla
      - Cemita - pão tipo "brioche" (desses com gergelim usados para sanduíches). Também é o nome do sanduíche em si, muito popular em Puebla, o qual leva carne de porco, queijo, abacate e pode levar pimenta. É bom, mas é só um sanduíche em torno do qual o povo local cria todo um "hype".
      - Chalupas: massa de milho frita recoberta depois com um molho e ingredientes a gosto. Parece com salbute. 
      - Chamoyada - raspadinha de gelo com pimenta
      - Chapulines - grilos
      - Chicatanas: formigas
      - Elotes e esquites - milho com limão, pimenta, maionese e queijo. Esquites é a versão com o milho no copo. Uma delícia!
      - Flor de calabaza - flor de abóbora refogada. É bem gostosa e geralmente é servida em tortillas. 
      - Gordita - tem a versão de nata, que é tipo um pãozinho doce feito à base de nata e que pode ser recheado com geleias, doce de leite ou nutella. Tem a versão salgada que é massa de milho frita e recheada. Ambos eu achei bem gostosos.
      - Habas - favas grandes salgadas, vende-se em lugares que tbm vendem amendoim
      - Huaraches e sopes: para mim são iguais, mas têm um formato diferente. Tortilla de milho, com feijão, alface e queijo. 
      - Huazontle - empanado recheado com queijo feito com uma folha fibrosa (o próprio huazontle) que se parece brócolis . Não curti muito! 
      - Huitlacoches - fungo que dá no agave. Uma delícia nas tortillas.
      - Memela: massa de milho frita coberta com feijão e molho verde ou vermelho. O que eu comi perto do Balneario Axocopan em Atlixco foi o antojito mais gostoso de toda a viagem.
      - Molletes - pão com queijo, tomate, alface, que lembra uma bruschetta.
      - Molote - tipo de antojito frito parecido com quesadilla. Gostoso!
      - Nopales - folha de palma mto negligenciada aqui no Brasil, mas super populares no México. São servidas em antojitos ou em pratos. Eu adoro!
      - Palanqueta - parecem barrinhas de cereais feitas com semente de amaranto. Eu acho gostosas.
      - Pan de espelon: tamal com feijão preto e lomitos (carne assada). Muitooo bom! Popular em Yucatan.
      - Panucho: taco com feijão colado frito em óleo de banha de porco. Leva em cima alface, tomate e abacate no caso do pedido sem carne de porco. Bem gostoso! Popular em Yucatan.
      - Papadzules: parecem panquecas recheadas com ovo duro e com molho de tomate por cima. Não curti muito! Popular em Yucatan.
      - Pipián - molho a base de semente de abóbora. Popular em Cuetzalan.
      - Polcanes: espécies de bolinhos de milho fritos recheados com carne de porco desfiada. Não curti! Popular em Yucatan.
      - Relleno negro: parece um caldo feito com carne de perú, com tomate, feijão adocicado, salsa e queijo. Sabor forte. Muito gostoso! Popular em Yucatan.
      - Salbute: parece o panucho, mas não se coloca o feijão na hora de fritar
      - Sopa de lima: sopa rala de frango, com tomate, cheiro verde e lima
      - Tamal chachacua: tamal feito enterrado em chão com pedras quentes, geralmente recheado com carne de porco e frango. Muito bom! Popular em Yucatan.
      - Tamal de macalun: com hoja santa, semente de abóbora. Muitooo, muito bom! Popular em Yucatan.
      - Tamal vaporcito: feito no vapor. Gostoso.Popular em Yucatan.
      - Tlacoyos de requesón - um dos antojitos mais gostosos que comi. São encontrados na Cidade do México.
      - Tlayuda - massa de milho verde frita com cobertura de feijão e outras coisas que são vendidas nas ruas de Cidade do México. Essa eu achei ruim. Já a tlayuda de Oaxaca são gostosas, parecem tortillas grandes dobradas e recheadas com feijão, alface, abacate, tomate e queijo (e carne).

      Frutas:
      - Huaya: frutinha verde que parece pitomba, também conhecida como mamomcillo
      - Mamey: fruta grande cujo sabor lembra um pouquinho o de mamão. Achei deliciosa
      - Nanche: murici
      - Tuna: fruta do cactus que eu não curti

      Bebidas:
      - Atole - bebida feita a base de milho; a de cacahuate (amendoim) é uma delícia
      - Pozol: é uma bebida de milho com cacao parecida com o tascalate. É gostosa, mas é enjoativa. Há também a versão branca, com coco, que não achei gostosa. Popular nos estados de Chiapas e encontrada também em Quintana Roo e Yucatan.
      - Pulque: bebida alcoolica meio azeda feita a partir da fermentação do agave. Eu gostei da versão com fruta.
      - Rusas: bebida de água gaseificada ou refri de limão ou sangria com limão, pimenta e sal. É uma delícia!
      - Tascalate é uma bebida de chocolate feita a partir de uma mistura de milho torrado, chocolate, pinhão moído, achiote, baunilha e açúcar. Bem gostosa, mas o gosto é forte e enjoativo. Popular em Chiapas.
      - Tepache: bebida fermentada geralmente de abacaxi
      - Yolixpa: bebida alcoólica indígena a base de 23 ervas vendida em Cuetzalan. Achei gostosa.
       
      ROTEIRO

      DIA 1) BRASÍLIA - CIDADE DO MÉXICO
      De antemão, já deixo registrado que a Cidade do México é incrível, com diversas atrações interessantes. Se possível reserve ao menos uma semana para curtir a cidade. Ah, e se liga em duas coisas importantes:
      a) muito atrativos da Cidade do México (e de outras cidades) são fechados na segunda-feira; e
      b) a entrada em muitos museus é gratuita aos domingos.
      Bem, agora vamos ao relato. Comecei bem a viagem: sendo parado na imigração. Deve ter sido pq a atendente na triagem inicial me fez uma pergunta em espanhol rapidamente e eu não entendi, para não dizer que tenho cara de gringo querendo migrar para os EUA ou de narcotraficante árabe (e olha que minha barba tava curta). 
      Fiquei um tempo aguardando e depois o funcionário que me atendeu fez uma chuva de perguntas: quanto tempo ia ficar, quanto dinheiro tinha, se já tinha viajado para outros países, qual meu emprego e salário, se tinha outro passaporte (estava com um novinho), se tinha visto pros EUA (perguntou duas vezes), quais minhas intenções no México, se conhecia alguém no país. Uma penca de perguntas.
      Acho que consegui me desvencilhar da encheção principalmente depois de mostrar o meu roteiro e a passagem de volta de Mérida a Cidade do México e depois para Brasília.
      Dicas para se dar bem na imigração: tenha seu passaporte antigo em mãos, passagem de volta impressa, tenha uma quantia considerável de dinheiro e se for empregado, leve o seu contracheque.
      Depois de uma hora e meia na migração, peguei minha mochila, fui ao terminal 1, troquei os meus dólares e euros (ver tópico câmbio mais acima) e peguei o metrô rumo ao hostel (relação das hospedagens ao final do relato). O metrô fica praticamente contíguo ao terminal 1, basta sair na porta mais à esquerda (olhando para a rua) e andar uns 200 m.
      Esse foi um dia basicamente de uma volta no Zócalo e conhecer a grandiosa catedral e de fazer o reconhecimento do centro histórico,  caminhando meio que sem propósito até chegar na Plaza Garibaldi (praça que reúne vários barzinho e onde se concentram vários grupos de mariachis). 
      O Zocálo citado por si só já é uma grande atração. É comum ver apresentações de grupos de dança mexica, jogo de pelota e nos finais de semana há uma movimentação louca de gente com vários vendedores e pessoas com trajes indígenas benzendo e defumando quem tiver interesse.




       
      DIA 2) CIDADE DO MÉXICO
      Dia de caminhar para caramba (bem uns 17 km)! Primeiro fui de metrô até a Universidade Nacional do México - UNAM, onde visitei primeiramente o Museo Universitário de Arte Contemporáneo. Lá estava rolando uma exposição do Ai Weiwei, que fazia um paralelo entre a destruição de patrimônio histórico chinês e o assassinato em massa de estudantes mexicanos em Iguala em 2014 promovido por cartéis em parceria com forças paramilitares e polícias. Pesado! 
      Em seguida peguei um ônibus gratuito interno no campus com destino à Reitoria e à Biblioteca (com direito a pulinho no MUCA - Museo Universitario de Ciencia y Arte...vale a pena se tiver com tempo sobrando). Depois segui caminhando até o Museo Soumaya Plaza Loreto. Após a visita segui até o Museo El Carmen, passando no caminho pelo Mercado Melchor Musquiz (recomendo demais todo esse trajeto a pé).
      Depois iniciei o que seria um trajeto super agradável pela região de Coyoacán, com belas ruas e praças. Primeiro fui ao parque Viveros (dispensável no roteiro), passando pela charmosa Fonoteca Nacional, e segui até a movimentada e agradável praça da Igreja San Juan Baptista (adorei o clima desta parte da Cidade do México e recomendo demais ir no final da tarde!). Por fim, fui no ótimo Museu Nacional de Culturas Populares e dei um rolê no bairro caminhando até a entrada do Museu da Frida. Nesta última parte do trajeto, há várias barraquinhas de comida para matar a fome.
       

       
      - Museu Universitário de Arte Contemporáneo: museu com excelente estrutura com exposições temporárias interessante (como a do Ai Weiwei). Entrada $40 - quinta-feira a sábado e $20 quarta e domingo. Segunda e terça não abre.


       
      - Reitoria e Biblioteca da UNAM: possuem lindos e grandiosos painéis dedicados à cultura mexicana. São tantas informações nestes painéis que há algumas visitas guiadas para apresentá-los. 


       
      - Museo Soumaya Plaza Loreto: (atenção que já mais de um Soumaya!) o museu está inserido em um complexo com diversos restaurantes e em que frequentemente há apresentações de música e feiras temáticas. O museu em si têm uma coleção de peças artísticas de calendário, exposição sobre 100 anos da Constituição mexicana, pinturas do séc XVII e XIX e alguns artefatos da história da fotografia no país. Particularmente, achei legalzinho, mas acho que é dispensável. Entrada gratuita.
       
      - Museo El Carmen: antigo convento que abriga algumas múmias. Visita interessante! Entrada $60.


       
      - Fonoteca Nacional: local charmoso e agradável para quem está de bobeira, com tempo de sobra. Entrada gratuita.

      - Museu Nacional de Culturas Populares: grande museu com boa coleção e ótimas exposições temporárias. Curti demais!


       
      DIA 3) CIDADE DO MÉXICO
      Dia de rolê por atrações no Centro Histórico.
      - Templo Mayor: o coração da sociedade mexica (erroneamente chamada de "asteca") de Tenochtitlan, que continha em seu centro uma grande pirâmide de mais de 40 m de altura dedicada às cerimônias com sacrifícios humanos. A visita ao Templo Mayor contempla um museu incrível com diversos artefatos mexicas. Entrada $75.

       
      - Palácio Nacional: com belo interior e 10 painéis de Diego Rivera. Vale a pena fazer a visita guiada passando pelos painéis. Entrada gratuita

       
      - Museu Nacional de Arte do México: belo prédio com uma grande coleção de artistas dos séculos XVIII e XIV (para mim, é o tipo de arte que depois de uma tempo cansa, mas vale a pena a visita). Entrada $60.
       

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      - Torre Latinoamericana: na década de 50 esteve entre um dos 50 prédios mais altos do mundo. Tem uma incrível vista panorâmica e um museu legalzinho com a história de algumas estátuas espalhadas na cidade. Entrada $110 (cara demais!)
       
      DIA 4) CIDADE DO MÉXICO
      Mais um dia de rolê na parte central da Cidade do México. Segue abaixo a relação dos locais visitados e como não teria mais tempo depois para conhecer outros atrativos nessa parte central, fica o registro de ainda faltou conhecer a Secretaria de Educação, que tem vários painéis de Diego Rivera; o grandioso Museo Memoria y Tolerância; Museu de la Ciudad de Mexico, Museo de Las Culturas e vários outros museus na região.
      - Palácio Postal: do ladinho do Museu de Bellas Artes. Acaba passando batido na visita de muita gente, mas é um prédio com um interior maravilhoso.

       
      - Museu de Bellas Artes: incrível tanto por fora pela sua grandiosidade arquitetônica quanto por dentro, com exposições temporárias maravilhosas e os painéis de Diego Rivera, Rufino Tamayo, David Alfaro Siqueiros, e José Clemente Orozco. Entrada $70.


       
      - Museu Painel Diego Rivera: abriga um grande painel do artista, com placas informativas sobre o que representa cada figura exposta. Entrada $35.

      VID_20190505_135126.mp4  
      - Teatro de la Ciudad Esperanza Iris: teatro lindo em que eu pude ver uma bela apresentação de marimbas do Mario Nadayapa Quartet e convidados (a quarta postagem no Instagram é sobre este rolê especial).

       
      DIA 5) CIDADE DO MÉXICO/TEOTIHUACÁN
      Dia longo iniciado dividido em três partes: 1) visita a Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas e em seguida caminhada pelo interessante bairro onde se situa o sítio até a estação de metrô Tlatelolco; 2) deslocamento até Teotihuacán e visita de todo o sítio arqueológico; e 3) retorno à Cidade do México com visita à Biblioteca Vasconcelos, Kiosko Morisco e uma cervejinha artesanal boa no barzinho Estanquillo El 32.
      Parte 1)
      Tlatelolco/Praça de las Tres Culturas: Tlatelolco foi um importante centro da civilização mexica, onde se desenvolveu um rico comércio e relações de intercâmbio com Tenochtitlan. Atualmente assim como o Templo Mayor, possui apenas vestígios, como corredores e bases das pirâmides, que testemunharam a destruição espanhola, aqui representada pelo convento franciscano (erguido em 1537) e Templo de Santiago Apostol (1609). A terceira cultura representada seria a do México contemporâneo, com construções como a da Secretaria de Relações Exteriores, que atualmente abriga um museu em memória aos estudantes que foram massacrados pelo Estado mexicano na praça durante uma manifestação em 1968 (até hoje não se sabe o número exato de mortos, girando entre 300 e 400).


