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Boas Viajantes!

Segue minha ultima atualização de roteiro para o Leste Europeu entre Maio e Junho de 2020. 

Diante de infinitas possibilidades, este roteiro me agradou, tanto pela economia quanto pelos lugares.

Prefiro mil vezes passar a noite dormindo (durmo muito bem aliás) em um ônibus do que perder meio dia indo e voltando de aeroportos, optei por viajar principalmente à noite e por via terrestre. 

Alguém já fez essas rotas, poderia acrescentar alguma observação?

 

06.05.2020 - São Paulo - Roma - Varsóvia.

07 a 09.05 - Varsóvia - Polônia - 2,5 DIAS

09.05 - Noite - Ônibus (Lux Express) para Vilnius

10.05 - Vilnius - Lituania - 1 DIA

11.05 - Manhã - ônibus (Lux Express) para Riga

11 e 12.05 - Riga - Letônia 1 DIA

12.05 - Tarde - ônibus (Lux Express) para Tallinn

12 a 14.05 - Tallinn - Estônia - 2 DIAS

14.05 - Noite - ônibus (Lux Express) para São Petersburgo

15 a 18.05 - São Petersburgo - Russia - 4 DIAS

18.05 - noite - Trem para Moscow

19 a 23.05 - Moscow - 5 DIAS

23.05 - noite - Onibus para Kiev (Ainda a definir empresa) 

24 a 26.05 - Kiev  - 3 DIAS

26.05 - noite - Onibus para Krakow ( Ainda a definir a empresa)

27 a 30.05 - Krakow - Polônia - 4 DIAS

30.05 - noite - Onibus (Flixbus) para Budapeste

31.05 a 02.06 - Budapeste - 3 DIAS

02.06 - noite - Onibus (ainda a definir empresa) para Praga

03 a 05.06 - Praga - 3 DIAS

05.06 - Noite - Onibus (FlixBus) para Verona 

06 e 07.06 - Verona - 2 DIAS

07.06 - Noite - Trem para Mestre (Veneza) 

08 a 10.06 - Veneza - 2 DIAS E MEIO 

10.06 - 18h00 - Aeroporto Marcopolo Veneza - Roma - São Paulo


Valew a todos!

 

 

 

 

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Eu não conheço todas estas rotas, e entendo a sua preferência por viajar a noite de ônibus, um conselho, confira se a duração da viagem noturna é o suficiente para você realmente conseguir dormir no ônibus, pois de nada adianta você dormir bem no ônibus, se a viagem levar só 4 ou 5 horas, o que é muito pouco tempo para você dormir, até você pegar no sono, já vai ser "metade" da viagem...

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Algum motivo especial para você ir de Cracóvia para Budapeste, depois Praga e Verona? Disponibilidade de ônibus? Você estará fazendo um desvio bem grande...

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@poiuy É exatamente isso! Há disponibilidade de melhores linhas entre Cracóvia e Budapeste, Budapeste à Praga, e Praga à Verona, todas em horários noturnos e linhas operadas pela FlixBus sem transferência em nenhum ponto, apenas poucas paradas. 

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@poiuy Os trechos pequenos, que são entre Lituania, Letônia e Estônia farei pela manhã já no primeiro horário, são trechos de até 4 horas. Os outros todos são longos o bastante para compensar viajar a noite. 

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    • Por Weise Aguiar
      Fala mochileiros, meu nome é Weise (tipo o GPS Waze sim kkk) tenho 23 anos, e vou contar como foi minha primeira viagem a Europa, que aconteceu em Maio de 2019.
      Em Dezembro de 2018 estava decidido a realizar esta viagem, e a espera de passagens na promoção, porém não tinha nenhum dinheiro guardado, apenas o salário de Dezembro e dos próximos messes até a viagem (que não era muito). O instagram do Passagens Imperdíveis anunciou uma promoção para Roma nos mês Maio, era por volta de R$ 1.600,00, porém eu não tinha esse dinheiro, corri na CVC e fiz o agente colocar a mesma data que eu já sabia que estava promocional, o valor encontrado foi de R$ 1.800,00, não liguei para a diferença de preço, pois lá dividiram em 8x sem juros no famoso carnê. Perfeito! Minha mãe e tia também aproveitaram o achado e compraram também.
      Era Janeiro e eu tinha a responsabilidade de montar o roteiro, achar hotéis e fazer tudo que era necessário inclusive assessorar a confecção do passaporte das senhoras. Planejar viagens era um hobbie meu, não faze-las também kkkk, estava empolgado com os preparativos da primeira grande viagem e por estar responsável por pessoas que sempre foram responsáveis pro mim. Seriam 14 dias na Europa, inicialmente queria colocar a Europa toda no roteiro, porém percebi que 3 países seria o máximo que conseguiria conhecer neste tempo, foi difícil, tive que deixar a cara Suiça, mas em um comum acordo escolhemos conhecer as cidades de Paris, Londres, Milão, Veneza, Pisa e Roma. Utilizei todo meu conhecimento e sites mágicos para achar a melhor rota entre estes países (melhor no caso era a mais barata), a unica certeza e que chegávamos por Roma e por ali também sairíamos. O itinerário foi:
      - Escolhi conhecer Roma por ultimo, pois o risco de perder o voo de volta para o Brasil era menor, já que eu estaria na cidade. Sendo assim compramos passagens de Roma para Paris;
      Paris: Minhas pesquisas por custo x benefício me levaram ao Hotel Ibis Porte de Montreuil, eles tem uma categoria chamada budget que seria mais econômica, pagamos cerca de R$ 320,00 no quarto para 3 com café da manhã incluso. Sim! Ficou quase R$ 100,00 pra cada pessoa por diária em um hotel em Paris. O hotel ficava um pouco distante do centro da cidade mas a estação de trem era a 4 minutos de caminhada, e 40 minutos de viagem até a Torre Eiffel, nem sentíamos o trajeto. Também havia um Carrefour como vizinho no hotel, que tinha preços muito bons! Na cidade utilizamos o metrô (1,70€) para ir a qualquer lugar com exceção de Montmartre que utilizamos o uber (mesmo app do BR). Em Paris visitamos além da famosa Montmartre, a Champs Elysees, Arco do Triunfo, quase todas as pontes famosas, Village Royal (lugar onde tem o corredor cheio de guarda-chuvas), Galerie Lafayette, o Museu do Louvre, La Vallée Village (a outlet mais chique que já vi, comprei ate uma blusa da Levi´s por 13€), a Primark (mãe da C&A, Renner e afins) e claro a Torre Eiffel todos os dias a noite.  
      Londres: Escolhi fazer o trajeto com o trem da EuroStar, ele passa por baixo do mar e se pode ter uma vista muito bonita do trajeto na superfície, não me lembro o preço exato mas foi algo em torno de R$ 200,00. Chegamos em Londres na famosa estação King's Cross (Harry Potter), tentamos pegar um ônibus porém não aceitavam dinheiro e eu ainda não sabia comprar o cartão (destaque para o primeiro contato com inglês britânico, foi muito estranho não entender nada que o senhor no ponto de ônibus falou), pegamos uber e chegamos ao hotel bem rápido. Em Londres eu também escolhi um hotel budget da Ibis (Whitechapel), este porém era mais moderno, a moça que nos recebeu foi muito prestativa e me ajudou muito com informações importantes, custou algo entorno de R$ 120,00 a diária para cada pessoa no quarto triplo. Fui conhecer Londres logo que cheguei e ao sair do hotel percebi que o bairro era meio .... diferente, varias mulheres de burca e alguns homens com cara de indianos, mesquitas e muitas placas em árabe (ou seja lá o que era aquilo) mais tarde descobri que o bairro era multicultural e acabei adorando ver toda aquela cultura! E 20 minutos de caminhada e estávamos na Tower Bridge um dos maiores símbolos de Londres, foi impactante (foi o lugar que mais gostei na cidade), durante 4 dias conhecemos lugares como o Saint James Park, o Palácio de Buckingham, o Borough Market, a loja gigantesca da M&M (não deixe de conhecer, é a maior do mundo), China Town, Leicester, Tottenham, compras na Primark de Londres (que era melhor que a de Paris), Camden Town (é meio longe, mas iria 10x mais longe vale muito), um destaque para o Camden Market, tem vários outros lugares, mas assim como em Paris não vou citar para não ficar exaustivo. Em falar em exaustivo, primeiro perrengue da viagem, eu havia comprado passagens pela Ryan Air, o aeroporto em que eles atendiam era super longe, e de uber gastamos cerca de R$ 500,00 pela viagem para nos 3, essa foi a primeira facada, a segunda veio quando a atendente me disse que o embarque já havia sido encerrado 1h30 antes do voo, brigas depois minha tia passou o cartão e compramos outra passagem (55 libras cada).  
      Milão: Ok, passamos o perrengue e foi hora de engordar, do aero até a cidade pegamos um ônibus (7€). Os hotéis da Itália foram escolhidos na CVC, novamente pela facilidade do parcelamento sem comprometer limites dos cartões, as fotos do site não condiziam muito com a realidade, e isso foi uma coisa boa em Milão o iH Hotels Milano Gioia foi um achado, era muito confortável, digno de um 3 estrelas,  perto de supermercados, restaurantes (bons e baratos, onde comi a melhor pasta da viagem), além de ser relativamente parto do centro da cidade, aqui não utilizamos o transporte publico para nada, fizemos tudo caminhando e foi ótimo. A cidade sem duvidas e uma das mais bonitas da Europa, o antigo se misturava com o moderno, e realmente era a cidade da moda, marcas de luxo como LV, Gucci, Versace e outras enfeitavam as ruas. Aqui conhecemos a Pinacoteca de Brera, cujo qual eu nem sabia da existência e literalmente esbarrei na rua, o Duomo Di Milano, a Galeria Vittorio Emanuele II e o Castello Sforzesco. Foi tudo perfeito por aqui, boa comida e lugares impressionantes.  
      Veneza: Embarcados no trem seguimos para Veneza, estávamos com a expectativa alta para o Hotel Ca' Gottardi, pois foi o mais caro da viagem (R$ 1.300,00 por diária, só ficamos uma kkkk), era luxuoso, mas nada extravagante. A cidade realmente é tudo o que dizem, chegamos de manhã e partimos no outro dia de noite. Foi mais que suficiente para conhecer cada canal, as coisas eram um pouco caras, mas valeu cada euro.  
      Pisa: Pisa me surpreendeu muito, já era noite quando chegamos, mas não nos impediu de ir ver a famosa torre inclinada, estava deserta. A primeira surpresa foi com a cidade em si, ela parecia cidade universitária de interior (e era). O hotel foi o Royal Victoria, de frente para o rio que corta a cidade muito charmoso, inicialmente achamos o hotel velho demais, pesquisas depois me fizeram mudar de ideia, é um hotel histórico, a diária no quarto triplo custou R$ 400,00. A outra surpresa foi com o conjunto histórico, eu sempre achei que a torre era sozinha, porém descobri que ela faz parte de um conjunto que inclui um batistério e uma catedral. Não tem muito para conhecer na cidade, os 2 dias por lá foram suficientes.  
      Roma: Já um pouco cansados partimos de trem, é claro, para a nossa primeira e ultima cidade Europeia Roma. E mais um perrengue era previsto, o "hotel" Cesar Palace, era HORRÍVEL, até hoje não entendi o que era aquilo, mas parece que era um prédio residencial antigo, onde funcionava o "hotel" em dois dos diversos andares, não havia recepção, apenas uma sala de bagunça onde tinha um cara. Meio assustado fiz nosso check in e um segundo cara meio estranho apareceu do nada e nos levou ate o quarto, quando questionei sobre o café da manhã que tinha pago (5€) ele saiu e voltou com uma fixa "vale 1,50€ no bar da esquina" literalmente era isso, parecia uma grande piada, minha mãe se revoltou e queria fazer barraco kkkkk mas achamos melhor tentar curtir a cidade e ir para o hotel apenas para dormir, já que todas as nossas coisas ficavam lá sozinhas não fizemos nenhuma reclamação. A cidade era bem diferente das outras, encontramos com alguns brasileiras e elas haviam sido furtadas na Fontana de Trevi, a cidade era um pouco suja demais, mas nada que não estivéssemos acostumados. Aproveitamos muito e apesar das atrações serem longes, fizemos todos os trajetos a pé, andamos MUITO, mas já sabia chegar a qualquer lugar, já estava me sentindo um romano, entre as atrações visitamos o Coliseu, o bairro de Trastevere, o Vaticano, o Monumento a Vittorio Emanuele II, a Fontana de Trevi, o Panteão, Piazza di Spagna entre vários outros lugares. No check out não havia ninguém na sala de bagunça e uma placa dizia que o atendimento iria se iniciar em 2h, então tiramos tudo do quarto e saímos deixando a chave pendurada na maçaneta da porta. Este foi um resumo de cada cidade, creio que no futuro escrevo sobre detalhes sobre cidade. Foi um enorme aprendizado viajar desta forma, e apesar de ter pesquisado muito antes, algumas coisas ainda passaram despercebidas, cada cidade tinha seu próprio estilo e foi impossível escolher uma favorita (Londres), temos vontade de fazer tudo de novo, tenho certeza que teremos uma experiencia diferente. Me deixo a disposição para ajudar tirando duvidas ou de outras formas se tiver no meu alcance! 
      Depois que voltei ao Brasil contabilizei cerca de R$ 8.900,00 com tudo que tinha gasto na viagem, incluindo hospedagem, comida, compras, passagens, tudo mesmo. 
      Segue algumas fotos do ocorrido, no meu instagram @weiseaguiar também tem vários histories legais de cada lugar. Um grande abraço mochileiros!
       






