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23º dia - 16/01/20 -  Puerto Puyuhuapi a Barilloche - 547 Km

Acordamos cedo e nos encontramos todos na frente da praça dos bombeiros. Antes de sair peguei o galão que tinha abastecido na Argentina e coloquei uns 15 l no tanque da Ranger. Não queria ter que abastecer no Chile pois era bem mais caro.

Pegamos a estrada. No sentido norte de Puyuhuapi a estrada tem uns 10 a 15 km de terra e depois tem asfalto até a Villa de Santa Lucia. No caminho, montanhas nevadas, lagos majestosos, visuais arrebatadores. Depois da Villa seguimos por estrada de terra até arredores de Futaleufu com mais paisagens de tirar o fôlego. Perto da cidade volta o asfalto e o combustível da Ranger estava acabando pois o consumo foi alto devido as estradas de ferro e as muitas curvas do caminho. Alias acho que este foi o maior consumo da viagem, deve ter sido uns 7,8 a 8,5 Km/l. Tive de abastecer mas coloquei apenas mais 10 litros.

A fronteira de entrada da argentina é sempre muito tranquila e não demorou mais que uns 20 minutos. Depois seguimos por mais 40 km até Trevelin onde almoçamos num restaurante chamado Oregon. Lá me serviram a maior milanesa com batatas fritas que eu já vi na vida. Tive que guardar metade para comer na janta.

Seguindo o caminho era pra nós termos pernoitado em El Bolson, mas fui voto vencido e todos no meu carro quiseram ir direto a Bariloche mesmo que isso implicasse em ter problemas para conseguir hospedagem.  

Seguimos serpenteando por aquela estrada no meio das montanhas até que finalmente chegamos a Bariloche. Tivemos alguns perrengues para conseguir hotel e ficamos dois carro em um hotel e o André e esposa em outro. Nesse dia me estressei um pouco com a questão de cobranças sobre hospedagem, mas bola pra frente.

A noite comemos o que sobrou do almoço e combinamos de bater perna na cidade no outro dia.

Custos:

Abastecimento: R$ + ou - 50,00

Hotel: R$ 80,00 x 2 noites = R$ 160,00

Restaurante: R$ 48,00 

 

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24º dia - 17/01/20 -  Barilloche - 0 Km

Combinamos que esse dia seria apenas para bater perna na cidade.

E foi o que fizemos, batemos muita perna, fizemos muita compra de recordações, e no almoço em 4 pessoas tomamos umas 5 cervejas Quilmes de litrão. hehehehe. O calor na cidade estava a 28º c. No final da tarde no último ônibus fomos ao cerro Oto conhecer a confeitaria giratória. O teleférico que leva a gente até o topo em dias de calor é infernal... A gente fica cozinhando lá dentro nos 10 a 15 minutos que são de subida. Porém o visual lá de cima compensa o perrengue. É uma região muito linda com aquele lago lindo a seus pés.

A noite fomos jantar num restaurante com comidas típicas da Galícia na Espanha, muito bom e recomendado.

Custos:

Alimentação: almoço: R$ 70,00 (as quilmes) Janta: R$ 50,00

Cerro Oto: R$ 50,00

Recordações: não anotei.

Hotel: já postado na msg anterior.

Uma dica aos viajantes: Em Bariloche tem estacionamento pago, entretanto ao falar com uma das mulheres que cobravam o mesmo, ela me mostrou que não conseguia anotar a placa (patente em espanhol) no app online de cobrança deles. Ela disse que por isso não poderia nem me multar, nem me cobrar pelo estacionamento na rua. Dessa forma eu fiquei com a viatura na rua, bem em frente ao hotel, por dois dias e não me foi cobrado um centavo.

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25º dia - 18/01/20 -  Bariloche a Junin de los Andes (ruta 7 Lagos) - 232 Km

Nesse dia não acordamos muito cedo pois o trecho seria curto. Tomamos o café da manhã nos encontramos com o André e a esposa na praça central de Bariloche e botamos o pé na estrada.