       
      Parte 2)
      Teotihuacán: destino básico em qualquer viagem à Cidade do México. Fica a aproximadamente 1h30 de ônibus da Cidade do México, mais exatamente da estação de ônibus Autobuses del Norte. Não há a menor necessidade de ir em tour para esse sítio arqueológico. Basta pegar um metrô até a referida estação e depois comprar a passagem na loja da empresa Teotihuacán, que fica no final do lado esquerdo . A passagem custa $104 pesos ida e volta e ônibus sai a cada meia hora mais ou menos.
      Teotihuacán começou a ser desenvolvida aproximadamente a 200 a.C. Teve o seu apogeu entre os séculos II e VI, chegando a ter aproximadamente 175 mil habitantes. Depois entrou em declínio e por volta de 750, a sua estrutura social já havia sido extinta. 
      O nome Teotihuacán na verdade foi dado pelos mexicas, séculos depois do seu declínio. Ainda não se sabe qual o nome original da civilização, que construiu o complexo de pirâmides, entre as quais se destacam a enorme Piramide del Sol, com 65 m de altura, e a Piramide de la Luna, geralmente visitadas por todas as pessoas. Porém o Templo Quetzacoatl, situado no sentido oposto da Piramide de la Luna na desembocadura na Calzada de los Muertos, também é uma visita fundamental pela sua riqueza arquitetônica (foto abaixo com esculturas nas pirâmides).
      Dica para conhecer bem o sítio: recomendo ir com pelo menos 3h livres para fazer todo o trajeto. Leve muita água, chapéu e não economize no protetor solar porque o sol lá é de rachar. E por último: as lojinhas de lá vendem coisas mais ou menos pelo mesmo preço de mercados da Cidade do México.
       



      Parte 3)
      - Biblioteca Vasconcelos, uma biblioteca pública em que qualquer pessoa, inclusive estrangeiros, pode pegar livros emprestados para consulta local e pessoas registradas podem fazer empréstimos por 21 dias. A biblioteca é enorme e sua arquitetura é arrojada. Foi criada em 2006, conta com mais de 575 mil livros e é uma das mais frequentadas da América Latina.
      - Kiosko Morisco, que fica no agradável e charmoso bairro de Santa Maria de la Ribera. É uma construção bem bonita em ferro e madeira desmontável, que foi criada em 1884 para uma exposição internacional em New Orleans. O Kiosko fica bastante cheio no final da tarde, quando muitas pessoas o frequentam para dançar, praticar atividade física ou relaxar.
      O caminho da estação de metrô até a biblioteca pela rua Mosqueta é um atrativo à parte com os seus prédios grafitados.
      E quem curte cerveja artesanal, recomendo ir num barzinho que se chama Estanquillo El 32, que fica perto do Kiosko. Super recomendo pelo atendimento (troquei várias ideias com o dono), pelo ambiente acolhedor e pela diversidade de cervejas!
       


       
      DIA 6) CIDADE DO MÉXICO
      Dia de rolê em Chapultepec. A região é meio que um grande parque e reúne algumas das melhores atrações da Cidade do México, entre elas a mais incrível para mim: o Museu de Antropologia.
      Se vc estiver hospedado perto do Zócalo, vale a pena ir caminhando pelo Paseo de la Reforma até a região, curtindo os prédios modernos ao longo da avenida.

       
      Seguem os atrativos visitados:
      - Museu de Antropologia: puta que pariu que museu sinistro! O museu mais incrível que já visitei na vida. Logo na entrada, vc dá de cara com um guarda-chuva lindo (foto 4),mas, apesar da arquitetura imponente, o grande destaque está na sua coleção distribuída ao longo de 53 salas. Diversos artefatos de diferentes culturas pré-hispânicas com destaque para o calendário asteca, que na verdade não é um calendário e é melhor chamar aquele povo de "mexica". Toda essa coleção se encontra no térreo e nas salas no subsolo. Há ainda um primeiro andar dedicado aos povos indígenas atuais. Eu cheguei às 16h30, peguei a explicação da guia do museu e acabou que tive só 1h30 para percorrer tudo por conta própria. Claro que faltou um monte de coisas e o primeiro andar eu basicamente ignorei por falta de tempo. Dá para ficar um dia todo facilmente no museu. Entrada 10h às 19h, $75.


       
      - Castelo/Museu Nacional de História: um belo castelo, construído entre os anos 1778 a 1788. Tem uma coleção sobre a história da Nova Espanha e muitos quartos abertos para visitação, além de um belo jardim e uma vista incrível do Paseo de la Reforma. Entrada 9h às 17h, $75.


       
      - Museu de Arte Moderna: ótimo museu com esculturas na parte externa e três alas internas, uma dedicada a uma exposição temporária, outro para artistas modernos e a última dedicada aos grandes nomes da arte do México, como María Izquierdo, Orozco, Diego Rivera, Frida e outros. Tem visita guiada às 12h e 13h. Vale muito a pena! Entrada de 10h às 17h, $75.
       



       
      Muitas coisas?! Pois é, ainda faltou conhecer na área: Museu de História Natural, Museu Tamayo e quatro centro culturais.
      E depois de tudo isso ainda curti uma luta-livre à noite no Arena México. A arena tem uma putaaa estrutura e eu achei massa a experiência de assistir à luta. Para mim é basicamente mim é uma dança acrobática, muito bem ensaiada de caras fortes (espero que os fãs do esporte não leiam isso hahaha). Os mexicanos deliram com as lutas, tanto que são até transmitidas na TV para o grande público.
      Confira os ingressos em site de venda, pois eu acho que sai mais em conta do que pagar na hora. A cadeira que peguei custou $140 na hora (era a segunda categoria mais barata).

       
       
      DIA 7) CIDADE DO MÉXICO/TEPOTZOTLAN
      A cidade é um pueblo mágico com várias construções antigas em cor ocre e vermelho. Fica a quase 40 km da estação de metrô Autobuses del Norte na Cidade do México.
      Para chegar lá é fácil: pegue um metrô até a referida estação e depois pegue um ônibus (camion) da empresa Autora na plataforma (andén) D lado norte. Acho que saí a cada 30 min . Apesar da cidade ser próxima, as condições de trânsito fazem com que a viagem dure mais de 1h. Passagem: $20
      O ônibus vai te deixar bem no centro da cidade. Ali está a sua maior atração: o Museu del Virreinato. Logo mais eu falarei dele. Antes vou explicar o que é um pueblo mágico, já que isso aparecerá várias vezes por aqui.


       
      Pueblo mágico é uma cidade credenciada pela Secretaria de Turismo, que oferece aos visitantes uma experiência mágica, devido ao seu folclore, culinária, patrimônio arquitetônico e artístico, relevância histórica e hospitalidade. Atualmente são 83 pueblos mágicos registrados no país. Dito isso, vamos às atrações:
      - Arcos del Sítio (Acuedutos de Xalpa): a 30 km do centro da cidade fica o incrível aqueduto formado por um conjunto de arcos 43 arcos, 61 m de altura e 438 m de comprimento que teve sua construção iniciada no séc XVII e finalizado apenas em 1854. Foi considerada a maior obra do tipo na época.
      É possível ir de táxi ($150 a 250) ou ônibus ($16). Optei por esta opção. Vi em fóruns que só havia uma opção de ônibus até lá, o com destino a San José Piedra Gorda, com apenas 3 horários de saída ( 8h, 12h, 16h). Lá descobri que havia outra opção com destino a Cabanas Dolores, mas com parada mais longe (20 min de caminhada). Acabou que eu peguei o San José já às 13h. Demorou 1h para chegar lá por conta da estrada. Chegando perguntei ao motorista quando haveria um para voltar e ele me disse que em 40 min. Me programei para voltar neste tempo, para não correr riscos.

      - Museu del Virreinato: caramba, que museu em um dos complexos religiosos mais incríveis que já visitei na minha vida. Abrange o antigo Colégio Franciscano San Francisco Javier, com construção iniciada em 1580, e a incrível igreja anexa. Considere 2h pelo menos para a visita porque são várias salas com esculturas, pinturas e fachadas de tirar o folego. 
       


       
      Por fim, recomendo almoço no mercado perto da praça central.
       
      DIA EL TAJÍN E PAPANTLA
      Esse foi um dia de rolezão enorme. Primeiro acordar cedinho para estar no metrô às 5h e tentar pegar o ônibus com destino a Poza Rica de 6h para uma viagenzinha de 5h de duração. Depois pegar outro ônibus até El Tajín (40 min).
      El Tajín é um sítio arqueológico que tem como pirâmide de maior destaque a Pirâmide dos Nichos. Acredita-se que começou a ser construída no século I e que foi ocupada até o século XIII, tendo seu apogeu entre os anos 800 e 1100. Foi a capital do povo totonaca. Possui um grande número de campos para o jogo da pelota, 17 no total. Acredita-se que tinham importante função na estabilidade social.
      A entrada custa $75 e o passeio completo pelo complexo Duran entre 1h30 e 2h. Na frente do sítio tem uma apresentação da Danza de los Voladores (vídeo), que surgiu na região como uma cerimônia relacionada no início da primavera para garantir uma boa colheita. Consiste em uma marcha dos dançarinos até o mastro, depois uma série de movimentos em torno dele ao som de flauta e tambor e depois sobem e fazem mais uns movimentos antes de se arremessaram para executar 13 voltas em torno do mastro.
      Eu peguei só um pedacinho da apresentação, que tem cerca de 25 min de duração total, mas não liguei muito para isso, pois depois veria a apresentação em Papantla, onde se localiza o maior mastro para a dança do México (37m de altura).
       
       



      Fui para Papantla em um táxi coletivo ($20). A cidade tem um centro movimentado no qual se destaca a sua igreja e ao fundo o Momento al Volador. Acabou que eu não consegui assistir à dança porque aconteceria apenas às 17h e eu tinha que pegar um táxi coletivo a Poza Rica e em seguida um ônibus às 18h com destino a Pachuca, onde me hospedaria para visitar Huasca de Ocampo e Mineral del Monte.

       
      Nesta viagem a Pachuca, tive uma grata surpresa com a bela paisagem montanhosa ao longo do caminho.
       
      DIA 9) HUASCA DE OCAMPO E MINERAL DEL MONTE
      Huasca de Ocampo e Real del Monte (ou Mineral del Monte) são dois charmosos pueblos mágicos próximos de Pachuca, uma cidade de porte médio no estado de Hidalgo a aproximadamente 90 km da cidade do México.
      Para chegar em ambas as cidades, basta pegar uma van em Pachuca no mercado Benito Juarez. Fui primeiro a Huasca (50 min de viagem e passagem a $29). Ao chegar na última parada (Hacienda San Miguel Regla), eu e outras duas passageiras negociamos com o motorista para nos deixar nas Prismas Basalticas por $20 a mais.
      As Primas são consideradas uma das 13 maravilhas naturais do México. É um conjunto de colunas de basalto com até 40 m formadas pelo resfriamento da lava vulcânica em contato com a água. Realmente a formação em si é fantástica, mas PQP quantas intervenções artificiais no local! Restaurante na beira do leito do rio, leito pavimentado até a cascata e o pior: a própria cascata é formada por água canalizada! Difícil de saber como ela era no passado. Tudo isso acaba tirando em muito a sua beleza. 
      Beta para não pagar absurdos $100 de entrada nas Prismas: caminhe pela calçada na rua lateral aos Prismas. Uma hora o muro vai ficar mais baixo e vai ter uma janela onde se pode observar as cachoeiras. O único problema é que assim vc não terá a vista da Hacienda Santa Maria Regla de cima como na foto abaixo.
       

       
      A 600 m das Primas, está a Hacienda Santa María Regla, para mim o ponto alto de Huasca. A Hacienda, que atualmente é um hotel, no século XVIII foi dedicada ao beneficiamento de ouro e prata e foi um das haciendas mais imponentes do mundo. É um lugar incrível, com um bela capela e uma série de túneis, salões e quartos que serviram para diferentes propósitos no passado. Conta ainda com uma bela cachoeira formada pela desembocadura do mesmo rio que forma as Prismas Basálticas. Reserve pelo menos 2h para percorrer todos os seus túneis e ir até a cachoeira. Entrada $85. Acho que vale a pena contratar um guia (não fiz isso e fiquei muito perdido).




       
      Outro local destaque é a Hacienda San Miguel Regla. Assim como a anterior, hoje tbm é um hotel. Já está bastante descaracterizada, mas a visita ainda vale pela bela estrutura na orla do lago. Entrada $50, passeio de 50 min.
       



      Depois de conhecer esses locais, fui curtir o centro de Huasca. Em seguida peguei uma van até Real del Monte.
      Real del Monte é uma cidadezinha simpática, muito visitada por turistas mexicanos. Tem um centrinho legal e muitas lanchonetes de pastes (espécie de pastel de forno delicioso). Recomendo não deixar de comê-los na visita à cidade. Recomendo também conhecer a Cerveceria La Viscaina e tomar um dos seus chopps artesanais e trocar uma boa ideia com o seu dono super gente boa. 
      Pude conferir que há van de volta de Mineral a Pachuca pelo menos até 21h (passagem a $11,50). 



       
       
      DIA 10) BERNAL E QUERÉTARO
      Cheguei na rodoviária de Querétaro e já fui direto a Bernal. Para ir ao pueblo, basta pegar ônibus da Coordenados no edifício B da rodoviária (preço $49) com saída a toda hora. Na volta, o ônibus sai de hora em hora com último às 18h ($51).
      O pueblo mágico de Bernal é bem bonitinho e tem como sua maior atração a Peña de Bernal, um monolito de 433 m de altura, um dos mais altos do mundo, considerado uma das 13 maravilhas naturais do México (mais uma!). É possível subir até próximo do topo da Peña, sem equipamentos de escalada. A subida é um pouco cansativa e inclinada em algumas partes, tendo uma duração de 40 min a 1 hora.
      Depois de conhecer Bernal, retornei a Querétaro (detalhes da cidade no próximo tópico).
       