    • Por wendycardoso
      Olá, aqui vai o relato de nossa viagem para Europa com um bebê de 1 ano.
      O fórum Mochileiros ajuda nossa família desde 2005, então me sinto quase na obrigação de contribuir de volta para a comunidade! 
      Nossa aventura com bebê começou muito antes do embarque, com um minucioso planejamento, desde roteiro, vôos até escolher como faríamos com a alimentação dela, até marcar no mapa todos os hospitais pediátricos nas cidades que visitaríamos.
      O relato foi feito em parte no word, em parte em mensagens de whatsapp, e tem dois dias faltando, mas foi o que deu pra fazer!! 
      Concluindo: não poderíamos ter feito escolha melhor do que a de viajar com nossa filha. O trabalho é árduo, mas o prazer é muito maior, e as lembranças ficarão em nossos corações pra sempre. Não tenham medo de viajar com seus filhos.
      Roteiro: Madri - Paris - Dijon - Avignon - Nice - Milão - Veneza - Lisboa. Total 28 dias. 
      07/09/2019 (sábado)- Madri
      (Victor) Voo Belém - Lisboa (que saiu 22:35 do dia 06/09) tranquilo. Maria Inês dormiu durante todo o trajeto. Dormi algumas vezes e Nem senti o tempo Passar. Chegamos em Lisboa às 10h locais. Fomos ao fraldário trocar a MI e depois procuramos o espaco familia. Era um playground e MI lanchou e brincou por bastante tempo. Tentamos comer algums coisa, mas nâo encontramos nada de interesssnte. Wendy acabou morrendo num sanduíche de queijo e tomate. O voo para Madri atrasou meia hora. Mas que bom que dura somente 50 minutos. Neste voo Mi não quis saber de dormir. Mas a Galinha Pintadinha salvou a pátria e a menina se aquietou. Em Madri, pegamos o ônibus expresso que vai do aeroporto atè a estaćão de trem Atocha ( meros 5 EUR). Ali tivemos que pegar metrô e haja subir e descer escadas carregando nosso malão de 25kg mais o carrinho da MI. Finalmente chegamos a nossa hospedagem. A anfitriã, Pilar, foi bem simpática e nos instruiu sobre a estadia em seu apto. Após nos acomodarmos, fomos ao Carrefour abastecer a casa para a semana. Compramos um jamón delicioso e uma tábua de queijos gouda trmperados (sabor pesto, molho de tomate e outro que não reconheci) que também estava muito boa. As 22h MI foi dormir junto com Wendy ( que reclamou de dor nas costas).
      08/09/2019 (domingo)- Madri
      Saindo do aeroporto, pegamos o ônibus 203 que leva até a estação atocha. De lá, pegamos o metrô linha 1 até nossa estação : tirso molina, apenas 3 paradas. Fica numa praça, e de lá caminhamos pro apartamento. Chegamos em casa Maria estava com muito sono. Dei pêra e coloquei pra dormir. Nos ajeitamos pra sair pro supermercado. Maria acordou, mas continuava  sonolenta. Vestimos, e saímos. Tem um Carrefour muito próximo, na praça. Tava lotado, eu estava muito muito cansada, Maria também.. tive que pensar rápido no que levar pra fazer comida no dia seguinte; café etc.
      Demoramos um pouco pq não conhecíamos o supermercado, pagamos e voltamos pra casa. Dei ovo frito com pão e queijo pra Maria, pq fiquei com medo de dar a comidinha que levei de casa.
      Victor ficou fazendo diário de gastos e de bordo. Depois dormiu. Maria estava inquieta, chorando toda hora... quando deu 6:30 ela acordou, tinha vazado pipi. Depois dormiu até 10h, direto sem chorar. Eu acordei 8h, Victor levantou desde cedo, fez comida da Maria e café da manhã. Depois arrumei as mochilas do dia, tomei banho, e aí acordamos a Maria Inês. Demos banho nela, dei o café, ela não quis comer muito. Arrumamos e saímos.
      Chegamos atrasados na missa em latim, sorte que tinha uma missa nova logo em seguida. Assistimos. Saímos andando da igreja pro Platea Market, onde demos o almoço dela e trocamos fralda de coco. Agora vamos almoçar. São 15:30.
      O platea market é um mercado moderno, novo; que foi construído num antigo teatro. Lá tem 3 andares, um com restaurantes internacionais, outro com bares de tapas e outro um restaurante com estrela Michelin.
      O Platea Market ( @plateamad ) é um mercado novo que fica num antigo teatro em Madri. Com esse nome, “mercado”, eu imaginava que era um mercado estilo feira de bairro, com os feirantes vendendo seu peixe etc! Nada a ver! Hahahaha. 
      Na entrada, parecia que estávamos no lugar errado, pois a fachada parece uma galeria de lojas. Fomos entrando meio desconfiados, meio fugindo do sol, e voilà. Encontramos esses oasis. São 3 andares, um com restaurantes internacionais, outro com bares de tapas e outro um restaurante com estrela Michelin.
      Há varios pequenos shows de hora em hora, e isso também nos surpreendeu positivamente! Pra quem já estava confirmado em não assistir nenhum tango, as intervenções no meio do restaurante foram excelentes. 
      Muito acessível, o local tem elevador, trocador e cadeirão pra bebê, basta pedir! 
      Comemos tapas de bacalhau e uma sangria, no bar de tapas, e costelas de porco no restaurante. 
      Estávamos sem muitas expectativas, e foi uma ótima surpresa. 
      Muito acessível pra bebês, lá tem trocador e cadeirão pra bebê.
      Infelizmente na afobação, sentamos nos bares e tapas, não pedi cadeirao e dei o almoço dela na agonia,
      Com ela no meu colo, andando etc.
      Depois que ela almoçou, ficamos mais tranquilos e resolvemos ir pros restaurantes. Lá eu pedi o cadeirão, ela ficou sentada vendo galinha pintadinha enquanto nos comíamos. 
      Quando terminei de comer dei banana pra ela. Depois do mercado, íamos continuar nosso passeio até a puerta do sol e plaza mayor. Ela começou a chorar, era sono. Fiz ela dormir, coloquei no carrinho, cobri com um pano pq estava muito sol. Fomos pela sombra, mas depois paramos pra tomar um frape, ela acordou, comeu pera, e continuamos. Tiramos foto nas praças, as igrejas que íamos visitar estavam fechadas, seguimos pra casa. 
      Ela jantou, tomou banho, e agora está mamando pra dormir.
      09/09/2019 - Madri
      Hoje acordamos 6:45, Victor levantou logo pra fazer o frango e o café da manhã e eu fiquei ainda fazendo a Maria esticar o sono. Tomei banho, dei o banho dela, dei o café, e tomei o meu. Nos arrumamos, e saímos de casa. Hoje optamos pegar ônibus pois é muito mais cômodo e rápido pra quem tem carrinho de bebê. O ponto fica na praça tirso Molina, bem próximo ao nosso apto. 
      Logo o ônibus chegou, teve engarrafamento mas rápido chegamos ao parque del retiro. 
      Entramos pela puerta Del anjo caído,paramos no parquinho pra Maria brincar e depois ela lanchou. Continuamos o passeio, paramos no palácio de cristal, depois no lago central. Maria ficou vendo os patos nadando no lago. Voltamos pra porta Del anjo caído e fomos pro museu reina sofia. Maria tirou a primeira soneca, no colo do papai. Já eram 12h, o sol começava a esquentar e queríamos um passeio protegido. Chegando lá, ela acordou, trocamos fralda e resolvi dar o almoço. Nós aproveitamos pra comer também. Fomos no café do museu, pedimos um brunch e dividimos. Vinha com: pão com ovo mole e jamon, pasteries, frutas,  iogurte, suco de laranja e café com leite. Nesse café, pedi cadeirão pra bebês, e pedi um prato pra aquecer o almoço da nenem. Muito cômodo para famílias! Ela almoçou direitinho e foi uma paz. 
      Visitamos as principais sala do museu, guernica, Dali e Miró. Depois fomos pro museu Del Prado. Lá, começamos pelas exposições temporárias: Fra angélico e vermeer, rembrandt e velasquez. Maria dormiu logo no fra angélico. Acordou no final da exposição seguinte. Demos lanche e trocamos fralda. Nos museus têm fraldário e e muito cômodo pra nós. Depois, fomos pra coleção principal. Vimos El greco, el bosco, velasquez, tintoreto, tiziano, Rafael, Rubens. . Infelizmente não deu tempo de ver goya nem caravaggio. Eram 18h e tínhamos que ir pra casa. 
      Paramos no bar el gatos, comemos tapas de jamon com queso, bacalhau e sardinha, tomamos sangria. Maria comeu pêra. Depois seguimos pra casa. Mamãe wendy deu banho e jantar, enquanto papai victor foi ao supermercado. Tomei banho e em seguida coloquei nenem pra dormir.
      10/09 - terça-feira 
      Maria acordou 6:30.
      Tentamos esticar o sono e não conseguimos. Beleza, fui tomar banho, fiz o café dela. Victor foi trocar a fralda e tal. Na hora de comer ela não quis. Estava com sono! Victor pegou no colo e ela dormiu de novo.. e nós tbm kkkk
      Havia faltado energia. Estávamos no escuro. 
      Acordamos de novo 9h, nos arrumamos (tínhamos tomado café cedo), aí ela acordou, comeu apenas ovo. Não quis abacate. Vestimos varias camadas nela, e saímos de casa 10h. Antes de sair, falei com a proprietária Pilar, que apenas ligou o disjuntor que tinha disparado. Depois descobrimos que não dá pra ligar varios aparelhos ao mesmo tempo. Estávamos com ar, fogão de indução e exaustor ligados. 
       
      Primeiro Fomos na basílica de São Miguel depois no mercado de São Miguel. Ficam bem perto do nosso apto. No mercado, Não tinha mesas. O mercado é bem pequeno, com balcões com restaurantes, bares de tapas, cafés. Queríamos um local com mesas e cadeiras. Entramos num restaurante fora do mercado, já eram 11h. Pedimos um café brunch, cadeirão, maria Inês comeu banana. Saímos, comprei um croissant e dei pra ela comer. Ela gostou. Andamos até a igreja de san andres de gines, conseguimos entrar e visitar. depois seguimos pro mosteiro das descalzas, onde não pudemos entrar, só poderia com tour guiado as 13h. Continuamos pra igreja de san Antônio de lós Alemanes, passando pela gran via, a times square de Madri! A igreja é considerada a capela sistina de Madri. Muito bonita, cheia de afrescos. Cá estamos. Maria dormiu no caminho pra cá.
       
      Seguimos pela calle de pez e depois Calle de lós reyes, até chegar na Plaza de Espanha. 
      Plaza de Espanha fechada para obras. Não pudemos entrar. Continuamos caminhando pro Palácio real de Madri. Lá, vimos a troca da guarda e tiramos foto. O sol estava forte, Maria acordou, resolvemos procurar um restaurante pois era hora do almoço dela. 
      Vagueamos pela Ópera, até que decidimos entrar no La Traviata (rs). Menu del dia 13,95, dois pratos; sobremesa e bebidas. Pedimos lasanha, espaguete ao jamon e alho, que estavam deliciosos, e depois dois tipos de carne, que estavam ruins. Sangrias (uma com a comida e outra no final, vinho rosé. Mas o atendimento foi muito bom, garçons super simpáticos e prestativos. Nos deram cadeirão pra Maria Inês, levaram a comida dela pra esquentar e ainda lavaram o pote. Colocaram meu celular pra carregar. E me deram um copo de plástico pra levar a sangria que eu não sabia que estava inclusa no menu. Também conversamos bastante com uma inglesa simpática na mesa ao lado, encantada com a Maria Inês. 
      15h saímos do restaurante, voltamos pro palácio, mas antes paramos pra fotos e brincar no parquinho. 
      Finalmente, lá chegando…  fechado para evento oficial.
       
      Tiramos foto por fora do palácio, estava ventando muito e o tempo fechando, ia chover. Colocamos a capa de chuva do carrinho e entramos na catedral de la almudena, Maria mamou e dormiu (demorou, mas dormiu). Mais à frente, entramos na basílica de San Francisco el grande. Maria acordou, comeu banana. Saímos de lá, continuava ventando muito e com cara de chuva. Sentimos pingos. Paramos no supermercado pra comprar banana e queijo, e caminhamos de volta pra casa. Ficamos em dúvida se parávamos pra esperar o tempo melhorar, mas vi que estávamos bem perto de casa, então resolvi ir direto pra casa.
       
      Chegamos 18:30 em casa. Maria vai tomar banho e jantar. Amanhã vamos pra Toledo, espero que consigamos ajustar o fuso horário dela e acordar cedo pra sair cedo.
      Maria estava muito danada e agitada, o jantar demorou demais. Só foi dormir às 21h, de novo! Fizemos a comidinha de amanhã. Frango, arroz, lentilha, brócolis, batata e cenoura. 
       
      12/09/2019 - quinta-feira 
      Acordamos 7:00, tomamos banho, recolhemos as últimas coisas, Maria acordou, trocamos a fralda e colocamos a roupa dela. Almoço e jantar, lanches na lancheira, saímos 8:15 de casa. Pegamos o metrô 8:24 e em 5 minutos chegamos em atocha. O ônibus do aeroporto tinha acabado de chegar, subimos e às 9:25 chegamos no Barajas. Despacho de malas, segurança, fomos pra área de embarque. Maria tinha comido banana no ônibus e agora comia pão com queijo, num café do aeroporto onde mamãe e papai também fizeram o desjejum. Depois, trocamos a fralda, tinha popô. Renovada, brincou no playground até que o portão de embarque foi anunciado. Seguimos pro embarque. Tudo é uma pernada... 
      no embarque, tratamento vip 😁 sempre embarcamos antes de todo mundo, por causa da Maria Inês 🤣
      Antes de decolar Maria dormiu. Porém acordou logo após a subida!!!  Dormiu pouquíssimo. Passou o voo inteiro “no 12”. Chegamos no aeroporto charles de gaule às 14:15. Ainda no avião, ela fez um popô FEDERAL. tava podre demais. Não aguentávamos mais o _futum_. Assim que descemos da aeronave corremos pro fraldário. Impestou o local. Trocamos até a roupa pq vazou. Saindo de lá, pegamos a mala e maaaais uma pernada pra chegar no RER, trem de acesso à Paris. Compramos o ticket, entramos no trem. Em 20 minutos estávamos na estação Châtelet. Nos enrolamos pra descobrir que o mesmo ticket dava acesso ao metrô também. Trocamos então pra linha 14, rumo à estação olympiades. Lembrando que tuuuudo é longe. Até que enfim chegamos. Mais uma caminhada de 10 minutos até o nosso novo apartamento, que foi fácil de encontrar. 
      O airbnb é de um quarto privado em um apartamento onde mora uma família. Quem nos recebeu foi a sra Anita, mãe da anfitria do airbnb. É indiana. A casa parece um Maracá de baiana KKKKKK tudo bem ajeitadinho, bem arrumadinho, com vasos de flores artificiais, paninhos, bibelôs, posters, uma infinidade de enfeites. 
      O quarto tem uma cama de casal. Ela nos forneceu um Moisés de carrinho pra Maria dormir. O banheiro é separado da sala de banho. 
      A sra Anita é muito simpática. 
      Nos instalamos, tomamos banho e saímos pra conhecer a Bercy Village. Uma caminhada de 20 minutos;. Demos uma volta por lá olhando os restaurantes e decidimos entrar num que tinha comida francesa. 
      Pedimos hambúrguer e carne com alligot. Uma delicia e nos empanturramos. Maria jantou sua comidinha. Tomamos sorvete na sorveteria Amori. Voltamos a pé, paramos no supermercado pra comprar mantimentos para amanhã. Chegamos em casa, Maria tomou banho, se arrumou e dormiu. Papai lavou o pijama de popô. Amanhã cozinharemos. Amanhã também haverá greve geral de transporte em Paris. Sexta feira 13 👻
       
      13/09/2019 - sexta-feira Paris 
      Fizemos hoje Museu do Louvre, Jardim das Tulhérias e Museu de l’Orangerie. Jantanos no Bistror des Victories, na região do Louvre, onde comemos um magret de canard excelente.
      A greve dos transportes não nos afetou, pois a linha de metrô próxima ao nosso apto é 100% automatizada.
      Infelizmente, algumas salas do Louvre estavam fechadas.
      No louvre, Maria Inês revezou entre carrinho, colo e andar. Fomos nas salas que mais nos interessavam, e fugimos da Gioconda. A fila é surreal de grande, ocupando vários andares do museu. 
      Demos o almoço dela sentados num pufe entre as seções do museu.
      Durante o passeio, vimos diversos casais com bebês e crianças, bebezinhos quase recém nascidos, até crianças maiores. Quem vai com carrinho tem alguns perrenguinhos. Nem todas as salas são adaptadas e cada sala tem um tipo de adaptação diferente. Mas nada demais, super tranquilo.
      Aproveitamos o passeio, tiramos fotos. Saindo do museu, fomos almoçar num dos melhores restaurantes da viagem. Indicação de algum blog. Comemos canard e tomamos vinho. Neném jantou. Seguimos para nossa odisseia de volta pra casa.
       
      14/09/2019 - sábado Paris 
       
      Hoje acordamos 7h, tomamos banhos, nos arrumamos, demos o café da Maria e fizemos a comida dela. Saímos 9:45 de casa, rumo à notre dame. Paramos no caminho pra tomar café e croissant. Notre dame toda fechada para reforma. De lá fomos pra saint chapelle. Perrengue pra trocar fralda de cocô: não tinha trocador nem bancos nem cadeiras. Trocamos no carrinho. O banheiro era muito inacessível pra lavar o bumbum. Em seguida, saímos d ela é paramos na frente do panteão mas não entramos. Entramos no restaurante comptoir du pantheon pra dar o almoço da Maria e lanchar. Depois, seguimos pra igreja de Santo Eustáquio. Fez coco de novo. Trocamos no carrinho de novo, dessa vez lavei o bumbum na pia do banheiro da igreja. Partimos pro jardim de Luxemburgo. Lindo!! Maria fez piquenique com os amiguinhos franceses, penetrou num aniversário de 1 ano, tiramos muitas fotos, passeamos, vimos pôneis, mas ela não podia andar, depois tirou soneca. 
      Já eram 18h, caminhamos uns 20 minutos até um restaura recomendado, chegando lá estava fechado. Mais 20 minutos pra chegar no outro. Valeu a pena, a costela estava deliciosa. Acompanhada de purê e tutano. 
      Quando abri a vasilha do jantar da Maria ela espocou e saiu um gás de dentro. Estava borbulhando. Estragou!! Não sei como!! Provei e tava horrível, cuspi. Dei purê de batata,pão e banana. 
      Chegamos tarde em casa.
       
      15/09/2019 - domingo 
       
      Passamos o dia em casa pois Maria Inês teve febre desde as 2h da madrugada. Ela dormiu bastante, de11:30 às 15h. E nós também. Acredito que todos estavam  muito cansados. 
      Não conseguimos ir à missa. 
      Às 16:30 saímos para tentar almoçar/jantar. Comemos num restaurante na rue Tolbiac, Victor começou moules frites e eu um joelho de carneiro. Paramos na nossa boulangerie e compramos tartelete de chocolate com amêndoas. Deliciosa!!! A melhor tartelete da vida!
      Paramos no supermercado rapidinho e voltamos pra casa. 
      A febre voltou.
       
