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Em Brasília, 15 horas.

No caminho do desembarque do avião, precisávamos encontrar a Nara e o Nelson, pois viemos em voos diferentes, nem precisamos nos telefonar, e já nos encontramos de cara!

Pegamos a van para a Localiza, ganhamos o up grade do carro e pelas 16 horas saímos de Argo em direção a Chapada dos Veadeiros.

Todos com fome, logo que saímos da cidade e paramos no supermercado Oba, achamos que ali certamente teria opção de comida. A melhor opção encontrada: pães de queijo, bananas e pão francês – não compramos cacetinhos ok!?

Bora comer na estrada, acho que juntou a fome, a ansiedade de chegar logo em Alto Paraíso com não tínhamos pesquisado onde iriamos almoçar 😃 Poucos metros pra frente tinha um super restaurante na beira da estrada, mas nossos sanduiches estavam ótimos.

Estrada aos poucos vamos reconhecendo novas paisagens, começam aos poucos os primeiros morros, vales, buiritis e logo que escureceu passamos pela espaço nave, pórtico de entrada da cidade Alto Paraíso. Pelo maps, indicava sair da estrada logo após o pórtico, mas como estava distraído passando por uma possível abdução o Mario passou reto. Recalculando rota entramos pela rua principal da cidade e já vimos várias lojinhas, restaurantes, achamos de cara a cidade muito astral.

Alugamos pelo airbnb as casas da Dana, ela super querida fez um grupo mandou endereço, explicações e localização, mesmo assim o maps nos mandou para rua de trás do portão de entrada, mas como ela havia enviado fotos do portão conseguimos reconhecer.

Dentro do portão um super pátio e duas casa lindas. Mario e Kaka no chalé, com um banheiro muito legal, o quarto em cima com um deck que iriamos olhar as Araras Canindé se alimentar toda manhã pelos próximos 3 dias. Nara e Nelson ficaram na casa ao lado, com nossa cozinha e varanda que comemos todos os dias em Alto.

Saimos a pé de casa, subindo a rua principal em busca da janta. Escolhemos o restaurante 22, um prato executivo por 30 reais, tipo um ala minuta que podia escolher a carne e a Kaka comeu omelete como opção veggie. Um som ao vivo bem bom rolando, e pegamos as primeiras dicas com a garçonete, a Dani (@danirootsistah – não lembro de onde ela é – Bahia? ela tem um projeto de reggae meditation e toca pela chapada).  

Volta pra casa, mais umas risadas e bora dormir que o próximo dia é Santa Barbara.

 

CUSTOS DIA 1

R$ 632,16 Passagem Porto Alegre – Brasília

R$ 9,20 Uber Aeroporto Porto Alegre

R$ 12,00 Pão de Queijo Aeroporto (para 2 pessoas)

R$ 349,44 Seguro Carro (para 2 pessoas)

R$ 46,64 Mercado Oba (Lanche para 4 pessoas)

R$ 59,00 Jantar + Bebidas no Restaurante 22 (para uma pessoa)

 

Nossa casa no AIRBNB : https://www.airbnb.com.br/rooms/24552222?source_impression_id=p3_1572817066_drJ7OYPVGFta7mhs

 

DIA 02 – QUILOMBO KALUNGA \ SANTA BARBARA \ CAPIVARA

 

Acordamos com a gritaria das araras e cedinho e fomos em busca do Mercado e da padaria que a Dani Roots Sistah tinha passado as direções na noite anterior. Facilmente achamos os 2, afinal Alto Paraíso não é nenhuma metrópole. Compramos o café da manhã, pão vegano vários grãos, mangas, bananas e mais as refeições dos próximos dias, ovos, arroz, massa e vários vegetais.

Após o café na varanda, saímos pelas 9h em direção de Cavalcante e Cachoeira de Santa Barbara. Cerca de 120km de estrada seguindo pela BR 010 até a cidade, nem precisa entrar em Cavalcante, o GPS já manda seguir por algumas ruas paralelas até começar a estrada de chão. Ok, tínhamos lidos em vários blogs sobre a dúvida de alugar 4x4 ou não, mas estávamos de up grade no Arguinho que em toda a viagem não nos decepcionou! Sobe vários morros, passa por vários buracos e até por dentro de um rio tivemos que passar. A ponte estava interditada e o desvio era por dentro d’agua, não era nenhum rio profundo então foi divertido passar pela agua, mas já dizia o Nelson: Não pode molhar as velas e cuidado para não entortar o eixo em todos esses buracos!

Ok vela secas ou não seguimos em frente, paramos no mirante Nova Aurora e lomba acima até chegarmos as primeiras casas da Comunidade Kalunga. Por ali um amigo do Ibama nos fez sinal de dentro de sua camionete e avisou que a placa do nosso carro estava quase caindo! Paramos e com a chave do airbnb apertamos melhor, realmente ela estava na diagonal, presa somente por 1 dos 2 parafusos que seguram a placa... Estávamos salvos pois perder a placa sairia caríssimo na locadora por causa de muitos buracos e alguns saltos que o Mario deu dirigindo. 

Logo à frente a estrada estava obstruída, levando todos os carros para dentro do estacionamento do CAT do Quilombo Kalunga. Lá descobrimos que é obrigatório ter guia para ter acesso a Cachoeira Santa Barbara, o guia custa R$100,00 para até 6 pessoas, havia um casal no CAT que já nos convidou para fechar em 6 a Guia Marli (ou a Rita, nome que o Nelson chamou ela durante todo o passeio)

Bom, são 20 reais por pessoa para ir até a Santa Barbara, logo após o CAT tem o estacionamento onde paramos o carro, outros 5 reais para andarmos por 5km em um 4x4 com a caçamba adaptada para levar os turistas. E ainda temos outros 1,8km em um trilha super tranquila andando pelo campo até chegarmos nas cachoeiras. Sim são 2, logo que entramos em um pequeno mato chegamos na Cachoeira Barbarinha, uma queda de agua linda com aguas transparentes e um poço onde não é permitido tomar banho. Passando pelas pedras, sobe uma escadinha e caminha alguns metros para ai sim, chegar em um dos pontos altos da Chapada: Cachoeira de Santa Barbara, um poço azul transparente lindo com uma queda d’agua de 15 metros. Simplesmente sensacional a primeira vista e só melhora após o primeiro mergulho. Ficamos por volta de 1 hora curtindo a cachoeira. Voltamos pela trilha, esperamos o próximo transporte de volta ao estacionamento, pegamos outros 5 reais e de carro fomos até o CAT. Como o tempo estava bom, pagamos outros 10 reais por pessoa para ir até a Cachoeira da Capivara, a guia seguiu conosco e nos levou até estas quedas d’agua. A trilha nos leva por cima da cachoeira, com algumas piscinas bem boas de banho. A Nara e o Nelson decidiram ficar curtindo ali, nós e o casal de amigos descemos por uma trilha ao lado da queda d’agua, eram as primeiras trilhas descendo por pedras de tantas que teríamos nos próximos dias. Após uma descida tranquila, descobrimos que o rio que lá em cima parecia único, se divide criando uma queda grande e um paredão de agua, ambas formam um poço ótimo para banho. De um lado tu olha essas duas quedas lindas e o rio segue para outras cachoeiras que adentram para um cânion gigantesco. É sensacional ficar sentado nas pedras a esquerda do poço admirando estas belezas!

Havíamos encomendado almoço no Restaurante Auria e Ana quando voltamos ao CAT, lembre-se de fazer isto! E famintos após as cachoeiras conhecemos a cozinha Kalunga. Um restaurante bem simples com uma comida maravilhosa toda feita em casa. Arroz, abobora, quiabo, galinha caipira, mandioca e peixe frito entre várias saladas todas produzidas na roça do quilombo, acompanhada de um suco de mangaba foi a combinação perfeita. O Restaurante Auria e Ana foi eleito por unanimidade no TOP 3 pela comissão julgadora do nosso grupo na Chapada.

Durante as trilhas fomos conversando sobre a realidade do povo local com a nossa guia, ela tem 23 anos é mãe de 3 filhos e nunca saiu das terras do quilombo, trabalha na roça além do serviço de guia. Não é todo dia que ela atende um grupo, varia muito de acordo com o número de turistas e a ordem de guias que se estabelece no CAT, nós ficamos bem sensibilizados com a historia deste povo e por isso indicamos que todos que forem até Santa Barbara contratem um guia quilombola – também existe a opção de ir com guia da cidade – e aproveite para andar na caçamba do 4x4 e desfrute de uma comida local, orgânica e curta o tempeiro de um dos restaurantes da comunidade.

A volta para casa ainda nos reservavam algumas risadas, após todos os buracos da estrada estávamos preparados para filmar a travessia de carro pelo rio na ponte interditada.  Paramos o carro e o Mario atravessou por cima da ponte e esperou a Kaka passar com o carro pelo rio. Lembrando de todos os ensinamentos do Nelson lá vem a Kaka acelerando rio adentro para chegar do outro lado. Porém, no meio do rio a placa se solta e o Arguinho sai do outro lado do rio pelado, sem a placa dianteira!! E tudo isso foi filmado, por sorte achamos a placa e seguimos pela estrada de chão até a chegada a Cavalcante, lá conseguimos uma chave emprestada apertamos bem a placa! Voltamos já no anoitecer para Alto Paraiso.

 

CUSTOS DIA 2

 

R$ 16,00 Café da manhã Padaria (para 4 pessoas)

R$ 75,00 Supermercado (para 4 pessoas)

R$ 20,00 Taxa Entrada na Santa Bárbara

R$ 5,00 Transfer Santa Bárbara

R$ 10,00 Taxa entrada na Capivara

R$ 100,00 Guia Kalunga (valor para até 6 pessoas)

R$ 30,00 Almoço Auria e Ana (Individual)

 

 

DIA 3 - MACAQUINHOS

Nosso amigo Carioca (Gustavo Ritto) tinha indicado um passeio imperdível, Cachoeiras Macaquinnhos. Nós vimos nosso roteiro, olhamos alguns relatos de Macaquinhos e mudamos tudo em direção à estas 9 cachoeiras. Eram 12km no asfalto, 31 km de estrada de chão e trilha cerca de 2 km, “Tranquilo” pensamos todos. Porém, no resumo do dia: Perdemos o Nelsão!

Na ida tudo certo, passamos por estradas de chão, adentramos em uma fazenda que estava na entressafra da soja, até quase atolarmos na estrada. Neste ponto encontramos outro carro voltando pelo caminho e o carro que vinha atrás de nós acabou atolando onde recém havíamos passado. Desatolados, resolvemos os 3 carros nos unirmos e irmos em frente pelo caminho juntos – ok o carro que recém tinha atolado estava com guia o que nos deu aval e tranquilidade para onde iriamos.

Bom, a estrada passa da plantação para sobe e desce morro, muito cascalho e pedra, mas nada que o nosso super carro não suportasse, no caminho já começamos a notar outra vegetação, algo bem mais próximo do que conhecíamos como cerrado, neste caminhos também vimos de perto os primeiros estragos que as queimadas fazem na região. A dica é, segue sempre pela estrada até chegar em uma placa que faltam 900m para Macaquinhos, ali quem não tem carro 4x4 deve parar e seguir a pé, segue pela metragem indicada até chegar a entrada do Complexo de Macaquinhos, paga 30 reais por pessoa e acessa o camping e inicio da trilha para as cachoeiras.

No acesso paramos um pouco, reenchemos as garrafinhas de agua nos filtros, descobrimos e reforçamos a descoberta que lá não tem lixo, conforme nos informaram os donos do local. Então já grava ai, leva teu lixo embora, orgânico e principalmente lixo seco. Achamos isso ótimo! Afinal, somos os únicos responsáveis por todo o lixo que geramos.

Bóra para as trilhas, seguimos por um caminho bem diferente do que havíamos feito no dia anterior, foi completamente outro tipo de cerrado, muita vegetação e flores diferentes através de um terrenos super acidentado, sobe, desce, pula pedra, caminha, passa ponte, cascalhos acompanhando a beira do Rio Macaquinhos, passando por alguns cânions até chegarmos a Cachoeira da Caverna com vista de cima da Cachoeira do Encontro. Um pouco antes, o Nelson e a Nara já estavam querendo parar, mas como estávamos em um local ruim para descansar e tomar banho fomos indo mais um pouquinho, mais um pouquinho, até que descobrimos que chegamos no fim da trilha.

O fim da trilha é lindo, os Rios Macaquinhos e Rio Fundão se encontram formando a Cachoeira do Encontro com uma queda d’agua de 50 metros. Um poço que deu um banho gelado, de aguas fortes e escuras – depois descobrimos que na seca todo este lugar tem aguas esmeraldas tipo Santa Barbara.

Fomos curtir a Cachoeira da Caverna, que tem um grande caverna a direita da queda d’agua, outro lugar bem legal para banho. Descansados, seguimos para encarar o caminho de volta. Sobe e desce tudo de volta e nós ainda paramos em algumas cachoeiras extras: Banho dos Pelados, que apesar da vontade achamos o poço um pouco difícil de acessar, com ou sem roupa. Alias a decida ate esta cacheira é tão íngreme que talvez por isso que seja um local ok para a prática de nudismo.

Depois ainda fomos na Cachoeira da Luna e a Cachoeira da Pedra Furada, esta segunda é sensacional as formações rochosas, as quedas para dentro de um cânion com pedras vermelhas.  Até chegarmos novamente na primeira queda, a Cachoeira Banho dos macacos, onde tomamos um bom banho, com queda pequena ficamos sentados com a agua batendo nas costas fazendo uma massagem de final de trilha. Ok ainda tínhamos outros metros até a entrada do camping e mais aqueles 900 metros lomba a cima ate chegar o carro. Ficamos todos de língua de fora.