       
      DIA 11) QUERÉTARO
      Querétaro (Santiago de Querétaro) é a capital do estado de mesmo nome. É uma cidade de médio porte (mais de 700 mil habitantes), localizada a 180 km da Cidade do México. Possui um centro histórico lindo e vibrante (pelo menos nos finais de semana), que foi decretado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1996.
      Os melhores rolês na cidade são:
      a) andar pelas suas ruas, algumas delas exclusivas para pedestres, apreciando as fachadas dos edifícios e as belas praças;
      b) entrar em cada uma das suas igrejas, com destaque para o templo de Santa Rosa de Viterbo e Templo de la Merced, o qual se destaca pelo seu belo interior; e
      c) ir até o mirador do aqueduto para apreciar essa grande obra arquitetônica.
      Fui tbm em três museus na cidade. O primeiro deles, o MACØ (Museu de Arte Contemporânea), tem uma coleção legal que eu curti bastante (entrada gratuita). O segundo foi a Casa de la Zacatecana, que é simples, mas é legal para ver como eram as casas da elite do século XVIII (entrada $45). O terceiro foi o Museo Regional de Querétaro, que eu esperava mais da sua coleção, mas é interessante pela sua arquitetura, com pátios com fontes e chafarizes, e pelo seu histórico de ocupações com diferentes propósitos (entrada $60).
       




       
      DIA 12) JALPAN E XILITLA
      Dia de sair de Querétaro e ir até Ciudad Valles, passando por Jalpan e Xilita.
      Primeiro peguei um ônibus econômico da empresa Vencedor até Jalpan ($270, enquanto nas outras empresas era $400). O caminho é feito por estradas sinuosas, passando por barrancos profundos e paisagens da Sierra Gorda de tirar o fôlego. Jalpan, seria a princípio apenas um local de passagem, mas depois de ver uma bela reprodução da fachada da sua igreja, Misión de Jalpan, no Museu Regional de Querétaro, me deu uma grande vontade de conhecê-la.
      A igreja, construída por franciscanos entre os anos 1751 e 1758, realmente tem uma fachada barroca linda em que está representada a busca pela fé. O seu interior ao contrário é bastante simples. Para conhecê-la, desça do ônibus na parada perto do centro.

      Depois da igreja, peguei um táxi colectivo até o terminal, onde peguei um ônibus da Vencedor até Xilitla (2h de viagem). A cidade marca o início das minhas andanças pela Huasteca Potosina, uma região com várias cachoeiras lindas, dolinas profundas e cavernas. O meu interesse na cidade era apenas conhecer o Castelo Surrealista de Edward James (Las Pozas), um lugar com umas esculturas surreais (óbvio!) imersas na mata, escadas sem fim e ainda uma cachoeira lindíssima.
      Edward era poeta, artista plástico e foi mecenas de Salvador Dali e René Magritte. Conheceu Xilitla em 1945 e a partir de 1947 começou a criar orquídeas na propriedade que adquiriu. Depois de uma forte geada, em que perdeu toda sua plantação, decidiu começar a construir o castelo em 1962. Em 1984, ele faleceu, deixando a obra inconclusa.
      O Castelo é interessante, mas vou ser sincero que não correspondeu às minhas expectativas. Fiquei muito incomodado com as faixas coloridas bloqueando acesso, com os funcionários de colete no meio das esculturas e também fiquei um pouco frustrado com muitas  das esculturas em si e com o excesso de pavimentação na parte mais natural. Acabei gostando mais da cachoeira do que das esculturas em si.
      O valor de entrada é $100 e o passeio dura pelo menos 1h40.
       

      Por fim, peguei um ônibus até Ciudad Valles ($143, 2h de viagem), a cidade que serviria de base para os meus passeio pela Huasteca Potosina.
       
      DIA 13) HUASTECA POTOSINA
      A Huasteca Potosina é a parte da região da Huasteca no estado de San Luis Potosí. Abrange 20 municípios. Já citei ela aqui quando falei do Castelo Surrealista. É uma região cheia de cachoeiras, cavernas, nascentes de rios de águas cristalinas e sótanos (dolinas - buracos profundos formados com o colapso da parte superficial do relevo).
      A melhor forma de conhecer a Huasteca Potosina é com carro próprio, pulando de cidade em cidade. Caso não possa alugar um, o melhor é se hospedar em Ciudad Valles e usar a cidade como base de apoio para os passeios. Muitos deles podem ser feitos sem agência. Como é o caso de todos abaixo, exceto Minas Viejas.
      No primeiro dia fui para o município de Tamasopo de ônibus ($128 ida e volta com a empresa Vencedor, 1h30 de viagem), onde conheci Puente de Dios e Cascadas de Tamasopo. Puente de Dios tem um poço lindo no qual desembocam cachoeiras e uma pequena gruta de água azul-turquesa. Para chegar lá, o táxi cobra $70 ou pode-se tentar uma carona.

       
      Já as Cascadas Tamasopo são duas cachoeiras: uma com uma grande parede e várias quedas d'água e outra mais simples, mas com um belo poço onde rola de fazer pêndulo ou saltar de trampolins. São bem bonitas e de fácil acesso a partir da cidade, mas tem uma intervenção humana pesada, com muita pavimentação, barragens e piscinas artificiais.

       

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      DIA 14) HUASTECA POTOSINA
      Dia de conhecer conhecer Minas Viejas e Cascada El Meco de carona com amigos que fiz no hostel. Minas Viejas é bem afastada e não sei como seria o acesso por conta própria. É um complexo lindão de cachoeiras com bons poços para tomar banho. 
       

      Já El Meco é uma cachoeira enorme, maravilhosa (!!!), em cidade (El Naranjo) acessível por transporte coletivo. No local há três opções de passeio: um de lancha até a base da cachoeira, outro que envolve saltar as cachoeiras acima do El Meco e outra que é um trekking até El Salto (um conjunto de poços acima no rio). Acabei optando pelos saltos de cachoeira, que foi bem legal e bonito, mas talvez eu recomendaria mais o passeio de lancha.
      Atenção: o último ônibus da cidade volta às 19h para Ciudad Valles. Acabei o perdendo, mas por sorte encontrei com duas amigas que conheci no dia anterior em Tamasopo e pude aproveitar uma carona de volta.


       
      DIA 15) HUASTECA POTOSINA E LAGUNA DE LA MEDIA LUNA
      No período da manhã, fui na Cascada de Los Micos, que fica pertinho de Ciudad Valles e é possível ir de táxi coletivo até lá ($30). Tem uma entrada paga, mas não é preciso desembolsar nada para conhecê-la. Basta descer por umas escadas que ficam no estacionamento onde o táxi te deixará e que cruzar a pista por baixo. Ao descer, vc verá a sequência de cachoeiras a partir de baixo. Depois volte pra pista e ande cerca de 700m até uma pequena central hidrelétrica. Logo depois da sua entrada de acesso, há umas escadas em que vc poderá descer e curtir a paisagem lindona mostrada em fotos abaixo. Foi um lugar que eu curti demais por ser mais natural e sem muitas intervenções como nos demais.


      Depois de curtir a Huasteca, peguei um ônibus até Rio Verde. O meu objetivo era conhecer a Laguna de la Media Luna, a cerca de 14 km da cidade. Para chegar lá, peguei um táxi colectivo até El Refugio ($14) e depois fui caminhando pela estrada rumo ao atrativo, pedindo caronas. Acabei andando bastante, mas consegui caronas em dois trechos, que me auxiliaram bastante a chegar no destino antes do anoitecer.
      A Laguna é bonita e tem uma série de canais onde se pode tomar banho em uma água de temperatura agradável. Porém a ocupação é muito intensa. Fui numa quinta e tinham muitas famílias acampando e fazendo churrasco lá, o que por um lado é legal pq mostra que os mexicanos curtem esses programas, mas por outro lado é ruim, pois significa lugares cheios. Passei a noite lá, acampado em uma barraca que aluguei no local ($170 com colchão). A infraestrutura de banheiros não é das melhores, com apenas uma pia, e vi apenas um local para lavar louça (disponibilidade de água potável e para este tipo de atividade é um ponto negativo no México de forma geral).




      DIA 16) ESTACIÓN DE CATORCE
      Curti parte da manhã no laguna e depois fui para estrada para tentar um carona com destino a estação de ônibus de Rio Verde para seguir até os meus próximos destinos: San Luis de Potosí e Real de Catorce. Acabou que consegui uma carona super rápido e ainda com direito a ganhar de presente uma garrafa de mezcal...os mexicanos são hospitaleiros demais! 
      Chegando no terminal de Rio Verde, comprei a primeira passagem a San Luis de Potosí. Depois de de 2 h de viagem, ao chegar na rodoviária de San Luis, verifiquei se ainda era possível comprar passagem de ônibus para Matehuala, chegando a tempo para um conexão a Real de Catorce, mas não era mais possível. Com isso, comprei uma passagem a Estación de Catorce, cidade mais próxima de Real de Catorce, na esperança de ainda conseguir transporte até este destino nesse dia. Porém, chegando a Estación, descobri que há transporte regular - feito em Jeep Willys - entre as duas cidades apenas cedo pela manhã, a depender de demanda.
      Estación de Catorce é um pueblo  no meio do deserto e assim como Real de Catorce, fazia parte da  lucrativa rota de extração de prata que floresceu na região no séc XVIII. A cidade tem uma cara de "parada no tempo" e é uma interessante base de apoio para depois de se conhecer Real de Catorce.

       
      DIA 17) REAL DE CATORCE
      Real de Catorce é um pueblo mágico no meio do deserto a 250 km ao norte da cidade de San Luis Potosí. Tem aproximadamente 1000 habitantes regulares e tem atraído turistas pelas suas construções de pedras, por uma certa áurea e mística e pela disponibilidade nos arredores de peyote (cactus com substâncias psicoativas, ou melhor dizendo, alucinógenas hehehe).
      Conforme citei no tópico anterior, para chegar ao pueblo em transporte coletivo há 2 opções: uma indo por Matehuala (aprox. $410 no total) e outra indo para cidade de Estación 14 ($270) e depois seguindo em um Jeep Willys até Real de Catorce ($50-80).  Eu acabei não tendo que usar o Jeep, pois consegui carona com uma galera muito massaaa que estava de passagem por Estación Catorce, indo comemorar o aniversário de um deles em Real.
      Eu curti demais toda a experiência de conhecer Real de Catorce. Primeiro porque a ida de Estación até lá passa por paisagens desérticas lindas. Segundo porque a experiência de entrar na cidade por si só já é massa, pois envolve a passagem por um túnel antigo por onde passava o trem que escorria a prata da região. Terceiro porque a cidade tem meio que um clima de cidade fantasma.
       





       
      DIA 18) SAN LUIS POTOSÍ
      Depois de conhecer Real de Catorce, voltei a San Luis Potosí. A cidade é legalzinha, mas não tem muitos atrativos. Tem uma praça bonita onde está a Catedral; o Museu das Máscaras, que é legal, mas não tem nada de mais; e tem uma atração que por si só já vale a ida a cidade: o incrível Centro de las Artes com o Museo Leonora Carrington.
      O centro parece um castelo. No passado foi uma penitenciária, onde foram aprisionados inclusive alguns ilustres presos políticos. Hoje o lugar é um espaço cultural que, além de abrigar o Museo Leonora Carrington, também abriga teatro, espaço de dança e outras exposições artísticas.
      Leonora foi uma importante artista surrealista e se relacionou com importantes nomes do movimento, como Max Ernst, Remedios Varo, André Breton e Luis Buñuel. Ela pintou muitos quadros e escreveu livros. Apenas nos anos 2000, nos seus últimos 10 anos de vida que se dedicou às esculturas.
       

       
      DIA 19) GUANAJUATO
      Guanajuato é uma cidade a 195 km San Luis Potosí e 360 km da Cidade do México. É uma cidade linda, colorida, construída ao longo de uma serra. O melhor a se fazer na cidade é percorrer o seu centro histórico, meio que sem preocupações, apreciando os seus edifícios e cada detalhe das suas vívidas ruas estreitas.
      A cidade possui belas igrejas, de arquitetura impactante, como a Iglesia de San Diego e o Templo de la Compañia de Jesus. Possui ainda alguns museus que devem ser interessantes, mas eu infelizmente estava na cidade na segunda-feira,o  "Dia Nacional dos Museus Fechados no México", e só pude conhecer o Museo de las Momias e as exposições da Universidade de Guanajuato.
      Não recomendo ir no Museo de las Momias. O preço de entrada é caro ($100), a coleção não é lá das mais interessantes (as múmias são do século XX!) e há poucas informações disponíveis para os visitantes. O maior atrativo no local é a múmia de um recém-nascido, que morreu junto com a mãe durante uma cesária (macabro!).
      O museu da universidade é gratuito e tinha uma exposição linda de uma fotógrafa chamada Florecen Leyret. Valeu muito a visita!
      Um outro lugar interessante na cidade é o Funicular, de onde se tem a vista da primeira foto.
      E uma curiosidade: embaixo da cidade tem um sistema de túneis sinistro 🦇, onde há estacionamentos pagos e por onde circulam inclusive ônibus de linhas regulares. Eu e meu amigo Luca, que estava dirigindo a van em que fui de carona, nos perdemos algumas vezes nesses túneis.





       
      DIA 20) SAN MIGUEL DE ALLENDE
      San Miguel de Allende é uma bela cidade no estado de Guanajuato, considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, com casas de cor ocre, vermelho e amarelo (as cores lembram bastante as de Tepotzotlan).
      A cidade possui a maravilhosa Parroquia de San Miguel Arcángel, que teve a sua construção nos moldes atuais iniciada no ano de 1685, e algumas outras belas igrejas dos séculos XVII e XVIII, como o Templo del Oratorio de San Felipe Neri e Templo de la Purísima Concepción.

      Uma outra atração interessante na cidade é o Museo La Esquina (del Juguete Popular Mexicano) (entrada $50). É um museu de brinquedos que se iniciou a partir de uma coleção particular. Atualmente o museu realiza um concurso anual de brinquedos artesanais. Os premiados são gratificados e depois passam a compor a coleção em exposição. Vou ser sincero que não tinha muitas expectativas para este museu (caretismo puro meu!), mas fui surpreendido. Muitos brinquedos são verdadeiras obras de arte!
      Também fui no Museu Casa de Allende (entrada $55), que foi a casa de Ignácio de Allende, um dos primeiros revolucionários da independência mexicana. Foi bom para saber um pouco da história mexicana, mas vou falar que o museu é bem simples e a visita não vale a pena para nós gringos.
      Nos arredores de San Miguel há também algumas atrações interessantes, como a Galeria Jimmy Ray, a Galeria Atotonilco e a Zona Arqueológica Cañada de la Virgen. Infelizmente não tive tempo para conhecê-las.