      16/09/2019- segunda-feira - Paris 
       
      Passamos a madrugada inteira acordando pra verificar a febre. Ela tomou banho morno umas três vezes. Às 2h, com a febre espaçando em apenas 4/4h, contactos o seguro pelo WhatsApp. O médico só poderia vir em casa apos o amanhecer. E as clínicas particulares eram muito longe. Fui dormir 3h, acordei às 5h. Demos banho morno novamente, nos aprontamos e saímos de casa pra clínica. Chamei um Uber. Ele demorou uns 15 minutos. Tivemos que andar pra outra rua, pois na nossa não passava carro. Quando ele finalmente chegou disse que não poderia nos levar pois Maria não tinha cadeirinha de carro. Chorei pedindo que nos levasse e ele disse não. Fiquei puta da vida e amaldiçoei até a 5-a geração daquele indiano safado. 
      Saímos andando procurando um táxi 7h da manhã em Paris. Paramos num café, perguntei e por sorte tinha um ponto perto da tartelete de ontem. Chegando lá, só o telefone e nenhum motorista. Telefonei. Não sei se fui atendida mas passou um táxi de luz verde e eu fiz sinal. Depois de toda essa confusão finamente conseguimos um táxi. Ele nos levou pro
      Hospital público pediátrico de Paris. deu 15 euros. 
      Chegamos no hospital, entramos pro setor de pediatria. Não tinha filas. Uma técnica fez nosso cadastro, perguntou os sintomas, dados,. Tudo isso no francês inglês. Pediu a carteira de vacinação da Maria mas eu esqueci em belem. 
      Após o rápido cadastro, ficamos esperando a triagem. 
      Logo a enfermeira nos chamou, ela examinou a Maria, perguntou os sintomas. Pediu pra colher urina. Lá vem aquele saquinho de colher urina, de novo… eu já estava visualizando o que viria a acontecer. Maria estava há 12 horas sem fazer pipi. Não ia urinar, a enfermeira ia mandar hidratar, iríamos esperar em torno de 2 horas pra ela fazer xixi, fora o risco de vazar pra fora, como sempre acontece… na minha cabeça, iríamos passar o dia inteiro ali com a Maria. 
      Graças a Deus eu estava errada. 
      Em menos de 10 minutos Maria Inês fez um xixizão, que foi completamente aparado pelo saco coletor. Corri pra enfermeira, que pegou o saquinho e levou pra exame. 
      Mais uma vez fui surpreendida. O exame é feito e dá o resultado imediatamente! Gente! Nada de esperar 1h30 pelo resultado!!
      Eu já tinha ouvido falar disso, uma amiga que mora na Suíça disse que a obstetra fazia o exame de sangue e urina dentro do consultório médico, nas consultas de rotina da gravidez. O resultado sai na hora. 
      Enfim, exame de urina normal, infecção urinária descartada. Voltamos pra sala de espera, pra aguardar o médico. Esperamos um pouco, uns 20 minutos l, pois era troca de plantão. Até que chamaram. A médica Justine Zizi. 
      No consultório, pediu pra tirar toda a roupa da Maria , exceto a fralda. 
      Fez uma série de perguntas, e estranhou quando dissemos que ela tomava domperidona. Na França, só adultos tomam. Dissemos da alergia à dipirona pra enfermejra, e ela nem conhecia. Não é comercializada na França. 
      Ela apalpou toda a Maria, olhou a pele, o ouvido (tirou muita cera do ouvido kkkk) até que chegou na garganta. Estava vermelha e irritada, nas palavras dela, com placas brancas. 
      Disse que a febre era devido a isso. 
      Ufa… encontramos o diagnóstico. 
      Ela disse que era viral, e que não havia necessidade de antibióticos. 
      Que a febre poderia durar até quarta-feira, e que se não passasse, deveríamos procurar o médico de novo. Fez um relatório do atendimento é uma receita de paracetamol e soro fisiológico pro nariz. Deu recomendações sobre alimentação: não dar muito quente e dar o paracetamol antes, coordenar com a febre. 
      Saímos de lá mais tranquilos, satisfeitos com o atendimento público de saúde da França. 
      Paramos num café pra comer e dar de comer pra nenem. O café ficava numa esquina próxima ao hospital, com cadeiras na calçada, e fomos atraídos pelo “menu dejeuner”, que incluía cafe, jus d’orange e un croissant, por preço módico muito inferior aos do centro da cidade. 
      Com dificuldade entramos com o carrinho de bebê, nos acomodamos e fomos atendidos por uma garçonete espevitada. Assim que começamos a falar, ela nos perguntou se éramos portugueses… bem, sim, somos! Mas não! Somos brasileiros, de fato. Ela também era brasileira. Mas não ficamos de conversa, pois ela estava muito atarefada. Ao nosso lado, dois típicos operários franceses tomavam também seu café no balcão.
      Maria dormiu no meu colo e tomamos um café tranquilo.
      Saindo de lá, pesquisei no google e decidimos pegar um onibus pra casa.
      A linha 64 para na frente do hospital e nos deixa bem próximo de casa (lembrando que nossa rua é peatonal, não passam veículos. O ônibus era elétrico, ou seja, não fazia nenhum “pio”, super silencioso. Aquela tremedeira e aquele ronco do ônibus de belém? jamais. Além disso, as pessoas silenciosas. Caladas ou conversando bem baixinho. Um sonho, o paraíso para mim… 
      Durante o percurso, sentei numa cadeira e Victor ficou em pé no local reservado para les poussettes com a Maria Inês que dormia no carrinho. Mais um carrinho subiu e se alojou do lado deles. Em seguida, outro. Um pouco mais na frente, mais um. E finalmente, hegou o 5º carrinho de bebê, este de gêmeos, que atravessou o ônibus sem cerimônia, dificultando um pouco a passagem. Eles que lutem! Mães e bebês têm preferência. Chegamos em casa tranquilamente, Maria acordou no meio do caminho.
      Temperatura  segurou até umas 14h, começou a subir de novo. Demos banho. Baixou a febre. Voltou a subir, quando chegou em 38 demos o paracetamol, Às 15h.
      Agora 16h já suou e baixou a temp.
      Tínhamos encontro marcado com a fotógrafa Alexia na Torre Eiffel. Saímos pra ver a torre Eiffel e depois voltamos. Ela já estava melhor, sem febre... e já havíamos contratado uma fotógrafa.
      O ensaio foi legal, fomos nos soltando, ela vai instruindo que poses fazer. Nas fotos de casais, fica reparando nossos pertences e a bebê.
      Maria riu bastante no ensaio de fotos. Depois do Trocadero, fomos pro Carroussel, e lá Maria Inês conquistou um casal que fazia piquenique. Ganhou um balão!
      Voltamos pra casa, o metrô lotado, a viagem longa. 
      Jantou e agora está dormindo. 
      Chegamos na Torre Eiffel, demos “oi” e fomos embora. Muita expectativa, muita animação, felicidade e gratidão por estar em Paris com a minha família. E razões para voltar… de novo!
      17/09/2019 - terça-feira - Paris - Dijon
      Acordamos cedo, catamos nossas coisas previamente arrumadas na noite anterior, fizemos uma revisão e nos despedimos da Anita, anfitriã do airbnb. Uma pessoa sui generis que depois copio a avaliação. Pegamos o trem para Dijon. 
      Chegamos em dijon pontualmente às 11:58. A anfitriã do airbnb que alugamos não me respondia desde março, eu havia perguntado se poderia fazer o check in antes do horário previsto. Ainda no trem telefonei a ela, sem sucesso. Mandei mensagens no app do airbnb e nada. Resolvi pedir ajuda pro suporte da empresa. Eles entraram em contato com ela, e ela respondeu a eles que não poderia nos receber antes das 18h. Ocorre que, pra mim, ela respondeu dizendo que havia um problema de infestação de insetos no colchão da cama, e que por isso ela ia providenciar pra nós ficarmos hospedados no apartamento de amigos dela, próximo ao dela, que também eram anfitriões no airbnb.
      Isso cheirou a perrengue! Informei essa maracutaia dela pro suporte do app e disse que não estava confortável, pois enfim, eu não tinha segurança nem respaldo algum caso aceitasse ficar na casa de terceiros.
      O suporte cancelou a hospedagem, me deu um reembolso integral, e começou a me sugerir novas opções de hospedagem.
      Parênteses. Tudo isso rolando graças ao chip com internet que comprei em Lisboa, e ao mesmo tempo em que procurávamos um local pra guardar a nossa pequena mala de 25kg, depois um local pra comer, tirávamos fotos, dando almoço pra Maria, trocando fralda, depois saindo do restaurante sem eira nem beira nem o ramo da figueira, fomos pro jardim público zanzar à sombra das árvores fugindo do sol e esperando Deus providenciar um teto pra gente dormir.
      Voltando. Eu disse pro airbnb que não aceitaria local pior, nem pagaria mais por isso. Vai em cima vai embaixo, o suporte me mandava quartos muito afastados, ou um muito ruins, alguns não aceitavam a reserva pra tão em cima da hora. Até que uma aceitou. Olhei as fotos e não gostei, resolvi procurar por conta própria. Meu celular com 10% de bateria. Encontrei um loft inteiro no centro de dijon, mandei mensagem e o anfitrião respondeu na hora. Aceitou, o check poderia ser naquele momento mesmo. A essa altura já estávamos na catedral, e era muito perto do loft dele.
      Mandei pro suporte e eles confirmaram. Fiz a reserva. Fomos buscar as malas, voltamos pro loft, fizemos o check in com a mãe do anfitrião. Voilà. Graças a Deus encontramos um bom local pra ficar. Na verdade, excelente! Valor bem acima do que estávamos gastando e tudo por conta do Airbnb. Ufa! Agora sim eu estava tranquila. Que perrengue. A tensão estava me consumindo, planos B, C e D já prontos pra serem postos em execução.
       
      Ah. No meio disso tudo a primeira anfitriã ainda me ligou? Pediu mil desculpas e fez a oferta do quarto do amigo dela. Eu disse que tinha cancelado a reserva e pedi pra ela me mandar o link do anúncio do amigo. Ela nunca mandou. Não sei qual era a treta dela... mas to feliz em ter me livrado.
      Nos instalamos e saímos pra passear pelo centrinho de Dijon.
       
      18/09/2019 - quarta-feira - Dijon
      Acordamos hoje às 7h, Maria Inês parece que já ajustou definitivamente o seu fuso horário. Depois de uma noite calorenta, ficamos de preguiça na cama até que resolvemos levantar pra tomar banho e nos arrumar. Victor foi na frente, depois Maria Inês e eu. Enquanto eu arrumava a pequena, ele fez o ovo do café da manhã. Tentei dar mas ela não quis comer. Resolvemos sair e dar a comidinha dela no mercado onde havíamos programado tomar café da manhã. Saímos de casa já 9h. Ruas desertas, lojas e cafés fechados. Parece que saímos cedo demais! Chegando no mercado, tudo fechado! Caminhões de abastecimento estavam manobrando na área externa, mas dentro do mercado não tinha naaada.
      Muito vento gelado, eu e Victor escolhemos as roupas erradas. Eu morta de frio. Mas a nenem estava bem protegida com camisa de mangas compridas, jaqueta moletom e casaco corta vento por cima. Tentei colocar a capa de chuva mas ela não deixa ficar. Arranca tudo.
      Saindo do mercado, o estômago urrando de fome... caça a um café com mesas e cadeiras. Todos fechados, a única coisa que encontrávamos eram boulangeries (padarias), que não tem mesas e assim dificulta muito o processo de dar comida pra Maria Inês. Até que encontramos uma boulangerie com duas mesinhas pequenas. Entramos. Pedi croissant pra Maria, que antes comeu 1/3 de banana e poucas colheres de ovo. Depois comeu um pedaço de croissant. Ela anda meio sem apetite. Resolvemos pegar um trem para Beaune, tínhamos lido que era uma cidadezinha próximo a dijon interessante de se conhecer e provar excelentes vinhos. Não havia mais muito o que fazer em dijon pois já tínhamos matado quase toda a programação (sem entrar nos museus).
      Pegamos o trem das 10:23, chegamos 11h em Beaune. A cidade é fofa, bem arrumadinha, pequena, muitas flores, casario antigo. Todo dia de quarta tem um mercado que funciona na praça de Halles. Fomos vagando pela cidade, vimos o antigo hospício da cidade, que é um museu e tem o telhado todo pintado e trabalhado em cores primárias, mas não entramos, fomos na catedral, e depois paramos nas informações pra pegar indicação de degustação de vinhos,mas não quisemos ir. Era meio longe. Já estava na hora da Maria Inês almoçar. Entramos num restaurante que parecia bom pq estava lotado. Pedimos a formule do dia. Meio sem graça, ficamos decepcionados pois estamos na capital gastronômica da França... Valeu a pena pra dar o almoço da Maria no cadeirão, trocar a fralda e saber que Beaune não vale a pena.
      Voltamos no trem às 14:26. Maria estava muito tola e chorona... trocamos a fralda no Change bébé da gare de dijon e resolvemos ir pro jardin de l’arquebuse, pra ela se distrair e brincar. Passeamos, ela viu os patos, brincou no playground, fez amiguinhos, o jardim tem roseiral, laguinho, muitas árvores e flores. Tudo dourado do outono. Depois lanchou, fomos no museu de arqueologia que fica lá mesmo, e ela dormiu no pepei. Aproveitamos que ela dormia e resolvemos ir ao museu de belas artes. No caminho, parei pra comer um kebab, tem muitas lojas aqui e eu fiquei com vontade. Depois de muito andar pelas ruas de dijon, Victor descobriu que estávamos indo pro caminho oposto... andaram andaram andaram andaram...
      1 hora depois finalmente chegamos no museu de belas artes. À essa altura, Maria já estava acordada, chorando pedindo pepei e eu muito cansada e sugada. Não quis entrar no museu, fomos na igreja de São Miguel que fica ao lado. Ela mamou um pouco, mas logo em seguida quis ir pro chão andar e saçaricar. Pura tolice... ela tá demais.
      Saindo da igreja paramos num restaurante na place de la liberacion. Quis ficar dentro e não nas mesas de fora pq venta muito em dijon e eu já estava com frio. Eram 18:30, pedimos duas taças de vinho, cadeirão e demos o jantar. Ela comeu um pouco e começou a cuspir. Cansei. Resolvi apelar pra galinha... comeu o resto do jantar e os remédios assistindo a pintadinha. A tolice e o chororô não nos deixaram aproveitar direito o passeio de hoje. Voltamos pra casa, que é bem perto, dei  uma arrumada na mala pra partir amanhã, procedimentos de dormir. Amanhã vamos no trem das 9:40 para Avignon.
       
      Esperava mais da capital da Borgonha, pensei que ia tomar uns vinhos alucinantes de incríveis aqui.
       
      19/09/2019 - quinta-feira - Dijon/Avignon
      Acordamos, nos arrumamos, fizemos o café da Maria e saímos rumo à estação de trem. Nos despedidos do nosso maravilhoso flat com vista pra catedral de dijon e patrocinado pelo airbnb kkkk.
      Eu tinha esquecido como era bom viajar pra cidade pequena... enquanto em Madri e Paris nosso dia quase não rendia nada, mesmo que em Madri tivéssemos ficado muito próximo do centro, em Paris ficamos relativamente perto também, mas as distâncias fazem o dia mais corrido, mais agitado. São muitas atrações também, vontade de ver tudo; muita foto foto foto. Quando chegamos em dijon matamos quase todas as atrações logo na chegada. Pudemos passear sem pressa, olhando a cidade com mais atenção. A quantidade de turistas também é menor, tudo menos tumultuado. Enfim muito mais agradável. Sensação de férias mesmo.
      Fomos com calma pra estação de trem, compramos café da manhã na Paul (croissant e quiche e café com leite) nos dirigimos pra Voie de embarque. Logo o trem chegou, nos instalamos com uma pequena confusão.
      Vou explicar.
      Na plataforma (Voie) de embarque, por mais que os assentos sejam já marcados, não tem uma fila propriamente dita pra entrar no trem. Onde a porta do trem para, a galera se acumula e vai entrando. Pra conseguir lugar pra guardar a mala temos que ser os primeiros a entrar, igual como acontece no avião e as malas de mão.
      Logo que o trem chegou nos posicionamos bem na porta, seríamos os primeiros a entrar. Porém depois De uns 5 minutos parado e sem abrir as portas o trem se movimentou pra frente. Ficamos pra trás.. entramos muito depois, o local de guardar malas já estava cheio e não tinha nenhum buraco que coubesse a nossa modesta mala de 25kg. Victor foi empurrado pra dentro do trem com mala e cuia pela horda de franceses e turistas que entravam. Mas ninguém passava pq o corredor é estreito. Embolou tudo. Foram passando por cima. Quando folgou, voltamos pra entrada e ficamos contemplando o bagageiro cheio. Eu havia guardado um espaço com a mochila da Maria, mas não era grande o suficiente. Resolvemos rearrumar as malas dos outros pra caber a nossa. Um bom samaritano se compadeceu de nós e ajudou o Victor a carregar o maletão pra cima do bagageiro. Tudo certo. Todos rimos no final  😂
      Sentamos, tomamos nosso café com a Maria hiperativa, depois coloquei no peito e ela dormiu.
      Passou a viagem toda dormindo. Aleluia!! 🙌🏽🙌🏽🙌🏽🙌🏽🙌🏽
      Chegamos em Lyon, desce tudo, estação lotadaaaaaa, não tinha nem espaço pra andar. Paramos no starbucks pra sentar e dar  lanche dela. A hora passou rápido e já estava acontecendo o embarque. Corremos pra plataforma e entramos no trem que iria pra Avignon.  Maria dessa vez foi acordada mas tudo tranquilo. A viagem foi rápida.
      Chegamos em Avignon gare TGV. Pegamos o trem pro centro da cidade. Chegando lá, tudo pequeno e fofinho. Fomos andando pro nosso airbnb, a estação central dá direto na rua principal de Avignon que finda na place de l’horloge que por sua vez leva rapidamente ao palácio dos papas e à catedral des doms.
       
      Chegamos no airbnb, o anfitrião nos esperava lá. Graças a Deus pq o apartamento fica no 1o andar, e a escada era em caracol super estreita e sem corrimão. 💀
      Ele subiu com o nosso maletão, eu com a malinha (MI) e o Victor com o carrinho.
      O apto é pequeno, um cômodo só com sofá cama, pia, fogão, frigobar, e o banheiro. Muito funcional e até confortável, exceto pelo colchão que me deu dor nas costas. Mas tinha todas as amenidades necessárias. Deixamos as coisas, demos o almoço da Maria, e depois ela dormiu. Saímos com ela dormindo. Fomos direto pro palácio dos papas. Pegamos o pior caminho (obrigada Google maps 🙄). Uma rua toda de pedras muito difícil de andar com o carrinho. Ruelas muito estreitas, com turistas. Parece que de qualquer canto da cidade dá pra avistar o palácio dos papas. É um muro enorme desproporcional ao tamanho das ruelas. E MI seguia dormindo. Chegamos na praça, fotos fotos fotos depois ela acordou, mais fotos. Muitos turistas ali. Entramos no palácio às 17h. Ele fechava às 18h.
      Victor fará a descrição do local.
      Saímos e fomos pra catedral des doms que fica ao lado. Ela já estava fechada então continuamos o passeio pela escadaria da catedral que dá acesso ao morro des doms. Uma rampa leva até o topo de uma colina que tem uma vista linda da cidade, do Rio Rhone, e da ponte de Avignon. Maria tava muito enjoada e tola. Não conseguimos tirar Foto dela. Lá em cima também tem um lago com patinhos, cisnes eum café. Maria se distraiu com os patos. O sol estava lindo e o céu limpo. Demos sorte, pois no dia seguinte estava tudo nublado e a paisagem não tava bonita.
      Descemos e paramos no restaurante l’epicerie para jantar. O restaurante fica numa de muitas pracinhas que têm em Avignon, na frente da basílica de São Pedro. Maria não comeu direito, acho que já estava com sono. Como estava quente e sem vento, sentamos numa mesa exterior. Comemos rápido e fomos embora. Paramos no supermercado, que ficava tbm bem próximo de casa. Chegamos no apto, coloquei ela pra dormir e dormimos tbm. Deixamos pra cozinhar no dia seguinte.
      Como não conhecíamos a cidade, estávamos meio confusos e perdendo muito tempo olhando o gps. Depois percebemos que não tinha muito mistério a cidade e tudo era realmente muito próximo.
       