Rolou um almojanta já de noite, descanso e saímos para ver o jogo do Grêmio, era dia da semi final da Libertadores e o Mario, que passou o dia de camiseta do Grêmio, já tinha descoberto um restaurante de gaúcho onde o pessoal ia ver a partida. Chegamos e o restaurante não estava assim propriamente aberto, o dono fazia um churrasco despretensiosamente com uma meia dúzia de amigos e filhos gremistas. Lá conhecemos o Bonfas, grande figura que foi para Alto Paraíso em 1987 desbravar o cerrado como Engenheiro Agrônomo, fez família, abriu restaurante, e nos contou toda história dele que é inclusive primo irmão do André Damasceno, o Magro do Bonfa... tudo isto enquanto tomávamos uma cerveja pré partida. Sobre o jogo não vamos falar hahah, resultado todo mundo sabe Flamengo 5 x 0 Grêmio.

 

CUSTOS DIA 3

 

R$ 198,11 Gasolina em Alto Paraíso

R$ 30,00 Entrada no Complexo Macaquinhos (valor individual)

R$ 8,00 Padaria

R$ 46,00 Jogo do Grêmio

 

 

DIA 4 – ALMÉCEGAS E VILA DE SÃO JORGE

 

Acordamos mais um dia com as Araras na árvore de frente de casa, arrumamos as malas, tomamos café da manhã e nos despedimos das nossas casas de Alto Paraíso. Completamos o tanque do Arguinho, pois na Vila de São Jorge não tem posto.

Indo em direção á São Jorge, logo no começo da estrada paramos na Fazenda São Bento, onde ficam as famosas cachoeiras Almecegas I e II. A fazenda já é um assunto à parte, desde 1840 e hoje tem hospedagens, café e fomos super bem atendidos, com mapa da propriedade e das trilhas para as atrações. Pagamos R$40 por pessoa para entrar, salgadinho o preço e o dia estava novamente meio chuvoso. Ficamos um pouco em dúvida se íamos ou não nesse dia. Porém estávamos confiantes com o tempo: Antes de irmos viajar, olhamos a previsão e marcava temporal para TODOS os dias que estaríamos na Chapada. Kaká fez até ThetaHealing para mudar o tempo, e como de costume conversamos com São Pedro e “Diretoria” e estávamos tendo muita sorte com o tempo! Basta acreditar!

Lá fomos nós para as atrações, de carro andamos 1km até o estacionamento da primeira cachoeira, saímos pela trilha de 800 metros até chegar em Almecegas I. O Nelson não animou, ficou no carro descansando do dia anterior, seguimos em frente, Nara,  Kaka e Mario, por uma trilha tranquila até avistarmos pela primeira vez as quedas desta cachoeira.  É um grande paredão de agua, que escorre para dentro de um cânion, temos a visibilidade de cima, na trilha tem dois mirantes lindos onde tu encara toda  aquela beleza de frente. Já estávamos maravilhados, e seguimos pela trilha que começou a descer morro abaixo até chegarmos de frente com um grande poço e a queda da cachoeira.  É lindo, não existe outra palavra para descrever toda a beleza desse lugar. Ah, logicamente quando chegamos na cachoeira São Pedrinho já estava esperto e mandou aquele sol para curtirmos o banho, não tinha outra alternativa a não ser ficar um bom tempo dentro d’agua, mergulhando, nadando e deixando as aguas da cachoeira bater na cabeça.

Nos ali curtindo, vimos que um guia que chegou por outro ponto na cachoeira, ao lado da trilha que descia formava um morro de pedras, o guia chegou por ali com mais algumas turistas, até ali tudo bem, devia ser outro ponto de vista para admirar, mas nisto vimos o guia tirar a camiseta e se jogar de cima das pedras. Não temos ideia de que altura, imagino uns 50 metros de pulo! Deve ser um baita cartão de visitas, ninguém mais se animou a fazer o mesmo pulo e acho que ele deve ser um dos únicos a ter coragem para fazer isto. Na volta, a Kaka e o Mario subiram nestas mesmas pedras, mas só para tirar fotos legais.

Na trilha de volta se tem acesso as piscinas que ficam no rio, na parte superior da queda da cachoeira Almecegas, aguas bem tranquilas, piscinas rasas e levam a super queda que havíamos visto lá de baixo. Da para chegar bem na beirada, com cuidado até a Kaka foi ali na ponta ver a cachoeira de cima.

Seguimos de volta, encontramos o Nelson e fomos para Almecegas II, nova trilha, esta sim super curta e tranquila,  o tempo já estava nublado outra vez e chegamos em outra cachoeira muito  bonita.  Chega por cima dela, acompanha a queda d’agua para dentro de um poço com a agua caindo em uma laje de pedra e mais para direita tem o poço limpo. Encontramos ali o guia saltador de Almécegas I, Mario se aproximou e já perguntou onde era seguro pular nesta, Nara e a Kaka só curtiram as aguas que caem da cachoeira sobre as lajes de pedra, não chegaram a entrar no poço que para voltar pra cachoeira precisa fazer uma forcinha com uma leve escalada nas pedras. Mas nada muito difícil de subir.

Curtindo por ali, uma vista da cachoeira e o seu percurso pelo rio e um lindo vale em frente. Avistamos um Tucano e ficamos um bom tempo curtindo ele voar de galho em galho. Ai nos demos conta que uns Bentivis estavam a mil na volta dele, fazendo uma grande correria para expulsar o Tucano, descobrimos que esta ave bem linda é um predador que come os ovos e os filhotes de aves menores.  Os Bentivis apesar de bem menores botaram o Tucano para correr.

Começando a chuva, voltamos para o estacionamento, encontramos o Nelson e voltamos para a sede da fazenda. Neste momento já chovia forte, mas ainda assim decidimos ir conhecer o ultimo atrativo da fazenda, a Cachoeira São Bento,  uma trilha de 300 metros chega próximo ao rio que leva para uma boa queda dagua, com um grande piscinão na frente. Chovia bastante, foi só olhar um tempo e voltar para o carro.

Tínhamos lido que o grande atrativo da Fazenda São Bento era Almecegas I, e realmente é, este lugar é especial por vários motivos, mas também achamos as outras duas cachoeiras e as piscinas ótimas de curtir. Vale a pena visitar todas e aproveitar o que cada uma tem de legal.

Conversando no café da fazenda nos indicaram um restaurante na beira da estrada para almoçar, e de lá fomos até o Rancho do Waldomiro. Um barracão bem simples, com varias mesas e comida típica do Cerrado, pode pedir comida a vontade ou um prato feito – diferença de 10 reais um para o outro, mesmo famintos pedimos o prato feito e já foi bastante comida. Matula com carne para os carnívoros, uma carne feita na lata com banha, parece carne de panela de tão macia e desmanchando, arroz, mandioca frita, feijão, salada e farofa complementam esta delicia. E Matula sem carne para os veggies (eles já têm essa opção no cardápio). Enquanto esperávamos chegar o prato ficamos apreciando as famosas cachaças e licores do Waldomiro. Tem uma mesa cheia de garrafas onde tu pode servir a vontade todas as provas que quiser, gostamos muito dos licores de frutas do cerrado: Mangada, Buriti, Baru, Ananá e acho que as pingas começaram a fazer efeito porque não lembro de quais outras gostamos de tantas provinhas que tomamos, hahah.

O restaurante fica aos pés do Morro da Baleia, um super morro que dizem ter formato de baleia (eu vi a baleia no morro da baleia é uma frase clássica da chapada). Do outro lado do morro, abre um vale lindo e comprido onde é o inicio da área do Parque Nacional e neste ponto é o Jardim de Maytrea, para um pouquinho para olhar é muito bonito mesmo.

Chegamos em São Jorge no meio da tarde, achamos de cara a Pousada Shanti que seria nosso lar nos próximos dias. A Pousada é linda, muito bem cuidada pela Ana e pelo Vinicius (conhecido como o Curva), descarregamos as coisas e ficamos de papo com o casal, já conhecendo um pouco da vila, da historia e dos costumes dali.

Saímos para jantar à noite, descobrimos um centrinho pequeno mas bem animado com várias lojinhas e opções de restaurantes. O que mais curtimos é que tudo é muito colorido na Vila, todas as casas e lojas tem os muros pintados, são diversos grafites de vários estilos e artistas diferentes, a Vila tem um astral muito legal!

Jantamos na pizzaria Lua Nova, lá tocava uma artista local cantando sons autorais e musicas conhecidas. O lugar é bem legal, só achamos que  as pizzas são um pouco pequenas para nossa fome 😃

 

CUSTO DIA 4

R$ 40,00 Entrada em Almécegas (valor individual)

R$ 54,00 Almoço no Rancho do Waldomiro (para 2 pessoas)

R$ 115,46 Jantar + Bebidas Pizzaria Lua Nova (para 2 pessoas)

 

 

DIA 5 – PARQUE NACIONAL DA CHAPADA

 

Acordamos tranquilos e sem pressa, já que o café da pousada começava a servir às 8 horas. Na mesa recebemos um super tratamento das meninas que fazem o café da pousada, alias, aqui é um capitulo a parte, cada dia tivemos um café diferente, todos preparados na hora, com pastas, pães especiais e frutas frescas, e tudo vegano! No primeiro dia o ponto alto era uma ricota de amendoim, tahine, melado e chapati. Tudo à vontade e uma delicia!

Conversando com as meninas da pousada, decidimos ir conhecer o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a entrada custa 17 reais – nosso casal de idosos não precisava pagar – e como fomos de carro tem mais o custo do estacionamento, 15 reais por carro.

Na entrada preenchemos uma ficha de controle de acesso e assistimos um vídeo obrigatório de 3 minutos. Um guia do parque explica as regras, os cuidados e as trilhas disponíveis. Orientados, abastecidos de bastante agua e comidas fomos para a trilha amarela. Estra trilha tem um percurso total de 12km, saindo da entrada do parque, vai até os Saltos 120m e 80m, passa pela Cachoeira do Carrossel que havia fechado no dia anterior devido as chuvas, chega até as corredeiras e depois volta para entrada do parque. A Kaka e o Mario encararam todo o percurso, enquanto a Nara e o Nelson foram direto para as corredeiras curtir o dia todo e esperar nossa chegada, só esta parte da trilha já deu uns 6km de caminhada para os dois.

Parque adentro, lá fomos nós, curtindo a paisagem, admirando a vegetação, passando por alguns locais de garimpo até chegarmos no primeiro atrativo, o Salto de 120 metros. Chega-se a um mirante onde só é possível admirar as duas quedas gigantes que caem dentro de um vale enorme onde segue o curso do rio. Este ponto é só para admirar, não é possível tomar banho, mais alguns metros e chegamos ao Salto de 80 metros, a Cachoeira do Garimpão e ali sim tem um grande ponto para banho. Paramos uns minutos admirando a força da queda d’agua, é algo bem grandioso pois diferente do dia anterior a agua cai direto no poço e não escorrendo nas paredes da cachoeira.  A agua é tão forte que na parte de banho tem uma corda que demarca até onde as pessoas podem desfrutar da agua, então respeita a corda, por favor.

Ficamos um bom tempo lá descansando, aproveitando a água e curtindo a quantidade infinita de peixes que tem nesta cachoeira, eles se aproveitam da galera comendo e ganham um monte de sobrinhas dos lanches, fazem a festa.

O Parque é outro local que não tem lixeiras e temos que carregar todo o lixo, seco e orgânico deve ser levado embora, nada fica dentro do parque e na saída tem lixeiras para deixar tudo separado conforme o tipo do lixo.

Depois da nossa contemplação e dos lanchinhos seguimos em frente, próxima parada mirante para a Cachoeira do Carrossel. Em épocas de seca pode acessar e tomar banho, nos falaram que é um banho ótimo, porém, demos azar de ter fechado no dia anterior ao que chegamos no parque. Mas tudo bem, a vista já vale a pena e a trilha vai acompanhando pelo lado do rio e tivemos vários pontos de observação dela, seguimos em frente até as corredeiras. Chegando lá já estávamos um pouco cansados, molhamos o corpo, descansamos alguns minutos, o lugar já estava bem cheio de turistas, tinham algumas abelhas, até uma cobra passou por ali, com todo esse agito resolvemos seguir em frente de volta para o acesso ao parque.

Nos encontramos com Nara e Nelson na sede do parque e eles recém haviam chegado de volta. Eles sim, curtiram bastante as corredeiras, descobriram vários poços, com quedas d’água que faziam massagem natural no corpo, aproveitaram o lugar e ainda conversaram com vários outros turistas que estavam por ali.

Saindo do Parque já paramos no centrinho e comemos um super açaí para repor as energias. Ainda era “cedo”, deixamos a Nara e o Nelson na pousada para o descanso de todos os dias e fomos aproveitar o final do dia no Vale da Lua.

Pegamos a estrada em direção de Alto Paraiso e logo tem a entrada para o Vale, andamos 4km pela estrada de chão até a chegada no acesso ao Vale. Pagamos R$20 por pessoa, fizemos mais uma trilha em torno de 1km até chegar no rio e nas pedras que formam o tão famoso Vale da Lua. Durante a trilha é tudo normal, nada de diferente na paisagem do cerrado, mas quando chega neste ponto especifico é algo surreal. Aqui tem muitos riscos de tromba d’agua, a força da agua é tão grande e a formação rochosa  diferente do restante do cerrado que formaram muitas crateras, buracos, cânions e piscinas  para banho em curto espaço do atrativo.