Na saída da cidade paramos num supermercado para comprar carne pois nosso plano era fazer o churrasco na beira de algum lago no caminho.

Só que o que nós não nos lembramos é que era um sábado, dia muito quente e o argentino tem mania de sair para a natureza nos fins de semana. Fora isso a região dos 7 lagos é toda num parque nacional e desse modo só podia fazer fogo nos lugares onde era demarcado e tinha que pagar para entrar. Porém o problema não foi esse e sim que todos os locais estavam lotados. Nós até tentamos ir em um outro local mas não teve jeito.

De qualquer maneira a viagem foi muito bela passamos por Villa la angostura, e depois começamos a seguir pelos sete Lagos. Paramos não em todos mas em vários deles para tirar foto. Como saímos tarde e a estrada estava realmente muito movimentada demoramos para chegar em San Martín de Los Andes.

Lá chegando procuramos alguns hotéis mas a maioria ou estava lotada ou o preço era muito caro. Resolvemos então seguir até Junin de Los Andes que segundo minhas pesquisas era mais em conta a hospedagem.

Entramos na cidade e começamos a procurar hospedagem e não demorou muito achamos um lugar para ficarmos todos. Um preço para lá de camarada R$ 30,00 por pessoa.

Como chegamos relativamente cedo e o local onde nos hospedamos tinha churrasqueira perguntamos ao dono se podia poderíamos usar e ele falou que tava tudo bem. O problema era que a churrasqueira deles era padrão argentino, muito grande, e nós não tínhamos muito carvão, então nós resolvemos usar a churrasqueira portátil que eu comprei.

A carne que nós temos comprado era lomo argentino o equivalente ao nosso filé mignon. Só que tinha um problema : o que nós não vimos na hora que compramos é que a carne já estava fatiada para bife bem fininho. Sem problemas, o André sumiu churrasqueira, só que eu acho que ele errou numa coisa: ele colocou os sal grosso na carne muito antes da brasa estar pronta. Isso fez com que a carne ficasse muito salgada apesar de deliciosa.

O senhor Guilhermo que era o dono da pousada veio lá para comer conosco. A gente tomou muita cerveja e conversou bastante e foi bem divertido.

Dormimos relativamente tarde e foi um dia até que bem agradável.

Custos:

Hospedagem: r$ 30, 00

Alimentação: o churrasco deu uns r$ 30 por pessoa.

Não lembro se nesse dia eu abasteci.

 

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26º dia - 19/01/20 - Junin de los Andes a General Acha - 818 Km

A partir daqui só estradão sem atrações e sem problemas.

Fizemos o café na pousada e saímos cedo pois o dia era para 820 km mais ou menos.

Indicado pelo senhor Guilhermo ao invés de seguirmos para Neuquén no sentido sul para depois voltar para o Norte, fomos para o Norte em direção da cidade de Zapala para depois ir em direção à Neuquén.

O dia estava muito quente e à medida que nós fomos nos aproximando da cidade de Neuquén o calor foi ficando pior e cada vez pior e cada vez pior. Os arredores da cidade são tomados por milhares de pomares com frutas variadas. Da vontade de parar para levar algumas. Acho que a cidade deve ser considerada o pomar da Argentina

Depois que passamos de General Roca começamos a entrar no interior ressecado da Argentina. Eu nunca tinha sentido um calor tão grande na minha vida, e para piorar o ar-condicionado tinha pifado quando deu problema no alternador. Estava tão quente que não adiantava abrir as janelas pois o ar quente de fora chegava arder na pele.

A Vera do outro carro pelo rádio comunicador nos informou que no marcador de temperatura do seu carro estava marcando 43 graus. Nunca senti tanto calor na minha vida. A sensação térmica pela secura daquele interiorzão era quase uns 50 graus eu acredito.