      20/09/2019 - sexta - Avignon
      Acordamos, eu com dor nas costas, banho e papai foi fazer a comida. Arrumei a nenem, dei café da manhã. Saímos tarde, com ela dormindo. Seguimos pro Petit palais, museu ao lado do palácio do papas. Fomos por outro caminho mirabolante do Google maps kkkkkkkk. Aff. Mas serviu pra conhecer toda a cidade. Acabou que “buiamos” à beira do rhones e com uma vista pra ponte de Avignon. Fotos. Continuamos seguindo o mapa até o palácio. A entrada era gratuita uhul visitamos o museu que tinha pinturas italianas e renascentistas, de boticelli e algumas obras que ganharam do louvre, esculturas medievais, arquitetura romana. Era pequeno e um andar estava fechado. Depois voltamos pra praça do horologio, paramos num restaurante pra dar o almoço da nenem e tomar um vinho com queijos, fazer hora pra esperar o museu calvet abrir de novo (os museus fecham 13h e abrem as 14h). A praça do horologio tem muitos restaurantes e árvores, as mesas ficam no centro da praça cobertas por guarda sois e a sombra das árvores.
      Seguimos pro museu. Lá tinha brughel e bosch, uma salinha com 3 tumbas egípcias (o resto estava fechado), pinturas italianas e francesas, e até arte moderna.
      Saindo do museu pegamos um caminho pra sorveteria amorino, e descobrimos a 25 de março de Avignon. Kkkk
      La Braderie é um festival de liquidação de todas as lojas de Avignon, que colocam os produtos na calçada e dão descontos de até 80%.
      Voltamos pra catedral des doms, pra visitar por dentro. Achei super sem graça lá dentro. Não valeu a pena voltar pra lá. A nave principal é toda em branco e tem um altar redondo com poucos detalhes. Parece uma igreja anglicana.
      Saímos de lá e fomos atrás de um restaurante que estava marcado no planejamento. Chegando lá não gostamos, fomos procurar outro. Topamos com um restaurante corsa (da Córsega). Pedimos uma lasanha de brócolis e espinafre e um prato que era tipo um escondidinho de carne e salsicha de porco corsa.
      Acabou que a comida veio maravilhosa! O vinho era muito bom também. Demos comida pra Maria e comemos também. Ficamos pesquisando sobre a Córsega e descobrimos que é uma ilha que faz parte da França, e lá tem um movimento separatista e nacionalista. A decoração era toda referente à Córsega, cerveja Córsega, a charcuterie toda Córsega. E tinha cartazes de protesto contra a prisão de um revolucionário Corsa, que foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato do prefeito da Córsega. Nos demos conta que estávamos num restaurante nacionalista corsa, que provavelmente é lavagem de dinheiro do movimento revolucionário, já que só aceitam pagamento em espécie. Kkkkkkkkkkkk
      Chegamos em casa cedo, fizemos a comida, fechamos a mala, demos banho e colocamos a nenem pra dormir. Dormimos. Cansados! No dia seguinte partiríamos às 9:40 para Nice.
       
      21/09/2019 - Avignon / Nice
      Saímos 8:40 de casa pra pegar o trem para Nice. Ainda não tínhamos comprado as passagens. O percurso pra gare de Avignon centre é curto, chegamos, compramos o bilhete na máquina, pois já estamos habituados. Compramos um café e croissants, e fomos pra plataforma de embarque. O trem chegou, entramos logo pra ter onde colocar as malas e pegar um bom lugar. Como íamos de TER, não há lugares marcados. Tudo tranquilo. Maria dormiu. Chegando em marseille ela acordou. Descemos pra fazer a conexão pra Nice. Paramos num café da gare pra dar lanche pra Maria. Logo em seguida fomos em busca de um banheiro pra troca-lá. A gare de marseille estava apinhada de gente, muito difícil transitar. É só tem um único banheiro. Estava lotado, inclusive o trocador de bebês. desistimos, fomos logo pro trem, pois apesar de ainda faltar 15 minutos pra partida, achei melhor ir logo. Chegando lá quase não tinham mais assentos “bons” mas conseguimos pegar um mais espaçoso. Trocamos fralda de cocô 💩 no banco do trem.
      Maria estava agitada, danada... ficou tirando o sapato, sentando levantando, chorando, querendo pegar no lixo, querendo fazer tudo o que não podia.
      Foi uma longa viagem (2:40) até Nice.
      No caminho, o trem passa varias vezes pela beira do oceano e a vista é bonita. Porém estava nublado.
      Chegando em Nice, saímos da gare em busca do ponto de ônibus. Rodamos um pouco depois parei no office de turisme. Descobri que o ônibus que queríamos pegar não existe mais. A estação d tram era a 10 minutos a pé. O apto ficava a30 minutos a pé Estava choviscando... decidimos pegar táxi. 15 euros até o airbnb.
      Chegamos e o anfitrião estava fazendo a faxina. Deixamos as malas e fomos procurar o que comer, e aproveitar pra passear na promenade des anglais. A avenida, que fica à beira mar, tem um calçadão espaçoso, duas vias para carros, ciclofaixa compartilhada com pedestres, e prédios neoclássicos. A cor do mar é impressionante... azul turquesa, mesmo com o céu nublado! Ficamos boquiabertos e caiu a ficha: estamos na côte d’azur! Muitos turistas também passeavam pela orla.
      Maria Inês, porém, estava tola e chorona, mas tinha que ficar dentro do carrinho por causa do chuvisco. Resolvemos entrar logo num restaurante qualquer, já que os “nossos” eram distante. Paramos no le cocodile, numa mesa com vista pro mar. Pedimos ostras e uma massa com frutos do mar. A massa não estava al dente, mas o sabor era bom. As ostras estavam boas, eu acho, não comi, só o Victor. Tomamos um vinho branco honesto. Maria continuava danada. Colocamos na galinha pra ela sossegar um pouco. Após comer, fomos ao supermercado e voltamos cedo pra casa. Ela jantou e 19;15 já foi dormir.
      Aproveitamos que estava cedo e descansados, fizemos a comida do dia seguinte, arrumei um pouco a mala, coloquei duas levas de roupa na máquina de lavar e estendi, arrumamos o apto. Fizemos seleção de fotos e dormirmos. A previsão do tempo no dia seguinte era chuva...
       
      22/09/2019 - domingo - Nice
      Acordamos antes das 7:00, tomamos banho. Maria acordou só 8:00. Tomei café em casa, enquanto Victor dava a comida da nenem. Colocamos o macarrão e o brócolis no fogo. Ontem fizemos só picadinho. O airbnb é muito completo, parece que estamos em casa. Tem tudo! Nos arrumamos, pegamos comida e lanche, saímos 9:20 pra missa das 10h.
      Estava choviscando. Aff!!!!!
      Colocamos a capa de chuva no carrinho, ela odiou. Foi chorando no caminho todo. Eu com o paninho da mamãe na cabeça e um casaquinho. Andamos pela promenade des anglais até a igreja, que fica na Vielle Nice, uns 30 minutos.
      Mesmo com chuva, muitos turistas na rua, e muitos corredores fazendo corrida. Uns franceses bem magrelos e já na 3a idade, correndo na chuva kkkk casais de gordinhos. Casais judeus. Jovens. Todos correndo na chuva. O mar continuava azul turquesa. Ficamos besta de ver um pessoal tomando banho de praia, 9 da manhã com chuva 😂 mais à frente, estava tendo era uma competição municipal de natação, e haja francês nadando!!
      A chuva aumentou, andamos mais rápido ainda até que chegamos na igreja. Pensei que a Maria fosse dormir, mas nada. Passsou a missa toda perambulando e fazendo danação.
      No final da missa trocamos a fralda no banco da igreja pois estava feita cocô. Depois dei peito pra ver se dormia. Enquanto isso as luzes iam apagando mas algumas pessoas ainda estavam dentro da igreja. Entendi que a igreja ia fechar mas não me apressei pq ainda tinha gente. Eu queria fazer a Maria dormir e sair de lá com ela na adormecida, procurar um restaurante com calma, pra nos abrigarmos da chuva e dar o almoço.  Uma velhota francesa me abordou dizendo que tínhamos que sair. Que ali não era berçário pra dar de mamar. 😡
      Eu respondi “Pardon, mais ici c’est la maison de Dieu”. Continuei dando mamar, e sem pressa arrumei as coisas pra sairmos. Fiquei mt aborrecida.
      Saímos de lá com Maria berrando por estar presa no carrinho. Todos os restaurantes que havíamos selecionado no planejamento estavam fechados. Só abrem segunda ou terça. E os que estavam “abertos” , só abriam mesmo 12h. Que cidade estranha!!!!!
      Tamanho domingo e tudo fechado! Cidade lotada de turistas! Eu hein!
      Entramos na catedral, que era perto, dei mamar, nenem dormiu, procuramos com calma um resto no Google. Selecionamos um que dizia estar aberto. Chegando lá, fechado. Decidimos procurar pela rua mesmo.
      A Nice velha é muito fofa, ruelas estreitas quase todas de pedestres, casas , janelas e portas antigas, coloridinhas de cores pastel e algumas janelas mais forte. Muitas lojas e cafés e restaurantes, mas ficamos receosos de cair em armadilha pra turistas.
      Aqui claramente se vê a transição entre a França e a Itália. Tem muito da Itália, nos restaurantes principalmente.
      Paramos no Chez Theresa, pensávamos que era restaurante mas era lanchonete. Comemos aquela pizza de cebola e fomos pra outro. Escolhemos um que tinha boa avaliação no Google. Lá, o atendimento foi estranho e a comida sem graça e cara. a sensação de desapontamento aumentou ainda mais. Dia chuvoso, comida sem graça...
      Continuava chovendo, fomos pro museu massena. No caminho, passamos pelo jardim de albertier 1e, meio feioso e sem graça também. No museu A entrada era grátis HOJE em razão da Journée du patrimoine. Pelo menos isso. Acervo sem graça, nada demais. Os museus de avignon eram melhores.
      Saímos do museu e paramos  num café pra dar lanche pra nenem. O café também meio ruim. Kkkk. Que zica!
      Decidimos ir em outro museu pois ainda chovia. No caminho, pela promenade des anglais, parou de chover e ficamos admirando a praia. Descemos, tiramos foto. Desistimos do museu. Passeamos, passeamos. Resolvemos parar num restaurante pra dar o jantar da nenem e tomar um vinho. Já estávamos perto de casa e paramos em um outro rest qualquer, pega turista, mas na beira mar. Quando entramos, o garçom anfipático nos deu uma mesa ruim. Pedi outra mesa, com vista pro mar. Ele negou e virou as costas. Agradeci e disse que o serviço ali era ruim, fomos embora. Eu hein.
      Andando pra casa, todos os bares e restaurantes estavam fechados. Chegamos cedo de novo, demos janta, nenem dormiu..
      Espero que amanhã a zica vá embora, o sol saia, as nuvens Vão embora e consigamos comer uma comida gostosa em Nice!!!


       
      23/09/2019 - segunda-feira - Nice
       
      Acordamos empolgados com o sol!! Nos arrumamos e saímos, sem tanta pressa pois o dia amanheceu um pouco nublado e o sol iria sair só após as 10h. Paramos no supermercado e num café pois mamãe wendy teve um “imprevisto feminino”.
      Chegamos na promenade des anglais... que lindo!!!! O mar estava ainda mais lindo com o sol!!! 😍😍😍
      Paramos e tiramos muuuitas fotos. Depois descemos pra praia e maaais fotos. Mamãe e papai tiraram os sapatos e foram colocar os pés no mar mediterraneo. Água geladinha. As pedras da praia de Nice doem nos pés, Victor não curtiu essa parte. As pedras de mosqueiro são fichinha perto delas kkkkk  pois em mosqueiro são alguns aglomerados de pedras, já em Nice é uma praia toda de pedras.
      Seguimos o passeio pela promenade rumo ao elevador do castelo, um elevador que leva ao topo de uma colina, mas o sol já estava quente demais. Entramos na old Nice pra caminhar à sombra. Pelo caminho, passamos pelo cours de saleya, uma espécie de feirinha ao ar livre. Restaurantes de um lado e de outro com lagostas, peixes e caranguejos expostos em aquários. Mas tinha cara de pega-turista. Aliás, deles tinham muitos.
      Maria dormiu sozinha sentada no carrinho. Fato inédito, e único, nunca mais aconteceu 😂
      Chegando no elevador, subimos. A vista de lá é linda!!! Maaais fotos.
      Do mirante, avistamos toda a old Nice,igrejas, a promenade des anglais, até o hotel negresco.
      Demos uma volta pela colina; que tem árvores e um parque é um café no centro. Como Maria dormia, não brincou no parquinho. De lá de cima, em outro mirante, admiramos também o porto de Nice. Embarcações pequenas atracadas e cruzeiros mais distante, no mar.
      Descemos e já era hora do almoço. Ficamos em dúvida se entrávamos em um dos restaurantes do cours de Saleya ou se íamos para outro, marcado previamente nas nossas pesquisas. Hesitamos e eu decidi ir pra outro. Escolhemos certo.
      Fomos bater num restaurante italiano embrenhado pelas ruelas da old Nice. Comemos um spaguetti com camarão delicioso. Maria almoçou também. Saindo do restaurante, ficamos na indecisão sobre o que fazer no resto do dia. Ir a Mônaco? Ou villefranche-sur-mer? Ou um passeio de barco? O passeio era 18 euros por pessoa, Mônaco não estava nos empolgando muito... decidimos ir a villefranche, que tinha praia de areia. Colocamos o caminho no Google. Pegamos um ônibus e 20 minutos descemos numa parada no meio do nada kkkkkkkj
      Gente, o Google dá os piores caminhos. E olha que sou macaca-velha de Google. Eu tinha percebido que era cilada, mas deixei o Victor liderar. Ele anda estressadinho e não quis contrariá-lo.
      Fomos seguindo o caminho esquisito do Google. Entramos na propriedade do que parecia ser um hotel, uma estradinha de ladeira pequena que ia fazendo zigue-zague até a praia. Nenhuma viva alma... só nós. Fomos descendo até que chegamos no estacionamento da praia, que tinha umas mesas de piquenique. A praia logo abaixo, seguia a orla até uns prédios e o centro, estação de trem, mais afastados. Sentamos numa mesa sob as árvores, aproveitamos a brisa, a vista, e dei o lanche da Maria. Uvas.
      Caminhamos até chegarmos à parte principal da praia. Entramos num restaurante que ficava na faixa de areia, pra sentar e tomar um vinho olhando o mar.
      Tirei o sapato e levei a Maria pra pisar na areia e na água. Ela estava assustada com as ondas, chorou mas depois se acostumou. Tiramos fotos.
      Já era hora de voltar pra casa. Subimos uma escada e uma ladeira para chegar na estação de villefranche compramos o bilhete de trem, ficamos perdidos sem saber onde era a plataforma, se do lado direito ou esquerdo.
      Não tem placas, não tem funcionários. Fui perguntando e encontrei. Sentamos pra esperar o trem. Até que foi anunciado que o próximo trem tinha sido cancelado. O seguinte era dali a 15 minutos. Ok, esperamos. Quando o trem passou, estava lotadissimo. Apinhado de gente, muita gente. Turistas e franceses. Gente com aquele CECE azedo. Putz. Maria dormia no meu colo. Me espremi por la, sentei no degrau do trem. Ainda bem que a viagem era rápida.
       
      Chegamos em Nice na estação central, compramos logo a passagem pra Gênova. Saída às 8:01. Caminhamos até a promenade des anglais, paramos no hard rock café. Pedimos duas entradas, um camarão e um trio de mini hambúrgueres. Victor pediu errado os sabores do meu hambúrguer e vieram super apimentados. Pense numa mulher com raiva 🙄
      Maria jantou na cadeirinha.
      Apreciamos o por do sol em Nice. Saímos do hardrock após detonar  o tradicional brownie com sorvete.
      Chegamos em casa, arrumamos as coisas e dormimos. 
       