       
       
      DIA 21 E 22) PUEBLA
      Depois de curtir Guanajuato e San Miguel de Allende, o meu destino estava em outro estado, o primeiro ao sul da Cidade do México: Puebla, no estado de mesmo nome. Para chegar na cidade, eu peguei dois Bla Bla Car. O primeiro de San Miguel Allende a Querétaro em carro ($50) e o segundo de Querétaro a Puebla ($250) em ônibus.
      Puebla em si não é uma cidade muito bonita, comparada com outras por onde passei no México. Porém tem um atrativo super curioso - Cuexcomate, o menor vulcão do mundo (detalhe: é possível descer em seu interior por $12,50) (foto 1 e 2) - e tem ainda outros quatro atrativos incríveis sobre os quais falarei abaixo.

      - Catedral de Puebla: um pouco parecida com a catedral da Cidade do México, porém achei o seu interior ainda mais bonito 

      - Capilla del Rosario: construída entre 1650 e 1690, é um anexo do Templo de San Domingo e é um dos maiores marcos do barroco novo-hispânico. Maravilhosa demais!

      - Museo Amparo: grande museu com uma boa coleção de artes pré-hispânicas, com ambientes virrenais bem decorados e uma exposição de arte contemporânea muito boa!

      - Museu Internacional del Barroco. Um museu enorme com uma arquitetura super moderna, com muitos recursos multimídias e com uma boa coleção artística. Ainda dei sorte de ter duas coleções temporárias ótimas em exposição: uma de obras do Rembrandt e outra de bordados de Carlos Arias. Esse museu é demais!


       
      Fui ainda em várias igrejas, no Paseo de los Gigantes (parque com miniaturas de prédios icônicos do mundo) e andei nas ruas das Artes, dos Doces e aleatoriamente por várias outras ruas da cidade. Conheci muitos lugares, mas ainda faltou conhecer o parque em que está inserido o Forte Loreto, que parece ser uma região bem bacana da cidade.

      Para comer, recomendo ir no Mercado de Sabores, onde há várias opções de bancas com comida regional, incluindo o famoso sanduíche "cemita".
       
      DIA 23) CHOLULA
      Cholula é um pueblo mágico, que fica coladinho em Puebla, 10 km de distância. É um pueblo com um belo centro, onde se destaca o grande convento de San Gabriel Arcángel. Porém os destaques de Cholula não estão bem no centro da cidade. Dois deles estão bem próximos - Pirâmide de Tepanapa e Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios - e outros dois - Templo San Francisco Acatepec e Templo de Santa María Tonantzintla - um pouco mais afastados. Vou começar falando destes dois últimos porque muita gente os desconsidera na passagem pela cidade.
      O Templo San Francisco Acatepec começou a ser construído em 1560 e foi finalizado em 1760. É uma igreja barroca com ornamentações em folha de ouro. Maravilhosa!

      O Templo de Santa María Tonantzintla é menor do que o anterior e possui uma fachada externa mais simples, porém em sua parte interior é ainda mais ornamentada. É diferente de todas as igrejas que já vi, pois foi construída pelos indígenas com várias referências a Tonantzin, divindade ligada ao milho, e com anjos morenos e muitas ornamentações muito coloridas. Incrível! (infelizmente não é permitido tirar fotos no interior).

      Vamos agora às atrações mais populares. A Iglesia de Nuestra Señora de los Remedios teve construção iniciada no ano de 1594 e se encontra sobre um templo da Pirâmide de Tepanapa. Foi destruída por um terremoto em 1864 e em seguida foi reconstruída.
      A pirâmide de Tepanapa é a maior pirâmide em largura e volume do mundo. Teve construção iniciada a em aproximadamente 300 a.c e finalizada entre 200 a 700 d.C. Tem um grande sistema de túneis que podem em parte ser percorridos pelos turistas.


       
      DIA 24) ATLIXCO
      Na verdade, Atlixco consta aqui no dia 23 apenas por uma questão de organização, pois na verdade cheguei na cidade na noite do dia 21 e ela foi a base de saída para Cholula. 
      É mais um pueblo mágico pertinho (1h15 aprox.) da cidade de Puebla. A cidade por ser uma grande produtora de flores é conhecida como Atlixco de las Flores. Possui uma praça central bem bonita da qual se irradiam ruas com vários vasos de flores, bares e lojinhas de artesanato. 
      Atlixco possui ainda um belo morro ("cerro") bem próximo de seu centro, no qual está uma pequena igreja. Segundo os mitos populares, o morro é uma pirâmide que foi enterrada no passado para evitar os saques de espanhóis. Dele é possível avistar bem a cidade, vários pequenos pueblos próximos, um belo conjunto de morros e vulcões, incluindo o grande e belo Popocatépetl, o qual consegui ver com nitidez, sem nuvens encobrindo-o, apenas no meu último dia na cidade. Ah, tem que subir cedinho para conseguir ter uma boa vista do horizonte. Eu subi para ver o nascer do sol de lá e foi um espetáculo!




       
      Na cidade conheci ainda a área dos viveiros, o nacimiento (olho d'água) perto do Balneario Axocopan e a Cascada Altimeyaya. 


      A cidade foi uma ótima surpresa, que não estava no meu roteiro inicialmente. Um lugar que ficará no coração, especialmente pelo acolhimento do amigo Maho e de sua família, que me receberam de braços abertos em seu lar.
      p.s.: Caso queira se hospedar pagando pouco na cidade, há um hostel na rua Hidalgo chamado Hostal San Martin.
       
      DIA 25) ZACATLÁN
      Zacatlán de las Manzanas se situa a aprox. 100 km de Puebla. É conhecida por esse nome não à toa. Em vários lugares da cidade há lojinhas com produtos feitos de maçã: suco, licor, refresco, vinho, cerveja e a deliciosa Manzana rellena (maçã cozida coberta com pão doce e recheada com queijo, noz e passas). Que trem gostoso da gota!
      A cidade possui um centro bem bonito com o Templo Parroquial San Pedro e um jardim com o Reloj Floral, um relógio elaborado com elementos florais. Por sinal, Zacatlán é também a cidade dos relógios por conta da empresa Centenário, responsável pela construção de relógios monumentais que foram exportados para diversos países, inclusive o Brasil. Na fábrica da empresa há um museu bacaninha e barato (só $10), onde é possível ver o processo de fabricação dos relógios e vários modelos antigos e atuais expostos.
      Além disso, a cidade possui uma vista maravilhosa para a Barranca de Los Jilgueros, um grande vale verde onde é possível avistar duas cachoeiras, e um belo mural com mosaicos de ícones culturais da cidade. Um pueblo bem bonito!




      DIA 26) ZACATLÁN/CHIGNAHUAPAN
      Comecei o dia conhecendo o incrível complexo de cachoeiras Cascadas Tuliman, que fica entre as cidades de Zacatlán e Chignahuapan (entrada a $100). Para me deslocar até próximo da entrada do local, peguei uma kombi na esquina do Museu Regional del Vino "La Primavera" (passagem $9). Dica: pague mais $35 pelo transporte dentro do complexo, já que as estradas internas são bem íngremes (não paguei na ida, mas paguei na volta).

       
      Depois outro coletivo até Chignahuapan (passagem $9), pueblo a 14 km de Zacatlánn conhecido como a cidade das esferas (bolas de árvore de Natal), já que se encontra esse objeto à venda durante todo o ano em várias lojinhas.
      A cidade também tem um centro bem bonito, com destaque para a Parroquia de Santiago Apóstol e para o Belo Kiosko Mudéjar, que me lembrou o Kiosko Morisco de Cidade do México. Vale a pena ainda ir até a Casa Esmeralda, espaço que reúne a Casa del Axolote, dedicada a exibição de axolotes (grupo de salamandras criticamente ameaçados), e outros espaços, como a oficina de artesanato de barro e outro oficina em que é possível ver o processo de fabricação da esfera (entrada $50). E por último recomendo, conhecer a Basílica de Imaculada Concepción com sua enorme escultura em madeira, considerada a maior escultura da América Latina no interior de um ambiente fechado.



       
      DIA 27) CUETZALAN
      Dia de uma viagem com muitas baldeações. Achei que duraria um total de 2h30, mas acabou durando mais de 5h. Primeiro peguei uma kombi até a cidade de Zapotitlán ($50). Depois peguei uma outra ($35) até uma espécie de entroncamento de rodovias (La Cumbre). Por fim, peguei minha última kombi até o destino final ($18). Detalhe importante: em La Cumbre não deixe de apreciar o visual do vale, onde verá uma bela cachoeira.

      Cuetzalan é bem charmosa e tem bastante cara de cidade histórica pequena. Algumas ruas me lembraram um pouco Diamantina/MG. Primeiro pelas casa históricas e segundo pela inclinação do relevo. Tem um centrinho bem bacana, com a bela Iglesia de San Francisco, grandes casas históricas, um jardim grande e muita gente sentada conversando e curtindo o desenrolar da vida naquele ritmo pacato de uma cidade do interior. Do centro parte uma ruazinha com alguns restaurantes familiares bem econômicos. Isso é meio que raridade por aqui, já que os centros daqui são muito bem cuidada e neles costumam estar os restaurantes mais caros.



      Próximo de Cuetzalan, está o povoado de Yohualichan, onde há um sítio arqueológico com características parecidas com as do sítio de El Tajín (para chegar no povoado pegue um coletivo na esquina da Coppel- $10). O sítio foi fundado em 400 d.C pelos totonacas até o ano 800. Depois foi ocupado pelo toltecas até 1200 e em seguida pelos chichimecas. É interessante que o sítio está totalmente imerso no pueblo atual, onde muitas das suas atuais casas residenciais foram assentadas sobre construções que faziam parte dessa civilização no passado.
       

      Dicas de comida e de goró, experimente alguma comida com molho pipián rojo, feito a partir de chiles secos, tomate e sementes de abóbora, e bebida tradicional indígena Yolixpa, feita a partir de 23 ervas (santo remédio!).
      Uma curiosidade: Cuetzalan tem aproximadamente 60% da sua população composta por indígenas. É comum ouvir o idioma náhuatl nas ruas.
      Curti demais esse pueblito. Valeu a pena todo o rolê para chegar e depois a contramão para ir até o meu próximo destino: Orizaba.
       
      DIAS 28 e 29) ORIZABA
      Mais um pueblo mágico na viagem. Inclui no roteiro muitos dos pueblos a partir de listas como "10 pueblos más bonitos", "Top 10 de los pueblos mágicos" e "Los 16 pueblos mágicos favoritos". Este último coloca Orizaba como favorito.
      Definitivamente não foi o meu favorito, porém Orizaba tem um lugar especial nas minhas memórias de viagens por uma série de motivos. A cidade é rodeada por vários morros, é muito limpa, sendo considerada a mais limpa do México, e é super bem organizada, com placas voltadas ao pedestre, praças lindas com wi-fi livre e ruas com prioridade ao pedestre.
      Os seus atrativos principais do meu ponto de vista são:
      1) Ex-convento de San Juan de la Cruz: último convento construído por jesuítas espanhóis no México no século XIX (1803-1828), que pouco depois teve que ser abandonado por conta das reformas da independência da independência. A partir de 1860, passou a ser a ser um Conic da vida (brasilienses entenderão), sendo abrigo de prostitutas, loja maçônica, escola protestante, entre outras, até 1993. Hoje poderia ser facilmente uma locação de filmes de terror trash envolvendo freiras malignas 🤣. Entrada $50.


      2) Palácio de Hierro + Catedral: um do ladinho do outro, ambos com praças com belos jardins e belas construções .


      3) Palácio Municipal: atualmente um edifício com diversos órgãos do governo municipal e com o primeiro painel de Orozco, que enfoca a luta pela independência. Vale a ida também pela rua com preferência ao pedestre em frente ao palácio.



      4) Teleférico: acima do Cerro del Bodego é possível ter uma visão maravilhosa da cidade. Pena que o tempo estava um pouco nublado e nesta época está pairando no céu meio que uma neblina ou smog. Entrada $30.


       
      5) Museu de Arte de Veracruz: fica em um belo prédio, com uma boa coleção virreinal e uma ótima coleção de obras de Diego Rivera mostrando diferentes fases do artista. Entrada gratuita


      6) Poliforum Mier y Pesado: um prédio da segunda metade do séc XX, porém com cara de palácio do século XIX.

       
      7) Paseo del Río: este vale um tópico especial logo abaixo.
       
      Dica de restaurante: recomendo demais o restaurante Pozolazo (próximo do Museu de Arte de Veracruz). É bem econômico e tem uma comida gostosa, bem temperada
       
      Paseo del Rio
      O Paseo são calçadas nas duas margens do rio Orizaba, que cruzam a cidade de norte a sul e que passa ao longo de pracinhas charmosas, casas, quiosques de comida, paredes com grafites e do teleférico (já citado aqui). Há pontes suspensas cruzando o rio, tirolesa e é comum ver gente correndo ou caminhando para ir de um lugar a outro da cidade ou apenas namorando e curtindo o ambiente. Até aí tudo bem, né?! Seria super interessante do ponto de vista da mobilidade urbana, do direito à cidade e do ponto de vista ambiental, de construção de cidades mais verdes e integradas com o meio ambiente. Mas aí vem mais um detalhe: ao longo do Paseo tbm há uma reserva animal, uma espécie de zoológico urbano, com cativeiros, serpentários e aviários abrigando cerca de 300 espécies.
      Por um lado a reserva tem um grande efeito na educação ambiental. Imagina só toda uma população com um zoológico super acessível em que se pode encontrar informações sobre as espécies e sobre conservação ambiental.
      Por outro lado fiquei pensando nos animais ali abrigados. Muitos estão em espaços super pequenos, com pouca sombra e recursos (carentes de um bom enriquecimento ambiental), e sem contar que estão completamente imersos no espaço urbano, com trânsito e poluição sonora muito próxima. Sem contar que a proximidade com as pessoas é muito grande. Uma criança pode facilmente esticar o braço e alcançar a grade das onças, por exemplo.
      O nível de stress dos bichos deve ser muito alto. Vi o urso e outros animais realizando pacing (movimento estereotipado de um lado ao outro), comportamento que costuma ser indicativo de stress.
      O Paseo é um lugar super interessante sob diversos pontos de vista e me deixou com vários questionamentos e reflexões.
       