De repente a Vera pediu para parar pois o carro dela estava com o interior cheirando a gasolina. Paramos para verificar o que tinha acontecido. O André foi direto e abriu a tampa do tanque de gasolina. Assim que abriu se ouvir um barulho de ar escapando muito forte com cheiro de gasolina também. O calor então estava tão forte que a evaporação de gasolina no tanque do carro foi em excesso e o sistema de reutilização dos gases não conseguiu vencer.

Deixamos a tampa do tanque um pouco frouxa e seguimos viagem. Depois disso não houve mais problemas com o carro delas. Fomos avançando para aquele interior ressequido da Argentina e rezando para chegar de uma vez na cidade de General Acha.

Chegamos lá no final da tarde e fomos direto para um hotel que eu já tinha dormido uma vez quando fui para Ushuaia. Lá encontramos lugares para todo mundo com um preço bom e ficamos por ali mesmo.

Mais tarde saímos para jantar no posto de gasolina e depois fomos dormir.

Custos: 

Hotel: uns R$ 60,00

Almoço: Apenas lanches de beira de estrada. R$ 20 ou 30

Jantar: R$ 30,00

 

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26º, 27º, 28º, 29º dia - 20, 21, 22, 23/01/20 -

General Acha a Rosário - 725 Km

Pela manhã nos despedimos do André e sua esposa pois nossos caminhos seriam diferentes. Ele iria seguir pela Argentina até Foz do Iguaçu e depois a Maringá. Nós seguiríamos para o Brasil via Uruguai.

Trecho apenas de estradão sem muito a relatar.

A única coisa diferente foi que resolvemos dar uma abusada e ficamos em um hotel chique em Rosário. Tinha até piscina que só eu e a Rosângela usufruímos.

Rosário a Santana do Livramento (via Uruguai) - 660 Km

Mais um trecho apenas de estradão. Fomos de Rosário a Colón onde almoçamos uma autentica parrilada Argentina.

Nesta cidade fizemos a travessia do rio Uruguai em uma ponte que tem um pedágio de 550 pesos se não me engano. No Uruguai ainda tiveram dois outros pedágios. Eu tinha me esquecido disso em minhas pesquisas e não tinha mais nenhum peso no bolso. Tive que pedir emprestado para a Vera do outro carro.

Pegamos uma chuva torrencial entre Tucuarembo - Uruguai e Santana. Tivemos que rodar entre 40 e 60 Km/h.

Em Rivera o serviço de imigrações do Uruguai e do Brasil ficam dentro de um grande shopping ( Sineriz Shopping), muito diferente.

Santana do Livramento a Imbituba - 860 Km

De manhã nos despedimos da Vera e as meninas do seu carro. Elas resolveram sair mais cedo para tocar direto até Curitiba e avisaram que chegaram lá pelas 23 h.

De Santana até a BR 156/ 290 a estrada é boa, mas dali em diante é um suplício. Muitos trechos com buracos, um movimento de caminhões absurdo, pouquíssimos trecho de 3a pista e locais próprios para ultrapassagem. E assim vai até entrar no contorno de Porto Alegre, a Freeway. Dali em diante só alegria.

Quer dizer, só alegria fora o fato de termos pego chuva da saída de Porto Alegre até Imbituba, de maneira que acabou sendo um trecho bem nervoso.

Imbituba a Araucária a Ponta Grossa a Araucária. - 600 Km

Trecho mais tranquilo da viagem. Sem nenhum problema a não ser os conhecidos engarrafamentos deste trecho entre Floripa e Camboriú.

Primeiro passamos em minha casa em Araucária para deixar o Gerson, pois seu carro tinha ficado em minha garagem, descarregar minhas coisas e aliviar o peso da Ranger. Depois fomos para Ponta Grossa deixar a Rosângela em sua casa e por fim deixei a Jucélia em seu apartamento.

A última etapa foi voltar sozinho para Araucária e finalmente ir dormir as 23:30h morrendo de cansaço e sono.