Deve se tomar cuidado na beira do cânion, alguns pontos são bem profundos, outros tu só escutas a água passando mas nem consegue ver, são vários buracos nas pedras, alguns bem redondos.  Enfim, é uma paisagem completamente diferente de tudo. Algo único, vale muito a pena a visita, e acho que deve ser parecido com a Lua né, afinal este é o nome.

As 17 horas já vieram os guias do lugar mandando todos turistas embora, precisava sair de lá até as 17:30, estava um dia bonito de sol e céu claro e a Kaka e o Mario já ficaram animados para pegar o primeiro por do sol no cerrado.  Saímos de carro em busca de um ponto para ver o sol se por, seguimos pela estrada passando por São Jorge em direção oposta a que estávamos até encontrar um vale na beira da estrada, tinha até um morro de cascalho onde subimos e ficamos lá curtindo o pôr. Logo em seguida chegou mais gente, uns 5 ou 6 carros de turistas e locais pararam para admirar a beleza que foi. Não foi um pôr completo, pois no finalzinho tinham algumas nuvens mas deu para curtir o momento.

De volta a pousada resgatamos nossos parceiros de viagem e fomos jantar na Vila, esta noite fomos no Restaurante Luar com Pimenta, indicação da Ana dona da pousada. Muito legal o lugar, novamente com música ao vivo e várias opções com lanches, pratos e porções de comida, fizemos um banquete.

 Após a janta, fomos curtir o primeiro dia do Festival de Cinema de São Jorge, iniciativa bem legal com várias amostras de filmes na praça principal da Vila, tudo grátis.

 

CUSTOS DIA 5

 

R$ 16,00 Lanches para a trilha (para 2 pessoas)

R$ 15,00 Estacionamento no Parque Nacional

R$ 17,00 Entrada no Parque (valor individual)

R$ 17,00 Lanche Açaí (valor individual)

R$ 20,00 Entrada no Vale da Lua (valor individual)

R$ 49,00 Jantar no Luar com Pimenta (valor individual)

 

 

DIA 06 - FEIRA DO PRODUTOR RURAL E MORADA DO SOL

 

Acordamos, comemos aquele café maravilhoso da pousada e fomos de volta para Alto Paraíso para conhecer a Feira de Produtor Rural que acontece todo sábado das oito ao meio dia. Várias banquinhas, muitos produtos locais, orgânicos, tem realmente um pouco de tudo no pequeno espaço que a feira é realizada.  Também fomos dar uma volta na cidade, olhar as lojinhas que ainda não tínhamos visto e logo voltamos para feira a tempo de comer pastéis, acarajé, tomar vários caldo de cana e comer cookies de sobremesa.

Foi muita comida boa e um preço bem em conta, almoçados voltamos para Vila de São Jorge, ainda queríamos tomar mais um banho de cachoeira.

A escolhida do dia foi a Morada do Sol, um lugar tranquilo com trilhas fáceis. O Nelson, desde Macaquinhos já dizia estar satisfeito de cachoeiras, então ficou na pousada de bobeira, vendo os jogos de futebol de sábado pelo celular hahaha. Nara, Kaka e Mario partiram para mais uma tarde dentro d’agua.

Chegada, recepcionados na porteira pagamos vinte reais por pessoa pelo acesso e seguimos de carro até o estacionamento e começo da trilha. Aqui novamente encontramos outro tipo de vegetação na trilha, uma mata mais fechada, com árvores grandes e também plantas rasteiras, tinha vegetação de tudo quando é tamanho muito legal.

 A Morada do Sol tem três atrativos, Cachoeira Morada do Sol, Canion Vale das Andorinhas e Barra das douradas. Fomos no primeiro ponto e curtimos um banho, quase dentro do mato, uma cachoeira pequena cai em um poço legal para banho, dá para ir até a cachoeira e curtir as aguas batendo e massageando o corpo, o rio segue formando outros locais para banho, mas não é um local muito grande. Para nossa surpresa, quando estávamos saindo da cachoeira encontramos a Mica, uma colega de colégio do Mario que mora em Brasília. Que baita acaso, encontrar alguém no meio do mato foi muito legal, combinamos de nos encontrar novamente em Brasília antes da volta para Poa.

Seguimos na trilha até o Cânion Vale das Andorinhas, esta só para admiração, fica no meio de um cânion, a água vem forte caindo e formando belas quedas. Logo à frente seguimos até o último ponto que foi o que mais gostamos, chegamos em outra queda d’agua, com um ótimo lugar para banho e o mais legal é que não tinha quase ninguém na Barra das Douradas. De todo tempo que ficamos lá apenas 3 casais passaram por ali, um lugar super tranquilo, um ótimo silencio e um lindo banho até voltarmos pelas trilhas até o carro.

De volta na pousada a Nara se juntou ao Nelson para o descanso que durou mais que o normal, por isso a Kaka e o Mario saíram para jantar sozinhos antes dos dois acordarem.

O escolhido da noite foi o Restaurante O Vale, com comida plant based e um som de Jazz muito bom, a comida e o atendimento são ótimos, comemos, tomamos nossa primeira cerveja local, a Araci, e seguimos para passear pela Vila. Aproveitando que tinha espaço, de sobremesa comemos tapiocas nas Tapiocas do Cerrado, doce de leite com muzzarela e doce de goiaba com muzzarela. Super alimentados, paramos na praça onde estava acontecendo o Festival de Cinema, compramos mais uma ceva local, desta vez experimentamos a Chapadeira, e ficamos curtindo o movimento na praça.

 

CUSTOS DIA 06

 

R$ 6,00 1 Acarejé na Feira do Produtor Rural

R$ 18,00 Pastéis + Caldos de Cana na Feira do Produtor Rural

R$ 9,00 Cookies na Feira do Produtor Rural

R$ 90,04 Gasolina em Alto Paraíso

R$ 20,00 Entrada na Morada do Sol (valor individual)

R$ 79,00 Jantar Plant Based no O Vale de São Jorge (para 2 pessoas)

R$ 16,00 2 Tapiocas no Tapiocas do Cerrado

R$ 30,00 Cerveja Chapadeira

 

 

DIA 07 – MIRANTE DA JANELA

 

Dia 07, no último dia na Vila de São Jorge combinamos de fazer a trilha do Mirante da Janela, esta foi indicado que a gente fosse acompanhado de um guia principalmente porque queríamos fazer a trilha no final do dia com direito a por do sol lá de cima. Fechamos o passeio com o Felipe, amigo do Curva e da Ana, uma pessoa muito gente boa que já andou por boa parte do mundo e há 6 anos está na Vila. Custo são 150 reais, podíamos ter um grupo maior para rachar este valor mas só a Kaka e o Mario que estavam dispostos para esta caminhada.

A parte da manhã ficamos de boa pela pousada, saímos somente as 14:30 quando o Felipe chegou na pousada, de carro fomos até o estacionamento no inicio da trilha e seguimos caminhando pelo nosso percurso.

Nestes pontos de cara já vimos várias heranças do garimpo, encontramos buracos enormes, de 10, 12 metros de profundidade abertos com picaretas nas épocas de garimpo, até os anos 80 aproximadamente.

Pagamos 20 reais por pessoa para acesso a trilha, no posto de entrada tem um senhor que faz o controle e sempre deixa um café passadinho à espera de quem precisar de mais energia para as caminhadas.

Seguindo pela trilha, existem novidades de melhorias recentes realizadas pelo dono do local, outro ponto interessante, pois a pouco o local virou parte do Parque Nacional e mesmo assim o atual proprietário está investindo em melhorias nas trilhas. Enfim, agora existem vários pontos de passarelas, corrimão e deques feitos de madeira que facilitaram muito a caminhada.

No meio da trilha passamos pela cachoeira do Abismo, que só fica boa para banho nos períodos mais fortes de chuva, só vimos umas pequenas poças de água acumulada, não deu nem para ter ideia de como ela fica quando está cheia de água.

Tivemos um ou outro ponto de maior dificuldade, mas nada muito diferente do que já tínhamos andados nos últimos dias. Chegamos enfim no Mirante da Janela, que lugar sensacional, para ter ideia ele fica no alto de um morro com vista de frente dos Saltos de 120 e 80 metros que fomos nos dias anteriores dentro do Parque. E para completar no ponto alto três rochas se acomodaram de um jeito incrível que formam uma janela, com vista direta para a maior queda de agua do Parque Nacional.

Tiramos varias fotos, curtimos o visual, nosso guia disse que não é legal subir no encaixe de cima das pedras que formam a janela, apesar de muita gente subir, então nós respeitamos e não tiramos uma das fotos clássicas de instagram.

Depois de um tempo, seguimos pela trilha até outro mirante de contemplação dos saltos, dá para ver todo o curso do Rio Preto, Cachoeira do Carrosel, que segue para a Cachoeira do Garimpão que segue para o Salto de 120 metros que cai em um poço grande e segue para o vale e acompanha todo o rio.

Em outra pedra próxima, o dono do local construiu um deque inacreditável, até com arquibancada para ficar curtindo a vista. De um lado as cachoeiras e de outro o vale onde o sol ia se pondo. Não rolou um pôr do sol, mas deu para ficar sentado curtindo e admirando toda a beleza deste lugar. Já no finalzinho do dia iniciamos nossa trilha de volta, no meio do caminho acabou totalmente a luz do dia e seguimos caminhando com lanternas para iluminar nosso percurso. Tanto conversamos com o guia Filipe que mal vimos o tempo passar, para completar abriu um céu estrelado incrível acima de nós, fizemos algumas paradas e o Felipe ia nos ensinando algumas constelações.

Na chegada ao estacionamento ainda seguimos olhando o céu e conversando, por volta das 20horas voltamos para nossa pousada.

Na nossa chegada encontramos a Nara e o Nelson sentados nos esperando, o Nelsão estava assustado e preocupado com a nossa demora. Ai lembramos que durante nossas conversas na pousada o pessoal falou que na trilha do Mirante já aconteceu do pessoal encontrar onça, o Nelson estava morrendo de medo que a gente tivesse cruzado com uma pelo caminho hahaha, infelizmente ou felizmente não encontramos ela, apenas alguns ratões, corujas e muitos calangos.

Este foi outro dia lindo na Chapada de muita energia boa! Para finalizar voltamos ao Restaurante Flor de Pimenta onde comemos várias coisas boas, curtimos um som até voltar para a pousada, cansados, satisfeitos e de coração cheio de alegria destes dias em São Jorge.

 

CUSTOS DIA 07

 

R$ 49,60 Almoço no Restaurante da Nenzinha (para 2 pessoas)

R$ 15,36 Lanches para Trilha (para 2 pessoas)

R$ 150,00 Guia Felipe (para até 5 pessoas)

R$ 20,00 Entrada na Trilha Mirante da Janela (valor individual)

R$ 25,00 Cerveja São Jorge

R$ 107,25 Jantar no Luar com Pimenta (para 2 pessoas)

 

 

DIA 08 – CACHEIRA DOS COUROS E BRASILIA

 

Acordamos e arrumamos todas as malas, tomamos aquele café caprichado na pousada e fomos à caminho de Brasília, onde entramos em uma saída em direção a Cachoeira dos Couros. Na estrada, são vários kms de chão batido, no caminho não tem uma sinalização muito clara mas no feeling e seguindo as dicas que o guia Felipe havia nos passado no dia anterior chegamos sem dificuldades no estacionamento desta atração.

Lá funciona da seguinte forma, eles não cobram nada para o acesso das Cachoeiras, pedem apenas uma contribuição espontânea para cuidar do carro que fica no estacionamento. Novamente o Nelson não quis encarar as trilhas de 2km até o ultimo atrativo e ficou no barracão na portaria de altos assuntos com os dois locais que cuidavam do ponto, depois nos contou muitas histórias destas 2 horas de conversa.

Na trilha, novamente encontramos os rastros do fogo, duas semanas antes tudo estava queimando e hoje já encontramos muita vegetação florescendo e várias plantas que resistiram as chamas, dava ainda para sentir o cheiro de queimado. Muito louco entender como o cerrado se recompõe tão rápido, como as plantas já são preparadas para estas queimadas e como isto faz parte do processo de renovação – obviamente que muitos fogos são criminosos e isto não é legal. Alias, tivemos várias aulas sobre o fogo no cerrado, pois o Curva e o nosso guia Felipe fazem parte da Brigada Voluntária de Incêndio de São Jorge.

Voltando a Couros, seguimos por uma trilha e logo a 800 metros chegamos a primeira Cachoeira, a Muralha é imponente e grande, parece realmente um grande muro onde caem as águas do rio. O pessoal local nos instrui para irmos direto até o ultimo ponto e na volta vir curtindo as aguas dos atrativos que o complexo possui. Seguimos caminhando pela beira do Rio dos Couros passando por vários córregos, varias piscinas e pontos legais para banho até o ultimo atrativo. A imensa Catarata dos Couros, um paredão gigante, tanto para cima quanto para os lados, onde corre muita agua. Um espetáculo que desagua em um poço, as águas seguem correndo para outras quedas que formam a Cachoeira do Parafuso e a última cachoeira que adentra por um cânion. Banhados, depois de muito curtir este espetáculo que é a Cascata dos Couros voltamos toda a trilha e curtimos mais alguns banhos pelo caminho.

De volta ao estacionamento, partimos para nosso tão esperado almoço no Restaurante da Heleusa, que é outro show a parte. A comida é uma delícia e Dona Heleusa é uma super querida, conversou bastante conosco e mostrou o camping que fica próximo ao rio na propriedade dela.

De barriga cheia o jeito era pegar a estrada de volta e rumar para Brasilia! No caminho ainda paramos em um laja jato para dar um banho no Arguinho que estava daquele jeito, por 20 reais ele saiu como novo de tão limpo.