       
      DIA 30) OAXACA
      Cheguei cedo e depois de deixar as coisas no hostel, fui a Monte Albán, um sítio arqueológico bastante próximo da cidade de Oaxaca, facilmente acessível por coletivos de transporte. Começou a ser construído em 500 a.C e foi capital dos zapotecas até aprox 800 d.C, sendo depois ocupado pelos mixtecos. Foi construído em cima de um dos morros do vale de Oaxaca e em seu ápice chegou a ter cerca de 35.000 habitantes.
      Monte Albán é um lugar incrível, com muita história, lindas vistas do vale de Oaxaca e um museu com uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos. Entrada $75 e transporte $60 (ida e volta).
       
       


      A cidade de Oaxaca por sua vez pode ser dividida em duas partes: uma abaixo da sua Catedral e outra acima. A primeira parte é caótica e feia, com muita movimentação de pessoas e barracas por todos os lados. Já a segunda parte é o lindo centro histórico, que foi tombado como Patrimônio Cultural da Humanidade, juntamente com o Monte Albán, em 1987.
      Os grandes destaques do centro histórico são o Templo de Santo Domingo de Guzmán e o seu anexo, o Museo de las Culturas. O templo começou a ser construído em 1551. Possui uma linda fachada e muitas ornamentações em estilo barroco. Já o Museo de las Culturas faz parte do ex-convento de Santo Domingo de Guzmán e possui diversas salas, com um incrível acervo pré-hispânico, no qual se destaca a coleção da Tumba 7.
      A Tumba 7 foi encontrada em Monte Albán em 1932. Com diversos artefatos de ouro e outros metais preciosos,é considerada um dos maiores achados do México.
      O museu ainda tem salas dedicadas ao Virreinato, aos povos indígenas e à modernidade do México.


       
      DIA 31) OAXACA
      Dia de passeio em tour. Eu costumo ter um pouco de preguiça com tours. Primeiro pela falta de autonomia para tudo (local de comida, tempo nos atrativos, rotas etc); segundo, porque pode ser uma furada dependendo do seu grupo e do guia; e terceiro, pq geralmente saem mais caros do que se vc fizer o passeio por conta própria.
      Porém, resolvi fazer um tour com a empresa Lascas, partindo de Oaxaca, considerando o excelente preço que tinha ($200) e o número de atrativos a serem conhecidos (em ordem): Árbol de Tule, destilaria de mezcal (com degustação 🤤), casa de produção artesanal de tapetes em Teotitlán del Valle, sítio arqueológico de Mitla e Hierve el Agua (cascadas petrificadas).
      Árbol de Tule é uma árvore da espécie ahuehuete, que tem 2000 anos de idade e é considerada a mais larga do mundo com 58 metros de circunferência. É impressionante (entrada $10)!

      Mitla, por sua vez, é um sítio arqueológico de origem zapoteca muito interessante por seu formato trapezoidal e por suas ornamentações nas paredes (18 padrões geométricos diferentes) (entrada $65).


      Já Hierve el Agua é um balneário com uma formação natural muito diferente que emergiu a partir de escorrimento de água carbonatada. Parece uma formação de caverna, porém a céu aberto (entrada $25). Interessante também que no local há uns pequenos canais de irrigação que foram feitos pelos zapotecas há mais de 2000 anos.


      Além desses atrativos maravilhosos, o ateliê de tapetes de Teotitlán é incrível e foi bem legal conhecer o processo de produção de mezcal (e é claro o melhor: degustar muitos tipos diferentes da bebida hehehe).
      No final, valeu muito a pena fazer o passeio, mesmo com o tempo corrido especialmente em Mitla e Hierve.
       
      DIA 32) TUXTLA GUTIERREZ E CHIAPA DE CORZO
      Dia de passeio maravilhoso no incrível Canon del Sumidero. O passeio parte da cidade de Chiapa de Corzo de dois embacaderos. Ambos oferecem o mesmo preço para o passeio ($250). Se estiver hospedado em algum hotel na cidade, é possível encontrar mais barato.
      O Canion é uma falha geológica com altura máxima de pouco mais de 1000 m e com profundidade de rio de mais de 250m. No passado o rio Grijalva não era navegável, porém se tornou depois da construção de um hidrelétrica.
      Ao longo do passeio é possível avistar animais como macaco-aranha e crocodilos.



      A cidade de partida do passeio, Chiapa de Corzo, foi a primeira construída no estado de Chiapas e no passado foi a capital deste estado. Tem um centro bem bonitinho, com destaque para a fonte em estilo mudéjar construída no séc XVII. A cidade ainda foi o berço do fundador do grupo Mario Nadayapa Quartet (citado no dia 4) e tem um museu dedicado a marimbas, que acabei não visitando.

       
      Depois de conhecer o Canion e Chiapa de Corzo, peguei uma kombi na praça central com letreiro "Soriana" ($15) e depois uma outra kombi ($55) para chegar ao meu próximo destino: San Cristóbal de las Casas.
       
      DIA 33) SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS
      San Cristóbal é um pueblo mágico do estado de Chiapas, que tem um centro bem charmoso com bastantes casas históricas e uma rua para pedestres com muitos bares e restaurantes (caros de forma geral), incluindo muitas opções vegetarianas (raridade no México). Infelizmente como podem perceber pelas fotos, o tempo estava bastante ruim no dia que cheguei, com muita neblina e chuva.
      Uma experiência super interessante na cidade foi conhecer o mercado de Santo Domingo, com muitas roupas e artesanatos bonitos a preços bastante acessíveis, e logo ao lado conhecer o Mercado Viejo, com várias frutas, legumes e comidas de vários tipos.
       




      Nas proximidades do Mercado Viejo saem kombis com destino ao pueblo San Juan Chamula, uma comunidade pequena com população predominantemente de chamulaa: indígenas da etnia tzotzil, de família Maya.
      Na segunda-feira que fui, estava havendo uma procissão religiosa, com pessoas em trajes típicos tocando instrumentos, cantando como em ritmo de lamúrias e soltando muitos fogos de artifício que alguns deles mesmo confeccionavam na hora. Ao adentrarem na igreja (da foto 8), fizeram uma cerimônia de troca de roupas de um dos vários santos ricamente ornamentados, expostos nas laterais da igreja.
      Ao entrar na igreja parece que se é transportado a outra realidade. No seu interior há um forte cheiro de incenso natural no ar. Não há luz artificial, sendo iluminada apenas por velas e não há cadeiras. As pessoas se sentam no chão sobre um tapete de folhas de Pinus, acendem muitas velas, colocam garrafas de Coca Cola e outras bebidas no chão, como se fossem oferendas, e fazem orações geralmente com o corpo curvado como se estivessem murmurando. Após o ritual tomam as bebidas.
      É um sincretismo religioso muito diferente que mescla o misticismo indígena com o catolicismo. Uma experiência incrível que recomendo fortemente. .
      Mais infos: a entrada na igreja custa $25. Não é permitido tirar fotos ou fazer vídeos no seu interior. Por sinal, os chamulas não gostam desses registros por acreditarem que roubam a alma ou trazem azar.

       
      DIA 34) COMITÁN DE DOMINGUEZ
      Comitán é uma cidade situada a pouco mais de 90 km de San Cristobal. Possui um belo centro com uma bela igreja e algumas opções de restaurantes e de comida de rua (infelizmente não o visitei apenas à noite. A cidade foi a minha base para conhecer a famosa cachoeira El Chiflón e os Lagos Montebello.
      Pela manhã antes a El Chiflón (entrada $50 + $70 de kombi ida e volta, que peguei na Av. Boulevard). Um conjunto de cascatas e cachoeiras, sendo que a principal tem 70m de altura. Na época de seca, as cascatas e cachoeiras tem uma cor azul-turquesa/verde lindona, como podem ver na foto abaixo tirada na internet. Infelizmente fui no dia seguinte a uma forte chuva e o rio estava super caudaloso com cor marrom. Segundo um funcionário do local, já fazia 5 dias que a água estava com aquela coloração por conta das chuvas. Triste, mas pelo lado positivo fica um motivo para querer voltar a esta região em viagens futuras.


      Depois de conhecer El Chiflón, voltei para a cidade para pegar um kombi na Av. Guadaloupe, 30020 (passagem a $60) até os Lagos Montebello (ou Lagunas de Montebello). O atrativo é um parque nacional com mais de 50 lagos situado a cerca de 1h30 da cidade de Comitán de Domínguez (entrada $25).
      Os lagos são cenotes (cavidades naturais ou dolinas...vcs ainda vão ver esse nome algumas outras vezes por aqui) que se comunicam através do lençol freático. Alguns tem mais de 50m de profundidade.Como os lagos ficam relativamente longe um do outro se recomenda fazer o passeio em carro próprio ou com algum dos motoristas locais que ficam na entrada do parque. Eu paguei $250 em um passeio que segundo o motorista custa $700 ou $800 na alta temporada.
      No passeio de cerca de 2h, o motorista me levou ao Lago Caracol, 5 Lagos (o único onde as empresas de turismo de San Cristóbal costumam levar), Lago Pojoj, Lago Tziscao e Lago Internacional. Este último tem esse nome por estar na fronteira entre México e Guatemala. Passeio maravilhoso demais, que incluiu ainda uma parada em um quiosque para almoçar queso fundido (queijo na chapa com cogumelo, acompanhado de feijão, salada e tortilhas). 



       

      Depois de conhecer os lagos, fui à estrada e consegui uma carona com caminhoneiros de volta a Comitán. 🥳
      Faltou apenas conhecer o sítio de Tenam Puente, que estava programado para este dia.
       
      DIAS 35, 36 e 37) LAGUNA MIRAMAR
      Já antecipo dizendo que este é lugar mais maravilhoso que conheci no México e certamente também um dos mais lindos em que já estive em toda a minha vida. E o lugar foi ainda mais especial para mim, porque foi onde comemorei o meu aniversário.🥳🎉
      A Laguna Miramar é uma lagoa com muitos estromatólitos em suas margens, cercada por morros, vegetação nativa preservada e com água com coloração azulada e esverdeada em diferentes tonalidades. Vc, por exemplo, sai de um local com água verde cristalina e em poucas remadas chega em um local com água azul-turquesa, que forma um espelho do céu e da vegetação.
      O local fica no leste do estado de Chiapas, relativamente próximo da fronteira com a Guatemala. Para chegar há duas opções: a) pegar uma van ($100) em Margaritas (próximo da cidade de Comitán Domínguez) com destino a Emiliano Zapata e fazer uma viagem de 5h30, sendo 3h30 em estrada de chão em más condições de conservação e com muitas curvas, ou b) pegar um caminhão em Ocosingo e fazer uma viagem de 4h em estradas em melhor estado de conservação, porém com muito menor conforto na carroceria do caminhão, com bancos de madeira duros.
      Para pegar a Kombi a Margaritas ($18, primeira saída às 6h, com tempo de viagem de 40 min), se deslocar até a Praça Central de Ocosingo, descer duas quadras pela Primeira Avenida Sur e depois virar a esquerda e andar duas quadras e meia pela 3a Sur. Já pagar pegar a kombi até Emiliano, caminhar 2 ou 3 quadras depois da praça de Margaritas até as kombis a San Quintín/Emiliano Zapata. Saídas teoricamente às 6h30, 8h, 10h, 12h e 13h, porém não seguem a risca esses horários.
      Em Emiliano Zapata, descerá em um centro de visitantes onde será muito bem recebido e onde poderá deixar algumas coisas que não precisará na laguna. Aí realizará o pagamento pela entrada ($50) e por tempo de hospedagem ($50 por dia). No local também poderá alugar botas em caso de chuva ($40), barraca para acampar ($130 para uma pessoa ou $250 para duas), rede para dormir ($40), cobertor entre outras coisas. Tenha em conta que as duas únicas opções de estadia na laguna são rede ou barraca.
      Depois dos pagamentos, há uma caminhada até a laguna de aprox. 4,5 km. O caminho é plano e será feito em aprox. 1h45 em período de seca ou em até umas 3h em período de chuva, por tempo do lamaçal que vira a trilha.
      No local há duas opções de passeio em barco para explorar aos arredores. O primeiro envolve conhecer duas estátuas maias e ainda ir a ilhas de vegetação no lago. O segundo envolve conhecer pinturas rupestres em paredões e busca de tartarugas em caverna (importante levar lantrena). Ambos passeios são legais, mas recomendo mais fortemente o passeio às ilhas (imperdível!). Custam $400 para grupo de 4 pessoas (grupos maiores têm um preço individual mais em conta). 
      Leve comida! Há panelas disponíveis e geralmente há água potável na torneira. Porém dei um certo azar e no meu segundo dia no local houve problema no encanamento e assim tive que ferver água da lago para beber.
      Transporte de retorno: kombis a Las Margatiras a 0h, 2h, 7h, 9h30, 11h e 13h; caminhões a Ocosingo às 0h, 1h, 2h, 3h e 4h (da madruga mesmo...tenso!). 













       
      DIA 38) TONINÁ E CASCADAS DE AGUA AZUL
      Depois de conhecer a maravilhosa Laguna Miramar o meu próximo era Palenque, mas antes, no mesmo dia, havia uma viagem longa e desconfortável em caminhão de madrugada e em seguida a primeira ruína maia do roteiro - Tonina - e as belas Cascadas de Agua Azul.
      O transporte da base de recepção da Laguna Miramar a Ocosingo pode ser resumido em uma palavra: TENSO! Foram 4 horas de estrada ruim na carroceria de um caminhão, sentado em uma banco de madeira duro, que estava meio solto; passando frio com o vento; e ainda estava apertado ao lado de uma mina que desmaiou e que o tempo todo vinha com a cabeça no meu ombro. Ela era baixa e magra, mas tinha a capacidade de se transformar em um peso de 30kg sobre meu ombro.