      24/09/2019 - Nice-Genova -Milão
      Acordamos 6h com despertador. Victor estava nervoso pois o trem sairia às 8:01 para Gênova, tínhamos que sair antes das 7h, e não sabíamos direito se íamos de ônibus, Taxi, Uber ou a pé. Mas eu já tinha pesquisado números de telefone de táxis em Nice pra pedir. Sabia que a pé não ia dar certo... íamos demorar muito e cansar muito. Ônibus também não tinha por perto.
      Ele tomou banho, depois eu, Maria já acordada. Fechamos a mala, tiramos o último lixo, guardamos a louça da noite anterior, tiramos a roupa de cama e banho - tudo orientações do anfitrião do airbnb. Telefonei pro Taxi (em francês, cof cof), que chegou em 5 minutos. Coloquei um casaco e sapatos na Maria, deixamos a chave de casa na mesa e fechamos a porta... não deu tempo de fazer revisão minuciosa. Espero não ter esquecido nada.
      O táxi já estava aguardando lá embaixo. Um rapaz simpático, conversou conosco perguntamos de onde vínhamos, e depois elogiou meu francês e perguntou onde eu havia aprendido. Cof cof.
      Descemos na gare de nice ville, fomos checar a televisão que dá as informações dos trens. Tudo ok. Nos acalmamos e fomos nos despedir da França tomando um café crème et croissants na Paul. Normalmente preferimos patisseries locais e artesanais, mas a paul tem o melhor croissant de todos. E olha que eu testei vários, comi croissant todo dia. 
      Logo deu 7:30, a plataforma de embarque já estava disponível. Corremos pra lá, pra garantir lugar pra mala. Embarcamos. Maria Inês ficou espoletando entre as cadeiras, e nós abestados com a paisagem. A viagem inteira foi margeando o mar Mediterrâneo. Foi lindo! De vez em quando entrávamos num túnel ou passávamos por alguma cidade, mas a maior parte do trajeto foi na beira mar. Vimos praias, prainhas, casas bem defronte pro mar, pescadores. Très belle la côte d’azur!!!!!
      No trem os anúncios eram feitos em francês e em italiano. Acompanhamos pelo Google maps nossa localização, depois de cruzar a fronteira França - Itália, os avisos passaram a ser em italiano e depois francês.
      Maria cochilou 40 minutos, e logo acordou.
      Ainda no trem percebi que as mulheres italianas são mais “presença”. Não lembro de, na França, alguma mulher ter chamado minha atenção. No trem, as italianas não passaram despercebidas. Postura, trajes, cabelos, Acessorios. Elas são belas e imponentes! Resolvi me aprumar mais pra não ficar “por baixo”. Coloquei meu óculos escuro e arrumei o cabelo. Victor colocou a camisa pra dentro da calça.
      Maria tirou o pijama e trocou de roupa.
      Chegamos em Gênova com atraso de 20 minutos - coisa que nunca aconteceu na França.
      Guardamos a mala e saímos da estação passeando pela beira mar/zona portuária de Gênova. Os prédios e construções antigas, muitos camelôs na rua, estávamos numa parte meio esquisita da cidade. Meio suja e desleixada, muita gente estranha na rua. Logo chegamos no Porto Antico, passamos defronte ao aquário de Gênova. Entramos no centro histórico, encontramos uma igrejinha que o Victor visitou e eu não pois tinha uma escadaria  e não quisemos fechar o carrinho.
      O restaurante era em próximo e tinha acabado de abrir. O menu dava direito a 2 pratos, vinho e água. Pedimos: massa ao molho pesto, massa com um camarão estranho italiano, um hambúrguer de peixe com salada e salada de lulas.
      O pesto estava muito bom, super suave e delicado. A massa de “camarão” também estava gostosa,
      Com bastante alho e azeite. Victor não curtiu muito. Os outros dois pratos eram sem graça, poderia ter ficado sem.
      Maria almoçou sua comidinha.
      Saindo do restaurante voltamos pela rua paralela à beira mar, pela sombra. Ainda  na região Porto, varios boxes com lojinhas de comércio informal. O aspecto de sujeira e falta de segurança permaneciam. Nada disso vimos na França.
      Continuamos o caminho de volta pra estação de trem caçando um gelato e uma focacia. Na rua que pegamos tinham vários departamentos da universidade de Gênova. Vários prédios diferentes, antigos, um ao lado do outro, todos pertencentes à universidade. Passamos pelo campus de ciências sociais, departamento de direito público e processual e de jurisprudência, dentre outros.
      Encontramos o gelato e a foccacia de queijo recco no HB. Ambos deliciosos. Pedi gelato de 3 chocolates e de baunilha com cookies 😁
      Chegamos na estação de trem às 14:50. Compramos o bilhete pra Milão no trem das 14:19, que estava 5  minutos atrasado.
      Fomos buscar a mala que estava no locker... quando chegamos lá, o local estava fechado!! Bateu o frio na barriga. Por sorte tinham polizeis no meio da estação. Fui na mesma hora falar com eles, pois não tinha informação turística na estação. Expliquei o ocorrido. Destacamos toda a brigada policial - 3 polícias e 2 das forças armadas. Chegando no local, já estava aberto. “Fumare!” A polizei me explicou. Ah tá!!
      O responsável pelo bagageiro tinha saído pra fumar.😬🤷🏽‍♀️
      Resgatamos a mala, peruamos pela estação até encontrar o caminho pra plataforma, e o trem já 15 minutos atrasado. Depois mais atrasos e de 14:19 saímos apenas 14:40. Muita gente viajando pra Milão, o trem está lotado.
      Maria fez popô... depois de nos instalarmos nos assentos, trocamos a fralda no banco do trem. Coitado do chinês que viaja do nosso lado.
      Já passamos do Piemonte. As paisagens foram de Campos verdes e montanhas ao fundo.
       
      26/09/2019 - quinta-feira - Milão
      Acordamos 7:15, com a Maria Inês. Ficamos de chamego na cama depois papai tomou coragem e foi pro banho. Mamãe Wendy levantou com a nenem e foi preparar o café da manhã. Tomamos café, nos arrumamos, e saímos. Colocamos o pé pra fora e surpresa. O que é isso? Chuva? Nublado? Era neblina. Olhei no Google pra confirmar. O dia estava todo fechado, mas não chovia. Ufa!
      Victor adorou. Estava gostoso, nem calor nem frio. 18 graus.
      Nossa primeira parada era bem próximo de casa. Castelo Sforzesco, primeiro o parque, depois o museu. O parque é meio sem graça, não tem nada demais. Algumas árvores, um lago bereré e sujo com uns patinhos, poucas flores. Mas chamou atenção o forte perfume que vinha delas. Acho que são primas do jasmim. Íamos caminhando entre elas e o aroma era perceptível.
      Entramos no castelo, compramos o bilhete sem filas, mas já era mais de 10h, então antes de ver o museu sentamos no café pra dar a merenda da nenem e tomar um capucco.
      Maria comeu uma tangerina inteira mais um pedaço de croissant do papai. Após o lanche, ficamos peruando parece lesos procurando a entrada do museu. Pergunta de lá e de cá, os italianos dando informações estranhas e nós sem saber italiano pior ainda. Até que descobrimos e começamos a visita. Maria mamou e dormiu logo no início.
      O museu também é sem graça... tem peças decorativas de igrejas antigas tipo colunas, esculturas, tapeçarias.
      A melhor parte é a sala del asse, uma sala que foi toda pintada de afrescos por Leonardo da Vinci. Ele morou em Milão, no ducado de Ludovico, il Moro. Foi contratado pelo duque pra fazer a decoração do castelo. Dentre outros trabalhos que ele fez, esse foi o mais importante.  Ele começou a pintar a sala, mas a invasão do exército francês o interrompeu, ele foi embora e ficou inacabado. Os soldados passaram uma camada de um tipo de tinta branca por cima de tudo. Em 1860, aproximadamente, o afresco foi descoberto. Um artista foi chamado pra fazer o restauro. Já nos anos 1970, decidiram retirar o restauro, a camada de tinta branca, pra tentar alcançar o afresco original. Em 2013 passou por novo tratamento. O museu fez um vídeo interativo muito interessante pra explicar tudo isso.
      Terminamos a visita e seguimos pro 1o andar, para a pinacoteca. Também sem graça. Tinha uma exposição de móveis bereré também. Saímos do castelo umas 12:30, seguimos pra basílica de Santo Ambrosio, onde se encontra o corpo inicorrupto do santo. No caminho, procurávamos um café pra sentarmos e dar o almoço da Maria.
      Todos os pequenos restaurantes que encontrávamos estavam com filas e muito lotados. Estávamos numa área comercial, tinham muitos italianos de terno e gravata saindo pra almoçar. Paramos num café restaurante pequeno também com fila, mas com mesas lá dentro. Fechamos o carrinho, sentamos na minúscula mesa e eu fiquei na fila pra pedir. Pedimos dois pedaços de uma pizza quadrada. O italiano que aparentava ser o dono do estabelecimento fez sinal para eu me sentar e sair da fila, mandou eu pedir pro “ragazzo”. Me sentei, tirei as comidas da Maria e fui pro balcão esperar uma oportunidade, no meio da confusão, pra pedir que esquentasse no microondas. Ele me mandou sentar e esperar. Kkk fiquei em pé, sem entender direito o que ele dizia. Mas continuei em pé no balcão. Esperei pacientemente. desafogou um pouco, ele me deu um prato e esquentou o almoço da nenem. E nada do nosso pedido. Esperamos muito, até que o ragazzo (um garçom ) veio na nossa mesa, reiterei o pedido. Demorou mais ainda. Até que a comida chegou. Maria estava quase terminando de almoçar.
      Pelo que entendi, ele atende primeiro os pedidos pra levar e depois os pedidos nas mesas. 🤷🏽‍♀️
      Saímos daquela confusão, chegamos na basílica, visitamos. Vi o esqueleto do santo! 💀
      Voltamos pelo mesmo caminho e paramos em outra igreja, uma meio despintada, mas que é considerada a capela sistina de Milão. Muito bonita mesmo. Toda pintada com afrescos.
      De lá fomos pro cenáculo, não tínhamos ingresso (tentei comprar pelo telefone, ainda do Brasil, e nunca consegui. Não sei qual o macete pra conseguir esses ingressos, eles esgotam muito rápido) nem conseguimos comprar na hora. Não entramos. Visitamos a igreja ao lado, que tem uma obra do caravaggio.
      Li que naquele local originalmente tinha uma obra de tiziano, roubada e que hoje está no louvre. Fiquei me perguntando se não há nenhuma regra, acordo ou ética internacional sobre esses roubos, porque continuam nos museus em vez de serem devolvidos pros donos originais?
      Tentamos visitar a casa do Leonardo mas também estava com ingressos esgotados.
      Ficamos meio triste. Eram 16:40, Maria dormiu.
      Andamos de volta pra casa na esperança de parar num restaurante e tomar uma taça de vinho. Os outros pontos turísticos de interesse eram muito afastados e queríamos chegar cedo em casa pois amanhã é dia de deslocamento.
      Nos perdemos e quando nos achamos já tínhamos desistido do vinho. Viemos direto pra casa.
      Jantar, banho, arrumar mala, dormir.
      Amanhã vamos pra Veneza no trem das 8h.
       
      27/09/2019 - sexta-feira - Milão / Veneza
      Acordamos atrasados. Em vez de 6h, só despertamos 7h. Tomamos banho apressados, guardamos pijama e necessaire, colocamos o sapato na pequena e saímos pra stazione Milano Centrale. Chegamos lá 8:36. O trem que queríamos pegar saiu 8:25. Tudo bem, ele custava só 20 euros mas levava 4 horas pra chegar em Veneza.
      Pagamos mais caro no trem das 9:45, o Frecciarossa que leva 2:26 pra fazer o mesmo trajeto.
      Enquanto esperávamos, tomamos café na estação. Capuccino e croissants. Maria comeu abacate, croissant e quis tomar capuccino conosco. Agora ela quer comer tudo o que comemos. Gelato, capuccino, massa. Tudo o que ela vê a gente comendo, abre a boca também pedindo pra comer. Daí a explicação daquela foto de boca aberta e o gelato.
      Assim que a plataforma foi informada, levantamos acampamento e seguimos pro embarque.
      No trem, estávamos em cadeiras separadas. Creio que por termos comprado a passagem em cima da hora, sobraram só lugares distantes um do outro. Pedi pro passageiro que ia ao lado do Victor pra trocar de lugar comigo. Ele disse não. Fiquei com raiva e comecei a bolar planos de vingança👿
      Levantei da minha cadeira com a Maria e levei pra trocar, no colo do Victor. Infelizmente não tinha popô. Na fileira ao lado, uma família com uma filha e um filho, de 6 e 4 anos respectivamente. Maria, que adora fazer amigos, se animou e foi interagir. Fiquei em pé com ela, conversando com os pais e as crianças. A mãe, Eleonora, é tradutora italiano -inglês/russo.  O pai Michele acho que é jornalista. As crianças, Niccolo Roberto e Martina. São de Bira, no sul da Itália. Martina adorou a nenem e ficou brincando com ela. No final, já estava protegendo a cabecinha da quina da mesa, dizendo “não” quando ela ia pegar algo do chão, levando pra passear e trazendo de volta kkkkk
      Eles iam pra um parque de diversões estilo Disney, que tem aqui próximo a Verona. No final, a despedida foi longa. Muitos “ciaos”, praccere em conhecere, beijos e abraços, e mais ciaos.
       
      Convites para ir a Bira e a Belem.
       
      Nossos amigos foram embora, Maria continuava elétrica. Resolvi colocar o iPad com galinha pintadinha.
      Troquei de lugar com o Victor, e sentei ao lado do italiano insensível que não quis trocar de lugar.
      Pelo que percebi, ele estava se preparando pra uma apresentação de power point, pois vi as impressões dos slides e ele lia e relia e falava sozinho.
      Coloquei a galinha pintadinha num volume baixo, pra quem estava longe. Ele começou a falar em voz alta e repetir as coisas pra si mesmo, como se esforçando pra manter a concentração.
      Ri sozinha. Minha vingança havia se completado. HUA HUA HUA. 😈
      30 minutos depois, nenem se enjoou do iPad. Mamou e dormiu.
      Chegamos em Veneza, ela se acordou na saída do trem.
      Logo pegamos o trem seguinte para Spinea, cidade vizinha a mestre, onde estamos hospedados.
      A casa fica logo atrás da estação de trem. Quando descemos, pegamos o caminho errado e demos uma volta desnecessária. O Google da o endereço errado, o que eu já sabia. Ficamos vagando em busca do N. 33, até que achamos, de fato, atrás da estação. Percebemos que tínhamos andado demais, sem necessidade. Kkk
      A casa estava toda fechada, com correspondência acumulada na caixa de correio.
       
      Eu estou sem créditos no celular, sem internet. Tentei telefonar para a anfitriã mas escutei uma mensagem em Itáliano, não entendi o que dizia. Presumi que era uma mensagem avisando da falta de créditos e que a ligação não havia sido completada.
      Fiquei tentando decidir o que fazer, bolar os planos B, C e D...
      Um senhor de bicicleta chegou na casa ao lado, então o abordei perguntando se conhecia a pessoa que morava ali na casa 33. Ele não falava um pingo de inglês. Disse que o portão da garagem ficava sempre aberto, e que era estranho estar fechado. Perguntei se era a “Donna” Sonia que morava Ali; ele disse que sim. Me perguntou se eu havia telefonado, eu tentei explicar que meu telefone não funcionava. Ele pediu o numero, ia ligar do celular dele. Nessa hora, a tal Sonia me liga dizendo que chegaria em 5 a 10 minutos.
      Ufa!!
      Já estava tensa. Uns 15 a 20 minutos depois ela chegou, abriu a casa. O check in estava marcado pras 15h, e ainda eram 12:45. O quarto estava ainda desarrumado, outros hóspedes haviam desocupado recentemente. Ela disse que ia preparar o quarto, e que era pra esperarmos na sala. Deixei nossas tralhas no quarto, demos o almoço da Maria, trocamos fralda, e saímos no trem das 14:14. Nessa estação, spinea, o trem passa sempre aos 14 e aos 41 minutos de cada hora. Chegamos em Veneza, linda! Fomos logo tirando fotos, depois seguimos pro restaurante antico Gaffaro, onde jantamos também na nossa chegada em Veneza, em 2016. Fizemos o mesmo trajeto, vimos os mesmos locais e ficamos lembrando da nossa chegada em 2016, a noite, -2ºC. Achamos o restaurante, sentamos e pedimos a comida. Eu estava urrando de fome. Pedi carbonara e Victor, amatriciana. Maria novamente mostrou interesse na comida, bem enfaticamente na verdade, ela praticamente exigia comer também. Eu comia uma garfada e dava uma outra pra ela. Nos deliciamos num dos melhores almoços da viagem. Pedimos meio litro de prosecco da casa.
      Aproveitei pra dar o lanche da Maria, pois já eram 15:30.
      Saímos do restaurante de alma leve...
      Veneza está lotada, apinhada de turistas. Fomos caminhando com dificuldade pelas ruelas, em direção à praça de São Marcos. Tomamos gelato, o qual também foi dividido com a Maria Inês, que abria a boca e só fechava quando colocávamos a colher suja de sorvete na boca dela. “Uma pra mamãe, uma pro papai, uma pra nenem”. Tive que me esconder com o sorvete pra ela não pedir mais. Andamos, andamos, andamos até a praça. Chegando lá, mais turistas. Dificuldade em tirar fotos, de tanta gente. Fotos fotos fotos, Maria andou, perseguiu os pombos, caiu, levantou, chorou, fez popô. Fomos em busca do banheiro público pra trocá-la. Chegando lá, era pago, 1,50 euros. Não quis pagar, trocamos no carrinho mesmo. Dei peito e ela dormiu. Fomos em busca de um bar a vins.
      Encontramos, mas estava aberto só para jantar. Desistimos. Já eram 18:00, decidimos voltar pra estação Santa Lúcia e ir pra casa. Andamos de volta, desviando de turistas, chinas etc. paramos no supermercado, não tinha frango nem picadinho, nada de carne. Não encontramos outro super. Chegamos em Santa Lúcia as 19:15. Pegamos o trem das 19:40. Dei o jantar da nenem dentro do trem.
      Chegamos em casa, procedimentos de banho e dormir.
      Eu estava muito cansada da maratona. Pra passear com a Maria, temos que carregar o carrinho em todas as pontes. Minha mão ficou cheia de Calos e eu cansei demais. Não gostei... no dia seguinte vou levar o canguru. Os turistas são chatos, me incomoda demais. Em dezembro de 2016 a cidade estava vazia, transitável, apesar do frio de rachar. Agora é turista pra todo lado, eles são mal educados, não tem sensibilidade com os bebês nem com as famílias.
       