Chegada em Brasilia, havíamos reservado o Hotel Casa do Lago que é outro lugar muito legal, fica próximo as embaixadas na beira do lago Paranoá, tem piscina, churrasqueira e foi a hospedagem mais em conta que achamos na Capital. Apesar da vontade de fazer um churrasquinho, saímos para encontrar a Mica, jantar perto do lago e descobrir um pouco da vida de Brasília.

 

CUSTOS DIA 08

 

R$ 30,00 Almoço no Restaurante da Eleusa (valor individual)

R$ 15,00 Contribuição para estacionamento na Catarata dos Couros

R$ 60,55 Combustível em Formosa

R$ 25,00 Lavagem do Carro

R$ 118,11 Jantar no Surf Mormaii Brasília (para 2 pessoas)

R$ 110,00 Hostel A casa do Lago em Brasília (para 2 pessoas)

 

DIA 09 – DE VOLTA A PORTO ALEGRE

 

Foi acordar cedinho, ir para o aeroporto, devolver carro e esperar nosso voo de volta para Poa. Voltamos um pouco cansados de todas as trilhas mas numa felicidade estampada em cada um dos 4 rostos. Tivemos dias lindos na chapada, curtimos muito, visitamos 24 cachoeiras em 7 dias, conhecemos muitas pessoas legais, muitas histórias inspiradoras e já contamos os dias para voltar para este paraíso no meio do Brasil.

 

CUSTOS DIA 09

 

R$ 0 Passagem de volta comprada com milhas

R$ 39,75 Café da manhã no Aeroporto Bsb (valor para 2 pessoas)

R$ 8,92 99 Taxi retorno aeroporto casa (valor para 2 pessoas)

 

Instagram https://www.instagram.com/mario_medeiros/  - https://www.instagram.com/kavita.ie/

Youtube - https://www.youtube.com/channel/UCjwhCUIO986f1vfpcjKUGxg

 

 

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      Convido a quem quiser, se inscrever no canal, isso ajuda muito a mim, e além de entregar os vídeos novos pra quem se inscreve.
       
      "Quanto mais os anos passam, fico mais medroso, coloco a culpa na correria, no cansaço, ou no trabalho, mas eu tento sempre me forçar a arriscar, porque no momento que saio de casa pra fazer o que quero, tudo faz sentido. Eu quero chegar na velhice ainda fazendo coisas pela primeira vez."
       

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      O CARRO
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      O aluguel do carro foi na Unidas, mas feito através do serviço de concierge do mastercard (valeu, nubank). Conseguiram o melhor preço de todos e fechamos com eles. Dito isso, recomendo cautela com a Unidas. A reserva com eles parece não servir de nada. Cheguei na locadora e não havia nenhum SUV disponível, mesmo eu tendo feito a reserva com mais de um mês de antecedência. Chegaram a me oferecer um Uno. E eu não era o único nessa situação. Claramente um descaso.
      Depois de horas de espera, algum cliente devolveu a Duster que pegamos e pudemos seguir viagem.
       
      De forma resumida, o roteiro foi o seguinte: 

      Roteiro executado
       

      Trajeto de carro

       
      Dia 1: Brasília - Alto Paraíso de Goiás
      Perdemos tempo em Brasília esperando o carro da Unidas. Almoçamos no Coco Bambu do Park Shopping: camarão para duas pessoas por 50 reais. Comida excelente e bem servida, foi nosso jantar também.
      Pegando o carro, passamos num supermercado pra comprar água e algumas comidas. Depois fomos para Alto Paraíso, estrada boa até lá.
      Ficamos na pousada Espaço Naves Lunazen. Lugar bonito e bom café da manhã, mas o quarto estava um pouco sujo. Pode ser porque há muito tempo não recebiam hóspedes.
      Em Alto Paraíso gostamos do ambiente da Área 51.
      Gastos
      Aluguel do carro            R$990,00
      Pousada Espaço Naves Lunazen    R$230,00
      Almoço no Coco Bambu         R$85,27
          Supermercado             R$102,85
          Uber p/ o shopping:              R$30,00
          Área 51                  R$19,90   
       
      Dia 2: Alto Paraíso de Goiás - Aurora do Tocantins
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      Cachoeira do Abismo

      Mirante da Janela
      Gastamos menos de 3h para ir e voltar na trilha do Mirante, que ainda tem a Cachoeira do Abismo no meio do caminho. A queda d'água das cachoeiras era impressionante. Almoçamos no Restaurante Sabor do Cerrado e nesse momento pegamos chuva. Fomos até o Vale da Lua, mas não nos deixaram entrar por conta de ter chovido. O plano B foi seguir pra Aurora mas parando no Poço Encantado no meio do caminho. Lá pode-se tomar banho e a queda d'água era considerável. Seguimos pra Aurora, novamente em boa estrada.
       

      Poço Encantado
      Em Aurora eu havia reservado um quarto na Pousada 21 (falei com a Fernanda pelo WhatsApp). Na cidade de Aurora só vimos igrejas e um mercadinho abertos, nenhuma opção para jantar. A pousada fica perto do Rio Azuis e por sorte também tem um restaurante com o mesmo nome. Chegamos lá por volta das 21h e comemos muito bem. Por lá, não tínhamos sinal de celular e o wifi funcionava só às vezes. A pousada era simples mas boa.
          Gastos
      Pousada 21                R$160,00
          Almoço                 R$17,50
          Entrada no Poço Encantado         R$60,00
          Combustível                 R$65,00
          Jantar no Restaurante 21         R$45,00
         
         
       
      Dia 3: Aurora do Tocantins - Dianópolis
      Pela manhã visitamos o Rio Azuis. Mesmo com a chuva durante a noite, a água estava cristalina. Da pousada até o rio são menos de 5 min a pé. Vale a pena chegar bem cedo, pois o lugar lota. O ponto ideal para banho fica dentro do Restaurante e Pousada Recanto dos Azuis. 
       

       

      Rio Azuis
      A ideia era conhecer a Praia do Pequizeiro em Aurora. Apesar de ter o caminho salvo no wikiloc, disseram que era necessário um guia para que a estrada até lá fosse liberada, por ficar numa propriedade privada. O local também não tem nenhuma infra estrutura. Acabamos indo pra Praia do Puçá, onde havia almoço e quiosques. O lugar é bem agradável, mas acredito que a Praia do Pequizeiro seja mais bonita.

       

      Praia do Puçá
      Ainda passamos pelas cachoeiras do Escorrega do Betim.  Boa parada no caminho pra Dianópolis, com alguma estrutura de comidas e bebidas, além das cachoeiras.

      Escorrega do Betim
      Finalmente seguimos pra Dianópolis. Estradas boas até lá. Ficamos no Mosaico Hotel, que foi ok. De lá dá pra ir a pé até o restaurante La Boca, que tem muitas opções no cardápio e boa comida.
          Gastos
          Moisaco Hotel             R$135,00
          Entrada no Recanto dos Azuis    R$30,00
          Combustível                 R$239,00   
          Entrada no Escorrega do Betim     R$30,00
          Restaurante La Boca            R$62,00   
         

       
      Dia 4: Dianópolis a Mateiros
      Acordamos e fomos para Lagoa da Serra. Dirigi por cerca de 30 minutos, em boa estrada de asfalto, até Rio da Conceição, cidade mais próxima da Lagoa da Serra. A ideia inicial era dormir em Rio da Conceição, mas não achei acomodação lá pela internet. É uma cidade bem pequena. A estrada pra Lagoa da Serra é de terra, com alguns trechos de areia. Com cuidado, qualquer carro passa. Na Lagoa da Serra é possível acampar, além de ter aluguel de stand up paddle. Vendem bebidas, mas não há comidas.
      Gostamos muito da Lagoa.
       

       

      Lagoa da Serra

       
      Voltamos à Dianópolis e almoçamos no Restaurante Bom Sabor. Self service por quilo com churrasco, muito bom.
      Depois do almoço, calibrei os pneus para 22 libras e seguimos rumo a Mateiros. Os primeiros 60 km de estrada são asfaltados. Nos últimos metros de asfalto, depois de uma fazenda, pegamos uma estrada de terra pra conhecer a Fortaleza dos Guardiões. Seguimos esse tracklog, mas é uma estrada sem grandes dificuldades. Dá pra enxergar o trajeto pela vista de satélite do Google Maps também. Na prática, chega-se à beira dos paredões de pedra que possuem essas 'torres' de pedra que são visíveis até da Lagoa da Serra. Estávamos com um pouco de pressa pra não pegar estrada com chuva ou a noite e não fomos até o fim da trilha, mas foi uma visita interessante. 

      Fortaleza dos Guardiões
      Voltamos pra estrada até Mateiros, agora sem asfalto. A estrada segue por uma via larga, de terra, com algumas poças d'água bem grandes. Os únicos veículos vistos eram os das fazendas de soja por ali. Passamos pela Vila Panambi (esse trecho da estrada é na Bahia), onde há a última mecânica antes do Jalapão e algumas pessoas deixam pra calibrar os pneus ali. Pouco depois a estrada piora. Longos trechos de areia, mas que pareciam ter sido recentemente melhorados por escavadeiras.
      O ponto de acesso à estrada pra Mateiros é bem importante e lá fizemos um grande erro. De repente havia uma cerca atravessando a estrada. Tentei um desvio pela esquerda, encontramos a cerca de novo. Pela direita conseguimos contornar a cerca e vimos até uma placa pra Mateiros. Tudo certo, seguimos em frente.
      Eu já havia lido que a estrada de acesso à Mateiros era péssima. Horrível. Os piores adjetivos possíveis. Chegamos então ao acesso da TO-247, que era o caminho que o Google Maps e os trajetos do wikiloc indicavam. Não havia placa e mais parecia o caminho da água da chuva. A estrada de terra onde estávamos era larga e plana. O Google mandava, a 'estrada' estava lá, entrei por aquele caminho. Claramente nenhum carro havia passado por ali nos últimos dias ou meses. O mato tomava conta da estrada e havia o risco real de uma das rodas ficar presa nos buracos da estrada. Era tão ruim quanto disseram e por isso parecia infelizmente ser o caminho certo. Conseguimos sair dali e chegar até Mateiros. Conversando com o pessoal de Mateiros, soubemos que ninguém passa por ali mais e nunca devíamos ter pego aquele acesso à TO-247. Era só ter continuado na estrada ‘boa’ onde estávamos.

      Trajeto no acesso à Mateiros. Fiz o caminho verde, o caminho bom é o azul
      Em Mateiros ficamos na Pousada Mãe e Filhas e jantamos espetinhos no animado MPA Tavares.
      A cidade é bem simples. 
      Gastos
      Pousada Mãe e Filhas            R$150,00
      Entrada + Stand up na Lagoa da Serra    R$50,00
      Almoço no Restaurante Bom Sabor        R$52,00
      Combustível                    R$260,65
      Espetinhos no MPA Tavares            R$61,00


       
      Dia 5: Mateiros
      Na pousada comentei da minha intenção de almoçar no Fervedouro do Rio do Sono e fomos alertados que precisaríamos reservar o almoço. A moça da pousada entrou em contato e fez a reserva pra nós.
      O primeiro fervedouro do dia foi o do Ceiça. Visitação em grupos de 6 pessoas, 20 min por grupo. Se não houver mais gente, esses 20 min se tornam tempo livre. Isso é padrão nos fervedouros, só muda o número de pessoas por vez, de acordo com o tamanho do fervedouro.
      O fervedouro é bonito, dá pra ver bem a água 'fervendo' e permite boa flutuação. Gostei bastante. Vale a pena chegar cedo pra fugir das agências de turismo, que chegam com bastante gente e acabam fazendo o tempo de espera ser grande. Vimos até uma agência chegar e desistir da visita, pois teriam que esperar demais pra que todos visitassem o lugar.

      Fervedouro do Ceiça
      Seguimos pra Cachoeira do Formiga. Lugar maravilhoso e por ser maior, não é tão ruim se houver bastante gente por lá.
      Depois fomos pro Fervedouro do Rio do Sono, onde tivemos o almoço com comida à vontade que reservamos. Comida boa, wifi e depois que as agências foram embora, o fervedouro vazio pra nós.

      Cachoeira do Prata
      Ali perto, na mesma estrada, seguimos pro Fervedouro do Buriti. Pra mim o mais bonito que visitamos. Água azul e muitos peixinhos na água. Se você 'desmanchar' um buriti, os peixinhos se aproximam pra comer. Boa estratégia pra eles pararem de dar mordidinhas no seu pé também.

       

      Fervedouro do Buriti

      Peixes comendo buriti
      De lá, seguimos pras dunas. Passamos novamente por Mateiros e a estrada tinha MUITAS costelas de vaca. São as ondinhas que ficam na estrada. Parecem inofensivas mas incomodam bastante.