      VID_20190608_040931.mp4 Cheguei em Ocosingo 5h da manhã no meio de uma feira. Às 6h30 peguei uma camionete ($15, mais uma carroceria no dia e, sim, este é o transporte regular) com destino a Tonina. Passagem a $15.
      Tonina é uma bela e pouco visitada cidade maia. Foi construída ao longo de um morro e se considerar toda a sua extensão é bastante alta (260 degraus para subir!). Teve construção iniciada em 300 d.C e apogeu em 900.


      Em seguida voltei a Ocosingo e paguei mais $25 pro motorista da camionete me deixar no terminal de Ocosingo. Do terminal, peguei uma van ($50) até um entrocamento na estrada e aí peguei um táxi coletivo até às Cascadas de Agua Azul ($25). As Cascadas são uma sequência linda de cachoeiras com várias piscinas boas para banho. Evite ir em fds! O lugar fica mto cheio. As Cascadas são lindas, mas sofrem de um problema como outros locais naturais do México: ocupação bastante intensa, que no caso acontece com várias barraquinhas de artesanato e de comida.



       
      Depois de curtir esse atrativo segui rumo a Palenque em outra van colectivo ($50)
       
      DIA 39) PALENQUE
      Pense num lugar quente! Cêtádoido! Derreti em um suor em Palenque! Agora sobre o destino: a cidade em si não tem nenhuma atração relevante. Na verdade nem achei a cidade bonita. Porém a poucos quilômetros do centro da cidade estão as maravilhosas ruínas de Palenque e um pouquinho mais afastado, mas acessível em tour estão os incríveis sítios de Yaxchilán e Bonampak.
      O tour dura o dia todo e sai cedinho. Paguei $800, com almoço incluso.
      Yaxchilán fica a mais de 160 km de Palenque no lado mexicano da fronteira com a Guatemala. Para chegar, é preciso se deslocar por cerca de 20 min em canoa pelo rio Usumacinta, o qual é muitas vezes atravessado por guatemaltecos em busca de uma vida melhor no norte, e depois caminhar através da floresta. O sítio era um importante ponto de controle de comércio no rio Usumacinta e é muito conhecido pelos seus edifícios com painéis superiores (cresteria) super bem preservados.




       
      Bonampak por sua vez significa "Muros Pintados" e é conhecido exatamente pelas paredes pintadas ainda super bem conservadas em que se retratam guerras, sacrifícios humanos e festividades maiais. É uma experiência incrível ver os painéis com mais de 1000 anos de idade (estima-se que foram pintados entre 580 e 800 d.C) super bem preservados.


       
      DIA 40) PALENQUE
      Dia de conhecer o sítio arqueológico de Palenque. O sítio é é bem grande, com várias ruínas imersas na paisagem florestal. Destaca-se pela sua arquitetura e por suas esculturas ainda em parte bem preservadas.
      Acredita-se que a cidade começou a ser construída em 100 a.C, tendo o seu apogeu nos 600 e declínio no final dos anos 800.
      Uma coisa que achei interessante em Palenque foi percorrer um caminho através da floresta, passando por cachoeiras e casa de banho maias.
      Infelizmente fui em uma segunda (dia nacional dos museus fechados) e assim não pude conhecer o acervo no seu museu, mas acho que é bem bacana.
      Entrada: $75 + $36 (taxa do Parque Nacional)
      Depois de conhecer o sítio, retornei à cidade para almoçar e matar tempo até a saída do meu ônibus a Chetumal.
      Recomendo o restaurante El Oasis na praça central. Tem muitas opções de comida, inclusive vegetarianas, por um bom preço.

       
      DIA 41) BACALAR
      Depois de conhecer Palenque e seus atrativos próximos, o meu próximo destino - Bacalar - estava um pouquinho longe: 8h de viagem em ônibus até Chetumal e depois mais 40 min até Bacalar.
      Bacalar é um pueblo mágico conhecido pela sua laguna. É realmente maravilhosa! De uma coloração esverdeada incrível.
      Infelizmente Bacalar sofre de um problema comum no México: a restrição de acesso a um local público por conta da ocupação privada de seu entorno. Porém é possível acessar a laguna por algumas passarelas/decks de madeira e curtir a água deliciosa.
      Eu fiquei em uma barraca em um hostel chamado Magic Bacalar e minha experiência foi muito boa! Conheci uma galera massa, com a qual ainda tenho contato, e tomei muita cerveja e joguei conversa "dentro" no deck do hostel.
      Também conheci o centrinho da cidade, com o belo forte San Felipe Bacalar (não conheci por dentro porque achei a entrada de $108 cara e porque li que havia poucas coisas no interior), e dei uma boa caminhada durante o dia do hostel até o Cenote Azul. Caminhei ao longo da laguna, curtindo os grafites nos muros da cidade e refletindo sobre a falta de acessibilidade e observando as variações na cor da laguna quando abria uma brechinha entre os muros.
      O Cenote Azul é legal, mas eu não recomendo fortemente, já que é basicamente uma lagoa com um entorno de vegetação florestal.
      Enfim, amei Bacalar! Foi um dos meus lugares favoritos no México.
      p.s1: Para economizar no rango (caro de forma geral na cidade) e ainda se divertir, recomendo o restaurante da Alberta (do lado do Galeón Pirata), uma senhora figuraça, que faz uma comidinha gostosa.
      p.s2: Rolam uns passeios de lancha ($200), que levam até dois cenotes dentro da lagoa e para o Canal de los Piratas. Acho que é legal, mas acabei não fazendo.

       
      DIA 42) TULUM
      As pessoas costumam falar super bem de Tulum. Eu particularmente não achei a cidade lá grandes coisas. Achei meio gourmetizada e cara. Os grandes atrativos de Tulum são cenotes, praias e obviamente o seu sítio arqueológico à beira-mar.
      Nas fotos que circulam na internet, as ruínas resplandecem sobre uma falésia, com um fundo de mar azul-turquesa. Lindo demais! Bem, até uns anos atrás (seis anos talvez), era exatamente assim o ano todo, mas de alguns anos para isso mudou. Agora, em boa parte do ano, o sargaço está tomando conta das praias caribenhas desde Belize até Cancún. Esse fenômeno tem acontecido com maior intensidade entre os meses de abril a setembro, mas com as mudanças climáticas e com o lançamento de fertilizantes no mar, nunca se sabe como será o ano seguinte. Tenha isso em consideração quando planejar a sua viagem pro Caribe. Eu mesmo alterei muita coisa no meu roteiro por conta da grande quantidade de sargaço nas praias.




       
      DIA 43) TULUM/COBÁ
      Dia de ir a Cobá em um dos ônibus da empresa Mayab, que partem frequentemente da estação da ADO ou do Palácio Municipal da cidade ($100 ida e volta).

      O sítio de Cobá se encontra a cerca de 50 km de Tulum e teve o seu início de construção entre 100 a.C e 300 d.C, atingindo o período de auge construtivo entre os anos 800 e 1000.
      Agrupou diversas construções ligadas através de caminhos de pedra e que se conectavam a outros sítios maiais, como Yaxuná a 100 km de distância. A parte de visita geral agrupa ruínas imersas na floresta, com três centros principais e a pirâmide mais alta da península de Yucatán que ainda pode ser escalada.
      Muitas pessoas recomendam alugar bicicleta para percorrer o sítio. Porém o aluguel é caro ($100) e do meu ponto de vista, dispensável para uma pessoa com saúde plena e sem problemas de locomoção. Percorremos todo o sítio em 2h30 de caminhada.


       
      Depois de conhecer o sítio arqueológico, aluguei bicicleta ($50) em uma mercadinho antes do sítio de Cobá, para conhecer dois cenotes a cerca de 6,5 km do sítio: Tamcach-Ha e Multun-Ha.
      Ambos os cenotes são cavernas fechadas com amplos salões e algumas estalactites. Estão próximos um do outro (3 km) e cada um tem o preço de entrada de $100.
      Achei os dois bastante parecidos. Acho que pelo valor não compensa visitar ambos. Se for visitar apenas um, acho que Tamcach-Ha é mais divertido por ter duas plataformas de salto (5m e 11m). Iuhuuu!
      Nas proximidades há também o cenote Choo-Ha, mais raso e menos amplo e pelas fotos na internet parece ter água mais clara.
      Bizú: os cenotes ficam cheios à tarde com a chegada de grupos em tours. Tente ir o mais cedo possível.


       
      DIA 44) TULUM
      Era um dia que eu pretendia conhecer o cenote Gran Cenote e depois ir até a praia Xcacel, mas acabou que choveu bastante no dia e eu me enrolei, tendo tempo de conhecer apenas o cenote.
      Tulum tem vários cenotes ao seu redor. Gran Cenote, Carwash, Calavera, Nicte-Ha, Sac Actun e Dos Ojos são alguns deles. Porém, como a cidade é super turística, os preços de entrada nesses atrativos não são lá muito atraentes. Hehehe
      Como eu já iria conhecer muitos cenotes nas proximidades de Valladolid e como eu não queria gastar tanto - para ter ideia o preço de entrada no Dos Ojos é $340 e no Sac Actun é mais de $600 -, acabei optando por conhecer apenas o Gran Cenote cujo preço de entrada é de $180.
      E que escolha boa! O cenote a pouco mais de 5 km de Tulum (na estrada sentido Cobá) possui a água bem clara e duas ilhas conectadas por um túnel com formação parecida com a de uma caverna.
      Na água transparente é possível ver peixinhos e cágados (não confundir com tartarugas), que parecem não se incomodar com a grande quantidade de visitantes. Pena que tive problemas com a GoPro que levei e não tenho fotos boas para mostrá-los.





       
      DIA 45) ISLA MUJERES
      Saí de Tulum e cheguei a Cancún: o destino sonho de muitos brasileiros, com resorts all-inclusive na beira da praia, hotéis luxuosos, cassinos, baladas animadas e restaurantes xiques. O lugar que tenho menos vontade de conhecer na vida hahaha .
      Não é tipo de turismo que me atrai nem um pouco. Sendo assim, não fui na parte dos hotéis e na praia que a galera frequenta. Passei longe. Fui só até o centro (sem graça), peguei um ônibus (ruta 6 - $10) em frente ao mercado Soriana (ótimo lugar para comprar em dólares e conseguir troco em peso em cotação muito melhor do que a de qualquer casa de câmbio...leia o tópico "câmbio") e segui até o Puerto Juárez, para pegar o ferry mais barato ($275 ida e volta) para Isla Mujeres.
      A ilha não estava sofrendo com o sargaço e li vários relatos dizendo que a sua Playa Norte é uma das mais lindas do México. Fui com alguma expectativa, mas sem tanta assim porque imaginava que era muito cheia. Percorrendo as ruas da ilha, fui surpreendido pela tranquilidade, mas ao mesmo tempo confirmei que a ilha é bastante cara e mesmo com algumas lojinhas e ruas agradáveis, tem meio que uma cara de cidade turística padrão, meio estéril.
       

      Ao chegar à Playa Norte, que decepção da porra! Praia lotada, muitos barcos, ocupação desenfreada da estreita faixa de areia e muitas barricadas, acredito eu que feitas para evitar a retração da praia. Sim, a água é azulzinha e gostosa. Mas para mim, não é só a cor da água que faz a praia.
       

      Enfim, depois das decepção, resolvi alugar uma bicicleta ($70 a hora) e dar uma volta na ilha, que tem cerca de 8 km de extensão. Aí sim, conheci uns cantinhos bonitos e agradáveis, como a parte do Parque Garrafón, onde a galera faz snorkelings (caros pácaceta) com tartarugas e onde é possível avistar golfinhos de vez em quando; a Punta Sur, onde há um templo maia ($30 para andar poucos metros e conhecê-lo); e o lado voltado pro oceano com praias tranquilas e gostosas.
      Valeu muito a pena o rolê ! Pena que fiz mto rápido pq queria pagar só 1h de aluguel.

       
      DIAS 46 e 47) HOLBOX
      Saí de uma ilha e fui à outra: de Isla Mujeres a Holbox. De uma ilha que não curti muito para outra que amei.
      Fui pra Holbox meio com o pé atrás depois de ler uma matéria sobre os impactos do turismo na ilha. Em suma: há pouco mais de 5 anos não havia ferry boat até a ilha e ela era um povoado de 20 quadras e cerca de 1500 habitantes, entre os quais muitos pescadores. Com a chegada dos ferries, o turismo cresceu de forma acelerada. Hoje são cerca de 20.000 pessoas na ilha na temporada alta. Os resultados são degradação desenfreada dos mangues, crescimento desordenado da vila e da rede hoteleira, problemas hídricos, grande quantidade de resíduos que não tem disposição adequada e impactos na fauna.
      Os tubarões que chegavam próximo da praia agora passam longe. A pesca foi reduzida. Vôos de helicóptero estão destruindo áreas de nidificação. E por aí vai a lista de problemas. 
      Porém apesar disso tudo a ilha continua linda. A água, que não estava com sua usual coloração esverdeada, ainda estava bem clarinha, livre de sargaço e em uma temperatura deliciosa. A verdade é os problemas não chegam aos olhos do turista que vão apenas à praia. Para percebê-los, é necessário uma caminhada pela rua por trás da faixa de hotéis e uma conversa com os moradores tradicionais.




       
      Na ilha ainda é possível avistar flamingos, ver o fenômeno da bioluminescência (fora da lua cheia) e fazer passeios até às 3 Islas e snorkelings com tubarão-baleia.
      Eu fiz esse passeio com tubarão-baleia e que experiência incrível! Foi cara ($2.200), mas valeu cada centavo investido. O passeio sai às 7h e tem uma duração de aprox. 8h. É possível chegar bem pertinho dos animais. Além disso o passeio inclui a passagem pelas maravilhosas 3 Islas e ainda um snorkeling em um ponto onde se pode avistar arraias e outros peixes de diferentes espécies, além de ter almoço de ceviche com peixe fresco, lanchinhos e água à disposição.



       
      p.s.: A balsa tanto de Chiquila quanto de Holbox sai a cada meia hora e tem custo de $150 (cada trecho).
       