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    • Por Marcelo Manente
      Continuando a postar relatos antigos e que foram sonegados aos mochileiros segue a postagem sobre a minha viagem pela Carretera Austral pelo Chile. Como minha viagem anterior, sempre tem enroscos e problemas. Desta vez por poucos quilômetros eu quase não volto mais e quase ferrei o motor.
       
      Como dá outra vez não é uma relato com detalhes sobre preços e tals. Gastei sempre o mínimo possível com alimentação e hospedagem. Devo ter almoçado em restaurantes umas 4 vezes a viagem toda. Portanto não posso dar muitas dicas sobre a alimentação na Carretera. O caso é que eu sempre perdia a hora de almoço e quando lembrava já tinha passado a cidade mais próxima. Ai tinha que lanchar o que tinha no carro mesmo. Aliás esta viagem foi um belo SPA pois de 98 Kg no início eu voltei com 92 apenas
      Levei de novo todo o equipamento de camping que acabou indo passear apenas. A Ranger se portou muito bem na estrada e se não fosse por negligência minha não teria dado problema com o arrefecimento e queimado a junta do cabeçote no final da viagem. Pura burrice.
       
      Fui sozinho porque meu tio não pode me acompanhar aquele ano e também porque a outra pessoa que tinha me garantido que ia junto deu pra trás um mês antes. Assim achei melhor seguir sozinho do que esperar mais um ano para ver se conseguia companhia para a empreitada.
       
      Mas vamos aos relatos.
       
      1º DIA – 22/12/2013 – DOMINGO.
      De Curitiba a Quarai - RS / Artigas – Uruguai – 1150 km
       
      Saí de Curitiba as 5:25 h debaixo de uma garoa fina e chata que me acompanhou até União da Vitória mais ou menos. O calor começou a chegar e por volta das 8 ou 9 horas e pegou pesado. Acho que deve ter ficado uns 30 graus ou mais.
      Como estava viajando sozinho fui dando paradas a cada 2 ou 3 horas para esticar o esqueleto.
      A estrada pelo interior tem muitas curvas, mas tem trechos bem tranquilos em que se pode desenvolver 100 a 110 Km/h (GPS) numa boa.
      Acabei não almoçando hoje, comi pão de queijo, amendoim japonês e frutas secas. Quando parei num posto para almoçar achei muito caro (era chique) R$ 21,00 o bufet livre.
      Quando cheguei a Quarai estava iniciando a hora do agito de domingo na praça central. Os carros iam parando em volta da praça e deles saiam os jovens com cadeiras de praia, coolers de cerveja e se abancavam na grama esperando a galera ficar desfilando com seus carro e com o som alto. Coisas do interior do Brasil.
      Mudei roteiro inicial e vou entrar no Uruguai pra fazer umas comprinhas básicas. Depois entro na Argentina por Salto UR / Concórdia AR.
    • Por Marcelo Manente
      Pessoal vou fazer uma relato das minhas impressões sobre as estradas que eu trafeguei no caminho de ida e volta até Ushuaia e Carretera Austral em dezembro 2019 a Janeiro 2020.

    • Por Trip-se!
      Em setembro de 2018, fizemos uma viagem ao Chile e Peru.
      Roteiro - 24 dias
      São Paulo > Santiago > Valparaíso > San Pedro do Atacama > Tacna > Arequipa > Cusco > Ollantaytambo > Aguas Calientes > Machu Picchu > Cusco > Lima.
       