       

      Dunas do Jalapão
      Por tudo que havíamos lido, não entraríamos no trecho de areia do acesso às dunas por não ter um carro 4x4. Estávamos preparados pra fazer essa parte a pé ou pegar uma carona. Acabaram nos deixando entrar de carro, disseram que a areia estava compactada e a Duster era alta o suficiente.
      As dunas ficam na área do Parque Estadual do Jalapão e não há cobrança para visitação. Entretanto, estão com a obrigação de ser acompanhado por um guia para entrar. Eles ficam na entrada esperando os turistas e cobram 150 reais por grupo. Achei caríssimo mas tivemos que pagar. Lá dentro, o guia pouco faz. Há um curto trajeto de carro e outro trajeto curtíssimo a pé. Sua maior função é cuidar para que os turistas não invadam uma parte das dunas que pode desmoronar.
      Na janta, pedimos um delivery do Malibu Burguer. Bom hambúrguer.
          Gastos
          Pousada Mãe e Filhas             R$150,00
          Entrada no Fervedouro do Ceiça        R$40,00
      Entrada na Cachoeira do Formiga         R$50,00
      Entrada no Fervedouro do Rio do Sono    R$40,00
      Almoço no Fervedouro do Rio do Sono    R$88,00
      Entrada no Fervedouro do Buriti        R$40,00   
      Guia pras Dunas                R$150,00
      Malibu Burguer                R$41,00
       
             
       
      Dia 6: Mateiros a São Félix do Tocantins
      Antes de sair de Mateiros, passamos na loja Sempre Viva, onde compramos lembranças de boa qualidade. Seguimos para o Fervedouro Encontro das Águas. A estrada de acesso possui alguns pontos de areia alta, acho que pode ser uma dificuldade pra veículos mais baixos. Como havia gente no fervedouro quando chegamos, aproveitamos o tempo de espera pra dar um mergulho no encontro dos rios ali perto, que é o que dá nome ao fervedouro. O Encontro das Águas é o fervedouro com mais flutuação entre os que visitamos, com águas bem rasas e cristalinas, mas não tem muito o visual da água ‘fervendo’.

      O Encontro das Águas

      Fervedouro do Encontro das Águas
      Em seguida fomos para o Fervedouro do Buritizinho. O acesso é bem fácil, fica a cerca de 300 metros da estrada que liga Mateiros a São Félix. O fervedouro é muito bonito, mas por ser mais profundo, não dá pra sentir muito a flutuação. Junto com o Fervedouro do Buriti, é um dos mais azuis que fomos. Além do fervedouro há um rio onde pode-se mergulhar e usar um balanço pra pular na água. Dali fomos a pé até o Restaurante e Camping Rota 110, que oferece almoço sem reserva, além de ter uma boa estrutura de camping, com redes, banheiros, uma pequena vendinha e wifi.

      Fervedouro do Buritizinho
      Depois seguimos para São Félix, que é ainda menor do que Mateiros. Ficamos na Pousada Encantos do Jalapão. Boa pousada, mas em São Félix acho que vale a pena procurar ficar na Pousada Bela Vista, pelo diferencial de ter o fervedouro dentro dela.
      Durante a noite não encontramos muitas opções para comer, mas o espetinho na praça nos satisfez.
          Gastos
          Pousada Encantos do Jalapão        R$180,00
      Combustível                    R$115,00
          Entrada no Fervedouro do Buritizinho    R$40,00
          Almoço no Restaurante Rota 110         R$95,00
          Espetinhos                    R$34,50

       
      DIA 7 - São Félix do Tocantins - Ponte Alta do Tocantins
       
      De manhã fomos aos fervedouros Bela Vista e Alecrim. São os maiores que visitamos. O do Bela Vista conta com uma torre ao lado do fervedouro, que permite tirar fotos do alto. Não sei se foi pelo tempo nublado, mas não achei nenhum dos dois fervedouros muito bonitos, apesar de grandes.

      Fervedouro Bela Vista

      Fervedouro do Alecrim
      Saindo do Alecrim, fomos almoçar em São Félix. Chegamos 12:05 no Restaurante e Petisco Bom Sabor, que disse que já não servia mais almoço naquele dia, só funcionou até meio dia. Nos recomendou ir ao Restaurante Dunas, que já estava guardando as panelas quando chegamos. A dona, simpática, nos serviu almoço mesmo assim. 35 reais por pessoa, comida caseira e boa conversa. Ela nos explicou que entre 12h e 14h a cidade toda fecha porque as pessoas dormem depois do almoço. De lá seguimos viagem pra Ponte Alta.
      Resolvemos pegar a Estrada da Taboca pra chegar até Ponte Alta. É uma espécie de atalho, mas sem sinalização e em condições não muito boas (pegamos alguns trechos com areia bem alta, por sorte eram descida no sentido em que fomos). Seguimos o caminho no wikiloc, passando pelo Restaurante da Dona Irani, onde conhecemos o Dindim, um veado filhote que vive por lá. Dona Irani serve almoço, vende bebidas e tem wifi (!). 

      Dindim
      A próxima parada foi no Cânion Sussuapara. Não achei nada imperdível, eu não desviaria meu roteiro pra passar por ali.
      Ao meu ver, o ideal seria dormir em Pindorama do Tocantins nesse dia, mas Pindorama é uma cidade bem pequena e não consegui encontrar acomodação por lá.

       

      Cânion Sussuapara
       
      Ponte Alta é uma cidade bem maior que Mateiros e São Félix, com maior oferta de comércio e restaurantes. Recomendo o Restaurante Tamboril. Ficamos na Pousada Bicudo, com boa estrutura e bom café da manhã.
          Gastos
          Pousada Bicudo            R$160,00
          Entrada no Fervedouro Bela Vista     R$50,00   
          Entrada no Fervedouro do Alecrim    R$40,00
          Almoço no Restaurante Dunas    R$90,00
          Entrada no Cânion Sussuapara    R$40,00
          Jantar no Restaurante Tamboril    R$48,00
         
       
      Dia 8: Ponte Alta
       
      De manhã, fomos pra Lagoa do Japonês. Há asfalto apenas entre Ponte Alta e Pindorama. O acesso pra Lagoa do Japonês tem uma parte de ‘serra’ bem ruim e que exige cuidado, mas qualquer carro passa. Na Lagoa do Japonês eu recomendo o aluguel de sapatilhas de mergulho por dois motivos: as pedras da lagoa são bem pontiagudas e há muitos peixinhos que ficam beliscando a pele do seu pé o tempo todo. O aluguel é logo na entrada e 10 reais é um preço ok pra evitar esses dois incômodos (pelos quais eu passei). Servem almoço por preços razoáveis lá também. No meio do caminho existem alguns restaurantes e almoçamos no Restaurante da Dona Minervina, por recomendação de amigos que fizemos no caminho.

       

      Lagoa do Japonês
      Na volta para Ponte Alta, pegamos a entrada pra Pedra Furada. O tempo nublado não deixou que pegássemos o por do sol na Pedra Furada, tornando a visita por lá bem rápida. Pagamos pelo roteiro ‘completo’, que inclui a visitação no topo de um morro chamado de Talhado das Araras. O Talhado fica há uns 2 ou 3 quilômetros do estacionamento da Pedra e o dono da propriedade vai como guia. Não é algo imperdível mas foi uma boa forma de preencher a tarde que estava livre. Acredito que gastamos mais de 1 hora no Talhado. Retornamos pra Ponte Alta, comi um pastel e visitei uma boa loja de capim dourado no centro.

      Pedra Furada

      Talhado das Araras
          Gastos   
          Pousada Bicudo                        R$160,00
          Combustível                             R$137,00
          Entrada na Lagoa do Japonês                R$60,00
          Almoço no Restaurante da Dona Minervina             R$70,00
          Entrada na Pedra Furada e no Talhado das Araras        R$60,00
       
         
       
      Dia 9: Ponte Alta a Alto Paraíso
      O planejamento do dia era acordar cedo pra passar no Arco do Sol e no Cânion Encantado, seguindo pra Chapada dos Veadeiros depois. Na Pedra Furada fomos informados da necessidade de guia pra conhecer o Cânion Encantado. Checamos no site deles e parece ser esse o caso. Teríamos que encontrar um guia em Ponte Alta que tivesse meio de locomoção próprio, pois não retornaríamos pra cidade depois da visita. Pela logística e pelo custo (e por achar que a obrigatoriedade do guia era desnecessária), optamos por não passar no Cânion Encantado, apesar de ser um lugar que eu queria conhecer. 
      Dessa forma, seguimos caminho pra Chapada dos Veadeiros passando por Chapada da Natividade e Conceição do Tocantins. Não escapamos de pegar alguns quilômetros de estrada de terra depois de Pindorama, mas depois disso as estradas eram boas. Almoçamos na Churrascaria Ribeiro e tivemos uma viagem tranquila até Alto Paraíso.
      Dessa vez, ficamos no Hostel Catavento. Boa recepção e quarto limpo. Jantamos um risoto no excelente Zu's Bistrô.
      Gastos   
          Hostel Catavento                     R$162,00
          Combustível                         R$221,00
          Almoço na Churrascaria Ribeiro            R$50,00
          Janta no Zu’s Bistrô                     R$93,00


       
      Dia 10: Alto Paraíso
      Com o tempo aberto, fomos pro Vale da Lua. Incrível. Imperdível. Tem uma prainha no final onde você pode passar um bom tempo se quiser. Era um dos pontos que eu mais queria conhecer e foi além das expectativas.

       

      Vale da Lua
      Em São Jorge almoçamos no Restaurante Buritis. Tem cardápio a la carte mas o diferencial é o macarrão no estilo Spoleto, montado por um simpático cozinheiro. Por 23,90 você pode até repetir. Nos demoramos no almoço e isso atrapalhou o planejamento da tarde. A maioria das cachoeiras não permite acesso depois das 15h. Acabamos na Cachoeira dos Cristais, que eu achei pouco interessante. 
      Em Alto Paraíso comemos na Vendinha 1961, bom ambiente e boa comida.
          Gastos
          Hostel Catavento            R$162,00
          Entrada no Vale da Lua        R$40,00
          Almoço no Restaurante Buritis    R$56,00
          Combustível                 R$80,00
          Entrada na Cachoeira dos Cristais    R$40,00
          Janta na Vendinha 1961         R$59,10

       
      Dia 11: Alto Paraíso a Brasília
      De manhã fomos até a Catarata dos Couros. Seguimos um trajeto no Wikiloc mas dá pra seguir só pelo Google Maps. São alguns quilômetros em estrada de terra até chegar no estacionamento, depois uma trilha de cerca de 4km. Antes de chegar nas quedas principais, há a Cachoeira da Muralha. Recomendo fazer a trilha até o mirante final e só depois parar pra tirar fotos. Conforme você avança na trilha, vai pegando vistas cada vez melhores. Depois de chegar até o final, você pode escolher melhor onde parar. Pra chegar ao mirante, segui esse tracklog.

      Cachoeira da Muralha

       

       

      As várias (e enormes) quedas da Catarata dos Couros
       
      A Catarata dos Couros superou muito as minhas expectativas. As quedas são enormes e nessa época do ano o volume de água era bem impressionante.
      As pessoas costumam pular das pedras, mas como eu não sabia o local exato onde isso é feito, não me arrisquei.
      O estacionamento da Cachoeira não cobra nada, mas pedem uma contribuição. Na chegada, você pode pedir pra reservar o almoço num restaurante ali perto. Vendem sucos e refrigerantes também. Deixamos pra comer em algum restaurante na estrada mas só encontramos um lugar que vendia pastel muitos quilômetros a frente.
      Saindo da Catarata dos Couros, seguimos pra Brasília. 
      Dormimos na casa de amigos, limpamos e devolvemos o carro.
      Fim de viagem.
       
          Gastos
       
          Bebidas e contribuição no estacionamento da Catarata dos Couros    R$20,00
          Almoço na estrada                                R$21,00
          Limpeza do carro                                R$45,00
          Combustível                                    R$153,77   
         
         
       
      CONSIDERAÇÕES FINAIS
       
      ROTEIRO
      O trajeto foi desenhado pra evitar a estrada entre Ponte Alta e Mateiros, pois li em vários relatos que era o pior trecho do Jalapão. De fato, pra quem eu perguntei sobre essa estrada por lá, disseram que estava bem ruim e que eu teria dificuldade pra passar lá de Duster. Também disseram que é mais fácil passar no sentido de Ponte Alta a Mateiros, pois pega mais descidas.
      Na Chapada dos Veadeiros, dormimos sempre em Alto Paraíso, mas acredito que seria melhor dormir em São Jorge. É uma vila simpática e fica mais perto da maioria das atrações da Chapada. 
      Vou deixar aqui a foto de um mapa com as principais atrações da região. Achei bem útil.


       
      FERVOUROS DO JALAPÃO
      No total visitamos 7 fervedouros. Acho que foi um exagero, os últimos fervedouros já não encantavam mais. Eu diria que visitar três fervedouros é suficiente. O do Ceiça é bonito e tem boa flutuação, o do Buriti é lindo e o do Encontro das Águas é o que tem mais flutuação entre todos. 
      Os fervedouros de São Félix são os maiores do Jalapão, mas não achei tão bonitos nem imperdíveis.
       
      ESTRADAS
      Foram muito boas fora do Jalapão. Lá dentro, muita areia,  costela de vaca e trepidação no carro. 
      Tivemos muita sorte com as condições das estradas. Choveu alguns dias antes de irmos e enquanto estávamos lá, o tempo ficou aberto. Uma chuva poderia complicar bastante o trajeto de Dianópolis até Mateiros, deixando a estrada bem lisa. Em relação à areia, os piores trechos foram no acesso às dunas, ao Fervedouro do Encontro das Águas, à Pedra Furada e na Estrada da Taboca. Em nenhum momento o carro chegou perto de atolar, mas era um pouco mais difícil manter o controle e eu tentei nunca perder o embalo nesses momentos. Também deixava o carro numa marcha mais baixa pra manter o giro do motor sempre alto. 
       
      NECESSIDADE DE CARRO 4X4
      Como dito, não tive problemas em enfrentar o Jalapão num 4x2, mas faço ressalvas pra quem pensa em fazer o mesmo. Tive que adequar o roteiro e contar com o bom tempo, mesmo em época de chuvas. Lá dentro, só via carros maiores circulando, como L200 e Hilux. A Duster foi o modelo ideal por ser um carro alto e o câmbio automático foi bem conveniente. Voltando do Talhado das Araras ouvimos um cara dizendo que não quis arriscar passar por aquele trecho com um Renegade, por ser mais baixo. Então acredito que a Duster seja preferível em relação ao Renegade e também aos outros SUVs disponíveis nas locadoras.
      Acho melhor ir com carro alugado do que usar o carro próprio. As ondulações na estrada são realmente muitas e podem acabar causando algum dano mais sério no seu carro. Melhor alugar e ir mais tranquilo.
       