      DIA 48) VALLADOLID
      Valladolid é um pueblo mágico fundado em 1543, que possui diversos edifícios coloniais.
      Um dos grandes destaques na cidade é o grande ex-convento San Bernardino de Siena, onde diariamente às 21h acontece um video mapping mostrando a história da cidade. No interior do ex-convento há um antigo acesso, atualmente fechado, para um cenote, no qual foram achados diversos artefatos dos espanhóis.
      Outros destaques são a bela rua Calzada de Los Frailes com muitas casas históricas preservadas  e o agradável centro onde se encontra a catedral, o bazar municipal e muitos restaurantes.
      Eu curti demais o eixo histórico da cidade e o clima de tranquilidade que permeia toda a cidade
      Valladolid ainda possui um belo cenote - Cenote Zaci - praticamente no seu centro e nas suas redondezas há diversos outros cenotes. A cidade ainda funciona bem como base para conhecer as ruínas de Ek Balam e de Chichen Itza.
      No primeiro dia peguei uma bicicleta no hostel e conheci o ex-convento San Bernardino de Siena e três cenotes: Xkeken, Samula e  San Lorenzo Oxman.
      Xkeken e Samula fazem parte do complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid. Cada um tem preço individual de $80 individual ou ambos podem ser visitados por $125. Eu recomendo fortemente o ingresso para ambos. 
      Fui primeiro no Xkeken. É um cenote fechado, com uma abertura no teto.. No horário que visitei, entre 10 e 11h, um feixe de luz entra por essa abertura e ilumina o local parcialmente. A outra parte é iluminada por luz artificial.

      Xkeken é incrível pelo seu conjunto da obra. Há uma boa diversidade de formações espeleológicas, raízes que se projetam do teto rumo à água e a água tem coloração azul-turquesa. Foi o meu cenote favorito de toda a viagem.


      Samula, por sua vez, é um cenote também fechado, porém com com um salão mais amplo e muito mais alto e com uma abertura maior no teto por onde penetra mais luz e andorinhas que fazem um belo espetáculo à parte no interior do cenote. Lindão também!

      E fechando o dia de cenotes com chave de ouro: fui ao cenote San Lorenzo Oxman. O cenote fica em uma hacienda ("fazenda" em tradução literal, mas que no caso aqui parece mais uma chácara) e tem custo de $80 (ou $150 convertidos em consumação e com direito a uso de uma piscina no local).
      É um cenote do tipo aberto, sendo meio que um poço profundo no solo circundado por paredes rochosas sobre ás quais há árvores que projetam suas raízes em direção à água. É lindão também e é super divertido por ter um pêndulo para se lançar na água.

       

      VID_20190618_145529.mp4 p.s.: Os meios de transporte para os cenotes são táxi ou bicicleta, sendo que este foi o que eu usei por ter disponível no hostel.
       
      DIA 49) VALLADOLID/EK BALAM
      O sítio Ek Balam fica a aproximadamente 30km do centro de Valladolid. Como não tem transporte público até o local, fui até lá de bicicleta. O caminho é bastante plano, mas o calor de 36°, a bicicleta pesada e sem marchas e o sedentarismo não contribuíram muito com o desempenho. 
      Ek Balam foi um dos últimos sítios descobertos na região, com escavações iniciadas em 1998. O sítio maia começou a ser construído entre 100 a.C. e 300d.C e teve seu apogeu entre 700 e 900 d.C. O seu grande destaque é a sua pirâmide principal super larga e com cerca de 32 m de altura, na qual se encontra uma tumba que era acessível por uma entrada, atualmente restaurada, ornamentada por uma boca de jaguar e figuras como a de guerreiros com asas. Por sinal, Ek Balam é muito conhecida por sua arte bastante refinada em comparação com outros sítios maias. Do alto da pirâmide, após uma subida de 106 degraus, se tem uma boa visão da floresta e de outras estruturas que compõem o sítio.
      O sítio tem um custo absurdo de $413 ($75 do Instituto Nacional de Antropologia e História e o restante cobrado pelo governo estadual). Foi a primeira vez que paguei mais de $75 para visitar um sítio arqueológico.

      Colado nas ruínas está o Cenote de Xcanche (entrada a $80). Bom para se refrescar no calor danado. O cenote tem uma formação parecida com a de San Lorenzo Oxman, sendo um pouco mais largo do que este.

      Após conhecer o sítio arqueológico e Xcanche, segui de volta pela estrada rumo a Valladolid. A cerca de 15 km da cidade, fiz um desvio para conhecer o cenote Hubiku.
      O cenote possui um salão enorme e tem um bom poço para tomar banho se vc gosta de água fria. hehehe Porém o local tem poucas formações espeleológicas e tem boa parte de sua beleza sequestrada pelo excesso de pavimentação, além de ser bastante caro ($100).
      Imagino que pela estrutura de estacionamento, loja e restaurante gigante na entrada, o cenote seja ponto de parada de vários tours. Felizmente no horário que cheguei, às 16h30, estava bem vazio.

       
      DIA 50) VALLADOLID/PISTÉ (CHICHÉN ITZÁ)
      A capital dos maias em Yucatán e uma das sete maravilhas do mundo, Chichén Itzá, é realmente fantástica. Para chegar, há ônibus com saídas regulares do terminal da ADO em Valladolid (passagem $35).
      O sítio começou a ser construído em 525 e teve alguns ciclos de ocupação, sendo que o mais importante foi o que ocorreu entre 900 e 1200, encabeçado pela liga de Mayapán (esse nome aparecerá de novo em outra postagem à frente).
      Chichén Itzá é famosa pela sua pirâmide de Kukulcán (Serpente Emplumada), que durante os equinócios da primavera e outono projeta a imagem da deusa-serpente maia sobre o chão, indicando o grande conhecimento astronômico dos maias.
      Porém, Chichén Itzá guarda outros grandes tesouros, como o Caracol, um observatório em uma construção circular e La Casa de las Monjas, uma pirâmide com diversos quartos (cuidado para não deixar esses dois locais passar batido, como eu deixei hahaha); a enorme quadra de jogo de pelota; Templo de Los Guerreros, com suas mil colunas; e diversas esculturas e artes entalhadas nas rochas do sítio.
      A entrada custa absurdos $481 (se lascar governo de Yucatán) e a dica do Don é chegar o mais cedo possível, pois às 10h30, 11h chegam em peso os ônibus de tour vindos de Cancún.
       


       
      Depois de conhecer o sítio arqueológico, fui até o cenote Il-Kil a 4 km de Chichén Itzá (entrada $80). Há coletivos frequentes na rodovia ($15) com destino ao local.
      O cenote é do tipo aberto e lembra em partes Oxman, porém é mais fundo e tem uma vegetação diferente que se projeta sobre a água. Por ser próximo de Chichén Itzá, está incluído no pacote de tours que saem de Cancún. O cenote é bonito e vale a visita, apesar da grande quantidade de pessoas.

       
      Depois de conhecer esse cenote, fui até a cidade de Pisté ($20 em táxi coletivo), onde caminhei até o restaurante Zac Seh, a cerca de 5 quadras do centro. De frente ao restaurante saem táxis coletivos com destino a Yaxunah (passagem a $30), povoado a cerca de 20 km de Pisté.
      Este cenote é bem bonito tbm! É do tipo aberto, assim como Il Kil, porém é bastante vazio e tem uma boa vegetação em seu entorno. A água é de um tom azul escuro e é muito boa para tomar banho. Eu e meu amigo finlandês Kristoffer ficamos lá cerca de 1h30 e não chegou ninguém. Entrada a $50. Há estrutura de banheiro ao lado.


       
      Yaxunah ainda tem um sítio arqueológico simples nas proximidades, porém acabamos optando por não conhecê-lo.
      Depois de curtir o cenote, voltamos a Pisté, onde almoçamos numa espécie de mercado com alguns restaurantes, na beira da rua principal. Comi um Papadzule (não recomendo!). Em seguida, pegamos um ônibus em Pisté de volta a Valladolid ($35).
      Dica: como Yaxunah é bem pequeninha, combine com o motorista um horário de volta. Sugiro ficar ao menos uma hora no cenote.
       
      DIA 51) VALLADOLID/LAS COLORADAS
      Na internet circulam fotos de lugares que te fisgam e imediatamente vão parar naquela wishlist de destinos a conhecer. Este foi o caso de Las Coloradas. Vi algumas fotos do local e logo pensei "que lugar incrível! Preciso conhecer!". Quando sou capturado assim, nem procuro pesquisar muito a respeito do local para não criar muitas expectativas e atrapalhar a minha vivência pessoal.
      Porém não posso negar que fui até o destino com uma certa expectativa, a qual infelizmente foi um pouco frustrada. Primeiro porque achava que no local havia uma lagoa natural com água rosa e na verdade havia apenas uma salina (piscina artificial para extração de sal). Segundo porque queriam cobrar $50 para chegar um pouquinho mais perto da salina. Claro que não pagamos!
      No final, curtimos mais a bela praia (de águas muito salgadas) que aparece na foto abaixo. O passeio incluiu ainda uma ida até um rio com mina de água na cidadezinha de Rio Lagartos, que foi ótimo para tirar o sal do corpo.

      Na região há também a opção de se fazer um passeio de lancha para avistar flamingos e áreas de mangue, mas a galera não estava muito na pilha de desembolsar $150, $200 pelo passeio. Se quiser fazê-lo, vá até Rio Lagartos, espere a galera abordar e negocie.
      Las Coloradas é acessível por tours que partem da cidade de Valladolid ou por meio de taxis, que partem da cidade próxima de Rio Lagartos ou de Tizimín (um pouco mais distante, a 50 min de ônibus de Valladolid - passagem a $31). Acabei escolhendo ir por meio desta última opção com dois amigos que conheci no hostel, já que o valor de $600 pelo táxi saindo Tizimín (passeio completo) não seria caro, dividido por nós três.
       
      DIAS 52 e 53) VALLADOLID E MÉRIDA
      No período da manhã em Valladolid, ainda curti o cenote Zaci. Um grande cenote localizado praticamente no centro da cidade. Tem um paredão rochoso, com algumas formas espeleológicas (poderia considerar assim, geólogos? hehehe), que forma meio que uma concha sobre o grande poço de água margeado imediatamente também por algumas árvores. 


       
      Depois de uma horinha, curtindo o cenote, segui ao meu próximo destino: Mérida. A cidade fundada em 1542 é uma das mais antigas do México e possui o segundo maior centro histórico do país, com diversos casarões e edifícios coloniais bem conservados. No centro, agradável de se percorrer a pé (desconsiderando o calor de 40º que enfrentei), destaca-se a praça central, onde se encontra a catedral, que é bastante movimentada e é palco de apresentações de dança, de partidas de jogo de pelota e no domingo recebe várias barraquinhas de comidas típicas. Por sinal, no domingo também se fecham algumas ruas da cidade aos automóveis para a alegria de pedestres, ciclistas e vendedores ambulantes (amo ruas vivas!). Na praça, vale ainda destacar o pequenininho, mas bonito Museo Casa Montejo e o museu de arte moderna e contemporânea Museo Fernando Garcia Ponce Macay.



      Ainda na parte histórica, um pouquinho afastada dessa parte mais central, encontra-se o Paseo de Montejo, com belos casarões. Um dos grandes destaques do Paseo é o Palacio Cantón. Construído entre 1904 e 1911 o palácio foi moradia do então governador de Yucatán e desde 1966 é um museu (entrada $60), que atualmente abriga uma boa coleção de esculturas maias e faz um bom apanhado da história das pirâmides mexicanas (ótima revisão de informações no final da viagem).



      Falando em acervo maia, na cidade encontra-se também o monumental Gran Museo del Mundo Maya. O moderno museu possui uma boa coleção de esculturas e artefatos antigos, possui muitas informações sobre a cultura maia em diferentes formatos multimídia e é massa também que traz diversos dados sobre a organização e cultura dos atuais descendentes maias.


       
      Nos arredores de Mérida, estão o pueblo mágico de Izamal - que infelizmente não visistei, mas que parece ser maravilhoso -, povoados com vários cenotes e ainda diversas zonas arqueológicas, com destaque para Dzibilchaltún (não visitei), Mayapán, Uxmal e a Ruta Puuc (temas dos próximos tópicos).
       
      DIA 54) MÉRIDA/UXMAL E RUTA PUUC
      Antecipo já dizendo que Uxmal foi a minha zona arqueológica favorita em toda a viagem! 💚 Explico os motivos: 
      1) A cidade maia construída entre os anos 600 e 1000 e que chegou a ter uma população de 25000 habitantes, abriga a Piramide del Adivino, uma grande pirâmide diferentona, com bordas ovaladas;.
      2) Possui muitos edifícios com ricas ornamentações, como o Palacio del Gobernador e suas ornamentações do Deus Chaac (associado à água e chuva)  e os edifícios do Cuadrangulo de las Monjas e suas variações ornamentações envolvendo serpentes, aves, macacos, humanos e formas geométricas;
      3) Possui a Gran Piramide, talvez tão alta quanto a Piramide del Adivino, onde ainda é permitida a subida até o topo, do qual se tem uma boa vista da zona;
      4) Possui exemplos de edifícios com cresteria conservada (elemento da arquitetura maia construído sobre o teto dos edifícios e que os projetam ao céu);
      5) Há muitas andorinhas, que fazem um belo espetáculo;
      6) E por último, não tem vendedores ambulantes te assediando constantemente e não é visitado por muitas pessoas.
      O único problema é o custo de acesso - absurdos $413 (mesmo valor de Ek Balam) - e não haver muitas linhas de ônibus para retorno (cheque no terminal os horários de retorno). Para ida, há ônibus regular da Sur ($76), que sai do terminal da ADO em Mérida às 8h, 9h05, 10h40, 12h05, 14h e 14h30.
       