      Começamos nossa jornada no Chile, em Santiago, Valparaíso e San Pedro do Atacama, cujos relatos seguem abaixo:
       
       
      No ônibus das 20:30, deixamos San Pedro do Atacama em direção a Arica, cidade chilena fronteira com o Peru. Seriam 8 horas de viagem, que à noite tínhamos esperança de sequer vermos passar. Com o coração apertado de deixar aquele lugar que tinha acordado tanto dentro de nós, nos despedimos do céu mais estrelado do mundo prometendo, para o Universo e uma para a outra, que voltaríamos logo, em breve, a tempo de não esquecermos toda a emoção que sentimos, nem de deixarmos a brutal rotina do acordar-trabalhar-dormir nos transformar em marionetes que fazem o uso da palavra "sabático" para justificar o tempo em que resolveram ser felizes. Logo nós, que tínhamos acabado de enxergar o não tamanho do mundo.
      Chegamos em Arica ainda escuro. Claudio (amigo que fizemos no Atacama, junto com seu fiel cão Lucky, artista plástico de Valparaíso que, cansado do mesmo todo-dia da vida e do consumo sentimental das relações obrigatórias, encontrou em San Pedro um porto. Breve e temporário.) tinha nos dito que, ao chegarmos, deveríamos atravessar a rua para a outra rodoviária, a internacional, onde poderíamos pegar um ônibus para o Peru. Foi uma ótima dica, ou teríamos ficado perdidas na escuridão da falta de informação e sinalização.
      Ao chegarmos na rodoviária internacional, que mais parecia o ponto final de uma linha de ônibus bem acabada em uma cidade quase fora do mapa, uma mulher sentada numa mesa nos informou que o ônibus para Tacna só sairia a partir das 8:30 da manhã. Eram 4:30 da madrugada. A outra opção, como ela sugeriu, era atravessar a fronteira com um dos muitos motoristas de carro que faziam ofertas de assentos pelo mesmo valor dos ônibus. Não, só se fôssemos loucas de aceitar. Assistimos demais "Presos no Estrangeiro" para arriscarmos uma prisão por tráfico de drogas com um estranho que diria que era tudo nosso, das gringas. Nunca. Resolvemos dar uma volta na rodoviária para despistar a mulher que nos alucinava com essa ideia, quando ouvimos sem muita certeza, o motorista de um ônibus gritar "Tacnabus, Tacnabus" e corremos para confirmar a informação. O ônibus ia para a Bolívia, mas primeiro pararia no Peru, em Tacna, para onde estávamos indo. Com o dinheiro guardado na calcinha, entramos no ônibus e seguimos para o nosso próximo destino.
      Na fronteira: sai do ônibus, carimba passaporte de entrada no Peru, passa as mochilas no raio X, tira o vinho da mochila, mostra que é vinho, guarda a garrafa, volta as mochilas para o bagageiro, sobe no ônibus. E em 40 minutos, chegávamos em Tacna.
      *ATENÇÃO! Ao desembarcar no aeroporto em Santiago do Chile, na entrada no país, além do passaporte carimbado, também entregam um papelzinho, aparentemente sem nenhum valor e sem nenhuma explicação. GUARDE-O DENTRO DO PASSAPORTE! Na travessia da fronteira, esse papel é exigido.
       