      GASTOS
      Anotei em cada dia todos os gastos que tivemos, só não incluí as lembranças que compramos. Todos os gastos são para duas pessoas. De fato no Jalapão só aceitam dinheiro na grande maioria dos lugares. 
      Os almoços dentro do Jalapão foram todos por pessoa, com comida à vontade. O preço por pessoa varia entre R$35 e R$40.
      A divisão dos gastos ficou assim:
      Acomodação
      R$ 1.649,00
      Combustível
      R$ 1.271,42
      Alimentação
      R$ 1.211,12
      Carro
      R$ 1.035,00
      Atrações
      R$ 860,00
      Uber
      R$ 30,00
      Total
      R$ 6.056,54
       
      Um preço final de cerca de R$3000,00 por pessoa, por uma viagem de 12 dias. Dá pra gastar menos economizando na alimentação, hospedagem e colocando mais pessoas no carro. 
       
      Caso necessário, podem entrar em contato comigo pelo @celeste.rafael no Instagram.



       
       

       
       
       
    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
       
      Vim aqui mais uma vez compartilhar um pouco das nossas andanças pelo Brasil. Dessa vez um destino mais perto de casa, Capitólio/MG, há cerca de 280Km de BH.
       
      Ficamos de 25 a 28 de fevereiro. O local estava simplesmente abarrotado de gente! A cidade não comporta essa quantidade de pessoas e nem mesmo as principais atrações!
       
      Dica 1: Procure ir fora de feriados, porque realmente fica tudo muito confuso!
      Dica 2: a maioria das atrações fica à beira da MG-050. Devido à quantidade de pessoas muito gente estaciona o carro no acostamento da estrada. Não faça isso! A PM multou todo mundo que fez isso todos os dias do feriado! Ande mais na estrada até achar um espaço fora para parar. Não existem estacionamentos.
      Dica 3: Acredito que a maior dificuldade da maioria das pessoas nesse destino é conseguir hospedagem. Capitólio é uma cidade com cerca de 9000 mil habitantes. Não existem muitos hotéis ou pousadas. Com 2 meses de antecedência nós procuramos hospedagem e já não tinha nenhuma mais! E quando perguntava preço todos oferendo pacotes por no mínimo 1500 reais para o carnaval para 2 pessoas! Vi hotel simples cobrando 4000 mil reais!
      Dica 4: Por esses motivos que muita gente fica hospedado nas cidades ao redor, principalmente Passos (76Km de capitólio e 45Km do Mirante do Canyon) ou Piumhi ( 22Km de Capitólio e 47Km do Mirante do Canyon). Mesmo nesses lugares esgota rápido. Vi gente que ficou hospedado em cidades a 180km de Capitólio. Passos, por ser uma cidade maior, há mais opções de hotéis e de restaurantes para sair à noite. Piumhi (onde ficamos hospedados), só tem lanchonetes e bares simples (vale a pena a Batata Roast do Bar do Juarez!).
      Dica 5 (Dica de Ouro): Em dezembro, quando começamos a olhar hospedagem para o feriado, estávamos quase desistindo devido aos problemas citados acima quando, olhando pelo AirBnB, encontramos esse achado maravilhoso: o APTO da Selvita em Piumhi (https://www.airbnb.com.br/rooms/11481970). Eu não acreditei quando vi, um quarto em um apto incrível, simples e aconchegante, com vaga no carnaval e pelo preço de 49 reais a diária!!!! Fechei na hora! Gastamos com hospedagem no carnaval somente 192 reais! Indico muito o apto dela, é grande, confortável, tem tudo que necessita para uma hospedagem confortável e simples. Ao lado tem uma padaria com paes e bolos deliciosos.
      Dica 6: De BH a Capitólio a estrada é boa, apesar de não ser duplicada. São 4 pedágios de 5,50 cada, sendo o último entre Piumhi e Capitólio (ficar atento a isso).
      Dica 7: Reserve o passeio de barco com antecedência! Nós esquecemos e quase não conseguimos fazer o passeio por conta disso. Conseguimos um encaixe de última hora.
      Dica 8: dá para se locomover entre todas as atrações com carro normal. Não caiam na bobagem que o meu vizinho de apto fez (pagou 200 reais por um translado até paraíso perdido). Dá para fazer tranquilo de carro comum, a estrada de terra é boa.
      Dica 9: infelizmente o clima não ajudou muito. Chegamos debaixo de chuva e nos dois primeiros dias ficou nublado o tempo inteiro, com algumas pancadas de chuva ao longo do dia. Somente no último dia que realmente fez sol o dia inteiro. Eu e minha esposa já estamos acostumados, todo vez que viajamos para lugares com cachoeira chove, é incrível, rs. Isso já aconteceu umas 4 vezes já! Rs. O ideal é ir em época de seca (maio a outubro segundo os locais).
       
      Chega de dicas, vamos ao relato sucinto dia a dia:
       
      Dia 1 (Trilha do Sol, Mirante do Canyon):
       
      Chegamos em Piumhi às 07:40 da manhã, deixamos as malas e ficamos esperando para a chuva acabar e o tempo firmar um pouco. Seguimos então para a trilha do sol (R$35,00 por pessoa). Entrada pelo Km 304 da MG-050, anda 1 km de estrada de terra até a recepção). Dos lugares pagos foi o que mais gostamos, a trilha é muito bonita e o lugar chamado No Limite é incrível. Também visita-se a cachoeira do Grito e o Poço Dourado.
      De lá fomos almoçar no famoso restaurante do Turvo (lotadíssimo, ficamos uns 30 minutos esperando mesa) e pedimos o prato da casa: traíra recheada. A porção de 1 pessoa serve 2 tranquilamente (esses restaurantes são espertos, fazem a porção de 1 pessoa render 2 e metem a faca no preço, dá a sensação de que você saiu na vantagem ao não pedir prato para 2 pessoas) R$96,00 o prato. Não gostamos muito do prato, mas acho que isso é questão de gosto mesmo.
      Do restaurante fomos até o famoso Mirante do Canyon (por enquanto é gratuito, mas o proprietário já está cercando e em breve vai começar a cobrar). Fica no Km 312 da MG-050. Que lugar fantástico! De lá que saem as famosas fotos que vemos pela internet e é muito mais incrível pessoalmente. Só tomem cuidado pois não tem nenhum tipo de proteção e uma queda dali é morte certa!
      De lá fomos ao centrinho de Capitólio e demos uma passada na praia artificial (que é um lago com uma orla bacana, mas é fedido, rs). Lá tem uma feirinha de artesanato.
      Pegamos a estradinha de terra até o Morro do Chapéu, que é um lugar com vista muito bacana da cidade e região. Infelizmente, devido à chuva, não conseguimos passar de um trecho, o carro patinou muito. Outros carros também tentaram e não conseguiram. Locais falaram que em época de seca dá pra ir tranquilo. Fica para a próxima.
      À noite em Piumhi fomos ao Bar do Juarez que tem uma batata Roast muito boa (32,00 reais e serve duas pessoas). A de carne de sol é uma delícia!
       
      Dia 2 (Paraíso Perdido, Usina de Furnas):
       
      Paraíso perdido é a atração mais distante do centro de Capitólio mas há placas indicado o caminho. Fica em torno do Km 320 da MG-050. Da saída da estrada são 4,5km de estrada de terra, tranquilo para ser fazer.
      Confesso que era o local com mais expectativa, pelas fotos e relatos de outros viajantes, mas me decepcionei. Não sei se o tempo não estava legal no dia e uma parte do acesso tava fechada pelo risco de chuvas. Não achei lá essas coisas não.
      Cobram 40,00 por pessoa pela entrada.
      Outra coisa, sempre falaram que era passeio de um dia inteiro mas não gastamos mais do que 2 horas lá, então dá pra encaixar outro lugar no mesmo dia.
      Lá tem restaurante (38,00 reais o kilo).
      De lá fomos até a Usina de Furnas, que tem um mirante muito bacana, e fizemos algumas fotos. Comparado a Itaipu Furnas é uma microusina, rsrs.
      Voltando a Piumhi passamos no Condomínio Escarpas do Lago em Capitólio somente para ver como os ricos vivem e do que se alimentam, rsrs.
      À noite em Piumhi comemos um hamburgao numa lanchonete e dormimos exaustos.
       
      Dia 3: (Cachoeira Diquadinha, Cachoeira do Filó e Passeio de Lancha)
       
      O dia mais legal! Não sei se é porque são locais gratuitos, mas essas duas cachoeiras são muito boas e divertidas para se brincar!
      A Diquadinha fica exatamente no outro lado da MG-050 na altura do Mirante do Canyon. Basta atravessar a estrada para chegar lá. O legal é ir subindo pelas suas quedas até chegar num escorregador de pedra delicioso! Muito divertido.
      Tem uma outra parte muito legal, onde o poço é mais profundo e dá para pular de uma corda estrategicamente colocada, heheh.
      Nesse dia finalmente o sol saiu um pouco e deu para curtir mais. A cachoeira estava lotada! Muita gente fazendo churrasco e tomando cerveja no local, deixando latinhas espalhadas no ambiente.
      Comemos uns espetinhos numa barraquinha em frente e migramos para a nossa cachoeira preferida de Capitólio, a Cachoeira do Filó (Km 319 da MG -050, gratuita). É uma cachoeira com um poço enorme e fundo, então utilizamos o macarrão que compramos para nadar com tranquilidade.
      É uma cachoeira muito gostosa, perfeita para nadar e melhor ainda por ser gratuita. Tinha uns caras malucos pulando de cima dela, mas não arrisquei não. Ficamos lá um tempão curtindo tranquilamente.
      De lá voltamos ao restaurante do turvo (Km-306) de onde saem as lanchas para os passeios. O nosso estava marcado para às 16:00hs. O passeio em si é muito bacana, vale a pena fazer de lancha (70,00 por pessoa) pois para em mais locais. Uma pena que esse horário já não tinha mais sol, mas a água da represa estava morninha.
      Ele pára no Canyon (desce para banho), Vale dos Tucanos (também desce para banho) e na Lagoa Azul (paga 30,00 reais se quiser subir à cachoeira, mas na hora que fomos lá estava fechada) e no Cascatinha (somente fotos).
      Vale muito a pena o passeio, principalmente nos locais que dá pra nadar!
      Voltamos para casa e à noite, em Piumhi, fomos ao Bar do Peixe, que tem uma porção de isca de peixe muito boa!
       
      Dia 4: (Novamente Diquadinha, Filó e volta pra casa)
       
      Originalmente esse dia estava reservado para um passeio pela Serra da Canastra. Porém, devido ao período de chuvas, o acesso para carros comuns estava impossibilitado, então teríamos que contratar um passeio com carro 4x4. Como é uma região que para conhecer bem é preciso uns 3 dias, deixamos para outra oportunidade.
      Resolvemos então voltar nos locais que gostamos mais (e que não paga, rs) para curtir e aproveitar o último dia do feriadão.
      Como suspeitávamos, justamente no último dia vez um baita sol, pelo menos aproveitamos um pouco!
      Voltamos para casa tranquilos e felizes por ter conhecido mais um lugar especial do nosso Brasil.
       
      Alguns gastos:
      Gasolina - R$315,00
      Pedagíos - R$77,00
      Hospedagem - R$192,00
      Trilha do Sol - R$70,00 (2 pessoas)
      Paraíso Perdido - R$80,00 (2 pessoas)
      Passeio de Lancha - R$140,00 ( 2 pessoas)
      Padaria - R$16,50
      Restaurante do Turvo - R$102,00
      Bar do Juarez (Piumhi) 45,00
      Bar do Peixe (Piumhi) 61,00
      Cachorro Quente - R$10,00
      Caldo de Cana - R$5,00
      Espetinho - R$5,00
       
      Considerações Finais:
      1- A infraestrutura turística do local ainda está sendo construída. Faltam estacionamentos, faltam restaurantes e principalmente faltam mais opções de pousadas, hotéis e hostels.
      2- Na segunda feira de carnaval muitos restaurantes fechados!
      3- Segundo um comerciante local em breve nenhum local terá mais acesso gratuito (já há planejamento para cobrança de entrada no Mirante do Canyon).
      4- Eu particularmente acho os valores das entradas muito caros, 35-40 reais em média. Tá certo que existe um custo para a infraestrutura do local, mas isso também precisa ser melhorado. Na trilha do sol, por exemplo, não existe vestiário e o banheiro é minúsculo e sujo! Queríamos trocar de roupa após a trilha e tivemos que fazer isso dentro do carro.
      5- A estrada não é duplicada e o fluxo de caminhões é intenso. Não adianta querer correr e se arriscar em ultrapassagens proibidas. Tem que ter paciência.
      6 – É um destino incrível, de uma natureza exuberante e que vale a pena todo o perrengue para visitar!!
       
      Um abraço a todos e qualquer dúvida é só perguntar nos comentários!