       
      Se estiver de carro, recomendo tirar o dia para conhecer também as outas atrações da Ruta Puuc, todas mais simples que Uxmal. Eu não estava de carro, mas mesmo assim contando com a sorte, acabei conseguindo uma carona na estrada e pude conhecer a Ruta.
      RUTA PUUC)
      "Puuc" no idioma maia significa "morro" e se refere a pequenos morros na plana Península de Yucatán, sobre os quais foram construídos os sítios arqueológicos que no passados eram conectados por sacbés (calçadas maias). Em uma concepção ampla, a Ruta abrange os seguintes sítios: Uxmal, Kabáh, Sayil, Xlapak, Labná e Grutas de Loltún (esta por ser mais distante, não foi visitada).
      1) Kabáh é o mais impressionante entre os quatro, especialmente pelas grande dimensão de seus edifícios e pela riqueza de detalhes nas esculturas que ornamentam as suasconstruções. Vale também conhecer o Arco Triunfal, que marca o começo do sacbé até Uxmal;



       
      2) Sayil é um sítio mais extenso em que se destacam o Palácio, um dos edifícios mais notáveis da ruta, com seus ao menos três andares com formas geométricas e colunas circulares; e a escultura do Deus da Fertilidade;


       
      3) Xlapak possui um conjunto de edifícios, entre os quais se destaca o Palácio, com uma fachada recheada de formas geométricas e esculturas de Chaak (Deus da Chuva); e
       


       
      4) Labná é um sítio simples com duas construções que chamam bastante atenção: El Mirador, uma construção bem elevada, e o Arco, com bela arquitetura maia.


       
      DIA 55) MAYAPÁN
      Cidade a 45 km de Mérida construída à semelhança de Chichén Itzá. Alcançou seu esplendor entre os anos 1200 e 1450, quando foi capital política e cultural do povo maia. Chegou a ter uma população de aproximadamente 12 mil pessoas, as quais contribuíram com a construção de cerca de 4000 estruturas em uma área de pouco mais de 4 km quadrados.
      A cidade teve seu declínio com a revolta de grupos sociais que opunham aos Cocom, à família nobre governadora. Como resultado, os líderes Cocom foram mortos e a cidade foi saqueada, queimada e abandonada.
      Além de sua importância histórica, uma coisa bacana em Mayapán é a diversidade de edifícios representativos da cultura maia em uma área compacta e ainda a existência de painéis com pintura bem conservados.




       
      Cheguei ao sítio de ônibus ($27 partindo do terminal Noreste com rumo a Telchaquillo). A ideia era conhecer o local e depois seguir rumo aos cenotes Kankirixche e Yaal-Utzil a cerca de 20 km de distância. Infelizmente não há transporte regular nesta rota. Teria que pegar um táxi coletivo e depois um táxi normal para chegar até os cenotes. Como ficaria muito caro, acabei desistindo da ideia. 😞
       
      DIA 56) CIDADE DO MÉXICO
      Dia de retorno à Cidade do México em voo low-cost da Viva Aerobus.
      Na cidade fiz compras no Mercado de la Ciudadela, um ótimo local para comprar artesanatos e depois fui ao museu Soumaya do bairro chique e moderno de Polanco (fiquei com medo de pela minha aparência, ser abordado pela polícia no caminho do metrô até o museu hahaha 🤣).
      O Museu Soumaya é um museu com arquitetura arrojada com fachada revestida por 16.000 pastilhas de alumínio. São seis andares que reúne obras de grandes mestres mexicanos, arte em marfim chinês, muitas pinturas renascentistas e de grandes mestres europeus dos séc XIX e XX e o seu sexto (e último) andar agrupa várias esculturas de importantes artistas, especialmente de Rodin.
      Um museu incrível que exige ao menos duas horas para uma boa visita (o Wikipedia em português tem boas informações do museu para atiçar ainda mais a sua curiosidade). Ao seu lado fica o Museo Jumex, que também tem exposições incríveis. Acabei não o conhecendo, pois ia encontrar com uma amiga.


       
      À noite, a minha amiga me levou no Monumento a la Revolución, considerado o arco triunfal  mais alto do mundo, localizado na Plaza de la Republica. Acho que vale super a pena uma visita durante o dia para apreciar melhor a construção.

       
      DIA 57) CIDADE DO MÉXICO
      Último dia da minha viagem. 😕 Acabei fazendo passeios em direções opostas da Cidade do México.
      O primeiro deles foi conhecer o Santuário da Basílica de Guadalupe. que é a segundo santuário católico mais visitado do mundo, perdendo apenas a Basílica de São Pedro no Vaticano. O Santuário agrupa a moderna basílica e outras igrejas, entre elas a antiga Basílica, que foi a primeira igreja do México dedicada à Virgem de Guadalupe.
       
      (espaço que seria dedicado a fotos, mas acho que perdi minhas fotos da Basílica 😥)
       
      Depois desse rolê, fui fazer o percurso de barco nos canais de Xochimilco. O melhor ponto para o contratá-lo é o Porto de Nativitas, pois é onde há mais opções de embarcações e onde há maior fluxo de gente. Assim vc pode se juntar a um grupo para baratear os custos. Foi o que fiz e acabei me juntando a uma simpática família colombiana, que me acolheu super bem, inclusive me dando alguns copos de cerveja. O passeio de 2h, dessa maneira, saiu por $150.
      O passeio é feito em trajineras, pequenos barcos muito coloridos e geralmente com nomes de mulheres (esposas dos donos), que são considerados Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Os seu condutores usam bastões de madeira para empurrar o leito e projetá-los pelos canais.
      As origens de Xochimilco remontam aos tempos pré-coloniais, quando os mexicas construíram canais e chinampas, ilhas artificiais onde se desenvolvia a agricultura. Ainda hoje há várias hortas e floriculturas na região.
      É comum os mexicanos realizarem comemorações de aniversário e de formatura nos passeios. Há muitas traineiras com estudantes bebaços, curtindo som alto. Muitos mariachis aproveitam também para tocar nas trajineras e animar ainda mais os passeios.
      O passeio passa por uma ilha onde há uma reprodução da Ilha das Bonecas (original), onde um senhor solitário juntava bonecas e as pendurava para, segundo as diferentes versões, espantar os maus espíritos ou para entreter o espírito de uma criança que foi encontrada afogada. O passeio para essa ilha é caro ($2000) e mais longo, 8h no total.
      Valeu super a pena como uma curiosidade cultural!
       




       
       
      DIA 58) RETORNO
      Fim da viagem! 😥
       

       
      HOSPEDAGENS
      - Cidade do México: Mexico City Hostel (booking) - excelente hostel, muito bem localizado com boa estrutura e bom café da manhã! Meu único porém é o excesso de controle no uso da cozinha.
      - Pachuca de Soto: Airbnb Happy place (anfitrião Ignacio) - cama confortável, quarto espaçoso, anfitrião super gente boa, porém não há água quente no chuveiro, sendo preciso esquentar água em cuia usando uma resistência.
      - Ciudad Valles (Huasteca Potosina): Hostal Casa Huasteca (booking) - excelente hostel, com cama confortável, quarto espaçoso, ótimo café da manhã e atendimento super atencioso. O único e grande problema do meu ponto de vista é a cobrança por água potável do filtro.
      - Querétaro: Jirafa Roja (booking) - hostel bem localizado, porém achei o quarto sujo e tive problemas para fazer o check-out por não haver ninguém na recepção cedo.
      - Estacion de Catorce: Hotel San Jose (no local) - hotel simples com cama grande e confortável e consegui um ótimo preço depois de conversar com a dona
      - San Luis de Potosi: Sukha Hostel (booking) - hostel super em conta, com uma boa área para interação e banheiros limpos. 
      - Guanajuato: Hostal Seis 7 (booking) - hostel muito simples, bem localizado. Porém não há cozinha, o banheiro é apertado e o do meu andar estava com um cheiro péssimo.
      - San Miguel de Allende: Black and White (conferir no Google) - eu acabei parando nesta hospedagem porque o que eu havia reservado pelo Booking estava em reformas e sua dona era irmã da dona destre outro. Não é bem um hostel, é mais um esquema Airbnb, com quarto com beliches. Gostei do local e especialmente da atenção da proprietária. O único problema é que é um pouquinho mais distante do centro.
      - Puebla: Gente de Más (booking) - excelente hostel. Quarto espaçoso, banheiro limpo e boa cozinha.
      - Atlixco: casa de uma pessoa que conheci aleatoriamente
      - Zacatlán de las Manzanas: Airbnb Hostal Zacatlán - o proprietário é super gente boa. Porém tive problemas por a localização informada no Airbnb ser diferente da localização real, por ter imaginado que era um hostel com recepção e ser apenas uma casa e no período em que fiquei o chuveiro elétrico não estava esquentando a água. Tirando isso, o quarto era bom e a cozinha era ótima.
      - Cuetzalan: Posada los Abuelos (no local) - pousada super simples, com quarto espaçoso e cama confortável, porém com um cheiro forte de parede de cimento.
      - Orizaba: Airbnb - Hostal Tlachichilco - na verdade não é um hostel. É um quarto anexo à casa da proprietária, que é bastante atenciosa. Cama ótima e banheiro dentro do quarto. Os únicos problemas são o sinal do wi-fi é fraco e não haver cozinha disponível (e logo não haver filtro de fácil acesso).
      - Oaxaca: Hostal de las Americas (booking) - excelente hostel! Quarto confortável, bem localizado e com staff atencioso.
      - San Cristobál: Torantelo B&B (booking) - hostel super barato, com cama confortável e com excelente café da manhã.
      - Comitán de Dominguez: Airbnb Casa Calli - quarto privado com cama meio desconfortável e janela sem cortina. O dono é super gente boa.
      - Palenque: Casa Janaab (booking) - excelente hostel, com estrutura maravilhosa!
      - Bacalar: Magic Bacalar (booking) - fiquei na barraca deles no camping. Achei ótima com uma cama super confortável. O hostel tem também um ótimo café da manhã e fica na beira do lago com um deck bom para se fazer amizades (tomei muita cerveja ali com os amigos que fiz no local).
      - Tulum: Lucky Traveller Hostel (booking) - hostel gigantesco, que já foi um hotel all-inclusive. Super econômico, com excelentes quartos e com algumas bicicletas disponíveis para empréstimo gratuito. Problemas: a cozinha é usada apenas por eles para fazer as refeições que são vendidas no hostel e distância grande do centro. 
      - Isla Mujeres: Hostel Azucar (booking) - hostel bem simples com staff super atencioso e cama confortável, porém o quarto é meio apertado.
      -  Holbox: Be Holbox (booking) - hostel bom, com quartos bastante ventilados e banheiros limpos.
      - Valladolid: a) Hostal Casa Chauac ha (booking) - excelente hostel com quarto amplo, banheiros limpos, bom café da manhã e com bicicletas gratuitas à disposição (só é um pouquinho caro); b) Hostal Casa Don Alfonso (booking) - ótimo hostel com dono super gente boa e com ovos no café da manhã. Único problema é que desligam o ar-condicionado após 3h e o quarto acaba ficando um pouco quente.
      - Mérida: Hostel Le Luj (booking) - excelente hostel com bom café da manhã incluso e com uma ótima cozinha! Único problema foi a grande quantidade de muriçoca na área de convivência e na cozinha.
       

      TOP, TOP CENOTES (todos que conheci)
      1ª) Cenote Xkeken - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid ($80 individual ou $125 com o cenote Samula)
      2º) Gran Cenote - a uns 6 km de Tulum na pista com sentido a Cobá ($180)
      3º) Cenote San Lorenzo Oxman - a uns 3 km de Valladolid, no mesmo sentido do complexo Dzitnup ($80)
      4º) Cenote Samula - complexo Dzitnup a uns 6 km de Valladolid
      5º) Cenote Lol - Ha - no povoado de Yaxunah a 20 km de Pisté ($50)
      6º) Cenote Il Kil - a 4 km de Chichen Itza ($80)
      7º) Cenote Xcanche - no sítio arqueológico de Ek Balam a uns 28 km de Valladolid ($70)
      8º) Cenote Zaci - dentro da cidade de Valladolid ($30)
      9º) Cenote Hubiku - na pista no sentido de Ek Balam a 16 km de Valladolid ($100)
      10º) Cenote Tamkach Ha - a 6,5 km de Cobá ($100)
      11º) Cenote Multum Ha - a 1,5 km do anterior ($100)
       
      TOP, TOP ATRAÇÕES RELIGIOSAS
      1º) Templo de Santa María Tonantzintla - Cholula
      2º) Museu del Virreinato - Tepotzotlan
      3º) Templo San Francisco Acatepec - Cholula
      4º) Capilla del Rosario (Templo de San Domingo) - Puebla
      5º) Templo de Santo Domingo de Guzmán - Oaxaca
      6º) Iglesia de San Juan Bautista - San Juan Chamula
      7º) Parroquia de San Miguel Arcángel - San Migue de Allende
      8º) Catedral de Puebla - Puebla
      9º) Santuário da Basílica de Guadalupe - Cidade do México
      10º) Catedral da Cidade do México - Cidade do México
       
      TOP, TOP MUSEUS
      1º) Museu de Antropologia - Cidade do México
      2º) Templo Mayor - Cidade do México
      3º) Museo de las Culturas - Oaxaca
      4º) Museu Amparo - Puebla
      5º) Museu de Bellas Artes - Cidade do México
      6º) Gran Museo del Mundo Maya - Mérida
      7º) Museo Internacional del Barroco - Puebla
      8º) Museo Soumaya de Polanco - Cidade do México
      9º) Centro de las Artes - San Luis Potosí
      10º) Museo de Arte Moderna - Cidade do México
       
       
      TOP, TOP SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS
      1º) Uxmal 
      2º) Teotihuacan 
      3º) Chichén Itzá 
      4º) Palenque
      5º) Bonampak
      6º) Monte Álban
      7º) Toniná
      8º) El Tajín
      9º) Ek Balam
      10º) Mitla
       
      TOP, TOP PUEBLOS MÁGICOS
      1º) Real de Catorce
      2º) Bacalar
      3º) Cuetzalán
      4º) Orizaba
      5º) Tepotzotlán
      6º) Bernal
      7º) Zacatlán
      8º) San Miguel de Allende
      9º) San Cristobál de las Casas
      10º) Valladolid
       
       
       
       
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