      28/09/2019 - sábado - Veneza
      Hoje nosso dia começou todo enrolado, saímos atrasados de casa porque nos enrolamos fazendo a comida da nenem, o trem atrasou, enfrentramos uma fila enorme pra pegar o vaporeto pra Murano, com direito a “barraco” que quase chegou às vias de fato com um turista que, tentando atravessar a fila do vaporeto que cruzava toda a calçada, se aborreceu e empurrou o carrinho da neném (no sentido contrário ao das rodas, ou seja, com real risco de tê-lo derrubado com a criança sentada nele). Saí esbravejando atrás do cara, e tive que ser contida por outros turistas. Victor ficou parado na fila, segurando o carrinho e achando graça. Fiquei ensandecia e tremia de raiva.Enfim.  Chegando em Murano, nos perdemos um do outro, depois nos encontramos, e andamos muito tempo pra encontrar a estação do vaporeto pra Burano, e quando encontramos, adivinha? Uma fila ainda maior. Depois de tanta tensão, seja pelo barraco com o velho, seja por ter me perdido do Victor, tudo isso sob um sol de lascar: Desistimos... voltamos tuuudo de novo pra Veneza. Chegamos exaustos e com a sensação de um dia perdido. Fomos almoçar no Chat Qui Rit, um bistrot sofisticado, caro, bom atendimento, comida conceitual, pouca, até gostosa mas não me convenceu. Mais sensação de derrota. Após o almoço, ainda no restaurante, eu decidi trocar a fralda da Maria Inês. Descobri que havia esquecido de colocar fraldas descartáveis na mochila. Desespero bateu de leve… Comecei a procurar uma farmácia por perto. Por providência divina, havia uma farmácia a 1 minuto de distância. Fui, comprei um pacote de fraldas quanse chorando de felicidade. Em Veneza tudo é distante, com muitos turistas, difícil de transitar. Já estava imaginando ter que andar muito pra encontrar essa fralda, e depois retornar ao restaurante, o transtorno que seria.. Veneza apinhada de gente, difícil de transitar entre os turistas, ainda mais com carrinho de bebê. Eu estava cansada, suada, com calor, insatisfeita com o dia e questionando minha escolha de vir a Veneza. Logo eu, que amo tanto a cidade...
      Decidimos levar a bebê pra brincar no giardino, andamos bastante, graças a Deus as pontes da margem a partir de St. Market têm rampas. Quando chegamos no jardim a bebê já tinha dormido. Ficamos descansando. Decidimos tomar uns drinks em alguma osteria pelo caminho. Estávamos, à essa altura, no bairro de Castello. A quantidade de turistas já havia diminuído significativamente 🙌🏽 pudemos caminhar com tranquilidade e calma, e a sensação boa de estar na “nossa” Veneza voltou. Sentamos num bar à beira do canal, pedimos bruschetas de bacalhau e marguerita e prosecco e aperol.  Divino! Repetimos! Ficamos observando os casais que chegavam à beira do canal. Crianças no andar superior de uma casa estavam se fantasiando e vinham à janela acenar pros transeuntes. Fiquei acenando de volta. Ufa! As coisas começavam a dar certo, finalmente. O sol já tinha esfriado, quando saímos do bar demos de cara com ele, ali todo pomposo. O fim de tarde estava lindo e tivemos oportunidade de assistir ao pôr do sol de “camarote”, em Castello. Que presente! O pôr do sol foi um dos mais incríveis que já vi na vida e ficará na memória pra sempre. Fiz time lapse, muitas, muitas muuuuuuuuitas fotos. Voltamos à ferrovia de vaporetto e fomos admirando o show de cores no céu, após o anoitecer. Ele ia mudando de cor, de laranja para lilás. Gratidão 🙏🏽
       
      29/09/2019 - domingo - Veneza e Pádua
       
      Último dia em Veneza! Acordamos, nos aprontamos, pegamos o trem de Spinea para Veneza. Iríamos assistir à missa Tridentina numa igreja defronte à estação Santa Lucia, na Chiesa de San Simeon Piccolo. Chegamos um pouco cedo para a missa, então resolvemos tomar café em algum lugar. Saímos procurando onde sentar, havia uns hóteis pequenos que serviam café nas mesas do lado de fora, mas achei os preços salgados demais. Seguimos andando meio sem rumo pelas redondezas, cruzamos uma ponte bem pequena e resolvemos parar num local que tinha preços melhores e ficava à beira do canal. Pedimos o tradicional café, suco de laranja e croissant. O croissant estava horrível, mas o café e suco de laranja, ótimos. Maria ficou zanzando por lá, revezávamos eu e Victor pra acompanhá-la. Pagamos e fomos pra missa. Pensei que ela iria dormir durante a celebração, mas não rolou. Ficou muito sapeca durante toda a missa e acabou cativando o casal que estava sentado no banco de trás. 
      Após a missa, seguimos para a ponte de Rialto, onde iríamos realizar um último desejo em Veneza: almoçar à beira do canal. Escolhemos almoçar no mesmo restaurante que papai e mamãe haviam passado no ano anterior, “Al Buso”. Andamos muito, seguindo as placas amarelas que indicavam o caminho “per Rialto”, acompanhados de muitos turistas. Finalmente chegamos no restaurante. Conseguimos uma pequena e espremida mesa para duas pessoas, mais o espaço para o carrinho. Infelizmente a mesa não estava exatamente à beira do canal, ficamos separado dele por uma outra mesa, que logo vagou e foi ocupada por um casal de chinas. Mas tudo bem. A vista estava ótima, a comida saborosa, realizamos nosso desejo. Não pude deixar de me incomodar com a quantidade absurda de turistas que se amontoava ao redor do cordão de proteção que o restaurante coloca na calçada para delimitar seu espaço. Ocorre que ali ao lado, bem “rente” tem um popular ponto de tirar foto com a ponte. Mas tentei abstrair e me alegrar e aproveitar ao máximo aquela experiência. O garçom esquentou a comida da Maria Inês, ela comeu, depois eu comi. Meu prato estava super apimentado, depois pedi pra trocar com o Victor.
      Saindo de lá, fomos trocar fralda da Maria Inês. 
      Paramos num dos banheiros públicos da cidade, e lá chegando havia um grande cartaz informando que menores de 6 anos não pagavam a entrada no banheiro. Pedi a entrada para a bebê, e a servente me cobrou 1,50 para a minha entrada. Expliquei que eu não iria usar o banheiro, somente a criança. Ela insistiu que eu deveria pagar. Eu respondi que não estava entendendo, pois o cartaz dizia que era grátis. Ela partiu pra ignorância. Começou a falar em italiano, perguntou se eu falava italiano, ao que respondi que não. Então começou a me dizer que eu se eu viajava para a Itália, deveria falar italiano. Não fiquei calada, respondi em português mesmo um monte de coisas. Desci, abri o carrinho e troquei a fralda lá na frente mesmo. 
      Seguimos pra estação Santa Lucia, pegamos o trem para Padua, onde iriamos visitar a capela do Giotto. 
      Na estação de Padua, bem pertinho, fomos ao banheiro trocar a fralda da nenem, não pagamos nada e depois o funcionário ainda me deixou usar o banheiro de graça.
      Andamos até a capela. A cidade estava muito diferente do que havíamos visto em dezembro! Passamos pela ponte, pelo parque, que estava todo dourado do outono. 
      Chegando no museu, compramos o ingresso, tomamos um café, dei lanche pra Maria, assistimos a apresentação mutimídia que antecede a visita, depois fomos para a fila pra entrar na capela. A entrada é muito burocrática por conta da preservação dos afrescos.
      Lá dentro pudemos contemplar a riqueza e a singularidade das obras de Giotto. Ficamos embasbacados com a beleza e a histórioa do local. Tiramos fotos enquanto tentávamos conter a bebê que estava bastante danada.
      15 minutos depois, nosso tempo terminou.
      Saímos do museu e fomos pro jardim. O sol estava se pondo, mais ou menos igual à nossa visita em 2016. Tentei reproduzir a mesma foto que fiz na época, agora no outono e já com um rebento no colo.
      O jardim estava animado, com barraquinhas de comida, música e várias famílias e jovens por ali. Sentamos, Maria Inês dormia. Victor foi buscar prosecco e pizza para nós. Nossa despedida da Itália não poderia ter sido melhor! 
      Voltamos de trem para Spinea. Maria Inês jantou, dormiu, arrumamos nossas coisas pra viagem do dia seguinte, rumo à Lisboa.
       
      30/09/2019 - segunda-feira - Veneza/Lisboa
      Acordamos cedo, pegamos nossas coisas e saímos sem tomar café. Maria tomou café no trem e nós no aeroporto, quando chegamos. Pegamos um trem para Mestre e de lá, depois de nos enrolar um pouquinho, pegamos o ônibus para o aeroporto.  Estava meio ansiosa para a viagem de avião. Chegamos extremamente cedo e com muita antecedência no aeroporto Marco Polo.
      Sentamos num cafe, comemos e ficamos por ali. Depois, despachamos a bagagem, fizemos o check in e entramos no embarque. 
      Pegamos o avião para Lisboa, lá chegamos, tentei colocar créditos no meu chip sem sucesso. Compramos um ticket de ida e volta da linha de ônibus do areo, que nos deixou bem perto do nosso airbnb em Lisboa. 
      Nos acomodamos e resolvemos sair para jantar num restaurante que já havíamos pegado recomendação e tínhamos planejado ir em 2016, mas a visita foi frustrada por conta do nosso atraso de vôo na época. Era o restaurante Laurentina, o Rei do Bacalhau. 
      Saimos de casa e fomos andando pela Av. Fontes Pereira de Melo rumo ao Parque Eduardo VII. Eu estava mole e febril. Tomei remédio. Paramos num café do parque para lanchar. Maria tomou suco de laranja e eu fiz amizades com duas mães que estavam ali no parque brincando com seus bebês. 
      Seguimos pelo parque acima, tiramos fotos no monumento no topo da colina. Seguimos pela rota do google maps até o restaurante. Lá, pegamos uma mesa. Eu pedi um bacalhau cremoso e Victor um bacalhau com batata. Maria Inês jantou sua comidinha. 
      Voltamos a pé por outro lado do parque, paramos no supermercado, compramos alguns mantimentos e fomos pra casa.
      Maria Inês dormiu no carrinho. Chegando em casa, transferi pra cama, tomei banho e dormi. Victor ficou cozinhando as refeições da Maria dos próximos dias. 
       
      01/10/2019 - terça-feira - Lisboa
       
      Acordamos, tomamos café, nos arrumaomos e saímos a pé pela Av. Pereira de Melo, chegamos ao monumento do Marquês de Pombal e seguimos na Av. da Liberdade. A avenida é larga, tem vias principais no meio e menores nas laterais. É toda encoberta com árvores e o calçadão de pedras, com banquinhos e coretos, além de lojas de grifes e marcas famosas. Lembra muito o estilo da praça da República. 
      Chegamos no final da avenida, paramos pra comer pastel de nata, e seguimos passeio. Desembocamos na praça do Monumento dos Restauradores, depois pela praça DOm Pedro IV e finalmente na rua Augusta. Paramos novamente para mais um pastel de nata.
      No fim da rua Augusta tem o Arco da Augusta, que dá vista para a praça do Comércio e o Tejo. Não tiramos foto na praça nem no Tejo pois o sol já estava escaldante.
      Subimos uma íngreme ladeira para o Museu de Santo Antonio de Lisboa, e em seguida para a Catedral. Quando chegamos ao topo, demos lanche pra neném, num banco da praça, e descobrimos que ela havia feito popô. 
      Na hora de trocar, adivinhem. Mais uma vez eu havia esquecido de colocar fraldas descartáveis na mochila. Tivemos que descer TUDO pra rua Augusta, onde tinha uma farmácia. Compramos a fralda, trocamos e subimos DE NOVO para o museu. Depois do almoço, descobrimos que tinha lá perto o elevador de Santa Justa, que teria poupado nosso sacrifício.
      Visitamos o museu de Sto Antonio, que é a casa onde ele nasceu, que enfatiza bastante como o Santo é na verdade de Lisboa e não de Padua. 
      De lá, fomos pra Catedral. O ponto alto dela é… o alto! O andar superior da Catedral dá pra uma linda vista do Tejo.
      Saindo da Igreja, zanzamos muito em busca de um restaurante. Eu já estava urrando de fome. Maria estava dormindo. Paramos num boteco, pedi sopa pois já estava cansada das comidas de restaurante. Victor pediu ….. 
      Maria acordou, comeu. 
      De lá seguimos para o Castelo de São Jorge. Pegamos o elevador, caminhamos mais um pouco e lá chegamos. Mais uma vez nos aproveitamos, justamente, da prioridade da Maria, e logo entramos no castelo. Tiramos fotos, tomei sorvete, apreciamos a vista, seguimos visitando o castelo e terminamos tomando um café. Surpresa: no café tem vários pavões que sobrevoam e ficam pendurados nas árvores.
      Voltamos pelo elevador para a parte baixa e descemos pra praça do Comércio. O sol estava brando e tiramos fotos à beira do Tejo. Finalizamos o dia no Time Out Market, mercado da Ribeira. Um mercado moderno e novo, que reúne o melhor da gastronomia portuguesa e também internacional. Ele estava lotadíssimo, com dificuldade encontramos uma mesa. Demoramos muito na fila para pedir nossa comida, primeiro o Victor, depois eu, para não perder a vaga. Ele pediu.. e eu comi um hamburguer de uma das mais famosas hamburguerias de Lisboa.
      A comida estava deliciosa. Tomamos refrigerante e vinho branco.
      Demos também a janta da Maria Ines.
      De lá, pegamos um ônibus para casa.
       
      02/10/2019 - quarta-feira - Lisboa
       
      Acordamos e decidimos tomar café numa padaria próximo de casa. Chegamos, comemos, o capuccino não é a mesma coisa que na Itália. Frustrante. Mas já sabíamos essa lição. Em Portugal, coma pastel de nata. Na Itália, tome capuccino. Na frança, coma croissant. Não tem erro.
      Houve um pequeno incidente na padaria. Deixei a neném “solta” para andar e brincar. Ela bateu a testa numa das mesas. Ia ficar tudo ok, se não fosse um casal que estava próximo e fez um escândalo. Ela chorou, eles ficavam gritando “cadê a mãe dessa criança?????????” e eu sentada observando a cena, decidindo o que ira fazer. Peguei a neném, acalmei. Tomamos nosso café. 
      Saindo de lá, paramos de volta em casa pra passar uma pomada no dodoi e depois fomos pro ponto esperar o ônibus que nos levaria até Belém.
      Depois de uma looooooooooooooooooooonga viagem que serviu de city tour, chegamos em Belém. Descemos num ponto antes do destino final, paramos numa padaria para comer mais um pastel de nata, brincamos com a maria ines numa praça e depoois num parque que tinha no meio do caminho, até que chegamos no Mosteiro dos Jerônimos.
      Lá ficamos super perdidos, entramos numa fila sem saber que era só pra visitar a Catedral, depois tivemos que sair e comprar o ingresso do outro lado da rua, e depois votlar pra entrar no Mosteiro.
      A hora ja estava avançada e o sol de lascar. Visitamos o Mosteiro, dei lanche escondido e acobertada por uma das funcionárias, sentada no chão com a neném. Tiramos fotos, o sol realmente estava muito mas muito quente. 
      Saímos de lá e fomos procurar algum lugar pra almoçar. Catei um wi-fi grátis e encontrei um restaurante ali próximo. As ruas estavam desertas o que deixou tudo meio estranho.
      No restaurante, que estava lotado, comemos e demos o almoço da neném. Saindo de lá, seguimos no sol para a torre de Belém. 
      Eu estava com tanto desconforto pelo sol que desisti de ir na Torre. Victor foi sozinho e eu fiquei com a Maria Inês aos pés da ponte, na única sombra que havia no local. Dei de mamar e ela dormiu. Fiquei descansando até ele voltar. 
      De lá, voltamos pro Mosteiro e pegamos o ônibus para o Oceanário.
      Muita gente faz o mesmo percurso, e o ônibus estava lotado. Fomos em pé. Maria dormindo a maior parte do trajeto. 
      Depois de uma também longa viagem, chegamos ao Oceanário. Fizemos um pit stop no restaurante, demos o lanche da neném e começamos nossa visita.
      O Oceanário é muito legal! Vale muito a pena para adultos e crianças! Eu me encontei com os peixes e animais marinhos, e também a bebê aproveitou. Primeiro teve medo, mas depois foi se habituando.
      Fez amizade com um bebe francês. Terminamos o passeio e queríamos jantar por ali, que é uma região mais moderna de Lisboa. Seguimos para um shopping, rodamos por lá em vão, o shopping é péssimo e não achamos lugar nenhum para comer. Fiquei aborrecida com isso. 
      Pegamos o metrô de volta, demos o jantar da neném já tarde. Pedimos KFC pelo iFood. Fiquei bastante aborrecida com Lisboa por causa disso.
       
      03/10/2019 quinta-feira - Fátima
       
      Acordamos cedo para ir para Fátima. Eu queria desistir e ir ao zoológico, pois estava ainda empolgada com a vibe do oceanário. Mas Victor não deixou, insistiu em ir para Fátima.
      Tivemos certa dificuldade para encontrar a rodoviária e depois para comprar o ticket, pois não aceita cartão, só dinheiro. 
      Conseguimos e embarcamos na viagem de 2h30. Chegamos lá, fomos direito pro Santuário. Estava na hora do almoço e resolvemos primeiro forrar o estômago, depois visitar. Pegamos indicação de restaurante em um blog, e resolvemos segui-la. Deu certo. A comida era saborosa e o atendimento foi fantástico, um garçom super simpático que nos deixou felizes.
      Depois de almoçar e dar o almoço da Maria, fomos pro Santuário. O sol estava muito forte. 
      Visitamos a Igreja e a Capela onde houve a aparição. Em torno da Capela ficam bancos, ela é coberta, e sempre está tendo algum tipo de cerimônia ou celebração, ou adoração, ali.
      Na Igreja, tem os tumulos dos pastorinhos. Tudo meio modernoso, meio feioso… para quem não curte as coisas modernas.
      De lá, fomos na igreja nova que é pior ainda. Um auditório. Estava tendo missa e não entramos. Voltamos para a rodoviária e ficamos esperando o ônibus de volta pra Lisboa. Chegamos e íamos pra casa arrumar nossas coisas pra viagem do dia seguinte. Mas estava muito cedo… ainda no ôniubs, que tinha wifi gratis, começamos a procurar um rooftop bar em Lisboa  e eis que encontramos o Limão Rooftop, que era num hotel bem próximo de casa, com avaliações boas. Resolvemos arriscar!
      Demoramos um pouco pra chegar porque tinha uma escada (Lisboa tem essas escadas estranhas), mas chegamos lá!
      Apesar de estar bem cedo, não tinha mais mesas e ficamos num sofá esperando. Enquanto isso, tomamos vinho verde, petiscamos uns peticos MARAVILHOSOS e Maria Inês ganhou um kit infantil para se divertir e se distrair. 
      Tomamos várias taças de vinho e degustamos vários petiscos. Demos o jantar dela ali mesmo. No final, desistimos da mesa que vagou, pois já estávamos bem acomodados no nosso sofá, com a vista que queríamos. 
      Foi um belo e excelente fechamento da nossa viagem. Tiramos fotos incríveis do por do sol com Lisboa ao fundo, e depois Lisboa à noite. 
      Voltamos pra casa, colocamos a nenem pra dormir e arrumamos as coisas pra viagem do dia seguinte.
       