    • Por Carol Magnoni
      Introdução
      Após passar dois dias em Cuiabá (roteiro está no meu perfil aqui no site), fui conhecer Nobres, ou melhor, um distrito de Nobres, chamado Bom Jardim. Um pequeno paraíso no interior do Mato Grasso ainda pouco explorado.
      Bom Jardim fica a 140km de Cuiabá e é conhecida como a “Bonito do Mato Grosso”. Não conheço Bonito, mas garanto que Bom Jardim é maravilhoso e vale muito a pena ser visitada.
      Em primeiro lugar, como chegar? Para responder a essa pergunta tenham em mente o seguinte:
      - eu cheguei em Cuiabá de avião, portanto não tinha carro;
      - eu tinha apenas um dia para conhecer Bom Jardim, nem sequer poderia dormir lá;
      - ônibus não é exatamente uma opção: pelo que pesquisei não existe um ônibus que vá de Cuiabá direto para Bom Jardim, é preciso pegar um ônibus para Nobres e depois outro para Bom Jardim, o que levaria muito tempo, coisa que eu não tinha; mas, para quem puder ficar mais dias em Bom Jardim, talvez o ônibus seja sim uma boa opção, mas já adianto que não é simples comprar passagem pela internet, o melhor mesmo é se informar na rodoviária de Cuiabá;
      - em Bom Jardim os atrativos ficam distantes um do outro, alguns à beira da estrada, outros estrada de terra adentro, o que praticamente impossibilita o traslado entre um e outro a pé.
      Tendo tudo isso em mente, a primeira coisa que pensei foi em contratar uma agência de Cuiabá que incluísse os atrativos (logo tratarei deles), o transporte de ida e volta (Cuiabá-Bom Jardim) e também os traslados entre os atrativos. Embora existam agências que fazem exatamente isso, eu não consegui reservar para a data que pretendia, e não por falta de vaga, mas porque as agências não conseguiram o número mínimo de pessoas para fechar um carro ou van (e olha que era um sábado, na semana do Natal, quando é considerado alta temporada). Eu tentei com 3 agências diferentes e em nenhuma delas deu certo.
      Frustrada, já estava pensando em mudar os planos, quando decidi conversar com a Joana, a guia que me acompanharia nas trilhas na Chapada dos Guimarães (será objeto de outro relato) e ela me sugeriu alugar um carro e ir por minha conta. Porque eu não pensei nisso antes? Talvez por estar sozinha, dirigindo no interior de um Estado até então totalmente desconhecido por mim, numa estrada que não fazia a menor ideia das condições, agravado pelo fato de que eu já sabia que durante o trajeto e também em Bom Jardim não funcionaria celular 😅. Mas, a Joana, que é da região, me encorajou e eu decidi alugar um carro e ir sozinha mesmo.
      A opção foi usar umas milhas que estavam dando sopa e consegui alugar um carro sem precisar desembolsar mais dinheiro. Com as milhas eu paguei a diária de um Ford Ka, desse modelo bem novinho, com ar-condicionado. E foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Além de poder fazer meu próprio roteiro, escolher os atrativos que eu quisesse, ficar neles quanto tempo eu quisesse e parar na estrada quantas vezes eu bem entendesse para admirar a vista que se tem da Chapada, foi bem libertador fazer esse rolê por minha conta.
      Dito isso, se você não tiver um carro para fazer esse passeio, super recomendo que alugue um e faça.
      Mas não seja uma pessoa apressadinha e saia digitando desesperadamente no Google Maps “Cuiabá –> Nobres”, porque assim você vai acabar percorrendo 50km a mais (!!), já que os atrativos não ficam na cidade de Nobres, mas sim no distrito de Bom Jardim, que pertence ao município de Nobres, mas dista 64km da cidade. Se você está em Cuiabá e digita “Nobres” no Maps, o app vai te levar à cidade de Nobres percorrendo um outro caminho, mais longo. Então a dica é digitar “Bom Jardim MT” ou então o nome de algum atrativo, por exemplo, “Balneário Estivado”, assim o Google irá reconhecer um outro caminho, inteiramente asfaltado, e com a economia de 50km.
      O caminho mais curto tem cerca de 140km e leva, em média, 1h50. Já o mais longo (que passa pela cidade de Nobres) tem cerca de 190km e leva, aproximadamente, 2h40.

      Algumas atrações requerem a compra antecipada de vouchers, que são vendidos por agências turísticas situadas na cidade de Nobres, mas você não precisa passar lá para pegar os vouchers. Eu comprei alguns antecipadamente pela internet e liguei na agência pedindo que os encaminhassem ao Aquário Encantado (meu primeiro destino em Bom Jardim), assim, não precisei ir até Nobres. Isso é uma prática comum das agências, não foi nenhum favor que fizeram e não tem problema nenhum em pedir. Cheguei no Aquário e lá estavam meus vouchers me esperando lindamente. Você não tem motivo nenhum para ir à cidade de Nobres, que eu saiba, lá não há atrativos.
      Eu comprei os vouchers com uma agência que encontrei digitando no Google mesmo, a Nobres Turismo (http://nobresturismo.com.br/ ), e deu tudo certo. Os preços são praticamente tabelados, vai ter pouca ou nenhuma diferença entre as agências.
      Atrativos
      Os principais atrativos em Bom Jardim/MT são:
      - Cachoeira Serra Azul (SESC) (R$ 80,00)
      - Aquário Encantado + Flutuação no Rio Salobra (R$ 100,00 sem almoço e R$ 150,00 com)
      - Refúgio Água Azul (R$ 80,00 sem almoço e R$ 130,00 com)
      - Flutuação no Rio Triste (R$ 100,00)
      - Vale das Águas (R$ 100,00)
      - Balneário Estivado (R$ 25,00 para o dia; valor do almoço é R$ 50,00 por pessoa)
      - Lagoas das Araras (R$ 30,00)
      - Boia Cross no Duto do Quebó (R$ 100,00)
      Existem outras cachoeiras, trilhas e atividades, mas as principais são essas aí mesmo.
      Se você puder ficar dois ou três dias em Bom Jardim, você vai ter tempo de conhecer todos esses atrativos. Mas se você não tiver tantos dias, assim como eu, aqui vão algumas dicas para escolher:
      - Aquário Encantado, Flutuação no Rio Salobra, Refúgio Água Azul, Flutuação no Rio Triste e Vale das Águas são atrações semelhantes, que consistem, basicamente, em banho e flutuação, nos rios e nascentes da região. Então você pode escolher apenas uma delas, ou duas, que será suficiente.
      Eu escolhi o Aquário Encantado, porque, por fotos, parecia ser o mais bonito. Não me decepcionei. Eu queria fazer o Aquário e a flutuação do Rio Triste, porque li que no Rio Triste se vê mais peixes, só que o Rio Triste é mais longe, enquanto o Rio Salobra fica do lado do Aquário. Então, para poupar tempo, acabei fazendo a flutuação do Rio Salobra, que foi muito legal. Conto detalhes adiante.
      Além desse eu escolhi visitar o Balneário Estivado e a Lagoa das Araras.
      Quanto eu estava decidindo o que iria visitar e o que deixaria de fora, surgiu uma dúvida bem grande entre o Aquário Encantado e a Cachoeira Serra Azul, que são os dois principais atrativos. Pelas fotos, achei a cachoeira mais bonita que o aquário, mas eu nunca tinha feito flutuação na vida e eu já ia conhecer muitas outras cachoeiras na Chapada dos Guimarães, então optei por fazer a experiência da flutuação (e não me arrependi). Mas ainda quero voltar um dia para conhecer a cachoeira.
      Hoje, eu deixaria o Balneário Estivado de lado e iria na Cachoeira, mas, como a cachoeira é um pouco mais distante, eu fiquei com medo de não dar tempo de ver as coisas direito, de ter que fazer tudo correndo. Mas depois eu percebi que dava tempo de ir tranquilamente.
      Eu comprei o voucher antecipado para todos os atrativos que visitei, porém, uma funcionária do Estivado me disse que só a Cachoeira Serra Azul realmente precisa comprar o voucher antecipadamente, que as demais atrações é tranquilo de comprar na hora. Mas como eu sou super prevenida, não tinha outro dia para conhecer o local e sabia que atrações tem limitação de visitantes, comprei tudo antes mesmo.
      Pois bem. Explicado tudo isso vamos ao relato.
       
      Relato
      Peguei o carro na locadora na noite anterior, deixei tudo preparado na mochila - biquíni, toalha, lanchinhos, dinheiro (é aconselhável levar, pq é uma área rural e às vezes o sistema de cartão pode falhar), etc., dei uma espiada na rota pelo Google Maps e tentei dormir cedo para sair bem cedinho e aproveitar ao máximo meu dia em Bom Jardim.  
      Estava um pouco ansiosa e demorei a pegar no sono, mas quando dormi, dormi pesado! Eu estava cansadíssima dos passeios que tinha feito naquele dia em Cuiabá.
      Acordei umas 7 horas, tomei o café da manhã delicioso da dona do Hostel Dom Bosco e parti rumo à Bom Jardim. Era cerca de 8 horas da manhã.
      No começo estava um pouco tensa, mas o caminho não tem erro não. Por via das dúvidas eu sempre baixo o mapa offline, para não ficar dependente de internet. Para quem não sabe o app do Google Maps tem uma opção gratuita de baixar o mapa de uma região para uso offline, fica válido por 30 dias, eu acho, depois pode renovar.
      Outro motivo para você nem cogitar ir até a cidade de Nobres é que, por esse caminho mais curto, você consegue ter vistas incríveis dos paredões da Chapada dos Guimarães, inclusive tem alguns recuos nas laterais da pista para estacionar, que funcionam como se fossem mirantes. Eu fiz paradas em todos os recuos que vi e fiquei admirada e ansiosa para ver esses paredões de perto. Em alguns dias eu iria para a Chapada dos Guimarães.
      Eu também consegui ver um tucano que passou voando bem pertinho da pista e fiquei encantada, mas obviamente não consegui fotografar.
       



      O caminho foi supertranquilo, a estrada é de pista simples e quase sem acostamento, mas naquele sábado de manhã estava deserta e o asfalto é bom. Importante: durante os quase 150km percorridas não havia NENHUM posto de combustível, então saiam com o tanque cheio. Caso necessário, em Bom Jardim tem posto.
      Depois de quase duas horas, cheguei no trevinho de Bom Jardim e, ao invés de ir para a direita (sentido ao distrito), virei à esquerda, sentido ao Aquário Encantado, meu primeiro destino. Há uma placa sinalizando a entrada por uma estrada de terra e, após cerca de 1km, você chega na sede do local.

       
      Nesse momento eu constatei o que já tinha lido na internet, realmente não pega sinal de celular em Bom Jardim, nadinha de nada. Totalmente incomunicável.
      Eu estava apreensiva porque o céu estava encoberto e ameaçando chuva, mas felizmente não chegou a chover e eu consegui fazer todas as atividades.
      A sede do local é bem gostosa, tem mesas, cadeiras, bancos e redes para descanso, um extenso gramado, um banheiro bem organizado, uma lanchonete que vende salgadinhos, bebidas e onde também é servido o almoço.
      Um guia local (incluído no voucher) organiza um grupo de poucas pessoas (na minha vez tinha 10 ao todo) e orienta que não é permitido usar protetor solar ou repelente, para não desequilibrar o ambiente subaquático. Além disso, devemos deixar todos os pertencentes dentro do carro e ir para o passeio apenas com o que pode molhar, basicamente você e o biquíni hahaha. Eu deixei minha mochila no carro e entreguei a chave para o moço que fica na sede.
      Com ele eu também aluguei uma Gopro por 50 reais para poder tirar as fotos embaixo d´água.  Depois ele manda as fotos que você tirou para um celular que não seja Iphone (não sei porque) ou envia por Whats. Mas se você tiver um celular ou câmera a prova d’água pode levar a sua, sem problemas.
      Depois o guia fornece sapatilha aquática, colete salva-vidas e snorkel. Tudo isso está incluído no pacote e parecia bem limpinho e sem mau-cheiro, coisa que é comum em coletes frequentemente usados.

       
      Aí nós subimos numa espécie de "carretinha" que é puxada por um trator e partimos cerca de 10 horas da manhã mesmo com o clima instável.

       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 16.27.32.mp4 O trajeto na carretinha é curto, menos de 1km. Aí descemos e andamos por uma pequena trilha bem tranquila até o Aquário. O lugar é realmente encantador. Mesmo com o tempo completamente nublado, a água estava cristalina, permitindo enxergar vários peixinhos e a areia branquinha no fundo.
      Sempre com o acompanhados do guia, nós pudemos ficar cerca de 20 a 30 minutos nadando no aquário. A temperatura aquele dia estava amena e, ainda assim, a água não estava gelada. Foi muito gostoso ficar aquele tempo ali explorando cada cantinho do aquário.





      WhatsApp Video 2021-03-07 at 16.44.08.mp4 Não vou encher o relato de fotos, mas saibam que no Aquário tem vários troncos de árvores com peixinhos, algumas formações rochosas submersas, lugares mais rasos e mais fundos para serem explorados. Quem quiser ver mais fotos e vídeos, vou postar no instagram @gocaracol. 
      Depois, nós continuamos por uma trilha curta até chegar na altura do Rio Salobra em que iniciamos a flutuação.
      O guia vai na frente indicando eventuais galhos caídos e mostrando os animais. Nós vimos muitos peixes e até uma arraia. Não é permitido tocar nos animais e é recomendado não tocar os pés no chão, tanto para não levantar areia e prejudicar a visibilidade, como para não relarmos acidentalmente numa arraia escondida. A flutuação dura mais ou menos 30 minutos.
      Eu, que nunca tinha feito flutuação na vida, terminei o passeio adorando e querendo mais. Super recomendado.
       