      TACNA
      Não esperávamos encontrar em Tacna a cidade charmosa e acolhedora que descobrimos. De habitantes tacanhamente tímidos, que nos olhavam surpresos e alegres ao perguntarmos seus nomes, essa cidadela conquistou nossos corações, receosos de não conseguirem mais se apaixonar depois de conhecer o Atacama. Mas Tacna é leve, florida, descompromissada, como que se viesse só para provar que é possível amar depois de amar. 
      O sotaque, de tanta timidez, torna o espanhol mais difícil aos ouvidos. Os bancos das praças possuem tetos de flores para fazer sombra. Na Plaza de Armas - nome de todas as praças principais de todas as cidades do Peru - há fotógrafos velhinhos andando sob o sol, sorrindo e sugerindo um retrato para a posteridade, como um pedaço de tempo congelado entre as flores coloridas, as palmeiras altíssimas, a fonte imponente, o arco marcante da cidade e, sempre, a igreja. 
      As lojas são todas setorizadas, de forma que os supostos concorrentes são colegas vizinhos, e você jamais vai conseguir tirar uma xerox se estiver próximo dos açougues ou dos consultórios ortodônticos, uma pequena obsessão tacniana. Por toda a rua principal, há galerias como camelódromos, com cabines de câmbio, tabacaria, lojas de joça e manicures enfileiradas em carteiras escolares oferecendo seus serviços. 
      Em Tacna você vira a esquina e se depara com uma padaria a céu aberto no meio da rua! Carrinhos de pães perfumam o entardecer e nos transportam para uma imaginada infância peruana. Foi ali que também comemos o melhor hambúrguer de cordeiro da nossa vida. No "Cara Negra", uma sanduicheria especializada em cordeiro, que eles criam lá mesmo no sítio atrás do bar. É descolado e tem drinks deliciosos. Faz valer a visita na cidade.
      Por todos os lugares que passamos, sempre procuramos pelo Mercado Central, que é onde encontra-se a essência do local. O Mercado Central de Tacna é imperdível. Tem de tudo. Especiarias, ervas, carnes, queijos, farinhas, biscoitos, frutas, verduras, doces, produtos de limpeza e muitas, muitas casas de sucos. Na "Juguería Sra Rosita", uma simpática senhora de sorriso frouxo e vontade de conversar, tomamos maravilhosos sucos de melão e de morango, muitíssimo bem servidos, de ficar na memória. Conhecemos também Miguel, dono de uma barraca de remédios de plantas medicinais, que sabia a erva ideal para absolutamente todo tipo de enfermidade.
      Ao caminharmos de volta para o hotel, bem encantadas com a surpresa de Tacna, uma vendedora nos parou para oferecer azeite. Ao agradecermos e sorrirmos, ela trocou a oferta para um branqueador dental. Talvez por marketing, ou pela já citada fixação por dentes perfeitos dos habitantes da li. Tomara. 
      Por fim, antes de partirmos, passamos por uma casa roxa, um centro de, como dizia a placa, "Magia y Diversión". Sem isso, qual seria mesmo o sentido de tudo? Com a delicadeza dessa mensagem tão sutil e necessária, seguimos nossa viagem em direção a Arequipa.
       







       
       
      - Onde ficamos:
      Ficamos no Nice Inn Tacna, no centro da cidade, com atendimento muito cordial. As pessoas são super simpáticas, o quarto era confortável, chuveiro quente e café da manhã bem simples. 
      Nice Inn Tacna - Av Hipólito Unanue 147, Tacna 23001, Peru / Telefone: +51 52 280152 / booking.com/hotel/pe/nice-inn-tacna.es.html - Onde comemos:
      Cara Negra - Cnel. Bustios 298 / Telefone: +51 952 657 540 / @caranegraoficialtacna / facebook.com/caranegraranchosanantonio/ - Onde fomos:
      Mercado Central de Tacna - Calle Francisco Cornejo Cuadra 809, Tacna 23003, Peru Plaza de Armas - Paseo Cívico de Tacna, Tacna 23001, Peru  
       Seguimos para Arequipa, Cuzco, Ollantaytambo, Aguas Calientes, Machu Picchu e Lima, que detalharemos em post separados. 
      https://www.instagram.com/trip_se_/
    • Por Jackie Erat
      Fala galera!
      Estamos em lockdown no Peru por mais de 2 meses e as coisas por aqui não estão melhorando. O isolamento obrigatório e total fica sendo extendido indeterminadamente a cada duas semanas.
      Assim, organizamos nossas fotos e vídeos de viagem, como um lazer terapêutico. Uma viagem pelas telas, uma fuga temporária da realidade.
      Meu marido e eu estamos viajando as Américas por mais de dois anos, quando a pandemia chegou sorrateiramente e suspendeu nossos planos.
      Mas foram dois anos muito bem vividos e eu gostaria de trazer nossos locais favoritos pra vocês. Temos o sonho e poder retomar a viagem no futuro e assim sabemos que tem muitos mochileiros por aí desenhando seus sonhos também, até como forma de manter a sanidade nesse momento tão difícil. Espero que esse relato lhe ajude a continuar sonhando!
       