      04/10/2019 - sexta-feira - Lisboa / Belém
       
      Preparativos finais para o retorno. Dei falta do iPad. Procuramos em todo lugar e nada. Resolvemos ir até o Rooftop da noite anterior. Eu estava bastante tensa. Chegando no hotel, o bar estava fechado. Informei o caso e a atendente prontamente voltou de lá com meu iPad. O vinho verde faz isso!
      Na volta pra casa, tomamos café no mesmo local do primeiro dia, que era uma delícia.
      Voltamos pra casa, juntamos nossas coisas, que deu um trabalho enorme, pois apesar de não ter comprado absolutamente NADA de souvenirs - exceto uns 5 sabonetes de lavanda - a mala parece que não queria mais fechar. Provavelmente a falta de organização.
      Pegamos o ônibus pro aeroporto, e na hora do check in, a atendentente de mau humor e rabugenta resolveu frescar com o peso da nossa mala. Tiramos algumas coisas até chegar a um peso aceitável  - mas ainda superior ao que tínhamos comprado. Check in feito, resolvi me presentear com maquiagens da Inglot. Eu merecia.
      Victor ficou dando frutas pra nenem enquanto eu comprava.
      Seguimos pra imigração, controle, etc etc.
      Esperamos bastante pra embarcar. 
      Fomos pro playground e trocar fralda da neném. Ali percebemos que estava quente… febre. Houve um estresse e tensão pois não conseguia encontrar o frasco de paracetamol dela. Depois de muito procurar e tentar manter a calma, consegui. Demos o remédio e ela ficou brincando. 
      Almoçamos Mc Donalds, depois embarcamos finalmente. 
      Durante a viagem, novos picos de febre. Foi medicada, porém não baixou e logo subiu de novo. Tivemos que fazer compressa morna com a ajuda da aeromoça, que depois deu a dica - que sabíamos mas tinhamos esquecido - de tirar as roupas dela para ajudar a febre baixar. Deu certo.
      Chegamos no Brasil com ela dormindo no canguru - foi acordada por gritos estridentes.
      Em casa, ficou brincando até mais tarde. Dormiu tarde e acordou no horário habitual: 6h.
      Um dos meus receios e insegurança era ela não se adaptar ao fuso. Quanto a isso não tivemos problema algum. Na ida, ela acordava tarde e isso não era problema. Na volta, acordou e dormiu normalmente no dia seguinte.
      Ah, a febre passou também no dia seguinte.
    • Por Carola_RJ
      Eu adoro escrever e contar um pouco sobre a minha impressão dos lugares. Não gosto de me ater às informações, história dos pontos turísticos, pois isso é fácil de encontrar. Venho aqui escrever minha humilde opinião e percepção dos lugares.
      Quem deseja viajar no verão para o leste europeu, leia essas dicas
      Considerações gerais sobre a viagem
      Ir no verão no leste europeu: tem o lado super positivo dos dias serem beeeem longos. Só fica escuro depois das 21h, então dá para aproveitar mais a cidade. Entretanto, é altíssima temporada, férias escolares no hemisfério norte todo (o que inclui a China, rs). Inclusive, os próprios europeus da parte Central, curtem muito passar férias no Leste por ser mais barato, indo para países fora da zona do Euro. Então, amores: vai estar cheio! Não espere ter uma cidade todinha para você, tirar fotos sem nenhum papagaio de pirata atrás. Mas o pior são as filas para as atrações, preço de hotéis mais salgado e passagens aéreas mais caras, sobretudo se você for viajar no recesso escolar do Brasil (duas últimas semanas de julho).
      Temperatura: eu dei o azar de pegar um calor insuportável. Sério, muito quente mesmo e olha que eu sou acostumada ao verão carioca. Mas isso é realmente aleatório, têm períodos do verão que fica mais frio. Eu fiquei acompanhando a temperatura antes de viajar para pensar na mala e uma semana antes da viagem estava relativamente frio, com temperatura mínima de uns 9° e máxima de uns 25°. Comparei com a temperatura do Rio de Janeiro que estava parecida (não com essa mínima tão baixa) e julguei que estava frio. Aí, enfiei vários casacos na mala. Mas o tempo virou total e não teve nenhum sinal de frio. Ah! A maior parte dos países do Leste estão sob efeito da continentalidade (olha a professora de Geografia :), ou seja, tem grande amplitude térmica, grande variação de temperatura entre os dias e as noites ( isso também se aplicando anualmente, no binômio verão X inverno extremos). Tipo assim, de dia, era tão quente quanto o Rio, mas a noite a temperatura cai drasticamente, quase 20° de queda. Então, as noites são gostosinhas.
      Por que decidimos viajar para o Leste Europeu: Visitar países que foram ex união soviética é muito interessante, né? . Mas esses países não se resumem a isso, eles possuem uma história riquíssima. Ia dizer que possuem "histórias únicas" mas não é bem isso, devido aos fortes laços históricos. Até 1993, existia a Tchecoslováquia, composta pela República Tcheca e Eslováquia, e que se tornaram independentes após a Revolução de Veludo. A Hungria fazia parte do Império Austro Húngaro de até 1918. Cada país, Hungria, Eslováquia e República Tcheca tem a sua própria língua mas que são parecidíssimas, eles nos disseram que mesmo sem estudar outra língua, eles conseguem se entender muito bem, acho que é até bem mais parecido que o português e espanhol. Mas, apesar de toda essa relação territorial, política, linguística, cada país tem fortes singularidades. Não é a toa que conquistaram suas independências. Explorar essas nuances foi muito interessante.
      Voos para o Leste Europeu: Eu acho que não tem voo direto do Brasil para nenhum país do Leste Europeu. Por isso, comecei a fazer pesquisas de voos para qualquer país da Europa e partir desse país, eu pegaria um voo de uma empresa low cost. Mas, como sou professora, tenho uma restrição fortíssima de datas para viajar e estava tudo MUITO caro. Muito mesmo! Um belo dia, surgiu um voo bem barato para Praga, não era direto, ok. Mas quando eu vi o tempo total de viagem eram de umas 25h para ir e 28h para voltar. Já fui descartando. Mas, pera, era um voo da Emirates com escala em Dubai. Lembrei que a Emirates permite parada gratuita em Dubai. Opa!!! Nunca visitei Dubai, por que não visitar agora? Dei uma olhada em hotéis, porque achei que aí que fosse pesar, e achei hotel 5 estrelas por 350 reais a diária e hotéis 3 estrelas por 150 reais. Hotéis bem localizados e tal... (sim, isso era tudo verdade, hotéis super bem localizados e maravilhosos). Fiquei toda feliz e comprei a passagem Rio X Dubai X Praga X Rio com uma parada na ida de 5 noites em Dubai. Estou escrevendo outro post sob a "furada" de ir para Dubai no verão com sensação térmica de 60°C (INSUPORTÁVEL, por isso estava tudo barato) mas isso é outra história…
      A duração dos voos foram:
      Rio X Dubai - 14 horas Dubai X Praga - 6 horas Bom, a Emirates foi eleita melhor companhia aérea por diversos anos e não foi a toa. O serviço é maravilhoso mesmo.
      Como se deslocar dentro desses países
      Você tem três opções: avião, trem, ônibus e alugando um carro. Vou falar de cada uma.
      Avião - As companhias low cost da Europa são uma mão na roda. As maiores são a Easy Jet e a Ryan Air. Vira e mexe tem promoção de passagem por 1, 5 ou 10 euros. Muito barato mesmo. Mas tem que ficar de olho e tentar comprar com antecedência. Mas fique atento porque você paga absolutamente tudo por fora, despachar bagagem, levar bagagem de mão, marcar assento, comida. Eu acho que se o ônibus ou trem demorar mais que 4 horas, vá de avião. Você vai economizar seu tempo, e lembre-se que na Europa o tempo é em Euro.
      Trem - a opção mais glamourosa, né? Os trens são lindos, chiques, paisagens maravilhosas e conta com o conveniente das estações estarem pertinho do Centro da cidade. Mas os trens andam muito caros! Nossa, um absurdo! Não viajamos nenhuma vezinha de trem. Os trens estavam mais caros que o avião também, sem chances… mas, assim, olhando com antecedência, às vezes surgem umas promoções bem boas de trem também.
      Ônibus - menos glamouroso, mas muito mais barato que o trem. Quando eu digo mais barato, eu não tô exagerando em nada. Um trecho que era 80 euros no trem, eu paguei 20 no ônibus. E é muito fácil comprar a passagem, acompanhar tudo. Os ônibus são muito confortáveis também. A empresa mais conhecida, na verdade, era a única que eu conhecia, é a Flix Bus. Ela tem um aplicativo em português, bonitinho e super prático. Alguns trechos você precisa pagar para reservar assento (1,50 euro) e se tiver mais de uma mala de porão (4 euros). No meio da viagem conhecemos a Regio Jet. Conhecemos quando fomos passar o dia em Bratislava. Compramos a passagem só de ida porque não fazíamos ideia de quanto tempo gastaríamos na cidade. Quando fomos tentar comprar a passagem de volta na Flixbus estava tudo esgotado. Daí, vimos essa empresa. Cara, a Regio Jet é bem melhor que a Flix Bus. O ônibus tem televisões interativas (iguais as de avião) individuais, café, snacks. Olha, maravilhosa a empresa, e pasmem, mais barata que a flix bus. Super recomendo baixar o aplicativo dela.
      Carro -  Uma opção bacana mas muito cara, né? Fora que ficar de carro dentro das cidades é loucura. Principalmente em cidade grande que o estacionamento é caríssimo e que o legal é conhecer tudo a pé, entre um drink e outro. Mas carro é maneiro para quem tem tempo de parar e conhecer vilas pelo caminho.
       
      Como fizemos nosso roteiro.
      Antes de marcar as datas de ida e volta, hotéis, é importante dar uma estudada sobre cada cidade para avaliar o quão interessante ela é, fazer uma lista dos pontos turísticos que quer visitar, colocar tudo no mapa para verificar se estão situados próximos uns dos outros e etc. Feito isso, decidimos o número de dias. Decidimos também começar a jornada por Budapeste e ir subindo de ônibus para as outras cidades. Como chegaríamos em Praga pelo aeroporto, seria muito mais prático pegar um voo logo para Budapeste. Foi mais barato e rápido. Imagina ter que sair do aeroporto com mala e ir até a rodoviária ou terminal de trem? 
      Nosso roteiro ficou assim:
      11
      Voo de ida
      12
      Dubai
      13
      Dubai
      14
      Dubai
      15
      Abu Dhabi / Dubai
      16
      VOO / Praga / Voo / Bud
      17
      Budapeste
      18
      Budapeste
      19
      Budapeste
      20
      Budapeste / ônibus / Viena
      21
      Vienna
      22
      Bratislava
      23
      Vienna / ônibus/ Praga
      24
      Praga
      25
      Praga
      26
      Praga
      27
      Praga / Voo de volta
       
      BUDAPESTE
      Chegada em Budapeste: chegamos em Budapeste vindo de um voo Dubai X Praga (pela Emirates) e outro voo Praga X Budapeste (pela Ryan Air).
      Golpe do cartão de crédito: Nessa parada em Praga levamos um susto imenso. Vou contar aqui porque pode acontecer com outras pessoas. Quando estávamos em Dubai, não conseguimos comprar nada com o travel money. Mas como eles falam árabes, nem sempre a gente se entendia, logo achamos que poderia ser um erro nas opções digitadas por eles na maquininha. Assim que chegamos em Praga, fomos tentar o usar o travel money e ele continuou não funcionando. Ligamos para o cartão e informaram que o saldo era de 7 dólares e que haviam sido feitos diversos saques nos dias anteriores. Ficamos apavorados! Pensamos mil coisas! Clonaram o cartão em Dubai? Agora, vocês imaginem a gente dentro do aeroporto prestes a pegar um novo voo e acabando de saber que tinham roubado todo nosso dinheiro? Vou resumir a história. Mas soubemos que os saques foram feitos nos Estados Unidos. Em muitos países, para sacar dinheiro não precisa colocar senha, é só inserir o cartão na máquina. A gerente do banco disse que foram saques sem uso de senha mesmo. Um dia antes de viajar, no Rio de Janeiro, o Fabio foi em uma agência do Banco do Brasil, no caixa eletrônico consultar o saldo do travel money. Eu acho que foi nesse momento que algum golpista copiou as informações do cartão e vendeu para alguém dos Estados Unidos. O dinheiro foi devolvido pelo banco. Mas o susto foi imenso.
      Viajando pela Ryan Air - gente, é um ônibus que voa. Ônibus urbano, porque ônibus de viagem é bem melhor, é claro. Mas, fora isso, foi tudo bem. Viagem de 50 minutos de Praga até Budapeste. Eu e o Fabio viajamos separados porque nos negamos a pagar reserva de assento. Mas estávamos pertos um do outro no avião.
      Aeroporto de Budapeste - na moral, podiam fazer uma obrinha, né? Que aeroporto feio, gente! Uma cidade tão turística poderia investir nisso. Fora que é muito pequeno, deve ter uma restrição imensa para receber novos voos por falta de espaço mesmo.
      Traslado Aeroporto X Centro - tem várias opções: taxi, Uber, shuttle de Van e ônibus. Não tem metrô, infelizmente. O ônibus é a opção mais barata. Tem um ônibus expresso o 100E que vai direto para o Centro, ele não faz nenhuma parada pelo caminho, só no Centro. Ou seja, demora o mesmo tempo que o Shuttle ou táxi ou qualquer transporte rodoviário. O inconveniente é que ele não vai te deixar na porta do hotel. Mas, a maioria dos hotéis estão num centrinho e ele vai te deixar pertinho. Ah! Lembrei de outro probleminha. Ele é um ônibus normal, então não tem lugar para colocar mala. A gente pagou um mico absurdo. A gente sentou, mas o espacinho entre os bancos mal cabia a nossa perna. Tivemos a ideia brilhante de apoiar a mala na porta do ônibus. Estava tudo lindo. Pensamos: só vai parar no Centro e quando chegar lá, se levantar alguém para descer, a gente levanta junto e segura a mala. Só que a porta abre tendo ou não gente para descer ou subir. Resultado: a mala voou na rua. A gente saiu gritando para pegar a mala da rua… que vergonha, gente!
      Custo do ônibus: 900 HUF
      Site da empresa de ônibus: https://bkk.hu/en/airport-shuttle/
      Estações que ele para (é só verificar no mapa se está perto do seu hotel): Kálvin tér / Astoria M / Deak Ferenk ter
      O que achei - eu amei Budapeste! Que cidade linda! Qualquer lugar, qualquer rua, tem um prédio encantador. Mas, mais do que a estética da cidade, eu gostei da vibração. Achei o lugar acolhedor, gostoso de fazer coisas simples: sentar e ver o movimento da rua, andar por ruas aleatórias, tomar uma cerveja, ver o pôr do sol. É uma cidade com menos turistas que outras europeias. E também com menos imigrantes. Calma, eu sou a favor da migração, abertura de fronteiras, um mundo sem muros, miscigenação e tudo mais. Mas, é interessante ver uma capital de um país europeu tão "raiz", menos "explorada" ainda. É claro que, sei lá, pode ser que seja assim por serem  xenófobos, não quererem estrangeiros. O porquê não sei, mas é legal ver essas nuances. De qualquer forma, eu achei o povo bem educado, muitos até bem simpáticos. Não é um povo expansivo, que te dê abertura para muita intimidade, mas são cordiais. Senti-me bem tratada o tempo todo. Depois eu li que só 2% da população é de imigrantes, número bem menor comparado com outros países europeus.
      Quanto tempo ficar - É possível fazer uma boa visita na cidade com 3 dias inteiros. Eu não fui a nenhum museu, então, se você tiver alguns museus para visitar, acho que pode acrescentar um tempo a mais.
      Preço da passagens - metrô, ônibus e bonde têm o mesmo preço: 350 HUF. Precisa comprar o bilhete na maquininha antes de entrar no transporte e validar assim que entrar. Só usamos o metrô uma única vez, quando voltamos da termas. A cidade é compacta, com disposição, dá para fazer tudo a pé.
      Mapa dos pontos turísticos: https://drive.google.com/open?id=1vA0plIHXYXs1bfszm8xQN5fmpMX0TJZC&usp=sharing
      Eu separei por cor. É uma sugestão de como dividir as atividades.
      No mapa acima estão todas as atividades turísticas. Vou colocar aqui abaixo o meu TOP 10, e alguns comentários sobre a minha experiência. Obs: Não está em ordem de preferência.
      Ruin Pubs - Nada mais é do que bares instalados em prédios em ruínas. A ideia deu muito certo. É tudo muito criativo, muito original. Adorei o ambiente, para cada cantinho que você olha tem alguma coisa interessante. O Szimpla foi o primeiro ruin bar e é o mais famoso. Pelo o que eu entendi, dentro do Szimpla são vários bares independentes (eu não entendi se todos pertencem ao mesmo dono ou coisa do tipo). O lugar LOTA! A gente foi lá diversas vezes, em horários diferentes, e sempre bem cheio. O único bar com cadeira disponível era em um que apenas servia vinho. Logo, bebemos vinho! Muita gente pega a sua cerveja e bebe em pé, mas no cansaço da viagem, eu queria degustar minha bebida confortavelmente. Foi ótimo!
      Praça Elizabeth a noite - Durante o dia, você não dá nada por ela. Parece só mais uma praça. A noite, a coisa muda. A praça fica lotada! Ela tem um espelho d’água, uma piscina grande, que fica bonita de noite e também tem uma roda gigante (que eu não andei). Geral  fica sentado na grama bebendo, conversando, rindo. Um dia, tinha um grupo de brasileiro tocando pagode. Isso mesmo, um grupo de jovens com repique, tantan e cavaquinho. Foi bem engraçado porque eles tocavam e cantavam bem mal, e eles mesmos sabiam disso, mas era tudo na zoeira. Achei esse lugar bem democrático, só comprar suas bebidas no supermercado e se divertir. E eu gosto dessa coisa de atividades ao ar livre.
      Ponte das correntes à noite - Ah! Que ponte linda! Ela é linda qualquer hora do dia. Mas no entardecer, de noite, ela fica maravilhosa.
      Parlamento a noite - De noite, depois de ver a ponte das correntes, vá até o parlamento. Nossa, é impressionante. Ele fica muito lindo iluminado. Não deixe de ir de dia também, mas de noite é um show. Tem a opção de fazer um passeio de barco noturno pelo Rio Danúbio, de onde você terá uma bela vista do parlamento. Não fiz o passeio de barco, me dá muito sono : -P.
      Troca da guarda no parlamento - Quando você for ao parlamento de dia, tente ir na hora da troca de guardas que acontece de hora em hora. Exceto domingo, que eu acho que é às 10h e é mais elaborada. Eu achei legal poder tirar foto com os guardas, eles dão até um sorrisinho.
      Termas - falar em termas no Brasil pode remeter a coisas não muito familiares, rs. Mas tem uma cultura forte na Hungria com os banhos termais. Na verdade, isso é comum em muitos países frios. Então, eu acho que ir em uma casa de banhos termais é parada obrigatória em Budapeste. A mais famosa é a Széchenyi, inaugurada em 1913, que mesmo se não for para tomar banho, vale a pena visitar. Pelo o que entendi, rola uns tours guiados. O lugar é lindo, lindo, lindo. Impressionante como um banho de piscina pode ser tão glamouroso. Mas, além da beleza arquitetônica do lugar, o tomar banho de piscina em si é super divertido. E é uma atração tão boa no verão quanto no inverno, já que possui piscinas com águas bem quentinhas tanto na parte externa quanto interna. Na parte interna, eu percebi que possuem vários aquecedores, então ninguém morre de frio na hora que sai da piscina. Existem dezenas de piscinas, cada uma com uma temperatura diferente. As piscinas mais quentes, com 35°, eles sugerem ficar no máximo 20 minutos. Eu fiquei mais de 2 horas, rs! Essa água quentinha desidrata, então tem que beber água toda a hora. Existem piscinas para nadar mesmo, com temperaturas mais frias. E também tem uma parte da cerveja. Eu esqueci de ir na parte do bar, então nem sei explicar bem como funciona.
      Custa 5500 por pessoa, e 500 pela cabine. É assim, você ganha uma pulseira de plástico que serve para entrar e também para abrir a cabine. Cuidado para não perder a pulseira, pois a multa é altíssima. As cabines podem ser compartilhadas. Tipo, você e seu marido pode se trocar e tal na mesma cabine, que tem um espaço bem ok para guardar as coisas e se vestir. O local também tem secador de cabelo. É importante levar toalha!!!! Eu peguei a toalha do hotel e levei. Alugar uma toalha lá é bem cara.
      Mais uma dica. Se você quiser ferver na night, lá rola umas pool parties direto. Só checar nesse site a programação: http://szechenyispabaths.com/sparties/ Para chegar e sair, tem uma estação de metrô bem na porta. Na ida, fomos andando, e na volta pegamos o metrô.
      Pimentão recheado - Você já deve estar sabendo que a Hungria tem uma forte relação com pimentões. Os pimentões não são apenas um tempero, é o prato principal. Eles possuem uma grande variedade de pimentões e eles são bem diferentes e gostosos. Experimente pratos com pimentões! Eu adorei um pimentão recheado com queijo e azeite, uma delícia!
      Sinagoga - Nunca tinha ido em uma Sinagoga.  A “Grande Sinagoga” (Dohány utcai zsinagóga) é a maior da Europa, com tours guiados excelentes. Vá com roupa apropriada, se for de roupa curta, tem que comprar um "roupão" gigante e colocar. Todos os homens são obrigados a usar um quipá. Existem outras sinagogas, mas só fomos nessa. Achei muito bacana, valeu muito a visita. Preço: 3000 HUF
      Igreja na Pedra (Sziklatemplom) - É uma igreja muito pitoresca construída na pedra. Ela fica no Monte Gellert, mas não precisa subir no monte para vê-la, ela fica na parte baixa. A entrada é paga.
      Basílica de Santo Estêvão (Szent István Bazilika ou St. Stephen's Basilica) - É a principal igreja católica da Hungria. Eu fiquei apaixonada por essa igreja, linda demais. Preste atenção nos detalhes, olhe para o alto, olhe o teto, olhe a cúpula, é tudo sensacional. Não deixe de fazer a visita da cúpula, você sobe de elevador. Depois que sair da igreja, tome um sorvete em forma de flor na Gelarto Rosa enquanto admira a fachada da igreja.
       