       

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      WhatsApp Video 2021-03-07 at 16.47.24 (1).mp4 Nós voltamos à sede com o trator e o almoço já estava servido. Um self-service simples, porém bem gostoso, cuja estrela é o peixe frito. Eu comprei o voucher com almoço, que custa 50 a mais que o sem. A comida é boa, mas não achei que valeu os 50, hoje eu levaria um lanchinho e compraria o voucher sem almoço.
      Dali eu fui para o Balneário Estivado, que é um restaurante/lanchonete/sorveteria à beira de uma curva de rio com águas calmas, cristalinas, de temperatura agradável e rasinha, que forma uma piscina natural perfeita para banho. Lá é lotado de peixes como dourados, piaus, pacus e piraputangas.
      Em frente ao local, há um recuo para estacionamento dos carros, cercado por árvores que estão lotadas de macacos-prego que adoram se exibir e tentar roubar alguma coisa de você. Fiquei uns 15 minutos no estacionamento interagindo com os bichos, quando encontrei um casal que também estava chegando para conhecer o balneário. Conversa vai, conversa vem, descobri que o casal é de Jacarezinho, cidade pequena do interior do Paraná onde morei cinco anos para fazer faculdade. Nós não nos conhecíamos, mas tínhamos muitos amigos em comum. Essas coisas inusitadas da vida.

       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.50.01.mp4 Um bebezinho 😍

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.52.09.mp4 Disputando uma sacola que pegaram de algum turista.
      Na companhia do casal, apresentei o voucher e entrei no Balneário. Para nossa su rpresa, lá dentro também há muitas árvores e, consequentemente, muitos macaquinhos. É necessário tomar bastante cuidado para que seus pertences não sejam levados por essas figurinhas que são simpáticas e atrevidas. Eu tratei de colocar tudo dentro da mochila, que estava um pouco pesada e difícil para os macaquinhos levarem embora. E tomava cuidado até na hora de tirar as fotos com o celular, vai que eles pensassem que era comida 😅.
      Lá dentro há banheiros, mesas, cadeiras, e um deck de madeira que dá acesso à piscina natural. Tomei uma cerveja e depois um sorvete e fiquei o resto do tempo dentro da água interagindo e observando os peixes.
       


       
       

       

       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.59.53.mp4 O macaquinho numa tranquila, numa relax, numa boa, dentro do espaço do balneário 😅.

      Era um sábado a tarde de dezembro e não estava cheio. Havia mesas e cadeiras de sobra. E o sol deu as caras nessa hora.
       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.02.51.mp4 O casal de Jacarezinho foi embora antes de mim, porque precisavam ir para outro atrativo que agora não me lembro qual. Era três da tarde e eu já estava um pouco enjoada de ficar ali, porque não tem mais muita coisa pra fazer além de nadar e consumir coisas da lanchonete. Eu bebi só uma cerveja porque estava dirigindo, então não me empolguei de ficar ali mais tempo.
      E foi nessa hora que pensei que, se eu tivesse me organizado melhor, teria dado tempo de conhecer a Cachoeira Serra Azul, mas, embora houvesse voucher disponível, àquela altura eu não queria pagar R$ 80,00 para ficar só uma hora na cachoeira. Isso porque eu ainda tinha um voucher para ir na Lagoa das Araras antes do pôr-do-sol e ainda queria retornar para Cuiabá antes de anoitecer. Além disso, a cachoeira fica meia hora do Estivado, ida e volta daria no mínimo uma hora de traslado.
      Então, aí vai a dica: dá tempo que ficar no Aquário Encantando pela manhã, almoçar no Estivado para conhecer o local, ir no início da tarde para a Cachoeira e voltar para o fim de tarde na Lagoa das Araras. Se quiser algo menos corrido, eu sugeriria tirar o Estivado e incluir a cachoeira.
      Como eu já estava enjoada de ficar no Estivado, não havia tempo hábil para a cachoeira e estava muito cedo para ir na Lagoa das Araras (o ponto alto da Lagoa é no fim da tarde, explico adiante), eu resolvi pegar o carro e dar uma andada para conhecer mais de Bom Jardim.
      Bem, a verdade é que Bom Jardim é minúscula, um vilarejo mesmo, não tem muito o que se ver, então aproveitei para abastecer o carro no único posto de combustível da cidade. Diga-se, o único local que me deu a senha do wifi. No Aquário e no Estivado eu pedi, mas eles me enrolaram dizendo alguma coisa de que era só para funcionários porque a internet é limitada ou algo assim, e eu não insisti. Mas ali no posto eu consegui conectar e mandar uma mensagem para meu companheiro e minha família, avisando que eu tinha chego, que estava tudo bem e que de noite, quando chegasse em Cuiabá, voltaria a falar com eles.

      A "grande" Bom Jardim 😆 - essa é a rua principal.
      Ainda cedo para a Lagoa, eu dirigi de volta para o Estivado e fui um pouco mais à frente para ver o que havia, encontrei uma entrada arborizada de algum sítio ou fazenda e que tinha uma vista bonita para uns paredões parecidos com os da Chapada dos Guimarães, mas menores. Estava tudo completamente deserto, fiquei ali por mais uns 20 minutos contemplando a vista e ouvindo os pássaros.

      Não sei porque, esqueci de registrar a vida para os paredões, mas a entrada é essa.
      Eu acho que era umas 16h quando eu saí e fui, enfim, para a Lagoa das Araras. Antes de ir direto lá, você precisa passar numa loja, chamada Celso Materiais de Construção, onde fica uma pessoa responsável pelo controle de acesso da Lagoa. Na loja você apresenta seu voucher e a pessoa te acompanha até uma porteira (pertinho dali), como eu era a primeira visitante do dia, a porteira estava com cadeado, o homem abriu e eu pude seguir o caminho sozinha. Coisa de poucos metros e você chega na entrada, onde há um gramado para estacionar os carros.
      Parei, comi um lanche que tinha levado e passei bastante repelente nas pernas e nos braços. Com uma pequena trilha bem demarcada, você chega na Lagoa.


      A Lagoa é linda e eu tinha tudo aquilo só para mim. Não havia mais n-i-n-g-u-é-m.
      A Lagoas das Araras é um refúgio de aves e o momento em que mais se avista os bichos é ao entardecer, quando eles ficam voando alucinados de uma palmeira Buriti para a outra. Mas eu não queria ficar até escurecer, porque não queria dirigir de volta para Cuiabá de noite. Eu sabia que ainda estava um pouco cedo para ver a farra dos bichos, mas mesmo assim valeu a pena, consegui ver várias aves que nem sei o nome, araras e a paisagem incrível do reflexo das palmeiras na água.
      A Lagoa, na verdade, é meio que um pântano, lugar perfeito para as Palmeiras de Buriti, que gostam mesmo é do brejo, inclusive um de seus nomes é Palmeira-dos-Brejos. A Palmeira, por sua vez, oca por dentro, forma a casinha perfeita para as araras.
      Toda essa região é uma área de transição do Cerrado com a Amazônia Mato-Grossense, o que faz do lugar um ambiente único para observação da fauna e da flora dos dois biomas.
      Bem, fiquem com a imagens:

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.19.43.mp4  
              

       
           
       

      Aves que nem sei o nome.
       

       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.18.25.mp4 As imagens de celular ficam péssimas, mas ao vivo até que deu para ver bem as araras, que ficam voando de um lado para outro da lagoa.
       

      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.18.25 (1).mp4 Era 17h30 e eu continuava sozinha no local (era sábado !!). Queria ficar lá por muito mais tempo, não enjoava nunca e a cada minuto começava a aparecer mais e mais aves, mas eu precisava tocar a carruagem para não pegar noite na estrada e também para devolver o carro na locadora até às 20h, se não teria que pagar outra diária.
      Quando eu estava saindo, um casal estava chegando, fiquei com inveja do que eles veriam por ali. Mas olha, até que não foi uma ideia ruim voltar antes do pôr-do-sol, porque na volta eu ainda consegui ver os últimos raios de sol refletidos nos paredões da Chapada. Óbvio que eu parei o carro para registrar o momento.


      WhatsApp Video 2021-03-07 at 19.34.41.mp4 Depois desse dia repleto de vistas maravilhosas e de muita interação com a natureza, eu cheguei em Cuiabá. Fui direto para a locadora, devolvi o carro. Chamei um uber e fui para o hostel tomar um banho, jantar e descansar.
      No dia seguinte, meus tios, vindos do interior de São Paulo, passariam em Cuiabá para me buscar e seguiríamos até a cidade de Guarantã do Norte/MT, divisa com o Pará, onde minha mãe mora. Depois eu ainda iria para Chapada dos Guimarães. Essa parte da viagem eu conto no próximo relato 😉.
      Boa viagem e até a próxima 😗

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      WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.50.01.mp4 WhatsApp Video 2021-03-07 at 18.52.09.mp4

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    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
       
      Dando continuidade a atualização de alguns relatos, vou contar um pouquinho de uma viagem que fizemos até Carrancas, no Sul de Minas, no feriado de Tiradentes.
      Nessa viagem minha filha mais velha estava com 1 ano e 2 meses e fomos também acompanhados dos meus pais.
      Hospedagem: Chalé da Tica, via Airbnb.  620 reais para 3 diárias. Muito charmosinho e arrumado, só a água do chuveiro que não esquentava legal.
      Obs1: as atrações são divididas em “complexos”, porque com uma entrada visita-se várias piscinas naturais e cachoeiras. Geralmente dá para visitar 2 complexos por dia.
      Obs2: todas as atrações visitadas encontram-se um pouco afastadas do centrinho da cidade, mas em estradas de terra muito tranquilas de percorrer, mesmo em carro comum.
      Obs3: Carrancas tem otimos preços, média de 5-10 reais a entrada nos complexos de cachoeiras. A exceção fica pela pelo Parque Serra do Moleque, que custa 25 reais a entrada (porém é o que possui melhor infraestrutura).
      Dia 1: Chegada + Cachoeira da fumaca
      Saimos de BH cedo, é uma viagem de cerca de 5 horas considerando uma parada de 20 minutos para esticar as pernas. A chegada em Carrancas já é uma atração a parte, a medida que vamos nos aproximando da serra sabemos que iríamos conhecer um lugar especial. Fomos direto nos instalarmos no chalezinho e procurar um lugar para almoçar. Achamos um barzinho que tinha comida self-service por 10 reais por pessoa, bem saborosa.
      Após o almoço fomos até a Cachoeira da fumaça, que apesar de muito linda é proibido o mergulho. Ficamos lá curtindo a natureza diante de nós. À noite pedimos pizza.


      Dia 2: Complexo da Ponte + Complexo da Toca
      Após o café da manhã partimos para o primeiro complexo de Carrancas, o complexo da ponte: ao longo da trilha já se apresenta diversas pequenas poços que são deliciosos para experimentar as aguas extremamente geladas, mas no final você atinge a estrela do lugar, que á Cachoeira do Salomão, que é deliciosa, é fácil de sentar em baixa de sua queda e curtir uma hidromassagem natural.

      Após o almoço partimos para o complexo da Toca, que também possui vários poços, quedas dagua e o escorregador da Toca que é legalzinho (mas o da Zilda é muito mais, rs), mas a cereja do bolo sem dúvida era o poco do coração e do coraçãozinho, extremamente disputados, rs. A trilha também é belíssima, com bela flores arroxeadas que minha esposa adorou.

       
      Dia 3: Complexo da Zilda + Parque Serra do Moleque
      O complexo da Zilda fica um pouco mais afastado do centrinho de Carrancas (cerca de 12km), mesmo assim em menos de 30 minutos já estávamos lá.
      É cheio de atrações, inclusive para os mais aventureiros tem o racha da Zilda, que pelo que eu li é difícil de ser acessado, pois em determinado momento  precisa atravessar  o rio contra a correnteza.
      Para os meros mortais as melhores atrações são Cachoeira do Indio, as pinturas rupestres e a cereja do bolo: o escorregador da Zilda. É um tobogã absolutamente natural, delicioso de escorrega e cair um poco de agua no final. Ficamos uma manhã inteira somente subindo e descendo por ele.
       
      Depois fomos ao Parque Serra do Moleque, que é na mesma região e onde encontra-se a cachoeira mais gostosa de carrancas, na minha opinião: a Cachoeira da Zilda. Você deixa o carro no estacionamento e desce de jardineira até a entrada da trilha, onde tem banheiro e restaurantes. A trilha até a cachoeira é leve e totalmente sinalizada e acessível, com escadas e pontes. Um poco enorme com uma prainha te espera ao final. Ficamos o restante da tarde ali só curtindo essa maravilha.

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      Dia 4: Complexo da Vargem Grande + Retorno para casa
      Nesse dias meus pais já estava um pouco cansados então fomos só eu, minha esposa e minha filha.
      Esse complexo na minha opinião é o mais lindo. É onde encontra-se a famosa Cachoeira da Esmeralda, ao final da trilha. Mas no caminho até lá já aparecem várias piscinas naturais belas e deliciosas para mergulho. Se chegar na cachoeira por volta de meio dia, a incidência da luz solar faz a agua ficar verde transparente, muito bonita.
      Almocamos num restaurante de comida caseira, que na verdade é na casa de uma senhora mesmo. Demos uma volta no centrinho da cidade, uma rapida passada na sua igreja principal que é bem bonita e voltamos para Belo Horizonte descansados e satisfeitos.

       
      Considerações finais: destino delicioso, de bom custo-beneficio e com ótimos atrativos naturais. Ao contrario de capitólio, que a cada dia que passa fica mais e mais elitizado, Carrancas preserva um ar mais rústico e bom para o bolso. A infraestrutura que ainda é um pouco limitada, fomos num feriado, a cidade estava lotada, poucas opções de bares, lanchonetes e restaurantes, todos lotados, com fila de espera. E também poucas opções de pousadas. Creio que melhorará com o tempo.
       
       
       
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