      Imagens inspiram mais do que palavras, então para mostrar a vibe dos melhores locais, compilamos um vídeo
       
       
       
      E por escrito aqui vamos mandar os detalhes necessários para você poder fazer acontecer  
       
      Brasil, destinos mais irados:
      Lençois Maranhenses (ir no período em que as lagoas estão cheias). Valeu muito a pena cruzar o parque a pé e fazer o passeio aéreo também https://vidaitinerante.wordpress.com/2018/08/06/logistica-para-a-travessia-dos-lencois-maranhenses-a-pe/
      Chapada Diamantina - Outro parque nacional que vale a pena cruzar a pé. Indicamos o Guia Cid +55 (75) 99229-0256
      Costa dos Corais (Pernambuco à Alagoas), gostamos bastante de São Miguel dos Milagres. É menor, menos turistas, melhor qualidade da água do mar. Para quem estiver de passagem, gostamos de visitar o Canyon do Xingó. Não recomendo dirigir até lá só para isso, mas quem estiver dirigindo pelo litoral Brasileiro, vale muito a pena a parada.
      Canoa Quebrada, CE
      Jalapão: fervedouros (nosso favorito foi o fervedouro encontro das águas pois é o mais forte), cachoeira da formiga, lagoa do japonês, nascer do sol Serra do Espírito Santos
      Fernando de Noronha (caro, porém vale muito a pena)
      Cânions na divisa de SC e RS. Recomendo a trilha do Rio do Boi
      *Não conseguimos ir para a Amazônia ainda
      Vídeo para ajudar no planejamento de quem quer conhecer todo o litoral Brasileiro de carro: 
      Uruguai:
      Ver o carnaval deles, principalmente os encenarios populares no Teatro de Verano
      Colonia del Sacramento
      Cabo Polônio
       
      Argentina:
      Buenos Aires: Palermo Soho, Recoleta, Caminito
      Bariloche: é possível subir o bondinho até o topo da montanha de ski (Cerro Catedral) sem saber esquiar, caminhando. Melhor mês para curtir a neve é Agosto. Visitar a Colonia Suiza também, um charme
      Circuito Cafayate, Salta, Purmamarca, Salinas Grandes https://vidaitinerante.wordpress.com/2020/03/05/salta-preciosidade-ainda-nao-descoberta/
      *Não adentramos no coração da Patagonia pois não havía boas condições de internet e trabalhamos remoto (somos nômades digitais). Então nossas dicas não estão levando em consideração locais que não fomos
       
      Chile:
      Circuito São Pedro de Atacama à Uyuni (tentar ir em Fev ou Mar para pegar o efeito espelhado)
      Deserto do Atacama: conhecer as várias lagunas (ex: Baltinache), Valle de la Luna, Valle de Marte/Muerte, Geiser (se não foi no trajeto para Uyuni, se foi, dá para pular)
      Iquique: duna gigante junto à cidade, sandboarding
       
      Paraguai - não achamos nada de especial que valha a pena os problemas estruturais (ex: corrupção policial)
       
      Peru (não conseguimos visitar todo o país, fomos interrompidos pelo coronga)
      Arequipa (com certeza a cidade mais bonita do Peru). Sillar, Misty, centro histórico
      Puno: fiesta de la candelaria e Ilhas de Uros
      Colca Canyon
      Macchu Pichu (ir na período de seca)
       
      Quem quiser saber todas as paradas que fizemos nesses dois anos, mapeamos no tripline:
      https://www.tripline.net/trip/Trecho_j%C3%A1_percorrido-7160000020541014A251C736C09EF5CD
       
      Cada estrelinha nesse mapa foram locais que conhecemos. Não apenas de passagem, locais que ficamos um tempo, visitamos.

      O sonho continua vivo e é isso que nos mantém fortes para superar momentos difíceis. Sigam firme galera! Se cuidem e cuide do próximo, vamos sair dessa juntos!
      Abraços


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