      VIENA
      O que achei da cidade: Linda e chata! rs  A cidade é linda! Tudo muito bem preservado, um prédio mais lindo que o outro, arquitetura maravilhosa. Os palácios são encantadores (entretanto, depois de conhecer Versalhes, é involuntária a comparação, daí, você fica pensando “Mas, Versalhes é melhor…” rs). Tudo na cidade funciona bem: transporte público, limpeza, segurança. Possui uma história riquíssima. E por que achei chata? Achei tudo muito parado, sem vibração. E olha que fui em pleno verão, um calor muito forte, ótima oportunidade para as pessoas saírem de casa, se movimentar, mas não. Havia um festival de verão, estava até movimentadinho, fomos lá duas noites seguidas porque foi a única coisa mais legalzinha que achamos. Foi bom para beber e petiscar, mas muito sem graça. Achei Viena um destino muito sexagenário.
      Onde ficar: O centro, ali perto da Stephansplatz, é a melhor localização, na minha opinião. Mas, prepare o bolso, é muito caro. Ficamos em um Airbnb, e foi mais caro que todos os hotéis da viagem. O Airbnb ficava na Rua Bauernmarkt, localização boa. Mas não recomendo esse apartamento porque passamos muito calor,  não tinha ar condicionado e era muuuuito quente. O prédio é muito feio e acho que só tinha a gente lá, porque parecia um prédio comercial meio abandonado.
      Trocar euros - se possível, troque em Bratislava, o valor era absurdamente mais barato que em Viena.
      Passagem do metrô: você compra na maquininha, tudo bem intuitivo, e tem essas opções de 24h, 48h e 72h. Pode valer a pena se você for utilizar o metrô muitas vezes. Como é possível fazer muita coisa a pé, quase não usamos o metrô.
      Bilhete único - 2,50€ 24h - 8€ 48h - 14€ 72h - 18€ Não pode deixar de fazer:
      Café Central: Ir no Café Central para almoçar ou tomar café. Os doces são maravilhosos. O café existe desde 1876 e é lindo!!! Não achei tão caro comparado ao custo da comida em geral na cidade. Nesse site vocês podem ver mais informações, assim como olhar o cardápio e os preços.
      https://www.cafecentral.wien/en/
      Schnitzel - experimentar o Wiener Schnitzel, que é um prato super típico, que consiste em um empanado de porco. Isso tem em tooooodos os lugares! Vai ser difícil não comer algumas vezes.
      “Gespritzt” - Tomar algum “Gespritzt”, eu digo algum porque há várias combinações, mas a maioria é com vinho tinto (Rotwein Gespritzter) ou branco (Weisswein Gespritzter). Eles misturam uma água com gás, ou tipo um refrigerante, com uma bebida alcoólica. Não sei em outras épocas do ano, mas no verão é a sensação.
      Kasekrainer - Comer um pão com linguiça e queijo nas barraquinhas de rua. Nós comemos em frente ao museu Albertina, na Augustinerstrasse, e foi ótimo.
      Der Wiener Deewan - Esse é o nome de um restaurante paquistanês onde você paga o quanto quiser! Mas, além disso, a comida é uma delícia! E a sobremesa também é muito boa. Eu fiquei com vergonha de repetir, porque já tinha feito um prato de peão, mas pode repetir sim. Pagamos 10 euros por pessoa, mas o garoto da minha frente pagou apenas 5. A gente realmente achou a comida gostosa e achamos que valia a pena, e quisemos dar uma moral para eles. Esse é o site: http://deewan.at/
      Film Festival on Rathausplatz: é um festival de filmes e gastronomia. Ficam dezenas de barraquinhas em uma área bem grande. Como eu já contei, foi o lugar mais animadinho da cidade. Esse festival ocorre sempre no verão. Eles montam uma tela gigante e uma arquibancada em frente a Prefeitura. Mais informações: https://www.wien.gv.at/english/culture-history/film-festival-rathausplatz.html
      (OBS1: só falei de comida até aqui)
      Palácios: Não tem como ir à Viena e não visitar os palácios. Dedique um tempo para se perder nos jardins dos palácios também. Os palácios são: Palácio de Schönbrunn, Hofburg e Belvedere.
      Naschmarkt: É a maior e mais antiga feira da cidade, e tem muita opção para comer. Não sei se escolhemos mal, mas não curtimos o restaurante. A comida foi cara e bem mais ou menos. Ainda assim, é um lugar legal para conhecer.
      Graben Street: É uma rua de pedestre que gostei muito , sobretudo pelos vários monumentos famosos, como o Leopoldsbrunnen e a Wiener Pestsäule. Provavelmente, você vai andar por toda essa região a pé, mas dê uma atenção especial à essa rua. Tente conhecer de dia e de noite, a iluminação noturna é linda também. 
      Fazer um Bate e Volta em Bratislava: Bratislava fica pertinho, só 1h de ônibus ou trem. Vale a pena, se tiver tempo.
      (Obs2: tem outros pontos turísticos, museus, mas estou contando das coisas que mais gostei apenas)
      BRATISLAVA
      Como chegar: Optamos pelo ônibus porque custava 5 euros enquanto o trem custava 20 euros. Uma semana antes, o ônibus estava na promoção por 1 euro!! A gente não sabia bem o dia e hora que íamos e acabamos perdendo. O ônibus é o mesmo que vai para o aeroporto. O aeroporto fica entre Viena e Bratislava, ele dá uma paradinha rápida no aeroporto tanto na ida quanto na volta. Já contei logo no início, mas quando voltávamos de Bratislava, não tinha mais ônibus da FlixBus. Foi aí que conhecemos a RegioJet, uma empresa de ônibus melhor que a FlixBus e com preços bons também.
      O que achei: A cidade é um ovo, ou pelo menos a parte turística é bem pequena. Tem uma coisa ou outra bacana, mas nada de muito extraordinário, indispensável. Nós chegamos beeem cedo para aproveitar o dia todinho lá. Tinha poucos lugares para tomar café da manhã. Logo na entrada, tinha uns restaurantes bem pega-turista, com preços absurdos. Na hora do almoço tivemos uma feliz surpresa, comemos um inhoque com queijo de cabra divino! Eu nunca vi inhoque desse jeito, ele é menorzinho e mais seco. Só de lembrar me dá água na boca. Foi realmente algo muito diferente e delicioso, super recomendo. Olha a foto:

      O que vale a pena: a parte boa de Bratislava são os preços! Achamos muitas coisas com preços ótimos. Depois que saímos da Igreja Azul, andamos, andamos e por acaso saímos em um shopping chamado Eurovea. Lá, achamos uma casa de câmbio com preços maravilhosos e um monte de loja com coisas bem em conta. Lembro que compramos óculos da Quechua na Decathlon por uns 4 euros. Outra alegria foi a Pandora. A Pandora de Viena era mais que o dobro do preço da de Bratislava. Mesmo as peças em promoção (que é sempre o meu foco), em Viena era muito caro. Comprei anel, brinco por uns 15 euros cada. Também passamos no mercado e compramos bebidas, chocolates, porque era mais barato que Viena.
       
      PRAGA
      O que achei: Praga é uma cidade absurdamente linda! Muita história, tudo muito bem preservado. Entretanto, é tudo tão perfeitinho, que parece que é de mentira. Acho que essa minha visão foi baseado na multidão de turistas na cidade. Deixa eu explicar melhor. A cidade estava muuuuuuuito cheia! Esse foi um ponto bem negativo, tudo tinha fila e empurra empurra. Sabe quando você não vê os nativos, o povo mesmo da cidade? Eu só via turistas por todos os lados, senti falta de conhecer o povo deste país. Mesmo quando não era turista, tinha muito imigrante trabalhando por lá. Aliado à isso, eu me senti em um parque da Disney. Cada dia acordava e tinha os brinquedos, as atrações, para conhecer. Todas as atrações são feitas para turista. Assim, é claro que isso é bom, significa que a cidade é bem cuidada, e está se esforçando para oferecer os melhores serviços, mas meio que perde um pouco a alma do lugar. Eu tive um pouco essa sensação quando fui à Bruges (Bélgica), que é outra cidade que parece que deram uma mão de tinta, reconstruíram, mas ficou um pouco artificial (Praga não é tão artificial quanto Bruges). Eu criei uma outra Praga na minha cabeça. Achei que ia beber uma cerveja em um botequim, ia fazer coisas corriqueiras, mas não foi assim. Mas isso não significa que não tenha gostado. Eu gostei bastante. Só não recomendo ir no verão: muuuuuito calor, muuuuuito cheio e mais caro. 
      E os tchecos? Como já disse acima, era raro ver um nativo. Mas a maioria dos que conheci foram bem arrogantes. Não dei sorte mesmo! A pior experiência foi no aeroporto, onde queríamos uma informação do tax free, e levamos sucessivos foras. Mas pode ter sido mero azar nosso.
      Como se locomover pela cidade: a gente fez tudo a pé. Só pegamos o bonde uma única vez para ir até Saint Peter. Mesmo assim, voltamos de lá a pé.
      City Pass - esse cartão dá direito à diversas atividades com descontos. A gente não comprou porque tinha muita coisa que não nos interessava, mas acho que vale a pena fazer uma lista das atrações que estão inclusas no city pass e avaliar se vale a pena comprá-lo: https://app.box.com/s/gmwmgis06twyc1s3al3x4v0azo49wwts
      Recomendações:
      comer um trdelnik na the good food, ou em qualquer lugar, esse doce é muito bom Letná Park:  ir no entardecer, beber cerveja Ir no Cafe louvre, achei os preços normais e o lugar é bem bonito Ir na Absintherie, achei meio caro, mas o lugar é interessante de conhecer Tomar cerveja de cereja, para quem gosta de cerveja meio doce Ver o pôr do sol na Ponte São Carlos e em outra ponte chamada Štefanik Bridge, foi onde eu tirei a foto mais linda de pôr do sol em Praga. Foi por essa ponte que eu cheguei no Letna Park, para tomar uma cerveja. Mas há outros caminhos.
      Esse foi o pôr do sol:

       
      Mapa dos lugares que visitei. Está separado por cor. Cada cor eu visitei em um dia: https://drive.google.com/open?id=1HVn3sYd1gsW1jLqK7qPgBpTep3xvzBQ8&usp=sharing
       
    • Por Carlosfuca
      1. Chapada dos Veadeiros: Cachoeira dos Cristais + chegada em Goiás

      (Foto: Cachoeira Véu de Noiva - Fazenda dos Cristais)
      Mapa: https://goo.gl/maps/B6fUo5G4PnNs5Snh6
      Acordei um pouco antes das 6h da manhã, dormi bem, estava cansado da viagem de ônibus de São Paulo até Alto Paraíso- Goias. Hoje é dia 06 de dezembro de 2019, o dia amanheceu nublado e o sol aparecia vez em quando bem tímido. Assim, apenas preparei o que eu iria levar, pois o destino do dia prometia: Cachoeiras dos Cristais. Dar inicio de vez às visitas pras cachoeiras da Chapada dos Veadeiros.
      Com a carteira, câmera fotográfica, celular e chave numa sacolinha, eis que as 06h40 comecei minha caminhada rumo a GO-110. Saí a rua do Camping Girassóis, dobrei à esquerda na Av Ary Valadão Filho pra, já no portal da cidade, tomar à direita na rodovia GO-110. A partir de então me pus a fazer uma corrida de leve num trajeto de 5km por essa rodovia, na maioria do trecho a estrada permanece reta, mas não plana. Também nada de aclives e declives acentuados.
      Com uma paisagem bem bonita do cerrado brasileiro, as 07h30 me deparo com a placa indicando Fazenda Cachoeira dos Cristais, só seguir mais 3km à direita, numa estrada de terra, daí então volto a caminhar, bem suave e reparando cada detalhe que posso pelos meus sentidos. Devagar também porque o local abre as 08h00 ainda.
      Observando os besouros, as abelhas, os lagartinhos, as folhas, as flores, as árvores, os pássaros, as formigas, a terra, os morros, eis que as 08h10 apresentei na portaria, um senhor me atendeu, seu Chiquinho, e como a lanchonete ainda não estava aberta fui direto pras cachoeiras.
      São varias, muitas de verdade, porém segui direto até a última que é a Véu de Noiva e na volta fui parando nas outras. A trilha até a Véu de Noiva é de 400 metros e essa queda é simplesmente encantadora, o sol ainda meio tímido ajudava a reluzir a beleza contida nessa parte do paraíso. Após muito descansar e curtir numa boa, comecei a subir para as outras quedas, são lindas também, uma perto da outra. Realmente aqui tem muitas opções para todos os gostos e disposições.
      As 10h30 a chuva veio nos acompanhar e então foi a deixa pra eu comer os deliciosos pasteis da lanchonete (pedi Frango com pequi e de Marguerita) e tomar uma saudável jarra de suco de laranja. 
      Agora estou escrevendo num papel, os pingos caem leve na grama e na terra, minha cobertura é um quiosque de palha, o apoio para o papel é uma mesa de madeira envernizada, do meu lado um redeiro. Alguns trovões anunciam chuvas para as próximas horas.
      Como cheguei em Alto Paraíso - Goiás (Chapada dos Veadeiros)
      No terminal Rodoviário Tietê em São Paulo, embarquei  (as 18h - 04/12) num busão pra Brasilia pela viação Real Expresso, preço R$159,00. Cheguei na Rodoviaria Interestadual de Brasilia as 10h30 (05/12), portanto perdi o ônibus das 10h que opera de Brasilia até Alto Paraíso, o próximo só viria as 19h (R$45,00). Bom, pensei em procurar carona e também pensei em pegar metrô e conhecer a cidade, mas no caminho do metro, que é logo do lado a rodoviária, uma quentinha me chamou por R$09,00, então almocei ali mesmo e depois voltei pra esperar no espaço VIP da Real Expresso, daí já aproveitei pra entrar em contato com familiares e amigos, além de avisar a dona do Camping que eu estava a caminho e iria chegar umas 23h00. 
      Fui recebido na rodoviária de Alto Paraíso que está bem próxima do Camping dos Girassóis, armei a barraca e fui dormir...
      Estou em paz, depois eu volto por aqui. E com fotos.
      Pédenatureza!!!
      Página facebook: https://m.facebook.com/campingecachoeiradoscristais/?locale2=pt_BR
       
        
        
        



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